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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 NBA | 17:13

A NOITE DE TIM DUNCAN E A NOVA REALIDADE DE TIAGO SPLITTER

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Tim Duncan foi o personagem da noite. Seu arremesso a pouco mais de um segundo do final da partida foi daqueles que a comunidade do basquete reverencia e não esquece jamais.

Mesmo marcado — e fortemente marcado por Emeka Okafor —, Timmy foi ágil, inteligente e perfeito. Da cabeça do garrafão a bola saiu de suas mãos e foi escorregar por entre a redinha que ornamentava o aro do New Orleans (foto AP).

Foi o 104º ponto do San Antonio na partida, o 28º ponto de Timmy. Havia mais de um ano que ele não conseguia pontuar tanto assim. Foi também o ponto derradeiro da partida, que terminou em vitória do San Antonio por 104-102.

“Foi muito legal estar na quadra, foi muito legal acertar alguns arremessos, foi muito legal vencer a partida, enfim, foi tudo muito legal”, disse Duncan depois do confronto.

Dia desses, eu contei que Timmy passou o verão e parte do período do locaute treinando arremessos de meia distância. Isso aos 35 anos de idade.

Quem achava que seu jogo estava acabado e que ele também, por causa do peso da idade e das pernas, enganou-se redondamente. Timmy está com tudo, introduziu em seu repertório esse “mid-range jumper” que está levando à loucura a zaga adversária.

“Eu sou assim”, disse Duncan referindo-se à sua personalidade. “Sou muito competitivo. Quero estar em uma quadra todas as noites. Quero estar com o meu time. Não quero jamais deixá-lo na mão”.

Mas para que isso seja possível e essa fonte de energia e talento não se esgote jamais, Gregg Popovich, o treinador do San Antonio, elaborou um plano criterioso para Timmy. E a principal decisão foi proibi-lo de jogar quatro partidas em cinco noites, o que já havia o ocorrido neste campeonato.

Por isso Timmy não participou do jogo contra o Houston, no último sábado.

E para que isso seja possível, há que se confiar na rapaziada que vem principalmente do banco de reservas. E é aí que Tiago Splitter entra na história.

CONFIANÇA

Todos nós sabemos, mas nunca é demais lembrar, Tiago Splitter praticamente não jogou a temporada passada. Lesionou-se antes de começar a competição e Gregg Popovich, transformou o fato em sua muleta, justificando assim seu boicote ao jogador brasileiro.

Tudo porque ele não abre mão de seus conceitos, forjados principalmente na Academia da Força Aérea dos EUA, conceitos rígidos e impermeáveis, sendo que muitos deles se tornaram anacrônicos com o passar do tempo.

Pop, como é chamado, acha que “rookie” não pode jogar muito em sua primeira temporada. Talvez nem mesmo na segunda. Por causa disso, fez Splitter esquentar um banco danado no campeonato passado.

Jogou em média 12:30 minutos por partida. Ou seja, um quarto do jogo.

E o resultado é que o nosso barriga-verde pouco rendeu e pouco aprendeu em seu primeiro ano na liga.

Mas ao final do torneio passado, ele já dava mostras de ser um jogador diferenciado, que não poderia ficar muito tempo esquentando o banco de DeJuan Blair, a versão cetácea do time texano.

Para não dar o braço a torcer, o milico treinador do SAS tenta repetir a dose nesta temporada, mas a grita, que era tímida no ano passado, aumentou bastante neste.

Acuado, Popovich parece não encontrar mais guarida a seus conceitos retrógrados. Resultado: rendeu-se às evidências e passou a dar mais minutos para Splitter.

O catarinense tem agora uma média de quase 21 minutos por partida. Adicionou praticamente um quarto a seu jogo.

Com isso, os resultados começaram a aparecer. Tiago está jogando muito melhor, está confiante e, por tabela, ganhou a confiança de seus companheiros — e do próprio Popovich, que o tem deixado em quadra nos finais das partidas, principalmente daquelas que ainda não foram fechadas.

Há quatro contendas seguidas Splitter tem um duplo dígito na pontuação. Sua média de pontos no período é de 14,2. E nos rebotes, coleta 7,2 por jogo. Quer mais? Apenas um erro de média neste período quaternário, quando permaneceu em quadra quase 25 minutos por partida.

Não, não, nem tente questionar Popovich sobre isso. Não tente dizer a ele: Tá vendo! Foi só o senhor dar oportunidade para o Tiago que ele começou a mostrar por que foi eleito o melhor jogador do campeonato espanhol, o mais forte da Europa!

Não, não faça isso, porque se você o fizer, vai certamente ouvir: ele só está jogando melhor porque agora ele está pronto para jogar.

Assim são os milicos.

DEMISSÃO

Flip Saunders (foto) foi demitido há pouco pelo Washington. O técnico realizava um apagado trabalho à frente do Wizards.

O time da capital dos EUA é o pior da NBA no momento, com uma campanha melancólica de 2-15 (11,7%). Na temporada passada, acabou na 26ª posição, com um retrospecto de 23-59 (28,0%).

O fato é que o time é fraco.

Conta com John Wall, um moleque que dá pinta de que será um grande armador no futuro; mas no futuro, e não agora. Conta com a experiência de Rashard Lewis, um jogador que demonstra em quadra um basquete inversamente proporcional ao seu salário (ganhará US$ 22,1 milhões nesta temporada, valores que o colocam como o segundo jogador mais bem pago da NBA, atrás apenas de Kobe Bryant).

De resto, são atletas que servem apenas para completar um elenco, como JaVale McGee, Maurice Evans, Roger Mason e Ronnie Turiaf.

A decepção de Saunders com a franquia vem desde a temporada passada. No começo dela, depois de um início em 1-5, o treinador e seus auxiliares abandonaram um treinamento sob o argumento de que os jogadores não estavam se empenhando.

Não havia mesmo clima para que o trabalho prosseguisse.

O Washington vai melhorar? Com Randy Wittman, auxiliar de Saunders e agora o novo treinador, pode ser até que o time acumule algumas vitórias, pois a empolgação natural que um novo trabalho impõe pode fazer o time encontrá-las por um momento. Mas com o passar do tempo tudo voltará ao que era antes.

Washington e Detroit: duas franquias que estão à deriva e que se não abrirem os olhos vão permanecer por muito tempo nesta situação de penúria.

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  2. A VERDADEIRA REALIDADE DE SPLITTER
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 NBA | 17:45

LEBRON JAMES, UM JOGO OU UM CONTO?

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Ontem à noite eu assistia ao jogo entre Miami e San Antonio. O time do Texas dava um passeio pra cima da rapaziada bronzeada, que mais uma vez não mostrava seu valor.

