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09/09/2009 - 18:39

A QUEM INTERESSA A QUEDA DE BRAÇO?

As críticas públicas de Vanderlei Mazzuchini, diretor da CBB, em relação ao técnico Moncho Monsalve não trazem nada de bom e positivo para a seleção brasileira.

Pergunto-me: pra que isso?

O que Vanderlei quer provar? Que ele manda mais que Moncho? Será que manda mesmo?

Numa queda de braço entre ele e o treinador, a quem os jogadores apoiariam? Não seria Moncho (foto CBB) o preferido? Penso que sim.

Afinal, o espanhol ganhou (até onde sabemos) a simpatia do grupo. Todos gostam dele. Todos o respeitam. O que ele diz é lei.

Assim, numa possível queda de braço entre o dirigente e o treinador, creio que os jogadores baterão o pé pedindo a permanência de Moncho. Isso, claro, caso o espanhol não engula o que Vanderlei declarou para a mídia aqui em São Paulo.

Dessa maneira, o que o presidente Carlos Nunes faria numa situação dessas? Apoiaria Vanderlei? Duvido.

Sem desmerecer o trabalho de Vanderlei, Moncho, se sair, fará muito mais falta. Depois de anos mergulhado na escuridão, o basquete brasileiro ressurgiu e resgatou o respeito dos adversários.

E quem foi o responsável por isso? Moncho Monsalve.

Eu, se fosse o ex-jogador da seleção brasileira, não compraria essa briga. A menos que por trás dessas declarações haja algo a mais e a mando de alguém mais importante.

Não, não quero crer que isso seja possível ou verdade. Esqueçamos, por favor, o que eu disse no parágrafo anterior.

Mas vamos esperar pelos próximos capítulos para ver para onde essa novela vai se enveredar. De novembro, quando o contrato de Moncho com a CBB se encerra, não passa.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro Tags: , ,
08/09/2009 - 19:00

COMO SERIA BOM SE NENÊ VOLTASSE

Vanderlei Mazzuchini, ex-ala da seleção brasileira, hoje diretor do time masculino, garantiu no desembarque da seleção esta manhã no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo: Nenê estará com o grupo no Mundial da Turquia no ano que vem.

A 450 km de distância, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, Leandrinho Barbosa, ao desembarcar com a família, avisou: “Vou conversar com o Nenê, que é meu amigo, e tenho certeza de que ele vai reforçar a seleção na Turquia. Este ano ele não veio por causa da contusão, mas antes de começar a Copa América ele me garantiu que estaria no Mundial”.

Será?

Façam suas apostas, senhoras e senhores: Nenê estará com a seleção no Mundial da Turquia ou não?

Eu, infelizmente, não consigo ver nosso melhor jogador de basquete na atualidade jogando com a camisa verde-amarela no Mundial europeu. Nenê (foto CBB), pra mim, está muito longe do Brasil.

Casou-se com uma norte-americana, tem dupla cidadania e hoje eu o sinto muito mais pra lá do que pra cá. Não sei quais são os motivos que o levaram a escolher esse caminho.

Mas Nenê parece não mais nos pertencer. Ele escolheu viver recluso, fazendo digna e exemplarmente seu trabalho e vivendo intensamente com sua família na raiz das Montanhas Rochosas, num dos cenários mais espetaculares deste planeta.

Não dá as caras por aqui e quando vem quer distância de tudo e de todos. Há quanto tempo a gente não vê o Nenê falando com a mídia brasileira?

Há muito, há muito.

Por que ele não se mostra?

Investigo a memória atrás de motivos. E o que me vem à mente foram as injustas críticas que ele recebeu por parte de alguns por ter abandonado a quadra durante o jogo contra a Argentina no Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007, sua última participação com a camisa brasileira.

Nenê teve uma contusão muscular e deixou a partida ainda no primeiro tempo. Sentou-se, se não me equivoco, em uma cadeira de rodas e partiu com o embate em andamento.

Para os críticos mencionados no parágrafo acima, ele deveria ter ficado no banco, ao lado do então técnico Lula Ferreira, incentivando seus companheiros.

Se a memória não me trai, acho que foi assim que tudo aconteceu; e talvez ele tenha se magoado.

Mas se isso realmente acontece, como suponho (é apenas uma suposição, não se esqueçam), penso que Nenê acaba por dimensionar de maneira equivocada o ocorrido e superestimar o ocorrido. Sim, pois, ao agir assim, ele acaba por magoar quem não tem nada com isso, que é maioria e que tanto torce por ele: os fãs.

Fãs que foram solidários a ele no momento mais difícil de sua vida; fãs que grudam na tela da televisão ou do computador para vê-lo jogar; fãs que correm atrás das estatísticas depois de mais um jogo do Denver para saber como o nosso pivô se comportou; fãs que estão sempre a seu lado, chova ou faça sol.

São essas pessoas que gostariam de vê-lo em quadra novamente defendendo o Brasil, emprestando todo seu talento, sua força descomunal, sua experiência e sua inteligência a serviço do nosso selecionado.

Como seria realmente bom ver Nenê no Mundial da Turquia. Como seria realmente bom vê-lo vestindo novamente a camisa 13 do Brasil.

Nenê, você vem ou não vem?

Os fãs pedem – esqueça os demais.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro Tags: , ,
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