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domingo, 6 de fevereiro de 2011 NBA | 17:17

CHICAGO, UM TIME SEM PANCA DE CAMPEÃO

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Com todo respeito aos torcedores do Golden State, mas perder para o Warriors não dá. São essas derrotas que me fazem crer que o Chicago ainda precisa crescer se quiser brigar pelo título.

Alguém pode argumentar que o Boston, o Miami e o San Antonio também já perderam pra times pequenos. Verdade, faz parte. Mas Celtics, Heat e Spurs fizeram vitórias fora de casa contra times fortes, como o Lakers, por exemplo, coisa que o Chicago não fez nesta temporada.

Eu sei, eu sei: Joakim Noah está de fora. Quando voltar tudo vai mudar — e pra melhor. Mas Boston e Miami jogaram várias vezes (principalmente o Celtics) sem o que têm de melhor e se deram bem — coisa que o Chicago não conseguiu ainda fazer.

Posso estar azedo além da conta, mas não vejo o Chicago com panca de time de chegada, de decisão. Ano que vem, com algumas trocas, quem sabe. Pra esta temporada, não.

DESAPONTAMENTO

Disse outro dia que estava decepcionado com a campanha do Oklahoma City Thunder. Esperava mais do time nesta temporada. Esperava ver em quadra aquele Kevin Durant do Mundial da Turquia.

Durant é o cestinha da temporada, é verdade, mas a gente não vê nem uma voz sequer bradando pelo seu nome como MVP da temporada. Há quem defenda LeBron James, Derrick Rose, Kobe Bryant, Dirk Nowitzki, mas não ouvi, até agora, ninguém defender KD.

É disso que eu falo. Esperava que o Thunder fosse mais espetacular depois de ter visto a campanha de Durant na Turquia. Mas, como alguém disse aqui neste botequim, KD parece o Rivaldo da NBA. Muito boa comparação; KD é tímido demais.

Dia desses, Kobe falou o seguinte sobre Pau Gasol: “Ele é um cisne branco, precisa se tornar um cisne negro”.

E o que isso quer dizer? Que num mundo competitivo como é o da NBA, se você não colocar a faca entre os dentes não vence. Chega até a página nove; dali pra frente a história não rende mais. Ou seja: quando chegam os playoffs.

Se o Thunder quiser brigar por algo melhor do que o quarto lugar na Conferência Oeste, Durant precisa se tornar um cisne negro.

FREGUÊS

O Lakers fez uma importante vitória ontem à noite em Nova Orleans. Bateu o Hornets por 101 a 95. Foi a terceira vitória em três jogos nesta temporada. O Time da Louisiana não é dos mais fortes, mas é encardido quando joga em casa.

Mas… O time de Chris Paul jogou sem Emeka Okafor e Trevor Ariza. É como se tirasse Kobe Bryant e Pau Gasol do time do Lakers e o Boston fosse jogar em Los Angeles.

Vitória importante, é verdade, mais foi apertada e diante de um time desfalcado. Ainda continuo incrédulo em relação ao momento do time angelino.

Notas relacionadas:

  1. SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO
  2. O CAMPEÃO VOLTOU
  3. CHICAGO QUER VDN FORA DO BULLS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 NBA | 16:47

DOC RIVERS, O MELHOR TÉCNICO DA NBA?

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Foi muito legal, inteligente e tático o que Doc Rivers fez antes de começar o jogo de ontem contra o Sacramento. Sabedor de que uma derrota para o Kings, mesmo que na Califórnia, mancharia a turnê pelo Oeste americano, Rivers — talvez o melhor técnico da NBA na atualidade — pegou a caneta porosa, dirigiu-se para o quadro branco dentro do vestiário do time e escreveu:

Cleveland
Toronto
Detroit
Houston
Washington
Phoenix

Por que ele escreveu os nomes desses time? Simples: o Boston perdeu para estas equipes nesta temporada. E elas, assim como o Sacramento, têm recorde negativo na competição. Ou seja: mais derrotas do que vitórias.

“Esses jogos a gente tinha que ganhar”, disse Rivers para os jogadores, assim que pousou a caneta no aparador, numa clara mensagem de que não iria aceitar um tropeço desses novamente.

Foi com esses seis times na cabeça que o Boston entrou em quadra para enfrentar o Kings em Sacramento. Não fosse assim, determinado, com a faca entre os dentes, como muitos gostam de dizer, e o Celtics teria perdido a partida.

Mesmo com toda esta determinação, o time de Massachusetts venceu por apenas cinco pontos de diferença: 95 a 90. Foi para o vestiário perdendo por nove: 54 a 45.

No final, tudo acabou dando certo. Graças aos 22 pontos de Ray Allen e aos 17 pontos e dez assistências de Rajon Rondo — se bem que a gente não pode deixar de mencionar os 15 de Paul Pierce, os 14 de Glen Davis e os 12 de Kevin Garnett.

Todos com duplo-dígito na pontuação. Tudo muito equilibrado, como temos destacado neste botequim.

DECLARAÇÃO

“A gente gostaria de ter terminado invicto esta excursão”, disse Doc Rivers (foto AP), após a partida. “Fizemos 3 a 1. Você fica feliz quando deixa o Oeste com uma campanha dessas. Mas o engraçado é que a gente conversou sobre o que queríamos. E o objetivo era mesmo um 4 a 0. Mas estamos felizes com o 3 a 1. Não me levem a mal”.

Marra? Longe disso; projeto, planificação. É assim que se ganha um campeonato. Pensando-o do começo ao fim. Olhando cada jogo como se fosse o derradeiro, o decisivo.

O “staff” técnico do Celtics, encabeçado por Doc Rivers, é extremamente competente. Tão competente que ao perder Tom Thibodeau para o Chicago, foi correndo atrás de alguém competente, capaz de ocupar bem o lugar de Thibodeau. Foi atrás de Lawrence Frank, que havia treinado o New Jersey Nets por mais de meia década. Profissional experiente, desprovido de vaidades, que só iria somar — como soma — para o grupo.

DESEJOS

A final dos meus sonhos seria Chicago e alguém, pois todos sabem que o Bulls é o time do meu coração. A que eu previ foi Miami x Lakers. A mais justa seria Boston x San Antonio.

