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03/11/2009 - 12:38

TABELA MAL FEITA

Iverson em açaõ pelo time de Memphis

Iverson em ação pelo time de Memphis

Mais uma rodada sem molho. A NBA deveria prestar mais atenção na elaboração da tabela. Não tem cabimento um sábado e uma segunda-feira (ou seja, dois em três dias seguidos) serem permeados por partidas desinteressantes.

Charlotte x New Jersey: que atrativo(s) tem esse confronto? Comecei a ver o cotejo; mudei rapidamente. Por curiosidade – e dever profissional – busquei o resultado final: vitória dos anfitriões por 79-68.

Importante: o New Jersey está invicto nesta temporada; não ganhou de ninguém até agora.

Escanteei Nets e Cats e passei a ver New York x New Orleans. O Hornets não é nem de longe aquele esquadrão de há duas temporadas.

Dá pena ver Chris Paul jogando neste time. Esperava mais do New Orleans com Emeka Okafor, mas nada mudou em relação ao time que tinha Tyson Chandler.

Sei não, acho até que piorou. Chandler, embora tecnicamente inferior a Okafor, tem garra e não apatia, característica do ex-pivô do Charlotte.

O final foi um tanto emocionante, disputado. Paul, quase que sozinho, fez uma reviravolta na partida e levou o Hornets ao triunfo. Mas não deu: vitória do Knicks por 117-111.

Utah x Houston foi o embate mais atraente da rodada. E com final surpreendente: do jeito que o Jazz vem jogando, acho que vou quebrar a cara, pois o time não chega nos playoffs de jeito nenhum.

O Rockets calou a EnergySolutions Arena com suas bolas de três: 10-19. Em contrapartida, os caseiros estiveram com a mão deformada: 3-11.

Isso realmente fez a diferença.

O “rookie” Chase Budinger veio do banco, jogou 22 minutos e anotou 17 pontos. Foi sua melhor performance como profissional com a camisa texana.

Se mantiver este desempenho, pode ser ótima alternativa para Rick Adelman neste período sem Tracy McGrady. Segundo os doutores do Houston, T-Mac deve retornar no final de dezembro.

Tomara que sim, pois é muito legal vê-lo em quadra; é quase a excelência do jogo. Pena que ele não consiga contagiar seus companheiros.

Clippers x Minnesota confesso que eu nem vi. Nem mesmo a curiosidade em assistir Jonny Flynn me fez sintonizar este confronto.

Bem, fui informado e informo vocês (se é que vocês ainda não sabem) que o primo pobre de Los Angeles conseguiu sua primeira vitória no campeonato: 93-90.

Chris Kaman, 25 pontos e 11 rebotes, levou o moto-rádio pra casa. Destaque também para os 15 rebotes de Marcus Camby.

Finalmente, Sacramento x Memphis. Vi a contenda para ver Allen Iverson pela primeira vez com a camisa do Grizzlies.

AI saiu do banco, jogou apenas 18 minutos. Tem que ser assim mesmo, devagarzinho, respeitando o peso da idade e as dores pelo corpo cansado de tanta labuta.

Seus números: 11 pontos em 18 minutos; 5-9 nos tiros de quadra e nenhum lance livre batido – o que mostra bem como ele foi econômico; uma assistência, mas zerou nos rebotes, desarmes e tocos; cometeu dois erros e fez duas faltas.

Iverson disse não ter tido qualquer problema quanto a contusão; problema foi entender o jogo do técnico Lionel Hollins. “Deem uma olhada nas estatísticas e vejam que eu não fui um sexto homem”, disse o jogador depois da partida.

Calma; o cenário será outro daqui a algumas rodadas. Iverson vai adicionar qualidade ao time do Tennessee.

Mas o destaque do jogo ficou por conta do armador Kevin Martin: 48 pontos!!!

Deveria ter aberto nosso papo com isso, mas confesso que até agora não consigo acreditar que isso aconteceu. É verdade que houve duas prorrogações e que Martin jogou 52 minutos; mesmo assim, é ponto pra dedéu.

O jogo terminou com a vitória do Kings por 127-116. Foi também a primeira do time californiano na competição.

FINALMENTE

Até que enfim uma rodada imperdível. Vejam os jogos desta noite: Cleveland x Washington; Indiana x Denver; Philadelphia x Boston; Detroit x Orlando; Miami x Phoenix; Chicago x Milwaukee; Oklahoma City x Lakers; Dallas x Utah; Portland x Atlanta.

Pergunto: a NBA não poderia ter separado dois desses jogos e tê-los colocado na rodada de ontem?

Como disse,  a NBA deveria ter prestado mais atenção na elaboração da tabela.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , ,
01/11/2009 - 17:01

PORTLAND, A DECEPÇÃO DO MOMENTO

A rodada de ontem da NBA poderia ter sido jogada numa segunda-feira. Poucos jogos empolgantes. Rodada de sábado tem que ser atraente aos olhos dos torcedores.

Não foi o que aconteceu.

Na verdade, apenas uma contenda me chamou a atenção: o Houston bateu o Portland, no Texas, por 111-107. Foi o grande jogo da noite.

Trail Blazers Rockets BasketballFoi também um jogo que me deixou decepcionado, pois eu esperava mais do Blazers. Afinal, muitos o colocam na final do Oeste diante do Lakers — não é o meu caso, mas é algo perfeitamente cabível.

Em quadra, o time, todavia, não tem justificado esta predileção. Eu sei, eu sei, foram apenas três partidas, mas se a gente não puder falar agora o que pensa, eu fecho as portas do botequim e reabro-a daqui a um mês.

É isso que vocês querem? Claro que não — e nem é o que eu quero.

Então, vamos lá. Labica, mais uma cerveja pra mim (Labica é o garçom do nosso botequim).

Como gosto de falar pelos cotovelos, digo: o Portland é uma das grandes decepções neste começo de temporada.

Por mais que tenha jogado fora de casa, pegou um Rockets que não arranca suspiros de muitos — eu entre eles. E os texanos, pior ainda, jogaram sem seus dois principais jogadores: Tracy McGrady e Yao Ming.

Mesmo sem eles, vazou a defensiva do Oregon em 111 tentos. Muita coisa.

Tenho certeza de que Nate McMillan, treinador do Blazers, e um fanático por defesas sólidas, deve ter perdido o sono na madrugada deste domingo. 111 pontos do Houston, mesmo sem Yao e T-Mac é coisa de doido.

De seu lado, Brandon Roy (foto AP) anotou 42 pontos. Acertou os 13 lances livres que bateu. Nas bolas de três, fez 5-7. Apanhou ainda seis rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.

O Portland não pode deixar acontecer com ele o que Mike Brown deixou acontecer com o Cleveland. O Cavs sofre de “lebrondependência”; o Blazer tem que evitar uma “roydependência”.

Caso contrário, vai acabar como o Cleveland: o time do “quase”.

AGENTE 0

Gilbert Arenas marcou 32 pontos na vitória do Washington diante do New Jersey por 123-104. Deve ter sido uma pelada.

Está completamente fora de moda jogos com placares dilatados. Isso é coisa do passado, quando se amarrava cachorro com linguiça, como gosta de dizer Luis Felipe Scolari.

De qualquer maneira, o Wizards chama a atenção neste início de temporada. Quando Antawn Jamison voltar, o time ficará mais forte ainda, pois Jamison, todos nós sabemos, é um dos vértices do triângulo do time de Flip Saunders ao lado do Agente 0 e de Caron Butler.

BATMAN

É Manu Ginobili. O argentino pegou um morcego com as mãos no jogo de ontem em San Antonio!

Louco de pedra; não se pega morcegos com as mãos. Está certo que era um “baby bat”, mas era um morcego!

“Ele sempre faz coisas malucas”, garantiu Tony Parker.

Nem precisa dizer, Tony, as imagens falam por si.

Ah, sim, o Spurs bateu o Sacramento por 113-94.

NBB

Começou neste domingo o NBB. Acordei mais cedo e me preparei para assistir Pinheiros x Brasília.

Os dois times entraram em quadra para disputar a contenda mais importante da primeira rodada.

Entraram e jogaram em uma quadra de vôlei…

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
17/06/2009 - 17:19

VERDADES, MENTIRAS E RUMORES

David Lee, agente de Trevor Ariza já avisou: “It’s up to Mitch and Jerry Buss because they write the checks”. Ou seja: a renovação do contrato de seu cliente com o Lakers depende do GM e do dono da franquia.

Ariza, que fez o ensino médio em Los Angeles e estudou em UCLA, já disse que quer ficar em casa. Mas o Detroit está de olho nele, especialmente se fizer negócio com seu ala Tayshaun Prince.

O Lakers tem a vantagem de poder cobrir qualquer proposta feita a seu ala campeão. E, de acordo com as leis da NBA, pode também oferecer um contrato de seis anos – o que não será possível para seus concorrentes.

Grana o Lakers tem; resta saber se é desejo da franquia permanecer com o jogador. Eu renovaria.

Há que se ouvir também a palavra de Phil Jackson. Especialmente porque o armador Derek Fisher declarou que, em conversa com o treinador, ouviu dele a intenção de trabalhar na próxima temporada.

“Ele estará de volta”, garantiu Fish.

O armador, se você não sabe, é uma espécie de braço direito do treinador dentro do elenco. É o cara que dá o suporte necessário para resolver problemas. E funciona também como um técnico em quadra.

E do jeito que Fish falou, ele também estará de volta no próximo campeonato.

Lamar Odom? Não, ninguém falou ainda sobre o futuro do jogador, que teve seu vínculo com o Lakers encerrado nesta temporada.

Se o Lakers dá toda a pinta de que não vai se modificar para o próximo campeonato, o Chicago pode ficar sem Ben Gordon. O ala/armador não tem mais vínculo com o Bulls, onde recebeu US$ 6.4 milhões para jogar o último torneio.

O Detroit, segundo o agente do jogador, teria oferecido US$ 11 milhões ao jogador para a temporada 2009/10. Detroit que deve se livrar também de Richard Hamilton e, com isso, oferecer a Gordon a titularidade na posição.

O problema é encontrar um time que aceite fazer negócio com Rip. É que o ala/armador do Pistons tem garantido para a próxima temporada um salário de US$ 11.3 milhões.

Muito dinheiro em tempos de crise.

O Chicago ofereceu na temporada passado um novo contrato para Gordon de quatro anos. Nele, o jogador receberia US$ 8 milhões no primeiro ano, US$ 10 milhões no segundo e US$ 18 milhões nos dois últimos anos, o que daria um total de US$ 36 milhões.

Gordon disse não; parece não querer ficar na cidade dos ventos.

O que fazer?

Pra já, o time está de olho em moleques do “college”para resolver imediatamente a questão. Mas o olho do Chicago cresce pra cima de Dwyane Wade.

Nascido, crescido e morador de Chicago, Wade tem mais um ano de contrato com o Miami. Perguntado sobre uma possível volta à sua cidade, para jogar no seu time do coração, Wade respondeu: “Eu adoro Miami, onde fiz minha carreira; Chicago é minha cidade. Quando chegar o momento certo, vou pensar no caso”.

Ou seja: o jogador, como se dizia há uns três, quatro meses, não deu como garantida a renovação de seu acordo com o Miami. Deixou claro que pode jogar em Chicago.

O que seria um sonho para seus torcedores.

Wade prosseguiu, agora falando sobre Derrick Rose: “Ele é um grande, grande jogador. É o armador do futuro”.

Como se vê, na avaliação de Wade, Rose será melhor do que Chris Paul, seu companheiro de time nos Jogos Olímpicos de Pequim.

De Phoenix vem rumores no sentido de que o Washington vai trocar seu draft número cinco pelo ala/pivô Amaré Stoudemire. Isso porque Antwan Jamison pode estar mesmo de saída do time da capital dos EUA.

De Minnesotta vem informação garantida de que Kevin McHale não será o treinador do time na próxima temporada. Essa eu não entendi, pois McHale dirigiu muito bem a equipe.

Deverá ser substituído por Bill Lambier, que treinava o Detroit Shock, time da WNBA. Lambier não tem qualquer experiência como treinador de homens.

Vocês conseguem entender? Eu não.

Finalmente, por falar em não entender, o New York estaria interessado em Tracy McGrady. Pode?

Quem souber de mais trocas, fique à vontade, pois este botequim, como se sabe, não é meu, não é seu e nem é dele.

É nosso.

 

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
29/04/2009 - 11:29

LÓGICA TEXANA

Eu já disse aqui neste botequim: não fosse a contusão de Josh Howard, que perdeu 30 partidas da fase de classificação, e o Dallas teria feito uma campanha muito melhor do que seu sexto lugar.

O time é muito melhor do que a posição sugere.

Ganhou em qualidade com a contratação do técnico Rick Carlisle. Inegavelmente superior a Avery Johnson, o treinador de campanhas passadas.

Com Carlisle à frente do time, o Dallas deixou de ser uma equipe dependente de apenas um jogador para se transformar em um time coeso, solidário. Foi assim que o Mavericks eliminou o San Antonio neste confronto texano.

Os 106-93 de ontem na cidade do Álamo foram incontestáveis.

O temor em San Antonio é que a eliminação, dentro do AT&T Center, não se torne fato corriqueiro. Ou vocês se esqueceram que foi também no ginásio do Spurs que o Dallas eliminou seu rival regional nas semifinais do Oeste nos playoffs de 2006?

“Eles tiveram mais poder de fogo do que nós”, admitiu Tim Duncan, depois da partida. “Eles jogaram mais do que a gente”.

Declaração equilibrada e cavalheira de um jogador equilibrado e cavalheiro.

Foi exatamente isso o que aconteceu: o Dallas sempre foi superior ao San Antonio neste confronto.

E mostrou-se, como disse na abertura do nosso bate papo, um time equilibrado. Vejam o que disse o técnico Carslile: “Penso que Howard foi provavelmente nosso MVP nesta série. Ele jogou muito”.

Apesar do equilíbrio, há sempre alguém a se destacar, isso é normal. Mas, pergunto: seria possível imaginar um cenário desses em temporadas passadas?

Penso que não, pois Dirk Nowitzki sempre foi o centro das atenções do Dallas.

Ontem, o alemão jogou muito, é verdade. Deixou a quadra com 31 pontos e foi o cestinha não só do time, mas da partida também.

Howard fez 17 pontos, mas apanhou oito rebotes e fez três desarmes.  Erick Dampier – chamado jocosamente de “Ericka” por Shaquille O´Neal – foi o único atleta em quadra a fazer um “double-double”: 11 pontos e 12 rebotes. Jason Kidd anotou 12 pontos, J. J. Barea fez 10 e Jason Terry, o melhor reserva desta temporada, veio do banco e adicionou mais 19 pontos.

Como se vê, nada menos do que seis jogadores com um duplo dígito na pontuação.

Equilíbrio; este foi o segredo do Dallas nesta série, repito. Se continuar assim, dará muito trabalho ao Denver, que esta noite deverá eliminar o New Orleans (23h30 de Brasília).

LÓGICA

A eliminação do San Antonio seguiu a lógica. O alvinegro, sem Manu Ginobili, contundido no tornozelo, não era mesmo páreo para uma equipe em franca evolução como o Dallas.

Ontem, o time sofreu uma vez mais da inanição ofensiva de seus atores secundários. Enquanto Tim Duncan (30) e Tony Parker (26) anotaram juntos 56 pontos, os demais jogadores fizeram, somados, 37 tentos.

Dá para ganhar assim? Claro que não.

Roger Mason Jr., por exemplo, foi um jogador na fase de classificação; outro nos playoffs. Não conseguiu ser o “key factor” de momentos decisivos, como aconteceu contra o Phoenix, no dia de Natal, lembram-se?

Gregg Popovich vai ter trabalho nesta “off-season”. Precisa ver se Manu consegue recuperar a saúde e procurar jogadores para dar o suporte necessário para Timmy e Paker.

Caso contrário, pensar em títulos não passará de um sonho distante.

PROBLEMA

Depois de ter recuperado a vantagem de quadra ao bater o Philadelphia fora de casa, o Orlando voltou empavonada para a Flórida e venceu o Sixers com facilidade: 91-78.

Dwight Howard foi o nome do jogo. E por dois motivos: 1) Terminou a partida com 24 pontos e incríveis 24 rebotes (dez de ataque); 2) Deu uma cotovelada em Sam Dalembert no segundo quarto que pode custar-lhe uma suspensão de uma partida.

Esta foi a terceira vez que eu presenciei Howard tendo problemas com seus marcadores. A primeira foi diante de Pau Gasol, em Los Angeles, a segunda contra o nosso Nenê, em Denver; e agora a de ontem.

O que existe em comum entre Gasol, Nenê e Dalembert? Os três são estrangeiros.

Seria xenofobia de Howard ou apenas coincidência?

Espero que a alternativa “b” seja a correta, pois discriminação é algo repugnável, repulsivo, condenável, nojento, enfim, tudo o que de ruim passar pela sua cabeça.

RODADA

O Portland continua vivo na série diante do Houston. Venceu por 88-77 e diminuiu a diferença dos texanos, agora em 3-2. Os dois times voltam a se enfrentar amanhã no Toyota Center, lar do Rockets.

Se os anfitriões confirmarem o favoritismo, avançam para as semifinais do Oeste e serão adversários do Lakers, que sovou o Utah. Alcançará a classificação mesmo sem poder contar com seu principal jogador: Tracy McGrady.

Ou será que vai se qualificar exatamente porque T-Mac está de fora? Como se sabe, o jogador jamais conseguiu passar da primeira rodada dos playoffs.

Os supersticiosos de plantão rezam para que McGrady não consiga uma recuperação milagrosa.

É a vida.

Enquanto isso, novamente o Chicago deixou escapar em Boston mais uma vitória. Se tivesse obtido-a, teria pulado ele, e não o Celtics, na frente em 3-2 nesta que é a série mais emocionante até o momento nestes playoffs.

Nada menos do que três dos cinco jogos precisaram de prorrogações. Ontem foi mais um deles.

Como disse, o Bulls deixou a vitória escorregar por entre os dedos. Além de Kevin Garnett, ausente por contusão, Ray Allen foi eliminado do jogo com seis faltas a 5:26 minutos do final.

Naquele momento o Chicago estava na frente em 83-80. Chegou a vencer por 89-84, mas não sustentou a vantagem e bater um advesário debilitado.

Na prorrogação, uma bola dupla de Paul Pierce a dois segundos do fim do jogo colocou o Celtics na frente em 106-104 e o Bulls não conseguiu provocar a segunda prorrogação.

Time jovem, com potencial, mas inexperiente e com treinador jovem, inexperiente e sem potencial.

 

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
17/12/2008 - 14:25

LAKERS, UM TIME À PROCURA DO EQUILÍBRIO

O primeiro tempo foi de enraivecer até mesmo o mais passivo torcedor. Mas o segundo foi enlouquecedor.

O Lakers de ontem voltou a ser um time dividido.

Ciclotímico.

Saiu da depressão de um tempo inicial morto, onde foi completamente dominado pelo New York, para um eufórico derradeiro período, quando descontou um déficit de 15 pontos e venceu por um par deles: 116-114.

O desconto que se dá ao Lakers nessa história é que seu melhor jogador no momento, Pau Gasol, não pôde jogar. Uma hora e meia antes de a bola subir no Staples Center, ele foi mandado embora para casa por causa de uma infecção na garganta.

O jeito foi levar a partida com Lamar Odom como ala/pivô, exatamente como ele atuou quase toda a temporada passada. Lamar, que saiu como titular pela primeira vez neste campeonato, não decepcionou. Anotou 17 pontos e apanhou 12 rebotes (quatro deles no ataque).

E mais: jogou doente; ao contrário do espanhol. Lamar está com uma infecção respiratória, que o deixou mais cansado do que o habitual.

“Pode ser gripe”, disse ele depois da partida.

O fato é que os médicos vão examiná-lo melhor hoje.

Mesmo com o bom jogo de Lamar, Gasol fez muita falta, pois, como escrevi acima, ele é no momento o jogador que mais tem produzido para o time.

Além da ausência do espanhol, Andrew Bynum (foto AP) teve um aproveitamento pobre nos arremessos. Bem, arremessos é a maneira de dizer, pois ele errou uma série de bolas ao lado do aro. Seu aproveitamento foi de 50%: 6-12.

E pivô – é só olhar na estatística do campeonato – tem percentual de acerto elevado, pois arremessa a pouca distância e a chance de acertar é maior. De qualquer maneira, Bynum terminou a partida com 13 pontos e 11 rebotes (quatro na frente).

Mas Bynum foi irritante.

Azucrinou os 18.997 torcedores californianos – ou não, pois Spike Lee foi visto, mais uma vez, na quadra inimiga com um agasalho do Knicks, torcendo por seu time do coração.

Mas falemos do jogo, que é o que mais importa.

A defesa do Lakers convidou os jogadores adversários a pontuarem no primeiro tempo. Tanto que o New York marcou 65 deles na etapa inicial, com um aproveitamento de 51% de seus chutes. Terminou a partida com 45.7%, numa clara demonstração de que a defensiva local forçou a marcação e subtraiu o percentual de acerto.

E mudou a história da partida.

Volto à mesma ladainha: se o Lakers não encontrar o equilíbrio neste campeonato, vai ficar difícil duelar contra os mais fortes.

EXAUSTO

O técnico Phil Jackson declarou após a partida que não se pode cobrar tanto do time nesse momento. “Foi o quarto jogo em cinco noites”, alertou.

Não é verdade; foi o quarto jogo em sete noites. E todos em casa.

Quem deveria reclamar de cansaço era o Knicks, que fez o seu terceiro embate em quatro noites. Todos fora de casa.

Ginásio, avião, shuttle, hotel; ginásio, avião, shuttle, hotel…

Isso sim cansa.

O Lakers não está cansado.

Ele está é cansando o seu torcedor com o pobre basquete que vem mostrando ultimamente.

BANIDO

Stephon Marbury esteve ontem no Staples Center, mas como torcedor. Pagou pelo ingresso para sentar e ver a partida.

Não acompanhava oficialmente a delegação do Knicks. Passou a maior parte do tempo falando ao celular (foto Reuters).

Ao contrário de Spike Lee, que torceu feito um louco, Marbury mostrou-se impassível o jogo todo.

Ele acabou de comprar uma casa em Los Angeles. Seria indicativo de algo?

Pode ser.

Isso porque ele declarou que já está acertado com uma equipe e assim que assinar a rescisão contratual, muda de cidade.

“Todos ficarão chocados quando fizer o anúncio”, disse ele.

Marbury vai ganhar nesta temporada US$ 21,3 milhões.

Até o momento, para não fazer nada. A menos que a rescisão seja assinada em algum instante desta temporada.

E ele possa entrar em quadra novamente.

Sem pagar ingresso e vestido para jogar.

CAOLHO

Alguns parceiros deste botequim tratam Tracy McGrady (foto AP) como “caolho”. E de fato ele é.

Milionário, bem que poderia pagar por uma cirurgia corretiva no olho e acabar de vez com a vesguice.

Mas o fato é que ela não o tem atrapalhado.

Ontem, por exemplo, diante do Denver, na vitória por 108-96, o caolho fez seu quarto “triple-double” da carreira ao anotar 20 pontos, 14 rebotes e dez assistências.

Deu três tocos também. Em todo o campeonato, tinha dado cinco.

Noite perfeita.

Mexer em time que está ganhando? Pra quê?

Fica-se caolho o resto da vida e pronto.

NO ANSWER

A defensiva do Denver, principalmente Nenê, não teve resposta para o jogo de Yao Ming. O pivô chinês de 2m26 de altura, 15 centímetros mais alto que o brazuca, o bitelão do Nuggets, esteve incontrolável no ataque.

Marcou 32 pontos e mostrou um aproveitamento nos arremessos de dar inveja a Andrew Bynum: 13-19 (68.4%).

Foi o cestinha da partida.

NENÊ

Não foi fácil, como vimos acima. Marcar Yao Ming é tarefa das mais espinhosas.

Nenê não atingiu seu objetivo.

Quanto a sua produção, ele anotou dez pontos. Compensou nos rebotes ofensivos: pegou seis de um total de sete.

Ainda me intriga o comportamento de Nenê nos rebotes – fundamento que tem igualmente incomodado os freqüentadores deste botequim.

Ele poderia ser mais incisivo. Na maioria das vezes, Nenê preocupa-se mais em fazer o bloqueio ao invés de ir na bola, apanhá-la simplesmente, ela a poucos centímetros de seus longos braços.

Mas não; Nenê fica num corpo-a-corpo com o pivô adversário, tentando deixá-lo fora de ação, à espera que Kenyon Martin, Carmelo Anthony, Linas Kleiza ou Chris Andersen – ou mesmo um dos armadores – apareça para ficar com a sobra.

Não vejo este mesmo comportamento em outros pivôs, especialmente nos reboteiros, como Dwight Howard.

O que eles fazem é bloquear o oponente por um instante e quando eles estão desequilibrados, lá vai Howard atrás de sua presa.

Nenê deveria ser mais assim do que assado.

Será que ninguém observa isso?

MESMICE

Na derrota de ontem para o Houston, novamente pude observar que o comportamento dos treinadores na NBA difere – e muito – dos seus pares do “college”.

Faltava 1:34 minuto para o cronômetro zerar e de repente o Nuggets baixou a diferença para nove pontos.

Fundo-bola para o Houston.

Pensei: agora George Karl vai mudar a defesa e pressionar a saída de bola adversária e pegar a todos de surpresa.

Que nada; continuou tudo como estava.

O que observo é que os treinadores apostam no erro forçado – ou não – do oponente, para pegar o rebote, pedir um tempo, sair do meio da quadra para tentar nova cesta. Seria muito mais interessante a mudança de defesa para pegar, como disse, de surpresa o outro e fazer a cesta rapidamente, evitando que o adversário gaste até 20 segundos do tempo restante.

Não consigo compreender por que a marcação pressão não é feita nesta situação na NBA.

No basquete universitário, como disse, isso é freqüente. Ou seja: os jogadores sabem fazê-la, pois a esmagadora maioria saiu de lá.

OS MELHORES

Os votos continuam chegando. E o quadro deu uma boa mudada.

Manu Ginobili aparece ao lado de Trevor Ariza como o melhor reserva da competição até o momento. Dwyane Wade desbancou Kobe Bryant e Kevin Garnett deixou Tim Duncan para trás.

Mas vamos aos resultados desse nosso segundo dia de apuração. Entre parênteses tem o número de votos recebidos por cada um.

MVP = LeBron James (17)
MIP = Nenê (20)
ROOKIE = Derrick Rose (23)
RESERVA = Trevor Ariza e Manu Ginobili (10 cada um)
DEFENSOR = Dwight Howard (24)
TÉCNICO = Doc Rivers (14)
QUINTETO = Chris Paul (27), Dwyane Wade (17), LeBron James (31), Kevin Garnett (18) e Dwight Howard (31).

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
18/11/2008 - 12:34

UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS

Avery Johnson não é um técnico – pelo menos neste momento – talhado para ser campeão da NBA. Mas é um treinador capaz de levar uma franquia a um bom desempenho durante uma temporada.

Ele mostrou isso no Dallas. Em quatro temporadas comandando a equipe, levou-a em todas aos playoffs. Mas na final mais ganha da história da NBA (2005/06), conseguiu entregar o título ao Miami. São águas passadas, no entanto.

Por que falo der AJ? Porque ele está desempregado e poderia ser de grande utilidade ao Clippers. O time de Los Angeles perde um tempo danado com Mike Dunleavy (foto). Este nunca foi um grande treinador. Está em sua 16ª. temporada na NBA e chefia o primo pobre de LA há seis torneios, incluindo o atual.

Dunleavy é fraco. Seu melhor desempenho como treinador foi ter chegado à final da NBA dirigindo o Lakers na temporada 1990/91. Mas o time, que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott, perdeu a decisão para o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4-1, que conseguia, na ocasião, seu primeiro anel.

Foi a experiência inicial de Dunleavy como treinador. A expectativa em relação ao seu trabalho cresceu demais. Mas de lá para cá o melhor que conseguiu foi chegar à final da Conferência Oeste em duas temporadas, dirigindo o Portland, perdendo ambas para San Antonio (98/99) e Lakers (99/00).

Com o Clippers, seu melhor papel foi na temporada 2005/06, quando chegou aos playoffs. Bateu o Denver de Nenê – que nem jogou esta série por estar contundido – na primeira rodada, mas caiu diante do Phoenix de Leandrinho – que atuou este confronto e teve média de 14.2 pontos por partida – na etapa seguinte.

Em sua primeira temporada comandando o Clippers (2003/04), Dunleavy teve um desempenho sofrível: 28-54 (34.1%). Na seguinte, melhorou: 37-45 (45.1%). Em 2005/06, como vimos, chegou aos playoffs, fazendo 47-35 (57.3%), mas nas duas seguintes não conseguiu chegar à fase decisiva, tendo marcado 40-42 (48.8%) em 2006/07 e 23-59 (28.0%) no campeonato passado.

Nesta temporada, sua campanha só não é pior do que a do Oklahoma City. O Thunder venceu, como o Clippers, apenas um jogo, mas perdeu dez, o que dá ao debutante da NBA um desempenho de 9.1%, enquanto que os californianos têm exatos 10%.

O que acontece com o Clippers? Como é que um grupo que conta com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman joga tão mal assim?

Seu ataque, com média de 89.2 pontos por partida, só não é pior do que o Charlotte, que tem um risível aproveitamento de 88.8 pontos. Sua defesa é a quinta mais vazada, com média de 102.0 pontos sofridos.

Está na cara que o problema do Clippers é o seu treinador. Para piorar, Dunleavy entrou em rota de colisão com Baron Davis, a grande contratação da franquia para esta temporada.

Sua demissão, parece-me, é questão de tempo. E curto.

TUDO ERRADO

Falo do Clippers porque o time foi derrotado ontem à noite pelo San Antonio dentro de seu Staples Center por 86-83. E novamente os texanos não puderam contar com Tony Parker e Manu Ginobili.

Era grudar em Tim Duncan e resolvia-se a parada. Mas não, Timmy conseguiu fazer 20 pontos e apanhar 15 rebotes, mesmo diante de um oponente que conta com dois ótimos pivôs, como Marcus Camby e Chris Kaman, e que tem ainda a ajudar o ala/pivô Tim Thomas.

Além de não ter subtraído nada do desempenho de Duncan, os vermelhinhos de Los Angeles ainda conseguiram a façanha de deixar o veteraníssimo Michael Finley, 35, anotar 19 pontos; ele que tinha 9.8 pontos de média. Pior: Roger Mason (quem?) marcou 21 – inclusive a bola de três que deu a vitória ao Spurs a 8.4 segundos do final –, sete a mais do que sua média na competição.

Quer dizer: tudo errado.

ÚLTIMO CHUTE

Como escrevi acima, Roger Mason fez o arremesso derradeiro que deu a vitória ao San Antonio. Faltavam 8.4 segundos para a partida terminar, já foi dito, quando a terceira bola tripla de Mason caiu dentro do aro do Clippers; mas não custa repetir.

Esta foi a terceira vitória consecutiva do Spurs, que manda o time para a zona de classificação para os playoffs, com uma campanha de 50% (5-5). Está na oitava posição e assim que Tony Parker e Manu Ginobili voltarem, voltarão com eles mais vitórias e mais qualidade de jogo, pois, cá entre nós, vencer o Clippers na última bola, mesmo com os desfalques referidos e jogando diante de 14.962 torcedores californianos é dose pra mamute.

ATÉ QUANDO?

Os torcedores do Spurs se perguntam a todo instante: quando Manu Ginobili e Tony Parker vão voltar? Boa pergunta, boa pergunta. Em San Antonio, a franquia responde: em algum momento do mês que vem.

Isso é que é precisão… Ou seja: ninguém sabe ao certo.

Parker deve regressar primeiro, pois sua contusão no tornozelo não foi tão grave quanto a cirurgia que “El Narigón” fez no joelho logo depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Mas ninguém mais do que o técnico Gregg Popovic conta nos dedos os dias que faltam para as duas estrelas tornarem às quadras. Pois, com eles, o time terá força de banco, uma vez que os atuais titulares, Roger Mason e o novato George Hill, serão opções para Popovic.

Mason, inclusive, pode dar o descanso que Finley tanto precisa. O veterano ala/armador, aliás, justiça seja feita, melhora a cada partida. Desde a derrota para o Miami, no dia sete passado, quando ele errou todos os oito arremessos executados, em cinco jogos, teve um aproveitamento de 52.5% de seus chutes (31-59).

HUMILHAÇÃO

Shaquille O’Neal foi humilhado ontem em Salt Lake City. Tomou três desconcertantes tocos no último quarto. Mas antes de falarmos deles, convém contar o que aconteceu na partida para que isso ocorresse.

Vamos aos fatos…

Depois de ter sido expulso pela entrada desleal pra cima de Rodney Stuckey do Detroit, no domingo à noite, Shaq tentou repetir a dose com Carlos Boozer. Conseguiu em parte, pois Boozer não é mirrado como Stuckey. O’Neal derrubou o oponente, mas não fez o estrago do jogo passado.

Pois foi exatamente este lance, no início do terceiro quarto, quando o Phoenix vencia por um ponto (60-59), que encheu de brios os jogadores do Jazz e motivou o time mais do que todas as palavras emotivas usadas pelo técnico Jerry Sloan na preleção antes da partida e durante o intervalo.

Fatos relatados, voltemos pois ao tema inicial, que foi a humilhação de Shaquille O’Neal; mas não sem antes dizer que Boozer, a partir de então, anotou 14 de seus 21 pontos e comandou o Utah que fez uma corrida de 50-37 e fechou a partida em 109-97.

Voltando aos tocos, eles em muito ajudaram na conquista do time, não só porque evitaram pontos do oponente, mas principalmente porque desmoralizaram o adversário. O primeiro deles foi do ala Paul Millsap, a 6:03 do final do jogo (foto acima). O segundo e o terceiro vieram num espaço de dois segundos, aos 4:58 e 4:56, ambos executados pelo ala russo Andrei Kirilenko.

Shaq ficou com cara de m…

VITÓRIA IMPORTANTE

O triunfo colocou um ponto final na série de três derrotas consecutivas do Utah, todas sofridas fora de casa. O Jazz, aliás, como aconteceu no campeonato anterior, quando teve o melhor desempenho entre os 30 participantes como mandante, segue neste torneio como um anfitrião de maus modos: venceu todos os cinco jogos realizados na EnergySolutions Arena, que ontem recebeu 19.911 torcedores.

Melhor que o Utah, só o Cleveland, que ganhou sua meia dúzia de partidas jogadas na Q Arena.

VICE LÍDER

Mesmo com a derrota, o Phoenix manteve a segunda colocação no Oeste. Isso graças aos três revezes do Utah mencionados anteriormente.

Leandrinho faz falta neste momento, especialmente num jogo onde a artilharia é necessária. O brazuca vem do banco e pode incendiar a pugna em favor do Suns.

Mas o técnico Terry Porter se vê ainda privado de contar com esta ótima alternativa. Leandrinho segue em São Paulo, ao lado da família, recuperando-se do baque da morte da mãe, ocorrida na semana passada.

E sem data para voltar, segundo me informou Jefferson Yassuda, assessor de imprensa do jogador, com quem eu falei há cerca de meia hora.

OBRIGAÇÃO

O Houston foi a Oklahoma City e bateu o Thunder (pior time da NBA) por 100-89. O argentino Luis Scola marcou 23 pontos, sua maior pontuação nesta temporada, foi o cestinha do Rockets e regeu o time em quadra, contribuindo ainda com mais nove rebotes (três na frente).

Mas, como dizia Plínio Marcos, em toda história sempre há um porém. Tracy McGrady deixou a quadra do Ford Center (18.145 pagantes) a 11:32 minutos do final do terceiro quarto e não mais voltou.

Voltou, isto sim, a sentir dores no joelho direito, operado há seis meses. Motivo: um movimento equivocado no momento de um passe para Scola no começo do segundo quarto. Permaneceu em quadra, mas o técnico Rick Adelman resolveu poupá-lo no início do terceiro quarto; e com razão.

McGrady jogou apenas 18 minutos. Hoje fará um raio-X no local para ver se tudo está bem. Se não for conclusivo, uma ressonância será o segundo passo.

É dúvida para o jogo de amanhã, em casa, diante do Dallas.

Rockets x Thunder

CURIOSIDADE

Mencionei acima a final entre Lakers e Chicago em 1991, a primeira vencida por Michael Jordan. Sabe quanto MJ ganhou naquela temporada para ser campeão e vestir a camisa 23 do Bulls? US$ 2,5 milhões. Você tem idéia de quanto Magic Johnson faturou? US$ 100 mil a menos.

Encostado no New York, Stephon Marbury receberá nesta temporada US$ 21,9 milhões.

Inacreditável.

RESOLVIDO

Analisando as manifestações dos internautas, volto, pois, ao formato com o tema principal seguido de outras notas. Revelou-se o preferido.

E como este blog é uma democracia, a maioria vence.

Quero agradecer a todas as manifestações, o que deixou-me bastante satisfeito.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
15/11/2008 - 12:23

O BRILHO DE NENÊ

Foram cinco desarmes que fizeram a diferença. O último deles, a 2:24 minutos do fim, o mais importante, quando Nenê tomou a bola de Kendrick Perkins. O placar mostrava 86-84 para o Denver, e os 18.624 torcedores, que mais uma vez lotaram o TD Banknorth Garden, estava inflamados, tentando incendiar o quinteto alviverde em busca da virada, como fizera na última quarta-feira diante do Atlanta.

Mas o desarme de Nenê (foto AP) aniquilou com os planos dos caseiros. A bola, na seqüência, foi parar nas mãos do armador Chancey Billups que fez a bandeja e ainda sofreu falta de Ray Allen. Acertou o lance de bonificação e colocou o Nuggets cinco pontos na frente: 89-84.

A corrida final foi de 8-1 e o placar definitivo mostrou 94-85 para o Denver. O resultado significou a primeira derrota do Celtics em seu ginásio nesta temporada; o time vinha de cinco triunfos consecutivos.

Nenê tornou a jogar muito bem. Além dos cinco desarmes, ajudou também com 14 pontos (que poderiam ter sido 16 se ele não errasse dois lances livres a 45 segundos do final) e sete rebotes, dois deles no ataque.

Nenê é hoje o melhor brasileiro na NBA.

ESTRATÉGIA

A 3:26 do final do terceiro quarto, Nenê deixou a quadra para a entrada do esforçado Renaldo Balkman. A diferença dos colorados, que tinha chegado a 15 pontos a 8:17 do fim do referido quarto (59-44), despencou para três (61-58) quando o brazuca foi substituído. Junto com ele saiu Carmelo Anthony.

O técnico George Karl, desesperado com o desmoronamento do time, tirou o são-carlense, mas ele não comprometia mais do que Kenyon Martin, que não conseguia marcar Kevin Garnett. Ainda por cima, Martin desperdiçou duas bolas que custaram caro ao Denver.

Nenê ficou de fora por 7:30 minutos. Nesse período, o Boston chegou a abrir três pontos de vantagem (67-64 e 70-67), mas o Nuggets se recuperou e abriu quatro (74-70) quando Nenê voltou, a 7:56 do final do jogo, para não mais sair e o time fazer uma corrida de 20-15 e ganhar a partida.

Nesse tempo, Nenê fez três desarmes – o último deles em cima de Perkins, que apagou o fogo do Celtics –, pegou dois rebotes e marcou dois pontos, que poderiam ter sido quatro não fossem os lances livres…

No final, Mark Jackson, comentarista da ESPN, decretou: “O Denver venceu porque o técnico George Karl teve coragem de apostar em seus reservas no momento em que colocou no banco Carmelo e Nenê”.

Verdade; naquele momento, acreditar no banco, com o ginásio enfurecido, foi de uma coragem e tanto. Mas não se pode, de maneira nenhum, achar que Nenê e Melo foram para o banco porque comprometiam. Foi estratégica do treinador – e que deu certo.

Nenê saiu, mas Martin poderia ter sido o escolhido, pois quem viu a partida constatou que KM era quem mais comprometia, não Nenê. Descansado, o brazuca voltou e brilhou.

FIM DA LINHA

Anteontem foi o Atlanta; ontem foi o Lakers. Não há mais invicto nesta temporada. Os amarelinhos de Los Angeles foram derrotados pelo Detroit, dentro de casa, por 106-95.

Allen Iverson (foto AP) e Rasheed Wallace, cada um com 25 pontos, destruíram a defesa do Lakers, a melhor da competição. Nos sete jogos anteriores, o time não tinha sofrido 100 pontos. Mas tudo tem a primeira vez. Inclusive perder.

Iverson, pelo que jogou ontem, justificou a troca com Chauncey Billups. Foi contratado exatamente para fazer o que fez: desequilibrar a defesa adversário, que, como vimos, era – e ainda é – a melhor do torneio.

Joe Dumars, o gerente geral da franquia, ao fazer o negócio, justificou que o time precisava desse tipo de jogador. Aquele que leva a zaga adversária ao pânico.

AI fez isso ontem.

VINGANÇA

Kwame Brown jogou pouco mais de duas temporadas pelo Lakers. Ontem voltou a Los Angeles, agora como jogador do Detroit.

Kwame não tem boas lembranças de seu tempo na terra do cinema. Além de ter vivido às voltas com contusões, quando jogava, jogava mal.

E era vaiado pela exigente torcida do Lakers. A ira contra ele sempre foi grande.

Ontem Kwame voltou a ser vaiado no Staples Center. Mas o motivo foi outro: despeito.

Brown fez seu primeiro “double-double” da temporada, ao anotar dez pontos e pegar o mesmo número de rebotes.  Nos 28 minutos que esteve em quadra, ajudou a controlar os postes do Lakers, principalmente Pau Gasol e Andrew Bynum.

“Desta vez as vaias fizeram sentido para mim”, disse um debochado Kwame Brown depois da partida.

MALUCO

Rasheed Wallace é meio malucão. Em muitas ocasiões não consegue se controlar. É um dos jogadores que mais tomam técnica e é expulso.

Ontem, como vimos, fez um partidaço. Não apenas pelos 25 pontos, mas também pelos 13 rebotes e dois tocos.

Rasheed tem quebrado o galho do técnico Michael Curry jogando de pivô. Não é a dele. A dele é a ala/pivô. Foi nela que ele jogou ontem, pois Kwame Brown jogou no pivô.

Os dois, aliás, venceram o duelo contra o “frontcourt” do Lakers por 35-13 contra 23-19.

Outra das razões para a vitória do Detroit.

NINGUÉM É PERFEITO

Este é o título do site da ESPN. De fato, ninguém é perfeito. Se nem o Chicago de Michael Jordan foi perfeito, por que o Lakers de Kobe Bryant seria?

Não se fala mais no assunto, pois; derrotas virão pela frente. Não se sabe quantas mais, mas que virão, virão.

Ninguém esperava, no entanto, que a primeira viesse ontem. Todos queriam igualar o recorde de 1997/98, quando o time fez um início de 8-0. Não deu.

E por alguns motivos.

Derek Fisher foi um desastre no ataque: errou 12 de seus 16 arremessos. Deixou a quadra com apenas nove pontos, 11 a menos do que na importante vitória diante do New Orleans.

Vladimir Radmanovic foi outra calamidade: dois pontos e apenas um arremesso de três tentando durante toda a partida. O sérvio só entra em quadra para evitar que a marcação flutue como faz quando Lamar Odom joga e com isso dificulte os passos de Kobe Bryant. Mas se ele tem um comportamento desses, deixá-lo na partida não faz o menor sentido. E foi o que Phil Jackson fez: suportou-o jogando por apenas 15 minutos.

E Kobe também não pode ser deixado de lado. Seu aproveitamento foi bufo. Fez 12-30 (40.0%). Evitou a infiltração (bateu apenas quatro lances livres) e com isso não minou os pivôs adversários, que estavam jogando bem. Tirá-los do eixo era importante. Kobe não teve essa leitura do jogo.

CONSOLO

A sorte do Dallas é que Minnesota, Clippers e Oklahoma fazem parte da Conferência Oeste. O time texano voltou a perder ontem. Agora em casa, diante do Orlando, que fez 102-100.

O Mavs chegou a abrir 15 pontos pouco mais da metade do terceiro quarto com uma bandeja de contra-ataque de Josh Howard (cestinha da noite com 24 pontos) que levou a placar a 69-54. Vencia por um ponto (100-99) a dez segundos do final, mas três lances livres destruíram os planos do técnico Rick Carlisle em colocar um ponto final da seqüência de maus resultados.

Agora são cinco derrotas consecutivas, o pior início de temporada do Dallas nesta década. É ainda o 12º. colocado na conferência (2-7, 22.2%) e só não despenca mais porque, como eu disse, ainda bem que existem Minnesota, Clippers e Oklahoma.

Ah, sim, o Dallas perdeu para um time que não o vencia em casa desde 1997.

Quando a fase é ruim, meu velho, tudo acontece.

QUEDA DE PRODUÇÃO

Dwight Howard decepcionou ontem em Dallas. Marcou 18 pontos, pegou 13 rebotes e deu só dois tocos…

Vá ser mal acostumado assim lá na casa do chapéu!

GIGANTE

O San Antonio está cambaleando na competição, fruto da ausência de dois de seus principais jogadores, o armador Tony Parker e o ala Manu Ginobili. Mas Tim Duncan foi grande ontem à noite diante do Houston.

Timmy contou, é verdade, com a ajuda do armador George Hill (17 pontos e cinco assistências), mas carregou o time nas costas na maior parte do jogo e levou-o a uma vitória que dá moral; afinal, foi conquistada diante do Houston, seu grande rival regional.

Duncan fez 22 pontos, apanhou apenas cinco rebotes, mas o toco em cima de Aaron Brooks a um segundo do fim do embate levou os 18.797 torcedores que foram ao AT&T Center ao frenesi. O Spurs vencia por apenas um ponto (76-75) e a cesta seria fatal.

Não foi; Timmy disse não. E o Spurs triunfou por 77-75.

FAZ PARTE

O Atlanta perdeu sua segunda partida consecutiva depois de fazer 6-0 neste início de competição. Ontem foi diante do frágil New Jersey, com Jay-Z na primeira fila, bem ao lado do técnico Lawrence Frank. (Será que ele comandou o time? Não, claro que não.)

O Nets ganhou porque bateu o Hawks nos rebotes. Placar: 45-34. O time da Georgia sentiu, ontem com muita evidência, a ausência de Josh Smith, que continua de fora, contundido. Na batalha pelos rebotes, o georgiano Zaza Pachulia, que vem substituindo o titular, arruinou os planos do técnico Mike Woodson. Apanhou apenas dois.

Pachulia foi um trapalhão em quadra. Cometeu duas faltas no primeiro quarto, mas antes disso deixou o pivô Brook Lopez pontuar aos borbotões e ganhar moral. Tanto que o grandalhão novato do New Jersey deixou a partida com 25 pontos e nove rebotes, seu melhor desempenho neste início de torneio.

Será que o Hawks era fogo de palha? Não, perder faz parte, mesmo que para um time mais fraco – o que acontece também no basquete, ao contrário do que as pessoas dizem.

PUNIÇÕES

Ontem a NBA anunciou os corretivos aplicados nos briguentos da partida entre Phoenix e Houston realizada no Arizona. Vamos a eles: 1) Shaquille O’Neal foi multado em US$ 35 mil; 2) Tracy McGrady em US$ 25 mil; 3) Matt Barnes e Rafer Alston (que começaram a briga) foram suspensos por dois jogos; 4) Steve Nash, que teve chiliques em quadra, pegou um jogo de gancho.

Detalhe: as multas quem paga são os jogadores e não o time, como acontece aqui no Brasil.

Bem, assunto resolvido; mas fosse aqui no Brasil, o STJD em questão de dias diminuiria a pena para míseras cestas básicas e os jogadores estariam em quadra na partida seguinte.

Aqui no Brasil, é bom que se diga, o campeão mundial da impunidade.

ATÉ NO FEMININO?

Que a Argentina deu um rodo no Brasil no basquete masculino é fato. Estamos carecas de saber. Nossos marmanjos não ganham mais nem do time B deles, o que ficou provado no Pré-Olímpico de Las Vegas, no ano passado.

Mas no feminino a situação era diferente. Era, eu disse, porque nossas meninas da categoria até 15 anos foram derrotadas na última quinta-feira pelas mocinhas argentinas na final do torneio sul-americano realizado no Paraguai.

Resultado: 54-41.

Mais um feito da administração Gerasime Bozikis.

Em maio do ano que vem tem eleição. Temos que ficar atentos em quem vai votar na situação. E depois investigar um por um e tentar descobrir por que escolheram Grego, como Bozikis é conhecido.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
05/11/2008 - 12:32

NÚMEROS QUE ENGANAM

Olhar apenas os números de um jogador no “boxscore” é muito perigoso. Ao destacar a atuação de Anderson Varejão na vitória do Cleveland sobre o Dallas, ontem, eu mostrei isso.

O exemplo hoje vale para o Leandrinho (foto).

Quem pegar a estatística da partida de ontem na vitória do Phoenix sobre o New Jersey por 114-86, vai ver que o brasileiro marcou 12 pontos, apanhou seis rebotes, deu quatro assistências e roubou duas bolas. Bons números, sem dúvida alguma.

Mas sabe como ele os conseguiu? Praticamente no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já estava definida.

Vejamos…

Leandrinho entrou em quadra quando faltava 1:58 minuto para acabar o primeiro quarto. Substituiu Raja Bell, o titular de sua posição. Jogou exatos 8:05 minutos, pois voltou para o banco quando o cronômetro mostrava que faltavam 5:53 minutos para o final do segundo quarto.

Quando entrou, o placar do Izod Center mostrava 30-23 para o Phoenix. O jogo estava disputado. Ao sair, a vantagem subiu em dois pontos: 47-38. A partida continuava disputada.

Nesses 8:05 minutos, Leandrinho teve o seguinte desempenho: três pontos, um rebote, duas assistências e dois erros.

Voltou ao embate no início do último quarto. O placar mostrava 92-77. O jogo ainda não estava definido, afinal, havia um quarto pela frente. Mas estava bem encaminhado, ainda mais sendo o Nets o adversário. Nesse último quarto, com as favas praticamente contadas, Leandrinho teve a seguinte performance: nove pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois desarmes.

Pergunto: os números de Leandrinho enganam ou não?

PERDENDO ESPAÇO

O que fica claro para mim é que, neste início de temporada, Leandrinho está perdendo espaço no time. O novo treinador, Terry Porter, valoriza a defesa.

Ainda não conseguiu acertá-la, é verdade, pois o Suns continua sofrendo muitos pontos de times fracos. Ontem, por exemplo, foram 55 no primeiro tempo.

Leandrinho nunca foi um bom marcador. É o protótipo do jogador brasileiro, não importa a modalidade: preocupa-se apenas em pontuar.

Seu negócio é arremessar bolas de três pontos. Poderia usar sua principal arma, a velocidade, para interferir na linha de passe do adversário e roubar bolas, muitas bolas, e – por que não? – ser o líder em “steals” da NBA.

Porter já conhece Leandrinho. Agora mais íntimo, deve ter visto muito mais de seu defeito defensivo. Poderia ajudá-lo a corrigir essa deformidade em seu jogo. Mas não sei se esta é uma meta estabelecida pelo treinador.

Portanto, não seria surpresa para mim se Leandrinho, logo mais, for trocado por alguém. E se isso realmente acontecer, tomara que não vá para o New York, pois Mike D’Antoni, seu antigo treinador no Arizona, gosta de esconder e não corrigir defeitos.

A FORÇA DO BOSTON

Acho que ninguém duvida da força do Boston. A derrota para o Indiana surpreendeu, mas isso acontece. O time mostrou novamente sua força ontem em Houston. Visitou um dos favoritos do Oeste e venceu por 103-99.

A partida foi de Ray Allen, não apenas pelos seus 29 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Allen foi grande na marcação também. Deixou a quadra quando faltavam apenas 33:9 segundos para o final e o placar mostrava 101-95 para o Celtics.

Fez uma falta para impedir Tracy McGrady pontuar. Foi a derradeira.

A defesa de Allen é subestimada por quase todo mundo na NBA. Vêem nele uma máquina de pontuar, mas não enxergam seu hercúleo esforço para diminuir os espaços dos adversários.

Ontem teve de controlar McGrady. Não dá para dizer que ele obteve sucesso pleno, pois T-Mac deixou o Toyota Center com 26 pontos e 50% de aproveitamento de seus tiros de quadra (9-18). Mas o armador do Rockets teve que suar mais do que o habitual para conseguir pontuar.

ENGAJADO

Ao tomar conhecimento que Barack Obama tinha praticamente garantido a vitória na eleição presidencial nos EUA, Ray Allen, ao final da partida, já no vestiário verde e branco, declarou: “Este é um momento histórico, mais do que a gente pode perceber. Nosso país será muito melhor. [Barack Obama] mostrou que não importa de onde você venha, quem são seus parentes, se você der duro; Obama tornou-se presidente e isso é o que ela [a vitória] significa”.

QUEDA LIVRE?

Não, não acredito que o San Antonio esteja em queda. O time está desfalcado de Manu Ginobili, ainda contundido, e por isso não está jogando o que pode.

A campanha é ridícula neste começo de temporada: três jogos e três derrotas. Só não é pior do que Clippers e Sacramento.

Mas mesmo sem Manu, o basquete do Spurs tem sido pobre. Tudo porque se resume a apenas dois jogadores: Tim Duncan e Tony Parker.

Isso ficou claro na derrota de ontem (98-81) para o Dallas, dentro de seu AT&T Center. Timmy fez 19 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto que o marido de Eva Longoria (maravilhosa na foto acima com a camisa do Spurs) desespera-se em quadra para que seus companheiros – à exceção de Duncan – consigam pontuar. Não conseguiu; tanto assim que o francês terminou a partida com envergonhadas três assistências.

Também pudera, olha só o desempenho de alguns jogadores nas bolas de dois: Michael Finley, 1-6; Matt Bonner, 0-5; Ime Udoka, 0-4; Bruce Bowen, só três arremessos durante o jogo, dois certeiros. Bonner conseguiu ainda a proeza de errar também seus três arremessos triplos, enquanto que Finley, um especialista, acertou apenas um em três tentados.

Assim não dá. Com o econômico desempenho dos companheiros, Parker foi ao ataque e deixou 22 pontos na cesta do Dallas.

Se os outros jogadores não melhorarem e Manu ficar de fora, o Spurs pode continuar nesta estiagem de vitória.

Estou curioso para ver a partida desta noite contra o Minnesota, em San Antonio. Ganha ou não?

ALEMÃO

Se alguém imaginou que Dirk Nowitzki foi dominado por Anderson Varejão porque está em decadência, mostro seus números no triunfo do Dallas diante do San Antonio, no clássico texano: 30 pontos, sendo que arremessou 24 bolas, contra apenas 11 na partida contra o Cleveland.

Gente, vamos dar crédito ao Varejão. Ele merece.

E Nowitzki não está, de jeito nenhum, dobrando o fio. Ele ainda é o núcleo desse do Mavericks. Nele todo o jogo está concentrado.

CASO IVERSON/BILLUPS

Alguns internautas têm me chamado a atenção para o fato de que o Detroit, ao trocar Chauncey Billups por Allen Iverson, limpou seu “cap” para investir em LeBron James ao final da próxima temporada, quando o ala do Cleveland terá a opção de escolher o seu caminho.

Verdade; dei uma olhada no “payroll” do Pistons no começo da temporada 2010/2011 e o único jogador com contrato garantido era Tayshaun Prince, com US$ 11,1 milhões. Chauncey Billups estaria lá com vencimentos de US$ 13,1 milhões.

Escrevi acima “era” porque ontem a franquia renovou por mais três anos o contrato do ala/armador Rip Hamilton, que vai receber, anualmente, o que Billups iria ganhar se ficasse na “Motor Town” – daí Motown, corruptela do apelido da cidade.

Quer dizer: foi uma escolha do presidente Joe Dumars; preferiu Hamilton a Billups. Na comparação entre idades, Billups tem 32 anos; Hamilton, 30. Diferença pouca.

Eu teria optado por Billups, pois em caso de contratação de LeBron, o jogo dos dois se encaixaria. Tudo o que King James não precisa é de um companheiro a rivalizar com ele na pontuação. Tudo o que LeBron precisa é de um armador que entenda o jogo e de um pivô para protegê-lo.

Realmente, não consigo entender esse negócio.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, outras Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
04/11/2008 - 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
31/10/2008 - 15:03

LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL

Foi uma tragédia. Leandrinho negou fogo ontem em pleno US Airways Center de Phoenix. Fez apenas dois míseros pontinhos.

Seus números não deixam a menor dúvida: nenhuma bola certeira de três nas cinco tentadas – sua especialidade, diga-se. Apenas um arremesso correto de dois em seis chutados. Não visitou nenhuma vez sequer a linha do lance livre, o que chama a atenção para um atacante como ele. Dois rebotes e nenhuma assistência. Além disso, cometeu três erros. Tudo isso em 21 minutos – o que não é pouco.

Leandrinho joga mais do que jogou ontem; isso ninguém duvida. É preciso encontrar a regularidade, pois a irregularidade poderá subtrair-lhe momentos importantes em quadra.

Seu cartão de visita é sua agressividade ofensiva. Na defesa, é regular, nada além disso. Se Leandrinho deixar de pontuar, perderá pontos importantes com o novo treinador e, como escrevi, minutos preciosos em quadra.

O brazuca está com problemas particulares, todos nós sabemos. Portanto, vamos dar um desconto para ele neste momento.

UM MONSTRO!

Em contrapartida, Chris Paul (foto AP) arrebentou. Double-double em pontos (20) e assistências (10); quase um triple-double, pois apanhou oito rebotes. E ainda fez três desarmes.

O moleque é um monstro. É o coração e a alma do Hornets. Conduziu mais uma vez o time em quadra na vitória sobre o Phoenix por 108-95. Carimbou a estréia do técnico Terry Porter no Arizona.

Já escrevi o óbvio. Todos cantam em prosa e verso: CP3 é hoje o melhor armador não só da NBA, mas do mundo. O melhor da Europa é Ricky Rubio; o espanhol tem que comer muito feijão para se aproximar do jogo de Paul.

NOVO HORRY

Alguém tem dúvida de que James Posey é o novo Robert Horry da NBA? Eu não tenho. Ontem foram três bolas triplas certeiras em cinco tentadas em momentos importantes da partida – como Horry sempre fez. Jogou 21 minutos e veio do banco, como Horry… Não sei como o Boston deixou o cara escapar. E para desespero de Lakers e San Antonio, ele está no New Orleans.

IRREGULARIDADE

Vocês conseguem entender o Anderson Varejão? Depois do partidaço contra o Boston, fora de casa (nove pontos e novo rebotes), foi um fiasco ontem diante do Ipatinga… quer dizer, do Charlotte, em Cleveland. Dois pontos e três rebotes e nenhum toco. Jogou 21 minutos, tempo suficiente para fazer muito mais do que fez.

DE OLHO NO HOUSTON

Já escrevi aqui que o Houston pode surpreender. Agora com Ron Artest ao lado de Luis Scola, Yao Ming e Tracy McGrady, o time texano ficou muito forte. No clássico regional, o Rockets foi a Dallas e bateu o Mavericks por 112-102. Inquestionável.

Artest fez 29 pontos, mas o cara do jogo foi Yao Ming: 30 pontos, 13 rebotes (quatro ofensivos) e dois tocos. Nos lances livres – para dar inveja aos brasileiros –, o chinês fez 8-8. Nos arremessos de quadra, 11-15. Espetacular.

E a partida foi contra o Dallas; e não contra o Charlotte. E fora de casa; e não em casa. Vocês entendem o que estou dizendo, certo?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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