Publicidade

Posts com a Tag Vince Carter

terça-feira, 27 de abril de 2010 NBA | 10:46

UMA VARRIDA E A VAGA

Compartilhe: Twitter

SÃO PAULO — De volta ao lar, onde vi ontem à noite o Orlando tornar-se o primeiro time a se classificar para as semifinais de um dos playoffs. Sua incontestável vitória diante do Charlotte, na Carolina do Norte, por 99-90, provou uma vez mais que o time da Flórida é um dos mais fortes desta temporada.

O placar final da série comprova: 4-0. Uma varrida, como os americanos gostam de dizer. Foi, diga-se, a segunda vez que o Magic conseguiu varrer alguém em uma série de playoff. A primeira ocorreu diante do Detroit, em 1996.

Uma vez mais Dwight Howard não pôde dar sua cota de contribuição — e ela não é pequena. O Super-Homem do Orlando voltou a ter problemas com as faltas — saiu eliminado da partida com seis no total — e adicionou apenas seis pontos em 23 minutos dos 48 disponíveis em uma partida da NBA.

Parece o bobo da corte. Além de cometer faltas, quando a partida está no pau e próxima do fim o adversário faz o “hack-a-shaq” em cima dele, pois seu aproveitamento nos lances livres é tão constrangedor quanto o de Shaquille O’Neal.

Bate mais palmas no banco, incentivando os companheiros em quadra do que coloca seu basquete eficiente a serviço da equipe.

Mas tudo bem, o Orlando é um time e conta com jogadores de alto calibre. Já falei aqui de Jameer Nelson. Ontem, o baixinho de 1m83 de altura anotou 18 pontos. Brilharam a seu lado Rashard Lewis (17) e Vince Carter (21).

Carter, aliás, começa a provar nestes playoffs que sua vinda para a franquia, no lugar de Hedo Turkoglu, adicionou mais qualidade ao Orlando. VC pode não ter a mesma força defensiva do turco, mas é boa também. E em contrapartida, pontua muito mais e este desequilíbrio é maior que o de Turkoglu.

Outro registro importante: o Magic encestou 13 de suas 33 bolas de três, enquanto que o Charlotte, com a mão descalibrada, derrubou só cinco de suas 19 tentativas. Este desempenho explica também mais uma vitória do Orlando.

Com a classificação, o Orlando espera agora pelo encerramento da série entre Atlanta e Milwaukee, que está emocionante.

IGUALDADE

Mesmo sem o pivô Andrew Bogut, lesionado e fora da temporada, o Milwaukee joga de igual para igual com o Atlanta. Ontem à noite, em Wisconsin, bateu o rival por 111-104, num final emocionante, com a equipe da Geórgia tentando a virada nos últimos segundos.

Mas, ao longo do prélio, sempre que tentava algo mais contundente, aparecia Carlos Delfino e jogava um balde de água fria em suas pretensões. “El Lancha”, anotem aí, por favor, é o melhor jogador argentino da atualidade — excetuando Manu Ginobili, é claro, Manu que ratificou semana passada o que já tinha dito anteriormente: não irá ao Mundial da Turquia.

Mas eu falava em Carlitos, o melhor dos argentinos que estarão no torneio turco. Foram nada menos do que seis bolas triplas que saíram de suas mãos e acertaram o alvo. Ele mandou oito contra o aro adversário, o que dá um excelente aproveitamento de 75%.

Mas não foram apenas bolas de três. Teve até enterrada, para deleite dos 18.717 torcedores que compraram todos os tíquetes disponíveis. Delfino terminou a peleja com 22 pontos.

Quem também brilhou foi o novato Brandon Jennings. Aqui abro um parêntese: as atuações de playoffs não devem contar, mas os jornalistas que vão escolher o “Rookie of the Year” certamente que serão influenciados pelo desempenho de Jennings nesta nova fase da competição. Na minha opinião, Tyreke Evans jogou mais que Brandon na fase regular e, por isso, deve ficar com o R.O.Y. desta temporada, mas…

Mas voltando a Jennings, o novato fez ontem 23 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

Como eu disse que o Bucks é um time, cito também os 22 pontos de John Salmons (que coisa!), os 11 de Ersan Ilyasova e os dez de Luc Richard Mbah a Moute, um camaronês que joga feito Anderson Varejão. Seu basquete reluz pouco no “box score”, mas dentro das quatro linhas tem a energia e a disposição do capixaba, aquele vigor que contagia todo o time e não o deixa esmorecer em momento algum e faz o mais sonolentos dos torcedores ver o jogo com a palma da mão suada o tempo todo.

A série está empatada em 2-2. Quarta-feira os dois times voltam a se enfrentar, desta vez em Atlanta, onde os fãs locais esperam que Al Horford peleje mais contra os adversários do que contra as faltas.

VIRADA

O jogo começou e eu fiquei atônito. O Portland dava um chocolate no Phoenix em plena US Airways Arena. Fez 10-0 e chegou a liderar a contenda em 14 pontos — é certo que no primeiro quarto, mas era significativo demais para não ser chocante.

Aos poucos o Suns foi se ajustando em quadra e suas bolas teimosas passaram a descer abraçadas pela redinha adversária. Assim, o time foi aos poucos baixando a diferença, chegou à igualdade, engatou uma sexta marcha e deixou para trás o oponente, que não sentiu mais nem o seu cheiro. Chegou a abrir vantagem de 27 pontos.

Dois jogadores vindo do banco foram o destaque do time do vale do sol: Channing Frye e Jared Dudley. Frye só começa sentado, mas é titular, pois seu tempo de quadra indica isso. Ele anotou 20 pontos e confiscou oito rebotes. Dudley, este sim um reserva, cravou um ponto a menos , sendo que encestou cinco de suas nove tentativas de três.

Frye estive 27 minutos em quadra; Dudley, 25.

Já Leandrinho Barbosa… O paulistano jogou 19 dos 48 minutos disponíveis. Cravou sete pontos, frutos de um aproveitamento ruim nos chutes: 3-11. Fez feio mesmo foi nas bolas de três: 0-4 — e a gente sabe muito bem que esse tipo de lançamento é o carro-chefe de seu jogo.

