iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

03/07/2009 - 10:53

Parar de comer para emagrecer…Engorda!

Olá, pessoal!

Os últimos posts sobre as modelos e a São Paulo Fashion Week me fizeram refletir sobre um conceito que atormenta muita gente na ânsia de emagrecer rapidamente: deixar de comer.

Eu não estou falando exatamente sobre a anorexia e outros distúrbios de alimentares e comportamentais, esses casos são para os médicos e psicólogos. Estou me referindo a uma atitude utilizada por muitas modelos, provavelmente, por muitos de vocês na tentativa de emagrecer em pouco tempo, mesmo por aqueles que não dependem da magreza para trabalhar. Seja para entrar na passarela ou caber em uma roupa mais justa, algumas pessoas acabam comendo pouco ou nada e ingerindo quantidades insuficientes de nutrientes.

Em primeiro lugar, é importante que entendam que o corpo humano é uma máquina muito inteligente, e que a evolução começou há muito tempo, quando não existia geladeira, supermercado, feira ou qualquer outro meio fácil de conseguir alimentos. Nos primórdios, a comida tinha que ser caçada ou colhida e havia muitos períodos de escassez.

O corpo desenvolveu a habilidade de estocar energia em forma de gordura e de se proteger de novos períodos de poucos alimentos disponíveis. Como não dava para prever se iria ou não faltar comida, esse sistema foi a garantia de sobrevivência durante milhares de anos, mas também criou um problema para os tempos atuais.

Explico: como a “era da comida abundante” é relativamente recente, o corpo humano continua operando no sistema de economia de energia, ou seja, armazenando gordura. Esse processo hoje é o responsável por existirem muitos obesos e pessoas com sobrepeso, já que o corpo tende a tentar manter o maior peso que já atingiu. Maaaas, por favor, não usem isso como muleta, pois todo mundo sabe como evitar o acúmulo de gordura!

Esse sistema também é responsável por decretar a falha na tentativa de emagrecer. Isso mesmo, quando o corpo detecta que está sendo ingerida uma quantidade muito baixa de calorias por períodos longos (acima de uma semana), ele dispara um processo que segue a seqüência abaixo:

* Diminui a atividade metabólica, baixando a quantidade de calorias gastas nos processos fisiológicos e, conseqüentemente, diminuindo a eficiência desses processos;

* Diminui a disposição para as tarefas do dia-a-dia, para os esportes e até para os trabalhos mentais;

* No caso de ser forçado a queimar energia (como nos programas de emagrecimento com atividades físicas), vai desperdiçar músculos, que são tecidos nobres, e isso acaba prejudicando a manutenção da perda de peso, além de deixar o corpo flácido e molenga;

* E, pasmem, vai tentar a todo custo conservar a gordura estocada, dando um tiro no pé de quem está tentando emagrecer!!! Cai recuperar rapidinho todo o peso perdido assim que a privação acabar (e ninguém consegue mantê-la por muito tempo, a não ser a custa de remédios, que já falamos aqui)

Para fugir dessa armadilha, procure orientação para seguir uma dieta planejada e tenha em mente que seu corpo queima em média de 500 a 750 gramas de gordura por semana. Qualquer coisa acima disso é água ou, pior, músculo.

Use a ciência a seu favor, emagreça com consistência, elimine a flacidez, a celulite, o mau humor, o mau hálito e fique saudável! Tá bom pra você?

Bjo!

Autor: settanni - Categoria(s): Corpo/Saúde, Dieta/Alimentação Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
14/04/2009 - 12:01

História da vida real

Olá, pessoal!

Até hoje sempre utilizei exemplos e historias de celebridades e famosos para ilustrar as dicas e conceitos que passo para vocês aqui. Dessa vez peço licença para contar um caso diferente.

Uma visita que fiz a uma cliente que treina comigo e com os professores da minha equipe me fez refletir, e resolvi colocar aqui essa historia da vida real. Não que a das celebridades não seja real, mas acredito que esta seja mais próxima da realidade da maioria e fará todos terem certeza de que é possível mudar, mesmo sem toda a estrutura e $$ que os famosos têm ao seu redor.

A pedido dela, vou usar um nome fictício* e não mostrarei o rosto nas fotos, ok?

Há mais ou menos um ano, Paula* me procurou após ler um post aqui no blog falando sobre emagrecimento. Estava desanimada, pois já havia tentado de tudo, feito diversos tipos de exercícios, tentado todas as dietas possíveis e até utilizado remédios para emagrecer. O resultado acabou sendo sempre desanimador, pois por mais que conseguisse emagrecer um pouco em curto prazo, ou recuperava tudo rapidamente ou ficava flácida, pois perdia músculos. Eu já disse para vocês que flacidez é um aspecto muito broxante no corpo de uma mulher, por mais magra que esteja.

Havia ainda mais um obstáculo: Paula é executiva e nem sempre em sua rotina de reuniões e viagens ela conseguia se alimentar adequadamente, tendo que se adaptar ao que aparecia para comer.

Na primeira conversa, confesso que fiquei preocupado. Ela tinha aquele corpo gordinho, meio roliço e molenga, e uma certa resistência em fazer musculação, principalmente pelos maus resultados obtidos até então.

Percebi que minha primeira missão seria convencê-la a seguir meu programa, confiar no meu trabalho e fazê-la acreditar que poderia chegar lá. Tracei o plano dizendo para ela o seguinte:

* Fazer o que chamo de “dieta xiita” durante um tempo, até eliminar uma boa parte da gordura. Fingir que faz dieta não adianta, é preciso planejamento (para não ter que submeter-se aos biscoitinhos da reunião) e força de vontade para dizer não nas baladas com os amigos e na cervejinha com o namorado. Claro que pode sair, mas escolha o que vai comer e beber. Qual prazer você prefere: comer e beber tranqueira sem controle e continuar gorda ou ter um corpo bonito e em forma fazendo as escolhas certas?

* Esquecer o preconceito com a musculação. Ela modifica o corpo e ajuda a manter a perda de peso, além de evitar que fique flácida e molenga. Para isso, um programa com exercícios isolados e entremeado com treinamento cardiovascular, para aumentar o gasto calórico e otimizar o tempo sem aumentar demais o volume dos músculos.

* O mais importante é conseguir enxergar-se em forma, acreditar todos os dias que vai chegar lá, assim consegue resistir às tentações de comer errado e furar o treino. Se precisar, pense “vou seguir esse programa por 24 horas”, e renove esse voto todos os dias.

O resultado do nosso trabalho pode ser visto nas fotos do post, tiradas no último feriado. Claro que a Paula não virou uma mega magra, mesmo porque, com sua rotina e com sua genética, isso seria quase impossível. Ela virou, sim, um exemplo para as amigas e para os colegas do escritório, aprendeu a gostar do seu corpo e cuidar bem dele, aumentou 1000% sua auto-estima, brigou com o namorado cervejeiro e adora desfilar o novo corpinho nas praias e nas viagens que faz.

Aproveitem a vitória da Paula para se inspirar e mudar de vida também! É só querer e começar amanhã, sem pular nem mais um dia!

Um beijo para todos e um especial para Paula.

Autor: settanni - Categoria(s): Corpo/Saúde, Dieta/Alimentação, Musculação/Academia Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo