Terry Porter | Fábio Sormani

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 NBA, outras | 15:38

VELHA HISTÓRIA: TÉCNICO CAI, TIME MELHORA

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Lá, como cá, é tudo igual. Ou então: no basquete acontece o mesmo que no futebol.

O que quero dizer? Ora, só uma criancinha não percebe que os jogadores do Phoenix estavam incomodados com a presença de Terry Porter no comando da equipe.

Bastou o treinador sair e pronto: do dia para a noite o time mudou da água para o vinho.

O pessoal do Phoenix estava jogando para derrubar o treinador antigo? Não dá para ninguém afirmar, a menos que algum jogador afirme isso publicamente – o que eu duvido que vá ocorrer, pois, como disse, nem sei se isso é verdade.

O que eu acho é que o grupo estava realmente agastado com a presença de Porter; por motivos que a gente não sabe exatamente quais são. Os atletas estavam desestimulados e sem vontade para trabalhar.

E sem estímulo, faz-se muito pouco – ou quase nada.

Vida nova, Alvin Gentry (na foto AP ao lado de Goran Dragic) no comando do time, e ontem foram 81 pontos marcados só no primeiro tempo; 140 no total.

Basquete envolvente, contagiante, digno de um time que tem pretensões na temporada – o que não acontecia até a noite de ontem.

E não importa que o adversário tenha sido o raquítico Clippers, que não pôde contar com o pivô Marcus Camby, com uma infecção no ouvido. E nem me venham dizer também que a expulsão de Zach Randolph, merecedíssima, ainda no primeiro quarto (deu um soco de canhota em Louis Amundson), também serve de justificativa.

A vitória de 140-100 foi conquistada mais pelo esforço dos jogadores, que afloraram todo o seu potencial técnico em quadra talvez pela primeira vez nesta temporada, do que pela ineficiência do oponente.

Ademais, a gente não pode se esquecer que o Suns já se curvou neste campeonato diante de equipes de qualidade duvidosa, como Charlotte e Minnesota.

Então, a vitória tem muito mais a ver com o alto astral do Phoenix do que com o baixo astral do Clippers.

CONSISTENTE

Leandrinho Barbosa fez 24 pontos e foi o cestinha da noite. Saiu jogando na vaga de Jason Richardson, que foi suspenso pela franquia por ter sido flagrado pela polícia do Arizona dirigindo acima dos limites de velocidade em uma estrada estadual. E com um agravante: o filho de três anos fazia companhia ao irresponsável pai.

O paulistano foi o que mais tempo ficou em quadra no jogo de ontem: 27:51 minutos. Mas permaneceu o último tempo sentado, junto com os outros titulares, vendo os reservas aproveitarem-se de um generoso “garbage time” que durou 12 minutos.

Seus 24 pontos foram desenhados conjuntamente com sete rebotes e cinco assistências.

Mas o melhor de tudo foram os cinco desarmes que Leandrinho fez durante o razoável período em que ficou em quadra.

Hoje o time volta a encarar o Clippers. Agora em Los Angeles.

Jason Richardson estará à disposição do novo treinador, Alvin Gentry. Vamos ver o que ele vai fazer.

Leandrinho (foto AP) não merece levar um “punch” como Louis Amundson tomou de Zach Randolph.

RAIVA

Dwight Howard estava irado. Com certeza estava.

A bola que Shaquille O’Neal jogou por entre suas pernas no “All-Star Game” do último domingo, em Phoenix, seguramente ainda martelava na cabeça do Super-Homem da NBA.

A bola humilhante e a kriptonita chamada Nate Robinson. O jogo, portanto, e o torneio de enterradas, do mesmo evento, realizado no sábado à noite.

E o que fez Howard?

Respondeu em quadra a todas as ofensas recebidas no Arizona.

Ontem, na vitória por 107-102 diante do Charlotte, o superpivô do Orlando marcou 45 pontos (sua maior pontuação desde que chegou à NBA, em 2004), apanhou 19 rebotes e deu oito tocos.

“Ele foi inacreditável”, disse o técnico Stan Van Gundy. “Ou melhor: fenomenal”.

Verdade.

A liga informou ontem mesmo que desde que os tocos começaram a ser computados nas estatísticas, a partir de 1973-74, nenhum jogador fez tantos pontos, apanhou tamanho número de rebotes e distribuiu esta quantidade de tocos.

Foi realmente fenomenal – e ele se chama Dwight, e não Ronaldo.

PROBLEMAS

O que se passa com o San Antonio? Outro dia o time perdeu para um Toronto que jogou sem Jermaine O’Neal (hoje no Miami) e Chris Bosh; ontem, foi derrotado pelo instável New York por 112-107, com direito a uma prorrogação.

Mas não pode perder para o Knicks?

Não, não pode; time que quer ser campeão não pode tropeçar do jeito que o Spurs vem tropeçando.

Há uma atenuante: a equipe jogou sem Manu Ginobili, que ficou em San Antonio para examinar melhor seu tornozelo direito, novamente com problemas.

O duro é que em quadra o armador Tony Parker foi um desastre nos acertos de seus arremessos: 5-20. Terminou com 14 pontos, para constrangimento da desconcertante Eva Longoria, sua mulher, que a tudo via em uma das confortáveis poltronas do Garden nova-iorquino.

Só Tim Duncan fez seu papel: 26 pontos e 15 rebotes.

A verdade é que quando um ou dois membros dos Três Tenores desafina ou não aparece para cantar, não há substitutos à altura – com raras exceções, como Roger Mason, que ontem anotou 20 pontos.

E os 33.3% de aproveitamento dos arremessos de três (8-24) não causam estranheza alguma.

O time depende demais dos Três Tenores – e qual a novidade nisso?

KRIPTO-NATE

Sabe quem destruiu o San Antonio ontem à noite no Madison Square Garden? Ele mesmo, Nate Robinson (foto AP), o baixinho de 1m75 de altura, que já tinha aniquilado o Super-Homem na noite das enterradas do “All-Star Weekend”.

Robinson fez 32 pontos, o terceiro embate seguido com três dezenas ou mais na pontuação. Até aí, tudo bem, apesar de reconhecermos que é um feito e tanto.

Mas o que me chamou a atenção foram os dez rebotes que esse pixotinho apanhou. Três deles no ataque.

Está sendo chamado, merecidamente, de “Kripto-Nate”.

TRIPLE-DOUBLE

O Lakers se enroscou um pouquinho com o Atlanta, em Los Angeles, no primeiro quarto, mas depois passou por cima do adversário e venceu com tranqüilidade: 96-83.

Os holofotes, ao final da partida, não foram direcionados para Kobe Bryant. Foram jogados todinhos em cima de Pau Gasol.

O espanhol fez seu primeiro “triple-double” da carreira ao marcar 12 pontos, 13 rebotes e 10 assistências.

Eles (holofotes) resvalaram também em Lamar Odom, que marcou 15 pontos e pegou 20 rebotes. Nos últimos quatro jogos dos amarelinhos, Lamar teve uma média de 18.5 ressaltos por partida.

Bem superior aos 14.2 de Dwight Howard, reboteiro da competição.

Gasol surpreendeu; Lamar continua surpreendendo.

Quando Andrew Bynum voltar, com o nível de jogo que Odom vem apresentando, o Lakers, mais do que nunca, será o time a ser batido nesta competição.

ECONÔMICO

Kobe fez apenas dez pontos, sua menor pontuação na temporada.

Mas quem notou? Pau Gasol e Lamar Odom não deixaram.

SORRY

A NBA que me perdoe, mas esta noite em vou assistir um jogaço do “college”.

Já disse aqui que sou torcedor do Chicago. Mas meu afeto pela universidade de North Carolina é similar.

Gosto dos dois times por causa de Michael Jordan, claro.

Em meados da década de 1995, fui a Chapel Hill conhecer a cidade e o Dean Dome, ginásio onde joga o Tar Heels. Assisti uma partida entre Carolina e Georgia Tech.

Travis Best armava o jogo do Yellow Jackets e Rasheed Wallace e Jerry Stackhouse comandavam o time então treinado por Dean Smith – daí o nome da arena.

Hoje à noite, 22h de Brasília, Carolina recebe North Carolina State. Tar Heels está ranqueada em terceiro lugar, posição que ganhou após bater espetacularmente Duke dentro do Cameron Indoor por 101-87 e ter confirmado sua ótima fase vencendo Miami, também fora de casa, por 69-65.

Carolina não perde há nove partidas.

Momento para se ver dois jogadores que vão brilhar rapidamente na NBA: o armador Ty Lawson e o ala/pivô Tyler Hansbrough (foto Reuters).

