Thaddeus Young | Fábio Sormani

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domingo, 27 de maio de 2012 NBA | 00:39

RAJON RONDO LEVA O BOSTON À FINAL DO LESTE

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O Boston está na final do Leste. Está na final por causa de Rajon Rondo. O armador alviverde foi o “key factor” do C’s “downt the strecht”, quando o time ficou sem seu “clutch player”, o cara que nos momentos decisivos pega a batuta e rege o time de Massachusetts.

Quando Paul Pierce deixou o jogo por conta de uma falta de ataque em cima de Thaddeus Young, a sexta no jogo, a 4:16 minutos do final e com o placar em 71-68 para os mandantes, confesso que vi a viola em cacos. O jogo estava parelho, no pau, e o Celtics acabava de perder seu jogador mais importante, aquele que gosta de jogar nos momentos em que a cortina está para ser cerrada.

Mas aí apareceu quem? Não foi Kevin Garnett e nem Ray Allen. Foi Rajon Rondo. O armador do Boston estava zerado no quarto até então. Fez nada menos do que 11 pontos na reta final e levou o C’s à sua terceira final de conferência nos últimos cinco anos ao comandar o time na vitória por 85-75. Rajon jogou demais. Anotou seu nono “triple-double” em playoffs ao cravar 18 pontos, 10 rebotes e 10 assistências.

Claro que os 18 pontos e os 13 rebotes de KG foram importantes, da mesma forma que as duas bolas de três que Ray-Ray acertou neste quarto período (tinha errado, até então, todas as cinco bolas triplas arremessadas). E não se pode esquecer dos 15 pontos e nove rebotes de Pierce e os 15 tentos de Brandon Bass.

Mas o cara foi Rajon Rondo.

Rajon não tem carisma — nem liga pra isso. Sua cabeça parece estar em outro planeta. Parece que ele vive no mundo da lua. Não sabe e nem quer se aproveitar dos holofotes que o mundo da NBA proporciona para as estrelas. Ele não quer ser uma delas. Parece que Rajon quer fazer o que mais gosta de fazer e ir pra casa ou sei lá pra onde for; whatever. O que eu sei é que ele não faz pose como KG e Paul Pierce. E nem tem uma mãe sendo uma coadjuvante do lado de fora das quadras chamando a atenção das câmeras de televisão. Rajon não é esse cara. Rajon é assim: “low profile”. Isso basta pra ele, se é que ele está considerando isso. A realização se dá por si mesmo. Ele não precisa do aval de ninguém. Ele parece ser um cara muito bem resolvido. Gostam de mim?, ok; tanto melhor. Não gostam?, pouco me importo.

É esse cara que tem sido o sustentáculo do C’s nos momentos importantes.

O Boston está perdendo neste momento Ray Allen. Seus tornozelos ardem, doem, incomodam. Ele, velhote que é, em muitos momentos perde a batalha para a dor. Mas não tem importância; não tem importância porque o C’s tem Rajon.

Rajon era um cara de miolo. Mas hoje ele reluz como porcelana chinesa. Não entendeu? Hoje ele tem o brilho dos grandes jogadores. Hoje ele brilha quando os holofotes reluzem em intensidade. Não que ele ligue pra isso, como disse. Ele brilha neste momento porque o time agora precisa dele. Até então o “Big Three” reluzia e ele curtia à sua maneira. Curtia na forma de vitórias e não de mídia.

Rajon é assim: diferente das grandes estrelas, embora ele seja uma delas. É um cara recluso. E essa reclusão faz bem à saúde dele.

Que assim seja.

FRANCHISE PLAYER

O Philadelphia fez uma série e tanto diante do Boston. Vendeu caro a vitória. Levou a semifinal até seu sétimo cotejo.

O que faltou ao Sixers?

Faltou ao Phillies ao que faltou ao Indiana: um “franchise player”. Assim como Danny Granger não é esse cara para o Pacers, Andre Iguodala também não o é para o Phillies.