NEGÓCIO

Ron Artest. Este é o jogador que o Lakers deve trocar. A mídia norte-americana já divulga isso. Ron-Ron quer ir embora. A química parece ter acabado.

Fala-se que Kirk Hinrich poderia desembarcar em Los Angeles. Trocado por Ron-Ron? Não creio, pois são posições diferentes. Kirk joga na posição de Steve Blake.

E Hinrich, cá pra nós, não iria acrescentar muita coisa. Não acho que seja por aí.

Estou pensando em Artest. Trocado por quem?

Resposta: Trevor Ariza. Os dois têm o mesmo salário. Os torcedores do Lakers sabem muito bem da importância de Ariza para o time na conquista do campeonato de 2009 em cima do Orlando.

Seria muito bom para o Lakers. Mas e para o New Orleans? Acho que seria muito bom também. Artest, todos nós sabemos, é um baita marcador e tendo espaço pontua também.

Esse negócio, creio eu, mexeria com o time. E é de uma mexida dessas que o Lakers precisa. Kobe Bryant, Pau Gasol e Trevor Ariza: todos pontuadores.

Ficaria mais fácil jogar. Com a bola nas mãos, é claro, pois, sem ele, Kobe seria mais exigido na marcação. Se bem que no banco tem Matt Barnes, que pode fazer o “trabalho sujo” quando preciso.

ON THE ROAD

O Bulls começa esta noite uma excursão de cinco jogos pelo Oeste americano. Pega o Clippers, que inesperadamente bateu-o em Chicago em dezembro passado.

Depois vêm: Golden State (sábado), Portland (segunda-feira que vem), Utah (9) e New Orleans (12).

O Chicago foi muito bem na “Circus Trip” desta temporada. Venceu quatro e perdeu três. Pela primeira vez, desde os tempos de Michael Jordan, o time voltou para casa com um recorde positivo na “Circus Trip”.

Agora vem esta nova excursão pelo Oeste. Seria como uma segunda fase da Fuvest. Ou seja: a parte final do vestibular para mostrar realmente que o time tem condições de ingressar no rol das grandes equipes desta temporada e brigar pelo título pelo menos da conferência.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É MELHOR, LESTE OU OESTE?
  2. DOC RIVERS FICA NO BOSTON
  3. P-JAX AGE COMO TÉCNICO DE FUTEBOL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 23 de janeiro de 2011 NBA | 16:28

NEW ORLEANS: DUAS VITÓRIAS HISTÓRICAS

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Primeiro foi o Atlanta; ontem foi o San Antonio. O New Orleans aplicou duas “tundas” em dois dias em dois times de respeito nesta temporada. Se o Hawks está alguns patamares abaixo do Spurs, mas é um dos times fortes desta competição, o alvinegro texano é simplesmente a melhor equipe até este momento na NBA.

A vitória fora de casa diante do Atlanta por 100 a 59 foi algo de impressionante. E ontem, o San Antonio não viu a cor da bola na vitória do Hornets por 96 a 72. Vantagem de 24 pontos; maior surra que o Spurs levou nesta temporada.

Disse há algum tempo que não confio no Hornets para ganhar a conferência e disputar o título desta temporada. E continuo não acreditando. Não tem time para passar por Lakers e pelo próprio San Antonio. Mas já fez bonito nesta temporada.

Primeiro, quando enfileirou oito vitórias consecutivas e acabou como o último time a ser derrotado nesta temporada. Agora, com estas duas vitórias.

Chris Paul tem sido o condutor do time em quadra? Com certeza; a batuta está sempre em suas mãos. Não se fie apenas nos números. Nessas duas vitórias os números de CP3 são discretos: 13,5 pontos e 7,0 assistências. Não são números de nos deixar boquiabertos. Como eu disse, nos momentos mais importantes CP3 está lá, provando, sempre, que hoje é um dos melhores armadores da NBA.

ALVO

No jogo diante do Atlanta não teve um jogador que você pudesse pinçar do elenco do New Orleans e dizer: nossa, esse cara jogou muito. Mas diante do San Antonio, Trevor Ariza (foto Getty Images) barbarizou nas bolas de três no terceiro quarto. Sempre da ponta direita, ele foi embiroscando e aumentando a vantagem do Hornets na partida.

Foram 4-4; 4-4 também foi o desempenho de Marcus Thornton, vindo do banco. Aliás, o desempenho de três do New Orleans chamou a atenção: 12-15; 80,0% de aproveitamento.

CESTINHA

Tiago Splitter jogou 25 minutos. Não foi seu recorde na temporada, pois na vitória sobre o Cleveland (116-92), ele se aproveitou do “garbage time” e ficou em quadra 26 minutos. Naquele dia fez 18 pontos, sua maior pontuação na temporada. Ontem, com um minuto a menos, fez 11 pontos.

Splitter ficou vinte ou mais minutos em quadra em apenas cinco oportunidades nesta temporada. Anotou um total de 59 pontos, o que dá uma média de 11,8 pontos.

Ou seja: se derem chance, Tiago não vai negar fogo. Esta tem sido a sua história no basquete. No banco ele não vai ajudar ninguém — e não será ajudado também.

DERROTAS

Os dois líderes do torneio perderam. E perderam feio. Do San Antonio a gente já falou: levou uma tunda do New Orleans. O Boston não levou chacoalhão nenhum, mas perdeu para o Washington Wizards: 85 a 83.

Independente do local da partida (Verizon Center, capital dos EUA), time que quer ser campeão não pode perder para o Washington. Em Washington ou na Cochinchina.

De todo o modo, vamos dar um desconto, pois, é como eu sempre digo: não dá para jogar bem todas as noites. Ontem, Spurs e Celtics tiveram um desarranjo e perderam.

Faz parte.

MIAMI

O Miami voltou a vencer. Bateu ontem o fraquíssimo Toronto Raptors, no sul da Flórida, por 120 a 103. Mai uma vez Dwyane Wade e Chris Bosh não jogaram. LeBron James segurou a onda: 38 pontos, 11 rebotes e seis assistências.

