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quarta-feira, 13 de abril de 2011 Noias | 22:15

Nua, sem Photoshop

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Coragem. Essa é a palavra que melhor descreve a atitude de Gemma Collins ao fotografar para a edição desta semaa da Heat. Aos 40 anos, a destemida vendedora de carros e estrela do reality show inglês “The Only Way Is Essex” ficou nua para a revista e dispensou o Photoshop. O motivo? Provar que tem orgulho do corpo curvilínio.

Gemma na capa da Heat: “Eu ao meu corpo de manequim 48!” (Crédito: Reprodução)

Mas por quê eu insisto em dizer que Gemma é uma Plus Size de coragem? Porque ela deu a cara para o mundo bater. Ela não tirou a roupa apenas para se apreciar. Gemma permitir que uma revista de alcance internacional divulgasse suas dobrinhas!

Olhar de Gemma traduz a satisfação com o seu corpo (Foto: Reprodução/Heat)

A ex-”Essex” se expôs aos admiradores e àqueles que provavelmente a ridicularizarão. Ela é corajosa por ter aceitado correr o risco de ouvir críticas. Se você não está segura de que é bela com suas grandes curvas, ouvir ofensas como “gorda, baleia, saco de areia” podem te levar ao chão. Ou melhor, te levar à mesa, porque gordinhas adoram afogar as mágoas em refrigerantes ou milk shakes.

Gemma recebe massagem durante episódio do reality “The Only Way is Essex” (Foto: Reprodução/ITV2)

A imagem de Gemma me emocionou. “Eu não sou perfeita, mas me sinto confiante e bonita”, afirmou ela em entrevista à edição.

Bonita mesmo, Gemma!

Autor: Carla Manso Tags: , , ,

terça-feira, 29 de março de 2011 Moda, Noias | 16:20

Lutamos contra o peso na esperança de vencer nosso próprio preconceito

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Na última semana, a cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, foi palco de um evento para lá de especial, o Beleza Não Tem Tamanho e Não Tem Idade. E especial por dois motivos:

1) É um evento que chegou para fazer a diferença. Além de contribuir para a autoaceitação de mulheres dispostas a recusar padrões pré-estabelecidos, nos faz encher os olhos e admirar mulheres de mais idade;

2) Foi no Beleza Não Tem Tamanho e Não Tem Idade que a Raquel Correa, de 23 anos, gritou ao mundo: “Tenho orgulho das minhas formas!”, já que naquele dia realizava seu primeiro trabalho como modelo Plus Size.

Com 1,65 m de altura, Raquel varia entre os manequins 48 e 50. “Confesso, já fiz a loucura de tomar inibidor de apetite, mas hoje em dia eu me orgulho de ser como eu sou. A gente tem que parar com essa besteira de que é feia, não tem valor… A gente tem muito valor!”, diz ela, desassociando beleza de boa forma, em entrevista ao FATshion.

Enquanto eu conversava com ela, vi o quanto nossa história se assemelha. Nós lutamos contra o peso, na esperança de vencer nosso próprio preconceito. Descobrimos o tal do amor próprio e ganhamos uma nova vida. A maternidade me ajudou, enquanto a Raquel recebeu a ajuda do marido, Glaucus Cavagioni, de 24 anos. “Ele queria que eu gostasse de mim do mesmo jeito que ele gostava”, conta ela, ressaltando a importância do amado, que está ao seu lado há 10 anos, no seu processo de autoaceitação.

Raquel Correa e o marido, Glaucus Cavagioni: ajuda para levantar o ânimo e descobrir o amor próprio (Foto: Arquivo Pessoal)

Raquel entre os pais, Luiz e Dal Correa (Foto: Arquivo Pessoal)

A mãe de Raquel, Dal Correa, de 44 anos, foi a primeira a sugerir a carreira de modelo para a filha. “Ela sempre falou que meu rosto era bonito e que eu deveria investir nisso”. Mas foi no segundo semestre de 2010 que ela descobriu o FATshion e me conheceu: “Fui incentivada pelo seu trabalho”, me contou. Poxa vida… O que dizer numa hora dessas? Sinto que cada minuto que gasto escrevendo para este blog vale a pena. Só Deus sabe o quanto meu coração se alegra com essa notícia.

