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sábado, 3 de janeiro de 2009 NBA | 12:13

NOITE VERDE E AMARELA NA NBA

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Só Leandrinho ficou abaixo; Nenê e Varejão arrebentaram.

A noitada de ontem (sexta-feira) não poderia ter sido melhor para os brazucas da NBA. Os três venceram.

O capixaba do Cleveland fez 26 pontos e bateu seu recorde pessoal de tentos na liga. Tivesse um aproveitamento melhor nos lances livres (8-13, 61.5%) e talvez chegasse aos 30 pontos.

Precisa treinar mais; ele sabe disso.

Varejão (foto AP) apanhou também oito rebotes, quatro deles no ataque, e fez três desarmes.

Jogou uma barbaridade.

Quando faltavam 5:33 minutos para o jogo findar, Mike Brown, técnico do Cavs, tirou-o definitivamente de quadra. Saiu aplaudidíssimo; e abraçado calorosamente pelos companheiros, especialmente Zydrunas Ilgauskas, que, com uma pequena fratura no pé esquerdo, de molho ficará nos próximos 30 dias.

Chance para Varejão crescer ainda mais, pois, como ontem, titular será nos jogos futuros do time neste período.

Como vimos, o capixaba ajudou, demais, o time na vitória diante do frágil Chicago por 117-92. Com ela, o Cavs manteve a invencibilidade em casa nesta temporada: 17-0.

Nenê não ficou atrás. Ao contrário: foi ainda melhor.

Com a camisa 31 do Denver, mesmo sendo generoso com seus companheiros na hora de pegar rebotes, deixando a eles muitas sobras que ele próprio poderia ter catar, o são-carlense marcou 27 pontos e apanhou 14 ressaltos (cinco ofensivos).

Seu aproveitamento nos arremessos beirou a perfeição. Nos chutes com a bola em movimento, acertou dez em 11 tentados (90.9%); nos lances livres, sete em oito (87.5%).

Deu ainda quatro assistências, que poderiam ter sido cinco se Carmelo Anthony não tivesse deixado escapar um passe de costas que o brasileiro deu-lhe após pegar uma sobra de um lance livre desperdiçado pelo próprio ala.

Se Varejão jogou uma barbaridade, Nenê extrapolou.

Foi o melhor jogador do Denver em quadra no dramático triunfo colorado diante do frágil Oklahoma City por 122-120.

Pena que Leandrinho não pôde acompanhar o desempenho de seus dois compatriotas.

Vamos considerar que o retorno de Steve Nash atrapalhou os planos do paulistano, que mostrou números inferiores ao final da vitória do Phoenix por 106-98. Leandrinho deixou o parquete do US Airways Center com 12 pontos e cinco rebotes defensivos.

Roubou ainda duas bolas; poderia ter sido mais, mas acredito que aos poucos ele vai melhorar seu desempenho neste fundamento. Parece estar mais atento.

RELÓGIO

O tempo de permanência em quadra tem muito a ver, também, com o desempenho de cada um. Enquanto Varejão atuou 31:09 minutos e Nenê 40:17, Leandrinho teve a seu dispor apenas 22:53.

Isso nada mais é do que o reflexo da importância de cada um deles dentro de suas respectivas franquias.

Ao contrário dos dois pivôs, que são homens de confiança de seus treinadores, Leandrinho (foto Reuters) nada mais é do que uma opção de banco.

Não era assim nos tempos de Mike D’Antoni.

Ao assumir o Suns no começo desta temporada, Terry Porter escreveu um roteiro para o time e reservou um papel bem secundário ao armador brasileiro. Leandrinho tenta dar mais vida ao seu personagem, mas suas falas são limitadas.

Por isso, sugerimos, várias vezes, a mudança de palco.
EMOÇÃO

E o final do jogo do Denver contra o Oklahoma City, hein? Que não viu, perdeu.

Haja coração, diria o outro.

Faltando apenas 2.9 segundos para o final da partida, o ala Kevin Durant, um jogador espetacular, 33 pontos, estrela solitária da companhia, mandou uma bola de três que lambeu as redes coloradas.

Thunder 120-119 Nuggets.

George Karl pediu tempo e armou a derradeira jogada. Tudo funcionou, especialmente porque a mão de Carmelo Anthony estava calibradíssima.

O fominha ala do Denver mandou também uma bola tripla que igualmente escorreu pela redinha do aro de Oklahoma, para imensa frustração dos 18.613 torcedores que lotaram o Ford Center.

Sinceramente, quando o chute de três de Durant entrou, eu vi a viola em cacos.

HUMOR

De bem com a vida, o técnico George Karl, na entrevista coletiva depois da partida, declarou: “Quero me mandar o mais rápido possível daqui antes que o xerife nos prenda por roubo”.

De fato, a vitória do Denver foi roubada do Oklahoma City.

RECONHECIMENTO

Todo time campeão precisa de três jogadores que desequilibram. Esta é, basicamente, a regra.

O Chicago de Michael Jordan tinha também Scottie Pippen e Dennis Rodman; o Lakers de Magic Johnson contava com Abdul-Jabbar e James Worthy; ao Boston de Larry Bird somavam-se Kevin McHale e Robert Parrish.

Atualmente, o Celtics conta com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen; o San Antonio tem Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili; o Lakers, Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A mídia colorada cita sem economia os três “factors” do Denver: Chauncey Billups, Carmelo Anthony e Nenê (foto AP).

Finalmente!

Os três, ontem, marcaram 82 dos 122 pontos do time. Ou seja: 67.2% dos tentos anotados pelo Nuggets.

DROGA

A defesa do Denver, ontem, foi um fiasco. O que me dizer de 64 pontos sofridos só no primeiro tempo?

Imperdoável.

Não apenas porque o Thunder é o pior time da liga, mas sofrer 64 pontos num só período, seja lá de quem for, como disse, não tem desculpas.

