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03/07/2009 - 12:40

BOM PARA OS DOIS

Já é oficial desde ontem à noite: Ron Artest é do Lakers e Trevor Ariza é do Houston. Quem ganhou?

Acho que foi bom para os dois lados.

O Lakers, como disse ontem neste botequim, se fortalece demais, pois ganha em Artest (foto Reuters ao lado de Kobe) um defensor que ele praticamente só encontrava em Kobe Bryant. Mais ainda: o ciclotímico ala sabe pontuar – e meter bolas de três.

Cairá como uma luva, como se costuma dizer, no esquema do Lakers. Era o jogador que faltava – embora eu ainda clame por um armador, experiente, que possa substituir Derek Fisher.

Mas como amigo é para sempre, Fish não sairá de jeito nenhum do Lakers. Ele é chegado em Kobe e Phil Jackson.

Além disso, no momento do apuro, do sufoco, do aperto, ele apareceu e ajudou o time a ganhar seu 15º. título.

Vai, pois, ficar. Jordan Farmar e Shannon Brown vão dar o descanso que o veterano armador tanto precisa, e quando for o caso, Kobe arma o jogo, com Ron na posição dois e Luke Walton na três.

Bem, P-Jax vai ganhar US$ 13 milhões na próxima temporada e esse é um problema para ele resolver. E, cá para nós, de fácil solução depois da chegada de Artest.

Quanto ao Houston, Ariza também cairá como uma luva – perdoem-me novamente este surrado clichê, mas falta-me neste momento inspiração maior para encontrar algo mais apropriado.

Quanto ao Houston, dizia eu, o Ariza vai mesmo se integrar perfeitamente ao time. Resta saber se Tracy McGrady passará incólume a próxima temporada, sem contusões que o privem de trabalhar.

Com T-Mac e Ariza juntos, Rick Adelman pode se dar ao luxo de deixar Shannon Battier no banco e colocá-lo em quadra quando apertar a marcação for necessário.

Ariza (foto AP) é também um bom marcador, tem o “time” certo da jogada e por isso mesmo é um competente ladrão de bolas. Ajuda muito na defesa, mas não tem semelhante poder de marcação que Artest.

Se os amarelinhos têm ainda um problema – na armação, como disse –, os vermelhinhos seguem precisando de um pivô. Algo precisa ser feito rapidamente, pois Luis Scola, por mais brilhante e eficiente que seja não vai segurar, sozinho, esse rojão.

NBA

Anderson Varejão anunciou ontem em São Paulo que vai fazer no Rio de Janeiro um jogo com alguns astros da NBA. Local: Maracanãzinho; data: 9 de agosto; horário: 11 da manhã.

O capixaba disse que quer trazer LeBron James e que LBJ quer conhecer o Brasil. Eu costumo contextualizar muito essas declarações.

Lembro-me muito bem de um show do U2 no Brasil há uns dois anos. Bono Vox dizia, com a mesma potência de seu canto, que os brasileiros eram a melhor audiência que ele tinha encontrado. Uma semana depois, em Santiago do Chile, repetiu o discurso.

Portanto, não se empolguem quando um gringo fala bem do Brasil. Ao contrário da gente, que não tem papas na língua e fala o que der na telha, os demais povos do planeta procuram ser politicamente corretos – e respeitosos.

Dito isso, volto ao tema: King James no Brasil. Será que ele vem mesmo? Varejão disse que ele precisa encontrar uma data na agenda para ver se será possível.

Duvido – mas espero quebrar a cara, pois seria, sem dúvida alguma, sensacional ter o segundo maior jogador de basquete do mundo em terras tupiniquins.

Quanto ao evento, estará repleto de jogadores brancos e latinos. Os negros, norte-americanos, que são a essência do jogo, esses não deverão vir.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
02/07/2009 - 18:32

OS CASOS DE GORDON E VILLANUEVA

Ben GordonBen Gordon (à direita) não é mais do Chicago; Charles Villanueva deixou o Milwaukee.

Vocês, tarados por basquete como eu, já sabem que ambos foram para o Detroit. Quem ainda não sabia, ficou sabendo agora.

Vamos por parte, como diria… não direi, pois este clichê beira o insuportável. Vamos, pois ao que interessa.

Alguns torcedores do Chicago devem estar chorando a saída de Gordon; não deveriam. Ele não estava mesmo a fim de ficar na Windy City. Recebeu pelo menos duas ótimas propostas de John Paxson e disse não.

Então, passar bem; com ferro elétrico.

Se um dia os torcedores do Milwaukee suportaram a saída de Lew Alcindor para o Lakers – Alcindor que mais tarde passou a se chamar Kareem Abdul-Jabbar –, por que não resistiram ao adeus de Villanueva?

Villanueva que ofereceu-se como uma mundana em seu twitter ao Cleveland, elogiando a contratação de Shaquille O’Neal e adicionando que agora só faltava um ala/pivô – ele – para o time se completar.

Portanto, o que disse sobre Gordon, vale para Villanueva: passar bem; com ferro elétrico.

Isso posto, vamos analisar a situação do Detroit. A equipe ficou muito forte com a chegada desses dois jogadores.

Ganha um armador de decisão muito bom em Ben Gordon – do mesmo nível de Richard Hamilton – e um ala de força com um jogo harmonioso em Charles Villanueva.

Aliás, a contratação de Gordon deixa claro que a franquia pretende se desfazer de Rip. Desconfio que o problema do jogador não era apenas com o ex-treinador Michael Curry – tem mais coisa nessa história.

Bem, se o Pistons adicionasse ao time um ala que pontuasse, voltaria a figurar tranquilamente entre os favoritos ao lado Leste. Tayshaun Prince marca muito, mas ataca pouco.

De qualquer maneira, a equipe tem em Rodney Stuckey um armador definidor, estilo Chauncey Billups. Isso tira um pouco a pressão em cima de Tayshaun.

Fica faltando um pivô, alguém pode dizer. Respondo: não acho, pois penso que Kwame Brown pode resolver a questão.

O problema, no entanto, aparecerá quando Kwame não puder estar em quadra. Quem vai ser seu descanso?

Fabricio Oberto? Nem pensar.

O Detroit poderia muito bem pagar a multa de seu contrato e despachá-lo para a Argentina. Na sequência, ir às compras novamente.

Sim, pois Austin Daye e DaJuan Summers, dois de seus drafts, são alas de força que podem muito bem ajudar. Mas não sei até que página, pois eles não têm qualquer experiência entre os profissionais.

O certo é que vem mais coisa por aí. Joe Dumars, por mais tapado que seja, conhece o jogo.

A galera deste botequim que torce para o Pistons esfrega as mãos à espera da próxima temporada. Não sem razão.

VOLTA 1

Josh Childress, que jogou seus primeiros quatro anos no Atlanta, foi para o Olympiakos na temporada passada. Seu contrato com o clube grego previa a possibilidade de o jogador testar o mercado ao final da temporada européia – que coincide com a norte-americana.

E é o que o jogador está fazendo no momento. Ou melhor, Jim Tanner.

O agente de Childress já teve uma reunião com os executivos do Milwaukee. O time de Wisconsin está atrás de um ala desde que negociou Richard Jefferson com o San Antonio.

Se der certo, o Bucks não sairá por baixo nessa história de jeito nenhum.

VOLTA 2

Quentin Richardson, que um dia fez parte de um time interessante do Clippers que tinha Lamar Odom e Darius Miles em grande forma, retornou a Los Angeles. Ele, que havia deixado o New York e ido para o Memphis, nem chegou a desarrumar as malas.