Raquel, então, correu atrás de agências de modelo, até que a Ankara Models a chamou para desfilar em sua cidade. E na plateia, ninguém mais, ninguém menos do que os seus orgulhos pais, Luiz Correa, de 52 anos, e Dal.

Raquel recebe maquiagem nos bastidores do evento (Foto: Arquivo Pessoal)

No evento, as grifes Simulassão, Unique, Camarote, Casamarela Noivas e Carmen Steffens exibiram looks para o dia a dia, para o trabalho e para festas. Os convidados, de diferentes tamanhos e idades, foram recebidos no restaurante Espaço Gourmet com um chá da tarde de pães, bolos, sucos e frutas.

O Beleza Não Tem Tamanho e Não Tem Idade ainda deixou duas massagistas a postos para fazer relaxamento facial e nas mãos dos convidados, além de oferecer uma maquiadora para retocar a produção de cada um.

Antes de seu primeiro desfile, Raquel sentiu muita adrenalina. “A sensação era de estar no alto daquele elevador do Hopi Hari”, descreveu, após receber os cuidados de cabelo e maquiagem nos bastidores do evento. “Realizei um sonho meu e de toda menina. Todas devem sentir vontade de modelar e ser tratada dessa forma”.

Raquel Correa no seu primeiro trabalho como modelo Plus Size: arrasou no carão! (Foto: Arquivo Pessoal)

A experiência deixou a nossa modelo com vontade de quero mais. “Estou à procura de mais trabalhos”, diz ela, que pretende participar de novos desfiles e sessões de fotos, mesmo que seja um desafio dar continuidade à realização deste sonho. “Os maiores eventos estão nas capitais, principalmente São Paulo. Em cidade interiorana não temos acesso às grandes mídias”.

Se depender da minha torcida, ela já é uma modelo de sucesso!

Autor: Carla Manso Tags: , , , ,

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 Noias | 15:55

Jurei minha torcida à Paula Leite, do BBB, mas volto atrás

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Atualizada às 16h36

Nem que eu quisesse, hoje não daria para falar de outra coisa, senão a estreia do BBB. Eu gosto do reality show, assinei o Pay Per View (#prontofalei), pesquisei sobre todos os participantes e estou analisando-os, principalmente a Paula Leite. A polêmica sobre o peso dela me chamou a atenção. Eu a anunciei como Plus Size aqui no FATshion, mas depois a amiga dela, a Manu, me deixou na dúvida sobre sua verdadeira silhueta.

Só que, depois da estreia, posso afirmar sem medo: Paula Leite é, realmente, Plus Size. Se ela assina embaixo? Aí já é outro papo.

Ao entrar na casa, Paula se sentiu desconfortável no lindo – e justo – vestido negro, porque ele subia a todo instante e ela não parava quieta (risos); Já na hora de conversar com o Bial, ela usava uma camisa escura, xadrez, e se “escondia” entre os demais confinados (Foto: TV Globo)

A produção do programa esteve na casa de cada um dos selecionados para o BBB11. O bombado encontrou a chave da casa mais vigiada do País em um álbum de fotos. A chave do roqueiro estava na coleira do seu enorme cachorro. A da mulata estava na sua faixa de musa do Carnaval. A da Paula estava embaixo de uma pizza. A mensagem que a Globo quis passar está clara: ela é a GG da edição.

Eu deveria estar feliz com a notícia. Confesso que no primeiro dia eu fiquei feliz e, na euforia, até jurei minha torcida. É pecado voltar atrás? Então pequei, porque eu não estou pronta para me entregar a ela (risos). Estou com a impressão de que a Paula não se dá valor. Eu não vou torcer para ela só porque ela é gordinha. Preciso conhecê-la melhor (risos – muitos risos).