O aproveitamento do Thunder diz bem como passiva foi a zaga colorada: 58.4% (45-77) nos arremessos com a bola em movimento, sendo que, destes, 8-13 foram nas bolas de três (61.5%).

E mais: os jogadores do banco do Denver levaram uma surra do pessoal do Oklahoma City: 41-18.

J. R. Smith, que até ontem tinha 13.7 pontos de média, anotou apenas sete. Ou seja: quase que a metade de sua contribuição.

Mas o problema não foi pontuar pouco. O maior problema foi permitir aos jogadores adversários pontuarem demais.

120 pontos do Oklahoma City, que tem média de 94.38 no campeonato (já computado o jogo de ontem), como já disse, é imperdoável.

CALMARIA

Ao contrário do encontro de Oklahoma, o enfrentamento de Ohio foi absolutamente sossegado. Como previsto, o Chicago não foi páreo para o Cleveland.

O massacre só não foi mais contundente porque o técnico Mike Brown mandou os titulares para o banco.

No mesmo momento (5:33 minutos para o final) em que trocou Anderson Varejão por Sasha Pavlovic, Brown deu descanso permanente para LeBron James (substituído por Wally Szczerbiak) e Mo Williams (Lorenzen Wright).

Anteriormente (8:53), Delonte West, outro titular, já tinha saído para a entrada de Daniel Gibson.

Antes ainda (10:18), Ben Wallace deixou a quadra da Quicken Loans Arena para a entrada de J. J. Hickson.

Uma farra só permitida por um time tão sem vida como o Chicago.

NÚMEROS 1

Nos quatro jogos em que Anderson Varejão saiu como titular, suas médias foram: 16.8 pontos e 8.5 rebotes.

Mike Brown deveria refletir em cima desses números.

RECORDE

LeBron James fez ontem seu 18º. “triple-double”. Marcou 16 pontos, 10 rebotes e 11 assistências.

Disparado, o melhor jogador da NBA no momento – consequentemente, do planeta.

PIOR

A pergunta que fica é: quem é pior no momento, Chicago ou Oklahoma City?

Páreo duro.

Dia 10 próximo, no United Center, os dois estarão medindo forças. Medindo fraqueza, aliás, seria o termo mais apropriado.

PENEIRA

A defesa do Chicago continua uma… ops, quase que eu escrevi; continua frágil, para não baixarmos o nível.

Ontem, pela terceira vez em quadro jogos, sofreu mais de 60 pontos no primeiro tempo.

Uma vergonha.

TEMPO QUENTE

Joakim Noah e Andres Nocioni discutiram duramente dentro de quadra no terceiro período. Apesar de maior no tamanho, apostaria minhas fichas no argentino em caso de os dois terem partida para as vias de fato, como se escrevia antigamente nas crônicas policiais.

Já viu argentino apanhando? Como toda exceção tem regra, eles saem correndo quando um uruguaio bate o pé.

Bem, voltando ao tema, depois do jogo, Noah tentou colocar panos quentes no episódio: “Isso é coisa de jogo, não tenho qualquer problema com Noce”.

O relacionamento entre alguns jogadores não é nada bom. O clima, portanto, é ruim. Vinnie Del Negro, o treinador, está perdendo o controle do grupo.

John Paxson, o GM do time, precisa tomar alguma providência. Ou trocando jogadores ou demitindo o treinador.

Do jeito que está, não dá para ficar.

NÚMEROS 2

Foi a 94ª. vez na carreira que Kobe Bryant (foto AP) marcou 40 pontos ou mais. Ontem, anotou estas quatro dezenas diante de um Utah que joga sem Carlos Boozer, um de seus principais jogadores.

Azar deles – pensou Kobe; não tenho nada com isso.

Kobe agora está em terceiro lugar na lista.

Wilt Chamberlain ultrapassou a barreira dos 40 pontos em 271 oportunidades. Depois dele vem Michael Jordan, que alcançou o feito em 173 oportunidades.

Números individuais são importantes, mas o coletivo fala mais alto.

O que interessa mesmo é que o Lakers venceu mais uma: 113-100.

Com isso, segue com o mesmo número de derrotas que Boston e Cleveland. E mantém, mais do que nunca, acesa a chama de ficar em primeiro lugar na classificação geral do campeonato para ter todas as vantagens possíveis quando os playoffs começarem.

Mas voltando às individualidades, Trevor Ariza foi importante para a vitória, assim como Kobe. O jogo estava ainda aberto (99-93), quando o ala interceptou um passe de C. J. Miles e marcou mais dois pontos e sofreu falta. Aproveitou a bonificação e mandou o placar para 102-93, isso a 2:21 minutos do final.

Dez segundos depois, fez o mesmo em relação a Deron Williams e marcou mais dois pontos: 104-93.

Fim do sonho do Utah em vencer em Los Angeles.

Notas relacionadas:

  1. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  2. VAREJÃO BRILHA NA NOITE DAS PERUCAS
  3. VERDE É A COR DO PORTLAND
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008 NBA | 13:23

VERDE É A COR DO PORTLAND

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O Portland ainda não está pronto. Basta ver seu retrospecto nos últimos quatro jogos: perdeu três deles. Venceu apenas o Toronto, no Canadá, por 98-97.

Ontem, foi derrotado pelo Utah, em Salt Lake City, por 97-88. Anteriormente, havia sido suplantado pelo Celtics, em Boston. E perdeu também para o Orlando, em seu Rose Garden, no único revés até o momento no Oregon.

Jogos difíceis, eu sei. Mas isso mostra que o time ainda não está no ponto.

Precisa amadurecer um pouco mais para ganhar essas partidas. São elas que mostram onde o time está e até onde pode chegar.

Talvez na segunda metade da competição, após o “All-Star Weekend”, o Blazers dê uma arrancada semelhante à que o New Orleans deu na temporada anterior.

