Vince Carter | Fábio Sormani

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 11:47

FICOU DIFÍCIL, MAS O DALLAS AINDA ESTÁ VIVO NA SÉRIE DIANTE DO OKC

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Novamente uma grande partida. Novamente derrotado. A situação do Dallas ficou difícil depois de perder ontem à noite para o Oklahoma City por 102-99, no finzinho do jogo, como ocorreu na primeira partida.

A história diz que apenas 22% dos times que estavam atrás em 0-2 conseguiram dar a volta por cima. O Houston campeão da NBA em 1995 entre eles. Na época, o técnico do Rockets, Rudy Tomjanovic, deu uma declaração que tornou-se um mais maiores aforismos do esporte: “Jamais subestime o coração de um campeão”. E o Houston deu a volta por cima e foi campeão da NBA.

O Dallas, claro, se apega nisso. Mas muito mais que em palavras, o Dallas acredita que isso é possível por causa do ótimo basquete que vem jogando. Perdeu os dois confrontos em Oklahoma como poderia ter vencido. O time do técnico Rick Carlisle tem conseguido frear Kevin Durant. Ontem, a estrela do OKC deixou a quadra com 26 pontos, mas 14 deles vieram da linha do lance livres. KD teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 5-17 (29,4%).

Shawn Marion e Vince Carter se revezaram na marcação a Durant e tiveram grande desempenho. Esperam repetir a dose na próxima quinta-feira, com a série se transferindo para o Texas.

Em solo texano, pressionado pelo barulho da torcida, com a arbitragem mais permissiva quanto ao contato na marcação, o Dallas crê que Durant não vá visitar tantas vezes a linha do lance livre. Consequentemente, esperam que o rendimento ofensivo do jogador caia. E se isso ocorrer, a chance de empatar a série é grande, pois o OKC teria que se socorrer novamente de Russell Westbrook (foto AP), que ontem anotou 29 pontos e no primeiro jogo 28 e é o cestinha do Thunder neste confronto com média de 28,5 contra 25,5 de KD. E uma andorinha, como se sabe, não faz verão, até porque James Harden não fez até agora um jogo de estardalhaço, o que teria que acontecer se KD for controlado por Marion e Carter, o que não parece ser impossível.

LÓGICA

Nos outros dois jogos da rodada deu a lógica. O Indiana se recuperou da derrota na primeira partida diante do Orlando e empatou a série em 1-1 ao vencer o time da Flórida por 93-78.

Leandrinho Barbosa terminou o cotejo com dez pontos. Mas, mais importante do que a pontuação, foi o fato de que o técnico Frank Vogel acreditou no brasileiro e deixou-o em quadra praticamente todo o quarto final.

Roy Hibbert vem tendo dificuldades para pontuar diante de Glen Davis. Chama a atenção, pois a diferença de altura é grande. No entanto, o pivô do Pacers faz um grande trabalho defensivo. Se tem apenas seis pontos de média nos dois confrontos, exibe orgulhosamente 13,0 rebotes e 5,5 tocos.

Por falar no “baleinha”, Davis aloprou o Pacers no primeiro tempo, ao anotar 14 pontos e oito rebotes. Hibbert mudou o comportamento na etapa final e limitou o adversário a quatro pontos e dois rebotes. Aí está o segredo do sucesso da vitória do Indiana.

A série muda agora para Orlando. Serão dois jogos. Acredito que o Indiana vença um deles e recupere o mando de quadra.

Em Miami, o Heat passou novamente pelo New York. Desta vez com um pouco mais de dificuldade: 104-94.

A nota que merece destaque ficou por conta do chilique que Amar’e Stoudemire teve depois da partida: irritado com mais uma derrota, ele deu um murro na caixa de vidro que protegia um extintor de incêndio. Consequência: cortou a mão e teve que levar vários pontos. Resultado: é dúvida para o jogo de quinta-feira. Stats deixou a American Airlines Arena com o braço em uma tipoia (foto AP).

Quanto ao jogo, o Miami segue soberano em relação ao NYK. O time funciona como um time. Não há ninguém fazendo 30 pontos, como foi o caso de Carmelo Anthony, que, diga-se, recuperou-se da má jornada na primeira partida. No Heat, Dwyane Wade fez 25 pontos, Chris Bosh 21, LeBron James 19 (que partida LBJ jogou!), Mario Chalmers 13 e com 11 apareceram, do banco, Mike Miller e Shane Battier. Ou seja: nada menos do que seis jogadores do Heat tiveram duplo dígito na pontuação.

Ao contrário do Dallas, que a meu ver ainda está vivo na série, não creio que o New York vá fazer parte do contingente de 22% de times que um dia viraram uma série em 0-2 para seguir em frente na competição.

A menos que…

Deixa pra lá.

PERGUNTA

Por que Tyson Chandler não consegue ficar em quadra? Por que ele passa tanto tempo no banco de reservas?

Notas relacionadas:

  1. UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO
  2. UMA SÉRIE INTRIGANTE
  3. SÉRIE FINALIZADA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de dezembro de 2011 NBA | 18:15

CLIPPERS ASSINA COM BILLUPS E LAKERS SEGUE INERTE

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Nada de muito importante até o momento na NBA. A destacar apenas o Clippers.

Os pobres de Los Angeles não fizeram como os ricos; ou seja, o Clippers não fez como o Lakers, que ficou amuado, no canto, quieto, sem nada a fazer, depois que a NBA vetou a contratação de Chris Paul.