O Bandsports vai passar a partida às 22h de Brasília, repito.

O divertimento será maior ainda porque Ivan Zimmermann vai narrar a contenda, com a competência e a irreverência de sempre, com os comentários precisos do treinador José Neto, assistente técnico e futuro sucessor de Moncho Monçalve na seleção brasileira.

Eu serei um dos espectadores. Convido a todos para não perder a noitada do “college”.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 Sem categoria | 11:22

TURBULÊNCIA NO ARIZONA

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O clima está pesado pelos lados do Arizona. O Phoenix demitiu ontem Terry Porter e suspendeu Jason Richardson por um dia sem direito ao salário diário.

A demissão de Porter era prevista. Até a mente mais pueril percebe que o treinador não domina a arte de dirigir um time de basquete.

Jogar é uma coisa; ser técnico é outra.

Porter foi um excelente armador. Conduziu o time do Portland a dois títulos da Conferência Oeste, em 1990 e 92.

Nas duas finais da NBA, no entanto, o Blazers foi derrotado, Na primeira, pelo Detroit de Isiah Thomas; na segunda, pelo Chicago de Michael Jordan.

Como treinador, Porter não consegue o mesmo sucesso que teve como jogador. E o estranho é que ele era armador, ou seja, o maestro do time em quadra, aquele que tem a visão do jogo.

Toda sua inteligência jogando não pôde – até o momento – ser traduzida em ensinamentos técnicos a seus comandados.

Foi demitido após quatro meses à frente do Suns. Alvin Gentry, seu assistente mais rodado, será seu substituto até o final desta temporada.

Não esperem muita coisa, pois Gentry perambula pela NBA há mais de duas décadas como treinador e nunca conseguiu nada de expressivo.

Já Richardson foi punido porque dirigia seu carro acima do limite de velocidade de 55 milhas por hora. O agravante é que o ala/armador do Phoenix estava com seu filho de três anos dentro do veículo.

Steve Kerr, GM do Suns, não perdoou o atleta, que em quadra também decepciona – como Porter decepcionou.

Além da suspensão pode um dia – não vai jogar a partida desta noite contra o Clippers, em Phoenix –, a atitude irresponsável custará ao jogador US$ 111.111,00, que representa um dia de seu salário anual de US$ 12.2 milhões.

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domingo, 15 de fevereiro de 2009 NBA | 14:12

O DIA EM QUE LEX VENCEU O SUPER-HOMEM

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Como disse ontem, a noite de sábado do “All-Star Weekend” é a minha favorita. Supera o domingo, quando acontece o Jogo das Estrelas.

Este, muito mais uma farra do que uma partida de basquete.

No sábado não, no sábado quem entra em quadra compete pra valer. E foi assim novamente em Phoenix, como tem ocorrido desde 1984, quando o evento deixou de ser apenas a partida dominical para ramificar-se com atrações na sexta e no sábado.

O ponto alto de ontem?

Ora, o torneio de enterradas. Contrariando a lógica, Nate Robinson bateu Dwight Howard, o meu favorito.

O Super-Homem, a meu ver, cometeu um grande pecado: a enterrada com a cesta mais alta, precedida da troca de identidade na cabine telefônica, deveria ter sido a tacada final.

O ginásio viria abaixo e os fãs que decidiram o vencedor talvez tivessem cravado seu voto no gigante do Orlando de 2m11 de altura.

Mas o desempenho final de Robinson foi espetacular. Não há como não reconhecer isso.

A misancene do atleta do New York foi espetacular. Entrou de verde, simbolizando a kriptonita, tentando neutralizar a força do Super-Homem. Entrando na brincadeira, Reggie Miller, comentarista da TNT, lascou: “Lex Luthor está em quadra neste momento”.

Até a bola da enterrada final (foto AP), usando como leve apoio exatamente o pivô do Orlando, era verde, como o meteorito que mina as forças do super-herói.

Ao final, o baixinho de apenas 1m75 de altura agradeceu e elogiou o espírito esportivo do Super-Homem, que possibilitou a lance extremo que rendeu-lhe o campeonato.

Detalhe: o próprio Howard, instantes antes de Sherryl Miller ler o nome vencedor, apontou o armador do Knicks, num claro reconhecimento do feito de Robinson.

Justo prêmio.

TRIPLO

Alguém dava um tostão furado a Daequan Cook? Pra falar a verdade, eu mal me lembro dele em quadra jogando com a camisa 14 do Miami.

Mas o ala/armador do Heat mostrou frieza e precisão e tornou-se, por isso, o legítimo vencedor.

A decepção, para mim, ficou por conta do desempenho de Roger Mason Jr., em quem eu apostava minhas fichas. Esperava muito mais do ala do San Antonio, que tem sido mortal nesta temporada nas bolas de três nos momentos decisivos de algumas partidas.

Ontem, pipocou.

HABILIDADE

Derrick Rose foi o vencedor. A enterrada final fechou com chave de ouro – perdoem o lugar-comum – o desempenho do armador do Chicago, o mais forte candidato ao prêmio “Rookie of the Year” desta temporada.

Mo Williams, meu escolhido, foi atrapalhado por um pegador de bola. Perdeu precioso segundo naquele momento que custaram-lhe a passagem para a decisão do torneio.

Mas o troféu de Rose foi merecido.

ARREMESSOS

Arron Afflalo foi um fiasco, mas Bill Laimbeer e Katie Smith jogaram pelo ala/armador do Detroit e garantiram o título do torneio dos arremessos de vários pontos da quadra.

Leandrinho, o segundo brasileiro a participar de um “All-Star Weekend”, deu-se mal ao lado de Dan Majerle e Tangela Smith. Ficou no meio do caminho.

Observação: respondi ontem uma mensagem do parceiro deste botequim Henrique Suzuki de maneira equivocada. Dizia ele que Nenê participou por dois anos seguidos do “Rookie Game” e eu disse que não.

Mas Suzuki está correto: o são-carlense atuou no primeiro torneio como rookie e o segundo como sophomore.

ASG

Se o jogo desta noite não estiver no pau da metade do último quarto para o fim, vai ser um porre. Isso porque os jogadores querem apenas se exibir; como se fossem um globethrotter.

E o público que se dane.

Os atletas só encaram pra valer a partida, como disse, se ela estiver em aberto ao seu final.

A atração do jogo desta noite será o reencontro de Shaquille O’Neal com Phil Jackson e Kobe Bryant, pela primeira vez desde que Shaq deixou o Lakers, em 2004.

Como será? Nostálgico?

DEMISSÃO

O jornal “Arizona Republic”, de Phoenix, anunciou em sua edição eletrônica deste domingo que o técnico Terry Porter (foto Reuter) deve ser demitido amanhã, segunda-feira. O dono da franquia, Robert Sarver, não desmentiu a notícia.

Ao contrário, disse que nada tinha sido definido. Portanto, o assunto está em pauta.

Ótimo, que se confirme mesmo a saída de Porter, um técnico de conhecimento limitado, indeciso e sem convicção alguma. A campanha do time justifica tal atitude.

O Suns é apenas o nono colocado da Conferência Oeste com um recorde de 28-23 e fora do G-8 neste momento.

Segundo o jornal informou, Porter deverá ser substituído por Alvin Gentry, um de seus assistentes. O motivo para uma solução doméstica é financeira; as franquias estão medrosas neste momento em razão da crise financeira mundial.

Que a notícia tenha o sabor de novos tempos para Leandrinho Barbosa.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009 NBA | 10:14

TERRY PORTER RENDE-SE AO ÓBVIO

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Terry Porter encontrou um jeito de dar mais minutos para Leandrinho. Ao invés de subtraí-los de Jason Richardson – que seria o correto –, tomou-os de Grant Hill.

Basta ver os dois últimos jogos do Phoenix.

Na vitória de domingo diante do Hawks, em Atlanta, Hill, que tinha uma média de permanência numa partida de 29 minutos, ficou em quadra 24. Leandrinho (foto AP), que jogava 24 minutos, jogou seis a mais: 30.

No fácil triunfo de ontem contra o Wizards, em Washington (103-87), Hill esteve em ação por 20 minutos, contra 27 do paulistano.

Na média, Hill passou de 29 minutos por partida para 22; Leandrinho saltou de 24 para 29.

O resultado disso é expressivo: antes de ter seus minutos ampliados, Leandrinho fazia 12 pontos por jogo. Agora, atuando mais, pulou para 21.5!

Evidentemente, Hill testemunhou o decréscimo de seu desempenho: antes da mudança, ele pontuava em média 10.6 por jogo; agora só contribui com exatos cinco por partida.