Foi trocado por Zach Randolph.

Ótimo negócio para o Clippers, que dá uma limpada legal em seu cap. Deixará de pagar US$ 16 milhões para Zach; terá compromisso de US$ 9.3 com Quentin. Economia de quase US$ 7 milhões.

Em tempos bicudos, nada melhor; sem contar que resolve um problema para o técnico Mike Dunleavy, que não teria o que fazer com Randolph depois do recrutamento de Blake Griffin, uma vez que a franquia ainda conta com Chris Kaman e Marcus Camby para a posição.

Já o Memphis fortalecerá seu garrafão com o ex-pivô angelino. Como o time da terra de Elvis Presley selecionou Hasheem Thabeet no último draft, pergunto: será que a batata do espanhol Marc Gasol está cozinhando?

Marc é uma espécie de Zoca da família Gasol, vocês não acham?

ESPANHA

Por falar nos iberos, Ricky Rubio decidiu cumprir seus dois últimos anos de contrato com o DKV Joventut. Desta forma, retirou o processo que movia contra o time espanhol.

Rubio pressiona o Minnesota, time pelo qual foi recrutado no último NBA Draft. Não quer jogar em Minneapolis de jeito nenhum.

Dan Fegan, seu agente, um dos mais influentes no mercado da NBA, quer levar o espanholito para a Big Apple. Seu sonho é ver seu cliente jogando com a camisa do New York.

Isso significaria ótima oportunidade para acertos publicitários mais vultosos do que se o armador jogar com a inexpressiva camisa do Wolves – sorry torcedores, mas é verdade, o que eu posso fazer se não falar?

Grana, sempre ela.

AMIGOS?

Depois que Ron Artest e Kobe Bryant quase se esbofetearam na série entre Lakers e Houston, li que os dois jogadores eram amigos fora da quadra, isso e aquilo.

Achei que ambos faziam tipo para segurar a barra.

Agora surge a notícia de que os angelinos – ao lado do Cleveland e do Boston – querem contratar Artest, que está com o passe na mão neste momento.

É, parece que a história era mesmo verdadeira – caso contrário, Kobe, um dos que têm voz ativa na franquia, diria não e ponto final.

Como ficaria esse Lakers com Artest ao lado de Kobe? Imbatível no Oeste – pelo menos.

Portanto, Trevor Ariza que defina logo sua vida, pois o Lakers tem um Plano B dos melhores. Superior, aliás, ao Plano A.

Sons vindos do Texas dão conta de que Ariza está reunido com o pessoal do Houston. É, o Rockets parece mesmo dar como certa a saída de Artest.

Mas vamos continuar imaginando as coisas. Se ele for para o Cleveland, diria o mesmo que disse sobre o Lakers: o Cavs ficaria imbatível no Leste. Idem se ele vestir a camisa alviverde do Celtics.

Quer dizer: o ciclotímico jogador do Houston é poderoso. Mesmo maluco, vale o investimento.

VALE?

O Houston pretende oferecer um contrato de cinco anos no valor de US$ 50 milhões para Hedo Turkoglu.

Vale?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
20/06/2009 - 12:19

OS PROBLEMAS DO LAKERS

Phil Jackson disse que pretende trabalhar na próxima temporada como técnico do Lakers. Seu desafio, provavelmente, é ganhar mais um título.

Depois, na próxima, quem sabe mais um e mais um e mais um, até que o pessoal que torce o nariz para a sua genialidade deixe-o de fazer. Se bem que ele não precisa disso; seus números são poderosos, superiores a qualquer outro técnico que já tenha trabalhado um dia na NBA.

O problema é que P-Jax vai fazer 64 anos em setembro próximo e o corpo, que nunca foi lá grande coisa – eu já o vi várias vezes pessoalmente e ele é todo torto –, dá sinais de fadiga intensa.

Ontem, em Los Angeles, o treinador disse: só volta a trabalhar se a saúde estiver boa.

Estará?

P-Jax já submeteu a duas cirurgias no quadril e, por recomendação médica, há algum tempo senta-se em uma cadeira especial durante os jogos; mais alta e mais confortável. Creio que vocês já devem ter observado isso.

O cadeirão de Phil (foto ao lado), aliás, é um tormento para quem pagou uma fortuna para assistir aos jogos atrás do banco do Lakers, próximo dos jogadores. Isso porque, além de ser alta, é ocupada por quem tem 2m03 de altura.

“Daqui a duas semanas eu defino o meu futuro”, disse o treinador, não especificando exatamente quando. Poderia, pois seu contrato com a franquia angelina prevê uma data para ele informar o patrão, Jerry Buss, se vai permanecer à frente do time ou não.

Jackson está milionário. Só nesta temporada que passou ele ganhou US$ 10.3 milhões. Foi o treinador mais bem pago nos EUA não importa o esporte.

Tem garantido para a próxima temporada US$ 12 milhões.

Dinheiro não é problema, mas nunca é demais por no bolso mais uma dezena de milhões de dólares. A mão coça sem parar, não é mesmo?

Outra coisa: o treinador já deixou claro que quer a renovação de vínculo de Lamar Odom e Trevor Ariza, bem como Shannon Brown. Os três estão sem contrato.

O grande problema é que a franquia já tem comprometido para a próxima temporada pouco mais de US$ 74 milhões. Toda essa dinheirama será destinada a apenas oito jogadores.

A saber: Kobe Bryant (US$ 23 milhões), Paul Gasol (US$ 16.4 milhões), Andrew Bynum (US$ 12.5 milhões), Adam Morrison (US$ 5.2 milhões), Derek Fisher (US$ 5 milhões), Sasha Vujacic (US$ 5 milhões), Luke Walton (US$ 4.8 milhões) e Jordan Farmar (US$ 1.9 milhão).

O Lakers tem a preferência nas renovações de Lamar, Ariza e Shannon. A franquia pretende oferecer US$ 14.1 milhões para Lamar; nada falou ainda sobre os outros dois.

Isso passaria o “payroll” do Lakers para US$ 88 milhões – e nove jogadores. Ariza ganhou US$ 3.1 milhões nesta temporada; quanto ele não vai pedir para renovar?

Digamos que ele aceite algo em torno de US$ 6 milhões. A folha de pagamento do Lakers passaria para US$ 94 milhões – e dez jogadores.

Para disputar um campeonato um time precisa contar com 15 atletas. Quanto esses jogadores não custariam a mais para a franquia?

US$ 5 milhões? Ouvi alguém dizer US$ 6 milhões? Ou quem sabe US$ 7 milhões.

Se de fato eles custarem tudo isso, a folha do atual campeão da NBA ultrapassaria a cifra dos US$ 100 milhões – o que seria inédito na história da liga.

A pergunta que fica é: o Lakers arrecadará na temporada 2009/10 o suficiente para ao menos igualar os gastos?

Em função da crise econômica mundial, o Lakers avisou, pouco antes de os playoffs passados começarem, que não vai aumentar o preço dos ingressos para a próxima temporada. Normalmente, a franquia majorava em média 9% o valor dos bilhetes.

Se não vai vender tíquetes mais caros, será que haverá dinheiro para renovar com esses jogadores e montar uma equipe para o próximo campeonato?

É certo que o Lakers pode, por exemplo, trocar Morrison e seus US$ 5.2 milhões por três jogadores. Mas quem vai querer um atleta que não tem mais joelhos e que pouco entra em quadra?

Difícil, muito difícil.

