Publicidade

Posts com a Tag Tyson Chandler

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 NBA | 12:58

VAREJÃO É NOVAMENTE O DESTAQUE NO CARDÁPIO DO BOTEQUIM

Compartilhe: Twitter

Ontem falei de Anderson Varejão. Hoje vou falar novamente. Quem viu a vitória do Cleveland diante do New York, em Ohio, por 91-81 sabe muito bem que o destaque no cardápio desta quinta-feira deste botequim tem que ser o capixaba.

Varejão (foto AP) tomou conta do garrafão; garrafão defensivo e ofensivo. Foram 16 rebotes no total, sendo que a metade foi no ataque.

Com este octeto de ressaltos ofensivos, Varejão posiciona-se em terceiro lugar nas estatísticas, com uma média de 4,4 por partida, ao lado de Kevin Love, do Minnesota, que fica em segundo porque pegou um total de 75 contra 70 do brasileiro. O primeiro colocado no ranking é DeMarcus Cousins, do Sacramento, com média de 4,6.

Mas eu dizia que Varejão tomou conta do garrafão. Além dos 16 rebotes, houve mais quatro roubos de bola e dois tocos. E pra fechar, quatro assistências.

Ah, sim, anotou dez pontos, cravando seu nono “double-double” na temporada, o segundo consecutivo. Está com médias de 9,8 pontos e 11,2 rebotes por peleja disputada. Como disse ontem, um tiquinho a mais de pontos e Varejão estabelece um duplo-duplo de média na temporada.

Varejão tomou conta do garrafão e deixou Tyson Chandler irritado. Já próximo do final da partida, o rude pivô nova-iorquino perdeu a compostura em quadra e começou a agredir o brasileiro; gratuitamente.

Bem, pensando bem, não foi gratuitamente, foi fruto de sua frustração diante de Varejão, pois o ignorante pivô do Knicks (saiu direto do “high school” para a NBA sem passar pelo “college”) via seu time e seu jogo ruir diante da qualidade de Varejão.
Já disse e repito: Anderson Varejão, o melhor brasileiro no momento na NBA.

E tem mais.

“GLUE GUY”

Ontem um parceiro deste botequim mandou um link com o comentarista Greg Anthony falando na NBA TV sobre “glue guys”. E o que vem a ser “glue guys”?

“Glue guys” são os jogadores que se arrebentam em quadra, se matam pelo time, não se omitem jamais, não têm medo de cara feia e nem se intimidam com o barulho da torcida adversária. Fazem um jogo que não pode e nem deve ser catalogado como “jogo sujo”. Longe disso.

“Glue guys” são aqueles jogadores que jogam muito, mas seus predicados não aparecem nas estatísticas do jogo.

E sabem quem Anthony destacou como o principal “glue guy” desta temporada?

Anderson Varejão.

VITÓRIA, ENFIM!

O Lakers conseguiu vencer finalmente o Clippers pela primeira vez nesta temporada depois de três derrotas consecutivas, duas delas na “pre-season”. Mas não foi nada fácil.

Os amarelinhos ficaram atrás boa parte da peleja e tudo indicava que os vermelhinhos iriam vencer novamente. Mas veio o quarto final e entrou em cena um jogador que saiu do banco e foi o desequilíbrio que o Lakers tanto precisava: Metta World Peace, o velho Ron Artest.

World Peace fez o que ele mais sabe fazer: seu jogo mental, que costuma desestabilizar o oponente. E ele fez isso com Blake Griffin, com Mo Williams e com quem apareceu pela frente.

Terminou a partida com apenas três pontos, mas deu sete assistências, pegou cinco rebotes, roubou duas bolas e deu um toco. Mas o principal não apareceu nas estatísticas: seu jogo mental.

World Peace foi o “glue guy” que o Lakers precisava para vencer o Clippers por 96-91 e acabar com o incômodo tabu de três jogos e três derrotas.

REFUGADA

Não é novidade pra ninguém aqui neste botequim minha preferência por Derrick Rose entre os armadores da NBA. E ontem eu fiquei mais convicto ainda quanto a isso.

No final da partida, com contra-ataques à disposição, Chris Paul refugou feio duas vezes diante da possibilidade de um “rush” em direção à cesta adversária, que se feito e bem concluído poderia ter mudado a sorte do jogo.

CP3 é habilidoso, tem uma boa leitura do jogo, mas não tem a sagacidade de D-Rose. Técnico adversário monta esquema de jogo para conter D-Rose; não creio que o faça na mesma proporção em relação a CP3.

POR FALAR…

… em Derrick Rose, o Chicago foi dobrado em casa pela primeira vez na temporada. Perdeu para o Indiana por 95-90.

Gostei muito do jogo do Pacers. É um time que defende muito bem e é bem resolvido no ataque.

Além disso, sua segunda unidade é bem interessante, o que possibilita ao técnico Frank Vogel rodar todo mundo e preservar a integridade física de seus atletas.

Que Danny Granger é bom jogador, todo mundo sabe. Idem para David West. Mas o complemento do quarteto titular é bem interessante também: Darren Collison é um armador confiável, Paul George cresceu demais nesta temporada e Roy Hibbert é um pivô que poderá rapidamente figurar entre os grandalhões dominantes da liga.

Ao contrário do Philadelphia, que não tem vitórias expressivas fora de seus domínios, o Indiana já dobrou Boston, Lakers e agora Chicago.

Olho no Pacers!

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  2. NENÊ, DE NOVO, DESTAQUE NO TRIUNFO DO DENVER
  3. ANDERSON VAREJÃO, O MASCARADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 NBA | 16:16

MIAMI E OKC PERDEM E NÃO HÁ MAIS INVICTOS NA NBA

Compartilhe: Twitter

Não há mais invictos na NBA. Os dois últimos caíram ontem à noite. Primeiro foi o Miami, que perdeu surpreendentemente para o Atlanta (100-92) em casa; depois quem se rendeu foi o Oklahoma City, que em terras inimigas foi batido pelo Dallas.

Disse surpreendente em relação ao revés do Miami porque o Atlanta, embora reconheçamos tenha um bom time, não passa de um bom time. E jogando fora de casa, contra um dos favoritos ao título, não imaginava que a equipe do sul da Flórida fosse perder.

Mas um olhar mais atento ao desempenho do Heat na competição nos revela que o time não está justificando tantos holofotes. Venceu brilhantemente o Dallas fora de casa em seu debute no torneio, numa época em que o Mavs ainda estava de ressaca pelo título conquistado. De lá pra cá, fez uma boa vitória, em casa, diante de um Boston desfalcado de Paul Pierce, e só voltou a convencer quando pegou, diante dos fãs, uma galinha morta chamada Charlotte (129-90), lembrando que quando jogou no galinheiro alheio suou para vencer (96-95).

Definitivamente, o Miami ainda não está no ponto. E nem poderia ser diferente. Os times têm que estar no ponto quando os playoffs chegarem.

Mas, sinceramente, eu esperava mais do Heat nesse início de campeonato. Acho que LeBron James também (foto AP).

Já o OKC perdeu uma partida perdível. Ou seja: foi derrotado pelo atual campeão da NBA por 100-87. Portanto, nada de anormal — ao contrário do que aconteceu com o Miami.

Se olharmos em retrospecto para a campanha do Thunder, não vamos encontrar nenhum jogo precioso, mas o time somou vitórias diante de oponentes de respeito: Orlando, Dallas e Phoenix, todos em casa, e Minnesota e Memphis, fora.

Se a bola que o Miami joga merece reflexão, o desempenho do OKC agrada.

RECUPERAÇÃO

Ricardo Camilo, um dos mais antigos frequentadores deste botequim, que nos últimos dias a gente o tem reparado taciturno e sorumbático, jogou ontem a toalha por conta do desempenho de seu Dallas neste campeonato. Mas foi precipitado, pois o confronto da noite contra o Oklahoma City nem havia sido disputado.

Aliás, vale repetir o teor da mensagem do Ricardo:

Sormani,

Já teve algum campeão que ficou de fora dos playoffs no ano seguinte ou o Dallas será o 1º a ter essa “honra”?

Depois do que eu vi ontem, desisti completamente: aquilo não é um time, é um catadão digno de pelada no parque. Ninguém defende, o ataque é cada um por si, o garrafão é uma piada, só faltam estender um tapete vermelho para os adversários.

Se não bastassem os 17 desperdícios de posse, Rick Carlisle teve a “brilhante” ideia de colocar Dirk Nowitzki pra marcar Kevin Love, ou seja, um jogador fraco defensivamente para marcar o melhor atleta do adversário, “genial”.

Outra coisa que vou custar a entender: pq renovaram o contrato do (Brian) Cardinal? Se havia um jogador do elenco do ano passado que era descartável (pode ser cruel, mas a palavra é essa), era exatamente Cardinal e não os 4 que saíram. Além deste amor gigantesco por (Rodrigue) Beaubois.

O que começa errado termina errado. Agora inventaram o tal de Yi Jianlian, mais um chinês alto e bichado, acho que seria mais barato renovar com (Tyson) Chandler que manter Cardinal, (Brendan) Haywood e (Ian) Mahinmi, e contratar Sean Willians e Yi Jianlian.

Feliz 2013 Dallas!

Respondi a Camilo: tenha calma, a casa será arrumada.

E acho que a faxina começou a ser feita ontem à noite. O time já mostrou outro basquete. A principal mudança se deu na defesa: compactada, pressionando sempre o homem da bola e ótima movimentação dos jogadores que estavam no lado fraco, impedindo, com isso, que alguém aparecesse livre para pontuar.

O resultado desta mudança de atitude os números nos contam como foi. O aproveitamento do OKC nos arremessos de um modo geral foi ruim: 40,3% (31-77). Mas os tiros longos, aqueles que valem três pontos, esses foram muito pior: 26,3% (5-19).

O Dallas parece ter encontrado o caminho perdido. Por conta disso, eu não tenho a menor receio em dizer que o time estará nos playoffs desta temporada, temor esse que, tenho certeza, deve ter diminuído no coração do nosso bravo parceiro Ricardo Camilo.

PERDA

Manu Ginobili fraturou a mão esquerda. Os doutores que examinaram o caso, logo após o incidente, disseram que ele ficará de fora pelo menos um mês, embora o jogador faça um exame mais apurado nesta terça-feira.

Uma perda e tanto. Como postei ontem no meu Twitter (@FRSormani) durante a partida, Manu joga demais! E joga mesmo.

Não há substituto para ele no elenco e na NBA são poucos os jogadores que podem fazer o mesmo trabalho que ele faz: precisão nos arremessos e passes, defesa forte, liderança e aporrinhar adversários e arbitragem.

A gente não pode se esquecer que este campeonato tem 66 partidas na fase de classificação e não as 82 habituais. Neste janeiro, o time fará 17 partidas. Ou seja: 25% do “schedule”.

É bom o SAS se cuidar, pois a Conferência Oeste, ao contrário do que muitos imaginam, não é nenhuma barbada. Está muito equilibrada e o Minnesota está de olho numa vaga no grupo de elite.

SURPRESA

Ontem falamos de Ricky Rubio. Deitamos elogios ao armador espanhol e dissemos que o jogo contra o San Antonio seria o melhor da noitada.

Para surpresa geral na nação, Luke Ridnour, o armador titular e que sempre cede seus minutos para Rubio jogar, foi o grande nome da vitória do Wolves sobre os texanos por 106-96.

Luke anotou 19 pontos e deu nove assistências em 36 minutos. Por conta disso, deixou apenas 24 minutos para o espanhol jogar. E o ibérico foi uma decepção: seis pontos e três assistências.

Ah, sim, alguém pode dizer: como Ridnour foi o melhor em quadra se Kevin Love marcou 24 pontos e pegou 15 rebotes? Esses números do ala-pivô do amor são corriqueiros e já não chamam mais tanta a atenção.

Aliás, sobre Kevin vou falar qualquer dia dessas, mais detalhadamente.

INFLAMAÇÃO

No pé esquerdo. Por conta disso Nenê não atuou na vitória de ontem do Denver diante do Milwaukee por 91-86. Deve voltar no confronto destaque quarta diante do Sacramento.

Sem Nenê, dois outros brasileiros estiveram em quadra na noite de ontem, segunda-feira. Primeiro foi Leandrinho Barbosa, que anotou uma dezena de pontos na vitória de seu Toronto sobre o Knicks, em plena Nova York, por 90-85. Tiago Splitter atuou com a camisa 22 do San Antonio na derrota diante do Wolves, derrota que foi mencionada anteriormente. Splitter veio do banco e anotou 12 pontos e pegou três rebotes apenas. Está mostrando evolução a cada dia que passa.

ENGODO?

O New York perdeu para o Toronto. Muitos parceiros deste botequim estão esperando muito do Knicks neste campeonato.

Não faço parte deste coro.

Mas do Knicks eu ainda vou falar; mas mais para frente.

Notas relacionadas:

  1. O JOGO MAIS SEM GRAÇA DA TEMPORADA
  2. O DENVER NÃO É MAIS AQUELE
  3. MIAMI PEGA MAIS UM!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de dezembro de 2011 NBA | 18:29

O QUE ACONTECE COM O CAMPEÃO DA NBA?

Compartilhe: Twitter

Quando o Miami ensacou o Dallas no domingo de Natal, chegando a abrir uma diferença de 35 pontos, mas fechando a partida em 105-94, o mundo ficou boquiaberto com o basquete mostrado pelo time do sul da Flórida; eu entre essas pessoas.

Como vocês bem sabem, eu considero o Heat o time mais poderoso de todos. Coloquei-o como o mais forte candidato ao título desta temporada.

Esta certeza se reforçou ainda mais depois da sova dada no Mavs em pleno Texas na partida que reeditou a final da temporada passada. Caramba, 35 pontos no Dallas, atual campeão da NBA, diante de seus fãs!

Quanto ao Dallas, bateu de frente com esta fortaleza num dia que nada deu certo. Acontece; foi o que a maioria pensou.