Pode ser, por que não?

Afinal, o New Orleans, até chegar o segundo turno do campeonato, era um time até menos badalado do que este Portland. E vejam aonde ele chegou: à semifinal da Conferência Oeste.

O Portland tem jogadores mais do que confiáveis. O time pode crescer perfeitamente.

O que dizer dos 33 pontos marcados por Brandon Roy (foto AP) na derrota de ontem? Ele que já havia anotado 31 no revés diante do Orlando.

Ou então dos 22 pontos feitos por LaMarcus Aldridge?

O time é muito bom, todos nós sabemos. O pivô Greg Oden é cotado para ser o “Rookie of the Year”; o veterano armador Steve Blake é daqueles jogadores rápidos e inteligentes, capazes de uma jogada imprevisível no momento crucial da partida; e o espanhol Rudy Fernandez, que debuta na NBA, tem derrubado algumas bolas importantes em momentos não menos, mostrando uma frieza de impressionar.

Mas o Portland tem oscilado em momentos importantes. Ontem, não cobrou nem um lance livre sequer no primeiro quarto da partida. Era clara a falta de agressividade dos jogadores em quadra.

Passou quase quatro minutos no último quarto sem pontuar. E num jogo tão parelho quanto este diante do Utah, isso teve um preço muito elevado: a derrota.

O Blazers é o sexto colocado no Oeste com uma campanha de 15 vitórias e nove derrotas (62.5%). Já foi o segundo. Sobe e desce na tabela como em quadra nos jogos contra adversários chaves.

Por isso eu digo uma vez mais: o Portland ainda não está pronto – embora agrade tremendamente.

BEM VERDE

Se o Portland ainda não amadureceu, o que dizer do Charlotte? Menos ainda.

Pior: nem vai amadurecer nesta temporada; talvez na próxima, para sermos otimistas.

O fato é que ontem, na derrota para o Dallas por 95-90 (foto AP), o time de Michael Jordan quase venceu. Teria sido o primeiro triunfo diante da franquia texana em toda a história do confronto entre elas. Agora o placar marca 10-0 para o Mavs.

Mas quase o Bobcats ganhou; quase. Esse é o problema das equipes que ainda não estão no ponto.

Mas o Dallas teve de suar dobrado para vencer a partida, é bom que se registre. Aliás, só conseguiu o triunfo nos segundos finais, mais precisamente a 28 de zerar o cronômetro, quando Dirk Nowitzki acertou uma bola de três e abriu uma vantagem de quatro pontos: 93-89.

O Dallas venceu, mas o Charlotte é quem merecia. Jogou melhor e numa tonalidade muito mais intensa. Perdeu seguramente porque sentiu o peso da pressão da torcida nos momentos finais, pois ainda é um time em formação.

Mas quando a bola estava nas mãos dos jogadores do Charlotte a gente sabia que algo diferente e belo poderia acontecer. Emeka Okafor cravou bolas sensacionais pra cima dos grandalhões do Dallas; D.J. Augustin fez infiltrações que lembraram Isiah Thomas; Raymond Felton mostrou uma precisão de um John Stockton.

Deu gosto de ver.

Em contrapartida, quando a bola estava com o Dallas, não esperava-se muita coisa. O time está muito engessado a Nowitzki. De suas mãos só saem arremessos de dois e principalmente de três.

Não há muita beleza nisso. O basquete não se resume a isso.

Aliás, é exatamente por isso que nossos campeonatos são feios. Excesso de arremessos longos, alguns curtos e nenhuma jogada de efeito, como Augustin e Okafor cansaram de fazer ontem diante do Dallas.

Mas perderam.

DÚVIDA CRUEL

O que você escolhe: jogar bonito e perder ou jogar feio e ganhar?

Depende; falo por mim. Quando estou na torcida, vibrando e gritando, quero ganhar, nem que o meu time exiba o jogo mais feio de que se tem notícia. Mas quando apenas aprecio, quero ver a beleza do jogo.

Ontem, no embate entre Dallas e Charlotte, deliciava-me com o jogo. Por isso, quando fui dormir, sonhei a noite inteira com as jogadas de Okafor, Augustin e Felton. No mesmo devaneio, quando a bola caía nas mãos de Nowitzki eu quase caía da cama.

Pesadelo puro.

NÃO TEM PRA NINGUÉM

O que falar mais do Boston?

Nova marca foi estabelecida ontem na vitória diante do Washington (122-88) na capital federal: o recorde de 21 triunfos e apenas dois revezes representam o melhor início de uma temporada em toda a história da franquia.

Além disso, o time chegou à sua 13ª. vitória consecutivas e está a uma para igualar a maior seqüência invicta de sua história, que foi estabelecida na temporada 1985/86.

É o líder em toda a competição e o mais forte candidato ao título desta temporada.

Mais uma vez.

TRIÂNGULO

Paul Pierce marcou 22 pontos; Ray Allen também.

Mas foi Kevin Garnett (foto Reuters) quem magnetizou os holofotes do Verizon Center. Terminou a partida com 11 pontos, 12 rebotes (três de ataque) e deu ainda sete assistências. Isso tudo em apenas 26:56 minutos.

Ficasse mais dez minutos em quadra e teria atingido um “triple-double”. Mas, sabiamente, o técnico Doc Rivers deixou-o descansando no quarto final.

Não havia a menor necessidade de se desgastar um de seus principais jogadores. Nos jogos seguintes, Allen e Pierce vão trabalhar meio período.

Tem sido assim nesta temporada. Rivers sabe que vai precisar de seu triângulo intacto na reta final do campeonato, especialmente quando os playoffs chegarem.

RODADA

Onze jogos movimentam a rodada desta noite da NBA.

Às 22h30 de Brasília, três partidas: Cleveland x Philadelphia (chance de ver Anderson Varejão em quadra), Miami x Atlanta e New Jersey x Toronto.

