24/11/2009 - 12:49
O Chicago voltou a humilhar seus torcedores. Novo jogo, nova derrota, nova goleada.
A de ontem à noite aconteceu em Portland. O Bulls levou uma tunda de 122-98, 24 pontos de diferença.
Depois de um bom início de campeonato, imaginou-se que quando arrumasse as malas poderia ser um visitante indigesto. Ledo engano.
Pois bem, o time está na estrada. Começou o “tour” no dia 17 passado, quando enfrentou o Sacramento na capital da Califórnia. Venceu por 101-87.
Os torcedores ficaram animados. As previsões se confirmavam. Mas bastaram dois dias para que todos caíssem em depressão.
Na sequência veio o Lakers, em Los Angeles: derrota por 108-93. Só não foi maior porque os amarelinhos tiraram o pé.
Dois dias depois o time desembarcou nas Montanhas Rochosas do Colorado. Voltou a apanhar: 112-93.
Novamente após dois dias, nova sova, agora para o Portland, como disse acima.
Está claro que o time não está preparado; não está pronto. Como sonhar então em receber alguém valoroso ao final desta temporada, quando uma constelação de estrelas estará no mercado, pronta para assinar novos contratos com quem quer que seja?
Fala-se em Chris Bosh, Dwyane Wade e até mesmo em LeBron James. Como seduzir esses jogadores com um time tão incompetente?
Como tenho dito em relação ao New York, LBJ não vai se afundar em outra franquia sem perspectiva de ganhar títulos. O mesmo vale para D-Wade.
Até porque em Cleveland e Miami ambos podem assinar um contrato que não será possível em qualquer outra cidade. As leis da NBA determinam isso, garantindo ao time que recruta a possibilidade de manter seu jogador.
King James já disse que o dinheiro não é o mais importante — e eu acredito. Se for para sair de Ohio, que seja para um time que vai garantir-lhe a possibilidade real de ganhar um anel.
Em Nova York isso é impossível; em Chicago também.
Há algumas semanas, comentei neste botequim que o Bulls era um time pronto para receber uma estrela. Enganei-me, já disse.
O Chicago tem que melhorar muito para que isso seja realmente uma realidade. De quatro jogos “on the road”, ganhar apenas do frágil Sacramento é indicativo de que há muita estrada para ser percorrida.
Tudo bem que dobrar o Lakers na terra do cinema é complicado, mas não impossível. Dallas e Houston já fizeram isso.
Ganhar do Nuggets, em Denver, também não é nada de outro mundo, embora o time esteja invicto em seu Pepsi Center neste campeonato.
Vencer o Portland, no Oregon, é legítima aspiração. Atlanta e Denver já saíram do Rose Garden celebrando triunfos.
Na quinta o time jogará em Salt Lake City diante do Utah. Utah que começou claudicante, perdendo em casa até mesmo para o Sacramento.
Mas firmou a passada. Dos últimos cinco jogos, venceu quatro; vem de uma sequência de três vitórias.
O que esperar deste jogo? Pelo que tenho visto, nova derrota — e por goleada.
Encerra seu “tour” jogando em Wisconsin, diante do Milwaukee. Milwaukee que em casa tem um recorde de 6-1. Milwaukee que ontem contou com o retorno de Michael Redd. Milwaukee do novato Brandon Jennings, a sensação da NBA neste momento.
O que esperar deste jogo? Pelo que tenho visto, nova derrota — e por goleada.
O Bulls tem um retrospecto de 6-7 nesta temporada. Posiciona-se na sétima colocação na Conferência do Leste.
Pouco para quem conta com o “Rookie do the Year” da temporada passada (Derrick Rose). Pouco para quem conta com um jogador que pode ser eleito o “Most Improved Player” desta temporada (Joakim Noah). Pouco para quem tem jogadores com bom potencial, como Luol Deng, John Salmons, Kirk Hinrich e Taj Gibson.
Qual o problema, então, do Bulls?
Já castiguei Vinnie Del Negro neste botequim. Tenho dúvidas no momento se ele é de fato o problema do time.
Falta um líder em quadra para fazer essa molecada crescer, pois não há ninguém no “roster” do Bulls com personalidade forte, pronto para conduzir o time em quadra.
LeBron? Wade? Pode ser; mas eles topariam correr esse risco?
Pode ser; mas duvido muito.
RODADA
O San Antonio somou sua segunda vitória consecutiva ao bater, em casa, o Bucks por 112-98. Vinha de um par de jogos em que foi derrotado (Dallas e Utah).
Está agora na nona posição no Oeste, com um recorde de 6-6. O pior início de campeonato desde que Tim Duncan desembarcou no Texas.
Matt Bonner veio do banco, encestou seis de suas oito bolas de três e terminou o jogo com 23 pontos.
Com um desempenho desses, vindo de quem pouco se espera, era mesmo impossível o Spurs voltar a perder.
Os outros dois jogos da rodada vale apenas o registro: Memphis 116-105 Sacramento e Clippers 91-87 Minnesota.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Chicago, Dwyane Wade, LeBron James, Tim Duncan
22/11/2009 - 15:32
Nenê Hilário voltou a jogar bem com a camisa 31 do Nuggets. Na vitória de ontem sobre o Chicago por 112-93, o são-carlense fez dez pontos e apanhou nove rebotes.
Mais do que isso: limitou Joakim Noah a apenas oito rebotes, quebrando uma sequência de oito jogos do filho de Yannick com um duplo dígito nos ressaltos.
Aliás, o respeito que jornalistas, torcedores e o povo de Denver — e também do Colorado — têm para com o brasuca é empolgante.
Nenê (foto Reuters em jogada contra Joakim Noah) é sempre focalizado pelas câmeras de tevê, é aplaudido quando surge a oportunidade e respeitado por todos os companheiros. No prélio de ontem, quando saiu para descansar, Scott Hastings, ex-jogador do próprio Denver, comentarista da Altitude Television, falou: “Sem Nenê o Denver perde em intensidade em seu jogo interior”.
E perde mesmo.
Kenyon Martin e Chris Andersen não têm a qualidade de jogo de Nenê. São guerreiros — especialmente Birdman —, mas tecnicamente não se comparam ao são-carlense.
Ao lado de Chauncey Billups e Carmelo Anthony, forma o pilar que sustenta a franquia nesses últimos anos. Basquete vistoso, eficiente e admirado por todos.
A seleção e a torcida brasileira aguardam ansiosamente por sua chegada, Nenê. Ano que vem, na Turquia, você terá a missão de comandar esse time em quadra.
VAREJÃO
Nosso outro brasuca na NBA teve atuação tímida na rodada deste sábado. Ontem, na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 97-91, foram quatro pontos e sete rebotes; mas houve dois tocos também, que a gente não pode e nem deve desprezar.
Ficou 27 minutos em quadra; J.J. Hickson jogou 32. Hickson, que tomou conta da posição, marcou 14 pontos.
Pontuar é muito importante no Cavs. Tira um pouco da pressão em cima de LeBron James.
Não é fácil ficar o tempo todo tendo a responsabilidade de pontuar. Pontuar, pontuar, pontuar; não deve ser fácil interpretar esse papel.
Por isso, Hickson tomou a vaga de Varejão. Desde que isso aconteceu, a média do ex-pivô de North Carolina State passou de 2.5 pontos para 15.7 pontos por jogo.
Os números justificam a predileção de Mike Brown por Hickson neste momento.
Mas a temporada está apenas começando. Varejão tem ótimos serviços prestados pela franquia.
Aliás, todos reconhecem isso. Não fosse assim, não o Cavs não estaria pagando US$ 6.36 milhões para o capixaba jogar esta temporada.
CONSTRANGEDOR
É de dar pena, é de partir o coração o momento em que vive o New Jersey. É a única franquia que não conseguiu vencer no campeonato.
Foram 13 jogos e 13 derrotas. Perdeu seis jogos em casa e sete fora. O pior início na história da franquia.