Dezessete foram os pontos que chegaram a separar um time do outro no primeiro tempo. De fato, um passeio dos texanos. E o Miami jogava sem Dwyane Wade, sua maior estrela; ou seja, a chance de recuperação diminuía.

LeBron James, tido pela mídia norte-americana como o melhor jogador de basquete da atualidade (eu não concordo, acho Kobe Bryant o maior de todos no momento), fazia água em quadra; nada dava certo.

Errava até bandejinha (foto AP), lembrando os jogos de categorias mini e mirim que a gente que tem filho que jogou basquete cansou de assistir. Os lances livres também não caíam. Enfim, LBJ entortou o aro no primeiro tempo. Um horror.

O primeiro tempo, diga-se, terminou 63-49, três pontos a menos em relação à maior vantagem que o SAS conseguiu na etapa inicial.

Neste primeiro tempo, LBJ fez 5-11 nos arremessos, 5-9 nos lances livres e cometeu dois erros. Seu primeiro quarto foi péssimo: 1-5 nos arremessos e 4-8 nos lances livres.

Mas aí veio o segundo tempo. Second half, diferent half, diferent story. Assim os americanos falaram sobre LeBron James e o Miami Heat.

No terceiro quarto, o quarto que mudou a cara do jogo (o Heat fez 39-12), LBJ esteve simplesmente supimpa. Nele fez todos os seus 17 pontos do período final, tendo acertado 7-9 nos arremessos, sendo que foram 3-4 nas bolas de três.

Ao final do terceiro período o Miami vencia por 88-75, 13 pontos de vantagem.

Agora eu adiciono à nossa história outro personagem, pois ele foi muito importante também para que o Miami fizesse a reviravolta no marcador e possibilitasse ao técnico Erik Spoelstra deixar LBJ praticamente todo o último quarto no banco (jogou apenas três minutos). Falo de Mike Miller.

Miller debutou na temporada exatamente no jogo de ontem. Fez 18 pontos, todos frutos de seus arremessos triplos. E o mais incrível é que o estreante anotou 6-6 nesses arremessos longos. Esteve soberbo.

E para aqueles que não vêm graça e nem importância no jogo de Chris Bosh, eu agora vou somá-lo ao relato também. CB1 anotou 30 pontos, muitos deles nas barbas de Tim Duncan, um dos maiores jogadores da posição desde sempre.

No primeiro tempo, quando o jogo de LBJ não fluía, CB1 anotou 18 pontos e deixou um fiapo de esperança de reviravolta na etapa final, o que acabou ocorrendo.

REFLEXÃO

Faço o relato do jogo no final da tarde desta quarta-feira, quase um dia depois, pois quero dizer o seguinte: se LBJ jogar a partir de agora o que ele jogou no terceiro quarto, assumindo o controle do jogo, jamais se omitindo, quando anotou 17 dos 39 pontos do Miami no período, os adversários que se cuidem.

E eu, que ontem à noite assistia ao jogo entre Miami e San Antonio e fui abrir uma nova latinha de cerveja ao final do primeiro tempo, certo de que o Chicago poderia vencer perfeitamente o Miami numa possível final de conferência, fui dormir achando que isso vai ser mesmo muito difícil de acontecer.

A menos que o terceiro quarto de LeBron James tenha sido apenas um conto.

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  1. QUEM É LEBRON JAMES?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 NBA, outras | 12:47

TIM DUNCAN E ADRIANO IMPERADOR: DUAS VIDAS DISTINTAS

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Tim Duncan está com 35 anos. Próximo da aposentadoria, diriam muitos. E com razão, eu completo.

Tim Duncan está com 35 anos e passou todo o verão norte-americano e parte do locaute treinando arremessos. Isso mesmo: treinando arremessos num momento em que poderia descansar.

E sabem por quê? Porque ele sabe que seu “jump shot” não é dos melhores e que se ele melhorar este arremesso seu jogo se tornará ainda mais completo, e consequentemente será mais difícil marcá-lo.

Timmy começa a colher frutos de seu trabalho. No jogo de ontem contra o Phoenix, em San Antonio, fez 24 pontos, a maioria deles com arremessos da zona morta e, principalmente, na cabeça do garrafão.

“Trabalhei muito neste verão para melhorar meu arremesso”, disse Duncan (foto AP) após a partida em que o San Antonio bateu o Phoenix por 102-91. “(O arremesso) está mais consistente. Tenho tido altos e baixos, mas esta noite foi muito bom”.

Timmy tem 35 anos, amealhou ao longo da carreira quatro títulos de campeão, em três deles foi eleito o melhor jogador das finais e conquistou também dois MVPs durante a temporada regular. E já ganhou algo em torno de US$ 200 milhões ao longo de seus 14 anos de NBA, dinheiro esse que não caiu do céu, foi fruto de muito trabalho e muito suor, que me perdoem os amigos pelo lugar-comum. Mas é verdade.

Timmy tem 35 anos e ao invés de “colocar o burro na sombra”, segue trabalhando. Passou o verão e parte do locaute treinando, quando poderia estar em algum resort em alguma parte paradisíaca do planeta tomando sol, bebendo uma cervejinha e curtindo a vida.

Mas não, aos 35 anos aproveitou as férias para trabalhar. Um exemplo; um exemplo a ser seguido; um exemplo a ser seguido por qualquer atleta profissional em qualquer parte do planeta e de qualquer modalidade.

ENQUANTO ISSO…

Ontem o Corinthians debutou na temporada 2012. Fez um amistoso contra o Flamengo, em Londrina, norte do Paraná.

O centroavante Adriano entrou em campo no segundo tempo.

Ao invés de exibir seu grande futebol, o Imperador mostrou como um atleta profissional não deve aparecer para trabalhar: estava gordo e completamente fora de forma. Uma imagem grotesca que causou constrangimento em quem viu, mas que, ao que tudo indica, lamentavelmente, não o deixou vexado.

Adriano completará 30 anos em 17 de fevereiro próximo. É cinco anos mais novo que Tim Duncan. Mas enquanto a cabeça de Timmy funciona como a cabeça de um atleta em começo de carreira, que quer vencer na vida superando qualquer barreira que surgir em sua frente, Adriano parece estar com a cabeça na aposentadoria; ou então em qualquer outro lugar que não seja um campo de futebol.

POR QUÊ?

Por que isso acontece? Há teorias, algumas, a mais usual é a de que os atletas nos EUA têm uma formação universitária e estão mais preparados para a vida dentro e fora das quadras, enquanto que aqui no Brasil dirigentes de futebol, ao invés de obrigarem os atletas da base a estudar, os incentivam a fugir da escola para se dedicarem mais e mais ao esporte.