Paciência; um dia depois do outro, nada melhor do que isso. Leandrinho tem basquete de sobra para colocar uma pedra neste assunto e escrever novo e importante capítulo em sua participação nesses playoffs já nesta quinta-feira, quando a série volta para o Oregon.

Dito tudo isso, apesar do susto inicial, a vitória por 107-88 foi mais do que justa, foi justíssima. E mostrou que o Phoenix, que agora tem 3-2 no confronto, é sim senhor um dos fortes candidatos ao título do Oeste, especialmente porque o Lakers não é nem sombra do time que encantou a todos na temporada passada.

RODADA

Por falar em Lakers, o time angelino entra em quadra esta noite. Os olhos do mundo estarão voltados para o Staples Center de Los Angeles. Afinal, depois de ter aberto 2-0 na série, os amarelinhos foram para Oklahoma e viu o adversário empatar o confronto em 2-2.

O Thunder, novato em playoff com esta certidão, está empolgadíssimo. E os atuais campeões da NBA mostram-se assustados e com a auto-estima em baixa.

Mas antes de Lakers e Thunder entrarem em quadra, o Boston recebe o Miami às 20h de Brasília e deve fechar a série em 4-1. Uma hora mais tarde o Cleveland deve fazer o mesmo com o Chicago em sua Q Arena. Às 22h30 o Dallas tenta manter-se vivo neste embate texano diante do San Antonio, pois perde por 3-1.

Será que teremos três 4-1 antes de o Lakers definir o seu futuro?

Notas relacionadas:

  1. CRISE QUE PODE CUSTAR A VAGA
  2. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  3. O MULEKE É APENAS UM MENINO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de março de 2010 NBA | 11:45

A QUEDA DE UM GIGANTE

Compartilhe: Twitter

O que acontece com o Denver? Dos últimos cinco jogos, o time ganhou apenas um, assim mesmo na última bola.

A degringolada começou com o Milwaukee, em casa, e continuou na excursão pelo Leste norte-americano. Sim, o Leste, que todo mundo diz que é uma baba, à exceção do Cleveland, Orlando, Boston e (olha lá) o Atlanta.

Depois de ter perdido para o Bucks, como já disse, apanhou do New York!, isso mesmo, do New York, foi goleado pelo Boston, venceu o Toronto no estouro do cronômetro e ontem tombou frente ao Orlando (103-97), que jogou praticamente sem Vince Carter, lesionado durante a partida.

Como vimos, dos cinco jogos contra times do Leste, a segunda melhor equipe do Oeste (que todos dizem ser a conferência mais difícil da NBA) apanhou quatro. Só venceu o Toronto, friso, uma vez mais, na última bola.

O que acontece com o Denver?

George Karl, infelizmente, afasta-se momentaneamente do trabalho para tratar de um câncer na garganta. Faz falta, ô se faz, pois é um dos mais vencedores e experientes treinadores da liga.

Adrian Dantley, seu sucessor momentâneo, parece não entender muito do riscado a ponto de ser o treinador de quadra. Ontem, por exemplo, deixou no banco no último quarto e ao mesmo tempo Carmelo Anthony e Chauncey Billups. O relógio correndo e o Orlando apenas administrando o resultado.

Não se pode deixar esses dois jogadores de fora ao mesmo tempo. Há que se ter um definidor em quadra. Se descansa Melo, Mr. Big Shot trabalha; e vice-versa.

Hoje à noite a esquadra enfrentar o Dallas, no Texas. Do jeito que as coisas vão, a tendência é de nova derrota. Se isso ocorrer, será a quinta nos últimos seis jogos.

Na sequência vem o Portland, equipe que cresce assustadoramente de produção e que ontem foi a Oklahoma e bateu o Thunder. Mesmo em seu Pepsi Center, pode apanhar, por que não? Se isso ocorrer, será a sexta derrota dos últimos sete jogos.

Aí aparece o Real Madrid da NBA, o Clippers, novamente em casa. Será a chance de vitória. Mas aí já poderá ser tarde demais.

O Denver está na terceira posição no Oeste, com 26 derrotas, mesmo número de Utah e Phoenix. Mais duas derrotas (se vierem), cai para 28.

Se o Denver não tomar cuidado, classifica-se em oitavo lugar no Oeste. Se isso acontecer, adeus viola: o time não passa da primeira rodada dos playoffs, pois terá de enfrentar o Lakers, com desvantagem de quadra, com elenco inferior e destroçado emocionalmente.

EMOÇÃO

O jogo foi difícil, LeBron James marcou 34 pontos, mas o personagem dominical na Q Arena foi Zydrunas Ilgauskas. O lituano voltou a vestir a camisa 11 do Cleveland diante de seus fãs depois de ter sido envolvido na troca com Antawn Jamison.

A recepção foi calorosa. Vários cartazes de boas-vindas foram vistos na arena, camisetas com a inscrição “CAVZ” foram vendidas, enfim, uma festa. Disse Zy depois da partida: “Foi algo que eu vou me lembrar pelo resto de minha vida. Esta foi, provavelmente, uma das experiências mais marcantes como um Cavalier”.

Em quadra, o veterano pivô foi discreto. Veio do banco, jogou 22:30 minutos, marcou quatro pontos e pegou interessantes seis rebotes. Mas o que chamou atenção em seus números foram os três tocos distribuídos, gentileza esta que o Sacramento gostaria de ter recusado.

A vitória por 97-90 frente ao Kings foi importante, pois recuperou a equipe da derrota frente ao San Antonio. Mas o dia foi mesmo de Zydrunas Ilgauskas.

TUNDA

Por falar em San Antonio, os “velhinhos” do Texas aprontaram mais uma. E mais uma vez sob o comando de Manu Ginobili.

O argentino está jogando uma barbaridade. Fez ontem 28 pontos e regeu, como disse, o Spurs na vitória frente ao Celtics, em Boston, por 94-73. Uma tunda; a pior derrota do alviverde diante de seus torcedores nesta temporada.