Ontem o time foi dobrado pelo New York (isso mesmo, pelo New York!) dentro de casa, por 98-91. É de dar pena, é de partir o coração.
O Nets cai na estrada a partir de terça-feira. Serão quatro jogos longe do Garden State. Na ordem: Denver, Portland, Sacramento e Lakers.
Alguém aposta em vitória do New Jersey?
Se o Nets ganhar um jogo, eu pago a próxima rodada. Já avisei o Labica.
ALELUIA!
JP e a galera que torce pelo San Antonio deve estar de ressaca neste domingo. Tomaram todo o estoque de cerveja do nosso botequim.
O time voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas! E a vítima não pode ser desprezada: Washington (106-84).
Colocar 22 pontos em cima do Wizards, com Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler não é mole não; e foi o que aconteceu.
Os Três Tenores só não estiveram afinadíssimo porque Manu Ginobili, contundido, ficou com trajes civis vendo a partida do lado de fora. Em compensação, Tony Parker (fotro AP) cravou 17 pontos, oito assistências e seis rebotes, enquanto que Tim Duncan marcou 16 pontos, nove rebotes e sete assistências.
Uma dupla da pesada, que provocou muito barulho no AT&T Center.
Richard Jefferson aos poucos vai se entrosando com o time e com o sistema de jogo de Gregg Popovich. Marcou 15 pontos, mas o mais importante é que anulou Butler, que ficou limitado a míseros oito pontos, ele que tinha 17.7 pontos de média por partida.
Foi a quinta vitória do Spurs na temporada. Todas elas dentro de casa.
Isso preocupa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Bulls, Chicago, Denver, Joakim Noah, LeBron James, Nenê Hilário, Nuggets, Tim Duncan, Tony Parker
20/11/2009 - 13:28
Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.
Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.
Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.
“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.
A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.
Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.
O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.
Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.
No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.
Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.
AUSENTE
Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.
Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.
É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.
Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.
Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.
Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.
CALIBRE
Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?
Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.
Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).
Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.
Qual é o verdadeiro Derrick Rose?
GUERREIRO
Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.
Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.
Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.
Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.
Ou alguém duvida?
TABU
Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!
Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.
O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.
Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.
Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.
O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.
Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.
TRIVIA
O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.
E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.
Mesmo assim, o Phoenix perdeu.
Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?
ACOMODADO
Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.
Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.
Um desperdício; poderia estar em outro lugar.
Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?
Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Chicago, Derrick Rose, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, Manu Ginóbili, Pau Gasol, Phil Jackson, Phoenix, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker
19/11/2009 - 14:25

Dirk Nowitzki encara Tim Duncan (foto Reuters)
Há alguns dias eu disse que Dirk Nowitzki é homem e Brandon Jennings ainda é menino. Ontem, no American Airlines Center, em Dallas, o alemão provou uma vez mais o que todos sabem: ele é homem mesmo.
Com um jogo espetacular na prorrogação, o germânico anotou 11 de seus 41 pontos feitos no clássico contra o San Antonio e levou o Mavs à vitória: 99-94.
Se somarmos a pontuação do quarto período e da prorrogação, o total de pontos sobe para 23. É duro marcar Nowitzki: ele é grande, tem boa impulsão, grande envergadura, é hábil e seu arremesso é preciso.
Levou o motorrádio para casa. Foi o nome do jogo.
De todo o modo…, o Dallas decepcionou. Sim, pois o Spurs jogou sem Tony Parker e perdeu Manu Ginobili logo aos cinco minutos do primeiro quarto, lesionado.
Era jogo para ser resolvido no tempo normal e vencido por boa margem de pontos.
O Dallas somou uma vitória a mais na classificação, mas quem saiu vitorioso de quadra foi o Spurs, que mostrou claramente que tem um elenco e não um time de três jogadores.
Mas é preciso dar padrão e entrosamento a ele, o que ainda não vimos nesta temporada.
CANSAÇO
Podia ter sido a noite de LeBron James; mas não foi. Antawn Jamison roubou a cena em seu debu nesta temporada.
