LADRÃO PROFISSIONAL
E não é que ele estava lá novamente? Foi a repetição da história do primeiro jogo entre Lakers e Denver.
A roubada de bola de Trevor Ariza depois do lateral liquidou com a esperança do Nuggets em vencer a partida. Faltavam apenas 36 segundos para o fim do cotejo e desta vez, ao contrário do primeiro encontro em Los Angeles, quem cobrou a reposição de bola foi Kenyon Martin e não Anthony Carter.
Ou seja, um gigante e não um baixinho – e de nada adiantou.
“Trevor é muito astuto, tem grande envergadura, é bem rápido, é um ladrão de bolas”, definiu Kobe Bryant após a partida.
O que aconteceu foi o seguinte – se é que você não sabe: o Lakers vencia a partida por 97-95 a pouco mais de meio minuto para o final. Lateral para o Denver; K-Mart na bola.
O passe era para Carmelo Anthony, mas Ariza fez a leitura correta da jogada inimiga. Tomou a bola de Melo e recebeu a falta na sequência.
Foi até a linha do lance livre, acertou o par de arremessos e colocou o Lakers na frente em quatro pontos: 99-95.
Isso liquidou com as pretensões do Denver, como disse anteriormente.
Mesmo com a diferença caindo para dois pontos após dois lances livres de Carter terem atingido o alvo, Bryant fez o mesmo com quatro deles, colocando números finais no marcador em 103-97.
Mais um jogo emocionante deste que é, seguramente, um dos mais emocionantes playoffs dos últimos anos na NBA.
DIFERENÇA
A jogada de Trevor Ariza deu o tom final da partida. Mas o cara – como diz Romário – foi Kobe Bryant. O armador do Lakers anotou 41 pontos e destruiu a defensiva inimiga.
Recebeu marcação de um punhado de gente adversária, mas ninguém encontrou a medida exata para contê-lo em quadra. O camisa 24 fez nada menos do que oito dos dez pontos do Lakers no final da contenda.
Assim como LeBron James no Cleveland, Kobe Bryant carrega o Lakers nestes playoffs. Mas é claro que ele conta com ajuda.
O lance de Ariza, mencionado anteriormente, foi uma delas. Exímio ladrão de bolas “down the strecht”, o ala do Lakers também contribuiu com 16 pontos.
E não dá para esquecer o que Pau Gasol fez em quadra: 20 pontos e 11 rebotes.
O resto do time? Bem, Kobe jogou por ele.
VANTAGEM
Com o resultado, o Lakers recupera a vantagem de quadra, pois abre 2-1 na série e joga mais pressão pra cima do Denver. Sim, pois nos dois primeiros embates, o Nuggets entrou sem qualquer responsabilidade: a obrigação de vencer era do Lakers, que atuava em seu ginásio.
Com a vitória no segundo encontro, o Denver voltou para casa pressionado pela necessidade de vencer os dois prélios seguintes para não devolver a vantagem de quadra para o time californiano.
Fracassou na primeira tentativa. Agora tem que vencer para sobreviver; a pressão aumentou ainda mais.
Se o time colorado voltar a perder amanhã à noite em seu Pepsi
Center adeus viola. O Lakers poderá fazer 4-1 na partida da quarta-feira e se qualificar para as finais desta temporada.
Portanto, vencer amanhã é fundamental para o Denver continuar vivo nesta série.
NÚMEROS
Depois de 16 jogos invictos em seu Pepsi Center, o Nuggets perdeu. Foi também a primeira derrota do time do brasileiro Nenê em casa nestes playoffs.
Por falar em Nenê, o são-carlense fez um ótimo primeiro tempo. Marcou 13 pontos e apanhou quatro rebotes.
Na etapa final… Bem, pegou mais dois rebotes e não marcou ponto algum. Enrolou-se uma vez mais com as faltas e ficou boa parte no banco de reservas.
Confesso que esperava mais de Nenê nos momentos decisivos. Quase sempre ele está do lado de fora.
E isso é emblemático; vai ao encontro do que disse Oscar Schmidt, se não estou enganado. Segundo ele, nossos jogadores da NBA não têm a responsabilidade de decidir partidas. Assim, quando estão na seleção brasileira e têm esta missão, não sabem o que fazer, pois, como disse, não estão acostumados a ela.
POBREZA
Já disse aqui neste botequim: o sucesso de um time ou outro passa pelo freio imposto ao principal jogador adversário.
Ontem a defensiva do Lakers conteve Carmelo Anthony, que tinha estraçalhado nos dois primeiros jogos. Depois de ter anotado 39 e 34 pontos respectivamente, na noite passada Melo marcou apenas 21 pontos.
Deles, apenas três foram no segundo tempo. No total, acertou só quatro de seus 13 arremessos.
Mesmo que você não consiga conter o principal jogador adversário, sua estrela precisa estar no nível da estrela inimiga. Foi o que ocorreu no segundo jogo da série, em Los Angeles.
Na noite de quinta-feira passada, Kobe marcou 32 pontos, mas Carmelo estava com a mão na forma, bem calibrada. Equilibrou o confronto.
Se o adversário contém seu principal jogador e você não faz o mesmo com o dele, não tem jeito.
E foi o que aconteceu ontem em Denver.
GARANTIDO
O próximo jogo, como disse, será amanhã à noite no Pepsi Center. Havia uma colisão de datas com um espetáculo (sic) de luta livre.
Mas os artistas (sic) briguentos foram deslocados para o Staples Center de Los Angeles e o Pepsi Center estará desocupado e a quadra de basquete continuará intacta.
FRASES
“Preciso de mais tempo em quadra”—Andrew Bynum.
“Você os terá se jogar melhor”—Phil Jackson.
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Autor: Fábio Sormani Tags: Carmelo Anthonym, Denver, Kobe Bryant, Lakers, NBA, Nenê, Nuggets, Trevor Ariza