O campeonato, como se vê, já começou para o Lakers. E a montagem do time é o primeiro grande adversário que os amarelinhos têm pela frente.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
17/06/2009 - 17:19

VERDADES, MENTIRAS E RUMORES

David Lee, agente de Trevor Ariza já avisou: “It’s up to Mitch and Jerry Buss because they write the checks”. Ou seja: a renovação do contrato de seu cliente com o Lakers depende do GM e do dono da franquia.

Ariza, que fez o ensino médio em Los Angeles e estudou em UCLA, já disse que quer ficar em casa. Mas o Detroit está de olho nele, especialmente se fizer negócio com seu ala Tayshaun Prince.

O Lakers tem a vantagem de poder cobrir qualquer proposta feita a seu ala campeão. E, de acordo com as leis da NBA, pode também oferecer um contrato de seis anos – o que não será possível para seus concorrentes.

Grana o Lakers tem; resta saber se é desejo da franquia permanecer com o jogador. Eu renovaria.

Há que se ouvir também a palavra de Phil Jackson. Especialmente porque o armador Derek Fisher declarou que, em conversa com o treinador, ouviu dele a intenção de trabalhar na próxima temporada.

“Ele estará de volta”, garantiu Fish.

O armador, se você não sabe, é uma espécie de braço direito do treinador dentro do elenco. É o cara que dá o suporte necessário para resolver problemas. E funciona também como um técnico em quadra.

E do jeito que Fish falou, ele também estará de volta no próximo campeonato.

Lamar Odom? Não, ninguém falou ainda sobre o futuro do jogador, que teve seu vínculo com o Lakers encerrado nesta temporada.

Se o Lakers dá toda a pinta de que não vai se modificar para o próximo campeonato, o Chicago pode ficar sem Ben Gordon. O ala/armador não tem mais vínculo com o Bulls, onde recebeu US$ 6.4 milhões para jogar o último torneio.

O Detroit, segundo o agente do jogador, teria oferecido US$ 11 milhões ao jogador para a temporada 2009/10. Detroit que deve se livrar também de Richard Hamilton e, com isso, oferecer a Gordon a titularidade na posição.

O problema é encontrar um time que aceite fazer negócio com Rip. É que o ala/armador do Pistons tem garantido para a próxima temporada um salário de US$ 11.3 milhões.

Muito dinheiro em tempos de crise.

O Chicago ofereceu na temporada passado um novo contrato para Gordon de quatro anos. Nele, o jogador receberia US$ 8 milhões no primeiro ano, US$ 10 milhões no segundo e US$ 18 milhões nos dois últimos anos, o que daria um total de US$ 36 milhões.

Gordon disse não; parece não querer ficar na cidade dos ventos.

O que fazer?

Pra já, o time está de olho em moleques do “college”para resolver imediatamente a questão. Mas o olho do Chicago cresce pra cima de Dwyane Wade.

Nascido, crescido e morador de Chicago, Wade tem mais um ano de contrato com o Miami. Perguntado sobre uma possível volta à sua cidade, para jogar no seu time do coração, Wade respondeu: “Eu adoro Miami, onde fiz minha carreira; Chicago é minha cidade. Quando chegar o momento certo, vou pensar no caso”.

Ou seja: o jogador, como se dizia há uns três, quatro meses, não deu como garantida a renovação de seu acordo com o Miami. Deixou claro que pode jogar em Chicago.

O que seria um sonho para seus torcedores.

Wade prosseguiu, agora falando sobre Derrick Rose: “Ele é um grande, grande jogador. É o armador do futuro”.

Como se vê, na avaliação de Wade, Rose será melhor do que Chris Paul, seu companheiro de time nos Jogos Olímpicos de Pequim.

De Phoenix vem rumores no sentido de que o Washington vai trocar seu draft número cinco pelo ala/pivô Amaré Stoudemire. Isso porque Antwan Jamison pode estar mesmo de saída do time da capital dos EUA.

De Minnesotta vem informação garantida de que Kevin McHale não será o treinador do time na próxima temporada. Essa eu não entendi, pois McHale dirigiu muito bem a equipe.

Deverá ser substituído por Bill Lambier, que treinava o Detroit Shock, time da WNBA. Lambier não tem qualquer experiência como treinador de homens.

Vocês conseguem entender? Eu não.

Finalmente, por falar em não entender, o New York estaria interessado em Tracy McGrady. Pode?

Quem souber de mais trocas, fique à vontade, pois este botequim, como se sabe, não é meu, não é seu e nem é dele.

É nosso.

 

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
10/06/2009 - 11:48

UM JOGO ESQUISITO

Foi um jogo esquisito, diz o título.

O Orlando teve um aproveitamento incrível de 62.5% de seus arremessos, recorde da NBA em uma decisão de título (no primeiro tempo foi de 75%, outro recorde), mas ganhou a partida por apenas quatro pontos: 108-104 – quando na verdade poderia ter sido de apenas dois se Kobe Bryant não fizesse aquela falta desnecessária no final da peleja.

Qual a mensagem que a porfia de ontem nos deixou?

Que o se o Orlando tivesse tido um aproveitamento dentro da normalidade (na fase de classificação foi de 43.3%), teria perdido o jogo novamente. Mais ainda: se o Magic quiser ganhar outra vez amanhã à noite – e quer –, vai ter que seguir batendo recordes de arremessos.

Orlando de Rashard Lewis não vai acertar todos seus arremessos sempre

Sim, pois sua defesa não oferece resistência ao Lakers.

No primeiro jogo da série, o Los Angeles teve aproveitamento de 46.1%; no segundo, 46.2%; e ontem 51.3%.

Muita coisa.

Assim vai ficar difícil reverter a série e viajar para a Califórnia com uma vantagem de 3-2, jogando a pressão todinha pra cima do adversário e, quem sabe, entrar para a história da NBA como a quarta franquia a sair de uma desvantagem de 2-0 para conquistar o título.

O Orlando tem que entender que não dá para ter um aproveitamento de 62.5% nos chutes todas as noites. Há que se melhorar a defesa e segurar o Lakers abaixo dos 40% (35% seria o ideal) e aproveitar mais de 45% de seus tiros nos próximos dois jogos se quiser, como disse, reverter a série.

Caso contrário, não vai ganhar o título de jeito nenhum.

CONFUSÃO

E tem mais: não vai ser todas as noites que o Lakers vai mostrar-se confuso em quadra como o fez no final do jogo de ontem.

Mickael Pietrus acertou dois lances livres e colocou o Orlando na frente em 106-102 a 28.7 segundos do final. Com todo esse tempo disponível, os jogadores do Lakers, inexplicavelmente, começaram um festival de arremessos de três sem o menor sentido.

Primeiro foi Kobe Bryant quem errou; depois Trevor Ariza; na sequência, novamente Kobe; e finalmente Derek Fisher.

Pra que esse desespero? Era armar uma jogada simples, para um tiro curto, de dois pontos, baixar a diferença para dois pontos, pressionar a saída de bola do Orlando e se não obtivesse sucesso no desarme, buscar a falta.

O Magic poderia errar um dos dois arremessos, e, aí sim, buscar uma cesta de três para levar o jogo para a prorrogação. Ou não, pois dependendo do tempo que faltaria para acabar a partida uma nova cesta segura, da zona morta ou no pivô, poderia ser a melhor solução.

Mas não foi o que se viu.

O que se viu foi um Lakers que mais parecia o Orlando no final da partida: um time imaturo em quadra, que parecia estar disputando sua primeira partida numa decisão de título.

Onde estavam a experiência e a sabedoria de Kobe e Phil Jackson naquele momento?