O Cleveland tinha aberto 17 pontos de vantagem diante do Washington. Quem desistiu do jogo, surpreendeu-se com o placar final: Wizzards 108-91 Cavs.
O que se passou com o time de Ohio? O de sempre: só LeBron jogou. Como ele não é de ferro e como o adversário contava com Gilbert Arenas e Caron Butler — além de Jamison —, chegou um momento em que King James cansou e entregou os pontos.
Prova maior do que falo foi seu desempenho no último quarto: acertou apenas três de seus míseros sete arremessos. A língua pra fora era visível: o Washington venceu esse quarto por 33-19.
Mesmo assim, LBJ terminou a partida com 34 pontos e nove assistências. Cometeu uma quantidade grande de erros, seis, desculpáveis pelo que foi dito acima.
Seus companheiros? Negaram fogo: nenhum deles fez mais que dez pontos e nenhum deles teve duplo dígito em qualquer outro fundamento.
Anderson Varejão ficou de fora mais uma vez por dores no quadril. Shaquille O´Neal também não jogou por dores no ombro. Fizeram falta, claro, mas o que faltou ao time foi um companheiro para apoiar LeBron.
Esse jogo deve ter sido anotado no diário de LBJ. Ao final da temporada, se eles se avolumarem mais do que os prélios prazerosos e vencedores… adeus Cleveland!

LeBron James sobe diante de Mike Miller na partida entre Cleveland Cavaliers e Washington Wizards (foto Reuters)
NEM AÍ
Em contrapartida, Jamison anotou 31 pontos e apanhou dez rebotes. Recebeu merecidamente os olhares contemplativos dos torcedores e os holofotes da mídia.
“Foi isso que projetamos durante a preparação da equipe”, disse Arenas sobre o basquete mostrado pelo Washington, referindo-se a volta de Jamison.
De fato, completo, o time da capital dos EUA é muito forte. O problema é que a bruxa adora passear com sua vassoura em cima do Verizon Center. Se ela mudar de ares, o Washington será olhado de maneira diferente pelos oponentes.
Ah, sim: Arenas fez 18 pontos e oito assistências e Butler anotou 19 pontos e seis rebotes.
RODADA
O que aconteceu de importante nos outros jogos? Nada demais; tudo dentro da normalidade.
Ou alguém viu algo que eu não vi?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Cleveland Cavaliers, Dallas Mavericks, Dirk Nowitzki, Manu Ginóbili, San Antonio Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Washington Wizards
06/11/2009 - 11:52
A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.
Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?
Improvável, mas não impossível.
Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.
O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.
Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.
Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.
Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.
Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.
Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.
Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.
E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.
Apenas um jogador é suficiente.
Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?
FELICIDADE
Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.
Mas não é que o time venceu?
O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.
E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.
LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.
O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.
Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.
Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!
IRREGULAR
O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.
Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.
A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.
Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.
Até o jogo de ontem.
Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.
A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Bulls, Carlos Boozer, Chicago, Cleveland, Jazz, Joakim Noah, LeBron James, Luol Deng, San Antonio, Shaquille O'Neal, Tim Duncan, Utah
30/10/2009 - 13:00

Derrick Rose em ação (Reuters)
Foi uma noite de expectativas para os torcedores do Bulls. Na noite de estréia, como o time se comportaria diante de uma das forças da NBA na atualidade? Como se comportaria sua maior estrela, incomodada com uma dor no tornozelo direito que o deixou de fora praticamente de toda a “Pre-Season”?
Duas horas e meia depois de a bola ter subido pela primeira vez, e os 21.412 fãs espalhados pelas confortáveis poltronas do United Center, mais os milhões (milhões? creio que sim, só na China…) esparramados pelo resto do planeta respiraram aliviados; e esperançosos.
O Chicago promete esta temporada. Pelo menos de levarmos em consideração o que vimos ontem à noite.
Sim, pois dobrar o San Antonio do jeito que dobrou é para poucos. Limitou o time texano a cerca de 80 pontos (chegou a 85 por relaxo do tricolor de Illinois nos segundos finais) e se não encontrou antídoto para conter Tim Duncan (o que, convenhamos, poucos conseguem), limitou o jogo dos demais.