Ontem, novamente o Dallas entrou em quadra. E novamente em casa, no conforto do lar. Não dá para jogar mal dois dias seguidos, ainda mais em se tratando do campeão da NBA, todos nós pensamos.

E não é que o Dallas voltou a ser surrado dentro de casa! E desta vez a tunda não foi diante de um dos favoritos ao título. A tunda levada foi do Denver, um time que vai brigar, no máximo, por uma vaga nos playoffs desta temporada.

Assim como o Heat, o Nuggets abriu uma vantagem superior a 30 pontos; no caso, 33. Mas ao contrário do Miami, o Denver não deixou o ritmo cair: venceu a contenda por 22 pontos de diferença, 115-93.

A pergunta que cabe neste momento é: vamos analisar o Dallas ou vamos esperar pelo terceiro confronto? Vamos tentar descobrir o que se passa no “backstage” do time texano ou vamos aguardar pelo jogo diante do Thunder, em Oklahoma City, na próxima quinta-feira?

Quem me acompanha neste botequim sabe muito bem que eu nunca gostei do Dallas. O título da temporada passada foi para mim uma grande surpresa.

A faixa colocada nos jogadores do Dallas, a meu ver, foi mais por incompetência de dois grandes adversários (Lakers nas semifinais do Oeste e Miami na decisão do título) do que por qualidade dos texanos. Repito: nunca achei o Dallas essas coisas.

Mas o que acontece agora surpreende-me também. Não acho o Mavs essas coisas, mas esta porcaria que estamos vendo também não é o retrato da equipe campeã da NBA.

“Tenho muito trabalho pela frente”, disse o técnico Rick Carlisle (foto) depois da derrota de ontem diante do Denver. Sim, Rick, o mais tolo dos tolos sabe disso. O que queremos saber é: por que o time campeão virou um arremedo de time de basquete?

“Está claro que não estamos preparados (para jogar)”, prosseguiu Carlisle. Sim, Rick, está mais do que claro. Mas queremos saber: por que o Dallas está humilhando seus torcedores?

“A culpa é de todos, mas a minha é maior, pois a obrigação de prepará-los é minha”, finalizou o treinador. OK, Rick, mas por que não preparou a equipe até o momento?

O fato é que os torcedores do Dallas estão preocupados. Uma pesquisa no site do jornal “Dallas Morning News” nesta terça-feira pergunta aos fãs o seguinte: você está preocupado com o Mavericks depois das duas surras?

A opção sim recebeu até o momento 76,72% dos votos e a não 23,28%.

Vamos esperar pelo jogo de quinta diante do OKC ou vamos tentar entender o que se passa com o time? Vamos tentar entender o que acontece com o Dallas, de acordo?

Bem, como vocês estão de acordo, eu começo dizendo que J.J. Barea (foto) está fazendo falta (caramba, eu nunca pensei que fosse dizer um troço desses). Faz falta porque estava encaixado dentro do sistema de Carlisle.

O substituto imediato de Jason Kidd, um veterano de 38 anos e que em março próximo completará 39, é o francês Rodrigue Beaubois. Ele entra em quadra e nada acontece. Isso porque Beaubois se contundiu na temporada passada e mal atuou: fez apenas 28 partidas. Perdeu muito do que foi implantado no torneio anterior, torneio este que forjou o time campeão.

O resultado disso é que Carlisle tem improvisado Delonte West como armador principal quando J-Kidd tem que repousar. Delonte tem jogado mais de armador do que de ala-armador, sua real posição.

Outro ponto importante: Tyson Chandler foi embora e não houve reposição. Brendan Haywood é bom para desempenhar um papel semelhante ao de Barea: reserva que entra em quadra e não deixa a peteca cair. Mas como titular é problema.

Se o titular é problema, o que dizer do reserva? Ian Mahinmi, o substituto, ontem jogou apenas cinco míseros minutos. Pouco tempo em quadra porque não dá mesmo para deixá-lo mais exposto às feras.

Como não houve reposição, o resultado disso é que Carlisle está tentando tapar o sol com a peneira (desculpem o lugar-comum) improvisando uma vez mais. Chega a cúmulo de jogar com Brian Cardinal no pivô centralizado em uma defesa em zona, como o Dallas gosta de fazer em vários momentos da partida.

Não dá; em se tratando do campeão da NBA, um time ainda por cima riquíssimo, não dá. Se a gente estivesse falando do New Orleans, time que (não sei por quê) causa asco em muitos jogadores, eu até entenderia. Mas no Dallas, campeão da NBA e que tem, repito, os cofres abarrotados, isso não faz o menor sentido.

O que está fazendo Donnie Nelson, gerente geral da franquia? Por que o Mavs não tem um armador para ajudar J-Kidd a carregar o piano? Por que não tem um pivô decente para se revezar com Haywood?

E outra: por que é que o time não renovou com DeShawn Stevenson? O cara substituiu com um coração do tamanho do Estado do Texas o titular Caron Butler (outro que saiu), que se contundiu e não participou dos playoffs. Stevenson comprou uma briga particular com LeBron James nas finais e tirou do prumo o ala adversário, debochando do mesmo em quadra, em suas barbas, reduzindo-o a um Zé Ninguém. Sim, Stevenson reduziu LBJ a um Zé Ninguém nas finais com um jogo mental poderoso e um físico também.

Esse cara foi embora e o Dallas não fez nada para mantê-lo no grupo.

Ao contrário de repor essas peças perdidas, o Dallas contratou um atleta que de fato o time não precisava: Lamar Odom.

Lamar (foto) é jogador da posição de Dirk Nowitzki. Ok, alguém pode dizer, Lamar é o cara para entrar e não deixar a orquestra desafinar. Mas pagar uma fortuna para um jogador fazer isso?

Claro que Lamar faz muito mais do que isso. Ele pode jogar de ala e faz até o papel do armador se for preciso. Mas no sistema de Carlisle, diferente dos triângulos do Lakers de Phil Jackson, Lamar jamais ocupará esta função.

Mais equívocos? Vince Carter. O ala de 34 anos (completa 35 em 26 de janeiro próximo) nem de longe lembra aquele jogador explosivo dos tempos de Toronto e que ao lado de J-Kidd formou uma dupla muito interessante com a camisa do New Jersey Nets.

Hoje mais parece um ex-jogador em atividade (desculpem-me novamente o clichê), que dá impressão de carregar um pesado fardo nas costas que impede-o de se locomover com desenvoltura pela quadra. Pra que contratar Vinsanity?

O fato é que, como estamos vendo, o Dallas não soube se preparar para defender o título. Os jogadores correm e se esforçam. Tanto correm e se esforçam que o ala Sean Williams vomitou quando ia para o banco de reservas, exausto que estava, já ao final da partida de ontem contra o Denver.