Pode ser, mas Adriano não é mais criança. Tem quase 30 anos e sabe o que é certo e o que é errado. Só que a tentação pelo caminho tortuoso fala mais alto.

Por isso, ao invés de Adriano ter feito como Timmy, ter aproveitado as férias para treinar, entrar em forma e se apresentar bem para esta temporada, ele se perdeu com distrações, porque ele é presa fácil das tentações da vida.

CONCLUSÃO

Dois exemplos distintos. Um que aos 35 anos quer continuar vivendo a vida esportiva e superando barreiras e desafios; outro que aos 30 parece estar absolutamente cansado de tudo e de todos que fazem parte de sua vida profissional, que parece ser levada infantilmente e não de maneira madura.

Notas relacionadas:

  1. SOZINHO, DUNCAN NÃO FOI PÁREO PARA O DENVER
  2. PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN
  3. TIM DUNCAN: AOS 35, UM HOMEM CANSADO
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 NBA | 19:11

DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE

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Não assisti Oklahoma City x Orlando na íntegra e nada vi de Golden State x LA Clippers. Portanto, não achei justo postar qualquer coisa sobre as duas partidas.

Normalmente, eu costumo dar uma olhada no condensamento destas partidas no c… da madrugada, aproveitando-me desta cortesia no site do “League Pass”. Desta vez, nem isso eu fiz.

Fico, pois, com os comentários de vocês.

Pelo que li, alguns parceiros ficaram espantados com os 11 pontos de Dwight Howard (foto) na derrota do Orlando diante do OKC, em Oklahoma City. D12 fez 4-12 nos arremessos, o que deu um aproveitamento ridículo de 25.0%.

Ouvi um torcedor do Lakers dizer que Mitch Kupchak (gerente geral do time californiano) deveria ligar para Otis Smith (mesma função no Orlando) e dizer: “Meu velho, está na cara que D12 não quer jogar com vocês. Por isso, vamos nos reunir novamente e discutir uma troca, pois o super-homem quer vestir a 12 amarelinha”.

Não se pode concluir que D12 esteja de má vontade por conta deste jogo. Como ele mesmo disse, “vai demorar um pouco (para entrar no ritmo), porque ficamos muito tempo parados”.

Verdade, a inatividade foi longa e como D12 afirmou depois da partida, “houve pouco tempo de treinamento e apenas dois jogos preparatórios”.

Mas o que chamou a atenção foi a postura de Howard na entrevista depois da contenda em que o Orlando perdeu por 97-89: enfastiado, sussurrando, louco pra que tudo aquilo (as perguntas) acabasse logo. E seu largo sorriso, uma de suas marcas registradas, não se pôde ver em nenhum momento.

David Stern, comissário da NBA, deu sua primeira entrevista coletiva em Dallas, onde esteve para assistir ao reencontro do campeão da temporada passada contra o Miami Heat, o vice. Perguntado sobre Dwight Howard, se a NBA vai interferir de alguma forma para evitar essa migração de jogadores de mercados menores para mercados maiores, Stern afirmou que nada vai fazer.

“As coisas vão acontecer à sua maneira”, disse ele.

Ao final da temporada 2007-08, D12 assinou um contrato de cinco anos com o Orlando em troca de US$ 82,73 milhões.

Logo em seu primeiro campeonato com o bolso cheio, D12 foi vice-campeão da NBA. O Magic perdeu a decisão para o Lakers por 4-1. No ano seguinte, Howard chegou novamente à final do Leste, mas o Orlando caiu diante do Boston por 4-2. Nos playoffs deste ano, surpreendentemente, o time da Flórida foi eliminado na primeira rodada para o Atlanta por 4-2.

Depois do primeiro revés, D12 se rebela e diz que quer ir embora. Caramba, ele não é o “franchise player” do Orlando? Não é ele o cara milionário da franquia? Não é ele que tem que colocar a companhia no rumo certo? Não é ele que tem que procurar Otis Smith e fazer como Kobe faz no Lakers e pedir um time mais competitivo?

Sim, é ele.

Mas depois do primeiro revés, que veio é verdade em uma temporada em que ele brigou por melhores jogadores e reclamou do treinador (Stan Van Gundy) que não estava sendo tratado como “franchise player”, depois deste primeiro contratempo ele quer ir embora. Então, eu pergunto: por que Dwight assinou com o Orlando?

A impressão que dá é que Dwight assinou com o Magic pra encher o bolso de dinheiro e depois forçar a barra pra sair, como quase todos fazem. Eles o fazem porque seus times de origem são os únicos que podem dar a eles um contrato milionário.

O raciocínio de D12 deve ter sido: pego esta bolada e se o negócio não engrenar, crio caso e me mando. Sim, é mais fácil fazer isso do que enfrentar o desafio de fazer um time pequeno ser vencedor.

Por isso eu admiro dois jogadores em especial: Tim Duncan e Kevin Durant. Ao contrário dos Dwights Howards e Chris Pauls da vida, eles estão em uma quadra de basquete para se divertir e superar desafios. Têm caráter forjado em uma rocha impenetrável e por isso indestrutível.

Ganhar quatro campeonatos com a camisa do San Antonio, como Timmy (foto) ganhou, é apenas para esses homens.

Durant parece fazer parte desta pequena casta de jogadores decentes, de caráter, que não se unem em bandos para aniquilar os oponentes, pois solitários não passam de fracotes dignos de riso e clemência.

Como disse Michael Jordan quando LeBron James se uniu a Dwyane Wade em Miami, atitudes assim são próprias de gente sem competitividade. “Se Magic ligasse pra mim e me convidasse pra jogar com ele em Los Angeles, eu iria rir na cara dele”, disse MJ nestas ou em outras palavras. “Faria o mesmo se Larry (Bird) me propusesse isso. Meu grande barato era desafiá-los”.

Por que Dwight Howard não faz o mesmo? Por que ele não faz como Tim Duncan e transforma o Orlando em um time campeão, feito que nem mesmo Shaquille O’Neal conseguiu? Shaq que correu para Los Angeles para vestir a camisa do Lakers atrás de um anel de campeão.

Por que D12, quando olha no espelho, vê a imagem de Shaq ao invés da figura de Timmy?

Porque Dwight Howard é um fraco, como fracos foram LBJ e CP3.

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  1. PARA DWIGHT, DURANT É MELHOR QUE LEBRON
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 24 de julho de 2011 NBA | 13:09

OKC: FUTURO DA CONFERÊNCIA OESTE

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O Oklahoma City tem tudo para se tornar uma franquia vistosa nesta década que ainda engatinha. Tem tudo para ocupar o lugar que hoje ocupa o San Antonio na Conferência Oeste e brigar com o Lakers pela supremacia local.