Em contrapartida, meu coração aperta quando eu lembro da carinha de triste da Paula. Ela chorou ao receber três votos de eliminação no primeiro dia de confinamento. Ficou parecendo que ela não é tão segura quanto diz. A segurança que ela demonstra ter, funcionaria como um escudo contra possíveis críticas. Mostrando-se forte, ela não é criticada. Quando isso falha, ela desaba, deixando à mostra sua verdadeira e frágil personalidade. Será?

Agora ela tem sido chamada de “Jabulani” (bola utilizada na Copa do Mundo) e parece não se importar. Durante bate-papo com o Igor, que já utilizou o apelido – para mim, maldoso e preconceituoso – algumas vezes, ela aceitou a justificativa do cantor de rap: “É um apelido carinhoso”. E encerraram o papo com um aperto de mãos.

É tudo muito novo e o tempo é o senhor da razão. Não quero julgá-la errado, então vou assistir mais ao programa antes de mencionar seu nome de novo.

Autor: Carla Manso Tags: , ,

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 Noias | 19:54

Meus desejos para 2011…

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Hoje é o último dia de 2010 e minha cabeça está fervendo. Tenho vontade de renovar tudo, não apenas o ano. Li, respondi e organizei todos os meus e-mails. Arrumei o meu armário. Não deixei roupa para lavar! Pensei no meu filho o dia todo e desejei muita saúde, paz e alegria para ele, que viajou com o papai neste réveillon. Mas o que também não saiu da minha cabeça desde a manhã foi o FATshion. O que eu gostaria que acontecesse no mundo Plus Size neste novo ano, levando em conta as transformações pelas quais este segmento da moda tem passado?

Por enquanto, eu sei o que eu desejo para mim. Quero continuar com saúde, trabalhando bastante, vivendo momentos incríveis ao lado do meu filho, do meu pai lindo, da minha mãe, da minha irmã e da minha sobrinha que nasceu há 25 dias. Quero dar mais atenção aos meus amigos. Quero sonhar.

Sinto que sonhei muito pouco em 2010. Dormi pouco, o que contribuiu (risos), mas eu quero dizer que fiz poucos planos e quase não fantasiei, porque me faltou uma nova paixão. A paixão por mim mesma já é antiga (risos), assim como a paixão pelo meu filho. O que faltou, foi eu me encantar, me apaixonar por um homem e desejá-lo ao meu lado. Em 2011 eu espero que isso aconteça, para que a minha vida ganhe ainda mais cor, mais sentido, mais amor.

Falando em amor, amo os comentários que recebo no FATshion. Nunca tive a oportunidade de agradecer à você, que sempre – ou só de vez em quando – deixa uma mensagem. Saiba que elas me acariciaram durante todo este ano, desde a estreia do blog. Amo conhecer a história de cada um. Amo conhecer novas opiniões. Amo receber elogios, claro (risos), e agora retribuo a cada um: `Você deixou marcas eternas no meu coração e contribuiu com os demais leitores. Você foi e é incrível. Obrigada por fazer parte da história do FATshion e, portanto, da minha vida!`

E a moda Plus Size, como fica em 2011? Ah… Ela vai invadir novas passarelas, novos armários, novas vidas. Estes são os meus votos para o segmento neste novo ano. Desejo maior investimento de mídia e, consequentemente de lucro para as lojas. Assim, mais gordinhas as descobrirão, renovarão o visual e ganharão autoconfiança. Desejo que as modelos Plus Size sejam mais valorizadas – com o aumento do cachê (risos) – e que novos talentos sejam descobertos!

Sonho com um 2011 emocionante e intenso. Espero que você possa sonhar comigo!


Lucas Manso me encheu de beijos em 2010. Foto do Natal! (Crédito: Andrea Pitta)

Autor: Carla Manso Tags: , , , ,

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 Moda, Noias | 10:04

Cadê a Plus Size que estava aqui? Sumiu!

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É…. Adeus, Crystal Renn. O mais novo editorial da modelo, assinado por Tom Ford e publicado na Vogue Paris de dezembro, comprova sua saída do mundo Plus Size.