Isso provocou risos em alguns jogadores e no dono da franquia, Mark Cuban. Mas não deveria. Isso deveria provocar sentimentos diversos, como preocupação, eu sugiro.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS, UM TIME SEM CARA DE CAMPEÃO
  2. A POLÊMICA DO DALLAS CAMPEÃO
  3. O COMPROMETIMENTO DOS TIMES COM O ‘SALARY CAP’
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

Compartilhe: Twitter

Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

Notas relacionadas:

  1. POR QUE D-ROSE É O MVP DESTA TEMPORADA
  2. TEMPORADA DA NBA PODE IR PARA O ESPAÇO
  3. SITE DA ESPN DEVE COLOCAR NOWITZKI EM PRIMEIRO LUGAR NO RANKING DA TEMPORADA PASSADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Sem categoria | 18:15

MIAMI ACERTA COM SHANE BATTIER. TYSON CHANDLER ESTÁ PERTO DE ASSINAR COM O NEW YORK

Compartilhe: Twitter

Shane Battier postou em seu Twitter que acertou com o Miami. Baita contratação, pois Battier é uma espécie de Metta World Peace sem grife.

Tyson Chandler acabou de receber uma proposta de US$ 60 milhões em quatro anos do New York e parece que vai para o Knicks. O time da Big Apple usaria a cláusula de anistia dispensando Chauncey Billups (US$ 14,2 milhões). Esse dinheiro seria oferecido a Chandler.

Se isso acontecer, o Knicks não teria espaço em seu “cap” para tentar contratar Chris Paul. E então a gente se pergunta: pra onde vai CP3? Afinal, ele não condicionou sua ida ao Clippers e ao Golden State à contratação de Chandler?

FORÇA

Mas vamos falar de Shane Battier. O jogador, que pode jogar de ala e ala-armador, será de grande valia ao técnico Erik Spoelstra. Ele tanto pode descansar Dwyane Wade quanto LeBron James.

Mas é na defesa que Battier (foto) será importante. Em determinado momento do jogo, o Heat pode estar em quadra com D-Wade, Battier, LBJ, Chris Bosh e um mané qualquer. Ficaria muito forte.

Se CB1 for para o pivô, Mike Miller pode entrar no time e LBJ passaria para a ala de força. Ou então Mario Chalmers pode armar o jogo, D-Wade ficaria na posição 2, Battier na 3 e LBJ fazendo pivô com Bosh.

Enfim, como disse, uma baita aquisição do Miami.

Muito contribuiu para isso a participação do presidente do Miami, Nick Arison, filho do dono, Mick Arison. Nick era gerente do time de basquete da universidade de Duke quando Battier lá jogava, incluindo a temporada de 2001, quando a escola da Carolina do Norte foi campeã nacional.

Battier, que jogou a temporada passada pelo Memphis Grizzlies, postou em seu Twitter que o locaute foi importante, pois ele pôde refletir sobre a carreira e, consequentemente, para a vida. “Nas últimas semanas eu analisei vários cenários e vi que tudo apontava para que uma direção: a de vencedor”.

E pra ser vencedor e ganhar um anel, Battier escanteou propostas do Memphis, Houston e OKC e optou pelo Miami.

OBS

Mario Chalmers é “free-agent”, mas é restrito e não irrestrito. Ou seja: se o jogador receber uma proposta, o Miami tem o direito de igualá-la e ficar com seu armador.

Outro jogador que é FA restrito é Jeff Green, do Boston Celtics.

DESAPONTAMENTO

O Clippers imaginou que pudesse contratar Tyson Chandler e com ele Chris Paul. Como Chandler praticamente se acertou com o New York Knicks, o time angelino deve renovar com DeAndre Jordan e formar o núcleo de seu time nele, Eric Gordon e Blake Griffin.

NEGÓCIO FECHADO

Mas Caron Butler acabou de se acertar com o time angelino. Vai jogar três temporadas no primo pobre de Los Angeles e receberá em troca US$ 24 milhões.

Butler vale tudo isso? A gente nem sabe como ele está, pois sem Butler o Dallas foi campeão da NBA na temporada passada. Sim, sem ele, porque uma grave contusão no joelho obrigou-o a jogar apenas 29 partidas no campeonato anterior.

Depois, os donos de franquias reclamam que os times estão no prejuízo. Por conta de atitudes desse tipo que os times se afundam.

Por favor, me entendam: não estou dizendo que Caron não seja um grande jogador; não é isso. O que estou dizendo é que o ala é uma incógnita. E pagar US$ 8 milhões por temporada para um jogador que é um grande ponto de interrogação realmente não me parece nada inteligente.

CP3

O Boston não desistiu do jogador. Danny Ainge, gerente geral da franquia, pretende oferecer ao New Orleans Rajon Rondo, Jeff Green (assina e coloca no negócio) e dois drafts do ano que vem da primeira rodada.

Esses drafts são do próprio Celtics e outro que o time de Massachusetts adquiriu via Los Angeles Clippers.

Mas há um problema: esses dois drafts podem não ter peso algum, principalmente se o Clippers ficar entre os times que vão atingir os playoffs do lado do Oeste, neste momento fragilizado se comparado com o Leste.

Bem, mas esse é um problema do NOH. Quanto ao Boston, como Ainge pretende persuadir Chris Paul? Da seguinte maneira:

1) Mostrando a ele que Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce, juntos, ainda têm lenha pra queimar em uma temporada curta e, com isso, ganhar seu primeiro anel nesta temporada;

2) Mostrando a CP3 que na próxima temporada haverá um espaço no “cap” do time no valor de US$ 31,2 milhões, exatamente o montante dos salários de KG e Allen, que devem se aposentar assim que esta temporada terminar. Esse dinheiro seria usado para contratar Dwight Howard, que na cabeça de Danny Ainge disputaria esta temporada pelo Orlando e no ano que vem sairia com o passe na mão, usando linguajar do futebol.

Será que Ainge conseguirá convencer CP3?  E D12 também?

CENÁRIO

Leio na internet que o Houston Rockets não pretende gastar dinheiro nem com Tyson Chandler e nem com Nenê Hilário. Os dirigentes da franquia preferem pegar um pivô barato: Samuel Dalembert.

Pra onde irá Nenê?

Do jeito que as coisas estão caminhando, creio que ele vai ficar mesmo no Denver Nuggets. Uma pena.

ACORDOS

Atenção para os “free-agents” que já se acertaram para a próxima temporada:

Caron Butler — Assinou com o Los Angeles Clippers. Contrato de três anos em troca de US$ 24 milhões.

Tayshaun Prince — Renovou com o Detroit Pistons. Assinou contrato de quatro anos em troca de US$ 27 milhões.

Shane Battier — Assinou com o Miami Heat. Valores ainda não disponíveis.

Greg Oden — Renovou com o Portland Trail Blazers. Contrato de um ano em troca de US$ 8,9 milhões.

Tracy McGrady — Acertou com o Atlanta Hawks por uma temporada. Receberá o salário mínimo para veteranos: US$ 1,3 milhão.

Jonas Jerebko — Renovou com o Detroit Pistons. Vai receber US$ 16 milhões em quatro anos.

Jason Kapono — Assinou com o Lakers. Contrato de um ano em troca de US$ 1,3 milhão, o salário mínimo para veteranos.

Eddy Curry — Acertou com o Miami Heat. Um ano de contrato e vai ganhar igualmente o salário mínimo para veteranos: US$ 1,3 milhão.

