Vinnie Del Negro | Fábio Sormani - Part 3

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sábado, 14 de março de 2009 NBA | 12:43

RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA

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O Cleveland quase entregou o jogo no terceiro quarto. Levou uma sova do Sacramento de 15 pontos (39-24) e cometeu seis erros.

Neste período, chegou a ficar atrás no marcador em 16 pontos. Vi a viola em cacos, embora faltasse ainda um quarto pela frente.

Os 12 minutos finais foram de pura recuperação, mas não suficiente para levar o time à vitória. O que o Cavs fez foi igualar a partida em 116 pontos e empurrá-la à prorrogação.

Poderia ter vencido, é bom que se diga, se LeBron James (foto AP) tivesse acertado o segundo lance livre a 24 segundos do final, igualando o marcador. Se o alvo fosse acertado, o time de Ohio teria aberto 117-116 e evitaria o tempo extra.

Mas LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça – e acabou falhando.

Mas não sucumbiu aos erros na prorrogação. Fez seis dos dez pontos do Cleveland no tempo adicional e comandou a vitória em 126-123.

LeBron fez 51 pontos…

FIM

LeBron James não conseguiu marcar novo “triple-double”. O ala do Cleveland havia atingido a marca nos últimos três jogos da equipe.

Ontem, além dos 51 pontos, distribuiu nove assistências, apanhou apenas quatro rebotes e deu três tocos.

LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça.

VAREJÃO

O capixaba fez uma grande partida ontem à noite na capital da Califórnia. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra foi perfeito: 8-8 (100%). Bobeou apenas nos lances livres (seu calcanhar de Aquiles): 2-5.

Se tivesse encestado todos seus tiros fatais como fez nos chutes com a bola em movimento, terminaria a partida com 21 pontos. Mas graças aos três erros na linha decisiva, acabou a peleja com 18.

Ótima pontuação; sem dúvida alguma, ótima.

Tão admirável quanto os pontos foi o seu desempenho nos rebotes: 12. Desta dúzia, cinco foram no ataque.

Um “double-double”, portanto.

LIDERANÇA

Com a vitória, o Cleveland igualou a campanha do Lakers com 52 vitórias e apenas 13 derrotas (80%). Mas pelo critério de desempate o time da Califórnia leva a vantagem, pois venceu os dois encontros entre ambos.

Portanto, se o Cavs quiser o primeiro lugar na classificação geral – e quer, como sabemos –, tem que torcer por um tropeço a mais do Lakers até o final da temporada regular.

De qualquer maneira, a vitória de ontem reservou ao Cleveland o título da Divisão Central, fato que não ocorria desde a temporada 1975-76.

E o que isso quer dizer?

Nada.

INACREDITÁVEL!

Só não caí de costas porque estava sentado. Mas vocês repararam no torcedor com a camisa do São Paulo no Arco Arena?

Foi durante o último tempo pedido pelo Sacramento, a cinco segundos do final da partida durante o tempo normal, quando LeBron James fez falta em Kevin Martin.

A tevê local não saiu para o “break” comercial e ficou nos jogadores dos dois times e depois no narrador (lá chamado de play-by-play) e o comentarista (color analyst). No fundo, os torcedores, pois nos EUA os profissionais da imprensa ficam ao nível da quadra.

Os dois falando, quando, no fundo, eu vi o torcedor são-paulino.

Sensacional!

Outro dia, não sei se alguém reparou, no TD Banknorth Garden, em Boston, tinha uma bandeira do Brasil na arquibancada alta atrás da tabela do lado esquerdo da câmera de televisão.

Aliás, se algum brazuca que mora nos EUA tiver uma foto com a camisa de algum time de futebol dentro de uma arena da NBA, entre em contato que a gente publica.

Sensacional!

RODADA

Dois outros jogos chamaram a atenção na rodada de ontem.

O primeiro foi a derrota do Chicago para o Philadelphia fora de casa por 104-101. Ela custou caro ao Bulls; custou a última vaga do G-8 do Leste.

Infelizmente para seus torcedores, o Chicago não é um time pronto, talvez, nem mesmo para caçar uma vaga para os playoffs. O time é indeciso em quadra e mal dirigido por Vinnie Del Negro.

O segundo foi a vitória do Houston diante do Charlotte, na Carolina do Norte.

A jogada que decidiu a partida foi patética. Três pontos atrás do marcador, Larry Brown, técnico do Bobcats, chamou um tempo e armou um tiro de três.

A bola caiu nas mãos de Vladmir Radmanovic – sim, ele mesmo, aquele que jogava no Lakers. Ele subiu para o arremesso…

Ron Artest veio por trás (foto AP) e tomou a bola do sérvio como um profissional toma de um jogador do infantil – não vou dizer mirim para não humilhar tanto.

No contra-ataque, sozinho, Artest – aquele que provocou Kobe Bryant, lembram-se? – caminhou e fez a bandeja derradeira fechando a partida em 91-86.

Os torcedores do Lakers que viram a partida devem ter se lembrado dos momentos de pavor do europeu com a regata amarelinha. E respiraram aliviados por constatar, uma vez mais, que Rad não está mais na franquia.