A média de pontos deste vovô de Bahia Blanca nos últimos seis jogos é impressionante: 25.5 pontos por partida — lembrando que o cestinha do campeonato é LeBron James com 29.8 tentos marcados por jogo.

O jogo de ontem foi o 12º. do argentino como titular do Spurs. Isso ocorreu por conta da contusão de Tony Parker. Mas, para mim, não passa de frescura essa história de Ginobili vir do banco. Parece coisa acertada para ele ganhar o prêmio de melhor reserva.

Manu não é reserva do San Antonio nem aqui e nem na China. Pior: como se vê, quando ele começa um jogo rende muito mais. E o time ganha com isso, pois desta dúzia de contendas mencionadas, o alvinegro ganhou oito. E a média de pontos do argentino em todos esses jogos é de 24.1 tentos marcados.

Então, ficar no banco para que Keith Bogans saia jogando é brincadeira de mau gosto do Sr. Gregg Popovic. Mau gosto porque com Manu como titular, o aproveitamento do San Antonio é de 66.7% contra os atuais 61.1%.

Com 66.7% de desempenho o Spurs, hoje, seria o segundo colocado no Oeste.

QUEDA

Não é apenas o Denver que cai neste momento importante do campeonato. O Oklahoma City também. Está certo que não despenca como o Nuggets, mas cambaleia.

Ontem, jogando em seu Ford Center, recebeu a sensação de momento da NBA, o Portland, e acabou derrotado. Foi a quarta derrota nos últimos sete confrontos. E desse quarteto de revezes, dois deles foram em casa (o outro foi diante do San Antonio).

O prélio de ontem acabou marcado por emoções, pois foi decidido apenas no final. Kevin Durant (29 pontos) bem que tentou levar o jogo para a prorrogação ao atirar uma bola de três a sete segundos da buzinada final, pois o Thunder perdia por 90-87.

Não atingiu o alvo; faltou força. A bola tocou no bico do aro e sobrou nas mãos de Andre Miller, que sofreu falta, acertou os dois lances livres e levou o marcador para os definitivos 92-87.

Foi a oitava vitória nos últimos nove jogos. Neste março, o Blazers fez 12 partidas e perdeu apenas duas. Esta noite encerra sua participação neste terceiro mês do ano. Recebe o New York em seu Rose Garden.

Vai terminar março com 11 vitórias e apenas duas derrotas.

O time continua na oitava posição no Oeste, mas eu aposto com quem quiser que o Portland fechará a fase de classificação no mínimo em sexto lugar.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Milwaukee 108-103 Memphis (OT)
Atlanta 94-84 Indiana
Detroit 103-110 Chicago
Miami 97-94 Toronto
Minnesota 105-111 Phoenix (16 pontos de Leandrinho)
Clippers 103-121 Golden State

QUIZ

Há três gêmeos atuando neste temporada na NBA. Quem são e em que times eles jogam?

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. A CULPA DE CADA UM
  3. SCRIPT CONTRARIADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 8 de março de 2010 NBA | 12:42

O “SAPATEIRO” DA NBA

Compartilhe: Twitter

Não foi um jogo da temporada regular. Foi um jogo de playoff; e com todos os ingredientes.

Ginásio cheio, provocações, brigas particulares, intensidade de ambos os lados, jogo físico, enfim, tudo o que se vê num jogo de playoff viu-se na partida de ontem na Flórida entre Orlando e Lakers.

No final, apoiado por 95% dos 17.266 torcedores que ocuparam todas as poltronas da Amway Arena (os outros 5% torciam pelo adversário), o Magic venceu por apenas dois pontinhos: 96-94.

Mas suou frio no final da partida, quando Kobe Bryant (à direita, imagem AP) arremessou uma bola da meia direita, que se tivesse entrado levaria a contenda para a prorrogação.

Não entrou, embora Kobe, no último quarto, tenha jogado com intensidade de playoff. No último e no primeiro, diga-se, pois zerou no segundo e fez apenas três pontos no terceiro (fruto de uma trinca de lances livres).

Kobe não tomou a melhor decisão. Ele deveria ter partido para uma bola de três. Ou ele ou Derek Fisher ou Shannon Brown; e por que não Lamar Odom?

É, aliás, o que todos os visitantes fazem nesta situação: no campo do adversário, última bola, tenta-se matar o jogo. Prorrogação significa mais cinco minutos de guerra em território inimigo, com maiores chances de ser derrotado.

Kobe preferiu a segurança de uma bola dupla e levar o jogo para o tempo extra. Seu raciocínio talvez tenha sido guiado pelos últimos acontecimentos.

No último quarto, o Lakers estava melhor em quadra e este cenário o time de Los Angeles imaginava não fosse mudado nos cinco minutos adicionais. Empatava no tempo normal e fechava a partida na prorrogação.

Não deu certo. O Orlando venceu e adicionou ao recente currículo do Lakers sua terceira derrota consecutiva.

Existe uma expressão interiorana, quando se vai pescar e nada se fisga, que diz que o pescador voltou para casa “sapateiro”. Pois o Lakers voltou “sapateiro” para Los Angeles: perdeu seus três jogos realizados fora de casa nesta miniexcursão ao Leste.

Perdeu para o Miami, Charlotte e Orlando.

Na próxima quinta-feira, no conforto do lar, enfrenta o Toronto. Raptors que poderá entrar completo em quadra, pois o ala Hedo Turkoglu deve ser liberado pelo DM do time.

É a chance da recuperação, pois o Toronto, mesmo completo, não é páreo para o Lakers, mesmo machucado moralmente.

JOGO

Por que o Orlando ganhou? Por alguns motivos.

