26/11/2009 - 17:03
O final do jogo de ontem em Orlando foi eletrizante. E Michael Beasley quebrou um galhão para Dwyane Wade.
Faltavam oito segundos para o final do encontro. O time praiano tinha revertido um placar desfavorável em 11 pontos; estava pronto para ganhar o jogo.
O telão central da Amway Arena reluzia: Magic 98-97 Heat. Posse de bola para o Miami.
D-Wade assumiu seu papel de herói, pegou a laranjinha e partiu em direção à cesta do arqui-rival. Ao tentar a bandeja, negou fogo.
Foi então que apareceu Beasley. O pivô deu um tapinha na bola e encestou-a, a um segundo do fim. Placar final: Orlando 98-99 Miami.
Com o resultado, o Heat colocou um ponto final numa série invicta de cinco partidas do Orlando.
FOMINHA
Disse ontem aqui nesse botequim que o Orlando joga muito em função de Dwight Howard e que Vince Carter desvia um pouco o foco. Ontem, no último quarto principalmente, aconteceu o contrário.
Carter só tinha olhos para a cesta e seu umbigo. Ignorou os companheiros e comprometeu os planos do técnico Stan Van Gundy em chegar ao sexto triunfo seguido.
Temporada passada, vocês se lembram bem, Howard chutou o pau da barraca porque, no seu entender, não estava sendo tratado como um “franchise player”. Falou em alto e bom som, para que Van Gundy escutasse.
Gostaria de ter estado no vestiário do Orlando depois do jogo de ontem para ver como Howard encarou Carter com a derrota latejando nos ombros de todos.
Se o script de ontem voltar a ser rodado, o Super-Homem vai reclamar. E com razão.
MELO
Dinho Diniz, parceiro velho de guerra deste nosso botequim, ao mostrar sua predileção quanto aos grandes jogadores desta temporada citou Dwyane Wade, LeBron James e Kobe Bryant, discordando de minha opinião de que Carmelo Anthony é candidato ao MVP desta temporada.
E reforçou sua escolha usando o site da NBA, onde apareceu escrito: “Great, greater e greatest”. Referência, na ordem, a D-Wade, LBJ e Kobe.
Não tem jeito: quando as pessoas encarnam em algo, é difícil mudar o foco. Os jornalistas norte-americanos só têm olhos para esse trio.
O que vem de fora soa desafinado.
Negar o momento de Carmelo Anthony (foto AP) é não acompanhar o campeonato.
Ontem, na vitória do Denver sobre o Minnesota, no estado dos lagos, Melo anotou 22 pontos diante do Wolves (124-111). Ficou o último quarto todinho no banco de reservas.
É o único jogador deste campeonato a ter marcado mais de 20 pontos em todos os jogos disputados. Mesmo assim, os holofotes teimam em não incidir sobre ele.
TRIPLE-DOUBLE
Nenê Hilário, assim como Carmelo Anthony, ficou todo o quarto derradeiro no banco de reservas, vendo os menos privilegiados jogarem. Em três deles, o são-carlense anotou 17 pontos, oito rebotes, seis assistências, três tocos e um desarme.
Fico pensando: será que Nenê chegaria ao “triple-double” se tivesse participado do último quarto?
Dois rebotes a mais, com certeza, ele pegaria. E do jeito que estava fácil pontuar, quatro assistências a mais ele faria.
Uma pena.
MEU BRASIL BRASILEIRO
Nenê Hilário, como vimos, brilhou novamente. E como foram nossos dois outros brasucas?
Recorro ao “box score”, pois não vi nem Cleveland e nem Phoenix jogarem. Sei que os dois times venceram.
O Cavs foi ao palácio de Auburn Hills e bateu o Detroit por 98-88. Ótimo resultado, pois, por mais que o Pistons não esteja lá bem das pernas, jogar em Michigan é sempre complicado.
Bom, mas eu falei no Cavs por causa do Anderson Varejão. Nosso capixaba valente anotou… hum… deixe-me ver… quatro pontinhos e fisgou oito rebotes, dois deles no ataque. Deu ainda dois tocos e fez o mesmo número de desarmes.
Analisar apenas pelo “box score” é complicado, mas Varejão precisa pontuar mais. Até porque J.J. Hickson foi mal ontem: sete pontos.
Tanto assim que Varejão ficou em quadra 33 minutos contra 27 do “companheiro” (coloquei entre aspas porque ambos brigam pela vaga).
