iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

15/01/2010 - 12:12

ACONTECE, ASSIM É O BASQUETE

Acontece com as melhores famílias. Alguém conseguiria imaginar que o Cleveland perderia o jogo de ontem à noite em Salt Lake City?

Eu não. Pra mim, quando a cinco segundos do final da partida Kyle Korver acertou uma bola dupla e levou o marcador para 95-94, o jogo tinha acabado.

O problema foi Zydrunas Ilgauskas ter ido para a linha do lance livre, alguém pode argumentar. Será que foi mesmo?

Acho que não, Afinal, o lituano tem um aproveitamento de 76% neste fundamento. Ele errou o primeiro, fez o segundo e levou o marcador para 96-94.

O Utah pediu tempo, armou a jogada (que não deu certo e eu digo por que mais pra frente) e acabou ganhando o jogo com um chute de três do novato Sundiata Gaines com o cronômetro zerando com a bola no ar.

Placar final: Utah 97-96 Cleveland.

O Cavs fez a marcação direitinho. Sobrou Gaines; a bola caiu em suas mãos e ele encestou o arremesso longínquo.

Foi apenas o quinto arremesso triplo de Gaines na temporada. E o primeiro embiroscado.

Como disse, acontece com as melhores famílias.

Sundiata Gaines, que veio da liga de desenvolvimento, manda pra dentro o arremesso de três pontos que derrotou o Cavs

Sundiata Gaines, que veio da liga de desenvolvimento, manda pra dentro os três pontos que derrotaram o Cavs

DEPRIMIDO

LeBron James foi para o vestiário fulo da vida. Deixou a quadra com números expressivos e um basquete de muita qualidade.

Anotou 36 pontos, sendo que 28 deles surgiram no segundo tempo. Pegou nove rebotes, deu seis assistências e roubou cinco bolas. Tudo isso em 40 minutos.

Fez sua parte.

Quem negou fogo desta vez foi Mo Williams. O armador do Cavs só fez dez pontos e teve um aproveitamento ruim nos arremessos: 4-12.

Foi disperso também nas assistências: apenas quatro. LBJ não encontrou no companheiro o eco de partidas anteriores.

Mais do que o lance livre perdido por Zydrunas Ilgauskas, a atuação ruim de Williams é que deixou o Cavs na mão.

CAPIXABA

Anderson Varejão jogou 36 minutos. Cumpriu o seu papel com louvor.

Com a energia habitual, fez oito pontos e pegou nove rebotes, sendo seis deles ofensivos — o que, aliás, tem chamado a atenção.

O capixaba está com médias de 8.4 pontos e 8.2 rebotes. Mas, como já disse aqui neste botequim, a estatística de uma partida não registra algumas coisas.

Entre elas a disposição de um jogador em quadra. E a vontade de Anderson Varejão é de nos deixar orgulhosos.

ZEBRA!

Deng contra Paul Pierce e Kendrick Perkins

Deng contra Pierce e Perkins

E não é que o Chicago ganhou do Celtics, em Boston? Juro, ganhou mesmo!

Resultado final: 96-83 para o Bulls. E não foi uma vitória conseguida na última bola.

Nada disso: o Chicago dominou o oponente do começo ao fim. E conduzido em quadra por Luol Deng, que anotou 25 pontos.

O que chamou a atenção foram os números do jogador no primeiro tempo: cinco arremessos duplos, todos corretos; seis lances livres batidos, todos convertidos.

Deng terminou a partida com 8-13 nos chutes de quadra e 9-10 nos tiros da linha fatal. Foi o cestinha do time e do jogo.

Embora prejudicado pela arbitragem, que se equivocou em duas de suas três primeiras faltas — o que o deixou no banco por mais tempo do que o técnico Vinnie Del Negro gostaria —, Derrick Rose conseguiu fazer ainda 17 pontos, apanhar oito rebotes e dar quatro assistências.

Achou pobre o número de assistências? Pois eu acho muito, uma vez que jogar ao lado de um monte de mãos-de-pau prejudica os números de qualquer armador neste quesito.

Por falar nisso, o Boston teve um aproveitamento de apenas 23.5% nos arremessos de três. Fez 4-17.

Quem abusou do erro foi o “brilhante” Brian Scalabrine: 1-5. Uma pitada de maldade, que o parceiro Marcelo, que confecciona o impagável “albinômetro”, vai concordar: Scalabrine é ridículo em quadra, jogando e desfilando.

O que significa aquele meião branco até os joelhos?

Não dá também para deixar de lado o desempenho de Ray Allen nas bolas triplas: 0-4.

O jogo foi uma pelada. Tecnicamente muito ruim.

Quem viu há de concordar.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
30/12/2009 - 12:32

LEBRON E O CAVS, UNSTOPABBLE

LeBron James e o Cleveland seguem muito bem, obrigado. Somaram ontem sua quinta vitória consecutiva, a décima nos últimos 11 jogos. O Cavs está “unstopabble”, como dizem os americanos.

A vítima da vez foi o fortíssimo Atlanta Hawks. Local: Philips Arena, na Georgia. Ou seja: vitória que se computa no cartel feita na casa inimiga. Placar final: 95-84

E de maneira incontestável, com uma defesa no último quarto que beirou a perfeição. Até então, o jogo estava igual no pau, completamente aberto. Era difícil dizer quem venceria a partida.

Foi então que o pessoal de Ohio resolveu fazer um trabalho defensivo espetacular. O Atlanta que o diga.

No quarto final, e diante de 20.150 torcedores (lotação máxima do ginásio), o Hawks ficou quase nove minutos sem pontuar. Sua primeira cesta foi feita por Josh Smith a 3:12 da última buzinada.

O placar, no início do quarto, mostrava Cleveland 75-74 Atlanta. Quando Josh completou a ponte-aérea iniciada Mike Bibby, o telão central dizia que o Cavs vencia por 85-74.

Deste ponto até o final da partida, houve um empate em 10-10 (o quarto terminou em 20-10 para o Cleveland) e o jogo acabou nos 95-84 mencionados no começo do nosso papo.

Incontestável, como disse.

LeBron James

VAIAS

Os torcedores do Atlanta que superlotaram o ginásio vaiaram LeBron James o tempo todo. Bastava King James tocar na pelota e ouvia-se “boos” vindos das confortáveis poltronas.

Sinceramente, não entendi por quê. Especialmente em se tratando do torcedor norte-americano, que não tem sentimentos hostis como se vê no resto do planeta.

Eles sabem reconhecer a qualidade, o talento, a genialidade de um jogador. Mesmo que ele seja do oponente. E aplaudem quando têm que aplaudir.