O time texano, já falamos muito sobre isso, está envelhecido em seus principais jogadores. Tim Duncan e Manu Ginobili estão próximos de se aposentar.

Mesmo com Tony Parker e o potencial de Tiago Splitter, que tão bem conhecemos, demanda certo tempo reconstruir um time.

E é aí que entrar o Thunder.

A franquia acabou de assinar um contrato de 12 anos com a Chesapeake Energy, segunda maior empresa produtora de gás dos EUA. O ginásio de Oklahoma City passa a se chamar a partir de agora Chesapeake Energy Arena.

Pelo acordo, o Thunder vai receber US$ 3 milhões na próxima temporada. E à medida que as temporadas forem se sucedendo, haverá uma correção e três por cento no dinheiro a ser pago para a franquia.

Kevin Durant, em quem o OKC vai alicerçar seu time, assinou na temporada passada um contrato de seis anos. Por ele vai receber US$ 88,3 milhões.

Esse dinheiro do “naming rights” da arena dará ao Thunder algo em torno de US$ 40 milhões. Mais da metade da grana a ser paga a KD já tem de onde sair.

Mas é claro que não é só isso. Tem muito mais: os times vendem publicidade no ginásio (muitos já estão usando a tabela para colocar dois patrocinadores), arrecadam com a venda de tíquetes e toda a movimentação dentro da arena, onde o consumo é muito grande.

Isso sem falar no dinheiro arrecadado com o estacionamento.

Ah, sim, é nos playoffs que entra uma grana gorda. E nesta temporada que acabou de terminar o OKC chegou às finais da conferência, o que jamais havia acontecido.

Arrecada-se mais em tíquetes (os preços aumentam dramaticamente), movimentação interna da arena, estacionamento, mais grana da televisão; enfim, uma grana que quase que se equivale à grana arrecada na temporada regular.

Quer dizer: aos que imaginavam que o Thunder, por falta de bala, poderia negociar Durant (foto AP), podem tirar o cavalo da chuva. Não vai ser por falta de dinheiro que o OKC vai perder KD.

Além disso, o ala é daqueles jogadores tipo Tim Duncan, que não procuram holofotes e nem querem morar em cidades da moda pra frequentar restaurantes e festas do “high society”.

Duncan se realizou em San Antonio. Lá conquistou quatro anéis.

Durant tem tudo para se realizar em Oklahoma City e lá conquistar alguns anéis também. O OKC está se solidificando e não se esqueçam: Sam Presti, GM do Thunder, foi o homem que ajudou a montar esse time do San Antonio.

Ele conhece o caráter de Timmy e também o de Durant.

BOM SINAL

Derek Fisher, presidente do sindicato dos jogadores da NBA, está nas Filipinas ao lado de Kobe Bryant, Kevin Durant e Derrick Rose. Estão fazendo jogos de exibição, arrecadando, claro, um trocado para ajudar na estiagem que se aventura.

Nas Filipinas Fish declarou: confia num acordo breve entre a NBA e a NBPA e, com isso, o fim do locaute.

Não disse, todavia, em que se apega. Não deu nada de substancial.

Espero apenas que ele não tenha dito nada para não “urubuzar” o acordo que, segundo ele, pode sair a qualquer momento.

Mas eu, sinceramente, estou cético. Espero estar errado.

INVICTAS

Nossas meninas estão a todo o vapor no Mundial Sub 19 do Chile. Na noite deste sábado, elas venceram a China Taipé por 88 a 50 pela terceira rodada da fase de grupos da competição.

O Brasil sofreu apenas 15 pontos no primeiro tempo! Jogou muito.

Com o resultado, confirmou o primeiro lugar no Grupo D.

O técnico Luis Claudio Tarallo aparece entre os principais destaques do site da Fiba referente ao Mundial. “Passamos cinco meses treinando e nosso objetivo é o título”, afirmou nosso treinador.

A matéria é elogiosa ao nosso selecionado. Diz que nenhum dos oponentes do grupo conseguiu fazer cócegas em nosso time. Destaca a força física de nossas moças e a versatilidade do nosso jogo, dizendo que o time se defende em múltiplas posições e ataca de todos os cantos da quadra.

“Como disse, treinamos cinco meses e temos muitas opções em quadra”, prosseguiu Tarallo.

Obviamente, a matéria fala também de nossa pivô Damiris do Amaral, tratada como “soberba”.

Damiris, ontem, anotou 15 pontos e pegou nove rebotes. A ala-pivô Vanessa Gonçalves voltou a ajudar nos ressaltos: oito.

Mas, como disse a matéria, o conjunto chama a atenção. Quatro das nossas meninas tiveram duplo dígito na pontuação.

Além dos 15 pontos de Damiris, a armadora Tássia Carcavalli (foto Divulgação) fez 12, a também armadora Aruzha Lima anotou outros 11 e Thamara de Freitas contribuiu com 13.

Neste domingo, descanso. Na próxima fase, a partir desta segunda-feira, o Brasil encara o Chile, donas da casa, pelas oitavas-de-final.

Mesmo jogando na adversidade, tem tudo para avançar às quartas e prosseguir dentro do objetivo de conquistar o ouro da categoria.

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sábado, 30 de abril de 2011 NBA | 02:58

UMA GERAÇÃO QUE CHEGA AO FIM E OUTRA QUE NASCE. E UM TREINADOR QUE MERECE OUVIR: “FORA POPOVICH!”

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Z-Bo for President!

E falar mais o quê? 31 pontos e 11 rebotes. Um jogador baixinho, gordinho e que não sabe defender. Mesmo com tudo contra, o cara acabou com a série. Colocou Tim Duncan no bolso. Talvez esteja escrevendo uma página importante na história da NBA.

Lembrei-me de Oscar Schmidt e Marcel Souza decretando o fim dos jogadores universitários em 1987 em Indianápolis, impondo aos EUA a primeira derrota em solo americano e fazendo o time norte-americano tomar mais de cem pontos em uma partida dentro de casa.

Agora é Zach (Foto AP) quem coloca a faca no peito de Timmy e diz: meu velho, vá pra casa descansar e contar seus metais. Seu tempo passou.

Mas não foi só Z-Bo quem aniquilou o San Antonio. Tony Allen também; 11 rebotes e um couro pra cima de Manu Ginobili. O argentino não viu a cor da bola. Fez 6-14 nos arremessos, 2-8 nas bolas de três.

Tony também colocou a faca no peito de Manu e disse: seu tempo já passou.