Depois de também ter recebido um “não” da liga em sua tentativa de contratar CP3, o primo pobre de Los Angeles assinou na noite desta segunda-feira um contrato de um ano com o armador Chauncey Billups.

Billups (foto) foi demitido do New York, que usou a cláusula de anistia. Com o dinheiro de Mr Big Shot (US$ 14,2 milhões), o Knicks contratou Tyson Chandler.

É verdade que o que ajudou o Clippers a fechar com Billups e o Lakers não é porque os vermelhinhos estão dentro do “cap” e, por isso, tinham a preferência de contratação em relação aos amarelinhos, que estão com o “cap” estourado.

O que se comenta é que o Clippers vai pagar US$ 2 milhões pela temporada a Billups. Os outros US$ 12,2 milhões serão pagos pelo New York.

Chauncey não pode ser envolvido em nenhuma troca. As regras do novo CBA vetam.

O veterano armador de 35 anos chega para dar mais experiência ao novato time do Clippers. Junta-se ao também rodado Caron Butler, que assinou contrato na semana passada por três temporadas no valor de US$ 24 milhões.

O Clippers também renovou com DeAndre Jordan. Igualou a proposta do Golden State: US$ 43 milhões por quatro anos de contrato.

Com isso, o Clippers começa a ganhar cara de um time bem interessante para esta temporada. Ficaria assim num primeiro momento:

Chauncey Billups
Eric Gordon
Caron Butler
Blake Griffin
DeAndre Jordan

Gostei.

REFORÇO?

Pra quem quase pegou Chris Paul e fala em contratar Dwight Howard, a segunda aquisição do Lakers para esta temporada aconteceu nesta terça-feira: Josh McRoberts.

Isso mesmo: Josh McRoberts, ala do Indiana Pacers, que quase entrou na negociação visando a contratação de O.J. Mayo.

Decepcionante.

Além de McRoberts (foto), o time angelino acertou também com o ala-armador Jason Kapono.

O “roster” do Lakers para esta temporada tem os seguintes jogadores:

Derek Fisher
Kobe Bryant
Meta World Peace (ex-Ron Artest)
Pau Gasol
Andrew Bynum
Steve Blake
Jason Kapono
Matt Barnes
Josh McRoberts
Luke Walton
Derrick Caracter
Devin Ebanks

Claro que alguns destes jogadores serão limados; os dois últimos principalmente. Mas o quinteto titular segue intacto e seu sexto homem foi embora.

Segue intacto um time que nas semifinais do Oeste da temporada passada foi varrido pelo Dallas Mavericks.

A torcida do Lakers, a maior do mundo, espera, ansiosa, por alguma contratação que justifique pedir uma breja trincando de gelada. Por enquanto, nada.

LAMAR

Mitch Kupchak disse ontem, segunda-feira, que abriu mão de Lamar Odom porque o jogador pediu para ser trocado. Por isso, segundo Kupchak, o maridão de Khloe Kardashian foi para o Dallas.

Lamar teria ficado desapontado com a franquia por tê-lo colocado na troca envolvendo Chris Paul. Acho frescura, mas respeito sentimentos alheios.

Agora, o que eu não entendo é Kupchak lamentar a saída de Lamar para o Mavs por falta da falta de alternativa por conta da imposição do jogador. Pergunto: o Lakers já não tinha aberto mão de Lamar quando colocou-o na troca por CP3?

CARTER

Vince Carter assinou com o Dallas Mavericks. Três temporadas e valores não divulgados.

Os torcedores texanos estão entusiasmados. Eu não ficaria.

Carter (foto) completará 35 anos em 26 de janeiro próximo. Não é nem de longe aquele jogador que um dia vestiu a camisa do Toronto e do New Jersey.

Outro “reforço” do Mavs para esta temporada é Delonte West. O ala-armador de 28 anos ficará uma temporada no Dallas.

Foi igualmente celebrado por muitos torcedores texanos. Eu não celebraria.

Delonte é instável emocionalmente. E cheira a problema.

RAPIDINHAS

Por falar em Dallas, J.J. Barea acertou com o Minnesota Timberwolves… Marc Gasol postou em seu Twitter que está praticamente renovado seu contrato com o Memphis Grizzlies… Kurt Thomas assinou com o Portland Trail Blazers… Kwame Brown foi para o Golden State… Brian Scalabrine renovou com o Chicago (meu Deus!).

Notas relacionadas:

  1. O VOO DE ÍCARO DO LAKERS
  2. CHRIS PAUL PEDE TYSON CHANDLER PARA IR PARA CLIPPERS OU GOLDEN STATE
  3. CORRETAMENTE, NBA VETA IDA DE CHRIS PAUL PARA O CLIPPERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 19 de dezembro de 2010 NBA | 19:47

ORLANDO MOVIMENTOU MAL SUAS PEÇAS

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O assunto deste final de semana foi a troca envolvendo três times da NBA: Orlando Magic, Washington Wizards e Phoenix Suns. Pra quem pega o bonde andando, ocorreu o seguinte: o Magic mandou para o Wizards Rashard Lewis e pegou Gilbert Arenas; mandou para o Suns Vince Carter, Mickael Pietrus, Marcin Gortat, um draft e US$ 3 milhões e pegou Jason Richardson e Hedo Turkoglu.

Como ficam os times?

Bem, o Orlando se reforça nas posições 1 e 2. Na armação ficam Jameer Nelson, Gilbert Arenas, Jason Williams e Chris Duhon. Como armador de arremesso a equipe fica agora com Jason Richardson, Quentin Richardson e J.J. Redick, mas Arenas pode jogar na 2 também.