TJ Ford — Vai para o San Antonio Spurs. Um ano de contrato e US$ 1,3 milhão (o mínimo veterano).

Mike Dunleave — Acordou contrato de duas temporadas com o Milwaukee Bucks. Valores não disponíveis.

Shannon Brown — É o mais novo jogador do Phoenix Suns. Assinou por US$ 3,5 milhões por apenas uma temporada.

Notas relacionadas:

  1. MIAMI NO CAMINHO CERTO, JÁ O CHICAGO…
  2. MIAMI E LAKERS SOBRAM, CONFORME O PREVISTO
  3. CHANDLER DIZ QUE DEIXA O DALLAS E TIME TEXANO PODE CONTRATAR NENÊ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 NBA | 18:13

CHRIS PAUL PEDE TYSON CHANDLER PARA IR PARA CLIPPERS OU GOLDEN STATE

Compartilhe: Twitter

Adrian Wojnarowski, repórter do Yahoo! Sports, acabou de postar em seu Twitter que Chris Paul disse aos executivos do Clippers e Golden State que topa ir para qualquer uma dessas equipes se elas contratarem Tyson Chandler, um dos agentes livres desta temporada. CP3, se você não se lembra, jogou três temporadas com Chandler em New Orleans.

Wojnarowski é um dos caras mais bem informados sobre NBA na atualidade, é bom que se diga. Isso muda muito a situação, pois o sonho do Lakers de pegar os dois pode não se concretizar.

Vamos dar uma olhada no “cap” de Clippers e GSW? Vamos ver quem é que pode pegar CP3?

Vamos começar pelo centro-sul da Califórnia. A folha de pagamento do Clippers diz que o time já tem comprometido para esta temporada US$ 44,9 milhões.

A franquia está US$ 13,1 milhões abaixo do teto salarial. Isso sem contar os outros US$ 13 milhões que são bonificados pelo CBA de modo a não entrar na “Luxury Tax”.

Isso sem falar que a franquia ainda pode usar a cláusula de anistia e mandar embora Chris Kaman (US$ 12,2 milhões) ou Mo Williams (US$ 8,5 milhões). Esse dinheiro também pode ser usado.

Em outras palavras, dinheiro pra pegar os dois o Clippers tem—e ainda sobra um bom trocado para fazer novos investimentos.

O Clippers ficaria assim: CP3, Eric Gordon, um Mané qualquer, Blake Griffin e Chandler.

Caramba, um baita time!

Vamos rumar em direção ao norte da Califórnia. Sugiro viajarmos pela US 1 e não pela US 101. A US 1 é mais atraente, andamos pelo litoral, vendo o Pacífico e as belezas naturais deste que é um dos lugares mais lindos do planeta.

Passaremos por Santa Barbara, onde eu moraria fácil, fácil; um pouco mais ao norte chegaremos ao Big Sur, região onde morou Henry Miller, um dos mais brilhantes e despudorados escritores norte-americanos; e entre Carmel (a cidade de Clint Eastwood) e Monterrey a gente vai se deparar com a 17 Mile Drive: uma parada e nos encantamos com a fauna e a flora local, praticamente intacta.

A partir daí, é negócio pegar a US 101 até San José. Depois, vamos pela 880 e evitamos passar por San Francisco. Mas se a gente perde tempo em Frisco, podemos ir a Oakland cruzando a Bay Bridge, vendo à esquerda a Golden Gate, um dos monumentos arquitetônicos espetaculares da Califórnia. Acho que vale a pena, sem contar que a gente passa por Frisco, que dispensa comentário.

Finalmente chegamos a Oakland. Vamos olhar o “cap” do Golden State?

Olhando, vemos que o time já tem comprometido US$ 49,1 milhões para esta temporada. Deste montante, US$ 11 milhões serão destinados a Monta Ellis, que tem mais três anos de contrato, o último deles com opção do jogador.

Quer dizer, CP3 pode fazer um “sign-and-trade” com o New Orleans e o Clippers colocar Ellis no negócio. Isso faria sobrar grana para contratar Tyson Chandler.

O Warriors ficaria assim: CP3, Stephen Curry, um mané qualquer, David Lee e Chandler.

Caramba, um baita time também.

O que eu faria se fosse CP3? No papel, o Clippers é mais time, mas haverá sempre a concorrência do Lakers. E o Golden State, embora um pouco mais fraco reina absoluto na Bay Area.

Decisão difícil pra CP3. Ambas, confesso, são tentadoras.

PACOTÃO

Vários executivos da NBA, segundo o repórter Adrian Wojnarowski, do Yahoo! Sports, acreditam que o Chicago está dormindo de touca ao não tentar contratar Dwight Howard, sugestão que eu, modestamente, fui o primeiro a dar quando o Chicago foi eliminado pelo Miami nas finais do Leste.

Segundo esses executivos, o Bulls tem o melhor pacote para oferecer ao Orlando — exatamente o que eu propus há seis meses: Joakim Noah e Luol Deng pelo Super-Homem. Ou então (aí eu acho furada para o Orlando) Carlos Boozer no lugar de Luol.

E por que seria melhor para o Orlando fazer negócio com o Chicago e não com o Lakers, que segundo muitos também tem um ótimo pacote para o Orlando?

Porque se o Lakers oferecer Pau Gasol, estará oferecendo um jogador de 31 anos e que já dá sinais de que está na descendente. Se não estivesse, por que o Lakers estaria dispensando seus serviços? Serviços de um jogador que foi fundamental nos dois últimos títulos conquistados pelo Lakers, diga-se. Um jogador que no jogo sete da final contra o Boston, em 2010, foi o melhor em quadra e que levou o time nas costas na vitória por 83-79 numa noite em que Kobe Bryant fez 6-24 em seus arremessos — Gasol terminou a partida 19 pontos e 18 rebotes.

Se o Lakers oferecer Andrew Bynum, estará oferecendo um jogador de 24 anos. Jovem, é verdade, mas estará oferecendo um jogador que tem os joelhos comprometidos e que é instável emocionalmente. Tanto assim que estará de fora os cinco primeiros jogos do time nesta temporada para cumprir suspensão, fruto de sua entrada em J.J. Barea nos playoffs passado. E não foi o único destempero de Bynum na temporada, diga-se: ele fez o mesmo com Michael Beasley numa partida contra o Minnesota, lembram-se?

Bynum é um gigante, tem 2,13m; Dwight é outro, tem 2,11m. Bynum pesa 130 quilos; Dwight 120. E não tem nada de gordura no peso de Bynum. Ele é tão ou mais forte que Dwight. Eu já vi os dois de perto: Bynum é maior, impressionou-me mais; disse isso aqui em outras oportunidades. A diferença é que Dwight é mais definido, seus músculos saltam aos olhos.

E por que o Lakers estaria disposto a trocar Bynum por Howard? Exatamente porque seu pivô, como disse, tem os joelhos comprometidos e porque não é confiável. Você reconstruiria um time ao redor de Andrew Bynum?

Quanto aos jogadores do Chicago, Noah tem apenas 25 anos. Formou-se no basquete jogando na Universidade da Flórida, que fica em Gainsville, meia hora de carro ao norte de Orlando. É adorado na cidade.