Unhas postiças exageradas ajudam a compor visual de madame (Foto: Tom Ford/Divulgação)

Nas poses, Crystal ridiculariza o aumento de cirurgias plásticas. A ex-modelo Plus Size aparece toda enfaixada e com uma maquiagem ímpar, simulando preenchimento labial e botox.

Crystal está indiscutivelmente magra (Foto: Tom Ford/Divulgação)

Crystal, espero que esteja feliz na nova e estreita silhueta, mas confesso que vou sentir saudade. De verdade! Então, agora quero relembrar como era Crystal Renn antes do emagrecimento:

 

Autor: Carla Manso Tags: , , , , ,

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 Noias | 14:41

Criadores do “Rodeio de Gordas” precisam de carinho e atenção

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Universitários ridicularizam gordas para chamar a atenção de colegas de faculdade

Alunos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) montam sobre garotas obesas para fingir que estão sobre um touro e chamam a ação, que foi transformada em competição, de “Rodeio de Gordas”.

Pensei, pensei… Avaliei, filosofei, senti dor de estômago de tanto nervoso e depois que passou a vontade inicial, que foi sair distribuindo xingamentos, finalmente consegui relaxar e concluí que faltou carinho na criação destes alunos.

Um garoto com o coração pleno de amor e em paz consigo mesmo não seria capaz de cometer uma agressão a outra, com a “simples” finalidade de buscar destaque no grupo de amigos. Se eles ainda fossem adolescentes, lutando para se conhecer melhor e buscando afirmação, vá lá. Não estaria certo, mas ao menos, com um pouco de condescendência, dava para tentar entender. Em se tratando de universitários, essa atitude é uma aberração.

Eu fico preocupada com as consequências que este crime pode trazer à vida destas garotas obesas, que agora são ainda mais capazes de desenvolver um perfil introspectivo, de insegurança e baixa autoestima.

Eu já sofri discriminação e conheço a intensidade da dor que estas garotas sentiram. Mas sei também que um acontecimento como este pode torná-las mais fortes para enfrentar os desafios que a vida impõe a todos e, de forma ainda mais implacável, às gordinhas.

Eu poderia ofender e criticar estes alunos, mas só consigo ter dó. Eles não levaram nenhum troféu para casa, local onde não recebem a atenção de que necessitam. Uma boa dose de colo de mãe poderia resolver todos os problemas desses rebeldes sem causa.

Os alunos criadores do “Rodeio de Gordas” agrediram para se divertir. Isso demonstra que é preciso punição para que enxerguem o tamanho da crueldade que cometeram.

Desejo que eles sejam repreendidos firmemente pela diretoria da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, com a esperança de que o chacoalhão os faça refletir sobre suas vidas e atitudes, e eles mudem interiormente para não mais machucar as pessoas como forma de diversão.

Leia mais: Vice-diretor se emociona em reunião sobre “rodeio das gordas”

Autor: Carla Manso Tags:

sexta-feira, 3 de setembro de 2010 Moda, Noias | 17:03

Meu guarda-roupa é como uma loja: tem tamanho G, GG e XG

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Eu não me peso regularmente. Não é que eu fuja da balança… Eu só não vejo necessidade de descobrir se adquiri ou eliminei gordurinhas do meu corpo. Se estou com 85 kg, 90 kg ou 95 kg, não importa, desde que a minha saúde esteja em dia.

De fim de semana eu costumo caprichar um pouco mais nas guloseimas e é comum que a calça que usei na sexta-feira não feche de maneira confortável na segunda. Numa semana o sutiã se encaixa perfeitamente. Na semana seguinte, ele pode incomodar. O mesmo acontece com a manga das blusinhas, que ora estão soltas, ora tentam apertar a circulação do meu meu braço (risos). Em outras ocasiões, o efeito é contrário e percebo que a calça está caindo, por exemplo.

Meu peso influencia na escolha das minhas roupas, mas não me deixa insegura (Foto: Ganhei de Presente)

Por isso, confesso, meu armário é surreal. Tenho muitas roupas de manequim 44, 46 e 48. Tenho calças que hoje me vestem muito bem, enquanto outras ficam apertadas ou largas demais. Algumas calcinhas hoje estão mais justas, em tamanhos ideiais ou mais larguinhas. O comprimento dos meus vestidos oscilam, de acordo com o tamanho da minha barriga e das minhas costas.