Bem, a partir daí começo a ter dúvidas.

Como fica a ala? Hedo Turkoglu e Earl Clark. J-Rich pode ajudar? Sim, pode, mas não tem tamanho para compor um “front court”. Brandon Bass? Não tem jogo, a meu ver, para jogar como ala de arremesso.

Vamos analisar a posição 4. Saiu Rashard e não veio ninguém. Bass é o jogador que deve sair jogando. Malik Allen? Hum… Daniel Orton? Hum… Ryan Anderson? Poder ser, ajuda bastante, mas está machucado no momento. Turkoglu jogou na ala de força no Phoenix, mas nunca gostou e nunca jogou bem.

E o pivô? Quem vai substituir Dwight Howard quando ele precisar descansar ou tiver problemas com as faltas? Gortat tinha esta função, mas ele foi embora. Não há substituto para DH.

Enfim, além de no papel o Orlando ter se enfraquecido, há também a questão do entrosamento. Acho que o Orlando, se não fizer mais trocas, a meu ver, joga fora a possibilidade de fazer uma boa figura nesta temporada.

Ah, quase que me esqueci: Arenas não é flor que se cheire.

Quanto ao Washington, livrou-se do problemático Arenas. E quanto ao time, haverá agora mais espaço para o novato John Wall. E quando precisar descansar Wall, Kirk Hinrich é a solução. De resto, continua tudo na mesma. Ah, sim, agora tem Rashard Lewis. Eu gosto dele, mas sei que muitos torcem o nariz para o seu jogo.

Finalmente o Phoenix. Perdeu J-Rich e Turkoglu. Mas pegou Carter, Pietrus e ainda arrumou um pivô em Gortat, algo que ele não tinha por conta da contusão de Robin Lopez. Com isso, passa Channing Frye para a ala de força, sua posição de origem, embora ele conste na relação como pivô — mas para mim ele é ala-pivô. Achei que o Suns também se deu bem nesta troca.

Enfim: o Orlando, movimentou mal suas peças; Washington, fez um bom negócio, pois se livrou de um abacaxi e abriu espaço para Wall progredir anda mais; Phoenix, reforçou-se também.

Notas relacionadas:

  1. ORLANDO PREOCUPA, CHICAGO SONHA
  2. ORLANDO ARREBENTA NA “PRE-SEASON”
  3. A NOITE DE ORLANDO E BOSTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 Sem categoria | 16:49

ORLANDO: UM TIME PRONTO PRA SER CAMPEÃO

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Falta praticamente uma semana para começar a temporada. O canal de basquete deste iG vai postar nesta terça e quarta especiais com as duas conferências. Na quinta, vamos palpitar sobre individualidades: MVP, MOP, ROY, sexto homem, COY etc.

Estarei abrindo espaço neste botequim pra gente trocar ideia – como, aliás, sempre fizemos. Estou curioso pra saber o que vocês acham também.

Mas como ainda um dia nos separa deste calendário, vou gastar saliva da boa com o Orlando Magic. Luís Araújo, repórter do canal de basquete deste iG, postou nesta segunda-feira matéria mostrando que o Orlando está invicto em pré-temporadas desde 6 de outubro de 2008. Naquela data, o time foi batido em casa pelo Atlanta Hawks por 118 a 101.

De lá pra cá foram 19 partidas; 19 vitórias. Como este iG afirmou, neste momento, o Orlando é o melhor time da NBA.

Alguém pode desconsiderar o feito e dizer que pré-temporada não conta, pois os jogadores não dão tudo o que podem dar e os treinadores costumam deixar suas principais estrelas do lado de fora dos jogos a maior parte do tempo. Verdade; mas esta verdade também vale para o Magic.

Se todo mundo poupa seus principais jogadores, o Orlando também faz o mesmo. E isso o que quer dizer? Que os reservas do time da Flórida são competentes.

E como isso é verdade, fica muito claro que o Orlando é uma equipe equilibrada. Tem um quinteto muito, mas muito bom, com Jameer Nelson, Vince Carter, Brandon Bass, Rashard Lewis e Dwight Howard (foto Getty Images). Do banco vêm jogadores de muita qualidade, como J.J. Redick, Mickael Pietrus, Quentin Richardson, Marcin Gortat e Chris Duhon. Eles entram, os titulares descansam ou são poupados e o nível não cai de jeito nenhum.

Some-se a eles a mão firme e sempre competente do técnico Stan Van Gundy, homem que já conseguiu levar o Orlando a uma final de NBA, quando, há duas temporadas, o time foi batido pelo Lakers na decisão do título. Na passada, o time caiu diante do Boston na semifinal da Conferência Leste.

É claro que muitos times estão sendo montados para a próxima temporada e que o entrosamento, neste momento, não existe.

O Lakers, por exemplo, pegou Steve Blake, Matt Barnes, Theo Ratliff e os novatos Derrick Caracter e Devin Ebanks.

O San Antonio pegou nosso Tiago Splitter, Gary Neal, Marcus Cousins, James Gist e o “rookie” James Anderson.

O Boston trouxe Shaquille O’Neal, Jermaine O’Neal, Von Wafer e o novato Avery Bradley.

E o perdulário Miami, que foi às compras e não se preocupou em gastar, praticamente montou um time inteiro, capitaneado por LeBron James e Chris Bosh.

É certo que quando esses times estiverem afinados, vão crescer demais de produção. Mas a gente também sabe que entrosamento não se compra na farmácia; vem com o tempo – e às vezes nem vem, pois a química entre o grupo e o jeito de cada um jogar pode não aparecer.