Primeiro que Kobe Bryant teve um aproveitamento muito ruim de seus arremessos: apenas 37.5% (12-30); segundo porque venceu o duelo no garrafão: pegou 50 rebotes contra 39 do Lakers; terceiro porque Andrew Bynum não conseguiu limitar o jogo de Dwight Howard; quarto porque Vince Carter (abaixo, foto AP) teve um aproveitamento quase perfeito nos lances livres: 13-14; quinto porque encontrou em Matt Barnes o similar de Ron Artest; sexto porque venceu no jogo físico; sétimo porque jogar em casa é muito melhor do que jogar fora de casa.

ÂNIMO

No centro da Flórida a empolgação é muito grande. O Orlando venceu três dos principais contendores que brigam pelo título da temporada.

Antes de dobrar o Lakers, o Magic havia batido o Boston duas vezes e o Cleveland uma vez.

Depois do “All-Star Weekend”, o time está com um desempenho de 18-5.

O que se ouve na terra de Mickey Mouse é: sim, é possível. O Orlando, depois da experiência das finais do ano passado, sente-se pronto para decidir novamente o título.

E agora para ganhar.

SUFOCO

Para se ter uma idéia da péssima fase do Celtics, basta ver o que aconteceu ontem em Boston. Pegou um dos times mais frágeis desta temporada e venceu com uma bola encestada a 17.1 segundos do final.

A bola foi de três, de Ray Allen; o adversário foi o Washington, um time em reconstrução.

Kevin Garnett teve o sua pior performance desde que entrou na liga: fez 0-7 nos arremessos. Um horror.

Como horrível é o basquete que o time de Massachusetts joga neste momento. Não vai incomodar nem Orlando e nem Cleveland.

Se bobear, caiu na primeira rodada dos playoffs.

TRANQUILO

Assim foi o jogo do Denver diante do Portland. De um Portland novamente estropiado.

Jogou sem pivôs novamente, pois os grandalhões estão lesionados. Isso facilitou a vida do time colorado.

Os números finais (118-106) são um retrato um tanto pálido do que ocorreu em quadra. O Nuggets, mesmo sem Kenyon Martin, jogou muito mais e poderia ter vencido por uma diferença maior.

Nenê Hilário manteve o nível de sempre: 14 pontos, sete rebotes, quatro tocos, duas assistências e um desarme. Poupou-se visivelmente em quadra, tanto que arremessou apenas oito bolas contra o aro alheio.

RODADA

Os outros jogos da rodada de ontem foram:

Toronto 101-114 Philadelphia
Detroit 110-107 Houston
Sacramento 102-108 Oklahoma City

Notas relacionadas:

  1. QUE TAL UM APERITIVO?
  2. PRÊMIO JUSTO; NÚMEROS, NEM TANTO
  3. A NOITADA DE MELO E NENÊ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 NBA, Seleção Brasileira | 19:01

ENCANTO PERDIDO

Compartilhe: Twitter

Orlando e Boston têm 17 derrotas cada um. Mas é como se o Boston tivesse 18.

Depois da vitória de ontem do Magic sobre o Celtics, em Massachusetts, por 96-89, findou-se o confronto entre as equipes nesta fase de classificação do atual campeonato da NBA. O Orlando fechou a conta em 3-1.

Ou seja: se os dois times terminarem a “regular season” empatados, a equipe da Flórida leva a melhor, pois, como vimos, no confronto direto ela fez 3-1.

E fez jogando um basquete espetacular no terceiro quarto. Perdia por 60-51 quando Rajon Rondo fez uma cesta de três a 7:16 minutos do final do quarto para o Celtics.Magic Celtics Basketball

Depois disso, o alviverde se desligou. Parou de jogar.

O adversário disso se aproveitou e com um ritmo alucinante fez uma corrida de 19-0 em 6:48 minutos. Passou o marcador para 70-60.

Foi um bombardeio de bolas de três — quatro no total. Isso sem contar um ataque de Vince Carter de três pontos, quando fez uma cesta seguida de falta, que foi convertida.

O quarto acabou com um massacrante 36-11 para o Orlando. Carter anotou 11 pontos neste período; invejoso, Dwight Howard (foto AP) fez o mesmo.

Carter deixou a quadra como cestinha do time e do jogo: 20 tentos. DH cravou 16 pontos e 13 rebotes.

Foram os dois melhores jogadores do time vencedor. Mas não podemos deixar de destacar que todos os titulares tiveram um duplo dígito na pontuação: Jameer Nelson fez 15 pontos, Rashard Lewis, 14, e Matt Barnes, 11.

Atuação de gala no terceiro quarto, que liquidou um time que dava pinta de brigar pelo título desta temporada, mas que perdeu completamente o encanto.

DOCREAL

O técnico Doc Rivers (Foto Reuters) é pavio curto. Depois do jogo, irritado, não poupou ninguém — nem a si próprio. Entre outras coisas, disse o treinador:

“Nós estamos colhendo o que plantamos. Eu adoro esse time no papel, mas temos que estar preparados para ser de fato um candidato ao título. Quando nós estamos na frente no marcador, relaxamos e os adversários se aproveitam disso, nos deixam pra trás e aí fica difícil recuperar a vantagem”.

“Um de nossos jogadores me disse: ‘Nós somos melhores do que o Orlando’. Não, vocês não são. Eles nos nocautearam nos playoffs no ano passado. O Orlando é melhor do que nós no momento. O Atlanta é melhor do que nós no momento. LA é melhor do que nós no momento”.

Pura verdade.

O Boston tem um desempenho de 1-7 diante de Orlando e Atlanta nesta temporada, dois dos quatro primeiros colocados do Leste.

Que tanta sinceridade acorde o time — inclusive ele próprio.

RECORDE

Kevin Garnett (Foto Reuters) pegou nove rebotes no jogo de ontem. Chegou a 11.960 e assumiu o 20º. lugar no ranking dos reboteiros de todos os tempos.

Sabem quem ele deixou para trás? Dennis Rodman.

Mas deixou em números absolutos. “The Worm” tem 11.954 ressaltos apanhados em seus 14 anos na liga.

Na média, Rodman tem 13.1 rebotes por partida, enquanto que Garnett tem 10.9.

É importante que se diga: Rodman tem 2m01 de altura, enquanto que KG mede 2m11.