Foi a sétima derrota seguida do Lakers fora de casa em uma decisão. Igualou-se ao Fort Wayne Pistons, que na decisão do título da temporada 1955-56 atingiu esta marca.

ENGANO

Como disse no jogo passado, não se deixe levar pelos números. Kobe Bryant marcou 31 pontos, terminou como cestinha do jogo, mas voltou a pecar – e muito.

Primeiro foi nos lances livres. Teve um aproveitamento pífio: 50% (5-10). Se tivesse chegado a 90% (dentro de sua média nestes playoffs), teria levado o jogo para a prorrogação.

Depois, negou fogo durante quase todo o jogo. Seu desempenho limitou-se basicamente ao primeiro quarto, quando anotou 17 pontos – fez mais quatro no segundo e fechou o primeiro tempo com 21.

No segundo tempo, fez apenas dez pontos e mostrou um aproveitamento de 4-15 (26.7%). Foi neste período que Bryant errou a maioria de seus lances livres.

Finalmente, fracassou no final da partida duas vezes em menos de três segundos. No início da jogada, foi desarmado por Dwight Howard; Pau Gasol conseguiu recuperar a bola e passar para Kobe, que perdeu o controle e deixou-a nas mãos de Mickael Pietrus.

Um horror.

Agora, sabe o que a estatística anotou? Está sentado? Se não tiver, sente. A estatística anotou erro para Gasol que fez um passe equivocado para Kobe.

Pode? Gasol errou aonde? Ele recuperou, isto sim, a bola e jogou-a nas mãos de Bryant e este não teve agilidade e domínio suficientes para não deixá-la escapar novamente.

Por isso que eu sempre digo aqui neste botequim: não se fie sempre nas estatísticas, pois elas mentem – e não são poucas as vezes.

CALIBRE

O Orlando teve cinco jogadores com um duplo dígito nos arremessos. Dwight Howard e Rashard Lewis fizeram, cada um, 21 pontos e foram os cestinhas do time.

Depois apareceu Rafer Alston, que teve uma atuação de gala. O armador anotou 20 pontos e merecia mais minutos em quadra do que os 37 que Stan Van Gundy reservou para ele.

Finalmente, com 18 tentos cada um, Hedo Turkoglu e Mickael Pietrus.

Vejam que o Magic teve, portanto, cinco jogadores que fizeram 18 pontos ou mais.

Inacreditável.

REBOTES

Com um aproveitamento de 62.5% por parte do Orlando em seus arremessos e de 51.3% do lado do Lakers, foram poucos os ressaltos disponíveis na partida. Para ser exato, 56 no total.

O Magic fisgou 29, dois a mais que o time californiano.

Pau Gasol, por exemplo, pegou apenas três. Mas Dwight Howard confiscou 14 e foi o único jogador em quadra a ter um duplo dígito neste fundamento.

Foi, também, o solitário atleta nos “double-doubles”.

Como disse na abertura de nosso papo, foi um jogo esquisito.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
24/05/2009 - 11:08

LADRÃO PROFISSIONAL

Travor Ariza na marcação de NenêE não é que ele estava lá novamente? Foi a repetição da história do primeiro jogo entre Lakers e Denver.

A roubada de bola de Trevor Ariza depois do lateral liquidou com a esperança do Nuggets em vencer a partida. Faltavam apenas 36 segundos para o fim do cotejo e desta vez, ao contrário do primeiro encontro em Los Angeles, quem cobrou a reposição de bola foi Kenyon Martin e não Anthony Carter.

Ou seja, um gigante e não um baixinho – e de nada adiantou.

“Trevor é muito astuto, tem grande envergadura, é bem rápido, é um ladrão de bolas”, definiu Kobe Bryant após a partida.

O que aconteceu foi o seguinte – se é que você não sabe: o Lakers vencia a partida por 97-95 a pouco mais de meio minuto para o final. Lateral para o Denver; K-Mart na bola.

O passe era para Carmelo Anthony, mas Ariza fez a leitura correta da jogada inimiga. Tomou a bola de Melo e recebeu a falta na sequência.

Foi até a linha do lance livre, acertou o par de arremessos e colocou o Lakers na frente em quatro pontos: 99-95.

Isso liquidou com as pretensões do Denver, como disse anteriormente.

Mesmo com a diferença caindo para dois pontos após dois lances livres de Carter terem atingido o alvo, Bryant fez o mesmo com quatro deles, colocando números finais no marcador em 103-97.

Mais um jogo emocionante deste que é, seguramente, um dos mais emocionantes playoffs dos últimos anos na NBA.

DIFERENÇA

A jogada de Trevor Ariza deu o tom final da partida. Mas o cara – como diz Romário – foi Kobe Bryant. O armador do Lakers anotou 41 pontos e destruiu a defensiva inimiga.

Recebeu marcação de um punhado de gente adversária, mas ninguém encontrou a medida exata para contê-lo em quadra. O camisa 24 fez nada menos do que oito dos dez pontos do Lakers no final da contenda.

Assim como LeBron James no Cleveland, Kobe Bryant carrega o Lakers nestes playoffs. Mas é claro que ele conta com ajuda.

O lance de Ariza, mencionado anteriormente, foi uma delas. Exímio ladrão de bolas “down the strecht”, o ala do Lakers também contribuiu com 16 pontos.

E não dá para esquecer o que Pau Gasol fez em quadra: 20 pontos e 11 rebotes.

O resto do time? Bem, Kobe jogou por ele.

Kobe Bryant

VANTAGEM

Com o resultado, o Lakers recupera a vantagem de quadra, pois abre 2-1 na série e joga mais pressão pra cima do Denver. Sim, pois nos dois primeiros embates, o Nuggets entrou sem qualquer responsabilidade: a obrigação de vencer era do Lakers, que atuava em seu ginásio.

Com a vitória no segundo encontro, o Denver voltou para casa pressionado pela necessidade de vencer os dois prélios seguintes para não devolver a vantagem de quadra para o time californiano.

Fracassou na primeira tentativa. Agora tem que vencer para sobreviver; a pressão aumentou ainda mais.

Se o time colorado voltar a perder amanhã à noite em seu Pepsi
Center adeus viola. O Lakers poderá fazer 4-1 na partida da quarta-feira e se qualificar para as finais desta temporada.

Portanto, vencer amanhã é fundamental para o Denver continuar vivo nesta série.

NÚMEROS

Depois de 16 jogos invictos em seu Pepsi Center, o Nuggets perdeu. Foi também a primeira derrota do time do brasileiro Nenê em casa nestes playoffs.

Por falar em Nenê, o são-carlense fez um ótimo primeiro tempo. Marcou 13 pontos e apanhou quatro rebotes.

Na etapa final… Bem, pegou mais dois rebotes e não marcou ponto algum. Enrolou-se uma vez mais com as faltas e ficou boa parte no banco de reservas.

Confesso que esperava mais de Nenê nos momentos decisivos. Quase sempre ele está do lado de fora.

E isso é emblemático; vai ao encontro do que disse Oscar Schmidt, se não estou enganado. Segundo ele, nossos jogadores da NBA não têm a responsabilidade de decidir partidas. Assim, quando estão na seleção brasileira e têm esta missão, não sabem o que fazer, pois, como disse, não estão acostumados a ela.

POBREZA

Já disse aqui neste botequim: o sucesso de um time ou outro passa pelo freio imposto ao principal jogador adversário.

Ontem a defensiva do Lakers conteve Carmelo Anthony, que tinha estraçalhado nos dois primeiros jogos. Depois de ter anotado 39 e 34 pontos respectivamente, na noite passada Melo marcou apenas 21 pontos.