Tony Parker anotou míseros oito pontinhos (4-11 nas bolas de dois; nenhum arremesso de três), Richard Jefferson a nove (está devendo neste início de campeonato), Michael Finley a seis (está velho) e fez Roger Mason zerar — o que é muito raro de ocorrer.
Manu Ginobili foi o único, além de Timmy, a ter um duplo dígito nos pontos. Chegou a dez, mas também não foi aquele jogador encantador que a gente conhece: acertou apenas três de seus 11 tiros.
E mais: o Chicago foi melhor nos rebotes (52-44), nas assistências (20-15), nos tocos (9-5) e errou menos (9-13).
Por tudo isso, o resultado final de 92-85 para o Bulls foi absolutamente justo
MULEQUE!
O Daniel Sanchez escreveu “muleque” ao invés de moleque referindo-se a Derrick Rose — ou foi a Ty Lawson? Não importa; o que nosso parceiro de botequim fez foi, como se diz, permitir-se uma licença poética.
Mas gostei do muleque. Daqui para frente, se o Daniel permitir é claro, quando escrever muleque ao invés de moleque ao me referir principalmente a Derrick Rose, por favor, considerem também como uma licença poética.
É carinhoso, pois o termo é muitas vezes pejorativo.
D-ROSE
Derrick Rose jogou muita bola. O muleque anotou apenas 13 pontos, mas recheou sua atuação com sete assistências e igual número de rebotes.
Roubou uma bola e ainda deu um toco!
Em 33 minutos em quadra, mostrou por que foi eleito o melhor novato da temporada passada. Sabe jogar e fazer seus companheiros jogarem.
É hábil, seu “cross-over” faz-me lembrar os de Tim Hardaway (ele quase fez Tony Parker torcer o tornozelo no último quarto), suas investidas são no melhor estilo de Chris Paul e sua inteligência lembra-me a de Magic Johnson… tudo bem, exagerei, exagerei, eu sei. Deve ter sido fruto da empolgação de torcedor.
Mas que Derrick Rose joga muita bola, disso ninguém duvida. O muleque promete mais shows desses durante a temporada.
Hoje à noite ele visita Boston. E espera rodar o filme dos playoffs passados, principalmente na primeira partida no TD Banknorth Garden, quando destruiu o Celtics.
Um teste e tanto, pois o Boston é um dos melhores (se não o melhor) times da temporada.
A noitada está garantida. Pelo menos para nós, torcedores do Bulls — bem como os do Celtics, é claro.

Nenê, Greg Oden e Brandon Roy (Reuters)
MADURO
Carmelo Anthony destruiu o Blazers ontem à noite em Portland. Creio que foi nosso parceiro Pedro Mota quem reclamou da falta de reconhecimento ao jogo de Melo.
E ele tem razão; pouco se fala do ala do Denver.
Ontem à noite, como eu disse, ele destruiu o Blazers em Portland. Marcou 19 de seus 41 pontos no último quarto e levou o Nuggets à sua segunda vitória na temporada: 97-94.
Coloquei nas minhas previsões o Denver na final do Oeste contra o Lakers. Muitos apostam no San Antonio (ótima aposta também), mas eu acho esse time do Denver bem redondinho.
Nenê Hilário fez sete pontos (2-7, ruim), mas contribuiu com 11 rebotes (três no ataque, muito bom). Mas mais uma vez deixou a quadra com seis faltas.
Nenê precisa se controlar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Carmelo Anthony, Chicago, Derrick Rose, Manu Ginóbili, Nenê Hilário, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Ty Lawson
27/10/2009 - 09:20
Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.
Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.
Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.
Quais vão se destacar neste campeonato?
Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.
LESTE
1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.
2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste
3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.
4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith. O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.
5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.
6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.
7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.
8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta
Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando
Final
Boston 4-3 Cleveland
Campeão = Boston

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato
OESTE
1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).
2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.
3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.
4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.