Com um braço amarrado o ex-namorado de Madonna pega mais rebotes e marca mais do que o camisa 5 do Boston. E joga mais também, é bom que se diga.

HOLOFOTES

O Toronto não ganha tanto espaço na mídia. Mas eu mesmo já falei desse time aqui em nosso botequim. Ontem, jogando em seu Air Canada Center a equipe bateu o Sacramento por 115-104; e com um show de Chris Bosh.

O pivô do Raptors fez 36 pontos e pegou 11 rebotes. Seu companheiro de garrafão, o italiano Andrea Bargnani cravou mais 22.

O turco Hedo Turkoglu adicionou outros 16 tentos, mesma pontuação de Antoine Wright.

Ou seja: quatro jogadores com duplo dígito.

Foi a sétima vitória consecutiva do Toronto em solo canadense.

Já o Sacramento agoniza. Perdeu a sexta consecutiva e dos últimos 23 prélios só ganhou três.

E eu já ouvi comentarista de TV nos EUA dizer que Paul Westphal, técnico do time californiano, iria ganhar o troféu “Coach of the Year”.

Cada uma…

ENCONTRO

Anderson Varejão se encontrou com o técnico Rubén Magnano no último sábado. Foi em Cleveland.

O argentino que dirige a seleção brasileira foi fazer, como ele mesmo disse, “um encontro de reconhecimento” com o capixaba.

Gostou do que viu e ouviu. E ouviu de Varejão que a seleção brasileira está entre suas prioridades.

Hoje o treinador desembarca em Denver. Vai conversar com Nenê Hilário.

É o encontro que mais me enche de ansiedade e expectativa. Vamos ver o que acontecerá; vamos ver o que o são-carlense vai dizer para o treinador; vamos torcer para que ele também diga que a seleção brasileira está entre suas prioridades.

Magnano vai assistir ao jogo entre Nuggets e Mavs de amanhã à noite.

No dia seguinte, ou seja, na quarta, pega o avião, desembarca em Phoenix e no mesmo dia se encontra com Leandrinho Barbosa. Isso antes do jogo do Suns contra o Portland.

Deve ouvir do paulistano o que escutou do capixaba. Leandrinho tem quase sempre atendido às convocações.

E já que ninguém é de ferro, Magnano, o presidente Carlos Nunes e Vanderlei Mazzuchini, diretor das seleções masculinas, darão uma esticada até Dallas para ver o “All-Star Weekend”.

Tomara que seja uma viagem proveitosa. Em todos os sentidos.

TKS

Agradece aos parceiros deste botequim que prestigiaram o vídeo chat que eu fiz esta tarde. Foi realmente muito gostoso conversar ao vivo com vocês.

Outros estão previstos. Quando for a data, eu aviso.

Valeu.

Notas relacionadas:

  1. PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA
  2. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  3. BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de novembro de 2009 NBA | 17:03

BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA

Compartilhe: Twitter

O final do jogo de ontem em Orlando foi eletrizante. E Michael Beasley quebrou um galhão para Dwyane Wade.

Faltavam oito segundos para o final do encontro. O time praiano tinha revertido um placar desfavorável em 11 pontos; estava pronto para ganhar o jogo.

O telão central da Amway Arena reluzia: Magic 98-97 Heat. Posse de bola para o Miami.

D-Wade assumiu seu papel de herói, pegou a laranjinha e partiu em direção à cesta do arqui-rival. Ao tentar a bandeja, negou fogo.

Foi então que apareceu Beasley. O pivô deu um tapinha na bola e encestou-a, a um segundo do fim. Placar final: Orlando 98-99 Miami.

Com o resultado, o Heat colocou um ponto final numa série invicta de cinco partidas do Orlando.

FOMINHA

Disse ontem aqui nesse botequim que o Orlando joga muito em função de Dwight Howard e que Vince Carter desvia um pouco o foco. Ontem, no último quarto principalmente, aconteceu o contrário.

Carter só tinha olhos para a cesta e seu umbigo. Ignorou os companheiros e comprometeu os planos do técnico Stan Van Gundy em chegar ao sexto triunfo seguido.

Temporada passada, vocês se lembram bem, Howard chutou o pau da barraca porque, no seu entender, não estava sendo tratado como um “franchise player”. Falou em alto e bom som, para que Van Gundy escutasse.

Gostaria de ter estado no vestiário do Orlando depois do jogo de ontem para ver como Howard encarou Carter com a derrota latejando nos ombros de todos.

Se o script de ontem voltar a ser rodado, o Super-Homem vai reclamar. E com razão.

MELONuggets Timberwolves Basketball

Dinho Diniz, parceiro velho de guerra deste nosso botequim, ao mostrar sua predileção quanto aos grandes jogadores desta temporada citou Dwyane Wade, LeBron James e Kobe Bryant, discordando de minha opinião de que Carmelo Anthony é candidato ao MVP desta temporada.

E reforçou sua escolha usando o site da NBA, onde apareceu escrito: “Great, greater e greatest”. Referência, na ordem, a D-Wade, LBJ e Kobe.

Não tem jeito: quando as pessoas encarnam em algo, é difícil mudar o foco. Os jornalistas norte-americanos só têm olhos para esse trio.

O que vem de fora soa desafinado.

Negar o momento de Carmelo Anthony (foto AP) é não acompanhar o campeonato.

Ontem, na vitória do Denver sobre o Minnesota, no estado dos lagos, Melo anotou 22 pontos diante do Wolves (124-111). Ficou o último quarto todinho no banco de reservas.

É o único jogador deste campeonato a ter marcado mais de 20 pontos em todos os jogos disputados. Mesmo assim, os holofotes teimam em não incidir sobre ele.

TRIPLE-DOUBLE

Nenê Hilário, assim como Carmelo Anthony, ficou todo o quarto derradeiro no banco de reservas, vendo os menos privilegiados jogarem. Em três deles, o são-carlense anotou 17 pontos, oito rebotes, seis assistências, três tocos e um desarme.