É comum que o corpo da gordinha aumente e diminua de maneira considerável em um curto período de tempo, porque nosso apetite vai e vem, de acordo com a nossa estabilidade emocional. Há também as gordinhas que não podem controlar o aumento ou a diminuição do peso, devido a problemas de saúde.

Mas assim como um prefere estampa de bolinha e outro opta pela estampa de florzinha, um gosta mais da magrinha e o outro da gordinha. Ou seja, o ponteiro da balança não se responsabiliza pela ausência de um namorado na sua vida ou pelo pouco aproveitamente de uma ida à praia. Seja mais você, vestindo P, M, G ou GG.

Autor: Carla Manso Tags:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010 Moda, Noias | 21:36

Mariah Carey passou o show inteiro tentando se esconder

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Fui ao show da Mariah Carey no último sábado (21), na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. Quem disse que eu gostei? Ela está bem gordinha… Até aí, isso não seria um problema para mim, se antes não fosse um problema para ela. A insegurança dela com o próprio corpo a fez ficar travada no palco. Ela mal se mexia e usou roupas para se esconder. Resultado: um show tenso, sem brilho e pouco emocionante.

Mariah Carey tenta se esconder durante o próprio show (Crédito: Luciano Trevisan/Fotomídia)

A Mariah entrou no palco com um vestido glamouroso, semelhante ao de uma princesa de conto infantil, porém preto, os cabelos volumosos, luvinha e tiara. Ela tentava esconder o braço gordinho com os cachos do cabelo e eu aposto que o aplique que ela usava era um truque para tirar a atenção das costas gordinhas, e para deixá-la mais proporcional, já que o seu quadril aumentou. Agora me diz… Por que ela não jogou esse cabelo para trás e levantou os braços para interagir com o público nas músicas dançantes, como faz a Preta Gil e como fez Ivete Sangalo enquanto esteve um pouco acima do peso?

Ivete Sangalo à vontade, mesmo com os quilos a mais (Crédito: AgNews)

O ponteiro da balança não tem o poder de arrancar o carisma e o talento de ninguém. Embora, se não for bem aceito, gera a autosabotagem. No caso da Mariah, ela criou sua própria armadilha ao deixar de encarnar a diva que sempre foi e não deixou de ser. A diva Mariah dorme sob o medo de decepcionar e a vergonha de ser quem realmente é, traduzidos pelo seu comportamento e os looks escolhidos para a apresentação. Ela criou o fracasso do próprio show.

Na troca de roupa, a cantora retornou ao palco com um salto altíssimo, um vestido curto ainda mais brilhante, porém, novamente preto. Um casaco escuro escondia os braços. Pra quê, Mariah? Se joga! Chacoalha este corpitcho! Mais para o final do show, ela optou por uma camiseta branca, shortinho e uma chupeta pendurada no pescoço – talvez justificando o aumento do peso com uma gravidez. Porém, não perdeu a oportunidade de se enfiar em um casaco longo… e preto.

Mariah escondeu os braços e não conseguiu fugir do preto durante a apresentação de Barretos. Na foto da direita, Mariah usa uma chupeta pendurada no pescoço. Estaria ela grávida? (Créditos: AgNews e Luciano Trevisan/Fotomídia)

Quando o show terminou, consciente de não ter agradado, ela escreveu em seu perfil do Twitter: “Essa noite foi difícil para mim por razões pessoais.” Ela cantou para um público de 28 mil pessoas e conseguiu passar despercebida por grande parte delas. Alguns fãs escreveram ao FATshion dizendo que gostaram de sua apresentação. Mas quem olha de fora, percebe que a cantora não ficou satisfeita com sua performance. Faltou ela se aceitar.