Mas não foi o que se viu ontem na Philips Arena. Não creio que tenha sido por esse motivo, mas o fato é que LBJ anotou apenas 14 pontos. Teve um desempenho muito ruim nos arremessos: 6-20; nas bolas de três, 0-5.

Completou seus números com dez assistências e oito rebotes. Mas o que ficou mesmo foi a mão fora da forma.

Acontece; como tenho dito, não dá para jogar bem todas as noites.

CAPIXABA

Anderson Varejão não se importou novamente em pontuar. Cumpriu com disciplina e determinação seu papel: apanhar rebotes, fazer corta-luzes, contagiar seus companheiros em quadra e, quando der, roubar uma bola aqui, outra ali, e dar um toco neste e naquele.

Anotou apenas três pontos, mas pegou oito rebotes. Deu duas assistências e fez um desarme.

Já vi nosso brasuca render mais em quadra. De todo o modo, foi aprovado.

BACK TO BACK

Ou, em bom português, a segunda consecutiva. Isso mesmo, o Chicago conquistou ontem sua segunda vitória consecutiva, diante do Indiana (104-95), após o GM da franquia, Gar Forman, não ter garantido Vinnie Del Negro no cargo de treinador.

Não entendo esta situação: o que espera a franquia para confirmar ou não VDN no comando da equipe?

Por falar nisso, outro que está com o cargo a perigo é Jim O´Brien, treinador do Indiana (o bobo da corte da vez), pois o time, como disse, foi derrotado pelo Bulls. Antes da partida, Larry Bird, presidente da franquia, garantiu que O´Brien não será degolado.

Será? Perder para o Chicago é espantoso. As consequências poderão ser danosas.

Muito desta nova vitória do Bulls se deve ao desempenho notável de Derrick Rose no segundo tempo. Neste período, D-Rose anotou 18 de seus 28 pontos e teve o controle da partida em mãos.

Jogou o que dele se espera. Se continuar assim, haverá luz no fim do túnel.

Destaque também para Tyrus Thomas, que se anotou apenas oito pontos, pegou 15 rebotes.

Del Negro, aliás, mudou a formação do time. Sacou John Salmons e no lugar dele colocou Kirk Hinrich.

Resultado: o time ganhou mais velocidade e criatividade. E as bolas passaram a cair mais; como isso, as vitórias voltaram.

RODADA

Os outros resultados da rodada de ontem foram:

Washington 98-110 Oklahoma City
Detroit 87-104 New York
Houston 108-100 New Orleans
San Antonio 117-99 Minnesota
Lakers 124-118 Golden State

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , ,
22/12/2009 - 16:13

O FIASCO DO ANO

O que foi mais importante na rodada de ontem à noite? A quebra da invencibilidade do Phoenix em sua American West Arena, ao ser derrotado pelo Cleveland, ou a vexatória derrota do Chicago para o Sacramento dentro de seu United Center depois de ter aberto uma vantagem de 35 pontos?

Fico com a segunda alternativa — até porque ela trará conseqüências, creio eu. E que conseqüências são essas? A demissão de Vinnie Del Negro.

Não, não tenho qualquer informação a respeito e nem descobri nada de novo navegando pela internet. E olha que eu tenho surfado pra burro.

Mas nada; Del Negro continua à frente do time.

Acho que nada acontecerá até amanhã. Até porque o time entrará em quadra novamente esta noite, diante do Knicks, em Nova York, 22h30 de Brasília.

Deve perder novamente. Além de sua fraqueza técnica, tática, física, há a fraqueza emocional. O Chicago definha em quadra a cada partida.

Depois da previsível e esperada derrota desta noite, Del Negro deve desembarcar o O’Hare International Airport de Chicago com o bilhete azul nas mãos.

Sim, pois a derrota de ontem para o Sacramento foi um dos maiores fiascos da história da NBA. O time, como disse acima, vencia o Kings por 35 pontos de diferença (79-44) quando o relógio do telão central do ginásio do Bulls marcava 8:50 para o final do terceiro quarto.

Quando Luol Deng acertou um de seus dois lances livres, a 1:59 do final do jogo, levando o placar para 96-94, foi a última vez que o Chicago foi visto à frente no marcador.

Em 27 de novembro de 1996, o Utah saiu de uma desvantagem de 36 pontos diante do Denver e venceu a partida.

De lá para cá, nunca mais viu-se uma reviravolta desse tipo. Foram necessários 13 anos para que outra virada histórica acontecesse.

Já não encontro mais palavras para definir a situação. Só sei que algo tem que ser feito — e espero que seja feito esta noite.

O elenco não se emociona e nem compreende mais Vinnie Del Negro. Este, deveria ter dignidade e pedir para sair.

Kings Bulls BasketballTodos os torcedores do Chicago clamam por isso. As vaias ao final do jogo de ontem, no United Center, eram direcionadas mais para o treinador do que para os jogadores.

Fora VDN!

DEFINIÇÃO

Após a partida, o ala Andres Nocioni, ex-jogador do Bulls, hoje vestindo a camisa do Kings, declarou: “Este jogo foi absolutamente maluco. Eu já atuei em muitas partidas contra seleções e fiz muitos jogos na NBA. Eu nunca vi nada igual. Eu não sei se nós ganhamos o jogo ou se foi o Chicago quem perdeu”.

Importante: Noce foi aplaudidíssimo pelos 19.631 torcedores que lotaram mais uma vez o United Center. O argentino era adorado pelos fãs do Bulls, especialmente por sua garra e lealdade.

SHOW

Também não sei se o Chicago perdeu ou se o Sacramento ganhou. O fato é que o time da capital da Califórnia parecia batido e conformado com a derrota.

Tirou forças não sei de onde. Ou melhor, sei: do basquete extraordinário deste “muleke” danado chamado Tyreke Evans (foto AP).

O “rookie” fez 23 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto, quando tudo se decidiu.

Evans e Brandon Jennings surgem como os dois candidatos mais fortes para ganhar o “Rookie of the Year” desta temporada.

Depois do jogo de ontem, ele deve estar liderando na casa de apostas de Londres.

BABAU

Depois de uma dezena de partidas sem perder em seu ginásio, o Phoenix foi dobrado pelo Cleveland. E olha que o time do Vale do Sol já havia enfrentado dois adversários de peso, Orlando e San Antonio, tendo passado por ambos.

Mas ontem não deu.

Liderado por LeBron James (29 pontos), o Cavs enfiou 109-91 no adversário numa vitória incontestável.