Notas relacionadas:

  1. O BRILHO DE VAREJÃO NA VITÓRIA DO CAVS
  2. DENVER DÁ MOLE E QUASE PERDE
  3. VITÓRIA MAIÚSCULA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 NBA | 15:52

AMONTOADO DE BESTEIRAS

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Ben Gordon matou a pau ao final do jogo. Disse ele: “Nós cometemos um monte de estupidez em quadra (…) Arremessos estúpidos, decisões estúpidas e defesa estúpida”.

E seguiu em seu discurso perfeito, após a derrota de ontem à noite do Chicago para o New Jersey por 111-99. Jogo onde a estrela maior foi o armador Devin Harris (foto AP), do Nets, que anotou 42 pontos, 19 deles no último quarto.

E quais foram essas estupidez?

Vamos a elas:

1) Arremessos estúpidos – como pode um time, no momento decisivo, ficar na mão de um jogador que não está acostumado a decidir uma partida? Tyrus Thomas fez a trinca de arremessos finais do Chicago no momento crucial – o primeiro deles vindo do banco, portanto, frio no jogo – e errou todos. Por que ele?;

2) Decisões estúpidas – como pode um treinador deixar seu armador principal, Derrick Rose, do lado de fora da quadra nos últimos 4:52 minutos, quando o jogo foi definido?;

3) Quem era o responsável pela marcação de Devin Harris?

Antes de virar-se de costas para os jornalistas e colocar um ponto final na entrevista coletiva dentro do vestiário visitante do Izod Center, Gordon encerrou a questão com uma frase lapidar: “Nós nos destruímos”.

Tudo isso, a meu ver, foi fruto da incapacidade de Vinnie Del Negro. Afinal, ele não é o treinador? Não é ele quem manda? Se todas essas bobagens foram cometidas, o culpado é ele.

Um treinador competente não deixaria isso acontecer.

Diria ele: Thomas, você vai para o garrafão atrás dos rebotes, nada de decidir porque você não está acostumado a isso; Derrick, o jogo está em suas mãos, porque DH está enlouquecido, trate de dar um jeito nisso, não dê espaço para ele arremessar, grude nele feito chiclete e depois me diga qual é o sabor; fulano, sicrano e beltrano, vocês vão fazer a ajuda no caso de DH cortar Derrick e tentar a infiltração, ele não pode ver o aro pela frente, quando ele olhar para a cesta não pode enxergá-la, tem que ver, isto sim, uma camisa vermelha diante de si.

Será que Del Negro fez isso?

Ele garante que sim, pelo menos no tocante a Harris. Eis sua justificativa após a partida:

“Nós não pudemos controlar sua penetração. Harris encontrou sempre seu caminho. Tentamos de tudo. Tentamos armadilhas, forçar o erro, [defesa] zona. Mudamos o marcador. Mas ele fez grandes jogadas. Eles vem fazendo isso contra um monte de times [neste campeonato]”.

Do jeito que Del Negro fala, o Chicago esteve diante de Magic Johnson e não de Devin Harris.

DESPERDÍCIO

O Chicago perdeu uma excelente chance de vencer a partida de ontem à noite. Quando o último quarto começou, o Bulls estava na frente em 78-74.

O time da cidade dos ventos dominou praticamente toda a partida. Foi então que Devin Harris entrou em cena para seu ato final e contou a história à sua maneira.

Fez 19 de seus 42 pontos neste tempo derradeiro, como disse, e comandou o time no quarto vencido por 37-21, que decretou o marcador de 111-99.

A derrota em si já é um ruim; ficou pior ainda porque o New Jersey igualou a campanha do Bulls.

Ambos têm 26 vitórias e 32 derrotas e um aproveitamento de 44.8%. Dividem a nona posição na Conferência Leste, mas o Bulls leva vantagem porque ganhou dois dos três confrontos realizados até o momento.

O quarto e último enfrentamento entre ambos ocorrerá no dia 4 de abril, no United Center.

Quem gostou do resultado foi o Milwaukee, que permanece na oitava colocação da conferência com um recorde de 28-32, o que representa um desempenho de 46.7%.

OUTRO LADO

É certo que Devin Harris não é Magic Johnson, mas que o armador do New Jersey vem matando a pau, isso ninguém discorda.

Antes do jogo de ontem diante do Chicago, DH tinha anotado 39 pontos na vitória do Nets sobre o Philadelphia por 98-96, também no Izod Center, com uma cesta no meio da quadra no segundo final.

Vinnie Del Negro tem razão: Devin vem destruindo defesas adversárias. Mais um motivo para debruçar-se sobre a prancheta e tentar conter os avanços do oponente.

Repito: DH não é Magic Johnson. O ex-armador do Lakers, este sim, quando estava em seus dias, era incontrolável.

Mas vamos dar, é claro, os méritos a Harris, um “all-star” que nós, aqui mesmo neste botequim, já dissemos várias vezes ser o futuro da armação na NBA ao lado de Deron Williams e, principalmente, Chris Paul.