Às 23h, quatro confrontos: Minnesota x San Antonio, Detroit x Indiana, Memphis x Chicago e o melhor jogo da noite, Boston x New Orleans, ao vivo para o Brasil pela ESPN.

À meia-noite tem Phoenix de Leandrinho x Orlando de Dwight Howard – outro grande jogo.

Quando o relógio marcar 1h, Portland e Clippers estarão se enfrentando.

Meia hora depois, os dois últimos combates da noite: Golden State x Houston e Lakers x Sacramento.

TORCIDA

Apenas mais um voto chegou: e novamente para o Milwaukee.

Como disse anteriormente, hoje encerra-se a nossa votação. Atingimos a marca de 154 votos. Confesso que não esperava por tantos torcedores assim.

Quero agradecer a participação de todos vocês. E principalmente ao Lucas Scussel que teve a brilhante idéia de se fazer esta eleição.

O quadro definitivo é este:

1)    Lakers – 23.3%
2)    Chicago – 14.3%
3)    Boston – 8.4%
4)    Detroit – 8.4%
5)    New York – 6.5%
6)    Milwaukee – 6.5%
7)    Phoenix – 5.2%
8)    San Antonio – 4.5%
9)    Cleveland – 2.6%
10)    Utah – 2.6%
11)    Denver – 1.9%
12)    Houston – 1.9%
13)    Indiana – 1.9%
14)    Miami – 1.9%
15)    Portland – 1.9%
16)    Dallas – 1.3%
17)    Orlando – 1.3%
18)    Philadelphia – 1.3%
19)    Toronto – 1.3%
20)    Golden State – 0.6%
21)    Minnesota – 0.6%
22)    New Jersey – 0.6%

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 12:46

A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS

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A sina do Utah é cair diante do Chicago em momentos importantes. Depois de ter sido derrotado pelo Bulls em duas decisões da NBA no final dos anos 1990, o Jazz perdeu ontem uma invencibilidade de 14 partidas dentro da sua EnergySolutions Arena por causa de uma bola lançada a 1.2 segundo para o final da partida pelo ala Larry Hughes (foto AP, abaixo, no momento do arremesso). Quando ela escorreu pela cesta, o cronômetro já estava zerado e o Chicago venceu por 101-100.

Apesar do arremesso decisivo, o novato Derrick Rose foi o nome da partida. 19.911 torcedores viram ao vivo Rose, primeiro draft desta temporada, aniquilar com as pretensões do Utah. Jogou muito e deu igual sorte ao final da partida, pois o arremesso derradeiro foi dele, a 5.1 segundos do fim, mas a bola não entrou. Ao bater no aro, sobrou limpinha para Hughes que fez o lançamento final descrito no parágrafo acima.

Os entusiastas de Rose disseram que não foi um erro, mas sim uma assistência. Por isso, teria terminado o confronto com dez e não com nove como mostra o “boxscore”.

Brincadeiras à parte, Rose nasceu em Chicago e é torcedor fanático do Bulls desde criancinha. Fechou o jogo com 25 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto. E desses dez, oito nos últimos três minutos.

Quem ficou madrugada adentro vendo a partida não se arrependeu. O final foi emocionante. As duas equipes trocaram a liderança em dez oportunidades nos últimos 2:46 minutos.

O Chicago estava com um recorde de 1-6 “on the road” nesta temporada. Sua única vitória tinha sido diante do Golden State, na última sexta-feira, por 115-110. Fez mais uma – e pra ganhar moral, muito embora o Utah tenha jogado mais uma vez sem Deron Williams e Carlos Boozer, seu duo afinado, além de Kyle Korver, todos machucados. Mas ganhar em Salt Lake City é sempre complicado.

O time descansa nesta terça. Mas amanhã entra em quadra novamente, agora para enfrentar o San Antonio, no Texas…

ELE VOLTOU

Depois de ter perdido os 12 primeiros jogos do San Antonio nesta temporada, o argentino Manu Ginobili retornou. E em grande estilo, pois foi na cidade de Elvis Presley. Começou no banco, como sempre acontece, e ficou em quadra exatos 11:16 minutos.

Sete deles, no entanto, foram no terceiro quarto, quando o Spurs abriu uma diferença de dez pontos sobre o Memphis e não mais perdeu o controle do jogo, que estava bem complicado. Fechou a partida no FedEx Forum (12.053 pagantes) por 94-81.

Manu fez 12 pontos e apanhou quatro rebotes defensivos.

Mas, muito mais do que isso, seu tempo em quadra deixou claro aos companheiros que a partir de agora a história será contada de maneira diferente.

MÊS QUE VEM

O Chicago encerra sua turnê de sete jogos fora de casa no próximo domingo, diante do Philadelphia no Walchovia Center. O time deixou a Cidade dos Ventos no dia 14 deste mês. Desembarcará no aeroporto de O’Hare em 1º. de dezembro.

Serão 18 dias e sete partidas longe do seu United Center. Longe do conforto do lar e dos amigos e parentes.

A NBA é assim, pois assim são os EUA, um país com dimensões continentais. Para evitar gastos e sacrifícios desnecessários, faz-se esse tipo de excursão. E não é apenas uma vez que isso acontece. Já que há que se ir para a estrada, que seja por um longo período para não ficar indo e voltando a todo o instante, cansando os jogadores e gastando à toa em tempos de crise.

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Existe alguém mais feio do que eu em toda a NBA?

Estas devem ser as primeiras palavras de Drew Gooden (foto AP) assim que acorda e vê sua imagem refletida.

Concordam?

OLHO NELE

D.J. Augustin é outro novato desta temporada. Joga de armador e veste a camisa 14 do Charlotte. Poucos sabem que ele existe, pois quase ninguém olha para o Bobcats.

Produto da universidade do Texas, Augustin foi a nona escolha desta temporada. Justifica, até o momento, o investimento feito pelo time de Michael Jordan.