Anderson Varejão fez outra partida ofensiva muito boa: 13 pontos. Mas foi discreto nos rebotes: quatro. Deu dois tocos também, que foram muito bem vindos no cômputo geral.

Vitória importante depois da inesperada derrota diante do Dallas. Com ela, o time se sustenta na terceira colocação no Leste, mas só está à frente do Atlanta (o quarto) porque é o líder da Divisão Central.

No geral, o Hawks tem um aproveitamento de 73.1% contra 72.4% do Cavs.

RESULTADOS

Os outros “scores” da rodada de ontem foram:

Indiana 81-84 Milwaukee
Orlando 104-99 Utah
San Antonio 103-87 Clippers

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
12/12/2009 - 14:42

VAREJÃO ARREBENTA O PORTLAND

Anderson Varejão fez ontem seu melhor jogo nesta temporada. Anotou 22 pontos e fisgou dez rebotes na vitória apertada, suada, do Cleveland diante do Portland por 104-99.

E, é bom que se diga, o Blazers atuou com apenas nove atletas, uma vez que Greg Oden, Rudy Fernandez e Travis Outlaw estão machucados. Pra piorar, o técnico Nate McMillan também não dirigiu o time, pois se recupera de uma cirurgia no tornozelo.

Cavaliers Rockets BasketballMesmo assim, mesmo jogando em casa, o Cavs suou para vencer o Blazers. Mas venceu — e é isso o que interessa, pois a vitória evitou o terceiro revés seguido do time de Ohio.

Mas eu dizia a vocês que Anderson Varejão fez seu melhor jogo nesta temporada. Foi uma atuação bem equilibrada.

O capixaba (foto AP) foi importante na defesa e no ataque. É assim que tem que ser; é assim que é pra ser, pois nosso bravo brasuca tem jogo pra isso.

Tem mais jogo do que ficar apenas fazendo corta-luz, mergulhando em bolas perdidas, aporrinhando adversários e contagiando o time com sua atitude e determinação em quadra.

Varejão sabe jogar; mas o técnico Mike Brown ainda não se tocou.

Os 22 pontos de ontem significam o melhor desempenho ofensivo do capixaba em toda sua carreira na NBA.

FENOMENAL

Assim a mídia nos EUA definiu mais uma atuação de LeBron James. Desta feita, diante do Portland, na vitória, como vimos, de 104-99.

LBJ anotou 33 pontos, confiscou sete rebotes e deu ainda o mesmo número de passes precisos que resultaram em cestas.

Encestou 14 de seus 24 arremessos, fez 1-2 nas bolas de três, 4-6 nos lances livres. Ah, sim, deu dois tocos e fez um desarme.

Como disse a mídia nos EUA, uma atuação fenomenal.

DANÇA

O gracejo de LeBron James diante do Chicago, que provocou o descontentamento de Joakim Noah, segue rendendo frutos. Ontem, em conversa com o jornal “Seattle Times”, Kevin McHale, ex-GM e treinador do Minnesota, e atual comentarista da NBA TV, falou sobre o assunto.

E falou do alto de seu conhecimento do jogo, pois, se você não sabe, McHale ganhou três anéis como jogador chave do time que tinha Larry Bird e Robert Parrish também. Os três formavam o sustentáculo daquele esquadrão que encantou o planeta na década de 1980.

Aproveito-me de uma tradução feita pelo site “BaskeBrasil” e mostro a vocês o que disse McHale sobre a dança de LBJ:

“Se um cara estivesse fazendo a “riverdance” [dança que James desempenhou] daquele jeito, o técnico viria para nós e diria: ‘Quem dos meus grandões tem a menor quantidade de faltas?’ Se você levantasse a mão, ele diria: ‘Nós vamos deixá-lo [LeBron] penetrar e aí vamos jogá-lo no chão’. Quando ele estivesse deitado lá, nós diríamos: ‘Está a fim de dançar agora?’ E isso basicamente resolveria o problema”.

Ah, sim, esqueci de dizer que Kevin McHale foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA.

CORRECTION Timberwolves Lakers BasketballFRATURA

O Lakers ganhou mais uma. Novamente jogando em casa, bateu o Minnesota por 104-92. Ganhou o jogo — e um problema também.

Isso porque Kobe Bryant (foto AP) fraturou o dedo indicador da mão direita quando faltavam pouco menos de seis minutos para o final do segundo quarto. Foi para o vestiário e lá ficou um tempão.

Voltou para o segundo tempo, com uma proteção no dedo. Jogou, mas era nítido o desconforto do jogador, que passou a utilizar a mão esquerda com frequência.

Terminou a partida com 20 pontos, cinco rebotes e cinco assistências. Boa atuação.

Não se sabe ainda a extensão da contusão. Hoje à noite o time joga em Salt Lake City (aleluia, uma partida fora de casa!) contra o Utah e a expectativa de todos é muito grande.

Dos jogadores, comissão técnica, torcedores e adversários.

Com Kobe o Lakers é um time; sem ele, é outro.

PRORROGAÇÃO

O Chicago precisou de um tempo extra para, em casa, bater o Golden State, um dos times mais fracos da liga. Depois de um empate em 87 pontos no tempo normal, o Bulls fez 9-4 no Warriors na prorrogação e quebrou uma desagradável sequência de quatro jogos sem vitória.

Foi a segunda vitória nos últimos 11 encontros. Os próximos dois serão em casa contra o Boston, esta noite, e Lakers, na próxima terça.

Pode computar aí: mais duas derrotas.

Fora VDN!

DESTAQUENets Pacers Basketball

Mais uma vez Tyler Hansbrough (foto AP) esteve em evidência com a camisa 50 do Indiana. Ontem à noite o Pacers recebeu o pobrezinho do New Jersey e enfiou 107-91 goela abaixo dos visitantes.

O “muleke” do Indiana cravou 21 pontos na cesta do Nets. Apanhou ainda sete rebotes (quatro no ataque) e tomou malandramente três bolas do adversário.

Os 21 pontos de Hansbrough foram a maior pontuação do Indiana. Só não foi o cestinha da partida porque Brook Lopez, pivô do New Jersey (olho nesse muleke também!) fez 25 tentos. E pegou 14 rebotes.

Hansbrough está, aos poucos, se familiarizando com o jogo da NBA. Aos poucos, também, vai tomando minutos deste e daquele e permanecendo mais tempo em quadra.

Os 25 minutos de ontem foram o maior tempo de Tyler em um jogo da liga. Como disse, aos poucos vai tomando minutos deste e daquele e permanecendo mais em quadra.

Estará no time dos “rookies” no “All-Star Weekend” do Texas.