E pensar que o Dallas o trocou por Jason Kidd… Só na cabeça de Mark Cuban.

Em 41:24 minutos, Harris acertou 14 de seus 23 arremessos. Mais ainda: atingiu o alvo em todos os 11 lances livres cobrados.

Fechou sua performance com seis assistências e mais quatro rebotes.

ÍCARO

O Detroit não para de perder. A derrota de ontem diante do Hornets, em New Orleans, por 90-87, foi a oitava consecutiva.

Quatro em casa e quatro fora.

Esta campanha pífia do Pistons deixa em aberto mais uma vaga na Conferência Leste. Ou seja: ao invés de uma, temos duas à disposição de Detroit, Milwaukee, Chicago, New Jersey e New York.

O Philadelphia está próximo, com uma derrota a menos que o Detroit (28-29), mas o Sixers tem se mostrado menos instável neste momento da competição, o que me faz a não colocá-lo, pelo menos por enquanto, no rol dos times que estão fazendo uma força terrível para não se classificar para os playoffs.

Mas voltemos ao Detroit, que é o tema deste capítulo.

Em seus últimos 24 combates, o Pistons conseguiu vencer apenas seis deles. Perdeu 18. As oito derrotas enfileiradas representam uma campanha que não era vista desde a longínqua temporada 1994-95.

O que ocorre com o Detroit?

Ora, nada mais nada menos do que fruto da inanição intelectual de seu GM, Joe Dumars. Ex-armador daquele timaço que ainda tinha Isiah Thomas e Dennis Rodman, bicampeão da NBA no final da década de 1980, Dumars revela-se um péssimo administrador.

Não vamos ficar aqui listando todas as suas bobagens. Mas duas delas não podem passar em branco: Michael Curry como treinador e, principalmente, a troca de Chauncey Billups por Allen Iverson.

Não há franquia que resista a tamanha tolice.

AUSÊNCIAS

É claro que a contusão de Allen Iverson, ainda no primeiro quarto (contratura nas costas), que obrigou-o a deixar prematuramente o jogo e a expulsão de Rasheed Wallace (foto AP) quando faltavam 7:55 minutos para a partida acabar tiveram um peso importante na derrota do Pistons.

O jogo estava no pau; o New Orleans vencia por 74-71 quando Sheed foi mandado mais cedo para o chuveiro. Se tivesse ficado em quadra, quem sabe, o resultado poderia ter sido outro.

Mas não foi; como não tem sido desde o dia 8 de fevereiro passado, quando o Detroit acabou derrotado pelo Phoenix por 107-97, dentro do Palácio de Auburn Hills; e nunca mais conseguiu vencer.

Eu não desejo o mal para ninguém, mas tomara que Iverson fique de fora alguns jogos. Com ele ausente, Michael Curry pode retornar Rip Hamilton para o quinteto titular, dar a ele mais minutos em quadra e deixá-lo ao lado de Rodney Stuckey na armação das jogadas.

Quem sabe as vitórias não ressurjam?

Amanhã o time enfrenta o Orlando na Flórida. Ótima oportunidade para se iniciar vida nova.

INCOMPETÊNCIA

O Denver pediu para perder o jogo, mas o Atlanta fraquejou no momento final.

Chauncey Billups anotou 33 pontos, mas quase chutou o balde a seis segundos do final ao errar um arremesso duplo com o marcador do telão central luzindo 110-109 para o Nuggets. Ronald Murray pegou o rebote.

O Atlanta saiu rapidamente para o ataque. Foi uma confusão só e o próprio Murray disparou o tiro final, de chumbinho, eu diria, que quase deu “air ball”.

E o resultado ficou mesmo nos 110-109 para o Denver.

O time colorado abriu 110-102 quando o mesmo Billups acertou dois lances livres a 1:57 minuto para o cronômetro zerar. Como disse acima, os jogadores, em quadra, parece que decidiram perder a partida.

Deixaram o Hawks fazer uma corrida de 7-0. Mas o time da Georgia se atrapalhou na última bola, como vimos, e deixou o Denver colocar um ponto final em uma sequência de três jogos com derrotas, que ajudou a franquia a permanecer na terceira posição da Conferência Oeste.

RETORNO 1

Boa notícia: Nenê, que ficou de fora do jogo de ontem contra o Atlanta e também não jogou diante do Boston, deve vestir a camisa 31 do Nuggets na partida diante do Lakers, amanhã à noite.

Jim Gillen, médico do time, garantiu que esta tarde Nenê treinando normalmente.

Ótimo: o Nuggets vai mesmo precisar da volta do são-carlense, pois o Denver não sabe o que é vencer o Lakers há dez jogos, se não estou enganado.

Se estive equivocado, por favor, corrijam-me.

RETORNO 2

O Utah enfileirou seis vitórias. Tudo começou com o triunfo diante do Lakers, no dia 11 passado, por 113-109, em Salt Lake City.

De lá para cá, diante de seus fãs, na EnergySolutions Arena, despachou Memphis, Boston, New Orleans e Atlanta. Ontem, bateu o Minnesota, no Target Center, por 120-103.

Isso mantém o Jazz na sétima posição do Oeste.