Voltou a vencer depois de quatro derrotas consecutivas. Mas não é da campanha do Heat que eu quero falar. Como este iG noticiou com exclusividade, Nenê Hilário teria planos de jogar no Miami a próxima temporada.

Segundo o jornalista Ken Berger, do site CBS Sports, o brasileiro considera esta possibilidade. Nenê tem ainda mais um ano de contrato com o Denver. Pela próxima temporada ele tem garantido US$ 11,6 milhões. Mas a opção de jogar ou não é dele.

A gente olha para o “payroll” do Miami e constata que o time já tem comprometido US$ 65,3 milhões na próxima temporada. O time pode usar a “Mid Level Exception”, que é a média salarial do campeonato. Mas não chega no que Nenê tem direito em Denver. Deve ficar em torno de US$ 6 milhões.

Portanto, a menos que Nenê tope ganhar menos, ele pro Miami não vai.

Conversei com Nenê em agosto passado em Nova York. E ele deixou claro pra mim: “Se o Denver não renovar com Carmelo, eu vou embora”.

Acho que Nenê deve sair, mas pro Miami creio que seja difícil. A menos que ele esteja pensando mais em ganhar um anel e menos em ganhar dinheiro.

Notas relacionadas:

  1. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
  2. DOIS TIMES, DUAS SITUAÇÕES
  3. THERE’S A HOUSE IN NEW ORLEANS…
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

terça-feira, 16 de novembro de 2010 NBA | 17:31

COISAS QUE ACONTECEM AO MESMO TEMPO

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Galera, antes de mais nada, desculpe-me pelo atraso na abertura do botequim. Estou de mudança de casa. Zona total. O telefone está sendo transferido para a nova residência, vou perder a conexão com a internet a qualquer momento. Por isso, não posso perder tempo.

Vamos, pois,  ao que interessa: o New Orleans perdeu a primeira. Quase ganhou novamente, mas a mão de Trevor Ariza perdeu a forma nos segundos derradeiros e por isso o Hornets perdeu. E olha que ele teve duas chances; aro nas duas. Deu dó. Final: Dallas 98 x 95 New Orleans (na foto AP, Dirk Nowitzki tenta uma cesta marcado por Wille Green e Trevor Ariza).

Com todo o respeito que o parceiro Ricardo Camilo e outros torcedores do Dallas merecem, mas eu estava torcendo para o Hornets. O time está afinado, jogando direitinho, está bem treinado e conta com um armador, Chris Paul, que comanda a equipe com muita inteligência – e que sabe pontuar, ao contrário de Jason Kidd, que se sustenta pelas assistências, pois é um mão de pau da gota.

Temporada passada, nem dava pra imaginar que o New Orleans pudesse ir a Dallas e engrossar o jogo diante do Mavericks. Mas hoje o cenário é outro e o Oeste agradece, pois surge mais um time para brigar por uma das sete vagas da conferência – sim, sete, pois uma é do Lakers.

HOME SWEET HOME?

Quem não gosta de voltar pra casa? Todos gostamos; não há nada mais aconchegante do que o nosso lar. Mas parece que o Utah não pensa desta maneira.

Depois de uma excursão marcante pelo Leste americano, com vitórias não menos diante de Miami, Orlando, Atlanta e Charlotte, o time voltou a jogar em sua EnergySolutions Arena. Foi recebido com carinho pelos 19.991 torcedores que ocuparam todas as poltronas do ginásio. O adversário foi o forte Oklahoma City; forte no papel, pois em quadra não tem sido tão forte assim.

Portanto, esperava-se pela sexta vitória seguida (antes de ir para o Leste o time havia batido o Clippers em casa). Mas ela não veio. E eu achei que viria, pois o time estava atrás no marcador (11 pontos) e o “script” era o mesmo dos jogos anteriores. Mas desta vez não houve reviravolta.

Pernas cansadas? Mentes não menos? Pode ser – não creio. Os jogadores da NBA estão acostumados a esta vida.

GUERREIROS

Sim, os jogadores da NBA são guerreiros, mais do que qualquer outro esportista neste planeta, não importa a modalidade. Ninguém joga tanto quanto os jogadores da NBA. Muitas vezes, nem dormem direito.

Vejam o caso do mesmo Utah. Semana passada, dia 9, terça-feira, jogou contra o Miami. Fim de jogo (com prorrogação, é bom que se diga), atletas no vestiário. Deita-se na maca, tira-se a botinha de esparadrapo do tornozelo e outras coisas mais que se coloca no corpo para protegê-lo onde ele dá sinais de fadiga e dor. Toma-se o banho, coloca-se a roupa. Entrevista com jornalistas. Pega-se o ônibus fretado e o destino é o aeroporto, pois no dia seguinte, quarta-feira, dia 10, o jogo seria contra o Orlando.

Chega-se à terra do Mickey Mouse no meio da madrugada. Pega-se outro ônibus fretado e o destino agora é o hotel. Dorme-se com o sol querendo raiar. Acorda-se no meio da tarde. Lanche e ginásio, pois o confronto contra o Magic estava marcado para as 19h30.

Jogo jogado, lambari pescado, como gosta de dizer o outro, e o ritual ao final da partida é o mesmo: vestiário, tira-se a botinha de esparadrapo dos tornozelos, banho, veste-se, entrevista, ônibus. Destino: novamente o aeroporto. Destino da viagem: Atlanta. Chega-se ao hotel novamente com o sol raiando.

Dorme-se um pouco mais, pois não haverá jogo desta vez. Descansa-se um pouco mais também. No dia seguinte o time encarou o Hawks. Jogo jogado, lambari pescado… Destino do ônibus: aeroporto. Destino do avião: Charlotte. Chega-se ao hotel uma vez mais com o sol raiando. Dorme-se pouco, lanche e todos rumo ao ginásio, pois à noite o confronto seria contra o Cats.

Ufa!

É assim quando se está “on the road”.  E não é apenas uma vez. São várias vezes. A temporada regular tem 82 jogos. Ou seja: 82 batalhas num espaço de pouco mais de cinco meses.

Como disse, são guerreiros. Ninguém no planeta peleja tanto quanto os jogadores da NBA.