Deles, apenas três foram no segundo tempo. No total, acertou só quatro de seus 13 arremessos.

Mesmo que você não consiga conter o principal jogador adversário, sua estrela precisa estar no nível da estrela inimiga. Foi o que ocorreu no segundo jogo da série, em Los Angeles.

Na noite de quinta-feira passada, Kobe marcou 32 pontos, mas Carmelo estava com a mão na forma, bem calibrada. Equilibrou o confronto.

Se o adversário contém seu principal jogador e você não faz o mesmo com o dele, não tem jeito.

E foi o que aconteceu ontem em Denver.

GARANTIDO

O próximo jogo, como disse, será amanhã à noite no Pepsi Center. Havia uma colisão de datas com um espetáculo (sic) de luta livre.

Mas os artistas (sic) briguentos foram deslocados para o Staples Center de Los Angeles e o Pepsi Center estará desocupado e a quadra de basquete continuará intacta.

FRASES

“Preciso de mais tempo em quadra”—Andrew Bynum.

“Você os terá se jogar melhor”—Phil Jackson.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , ,
22/05/2009 - 11:59

UMA VITÓRIA E TANTO

Kobe BryantDe heróis a vilões.

Trevor Ariza, que deixou a quadra do Staples Center, terça-feira passada, celebrado pela roubada de bola final diante de Chauncey Billups, ontem foi desarmado por Nenê a 15 segundos da última buzinada e perdeu a chance do ataque. O Lakers perdia por 103-101.

Derek Fisher, que no primeiro confronto da série acertou três bolas triplas e anotou um total de 13 pontos, ontem fez só três, fruto da única bola tripla que atingiu o alvo das cinco tentadas. Fish ainda arremessou mais quatro vezes, estes de dois pontos, todos equivocados.

Este foi o sentimento da torcida ontem ao deixar o Staples com o telão central do belíssimo ginásio de Los Angeles estampando a vitória do Denver por 106-103. Com ela, o Nuggets quebrou um tabu de 11 triunfos consecutivos do Lakers em playoffs e empata a série decisiva do Oeste em 1-1.

O próximo jogo está marcado para amanhã à noite, em Denver, às 21h30 de Brasília. O Nuggets não perde em seu ginásio desde o dia nove de março passado, tendo enfileirado um total de 16 vitórias.

Como o time colorado venceu? Alguns fatores foram importantes, entre eles a defesa em cima de Kobe Bryant (acima, em foto Getty Images).

O camisa 24 do Lakers anotou 40 pontos no primeiro jogo; ontem, marcou 32. O volume de jogo de Bryant na partida inaugural da série foi também muito maior.

Kobe arremessou um total de 28 bolas na terça-feira; ontem, caiu para 20. Isso foi fruto da ótima defesa exercida pelo Denver especialmente no último quarto.

É certo que Kobe fez nove pontos no período referido, mas eles foram frutos de duas bolas de três e uma de dois. Sabe quantas vezes ele visitou a linha do lance livre no quarto final?

Isso mesmo, nenhuma.

O Denver soube trancar a porta de seu garrafão, afastou Kobe do lance livre, o que foi uma esperteza e tanto, pois o jogador tinha acertado todos os dez arremessos da linha fatal.

Kobe é um gigante quando o jogo está para se encerrar. Na primeira partida, marcou 18 pontos no último quarto. Teve um volume muito grande; bateu nove lances livres e acertou todos.

Ontem, como vimos, isso não aconteceu.

Foi o que eu disse: se o Denver quiser vencer a série, precisa tirar um pouco do volume de jogo de Kobe Bryant. Especialmente no final das partidas.

Ontem, como vimos, isso aconteceu.

GIGANTES

Nene e Paul Gasol

Carmelo Anthony foi grande novamente. No primeiro jogo, anotou 39 pontos; ontem, 34.

Ao contrário do primeiro jogo, quando teve de levar o time nas costas, ontem Melo encontrou eco em Chauncey Billups. O armador, que tinha feito 18 tentos no embate de terça, anotou 27 na noite passada.

Ajuda e tanto.

Além dos dois, não há como não mencionar o trabalho de Nenê (acima, em foto Getty Images). O são-carlense foi igualmente um gigante em quadra.

Se não pontuou como o habitual, foi muito bem nos rebotes. Além disso, fez o desarme final que foi muito significativo também.

Nenê terminou a partida com seis pontos, nove rebotes, seis assistências (o líder do time na partida de ontem), três tocos e um desarme.

Palmas para o nosso brazuca!

Finalmente, Linas Kleiza surge do nada e acrescenta 16 pontos e oito rebotes. Esse tipo de surpresa, quando acontece, o adversário vai a nocaute.

Foi o que aconteceu com o Lakers ontem.

MOEDA

O que o Lakers tem que fazer para ganhar em Denver? Ora, aplica-se ao time de Los Angeles o mesmo que tenho dito sobre Kobe Bryant: é preciso diminuir o volume de jogo de Carmelo Anthony.

Mas aí pode surgir Chauncey Billups.

O que fazer?

Este é o problema: Kobe tem se desdobrado na marcação dos dois. Ontem Ariza ficou mais em Melo e Bryant em Billups.

Derek Fisher está velho e não consegue marcar o armador do Denver. Se Kobe gruda em Billups, Ariza tem que fazer o mesmo em Melo.

Enfim, seja quem for o parceiro de Kobe na marcação, este precisa ser mais eficiente e, como disse, diminuir o volume de um ou de outro.

Não vai ser fácil vencer em Denver – mas não é impossível de jeito nenhum. Como disse o técnico George Karl depois da partida, esta será uma série longa.

Não tem nada definido – assim como na série do Leste.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
20/03/2009 - 12:32

FORA DE SINTONIA

De fato o Lakers, neste momento, não dá pinta de que pode ganhar o título.

Eu sei, eu sei que quando o playoff começar, tudo muda. É a velha história de separar os homens dos meninos. E o Lakers já mostrou que é homem pra burro.

Sua história comprova isso.

A motivação na fase decisiva é outra, claro, e, consequentemente, o desempenho tende a crescer, pois o nível das partidas é elevado. A pressão nos jogadores aumenta; vem da torcida, da mídia, da comissão técnica e deles mesmos. E só os mais fortes sobrevivem a ela.

E o Lakers está acostumado a este cenário. Sua história comprova isso.

Não acredito que o grupo perdeu a motivação com o primeiro lugar garantido no Oeste. Afinal, o Lakers não teria que estar determinado neste momento para buscar o primeiro lugar na classificação geral do campeonato?

Sim, pois com ela a franquia terá a vantagem de jogar mais vezes em casa em todas as fases do playoff – inclusive na decisão do título. E então, por que esta apatia toda?

Ontem a história se repetiu diante do Golden State. O time, todavia, conseguiu evitar a derrota – o que não foi possível diante do Philadelphia.

Com uma marcação frágil no segundo tempo, os amarelinhos permitiram duas corridas ao Warriors e por pouco não perderam o jogo.

A primeira delas foi quase que ao final do terceiro período, que começou apertado, fruto do mau desempenho do Lakers no primeiro tempo, que terminou com a vantagem de apenas um ponto para os anfitriões: 52-51.

A bem da verdade, os angelinos fizeram primeiro uma corrida de 25-8 e abriram 18 pontos com uma cesta de três de Derek Fisher, que levou o marcador a 77-59 a 3:33 minutos do final.