O campeonato da conferência referida está interessantíssimo. A partir do Denver, que tem 20 derrotas, há sete times brigando por seis vagas, pois considero Lakers e San Antonio nos playoffs.

É agora, a partir do fim do “All-Star Weekend”, que começa o segundo turno da competição. Quem for mais regular, não deixará escapar a vaga.

Carlos Boozer (foto AP) está de volta ao Utah depois de ter perdido 46 pelejas. Regressou na vitória diante do Atlanta por 108-89.

Um reforço e tanto.

Ele está entrando aos poucos, ou melhor, tem tido poucos minutos à disposição. A economia é planejada; Boozer tem que devagarzinho recuperar a melhor forma física e técnica e, consequentemente, seu ritmo de jogo.

No embate diante do Hawks, foram 21 minutos em quadra e apenas dois pontos e cinco rebotes, além de dois desarmes.

Ontem, o medalhista de ouro olímpico já pontuou mais: 12 tentos. Mas fisgou menos rebotes: quatro. Mas teve um minuto a mais para se divertir em quadra.

Com Boozer de volta, o Utah vai crescer muito. Dados como: esta foi apenas a décima vitória do time em 28 jogos fora de casa não encontrarão mais espaços nas estatísticas.

Boozer, Deron Williams, Mehmet Okur, Andrei Kirilenko e Paul Millsap são jogadores que Gregg Popovich, Phil Jackson, Mike Brown, Doc Rivers e Stan Van Gundy gostariam muito de ter.

E eles estão reunidos em Salt Lake City, à disposição de Jerry Sloan, um gênio na arquitetura de times de basquete.

O Utah chega aos playoffs; aposto com quem quiser.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de janeiro de 2009 NBA | 12:56

PIERCE DÁ SINAL DE VIDA

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O Boston comemora a varrida pra cima do Toronto. Com a vitória de ontem, na prorrogação, por 115-109, o Celtics venceu todos os quatro jogos disputados com o Raptors nesta temporada.

Mas há motivos para comemoração?

Hum… O Celtics se complicou mais uma vez diante de um adversário que não faz uma campanha de destaque. Os canadenses venceram 16 de seus 39 jogos e têm um aproveitamento de 41.0%.

Estão fora do G-8.

E ontem jogaram, mais uma vez, sem duas de suas principais estrelas: o espanhol José Calderón e o americano Jermaine O’Neal.

Mesmo com esses dois desfalques, o Toronto dominou o Boston, dentro do TD Banknorth Garden, até metade do terceiro quarto, quando chegou a abrir dez pontos de vantagem.

Foi então que Kevin Garnett entrou em ação e calou Chris Bosh, o mais perigoso jogador do Raptors.

Bosh, que até aquela altura do jogo estava com 12 pontos (5-7), limitou-se a fazer apenas mais seis (1-4). Ainda por cima, tomou um toco de Garnett quando faltavam pouco menos de cinco minutos para acabar a partida no tempo normal que o deixou desconcertado.

Com Bosh controlado, entrou em cena, finalmente, o talento de Paul Pierce (foto AP), que esteve adormecido nos últimos jogos. O marrento ala do Boston fechou a partida com 39 pontos em 49:24 minutos.

Nove desses quase 40 pontos foram feitos na prorrogação.

Na coletiva depois da partida, KG, ao lado de Pierce, disse que deveria ser tocado naquele momento o tema do filme “Super-Homem”, deixando claro que Pierce fez coisas de outro planeta na vitória do Boston.

Exagero?

Quase; Pierce foi bem, mas nem tanto assim.

As palavras de Garnett tinham outro significado, que certamente atingiu em cheio o alvo: ego do companheiro.

Pierce estava mesmo precisando disso.

ATÉ ONDE?

O Chicago segue maltratando seus torcedores. Perdeu mais uma.

Ontem, pelo menos, foi para o Portland, uma equipe de respeito nesta temporada e que tem um recorde de 23-14 e é o quinto colocado na Conferência Oeste.

Mas perdeu – e não importa para quem, pensam os torcedores.

Perdeu quando muitos achavam que ia ganhar, pois o time contava com o retorno de três jogadores: Kirk Hinrich, Luol Deng e Thabo Sefolosha.

De nada adiantou.

A equipe até que começou bem a partida. A defesa funcionava e o jogo de transição igualmente.

O Chicago deitava e rolava nos contra-ataques. Chegou a abrir 11 pontos de vantagem na metade do segundo quarto.

Mas foi só o Portland ajustar sua ofensiva, evitar o jogo de transição do Bulls e pronto: venceu com a maior facilidade do mundo. 109-95.

Travis Outlaw (foto AP em disputa com Drew Gooden), que veio do banco, fez uma grande partida. Seus números mostram isso: 33 pontos (sua melhor performance nesta temporada) e sete rebotes.

Enquanto isso, o Chicago foi um fracasso nas bolas de três pontos: 2-13 (15.4%). Viu o Portland fazer exatamente o contrário neste fundamento: 11-23 (47.8%).

Nove bolas a mais de três pontos; nove pontos a mais.