Então, esta é mais uma vantagem do Orlando em relação a seus concorrentes: entrosamento já existente.

Longe de mim, no entanto, afirmar que o Magic é o grande favorito ao título desta temporada. Jamais faria uma afirmação dessas. O que digo, e com todas as letras, é que o Orlando começa na frente dos demais. Tem grupo forte, técnico competente, entrosamento e um elenco bem experiente.

Portanto, olho nele! É disso que eu falo.

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  1. DEFESA FRÁGIL
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 12 de julho de 2010 NBA | 11:46

LEANDRINHO NO TORONTO; PÉSSIMA NOTÍCIA

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Alguns de vocês já sabem: Leandrinho Barbosa foi para o Toronto.

Triste para um jogador que fez sólida carreira no Phoenix, um time que freqüenta assiduamente playoffs, que já fez final de conferência e até da NBA.

Triste para um jogador que esteve na mira do Boston, o time que mais títulos conquistou na história da liga e onde LB teria tudo para brilhar.

Triste para um jogador que tem potencial grande e que poderia e merecia estar em um lugar melhor.

Ir para o Toronto é se afundar, pois o time canadense é time pequeno. De vez em quando faz algo de importante. Seu objetivo maior é apenas chegar aos playoffs. Se não passar da primeira rodada, não tem importância, pois ninguém imagina algo melhor do que isso.

O Raptors já teve grandes jogadores em seu “roster”, mas acabou perdendo-os porque os grandes jogadores sonham com o estrelato e com anéis.

Por lá já passaram Damon Stoudamire, Marcus Camby, Vince Carter e Tracy McGrady. Mais recentemente, Chris Bosh. Todos picaram a mula assim que puderam.

Só espero que esse negócio seja apenas uma ponte para que Barbosa aporte em porto mais seguro do que o Toronto.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA
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  3. BOSTON DE OLHO EM LEANDRINHO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 29 de maio de 2010 NBA | 01:18

GANHOU O MELHOR, GANHOU O BASQUETE

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Ao invés de ouvirmos: “É campeão!, “É campeão!”, “É campeão!”, ouvimos “Beat LA!”, “Beat LA!, “Beat LA!”.

Os torcedores do Boston sabem que o final desta história ainda não chegou. Bater o Orlando ontem à noite por 96-84 e conquistar o título do Leste nada significa. Falta o encontro final contra o vencedor do Oeste.

Lakers? Tudo indica que sim. Hoje à noite a gente vai saber se sim ou se não. Essa história fica pra amanhã, quando nos reunirmos novamente em nosso botequim.

A história de hoje acabou de ser escrita no Garden de Massachusetts. E o grande vencedor foi realmente o melhor time [Boston]: mais equilibrado, mais experiente e melhor tecnicamente. E com um técnico mais gabaritado (Doc Rivers vibrando em foto Getty Images com Ray Allen ao fundo).

E, como a gente sabe porque já cansou de ouvir, um time [Boston] que foi todinho alicerçado na defesa. E defesa, a gente também sabe porque já cansou de ouvir, é o alicerce de toda grande equipe.

Como se costuma dizer, ataques ganham jogos; defesas ganham campeonatos.

Mais uma vez Doc Rivers, com auxílio impecável de seu assistente técnico Tom Thibodeau, engessou o Orlando e suas mortais bolas de três. O time da Flórida, mais uma vez, foi um fiasco nos tiros longos: 6-22 (27.3%).

Rashard Lewis novamente foi uma negação: 0-4. Jameer Nelson fez 1-5, Vince Carter 1-4 e J.J. Reddick também. Um desastre completo.

Apenas Dwight Howard se salvou. Brigou praticamente sozinho toda esta série decisiva contra toda a rapa do Boston. Bateu, levou (mais bateu do que levou), nunca se intimidou.

Faltou aos outros jogadores do Orlando a mesma fibra e a mesma personalidade de DH. Está certo que em muitos momentos ele se comportou mal em quadra, sendo desleal, comportando-se de maneira inadequada, manchando seu nome e seu jogo.

Mas lutou feito um guerreiro. Deixou o jogo de ontem com 28 pontos e 12 rebotes. E ao contrário de LeBron James, que na temporada passada feito um menino mimado deixou a quadra da Amway Arena de Orlando sem cumprimentar nenhum adversário, Dwight trocou abraços e palavras com todos os seus inimigos. Um a um.

Um exemplo.

Mas falemos agora do Boston. Pra mim, depois desta série, ficou claro que se o Celtics tivesse completo nos playoffs do ano passado, teria chegado à final contra o Lakers.

Sem Kevin Garnett, lesionado, a equipe ficou no meio do caminho. Foi eliminada pelo mesmo Orlando nas semifinais.

Agora, com KG, a história de há dois anos se repete, quando o alviverde bateu todos do Leste e chegou à decisão, ganhando seu 17º. título ao dobrar seu arquiinimigo Los Angeles na decisão do título.

KG fez ontem dez pontos e pegou cinco rebotes. Nada de especial para a estatística do jogo. Mas sua presença enche de vigor e confiança seus companheiros; enche de coragem e empolgação.

No banco, funciona como um técnico. Quando lá está, procura sempre aconselhar e ensinar. Seus pares são todos ouvidos quando KG começa a falar.

E desta vez não se intimidou diante de DH.

Junto com Garnett brilharam Ray Allen, Rajon Rondo e (surpresa!) Nat Robinson.