Vale, claro, mencionar também os números de LeBron James: 34 pontos, oito rebotes e sete assistências.
Já o Phoenix dobrou o Memphis por 126-111. Leandrinho Barbosa (foto AP marcando DeMarre Carroll) foi bem, gostei do que vi: 15 pontos em 25 minutos.
Acertou a quadra de lances livres cobrados, fez 1-3 nas bolas triplas e 4-7 nas duplas. Apanhou também quatro rebotes, deu duas assistências e fez um desarme.
Como disse, foi bem.
Quanto aos demais, Steve Nash cravou 16 assistências. Mas o que chamou mesmo a atenção foram os dez rebotes ofensivos apanhados por Zach Randolph (13 no total), que somados aos 24 pontos anotados fizeram dele um dos destaques da partida.
RODADA
Hoje à noite, apenas dois jogos. O Atlanta recebe o Miami (vale a pena ver o Hawks em quadra, o time está jogando uma bola bem redondinha) e na sequência o Bulls visita o Jazz em Utah.
Hoje é dia de dormir bem tarde.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Carmelo Anthony, Dwight Howard, Dwyane Wade, Leandrinho Barbosa, Michael Beasley, Nenê Hilário, Vince Carter
02/11/2009 - 12:14
O Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.
O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.
É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.
Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.
Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.
ECO
É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.
Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.
Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.
BRASUCA
Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).
Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.
Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.
DEFESA
Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.
Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.
Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.
E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.
Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.
VITÓRIA
Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.
E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.
A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.
Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.
Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.
Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.
ROTINA

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.
Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.
Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.
Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?
Creio que sim.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Atlanta, Boston, Carmelo Anthony, Celtics, Denver, Jameer Nelson, JJ Reddick, Joe Johnson, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Magic, NBA, Nenê Hilário, Nuggets, O. J. Mayo, Orlando, Paul Pierce, Ray Allen, Ron Artest, Vince Carter
31/10/2009 - 12:45
Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.
Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).
Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.
Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.
Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.
Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.
Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.
SURPRESA
O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.
Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.
Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.
Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.
REALEZA
Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.
Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.
Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.
Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.
ALARME
Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.
Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.
Estava impossível.
Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.
Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.
Orlando 95-85 New Jersey.
QUARTETO
Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.
Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.
O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.
E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.
Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.
Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.
Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.
Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?
Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.
Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.
E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!
Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).
Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.
Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.
Jogo, aliás, para ser esquecido.
COMPARAÇÃO
Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?
Pensem nisso.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Boston, Bulls, Celtics, Chicago, Cleveland, Dallas, Derrick Rose, Dirk Nowitzki, Dwight Howard, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Michael Jordan, Paul Pierce, Phoenix, Rajon Rondo, Ray Allen, Steve Nash, suns, Vince Carter
27/10/2009 - 09:20
Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.
Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.
Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.
Quais vão se destacar neste campeonato?
Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.
LESTE
1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.
2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste
3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.
4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith. O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.
5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.
6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.
7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.
8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta
Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando
Final
Boston 4-3 Cleveland
Campeão = Boston

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato
OESTE
1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).
2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.
3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.
4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.
5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.
6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.
7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.
8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah
Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio
Final
Lakers 4-2 Denver
Campeão = Lakers
CAMPEÃO
Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.
Conseguirá?
Creio que sim.
Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.
Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.
Pra cardíaco nenhum reclamar.
AUSÊNCIA
Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.
Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.
É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.
Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.
Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.
Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.
Espero estar errado.
NOITADA
A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.
Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.
Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?
Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.
Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.
CONCLUSÃO
Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.
O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.
E mais nada.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Blake Griffin, Carmelo Anthony, Clippers, Dwight Howard, kevin garnett, Kobe Bryant, LeBron James, NBA, Nenê Hilário, Pau Gasol, Rasheed Wallace, Shaquille O'Neal, Tim Duncan, Tony Parker, Vince Carter
24/10/2009 - 22:40
Alguns parceiros deste botequim têm chamado-me a atenção para o Orlando. No ver deles, o time com Vince Carter no lugar de Hedo Turkoglu mudou da água para o vinho.
Pois bem, a equipe da terra do Mickey Mouse encerrou na noite desta sexta-feira uma perfeita “Pre-Season” ao bater o Atlanta, em sua Amway Arena, por 123-86. Um massacre.
Com a vitória, ou melhor, com o massacre, como disse, o Magic terminou essa fase de amistosos com uma campanha de oito vitórias e nenhuma derrota. Único time da NBA nesta fase a não perder.