Marcando mal no perímetro e sem transição, só restou ao Chicago apanhar novamente.

E ninguém fala nada quanto a Vinnie Del Negro.

Sam Mitchell, que foi demitido pelo Toronto e que há duas temporadas foi eleito o “Coach of the Year”, segue desempregado.

Seria uma ótima opção.

Mas não acredito que o Chicago o contrataria em caso de demitir Del Negro. Vai partir para uma solução doméstica, como têm feito todos os times nesta temporada, numa clara demonstração de economia.

Sai Del Negro e assume, muito provavelmente, Del Harris.

Só vai mudar a mosca.

TURCO

Mehmet Okur fez 43 pontos ontem na vitória do Utah sobre o Indiana por 120-113. Foi a maior pontuação do pivô turco em sua carreira nos EUA.

Memo (foto AP) entra para a história ao se tornar o primeiro pivô da franquia a marcar mais de 40 pontos desde que o Jazz entrou para a NBA, na temporada 1974/75.

Seus números, esmiuçados, foram:
1º. Quarto – 18 pontos (4-5 nas bolas de dois, 1-1 na de três e 7-8 nos lances livres. Jogou 12 minutos);
2º. Quarto – oito pontos (2-2 nas bolas duplas, 1-1 na tripla e 1-1 nos lances livres. Atuou 6:41 minutos);
3º. Quarto – 15 pontos (3-6 nas de dois, 1-1 na de três e 6-6 nos lances livres. Ficou em quadra 12 minutos);
4º. Quarto – dois pontos (1-2 nas bolas duplas, 0-1 na tripla e não cobrou nenhum lance livre. Jogou 9:32 minutos);
Total – 43 pontos (10-15 nos arremessos de dois, 3-4 nos de três e 14-15 nos lances livres. Jogou ao todo 40:13 minutos).

O interessante é que quando o quarto período começou, Memo tinha 41 pontos. A torcida era para que ele entrasse para o seleto rol dos jogadores do Utah a anotar pelo menos 50 pontos em uma partida.

Nele figuram Karl Malone, Pete Maravich, Adrian Dantley e Truck Robinson.

Não deu, mas Okur fez a noite dos torcedores do Jazz mais feliz. Pela vitória e pelo seu desempenho pessoal.

Fica para uma próxima.

Notas relacionadas:

  1. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  2. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
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domingo, 11 de janeiro de 2009 NBA | 13:51

CHICAGO CHEGA AO FUNDO DO POÇO

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Há algumas semanas, perguntei qual seria o pior time da NBA no momento: Oklahoma City ou Chicago?

A resposta veio ontem à noite: Chicago.

As duas equipes se enfrentaram na cidade dos ventos e levaram o jogo à prorrogação. Emoção não faltou; ruindade também não.

No final, o menos ruim foi o Thunder, que bateu o Bulls por 109-98, depois de uma igualdade em 94 pontos no tempo normal.

Fazendo rapidamente as contas, vê-se que o OKC cravou 15-4 no tempo extra. Poderia, aliás, ter liquidado o jogo no período regulamentar se Kevin Durant não tivesse errado a última bola ou então se Nick Collison acertasse o tapinha derradeiro.

Como nem uma coisa e nem outra aconteceu, os dois times torturaram os 20.469 torcedores que foram ao United Center por mais cinco minutos.

O Chicago está no fundo do poço.

Perder para o Oklahoma é a humilhação suprema. O Thunder conseguiu ontem apenas a sua segunda vitória em 18 jogos disputados fora de casa.

Mais uma vez o Bulls foi uma piada em quadra. Na metade do terceiro quarto, os torcedores começaram a vaiar.

Time? Coisa nenhuma, o que se vê em quadra é um bando correndo atrás da bola. O Chicago cometeu ontem 16 erros. Sabe quantas assistências? 16 também.

É o fim.

Estou cansado de ouvir o mesmo discurso do técnico (sic) Vinnie Del Negro (foto AP) ao final das partidas, dizendo que o adversário marcou melhor, que eles correram mais, que tiveram mais atitude e que o Bulls não demonstrou o mesmo esforço em quadra.

Se este é o quadro, alguma coisa tem que ser feita, pois é sempre a mesma ladainha.

Atitude; é isso que o Chicago tem que tomar.

E o que fazer?

Fosse eu Jerry Reinsdorf, o dono da franquia, mandava embora imediatamente John Paxson. Ele foi contratado para ser o GM da franquia, arquitetar um time vencedor, mas o que se vê é o oposto.

O passo seguinte seria demitir Vinnie Del Negro. O atual treinador pode vir a ser um bom treinador no futuro, não sabemos. O que sabemos é que ele, hoje, não tem estofo para tirar o Chicago da posição em que se encontra.

Finalmente, mandaria uma meia dúzia de jogadores embora, começando por Andres Nocioni. O argentino, que vinha jogando o fino com a camisa 5 do Bulls, depois que renovou seu contrato, acomodou-se.

O mesmo vale para Luol Deng.

Atitudes drásticas, pois do jeito que está não dá para continuar.