Leia mais: Gravidez? Mariah Carey usa colar de brilhantes em formato de chupeta

Autor: Carla Manso Tags:

terça-feira, 17 de agosto de 2010 Noias | 11:48

Ah, o amor…

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Sou sempre questionada sobre a minha autoaceitação. Mais difícil do que me amar sendo gorda é fazer as pessoas acreditarem que isso é possível. Eu não tenho dias mais ou menos tristes por causa do meu peso. Isso é realmente algo que não me incomoda, porque aprendi a enxergar além das minhas formas.

Depois de uma infância com “peso padrão”, cheguei a uma adolescência de 100 kg. Entre tantas dietas que fiz, perdi 35 kg e encontrei grande parte deles em seguida. Hoje, aos 24 anos, peso 90 kg e estou na melhor fase da minha vida, porque aprendi que não existe fase melhor do que a que estamos vivendo. A experiência fez amadurecer o meu olhar para a vida e, consequentemente, diante do espelho e para os que estão ao meu redor.

Quando olho pra mim, penso como Fernando Pessoa:

“Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

O amor preenche, cuida e protege. Eu me amo, por isso não ando com quem me coloca pra baixo. Eu me amo, por isso cuido de mim e quero me vestir de maneira confortável e para me sentir bela. Eu me amo, por isso não deixo que o preconceito me entristeça. E como eu acreditaria no amor dos meus pais e do meu filho por mim se eu não entendesse que é possível me amar?

Adotei o amor como filosofia de vida e encontrei no amor as respostas para muitas das minhas questões.

O  amor explica, ensina e resolve tudo.

Eu com o Frederico e o Napoleão, um dog alemão e um dálmata, no sítio da minha amiga, Juliana Telhada (Crédito: Arquivo Pessoal)

Autor: Carla Manso Tags:

quinta-feira, 12 de agosto de 2010 Noias | 07:00

Hora da faxina

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Decidi tirar meus piercings. Em um passado não muito distante, jamais passaria pela minha mente ficar sem este adorno no nariz. Hoje sinto que ele camufla  minha identidade. Assim como um dia tive vontade de me desfazer de um sapato velho, hoje tenho a vontade de tirar “o brinco do nariz”.

Eu não falo mais “belê”. Eu não uso mais meias coloridas. Eu não coleciono mais bichinhos de pelúcia. Eu não rio mais na hora errada. Eu não desenho mais corações em vidros de carros sujos. Eu não uso mais camiseta do Chapolin.

Mas eu não deixei de ser feliz.

Novo visual, sem piercing no nariz (Foto: Carla Manso)

Hoje minha alegria é disputar a bola com o meu filho, acertar o sal do arroz, chegar em casa a tempo de assistir o finalzinho da novela das nove. Minha alegria é poder ouvir a voz calma do meu pai e a risada da minha mãe. Ontem à noite, meu filho disse: “Me abraça, senão eu não consigo dormir”. Isso me dá alegria. Alegria de viver!

Confesso que exagerei quando fiz oito furos em uma só orelha, na adolescência. Embora eu achasse bonito, hoje sei que no fundo, no fundo, eu queria levar bronca da minha mãe. Eu queria ver meu pai esboçar uma reação. Eu queria chamar a atenção da “galera” para fazer novas amizades e impressionar os “gatinhos”.

Eu tinha quatro joias: nariz, freio da língua, umbigo e orelha (Foto: Arquivo Pessoal)

Agora eu ando mais “na minha”. Ou melhor, estou em uma fase mais reservada.

Quando me assumi, tirei vantagem: amadureci. E esse  amadurecimento agora me mostra que é momento de guardar o que precisa ser guardado – como os meus valores e os meus amores – e me desfazer de símbolos culturais nos quais busquei uma identidade, mas que jamais significaram aquilo que eu sou.

Quem eu sou?

“Sou uma pessoa feliz,
Amo muito a vida
E dela sou aprendiz;
Tenho várias paixões,
Mas, como qualquer um,
Possuo imperfeições;
Se os caminhos desta vida
Ainda não sei decor,
Pelo menos busco,
A cada dia,
Tornar-me alguém melhor.”

 Dennys Távora

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