Foi então que veio a primeira corrida do pessoal de Frisco. O Warriors marcou 12-0 em 2:08 minutos e cortou a diferença para 77-71.

O Lakers se recuperou e fechou o quarto em 82-73.

Voltou a abrir uma boa diferença e pulou com folga à frente em 16 pontos. Sasha Vujacic acertou os dois primeiros lances livres batidos pelo time no segundo tempo e jogou a vantagem para 95-79, isso a 7:43 minutos para o final da peleja.

Com uma marcação frágil, novamente o Lakers permitiu ao rival do norte tirar a diferença.

O Golden State fez a segunda corrida mencionada, que encurtou a vantagem dos caseiros para apenas três pontos. Stephen Jackson fez uma bandeja colocando o placar em 105-102 para o Los Angeles, a 2:39 minutos do buzinaço final.

O Lakers só não foi surpreendido novamente porque o GSW não soube tirar proveito da vantagem psicológica que tinha naquele momento – assim como ocorreu ao final dos terceiro quarto.

Sorte do pessoal da terra do cinema que o adversário é fraco e ainda por cima jogou desfalcado. Andris Biedrins, machucado, e Jamal Crawford, por decisão do técnico Don Nelson, ficaram de fora.

Fosse alguém mais competente e o Lakers teria perdido novamente. Por isso o jogo acabou em 114-106 para os angelinos.

CORREÇÕES

Ou correção?

Diria no singular. O principal problema do Lakers, neste momento, é sua falta de concentração.

Ela gera apatia, que produz erros.

Trevor Ariza foi um desastre – apesar de sua cesta de três ao final do jogo, que aumentou a diferença de três para seis pontos (110-104).

De resto foi um horror.

Mas Kobe Bryant (foto AP) foi imbatível. Cometeu cinco erros e acertou apenas nove de seus 25 arremessos.

Um desastre.

EMOÇÃO

A gente pode falar isso e aquilo do Lakers, mas ninguém pode dizer que não há emoção em seus jogos. Longe disso.

Ao contrário dos outros times grandes, que quando abrem uma boa vantagem tornam a partida um “jogo-treino”, o Lakers sai de sintonia e possibilita ao adversário entrar em sintonia novamente.

Não dá para desligar o computador quando o time abre 20 pontos, por exemplo, no último quarto.

Não é garantia de nada.

O cara pode ir dormir certo de que o time ganhou e no dia seguinte descobre que ele perdeu.

DIFERENÇA

O Cleveland precisou de uma prorrogação para construir sua 31ª. vitória dentro de casa. Mas foi diante do Portland, uma das forças desta competição: 97-92.

Justificado o tempo extra, portanto.

O jogo foi sensacional, como sensacional é a bola de Brandon Roy.

O ala/armador do Blazers parece um veterano, quando, na verdade, está apenas em sua terceira temporada na NBA. Dificilmente se equivoca nos momentos de pressão.

Ao contrário, torce para que eles surjam o tempo todo. Parece ser a fonte de energia que o jogador precisa para aumentar seu nível de jogo.

Como LeBron James ((foto AP ao lado de Roy).

LBJ fez seu sétimo “triple-double” na temporada – este, é verdade, com o auxílio da prorrogação – ou o 24º. de sua carreira. Foi um gigante em quadra.

26 pontos, 11 rebotes (todos defensivos) e 10 assistências.

Roy fez 24 pontos e acertou todos os 11 lances livres cobrados. Deu ainda sete assistências e apanhou igual número de rebotes.

O Cavs venceu ontem sua sétima partida consecutiva. Da última dúzia de confrontos, perdeu apenas um.

Do jeito que joga, sempre focado, dificilmente entregará novamente ao Lakers a vantagem na classificação geral. Até porque, se um tropeço ocorrer, a chance de o oponente também tropicar é muito maior.

Penso que o Cleveland fechará a fase de classificação em primeiro lugar. E, com isso, terá todas as vantagens possíveis e imagináveis quando o playoff chegar.

(Varejão terminou a partida com oito pontos e nove rebotes)

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
11/03/2009 - 11:15

PÉSSIMO EXEMPLO

A NBA deixou bem claro que o pau pode comer nas 30 arenas entre os jogadores que nada irá acontecer aos briguentos. A não ser uma expulsão aqui e outra ali.

Suspensão?

Pra quê?

Claro que não.

O recado aos jogadores foi dado ontem depois que Stu Jackson, um dos vice-presidentes da liga e responsável pelo julgamento dos atletas, analisou as cenas da irresponsável jogada de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez. Segundo avaliação de Jackson, a expulsão do ala do Lakers do jogo foi suficiente.

Dá pra acreditar?

SUSPENSÃO

Quem pagou o pato nessa história foi o ala/pivô Lamar Odom (foto AP). Ele contrariou o regulamento da competição que impede qualquer jogador sair do banco de reservas durante uma briga.

E no jogo de segunda-feira, durante a confusão provocada pela violência de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez, Lamar deixou a área dos reservas para bater boca com Brandon Roy.

Pelo gesto, foi punido por Stu Jackson com uma partida de suspensão sem direito a pagamento, o que deu o valor de US$ 104 mil. Não vai enfrentar o Houston esta noite no Toyota Center.

Mitch Kupchak, GM do Lakers, disse: “Nós estamos frustrados com o que aconteceu e com as regras da liga”.

Pergunto: o que ele quis dizer com isso? Que está desapontado com a punição a Lamar ou a não punição a Ariza?

RESUMO

Juro que eu não consigo entender a mensagem que a NBA passa nesse caso. Quer dizer que um cara que coloca em perigo a vida – isso mesmo, a vida – de um adversário não é punido; quem bate boca é castigado?

Tem lógica?

Se tiver, eu não consigo enxergá-la.

PROBLEMAS

O Lakers terá sérios problemas no jogo desta noite com a ausência de Lamar Odom. O time, como sabemos, está sem Andrew Bynum, lesionado no joelho. Odom saiu do banco para resolver esse problema.

E está resolvendo bem.

Sem ele, especula-se que Phil Jackson vai recorrer a Josh Powell. Eu não faria isso; eu colocaria DJ Mbenga no lugar de Lamar e empurraria Pau Gasol para a sua real posição, ala/pivô.

Até porque o Houston tem no pivô Yao Ming, jogador de 2m27, uma de suas principais peças.

Mbenga tem jogado bem saindo do banco de reservas. Mas, é verdade, quase sempre entrou em quadra com a partida resolvida. E é um jogador da posição.

Além disso, com Powell, Gasol ficará no pivô. O espanhol tem 2m13 de altura e pesa 113 quilos. O congolês tem a mesma altura, mas tem dois quilos a mais de força.

Penso que no corpo-a-corpo Mbenga seria um problema maior para Yao do que Gasol.

Mas o basquete é dinâmico, possibilita substituições infinitas, e a qualquer momento. Mesmo que saia com Powell, se não estiver dando certo, P-Jax pode trocar quando desejar.

O Lakers que se cuide, pois a chance de se complicar esta noite é grande demais. Até porque o Houston vem jogando muito bem sem Tracy McGrady, que era uma espécie de estorvo para o técnico Rick Adelman, que tinha de utilizá-lo por ser a estrela da companhia.

Agora sem ele, Adelman encontrou em Shane Battier e Ron Artes a dupla ideal. Os dois, como disse ontem, são excelentes marcadores.

Artest, ainda contribui com quase 17 pontos por partida. Battier é bem mais econômico nos pontos – quase sete por jogo –, mas compensa esta fragilidade ofensiva, como disse, com uma defesa muitas vezes impecável.

