Ben Gordon (à direita) não é mais do Chicago; Charles Villanueva deixou o Milwaukee.
Vocês, tarados por basquete como eu, já sabem que ambos foram para o Detroit. Quem ainda não sabia, ficou sabendo agora.
Vamos por parte, como diria… não direi, pois este clichê beira o insuportável. Vamos, pois ao que interessa.
Alguns torcedores do Chicago devem estar chorando a saída de Gordon; não deveriam. Ele não estava mesmo a fim de ficar na Windy City. Recebeu pelo menos duas ótimas propostas de John Paxson e disse não.
Então, passar bem; com ferro elétrico.
Se um dia os torcedores do Milwaukee suportaram a saída de Lew Alcindor para o Lakers – Alcindor que mais tarde passou a se chamar Kareem Abdul-Jabbar –, por que não resistiram ao adeus de Villanueva?
Villanueva que ofereceu-se como uma mundana em seu twitter ao Cleveland, elogiando a contratação de Shaquille O’Neal e adicionando que agora só faltava um ala/pivô – ele – para o time se completar.
Portanto, o que disse sobre Gordon, vale para Villanueva: passar bem; com ferro elétrico.
Isso posto, vamos analisar a situação do Detroit. A equipe ficou muito forte com a chegada desses dois jogadores.
Ganha um armador de decisão muito bom em Ben Gordon – do mesmo nível de Richard Hamilton – e um ala de força com um jogo harmonioso em Charles Villanueva.
Aliás, a contratação de Gordon deixa claro que a franquia pretende se desfazer de Rip. Desconfio que o problema do jogador não era apenas com o ex-treinador Michael Curry – tem mais coisa nessa história.
Bem, se o Pistons adicionasse ao time um ala que pontuasse, voltaria a figurar tranquilamente entre os favoritos ao lado Leste. Tayshaun Prince marca muito, mas ataca pouco.
De qualquer maneira, a equipe tem em Rodney Stuckey um armador definidor, estilo Chauncey Billups. Isso tira um pouco a pressão em cima de Tayshaun.
Fica faltando um pivô, alguém pode dizer. Respondo: não acho, pois penso que Kwame Brown pode resolver a questão.
O problema, no entanto, aparecerá quando Kwame não puder estar em quadra. Quem vai ser seu descanso?
Fabricio Oberto? Nem pensar.
O Detroit poderia muito bem pagar a multa de seu contrato e despachá-lo para a Argentina. Na sequência, ir às compras novamente.
Sim, pois Austin Daye e DaJuan Summers, dois de seus drafts, são alas de força que podem muito bem ajudar. Mas não sei até que página, pois eles não têm qualquer experiência entre os profissionais.
O certo é que vem mais coisa por aí. Joe Dumars, por mais tapado que seja, conhece o jogo.
A galera deste botequim que torce para o Pistons esfrega as mãos à espera da próxima temporada. Não sem razão.
VOLTA 1
Josh Childress, que jogou seus primeiros quatro anos no Atlanta, foi para o Olympiakos na temporada passada. Seu contrato com o clube grego previa a possibilidade de o jogador testar o mercado ao final da temporada européia – que coincide com a norte-americana.
E é o que o jogador está fazendo no momento. Ou melhor, Jim Tanner.
O agente de Childress já teve uma reunião com os executivos do Milwaukee. O time de Wisconsin está atrás de um ala desde que negociou Richard Jefferson com o San Antonio.
Se der certo, o Bucks não sairá por baixo nessa história de jeito nenhum.
VOLTA 2
Quentin Richardson, que um dia fez parte de um time interessante do Clippers que tinha Lamar Odom e Darius Miles em grande forma, retornou a Los Angeles. Ele, que havia deixado o New York e ido para o Memphis, nem chegou a desarrumar as malas.
Foi trocado por Zach Randolph.
Ótimo negócio para o Clippers, que dá uma limpada legal em seu cap. Deixará de pagar US$ 16 milhões para Zach; terá compromisso de US$ 9.3 com Quentin. Economia de quase US$ 7 milhões.
Em tempos bicudos, nada melhor; sem contar que resolve um problema para o técnico Mike Dunleavy, que não teria o que fazer com Randolph depois do recrutamento de Blake Griffin, uma vez que a franquia ainda conta com Chris Kaman e Marcus Camby para a posição.
Já o Memphis fortalecerá seu garrafão com o ex-pivô angelino. Como o time da terra de Elvis Presley selecionou Hasheem Thabeet no último draft, pergunto: será que a batata do espanhol Marc Gasol está cozinhando?
Marc é uma espécie de Zoca da família Gasol, vocês não acham?
ESPANHA
Por falar nos iberos, Ricky Rubio decidiu cumprir seus dois últimos anos de contrato com o DKV Joventut. Desta forma, retirou o processo que movia contra o time espanhol.
Rubio pressiona o Minnesota, time pelo qual foi recrutado no último NBA Draft. Não quer jogar em Minneapolis de jeito nenhum.
Dan Fegan, seu agente, um dos mais influentes no mercado da NBA, quer levar o espanholito para a Big Apple. Seu sonho é ver seu cliente jogando com a camisa do New York.
Isso significaria ótima oportunidade para acertos publicitários mais vultosos do que se o armador jogar com a inexpressiva camisa do Wolves – sorry torcedores, mas é verdade, o que eu posso fazer se não falar?
Grana, sempre ela.
AMIGOS?
Depois que Ron Artest e Kobe Bryant quase se esbofetearam na série entre Lakers e Houston, li que os dois jogadores eram amigos fora da quadra, isso e aquilo.
Achei que ambos faziam tipo para segurar a barra.
Agora surge a notícia de que os angelinos – ao lado do Cleveland e do Boston – querem contratar Artest, que está com o passe na mão neste momento.
É, parece que a história era mesmo verdadeira – caso contrário, Kobe, um dos que têm voz ativa na franquia, diria não e ponto final.
Como ficaria esse Lakers com Artest ao lado de Kobe? Imbatível no Oeste – pelo menos.
Portanto, Trevor Ariza que defina logo sua vida, pois o Lakers tem um Plano B dos melhores. Superior, aliás, ao Plano A.
Sons vindos do Texas dão conta de que Ariza está reunido com o pessoal do Houston. É, o Rockets parece mesmo dar como certa a saída de Artest.
Mas vamos continuar imaginando as coisas. Se ele for para o Cleveland, diria o mesmo que disse sobre o Lakers: o Cavs ficaria imbatível no Leste. Idem se ele vestir a camisa alviverde do Celtics.
Quer dizer: o ciclotímico jogador do Houston é poderoso. Mesmo maluco, vale o investimento.
VALE?
O Houston pretende oferecer um contrato de cinco anos no valor de US$ 50 milhões para Hedo Turkoglu.
Vale?