PROCURA-SE

Nosso parceiro Nairo Carlos chamou-me a atenção — e com razão: alguém tem notícias do JP? O San Antonio está arrebentando e ele até agora não apareceu em nosso botequim. Estou preocupado. Será que ele foi pra outro boteco? JP, onde está você, meu velho?

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  1. O VÔO DO FALCÃO
  2. NA CIDADE DO JAZZ O MELHOR DA NBA
  3. THERE’S A HOUSE IN NEW ORLEANS…
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

domingo, 14 de novembro de 2010 NBA | 16:47

THERE’S A HOUSE IN NEW ORLEANS…

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Não sou apenas eu, mas muita gente não bota fé no New Orleans; inclusive nos EUA. Leiam o que disse o técnico Nate McMilan antes do jogo de ontem, sábado (13), de seu Portland contra o Hornets, na Louisiana:

– Não será surpresa alguma se o New Orleans continuar invicto (depois do jogo). Surpresos devem estar os que fazem prognósticos, pois eles olham apenas para o papel ao invés de prestarem atenção no que se tem visto nas quadras.

Bingo!, como gostam de dizer os americanos. Pura verdade – e eu me incluo neste rol de céticos que não apostam nem uma pataca sequer no Hornets. Se depender do que temos visto em quadra, não há motivo algum para não se colocar o New Orleans entre os favoritos do Oeste.

A campanha é irretocável: oito jogos e oito vitórias – o melhor início de temporada da história da franquia. Único time invicto na temporada. E o time não pegou babas, como é o caso do Lakers, por exemplo. O time da terra do jazz pegou gente grande pela frente: Denver, San Antonio, Houston, Miami e Portland.

Porém (e sempre tem um porém, como dizia o saudoso Plínio Marcos), sei lá, eu ainda tenho um pé atrás com o Hornets. A campanha, como vimos, é irretocável: oito jogos, oito vitórias.

Mas nos EUA os céticos – como eu – costumam justificar sua descrença com fatos irrefutáveis. A saber:

1)    Na goleada de ontem, sábado, diante do Portland por 107 a 87, Brandon Roy, a estrela do adversário, estava com a mão descalibrada (errou seis de seus sete primeiros arremessos) e jogou apenas 22 minutos por conta de uma contusão no joelho;
2)    Diante do Clippers, Chris Kaman, um dos melhores jogadores do time de Los Angeles, torceu o joelho com menos de sete minutos de jogo e não mais voltou;
3)    Pegou um Denver desfalcado de dois de seus gigantes: Kenyon Martin e Chris Andersen;
4)    E o Houston jogou sem Yao Ming.

Sim, tudo isso é verdade. De todo o modo, o New Orleans ganhou. Ganhou – como tem ganhado – por alguns motivos: técnico novo, quinteto titular novo, elenco novo e um Chris Paul renovado.

De Monty Williams, o treinador novato, eu já falei aqui. Do time, vale citar que ele foi reforçado com as chegadas de Trevor Ariza, campeão com o Lakers há duas temporadas, e com o ala Marco Belinelli, ex-Toronto. Ao grupo também se juntaram DJ Mbenga (ex-Lakers) e Willie Green (ex-Philadelphia).

Essas adições renovaram não apenas CP3, mas também o pivô Emeka Okafor, que tem tido desempenhos extraordinários – ou vocês já se esqueceram do que ele fez na partida contra o Miami? Foram 26 pontos e 13 rebotes.

Sabem quem também se renovou? David West. Melhorou muito em relação à temporada passada, mas ainda não é aquele David West que deu um trabalhão para o San Antonio nas semifinais do Oeste de há três temporadas. De todo o modo, já é outro jogador, motivado.

Quanto a CP3, bem, desse eu nem preciso falar. Aliás, nem me atrevo, porque qualquer coisa que eu disser dele se for para o bem soará modesto, se for para o mal soará injustiça. Então, eu deixo pra vocês falarem de CP3.

Hoje pela manhã, peguei um CD e coloquei no rádio do carro enquanto eu me encaminhava para a Rádio Jovem Pan, onde também trabalho. Era do grupo britânico The Animals, velho grupo de rock da época dos Beatles, mas que era selvagem, muito mais do que os Rolling Stones. Era comandado por um vocalista da pesada chamado Eric Burdon,

Um de seus grandes sucessos é o tema “The House of the Rising Sun”. A primeira estrofe da letra diz:

There is a house in New Orleans
They call the Risin’ Sun
And it’s been the ruin of many a poor boy.
And God, I know I’m one.

Traduzindo:

Há uma casa em New Orleans.
Eles a chamam de Casa do Sol Nascente
E tem sido a ruína de muitos pobres garotos
E, Deus, eu sei eu sou um

Neste momento do campeonato, qualquer time poderia cantar esta primeira estrofe. E muitos jornalistas também.

Num domingo modorrento como o de hoje, curtam The Animals e seu “The House of the Rising Sun”.

Notas relacionadas:

  1. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
  2. A DEMISSÃO DE BYRON SCOTT
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de julho de 2009 NBA | 12:40

BOM PARA OS DOIS

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Já é oficial desde ontem à noite: Ron Artest é do Lakers e Trevor Ariza é do Houston. Quem ganhou?

Acho que foi bom para os dois lados.

O Lakers, como disse ontem neste botequim, se fortalece demais, pois ganha em Artest (foto Reuters ao lado de Kobe) um defensor que ele praticamente só encontrava em Kobe Bryant. Mais ainda: o ciclotímico ala sabe pontuar – e meter bolas de três.

Cairá como uma luva, como se costuma dizer, no esquema do Lakers. Era o jogador que faltava – embora eu ainda clame por um armador, experiente, que possa substituir Derek Fisher.

Mas como amigo é para sempre, Fish não sairá de jeito nenhum do Lakers. Ele é chegado em Kobe e Phil Jackson.

Além disso, no momento do apuro, do sufoco, do aperto, ele apareceu e ajudou o time a ganhar seu 15º. título.

Vai, pois, ficar. Jordan Farmar e Shannon Brown vão dar o descanso que o veterano armador tanto precisa, e quando for o caso, Kobe arma o jogo, com Ron na posição dois e Luke Walton na três.