5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.
6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.
7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.
8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah
Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio
Final
Lakers 4-2 Denver
Campeão = Lakers
CAMPEÃO
Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.
Conseguirá?
Creio que sim.
Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.
Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.
Pra cardíaco nenhum reclamar.
AUSÊNCIA
Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.
Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.
É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.
Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.
Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.
Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.
Espero estar errado.
NOITADA
A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.
Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.
Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?
Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.
Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.
CONCLUSÃO
Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.
O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.
E mais nada.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Blake Griffin, Carmelo Anthony, Clippers, Dwight Howard, kevin garnett, Kobe Bryant, LeBron James, NBA, Nenê Hilário, Pau Gasol, Rasheed Wallace, Shaquille O'Neal, Tim Duncan, Tony Parker, Vince Carter
22/10/2009 - 21:07
Leio que os institutos Ibope e DataFolha fizeram pesquisa em setembro passado sobre a venda dos pacotes de pay-per-view referentes ao Campeonato Brasileiro deste ano. A matéria informa que foram negociados 600 mil pacotes.
Isso significa um aumento de 300% em relação há três anos.
Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Internacional, nesta ordem, são os cinco times que mais venderam. Ou seja: 12.6% dos 600 mil pacotes foram negociados com a nação rubro-negra, 11.8% com a corintiana, 8.9% com a palmeirense e 8.0% com a são-paulina e mesmo número com os colorados.
Pois bem: a NBA informa hoje, quinta-feira (22), que seu NBA League Pass atingiu a marca de 45 milhões de pacotes vendidos para esta temporada.
Podemos, ao que tudo indica, ser mesmo o país do futuro — e torcemos para isso —, mas falta muito ainda para que o nosso povo tenha o mesmo poder de fogo do norte-americano.
ACORDO
A greve dos árbitros da NBA pode chegar ao fim amanhã. Pelo menos é o que diz o presidente da liga, o comissário David Stern.
Se isso ocorrer, os homens do apito vão entrar em uma academia, treinar 24 horas por dia para recuperar a forma e estar aptos para quando a bola subir pela primeira vez oficialmente nesta temporada, já na próxima terça-feira.
E tomara que isso aconteça, pois os árbitros substitutos já fizeram muita trapalhada nesses jogos amistosos.
LIVRO
Magic Johnson acaba de lançar um novo livro nos EUA. Nele, ele desce a lenha em Isiah Thomas, até então considerado seu melhor amigo dentro da NBA.
Voltando ao passado, Magic fez grandes gestões junto a Michael Jordan e Scottie Pippen para que o nome de Isiah fosse aprovado e ele fizesse parte do Dream Team de Barcelona. Como MJ e Pip disseram não, a USA Basketball acabou convocando John Stockton para os Jogos Olímpicos de Barcelona-92
Pois não é que Magic, como disse, atacou veementemente seu antigo afeto? Sabe por quê?
O ex-armador do Lakers (para mim o maior de todos os tempos) acusa Isiah de ter espalhado rumores sobre a sexualidade de Magic depois que este anunciou ser portador do vírus HIV.
O livro, na verdade escrito em conjunto com Larry Bird (ironicamente desafeto de Magic na época em que jogavam), será lançado nos EUA no mês que vem.
Num dos trechos, Magic diz: “Isiah questionava as pessoas sobre isso [sexualidade de Magic], e eu não acreditava no que ouvia. O único cara que eu achava que poderia estar a meu lado tinha dúvidas. Foi como se ele tivesse me chutado no estômago”.
Magic diz que seu ex-agente Lon Rosen foi quem o alertou para o falatório de Isiah, pois o ex-armador do Detroit teria dito a Rosen que estava ouvindo rumores de que Magic era gay.
No que Rosen respondeu, com veemência: “Isiah, você conhece o Earvin melhor do que ninguém!”. Resposta de Isiah: “É, mas eu não sei o que ele faz em Los Angeles”.
Com um amigo desses, quem precisa de inimigos?
O livro foi batizado “When the Game Was Ours”. Em bom português, “Quando o Jogo era Nosso”.