A melhora não se deu apenas para Leandrinho. O Suns, que vinha de três derrotas seguidas em seus enfrentamentos “on the road” (derrotas para Boston, New York e Charlotte), venceu os dois últimos da série de cinco partidas fora de casa: Atlanta domingo e Washington ontem.

O resultado é que o Phoenix, que estava na nona posição e, portanto, fora do G-8, posiciona-se agora na sexta colocação na Conferência Oeste.

Ao render-se ao óbvio, Porter vê o time melhorar.

A teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.

DESCRENÇA

Sinceramente, por mais que o nosso parceiro de botequim Pedro Motta acredite, não dá para jogar nem um centavo sequer no Houston.

O time é irregular demais.

Aliás, acerta mais a ferradura do que o cravo.

Ontem, visitou Nova York e perdeu para o Knicks por 104-98 (foto AP).

A desculpa, provavelmente, que o Pedro, lá do Porto (Portugal), vai nos dar é que o time jogou sem Yao Ming.

Verdade; mas mesmo sem o chinês, um time que quer chegar aos playoffs, surpreender e fazer a final da conferência contra o Lakers, não pode perder para o New York.

Mesmo o jogo sendo na Big Apple.

Os texanos estavam com a mão completamente descalibrada quando o assunto foram os tiros de três pontos: 10 certos em 33 tentativas (30.3%).

O pior arremessador foi Ron Artest: 1-10; depois dele, Rafer Alston: 1-7.

Como disse acima, a teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.

Se as bolas não caem, muda-se a tática. Mas não, metidos, continuaram arremessando e jogaram na lata do lixo uma importante vitória para a caminhada aos playoffs.

Como disse, não consigo enxergar no Rockets um time capaz de chegar às finais do Oeste. Talvez nem mesmo de passar na primeira rodada da fase decisiva.

E não se esqueçam: esta tem sido a história de Tracy McGrady nos playoffs.

Pedro que me desculpe.

TRIPLO-DUPLO

O New Orleans sofreu com o Philadelphia na primeira metade do confronto de ontem à noite na cidade do jazz. Fo para o vestiário, após dois períodos, perdendo por 47-40.

O técnico Byron Scott fez ajustes importantes na 0fensiva do Hornets, Chris Paul desfilou todo o seu talento em quadra e pronto: vitória na segunda metade do confronto (61-39) e triunfo ao final da partida por moles 101-86.

CP3 (foto AP) fez seu quinto “triple-double” da temporada ao cravar 27 pontos, 15 assistências e 10 rebotes.

Paul, depois de um início fulminante, tem mesclado partidas como a de ontem com jogos sem muito equilíbrio, onde pontua muito e distribui poucos passes que resultam em cesta.

É certo que muitos de seus companheiros jogam como Ron Artest jogou ontem diante do Knicks. Mas, mesmo assim, notei nele algum abatimento quando as coisas não estão saindo do jeito que ele planejou.

Ao invés de emburrar, Paul deveria buscar soluções para os problemas.

Como fez ontem, por exemplo.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 NBA | 11:55

UMA VERGONHA DE TIME E TREINADOR

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Que vergonha!

Primeiro foi uma goleada diante do Boston. Ontem, derrota para o frágil e indefinido New York por 114-109.

O Phoenix é um horror como time de basquete; seu técnico, Terry Porter (foto Reuters), é pavoroso. Não consegue fazer o time jogar.

Ontem, diante do Knicks, com o time precisando de bolas de três pontos para diminuir a vantagem dos anfitriões, ao final da partida, ele mantinha em quadra os dois pivôs da equipe, Amaré Stoudemire e Shaquille O’Neal.

E Leandrinho, exímio arremessador de bolas longas, que fez seis de seus nove pontos exatamente no quarto período, assistia a tudo do banco de reservas.

Com 11 segundos para o final, com o placar em 112-109 para o New York, aí sim, o genial Porter tirou de Shaquille O’Neal da partida e colocou…

Matt Barnes!

Leandrinho – é verdade, não vem tenho um bom aproveitamento nesta temporada nas bolas de três – ficou no banco. Mas o paulistano é um matador e um cara desses, quando você precisa de tipo de jogada, não pode ficar no banco.

Além disso, já sem pedido de tempo, o Phoenix tinha que sair do fundo. E Leandrinho é mais habilidoso e mais rápido que Barnes.

Enfim, coisas do “genial” Terry Porter.

Como disse acima, uma vergonha!

E ninguém faz nada.

SOLUÇÃO

Dois são os caminhos que o proprietário da franquia, Robert Sarver, banqueiro e dono de uma cadeia de hotéis no Arizona, tem que tomar para resolver a questão.

Primeiro, demitir primeiro Steve Kerr, que ele mesmo colocou com gerente geral da franquia. Kerr é o responsável por esse monstro que não assusta ninguém.

Aliás, foi o não menos “genial” Kerr quem contratou Shaquille O’Neal, desagradando o então treinador Mike D’Antoni. Ele cansou de falar para o ex-armador do Chicago que não iria dar certo, porque Shaq é lento e quebraria o ritmo da equipe, que era muito rápido.

Não deu outra.

Depois, Sarver tem que mostrar o mesmo caminho para Terry Porter, que não tem competência alguma nem para dirigir times da liga de desenvolvimento da NBA, a NBDL.

RECUPERADO

O que duas derrotas consecutivas poderiam produzir no Cleveland? Não sabemos, porque ontem à noite o time se recuperou do revés diante do Lakers e bateu o Portland, no Oregon, por 104-98.

Um grande resultado, porque a gente bem sabe que o Blazers, apesar de ser um time jovem e ainda em formação, quando atua em seu Rose Garden é difícil de ser dobrado.

Lá, foi batido em apenas cinco de seus 20 enfrentamentos. E já passou por cima de equipes como San Antonio, Houston, New Orleans e Boston.

Foi importante também esta vitória porque o Cavs vinha de quatro derrotas fora de casa em seus últimos cinco jogos. Miami, Washington, Chicago e Lakers sapecaram o Cleveland, que só venceu o Memphis.

LeBron James, sem a sombra de Kobe Bryant, anotou 34 pontos e foi o condutor do time em quadra. Apesar de tantos pontos, deu 14 assistências – sua melhor marca na temporada –, o que mostra muito bem a intensidade ofensiva do jogador, que basicamente jogou como armador.

Sete foram os rebotes; mais três e faria seu 21º. “double-double” da carreira.

Se LBJ ficou com a armação, Mo Williams passou a jogar de ala/armador, ou seja, o armador de conclusão. A tática do treinador Mike Brown deu certo: Williams marcou 33 pontos, sua maior pontuação na temporada.

Aproveitou-se do fato de o Portland dobrar em cima de LeBron. Acabava quase sempre à vontade. E um jogador como Williams não pode ficar livre.

Arremessou nove bolas de três e acertou dois terços delas (66.7%). No geral, atirou 19 pelotas contra o aro do Blazers e embiroscou 12 (63.1%).

É, tudo fica mais fácil quando não se tem um jogador como Kobe Bryant por perto, não é mesmo?

RITMO

Anderson Varejão (foto AP) voltou a jogar bem e ser importante dentro do esquema da equipe. Quebra o galho jogando como pivô, pois Zydrunas Ilgauskas está machucado.

Marcou 12 pontos e apanhou oito rebotes.

Melhor do que esses números foi o fato de ele ter controlado Greg Oden, que deixou a quadra com dez pontos e oito ressaltos. Teve trabalho com Joel Przybilla, que se pontuou pouco (seis tentos), apanhou 15 rebotes.

De qualquer maneira, o saldo foi positivo, especialmente porque o capixaba é um tormento para qualquer grandalhão. Rápido, surge do nada para disputar uma sobra que aparentemente seria do pivô defensivo e que muitas vezes acaba espirrando para outro jogador apanhá-la.

Coisas assim, como tenho dito, que não aparecem na estatística, mas são superimportante.

AULA

Os armadores do Boston mostraram como se deve arremessar bolas de três na vitória de ontem sobre o Miami, na Flórida, por 98-83. Se Rajon Rondo foi parcimonioso nas tentativas triplas (1-2), Ray Allen e Eddie House não.

House meteu sete de onze tiros, enquanto que Allen encestou cinco de seis. Juntos foram responsáveis por onze dos 15 acertos da equipe. Ou seja: só dessas bolas saíram 33 pontos.

No terceiro período, House atingiu o alvo em seis de oito arremessos, igualando o recorde da franquia em um tempo. Dee Brown, aposentado armador do Celtics, acertou também meia dúzia de bolas em um quarto de jogo, mas foi em sete tentativas.