Allen, 20 pontos, foi novamente um tormento para o adversário com suas bolas de três (3-7), que caem exatamente quando o time mais precisa delas.

Rajon colaborou com 14 pontos e seis assistências.

Mas foi o outro baixinho do time, Nat Robinson, quem teve seus 15 minutos de fama. Veio do banco em momentos ruins do time e ajudou não deixando o ritmo cair, marcando bem Jameer e ainda colaborando com 13 pontos (acertou duas bolas de três, como Allen, em um momento que o Orlando ensaiava uma reação, que nunca acabou acontecendo).

Paul Pierce: este eu deixei para o fim. Novamente um gigante em quadra. “The Truth” é daqueles jogadores forjados para os momentos decisivos.

Foi o MVP das finais quando Celtics bateu o Lakers. E como eu sempre digo, MVP das finais vale mais do que o MVP da temporada de classificação, pois de que adianta MVPs sem anéis?

Pra mim, não adianta nada; pra mim eles não dizem nada.

Pierce vem ao encontro do meu conceito de grande jogador. Cresce nos momentos decisivos, personaliza-se, exige dos companheiros, transforma-os em melhores do que de fato eles são, pois se eles quiserem continuar entendendo o que Pierce faz, terão que fazer pelo menos o mesmo. E isso os torna melhores.

Pierce deixou a quadra como o melhor jogador. Ganhou o moto-rádio: 31 pontos, 13 rebotes e cinco assistências.

(Enquanto escrevo, imagino como será o duelo entre Paul Pierce e Ron Artest. Vai sair faísca!)

Ganhou o Boston, ganhou o melhor. Ganhou o basquete; ganhou a NBA.

E ganhamos todos nós.

Que venha o Lakers, pois, afinal, em Los Angeles, todos gritam: “We want Boston!”, “We want Boston!”, “We want Boston!”

APERTO

No coração. Quero muito ver o Phoenix na final, pois lá jogo nosso Leandrinho Barbosa. Quero muito ver o Suns na final e ganhando o título, pois Barbosa se transformaria no primeiro brasuca a ser campeão da NBA.

Mas deixando o coração de lado e olhando apenas o jogo, não há como não torcer para uma final entre Lakers e Boston.

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  1. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  2. KOBE FAZ HISTÓRIA NO TEMPLO DO BASQUETE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de maio de 2010 NBA | 02:42

SEM VARRIDA

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Que me perdoem os que acharam o jogo de ontem um grande jogo. Do ponto de vista da emoção, com certeza foi, pois até prorrogação deu. Mas do ponto de vista técnico, Boston e Orlando fizeram uma partida muito ruim. Talvez tenha sido a pior da série, pois os dois times erraram demais.

A jogada final do tempo regulamentar foi emblemática: Paul Pierce se enrolando com a bola, não conseguindo arremessá-la para tentar evitar o tempo extra. Enrolado que ficou, não arremessou e o jogo ganhou cinco minutos adicionais, pois o placar do TD Garden mostrava igualdade em 86 pontos.

Na prorrogação, outra jogada emblemática mostrou bem a pobreza da partida: um arremesso de três de Jameer Nelson que só entrou porque bateu no cristal. Se não houvesse tabela, seria um “air ball”.

Vince Carter, uma das estrelas do Orlando, anotou apenas três pontos. Fez 1-9 nos arremessos, sendo que nas bolas triplas seu desempenho foi de 0-3.

Dois outros coadjuvantes de destaque do Magic, Jason Williams e Mickael Pietrus, deixaram a quadra zerados. Williams, de tão mal que estava, ficou apenas nove minutos trabalhando; fez 0-2 (dois arremessos de três). O francês trabalhou quatro minutos a mais e cravou 0-4 (0-3 nas bolas longas).

Rashard Lewis finalmente conseguiu um duplo dígito na pontuação. Anotou 13 pontos, mas seu aproveitamento foi ruim: 4-10. Salvou-se pelas duas bolas de três que acertou no primeiro quarto. Depois disso, voltou a ser aquele jogador apagado dos três outros confrontos.

Mesmo com tanto fiasco, o Orlando venceu. Mas como é que esse time venceu?

Venceu porque embora Jameer tenha feito um arremesso ridículo que acabou entrando, o baixinho do Orlando jogou finalmente uma boa partida. Boa, eu disse; não falei em grande partida.

Nelson estava tão mal na série que uma atuação correta acaba sendo vista como uma grande atuação. Não foi.

Ele cravou 23 pontos e nove assistências. Acertou duas importantíssimas bolas de três na prorrogação. Olhando apenas para esses números, a gente carimba sua atuação como “grande”. Mas Jameer cometeu seis erros. Um deles, no final do tempo normal, quase deu a vitória ao Boston. Não deu porque Pierce se atrapalhou com a bola, conforme foi dito anteriormente.

Por esses erros, sua atuação, que teria tudo para ser adjetivada de “grande”, ganhou o carimbo de “boa”.

O Orlando venceu também porque — este sim — Dwight Howard (Foto Getty Images) foi um monstro em quadra. Bateu, apanhou, fez pontos, sofreu pontos, encarou tudo e a todos. Foram 32 tentos e 16 rebotes, além de quatro tocos.

Em alguns momentos da partida, foi marcado por até quatro adversários! Um gigante — embora sujo.

Teve um desempenho excelente nos arremessos: 13-19. Mas como nem tudo é perfeito, nos lances livres… Foram apenas seis que atingiram o alvo dos 14 atirados. Um horror.

