RAJON RONDO LEVA O BOSTON À FINAL DO LESTE
O Boston está na final do Leste. Está na final por causa de Rajon Rondo. O armador alviverde foi o “key factor” do C’s “downt the strecht”, quando o time ficou sem seu “clutch player”, o cara que nos momentos decisivos pega a batuta e rege o time de Massachusetts.
Quando Paul Pierce deixou o jogo por conta de uma falta de ataque em cima de Thaddeus Young, a sexta no jogo, a 4:16 minutos do final e com o placar em 71-68 para os mandantes, confesso que vi a viola em cacos. O jogo estava parelho, no pau, e o Celtics acabava de perder seu jogador mais importante, aquele que gosta de jogar nos momentos em que a cortina está para ser cerrada.
Mas aí apareceu quem? Não foi Kevin Garnett e nem Ray Allen. Foi Rajon Rondo. O armador do Boston estava zerado no quarto até então. Fez nada menos do que 11 pontos na reta final e levou o C’s à sua terceira final de conferência nos últimos cinco anos ao comandar o time na vitória por 85-75. Rajon jogou demais. Anotou seu nono “triple-double” em playoffs ao cravar 18 pontos, 10 rebotes e 10 assistências.
Claro que os 18 pontos e os 13 rebotes de KG foram importantes, da mesma forma que as duas bolas de três que Ray-Ray acertou neste quarto período (tinha errado, até então, todas as cinco bolas triplas arremessadas). E não se pode esquecer dos 15 pontos e nove rebotes de Pierce e os 15 tentos de Brandon Bass.
Mas o cara foi Rajon Rondo.
Rajon não tem carisma — nem liga pra isso. Sua cabeça parece estar em outro planeta. Parece que ele vive no mundo da lua. Não sabe e nem quer se aproveitar dos holofotes que o mundo da NBA proporciona para as estrelas. Ele não quer ser uma delas. Parece que Rajon quer fazer o que mais gosta de fazer e ir pra casa ou sei lá pra onde for; whatever. O que eu sei é que ele não faz pose como KG e Paul Pierce. E nem tem uma mãe sendo uma coadjuvante do lado de fora das quadras chamando a atenção das câmeras de televisão. Rajon não é esse cara. Rajon é assim: “low profile”. Isso basta pra ele, se é que ele está considerando isso. A realização se dá por si mesmo. Ele não precisa do aval de ninguém. Ele parece ser um cara muito bem resolvido. Gostam de mim?, ok; tanto melhor. Não gostam?, pouco me importo.
É esse cara que tem sido o sustentáculo do C’s nos momentos importantes.
O Boston está perdendo neste momento Ray Allen. Seus tornozelos ardem, doem, incomodam. Ele, velhote que é, em muitos momentos perde a batalha para a dor. Mas não tem importância; não tem importância porque o C’s tem Rajon.
Rajon era um cara de miolo. Mas hoje ele reluz como porcelana chinesa. Não entendeu? Hoje ele tem o brilho dos grandes jogadores. Hoje ele brilha quando os holofotes reluzem em intensidade. Não que ele ligue pra isso, como disse. Ele brilha neste momento porque o time agora precisa dele. Até então o “Big Three” reluzia e ele curtia à sua maneira. Curtia na forma de vitórias e não de mídia.
Rajon é assim: diferente das grandes estrelas, embora ele seja uma delas. É um cara recluso. E essa reclusão faz bem à saúde dele.
Que assim seja.
FRANCHISE PLAYER
O Philadelphia fez uma série e tanto diante do Boston. Vendeu caro a vitória. Levou a semifinal até seu sétimo cotejo.
O que faltou ao Sixers?
Faltou ao Phillies ao que faltou ao Indiana: um “franchise player”. Assim como Danny Granger não é esse cara para o Pacers, Andre Iguodala também não o é para o Phillies.
O time está pronto, à espera de um cara pra fazer a diferença. Mas esse cara dificilmente virá. Não virá porque um Dwight Howard da vida, que poderia fazer a diferença, jamais jogará no Philadelphia e nem no Indiana. E não virá porque esses dois times são times de semifinais de playoffs e, por conta disso, jamais conseguirão pegar um moleque bom de bola no draft porque são times de playoffs.
Não há o que fazer.
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