Mas o Magic não faria um bom negócio ao pegar Noah apenas porque os fãs gostam da cor de seus olhos. Noah terminou a temporada passada com 11,7 pontos e 10,4 rebotes por jogo. E ninguém questiona o potencial do franco-americano, que tem os mesmos 2,11m de DH.

Luol Deng tem 26 anos e é reconhecidamente um dos melhores defensores da NBA. É o homem de confiança de Tom Thibodeau, treinador do Bulls. Defende muito e tem boa eficiência ofensiva. Terminou a temporada passada com 17,4 pontos e 5,8 rebotes por jogo.

Se Noah e Luol também não têm o perfil dos jogadores em quem você vai rodeá-los de outros atletas e a partir deles reconstruir uma franquia, ao menos eles são confiáveis física e emocionalmente — o que não acontece com Gasol e Bynum.

Como DH não quer ficar em Orlando, só resta ao Magic trocá-lo para não ficar com as mãos abanando. Mas se eu fosse Otis Smith, gerente geral do time da Flórida, faria negócio com o Chicago exatamente pelo que expus acima.

COMPARAÇÃO

Os mesmos executivos que entendem que o Chicago deveria investir em Dwight Howard dizem que ele ao lado de Derrick Rose formaria a melhor dupla armador-pivô desde os tempos de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar.

ESCLARECIMENTO

É bom deixar claro o seguinte: o Chicago não procurou o Orlando e nem o oposto ocorreu. Dwight Howard já disse zilhões de vezes que quer jogar em Los Angeles ao lado de Kobe Bryant.

E é o que deve ocorrer.

NEGÓCIO

Enquanto DH não vem, o Lakers está acertando com o ala-armador Jason Kapono. Vem para o lugar de Shannon Brown, que irá alçar novos voos (entenda-se: quer ganhar mais dinheiro).

SUSPEITA

Steve Nash foi visto nesta terça-feira em Los Angeles. Seus seguidores começaram a twittá-lo, querendo saber o que ele faz em LA.

Acertando com o Lakers?

“Não, não estou aqui em negociação”, postou Nash em seu Twitter. “Estou aqui para gravar um comercial da Bridgestone com Tim Duncan”.

TRANCA

Portas que devem se fechar para Nenê Hilário: a do Clippers. O primo pobre de Los Angeles ofereceu um contrato de cinco anos para DeAndre Jordan num total de US$ 40 milhões, o que daria US$ 8 milhões por temporada.

Um dinheiro que eu duvido que DeAndre (nego-me a chamá-lo de Jordan) vá ganhar em qualquer outro time da NBA.

TABELA

Logo mais à noite, 22h de Brasília, a NBA divulga toda a tabela da fase de classificação. Estaremos atentos; assim que for divulgada, estaremos postando aqui no blog.

Portanto, quem tem férias programadas para este final de dezembro, ou então em janeiro ou fevereiro e quer ver jogos ao vivo, o momento de marcar a viagem chegou.

Notas relacionadas:

  1. CHRIS PAUL É O MVP DESTES PLAYOFFS
  2. ESPECULAÇÕES COMEÇAM NA NBA: NENÊ PODE IR PARA O GOLDEN STATE OU INDIANA
  3. CHRIS PAUL NEGA QUE QUEIRA IR PARA O NEW YORK E ORLANDO ENTRA NA PARADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Sem categoria | 18:36

CHANDLER DIZ QUE DEIXA O DALLAS E TIME TEXANO PODE CONTRATAR NENÊ

Compartilhe: Twitter

Tyson Chandler declarou o seguinte nesta quinta-feira: “Acho que estarei em uma nova equipe quando os treinamentos começarem. Estou atento a todas as opções para ver qual combina melhor comigo”.

Chandler, campeão da temporada passada com o Dallas, estaria disposto a deixar o Mavs porque, segundo ele, não foi procurado valorizado pela franquia ao não receber qualquer proposta para renovar seu contrato.

“Ficar em Dallas sempre foi minha primeira escolha”, disse Chandler. Mas…

Mas se a saída de Chandler (foto) se confirmar, as portas do Dallas se abrem para Nenê Hilário. Isso porque o outro pivô atraente neste mercado de “free agents” é Marc Gasol. Acontece que o espanhol não é um agente livre irrestrito, como Chandler e Nenê. Gasol é um agente restrito; ou seja: o Memphis pode igualar a melhor proposta recebida por Gasol e ele fica no Tennessee.

O Denver, no entanto, não quer abrir mão de Nenê. Também nesta quinta-feira, Masai Ujiri, gerente geral do Nuggets, disse que o foco principal da franquia é oferecer um novo contrato para o pivô brasileiro.

“Queremos Nenê de volta”, afirmou Ujiri. O executivo disse que passou o dia de ontem reunido com o agente de Nenê. É sempre bom lembrar: nas férias passadas, o Denver ofereceu a Nenê um contrato de US$ 50 milhões por quatro temporadas e ele disse não. Isso daria algo em torno de US$ 12,5 milhões por ano, US$ 1,5 milhão a mais do que ele ganharia nesta temporada caso optasse por jogar em Denver.

Quanto a Chandler, pra onde o pivô iria se não renovar com o Dallas? Fala-se em New Jersey. New Jersey? Pois é, New Jersey. Eu não trocaria o Dallas pelo Nets. Até porque Deron Williams teria dito que não vai estender seu contrato com a franquia. Com isso, o NJN ficaria pouquíssimo atraente.

Os dirigentes da franquia (leia-se o rapper Jay-Z) estão tentando convencer Dwight Howard a vestir a camisa 12 do Nets. DH, todavia, já disse que não quer. Disse que quer jogar em Los Angeles. O Clippers se entusiasmou e ofereceu um contrato para o Super-Homem. Ele agradeceu e disse que os executivos do Clippers não entenderam bem o que ele quis dizer com jogar em LA. O que Dwight quis dizer é que ele quer jogar é no Lakers, ao lado de Kobe Bryant.

Para realizar este sonho duplo, o Lakers estaria disposto a ceder Andrew Bynum ou Pau Gasol. O Orlando teria dito que topa o negócio, mas quer os dois. Aí a grana não bate, pois Gasol e Odom ganham juntos US$ 33,8 milhões, enquanto que Howard ganhará US$ 17,8 milhões nesta temporada. Haveria uma defasagem de US$ 16 milhões. Aí talvez o Lakers tivesse que aceitar no negócio Gilbert Arenas. Mas se isso ocorrer, os amarelinhos não teriam como usar a cláusula de anistia com Luke Walton ou Metta World Peace. Talvez o time venha usá-la com Arenas, o grande “mico” da NBA no momento.

Enfim, são negócios que os dirigentes de Lakers e Orlando teriam que resolver. Uma coisa, pra mim é certa: acho que DH (foto) sai da Flórida. E deve ser a qualquer momento, pois se o Magic não fizer negócio agora, ficará com as mãos abanando ao final da próxima temporada, quando o jogador tem a opção de exercer mais um ano de seu contrato ou não.