Fico pensando: será que Nenê chegaria ao “triple-double” se tivesse participado do último quarto?

Dois rebotes a mais, com certeza, ele pegaria. E do jeito que estava fácil pontuar, quatro assistências a mais ele faria.

Uma pena.

MEU BRASIL BRASILEIRO

Nenê Hilário, como vimos, brilhou novamente. E como foram nossos dois outros brasucas?

Recorro ao “box score”, pois não vi nem Cleveland e nem Phoenix jogarem. Sei que os dois times venceram.

O Cavs foi ao palácio de Auburn Hills e bateu o Detroit por 98-88. Ótimo resultado, pois, por mais que o Pistons não esteja lá bem das pernas, jogar em Michigan é sempre complicado.LB

Bom, mas eu falei no Cavs por causa do Anderson Varejão. Nosso capixaba valente anotou… hum… deixe-me ver… quatro pontinhos e fisgou oito rebotes, dois deles no ataque. Deu ainda dois tocos e fez o mesmo número de desarmes.

Analisar apenas pelo “box score” é complicado, mas Varejão precisa pontuar mais. Até porque J.J. Hickson foi mal ontem: sete pontos.

Tanto assim que Varejão ficou em quadra 33 minutos contra 27 do “companheiro” (coloquei entre aspas porque ambos brigam pela vaga).

Vale, claro, mencionar também os números de LeBron James: 34 pontos, oito rebotes e sete assistências.

Já o Phoenix dobrou o Memphis por 126-111. Leandrinho Barbosa (foto AP marcando DeMarre Carroll) foi bem, gostei do que vi: 15 pontos em 25 minutos.

Acertou a quadra de lances livres cobrados, fez 1-3 nas bolas triplas e 4-7 nas duplas. Apanhou também quatro rebotes, deu duas assistências e fez um desarme.

Como disse, foi bem.

Quanto aos demais, Steve Nash cravou 16 assistências. Mas o que chamou mesmo a atenção foram os dez rebotes ofensivos apanhados por Zach Randolph (13 no total), que somados aos 24 pontos anotados fizeram dele um dos destaques da partida.

RODADA

Hoje à noite, apenas dois jogos. O Atlanta recebe o Miami (vale a pena ver o Hawks em quadra, o time está jogando uma bola bem redondinha) e na sequência o Bulls visita o Jazz em Utah.

Hoje é dia de dormir bem tarde.

Notas relacionadas:

  1. O TIME É ÓTIMO, MAS A TABELA AJUDA
  2. DWYANE WADE TRUCIDA O CATS
  3. RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de novembro de 2009 NBA | 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

Compartilhe: Twitter

Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Notas relacionadas:

  1. NOITADA DE GALA EM MIAMI
  2. PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA
  3. NOITADA INESQUECÍVEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 31 de outubro de 2009 NBA | 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

Compartilhe: Twitter

Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO FEZ ONTEM O QUE PODERIA FAZER SEMPRE
  2. A HORA DO PALPITE
  3. MENINOS DO CHICAGO CALAM BOSTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de outubro de 2009 NBA | 09:20

PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA

Compartilhe: Twitter

Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.

Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.

Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.

Quais vão se destacar neste campeonato?

Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.

LESTE

1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.

2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste

3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.

4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith.  O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.

5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.

6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.

7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.

8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.

PLAYOFFS

1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta

Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando

Final
Boston 4-3 Cleveland

Campeão = Boston

Kobe Bryant, o melhor jogador de basquete do mundo, é a esperança do Lakers na luta pelo bi

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato

OESTE

1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).

2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.

3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.

4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.

5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.

6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.

Warriors Clippers Basketball7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.

8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.

PLAYOFFS

 

1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah

Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio

Final
Lakers 4-2 Denver

Campeão = Lakers

CAMPEÃO

Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.

Conseguirá?

Creio que sim.

Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.

Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.

Pra cardíaco nenhum reclamar.

AUSÊNCIA

Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.

Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.

É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.

Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.

Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.

Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.

Espero estar errado.

NOITADA

A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.

Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.

Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.

Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.

Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.

Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?

Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.

Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.

Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.

CONCLUSÃO

Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.

O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.

E mais nada.

Notas relacionadas:

  1. O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR
  2. NOITADA DE GALA EM MIAMI
  3. GRANDE, MAS DESLEAL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de outubro de 2009 NBA | 22:40

ORLANDO ARREBENTA NA “PRE-SEASON”

Compartilhe: Twitter

Alguns parceiros deste botequim têm chamado-me a atenção para o Orlando. No ver deles, o time com Vince Carter no lugar de Hedo Turkoglu mudou da água para o vinho.

Pois bem, a equipe da terra do Mickey Mouse encerrou na noite desta sexta-feira uma perfeita “Pre-Season” ao bater o Atlanta, em sua Amway Arena, por 123-86. Um massacre.Hawks Magic Basketball

Com a vitória, ou melhor, com o massacre, como disse, o Magic terminou essa fase de amistosos com uma campanha de oito vitórias e nenhuma derrota. Único time da NBA nesta fase a não perder.

Foi, também, a primeira vez na história da franquia que isso ocorreu.

Mas o time já vinha buscando a perfeição desde 2007, quando Stan Van Gundy assumiu o comando. Somados os dois anos anteriores, o recorde do Magic era de 12 vitórias e apenas duas derrotas; agora, pulou para 20-2.

Carter (foto AP), de quem eu falei no início do nosso papo, anotou 26 pontos diante do Hawks, tendo incrível desempenho de 9-10 nos arremessos. Nos sete jogos em que entrou em quadra, marcou uma média de 18.6 tentos por partida.

Terminou esta “Pre-Season” como artilheiro do Orlando.

Sempre desconfiei do potencial de Carter em fazer do Magic um time melhor. Parece que me enganei.

O Orlando dá sinais de que volta com tudo nesta temporada.