Ontem, na vitória do Charlotte diante do Philadelphia (93-84), ele fez 25 pontos e teve um aproveitamento espetacular: 6-8 nas bolas de dois, 2-3 nas de três e 7-9 nos lances livres.

No ranking dos “rookies”, está em quinto lugar entre os cestinhas (12.5 pontos) e é o terceiro entre os assistentes (4.3). Mas nos desarmes, aparece no longínquo 25º. lugar, com menos de um roubo de bola por partida (0.46).

Perdoável, pois trata-se de um novato.

Mas fiquem de olho nele.

ÀS MOSCAS

A estatística final da partida mostra que 10.848 torcedores estiveram na Time Warner Cable Arena de Charlotte. Mas não tinha mesmo, pois o ginásio estava às moscas; a tevê mostrou.

O que acontece? Simples: muita gente compra o pacote para a temporada e não aparece em alguns jogos. E quando o Philadelphia é o visitante, com o frio que já abraça os EUA, muitos preferem ficar em casa, ao lado da lareira, lendo um livro e bebericando algo quente. E namorando.

Eu faria o mesmo; e na mesma seqüência, pois o time do Sixers é de doer.

O MIAMI TAMBÉM

Dá pena ver Dwyane Wade jogando no Miami. O time não tem pivô! Como pode alguém entrar num campeonato como o da NBA e não ter pivô?!?!?!

O técnico Erick Spoelstra, que substitui Pat Riley, jogou boa parte do confronto de ontem contra o Houston com uma defesa zona 2-3 para tentar conter Yao Ming e seus 2m26 de altura. Dava pena ver o esforço hercúleo de Udonis Haslem (20 centímetros mais baixo), Shawn Marion (2m01) e Yakhouba Diawara (também 2m01) diante do chinês.

Não adiantou. Yao terminou a partida com 28 pontos e apanhou 12 rebotes, dois no ataque. E ajudou o Houston a vencer a batalha pelas sobras por 51-35, o que foi decisivo para o resultado final: 107-98 para os texanos.

Para desapontamento dos 18.704 pagantes na American Airlines Arena.

DE NOVO ELE

Dwight Howard continua namorando o “triple-double”. Ontem, no triunfo do Orlando sobre o Milwaukee por 108-101 (16.245 pagantes), o Super-Homem da Flórida marcou 24 pontos, fisgou 13 rebotes e deu seis tocos.

Não demora muito e o triplo-duplo aparece novamente.

Dwight joga muito.

EM COMPENSAÇÃO…

Se Dwight Howard não conseguiu, Chris Paul sim. CP3 anotou seu sexto “triple-double” da carreira ao marcar 14 pontos, 17 assistências e 10 rebotes na vitória do New Orleans diante do Clippers, em Los Angeles, por 99-87 (14.956 pagantes).

Foi o segundo “triple-double” consecutivo de Paul nesta temporada.

O Hornets começa a se recuperar na temporada. Vem de três vitórias seguidas e agora ocupa a quinta posição no Oeste com um desempenho de 8-5 (61.5%).

Briga com o Houston pela liderança da Divisão Sudoeste.

CBB

Toni Chakmati, presidente da Federação Paulista de Basquete, anunciou ontem que será oposição a Gerasime Bozikis na próxima eleição para a presidência da CBB. A escolha do novo comandante acontecerá em maio do ano que vem.

Chakmati ajudou colocar Grego, como é conhecido o presidente atual da CBB, onde ele se encontra. Esteve ao lado do atual presidente durante muito tempo. Rompeu com ele sei lá por quê.

O paulista diz que sua primeira atitude, se eleito, vai ser mudar os estatutos da entidade e acabar com reeleições a perder de vista. Uma no máximo, diz Chakmati.

Sempre fui contra essa bobagem de dois mandatos e acabou. Como sempre defendi o clube empresa, também entendo que entidades esportivas devam ser profissionalizadas.

A NBA é o maior exemplo. David Stern está à frente da NBA desde 1984. E não há qualquer motivo para se tirá-lo de lá. A liga era uma antes dele; outra depois dele.

Stern é remunerado. US$ 10 milhões por temporada. Merece cada centavo ganho, pois a NBA é sinônimo de sucesso.

Isso aqui no Brasil é impensável. Nossos dirigentes são amadores e, por isso mesmo, não têm visão profissional. São pouco estudados e não têm cultura administrativa.

Não merecem ficar mais do que dois mandatos. E olhe lá.

Por isso aprovo a postura de Chakmati.

Mas não estou dizendo, com isso, que ele será a salvação do nosso basquete. ‘E bom deixar isso bem claro.

TORCIDA

Os votos continuam chegando e o quadro mudou um pouco em relação à contagem anterior. Apareceram novos torcedores, como do Minnesota e Toronto.

E o mais legal é que já conseguimos computar 50 votos. E tem gente que freqüentava este botequim que ainda não apareceu para votar.

Portanto, os números tendem a mudar.

Vamos, pois ao novo posicionamento dos times mais populares aqui no Brasil:

1)    Lakers – 24.0%
2)    Chicago – 14.0%
3)    Phoenix – 14.0%
4)    Boston – 8.0%
5)    San Antonio – 8.0%
6)    Cleveland – 6.0%
7)    Detroit – 6.0%
8)    Denver – 4.0%
9)    Houston – 4.0%
10)    Dallas — 2.0%
11)    Miami — 2.0%
12)    Minnesota — 2.0%
13)    New Jersey — 2.0%
14)    Philadelphia — 2.0%
15)    Toronto– 2.0%

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS
  3. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008 NBA | 12:34

UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS

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Avery Johnson não é um técnico – pelo menos neste momento – talhado para ser campeão da NBA. Mas é um treinador capaz de levar uma franquia a um bom desempenho durante uma temporada.