Quanto a Bynum, é importante dizer que o cara que o segura no Lakers é ninguém menos do que Jim Buss, filho de Jerry Buss, o dono da franquia. Jim foi convencido neste tempo de locaute de que os joelhos de Bynum o impedem de ser quem todos em LA gostariam que ele fosse. Portanto, o filho do chefe aceitou a realidade e já se mostra disposto a negociar seu dodoizinho.

Por falar em Bynum, o New Jersey também estaria de olho nele. Mas quem manifestou desejo abertamente foi o Minnesota Timberwolves. Isso porque o Lakers ofereceu Lamar Odom ao Wolves em troca de Derrick Williams, o explosivo ala de Arizona que foi recrutado pelo time de Minneapolis no “NBA Draft” passado.

Os dirigentes do Wolves disseram não e pediram Bynum ou Gasol. Aí quem disse não foi o Lakers.

Por que o Lakers ofereceu Lamar? Porque o jogador se apresentou nesta quinta-feira completamente fora de forma. Trouxe consigo um recheado cardápio de problemas vividos nestas férias. Um primo próximo morreu; Lamar atropelou um pedestre que veio a falecer dias depois; e parece ter estado mais focado no “reality show” ao lado de sua mulher, Khloe Kardashian, do que em cuidar da forma física e se apresentar bem para a temporada.

Ops! Notícia de última hora: o agente de Chris Paul afirmou que ele não vai assinar extensão de contrato com o New Orleans. O agente disse que o objetivo de CP3 é jogar em Nova York na próxima temporada ao lado de Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire. Uau!

O que os dirigentes do Hornets pretendem fazer então? Trocar CP3 com o Boston. Pegariam Rajon Rondo. Mas CP3 disse não. Disse que se for trocado, não assinará extensão de contrato com o Celtics, deixando o alviverde de Massachusetts sem alternativas para a posição ao final desta temporada. CP3 quer mesmo jogar no Knicks.

Enfim, o mercado está em efervescência. E é Importante dizer que se os times já podem conversar com os jogadores e seus agentes, os contratos só podem ser apresentados a partir do dia 9 de dezembro.

Vem muito mais por aí. Se aparecer algo novo eu aviso.

Notas relacionadas:

  1. AH SE FOSSE O NENÊ…
  2. DALLAS: UM SHOW COMANDADO POR DIRK E J-KIDD
  3. REPRESENTANTE DOS JOGADORES DIZ QUE TEMPORADA PODE NÃO ACONTECER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 3 de julho de 2011 NBA | 22:53

O COMPROMETIMENTO DOS TIMES COM O ‘SALARY CAP’

Compartilhe: Twitter

Embora a NBA esteja em locaute neste momento e a gente nem saiba ainda se teremos ou não a próxima temporada, muito se pergunta sobre reforços e muito se questiona a respeito dos free-agents.

Nenê pode ir para o Boston? Caberia no Lakers? E que tal no Miami? E Marc Gasol, pode ir para Los Angeles juntar-se ao irmão? E J.J. Barea, pode jogar no Heat, seu rival na decisão do último campeonato? Que tal David West no New Jersey? E Tyson Chandler, vai pra onde?

Há outros free-agents no mercado que despertam interesse em times da NBA, como Richard Jefferson, Jason Richardson, Jamal Crawford, Wilson Chandler, DeShawn Stevenson, Caron Butler, Grant Hill, Tayshaun Prince, Samuel Dalembert, entre outros.

Mas como estão os times neste momento? Quem pode de fato contratar?

O “Salary Cap” da última temporada foi de US$ 57,04 milhões. Com a “Luxury Tax” (LT), podia-se chegar a US$ 70,30 milhões.

O comprometimento dos times com a folha de pagamento levando-se em conta a temporada 2011/12 é este:

Denver: US$ 29,660,238 – pode investir US$ 28,383,762
Sacramento: US$ 30,239,949 – pode investir US$ 27,804,051
Indiana: US$ 37,637,644 – pode investir US$ 20,406,356
New Jersey: US$ 40,921,102 – pode investir US$ 17,122,898
New Orleans: US$ 44,481,930 – pode investir US$ 13,562,070
Clippers: US$ 45,419,032 – pode investir US$ 12,624,968
Washington: US$ 45,884,529 – pode investir US$ 12,159,471
Toronto: US$ 47,129,132 – pode investir US$ 10,914,868
Charlotte: US$ 47,631,491 – pode investir US$ 10,412,509
Detroit: US$ 47,862,792 – pode investir US$ 10,181,208
Houston: US$ 48,383,963 – pode investir US$ 9,660,307
Minnesota: US$48,539,139 – pode investir US$ 9,504,861
Golden State: US$ 49,168,672 – pode investir US$ 8,875,328
Milwaukee: US$ 51,551,140 – pode investir US$ 6,492,860
Oklahoma City: US$ 53,314,231 – pode investir US$ 4,729,769
Philadelphia: US$ 54,117,265 – pode investir US$ 3,926,735
Memphis: US$ 55,225,383 – pode investir US$ 2,818,617
Cleveland: US$ 55,623,737 – pode investir US$ 2,420,263
Utah: US$ 57,017,627 – pode investir US$ 26,373
New York: US$ 60,610,763 – excedeu o “cap” em US$ 2,566,763 mas está abaixo da LT
Dallas: US$ 61,718,348 – excedeu o “cap” em US$ 3,674,348 mas está abaixo da LT
Boston: US$ 64,377,513 – excedeu o “cap” em US$ 6,333,513 mas está abaixo da LT
Chicago: US$ 64,429,940 – excedeu o “cap” em US$ 6,385,940 mas está abaixo da LT
Miami: US$ 65,575,553 – excedeu o “cap” em US$ 7,531,553 mas está abaixo da LT
Phoenix: US$ 65,831,176 – excedeu o “cap” em US$ 7,787,176 mas está abaixo da LT
Atlanta: US$ 66,496,237 – excedeu o “cap” em US$ 8,452,237 mas está abaixo da LT
San Antonio: US$ 73,096,214 – excedeu o “cap” em US$ 15,052,214 e está acima da LT
Portland: US$ 73,423,562 – excedeu o “cap” em US$ 15,379,562 e está acima da LT
Orlando: US$ 76,215,248 – excedeu o “cap” em US$ 18,171,248 e está acima da LT
Lakers: US$ 91,113,227 – excedeu o “cap” em US$ 33,069,227 e está acima da LT

Com base nisso, vemos que San Antonio, Portland, Orlando e Lakers só podem reforçar seus times se fizerem trocas ou pagarem multas para dispensar jogadores.

New York, Boston, Dallas, Chicago, Miami, Phoenix e Atlanta ainda podem investir, desde que se utilizem a “Luxury Tax”. Ou seja: pra cada dólar ultrapassado, paga-se a mesma quantia de multa. Quer dizer: se uma franquia investe US$ 10 milhões em um jogador, paga US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Os que podem investir neste momento, sem ter que apelar à “Luxury Tax” (mas se quiserem também podem), são: Denver, Sacramento, Indiana, New Jersey, New Orleans, Clippers, Washington, Toronto, Charlotte, Detroit, Houston, Minnesota, Golden State, Milwaukee, Oklahoma City, Philadelphia, Memphis, Cleveland e Utah.