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009 NBA | 11:07

MARBURY COM UM PÉ NO BOSTON

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Stephon Marbury já tem para onde ir: Boston. Surprise!

Pois é, isso confirma o que ele disse há algumas semanas: “Vocês terão uma surpresa quando o time for revelado”.

Surpreende mesmo. Seria o reencontro com Kevin Garnett, reeditando a dupla que tanto sucesso fez em Minnesota.

Mas eu pergunto: dará certo? E Rajon Rondo? E Sam Cassell?

Bem, Cassell é um veterano que vai ficar mais como um auxiliar de Doc Rivers e do próprio Rondo – o que ele já vem fazendo – do que como jogador. Portanto, não há problema aqui.

E Rajon?

Bem, ele teria, certamente, seus minutos subtraídos. Mas Marbury pode fazer um 2 junto com Rondo, dando descanso a Ray Allen.

Seria, também, alternativa para descansar Rondo, uma vez que as pernas de Cassell não são mais as mesmas. E, como Sammy, Stephon traria do banco não apenas qualidade, mas experiência também.

De qualquer modo, Danny Ainge, o arquiteto desse timaço do Boston, já deixou claro para Stephon: você só será contratado se entender que terá um papel secundário no time.

Como seu contrato, de acordo com as regras da NBA, será baixo, uma vez que ele assinaria uma rescisão com o Knicks, em caso de problemas de comportamento, o Celtics não teria dificuldades para mandá-lo embora. O dinheiro envolvido seria mixaria para os padrões da liga.

Está, pois, nas mãos de Marbury.

Se ele conseguir se entender com o New York, Boston será o seu destino.

CARÁTER

Além de ruins de bola, alguns jogadores do Chicago estão tendo comportamento cafajeste em relação ao técnico Vinnie Del Negro. Testam o debutante treinador, para saber até onde ele consegue segurar o grupo.

Na terça-feira da semana passada, um dia depois do jogo contra o New Jersey, no Izod Center, Del Negro multou Joakim Noah (foto AP), Tyrus Thomas e Larry Hughes. Motivo: os três violaram o regulamento imposto pelo comandante, que proíbe os atletas de comerem dentro do vestiário antes de uma partida.

Os três, belos e formosos, comiam despreocupadamente antes do encontro com o Nets.

Ao serem comunicados da multa, cujo valor não foi divulgado, os três disseram que não sabiam do regulamento.

O que é muito pior, pois revela que eles não estão compromissados com o projeto, com o grupo, pois alheios estão em relação a uma importante decisão tomada pelo treinador.

Mas isso não passou de mentira, coisa de criança que tenta não ser punida. Não conseguiram: foram multados.

Del Negro também deixou claro aos três recalcitrantes que eles estão na sua alça de mira. Outro deslize e eles pagarão muito mais caro que a multa imposta.

PROTESTO

As vaias da maior parte dos 21.861 torcedores que superlotaram o United Center na vergonhosa derrota do Chicago para o Orlando, ainda ressoam nos ouvidos dos jogadores.

“Foi embaraçoso perder daquele jeito”, disse Noah, ontem. “Fomos vaiados pelos nossos próprios torcedores”.

Del Negro trocou quatro titulares na metade do terceiro quarto, deixando em quadra apenas o sueco Thabo Sefolosha. Mandou para o banco Derrick Rose, Ben Gordon, Tyrus Thomas e Aaron Gray, colocando em seus lugares Lindsey Hunter, Larry Hughes, Andres Nocioni e Joakim Noah.

Tudo de uma vez só.

De nada adiantou, claro, porque os caras são fracos. Mas foi um recado não apenas para os titulares – mas também para os reservas.

Mas eu me pergunto: que tipo de recado?

SACO DE PANCADAS

Dos últimos cinco jogos, o Bulls perdeu quatro. É certo que apenas um deles teve o United Center como palco, mas, ironicamente, foi exatamente esta partida que o time envergonhou seus torcedores: o massacre imposto pelo Orlando, quando o time chegou a ficar 33 pontos atrás no marcador e virou o primeiro tempo tendo levado 65.

Aliás, é bom que se diga, pela segunda vez nos últimos três jogos o time permitiu ao oponente marcar 65 ou mais pontos no primeiro tempo! Contra o Atlanta foram 68.

Uma vergonha.

Tem tudo para repetir o fiasco esta noite, quando viaja até Cleveland para enfrentar o melhor time caseiro da liga até o momento e um dos melhores da competição.

E que tem uma máquina de fazer pontos chamada LeBron James.

Pobre Chicago.

AMENO

Depois de jogar esta noite contra o Cavs, em Ohio, o time terá cinco jogos em casa. Quatro deles moleza pura: Minnesota, Sacramento, Washington e Oklahoma City.

Apenas o último é complicado: Portland.

Quer dizer: se tudo der certo, o Bulls tem tudo para fazer quatro vitórias seguidas, ganhar moral e tentar dobrar o Blazers.

Mas, para isso, os jogadores têm que mudar a atitude dentro e fora da quadra.

E Vinnie Del Negro deixar apenas de falar grosso e mudar também o jeito de o time jogar, pois a pobreza tática da equipe é constrangedora.