Isso ocorreu na vitória diante de Dallas (110-99), em 4 de fevereiro de 1988.

Com um aproveitamento desses nas bolas longas, não tinha como perder a partida. Até porque Dwyane Wade foi bem marcado e deixou a quadra com apenas 25 pontos.

O Boston passou por cima do Miami do mesmo jeito que o fez diante do Phoenix.

Depois de uma sequência ruim, que começou com a derrota para o Lakers, em Los Angeles (foram sete revezes em dez jogos), o Celtics já navega em mares calmos.

Acumula seis triunfos seguidos e esta noite fará um jogo vital para o seu projeto de terminar em primeiro lugar na classificação geral do campeonato.

Pega o Orlando, líder no geral, novamente na Flórida.

JOGO DO ANO

Muitos foram os enfrentamentos desta temporada que a gente poderia classificar como “Jogo do Ano”. Ou da temporada, para sermos mais preciso.

É como eu tenho dito: este campeonato está sensacional, pontuado por muitos clássicos onde ninguém pode dizer o que vai acontecer.

É o caso do jogo desta noite, 23 horas de Brasília.

Um dos problemas do Boston é que vai ter pela frente uma equipe descansada. O último jogo do Orlando foi no sábado passado, contra o Denver, no Colorado.

Mas o maior deles, como todos nós sabemos, será marcar o pivô Dwight Howard.

Mas e as bolas do perímetro?

É,também é um baita de um problema.

O que fazer?

Pois é, esse é o xis da questão.

Como o Orlando contraria a maioria dos times da NBA e joga com quatro abertos e apenas Howard no pivô, se fizer a dobra em cima do Super-Homem, alguém do perímetro ficará livre.

E são quatro jogadores que sabem arremessar: Jameer Nelson, Courtney Lee, Hedo Turkoglu e Rashard Lewis.

Se o Celtics individualizar a marcação para evitar as bolas de três, Howard ficará no mano a mano com Kendrick Perkins ou seja lá quem for e pode fazer 50 pontos.

Todo mundo sabe como joga o Orlando, mas ninguém encontrou um antídoto para ele.

REFORÇO

Mickael Petrus é o titular da posição 2 do Orlando. Mas está contundido.

Courtney Lee entrou no time e vem jogando muito bem.

Stan Van Gundy, na emergência, acabou ganhando um ótimo reforço. Com a volta de Petrus, Lee regressa ao banco. De lá sairá, ao lado de J. J. Reddick, para apagar incêndios quando necessário.

Muitos dizem que o grande problema do Orlando é a falta de um bom banco. Dois jogadores a gente viu que o time tem.

E os demais?

Fracos.

Banco, esse pode ser realmente o problema do Magic quando os playoffs começarem.

INCRÍVEL!

O Lakers venceu o Clippers ontem à noite: 108-97.

Normal.

Anormal foram os 42 pontos que o pivô Andrew Bynum (foto AP) anotou. Isso mesmo, 42, recorde em sua carreira.

E ainda apanhou 15 rebotes.

Para quem gosta de estatística, anote aí: à exceção de Shaquille O’Neal, foi a primeira vez que um pivô amarelinho apanha 15 rebotes e faz mais de 40 pontos em um jogo.

Shaq chegou lá em sete oportunidades.

Além dele, quem brilhou também foi Kobe Bryant, que anotou o 16º. “triple-double” de sua carreira ao cravar 18 pontos, 12 rebotes e 10 assistências.

Ah que bom seria se o campeonato fosse feito apenas de jogos contra o Clippers…

Notas relacionadas:

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 NBA | 15:40

É GRANDE A CHANCE DE LEANDRINHO SAIR DO SUNS

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A informação é quente: Leandrinho pode ser trocado a qualquer momento.

Três são os times que negociam com o Phoenix neste instante: New York, Toronto e Chicago.

O paulistano, a princípio, não quer deixar o time e a cidade. Está, inclusive, construindo uma casa em Phoenix, para onde pretende se mudar em questão de meses.

Sente-se feliz no Suns e está com a vida estabelecida na cidade.

Mas o assédio é grande demais. Os times perceberam que o técnico Terry Porter não morre de amores pelo brasileiro.

Quando o Phoenix contratou Jason Richardson, o jogador que o Charlotte queria no negócio era Leandrinho (foto AP). Mas Steve Kerr não topou e enfiou Raja Bell na negociação.

Leandrinho deixou claro, no entanto, que só sai se for para ser titular em outra franquia. Nada desse negócio de vir do banco e ter 20 minutos por partida, como vem acontecendo atualmente.

Ele quer – acertadamente – a garantia de que terá um papel especial dentro do novo time.

As equipes têm até as 15h de Nova York do dia 19 de fevereiro para fazerem suas trocas, de acordo com o estabelecido pela NBA.

Mas esse negócio poderia sair ontem.

Com Porter, como a gente tem dito aqui, Leandrinho não tem futuro algum dentro do Phoenix.

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  1. LEANDRINHO VOLTA A TREINAR COM O SUNS
  2. LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR
  3. LEANDRINHO FEZ ONTEM O QUE PODERIA FAZER SEMPRE
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 NBA | 13:37

ROY, 52 PONTOS, DESTRÓI O PHOENIX

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Brandon Roy destruiu o Phoenix. Fez sua melhor partida em quadras da NBA e, seguramente, o melhor jogo individual desta temporada.

52 pontos; incontrolável. Sua melhor marca até hoje na liga. Ninguém conseguiu conter este ala/armador de 24 anos, produto da universidade de Washington.

O Suns revezou na marcação. Colocou Grant Hill, Matt Barnes, Jason Richardson e Leandrinho. Ninguém obteve sucesso.

Com uma atuação neste nível elevado, a história não poderia mesmo ser contada de outra maneira: Portland 124-119 Phoenix.

Os 52 pontos marcados por Roy(foto AFP), 1m98 de altura, 87.5 quilos, são a segunda melhor marca desta temporada. Fica atrás apenas dos 55 pontos anotados por Toni Parker no triunfo do San Antonio diante do Minnesota por 129-125.

Mas Parker contou com uma prorrogação; não foi o caso de Roy. O francês jogou, naquela noite, 51 minutos; o norte-americano do Portland atuou ontem 44, sete a menos do que Parker.

Portanto, para mim, os 52 pontos de Brandon são, sim senhor, a melhor marca individual deste campeonato.

Levou, obviamente, o moto-rádio como o melhor jogador em quadra.

ERROS

Terry Porter foi homenageado antes de a bola subir no Rose Garden. Teve sua camisa 30 levantada. Jogou dez temporadas pelo Blazers e foi duas vezes vice-campeão, tendo perdido as finais de 1990, para o Detroit de Isiah Thomas, e a de 92 para o Chicago de Michael Jordan.

Foi um marco na história da franquia. Mereceu os calorosos aplausos dos 20.650 torcedores que lotaram a arena do Oregon.

Retribuiu o carinho dos torcedores.

De que maneira?

Cometendo equívocos no banco de reservas e possibilitando a vitória de seu ex-time.

Primeiro, ao sacar Leandrinho e Matt Barnes, no final do segundo quarto, ao ver uma vantagem de dez pontos cair para cinco. Vantagem esta construída exatamente pela dupla citada, que entrou no início do segundo quarto com o time atrás em 28-31.

Ambos deixaram a quadra de jogo quando faltavam 3:33 minutos para o final do primeiro tempo e o time na frente em 52-47.

Depois, ao demorar para colocar novamente a dupla de volta ao jogo.

Mas o pior de tudo foi não obrigar o time a fazer falta quando Greg Oden pegou um rebote ofensivo a 33 segundos do final da partida, com o placar em 122-119 para o Blazers. O Portland trabalhou a bola, gastou 19 segundos do tempo derradeiro quando LaMarcus Aldridge fez o arremesso, que não entrou.

Mas Travis Outlaw pegou novamente o rebote e aí sim sofreu falta, a 12 segundos do fim.

Mas já era tarde demais.

Foi a quarta derrota seguida “on the road” do Phoenix.

LEANDRINHO

O paulistano fez um ótimo jogo. O segundo quarto foi seu melhor momento.

Fez nove pontos, apanhou dois rebotes defensivos, deu três assistências e roubou uma bola. Este desarme veio ao encontro do que eu tenho dito aqui em nosso botequim: Leandrinho precisa interferir mais na linha de passe do adversário.

Braços longos, rápido e inteligente, ele poderia tirar mais proveito disso.