Ele mostrou isso no Dallas. Em quatro temporadas comandando a equipe, levou-a em todas aos playoffs. Mas na final mais ganha da história da NBA (2005/06), conseguiu entregar o título ao Miami. São águas passadas, no entanto.

Por que falo der AJ? Porque ele está desempregado e poderia ser de grande utilidade ao Clippers. O time de Los Angeles perde um tempo danado com Mike Dunleavy (foto). Este nunca foi um grande treinador. Está em sua 16ª. temporada na NBA e chefia o primo pobre de LA há seis torneios, incluindo o atual.

Dunleavy é fraco. Seu melhor desempenho como treinador foi ter chegado à final da NBA dirigindo o Lakers na temporada 1990/91. Mas o time, que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott, perdeu a decisão para o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4-1, que conseguia, na ocasião, seu primeiro anel.

Foi a experiência inicial de Dunleavy como treinador. A expectativa em relação ao seu trabalho cresceu demais. Mas de lá para cá o melhor que conseguiu foi chegar à final da Conferência Oeste em duas temporadas, dirigindo o Portland, perdendo ambas para San Antonio (98/99) e Lakers (99/00).

Com o Clippers, seu melhor papel foi na temporada 2005/06, quando chegou aos playoffs. Bateu o Denver de Nenê – que nem jogou esta série por estar contundido – na primeira rodada, mas caiu diante do Phoenix de Leandrinho – que atuou este confronto e teve média de 14.2 pontos por partida – na etapa seguinte.

Em sua primeira temporada comandando o Clippers (2003/04), Dunleavy teve um desempenho sofrível: 28-54 (34.1%). Na seguinte, melhorou: 37-45 (45.1%). Em 2005/06, como vimos, chegou aos playoffs, fazendo 47-35 (57.3%), mas nas duas seguintes não conseguiu chegar à fase decisiva, tendo marcado 40-42 (48.8%) em 2006/07 e 23-59 (28.0%) no campeonato passado.

Nesta temporada, sua campanha só não é pior do que a do Oklahoma City. O Thunder venceu, como o Clippers, apenas um jogo, mas perdeu dez, o que dá ao debutante da NBA um desempenho de 9.1%, enquanto que os californianos têm exatos 10%.

O que acontece com o Clippers? Como é que um grupo que conta com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman joga tão mal assim?

Seu ataque, com média de 89.2 pontos por partida, só não é pior do que o Charlotte, que tem um risível aproveitamento de 88.8 pontos. Sua defesa é a quinta mais vazada, com média de 102.0 pontos sofridos.

Está na cara que o problema do Clippers é o seu treinador. Para piorar, Dunleavy entrou em rota de colisão com Baron Davis, a grande contratação da franquia para esta temporada.

Sua demissão, parece-me, é questão de tempo. E curto.

TUDO ERRADO

Falo do Clippers porque o time foi derrotado ontem à noite pelo San Antonio dentro de seu Staples Center por 86-83. E novamente os texanos não puderam contar com Tony Parker e Manu Ginobili.

Era grudar em Tim Duncan e resolvia-se a parada. Mas não, Timmy conseguiu fazer 20 pontos e apanhar 15 rebotes, mesmo diante de um oponente que conta com dois ótimos pivôs, como Marcus Camby e Chris Kaman, e que tem ainda a ajudar o ala/pivô Tim Thomas.

Além de não ter subtraído nada do desempenho de Duncan, os vermelhinhos de Los Angeles ainda conseguiram a façanha de deixar o veteraníssimo Michael Finley, 35, anotar 19 pontos; ele que tinha 9.8 pontos de média. Pior: Roger Mason (quem?) marcou 21 – inclusive a bola de três que deu a vitória ao Spurs a 8.4 segundos do final –, sete a mais do que sua média na competição.

Quer dizer: tudo errado.

ÚLTIMO CHUTE

Como escrevi acima, Roger Mason fez o arremesso derradeiro que deu a vitória ao San Antonio. Faltavam 8.4 segundos para a partida terminar, já foi dito, quando a terceira bola tripla de Mason caiu dentro do aro do Clippers; mas não custa repetir.

Esta foi a terceira vitória consecutiva do Spurs, que manda o time para a zona de classificação para os playoffs, com uma campanha de 50% (5-5). Está na oitava posição e assim que Tony Parker e Manu Ginobili voltarem, voltarão com eles mais vitórias e mais qualidade de jogo, pois, cá entre nós, vencer o Clippers na última bola, mesmo com os desfalques referidos e jogando diante de 14.962 torcedores californianos é dose pra mamute.

ATÉ QUANDO?

Os torcedores do Spurs se perguntam a todo instante: quando Manu Ginobili e Tony Parker vão voltar? Boa pergunta, boa pergunta. Em San Antonio, a franquia responde: em algum momento do mês que vem.

Isso é que é precisão… Ou seja: ninguém sabe ao certo.

Parker deve regressar primeiro, pois sua contusão no tornozelo não foi tão grave quanto a cirurgia que “El Narigón” fez no joelho logo depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Mas ninguém mais do que o técnico Gregg Popovic conta nos dedos os dias que faltam para as duas estrelas tornarem às quadras. Pois, com eles, o time terá força de banco, uma vez que os atuais titulares, Roger Mason e o novato George Hill, serão opções para Popovic.

Mason, inclusive, pode dar o descanso que Finley tanto precisa. O veterano ala/armador, aliás, justiça seja feita, melhora a cada partida. Desde a derrota para o Miami, no dia sete passado, quando ele errou todos os oito arremessos executados, em cinco jogos, teve um aproveitamento de 52.5% de seus chutes (31-59).

HUMILHAÇÃO

Shaquille O’Neal foi humilhado ontem em Salt Lake City. Tomou três desconcertantes tocos no último quarto. Mas antes de falarmos deles, convém contar o que aconteceu na partida para que isso ocorresse.