TABU

E o Philadelphia, hein? Não consegue mais ganhar. Fez ontem seu terceiro jogo com Allen Iverson no time e somou sua terceira derrota; e todas em seu Wachovia Center.

Desta vez, quem tomou o doce do Sixers foi o Houston: 96-91. Os 20 pontos de AI, como se vê, foram insuficientes para mudar o script.

O time não vence há 12 partidas. E com um elenco com Iverson, Andre Iguodala, Elton Brand, Thaddeus Young, Sam Dalembert e Willie Green é incompreensível um cartel desses.

Fora Eddie Jordan!

CRISE

Perder faz parte do jogo. Mas perder do jeito que alguns times da NBA estão perdendo chama a atenção.

Primeiro foi o New Jersey, que demitiu Lawrence Frank. O momento agora é de Chicago e Philadelphia.

Eddie Jordan e Vinnie Del Negro são dois treinadores rasos, obscuros. Fazem o que comandando uma franquia na NBA?

Fora os dois!

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
11/12/2009 - 18:44

CHICAGO QUER VDN FORA DO BULLS

Peço desculpas aos parceiros deste botequim que não torcem para o Chicago, mas o momento é do Chicago. Portanto, sigo na mesma toada: falando do Bulls.

Vinnie Del Negro segue treinando o time. Nenhum movimento foi visto pelos lados da franquia que pudesse indicar que o treinador será demitido.

A insatisfação na cidade, no entanto, existe.

A edição eletrônica do jornal “Chicago Tribune” postou uma enquete para os torcedores se manifestarem sobre a situação. A pesquisa pergunta: Quando o Chicago deveria demitir o treinador?

As alternativas são:

1) Já. Pegue o telefone agora;

2) Antes do final do ano;

3) Depois do último jogo da temporada;

4) Antes de o Bulls escolher seu jogador no draft do ano que vem;

5) Jamais. Mantenha-o!

O resultado até o momento é o seguinte:

1) 54%;

2) 10%;

3) 13%;

4) 5%;

5) 18%.

Ou seja, os torcedores querem a saída imediata de VDN do comando técnico do time.

Eu já votei. Cravei, claro, a alternativa 1.

Como diz nosso parceiro Gabriel, fora VDN!

87746142MW104_Los_Angeles_LASG

Fui insensível a algumas vozes neste botequim que me chamaram a atenção para a primeira apuração dos votos dos torcedores que vão escolher os dois quintetos para o “All-Star Game”.

Chamaram-me a atenção porque Nenê Hilário aparece no terceiro posto no Oeste, atrás apenas de Amaré Stoudemire (Phoenix) e Andrew Bynum (Lakers).

O pivô do Suns lidera a votação entre os “centers” com um total de 447.776 votos. Bynum tem 299.484, enquanto Nenê foi o preferido de 90.439 torcedores.

A diferença é grande. Tudo indica que Amaré e Bynum vão brigar pelo primeiro posto.

Mas aparecer entre os Top 3 é muito significativo. E como alguém mesmo disse, sem uma campanha aqui no Brasil para se votar no jogador, como acontece, por exemplo, na China em relação a Yao Ming.

Torcedores e especialistas têm reconhecido o valor de Nenê nesta temporada. Eu também; tanto que postei um texto aqui mesmo neste botequim dizendo ser o são-carlense um dos três maiores pivôs da NBA na atualidade.

Fui maltratado (no bom sentido, é claro) por muitos frequentadores. Mas a prova de que eu estou no caminho certo está aí: a votação popular e algumas manifestações de treinadores.

Se Nenê continuar sendo bem votado (e sem o sufrágio dos brasileiros, é bom frisar novamente), tem tudo para ser escolhido pelos técnicos para figurar no time do Oeste.

Até porque Amaré faz um 4 e os pivôs ficariam Bynum e Nenê.

Quem vem atrás ameaça? Apenas um.

Marc Gasol, Antonio McDyess, Mehmet Okur, Marcus Camby, Andris Biedrins, Emeka Okafor e Spencer Hawes não me preocupam.

Como Greg Oden, infelizmente, se contundiu, o único que ameaça Nenê é Al Jefferson.

RODADA

Por falar em Nenê, o Denver apanhou novamente para o Detroit. Vendo a partida, fui informado pela FSN que o Nuggets não ganha do Pistons em Michigan desde a temporada 1995!

Caramba, muito tempo!

E ontem, como já falei, o time colorado voltou a perder: 101-99. E perdeu porque Chauncey Billups foi uma lástima em quadra.

O que dizer daquela última bola??? Parecia um louco indo em direção à cesta, com o garrafão congestionado.

Todo mundo esperando o passe, que não veio. O que veio foi a derrota, aliás, merecida.

Quanto a Nenê, o brasuca teve dificuldades para jogar. Foi pouco acionado; arremessou apenas cinco bolas à cesta adversária durante toda a partida. Por isso mesmo, anotou só oito pontos.

Mas foi bem nos rebotes: 11. O são-carlense, no entanto, precisa melhorar a produção ofensiva nos rebotes. Desse total, apenas um foi ofensivo.

Nenê está com médias de 13.3 pontos e 8.9 ressaltos por partida. Já teve números melhores.

Mas, jogando fora de casa, é difícil mesmo sustentar-se em um patamar elevado. A queda é natural, vale para a maioria, numa ou noutra escala.

Quem não ligou para o terreno desconhecido foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets anotou 40 pontos.

Foi sua 14ª. partida marcando quatro dezenas de pontos ou mais nesta temporada. O líder nesta estatística.

Depois de Melo vêm LeBron James (10), Kobe Bryant (9) e Kevin Durant (8).

Quanto aos outros dois jogos, não os vi. Por isso, passo apenas os resultados: Washington 102-104 Boston e Utah 120-111 Orlando.

O jogo de Salt Lake City significou um ponto final em uma série de seis vitórias consecutivas do Magic. Foi a primeira derrota “on the road” do time da Flórida, que jogou seis dos últimos sete jogos longe de sua Amway Arena.

ENQUANTO ISSO…

Enquanto isso o Lakers entra em quadra novamente esta noite. Vai enfrentar o Minnesota. Adivinhe onde?

Um doce para quem acertar.

NOITADA

O Cleveland recebe o Portland atrás de uma vitória, o que não ocorreu nos dois últimos jogos. Três partidas sendo derrotado seguidamente é algo que não acontecesse desde a temporada 2007/08.

Se depender de retrospecto, a chance de evitar o terceiro revés é grande. Isso porque nas duas últimas vezes que LeBron James jogou contra o Blazers em casa anotou um “triple-double”.