Tem que estar atento e estudar sempre o adversário. Reservar duas horas para assistir ao vídeo com os movimentos que os jogadores oponentes executam em quadra.

Todo time da NBA disponibiliza isso para os seus jogadores. Portanto, Leandrinho poderia aproveitar mais este ingrediente para dissecar todos os movimentos de seu oponente.

Ganharia muito com isso.

Não sei se ele já comporta-se desta maneira; se sim, algo de errado acontece porque ele não tem tirado proveito em quadra.

Mas ele foi bem, repito.

Deixou a partida com 12 pontos (5-7, 71.4%), cinco rebotes defensivos, três assistências e um desarme.

Cometeu, no entanto, seis erros, que precisam ser evitados para conquistar um pouco mais o impenetrável coração do técnico Terry Porter.

Jogou apenas 17:52 minutos.

Pouco.

MAIS UMA

Os 17.461 torcedores do Orlando que ocuparam todos os assentos disponíveis da Amway Arena se desesperaram ao ver Dwight Howard cometer sua quinta falta. 8:21 minutos ainda separavam o jogo de seu final.

O Magic estava na frente em 71-60, mas a vantagem psicológica era do San Antonio.

O time texano chegou a ficar atrás 23 pontos, e o déficit estava sendo tirado. Os torcedores do Spurs, ao testemunhar o melhor pivô da NBA encaminhar-se para o banco por causa da falta, esfregaram as mãos e pensaram: vamos ganhar.

Ganharam nada.

Um baixinho de apenas 1m83 de altura entrou em cena e acabou com as pretensões do alvinegro texano, que tinha feito uma corrida de 16-8 e baixado a diferença que era de 19 pontos para nove, quando Howard fez sua quinta falta.

O San Antonio adicionou mais cinco pontos nesta corrida (21-8) sem o Super-Homem da Flórida, jogou o placar para 71-65 quando Jameer Nelson (foto AP), o tal baixinho mencionado, entrou em cena.

Foram apenas quatro pontos, mas tiveram um poder devastador.

“Jameer fez uma grande partida”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs. “Ele nos feriu mais do que qualquer outro jogador em quadra. Fez grandes arremessos e soube envolver todos os jogadores [de seu time]”.

A vantagem voltou para dez pontos e aí foi a vez de o cansaço encontrar escancarada a porta do San Antonio.

Fim de jogo: Orlando 90-78 San Antonio

EXAUSTÃO

Depois da partida, Charles Barkley, comentarista da TNT, falou com todas as letras tudo o que a gente tem comentado aqui em nosso botequim: o peso da idade pode ser um agravante e tanto para o San Antonio nesta temporada.

O time tinha jogado na noite anterior em New Orleans e apanhado por 90-83; resultado que não mostra o que foi o jogo, completamente dominado por Hornets.

Shuttle do ginásio para o aeroporto, avião de New Orleans até Orlando (chegada às 3h30 na Flórida), novo shuttle, este do aeroporto até o hotel, chech-in, pijama, espera pelo sono…

Vida difícil; é impossível não ficar cansado.

Bruce Bowen 37; Michael Finley, 35; Tim Duncan, 32; Manu Ginobili, 31.

Muita coisa.

Não há pernas que agüentem.

QUIETO

Todos falam em Boston e Cleveland – não sem razão. Mas o Orlando, quietinho, quietinho, vem fazendo o seu papel.

É o terceiro colocado na Conferência Leste com uma campanha de 20-6. Fica atrás apenas de Cleveland (21-4) e Boston (24-2), o melhor recorde desta temporada e seguramente a principal equipe entre as 30 que disputam a competição.

A vitória de ontem do Magic foi a 16ª. de seus 19 últimos confrontos e a que representou o final de um tabu de três partidas sem vencer seu adversário texano.

Terá um jogo importante amanhã diante do Lakers. É a chance de se firmar ainda mais na competição.

Desde que ganhe – e bem.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard voltou ontem depois de dois jogos ausentes por contusão. Sua atuação não pode ficar marcada pela quinta falta cometida no início do quarto derradeiro.

Ele foi importante na vitória sobre o San Antonio.

Anotou 14 pontos, pegou 13 rebotes (cinco na frente), deu dois tocos (um deles, humilhante, pra cima de Tim Duncan) e ainda fez um desarme.

Como vimos, outro “double-double”. Foi o 18º deste campeonato, igualando-se a Chris Paul, até ontem à noite o recordista isolado.

Não mais.

OS MELHORES

Esta nova pesquisa parece que não comove tanto os freqüentadores deste botequim quanto a anterior, que mostrou a preferência clubística de cada um dos nossos “sócios”.

Poucos votos chegaram, mas o suficiente para modificar o quadro, que agora é este:

MVP = LeBron James (21)
MIP = Nenê (25)
ROOKIE = Derrick Rose (27)
RESERVA = Manu Ginobili (13)
DEFENSOR = Dwight Howard (29)
TÉCNICO = Doc Rivers (17)
QUINTETO = Chris Paul (33), Dwyane Wade (22), LeBron James (36), Kevin Garnett (22) e Dwight Howard (37).

Notas relacionadas:

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  2. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
  3. CENA EMBLEMÁTICA EM PHOENIX
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 NBA | 13:28

LAKERS VENCE MAS CONTINUA MAL

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O Lakers mostrou ontem à noite, que não é mais um time confiável. Confiável no sentido de que pode ganhar o título desta temporada.

Pelo menos neste momento.

Venceu o Phoenix (115-110) ontem à noite no Staples Center, é verdade, mas bateu um adversário que contou com apenas oito jogadores, pois o Suns foi vitimado pela troca feita com o Charlotte ontem à tarde. Ela envolveu cinco jogadores, entre eles Raja Bell e Boris Diaw.

Se formos olhar apenas para os números, pode parecer uma grande ingratidão de minha parte para com o Lakers. Afinal de contas, o time de Los Angeles tem a terceira melhor campanha da competição (18-3) e exibe um retrospecto excelente sob seu domínio: perdeu apenas uma partida das 12 disputadas.

Os números mostram isso. E para quem diz que os números não mentem jamais eu digo que eles mentem sim senhor.

O Lakers não é esse time que a estatística apresenta. Ela considera o início do campeonato, quando o time da terra do cinema vencia e convencia; quando o time da terra do cinema fez apenas quatro de seus primeiros 15 confrontos fora de Los Angeles, o que ajudou muito.

Os números mascaram bem a realidade.

O Lakers tem vencido, é fato, mas tem suplantado seus rivais com muita dificuldade. Dos últimos seis embates, foi suplantado duas vezes por oponentes que têm campanha inferior a 50%: Indiana (33.3%) e Sacramento (27.3%).

O time mostra uma defesa risível. Dos últimos oito enfrentamentos, tomou mais de cem pontos em meia dúzia deles.

Sua média na competição é de 98.2 pontos contra por partida. Mas ela sobre para 106.5 quando a gente computa os oito jogos mencionados.

A zaga mais vazada é a do Sacramento, que sofre em média 109.9 pontos por jogo. Pouco mais de três em relação às últimas performances do time de Los Angeles.

???

Além disso, o que é muito mais preocupante, seu melhor jogador, Kobe Bryant (foto Reuters), não tem mostrado nem a metade do seu potencial.

Findou a partida diante do Phoenix com apenas 18 pontos e com um aproveitamento novamente muito ruim nos arremessos: 6-16 (37.5%). Dos últimos quatro jogos, arremessou 71 bolas e acertou apenas 26: (36.6%).

Mas não são apenas os arremessos que andam de mal com Kobe. O problema é que ele tem andado de mãos dados com os erros. Sua média na competição é de três por partida; na de ontem, cinco.

Se formos considerar as últimas três, ela sobe para 3.6 – muita coisa para quem, como disse ontem, desfruta, merecidamente, do status de melhor jogador de basquete do planeta.

Perguntado se o momento de Kobe o inquieta, Phil Jackson, com um mau humor incrível depois da partida, respondeu: “Não é que me inquieta, me aborrece”.

Bem, a resposta pode ser um indicativo de que algo de errado acontece dentro da intimidade do time. Se Phil não está preocupado com o desempenho de seu jogador, mas aborrecido, é porque alguma coisa de errado ele tem feito.

Talvez descobrir o que é seja o primeiro passo para o time voltar a vencer; ou melhor, a convencer.

SURPRESA

O Phoenix fez muito pelo pouco que tinha para enfrentar o Lakers. Mesmo perdendo por 115-110, levou o jogo no pau até os segundos finais.

E, como disse acima, com apenas oito jogadores à disposição do técnico Terry Porter.