Foi, também, a primeira vez na história da franquia que isso ocorreu.
Mas o time já vinha buscando a perfeição desde 2007, quando Stan Van Gundy assumiu o comando. Somados os dois anos anteriores, o recorde do Magic era de 12 vitórias e apenas duas derrotas; agora, pulou para 20-2.
Carter (foto AP), de quem eu falei no início do nosso papo, anotou 26 pontos diante do Hawks, tendo incrível desempenho de 9-10 nos arremessos. Nos sete jogos em que entrou em quadra, marcou uma média de 18.6 tentos por partida.
Terminou esta “Pre-Season” como artilheiro do Orlando.
Sempre desconfiei do potencial de Carter em fazer do Magic um time melhor. Parece que me enganei.
O Orlando dá sinais de que volta com tudo nesta temporada.
CLASSIFICAÇÃO
Vamos à classificação final desta temporada de amistosos:
Leste
1) Orlando 8-0
2) Boston 6-2
3) Chicago 6-2
4) Atlanta 5-2
5) New York 5-2
6) Philadelphia 5-3
7) Cleveland 4-4
8) Detroit 4-4
9) Washington 4-4
10) Indiana 3-4
11) Milwaukee 3-5
12) Miami 2-5
13) Charlotte 2-6
14) Toronto 2-6
15) New Jersey 1-5
Oeste
1) Clippers 6-2
2) Lakers 6-2
3) Utah 6-2
4) Dallas 5-2
5) San Antonio 4-3
6) Denver 4-4
7) Golden State 4-4
8) Houston 4-4
9) Phoenix 4-4
10) Portland 4-4
11) Memphis 3-5
12) Minnesotta 3-5
13) Oklahoma City 2-5
14) Sacramento 2-5
15) New Orleans 2-6
SURPRESAS
O Clippers na liderança do Oeste surpreendeu-me, mesmo com a presença do novato Blake Griffin, draft número 1 desta temporada.
O New Orleans, na rabeira da mesma divisão, igualmente deixou-me intrigado.
Do outro lado, vibrei com a campanha do Chicago. Tomara que não seja fogo de palha.
BRASUCAS
Assim foram os três brasileiros nesta “Pre-Season”:
Nenê Hilário – 9.3 pontos e 4.4 rebotes;
Leandrinho Barbosa – 13.4 pontos e 45.0% nas bolas de três;
Anderson Varejão – 8.2 pontos e 6.0 rebotes.
Sorte a eles nesta temporada!
ROUBO
É inacreditável, mas é verdade. Jogadores do Maccabi Tel Aviv foram roubados na noite da última terça-feira em Los Angeles.
O time fazia um amistoso contra o Clippers (108-96 para os angelinos) no Staples Center e enquanto a bola pingava o roubo ocorreu. Albert Gavin, tenente da polícia de Los Angeles, disse que algumas pessoas entraram no vestiário da equipe israelense e fizeram a festa.
Foram roubados relógios, jóias e US$ 15 mil em dinheiro. Dez membros do grupo foram prejudicados e o desfalque foi estimado em US$ 22 mil.
Lamentável.
AJUDA
Michael Beasley, ala/pivô do Miami, é bom jogador. Mas na mesma proporção, é problemático.
Ano passado, vocês devem se lembrar, ao lado de Mario Chalmers e Darrell Arthur ele foi pego num quarto de hotel com duas prostituas e uma quantidade de maconha não divulgada.
À época, participava do programa da NBA de iniciação ao novo mundo da maior liga de basquete do planeta. Foi expulso; teria que voltar nesta temporada. Nem sei se isso ocorreu.
Se não ocorreu, talvez tenha sido porque no final de agosto passado ele internou-se em uma clínica de reabilitação no Texas para se desintoxicar. Motivo: drogas.
Problemas resolvidos? Nada disso.
Nesta semana, uma foto do jogador, dormindo num iate na marina de Miami, ao lado de uma mulher e várias garrafas de cerveja na mesa próxima ao sofá, foi mostrada pelo site de fofocas TMZ.
Beasley (foto AP) divulgou um comentário dizendo que não tocou nas garrafas de cerveja. O capitão do iate fez coro com o jogador.
Dirigentes do Miami disseram que ele não fez nada de errado.
Beasley tem apenas 20 anos e um grande futuro pela frente. Se algo der errado, o culpado será apenas ele.