E logo mais à noite (21h30 de Brasília, com transmissão ao vivo pela ESPN), Battier terá a missão de seguir os passos de Kobe Bryant.

ESCRITA

Enquanto o Lakers não vence fora de Los Angeles há três partidas, o Houston ganhou 11 de seus 13 jogos desde que Tracy McGrady deixou o time.

T-Mac, como se sabe, não jogará mais esta temporada por causa de uma cirurgia no joelho.

VIRADA

O Cleveland fez uma virada sensacional ontem à noite em Los Angeles. Chegou a ficar atrás no marcador em 19 pontos, mas ao final de 48 minutos de bola em jogo bateu o Clippers por 87-83.

Foi o segundo time nesta temporada a alcançar a marca de 50 vitórias – o outro foi o Lakers.

Se Dwyane Wade deu um show particular na vitória do Miami diante do Chicago, segunda-feira, ao anotar 48 pontos – mas com duas prorrogações, é bom que se diga –, ontem LeBron James não ficou atrás.

LBJ anotou seu quinto “triple-double” da temporada, o 22º. de sua carreira, ao estabelecer 32 pontos, 13 rebotes e 11 assistências.

King James foi fantástico, mas a bola de três que Mo Williams derrubou a 6.6 segundos do final e que colocou o Cavs na frente em 85-83, foi fundamental para a vitória do time de Ohio.

Williams cresce no momento certo da competição. Tem se mostrado um tormento para defesas adversárias especialmente com seus tiros longos.

O resultado disso, como já falei aqui em nosso botequim, é que a marcação afrouxa em cima de LeBron. Claro, pois se houver a dobra em cima de LBJ, alguém fica livre; e com uma troca de bola e movimentação eficientes, ela acaba nas mãos de Williams, livre de marcação para seu arremesso mortal.

GOSTEI

Anderson Varejão (foto Reuters) voltou a jogar bem. Deixou o parquete tricolor de Los Angeles com oito pontos e dez rebotes.

À sua maneira, vem ajudando – e muito – o Cavs no jogo interior da equipe. Sem falar no contágio positivo em cima dos companheiros.

O contrato do capixaba com a franquia mostra que ele pode optar pela permanência ou não em Cleveland na próxima temporada. Tenho certeza absoluta que o Cleveland vai fazer de tudo para não perdê-lo.

E isso significa abrir os cofres.

OBRIGADO

Quem agradece é o Denver.

O Phoenix voltou a perder. O quinto revés consecutivo aconteceu ontem, em casa, diante do Dallas, num confronto mais do que direto; diretíssimo.

Sim, pois, com a vitória do Mavericks por 122-117, o Suns fica agora cinco derrotas não apenas atrás do time texano, mas também do colorado: 30-25.

Dá, praticamente, adeus aos playoffs desta temporada.

Com isso, o Denver pode continuar errando e jogando a bolinha de sempre que vai chegar à fase decisiva da competição.

Dirk Nowitzki foi novamente o “factor” do Dallas. O alemão não mostrou um desempenho exemplar nos arremessos (13-27), mas no momento decisivo da partida ele praticamente não errou.

Fez 34 pontos e ainda por cima pegou 13 rebotes. É bonito ver Nowitzki jogar, especialmente quando ele faz o “fade-away jump”. Quase sempre a bola cai.

O alemão, além de ter um tiro quase que certeiro, vale-se muito de sua mobilidade no momento do arremesso. É difícil encontrar um ala/pivô com essa facilidade, especialmente nas bolas longas.

O Denver, como disse acima, agradece.

“Danke”!

(Leandrinho Barbosa fez 18 pontos e roubou duas bolas)

FIM

O San Antonio colocou um ponto final na série de seis partidas invictas do Charlotte. Os texanos foram impiedosos com a franquia em crescimento e venceram por 100-86.

Não dava mesmo para o Cats esperar outra coisa, pois nos nove confrontos anteriores o Spurs havia vencido oito deles.

A vitória foi muito importante para o San Antonio em termos de classificação dentro da Conferência Oeste. Com ela, a franquia permanece com três derrotas a menos que Houston, Utah, Portland e New Orleans, seus mais diretos perseguidores.

E confirma a boa fase do time de Gregg Popovich, que venceu seus últimos três jogos e nove das passadas dez partidas.

Tim Duncan (18 pontos e 11 rebotes) e Tony Parker (21 pontos e sete assistências) voltaram a luzir em quadra – como quase sempre acontece. Normal, portanto.

Gostaria, no entanto, de enfatizar a atuação de Roger Mason Jr (foto AP). Substituindo Manu Ginobili, o rejeitado jogador (passou por Chicago, Toronto e Washington) anotou 21 pontos. Seu desempenho nos arremessos foi muito bom: 8-16; 5-8 nas bolas de três.

Sempre que o time está apurado ofensivamente, lá vem Mason para resolver os problemas.

Será de extrema utilidade quando os playoffs chegarem e “El Narigón” estiver em forma novamente.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
10/03/2009 - 12:15

BRINCANDO COM A SORTE

A sorte do Denver é o Phoenix. Não fosse o time do Arizona, e a franquia do Colorado, que já foi vice-líder da Conferência Oeste, poderia ficar de fora dos playoffs.

O time cai dramaticamente no campeonato.

Do “All-Star Game” para cá, foram 12 os jogos disputados pelo Nuggets; quatro as vitórias e oito as derrotas.

Dos últimos 11 jogos, venceu apenas três; dos passados cinco encontros, saiu vitorioso em só um deles.

Não que a distância para o Suns seja confortável; nada disso. São 25 derrotas do time colorado contra 29 do ensolarado.

Mas o Phoenix perdeu um de seus principais jogadores: Amaré Stoudemire. O ala/pivô, que também faz as vezes de pivô, tem um sério problema na retina e não vai mais jogar esta temporada.

E não há substituto à altura para ele. Tanto que o técnico Alvin Gentry improvisa Grant Hill na posição. E não está lá dando muito certo não.

O time de Leandrinho Barbosa, se formos também contar do “All-Star Weekend” para cá, em 12 compromissos, venceu a metade. A campanha é melhor do que a do Nuggets.

Mas esta pequena diferença – embora não seja confortável, como disse –, pode ser significativa no momento de se passar a régua ao final da etapa de classificação para apurar-se os oito classificados para os playoffs.

Denver Nuggets 
Denver Nuggets: sorte do time do técnico George Karl e a má campanha do Phoenix Suns 

CALENDÁRIO

O Nuggets tem uma ótima sequência de jogos. A tabela é extremamente generosa.

Os próximos cinco enfrentamentos são as chamadas babas. O time tem tudo para enfileirar cinco triunfos e dar uma boa respirada no campeonato.

Vejamos: amanhã, em casa, pega o Oklahoma City; no sábado, recebe o Clippers; dia 16, o New Jersey; dois dias depois, viaja para enfrentar o Memphis; e termina este ciclo hospedando o Washington.

Não é o calendário que se pediu a Deus?

JOGO

Mas o time tem que justificar em quadra o que lhe é favorável na teoria.

Ontem, na derrota diante do Houston (97-95), o que se viu no Pepsi Center foi uma equipe insegura e perdida em quadra.

A insegurança crescia à medida que os arremessos não caiam. O time acertou apenas 38.1% de seus tiros. Nenê foi o exemplo mais bem acabado da falta de pontaria do time.

Líder no quesito “percentual de acerto” na competição, o são-carlense foi um desastre ontem à noite. Encestou apenas quatro de suas 15 tentativas de cesta.