O time está pronto, à espera de um cara pra fazer a diferença. Mas esse cara dificilmente virá. Não virá porque um Dwight Howard da vida, que poderia fazer a diferença, jamais jogará no Philadelphia e nem no Indiana. E não virá porque esses dois times são times de semifinais de playoffs e, por conta disso, jamais conseguirão pegar um moleque bom de bola no draft porque são times de playoffs.

Não há o que fazer.

Notas relacionadas:

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Sem categoria | 17:19

A CARTA DE DAN GILBERT, O FUTURO DE NENÊ E TROCAS QUE JÁ FORAM CONCRETIZADAS

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Assim que o negócio envolvendo Los Angeles Lakers, New Orleans Hornets, Houston Rockets, Chris Paul, Pau Gasol, Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic foi concretizado, os donos das pequens franquias ficaram indignados.

A indignação foi tamanha que Dan Gilbert (foto), dono do Cleveland Cavaliers, escreveu e mandou uma carta para o comissário David Stern. A missiva foi reproduzida inicialmente pelo site Yahoo! Sports. Agora, viaja pela internet. O teor eu reproduzo abaixo:

Comissário

Seria uma farsa permitir que o Lakers venha adquirir Chris Paul numa troca que aparentemente foi discutida…

Não me lembro de ter visto uma troca onde uma equipe consegue o melhor jogador e economiza mais de US$ 40 milhões no processo. E não parece que eles iriam desistir de qualquer “draft”, o que poderia permitir que mais tarde façam uma troca por Dwight Howard. Quando o Lakers pegou Pau Gasol (na época considerado uma troca extremamente desigual) eles receberam dezenas de milhões de dólares em salário adicional e em “Luxury Tax” e tiveram que desistir de algumas promessas (uma delas em Marc Gasol, que pode se tornar um jogador de salário máximo).

Eu só não vejo como podemos permitir que esse negócio aconteça.

Eu sei que a grande maioria dos proprietários se sente da mesma forma que eu.

Quando é que vamos mudar o nome de 25 das 30 equipes para Washington Generals?

Por favor, avise.

Dan G.

QUESTIONAMENTO

Confesso que estou estudando a carta e não consigo ver onde o Lakers economizaria US$ 40 milhões por temporada nessa troca. Afinal, ele não estaria contratando Chris Paul pela mesma quantia?

Se o Lakers estivesse abrindo mão de um jogador com contrato longo e pegando um que na próxima temporada desse ao time a decisão de prosseguir o acordo ou não; ou então, que o contrato expirasse ao final desta temporada, aí sim haveria a economia deste montante.

Não é o caso, pois o time californiano assinaria um longo contrato com CP3 e estaria pagando a ele os mesmos (ou até mais) US$ 19 milhões anuais que ele gasta com Gasol e outros US$ 19 milhões em multa por conta do “Luxury Tax”.

Então, não consegui detectar. Confesso, todavia, que dormi apenas três horas esta noite e pareço um zumbi neste momento.

Mas se eu estiver comendo mosca, alguém, por favor, clareie minha mente.

APELO

Lakers e Houston vão apelar à NBA para que o acordo não seja desfeito. A apelação será apresentada ainda nesta sexta-feira.

David Stern, entretanto, não dá sinais de que vai ceder.

Há pouco a liga soltou uma declaração assinada por Stern. Ela diz o seguinte:

“Todas as decisões são tomadas com base no que é melhor para o Hornets. No caso da proposta de troca que foi feita por Chris Paul, decidimos, livre da influência de outros proprietários da NBA, que a equipe será melhor servida com Chris em um uniforme do Hornets do que pelo resultado mostrado nos termos daquela troca”.

Será? Claro que não: a troca foi muito boa para o New Orleans. Houve pressão, claro que houve.

PSICOLÓGICO

Alguns parceiros deste botequim, acho que todos torcedores do Lakers, argumentam que Pau Gasol e Lamar Odom não terão cabeça para jogar em Los Angeles. Bobagem, digo eu, sem ofensa, é claro.

Pior do que isso é o jogador deixar o deserto do Arizona e desembarcar na gélida Toronto sem ser consultado. Tem que ir e ponto final.

Foi o que aconteceu com Leandrinho Barbosa.

Esse tipo de situação sempre existiu, existe e existirá na NBA. Com pouquíssimas exceções, jogador não tem direito a opinar.