Mas o restante de sua atuação foi tão espetacular que isso acaba saindo na urina.

O Orlando evitou a varrida. Evitou graças a Dwight e Jameer. Graças a eles o time venceu por 96-92 e fez sua primeira vitória na série, que agora mostra vantagem do Boston em 3-1.

AVIÃO

A próxima parada será novamente em Orlando, nesta quarta-feira. O Magic pode vencer novamente, especialmente porque seus fãs devem ter se animado demais com este triunfo em terra estranha.

Se isso se confirmar, o Orlando deixa o placar final deste enfrentamento em 3-2 para o Celtics. E se isso se confirmar, o cotejo de sexta será espetacular.

É sempre bom lembrar: nunca um time saiu de uma desvantagem de 0-3 para vencer uma série. Esta situação já ocorreu em 93 oportunidades.

FRUSTRAÇÃO

O Orlando não jogou mal sozinho. O Boston ajudou também. Por isso, como eu disse, a partida foi ruim do ponto de vista técnico.

O Celtics foi um desastre em suas tentativas de três. Acertou só cinco em 18 tentativas. Apenas Ray Allen pode encarar essa conversa de cabeça erguida, pois fez 5-7.

Os demais…

Paul Pierce chute seis bolas de três: errou todas! Rasheed Wallace foi mais econômico: arremessou quatro e também não encestou nenhuma. Glen Davis fez um desesperado tiro de três, no segundo final da contenda e claro que errou — com isso, ajudou a baixar o percentual do time.

Rajon Rondo… O armador que tem merecido citações de MVP fez só oito pontos. Tinha quase 15 nesta série. Errou sete de seus dez arremessos. Deu oito assistências, é verdade, mas, como já disse, é preciso pontuar também.

Pierce deixou a quadra com 32 pontos. Aparece com destaque no noticiário; aparece como o melhor jogador do Boston na partida por causa de sua pontuação. Mas temos que ver que ele fez 11-25 nos chutes (0-6 nas de três, lembram-se?). Seus 11 rebotes, estes sim, merecem louvor.

O grande jogador do Celtics no jogo foi Ray Allen: 22 pontos. Chutou apenas 12 bolas e visitou a linha do lance livre só quatro vezes, ao contrário de Pierce que lá esteve em 13 ocasiões.

Kevin Garnett? Fez 14 pontos e pegou 12 rebotes, boa contribuição, mas apanhou feio de Dwight Howard.

DESLEAL

Mais uma vez DH mostrou que é o jogador mais sujo da NBA. E o engraçado é que nessa história, Howard nem sequer foi mencionado entre os dez mais desleais da NBA em recente pesquisa feita pela revista “Sports Illustrated” ouvindo 173 jogadores da liga.

Dwight é tão desleal, mas tão desleal que a gente nem imaginava que ele não estivesse nesta lista dos mais sujos da liga. Meu grande amigo e mentor Eduardo Agra, durante a transmissão do jogo de ontem pela ESPN, disse que DH estava na relação — e eu também achava que estava.

Ao ouvir Agra mencionar a tal lista, pensei comigo mesmo: legal, vou publicar a lista dos dez mais no blog. Fiz uma pesquisa e, para minha surpresa — e creio que de todos —, DH não figura nela!

O resultado final foi este:

1) Reggie Evans (Toronto);
2) Ron Artest (Lakers)
3) Andres Nocioni (Sacramento)
4) Anderson Varejão (Cleveland)
5) Kobe Bryant (Lakers)
6) Zaza Pachulia (Atlanta)
7) Kendrick Perkins (Boston)
8) Kenyon Martin (Denver)
9) Joel Przybilla (Portland)
10) Jeff Foster (Indiana)

Pergunto: dá para entender a ausência de Dwight Howard nesta lista?

Incompreensível para mim; e para o Agra e para todos nós.

AGRADECIMENTO

Sigo comovido com tamanha solidariedade por parte de vocês todos em relação à recuperação de meu papai. O velho segue forte, graças a Deus, melhorando a cada dia que passa desta cirurgia difícil.

Obrigado, pessoal; de coração, muito obrigado a todos vocês.

Notas relacionadas:

  1. UMA VARRIDA E A VAGA
  2. UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO
  3. UMA VARRIDA E UMA IGUALDADE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 17 de maio de 2010 NBA | 02:12

UM TIME DANADO DE BOM!

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Apesar da magnífica reação do Orlando no último quarto, esse Boston Celtics mostrou mais uma vez que é danado de bom. Quando a gente (gente, no caso, quer dizer eu) pensa que o time vai sentir o peso da idade, a perna pesada e a mente cansada, ele mostra que isso é bobagem e ganha do Orlando em plena Flórida por 92-88 e abre 1-0 na série decisiva da Conferência Leste.

Mostrou que o fato de ter descansado menos tempo que o Magic não fez a menor diferença. O time, como eu disse, é danado de bom.

Depois de uma série intensa contra o Cleveland, repousa apenas dois dias, pega o avião, desembarca no Sul dos EUA e ganha de uma equipe que tinha um retrospecto de 8-0 nestes playoffs. Ganha de um grupo que era (e ainda é) apontado por muitos como o melhor desta temporada pelo seu equilíbrio dentro de quadra e por ter um treinador que não joga para os holofotes, joga para o time.

Mas o Boston, como eu disse, é danado de bom. A camisa tem um peso enorme. Afinal, são 17 títulos da NBA ao longo de sua história; a franquia que mais vezes ganhou troféus. Mais do que o Lakers, o time mais regular da história da liga.