Parker correu sozinho. Vai ter que liderar uma nova geração. Se o Spurs não quiser morrer, tem que, com cuidado, aos poucos, respeitando Timmy e Manu, colocando-os de lado e substituindo-os. Por quem? George Hill e Tiago Splitter são os que lá estão.

O mundo é assim mesmo. Tudo tem começo, meio e fim. O San Antonio está chegando ao fim com sua geração genial. O Memphis está nascendo com um time que ninguém dava nada quando a temporada começou.

Ainda falta muita estrada pra ser percorrida pelo Grizzlies. Não sei onde vai dar. Mas que esse time entra pra história, isso entra.

ZEBRA?

Alguém pode dizer: deu zebra. Discordo; não tem zebra em playoff. O melhor sempre vence. O Memphis é melhor que o San Antonio. Se não fosse, teria perdido.

Zebra surge em um jogo apenas, como no “college”. NBA não é o “college”. Se fosse, o New Orleans teria eliminado o Lakers, pois venceu o time de Los Angeles no primeiro jogo da série. Mas houve outros e os angelinos se recuperaram e mostraram que são melhores.

O San Antonio, como o Lakers, perdeu o primeiro jogo da série para o Memphis. Teve chance para se recuperar. Não conseguiu. Não conseguiu porque é pior que o Memphis.

COACH

Será que os que me criticaram e me esculhambaram vão me dar razão? O que Gregg Popovich fez com Tiago Splitter foi uma vergonha.

Será que alguém vai aparecer neste botequim para falar do planejamento de Popovich? De que ele estava certo? Que ele tem quatro anéis de campeão e que ele sabia o que estava fazendo?

Sabia nada. Ele nunca teve estratégia ou planejamento com Splitter. Tanto não teve que, desesperado, vendo a vaca indo para o brejo, jogou Tiago às feras, colocou-o para jogar sem ter dado a ele cancha e nem moral durante toda a temporada.

Fez isso tentando salvar sua pele, sem jamais pensar que poderia queimar o jogador. Sua “estratégia” não deu certo, claro, porque Tiago estava completamente alheio ao jogo. Sem ritmo e sem qualquer familiaridade com a NBA.

Foi humilhado a temporada inteira por Popovich, que fez isso usando o falso argumento de que o brasileiro tinha perdido a pré-temporada. Gostaria muito de saber o que ocorreu.

Além de aposentar Timmy (Foto AP) e Manu, a franquia tem que começar a pensar em um novo treinador. Popovich não consegue levar o San Antonio a lugar algum há quatro temporadas.

Chegou à final da conferência em 2007-08, mas levou uma sova do Lakers em 4 a 1. Depois disso, nunca mais. E nesta temporada entra para a história com o quarto time a ser eliminado pelo oitavo colocado. Uma vergonha.

VIDA NOVA

Se uma nova vida surge no Tennessee, uma história chega ao fim no Texas. Não sou bobo de dizer que Popovich não ajudou a construí-la. Claro que sim. Ele montou esse time que ganhou quatro títulos.

Mas o tempo dele parece estar passando. Pelo menos em San Antonio. Ele que vá ganhar a vida bem longe do Texas e, com isso, Splitter possa ter oportunidade de jogar e viver sua vida.

Fora Popovich!

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terça-feira, 26 de abril de 2011 NBA | 10:49

TIM DUNCAN: AOS 35, UM HOMEM CANSADO

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Tim Duncan fez ontem 35 anos. Com esta idade, Michael Jordan conquistava seu último título na NBA e saía de cena com aquele arremesso em cima de Bryon Russell, no estouro do cronômetro, e levava para casa não apenas mais um anel, mas também o seu sexto troféu de MVP das finais.

Tim Duncan fez ontem 35 anos. Mas ao contrário de MJ, parece-me um homem cansado. Nem de longe lembra aquele jogador que por muitos é considerado o maior ala-pivô da história da NBA. Seus movimentos são lerdos, sua velocidade parece não ser mais a mesma e seus reflexos não estão mais em dia.

Tim Duncan fez ontem 35 anos. Parece-me não assustar mais os oponentes. A reverência do passado não existe mais no presente. Antigamente, jogador que fosse enfrentá-lo seguramente dormir pouco na noite que antecedia o confronto. Hoje, creio, o oponente de Timmy tem que ser acordado, senão perde a hora e o café da manhã.

Tim Duncan fez ontem 35 anos. Nem de longe, nestes playoffs, lembra aquele jogador que conduziu e ajudou a conduzir o San Antonio a quatro títulos na liga. Nem de longe lembra aquele menino que chegou à NBA em 1997 querendo provar para alguns que não seria no novo Brad Daugherty.

Timmy parece um homem cansado, de movimentos lerdos e confusos. Sua caligrafia, hoje, parece garrancho.

A série ainda não acabou. Aos gênios, como Timmy, a gente concede sempre o benefício da dúvida. Por causa dele o San Antonio ainda está vivo na série; embora pareça morto.

CARA NOVA

O Memphis do primeiro tempo foi um; do segundo, foi outro.

O time do Tennessee foi para o vestiário perdendo por dois pontos: 50 a 48. Como diz o relato da AP, a gente não sabe o que o técnico Lionel Hollins falou para o grupo no intervalo, mas o que ele falou mexeu com o grupo.

O Memphis fez 30 a 15 no terceiro quarto e ali praticamente liquidou a fatura. Quando Shane Battier encestou uma bola de três a 5:43 minutos do final do confronto, levando o placar para duas dezenas de vantagem para o Grizzlies (94 a 74), o time da casa acabava de fazer uma corrida de 46 a 24 desde que o segundo tempo tinha começado. E Gregg Popovich mandou a segunda unidade para a quadra.

A partir dali começou a pensar no jogo 5 da série, marcado para esta próxima quarta-feira, descansando seus titulares.

O jogo acabou com uma vantagem de 18 pontos para o Memphis: 104 a 86. Era para ter acabado 20 se Daniel Green não fizesse uma ridícula cesta a um segundo do final e fosse vaiado por isso. Mas esta diferença chegou a flertar com os 30 pontos. Foi mesmo uma lavada.

O time está marcando muito e quando tem a posse de bola sabe o que fazer com ela. Tony Allen tem sido, pra mim, o jogador desta série. Tem abafado o jogo de Manu Ginobili.

O argentino, uma vez mais, ficou abaixo do que pode render — estaria também cansado? Seus “crazy shots”, que Popovich prefere chamar de “unusual”, não caem mais com tanta frequência.