MUDANÇA DE RUMO

Com o veto de ontem, Dwight Howard (foto) pode assinar com o New Jersey Nets. O jogador se reuniu com Mikhail Prokhorov, dono do Nets, e Billy King, gerente geral da franquia, ontem à noite em Miami.

Se bem que esse encontro aconteceu antes do “affair” Lakers/CP3/NBA. E mais: segundo as regras da NBA, ele foi ilegal, pois o Orlando não sabia do encontro e, por isso mesmo, não deu permissão.

De todo o modo, com o ocorrido, D12 deve estar pensando: é melhor eu desistir da ideia de ir para Los Angeles jogar no Lakers.

Se Howard acertar com o Nets, formará dupla da pesada com Deron Williams.

NENÊ

D12 conversou com os dirigentes do New Jersey ontem à noite, mas Adrian Wojnarowski, o cara mais bem informado sobre NBA na atualidade, acabou de postar em seu Twitter que o Nets deve oferecer um contrato milionário para Nenê nesta sexta-feira.

É aguardar pra ver. Mas em se tratando de Wojnarowski, a chance de ser um “chute” não existe.

RAPIDINHAS

Os times poderão usar a cláusula de anistia para dispensar apenas um jogador de seu elenco a partir de hoje. Data de encerramento: 16 de dezembro. As trocas poderão ser feitas até 15 de março… O ala-armador Brandon Roy vai anunciar sua aposentadoria, segundo o site da ESPN dos EUA. Motivo: seus joelhos não suportam mais a carga de treinos e nem suportará a de jogos. Uma pena… A ida de Tyson Chandler para o New York confirmou-se nesta sexta-feira oficialmente. O pivô campeão da NBA assinou um contrato de quatro anos e ganhará cerca de US$ 60 milhões… O Miami renovou com Mario Chalmers e James Jones. Os valores não foram disponibilizados… O Philadelphia 76ers está próximo de renovar o contrato de Thaddeus Young… Troca que não deverá ser vetada pela NBA: Glen Davis deixa o Boston e vai para o Orlando, que mandará ao Celtics Brandon Bass… Gilbert Arenas acaba de ser dispensado pelo Orlando, que usou a cláusula de anistia. Chauncey Billups deverá ser o próximo.

Notas relacionadas:

  1. AH SE FOSSE O NENÊ…
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 NBA | 18:39

DERON WILLIAMS DIZ QUE CHANCE DE FICAR NO NEW JERSEY É DE 90%

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A principal notícia desta segunda-feira vem de New Jersey: Deron Williams afirmou que a chance de ele renovar com o Nets é de 90%. Bem, se isso realmente acontecer, jogar no New Jersey passa a ser muito interessante.

D-Will, vocês sabem a minha opinião, é um dos melhores armadores da NBA. Do nível de Chris Paul. Ele consegue fazer o time jogar e jogar também. Ao contrário deste velho Jason Kidd, por exemplo, que quando faz o time jogar, ele mesmo não consegue jogar — e o oposto neste caso é verdadeiro.

Rumores dão conta de que o Nets estão de olho em Nenê Hilário. Se D-Will (foto) assinar um longo contrato, vale a pena o brasileiro fazer o mesmo.

Quatro anos, ganhando uma bolada. E num time que pode ser muito competitivo, pois teria D-Will, Anthony Morrow, Travis Outlaw, Nenê e Brook Lopez. No banco ainda tem o Jordan Farmar.

O “cap” do Nets, hoje, está em US$ 39,8 milhões. A franquia ainda pode utilizar a cláusula da anistia para dispensar Johan Petro, que ganha US$ 3,2 milhões. A folha de pagamento cairia para US$ 36,6 milhões.

Como o teto para esta temporada foi estipulado em US$ 58 milhões e os times ainda contam com uma bonificação de US$ 13 milhões sem ter de entrar no “Luxury Tax”, o New Jersey poderia oferecer o máximo para Nenê. Algo em torno de US$ 16 milhões por temporada, num contrato total de US$ 64 milhões por quatro anos.

E sobraria grana para o time continuar investindo. Poderia oferecer contratos para Caron Butler, Jamal Crawford e Jason Richardson, por exemplo. Ou se preferir um mais jovem, Thaddeus Young.

Como disse, a principal notícia desta segunda-feira.

TEXAS

Nenê, todavia, na tarde desta segunda-feira (enquanto escrevo este texto) está reunido com executivos do Houston Rockets. O encontro é em Denver, segundo informações do jornal “Houston Chronicle”.

Participam da reunião o técnico Kevin McHale e o gerente geral da franquia, Daryl Morey. Os texanos procuram um “big guy” para substituir Yao Ming, que, infelizmente, aposentou-se por conta de sérias lesões nos pés.

Vamos ficar no aguardo de informações. Se algo importante surgir, eu conto pra vocês.

CALIFÓRNIA

Agora, Lakers. Os amarelinhos de Los Angeles não param. Três jogadores estão na alça de mira da franquia: Dwight Howard, Chris Paul e Andre Iguodala.

Pelos três, o Lakers estaria oferecendo Andrew Bynum (CP3), Pau Gasol (DH) e Lamar Odom (Iguodala). Claro que mais uma coisinha aqui, outra ali, pra fechar a conta.

Seria realmente espetacular se isso acontecer. Mas o New Orleans disse que quer não apenas qualidade, mas também quantidade. Portanto, apenas Bynum é muito pouco. E pegar draft do Lakers é pegar coisa nenhuma, pois o time estará sempre entre os melhores e seu recrutamento é sempre alto.

O Orlando talvez aceite Gasol pelo Super-Homem, pois ele corre o risco de ficar com as mãos abanando.

Quanto a Lamar por Iguodala, o Sixers estaria trocando um jogador de 27 anos por um de 32. Estaria trocando um jogador que não cria problemas por um veterano que não sabe se foca sua atenção nas quadras ou no “reality show” que faz com a mulher.

ARIZONA

De Phoenix vem a notícia de que o Suns vão dispensar Vince Carter. O contrato de “Vinsanity” possibilita à franquia exercer ou não seu último ano.

Dispensando Carter (foto), o Phoenix economizaria exatos US$ 18 milhões.

E se exercer a cláusula da anistia, pode dispensar Josh Childress e economizar outros US$ 6 milhões.

Isso daria um total de US$ 24 milhões. Caramba, dinheiro pra ninguém botar defeito. Dinheiro pra contratar Dwight Howard e Chris Paul.

Até porque Steve Nash está no bico do corvo. E, dizem, poderia até mesmo assinar com o Miami à procura de um anel, o que ele não conseguiu em sua brilhante carreira.

TIC-TAC

Enfim, é esperar. É olhar para o relógio e aguardar o passar das horas pra ver se algo surge.

Lembrando sempre que na manhã desta segunda-feira os times foram autorizados pela NBA a conversar com jogadores. Mas propostas, mesmo, apenas a partir do dia 9.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de março de 2011 NBA | 11:37

LAKERS E MIAMI VENCEM SEM JOGAR

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Lakers e Miami ganharam sem jogar. A rodada de ontem da NBA não poderia ter sido melhor para os dois. Afinal de contas, o Chicago perdeu e o San Antonio também.

Comecemos pela surpreendente derrota do Bulls para o Philadelphia, em casa. Com ela, o Chicago soma agora 20 derrotas. Iguala-se ao Lakers e tem duas a menos que o Miami.

No critério de desempate, depois do confronto direito, o quesito seguinte é o desempenho dentro da divisão.

Assim, em relação ao Lakers, o Chicago ainda continua na frente. Embora haja um empate em 1 a 1 no confronto direto, o Bulls tem 13-1 dentro da Divisão Central, a qual ele pertence, e o Lakers tem 11-3 em sua Divisão do Pacífico. Se o Lakers quiser roubar esta posição do Chicago, tem que torcer para mais uma derrota de seu rival.

O Chicago também leva vantagem em relação ao Miami em caso de igualdade em campanhas. Neste caso, no confronto direto: 3 a 0. Se o Heat quiser também roubar a posição do Bulls, tem que torcer para ele perder mais três e não mais duas.

Quanto ao San Antonio, a briga está ficando interessante. Num primeiro momento, parecia impossível o Spurs perder a primeira posição no Oeste e no geral também. Mas as contusões estão derrotando o time texano.

Ontem, na derrota para o Portland, em seu AT&T Center, o San Antonio não pôde contar com seus Três Tenores: Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker estavam lesionados e ficaram em trajes civis, do lado de fora, vendo a partida.

Com novo revés (o quarto seguido), o Spurs tem agora a seguinte campanha: 57-17. São, portanto, três derrotas a menos. Neste caso, são mesmo, pois o Lakers vence o confronto direto em 2 a 1. Há um jogo ainda entre os dois, dia 12 de abril, em Los Angeles.

Se o Spurs vencer, fecha o confronto em 3 a 1. Se perder, o Lakers iguala. E o Lakers conta com esta vitória para diminuir para duas as derrotas para o San Antonio.

E o alvinegro do Texas tem jogos complicados pela frente: Boston (casa), Houston (fora) e Phoenix (fora e em casa). Isso sem falar no Atlanta (fora).

Ou seja: o Lakers ainda pode terminar em primeiro lugar no Oeste. E se o San Antonio perder esses jogos e o Chicago tombar uma vez mais, o Lakers ainda pode acabar em primeiro na classificação geral.

Quanto ao Miami, é mais complicado — mas não é impossível. Já encostou no Boston na segunda posição no Leste. Perde no confronto direto, mas tem uma partida em casa contra o time de Massachusetts e se vencer deixa-o para trás.

Como eu disse, Lakers e Miami ganharam ontem. Mesmo sem ter entrado em quadra.

RODADA

A derrota mais surpreendente de ontem, como disse, foi do Chicago em casa para o Philadelphia: 97 a 85. Basta olhar a campanha de um e de outro. Basta lembrar, também, que o Bulls estava invicto havia 14 partidas em seu United Center.

Mas o interessante é que o Philadelphia, com o triunfo de ontem, abriu 2 a 1 na série contra o Chicago. Ou seja: não é apenas o Boston que encontra dificuldades diante do Sixers, o Bulls também.

O Sixers dominou o jogo inteiro. Chegou a abrir 23 pontos de vantagem.

O Chicago jogou muito mal. Sabem por quê? Porque seu principal jogador, Derrick Rose, fez uma daquelas atuações para se esquecer. O armador do Bulls cometeu nada menos do que dez erros! No final, não foi decisivo como nas partidas contra o Memphis e o Milwaukee.

Além disso, Thaddeus Young (Foto Getty Images), que tinha uma média de 12 pontos por jogo, veio do banco e anotou 21. Luol Deng não sentiu nem o cheiro e nem viu a cor do jogador do Sixers, a grande figura da partida.

Em San Antonio, o Spurs voltou a perder. Mas flertou com a vitória. Foi batido apenas no final: 100 a 92. Prova inconteste, pra mim, que esse time do Portland é mediano, nada além disso.

Os texanos, já disse, jogaram sem seus Três Tenores. Era jogo para o Blazers vencer com tranquilidade; sofreu.

Tiago Splitter novamente foi titular. E jogou muito bem: 14 pontos e nove rebotes, três deles no ataque. Tudo isso em 28 minutos. Se tivesse jogado mais, poderia ter alcançado um “double-double”.

Andre Miller foi o destaque do Blazers com seus 26 pontos. Mas os 13 rebotes de Nicolas Batum foram igualmente respeitáveis.

Mas não foram apenas Chicago e San Antonio, entre os ponteiros, que tombaram. O Boston voltou a perder. Foi a terceira derrota nos últimos quatro jogos.

Ao contrário do Chicago (aparentemente um acidente de percurso) e San Antonio (está desfalcadíssimo), o Celtics não tem do que reclamar. Está completo.

O Indiana ganhou o jogo no garrafão. Seu pivô, Roy Hibbert, anotou 26 pontos. Não havia ninguém para controlá-lo.

Mais uma prova inconteste de que o gerente Danny Ainge agiu mal ao abrir mão de Kendrick Perkins para pegar o “soft” Nenad Kristic e apostar nos veteranos e pouco saudáveis Shaquille O’Neal e Jermaine O’Neal.

Notas relacionadas:

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  2. O QUE MUDOU NO MIAMI?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 1 de janeiro de 2011 NBA | 12:43

LAKERS, UM TIME SEM CARA DE CAMPEÃO

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CURITIBA – Ontem disse aqui neste botequim que o campeão tinha dado as caras em New Orleans diante do Hornets, na última quarta-feira. Mas nem mesmo dois dias se passaram e o que a gente viu foi um Lakers novamente jogando um basquete pequeno, apoiado em apenas um jogador, onde a maioria ficou devendo.

Venceu o frágil Philadelphia em seu Staples Center por apenas 102 a 98, mas quase perdeu a partida. Com sete segundos para o final, e com o Lakers na frente em 100 a 98, Jrue Holiday errou uma bola tripla da ponta direita do ataque. Thaddeus Young pegou o rebote e, apavorado e precipitado, tentou outra de três, a cinco segundos do fim, quando poderia ter trabalhado melhor a bola. Deu aro. Na sequência, Kobe Bryant fez o seu 32º. e 33º. pontos, cobrando lances livres, fechando a partida nos 102 a 98 mencionados anteriormente.

Bem, assim foi o final de um jogo que deveria ter sido maneiro, sossegado para o Lakers. Afinal de contas, os amarelinhos são os atuais campeões da NBA, contam com o melhor jogador de basquete do planeta, têm a maior folha de pagamento entre todos os 30 times da liga (US$ 91,56 milhões) – o que sugere ter o melhor elenco –, jogavam em casa e enfrentavam um time débil, como disse, apenas o nono colocado da Conferência Leste (13-20, 39,4%) e que atuou desfalcado de seu melhor jogador, Andre Iguodala.

O Lakers encerrou o ano com duas vitórias. Mas dos últimos cinco jogos perdeu três. Desses cinco jogos, jogou bem apenas diante do New Orleans.

O Lakers, hoje, não tem pinta de time campeão. Pode até ganhar o campeonato (o que eu começo a duvidar), mas não tem pinta de campeão. Time que tem pinta de campeão joga bem de cabo a rabo.

A última vez que um time venceu o campeonato depois de ter capengado na fase de classificação foi o Houston no torneio de 1994/95. E lá se vão 16 anos. De lá pra cá, ganhou o campeonato quem foi consistente durante a competição.

O Lakers não mostra consistência. Mostra-se um time cheio de defeitos, que se apoia em um jogador e que parece ter sido mal montado para a competição.

Claro que não chegamos ainda na metade da temporada. Muita coisa ainda vai acontecer. Andrew Bynum (foto AP) está voltando aos poucos. Se se firmar e jogar tudo o que pode, o time começa a mudar de feição.

Com Bynum jogando o que pode, Pau Gasoft voltará a ser Gasol e Lamar Odom crescerá de produção, pois seus minutos serão melhor monitorados e seu rendimento, consequentemente, crescerá.

Com Bynum jogando o que pode, Gasoft voltará a ser Gasol, Lamar jogará melhor e os ombros de Kobe serão menos exigidos. E o time poderá se olhar no espelho e concluir: temos cara de campeão.

Se Bynum não jogar o que pode, limitado pelos joelhos ou se voltar a se contundir, o time vai se olhar no espelho e concluir: não temos cara de campeão.

Notas relacionadas:

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sábado, 25 de abril de 2009 NBA | 16:07

MESMO ROTEIRO

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O Orlando tentou dar o troco; não conseguiu. Pior do que isso, foi golpeado novamente.

Como aconteceu no primeiro jogo da série, na Flórida, quando a partida foi decidida apenas na última bola (tiro certeiro de Andres Iguodala), ontem o filme se repetiu. Mas o cenário foi outro: o Wachovia Center da Filadélfia.

O enredo, conforme informa o parágrafo acima, foi o mesmo.

A sete segundos do final, com o placar marcando igualdade em 94 pontos, Thaddeus Young fez uma infiltração pela esquerda. Livra-se da marcação de Rashard Lewis, evita a cobertura de Dwight Howard, faz um “spin” e com o braço esquerdo completa a bandeja: 96-94 para o Sixers – sofreu falta de Howard, mas a arbitragem ignorou.

Dois segundos para o final. Lewis recebe o fundo bola e, no desespero, lança a bola em direção à cesta do Philadelphia, mas sem precisão.

Os 16.492 torcedores que lotaram a arena da Filadélfia fizeram a festa, não só pela vitória, mas também pela recuperação da vantagem na série. O Sixers volta a liderar o confronto, agora em 2-1.

O próximo enfrentamento está marcado para amanhã, às 19h30 de Brasília. Local: novamente o Wachovia Center.

O Sixers pode abrir 3-1. Se isso acontecer, a chance de eliminar o Orlando é grande demais.

E se acontecer, será a primeira surpresa destes playoffs.

ERRO

O Orlando esqueceu-se de Rashard Lewis no final da partida. Concentrou seu jogo em Dwight Howard e no teimoso Hedo Turkoglu.

Um jogador com Lewis não pode deixar de ser envolvido no momento decisivo. Não sei se isso foi coisa do técnico, Stan Van Gundy, ou dos jogadores em quadra.

De qualquer maneira, foi um erro – e o preço, como se viu, foi caro demais.

EMOÇÃO

Houston e Portland fizeram um embate que também envolveu os torcedores até o último segundo. Para  aqueles que esperavam vitória sossegada do Rockets, roer unhas ao final da partida foi mais do que justificável.

A 16 segundos do final, Rudy Fernandez, da ponta esquerda do ataque o Portland, desfirou um pelotaço triplo que encurtou a vantagem do Houston para apenas um ponto: 81-80.

Acertadamente, Steve Blake fez falta em Aaron Brooks. O armador texano acertou os dois tiros fatais, aumentando a vantagem para três pontos: 83-80.

Inexplicavelmente, Blake pegou o fundo bola e saiu feito um maluco em direção à quadra inimiga.  E com 11 segundos para o final, desferiu um arremesso da meia direita que nem aro deu.

Pra quê? Faltavam 11 segundos! Poderia – e deveria – ter trabalhado melhor a jogada.

Na sequência, Shane Battier acertou dois lances livres, Blake – agora sim – encestou uma de três, deixando o placar em 85-83. Nova falta em Brooks, a dois segundos da buzinada final. O armador do Rockets acertou o primeiro, mas errou o segundo. Só que ele próprio pegou o rebote e derrubou da cama os sonhadores do Oregon: 86-83.

O Houston recuperou a vantagem (2-1) e entra em quadra novamente amanhã à noite, 22 horas de Brasília, para tentar ampliar o marcador em 3-1.

Se conseguir… sei não, o Blazers vai para o beleléu.

NÚMEROS

Interessantes, vejam só: quando Brandon Roy e LaMarcus Aldridge jogam mal, o Portland perde; quando jogam bem, vence.

Nas duas derrotas do Blazers para o Houston os dois, juntos, fizeram uma média de 30 pontos por jogo; na vitória, ambos somaram 69 tentos.

Na vitória, o percentual de aproveitamento deles foi de 56.5%; no revés, 36.8%.

Não precisa ser especialista para chegar à conclusão que o segredo no confronto está em conter a dupla do Oregon.

COMPENSAÇÃO

Yao Ming fez uma péssima partida com a bola nas mãos. Sem confiança, foi dominado por Greg Odem; sinceramente, não compreendi, pois o chinês é mais experiente e melhor que o novato do Portland.

É certo que ele teve problemas com as faltas, mas quando esteve em quadra, não gostei do que vi. Em números, Yao marcou míseros sete pontos, ele que teve 19.7 pontos de média durante a fase regular.

Em contrapartida, Luis Scola voltou a jogar muito bem. Marcou 19 pontos.

DEPRESSÃO

Quando Will Bynum acertou um arremesso duplo e empatou o jogo em 58 pontos, o Cleveland fez uma corrida de 21-10 e marcou 3-0 na série diante do Detroit vencendo a partida por 79-68.

É o confronto mais sem graça desses playoffs, pois a diferença entre as equipes é gritante.

LeBron James fez 25 pontos, 11 rebotes e nove assistências. Flertou, uma vez mais, com o “triple-double”. Jogou muito.

Anderson Varejão, o brazuca do Cavs, realizou mais uma vez um jogo tático. Deu tudo de si para o time, mas foi econômico para si próprio: sete pontos, quatro rebotes, dois desarmes e um toco.

O próximo jogo está marcado para amanhã às 16h30 de Brasília.

Notas relacionadas:

  1. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
  2. A HORA DO PALPITE
  3. A BATALHA DO ÁLAMO
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quarta-feira, 15 de abril de 2009 NBA | 14:09

NOITE DE DECISÕES

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Aconteceu o que os torcedores do Chicago desejavam: o Boston, na bacia das almas, bateu o Philadelphia por 100-98. Com isso, praticamente garantiu a sexta colocação no Leste.

Uma vitória esta noite diante do Toronto, diante dos fãs, e o Bulls sedimenta-se na posição referida e terá pela frente o Orlando. E diante do Magic é possível sonhar.

Mas voltando ao jogo de ontem no Wachovia Center, a emoção esteve garantida até o final. Até o último arremesso, de Andre Iguodala, a menos de um segundo da buzinada derradeira, não dava para saber o que iria acontecer.

O que aconteceu foi o seguinte…

Paul Pierce colocou o Celtics na frente em 99-97 a 2:06 minutos do fim do jogo. A partir de então foi uma sucessão de erros de ambas as partes – principalmente do Sixers.

Os anfitriões fizeram 0-4 nos arremessos e com um desempenho desastroso desses, ganhar realmente tornou-se inconcebível. O único ponto obtido nesta reta final foi fruto de um lance livre encestado por Thaddeus Young.

O resultado final em 100-98 (o Celtics fez um pontinho a mais com uma cesta da linha fatal de Eddie House) em favor do Boston poderia ter sido do Philadelphia; o jogo foi muito igual.

Faltou ao Sixers, no entanto, um companheiro para Andre Iguodala. O ala/armador do Philadelphia marcou 25 pontos e deu sete assistências.

Embora Young esteja fazendo uma temporada muito boa, “down the strecht” ele poderia ser mais companheiro de Iguodala. Com isso, livraria a pressão para cima do melhor jogador do Sixers, o que daria certo conforto a ele nos momentos dos arremates, pois a marcação teria que redobrar sua vigilância.

Marcar o Sixers no fim de um jogo disputado, como o de ontem, é óbvio demais. Ainda mais para um time como o Boston, que tem obsessão defensiva.

CONFRONTO

Nunca é demais lembrar: uma vitória esta noite diante do Toronto no United Center e o Bulls garante-se na sexta posição. Mesmo que venha perder, se o Philadelphia tombar diante do Cleveland, em Ohio, o ex-time de Michael Jordan mantem-se entre os seis primeiros.

Mas não é apenas o Chicago que briga por posições. No Oeste a disputa está acirradíssima.

Há quatro times brigando pela segunda posição. O único que depende apenas de seus próprios passos é o Denver.

O time de Nenê joga diante do Portland, no Oregon e a vitória garante o segundo lugar. O próprio Blazers luta pela vice-liderança na conferência, o que confere ao jogo do Rose Garden contornos dramáticos.

Houston também quer acabar atrás apenas do Lakers. Para isso, terá de vencer seu rival regional, o Dallas, fora de casa.

Acontece que o Mavs quer a vitória para tentar se posicionar em sexto lugar e, teoricamente, pegar um adversário mais fraco. Disse teoricamente, pois no Oeste, à exceção do Lakers, os sete outros classificados têm praticamente o mesmo nível.

O New Orleans briga com o time texano pela sexta vaga. Vai a San Antonio enfrentar o Spurs, que quer ganhar porque ainda sonha com a segunda vaga em caso de quádruplo empate.

Enfim, emoção, como disse, é ingrediente que será encontrado facilmente na rodada desta noite da NBA. Especialmente no lado Oeste dos EUA.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,