Bem, P-Jax vai ganhar US$ 13 milhões na próxima temporada e esse é um problema para ele resolver. E, cá para nós, de fácil solução depois da chegada de Artest.

Quanto ao Houston, Ariza também cairá como uma luva – perdoem-me novamente este surrado clichê, mas falta-me neste momento inspiração maior para encontrar algo mais apropriado.

Quanto ao Houston, dizia eu, o Ariza vai mesmo se integrar perfeitamente ao time. Resta saber se Tracy McGrady passará incólume a próxima temporada, sem contusões que o privem de trabalhar.

Com T-Mac e Ariza juntos, Rick Adelman pode se dar ao luxo de deixar Shannon Battier no banco e colocá-lo em quadra quando apertar a marcação for necessário.

Ariza (foto AP) é também um bom marcador, tem o “time” certo da jogada e por isso mesmo é um competente ladrão de bolas. Ajuda muito na defesa, mas não tem semelhante poder de marcação que Artest.

Se os amarelinhos têm ainda um problema – na armação, como disse –, os vermelhinhos seguem precisando de um pivô. Algo precisa ser feito rapidamente, pois Luis Scola, por mais brilhante e eficiente que seja não vai segurar, sozinho, esse rojão.

NBA

Anderson Varejão anunciou ontem em São Paulo que vai fazer no Rio de Janeiro um jogo com alguns astros da NBA. Local: Maracanãzinho; data: 9 de agosto; horário: 11 da manhã.

O capixaba disse que quer trazer LeBron James e que LBJ quer conhecer o Brasil. Eu costumo contextualizar muito essas declarações.

Lembro-me muito bem de um show do U2 no Brasil há uns dois anos. Bono Vox dizia, com a mesma potência de seu canto, que os brasileiros eram a melhor audiência que ele tinha encontrado. Uma semana depois, em Santiago do Chile, repetiu o discurso.

Portanto, não se empolguem quando um gringo fala bem do Brasil. Ao contrário da gente, que não tem papas na língua e fala o que der na telha, os demais povos do planeta procuram ser politicamente corretos – e respeitosos.

Dito isso, volto ao tema: King James no Brasil. Será que ele vem mesmo? Varejão disse que ele precisa encontrar uma data na agenda para ver se será possível.

Duvido – mas espero quebrar a cara, pois seria, sem dúvida alguma, sensacional ter o segundo maior jogador de basquete do mundo em terras tupiniquins.

Quanto ao evento, estará repleto de jogadores brancos e latinos. Os negros, norte-americanos, que são a essência do jogo, esses não deverão vir.

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  2. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 2 de julho de 2009 NBA | 18:32

OS CASOS DE GORDON E VILLANUEVA

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Ben GordonBen Gordon (à direita) não é mais do Chicago; Charles Villanueva deixou o Milwaukee.

Vocês, tarados por basquete como eu, já sabem que ambos foram para o Detroit. Quem ainda não sabia, ficou sabendo agora.

Vamos por parte, como diria… não direi, pois este clichê beira o insuportável. Vamos, pois ao que interessa.

Alguns torcedores do Chicago devem estar chorando a saída de Gordon; não deveriam. Ele não estava mesmo a fim de ficar na Windy City. Recebeu pelo menos duas ótimas propostas de John Paxson e disse não.

Então, passar bem; com ferro elétrico.

Se um dia os torcedores do Milwaukee suportaram a saída de Lew Alcindor para o Lakers – Alcindor que mais tarde passou a se chamar Kareem Abdul-Jabbar –, por que não resistiram ao adeus de Villanueva?

Villanueva que ofereceu-se como uma mundana em seu twitter ao Cleveland, elogiando a contratação de Shaquille O’Neal e adicionando que agora só faltava um ala/pivô – ele – para o time se completar.

Portanto, o que disse sobre Gordon, vale para Villanueva: passar bem; com ferro elétrico.

Isso posto, vamos analisar a situação do Detroit. A equipe ficou muito forte com a chegada desses dois jogadores.

Ganha um armador de decisão muito bom em Ben Gordon – do mesmo nível de Richard Hamilton – e um ala de força com um jogo harmonioso em Charles Villanueva.

Aliás, a contratação de Gordon deixa claro que a franquia pretende se desfazer de Rip. Desconfio que o problema do jogador não era apenas com o ex-treinador Michael Curry – tem mais coisa nessa história.

Bem, se o Pistons adicionasse ao time um ala que pontuasse, voltaria a figurar tranquilamente entre os favoritos ao lado Leste. Tayshaun Prince marca muito, mas ataca pouco.

De qualquer maneira, a equipe tem em Rodney Stuckey um armador definidor, estilo Chauncey Billups. Isso tira um pouco a pressão em cima de Tayshaun.

Fica faltando um pivô, alguém pode dizer. Respondo: não acho, pois penso que Kwame Brown pode resolver a questão.

O problema, no entanto, aparecerá quando Kwame não puder estar em quadra. Quem vai ser seu descanso?

Fabricio Oberto? Nem pensar.

O Detroit poderia muito bem pagar a multa de seu contrato e despachá-lo para a Argentina. Na sequência, ir às compras novamente.

Sim, pois Austin Daye e DaJuan Summers, dois de seus drafts, são alas de força que podem muito bem ajudar. Mas não sei até que página, pois eles não têm qualquer experiência entre os profissionais.

O certo é que vem mais coisa por aí. Joe Dumars, por mais tapado que seja, conhece o jogo.

A galera deste botequim que torce para o Pistons esfrega as mãos à espera da próxima temporada. Não sem razão.

VOLTA 1

Josh Childress, que jogou seus primeiros quatro anos no Atlanta, foi para o Olympiakos na temporada passada. Seu contrato com o clube grego previa a possibilidade de o jogador testar o mercado ao final da temporada européia – que coincide com a norte-americana.

E é o que o jogador está fazendo no momento. Ou melhor, Jim Tanner.

O agente de Childress já teve uma reunião com os executivos do Milwaukee. O time de Wisconsin está atrás de um ala desde que negociou Richard Jefferson com o San Antonio.

Se der certo, o Bucks não sairá por baixo nessa história de jeito nenhum.