Por outro lado, LBJ está com uma média de 3.8 erros por partida nesta temporada. Sua maior desde que entrou na NBA.

Não acredito que o Portland irá oferecer resistência ao Cavs. Greg Oden, Travis Outlaw e Rudy Fernandez estão contundidos. Além deles, o técnico Nate McMillan sofreu uma cirurgia no tornozelo e também não estará dirigindo a equipe.

Outro jogo que chama a atenção acontecerá na Filadélfia. O Sixers recebe o Houston tentando colocar um ponto final em uma sequência de 11 derrotas consecutivas.

Duas delas já com Allen Iverson em quadra.

E o adversário é o surpreendente e indigesto Houston, muito bem dirigido por Rick Adelman. O time texano venceu quatro de seus últimos cinco jogos (apenas um deles em casa) e leva a vida muito bem sem Yao Ming e Tracy McGrady.

Se depender de torcida, o Sixers pode ficar na mão, pois o time tem uma média de 12.852 torcedores por partida, colocando-se em 28º. lugar, à frente apenas de Sacramento (12.145) e Memphis (12.117).

LÍDER

Vocês querem saber qual é o time que tem a melhor média de público nesta temporada? Pois anote aí: Chicago.

O Bulls exibe-se em casa para 20.678 torcedores por partida. Mesmo assim, Jerry Reinsdorf, o dono da franquia, não se toca. Poderia montar um grande time, pois, como o corintiano costumava dizer na década de 1960, “a torcida paga”.

Os dois outros times que têm média superior a 20 mil torcedores por partida nesta temporada são Cleveland (20.562) e Portland (20.400).

Os demais, todos abaixo; inclusive o Lakers, atual campeão. Os amarelinhos têm média de 18.997 torcedores por partida em seu Staples Center. Isso significa a sexta colocação.

Será que Jerry Buss não gostaria de vender o Lakers e comprar o Bulls?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
10/12/2009 - 18:27

NADA AINDA; VDN CONTINUA NO BULLS

Estou aqui, em frente ao computador, acessando vários sites à espera de alguma notícia auspiciosa. Em outras palavras, espero ler em algum lugar a demissão de Vinnie Del Negro (foto AP).

Mas até agora, nada. Tudo como dantes no quartel de Abrantes.Bulls Hawks Basketball

Nego-me a falar sobre o jogo de ontem em Atlanta. Falar o que de um time que novamente foi massacrado, desta vez por 118-83?

Falar que o aproveitamento nos arremessos, de míseros 36.4%, foi o mais baixo da temporada? Falar que o time cedeu 22 pontos ao adversário em contra-ataques? Falar que eles cometeram 19 erros durante toda a partida? Falar que o Bulls perdeu nove de seus últimos dez jogos? Falar que perdeu inclusive para o New Jersey, em casa, a equipe com pior aproveitamento nesta temporada? Falar que dessas nove derrotas, nove foram por goleada?

Nego-me a falar; prefiro comentar o Atlanta.

QUARTO PODER

O Atlanta é um time certinho; nada além de um time certinho.

Bem treinado por Mike Woodson, o Hawks parece um relógio suíço dada a sua regularidade. Mas isso não é suficiente para levar uma equipe ao topo.

É preciso muito mais.

Falta ao time da Geórgia uma estrela capaz de desequilibrar, ganhar jogos impossíveis e consequentemente campeonatos. LeBron James cairia como uma luva no Atlanta.

Sim, pois estaríamos juntando a fome com a vontade de comer (nossa, meu segundo provérbio!, desculpem-me). O Hawks precisa deste jogador e LBJ precisa de um time como o Atlanta.

Al Horford e Josh Smith formam uma turma da pesada dentro do garrafão. Mike Bibby é um armador com elevado entendimento do jogo. E Joe Johnson poderia ser o Scottie Pippen de King James, que entraria na vaga de Marvin Williams, o mais fraco dos titulares do Atlanta.

Johnson, apesar de ser o quarto maior cestinha da história da franquia, atrás de Dominique Wilkins, Pete Maravich e Walt Bellamy, não tem carisma. Muito menos o poder dos grandes jogadores, capazes de levar equipes nas costas ao pote dourado.

Funcionaria como um fiel escudeiro de LeBron James. Seria, como disse, o Pip de LBJ.

Enquanto esse jogador não chegar (se é que um dia vai chegar), o Atlanta não passará de um time certinho, que vai chegar no máximo nas semifinais da Conferência Leste e tombar diante de Boston, Orlando ou Cleveland — pode até passar pelo Cavs num playoff que tudo dê certo, mas do Magic e do Celtics, nem pensar.

LBJDERROTA

Por falar em LeBron James (foto AP), o Cleveland voltou a perder. Ontem foi para o Houston, no Texas, por 95-85.

É a segunda derrota consecutiva da equipe, que na segunda-feira apanhou do Memphis por 111-109, na prorrogação. O Cavs não perdia dois jogos consecutivamente desde o início da competição, quando curvou-se diante do Boston (em casa) e do Toronto (fora).

LBJ anotou 27 pontos. Ele, Delonte West (14) e Anderson Varejão (10) foram os únicos jogadores a ter um duplo dígito na pontuação. Os demais… bem, os demais negaram fogo.

Mas negaram porque são ruins ou porque não conseguem jogar, sufocados pela intensidade do jogo de LeBron James?

Esta questão, para mim, não tem resposta — pelo menos momentaneamente. E já que hoje eu dei para ficar citando frases e provérbios, lasco mais um: esta situação parece-me aquela velha história do biscoito, que a gente não sabe se é fresquinho porque vende mais ou se vende mais porque é fresquinho.

Enquanto LeBron não ganhar um anel eu não encontrarei resposta para este enigma. Sim, para mim, LeBron James é um enigma.

Por favor, aos fãs de LBJ eu peço: não, não me queiram mal, é apenas uma dúvida que tenho; não é nada pessoal contra vocês ou contra o jogador.

QI

Em defesa de LeBron James sai o pivô Shaquille O’Neal, um dos maiores na história da liga. Treinado por gente do calibre de um Phil Jackson e Pat Riley, Shaq disse o seguinte: “LeBron poderia ser treinador de qualquer time da NBA neste momento”.

E por que ele disse isso? Porque, no entender do grandalhão, LBJ tem um “QI fenomenal”.

E explicou: “Ele [LeBron] compreende todos os ângulos do jogo; todos os princípios defensivos; sabe como fazer seus companheiros jogarem melhor; tem uma leitura perfeita das jogadas defensivas dos adversários e como eles defendem cada jogador; e sabe não apenas de suas responsabilidades, mas de seus companheiros também”.