Vamos ver se alguma boa alma o traduz para o português para que todos tenham acesso ao livro.
ROOKIE
Marcelino, um dos parceiros mais frequentes deste nosso botequim, perguntou-me sobre qual novato estaria se destacando nesta temporada de amistosos. Respondi: DeJuan Blair.
O ala/pivô de Pittsburgh, 37ª. escolha desta temporada, foi recrutado pelo San Antonio. Tem apenas 2m01 de altura, mas um atleticismo que compensa a baixa estatura.
Em apenas seis jogos com a camisa 45 do Spurs, tem médias de 14.7 pontos e 8.2 rebotes. Tem se encaixado muito bem no garrafão do time texano e formado boa dupla com Tim Duncan.
Acabou de completar 20 anos. Tem, no entanto, um histórico de contusões, que pode atrapalhar um pouco a sua carreira no profissionalismo; tomara que não.
Ah, sim, por que eu destaco DeJuan? Porque ele está ocupando uma vaga que deveria ser ocupada por Tiago Splitter.
O catarinense, de olho apenas no dinheiro, ao que tudo indica, preferiu ficar dois anos a mais na Europa ao invés de ir para a NBA, onde iria ganhar menos num primeiro momento, mas muito mais no momento seguinte.
Splitter corre o risco de, ano que vem, ao aportar no alvinegro texano, ver sua cadeira ocupada por um jogador por quem ninguém dava nada.
AUSÊNCIA
Leio neste iG que a ala/pivô Chuca, que joga no Ourinhos, vai ficar quatro meses longe das quadras. Motivo: tratar de uma tuberculose ganglionar.
Confesso minha ignorância no assunto: nunca tinha ouvido falar na doença.
O lado bom da história é que o mal tem cura.
Chuca está com 30 anos, mas sempre primou por ótimo condicionamento físico. Já esteve na seleção brasileira.
Que faça o tratamento adequado para ano que vem voltar com todas as forças.
Boa sorte, menina!
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro
Tags: David Stern, DeJuan Blair, Isiah Thomas, John Stockton Chuca, magic johnson, Michael Jordan, NBA, NBA League Pass, Ourinhos, Scottie Pippen, Tiago Splitter, Tim Duncan
03/10/2009 - 16:23
Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.
“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.
Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.
Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.
“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.
Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.
Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.
Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.
BRASUCA
Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.
Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.
Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.
Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.
Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.
Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.
Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.
SARGENTÃO
Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.
“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.
Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.
“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.
“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.
“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.
Sasha acatou a ordem do chefe.
EXEMPLOS
Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.
E são mesmo.
Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).
Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.
Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.
Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.
Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?
Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.
Procurou o professor certo.
ALEGRIA
Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.
Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.
Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.
Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.
Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.
E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.
Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.
Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.
INÍCIO
A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.
Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.
Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.
Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.
Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.
O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.
Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).
Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…
John Salmons também anotou 15 pontos.
Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.
Que não seja fogo de palha!
PROSSEGUIMENTO
Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.
Pena que a gente não pode ver os jogos.
NOVIDADE
A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.
É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.
E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.
RECADO
Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.
Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira
Tags: Bulls, Chicago, Dallas, Derek Fisher, Derrick Byars, Gregg Popovich, John Salmons, Kobe Bryant, Lakers, Luol Deng, Mark Cuban, Phil Jackson, Ron Artest, San Antonio, Sasha Vujacic, Spurs, Taj Gibson, Tiago Splitter, Tim Duncan
25/09/2009 - 17:08

Ginóbili x Kobe, um dos duelos mais interessantes desse hipotético confronto
Infelizmente, dada a fragilidade da Copa América, os frequentadores deste botequim não se sensibilizam mesmo com a nossa seleção feminina. E não vai aqui nenhuma crítica a vocês, meus grandes parceiros; eu até entendo a situação.
Os jogos, realmente, têm sido de amargar. Hoje à noite o adversário será o Canadá; jogo um pouco melhor.
Mas, isso posto, vamos mudar de assunto, pois sei que ninguém quer falar sobre o Brasil de saias.