ACORDO
Assunto resolvido: a NBA e o sindicato dos árbitros entraram em um acordo e os homens do apito estarão presentes na primeira rodada desta temporada, marcada para a próxima terça-feira.
O acordo vale para as próximas duas competições.
Os árbitros voltaram aos treinamentos neste sábado para recuperar a forma. Será que os 57 profissionais do apito estarão em forma?
Melhor com eles fora de forma do que seus substitutos em forma.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Leandrinho Barbosa, Magic, Miami, Michael Beasley, Nenê Hilário, Orlando, Vince Carter
08/11/2008 - 11:43
É preciso ter calma neste momento. A prudência avisa. O campeonato mal começou e o treinador é novo. Mas a situação de Leandrinho (foto, perdento o controle da bola, algo corriqueiro nesta temporada) é preocupante. A gente espera que seja apenas uma nuvem passageira e que ela saia de cima da cabeça do armador do Phoenix o mais rápido possível.
Mas que o momento incomoda, isso ninguém duvida. Leandrinho não é nem de longe aquele jogador que a gente se orgulhava de ver em quadra e estufava o peito para dizer: é brasileiro! O paulistano passa por um período difícil da carreira.
Algumas coisas o atrapalham neste momento. Perdeu metade da pré-temporada em São Paulo ao lado da mãe, que estava doente. Por isso, ficou para trás na preparação. Há um novo treinador no time e novas exigências também.
Leandrinho jogou todos os seus cinco anos na NBA para Mike D’Antoni, um técnico que jamais privilegiou a defesa, indo ao encontro da formação do brasileiro, que sempre manteve os braços abertos para o ataque. Agora, com Terry Porter, defender é preciso.
Leandrinho pouco sabe sobre esta matéria. Não foi um aluno dos mais aplicados no começo da carreira, até porque nunca teve bons professores a exigir determinação do menino. Hoje, sem estofo defensivo, está pagando um preço mais alto do que ele imaginava que um dia pudesse pagar.
Para piorar, seu jogo ofensivo está irregular. Ontem, deu pena vê-lo em quadra. Completamente perdido e sem confiança, entregue à marcação, sem respostas para as armadilhas defensivas que os jogadores do Chicago prepararam para ele.
Marcou apenas dois pontos. Seu aproveitamento foi paupérrimo. Errou todos os arremessos de três pontos e acertou apenas um dos cinco chutes de dois pontos. Não bateu nenhum lance livre sequer. Ficou apenas 17 minutos em quadra. Se lá ficasse mais, o desmoronamento seria maior.
Fosse eu o técnico Porter, estaria preocupado neste momento menos com a derrota para o Bulls (100-83) e mais com o que se passa com Leandrinho. Se nenhum ajuste for feito, rapidamente, ele perde uma importante arma de seu arsenal, arma esta que já se mostrou eficiente no passado.
Há dois caminhos possíveis a se tomar: 1) tentar corrigir os defeitos de Leandrinho dedicando um bom tempo para isso; 2) trocá-lo por outro jogador e deixar que ele reencontre seu jogo em novo lar.
Mas, já disse, que não seja em Nova York.
LUZES QUE BRILHAM
Em compensação, os dois outros brasileiros mataram a pau na rodada de ontem da NBA. Anderson Varejão ganhou mais uma ao lado de LeBron James; Nenê fez o mesmo, tendo agora como parceiro o armador Chancey Billups, que debutou com a camisa 7 do Denver, trocado que foi com Allen Iverson.
ROUBANDO A CENA
Em Cleveland, LeBron James fez sua primeira cesta de três nesta temporada, deu um toco sensacional em cima de T.J. Ford a 39 segundos do final da partida, deixou a quadra com 27 pontos, nove rebotes, oito assistências e quatro tocos, mas o nome do jogo foi Anderson Varejão.
Claro, porque números assim, extraordinários, para King James são quase que corriqueiros. Mas falava eu sobre o capixaba, que jogou meia hora e terminou a partida com 18 pontos (a maior pontuação desde que jogou pela primeira vez na NBA) e oito rebotes, sendo que três deles foram no ataque. E ainda desarmou o adversário em três oportunidades. Nenhum dos 20.562 pagantes que estiveram na Quicken Loans Arena duvidou disso.
Varejão foi peça importante na vitória do Cavs sobre o Indiana por 111-107, que coloca agora o Cleveland na quarta posição da Conferência do Leste com uma campanha de 4-2.