Vamos aos fatos…

Depois de ter sido expulso pela entrada desleal pra cima de Rodney Stuckey do Detroit, no domingo à noite, Shaq tentou repetir a dose com Carlos Boozer. Conseguiu em parte, pois Boozer não é mirrado como Stuckey. O’Neal derrubou o oponente, mas não fez o estrago do jogo passado.

Pois foi exatamente este lance, no início do terceiro quarto, quando o Phoenix vencia por um ponto (60-59), que encheu de brios os jogadores do Jazz e motivou o time mais do que todas as palavras emotivas usadas pelo técnico Jerry Sloan na preleção antes da partida e durante o intervalo.

Fatos relatados, voltemos pois ao tema inicial, que foi a humilhação de Shaquille O’Neal; mas não sem antes dizer que Boozer, a partir de então, anotou 14 de seus 21 pontos e comandou o Utah que fez uma corrida de 50-37 e fechou a partida em 109-97.

Voltando aos tocos, eles em muito ajudaram na conquista do time, não só porque evitaram pontos do oponente, mas principalmente porque desmoralizaram o adversário. O primeiro deles foi do ala Paul Millsap, a 6:03 do final do jogo (foto acima). O segundo e o terceiro vieram num espaço de dois segundos, aos 4:58 e 4:56, ambos executados pelo ala russo Andrei Kirilenko.

Shaq ficou com cara de m…

VITÓRIA IMPORTANTE

O triunfo colocou um ponto final na série de três derrotas consecutivas do Utah, todas sofridas fora de casa. O Jazz, aliás, como aconteceu no campeonato anterior, quando teve o melhor desempenho entre os 30 participantes como mandante, segue neste torneio como um anfitrião de maus modos: venceu todos os cinco jogos realizados na EnergySolutions Arena, que ontem recebeu 19.911 torcedores.

Melhor que o Utah, só o Cleveland, que ganhou sua meia dúzia de partidas jogadas na Q Arena.

VICE LÍDER

Mesmo com a derrota, o Phoenix manteve a segunda colocação no Oeste. Isso graças aos três revezes do Utah mencionados anteriormente.

Leandrinho faz falta neste momento, especialmente num jogo onde a artilharia é necessária. O brazuca vem do banco e pode incendiar a pugna em favor do Suns.

Mas o técnico Terry Porter se vê ainda privado de contar com esta ótima alternativa. Leandrinho segue em São Paulo, ao lado da família, recuperando-se do baque da morte da mãe, ocorrida na semana passada.

E sem data para voltar, segundo me informou Jefferson Yassuda, assessor de imprensa do jogador, com quem eu falei há cerca de meia hora.

OBRIGAÇÃO

O Houston foi a Oklahoma City e bateu o Thunder (pior time da NBA) por 100-89. O argentino Luis Scola marcou 23 pontos, sua maior pontuação nesta temporada, foi o cestinha do Rockets e regeu o time em quadra, contribuindo ainda com mais nove rebotes (três na frente).

Mas, como dizia Plínio Marcos, em toda história sempre há um porém. Tracy McGrady deixou a quadra do Ford Center (18.145 pagantes) a 11:32 minutos do final do terceiro quarto e não mais voltou.

Voltou, isto sim, a sentir dores no joelho direito, operado há seis meses. Motivo: um movimento equivocado no momento de um passe para Scola no começo do segundo quarto. Permaneceu em quadra, mas o técnico Rick Adelman resolveu poupá-lo no início do terceiro quarto; e com razão.

McGrady jogou apenas 18 minutos. Hoje fará um raio-X no local para ver se tudo está bem. Se não for conclusivo, uma ressonância será o segundo passo.

É dúvida para o jogo de amanhã, em casa, diante do Dallas.

Rockets x Thunder

CURIOSIDADE

Mencionei acima a final entre Lakers e Chicago em 1991, a primeira vencida por Michael Jordan. Sabe quanto MJ ganhou naquela temporada para ser campeão e vestir a camisa 23 do Bulls? US$ 2,5 milhões. Você tem idéia de quanto Magic Johnson faturou? US$ 100 mil a menos.

Encostado no New York, Stephon Marbury receberá nesta temporada US$ 21,9 milhões.

Inacreditável.

RESOLVIDO

Analisando as manifestações dos internautas, volto, pois, ao formato com o tema principal seguido de outras notas. Revelou-se o preferido.

E como este blog é uma democracia, a maioria vence.

Quero agradecer a todas as manifestações, o que deixou-me bastante satisfeito.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 NBA | 12:16

LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR

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Nenê e Leandrinho estrearam na rodada de ontem da NBA. Leandrinho saiu de quadra vencedor; Nenê, não.

Vi muita gente eufórica com a atuação de Leandrinho na vitória do Phoenix sobre o San Antonio, em pleno Texas, por 103-98. De fato, ofensivamente, ele foi. Marcou 18 pontos, acertou duas de suas três bolas triplas, lançou 14 bolas contra o aro adversário (acertou seis; bom). Tudo em 27 minutos, numa clara demonstração que sente-se à vontade no time e seus companheiros confiam nele, pois o procuram claramente durante o jogo.

Defensivamente, no entanto, Leandrinho ainda precisa melhorar – bem como o Phoenix, que permitiu quase que uma centena de pontos ao Spurs. Leandrinho tem agora um novo treinador, Terry Porter, que valoriza a defesa, ao contrário do anterior, Mike D’Antoni, que mais parece técnico brasileiro do que americano.

Leandrinho (foto AP) precisa melhorar a postura defensiva, pois, do jeito que é rápido, ágil, tem que se aproveitar disso para roubar muito mais do que uma bola por partida. Tem que trabalhar melhor na linha de passe, que pode ser sua grande ferramenta defensiva.

Tenho certeza que isso ocorrerá, pois Porter, como disse, é fascinado por defesa. Com alguns jogos mais (não poucos) o time vai melhorar e Leandrinho também.