VOLTA 2

Quentin Richardson, que um dia fez parte de um time interessante do Clippers que tinha Lamar Odom e Darius Miles em grande forma, retornou a Los Angeles. Ele, que havia deixado o New York e ido para o Memphis, nem chegou a desarrumar as malas.

Foi trocado por Zach Randolph.

Ótimo negócio para o Clippers, que dá uma limpada legal em seu cap. Deixará de pagar US$ 16 milhões para Zach; terá compromisso de US$ 9.3 com Quentin. Economia de quase US$ 7 milhões.

Em tempos bicudos, nada melhor; sem contar que resolve um problema para o técnico Mike Dunleavy, que não teria o que fazer com Randolph depois do recrutamento de Blake Griffin, uma vez que a franquia ainda conta com Chris Kaman e Marcus Camby para a posição.

Já o Memphis fortalecerá seu garrafão com o ex-pivô angelino. Como o time da terra de Elvis Presley selecionou Hasheem Thabeet no último draft, pergunto: será que a batata do espanhol Marc Gasol está cozinhando?

Marc é uma espécie de Zoca da família Gasol, vocês não acham?

ESPANHA

Por falar nos iberos, Ricky Rubio decidiu cumprir seus dois últimos anos de contrato com o DKV Joventut. Desta forma, retirou o processo que movia contra o time espanhol.

Rubio pressiona o Minnesota, time pelo qual foi recrutado no último NBA Draft. Não quer jogar em Minneapolis de jeito nenhum.

Dan Fegan, seu agente, um dos mais influentes no mercado da NBA, quer levar o espanholito para a Big Apple. Seu sonho é ver seu cliente jogando com a camisa do New York.

Isso significaria ótima oportunidade para acertos publicitários mais vultosos do que se o armador jogar com a inexpressiva camisa do Wolves – sorry torcedores, mas é verdade, o que eu posso fazer se não falar?

Grana, sempre ela.

AMIGOS?

Depois que Ron Artest e Kobe Bryant quase se esbofetearam na série entre Lakers e Houston, li que os dois jogadores eram amigos fora da quadra, isso e aquilo.

Achei que ambos faziam tipo para segurar a barra.

Agora surge a notícia de que os angelinos – ao lado do Cleveland e do Boston – querem contratar Artest, que está com o passe na mão neste momento.

É, parece que a história era mesmo verdadeira – caso contrário, Kobe, um dos que têm voz ativa na franquia, diria não e ponto final.

Como ficaria esse Lakers com Artest ao lado de Kobe? Imbatível no Oeste – pelo menos.

Portanto, Trevor Ariza que defina logo sua vida, pois o Lakers tem um Plano B dos melhores. Superior, aliás, ao Plano A.

Sons vindos do Texas dão conta de que Ariza está reunido com o pessoal do Houston. É, o Rockets parece mesmo dar como certa a saída de Artest.

Mas vamos continuar imaginando as coisas. Se ele for para o Cleveland, diria o mesmo que disse sobre o Lakers: o Cavs ficaria imbatível no Leste. Idem se ele vestir a camisa alviverde do Celtics.

Quer dizer: o ciclotímico jogador do Houston é poderoso. Mesmo maluco, vale o investimento.

VALE?

O Houston pretende oferecer um contrato de cinco anos no valor de US$ 50 milhões para Hedo Turkoglu.

Vale?

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sábado, 20 de junho de 2009 NBA | 12:19

OS PROBLEMAS DO LAKERS

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Phil Jackson disse que pretende trabalhar na próxima temporada como técnico do Lakers. Seu desafio, provavelmente, é ganhar mais um título.

Depois, na próxima, quem sabe mais um e mais um e mais um, até que o pessoal que torce o nariz para a sua genialidade deixe-o de fazer. Se bem que ele não precisa disso; seus números são poderosos, superiores a qualquer outro técnico que já tenha trabalhado um dia na NBA.

O problema é que P-Jax vai fazer 64 anos em setembro próximo e o corpo, que nunca foi lá grande coisa – eu já o vi várias vezes pessoalmente e ele é todo torto –, dá sinais de fadiga intensa.

Ontem, em Los Angeles, o treinador disse: só volta a trabalhar se a saúde estiver boa.

Estará?

P-Jax já submeteu a duas cirurgias no quadril e, por recomendação médica, há algum tempo senta-se em uma cadeira especial durante os jogos; mais alta e mais confortável. Creio que vocês já devem ter observado isso.

O cadeirão de Phil (foto ao lado), aliás, é um tormento para quem pagou uma fortuna para assistir aos jogos atrás do banco do Lakers, próximo dos jogadores. Isso porque, além de ser alta, é ocupada por quem tem 2m03 de altura.

“Daqui a duas semanas eu defino o meu futuro”, disse o treinador, não especificando exatamente quando. Poderia, pois seu contrato com a franquia angelina prevê uma data para ele informar o patrão, Jerry Buss, se vai permanecer à frente do time ou não.

Jackson está milionário. Só nesta temporada que passou ele ganhou US$ 10.3 milhões. Foi o treinador mais bem pago nos EUA não importa o esporte.

Tem garantido para a próxima temporada US$ 12 milhões.

Dinheiro não é problema, mas nunca é demais por no bolso mais uma dezena de milhões de dólares. A mão coça sem parar, não é mesmo?

Outra coisa: o treinador já deixou claro que quer a renovação de vínculo de Lamar Odom e Trevor Ariza, bem como Shannon Brown. Os três estão sem contrato.

O grande problema é que a franquia já tem comprometido para a próxima temporada pouco mais de US$ 74 milhões. Toda essa dinheirama será destinada a apenas oito jogadores.

A saber: Kobe Bryant (US$ 23 milhões), Paul Gasol (US$ 16.4 milhões), Andrew Bynum (US$ 12.5 milhões), Adam Morrison (US$ 5.2 milhões), Derek Fisher (US$ 5 milhões), Sasha Vujacic (US$ 5 milhões), Luke Walton (US$ 4.8 milhões) e Jordan Farmar (US$ 1.9 milhão).

O Lakers tem a preferência nas renovações de Lamar, Ariza e Shannon. A franquia pretende oferecer US$ 14.1 milhões para Lamar; nada falou ainda sobre os outros dois.