ESPERANÇA

O armador Kirk Hinrich, que eu disse ter retorno apenas para fevereiro, pode antecipar sua volta em 20 dias. Sua recuperação da cirurgia no polegar direito está sendo excelente.

Pelo menos uma boa notícia.

RODADA COMPLETA

Com a folga de ontem pelo feriado de 1º. de janeiro, os 30 times da NBA estarão em ação esta noite. Portanto, 15 jogos foram marcados para que a gente fique maluco, sem saber qual assistir.

O jeito é dar uma olhadinha aqui, outra olhadinha ali.

A farra começa às 22h de Brasília com dois embates: Toronto x Houston e Orlando x Miami. Começo por este jogo.

Meia hora depois, uma quadra de partidas: New Jersey x Atlanta, Boston x Washington, New York x Indiana e Cleveland x Chicago. Quando este enfrentamento começar, deixo de lado o clássico da Flórida.

Às 23h, mais quatro partidas: Minnesota x Golden State, Detroit x Sacramento, Memphis x San Antonio e Oklahoma City x Denver. Com o início deste confronto, vou dividir minhas atenções entre este jogo e o do Cavs por motivos óbvios: dois brazucas estarão em ação, Anderson Varejão (foto AP) e Nenê.

Às 23h30, mais duas pelejas: Milwaukee x Charlotte e Dallas x Philadelphia.

À meia-noite, apenas uma partida: Phoenix x LA Clippers. Este embate também ajudará a dividir minhas atenções, pois quero ver Leandrinho em quadra, uma vez que ele volta a jogar o basquete que tanto nos encanta.

À 1h da manhã, Portland x New Orleans; meia hora mais tarde teremos Lakers x Utah, partida que será mostrada ao vivo para o Brasil pela ESPN.

Haja café!

NASH

O canadense deve voltar hoje. Ontem, ele participou normalmente do treino do Phoenix.

Ao final, declarou: “Se a partida fosse hoje [ontem], eu jogaria. Estou me sentindo bem. Espero acordar melhor ainda na sexta-feira”.

Steve Nash jogou apenas nove minutos da partida contra o Oklahoma City. Saiu com dores lombares e não voltou mais. Ficou de fora do jogo contra o Memphis.

Quem lucrou foi Leandrinho.

O paulistano atuou em média 35 minutos nos dois últimos encontros do Suns. Marcou 28 pontos contra o Grizzlies, seu recorde nesta temporada; roubou seis bolas contra o Thunder, seu melhor número neste fundamento desde que entrou na NBA em 2003.

ALL-STAR GAME

A NBA divulgou ontem nova apuração para o Jogo das Estrelas. Apenas uma mudança em relação à passada – e infame.

Chris Paul perdeu a vaga no quinteto titular para Tracy McGrady.

Do lado do Leste, tudo igual: Allen Iverson, Dwyane Wade, LeBron James, Kevin Garnett e Dwight Howard.

No Oeste ficou assim: Kobe Bryant, T-Mac, Amaré Stoudemire, Tim Duncan e Yao Ming.

O que eu acho?

Falei sobre o assunto com o Murilo, um dos freqüentadores deste botequim. Acho um exagero Iverson como titular no Leste. Devin Harris, Mo Williams e Jameer Nelson jogam mais do que ele e qualquer um dos três deveria estar entre os titulares.

No Oeste, a saída de CP3 para a entrada de T-Mac, como disse, é vergonhosa. Com um braço amarrado Paul joga mais do que o “caolho”.

E mais: tenho certeza de que quem votou no armador do Houston sabe disso também. Mas eles incorporaram o espírito do evento: é uma festa e não uma convocação para a seleção dos EUA que vai disputar uma Olimpíada.

Votaram, portanto, em que os toca no coração.

Foi por isso que eu pedi para que os brasileiros votassem nos brasileiros.

O “All-Star Game”, companheiros, é uma festa. Nada além disso.

Esse é o espírito do evento.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:44

OS MELHORES EM CADA CATEGORIA

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O MVP é o troféu mais aguardado por todos que acompanham e vivem a NBA. Ano passado, Kobe Bryant levou-o para casa. Terá condições de reprisar?

Claro que sim; afinal de contas, além de ser o melhor jogador de basquete da atualidade, joga em uma equipe forte e com tradição. Mas terá concorrentes sérios pela frente.

Especialmente Chris Paul. O armador do New Orleans deu calor em Kobe no campeonato passado. Tem tudo para fazer o mesmo nesse. E tem tudo para ser o melhor jogador desta temporada.

LeBron James; este é outro que não podemos esquecer de jeito nenhum. O ala do Cavs amadurece a cada temporada, muito embora tenha ficado mais fominha com o passar do tempo. No começo, queria ter um “triple-double” de média, como Oscar Robertson fez na temporada 1961/62. Hoje, o negócio de LeBron é fazer cesta – e de todos os lugares da quadra. É fortíssimo candidato.

Kevin Garnett é outro que já ganhou o troféu de melhor jogador da NBA e que pode repetir a dose. Embora Paul Pierce seja um marqueteiro no melhor estilo Wanderley Luxemburgo, Garnett é o cara do Boston.