Quanto a Nenê (foto AP), a derrota para o Utah, em Salt Lake City, por 98-94, desapontou a todos. Especialmente porque o Jazz (poderia ser Hornets) jogou sem seu principal jogador, o armador Deron Williams, ainda machucado. Mas o Nuggets não soube tirar proveito disso.

Nenê jogou 26 minutos. Para quem é apontado como o xerife do garrafão caseiro, tem que ficar mais tempo em quadra. Ontem a gente entende o que ocorreu porque Nenê teve problemas com as faltas. Cometeu as seis permitidas e por isso ficou boa parte do jogo no banco.

Mas poderia ter produzido mais. Seus números: 11 pontos, quatro rebotes – nenhum ofensivo – e nenhum toco. Baixa pontuação, poucos rebotes apanhados e agressividade defensiva negativa, embora tenha roubado uma bola.

Ao contrário de Anderson Varejão, que agradou em sua estréia nesta temporada, Leandrinho – menos – e Nenê – mais – precisam melhorar. Ambos têm potencial para fazer estes ajustes em seus jogos. E força de vontade não lhes falta.

Portanto, a tendência é de crescimento.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 NBA | 13:54

BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA

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A NBA procurou os gerentes gerais das 30 franquias da liga e sabatinou-os. Mas foram perguntas nada espinhosas; ao contrário, questões gostosas de responder. Coisas do tipo: quem vai ser o campeão? E o MVP? Qual a melhor contratação? A seleção da NBA qual é? E o melhor defensor? Qual o treinador que se destaca?

E por aí vai.

Entre as tantas perguntas, algumas tinham a ver com os estrangeiros que atuam ou não na NBA. Ou seja: temas que englobavam os brasileiros.

O primeiro deles argüia os cartolas sobre quem é o melhor jogador estrangeiro da NBA. Os GMs responderam: Dirk Nowitzki. O alemão recebeu 66,7% dos votos, seguido de Manu Ginobili (18,5%), Steve Nash (11,1%) e Yao Ming (3,7%). Nenê, Leandrinho e Varejão? Não, não receberam nenhum voto sequer.

Em compensação, quando foram perguntados sobre o melhor estrangeiro que não atua na NBA, os dirigentes disseram que o espanhol Ricky Rubio é o mais perfeito jogador para se integrar à liga neste momento: obteve 57,7% dos votos. Na seqüência vieram o brasileiro Tiago Splitter e o também espanhol Juan Carlos Navarro, com 7,7%.

Nas outras questões que não tinham a ver especificamente com estrangeiro, Leandrinho foi o quarto mais votado quando os GMs foram perguntados sobre qual é o jogador mais rápido com a bola nas mãos. Recebeu 11,1% dos votos. O melhor, segundo os cartolas, é Chris Paul (37,0%); na seqüência vieram: Tony Parker (18,5%) e T.J. Ford (14,8%).

Leandrinho foi também lembrado quando da pergunta sobre quem é o melhor defensor em linhas de passe, enquanto que Nenê foi igualmente mencionado sobre qual jogador vai ter uma grande temporada.

E mais nada.

Mas vamos ver um pouco mais da pesquisa. De acordo com a previsão dos gerentes gerais dos 30 times da liga, o Lakers (em foto acima da AP) será o campeão desta temporada.

O time californiano foi escolhido por 46,2% dos cartolas, seguido do atual campeão, Boston, com apenas 19,2%. Depois aparecem New Orleans, com 11,5% dos votos, perseguidos pelos texanos San Antonio e Houston com 7,7% cada um.

Ainda de acordo com os cartolas, 74,1% apostam que o Boston ganha a Conferência do Leste, seguido do Cleveland e Detroit, com apenas 11,1%. O Orlando foi escolhido por apenas 3,7% dos votantes.

Do outro lado, na Conferência do Oeste, o Lakers surge com o campeão com 66,7% dos votos. Em segundo lugar vem o New Orleans, com 18,5%. Houston e San Antonio estão empatados com 7,4%.

Quanto ao MVP da temporada, os gerentes gerais apostam que LeBron James ganhará a briga que travará com Kobe Bryant: 55,6% x 37,0%. Chris Paul obteve míseros 7,4% dos votos.

O melhor treinador? Gregg Popovic foi eleito com 53,8% da preferência dos dirigentes, seguido de Phil Jackson (23,1%) e Jerry Sloan (7,7%).

Esta é interessante, porque fala dos assistentes técnicos. Quem é o melhor? Deu Tom Thibodeau, do Boston, com 41,7%, seguido de Del Harris, do Chicago, 20,8%, e Tim Grgurich, do Denver, 12,5%.

Outra pergunta interessante: se você fosse começar uma franquia, que jogador escolheria? Novamente LeBron ficou na frente de Kobe: 66,7% x 18,5%.

Mas o interessante é que os cartolas, a meu ver, caem em contradição ao responder a pergunta seguinte: qual jogador obriga o time adversário a fazer mais ajustes quando vai enfrentá-lo? Deu Kobe: 63%. LeBron? A seguir, com apenas 25,9%.

A seleção da NBA, para os cartolas, é a seguinte: Chris Paul (88,9%), Kobe Bryant (92,6%), LeBron James (92,6%), Tim Duncan (51,9%) e Dwight Howard (55,6%).

Outras perguntas que chamaram-me a atenção: qual foi a melhor contratação? Resposta: Elton Brand (66,7%), seguido de Ron Artes (22,2%).

Qual o time que mais vai crescer nesta temporada em comparação com a anterior? Resposta: Miami e Portland, com 25,9%.

E quem terá a melhor performance em casa? Deu Utah, com 44,4%, seguido de Boston (25,9%) e Lakers (7,4%).

Tem muito mais. Se você quiser se divertir, acesse o site da NBA. Depois, manifeste-se aqui.

Estou à espera.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

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