CLASSIFICAÇÃO

Vamos à classificação final desta temporada de amistosos:

Leste

1) Orlando 8-0
2) Boston 6-2
3) Chicago 6-2
4) Atlanta 5-2
5) New York 5-2
6) Philadelphia 5-3
7) Cleveland 4-4
8) Detroit 4-4
9) Washington 4-4
10) Indiana 3-4
11) Milwaukee 3-5
12) Miami 2-5
13) Charlotte 2-6
14) Toronto 2-6
15) New Jersey 1-5

Oeste

1) Clippers 6-2
2) Lakers 6-2
3) Utah 6-2
4) Dallas 5-2
5) San Antonio 4-3
6) Denver 4-4
7) Golden State 4-4
8) Houston 4-4
9) Phoenix 4-4
10) Portland 4-4
11) Memphis 3-5
12) Minnesotta 3-5
13) Oklahoma City 2-5
14) Sacramento 2-5
15) New Orleans 2-6

SURPRESAS

O Clippers na liderança do Oeste surpreendeu-me, mesmo com a presença do novato Blake Griffin, draft número 1 desta temporada.

O New Orleans, na rabeira da mesma divisão, igualmente deixou-me intrigado.

Do outro lado, vibrei com a campanha do Chicago. Tomara que não seja fogo de palha.

BRASUCAS

Assim foram os três brasileiros nesta “Pre-Season”:

Nenê Hilário – 9.3 pontos e 4.4 rebotes;
Leandrinho Barbosa – 13.4 pontos e 45.0% nas bolas de três;
Anderson Varejão – 8.2 pontos e 6.0 rebotes.

Sorte a eles nesta temporada!

ROUBO

É inacreditável, mas é verdade. Jogadores do Maccabi Tel Aviv foram roubados na noite da última terça-feira em Los Angeles.

O time fazia um amistoso contra o Clippers (108-96 para os angelinos) no Staples Center e enquanto a bola pingava o roubo ocorreu. Albert Gavin, tenente da polícia de Los Angeles, disse que algumas pessoas entraram no vestiário da equipe israelense e fizeram a festa.

Foram roubados relógios, jóias e US$ 15 mil em dinheiro. Dez membros do grupo foram prejudicados e o desfalque foi estimado em US$ 22 mil.

Lamentável.

AJUDA

Michael Beasley, ala/pivô do Miami, é bom jogador. Mas na mesma proporção, é problemático.

Hornets Heat BasketballAno passado, vocês devem se lembrar, ao lado de Mario Chalmers e Darrell Arthur ele foi pego num quarto de hotel com duas prostituas e uma quantidade de maconha não divulgada.

À época, participava do programa da NBA de iniciação ao novo mundo da maior liga de basquete do planeta. Foi expulso; teria que voltar nesta temporada. Nem sei se isso ocorreu.

Se não ocorreu, talvez tenha sido porque no final de agosto passado ele internou-se em uma clínica de reabilitação no Texas para se desintoxicar. Motivo: drogas.

Problemas resolvidos? Nada disso.

Nesta semana, uma foto do jogador, dormindo num iate na marina de Miami, ao lado de uma mulher e várias garrafas de cerveja na mesa próxima ao sofá, foi mostrada pelo site de fofocas TMZ.

Beasley (foto AP) divulgou um comentário dizendo que não tocou nas garrafas de cerveja. O capitão do iate fez coro com o jogador.

Dirigentes do Miami disseram que ele não fez nada de errado.

Beasley tem apenas 20 anos e um grande futuro pela frente. Se algo der errado, o culpado será apenas ele.

ACORDO

Assunto resolvido: a NBA e o sindicato dos árbitros entraram em um acordo e os homens do apito estarão presentes na primeira rodada desta temporada, marcada para a próxima terça-feira.

O acordo vale para as próximas duas competições.

Os árbitros voltaram aos treinamentos neste sábado para recuperar a forma. Será que os 57 profissionais do apito estarão em forma?

Melhor com eles fora de forma do que seus substitutos em forma.

Notas relacionadas:

  1. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
  2. ORLANDO E CHICAGO SE DÃO BEM
  3. ORLANDO PREOCUPA, CHICAGO SONHA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sábado, 8 de novembro de 2008 NBA | 11:43

LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA

Compartilhe: Twitter

É preciso ter calma neste momento. A prudência avisa. O campeonato mal começou e o treinador é novo. Mas a situação de Leandrinho (foto, perdento o controle da bola, algo corriqueiro nesta temporada) é preocupante. A gente espera que seja apenas uma nuvem passageira e que ela saia de cima da cabeça do armador do Phoenix o mais rápido possível.

Mas que o momento incomoda, isso ninguém duvida. Leandrinho não é nem de longe aquele jogador que a gente se orgulhava de ver em quadra e estufava o peito para dizer: é brasileiro! O paulistano passa por um período difícil da carreira.

Algumas coisas o atrapalham neste momento. Perdeu metade da pré-temporada em São Paulo ao lado da mãe, que estava doente. Por isso, ficou para trás na preparação. Há um novo treinador no time e novas exigências também.

Leandrinho jogou todos os seus cinco anos na NBA para Mike D’Antoni, um técnico que jamais privilegiou a defesa, indo ao encontro da formação do brasileiro, que sempre manteve os braços abertos para o ataque. Agora, com Terry Porter, defender é preciso.

Leandrinho pouco sabe sobre esta matéria. Não foi um aluno dos mais aplicados no começo da carreira, até porque nunca teve bons professores a exigir determinação do menino. Hoje, sem estofo defensivo, está pagando um preço mais alto do que ele imaginava que um dia pudesse pagar.

Para piorar, seu jogo ofensivo está irregular. Ontem, deu pena vê-lo em quadra. Completamente perdido e sem confiança, entregue à marcação, sem respostas para as armadilhas defensivas que os jogadores do Chicago prepararam para ele.

Marcou apenas dois pontos. Seu aproveitamento foi paupérrimo. Errou todos os arremessos de três pontos e acertou apenas um dos cinco chutes de dois pontos. Não bateu nenhum lance livre sequer. Ficou apenas 17 minutos em quadra. Se lá ficasse mais, o desmoronamento seria maior.