Isso passaria o “payroll” do Lakers para US$ 88 milhões – e nove jogadores. Ariza ganhou US$ 3.1 milhões nesta temporada; quanto ele não vai pedir para renovar?

Digamos que ele aceite algo em torno de US$ 6 milhões. A folha de pagamento do Lakers passaria para US$ 94 milhões – e dez jogadores.

Para disputar um campeonato um time precisa contar com 15 atletas. Quanto esses jogadores não custariam a mais para a franquia?

US$ 5 milhões? Ouvi alguém dizer US$ 6 milhões? Ou quem sabe US$ 7 milhões.

Se de fato eles custarem tudo isso, a folha do atual campeão da NBA ultrapassaria a cifra dos US$ 100 milhões – o que seria inédito na história da liga.

A pergunta que fica é: o Lakers arrecadará na temporada 2009/10 o suficiente para ao menos igualar os gastos?

Em função da crise econômica mundial, o Lakers avisou, pouco antes de os playoffs passados começarem, que não vai aumentar o preço dos ingressos para a próxima temporada. Normalmente, a franquia majorava em média 9% o valor dos bilhetes.

Se não vai vender tíquetes mais caros, será que haverá dinheiro para renovar com esses jogadores e montar uma equipe para o próximo campeonato?

É certo que o Lakers pode, por exemplo, trocar Morrison e seus US$ 5.2 milhões por três jogadores. Mas quem vai querer um atleta que não tem mais joelhos e que pouco entra em quadra?

Difícil, muito difícil.

O campeonato, como se vê, já começou para o Lakers. E a montagem do time é o primeiro grande adversário que os amarelinhos têm pela frente.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009 NBA | 17:19

VERDADES, MENTIRAS E RUMORES

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David Lee, agente de Trevor Ariza já avisou: “It’s up to Mitch and Jerry Buss because they write the checks”. Ou seja: a renovação do contrato de seu cliente com o Lakers depende do GM e do dono da franquia.

Ariza, que fez o ensino médio em Los Angeles e estudou em UCLA, já disse que quer ficar em casa. Mas o Detroit está de olho nele, especialmente se fizer negócio com seu ala Tayshaun Prince.

O Lakers tem a vantagem de poder cobrir qualquer proposta feita a seu ala campeão. E, de acordo com as leis da NBA, pode também oferecer um contrato de seis anos – o que não será possível para seus concorrentes.

Grana o Lakers tem; resta saber se é desejo da franquia permanecer com o jogador. Eu renovaria.

Há que se ouvir também a palavra de Phil Jackson. Especialmente porque o armador Derek Fisher declarou que, em conversa com o treinador, ouviu dele a intenção de trabalhar na próxima temporada.

“Ele estará de volta”, garantiu Fish.

O armador, se você não sabe, é uma espécie de braço direito do treinador dentro do elenco. É o cara que dá o suporte necessário para resolver problemas. E funciona também como um técnico em quadra.

E do jeito que Fish falou, ele também estará de volta no próximo campeonato.

Lamar Odom? Não, ninguém falou ainda sobre o futuro do jogador, que teve seu vínculo com o Lakers encerrado nesta temporada.

Se o Lakers dá toda a pinta de que não vai se modificar para o próximo campeonato, o Chicago pode ficar sem Ben Gordon. O ala/armador não tem mais vínculo com o Bulls, onde recebeu US$ 6.4 milhões para jogar o último torneio.

O Detroit, segundo o agente do jogador, teria oferecido US$ 11 milhões ao jogador para a temporada 2009/10. Detroit que deve se livrar também de Richard Hamilton e, com isso, oferecer a Gordon a titularidade na posição.

O problema é encontrar um time que aceite fazer negócio com Rip. É que o ala/armador do Pistons tem garantido para a próxima temporada um salário de US$ 11.3 milhões.

Muito dinheiro em tempos de crise.

O Chicago ofereceu na temporada passado um novo contrato para Gordon de quatro anos. Nele, o jogador receberia US$ 8 milhões no primeiro ano, US$ 10 milhões no segundo e US$ 18 milhões nos dois últimos anos, o que daria um total de US$ 36 milhões.

Gordon disse não; parece não querer ficar na cidade dos ventos.

O que fazer?

Pra já, o time está de olho em moleques do “college”para resolver imediatamente a questão. Mas o olho do Chicago cresce pra cima de Dwyane Wade.

Nascido, crescido e morador de Chicago, Wade tem mais um ano de contrato com o Miami. Perguntado sobre uma possível volta à sua cidade, para jogar no seu time do coração, Wade respondeu: “Eu adoro Miami, onde fiz minha carreira; Chicago é minha cidade. Quando chegar o momento certo, vou pensar no caso”.

Ou seja: o jogador, como se dizia há uns três, quatro meses, não deu como garantida a renovação de seu acordo com o Miami. Deixou claro que pode jogar em Chicago.

O que seria um sonho para seus torcedores.

Wade prosseguiu, agora falando sobre Derrick Rose: “Ele é um grande, grande jogador. É o armador do futuro”.

Como se vê, na avaliação de Wade, Rose será melhor do que Chris Paul, seu companheiro de time nos Jogos Olímpicos de Pequim.

De Phoenix vem rumores no sentido de que o Washington vai trocar seu draft número cinco pelo ala/pivô Amaré Stoudemire. Isso porque Antwan Jamison pode estar mesmo de saída do time da capital dos EUA.

De Minnesotta vem informação garantida de que Kevin McHale não será o treinador do time na próxima temporada. Essa eu não entendi, pois McHale dirigiu muito bem a equipe.

Deverá ser substituído por Bill Lambier, que treinava o Detroit Shock, time da WNBA. Lambier não tem qualquer experiência como treinador de homens.

Vocês conseguem entender? Eu não.

Finalmente, por falar em não entender, o New York estaria interessado em Tracy McGrady. Pode?

Quem souber de mais trocas, fique à vontade, pois este botequim, como se sabe, não é meu, não é seu e nem é dele.

É nosso.

 

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quarta-feira, 10 de junho de 2009 NBA | 11:48

UM JOGO ESQUISITO

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Foi um jogo esquisito, diz o título.