O jogo do Celtics beirou a perfeição. Só não foi perfeito porque no período derradeiro o time ficou 5:30 minutos sem pontuar. E ajudou, com isso, o Magic a fazer uma corrida de 30-18 nestes 12 minutos finais e dar uma emoção ao jogo que poucos esportes conseguem dar. E o basquete está entre eles.

A estratégia de Doc Rivers na marcação a Dwight Howard funcionou. Nada de “double team”; ou seja, marcação dupla. Kendrick Perkins, Glen Davis e Rasheed Wallace tomaram conta, sozinhos, um de cada vez, do atual Super-Homem da NBA.

Howard foi uma tragédia em quadra. Não conseguiu ser o “factor” do time neste primeiro jogo da final do Leste. Foram 13 pontos e um aproveitamento pífio para quem joga com o beiço grudado no aro: 3-10. Conta fácil de fazer, nem precisa de calculadora: 30% de aproveitamento. No confronto diante do Atlanta, quando jogou contra o “all-star” Al Horford e o georgiano Zaza Pachulia, DH teve uma média de exatos 21 pontos e um aproveitamento de 84.3% (27-32).

Some-se a isso o fato de que Howard cometeu sete erros no jogo de ontem. Muita coisa para quem se considera um “franchise player”.

Doc Rivers mostrou uma vez mais que não há necessidade de se dobrar na marcação frente a Dwight Howard. Jogador de recursos técnicos limitados, enfrenta sérias dificuldades quando encontra gente grande à sua frente. E foi o que ele encontrou ao tentar peitar Perkins, Davis e Sheed.

Mas para que o sucesso seja possível, a arbitragem tem que ser isenta. Não pode “proteger” Dwight. Tem que marcar o que tiver que ser marcado e engolir o apito quando nada houver.

E isso ocorreu neste domingo.

Além da marcação bem feita em cima de Dwight Howard, Ray Allen foi a bola da vez do quarteto fantástico do alviverde de Massachusetts. Allen deixou 25 pontos nas redes do Orlando, distribuídos da seguinte maneira: oito no primeiro quarto; quatro no segundo; seis no terceiro; e sete no quarto. Teve 50% de aproveitamento nos tiros com a bola em movimento (8-16) e 100% nos lances livres (7-7).

E apesar de seu 1m96 de altura, pegou sete rebotes. Foi o grande nome do Boston, que também agradece os trabalhos de Paul Pierce (Foto Getty Images, 22 pontos, nove rebotes e cinco assistências; 13 de seus pontos no terceiro quarto, quando o time abriu a vantagem que garantiu a vitória) e os 13 tentos que Sheed trouxe do banco.

Uma vitória e tanto, a quarta seguida do Celtics nestes playoffs; a terceira enfileirada fora de casa. E para quem gosta de números, lá vai: o Boston ganhou suas últimas sete séries de playoff quando venceu o primeiro jogo.

Sendo assim…

POBRE DO ORLANDO

Isso mesmo, se a história vingar uma vez mais, o time da Flórida vai para o espaço. Se não quiser entrar em órbita, terá de melhorar o aproveitamento nas bolas triplas. Neste combate frente ao Boston, a estatística mostra que a equipe acertou apenas 5-22 (22.7%). E a gente bem sabe que as bolas longas são uma das armas do time ao lado da intensidade do jogo de Dwight Howard.

Nem uma coisa e nem outra neste domingo diante do Boston. Isso explica bastante o revés caseiro.

MARRA

Doc Rivers, ao final do jogo, gravata frouxa, apenas de camisa e sem paletó, declarou aos jornalistas: “Com toda a franqueza eu afirmo que a gente só perde para nós mesmos. Acredito que a gente se encontrou novamente”.

Marra? Constatação pura?

Um pouco de cada coisa. O Boston não é imbatível, mas quando esse time ganha confiança, sai debaixo.

Experiente que é, Rivers leva o time (veterano) em banho-maria durante a fase de classificação. Claro que joga com intensidade; caso contrário, perde o contato com os ponteiros e corre risco de nem se classificar para os playoffs.

Mas a intensidade é relativa, pois Doc guarda toda munição para a hora certa: playoffs. É agora que conta, é agora que os jogadores gostam de jogar.

Eles acham a fase de classificação entediante. Já pediram para jogar menos, mas David Stern, o presidente da NBA, disse não.

Avery Johnson, ex-técnico do Dallas e hoje comentarista da ESPN, afirmou com todas as letras que a fase de classificação é “chata”. Time que se fia na “regular season”, entra no conto do vigário e se lasca nos playoffs.

Vocês sabem de quem eu falo, não é mesmo?

DEIXA PRA LÁ

Vamos falar um pouco mais do Orlando. J.J. Redick fez um ótimo último quarto. Marcou muito bem a Ray Allen — o que não é nada fácil. Vale o registro.

Os destaques do Orlando, no entanto, ficam para Vince Carter (23 pontos) e Jameer Nelson (20). Nelson merece registro pela pontuação e pelos rebotes apanhados (nove), mas merece um puxão de orelhas quanto a distribuição de jogo. Achei-o confuso e atabalhoado em boa parte da contenda. Prova disso é que deu apenas cinco passes que foram convertidos em cesta.

É certo que os companheiros não estavam com a mão calibrada, mas Jameer poderia ter caprichado um pouco mais na distribuição do jogo.

O Orlando deixou para trás uma série de 14 partidas sem ser derrotado. Conta, é claro, com partidas do final da fase de classificação. Havia 44 dias que o Magic não sabia o que era perder.