Shaquille O’Neal foi ao enterro da bisavó, em Newark, Nova Jersey, e não na Carolina do Norte, como escrevi ontem. Além dele, Raja Bell, Boris Diaw e o “rookie” Sean Singletary foram envolvidos na troca com o Charlotte e ontem mesmo foram ao encontro do novo time.

O ala Alando Tucker, apesar de ter se trocado, não entrou em quadra, pois ainda se recupera de uma cirurgia no joelho. Fez apenas figuração.

Porter se virou com o quinteto titular (Steve Nash, Grant Hill, Matt Barnes, Amaré Stoudemire e Robin Lopez) e aproveitou um pouquinho mais Leandrinho.

Tivesse completo, penso que o Phoenix poderia ter levado esta vitória para o Arizona. Deixou-a na Califórnia, mas na bagagem levou a certeza de que o time pode encarar este Lakers de igual para igual em qualquer quadra.

LEANDRINHO

O paulistano foi bem usado pelo técnico Terry Porter no último quarto da partida. Anotou 13 de seus 18 pontos neste período.

Teve um bom aproveitamento nas bolas duplas: 5-8 (62.5%). Em compensação, nas de três, seu carro-chefe, corou: 2-8 (25%).

Mas Leandrinho chamou a atenção mesmo foi nos desarmes: três (na foto Reuters um desarme sobre Kobe Bryant). Fundamento este que eu vivo pegando no pé do jogador, pois, como tenho dito, ele é rápido e inteligente; poderia aproveitar-se mais desta qualidade e surrupiar mais bolas dos adversários.

Jogou 27:38 minutos, sendo que 13:49 deles do finalzinho do terceiro quarto até o fechamento da partida.

Foi muito bem.

Penso que ele ainda não está no melhor de sua forma física em função dos problemas pessoais que o impediram de fazer a pré-temporada completa.

Quando estiver tininho fisicamente, acredito que Porter irá disponibilizar mais minutos para o brazuca mostrar em quadra toda sua fúria ofensiva.

TROCA

Steve Kerr deixa bem claro que errou ao demitir Mike D’Antoni e ao querer mudar a filosofia de uma equipe que sempre primou pela ofensiva e pela beleza do jogo.

Tenta corrigir o equívoco.

Isso, pelo menos, ficou claro para mim depois da troca feita ontem com o Charlotte.

Kerr abriu mão de seu melhor marcador, Raja Bell, em quem o novo Suns de Terry Porter iria gravitar, para receber um artilheiro nato: Jason Richardson.

Kerr percebeu que não se faz omeletes se os ovos não forem adequados. Os que estão em Phoenix não são apropriados para a omelete que Porter queria fazer.

Muda-se novamente a receita.

A velha, que estava no começo do livro, voltou a fazer parceria com o marcador de páginas.

Se bem que nem era preciso. Todos a têm na ponta da língua.

BEST FRIEND

Raja Bell era o melhor amigo de Steve Nash dentro do grupo do Suns. O canadense deixou bem claro para seu xará, gerente da franquia, que não aprovou a troca.

Nada contra Jason Richardson, é claro; tudo contra perder o íntimo parceiro.

Isso já havia acontecido uma vez, quando Mark Cuban, dono do Dallas, o trocou com o Phoenix. Nash arrumou as malas e desembarcou no Arizona choroso pela separação com Dirk Nowitzki.

Antes que alguém pense algo errado, Nash é casado com uma paraguaia de fechar o comércio.

FIM DA MOLEZA

Desta vez LeBron James teve que correr. Ao contrário do que aconteceu em seis dos últimos sete jogos, quando ficou no banco todo o quarto definitivo, King James teve de suar um pouco mais.

Ficasse no banco e a décima vitória consecutiva da equipe, ontem diante do Philadelphia, talvez não tivesse vindo. Veio: 101-93.

Veio porque LBJ voltou a trabalhar no último quarto, quando faltavam 9:38 minutos para acabar a partida. O telão central mostrava vitória do Cavs por 86-70.

Por que tanta preocupação?

Porque a diferença, que chegou em 21 pontos e lá se mantinha, começou a desmoronar e os 15.550 torcedores do Sixers que lotaram o Walchovia Center passaram a fazer um barulho que poderia contagiar os anfitriões e deprimir os visitantes.

Mike Brown, o técnico, não quis pagar para ver. Colocou em quadra seu melhor jogador.

E a vitória veio.

RECORDES

Com esta dezena de sucessos seguidos, mencionada acima, o Cleveland fica a uma partida de igualar o recorde de invencibilidade da franquia, obtido na temporada 1988/89.

Enquanto ele não vem, vamos saborear o que está sobre a mesa: o Cavs venceu 18 de seus últimos 19 compromissos e passou seu recorde geral na competição para 19-3, mantendo-se na segunda posição entre todos os 30 participantes do campeonato, atrás apenas do Boston, o grande líder da nação norte-americana.

VAREJÃO

Ontem o capixaba pontuou mais do que de costume. Veio do banco e adicionou 15 na soma geral do Cleveland. O dobro de sua média na competição.

Anderson Varejão (foto AP) pegou ainda oito rebotes (dois de ataque), deu três assistências, um toco e fez um desarme.

Melhor de tudo: ficou em quadra 33:46 minutos e não cometeu nem um erro sequer.

Jogo para servir de modelo para os que vêm pela frente.

DE VOLTA PARA O FUTURO

Carmelo Anthony fez 45 pontos ontem na vitória do Denver sobre o Minnesota por 116-105. Pegou ainda dez rebotes.

Foi sua melhor pontuação nesta temporada.

O incrível deu-se no terceiro quarto, quando Melo marcou 33 pontos, acertando 12 de seus 15 arremessos (80%), sendo que quatro deles foram das cinco tentativas de três pontos (80%).

Recorde não apenas do Nuggets, mas da NBA também quando o assunto é o terceiro quarto.

Igualou-se a George Gervin, do San Antonio, que também anotou 33 pontos num quarto, mas no segundo, contra o New Orleans Jazz em abril de 1978.

É difícil manter uma produção dessas todas as noites, mas se Melo ficar próximo disso até o final da competição, dá para dizer com segurança que o Denver é candidato a alguma coisa – e não apenas mais um competidor que vive um bom momento.

DIFICULDADE

O jogo foi complicado, apesar de o placar final mostrar uma vantagem de 11 pontos em favor do Denver. O Minnesota virou o primeiro tempo na frente em 56-44.

Viu sua vantagem de 12 pontos desmoronar no terceiro quarto, quando Carmelo Anthony esteve num de seus mais inspirados dias com a camisa 15 do Denver Nuggets.

Os colorados venceram este quarto por 40-22 e entraram no decisivo com uma vantagem de 84-78.

Os seis pontos à frente foram bem administrados até o final e com muito esforço físico o time ainda conseguiu chegar aos 11 pontos definitivos que separaram os dois times. A vitória fez a equipe permanecer na segunda posição na Conferência Oeste com uma campanha de 15-7 (68.2%), atrás apenas do Lakers, que tem 18-3 (85.7%).

NENÊ

Desta vez o são-carlense não foi bem na pontuação: apenas cinco, número igual de bolas arremessadas contra a cesta do Wolves, sendo que duas delas atingiram o alvo.

40% de acerto, contra sua média que era de 63.3%. Ruim.

Nos rebotes, Nenê foi bem. Por um não chegou a dez. Quatro deles, é bom que se diga, foram fisgados na frente.

Jogo morno, abaixo do que o brazuca pode produzir.

AH QUE BOM SERIA

Os norte-americanos são campeões mundiais de marketing. Estão anos à frente de seu mais direto perseguidor, que na verdade nem sei que país é.

Feito o prelúdio, pergunto: você sabe o que a NBA e a Turner Sports arquitetaram para divulgar o “All-Star Game” e aumentar a sua audiência? O evento será exibido ao vivo, em HD e em três dimensões, em 80 cinemas equipados digitalmente espalhados pelas principais cidades de 35 estados dos EUA.

São estes os cinemas: Carmike Cinemas, Celebration Cinemas, Cinema West, Emagine, Galaxy Theatres, Marquee Cinemas, MJR, NCG, Rave Motion Pictures, Showcase e UltraStar Cinema.

Haverá 160 telões exibindo a 24ª. edição do evento das estrelas.

Dá pra imaginar? Em HD e em três dimensões. É como se você estivesse no US Airways Center, palco da festa, que acontecerá no final de semana do dia 15 de fevereiro, em Phoenix.

Enquanto isso, por aqui… Bem, deixa pra lá, não quero me irritar.

FRIEZA

O espanhol José Calderón, armador do Toronto, é o líder em percentual de acertos nos lances livres na atual temporada. Arremessou 52 em toda a competição e jamais errou o alvo.

100% de aproveitamento – o que ninguém tem.

TORCIDA

Chegamos a 153 votos. O Lakers segue soberano à frente na preferência dos brazucas que freqüentam este botequim. O Milwaukee cresce, repito, para minha surpresa.

O Chicago segue bem na segunda posição, mas o Boston e o Detroit começam a ameaçar.

O novo quadro é este:

1)    Lakers – 23.5%
2)    Chicago – 14.4%
3)    Boston – 8.5%
4)    Detroit – 8.5%
5)    New York – 6.5%
6)    Milwaukee – 5.9%
7)    Phoenix – 5.2%
8)    San Antonio – 4.6%
9)    Cleveland – 2.6%
10)    Utah – 2.6%
11)    Denver – 2.0%
12)    Houston – 2.0%
13)    Indiana – 2.0%
14)    Miami – 2.0%
15)    Portland – 2.0%
16)    Dallas – 1.3%
17)    Orlando – 1.3%
18)    Philadelphia – 1.3%
19)    Toronto – 1.3%
20)    Golden State – 0.6%
21)    Minnesota – 0.6%
22)    New Jersey – 0.6%

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sábado, 8 de novembro de 2008 NBA | 11:43

LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA

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É preciso ter calma neste momento. A prudência avisa. O campeonato mal começou e o treinador é novo. Mas a situação de Leandrinho (foto, perdento o controle da bola, algo corriqueiro nesta temporada) é preocupante. A gente espera que seja apenas uma nuvem passageira e que ela saia de cima da cabeça do armador do Phoenix o mais rápido possível.

Mas que o momento incomoda, isso ninguém duvida. Leandrinho não é nem de longe aquele jogador que a gente se orgulhava de ver em quadra e estufava o peito para dizer: é brasileiro! O paulistano passa por um período difícil da carreira.

Algumas coisas o atrapalham neste momento. Perdeu metade da pré-temporada em São Paulo ao lado da mãe, que estava doente. Por isso, ficou para trás na preparação. Há um novo treinador no time e novas exigências também.

Leandrinho jogou todos os seus cinco anos na NBA para Mike D’Antoni, um técnico que jamais privilegiou a defesa, indo ao encontro da formação do brasileiro, que sempre manteve os braços abertos para o ataque. Agora, com Terry Porter, defender é preciso.

Leandrinho pouco sabe sobre esta matéria. Não foi um aluno dos mais aplicados no começo da carreira, até porque nunca teve bons professores a exigir determinação do menino. Hoje, sem estofo defensivo, está pagando um preço mais alto do que ele imaginava que um dia pudesse pagar.

Para piorar, seu jogo ofensivo está irregular. Ontem, deu pena vê-lo em quadra. Completamente perdido e sem confiança, entregue à marcação, sem respostas para as armadilhas defensivas que os jogadores do Chicago prepararam para ele.

Marcou apenas dois pontos. Seu aproveitamento foi paupérrimo. Errou todos os arremessos de três pontos e acertou apenas um dos cinco chutes de dois pontos. Não bateu nenhum lance livre sequer. Ficou apenas 17 minutos em quadra. Se lá ficasse mais, o desmoronamento seria maior.

Fosse eu o técnico Porter, estaria preocupado neste momento menos com a derrota para o Bulls (100-83) e mais com o que se passa com Leandrinho. Se nenhum ajuste for feito, rapidamente, ele perde uma importante arma de seu arsenal, arma esta que já se mostrou eficiente no passado.

Há dois caminhos possíveis a se tomar: 1) tentar corrigir os defeitos de Leandrinho dedicando um bom tempo para isso; 2) trocá-lo por outro jogador e deixar que ele reencontre seu jogo em novo lar.

Mas, já disse, que não seja em Nova York.

LUZES QUE BRILHAM

Em compensação, os dois outros brasileiros mataram a pau na rodada de ontem da NBA. Anderson Varejão ganhou mais uma ao lado de LeBron James; Nenê fez o mesmo, tendo agora como parceiro o armador Chancey Billups, que debutou com a camisa 7 do Denver, trocado que foi com Allen Iverson.

ROUBANDO A CENA

Em Cleveland, LeBron James fez sua primeira cesta de três nesta temporada, deu um toco sensacional em cima de T.J. Ford a 39 segundos do final da partida, deixou a quadra com 27 pontos, nove rebotes, oito assistências e quatro tocos, mas o nome do jogo foi Anderson Varejão.

Claro, porque números assim, extraordinários, para King James são quase que corriqueiros. Mas falava eu sobre o capixaba, que jogou meia hora e terminou a partida com 18 pontos (a maior pontuação desde que jogou pela primeira vez na NBA) e oito rebotes, sendo que três deles foram no ataque. E ainda desarmou o adversário em três oportunidades. Nenhum dos 20.562 pagantes que estiveram na Quicken Loans Arena duvidou disso.

Varejão foi peça importante na vitória do Cavs sobre o Indiana por 111-107, que coloca agora o Cleveland na quarta posição da Conferência do Leste com uma campanha de 4-2.

Mas há o que se corrigir no jogo de Varejão, principalmente seu arremesso de curta distância. Ele pontua em bandejas e sobras de rebotes, mas quando tem que arremessar do perímetro, da zona morta, a bola dificilmente cai.

Esse não é o Varejão que a gente conhece. Ele tinha um bom arremesso. Arriscava até mesmo bolas de três – e com sucesso em muitas situações. O brazuca precisa se atrever neste momento a mudar este cenário. Há que se conversar com o técnico Mike Brown e treinar.

ROUBANDO A CENA 2 – A MISSÃO

Em Denver, os holofotes estavam todos direcionados para Chauncey Billups, que estreava no Nuggets. Mas os spots tiveram que ser deslocados para Nenê.

O paulista de São Carlos fez seu melhor jogo nesta temporada com a camisa 31 do Denver. Foram 19 pontos e sete rebotes (quatro deles no ataque) na vitória sobre o Dallas por apertados 108-105.

Seu grande momento foi a 12 segundos do final da partida, quando o Nuggets vencia por apenas dois pontos (104-102) e o Dallas atacava, pronto para mandar um torpedo triplo contra a cesta colorada e liquidar o embate. A bola caiu nas mãos do pivô Brandon Bass e Nenê tomou-a. E o jogo foi decidido em favor dos anfitriões.

Nenê tem levado grande vantagem sobre seus marcadores por saber usar a mão esquerda. Isso ficou nítido na partida de ontem. Quando é empurrando para este lado, sabe o que fazer, o que dificulta a marcação.

Os pivôs, a gente bem sabe, são limitados tecnicamente. São poucos os que têm brilho (é disso o que eu falo sobre o jogo de Varejão no ataque). Por isso, quando marcados, são previsíveis. Fazem do tamanho e da força sua grande arma. Nenê tem mais do que isso; sabe jogar.

Todos os 19.175 pagantes que estiveram no Pepsi Center constataram, mais uma vez, isso que vos falo.

E se Nenê pontua mais hoje em dia é porque, antes do jogo contra o Clippers, em Los Angeles, reuniu os companheiros no vestiário do Staples Center e disse a todos: “Passem-me a bola!”.

Foi atendido. Marcou 22 pontos. Justificou, assim, a reivindicação. Sua média no campeonato é de quase 16 pontos por partida.

E tende a crescer.

UMA ZONA

Dei uma olhada no jogo de estréia de Allen Iverson com a camisa 1 do Detroit. A correria, a zona de sempre. Resultado final: 103-96 para o New Jersey, apesar dos 24 pontos e seis assistências de AI.

Já falei aqui em nosso botequim: o Detroit jogou no lixo, prematuramente, esta temporada. Posso quebrar a cara, mas acho que não vou.

BELEZA

Se o jogo entre New Jersey e Detroit foi opaco, novamente as atenções voltaram-se para a repórter da tevê a cabo do Nets, a YES Network. Seu nome: Michele Beadle (foto).

Esbanja beleza, simpatia e capacidade profissional. É um dos destaques em Nova Jersey, mais do que o Nets, um time que eu não daria um tostão furado por seu desempenho nesta temporada.

Fico com pena do armador Devin Harris, que veio do Dallas na troca por Jason Kidd. Deixou a quadra ontem com 38 pontos e apenas duas assistências. Duas, claro, porque não há para quem passar a bola; o time é fraco.

Vince Carter deveria pegar o telefone e ligar para Dean Smith e pedir conselhos. Ainda é tempo.

Ainda bem que em Nova Jersey há Michele Beadle.

CARTAS À REDAÇÃO

Alguém consegue explicar a derrota do New Orleans para o Charlote?

FIM DA LINHA?

Parece que a temporada está escapando pelos dedos do San Antonio. Ontem foi mais uma derrota – e novamente em casa –, agora para o Miami por 99-83.

O motivo principal de novo revés foi a contusão logo no primeiro quarto do armador Tony Parker. Torceu o tornozelo. Pior de tudo: vai ficar duas semanas de fora, em tratamento.

Os adversários nestes 14 dias esfregam as mãos. Ganhar do Spurs virou obrigação neste momento.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008 NBA, outras | 12:32

NÚMEROS QUE ENGANAM

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Olhar apenas os números de um jogador no “boxscore” é muito perigoso. Ao destacar a atuação de Anderson Varejão na vitória do Cleveland sobre o Dallas, ontem, eu mostrei isso.

O exemplo hoje vale para o Leandrinho (foto).

Quem pegar a estatística da partida de ontem na vitória do Phoenix sobre o New Jersey por 114-86, vai ver que o brasileiro marcou 12 pontos, apanhou seis rebotes, deu quatro assistências e roubou duas bolas. Bons números, sem dúvida alguma.

Mas sabe como ele os conseguiu? Praticamente no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já estava definida.

Vejamos…

Leandrinho entrou em quadra quando faltava 1:58 minuto para acabar o primeiro quarto. Substituiu Raja Bell, o titular de sua posição. Jogou exatos 8:05 minutos, pois voltou para o banco quando o cronômetro mostrava que faltavam 5:53 minutos para o final do segundo quarto.

Quando entrou, o placar do Izod Center mostrava 30-23 para o Phoenix. O jogo estava disputado. Ao sair, a vantagem subiu em dois pontos: 47-38. A partida continuava disputada.

Nesses 8:05 minutos, Leandrinho teve o seguinte desempenho: três pontos, um rebote, duas assistências e dois erros.

Voltou ao embate no início do último quarto. O placar mostrava 92-77. O jogo ainda não estava definido, afinal, havia um quarto pela frente. Mas estava bem encaminhado, ainda mais sendo o Nets o adversário. Nesse último quarto, com as favas praticamente contadas, Leandrinho teve a seguinte performance: nove pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois desarmes.

Pergunto: os números de Leandrinho enganam ou não?

PERDENDO ESPAÇO

O que fica claro para mim é que, neste início de temporada, Leandrinho está perdendo espaço no time. O novo treinador, Terry Porter, valoriza a defesa.

Ainda não conseguiu acertá-la, é verdade, pois o Suns continua sofrendo muitos pontos de times fracos. Ontem, por exemplo, foram 55 no primeiro tempo.

Leandrinho nunca foi um bom marcador. É o protótipo do jogador brasileiro, não importa a modalidade: preocupa-se apenas em pontuar.

Seu negócio é arremessar bolas de três pontos. Poderia usar sua principal arma, a velocidade, para interferir na linha de passe do adversário e roubar bolas, muitas bolas, e – por que não? – ser o líder em “steals” da NBA.

Porter já conhece Leandrinho. Agora mais íntimo, deve ter visto muito mais de seu defeito defensivo. Poderia ajudá-lo a corrigir essa deformidade em seu jogo. Mas não sei se esta é uma meta estabelecida pelo treinador.

Portanto, não seria surpresa para mim se Leandrinho, logo mais, for trocado por alguém. E se isso realmente acontecer, tomara que não vá para o New York, pois Mike D’Antoni, seu antigo treinador no Arizona, gosta de esconder e não corrigir defeitos.

A FORÇA DO BOSTON

Acho que ninguém duvida da força do Boston. A derrota para o Indiana surpreendeu, mas isso acontece. O time mostrou novamente sua força ontem em Houston. Visitou um dos favoritos do Oeste e venceu por 103-99.

A partida foi de Ray Allen, não apenas pelos seus 29 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Allen foi grande na marcação também. Deixou a quadra quando faltavam apenas 33:9 segundos para o final e o placar mostrava 101-95 para o Celtics.

Fez uma falta para impedir Tracy McGrady pontuar. Foi a derradeira.

A defesa de Allen é subestimada por quase todo mundo na NBA. Vêem nele uma máquina de pontuar, mas não enxergam seu hercúleo esforço para diminuir os espaços dos adversários.

Ontem teve de controlar McGrady. Não dá para dizer que ele obteve sucesso pleno, pois T-Mac deixou o Toyota Center com 26 pontos e 50% de aproveitamento de seus tiros de quadra (9-18). Mas o armador do Rockets teve que suar mais do que o habitual para conseguir pontuar.

ENGAJADO

Ao tomar conhecimento que Barack Obama tinha praticamente garantido a vitória na eleição presidencial nos EUA, Ray Allen, ao final da partida, já no vestiário verde e branco, declarou: “Este é um momento histórico, mais do que a gente pode perceber. Nosso país será muito melhor. [Barack Obama] mostrou que não importa de onde você venha, quem são seus parentes, se você der duro; Obama tornou-se presidente e isso é o que ela [a vitória] significa”.

QUEDA LIVRE?

Não, não acredito que o San Antonio esteja em queda. O time está desfalcado de Manu Ginobili, ainda contundido, e por isso não está jogando o que pode.

A campanha é ridícula neste começo de temporada: três jogos e três derrotas. Só não é pior do que Clippers e Sacramento.

Mas mesmo sem Manu, o basquete do Spurs tem sido pobre. Tudo porque se resume a apenas dois jogadores: Tim Duncan e Tony Parker.

Isso ficou claro na derrota de ontem (98-81) para o Dallas, dentro de seu AT&T Center. Timmy fez 19 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto que o marido de Eva Longoria (maravilhosa na foto acima com a camisa do Spurs) desespera-se em quadra para que seus companheiros – à exceção de Duncan – consigam pontuar. Não conseguiu; tanto assim que o francês terminou a partida com envergonhadas três assistências.

Também pudera, olha só o desempenho de alguns jogadores nas bolas de dois: Michael Finley, 1-6; Matt Bonner, 0-5; Ime Udoka, 0-4; Bruce Bowen, só três arremessos durante o jogo, dois certeiros. Bonner conseguiu ainda a proeza de errar também seus três arremessos triplos, enquanto que Finley, um especialista, acertou apenas um em três tentados.

Assim não dá. Com o econômico desempenho dos companheiros, Parker foi ao ataque e deixou 22 pontos na cesta do Dallas.

Se os outros jogadores não melhorarem e Manu ficar de fora, o Spurs pode continuar nesta estiagem de vitória.

Estou curioso para ver a partida desta noite contra o Minnesota, em San Antonio. Ganha ou não?

ALEMÃO

Se alguém imaginou que Dirk Nowitzki foi dominado por Anderson Varejão porque está em decadência, mostro seus números no triunfo do Dallas diante do San Antonio, no clássico texano: 30 pontos, sendo que arremessou 24 bolas, contra apenas 11 na partida contra o Cleveland.

Gente, vamos dar crédito ao Varejão. Ele merece.

E Nowitzki não está, de jeito nenhum, dobrando o fio. Ele ainda é o núcleo desse do Mavericks. Nele todo o jogo está concentrado.

CASO IVERSON/BILLUPS

Alguns internautas têm me chamado a atenção para o fato de que o Detroit, ao trocar Chauncey Billups por Allen Iverson, limpou seu “cap” para investir em LeBron James ao final da próxima temporada, quando o ala do Cleveland terá a opção de escolher o seu caminho.

Verdade; dei uma olhada no “payroll” do Pistons no começo da temporada 2010/2011 e o único jogador com contrato garantido era Tayshaun Prince, com US$ 11,1 milhões. Chauncey Billups estaria lá com vencimentos de US$ 13,1 milhões.

Escrevi acima “era” porque ontem a franquia renovou por mais três anos o contrato do ala/armador Rip Hamilton, que vai receber, anualmente, o que Billups iria ganhar se ficasse na “Motor Town” – daí Motown, corruptela do apelido da cidade.

Quer dizer: foi uma escolha do presidente Joe Dumars; preferiu Hamilton a Billups. Na comparação entre idades, Billups tem 32 anos; Hamilton, 30. Diferença pouca.

Eu teria optado por Billups, pois em caso de contratação de LeBron, o jogo dos dois se encaixaria. Tudo o que King James não precisa é de um companheiro a rivalizar com ele na pontuação. Tudo o que LeBron precisa é de um armador que entenda o jogo e de um pivô para protegê-lo.

Realmente, não consigo entender esse negócio.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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