Isso tudo, é claro, levando-se em conta o “Salary Cap” da temporada passada. Como vai ser daqui para frente, ninguém sabe ainda.

Mas, se um acordo ocorrer, muitos acreditam que pouca coisa vai mudar. Portanto, dá para se ter uma ideia do que os times podem fazer.

Dos jogadores mencionados, Nenê, por exemplo, abriu mão de um salário de US$ 11,4 milhões para testar o mercado. Pode, é claro, acertar com o próprio Denver.

Mas vejam, por exemplo, que o Miami não tem como oferecer o mesmo dinheiro para Nenê no momento. A menos que o brasileiro faça o “sign and trade”, ou seja, assine com o Denver e o Nuggets faça uma troca com o Heat para ficar com o jogador.

Chandler tem um contrato de US$ 12,6 milhões com o Dallas. Marc Gasol, US$ 4,5 milhões com o Memphis. David West, US$ 8,3 milhões com o New Orleans.

De momento, então, vocês já têm uma ideia do comprometimento da folha salarial das equipes. Usem a imaginação e tentem resolver os problemas de seus times do coração.

Se houver alguma dúvida quanto a salário de jogador, é só perguntar.

Notas relacionadas:

  1. DOIS TIMES, DUAS SITUAÇÕES
  2. NEW ORLEANS: DUAS VITÓRIAS HISTÓRICAS
  3. OS DOIS QUINTETOS, A RODADA E O DOPING
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de junho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 13:17

AINDA O CASO NENÊ – ÚLTIMA PARTE

Compartilhe: Twitter

Mister M postou uma opinião interessante neste botequim. Disse ele:

“O cara (Nenê) chega no Brasil e fica sabendo que na entrega de premiações desceram o pau nele (Kouros Monadjemi, presidente da LNB) para toda imprensa presente… Quer que o cara reaja como? Baixe a cabeça e (enfie) o rabo entre as pernas e faça conforme esse ditadorzinho manda? Negativo meu chapa… Tem que ser bem tratado… É estrela? É! É o nosso melhor jogador? É!… Então cativa senão perde… É simples papai! Não joga pra quem não te valoriza… Essa banca dele tem seus motivos e todos nós sabemos… Chega de ser sacaneado por essa federação bagunçada que desce a ripa no jogador e depois quer passar a mão? Ele mostrou que não é moleque e merece respeito… Se continuar essa avacalhação sou a favor até mesmo de nunca mais ele jogar e ponto final…”

Taí, concordo com a opinião de Mister M.

Do nada, Monadjemi jogou um tijolo no peito de Nenê. A troco? A convocação nem havia sido feita. Nenê nem tinha se manifestado se ia ou não ia. De repente, numa festa de entrega de prêmio do NBB, o presidente da liga vem e manda essa tijolada no peito do Nenê.

E mais: vocês acham que os jogadores não leem jornais, revistas, os blogs? Vocês acham que os caras não leem os comentários dos internautas? Claro que leem!

O que se desce a lenha nos brasileiros aqui e em outros botequins não é brincadeira. Eu chamei Tyson Chandler de horroroso e fui esculhambado por um monte de gente. Se eu falasse o mesmo do Anderson Varejão, duvido que haveria uma histeria como houve no caso do Chandler.

Noticiamos aqui no iG que Varejão está na mira do Lakers e veio muitas manifestações do tipo: pelo amor de Deus esse cara não, é horroroso. Se fosse o Chandler na mira do Lakers, talvez as manifestações fossem assim: “Que ótimo, defende muito”. Mais do que Varejão? Nem se o Varejão jogar com uma mão amarrada Chandler defende mais do que o capixaba.

Falei aqui que o Nenê era melhor que o Zach Randolph e só faltaram me apedrejar — e naquela época era melhor mesmo mais eficiente. Disse que Nenê engoliu Kendrick Perkins no confronto do Denver contra o OKC e muitos ficaram indignados; xingaram-me a valer.

Muito se fala que os argentinos não se negam a jogar pela seleção de seu país, que têm orgulho de vestir a camisa alviceleste. Verdade; mas veja como eles são tratados por lá. Os argentinos têm igualmente orgulho de sua gente.

Maradona é tratado como deus, maior do que Pelé. Se bobear, eles devem achar Manu Ginobili melhor do que Michael Jordan. Você não vê o torcedor argentino falando mal de um atleta argentino.

Eles adoram sua gente. Diga para um argentino que Dwyane Wade é melhor que Ginobili. É comprar briga na certa.

Aqui, a maioria acha Perkins melhor que Nenê. Se fosse comparar Dwight Howard com Nenê, tudo bem, vamos deixar o orgulho de lado para não perder o senso crítico, pois DH é mesmo muito melhor que Nenê. Mas Perkins!

Então, é presidente do NBB que desce a lenha, torcedor que esculhamba (nem todos, é bom que se diga), tudo isso, o jogador lê e deve pensar: o que eu vou fazer lá? Os caras não gostam de mim. Na primeira derrota o mundo desaba na minha cabeça.

Depois que vê tudo isso, o cara, que tem que resolver o futuro dele na NBA e que está com um filho quase nascendo, pega um pedaço de papel e uma caneta e pede dispensa da seleção.

Simples.

Vamos refletir isso.

Notas relacionadas:

  1. LEBRON, UM ESPETÁCULO À PARTE
  2. O CASO DO SEGURO
  3. REVISTA CRAVA: NENÊ É O MELHOR AGENTE LIVRE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sexta-feira, 24 de junho de 2011 NBA | 23:31

REVISTA CRAVA: NENÊ É O MELHOR AGENTE LIVRE

Compartilhe: Twitter

Realmente, é uma pena que Nenê não vista a camisa da seleção brasileira no Pré-Olímpico de Mar del Plata em agosto próximo.

A revista “Sporting News”, que está completando 125 anos de fundação, depois de ter escolhido o Chicago Bulls de 1995/96 o melhor time de basquete da história da NBA, analisou todos os jogadores que serão agentes livres nesta temporada.

E sabem quem ela colocou como o melhor de todos? Isso mesmo, Nenê.

À frente de David West, Marc Gasol, Andrei Kirilenko, Tayshaun Prince, Carl Landry, Caron Butler e de Tyson Chandler, por quem metade deste botequim se derrete de amores e o considera melhor do que Nenê.

Os americanos, que conhecem da mortadela, não pensam assim. Pensam assado, exatamente como eu. Não dá para comparar: Nenê é muito melhor que Tyson Chandler.

Infelizmente, quis o destino, uma vez mais, que o são-carlense se ausentasse do nosso selecionado.

Notas relacionadas:

  1. CONTUSÃO DE NENÊ NÃO É GRAVE!
  2. REVISTA NORTE-AMERICANA COLOCA NENÊ COMO TITULAR NO TIME DO OESTE NO “ALL-STAR GAME”
  3. A BOA VIDA DE NENÊ NO NOVO DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última