Fosse eu o técnico Porter, estaria preocupado neste momento menos com a derrota para o Bulls (100-83) e mais com o que se passa com Leandrinho. Se nenhum ajuste for feito, rapidamente, ele perde uma importante arma de seu arsenal, arma esta que já se mostrou eficiente no passado.

Há dois caminhos possíveis a se tomar: 1) tentar corrigir os defeitos de Leandrinho dedicando um bom tempo para isso; 2) trocá-lo por outro jogador e deixar que ele reencontre seu jogo em novo lar.

Mas, já disse, que não seja em Nova York.

LUZES QUE BRILHAM

Em compensação, os dois outros brasileiros mataram a pau na rodada de ontem da NBA. Anderson Varejão ganhou mais uma ao lado de LeBron James; Nenê fez o mesmo, tendo agora como parceiro o armador Chancey Billups, que debutou com a camisa 7 do Denver, trocado que foi com Allen Iverson.

ROUBANDO A CENA

Em Cleveland, LeBron James fez sua primeira cesta de três nesta temporada, deu um toco sensacional em cima de T.J. Ford a 39 segundos do final da partida, deixou a quadra com 27 pontos, nove rebotes, oito assistências e quatro tocos, mas o nome do jogo foi Anderson Varejão.

Claro, porque números assim, extraordinários, para King James são quase que corriqueiros. Mas falava eu sobre o capixaba, que jogou meia hora e terminou a partida com 18 pontos (a maior pontuação desde que jogou pela primeira vez na NBA) e oito rebotes, sendo que três deles foram no ataque. E ainda desarmou o adversário em três oportunidades. Nenhum dos 20.562 pagantes que estiveram na Quicken Loans Arena duvidou disso.

Varejão foi peça importante na vitória do Cavs sobre o Indiana por 111-107, que coloca agora o Cleveland na quarta posição da Conferência do Leste com uma campanha de 4-2.

Mas há o que se corrigir no jogo de Varejão, principalmente seu arremesso de curta distância. Ele pontua em bandejas e sobras de rebotes, mas quando tem que arremessar do perímetro, da zona morta, a bola dificilmente cai.

Esse não é o Varejão que a gente conhece. Ele tinha um bom arremesso. Arriscava até mesmo bolas de três – e com sucesso em muitas situações. O brazuca precisa se atrever neste momento a mudar este cenário. Há que se conversar com o técnico Mike Brown e treinar.

ROUBANDO A CENA 2 – A MISSÃO

Em Denver, os holofotes estavam todos direcionados para Chauncey Billups, que estreava no Nuggets. Mas os spots tiveram que ser deslocados para Nenê.

O paulista de São Carlos fez seu melhor jogo nesta temporada com a camisa 31 do Denver. Foram 19 pontos e sete rebotes (quatro deles no ataque) na vitória sobre o Dallas por apertados 108-105.

Seu grande momento foi a 12 segundos do final da partida, quando o Nuggets vencia por apenas dois pontos (104-102) e o Dallas atacava, pronto para mandar um torpedo triplo contra a cesta colorada e liquidar o embate. A bola caiu nas mãos do pivô Brandon Bass e Nenê tomou-a. E o jogo foi decidido em favor dos anfitriões.

Nenê tem levado grande vantagem sobre seus marcadores por saber usar a mão esquerda. Isso ficou nítido na partida de ontem. Quando é empurrando para este lado, sabe o que fazer, o que dificulta a marcação.

Os pivôs, a gente bem sabe, são limitados tecnicamente. São poucos os que têm brilho (é disso o que eu falo sobre o jogo de Varejão no ataque). Por isso, quando marcados, são previsíveis. Fazem do tamanho e da força sua grande arma. Nenê tem mais do que isso; sabe jogar.

Todos os 19.175 pagantes que estiveram no Pepsi Center constataram, mais uma vez, isso que vos falo.

E se Nenê pontua mais hoje em dia é porque, antes do jogo contra o Clippers, em Los Angeles, reuniu os companheiros no vestiário do Staples Center e disse a todos: “Passem-me a bola!”.

Foi atendido. Marcou 22 pontos. Justificou, assim, a reivindicação. Sua média no campeonato é de quase 16 pontos por partida.

E tende a crescer.

UMA ZONA

Dei uma olhada no jogo de estréia de Allen Iverson com a camisa 1 do Detroit. A correria, a zona de sempre. Resultado final: 103-96 para o New Jersey, apesar dos 24 pontos e seis assistências de AI.

Já falei aqui em nosso botequim: o Detroit jogou no lixo, prematuramente, esta temporada. Posso quebrar a cara, mas acho que não vou.

BELEZA

Se o jogo entre New Jersey e Detroit foi opaco, novamente as atenções voltaram-se para a repórter da tevê a cabo do Nets, a YES Network. Seu nome: Michele Beadle (foto).

Esbanja beleza, simpatia e capacidade profissional. É um dos destaques em Nova Jersey, mais do que o Nets, um time que eu não daria um tostão furado por seu desempenho nesta temporada.

Fico com pena do armador Devin Harris, que veio do Dallas na troca por Jason Kidd. Deixou a quadra ontem com 38 pontos e apenas duas assistências. Duas, claro, porque não há para quem passar a bola; o time é fraco.

Vince Carter deveria pegar o telefone e ligar para Dean Smith e pedir conselhos. Ainda é tempo.

Ainda bem que em Nova Jersey há Michele Beadle.

CARTAS À REDAÇÃO

Alguém consegue explicar a derrota do New Orleans para o Charlote?

FIM DA LINHA?

Parece que a temporada está escapando pelos dedos do San Antonio. Ontem foi mais uma derrota – e novamente em casa –, agora para o Miami por 99-83.

O motivo principal de novo revés foi a contusão logo no primeiro quarto do armador Tony Parker. Torceu o tornozelo. Pior de tudo: vai ficar duas semanas de fora, em tratamento.

Os adversários nestes 14 dias esfregam as mãos. Ganhar do Spurs virou obrigação neste momento.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  2. LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR
  3. LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última