Mas há o que se corrigir no jogo de Varejão, principalmente seu arremesso de curta distância. Ele pontua em bandejas e sobras de rebotes, mas quando tem que arremessar do perímetro, da zona morta, a bola dificilmente cai.
Esse não é o Varejão que a gente conhece. Ele tinha um bom arremesso. Arriscava até mesmo bolas de três – e com sucesso em muitas situações. O brazuca precisa se atrever neste momento a mudar este cenário. Há que se conversar com o técnico Mike Brown e treinar.
ROUBANDO A CENA 2 – A MISSÃO
Em Denver, os holofotes estavam todos direcionados para Chauncey Billups, que estreava no Nuggets. Mas os spots tiveram que ser deslocados para Nenê.
O paulista de São Carlos fez seu melhor jogo nesta temporada com a camisa 31 do Denver. Foram 19 pontos e sete rebotes (quatro deles no ataque) na vitória sobre o Dallas por apertados 108-105.
Seu grande momento foi a 12 segundos do final da partida, quando o Nuggets vencia por apenas dois pontos (104-102) e o Dallas atacava, pronto para mandar um torpedo triplo contra a cesta colorada e liquidar o embate. A bola caiu nas mãos do pivô Brandon Bass e Nenê tomou-a. E o jogo foi decidido em favor dos anfitriões.
Nenê tem levado grande vantagem sobre seus marcadores por saber usar a mão esquerda. Isso ficou nítido na partida de ontem. Quando é empurrando para este lado, sabe o que fazer, o que dificulta a marcação.
Os pivôs, a gente bem sabe, são limitados tecnicamente. São poucos os que têm brilho (é disso o que eu falo sobre o jogo de Varejão no ataque). Por isso, quando marcados, são previsíveis. Fazem do tamanho e da força sua grande arma. Nenê tem mais do que isso; sabe jogar.
Todos os 19.175 pagantes que estiveram no Pepsi Center constataram, mais uma vez, isso que vos falo.
E se Nenê pontua mais hoje em dia é porque, antes do jogo contra o Clippers, em Los Angeles, reuniu os companheiros no vestiário do Staples Center e disse a todos: “Passem-me a bola!”.
Foi atendido. Marcou 22 pontos. Justificou, assim, a reivindicação. Sua média no campeonato é de quase 16 pontos por partida.
E tende a crescer.
UMA ZONA
Dei uma olhada no jogo de estréia de Allen Iverson com a camisa 1 do Detroit. A correria, a zona de sempre. Resultado final: 103-96 para o New Jersey, apesar dos 24 pontos e seis assistências de AI.
Já falei aqui em nosso botequim: o Detroit jogou no lixo, prematuramente, esta temporada. Posso quebrar a cara, mas acho que não vou.
BELEZA
Se o jogo entre New Jersey e Detroit foi opaco, novamente as atenções voltaram-se para a repórter da tevê a cabo do Nets, a YES Network. Seu nome: Michele Beadle (foto).

Esbanja beleza, simpatia e capacidade profissional. É um dos destaques em Nova Jersey, mais do que o Nets, um time que eu não daria um tostão furado por seu desempenho nesta temporada.
Fico com pena do armador Devin Harris, que veio do Dallas na troca por Jason Kidd. Deixou a quadra ontem com 38 pontos e apenas duas assistências. Duas, claro, porque não há para quem passar a bola; o time é fraco.
Vince Carter deveria pegar o telefone e ligar para Dean Smith e pedir conselhos. Ainda é tempo.
Ainda bem que em Nova Jersey há Michele Beadle.
CARTAS À REDAÇÃO
Alguém consegue explicar a derrota do New Orleans para o Charlote?
FIM DA LINHA?
Parece que a temporada está escapando pelos dedos do San Antonio. Ontem foi mais uma derrota – e novamente em casa –, agora para o Miami por 99-83.
O motivo principal de novo revés foi a contusão logo no primeiro quarto do armador Tony Parker. Torceu o tornozelo. Pior de tudo: vai ficar duas semanas de fora, em tratamento.
Os adversários nestes 14 dias esfregam as mãos. Ganhar do Spurs virou obrigação neste momento.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Allen Iverson, Anderson Varejão, Chauncey Billups, Chicago, Cleveland, Dallas, Denver, Detroit, Indiana, leandrinho, LeBron James, Nenê, New Jersey, Nuggets, Phoenix, San Antonio, Terry Porter, Tony Parker, Vince Carter
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