O Orlando teve um aproveitamento incrível de 62.5% de seus arremessos, recorde da NBA em uma decisão de título (no primeiro tempo foi de 75%, outro recorde), mas ganhou a partida por apenas quatro pontos: 108-104 – quando na verdade poderia ter sido de apenas dois se Kobe Bryant não fizesse aquela falta desnecessária no final da peleja.

Qual a mensagem que a porfia de ontem nos deixou?

Que o se o Orlando tivesse tido um aproveitamento dentro da normalidade (na fase de classificação foi de 43.3%), teria perdido o jogo novamente. Mais ainda: se o Magic quiser ganhar outra vez amanhã à noite – e quer –, vai ter que seguir batendo recordes de arremessos.

Orlando de Rashard Lewis não vai acertar todos seus arremessos sempre

Sim, pois sua defesa não oferece resistência ao Lakers.

No primeiro jogo da série, o Los Angeles teve aproveitamento de 46.1%; no segundo, 46.2%; e ontem 51.3%.

Muita coisa.

Assim vai ficar difícil reverter a série e viajar para a Califórnia com uma vantagem de 3-2, jogando a pressão todinha pra cima do adversário e, quem sabe, entrar para a história da NBA como a quarta franquia a sair de uma desvantagem de 2-0 para conquistar o título.

O Orlando tem que entender que não dá para ter um aproveitamento de 62.5% nos chutes todas as noites. Há que se melhorar a defesa e segurar o Lakers abaixo dos 40% (35% seria o ideal) e aproveitar mais de 45% de seus tiros nos próximos dois jogos se quiser, como disse, reverter a série.

Caso contrário, não vai ganhar o título de jeito nenhum.

CONFUSÃO

E tem mais: não vai ser todas as noites que o Lakers vai mostrar-se confuso em quadra como o fez no final do jogo de ontem.

Mickael Pietrus acertou dois lances livres e colocou o Orlando na frente em 106-102 a 28.7 segundos do final. Com todo esse tempo disponível, os jogadores do Lakers, inexplicavelmente, começaram um festival de arremessos de três sem o menor sentido.

Primeiro foi Kobe Bryant quem errou; depois Trevor Ariza; na sequência, novamente Kobe; e finalmente Derek Fisher.

Pra que esse desespero? Era armar uma jogada simples, para um tiro curto, de dois pontos, baixar a diferença para dois pontos, pressionar a saída de bola do Orlando e se não obtivesse sucesso no desarme, buscar a falta.

O Magic poderia errar um dos dois arremessos, e, aí sim, buscar uma cesta de três para levar o jogo para a prorrogação. Ou não, pois dependendo do tempo que faltaria para acabar a partida uma nova cesta segura, da zona morta ou no pivô, poderia ser a melhor solução.

Mas não foi o que se viu.

O que se viu foi um Lakers que mais parecia o Orlando no final da partida: um time imaturo em quadra, que parecia estar disputando sua primeira partida numa decisão de título.

Onde estavam a experiência e a sabedoria de Kobe e Phil Jackson naquele momento?

Foi a sétima derrota seguida do Lakers fora de casa em uma decisão. Igualou-se ao Fort Wayne Pistons, que na decisão do título da temporada 1955-56 atingiu esta marca.

ENGANO

Como disse no jogo passado, não se deixe levar pelos números. Kobe Bryant marcou 31 pontos, terminou como cestinha do jogo, mas voltou a pecar – e muito.

Primeiro foi nos lances livres. Teve um aproveitamento pífio: 50% (5-10). Se tivesse chegado a 90% (dentro de sua média nestes playoffs), teria levado o jogo para a prorrogação.

Depois, negou fogo durante quase todo o jogo. Seu desempenho limitou-se basicamente ao primeiro quarto, quando anotou 17 pontos – fez mais quatro no segundo e fechou o primeiro tempo com 21.

No segundo tempo, fez apenas dez pontos e mostrou um aproveitamento de 4-15 (26.7%). Foi neste período que Bryant errou a maioria de seus lances livres.

Finalmente, fracassou no final da partida duas vezes em menos de três segundos. No início da jogada, foi desarmado por Dwight Howard; Pau Gasol conseguiu recuperar a bola e passar para Kobe, que perdeu o controle e deixou-a nas mãos de Mickael Pietrus.

Um horror.

Agora, sabe o que a estatística anotou? Está sentado? Se não tiver, sente. A estatística anotou erro para Gasol que fez um passe equivocado para Kobe.

Pode? Gasol errou aonde? Ele recuperou, isto sim, a bola e jogou-a nas mãos de Bryant e este não teve agilidade e domínio suficientes para não deixá-la escapar novamente.

Por isso que eu sempre digo aqui neste botequim: não se fie sempre nas estatísticas, pois elas mentem – e não são poucas as vezes.

CALIBRE

O Orlando teve cinco jogadores com um duplo dígito nos arremessos. Dwight Howard e Rashard Lewis fizeram, cada um, 21 pontos e foram os cestinhas do time.

Depois apareceu Rafer Alston, que teve uma atuação de gala. O armador anotou 20 pontos e merecia mais minutos em quadra do que os 37 que Stan Van Gundy reservou para ele.

Finalmente, com 18 tentos cada um, Hedo Turkoglu e Mickael Pietrus.

Vejam que o Magic teve, portanto, cinco jogadores que fizeram 18 pontos ou mais.

Inacreditável.

REBOTES

Com um aproveitamento de 62.5% por parte do Orlando em seus arremessos e de 51.3% do lado do Lakers, foram poucos os ressaltos disponíveis na partida. Para ser exato, 56 no total.

O Magic fisgou 29, dois a mais que o time californiano.

Pau Gasol, por exemplo, pegou apenas três. Mas Dwight Howard confiscou 14 e foi o único jogador em quadra a ter um duplo dígito neste fundamento.

Foi, também, o solitário atleta nos “double-doubles”.

Como disse na abertura de nosso papo, foi um jogo esquisito.

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  1. LAKERS VENCE O JOGO DO ANO
  2. O JOGO MAIS SEM GRAÇA DA TEMPORADA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

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