Pergunto: o anel foi encomendado para esta ou para a próxima temporada?

Não, não é deboche ou provocação, é apenas dúvida. Então, uma vez mais, eu peço aos fãs de LBJ: não, não me queiram mal, pois, como disse, é apenas uma dúvida que tenho; não é nada pessoal contra vocês ou contra o jogador.

Como disse acima, LeBron James é, para mim, ainda um enigma.

CURIOSO

Não vi até agora nenhum jogo do Indiana na temporada. Estou curioso, até porque quero ver como está jogando Tyler Hansbrough (foto AP), o ala/pivô que veio de North Carolina, meu time no college.

Olhando o “Box Score” da derrota de ontem diante do Portland, em Indianapolis, por 102-91, vejo que o camisa 50 do Pacers fez 13 pontos e surrupiou 11 rebotes, sete deles no ataque. Vejo também que foi o primeiro “double-double” na carreira de Hansbrough na NBA.

O desempenho do menino deixou-me feliz. Foi um belo consolo para um sofrido torcedor do Chicago, mas que ama North Carolina na mesma intensidade.Trail Blazers Pacers Basketball

De qualquer maneira, o Indiana vai de mal a pior na competição. Vem de seis derrotas consecutivas e é o último colocado na Divisão Central da Conferência do Leste.

No geral, só não é o lanterninha porque na conferência há times como Philadelphia, New York e New Jersey.

TABU 1

Por falar em Philadelphia, o time perdeu seu segundo jogo consecutivo desde que Allen Iverson vestiu a camisa 3 da franquia. No debu, foi batido pelo Denver por 93-83; ontem, perdeu para o Detroit por 90-86.

Iverson não é culpado de nada, pois, antes de ele chegar, o Sixers já havia enfileirado nove derrotas. Somando-as com as duas da era AI, já são 11 prélios sendo surrado pelos oponentes.

É a maior sequência de derrotas no momento. É mole?

TABU 2

O Lakers ganhou mais uma; foi a décima vitória consecutiva. A vítima: Utah, 101-77.

Os números mostram que houve um massacre, daqueles que os adversários do Chicago estão acostumados a impor ao time da cidade dos ventos.

Dez vitórias consecutivas, como eu disse. Mas, pergunto: o que de tão extraordinário existe neste cartel? Afinal, desses dez cotejos, apenas um foi fora de casa — e assim mesmo contra o Golden State, uma das equipes mais frágeis da liga.

Mas fiquem tranquilos: tem só mais um jogo em Los Angeles, marcado para amanhã à noite, diante do Sacramento. Depois disso, o time arruma as malas (finalmente!) e cai na estrada.

Cinco jogos estão marcados para esta primeira excursão do Lakers. Na ordem: Utah, Chicago, Milwaukee, New Jersey e Detroit.

Tudo baba, mas, fazer o quê?

Alguém disse que poderiam ter colocado o Boston? Foi isso o que eu ouvi?

Se foi, eu concordo.

A tabela do Lakers é uma mãe!

NADA AINDA

Dei uma última vasculhada na internet. Vinnie Del Negro ainda não foi demitido.

Fora VDN!

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
09/12/2009 - 19:32

UMA VERGONHA CHAMADA CHICAGO

O fundo do poço está perto — se é que já não chegou. Ontem o Chicago perdeu para um time de pernas-de-pau dentro do United Center.

A derrota para o New Jersey por 103-101 foi mais um capítulo vergonhoso na história da franquia. E que envergonha seus torcedores.

Mas que não envergonha o técnico Vinnie Del Negro, certamente porque ele não deve ter vergonha na cara. Qualquer um, em seu lugar, já teria ligado o desconfiômetro e arrumado as malas.

Nets  Bulls BasketballVinnie, ao contrário, diz não estar preocupado com o seu trabalho — e por extensão com o momento do time. Deveria estar; e com ambos.

A campanha do Chicago nesta temporada é ridícula. Em 19 contendas, ganhou apenas sete. Dos últimos nove jogos, perdeu oito.

Hoje, no Berto Center (espécie de CT do Bulls), Del Negro declarou: “Não estou preocupado com isso. Realmente não estou. Eu vou trabalhar todos os dias e dou o meu melhor e tento melhorar esses garotos. Essa questão [de ser demitido ou não] é com [gerente geral] Gar [Forman], o presidente do time [John Paxson] e com Jerry Reinsdorf [dono da franquia]”.

E completou: “Nós estamos lutando com o que temos. Continuaremos lutando. Essas decisões não me dizem respeito”.

Ao dizer “nós estamos lutando com o que temos”, Del Negro diz, com todas as letras, que o time é fraco. Em outras palavras: faço o que posso.

Comportamento desleal com os jogadores, pois joga-os às feras (torcedores e mídia) e não assume a parte que lhe cabe nesse angu.

Lamentável.

Fora VDN!

ZEBRA

Para quem diz que ela não existe em outros esportes, a não ser no futebol, o resultado de ontem em Memphis comprova uma vez mais que surpresas existem no basquete também.

O Cleveland de LeBron James foi até o Tennessee e perdeu para o Grizzlies na prorrogação por 111-109, colocando um ponto final em uma pequena série de quatro vitórias do Cavs.

LBJ bem que tentou evitar que a cinderela desse o ar da graça, mas seu último arremesso não foi certeiro. Coitado, fez até mais do que muitos fariam, alguém pode dizer, pois acabou a partida com 43 pontos, 13 rebotes e seis assistências.

King James concentra demais o jogo em si mesmo. Talvez este seja o maior pecado de seu jogo.

Tenho dito isso aqui neste botequim. Alguns que me leem, desprovidos de paixão, atentos aos detalhes, entendem o que falo. Podem até não concordar, mas compreendem meu ponto de vista.

Outros, asfixiados pelo fanatismo, querem brigar e me acusam de odiar LeBron. Acusam-me de ter raiva do jogador.

Por que haveria eu ter sentimentos tão baixos por uma pessoa que eu nem conheço e que nunca fez mal a mim?

Não consigo entender, sinceramente, os que me acusam. Só porque digo que acho imaturo o jogo de LeBron; ora só.

Deem uma olhada no “Box Score” do jogo de ontem. O Memphis jogou apenas com seu quinteto titular. Os reservas ajudaram os titulares descansar.

Os titulares do Grizzlies, todos, tiveram duplo dígito na pontuação. Repito: todo o quinteto.

Agora, deem uma olhada novamente no “Box Score” e vejam como o time do Cleveland se comportou. Falta equilíbrio, deem uma olhada!