E Tony Parker parece-me um armador completamente perdido em quadra, com sua correria infundada e por isso mesmo infrutífera. Não tem feito o time jogar, como deveria, pois tem gente a seu lado que sabe jogar.

Os Três Tenores, como JP os batizou, desafinam neste momento.

SPLITTER

Veio do banco pela primeira vez nesta série e jogou 22 minutos. Fez dez pontos e pegou nove rebotes. Sobre Splitter eu falo mais pra frente.

NENÊ

O outro brasileiro da rodada foi Nenê Hilário: dez pontos e nove rebotes. Seu Denver conseguiu evitar a “varrida”. Venceu por 104 a 101. Creio ter sido o último suspiro de um time moribundo.

O Denver, infelizmente, não tem ninguém para marcar Kevin Durant. Nem no tamanho e nem na bola.

DALLAS

Não vi o jogo do Mavs. Mas é claro que ao perceber os 14 pontos e 20 rebotes de Tyson Chandler eu quase caí da cadeira.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 1 de abril de 2011 NBA | 14:19

UMA QUINTA COM TRAÇOS DE PLAYOFF

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Que quinta-feira! Se alguém perdeu a rodada, perdeu parte da história desta temporada.

Em San Antonio, o Boston foi fenomenal. Cravou 107 a 97 no Spurs. Rajon Rondo (Foto AP) foi um espetáculo à parte: 22 pontos, 14 assistências, cinco rebotes e nenhum erro! Isso apesar de ter ficado em quadra 41 minutos e ser o armador do time; ou seja: tem a bola nas mãos a maior parte do jogo.

Em Los Angeles o jogo já teve clima, atmosfera de playoff. Cinco expulsões e uma aula de defesa dada pelo Lakers no segundo tempo: apenas 31 pontos sofridos. Um massacre: 110 a 82.

O Celtics precisava desta vitória para não perder a confiança e provar aos oponentes que se trata do time com o maior número de títulos na história da NBA. Vinha de uma sequência muito ruim: dez jogos, seis derrotas e só quatro vitórias.

Quando se imaginava que fosse cambalear no Texas, pimba! Fez esta baita vitória. E coloca pressão nos adversários, especialmente no Chicago. Se o Bulls bobear, como bobeou diante do Philadelphia, o Celtics atropela, passa por cima, fica em primeiro no Leste.

Jermaine O’Neal voltou. Jogou só 11 minutos. Pouco, é verdade, mas ele tem mesmo que voltar aos poucos. Vem dar mais solidez ao garrafão do time, muito “soft” pro meu gosto com Nenad Krstic (contundiu-se ontem). Tão “soft” que Doc Rivers tem que jogar a maior parte do tempo com Kevin Garnett e Glen Davis, dos alas de força, se revezando no pivô.

Agora falta Shaquille O’Neal voltar. Mas quando ele volta? Há divergências; ninguém sabe ao certo. O que parece é que a contusão do veterano pivô não é tão simples como se imagina.

A emoção e a empolgação tomaram conta do vestiário do Celtics depois da partida, “Quer melhor lugar pra você se recuperar”, perguntou Paul Pierce depois da partida.

Verdade, o local foi excelente. Seria melhor se fosse em Los Angeles. O San Antonio, neste momento, rola ladeira abaixo. Somou sua quinta derrota consecutiva e foi “varrido” pelo Boston na temporada regular. Se perder nesta sexta para o Rockets, em Houston, enfileira seis revezes e iguala seu pior registro, datado de 1997.

E o time jogou completo ontem. Não tem do que reclamar. Falta de ritmo pra Tim Duncan? Não creio, não foi isso o que vi durante a partida. Timmy estava bem; seus números comprovam: 20 pontos e 13 rebotes em 20 minutos.

A equipe corre sério risco de perder o primeiro lugar — algo que até há pouco tempo era impensável. Tem 18 derrotas, duas a menos que o Lakers. Além do Houston esta noite, visita o Atlanta e o próprio Los Angeles. E ainda pega o Phoenix, um time chatinho, embora fraco.

Tem cheiro no ar de Lakers em primeiro nesta conferência.

Até porque os amarelinhos estão arrebentando na reta final. Encontraram-se na competição. Antes do “All-Star Game” eu não dava nem um tostão furado pro time. Não conseguia imaginar que ele pudesse ganhar a conferência de um San Antonio que esbanjava energia e categoria.

Mas Phil Jackson alertou, há alguns meses: o campeonato começa pra valer no segundo turno. E muitos parceiros amarelinhos deste botequim me alertaram também: Sormani, quando os playoffs chegarem aí o Lakers vai jogar.

Nem precisou; o Lakers já está jogando antes mesmo de os playoffs chegarem. Somou sua oitava vitória consecutiva e venceu 16 dos 17 confrontos realizados depois do “break” do “All-Star Game”. Ou seja: é o líder do returno.

Gregg Popovich, técnico do San Antonio, disse ontem no AT&T Center que este é o pior momento para se enfileirar derrotas. E eu adiciono: este é o melhor momento para se enfileirar vitórias.

E é o que o Lakers faz. E não foram vitórias contra os Tabajaras da NBA, como fez o Dallas. O Lakers bateu Portland, Oklahoma City, San Antonio, Atlanta, o próprio Mavs, tudo isso fora de casa. Em casa passou por cima de Orlando, Portland, New Orleans e Dallas ontem.

O Mavs, como eu disse, entrou em quadra ontem com um cartel de cinco vitórias consecutivas. Mas elas foram construídas diante de Golden State, Minnesota, Utah, Phoenix e Clippers.

Suas derrotas, depois do “All-Star” foram para Memphis, New Orleans, Portland, San Antonio e duas vezes para o Lakers. Não venceu NENHUM “top team” desta temporada no returno.

Depois do jogo de ontem, Chris Webber, comentarista da TNT, declarou: “Não é (Jason) Terry que tem que ser multado (referindo-se ao incidente com Steve Blake). Terry foi o único que mostrou garra em quadra. Quem tem que ser multado é Dirk (Nowitzki) e (Brendan) Haywood”.

Se o Lakers cresce no momento correto, confirmando sua história, o Dallas amarela no momento decisivo, confirmando sua história. O Boston consegue se recuperar no cenário perfeito, enquanto que o San Antonio tornou-se uma incógnita.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quinta-feira, 31 de março de 2011 NBA | 17:06

A HISTÓRIA DO DENVER E DOS GRANDES TREINADORES

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Está dando gosto de ver o Denver jogar. Está invicto há quatro partidas e desde o “break” do “All-Star Game” a equipe tem uma campanha de 13 vitórias e apenas quatro derrotas. Aproveitamento de 76,4%.