Ele que tem mais de 61% de aproveitamento, pelos números de ontem, ficou em 26.6%.

Carmelo Anthony, cestinha do time na competição, deixou a quadra com 21 pontos, mas teve um desempenho igualmente ruim: 8-21 (38.1%).

Chauncey Billups, que foi o artilheiro da equipe e da partida com 28 pontos, acertou uma bola a mais do que Melo numa mesma quantidade de arremessos. Seu percentual foi de 42.8%.

Quanto a Nenê, havia muito tempo que eu não via o brazuca tão perdido em quadra. Deixou o jogo com apenas dez pontos e oito rebotes.

Nene x Yao Ming
Yao Ming levou a melhor contra Nenê no duelo de pivôs de segunda-feira à noite

QUÍMICA

Gostei muito do que vi do Houston na partida. A contusão de Tracy McGrady fez o time se encaixar.

Com ele de fora, o técnico Ricky Adelman colocou Shanne Battier e Ron Artest juntos. Não o tempo todo, é verdade, mas em boa parte dos confrontos; especialmente quando a marcação tem que ser apertada.

Os dois jogadores são conhecidos principalmente pela qualidade defensiva que possuem. Ontem, Artest ficou em cima de Carmelo Anthony. Limitou a produtividade do ala do Denver, como vimos.

Mas os dois não são apenas marcadores. Pontuam também – e com qualidade.

Ontem, Battier não teve bom volume e consequente desempenho. Fez só oito pontos. Mas Artest anotou 22.

Outro que esteve bem foi o argentino Luis Scola. Embora tenha deixado o jogo mais cedo por ter estourado o limite de faltas, o argentino apanhou nada menos do que 15 rebotes, tornando-se o reboteiro da partida.

Já disse aqui, várias vezes, que não acredito no Houston. Mas os números não me são favoráveis.

Desde que T-Mac se machucou, o Rockets ganhou 11 de seus 13 compromissos.

É hoje o terceiro colocado do Oeste com 23 derrotas, três a mais do que seu rival estadual, o San Antonio.

Junto com o Utah, vai cutucar o Spurs o resto da fase de classificação brigando pelo segundo lugar da conferência.

REVÉS

A derrota do Lakers para o Portland, no Oregon, por 111-94, deixou o time da terra do cinema junto com o Cleveland. Ambos foram dobrados em 13 oportunidades neste campeonato.

Mas o time angelino, por ter feito uma partida a mais e vencido, aparece com um aproveitamento de 79.4%, enquanto que o Cavs exibe desempenho de exatos 79%.

Mas tem um aspecto importante nessa história: o Lakers varreu o Cleveland nos dois embates desta fase regular. Portanto, se terminarem empatados na campanha, os californianos terminam em primeiro lugar.

VIOLÊNCIA

Alguém viu a entrada que Trevor Ariza deu em Rudy Fernandez? Se não viu, eu conto e mostro.

O “rookie” espanhol, faltavam dois segundos para o final do terceiro quarto, recebeu um passe perfeito de Brandon Roy para, no contra-ataque, encestar mais dois pontos e colocar o Portland na frente em 30 (85-55).

Mas Ariza, irresponsavelmente, tentou dar um toco no adversário, como se fosse limpar o aro. Acertou o braço de Fernandez, que despencou de uma altura de mais de dois metros estatelando-se ao chão.

Bateu o lado direito do peito na quadra e depois de quase 15 minutos deixou o local em uma maca. Foi direto para o hospital. Felizmente, os exames mostraram que nada de grave aconteceu.

Ariza foi corretamente expulso da partida.

Agora, assista!

DESCULPAS

O ala do Lakers garantiu que não teve propósito algum de machucar Rudy Fernandez. Que assim seja; mas ele foi imprudente, isso ninguém pode questionar.

Claro, pois se errasse o movimento – como errou – poderia derrubar perigosamente o adversário – como derrubou.

“Eu não tinha intenção de machucar ele”, afirmou. Acreditamos, OK?

Mas que o senhor seja punido severamente pela NBA, pois lances desse tipo não podem acontecer mais.

Fernandez salvou-se de algo ruim ontem à noite. Será que a sorte abraçará outro jogador em situação semelhante?

É melhor não testá-la.

Por isso, a punição a Ariza torna-se necessária.

PREGUIÇA

O Lakers parecia um time sem qualquer objetivo em quadra. Não dava sinal algum de que se tratava do líder geral do campeonato e com objetivos claros de ganhar a competição.

Perdeu por 111-94, 17 pontos de diferença. Mas a vantagem do Blazers chegou a 30.

Ao final da partida, Lamar Odom disse: “Nós temos que respeitar nossos oponentes e tratá-los sempre como se estivéssemos jogando contra o Boston ou o Cleveland. Eles jogaram contra a gente como um time forte, um dos melhores da liga. Então, por que a gente não joga da mesma maneira?”

Verdade. O Lakers parece realmente ter menosprezado o Portland. Tratou-o como se fosse o Washington ou o Sacramento.

Pagou caro pela sua arrogância.

EMOÇÃO

Miami e Chicago fizeram um jogo repleto de emoções ontem à noite na Flórida. E com direito a duas prorrogações.

No final, deu Heat por 130-127.

O final da segunda prorrogação tem que entrar para a história da liga. Faltavam três segundos para o final e a bola estava nas mãos de John Salmons, que tentava uma infiltração.

Dwyane Wade tomou-a e partiu em disparada em direção à cesta. Não havia tempo hábil para uma bandeja segura. Por isso, D-Wade, antes da linha dos três, arremessou.

E a bola caiu.

Precisou-se de três horas e 17 minutos para apurar-se o vencedor.

DECLARAÇÃO

Empolgadíssimo com a vitória – e não era para menos –, o técnico do Miami, Erik Spoelstra, fez o seguinte discurso assim que entrou na sala de imprensa após a partida:

– Mr. Dwyane Tyrone Wade Jr., se ele não for considerado legitimamente um candidato a MVP, eu não sei o que ele precisa fazer.

Chover, eu diria…

Os maiores adversários de Wade na briga pelo troféu de melhor jogador da fase de classificação não Kobe Bryant e LeBron James. É o time do Miami, que é fraco e não proporciona ao jogador os holofotes da mídia.

De qualquer maneira, vamos destacar a atuação do camisa 3 do Miami: Wade terminou a partida com 48 pontos e 12 assistências em 50 minutos em quadra. Acertou 15 de seus 21 arremessos.

A mesma quantidade que Carmelo Anthony e Chauncey Billups atiraram na derrota do Denver, lembram-se?

ERRO

Quanto ao Bulls, Ben Gordon voltou a jogar muito bem. Terminou a partida com 43 pontos, sua melhor performance nesta temporada. Encestou oito bolas de três.

John Salmons, que foi desarmado por Dwyane Wade, não pode ser responsabilizado pela derrota. Tem se mostrado um jogador eficiente e extremamente ofensivo; ontem marcou 29 pontos.

O grande problema do Bulls foi que o técnico Vinnie Del Negro – sempre ele – não soube poupar os jogadores. Foram três horas e 17 minutos de partida, como eu disse.

Derrick Rose jogou 55 minutos; Salmons, 54; Gordon, 50; e Joakim Noah, 45.

No Miami, Wade atuou também por 50 minutos. Depois dele, Udonis Haslem jogou 46. Os demais, não chegaram a 40.

Quer dizer: o Miami chegou mais inteiro na segunda prorrogação.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
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