É disso que eu falo.

Alguém, aqui nesse botequim, disse que enquanto Kobe Bryant joga para o time, LeBron James joga para as câmeras. E eu concordo.

LBJ é um baita jogador, mas precisa explorar melhor seu potencial. Precisa colocá-lo em prol do time — e não apenas de si próprio.

Quando isso acontecer, o time amadurecerá — porque LeBron terá amadurecido.

BRASUCAS

Anderson Varejão fez seu jogo habitual, carregado de energia, tentando contagiar seus companheiros o tempo todo. Mas ele tem que se preocupar com seus números também.

Cinco pontos e seis rebotes é muito pouco para quem ficou em quadra meia hora. Digo isso porque sei do potencial do capixaba.

Varejão pode render muito mais do que rendeu ontem. Basta querer.Nuggets Bobcats Basketball

Outro brasuca que entrou em quadra foi Nenê Hilário (foto AP). O Denver, um dos meus favoritos no Oeste, foi à Carolina do Norte e se deu mal: perdeu para o Charlotte por 107-95.

Nenê fez oito pontos e pegou dez rebotes. Pode render muito mais do que rendeu ontem; basta querer.

PAIXÃO

E o Phoenix, hein?, tomou gosto pela derrota. Dos últimos cinco jogos, perdeu quatro.

Ontem, foi dobrado pelo Dallas, no Texas, por apenas um pontinho: 102-101.

Se o Suns desaponta, os torcedores do Mavericks estão felizes: Josh Howard voltou depois de quase um mês fora. Voltou em grande estilo: 20 pontos vindo do banco, sua maior pontuação na temporada.

OPOSTO

Ao contrário do Lakers, que só joga em casa (hoje à noite o time volta a jogar no Staples Center diante do Utah), o Orlando fez sete dos últimos nove jogos longe dos fãs. Ganhou todos.

Aliás, das últimas 12 partidas, venceu 11. Ontem, bateu o Clippers por 97-86.

É o melhor time do Leste ao lado do Boston com 17 vitórias e apenas quatro derrotas. Isso na tabela de classificação, pois na quadra o Magic é melhor que o Celtics.

NOITADA

Voltando a falar em Chicago, hoje tem mais um capítulo da saga do Bulls. O time joga em Atlanta diante do Hawks.

Façam suas apostas! Eu acho que perde por mais de 20 pontos.

E vocês, o que me dizem?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , ,
08/11/2009 - 16:10

MANIA DE TREINADOR

No caso, americano. Quem assistiu ao jogo Chicago x Charlotte? Quem viu, deve ter constatado.

O ala John Salmons, do Bulls, terminou o primeiro quarto com a mão quente: 14 pontos. Não fosse sua performance e o Cats teria aberto uma grande diferença ao final do período, que terminou em 28-26 para o time da Carolina do Norte.

A 12 segundos do final do quarto em questão, o técnico do Chicago, Vinnie Del Negro, tirou Salmons do jogo, para descansar, claro. Em seu lugar fez entrar Janero Pargo. Deixou Salmons (foto AP) do lado de fora por 5min08seg.Bobcats Bulls Basketball

Resultado: o Charlotte abriu uma diferença de nove pontos, 40-31. Salmons voltou correndo para a quadra, mas sem o ritmo do primeiro quarto.

Nos três seguintes, anotou 13 pontos. Terminou a partida com 27, mas se Del Negro não tivesse deixado-o mofando no banco de reservas por mais de cinco minutos, seguramente ele teria feito muito mais.

Por que fazer isso?

É mania de treinador; especialmente americano.

O jogador está bem, com a mão quente, pra que tirá-lo da partida? Pra descansar? Ora, há dois bons minutos disponíveis na troca de um quarto para o outro, suficientes para um refresco para o corpo e mente.

Além disso, Salmons não é um veterano como Shaquille O’Neal, por exemplo. Tem 29 anos e preparo para aguentar um jogo inteiro se possível.

Neste campeonato, seu melhor desempenho foi no cotejo de ontem, quando marcou os já mencionados 27 pontos. Depois desta marca, sua melhor exibição ofensiva foi na derrota diante do Miami, quando anotou 17 tentos.

Então, se o cara está inspirado, por que tirá-lo de quadra?

Mania de treinador; no caso, americano.

Mesmo assim, o Chicago venceu. Foi às duras penas, mas venceu: 93-90.

RODADA

O Denver voltou a decepcionar seus fãs. A sova, agora, foi em Atlanta. O time do brasileiro Nenê Hilário foi derrotado por 125-100. Como disse, uma surra. O são-carlense anotou 12 pontos e pegou sete rebotes. O desempenho do Nuggets nos dois últimos jogos deixa-me com a pulga atrás da orelha quanto ao futuro do time nesta temporada.

O Boston venceu o New Jersey, fora de casa, por uma dezena de pontos de vantagem: 86-76. Mas foi difícil. O jogo foi parelho em sua maior parte e o Nets chegou a liderar o marcado em várias oportunidades. O time perdeu a inspiração ofensiva, mas a defensiva, como os números provam, não.

E o New York? Será que os caras não percebem que Mike D’Antoni é um treinador completamente sem inspiração — pelo menos no momento? O time perdeu ontem, mais uma vez na competição (a sexta, diga-se, contra apenas uma vitória), agora para o Milwaukee, por 102-87. Vocês acham que LeBron James vai trocar o Cleveland por uma franquia tão caída como o New York? Eu não acredito.

Quanto ao Memphis… bem, este merece um capítulo à parte.

FIM DA LINHA?

O Memphis foi a Los Angeles e foi derrotado pela sexta vez no torneio — a quinta fora de casa. Tem apenas uma vitória na temporada.

Quem aproveitou para tirar uma lasquinha foi o Clippers: 113-110.

Mas não é apenas a derrota que preocupa. Allen Iverson pediu dispensa para resolver problemas particulares e disse não ter data para retornar.

A pergunta que não quer se calar é: voltará?

Duvido.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , ,
20/04/2009 - 23:17

ERROS QUE CUSTARAM CARO

O Boston acabou de ganhar do Chicago. Corrijo: o Chicago acabou de perder para o Boston.

O jogo de agora há pouco deixou duas mensagens: Vinnie Del Negro não soube tomar decisões importantes nos momentos cruciais e Derrick Rose mostrou que ainda é um menino.

Apesar dos 36 pontos do primeiro confronto, sentiu o peso neste segundo embate.

O Celtics ganhou o jogo nos rebotes ofensivos. Foram 21 contra apenas oito do Chicago.