Tenho lido e relido as manifestações de vocês sobre a comparação entre EUA e Espanha, um papo pra mais de metro e que rendeu bastante. Quem é melhor? – eu propus.
A maioria optou pelos norte-americanos. Pouquíssimos cravaram nos ibéricos.
O argumento principal de quem optou pelos EUA foi a qualidade dos atletas da terra do Tio Sam; quem escolheu a Espanha, falou do conjunto.
Realmente, não dá para comparar os jogadores. Os craques de ébano, individualmente, são mesmo muito melhores do que os talentosos atletas de marfim.
Vejamos: no quinteto dos EUA, hoje a gente teria Chris Paul, Kobe Bryant, LeBron James, Tim Duncan e Dwight Howard. Esta seria a minha seleção – não sei se vocês concordam.
Do outro lado do Atlântico os cinco espanhóis seriam José Calderón, Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Jorge Garbajosa e Pau Gasol.
Num confronto, um contra um, posição por posição, acho que daria pra brigar apenas Gasol contra Howard. Os demais, nem pensar.
Os EUA são melhores.
Mas permitam-me uma digressão, daqui a pouco a gente volta ao tema…
Acho que o adversário foi uma seleção do planeta. O ano, este sim, eu me recordo: 1969.
Era o jogo de despedida do maior goleiro que esse país já produziu: Gylmar dos Santos Neves. Gylmar era goleiro do Corinthians quando o Brasil conquistou o primeiro título mundial, na Suécia; quatro anos depois, defendia a meta do Santos quando fomos bi no Chile.
Ainda no Santos, foi bicampeão da Libertadores e bi mundial naquele time que tinha Pelé e que foi o maior esquadrão que o mundo viu em ação.
Bem, dizia eu que era o jogo de despedida do maior goleiro brasileiro de todos os tempos. Brasil x Seleção da Terra! Eu tinha apenas 12 anos.
Quarta-feira à noite, eu, menino, estava enrolado em um cobertor na fria Bauru daquele sexto mês do ano. Queria ver Gylmar se despedir.
E a seleção adversária tinha os melhores jogadores do planeta! Que jogo…
O “script” foi perfeito: o Brasil ganhou por 2-1 e Gylmar deixou a meta brasileira carregado nos ombros dos companheiros e da torcida que lotou o Maracanã, naquela época o maior estádio de futebol do mundo.
Jogos desse tipo são muito interessantes. A melhor seleção contra a seleção dos melhores.
Desviei o rumo para imaginar como seria se a gente pudesse colocar frente-a-frente esse timaço norte-americano que eu escalei acima e uma seleção do resto do planeta.
Qual seria o meu time da Terra? Vamos a ele: Steve Nash, Manu Ginobili, Dirk Nowitzki, Pau Gasol e Yao Ming – vocês concordam?
Pergunto: esse time, bem treinado e entrosado, teria condições de bater os EUA numa série melhor de sete?
Regras? Duas séries, é claro. A primeira, com as regras da Fiba (e a seleção da Terra jogaria quatro partidas em solo europeu); a segunda, com a regulamentação da NBA (com vantagem de quadra para os EUA).
Quem venceria?
Nash seria páreo para CP3?
E Manu, conseguiria tomar de Kobe um pouco de seu jogo?
Nowitzki, com seus 2m14, poderia dificultar os passos de King James?
Gasol x Timmy, que venceria?
E, finalmente, no pivô, DH se incomodaria com os 2m21 de Yao?
Fico a imaginar esses jogos, ou melhor, essas duas séries, e às vezes acho que os EUA venceriam com muita facilidade. Em outros momentos, acho que seria no pau e não daria para prever o vencedor. E também já cheguei a achar que a seleção do resto do planeta venceria – especialmente no duelo com as regras da Fiba.
Quem venceria, quem venceria?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Chris Paul, Dirk Nowitzki, Dwight Howard, Kobe Bryant, LeBron James, Manu Ginóbili, Pau Gasol, Steve Nash, Tim Duncan, Yao Ming
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