Pierce não pode ser desprezado de jeito nenhum. A gente viu o que ele aprontou nas finais do campeonato passado. Encenou uma contusão e jogou para a torcida, mas na quadra não negou fogo de jeito nenhum. Não deverá negá-lo nesta.

Minha previsão: Chris Paul será o MVP.

O melhor novato da temporada é outro galardão aguardado com ansiedade. Quem será o Kevin Durant desta vez?

Três são os nomes fortes: Derrick Rose, Michael Beasley e Greg Oden. Embora tenha sido recrutado na temporada passada, Oden não jogou nenhuma partida sequer, pois contundiu-se no tornozelo.

Este pode ser um ponto a favor do pivô do Portland: ele já está familiarizado com a NBA. Embora não tenha jogado, concentrou e viajou com o time em várias oportunidades. Além disso, é bom de bola.

Beasley tem a seu favor o fato de jogar em um time que conta com Dwyane Wade, o que ajuda – e muito. Wade chama a pressão adversária, desvia o foco dos demais e dá certa liberdade para seus companheiros brilharem. Beasley pode tirar proveito disso.

Rose, o primeiro draft desta temporada, será o responsável pela armação das jogadas de um time que procura sua identidade, perdida desde que Michael Jordan se aposentou. Para piorar, Vinnie Del Negro debuta como treinador, muito embora Dell Harris vá dirigir de fato o time.

Minha previsão: Greg Oden será o “Rookie of the Year”.

E o melhor treinador, quem será? Esqueçamos Phil Jackson, os norte-americanos não o levam a sério, apesar de seus nove títulos de campeão.

Com um currículo desses, ganhou o troféu de melhor treinador apenas uma vez, na temporada 1995/96. Seria o meu escolhido, pois acho que o Lakers fará a melhor campanha do Oeste e deverá ganhar a competição. Mas, como disse, esqueçamos Phil.

Quem ganhará então? Bem, o New Orleans voltará a brilhar. Byron Scott ganhou o troféu passado; pode repetir a dose.

Doc Rivers, do Boston, também agrada aos jornalistas norte-americanos. Com uma campanha regular com o Orlando foi eleito “Coach of the Year” na temporada 1999/00, imagine agora com o Boston! É outro candidato forte.

Mike Brown, do Cleveland, também entra na lista. O Cavs vai cintilar nesta competição, tenha certeza, pois LeBron vai arrebentar e Brown terá seus méritos.

Minha previsão: Mike Brown levará o troféu para casa.

O melhor reserva é também um prêmio aguardado; este, especialmente por nós, uma vez que Leandrinho já ganhou-o uma vez e pode repetir o feito nesta temporada. Mas tem um porém: Terry Porter, o novo treinador do Phoenix, já disse que tem intenção de colocá-lo como titular. Se isso acontecer, babau.

Manu Ginóbili foi o escolhido na temporada passada. Os norte-americanos valorizam demais – e não sem razão – o trabalho do argentino. Acontece que, na minha opinião, pelo tempo que Manu fica em quadra, ele não pode ser considerado um reserva.

Reserva são Jason Maxiell, do Detroit, e James Posey, agora no New Orleans. Anderson Varejão é outro reserva. Nenê não é mais. Mas chega de enrolar…

Minha previsão: James Posey ficará com o troféu desta vez.

Defesa é palavra que o basquete mais aprecia, certo? Então vamos falar dos candidatos ao troféu “Defensive Player of the Year”.

Quase sempre a honraria vai para um grandalhão. Foram poucas as vezes em que um baixinho levou o prêmio. Os norte-americanos se arrepiam mais com um toco do que com uma roubada de bola.

Só para se ter uma idéia, desde Michael Jordan, na temporada 1987/88, apenas Gary Payton (1995/96) e Ron Artest (2003/04) foram escolhidos como melhor defensor da liga. Os outros 18 troféus ficarão com gente que joga dentro do garrafão.

Então vamos pensar nos caras altos: Kevin Garnett (que levou o último prêmio), Dwight Howard e Marcus Camby.

Já falei aqui muito sobre Howard. Acho que ele está no esplendor de sua forma. Toma conta do garrafão como poucos. Nesta pre-season teve média de 3,14 tocos por jogo. Muita coisa.

Minha previsão: Dwight Howard leva o troféu pela primeira vez.

Finalmente, o Most Improved Player; o jogador que mais crescerá nesta temporada em relação à passada.

Aqui vai o que eu quero, e não o que acontecerá: Nenê fará uma temporada maravilhosa e deveria ser o escolhido. O são-carlense está maluco para provar a todos que ele tem valor – e nós sabemos que ele tem – e arrebentar em agradecimento a todo o apoio que teve durante a sua convalescença.

Quem ganhará de fato?

Minha previsão: Rajon Rondo fica com o laurel.

E o quinteto titular da próxima temporada? Se não acontecer nada, será este:

Chris Paul
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Garnett
Dwight Howard.

Deles, apenas Garnett não esteve em Pequim. Porque não quis.

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