Deitou e rolou.

O que fazer numa situação dessas?

Simples: era só tirar da quadra o inútil John Salmons e colocar em seu lugar Tyrus Thomas, mudando a defesa para uma zona 2-3. Com isso, o garrafão ficaria reforçado e melhoraria o desempenho nos ressaltos.

Ofensivamente, mesmo com Tyrus fora de posição, não haveria qualquer problema, pois quase todas as bolas acabaram nas mãos certeiras de Ben Gordon. Então, não ia mesmo fazer qualquer diferença ter Salmons, Thomas ou minha avó como ala.

Decisão que não foi tomada por Vinnie D e que ocasionou, a meu ver, a derrota do time, para tristeza de Gordon, que fez uma partida magnífica: 42 pontos, sendo seis bolas de três atingindo o alvo.

Quanto a Rose, faltou a ele iniciativa de decidir quando o passe para Gordon não foi possível. Ao invés de assumir a responsabilidade e partir para um arremesso ou infiltração, preferiu passar a bola para Joakim Noah e Brad Miller, dois jogadores de fraco aproveitamento ofensivo que acabaram por desperdiçar importantes ataques.

Era o jogo para matar a série. O Chicago não o fez. Pode ter acordado o gigante que estava adormecido.

Quanto ao Boston, Ray Allen fez neste jogo o que não conseguiu no passado: achar o aro adversário. Foi um monstro no final. Anotou 30 pontos e encestou nada menos do que seis bolas de três, como Gordon.

Inclusive as últimas duas, que nocautearam o adversário.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
14/03/2009 - 12:43

RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA

O Cleveland quase entregou o jogo no terceiro quarto. Levou uma sova do Sacramento de 15 pontos (39-24) e cometeu seis erros.

Neste período, chegou a ficar atrás no marcador em 16 pontos. Vi a viola em cacos, embora faltasse ainda um quarto pela frente.

Os 12 minutos finais foram de pura recuperação, mas não suficiente para levar o time à vitória. O que o Cavs fez foi igualar a partida em 116 pontos e empurrá-la à prorrogação.

Poderia ter vencido, é bom que se diga, se LeBron James (foto AP) tivesse acertado o segundo lance livre a 24 segundos do final, igualando o marcador. Se o alvo fosse acertado, o time de Ohio teria aberto 117-116 e evitaria o tempo extra.

Mas LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça – e acabou falhando.

Mas não sucumbiu aos erros na prorrogação. Fez seis dos dez pontos do Cleveland no tempo adicional e comandou a vitória em 126-123.

LeBron fez 51 pontos…

FIM

LeBron James não conseguiu marcar novo “triple-double”. O ala do Cleveland havia atingido a marca nos últimos três jogos da equipe.

Ontem, além dos 51 pontos, distribuiu nove assistências, apanhou apenas quatro rebotes e deu três tocos.

LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça.

VAREJÃO

O capixaba fez uma grande partida ontem à noite na capital da Califórnia. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra foi perfeito: 8-8 (100%). Bobeou apenas nos lances livres (seu calcanhar de Aquiles): 2-5.

Se tivesse encestado todos seus tiros fatais como fez nos chutes com a bola em movimento, terminaria a partida com 21 pontos. Mas graças aos três erros na linha decisiva, acabou a peleja com 18.

Ótima pontuação; sem dúvida alguma, ótima.

Tão admirável quanto os pontos foi o seu desempenho nos rebotes: 12. Desta dúzia, cinco foram no ataque.

Um “double-double”, portanto.

LIDERANÇA

Com a vitória, o Cleveland igualou a campanha do Lakers com 52 vitórias e apenas 13 derrotas (80%). Mas pelo critério de desempate o time da Califórnia leva a vantagem, pois venceu os dois encontros entre ambos.

Portanto, se o Cavs quiser o primeiro lugar na classificação geral – e quer, como sabemos –, tem que torcer por um tropeço a mais do Lakers até o final da temporada regular.

De qualquer maneira, a vitória de ontem reservou ao Cleveland o título da Divisão Central, fato que não ocorria desde a temporada 1975-76.

E o que isso quer dizer?

Nada.

INACREDITÁVEL!

Só não caí de costas porque estava sentado. Mas vocês repararam no torcedor com a camisa do São Paulo no Arco Arena?

Foi durante o último tempo pedido pelo Sacramento, a cinco segundos do final da partida durante o tempo normal, quando LeBron James fez falta em Kevin Martin.

A tevê local não saiu para o “break” comercial e ficou nos jogadores dos dois times e depois no narrador (lá chamado de play-by-play) e o comentarista (color analyst). No fundo, os torcedores, pois nos EUA os profissionais da imprensa ficam ao nível da quadra.

Os dois falando, quando, no fundo, eu vi o torcedor são-paulino.

Sensacional!

Outro dia, não sei se alguém reparou, no TD Banknorth Garden, em Boston, tinha uma bandeira do Brasil na arquibancada alta atrás da tabela do lado esquerdo da câmera de televisão.

Aliás, se algum brazuca que mora nos EUA tiver uma foto com a camisa de algum time de futebol dentro de uma arena da NBA, entre em contato que a gente publica.

Sensacional!

RODADA

Dois outros jogos chamaram a atenção na rodada de ontem.

O primeiro foi a derrota do Chicago para o Philadelphia fora de casa por 104-101. Ela custou caro ao Bulls; custou a última vaga do G-8 do Leste.

Infelizmente para seus torcedores, o Chicago não é um time pronto, talvez, nem mesmo para caçar uma vaga para os playoffs. O time é indeciso em quadra e mal dirigido por Vinnie Del Negro.

O segundo foi a vitória do Houston diante do Charlotte, na Carolina do Norte.

A jogada que decidiu a partida foi patética. Três pontos atrás do marcador, Larry Brown, técnico do Bobcats, chamou um tempo e armou um tiro de três.

A bola caiu nas mãos de Vladmir Radmanovic – sim, ele mesmo, aquele que jogava no Lakers. Ele subiu para o arremesso…

Ron Artest veio por trás (foto AP) e tomou a bola do sérvio como um profissional toma de um jogador do infantil – não vou dizer mirim para não humilhar tanto.

No contra-ataque, sozinho, Artest – aquele que provocou Kobe Bryant, lembram-se? – caminhou e fez a bandeja derradeira fechando a partida em 91-86.

Os torcedores do Lakers que viram a partida devem ter se lembrado dos momentos de pavor do europeu com a regata amarelinha. E respiraram aliviados por constatar, uma vez mais, que Rad não está mais na franquia.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo