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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 NBA | 00:25

LAKERS, O DONO DO OESTE

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Não adianta. Por mais que os fãs do San Antonio torçam, no momento, a distância do time texano para o Lakers é grande.

Isso foi visto na partida deste domingo, no Staples Center.

Os 99-85 impostos pelo time californiano não refletem bem o que se viu em quadra. A diferença foi de 14 pontos, chegou a 21; poderia ter sido de muito mais.

O Lakers devolveu com juros e correção a derrota do dia 14 passado, quando foi batido pelo San Antonio no AT&T Center por 112-111.

Com isso, a separação entre os dois aumentou ainda mais.

O Los Angeles tem agora uma campanha de 35 vitórias e apenas oito derrotas. O aproveitamento é de 81.4%, o que coloca o time na primeira colocação na classificação geral da NBA.

O San Antonio, mesmo com o revés, manteve o segundo posto no Oeste, mas pulou para 14 derrotas, seis a mais que o Lakers.

Não acredito que o Spurs vá tirar essa diferença até o final da fase de classificação.

E sem a vantagem de quadra, não terá como eliminar seu mais duro adversário numa melhor de sete.

RECONHECIMENTO

A superioridade do Lakers foi tão flagrante que o técnico Gregg Popovich deixou Tony Parker e Tim Duncan no banco todo o quarto derradeiro.

No boxe isso chama-se “jogar a toalha”.

Ao ver o comportamento de Pop, Phil Jackson fez o mesmo com Kobe Bryant e Andrew Bynum.

FORÇA

A defesa do Lakers, que no começo da temporada era o seu calcanhar de Aquiles, tem funcionado muito bem.

Neste domingo, então, nem se fale: o Spurs acertou apenas 37.5% de seus arremessos.

E o mais dramático para o alvinegro texano foi que Tim Duncan dá sinais de que tem dificuldades para se impor diante de Andrew Bynum. Os dois (foto AP) têm o mesmo tamanho, 2m13, mas Bynum é mais forte: pesa 129 quilos contra 118 de Timmy.

Está levando vantagem no corpo a corpo. Ganha a posição com mais facilidade e não é desequilibrado com tanta frequência, o que facilita seus arremessos.

Ambos terminaram o enfrentamento com 15 pontos, mas Bynum pegou três rebotes a mais: 11-8. Além disso, deu quatro tocos, contra nenhum de Duncan.

E Bynum ficou em quadra três minutos a menos: 27-24.

Isso, claro, dá moral ao moleque e faz com que aumente sua confiança.

Bynum, como vimos, cresce a cada partida.

O terceiro quarto foi o escolhido pelo pivô do Lakers para brilhar.

Marcou nove pontos, apanhou cinco rebotes e deu dois tocos. Foi importante na ampliação do marcador que era de seis pontos ao final do primeiro tempo para 13 quando o terceiro quarto terminou.

PARCEIROS

Pau Gasol é um veterano que já pavimentou sua estrada no basquete mundial. Deixou o jogo de ontem com 16 pontos e cinco rebotes e dois tocos.

Kobe Bryant, nem precisa falar. É o melhor jogador do mundo, embora no momento LeBron James esteja num estágio superior – mas não muito.

Kobe fez 22 pontos, deu quatro assistências e apanhou o mesmo número de rebotes.

Nada tão expressivo assim nem por parte do espanhol e nem do americano.

Sabem por quê?

Porque o dia era de Bynum.

TRIO

São três jogadores que fazem a diferença para o Lakers.

O San Antonio também não os tem?

Sim, tem em Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker.

Mas os dois primeiros são veteranos e em um confronto como esse dão sinais claros que não têm mais idade para esse tipo de brincadeira.

CONCLUSÃO

O problema do Lakers está do outro lado dos EUA.

Aliás, qual é a novidade nisso?

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008 NBA | 12:15

SÓ DEU LEANDRINHO NA TERRA DE ELVIS PRESLEY

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Como é bom ver Leandrinho sendo Leandrinho. Nem é preciso explicar o que digo; todos os freqüentadores deste botequim sabem muito bem.

O paulistano fez 28 pontos. Foi o cestinha do jogo em que o Phoenix venceu o Memphis, em plena terra de Elvis Presley, por 101-89.

Seu aproveitamento foi muito bom: 10-18 nos arremessos, 55.5%. Confiante, acertou quatro das seis pelotas de três que mandou contra o aro inimigo: 66.7%. Nos lances livres, quatro em cinco tentados: 80.0%.

Apanhou ainda seis rebotes defensivos. Deu apenas uma assistência e não roubou nenhuma bola, é bem verdade, mas aí já é querer demais.

Leandrinho (foto Reuters) voltou a ser o velho Leandrinho.

Goleador.

Este é o seu cartão de visita.

TURRÃO

A gente só espera que o técnico Terry Porter reconheça a qualidade de Leandrinho e dê a ele mais minutos em quadra. Ontem ele jogou exatos 33.

Teve mais tempo porque Steve Nash, com uma contusão lombar, ficou ausente da partida. Foi corretamente preservado.

Leandrinho bem que poderia ter ficado mais no jogo. Mas está bom; aos poucos ele recupera um espaço que conquistou dentro do time, mas que com a saída de Mike D’Antoni foi para o espaço.

DIVISÃO

Steve Nash não é nenhuma criança. Vai fazer 35 anos no dia 7 de fevereiro próximo.

Digo isso porque Terry Porter poderia muito bem dar um descanso para o canadense, preservando-o, inclusive, para os playoffs, quando o pau come.

Sem contar o jogo contra o Oklahoma City, quando ele ficou em quadra apenas nove minutos e saiu por causa da contusão, Nash tem uma média de 36:27 minutos de permanência em uma partida.

Exagero de Porter; não há necessidade alguma de expor tanto o jogador. Até porque ele tem Leandrinho para ajudar a descansar o canadense.

O treinador bem que poderia fazer o que Phil Jackson faz no Lakers: divide os minutos. Isso descansa e envolve o pessoal do banco, que atua mais e sempre está preparado para entrar, não tendo a inatividade como um adversário a ser batido também.

RECORDE

Shaquille O’Neal (foto AP) é agora o oitavo maior cestinha de toda a história da NBA. Com os 24 pontos marcados ontem, ele suplantou o incomparável Oscar Robertson.

Shaq tem agora 26.711 pontos, um a mais do que Big O, agora o nono colocado.

É sempre bom lembrar: a NBA computa, nessa estatística, apenas os pontos da fase de classificação. Os números dos playoffs não contam.

Isso porque a liga entende que não seria justo, pois 16 dos 30 times se classificam para a fase decisiva, impossibilitando que todos os jogadores tenham a oportunidade de jogar o mesmo número de partidas.

TRIPLE-DOUBLE

Você sabia que Oscar Robertson é o único jogador em toda a história da NBA a ter um “triple-double” de média em uma temporada?

No campeonato de 1961-62, Big O marcou 30.8 pontos, 12.5 rebotes e 11.4 assistências.

Inacreditável.

Na temporada 1970-71, foi campeão ao lado de Lew Alcindor, que mais tarde mudou o nome para Kareem Abdul-Jabbar. Robertson ganhou a medalha de ouro com os EUA nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, quando ainda não tinha entrado na NBA.

Aquela seleção, além dele, contava também com Jerry West, Walter Bellamy, Jerry Lucas e Adrian Smith.

Para muitos, o melhor time americano depois do Dream Team de Barcelona-92.

INFANTILIDADE

Você viram a expulsão de Amaré Stoudemire? O árbitro marcou uma falta dele em Hakim Warrick. Amaré não gostou e protestou.

Deve ter falado alguma abobrinha para o árbitro. Tomou uma técnica. Continuou falando bobagens: veio a segunda e a conseqüente exclusão.

O jogo estava no segundo quarto! Faltavam 3:51 minutos para o final do primeiro tempo e o Memphis vencia por apenas dois pontinhos: 45-43.

Por que essa perda de controle?

Aonde ele pretende chegar com esse comportamento?

A lugar nenhum.

Amaré é excelente jogador e também experiente. Mas o Phoenix quer contar com ele em quadra, e não fora dela.

Aí não interessa.

DEU WADE

No duelo entre Dwyane Wade e LeBron James (foto AP), companheiros de seleção nos Jogos de Pequim, deu o armador do Miami. O Heat bateu o Cleveland, na Flórida, por 104-95.

D Wade só não fez chover. Marcou 21 pontos, deu 12 assistências, pegou cinco rebotes, tomou três bolas do adversário e mesmo com apenas 1m93 de altura, conseguiu dar um toco.

LBJ também fez um grande jogo. Marcou 38 pontos e distribuiu sete assistências.

Mas defendeu pouco – bem como todo o time do Cleveland. Resultado: o Cavs perdeu uma invencibilidade de seis jogos.

Aliás, tem sido quase sempre assim quando os dois times se enfrentam em Miami. O Heat venceu os últimos dez dos 11 enfrentamentos.

VAREJÃO

O capixaba teve um jogo a la Dennis Rodman. Acrescentou rebotes ao time, mas nos pontos ficou não deu as caras.

Anderson Varejão pegou dez rebotes (três no ataque) e marcou apenas dois miseráveis pontinhos.

Pontuou pouco porque não olhou para a cesta o jogo inteiro. Fez apenas um arremesso – certo – e errou os dois lances livres que cobrou.

Ficou em quadra 24:02 minutos. Não é muito, é verdade, mas o suficiente para fazer mais do que um par de pontos.

COMEMORAÇÃO

LeBron James fez 24 anos ontem. A comemoração foi um dia antes.

Ele e Dwyane Wade, junto com amigos em comum, festejaram na segunda-feira à noite, em Miami mesmo, um dia antes do jogo.

Concentração do tipo creche, como existe no futebol brasileiro, é algo impensável na NBA. Os jogadores sabem muito bem até onde eles podem ir.

Limite é uma palavra mais do que clara para eles.

SURPRESA

Alguém podia imaginar que o Milwaukee pudesse vencer o San Antonio, em pleno Texas?

Eu não – nem os fanáticos torcedores do Spurs que freqüentam este botequim.

Mas foi o que aconteceu.

Com uma atuação de gala do ala/armador Michael Redd, bem coadjuvado pelo amador Luke Ridnour, o Bucks deu mole, é verdade, mas venceu.

Quando digo que o time de Wisconsin deu mole refiro-me ao final da partida. Roger Mason enfiou uma bola de três na cesta do Milwaukee e baixou a vantagem dos visitantes para apenas dois pontos: 100-98.

Nove segundos para o final; fundo bola para o Bucks. Bola nas mãos do experiente Richard Jefferson. Ele se atrapalhou e estourou o tempo de reposição.

O fundo bola, então, passou para o San Antonio. Tim Duncan, no entanto, errou uma das bandejas mais fáceis desde que entrou na NBA.

Mas ele tem poupança. Nenhum torcedor reclamou.

Só lamentou o resultado: 100-98 para o Bucks e o fim de uma invencibilidade de sete jogos no AT&T Center.

NÚMEROS

Como disse acima, Michael Redd teve uma atuação de gala. Marcou 28 pontos, apanhou dez rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.

Luke Ridnour contribuiu com 21 pontos, cinco rebotes e seis assistências.

Richard Jefferson, no entanto, ficou devendo. Marcou apenas oito pontos, se bem que pegou nove rebotes.

E no final quase entregou o jogo para o San Antonio.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 28 de dezembro de 2008 NBA | 12:50

UMA VITÓRIA NO SUFOCO

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SÃO PAULO – Foi no sufoco, com dois tocos sensacionais no final, mas foi. O San Antonio encontrou mais dificuldades diante do Grizzlies do que supunha.

No final, a vitória por 106-103 foi emocionante, mas creio que uma pontinha de frustração ficou para quem apenas acompanhava o jogo sem torcer.

Bem, sem torcer, vírgula, porque as duas prorrogações agiram mais e melhor do que qualquer café forte.

Era impossível tirar os olhos da tela.

Quem não tem o San Antonio no coração, claro que escolheu torcer para o Memphis. O Grizzlies jogou muito, mas o time é imaturo.

Não conseguiu fechar o jogo, e teve oportunidades para isso. No tempo normal e ao final da primeira prorrogação.

Quando a segunda se encerrava, com o San Antonio na frente em 105-103, Kurt Thomas e Michael Finley se encarregaram de evitar uma terceira prorrogação. Primeiro, Thomas deu um toco em O. J. Mayo, depois foi Finley quem disse não a Rudy Gay.

Jogaço.

DEFESA

Quando Tim Duncan (foto AP), 29 pontos, cometeu sua sexta falta com apenas 1:13 minuto para o final da primeira prorrogação, pensei: o Memphis tem tudo para ganhar. O San Antonio estava apenas um ponto de vantagem naquele momento: 97-96.

Mas não conseguiu, pois, como disse acima, faltou experiência para saber fechar o jogo e bater, fora de casa, um dos mais fortes times da liga. Apesar da grande atuação de O. J. Mayo, que deixou a quadra com 29 pontos.

O trabalho defensivo de Kurt Thomas e principalmente Bruce Bowen foi muito importante para a vitória texana. Os 18.797 torcedores que lotaram o AT&T Center reconheceram o trabalho da dupla: aplaudiram em pé os dois.

NORMALIDADE

Depois de um início cambaleante, quando venceu apenas nove de seus 17 jogos, o San Antonio fez tudo voltar à normalidade. De seus últimos 13 confrontos, ganhou 11.

Está há cinco partidas sem perder e ocupa a segunda colocação na Conferência Oeste, com um recorde de 20-10 (66.7%).

É fácil explicar a guinada do Spurs. No começo, sem Tony Parker e Manu Ginobili, contundidos, a batata quente ficou apenas nas mãos de Tim Duncan.

Apesar de genial, ele não é um deus como Michael Jordan.

Quando os outros dois tenores voltaram, o time voltou também a trilhar o caminho certo.

Na emocionante vitória de ontem, os três juntos fizeram 81 dos 106 pontos do San Antonio. Ou seja: 72.4%.

O time está nas mãos do trio. Todos sabem disso.

Marcá-los é que são elas; poucos conseguem.

ARTILHARIA

O Atlanta bateu o Chicago ontem em sua Philips Arena. Até aí, nenhuma novidade.

Joe Johnson (foto AP arremessando diante de Andres Nocioni) deixou a quadra com 41 pontos. Até aí, também nenhuma novidade; foi a quinta vez que Johnson marcou 40 ou mais pontos nesta temporada.

Mas vale registrar, pois o ala/armador do Hawks está fazendo um grande campeonato, ao contrário de Andres Nocioni, o argentino do Chicago Bulls.

FIASCO

Andres Nocioni renovou seu contrato com o Bulls no início desta temporada. Até este momento, é um fiasco.

Na derrota de ontem, apenas 11 pontos. Sua média na competição é de exatos 10 pontos por partida.

Ontem, jogou 22:46 minutos. Fica em média 25:30 em quadra por embate disputado.

Muito pouco para quem vai receber US$ 8 milhões nesta temporada e tem a ganhar ainda mais US$ 21 milhões nas próximas três.

A renovação de seu contrato revela-se, até este momento, um grande equívoco por parte da direção do Bulls. Mas eu teria feito o mesmo.

Nocioni, nas outras três temporadas com a camisa 5 do Chicago, foi muito bem. Eu mesmo cheguei a imaginar que ele poderia ser um novo Manu Ginobili.

Mas equivoquei-me – como equivocou-se John Paxson, gerente geral da franquia, que um dia também usou a camisa 5 do Bulls, mas ajudou o time a ganhar os três primeiros campeonatos de sua história.

SOLITÁRIOS

O Chicago está nas mãos de dois jogadores: Derrick Rose e Ben Gordon. Os demais são figurantes.

Alguns de quinta categoria, como Thabo Sefolosha, Aaron Gray e Joakim Noah. Este último, bicampeão universitário com a universidade da Flórida, era uma das grandes promessas do basquete colegial.

Mas fracassa.

Filho do ex-tenista francês Yannick Noah, Joakim é um jogador sem personalidade e acuado quando entra em quadra.

Ontem, diante do Atlanta, jogou seis minutos. Seus números: zero em tudo!

Se o Chicago quiser voltar a ser grande como um dia o foi, precisa urgentemente se livrar dessas tranqueiras. E contratar pelo menos mais dois jogadores com um bom nível para ajudar Rose e Gordon.

PIADA

E um técnico também, pois Vinnie Del Negro foi uma piada de muito mau gosto por parte de Paxson.

COR

Um parceiro nosso aqui neste botequim, torcedor do Boston, reclamou, dia desses, que eu estava referindo-me, equivocadamente, ao Celtics como alviverde. Segundo ele, o time é verde e ponto final.

Fiz uma pesquisa na internet e descobri que o Boston não era alviverde como pensava e nem apenas verde, como dizia nosso parceiro. Era tricolor, pois o preto também fazia parte das cores oficiais da equipe.

Não dei-me por satisfeito e comecei a mexer e remexer meus livros. Encontrei um “Media Guide” do Golden State da temporada 2003-04 que ganhei quando lá estive para fazer um jogo do Warriors contra o Denver.

No livro, há uma seção toda chamada “The Opponents”. O espaço foi reservado para a apresentação de todos os times da liga para a referida temporada.

Além dos nomes dos dirigentes, comissão técnica e dos jogadores, estatísticas e tudo o mais, fala também um pouco sobre a história de cada uma dessas franquias, com destaque para as cores oficiais de cada uma delas.

E sabe é a coloração oficial do Boston?

Verde, dourado, bege, marrom e preto.

Branco?

Não faz parte das cores oficiais do Celtics.

Portanto, daqui para frente, não mais alviverde e nem tricolor para o atual campeão da NBA. Ele, na verdade, tem cinco cores – e eu nem sei como referir-me a elas.

Mesmo se soubesse, não diria, pois deve ser um palavrão e tanto.

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008 NBA | 09:55

LAKERS VENCE O JOGO DO ANO

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CURITIBA – Foram 3:56 minutos perfeitos. Os melhores desta temporada. E foram os últimos de uma partida de basquete importantíssima.

Kevin Garnett tinha acabado de derrubar sua 10ª. bola contra a cesta do Lakers. Colocou o Boston na frente em 81-79.

O coração dos 18.997 torcedores californianos que ocuparam todas as poltronas do moderníssimo Staples Center quase saiu pela boca. O tempo era longo, mas o adversário era o Boston.

Mais uma derrota? A pergunta martelava a cabeça dos fãs, que ainda tinham bem nítido em suas retinas os jogos finais da temporada passada, quando o Celtics fez 4-2 e conquistou seu 17.o título de campeão da NBA; o nono em cima do time de Los Angeles em 11 finais entre eles.

Mas foram, como disse, 3:56 minutos perfeitos. Os melhores desta temporada. E derradeiros.

Kobe Bryant e principalmente Pau Gasol (ambos em foto da AFP) trataram de aniquilar as pretensões do alviverde de Massachusetts, que imaginava repetir a dose do campeonato passado, quando vencera as duas partidas entre ambos na fase de classificação.

Ou seja: seis vitórias do Boston contra apenas duas do Lakers no torneio anterior.

Mas Kobe e Gasol resolveram que a história seria contada de maneira diferente desta vez. E conseguiram o que planejaram.

Primeiro, Kobe empatou o jogo em 81 pontos. Depois, deu três assistências para Gasol fazer seis pontos, que na verdade foram sete, pois uma falta cometida por Paul Pierce no terceiro arremesso consecutivo de Gasol possibilitou um lance livre de bonificação.

A corrida estava em 7-2 (Garnett fez mais dois pontos depois de Gasol ter acertado o segundo ataque consecutivo). Mas é importante que se diga que ela só foi possível graças à marcação agressiva que o time californiano fazia naquele momento.

O ápice defensivo foi a 1:16 minuto do final, quando Gasol deu um toco humilhante em cima de Ray Allen. No contra-ataque, Ariza recebeu sozinho e cravou no aro alheio, ampliando a corrida para 9-2.

E o marcador foi para 90-83; a 1:12 do final.

Gasol voltou à cena na jogada seguinte quando deu outro toco, este em cima de Paul Pierce, a 57 segundos de o cronômetro zerar. Enterrava ali a derradeira esperança do Celtics em fazer um milagre.

Kobe fez seu 27º. ponto com 26 segundos ainda para se jogar e colocou números definitivos no confronto mais esperado desta temporada.

Lakers 92-83 Boston.

A descrição desses 3:56 minutos faz-se necessária porque, como disse, foram os mais perfeitos desta temporada.

O próximo confronto entre ambos será no dia 5 de fevereiro, desta vez em Boston.

FIM DA LINHA

Com a derrota, o Boston perdeu uma invencibilidade de 19 partidas. Foi a maior série invicta do Celtics em toda a sua história repleta de conquistas.

Perdeu também uma série de dez partidas sem ser derrotado no estrangeiro.

Deixar invencibilidades para trás é duro, mas esta foi mais doída ainda, pois aconteceu diante do seu maior rival.

Mesmo que no confronto direto o time leve vantagem.

OUTRO LADO

Em contrapartida, o Lakers ampliou sua série invicta no Staples Center. Agora são 12 jogos sem ser derrotado diante dos fãs.

A última – e única – derrota em casa aconteceu diante do Detroit, no dia 14 de novembro passado. O Pistons venceu por 106-95.

Portanto, faz 41 dias que o Lakers não vai cabisbaixo para o vestiário doméstico.

NÚMEROS

Este foi o jogo (foto Reuters de Kobe, Pierce e Garnett) de número 269 entre as duas equipes. O Celtics leva a melhor. Venceu 151 embates enquanto o Lakers ganhou 118, num total de 269 enfrentamentos.

O time de Massachusetts soma agora 28.620 pontos diante da franquia californiana. O Lakers pulou para 28.074.

O Celtics marcou uma média de 106.4 pontos; o time californiano depositou 104.4 no aro inimigo.

FEITO

Phil Jackson, 63, chegou ontem à vitória de número mil em sua carreira como treinador. Profissão que se iniciou há 18 anos, dirigindo Chicago de Michael Jordan.

Na cidade dos ventos conquistou seis títulos; na do cinema, outros três.

É, ao lado de Red Auerbach, o treinador mais vitorioso na história da NBA.

Phil chegou a milésima vitória depois de ter trabalhado em 1.423 partidas. Superou Pat Riley, que chegou à marca após 1.434 jogos.

Juntou-se, além de Riley, também a Lenny Wilkens, Larry Brown, Don Nelson e Jerry Sloan.

Todos venceram mais de 1.000 partidas na NBA.

APARÊNCIAS

Na quarta-feira em disse aqui neste botequim que os jogadores mantinham a aparência num clima de cordialidade. Coisa nenhuma.

Sasha Vujacic, armador do Lakers, naquele mesmo dia, declarou o seguinte sobre a rivalidade entre Lakers e Celtics:

– Eu não uso [roupa] verde por causa do Boston. Eu não gosto do Boston de jeito nenhum. Vocês [jornalistas] podem dizer que eu os odeio, pouco me importa.

O ataque verbal não parou por aí:

– Eu não quero ouvir o nome deles de jeito nenhum. Não vejo a hora de jogar contra eles. Estou falando em nome de todos os torcedores do Lakers: nós os detestamos mais do que qualquer coisa.

Perguntado se nunca mais iria usar verde, Sasha respondeu:

– Quer que eu seja sincero? Quando a gente der um pé na bunda deles [Boston] eu voltarei a usar verde.

CELEBRIDADES

Os atores Mark Wahlberg (foto Reuters), Kevin James, Dustin Hoffman, Samuel L. Jackson, Denzel Washington, George Lopez e Adam Sandler, mais o rapper Snoop Dogg viram a partida ao vivo no Staples Center.

Todos torciam para o Lakers.

Os que escolheram o Celtics e que estiveram em Los Angeles foram o cantor Prince, o campeão mundial de boxe dos meio-médios, o filipino Manny Pacquiao, e o cunhado de Kevin Garnett, o produtor musical Jimmy Jam.

VÂNDALOS

O vandalismo não é privilégio nem de países em desenvolvimento e nem de torcedores de futebol.

Anteontem à tarde, depois de um treino de arremessos, o técnico Phil Jackson e o armador Sasha Vujacic tornaram público o que ocorreu depois do último jogo da série final da temporada passada, quando o Boston ganhou o campeonato: vários torcedores do Celtics jogaram pedras e chacoalharam o ônibus do Lakers que deixava o TD Banknorth Garden.

Isso tem acontecido sempre que Celtics e Lakers se enfrentam em finais. Sempre foi assim, mas, é bom que se frise, ocorre apenas em Boston.

E o que chama a atenção é que a NBA nada faz para inibir esta situação. Deveria fazer como no futebol brasileiro: perda de mando de campo e multa.

O prejuízo seria astronômico.

O Celtics, além de pagar um valor a ser estipulado pela liga, teria também que indenizar os torcedores que compraram seus ingressos em pacotes ou isoladamente.

Deixaria de faturar dentro do ginásio, quando o consumo é intenso. Venda de comida, bebida e suvenires.

Ah, tem também o estacionamento, que é pago, cujo dinheiro arrecadado é do time.

E mais: o Celtics teria que gastar com hotel e transporte até a cidade onde a NBA determinaria que fosse(m) realizado(s) o(s) jogos(s) seguinte(s) por causa da punição.

Isso feito, e eu queria ver se o Celtics não tomaria providências para resolver a questão.

Duvido que, a partir de uma punição dessas, alguém chegaria perto do ônibus do Lakers – ou de qualquer outra equipe.

INGRESSOS

Cambista não é privilégio do futebol brasileiro. Tem no mundo inteiro.

Inclusive na NBA.

Ingressos para cadeiras de pista do Staples Center foram negociados por até US$ 10 mil.

Nas bilheterias, o mais caro passava pouco mais de US$ 2,7 mil.

Ágio de mais de 350%.

LÍDER

Mesmo com a derrota, o Celtics continua com a melhor campanha entre os 30 times participantes deste campeonato. Seu recorde: 27 vitórias e apenas três revezes. Percentual de 90.0% de aproveitamento.

O Lakers está em terceiro lugar no geral, com 24 triunfos e cinco contrariedades. Desempenho de 82.8%.

Em segundo está o Cleveland, com 25 vitórias e quatro derrotas (86.2%).

ÚLTIMA BOLA

Se emoção foi o que não faltou em Los Angeles, o mesmo a gente pode dizer do encontro entre Phoenix e San Antonio no Arizona. O final da partida, aliás, foi muito mais emocionante do que todo o jogo da Califórnia.

O Suns passou boa parte do encontro na frente. Vencia o jogo por dois pontos de vantagem (90-88) graças a dois pontos marcados por Grant Hill.

Quatro segundos para o final.

Tempo.

Gregg Popovich, o melhor técnico da NBA na atualidade, armou a jogada. De uma mente brilhante como esta e com jogadores como Toni Parker em quadra, não poderia dar outra.

Em quatro segundos Parker se infiltrou, veio a dobra e ele passou a bola para George Mason (foto Reuters). O tiro foi certeiro: bingo!

E de três.

Final de jogo: San Antonio 91-90 Phoenix.

EQUÍVOCO

O erro de Jason Richardson na jogada foi imperdoável. Ele não tinha nada que ter feito a dobra em Parker. Ao fazê-lo, deixou Mason completamente livre.

Parker estava marcado por Grant Hill e se fizesse a cesta, ela seria de dois pontos, que empataria o jogo e o mandaria para a prorrogação. Em casa, o Phoenix teria mais chances de vencer os cinco minutos extras, pois contaria com o apoio da torcida que lotou o US Airways Center, sem contar que o San Antonio é um time envelhecido e poderia abrir o bico.

Mas não; Richardson tomou uma decisão absurda que acabou custando uma vitória importante para o Phoenix dentro da Conferência Oeste.

COMO VINHO

Como disse, o San Antonio é um time idoso. Mas Tim Duncan parece vinho – desculpem-me a falta de criatividade; foi o que me veio à cabeça e falo aqui em nosso botequim sem pestanejar.

Mesmo com cinco faltas, não se omitiu. Ao contrário, marcou muito no final da partida. Conteve Amaré Stoudemire em três ataques consecutivos, mostrando toda sua categoria defensiva.

“O que Timmy fez na reta final da partida foi absolutamente espetacular”, definiu o técnico Gregg Popovich.

E foi mesmo.

Duncan terminou a partida com 25 pontos e 17 rebotes, três deles no ataque.

Senhores: estamos presenciando o jogar de um dos maiores atletas de todos os tempos na história da NBA.

TORCEDOR

Fim de jogo e nada ainda decidido.

Vamos imaginar este cenário num confronto qualquer envolvendo Cleveland ou Denver.

Onde estariam Anderson Varejão e Nenê?

Na quadra, claro.

Fim de jogo e nada ainda decidido entre Phoenix e San Antonio.

Onde estava Leandrinho?

No banco.

VEXAME 1

Shaquille O’Neal tornou-se o segundo jogador em toda a história da NBA a errar mais de cinco mil lances livres.

Juntou-se a Wilt Chamberlain.

VEXAME 2

O que o New Orleans fez diante do Orlando, na Flórida, foi de envergonhar seus torcedores.

O time tomou 30 pontos ao final do primeiro tempo: 61-31. Vantagem que subiu para 31 no comecinho do terceiro quarto.

A equipe da terra do jazz ainda fez uma corrida para descontar 19 pontos, mas acabou perdendo por 20 de diferença: 88-68.

O sérvio Peja Stojakovic, contundido, não pôde, mais uma vez, jogar. Mas ele não faria muita diferença se estivesse em quadra.

O fato é que o New Orleans oscila.

Começou mal, reagiu e agora acumula duas derrotas seguidas. E ambas por goleada.

James Posey ainda não faz a diferença que dele se esperava e David West, bem marcado, não consegue encontrar respostas para o aperto inimigo.

Sobra Chris Paul. Mas sozinho o maior armador do planeta não vai conseguir vencer jogos como os de ontem e nem aquele diante do Lakers.

O time teve um aproveitamento de apenas 33.3% de seus arremessos. Ridículo para quem quer, ao menos, reprisar a campanha da temporada passada.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard (foto AP) terminou a partida com os seguintes números: 12 pontos, 15 rebotes (cinco deles no ataque) e três tocos.

Nada de excepcional; mas o suficiente para conduzir o time em quadra a mais uma vitória. No terceiro quarto, quando visitou a linha do lance livre, os torcedores na Amway Arena gritaram: “MVP, MVP, MVP”.

Exagero?

De jeito nenhum; Howard é forte candidato ao troféu de melhor jogador desta temporada regular.

ENTERRADA

Ontem, a NBA anunciou que Dwight Howard estará participando do “All-Star Weekend” na competição de enterradas. Vai defender o título do torneio passado, quando revelou sua identidade secreta e conquistou o troféu.

Estará ao lado de Nate Robinson, o baixinho do New York, e Rudy Gay, do Memphis.

O quarto competidor será escolhido pelos torcedores.

DUPLO DÍGITO

Anderson Varejão fez uma grande partida ontem com a camisa 17 do Cleveland. Deixou a quadra da Quicken Loans Arena com 13 pontos e igual número de rebotes, sendo que três deles foram no ataque.

Foi o melhor desempenho do capixaba nas sobras nesta temporada.

Seus números, de uma maneira geral, são bons: 8.8 pontos e 6.9 rebotes.

Ele conquistou seu quinto “double-double” nesta competição. É peça fundamental no esquema do técnico Mike Brown.

O jogo foi mais difícil do que o Cavs esperava. A vitória veio num apertando 93-89.

A 26 segundos do final e o Washington estava na frente em um ponto: 89-88. Foi quando Varejão acertou dois lances livres, Mo Williams repetiu a dose e Delonte West fez um e errou outro.

Uma corridinha de 5-0, com boa defesa, a garantir mais uma vitória.

Como se viu, final de jogo, tudo em aberto, e Varejão na quadra, participando. Fosse o Phoenix…

O triunfo representou a 15ª. vitória do Cleveland em casa. Nenhuma derrota.

Recorde da franquia.

Único time nesta temporada que ainda não foi derrotado como mandante.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  2. LAKERS VENCE MAS CONTINUA MAL
  3. DENVER VENCE E FRUSTA SAN ANTONIO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 NBA | 13:37

ROY, 52 PONTOS, DESTRÓI O PHOENIX

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Brandon Roy destruiu o Phoenix. Fez sua melhor partida em quadras da NBA e, seguramente, o melhor jogo individual desta temporada.

52 pontos; incontrolável. Sua melhor marca até hoje na liga. Ninguém conseguiu conter este ala/armador de 24 anos, produto da universidade de Washington.

O Suns revezou na marcação. Colocou Grant Hill, Matt Barnes, Jason Richardson e Leandrinho. Ninguém obteve sucesso.

Com uma atuação neste nível elevado, a história não poderia mesmo ser contada de outra maneira: Portland 124-119 Phoenix.

Os 52 pontos marcados por Roy(foto AFP), 1m98 de altura, 87.5 quilos, são a segunda melhor marca desta temporada. Fica atrás apenas dos 55 pontos anotados por Toni Parker no triunfo do San Antonio diante do Minnesota por 129-125.

Mas Parker contou com uma prorrogação; não foi o caso de Roy. O francês jogou, naquela noite, 51 minutos; o norte-americano do Portland atuou ontem 44, sete a menos do que Parker.

Portanto, para mim, os 52 pontos de Brandon são, sim senhor, a melhor marca individual deste campeonato.

Levou, obviamente, o moto-rádio como o melhor jogador em quadra.

ERROS

Terry Porter foi homenageado antes de a bola subir no Rose Garden. Teve sua camisa 30 levantada. Jogou dez temporadas pelo Blazers e foi duas vezes vice-campeão, tendo perdido as finais de 1990, para o Detroit de Isiah Thomas, e a de 92 para o Chicago de Michael Jordan.

Foi um marco na história da franquia. Mereceu os calorosos aplausos dos 20.650 torcedores que lotaram a arena do Oregon.

Retribuiu o carinho dos torcedores.

De que maneira?

Cometendo equívocos no banco de reservas e possibilitando a vitória de seu ex-time.

Primeiro, ao sacar Leandrinho e Matt Barnes, no final do segundo quarto, ao ver uma vantagem de dez pontos cair para cinco. Vantagem esta construída exatamente pela dupla citada, que entrou no início do segundo quarto com o time atrás em 28-31.

Ambos deixaram a quadra de jogo quando faltavam 3:33 minutos para o final do primeiro tempo e o time na frente em 52-47.

Depois, ao demorar para colocar novamente a dupla de volta ao jogo.

Mas o pior de tudo foi não obrigar o time a fazer falta quando Greg Oden pegou um rebote ofensivo a 33 segundos do final da partida, com o placar em 122-119 para o Blazers. O Portland trabalhou a bola, gastou 19 segundos do tempo derradeiro quando LaMarcus Aldridge fez o arremesso, que não entrou.

Mas Travis Outlaw pegou novamente o rebote e aí sim sofreu falta, a 12 segundos do fim.

Mas já era tarde demais.

Foi a quarta derrota seguida “on the road” do Phoenix.

LEANDRINHO

O paulistano fez um ótimo jogo. O segundo quarto foi seu melhor momento.

Fez nove pontos, apanhou dois rebotes defensivos, deu três assistências e roubou uma bola. Este desarme veio ao encontro do que eu tenho dito aqui em nosso botequim: Leandrinho precisa interferir mais na linha de passe do adversário.

Braços longos, rápido e inteligente, ele poderia tirar mais proveito disso.

Tem que estar atento e estudar sempre o adversário. Reservar duas horas para assistir ao vídeo com os movimentos que os jogadores oponentes executam em quadra.

Todo time da NBA disponibiliza isso para os seus jogadores. Portanto, Leandrinho poderia aproveitar mais este ingrediente para dissecar todos os movimentos de seu oponente.

Ganharia muito com isso.

Não sei se ele já comporta-se desta maneira; se sim, algo de errado acontece porque ele não tem tirado proveito em quadra.

Mas ele foi bem, repito.

Deixou a partida com 12 pontos (5-7, 71.4%), cinco rebotes defensivos, três assistências e um desarme.

Cometeu, no entanto, seis erros, que precisam ser evitados para conquistar um pouco mais o impenetrável coração do técnico Terry Porter.

Jogou apenas 17:52 minutos.

Pouco.

MAIS UMA

Os 17.461 torcedores do Orlando que ocuparam todos os assentos disponíveis da Amway Arena se desesperaram ao ver Dwight Howard cometer sua quinta falta. 8:21 minutos ainda separavam o jogo de seu final.

O Magic estava na frente em 71-60, mas a vantagem psicológica era do San Antonio.

O time texano chegou a ficar atrás 23 pontos, e o déficit estava sendo tirado. Os torcedores do Spurs, ao testemunhar o melhor pivô da NBA encaminhar-se para o banco por causa da falta, esfregaram as mãos e pensaram: vamos ganhar.

Ganharam nada.

Um baixinho de apenas 1m83 de altura entrou em cena e acabou com as pretensões do alvinegro texano, que tinha feito uma corrida de 16-8 e baixado a diferença que era de 19 pontos para nove, quando Howard fez sua quinta falta.

O San Antonio adicionou mais cinco pontos nesta corrida (21-8) sem o Super-Homem da Flórida, jogou o placar para 71-65 quando Jameer Nelson (foto AP), o tal baixinho mencionado, entrou em cena.

Foram apenas quatro pontos, mas tiveram um poder devastador.

“Jameer fez uma grande partida”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs. “Ele nos feriu mais do que qualquer outro jogador em quadra. Fez grandes arremessos e soube envolver todos os jogadores [de seu time]”.

A vantagem voltou para dez pontos e aí foi a vez de o cansaço encontrar escancarada a porta do San Antonio.

Fim de jogo: Orlando 90-78 San Antonio

EXAUSTÃO

Depois da partida, Charles Barkley, comentarista da TNT, falou com todas as letras tudo o que a gente tem comentado aqui em nosso botequim: o peso da idade pode ser um agravante e tanto para o San Antonio nesta temporada.

O time tinha jogado na noite anterior em New Orleans e apanhado por 90-83; resultado que não mostra o que foi o jogo, completamente dominado por Hornets.

Shuttle do ginásio para o aeroporto, avião de New Orleans até Orlando (chegada às 3h30 na Flórida), novo shuttle, este do aeroporto até o hotel, chech-in, pijama, espera pelo sono…

Vida difícil; é impossível não ficar cansado.

Bruce Bowen 37; Michael Finley, 35; Tim Duncan, 32; Manu Ginobili, 31.

Muita coisa.

Não há pernas que agüentem.

QUIETO

Todos falam em Boston e Cleveland – não sem razão. Mas o Orlando, quietinho, quietinho, vem fazendo o seu papel.

É o terceiro colocado na Conferência Leste com uma campanha de 20-6. Fica atrás apenas de Cleveland (21-4) e Boston (24-2), o melhor recorde desta temporada e seguramente a principal equipe entre as 30 que disputam a competição.

A vitória de ontem do Magic foi a 16ª. de seus 19 últimos confrontos e a que representou o final de um tabu de três partidas sem vencer seu adversário texano.

Terá um jogo importante amanhã diante do Lakers. É a chance de se firmar ainda mais na competição.

Desde que ganhe – e bem.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard voltou ontem depois de dois jogos ausentes por contusão. Sua atuação não pode ficar marcada pela quinta falta cometida no início do quarto derradeiro.

Ele foi importante na vitória sobre o San Antonio.

Anotou 14 pontos, pegou 13 rebotes (cinco na frente), deu dois tocos (um deles, humilhante, pra cima de Tim Duncan) e ainda fez um desarme.

Como vimos, outro “double-double”. Foi o 18º deste campeonato, igualando-se a Chris Paul, até ontem à noite o recordista isolado.

Não mais.

OS MELHORES

Esta nova pesquisa parece que não comove tanto os freqüentadores deste botequim quanto a anterior, que mostrou a preferência clubística de cada um dos nossos “sócios”.

Poucos votos chegaram, mas o suficiente para modificar o quadro, que agora é este:

MVP = LeBron James (21)
MIP = Nenê (25)
ROOKIE = Derrick Rose (27)
RESERVA = Manu Ginobili (13)
DEFENSOR = Dwight Howard (29)
TÉCNICO = Doc Rivers (17)
QUINTETO = Chris Paul (33), Dwyane Wade (22), LeBron James (36), Kevin Garnett (22) e Dwight Howard (37).

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
  3. CENA EMBLEMÁTICA EM PHOENIX
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 NBA | 13:31

NA CIDADE DO JAZZ O MELHOR DA NBA

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Não sei se foi o melhor jogo da temporada, mas seguramente foi um dos.

O último quarto do New Orleans foi sensacional. O time não se abateu em momento algum, mesmo estando atrás oito pontos e tendo pela frente um adversário com o San Antonio.

A corrida de 13-0 feita pelo Hornets a pouco menos de cinco minutos do final da partida foi decisiva para que o time vencesse por 90-83. Para isso foi importante as duas bolas de três de David West, um jogador que de quando em quando acerta uma delas.

Tanto que elas representaram o quarto e o quinto acerto do ala/pivô nas bolas triplas nesta temporada.

Gosto muito do Gregg Popovic; já expressei aqui o meu pensamento a respeito do trabalho dele. Mas Pop errou tremendamente ao deixar Matt Bonner na partida no momento decisivo.

Bonner não estava jogando absolutamente nada. Ofensiva e defensivamente. Não foi a ajuda que Tim Duncan (na foto AP, entre Chris Paul e Tyson Chandler) precisou no momento crucial, especialmente quando West derrubou as duas bolas de três.

O San Antonio tem esse problema, que todos já viram: faltam dois jogadores no “frontcourt”. Fabricio Oberto e Kurt Thomas estão velhos e Bonner não é confiável.

Além disso, Bruce Bowen não é exatamente o ala que o time precisa quando está defendendo. Ajuda pouco no trabalho de proteção ao garrafão. Seu reserva, Ime Udoka, não é seguro, tanto que pouco participa das partidas.

Isso sobrecarrega demais o trabalho de Timmy. E ele não é nenhum menino para ficar com peso extra nas costas em embates importantes como esse contra o New Orleans.

Se o time não der um jeito nisso, vai ter muitos problemas quando os playoffs chegarem. Pop tem que reverter este quadro.

Uma troca ajudaria muito. O Spurs precisa de um ala e de um pivô urgentemente.

Viu cair ontem sua invencibilidade de seis partidas.

TRISTEZA

Nem deu tempo de o San Antonio se deprimir após a virada que levou no último quarto. Ontem mesmo, depois do jogo, o time pegou o avião e duas horas e meia depois já desembarcava em Orlando.

Hoje à noite o adversário é o Magic.

Mais problemas para Tim Duncan, que terá pela frente o melhor pivô da atualidade: Dwight Howard. Gregg Popovic tem de colocar Timmy em cima do Super-Homem. Qualquer outro jogador – leia-se Fabricio Oberto e Kurt Thomas – será um convite para uma nova derrota.

RECORDE

Tim Duncan, com os 11 rebotes fisgados ontem, tornou-se o 33º. jogador na história da NBA a pegar mais de 10 mil rebotes, juntando-se a Kareem Abdul-Jabbar, Hakeem Olajuwon e Shaquille O’Neal como os únicos atletas da história da liga a marcar mais de 18 mil pontos, pegar mais de 10 mil rebotes, dar mais de 2.500 assistências e 2 mil tocos.

Sempre que puderem, vejam o Spurs jogar – apesar de ser realmente um basquete burocrático, bem europeu e feio. Mas ver Timmy em quadra é ver a história ser contada.

ALEGRIA

Em contrapartida, New Orleans continuou sua festa eterna, interrompida apenas na época da tragédia do furacão Katrina. No quadrilátero do jazz, onde tudo acontece, cervejas mais foram abertas para comemorar o triunfo diante do San Antonio.

E com razão, pois ganhar do Spurs já é difícil e de virada acabou sendo mais gostoso.

Chris Paul (foto AP) foi novamente um dos destaques em quadra. O melhor armador da NBA e do mundo, ele interceptou um passe de Tony Parker para Tim Duncan, a pouco mais de três minutos do final do segundo quarto, e entrou para a história da liga.

O gesto representou o 106º. desarme consecutivo de CP3. Ele superou Alvin Robertson, que tinha estabelecido a marca de 105 surrupiadas seguidas de bola em 1986. Sabe com qual camisa? A 21 do San Antonio.

Ironia do destino.

CP3 é o líder em assistências desta temporada (11.9) e de desarmes de bola também (2.82). Fez ontem 19 pontos e deu 12 passes certeiros que se transformaram em cestas. Foi seu 18º. “double-double” nesta temporada.

Mais do que qualquer outro jogador.

CAMINHADA

O New Orleans ganhou sua terceira partida consecutiva. Melhor: somou sua 10ª. vitória em seus últimos 12 embates.

Começou o campeonato cambaleando, mas aos poucos foi se ajeitando.

Natural, porque o time ganhou um reforço e tanto em James Posey. Teve de fazer alguns ajustes para isso e até se aprumar levou um tempinho, que fez com que as pessoas ficassem desconfiadas do potencial da equipe.

Fase passageira.

Ontem, mesmo sem contar com Peja Stojakovic, venceu um dos principais candidatos ao título desta temporada.

Quem não tem força de campeão não faz o que o Hornets fez.

MAIS UMA

Quem torceu contra o Boston ficou chupando o dedo. Dava mesma a impressão que o time perderia ontem sua invencibilidade de 15 partidas.

Estava levando um sufoco do Atlanta. Ficou atrás a maior parte do confronto, mas…

Faltando 30 segundos para o final, passou um ponto à frente (85-84) e não perdeu mais o controle da partida. Resultado: Boston 88-85 Atlanta.

E a invencibilidade, agora, é de 16 partidas.

Paul Pierce (foto AP) comemorou mais uma vez.

Rotina pura.

PRO GASTO?

A pergunta que fica é: o Celtics está jogando para o gasto ou pode produzir mais do que vem produzindo?

É estranho perguntar isso, pois o time está, como vimos, há 16 jogos sem perder. E mais: fez ontem sua 10ª. vitória seguida fora de casa.

Alguém, portanto, pode argüir, e com razão: como é que uma equipe numa situação dessas pode ser contestada?

É que o Boston tem vencido, sim, mas tem tido dificuldades que não se esperava.

Tudo bem que o Atlanta é um dos melhores grupos da competição e ganhar na Georgia é complicado. Mas não falo deste jogo isoladamente; a memória nos transporta a outros e a gente vê que às vezes – nem sempre – o time desenha mais uma vitória, mas com dificuldades.

A conclusão que eu tiro é que o Celtics está se guardando para quando o Carnaval chegar, como diria Chico Buarque de Holanda.

O Carnaval significa playoffs.

FALCÃO

O Atlanta foi quadruplamente derrotado ontem. Perdeu não apenas a partida, mas também série de três partidas sem derrota, viu desmoronar uma invencibilidade de sete encontros em sua Philips Arena e somou seu quinto encontro seqüencial sem ganhar do Celtics.

Escrevi ontem que o Hawks precisa urgentemente de um cara a mais para ajudar Mike Bibby e Joe Johnson. Os dois, sozinhos, não serão capazes de fazer o “upgrade” que o time tanto precisa para entrar no rol dos melhores.

Ou então aguardar pela amadurecimento de Al Horford e Marvin Williams.

Mas isso fica para o futuro, quando Bibby e Johnson estarão mais velhos. Mas será que eles, neste amanhã imaginado, terão as pernas de hoje?

PASSEIO

O Cleveland voltou a vencer. Nenhuma novidade nisso, pois ele vem sobrando em relação aos adversários.

Ontem teve presa fácil: Minnesota, mesmo atuando fora de casa: 93-70.

O destaque para nós, brasileiros, ficou por conta de Anderson Varejão. O capixaba fez seu segundo “double-double” da temporada ao anotar 13 pontos e pegar 11 rebotes (dois deles ofensivos).

Adversário fraco, aproveita-se a oportunidade.

Foi o que Varejão fez.

Sem Zydrunas Ilgauskas, contundido, o brazuca tem jogado mais do que o habitual. Ontem ficou em quadra cerca de 34 minutos. Com o lituano trocado, Varejão não chegava a meia hora correndo atrás da bola.

A chance apareceu e, como disse, Varejão está sabendo aproveitá-la.

TROCA

Por falar em Anderson Varejão, tem um zunzunzun dando conta de que ele pode ir para o Miami. Seria uma troca envolvendo Shawn Marion (foto AP), que está no último ano de contrato e já disse que não quer ficar na Flórida.

Se o negócio sair, não será nada bom para o capixaba. Afinal, ele tem jogado e está em um time que tem tudo para ser campeão nesta temporada.

Divide a quadra com o melhor jogador desta temporada, LeBron James, e os holofotes acabam respingando nele também. Tanto que dia desses Reggie Miller, ex-jogador do Indiana e atual comentarista da ESPN, elogiou o trabalho de Varejão.

Tivesse ele vestindo a camisa do Memphis, por exemplo, não seria lembrado por ninguém.

Torço para que o negócio não saia.

Mesmo tendo Dwyane Wade, também um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, o Miami não é um time pronto para ganhar nada. Ao contrário, se bobear, fica fora dos playoffs.

Além disso, Varejão teria em Michael Beasley um adversário e tanto dentro do grupo, pois o “rookie” joga exatamente na posição do brasileiro. O que me faz deduzir que o técnico Erik Spoelstra usaria muito Varejão no pivô – que não é a sua posição.

Repito: torço para que o negócio não saia.

DE MOLHO

O Philadelphia bateu o Milwaukee, mas Elton Brande deslocou o ombro direito e vai ficar um tempo bom fora de combate. Hoje ele vai fazer exame detalhado do local para ver a extensão da contusão.

Pode perder o resto da temporada se ligamentos foram rompidos. Tomara que não.

As coisas não caminham nada bem para o Sixers, que gastou uma dinheirama danada para trazer o ala/pivô do Clippers: US$ 80 milhões por cinco anos de contrato. Só nesta temporada vai pagar US$ 13,7 milhões para o jogador.

Produto da universidade de Duke, Brand veio para fazer do Philadelphia um time novamente competitivo. Mas até o momento nada aconteceu.

Já mandou embora o técnico – Mo Cheeks – e agora acontece essa tragédia.

RIVALIDADE

Com os resultados de ontem, o confronto entre Leste e Oeste ficou assim: 69 vitórias para as equipes do Atlântico contra 55 das franquias do Pacífico.

Por essa, ninguém esperava.

Todos cantam em prosa e verso a superioridade dos times do Oeste norte-americano. Mas não é o que se tem visto.

E mais: as duas melhores equipes da NBA na atualidade são do Leste: Boston e Cleveland.

Alguém duvida?

OS MELHORES

Mais votos chegaram. Manu Ginobili deixou Trevor Ariza para trás e lidera como o melhor reserva da temporada até este momento.

O quadro agora é este:

MVP = LeBron James (20)
MIP = Nenê (24)
ROOKIE = Derrick Rose (25)
RESERVA = Manu Ginobili (12)
DEFENSOR = Dwight Howard (28)
TÉCNICO = Doc Rivers (15)
QUINTETO = Chris Paul (31), Dwyane Wade (20), LeBron James (34), Kevin Garnett (21) e Dwight Howard (35).

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. NÚMEROS QUE ENGANAM
  3. CUIDADO COM O FALCÃO
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008 NBA | 12:46

OS DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

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O Lakers voltou a vencer. Agora são 13 sucessos de seus últimos 15 jogos. Mas o destaque da vitória de ontem diante do Minnesota por 98-86 ficou por conta do “não fez mais do que a obrigação”.

Sim, esta foi a sensação dos que estiveram no Staples Center em LA ou viram o confronto pela televisão ou internet. Torcedores e mídia.

Mas é um olhar, a meu ver, apenas para um dos lados da mesma moeda. Ignorou-se o outro, que difere deste, que de fato é arranhado.

Por isso, algumas vaias que brotaram das arquibancadas, para mim, foram injustas.

LADO A

É verdade, o Lakers pegou um time fraco. O Minnesota perdeu ontem sua nona partida consecutiva, tem o segundo pior desempenho fora de casa (2-10) e está abaixo de 50% de aproveitamento nesta competição.

Portanto, vencer não foi mesmo mais do que a obrigação para quem quer ser campeão novamente.

Mas preocupou os 18.997 torcedores que foram à arena. O time chegou a ficar atrás no marcador em três pontos no terceiro quarto: 67-64.

O ataque californiano, desta vez, não deu o suporte que a defesa precisava. Foi pouco criativo e carente de imaginação.

Pela primeira vez nos últimos 15 jogos a equipe não conseguiu atingir a contagem centenária. Lakers que tem a melhor ofensiva da competição com média de 108.4 pontos por partida.

LABO B

Mas se o ataque não funcionou, a defesa, desta vez, rendeu. O aproveitamento do Wolves mostra isso: apenas 86 pontos (30-83, 36.1%)

Só para se ter uma idéia, sem contar o jogo de ontem, dos outros nove o Lakers sofreu contagem centenária em oito deles. Sua média de pontos sofridos era de 105.3.

“Nós seguramos o adversário abaixo dos cem pontos e limitamos nossos erros a dez”, disse o técnico Phil Jackson depois da partida, satisfeito com sua zaga.

Zaga que limitou as ações do oponente e induziu-o ao erro: foram 17 cometidos pelo Wolves, quase um a mais do que a média do Phoenix, a equipe que mais comete equívocos na competição até o momento, com a marca de 16.4 por partida.

RESUMO

Se o ataque foi mal, a defesa foi bem. Por que, então, concentrar-se apenas no lado arranhado se o outro também faz parte da mesma moeda?

O mesmo equilíbrio que falta ao time em quadra não foi visto pela mídia e por boa parte dos torcedores. Eles olharam apenas para um lado da mesma moeda, como o Lakers, que eles tanto criticam por olhar apenas para o ataque e esquecer-se da defesa.

SOLIDARIEDADE

Além da defesa, outro ponto que me agradou na vitória diante do Wolves foi que o time mostrou-se solidário em quadra. O brilho não se concentrou em apenas um jogador.

Kobe Bryant (foto AP) foi o cestinha com 26 pontos, mas olhem só os números de Pau Gasol: 18 pontos, 11 rebotes, seis assistências e três tocos. Andrew Bynum adicionou 14 pontos e nove rebotes. E Trevor Ariza contribuiu com 14 pontos, cinco rebotes e três desarmes.

O que quero dizer é que um campeão se faz assim. Com equilíbrio.

A individualidade tem que surgir quando preciso ou quando o momento proporciona. E todos os demais se rendem a ela.

Ontem não havia a menor necessidade de Kobe, por exemplo, concentrar o jogo em si mesmo. Não precisava colocar a bola debaixo do braço e chamar o adversário para o um contra um o tempo todo.

Ora a bola esteve com Kobe, depois foi passada para Gasol, que a entregava para Bynum, que lançava para Ariza.

Assim foi o Lakers.

Solidário.

Por isso Phil Jackson estava relativamente feliz com o que viu. Ele sabe que o ataque foi mal, mas também sabe que só desta maneira é possível pensar em derrotar o Boston.

Com equilíbrio.

Individualmente, já está provado, é impossível.

NÚMEROS QUE MENTEM

Quem for olhar os números de Al Jefferson vai achar que ele esteve impecável no parquete do Staples Center. Afinal, foram 20 pontos, 13 rebotes, três tocos, três assistências e um desarme.

Liderou o Wolves em quadra com seus números.

Mas não sei se você reparou, ele foi um fiasco no final da partida. Perdeu 15 de seus últimos 19 arremessos.

De fato, os números não mentem, ou melhor, mentem se você não souber analisá-los.

A LA GERSON

Foi a jogada da noite.

Kevin Durante fez uma bandeja a 29 segundos do final da partida e deixou o placar em 106-104 para o San Antonio. Tim Duncan, ao ver o sprint de Manu Ginobili, fez um lançamento no melhor estilo de Gerson, o canhotinha de ouro, campeão do mundo em 1970. O argentino dominou a bola, foi em direção à cesta e mesmo sofrendo falta de Desmond Mason conseguiu arremessar. A bola, magicamente, caiu no aro inimigo.

Cesta e falta!

A 28 segundos de o cronômetro zerar. “El Narigón” converteu o lance de bonificação e levou o marcador para 109-104.

A jogada definiu a partida.

Sim, foi difícil, mas o San Antonio bateu o frágil Oklahoma City por 109-104, quando esperava-se por uma goleada. Ninguém no Texas reclamou. Ou apontou para os erros do time com proporção exagerada.

Destacou-se, isto sim, o fato de que o time vem de dez vitórias nos últimos 12 combates. E não perde há seis jogos.

E já é o terceiro colocado no Oeste, atrás apenas de Lakers e Denver. A distância para os amarelinhos é grande, mas para os colorados é de apenas uma derrota.

Não tenha dúvida, daqui a pouco o Spurs estará nos calcanhares do Lakers.

CORREÇÕES

O San Antonio (Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan em foto AP), no entanto, precisa fazer alguns ajustes para que isso aconteça. No enfrentamento de ontem, diante do fraquíssimo Oklahoma City, chegou a abrir 26 pontos de vantagem (58-32), ainda no primeiro tempo e fechou o período com 18 de vantagem: 62-44.

Como vimos, a menos de 30 segundos para o final, o Thunder cortou essa diferença para apenas dois pontos. Alguma coisa não funcionou na equipe texana.

O quê?

Ora, a defesa, o ponto alto da equipe.

O time sofre em média pouco mais de 93 pontos por embate disputado. Ontem, diante de um adversário sofrível, tomou 104 e quase foi para o beleléu.

Mas é como se diz: não dá para jogar bem todas as noites. Ontem não foi a da zaga texana.

Perdoável, portanto.

INCOMPREENSÍVEL

Alguém consegue entender essa irregularidade do Miami? Eu não consigo.

Tudo bem, o Memphis vem de quatro vitórias consecutivas, mas o que se imagina é que um time que tem Dwyane Wade vá enfrentar um adversário desses e não vai tomar conhecimento.

Mesmo quando o jogo é fora de casa.

Mas não foi o que aconteceu.

O Miami não só perdeu, como também foi goleado: 102-86.

A defesa do Grizzlies funcionou maravilhosamente bem. D Wade viu 68.7% de suas bolas não descerem pelo aro adversário. Desempenho (31.2%, 5-16) muito ruim para quem tinha um aproveitamento de 49.2% de seus chutes.

Wade fechou o jogo com apenas 17 pontos, ele que é o cestinha do campeonato com 28.6 pontos por partida.

CP3

O New Orleans bateu o Toronto por 99-91, no estrangeiro, e Chris Paul fez novo “double-double”: uma dúzia de pontos e assistências. Foi o 17º. duplo-duplo de CP3, que só não atingiu a marca em três partidas desta competição.

É o melhor armador do mundo na atualidade. Ricky Rubio? Quero vê-lo diante de Paul daqui a duas temporadas, na NBA.

Enquanto isso não acontecer, o basquete europeu não serve de referência.

OS MELHORES

Como prometi, hoje damos início a mais uma pesquisa em nosso botequim.

Com um terço do campeonato disputado, já dá para a gente ter uma idéia do que está acontecendo nesta temporada.

Se e a situação vai mudar ou não, a gente não sabe. Mas já temos, com certeza, um quadro neste momento.

Então, o que quero saber de vocês é quem já está se destacando.

As perguntas são:

1) Quem é o MVP até este momento?
2) E o jogador que mais cresceu em relação à temporada passada (MIP)?
3) E o melhor “rookie”?
4) Quem vem do banco e acrescenta mais?
5) O melhor zagueiro, quem é?
6) Quem é o principal treinador?
7) E o quinteto ideal?

Portanto, sete perguntas.

Minhas respostas são:

MVP = LeBron James
MIP = Nenê
ROOKIE = Derrick Rose
RESERVA = Anderson Varejão
DEFENSOR = Dwight Howard
TÉCNICO = Doc Rivers
QUINTETO = Chris Paul, Kobe Bryant, LeBron James, Tim Duncan e Dwight Howard.

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  3. A CULPA DE CADA UM
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 NBA | 12:12

UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM

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Não foi a noite dos brasileiros. E nem dos times dos brasileiros.

Enquanto em Denver o San Antonio dava uma aula de como defender, em Dallas o Phoenix mostrava exatamente o que não se deve fazer defensivamente.

Gregg Popovic montou uma muralha e o Denver não encontrou resposta para todas as armadilhas preparadas pelos texanos. Foi presa fácil do San Antonio. Mesmo jogando em casa levou uma surra ao ser derrotado por 108-91.

Terry Porter tentou edificar algo que se parecesse com um sistema defensivo, mas fracassou. O Phoenix foi uma piada sem a posse de bola e o Dallas não teve o menor trabalho para vencer por 112-97, com a maioria os titulares descansando grande parte do último quarto.

VERGONHA

A defesa do Phoenix, mais uma vez, foi uma vergonha. A derrota de ontem representou a quarta consecutiva e a terceira onde um jogador apenas deita e rola em cima de seus marcadores.

No revés diante do Miami, sexta-feira passada, por 107-92, diante de seus torcedores, o Suns permitiu que Dwyane Wade engavetasse 43 pontos.

No embate seguinte, derrota para o New Jersey (117-109), também no US Airways Center, Devin Harris, ainda de fraldas na NBA, depositou 47 pontos no aro do Phoenix.

Finalmente ontem, outra vez “on the road”, Dirk Nowitzki (foto AP) enfiou 39 pontos no balaio do Phoenix que, como disse acima, só não foi mais porque o alemão foi para o banco quando faltavam ainda quatro minutos para o jogo acabar.

Já disse aqui em nosso botequim que é preciso dar tempo a Terry Porter. Mas alguma coisa tem que ser feito. Nessas quatro surras, o time sofreu em média 110 pontos.

Porter foi contratado exatamente para dar equilíbrio à equipe, pois seu antecessor, Mike D’Antoni, já falamos aqui, só pensa em atacar. O atual treinador é tido como expert em defesa.

Mas não é o que ele mostra em Phoenix.

Muitos também já deixaram sua opinião falando que os jogadores do Suns não sabem marcar.

Concordo.

Quando a gente critica o Leandrinho por não saber defender, fechamos os olhos para os outros jogadores do Phoenix. À exceção de Raja Bell, os demais apresentam uma marcação pueril.

Amaré Stoudemire não achou Nowitzki ontem. E também não costuma achar seu oponente em outras partidas.

Shaquille O’Neal vale-se apenas de seu corpanzil para tentar desequilibrar seu adversário no momento do chute ou tirá-lo no instante do rebote. Não tem intensidade alguma na defesa. Não tira a posição do outro, não interfere na linha de passe e é fraco no momento da troca quando cai no corta-luz – quando cai.

Steve Nash é uma piada defendendo. Muitos parceiros acham que eu pego demais no pé do canadense. Não acho; relato apenas o que vejo em quadra.

Matt Barnes ganhou a posição de Grant Hill por causa de seu vigor físico e de sua intensidade defensiva. Aonde?

NOVES FORA…

Sobra apenas Raja Bell. O único jogador do Phoenix que sabe o que significa defender.

ENTÃO…

Ou o técnico muda seus conceitos ou começa a fazer uma limpa no time. Agora, eu pergunto: quando Terry Porter aceitou o convite para dirigir o Phoenix, ele não sabia o que iria encontrar?

Se foi surpreendido, é sinal que não é atento ao jogo, pois todos sabem que esse time do Suns não desarma nem arapuca. Se sabia o que viria pela frente, deveria ter traçado um plano de trabalho tentando explorar as qualidades do grupo.

Que não são defensivas.

Steve Kerr, gerente geral do Phoenix, tem que chamar Terry Porter para uma conversa. Nela, tem que perguntar o que ele pretende fazer para melhorar o desempenho do Phoenix.

Ao ouvir a resposta, duas são as alternativas do dirigente: demitir o treinador ou, como escrevi acima, iniciar a limpa no elenco.

ALMA

Steve Nash, 20 pontos, dez assistências, um erro apenas e zero de defesa, afirmou depois do jogo que o time encontra-se neste momento num local escuro, mas que os jogadores têm que continuar acreditando uns nos outros. “Nós precisamos encontrar nosso espírito de luta”, disse o canadense.

Que eu prefiro dizer “alma”.

O Phoenix é um time sem alma neste momento.

LEANDRINHO

Só para não passar em branco, vamos aos números do brazuca do Phoenix: quatro pontos 2-7 (28.5%), sendo 0-2 nas bolas de três, um toco, mas nenhum rebote, nenhuma assistência e nenhum desarme.

Tão pobre quanto o time.

DE FORA

A surra de ontem colocou o Phoenix na nona posição da Conferência Oeste. Seu recorde: 11-9 (55.0%). Acabasse hoje a fase de classificação e os torcedores do Suns iriam assistir aos playoffs pela televisão.

Dos últimos dez enfrentamentos, ganhou apenas quatro.

JÁ O DALLAS…

Com certeza o Mavericks fez seu melhor jogo nesta temporada. Vem de duas vitórias consecutivas. Dos últimos nove compromissos, saiu-se bem em oito deles. Tudo em três semanas.

Isso depois de ter iniciado o campeonato com um recorde de 2-7.

Foi também a primeira vez nesta temporada que o Dallas venceu uma equipe melhor ranqueada do que ele.

Muito – talvez tudo – tem a ver com o desempenho de Dirk Nowitzki.

Ontem, o alemão fez 14 pontos no primeiro quarto, nove no segundo e outros 14 no terceiro. Ao final de seus 39 pontos, exibiu um aproveitando de exatos 68% de seus 25 arremessos: 17 foram certeiros, sendo que dois deles foram triplos (três tentados).

O porto-riquenho J.J. Barea, que participou dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, há dois anos, começou pela primeira vez uma partida nesta temporada. Marcou 18 pontos, sua maior pontuação até agora, e saiu aplaudido. Pelo primeira vez.

Se você não sabe, ele é odiado pelos torcedores em Dallas. Por quê? Ora, pela fragilidade de seu jogo.

Mas se atuar sempre assim, será amado.

Outro fator importante foram os 12 rebotes que o ala Shawne Williams, vindo do banco, pegou, sendo que sete deles foram no ataque. Já que o assunto são as sobras, o que dizer das 14 apanhadas por Erick Dampier (quatro no ataque), que humilhou Shaquille O’Neal no mano-a-mano? Dampier que um dia foi chamado por Shaq de Ericka…

Rebotes que ajudaram a dar a vitória ao Dallas: 48-35 no total em favor dos texanos.

Se o time mantiver este desempenho, entra nos playoffs.

Dá para confiar no alemão; mas tenho dúvidas quanto ao porto-riquenho e ao norte-americano mencionados acima.

RESPEITO

Nenê fez 12 pontos, mas ficou apenas em quatro rebotes (a metade na frente). Não deu nenhum toco e nenhuma assistência. Esforçou-se demais – como Leandrinho no jogo do Phoenix –, mas o seu respeito por Tim Duncan ficou evidente.

O brazuca, que tinha quase 69% de aproveitamento de seus arremessos, ontem acertou 50% deles. Fez 6-12. Pouco encarou Tim Duncan no mano-a-mano. Pouquíssimas vezes bateu para dentro buscando a cesta e falta que daria o ponto de bonificação e aliviaria o jogo de Timmy, que ficaria preocupado em não sair mais cedo do confronto.

Foi sinal de respeito.

Marcou e foi marcado por Timmy boa parte do jogo. Levou a pior. Os números do texano mostram isso: 21 pontos, 12 rebotes (três no ataque), sete assistências e cinco tocos.

Números que merecem respeito. E que foram construídos diante de dois jogadores (Nenê e Kenyon Martin) que vivem uma grande fase.

É o que eu sempre digo: os grandes jogadores crescem nas grandes partidas.

DE IRRITAR

Você que não gosta do San Antonio e que torceu para o Denver especialmente por causa do Nenê, não ficou irritado com Manu Ginobili? Eu fiquei.

Nos momentos em que o time colorado dava pinta de que iria entrar no jogo, o argentino metia suas bolas de três e arrefecia todo o entusiasmo do Denver.

É o que eu sempre digo: os grandes jogadores crescem nas grandes partidas.

LAMENTÁVEL

Agora dêem uma olhada no que Carmelo Anthony fez ontem: cometeu sete erros!

Deixou a partida com apenas 16 pontos (7-16, 43.7%), seis rebotes defensivos, três assistências e igual número de desarmes.

Mas os sete erros enterraram duas vezes as esperanças de reação, uma delas quando a diferença despencou de 25 pontos para dez. E o senhor Carmelo Anthony tratou de fazer duas faltas no ataque.

É o que eu sempre digo: os grandes jogadores crescem nas grandes partidas.

RICARDINHO

Lembra-se do Ricardinho, que jogou no Corinthians, São Paulo e Santos? Pois é, um ótimo jogador; desde que não tenha que ser o spalla da orquestra. Tem que ser sempre mais um violino; assim não desafina jamais.

Carmelo Anthony parece-me este jogador. Na seleção dos EUA, ao lado de Kobe Bryant e LeBron James, vira até cestinha.

Mas no Denver, onde tem que ser o spalla da orquestra, desafina feito um louco.

É o que eu sempre digo: os grandes jogadores crescem nas grandes partidas.

PERUCA

Se ontem não foi a noite dos brasileiros, hoje será. Garanto.

O Cleveland promoverá a “Noite da Peruca” em homenagem a Anderson Varejão (foto AP). Ela acontecerá na partida diante do Indiana, 22h30 de Brasília.

É a terceira vez que o Cavs faz esse mimo ao brasileiro. Que gosta, evidentemente.

“É uma sensação diferente, uma homenagem maravilhosa e que me marca muito, mexe muito comigo”, disse o capixaba. “Ver o ginásio todo com a peruca é incrível, parece que há espelhos por todos os lados, parece que, para onde eu olho, me vejo. É uma das maiores demonstrações de carinho que já recebi e é por esse carinho que dou sempre o meu máximo em quadra com a camisa do Cleveland. Fui muito bem recebido pela família Cavaliers e adoro essa torcida”.

E não é para menos.

TORCIDA

Mais votos! Chegamos à casa dos 120.

E eu aproveito para agradecer a todos que participaram deste escrutínio. No começo, deixei de responder algumas manifestação. Peço desculpas a estes internautas, mas deixei claro em um dos posts o meu agradecimento – que é nosso, na verdade.

Boston, Detroit e New York fazem uma corrida em direção ao segundo lugar, numa tentativa de tomar o posto do Chicago. Na frente, o Lakers segue soberano.

Ah, sim, apareceu um voto para o Golden State, do Walter Bartels. Temos agora 22 dos 30 times representados aqui em nosso botequim.

O novo quadro é este:

1)    Lakers – 25.8%
2)    Chicago – 15.0%
3)    Boston – 8.3%
4)    Detroit – 8.3%
5)    New York – 8.3%
6)    Phoenix – 6.6%
7)    San Antonio – 5.0%
8)    Cleveland – 3.3%
9)    Dallas – 1.6%
10)    Denver – 1.6%
11)    Houston – 1.6%
12)    Indiana – 1.6%
13)    Miami – 1.6%
14)    Toronto – 1.6%
15)    Golden State – 0.8%
16)    Milwaukee – 0.8%
17)    Minnesota – 0.8%
18)    New Jersey – 0.8%
19)    Orlando – 0.8%
20)    Philadelphia – 0.8%
21)    Portland – 0.8%
22)    Utah – 0.8%

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 NBA | 13:03

A CULPA DE CADA UM

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Depois de cinco jogos seguidos no conforto do lar, o Lakers viajou; e se deu mal. Mas poderia ter se dado bem. Abriu 16 pontos de vantagem diante do Indiana no começo do último quarto, mas viu o adversário tirar a diferença e vencer a partida por um pontinho apenas: 118-117.

A bola que decidiu a partida, um tapinha de Troy Murphy, quando caiu, lambeu a rede do aro californiano ao mesmo tempo em que a buzina do Conseco Fieldhouse Center soava pela última vez. A maioria dos 16.412 torcedores que lotaram a arena indiana foi à loucura com a cesta de Murphy. Disse a maioria, e não a totalidade, porque, como sempre acontece, o Lakers tinha muitos, mas muitos torcedores assistindo à partida.

Por que o Los Angeles perdeu o confronto? Muitos criticam até agora o técnico Phil Jackson. Mas será que isso é verdadeiro?

Vamos relembrar um pouco a partida…

Faltavam 2:36 minutos para o final do terceiro quarto, quando Danny Granger derrubou dois lances livres para o Indiana e levou o placar para 86-84. Nesses pouco mais de dois minutos e meio, o Lakers fez uma incrível corrida de 17-0 e encerrou o quarto na frente em 101-86.

Estavam em quadra, naquele momento, Jordan Farmar, Sasha Vujacic, Trevor Ariza, Lamar Odom e Andrew Bynum. À exceção do pivô, os demais são reservas. No banco figuravam Derek Fisher, Kobe Bryant, Vladimir Radmanovic e Pau Gasol.

Dos sentados, Radmanovic poderia continuar por lá até o final do embate, pois Ariza joga mais do que ele. Foi Trevor, aliás, que iniciou a corrida dos 17-0 com duas roubadas de bola sensacionais.

A 11:03 do final, uma bola tripla de Vujacic colocou o time na frente em 104-88, a maior diferença a favor dos visitantes. Foi então que o Pacers iniciou sua espetacular corrida que liquidou o Lakers.

Primeiro, fez um 8-0 que obrigou Jackson a pedir tempo. 104-96 para o Lakers. Nesse momento, o treinador californiano fez voltar ao time os quatro titulares que estavam no banco: Fisher, Kobe, Rad e Gasol. Manteve em quadra apenas Bynum.

De nada adiantou. O Indiana fez uma nova corrida, esta decisiva, de 22-13 e ganhou a partida na última bola, como vimos.

CRÍTICA

Por que criticam Phil Jackson? Porque, dizem, ele deveria ter deixado os reservas em quadra mais tempo. O próprio pivô Andrew Bynum disse isso no vestiário, em conversa com os repórteres. Afinal, argumentaram, foram os reservas que fizeram a corrida de 17-0 e quase deram a vitória ao Lakers.

Discordo.

Com eles em quadra a diferença começou a despencar. De 16 caiu para oito quando Phil pediu o tempo com o placar em 104-96. Eles davam sinais mais do que claros de que não estavam agüentando a reação do adversário. A diferença iria desabar, inevitavelmente.

Phil acertou em colocar os titulares, passando a eles a responsabilidade de segurar o marcador – oito pontos de vantagem. Qualquer um teria feito isso com o quadro que estava se desenhando à frente de todos.

FOGO MORTO

Acontece que os titulares negaram fogo no momento decisivo. Como Kobe Bryant, que se tivesse acertado um arremesso simples a 14 segundos do final, teria levado a vantagem para três pontos, o que evitaria a derrota pelo menos no tempo normal.

O aproveitamento dos titulares foi horrível na reta final.

Kobe acertou apenas um de seus cinco arremessos; Gasol fez 2-4; Rad 0-3. Fisher só arremessou dois lances livres certeiros, mesmo desempenho de Ariza, que voltou ao jogo a 5:31 do final no lugar de Bynum, com Gasol passando para o pivô e Lamar – que retornou na vaga de Radmanovic – ficando como ala/pivô. Ah, sim, Kobe ainda perdeu um de seus dois lances livres cobrados neste tempo referido.

DE QUEM É A CULPA?

Pergunta básica: de quem é a culpa, do treinador ou dos jogadores?

RESPOSTA

Dos jogadores, pois eles entraram mal na partida. Treinador não entra em quadra.

MARCAÇÃO

A culpa de Phil Jackson se dá pelo fato de o Lakers estar marcando muito mal. Talvez devesse exigir mais dos jogadores nos treinamentos.

Jerry Tarkanian, ex-treinador do universitário (UNLV e Fresno State) e que teve uma curta passagem pelo San Antonio, disse certa vez: “Defesa é a fundação e o coração de um time de basquete”. Adolph Ruup, aquele mesmo, que não gostava de negros, treinador de Kentucky, mandou bem, certa vez, quando decretou: “A defesa vai te salvar nas noites em que seu ataque não estiver funcionando”.

Foi o que aconteceu na reta final da partida. O ataque do Lakers empobreceu e a defesa desapareceu.

REBOTE

Além da inanição defensiva, o Lakers não mostrou-se faminto pelos rebotes. Vejam os números: 50-41 para o Indiana. Mas o que mais salta aos olhos foi a briga pelas sobras de ataque: o Pacers apanhou nada menos do que 19 contra apenas oito do Lakers.

Charles Barkley, já aposentado, declarou certa vez: “Eu marquei mais de 20 mil pontos, mas a coisa que eu mais me orgulho em minha carreira foram os meus rebotes”.

Sir Charles anotou exatos 23.757 pontos durante a temporada regular e apanhou 12.546 rebotes.

CONCLUSÃO

Todos têm sua parcela de culpa; Phil Jackson não pode ser responsabilizado sozinho pelo fracasso de ontem à noite em Indiana. A fatia maior desse bolo azedo tem que ser dos jogadores.

Como disse, técnico não entra em quadra.

VICE-LÍDER

Com a derrota, o Lakers deixa de ser a melhor campanha na atual temporada. Tem dois revezes, assim como o Boston, mas o Celtics, por ter feito duas partidas a mais, chegou a 17 triunfos, contra 15 do Los Angeles.

Desta forma, o aproveitamento é este: Boston, 89.5%; Lakers, 87.5%.

OUTRO LADO

Mas vamos falar do Indiana, porque, do jeito que o nosso papo vai, parece que havia apenas um time em quadra. Nada disso, o Pacers também esteve lá.

O ala/pivô Troy Murphy foi um gigante na briga pelas sobras. Foi o reboteiro do jogo, com 17 no total, seis deles no ataque, inclusive o tapinha que fez o Indiana vencer, como falamos anteriormente.

Os 17 rebotes de ontem representaram o nono jogo seguido onde Murphy pegou um duplo dígito nas sobras defensivas e ofensivas.

“Troy foi um monstro nos rebotes”, elogiou Danny Granger, seu companheiro de time, outro portento em quadra. “Ele batalhou por cada rebote apanhado e eu fico feliz por isso, pois eu mesmo não estava conseguindo [pegar os rebotes]”.

Granger fisgou apenas quatro defensivos em toda a partida, mas…

SCORE MACHINE

Danny Granger, como disse, foi portentoso com a bola nas mãos. Terminou o confronto como o cestinha ao anotar 32 pontos.

Foi o quinto jogo nesta temporada que este produto de duas universidades – começou em Bradley, a mesma escola onde Marcel Souza jogou, e depois em New Mexico – anotou mais de 30 pontos. Está com 26.4 pontos de média e é o sexto melhor pontuador da atual temporada.

CASEIRO

Semana passada, enviei um e-mail para a NBA perguntando por que o Lakers teve um calendário tão favorável neste início de competição. Eis a resposta da liga:

“Os jogos são difíceis de serem programados, pois os ginásios são reservados para vários tipos de eventos. A programação é bem igual a cada ano, com algumas mudanças de acordo com os eventos já reservados em cada ginásio. Mas no fim um time faz o mesmo número de jogos em casa como fora”.

De fato, as arenas são multiuso. O Staples Center, por exemplo, é lar do Lakers e do Clippers. Além deles, o Los Angeles Kings, time de hóquei, também usa o local.

Sem contar os shows que lá acontecem. Amanhã, por exemplo, o grupo de rock Oasis lá estará se apresentando.

Ainda bem que os caras estão “on the road”.

NeneMASSACRE

O Denver massacrou o Toronto ontem à noite no Colorado. A vitória de 39 pontos (132-93) poderia ter sido muito mais espaçosa.

No último quarto, o técnico George Karl colocou em quadra seus reservas. Entre eles o senegalês Cheikh Samb, 24 anos, 2m16 de altura, ruim na mesma proporção de seu tamanho.

O jogo estava tão fácil que Samb conseguiu fazer quatro pontos. Aliás, seus primeiros na atual temporada.

Com a vitória, o Nuggets tem agora um recorde de 13-6 (68.4%). Fincou o pé na terceira colocação do Oeste, atrás apenas de Lakers, mas com a mesma campanha do Portland, o segundo – perde nos critérios de desempate.

Vem de três vitórias consecutivas e dos últimos dez jogos, venceu oito. Desde que Chauncey Billups chegou foram 12 vitórias e só três derrotas.

Os 132 tentos marcados ontem foram a máxima pontuação do Denver na temporada. Outro recorde: as 37 assistências, 14 delas de Billups, que ainda cravou 24 pontos.

“DOUBLE-DOUBLE”

Pelo segundo jogo consecutivo Nenê fez um “double-double”. Ontem foram 19 pontos e 11 rebotes, três deles na frente. Foi o único jogador do Denver a pegar mais de dez sobras.

Completou a noite com duas assistências e dois tocos. Mas poderia ter feito muito mais se não passasse a maior parte do jogo no banco, descansando.

Nenê atuou apenas 27 dos 48 minutos, mesmo tempo de Kenyon Martin, seu companheiro de garrafão, três a menos do que Carmelo Anthony, que completa o “frontcourt” titular do time colorado.

Foi o quinto jogo em sete noites. Por isso, ninguém reclamou; ao contrário, todos aplaudiram a atitude do técnico George Karl.

Além disso, a equipe terá pela frente, amanhã, o San Antonio. O jogo será novamente no Pepsi Center e mesmo com um Spurs cambaleante, Spurs é sempre Spurs.

Do San Antonio a gente fala daqui a pouco.

LIDERANÇA

Disse Carmelo Anthony depois da partida sobre a presença de Chauncey Billups com a camisa 7 do Denver: “Tenho dito o tempo todo, ele [Billups] trouxe liderança para o nosso time, ajudando todo mundo, fazendo todos melhorarem. Você dá uma olhada no ‘scoreboard’ e vê, cinco, seis jogadores com um duplo dígito [na pontuação], sendo que no passado nós não tínhamos isso”.

O passado a que Carmelo se refere é recente, exatamente o tempo em que Allen Iverson jogava no Nuggets. Nem precisava dizer, mas não custa nada.

RESPOSTA

Allen Iverson, por falar nele, tem se revelado um jogador ciclotímico com a camisa 1 do Detroit. Conseqüentemente, o time também.

Ontem em San Antonio, AI marcou 19 pontos, deu seis assistências e roubou quatro bolas. Enfim, fez um jogo consistente.

Resultado: O Detroit bateu o Spurs por 89-77.

SHEED

O cara do jogo, todavia, foi Rasheed Wallace.

O maluco pivô e ala/pivô do Detroit tomou uma falta técnica a 6:09 minutos do final do terceiro quarto. Murchou?

