Alongamento não existe. Calma, leia até o fim…

Olá pessoal!
Obrigado pelos contatos no blog e no site! Como tenho recebido muitos pedidos para formatar treinos e dietas, daqui a pouco irei disponibilizar em meu site uma área para que vocês consigam receber minha ajuda para personalizar seu programa e ter meu acompanhamento on line. Aguardem, porque prometo que será muito interessante, prático e útil.
Mas hoje o foco é outro. O frio continua e eu vou aproveitar para, como disse ao final do post anterior, falar sobre alongamento. Quase todos nós já ouvimos que estamos “duros”, “travados”, que devemos fazer alongamentos, aquela conversa toda. Em primeiro lugar, alongamento não existe. Calma, não precisa ficar nervoso ou correr nos comentários, eu explico abaixo:
Durante muitos anos de minha carreira pairou sobre mim uma dúvida: se o músculo é um tecido, como pode alongar-se sem romper ou rasgar? Tente alongar o tecido de sua roupa e observe o que acontece. Se o comprimento aumentar, é porque o tecido ficou deformado. E conversando com meu amigo e parceiro Fisioterapeuta David Costa tive a confirmação de minha suspeita. Alongamento é uma palavra errada para definir o que na verdade deveria chamar-se relaxamento. Isso mesmo.
As posições orientadas para alongar são um treinamento de tensão excêntrica visando a manutenção do comprimento normal do músculo e objetivando o relaxamento do estado de contração (perdão pela linguagem técnica, mas aqui ela se faz necessária).
Ou seja, agora de forma mais simples, você não alonga seu músculo, você faz com que ele destrave, voltando ao comprimento normal. Claro que esse destravamento é importante, pois se exercitar travado pode levar a lesões e ser prejudicial para sua performance.
Vamos esclarecer outra coisa. Poucas pessoas nascem com a característica de ser muito flexível, assim como poucas nascem privilegiadas para construir músculos com facilidade. Os atletas da ginástica olímpica, que são muito flexíveis, iniciam o treinamento ainda criança e não fazem simplesmente alongamento, mas sim flexibilidade em nível articular, o que é muito dolorido e altamente sujeito a lesões.
Para nosso dia-a-dia e para fazer o que chamamos de alongamento leve em consideração os itens abaixo:
* Alongue-se antes e depois de fazer esporte, sinta uma pequena tensão e segure a posição por aproximadamente 20 segundos. A dor excessiva é sinônimo de que a tensão está muito forte e um alongamento máximo na verdade é uma contração;
* No caso dos treinos de musculação, alongue antes e evite alongar-se depois. Um treino bem feito provoca micro lesões nos tecidos e os alongamentos são contra indicados nesse momento. A não ser que você alongue um músculo ou região diferente do que foi treinado. Por exemplo: se treinou pernas, pode alongar a parte de cima;
* Dificilmente você precisa de mais do que 5 minutos para alongar-se, em nível amador;
* Não se preocupe se seu amigo ou colega de academia é mais alongado que você. Do mesmo jeito que as pessoas têm potenciais diferentes para construir músculos, também há enormes diferenças na capacidade de ser flexível. Você não precisa encostar as mãos no chão para achar que está ok em termos de alongamento, como não precisa ter os músculos da Madonna para achar que está em forma. O limite é genético e dificilmente um adulto burla essa regra;
* Aprenda a executar as posições e as faça sozinho, pois assim é fácil estabelecer o limite da tensão. OIha só o ator Alexandre Borges se virando sozinho na foto, sem ninguém para empurrar ou puxar nada. O alongamento com auxílio deve restringir-se a orientação de fisioterapeutas, e não ser executado por professores. Professor que alonga aluno, na minha opinião, comete um erro. O aluno deve ser ensinado a alongar-se e respeitar seus limites de comprimento dos tecidos.
É isso aí, ninguém tem que virar um yogue para achar que está alongado!
Bjo para todos!
Olá pessoal!
Olá, pessoal!