Ontem, mais uma vítima: Sacramento, 104 a 90. E não me venham torcer o nariz para o adversário, pois o Kings vinha de uma sequência de quatro vitórias e dos últimos dez jogos o time da capital da Califórnia tinha vencido seis.

Está dando gosto de ver o Denver jogar. É um time e não mais um catado de um só. Todo mundo pega na bola. Todos são envolvidos na partida.

E mais: está defendendo muito bem. Tem uma média de 94,8 pontos sofridos por jogo. Antes da troca, passava dos cem (se alguém puder fazer as contas pra mim eu agradeço, pois estou preguiçoso demais hoje).

E o técnico George Karl, que foi criticado por muitos parceiros deste botequim, mostra que entende do riscado. Antigamente, ele simplesmente não tinha como mostrar isso. O time era de Carmelo Anthony e ele decidia como seriam as coisas dentro de quadra.

Mais uma prova inconteste de que a NBA é uma liga de jogadores. Técnico manda muito pouco. A menos que você dirija uma equipe como o Denver, sem estrelas; há menos que essa estrela seja como Tim Duncan, Derrick Rose ou Kevin Durant: “low profile”, desprovida de egocentrismo, jogador de grupo. “Coachable”, como os norte-americanos gostam de dizer.

Não é fácil dirigir um time de estrelas. Técnico não manda; é mandado.

Karl (foto AP) também nunca mandou no Denver de Carmelo. Como Mike Brown nunca mandou no Cleveland de LeBron James. Como Erik Spoelstra também não manda no Miami de LBJ, Dwyane Wade e Chris Bosh. Como Mike D’Antonio jamais vai mandar no New York de Melo e Amar’e Stoudemire.

Por isso, por favor, não me venham cobrar desses técnicos insucessos de suas equipes. Como não me venham dizer que esses caras são geniais — neste caso, a gente não sabe, pois eles pouco apitam.

Tom Thibodeau manda no Chicago. Manda porque D-Rose é igual Timmy, que é igual a Durant. Por isso, Gregg Popovich manda no San Antonio, assim como Scott Brooks manda no Oklahoma City.

Alguém pode perguntar: e Phil Jackson? Ele manda? Ou Michael Jordan é quem mandava nos tempos de Chicago e depois Shaquille O’Neal na primeira fase do Lakers e agora Kobe Bryant?

Este assunto é interessante. Ninguém ganha 11 títulos de graça. Claro que P-Jax tem capacidade. Capacidade de se cercar de gente que entende, dentro e fora das quadras.

Ele deu muita sorte de dirigir MJ. Jordan foi produzido em North Carolina, foi cria de Dean Smith. Com Smith ele aprendeu os fundamentos do basquete, individuais e coletivos. Com Smith ele aprendeu a ser humilde. Com Smith ele aprendeu o respeitar.

Jordan não era, não é e nunca será santo. Tem um monte de defeitos. Brigou com companheiros (chegou a dar um soco na cara de Will Purdue, durante um treino, porque o pivô não conseguia acertar uma jogada que se ensaiava) e adversários.

Mas ele sempre foi “coachable”. Isso ajudou P-Jax a executar seu plano de jogo dentro do Chicago. Mais ainda: havia dois assistentes de Jackson que Jordan respeitava demais: John Bach e principalmente Tex Winter.

Jordan acreditava no que eles diziam. E cumpria o que era determinado. Por isso o sistema dos triângulos pôde ser implementado. E à medida que os resultados apareciam o processo crescia como uma bola de neve. E os títulos vieram.

Depois, tudo ficou mais fácil. Quando o Lakers o contratou, ele desembarcou em Los Angeles com seis anéis nos dedos. Shaq era todo ouvidos a ele e a sua comissão técnica. Quando ele foi embora do Lakers, Kobe percebeu que sozinho não iria levar o time a lugar nenhum. Ligou pra P-Jax e pediu pra ele voltar. Isso depois de ter sido chamado de “uncoachable” por Jackson.

Por isso esta segunda passagem de P-Jax no Lakers vem recheada de sucesso. Dois títulos apareceram — e o terceiro pode chegar também.

P-Jax sabe mais do que Thibodeau? Creio que não. P-Jax, já disse, é esperto demais. Sempre se cercou de gente capaz. Dentro e fora das quadras. E mais: seu temperamento, seu comportamento zen sempre evitou que ele entrasse em dividida com suas estrelas.

O início de Phil Jackson no Chicago se parece com o início de Thibodeau. Dois jovens treinadores cercado por um grupo cheio de vontade de ganhar e liderado por um jogador “coachable”.

Por isso, quando alguém me pergunta: gostaria de ver Phil Jackson montar um time como Thibodeau montou no Chicago. Eu respondo: ele montou o Chicago.

Dava gosto de ver aquele Chicago jogar — como dá gosto de ver o Chicago de hoje jogar. Assim como aquele Lakers de Shaq e o Lakers de Kobe. Todos funcionam como um time.

Mas também dá gosto de ver o Denver de hoje jogar. Se Carmelo Anthony fosse “coachable”, fosse humilde e acreditasse no que George Karl dizia, que se lembrasse de seus tempos em Syracuse quando era treinado e respeitava Jim Boeheim, o Denver poderia estar no rol dos campeões da NBA.

Mas Melo resolveu que ele mandava no Denver. E deu no que deu.

Aquele Denver não dava gosto de ver jogar. O atual, este dá — mas dificilmente será campeão.

Mesmo assim, dá gosto de ver jogar.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de março de 2011 NBA | 11:02

A VERDADEIRA REALIDADE DE SPLITTER

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Eu posso ter um monte de defeito. Posso ser um cara chato, presunçoso, arrogante, teimoso, briguento, intolerante, antipático; enfim, não sei se sou isso, mas posso sê-lo.

Mas se tem uma coisa que eu sei que não sou é tonto. Tenho 53 anos de idade. Já vi e vivi muitas coisas nessa vida. Só de profissão estou completando 33 anos de estrada.

A experiência nos faz ver coisas que a juventude nos impede. A experiência nos dá a maturidade para que possamos saber separar as coisas; joio do trigo, certo do errado, bom do ruim, coisas do tipo.

E por que falo tudo isso? Ora, por causa de Tiago Splitter.

Desde que o catarinense desembarcou em San Antonio que eu venho clamando por uma oportunidade para ele. O treinador, no entanto, evitava colocá-lo em quadra. E escondia-se atrás do fato de que Splitter perdeu a pré-temporada.

Deixou-o no banco sem colocá-lo em quadra em muitas ocasiões, em outras colocou-o para jogar por alguns segundos, dando-lhe migalhas. Justificava, repito, sua ridícula postura no fato de que Tiago (Fotos AP) havia perdido a pré-temporada, como se isso fosse a coisa mais importante do mundo.

Se fosse, Carmelo Anthony e Chauncey Billups não poderiam jogar no New York. Afinal, eles perderam a pré-temporada do Knicks. Se fosse, Pau Gasol não poderia ter jogado no Lakers em 2008, assim que chegou, no meio da temporada, pois perdeu a tal da pré-temporada do time angelino.

Balela; isso é bobagem. Os fatos comprovam isso.

Pois bem, o tempo passava e nada de Tiago jogar. O “engraçado” é que quando Gregg Popovich, o treinador, o colocava em quadra, ele quase sempre correspondia.

Quando isso ocorria, esperava-se por nova oportunidade. Ela não vinha. Por quê? Ele perdeu a pré-temporada; era sempre a mesma ridícula justificativa.

E isso depois de meses de campeonato em andamento. Ou seja: tempo suficiente para ele aprender o que tinha que ter aprendido durante a tal da pré-temporada, que tem servido de escudo para o treinador.

Mas o fato incontestável é que a maioria das vezes que Popovich deu oportunidades a Splitter, ele jogou bem. É só olhar no “boxscore” dessas partidas. Muitos minutos, serviço mostrado; migalhas, nada a se fazer.

Pois bem, sábado passado, o técnico colocou Splitter como titular pela primeira vez. Sempre disse que ser titular ou reserva pouco importa. O que conta são os minutos que te dão. Mas no caso de Splitter sair jogando tem um sabor a mais, pois ele estava completamente escanteado por Popovich.

Pois bem, sábado passado, eu dizia, o técnico colocou Splitter como titular diante do Charlotte. Tiago jogou 24 minutos e anotou oito pontos e seis rebotes. Deu um toco e roubou uma bola.

Pra quem mal pisava em uma quadra de basquete, pra mim, números muito bons.

Ontem, diante do Golden State, esperava novamente ver Tiago saindo como titular. Até porque, outra baleia da NBA, o DeJuan Blair, está machucada. Mas não, Popovich colocou como titular o veteraníssimo Antonio McDyess.

Por quê? Pra que sair jogando com McDyess? A vida do veterano jogador não vai mudar em nada. Ele joga há 14 anos na NBA e está próximo da porta de saída. Nesta festa ele não vai ficar por muito mais tempo não.

Por isso, Tiago, que poderia novamente ter saído como titular, ter ouvido seu nome anunciado na apresentação do time, ganhando moral, confiança, alegrando-se, ficou no banco. Inexplicavelmente.

Pois bem, o destino colocou o pé do pivô novato Ekpe Udoh, do Golden State, no caminho de Tim Duncan. Bem onde Timmy iria pousar seu pé esquerdo. Resultado: o astro do San Antonio torceu o tornozelo esquerdo.

Aí, com a mencionada baleia do lado de fora, Popovich foi obrigado a colocar Tiago em quadra. Com 24 minutos nas costas do outro jogo, embalado, Splitter fez o que eu venho dizendo desde que esta temporada começou que ele pode fazer: jogar basquete em alto nível.

Foram 27 minutos de trabalho. Em troca, Tiago retribuiu com dez pontos, 14 rebotes (seu recorde na temporada), três roubos de bola e duas assistências.

Números surpreendentes? A mim, não — muito menos a Greg Popovich, tenho certeza. O teimoso treinador está com Splitter todos os dias. Ele sabe muito bem do que ele é capaz. Ele sabe muito bem que se ele ofertar a Tiago meia hora de jogo, o brasileiro vai retribuir com “double-doubles”.

É só dar moral e confiança ao catarinense. Deixe-o jogar, senhor Popovich! Dê uma oportunidade para Tiago mostrar seu valor, caramba! Por que tanta teimosia? O que Splitter fez de errado? Ter perdido a pré-temporada? Ora, conta outra, essa eu não engulo e nunca engoli.

Timmy está machucado no tornozelo esquerdo. Popovich já disse que ele vai ficar de fora por alguns jogos, descansando. Tiago vai jogar; Tiago vai ter mais minutos à disposição. E certamente vai corresponder, pois sabe jogar.

Esta discussão, no entanto, não vai ter fim jamais. Vai ser como a história do biscoito que não se sabe se vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais.

Os defensores de Popovich vão dizer que o treinador fez tudo certinho. Que esperou o tempo passar e quando o tempo de Splitter chegou ele foi jogado às feras. E saiu-se vencedor porque foi preparado para isso.

Os que se posicionam do outro lado vão sempre dizer: está vendo, é só dar moral e deixar Splitter jogar que ele joga. Ontem, matou a pau com seus dez pontos e 14 rebotes.

Vocês bem sabem que eu me alinho no segundo time. Se Tiago fosse um juvenil, um garoto saindo do “college”, eu concordaria: é preciso amadurecê-lo para não queimá-lo.

Mas não; Tiago desembarcou nos EUA trazendo na mala títulos europeus e o status de melhor pivô do Velho Mundo.

Não seria a ausência em uma pré-temporada que iria impedi-lo de entender um jogo que, concordamos, nada tem de intrincado, pois a NBA, ao contrário da Europa (onde Tiago jogava), não é tão tática assim.

A NBA é intuitiva. Costuma-se dizer nos EUA que o “college” é um campeonato de treinadores, enquanto que a NBA é um campeonato de jogadores.

E é verdade. Na NBA os jogadores mais mandam do que são mandados. Eles são as estrelas. Eles jogam.

Splitter está acostumado a outro jogo, o tático. É inteligente. Conhece os fundamentos do esporte e já viu muita lousa riscada à sua frente. Por isso, perder a tal da pré-temporada não significaria muita coisa.

Ah, o San Antonio é o mais europeu dos times da NBA. Ótimo! Então não tem problema, pois Splitter acabou de chegar da Europa e trazendo na bagagem, como disse, títulos e o status do melhor pivô do Velho Mundo.

Por isso, sempre disse, Popovich não o colocava pra jogar porque não queria. Os motivos? Gostaria de saber.

Por isso, pra encerrar, repito: essa história de pré-temporada eu não engulo. Tenho 53 anos, estou nesta vida há 33 e posso ter um monte de defeito: posso ser chato, presunçoso, arrogante, teimoso, briguento, intolerante, antipático. Mas se tem uma coisa que eu não sou é tonto, senhor Popovich.

Notas relacionadas:

  1. O VERDADEIRO TROFÉU DE SPLITTER
  2. SPLITTER ACERTA COM O SAS
  3. SPLITTER USARÁ CAMISA 22
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última