Nada disso; ficou maluco e anotou 17 pontos a partir de então – tinha feito apenas dois até aquele momento –, sendo que nove deles vieram em três bolas triplas. Contagiou o time e fez o Pistons somar sua terceira vitória nos últimos quatro jogos.

Levou o moto-rádio como o melhor em quadra.

CANSAÇO

Tim Duncan marcou 23 pontos, mas fez apenas um no último quarto.

Peso da idade?

Médio, um pouco disso e também pelo fato de estar carregando o time nas costas. Manu Ginobili voltou há cinco partidas e Tony Parker há três de um total de 15 embates já feitos pelo San Antonio.

Timmy não é nenhuma criança. Tem 32 anos e não é mole carregar os seus 118 quilos cada vez que entra em quadra.

Não há costas e joelhos que agüentem.

PÚBLICO

Ontem, o parceiro Cassio Luan bem observou que o jogo entre Charlotte e Minnesota teve o menor público até agora desta temporada: 9.285 torcedores estiveram na Time Warner Cable Arena da Carolina do Norte.

Semana passada, no mesmo e-mail enviado à NBA, perguntei a respeito da média de público neste campeonato em comparação com o passado. A resposta chegou no começo da noite de ontem e, por isso, não leva em consideração a rodada passada, que não teve, diga-se, nenhuma partida com público inferior a 10 mil pessoas.

Como até ontem 204 embates tinham sido disputados, a NBA comparou-os com a mesma quantidade do torneio passado. Os números são os seguintes:

Média de público
2008-09: 17.059
2007-08: 16.974

Total de Público:
2008-09: 3.479.953
2007-08: 3.462.680

Ocupação dos ginásio:
2008-09: 88.94%
2007-08: 88.84%

Jogos com todos os ingressos vendidos:
2008-09: 88 partidas
2007-08: 103 partidas

Como se vê, houve decréscimo apenas no quesito de ocupação total das arenas nesses primeiros 204 jogos. Mas a média de público – e conseqüentemente o público total – aumentou.

Bom sinal. Parece que a crise ainda não deu as caras na NBA.

E tomara que isso não aconteça.

TORCIDA

Apareceu um torcedor do Orlando. Muito legal. Os votos não param de chegar. Já atingimos 109 torcedores votantes.

O New York cresce a cada dia que passa e já chegou a dois dígitos na preferência dos torcedores, deixando o Boston para trás.

O novo quadro é este:

1) Lakers – 27.5%
2) Chicago – 15.5%
3) New York – 9.1%
4) Boston – 7.3%
5) Detroit – 7.3%
6) Phoenix – 6.4%
7) San Antonio – 5.5%
8) Cleveland – 3.6%
9) Denver – 1.8%
10) Houston – 1.8%
11) Indiana – 1.8%
12) Miami – 1.8%
13) Toronto – 1.8%
14) Dallas – 0.9%
15) Minnesota – 0.9%
16) New Jersey – 0.9%
17) Orlando – 0.9%
18) Philadelphia – 0.9%
19) Portland – 0.9%
20) Utah – 0.9%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 28 de novembro de 2008 NBA | 12:43

O HOMEM QUE CALOU O PEPSI CENTER

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O Pepsi Center Center explodiu em euforia a 37.3 segundos do final da partida quando Nenê pegou um rebote de um lance livre perdido por Carmelo Anthony, fez um passe a la globetrotter para o mesmo Carmelo, que enterrou e deixou o placar igual em 98 pontos.

Os 15.563 torcedores faziam um barulho quase que ensurdecer, pedindo especialmente defesa, mas os ouvidos de James Posey (foto AP no momento do arremesso) pareciam transformar tudo aquilo em som de pássaros ao longe ou mesmo em ondas do mar batendo mansamente no rochedo.

Dezesseis segundos depois da enterrada de Carmelo, ou seja, a 19 segundos do final, Posey fez um arremesso triplo e a bola entrou: 101-98. Ali acabou o jogo.

Posey foi contratado exatamente para isso.

CONFIANÇA

O ex-ala campeão com o Boston ficou meia hora em quadra. Sua atuação era apagada para não dizer desastrosa. O lance livre perdido por Melo, relatado acima, foi o terceiro de uma falta estúpida que Posey fez no ala do Nuggets e que quase levou o New Orleans à derrota.

Mas não levou.

Não levou porque o técnico Byron Scott é um iceberg do lado de fora da quadra, não se irritou com a bobagem feita pelo seu fuzileiro e apostou nele para o momento decisivo.

Deu certo.

“Eu tenho confiança para fazer esses arremessos”, garantiu Posey depois da partida. “Já estive nesta mesma situação várias vezes”.

New Orleans 105-101 Denver.

CRESCIMENTO

Com a vitória, a quarta consecutiva, o Hornets começa a reencontrar o mesmo basquete que o levou às semifinais da Conferência Oeste na temporada passada. Antes desta quadra de triunfos, a franquia vinha de três derrotas em quatro jogos.

A campanha vitoriosa carregou o time à terceira posição no Oeste. Seu recorde é 9-5 (64.3%).

É bom que se diga, o New Orleans não pôde contar com dois importantes jogadores diante do Denver: Mo Peterson ainda briga com seu joelho direito torcido e Tyson Chandler foi a Los Angeles acompanhar o nascimento do filho, de igual nome. Mesmo assim, a equipe mostrou no Colorado a mesma intensidade de jogo exibida, como já disse, na temporada passada.

“Esta foi uma das maiores vitórias que conquistamos nesta temporada”, afirmou um eufórico Byron Scott depois da partida. “Eu senti desde o início que estávamos jogando como um time esta noite”.

Hoje o New Orleans faz seu terceiro jogo fora de casa. Pega o Portland, no Oregon, a partir da 1h da manhã. Blazers que ocupa a quinta colocação no Oeste, que tem um recorde de 10-6 (62.5%) e que com uma vitória sobe na tabela de classificação e faz o oponente ir para baixo.

Portland que para muitos pode ser o New Orleans da temporada passada neste campeonato.

Um jogo e tanto; diria que imperdível.

CP3

Se James Posey foi o “clutch player”, Chris Paul foi o nome do jogo mais uma vez. Produto da universidade de Wake Forest – a mesma de Tim Duncan – CP3 fez 22 pontos, deu dez assistências, pegou quatro rebotes e roubou três bolas.

Viu ser quebrada, no entanto, uma seqüência de dois jogos onde fez “triple-double”. O primeiro contra o Oklahoma City, em casa (29 pontos, 16 assistências e dez rebotes), o seguinte diante do Clippers, em Los Angeles (14 pontos, 17 assistências e dez rebotes).

Em apenas dois dos 14 embates desta temporada Paul não deixou a quadra com um “double-double”. Muita coisa para quem tem apenas 1m83 de altura.

DEFESA FRACA

J.R. Smith não fez faculdade. Deixou o St. Benedict’s Prep High School em Nova Jersey e aventurou-se no NBA Draft de 2004. Acabou recrutado pelo New Orleans na 18ª. posição.

Após duas temporadas com a camisa 23 do Hornets, não conseguiu convencer Byron Scott de que poderia ficar na franquia. Foi incluído numa negociação que acabou levando Tyson Chandler para New Orleans.

Dispensado foi por causa de sua fragilidade defensiva. Que permanece até hoje. Tanto que sempre vem do banco para a quadra; e não o contrário. No Denver, perde posição para o fraco Dahntay Jones, que compensa sua fraqueza ofensiva com muita disposição defensiva.

ATAQUE MÉDIO

J.R. Smith tenta manter-se ativo pontuando. Mas nem sempre obtém sucesso. Ontem foi uma das poucas noites em que ele brilhou.

Deixou a quadra do Pepsi Center sem falar com os jornalistas, irritado com a derrota, mas satisfeito com seus 32 pontos, sua maior façanha nesta temporada. Sua média, no entanto, é baixa: 11.5 pontos por jogo.

DELETE

A partida de ontem tem que ser deletada do arquivo de Nenê. O brazuca teve seu pior desempenho nesta temporada. Nove pontos e apenas dois rebotes.

A jogada a 37 segundos do final, relatada na abertura da nossa conversa, poderia ter apagado tudo o que de errado ele fez.

Mas James Posey não deixou.

PEDRA NO SAPATO

Se o Denver não consegue vencer o Lakers há seis partidas consecutivas, contando os embates dos playoffs da temporada passada, quando o oponente é o New Orleans a situação não é também das melhores.

Dos últimos quatro confrontos contra o Hornets, o Nuggets perdeu três. Quer dizer: se a franquia colorada quiser alguma coisa nesta temporada, muitos ajustes terão que ser feitos.

QUIETINHO, QUIETINHO

Enquanto os holofotes voltam-se para Lakers, Boston e Cleveland, o Orlando vence sem fazer estardalhaços. Você atentou para o fato de que o time da Flórida venceu oito de seus últimos nove jogos? Pois é, só foi dobrado uma vez neste período.

Melhor ainda: ao contrário do Lakers, que só joga em casa, desses nove enfrentamentos, seis foram em quadra estrangeira. Ou seja: venceu meia dúzia de confrontos seguidos longe de seus torcedores.

Com a vitória de ontem diante do Washington, na capital federal (o quinto jogo em sete noites), por 105-90, o Magic manteve-se na terceira colocação na Conferência Leste com um recorde de 12-4 (75.0%).

SUPER-HOMEM

Dwight Howard (foto AP) foi novamente o melhor em quadra. Ganhou, obviamente, o moto-rádio por seus 26 pontos, 14 rebotes e três tocos.

O interessante é que Howard já tinha 17 pontos e 13 rebotes só no primeiro tempo. Ou seja: pegou apenas mais um no segundo tempo inteiro.

Domingos Maracanã, da geração de prata do vôlei brasileiro, disse-me, certa vez, que o difícil quando você enfrenta times fracos é manter a concentração. Isso deve ter acontecido com Dwight no segundo tempo.

RODADA

Nada menos do que 11 partidas foram agendadas para a noite desta sexta-feira, um dia depois de os norte-americanos terem se esbaldado com o peru.

Às 22h de Brasília, apenas um embate: Toronto x Atlanta.

Meia hora depois, Boston x Philadelphia e Cleveland x Golden State.

Quatro confrontos começam às 23h: Detroit x Milwaukee, Indiana x Charlotte, Oklahoma City x Minnesota (quem assistir a este jogo é um herói) e a partida que a ESPN mostra ao vivo para o Brasil entre Phoenix e Miami – chance de ver Leandrinho em ação.

Às 23h30, San Antonio x Memphis; meia-noite: Utah x Sacramento.

Uma da matina, Portland x New Orleans – o melhor jogo da noite – e meia hora mais tarde o caseiro Lakers recebe o Dallas.

COMOVENTE

Na home da NBA tem um vídeo comovente contando a história de Wayman Tisdale. Se você pega este bonde em movimento, conto-lhe que Tisdale foi medalha de ouro com os EUA nos Jogos de Los Angeles em 1984, ao lado de Michael Jordan e Patrick Ewing. Jogou no Sacramento e no Phoenix.

Encerrou a carreira e dedicou-se completamente à sua grande paixão: a música; ou melhor, o jazz.

Há três meses, teve de amputar a parte debaixo da perna direita por causa de um câncer ósseo. Venceu a batalha, mas não foi fácil.

Assistam o vídeo.

TORCIDA

Novos votos chegaram. Atingimos a marca de 77 internautas que votaram aqui neste blog para demonstrar sua preferência na NBA. E o Lakers continua na ponta.

O novo quadro é este:

1)    Lakers – 27.2%
2)    Chicago – 16.8%
3)    Phoenix – 9.1%
4)    Boston – 7.8%
5)    Detroit – 6.5%
6)    San Antonio – 6.5%
7)    Cleveland – 5.2%
8)    Denver – 2.6%
9)    Houston – 2.6%
10)    Miami – 2.6%
11)    New York – 2.6%
12)    Toronto – 2.6%
13)    Dallas – 1.3%
14)    Indiana – 1.3%
15)    Minnesota – 1.3%
16)    New Jersey – 1.3%
17)    Philadelphia – 1.3%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

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