CURIOSIDADE

Doc Rivers tem residência em Orlando também, onde ele trabalhou como treinador. Tem residência em Orlando e em Boston. Sendo assim, dorme em casa em toda esta série, não importa se o jogo é fora ou em casa.

Carlos Boozer, ala de força do Utah, era um dos 17.461 espectadores que foram à Amway Arena. Ele, se você não sabe, será “free agent” ao final desta temporada. O que será que ele fazia em Orlando?

CALENDÁRIO

Amanhã ocorre o segundo jogo da série. Novamente em Orlando. É melhor o Magic tratar de ganhar. Caso contrário, poderia economizar tempo e dinheiro e nem embarcar para os jogos em Boston.

Notas relacionadas:

  1. RASHEED É DO BOSTON
  2. OS MELHORES, NA MINHA OPINIÃO
  3. A NOITADA DE MELO E NENÊ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de maio de 2010 NBA | 01:41

UM TIME EQUILIBRADO E PERIGOSO

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Mais uma varrida nestas semifinais da NBA. Agora foi a vez do Orlando, que sapecou novamente o Atlanta — e novamente na Philips Arena da Geórgia. Desta vez por 98-84.
O Magic, se você não percebeu, está invicto nestes playoffs. Fez 4-0 no Charlotte, na primeira rodada, e repetiu a dose diante do Hawks.

Nesta etapa, ganhou seus jogos com uma diferença média de 25.3 pontos por jogo. Muita coisa, ainda mais diante de um time que fez bonito nos playoffs passados, que manteve a base e ainda adicionou um reserva e tanto com a contratação de Jamal Crawford, eleito o melhor sexto homem desta temporada.

O time da Flórida dá pinta de que é o mais ajustado nesta fase final do campeonato. Não tem um jogador como LeBron James ou Kobe Bryant, pois Dwight Howard não é esse cara e muito menos Vince Carter. Mas é uma equipe muito equilibrada. Funciona como um time. Equilibrado em todos os setores, formado por jogadores de alto nível em todas as posições, mas nada de craque, nada de KB ou LBJ.

Nem é preciso, porque seu quinteto titular é de dar inveja a muita gente.

Um dia é Carter quem decide e se destaca. Na noite seguinte é a vez de Rashard Lewis. Na subsequente, quem brilha é DH. Depois chega a vez de Jameer Nelson e Mickael Pietrus. E quando vem o momento de brilho de Matt Barnes, é na defesa que ele se destaca, fazendo um trabalho que na temporada passada era de responsabilidade de Hedo Turkoglu.

Quer dizer: o Magic perdeu o turco, mas ganhou um norte-americano (Barnes) determinadíssimo na marcação. Perdeu o turco e ganhou outro norte-americano (VC) que é uma máquina de fazer pontos.

Some-se a isso o fato de que Jameer Nelson (Foto Getty Images) vive talvez o melhor momento de sua carreira. Temporada passada, ele passava por um grande momento quando lesionou o ombro. Desesperada, a franquia foi atrás de um substituto. Rafer Alston, ex-Houston, chegou, mas não resolveu.

Stan Van Gundy, o treinador, antecipou a volta de Nelson, mas ele não aterrissou na melhor forma nos playoffs. Hoje, como disse, a situação é outra, bem outra.

Cleveland ou Boston, quem passar na outra série do Leste, vai sofrer muito no confronto contra o Orlando.

ELIMINADO

O Atlanta saiu de maneira melancólica destes playoffs. Vai sobrar para Mike Woodson. A franquia não quis antecipar a renovação do contrato do treinador; duvido que o faça neste momento.

O Hawks, aliás, decepcionou em todo o playoff. Capengou diante de um Milwaukee sem Andrew Bogut e por pouco não foi eliminado já na primeira rodada. Agora, frente ao Orlando, não conseguiu roubar nem uma vitória sequer do oponente.

Joe Johnson foi a grande desilusão do time da Geórgia. Depois de ter feito uma média de 20.9 pontos por jogo na série diante do Bucks, sucumbiu frente a marcação do Orlando: 12.3 pontos por jogo. Ontem fez 5-15 nos arremessos. Muito pouco para quem quer ser taxado de “franchise player”.

Reflexo desta atuação opaca: foi vaiado pelos 18.729 torcedores do começo ao fim do jogo.

J.J. será “free agent” ao final desta temporada. Já se falou que ele pode acabar no New York ou mesmo no Chicago. Sinceramente, duvido que isso ocorra. Em Nova York, aliás, a mídia diz que ele é jogador de time pequeno.

FRASES

— Aquele é um grande time. Eles têm uma chance enorme de vencer o campeonato — Jamal Crawford sobre o Orlando.

— Esta é a minha chance de ganhar um campeonato — Vince Carter, que chega pela primeira vez na carreira a uma final de conferência.

— Isso não me incomoda. Tenho a pele grossa; já fui vaiado mais alto do que hoje — Joe Johnson sobre a manifestação dos torcedores do Atlanta.

DESCANSO

O Orlando ficou sete dias de papo para o ar desde que varreu o Charlotte e fez seu primeiro jogo diante do Atlanta. Como Cleveland e Boston se comem no momento com um confronto indefinido, o cenário anterior pode se repetir.

Não podia ser melhor; o Orlando ri à toa.

Notas relacionadas:

  1. A NOITADA DE MELO E NENÊ
  2. UMA VARRIDA E A VAGA
  3. UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última