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sexta-feira, 9 de março de 2012 NBA | 13:00

O CHICAGO ESTÁ EM UMA SINUCA DE BICO

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O Chicago está numa enrascada danada. E ela atende pelo nome de Luol Deng.

Nos últimos dias comentou-se que o Bulls poderia fazer uma troca com o Orlando envolvendo Joakim Noah e ele próprio na qual o time da Flórida mandaria para a Cidade dos Ventos Dwight Howard e Hedo Turkoglu, mais compensações a serem discutidas.

Acontece que Luol não está bem. Sua munheca esquerda, lesionada no começo deste ano, voltou a incomodar o sudanês naturalizado britânico.

Havia a possibilidade de uma cirurgia, mas fosse esta a opção Deng ficaria três meses do lado de fora. Assim como Kobe Bryant, que faz qualquer coisa para não entrar na faca e desfalcar o time, Luol optou por descansar e evitar ser operado.

Acontece que o punho doente não melhora. E aí reside o problema.

Na derrota de ontem para o Orlando em pleno United Center, diante de 22.127 torcedores, Deng foi um desastre. Anotou apenas cinco pontos, fruto de uma cesta de três e dois lances livres convertidos.

Seu desempenho foi o seguinte: arremessou nove bolas (apenas nove) durante a partida e encestou só uma, exatamente a de três mencionada acima. Dessas nove, cinco foram triplas. E os dois lances livres convertidos foram os únicos cobrados durante a partida. Muito pouco.

Importante: dos últimos 41 arremessos, Luol (foto AP) converteu apenas 14, o que dá um aproveitamento modesto de 34,1%.

“Não gosto de falar sobre meu pulso, mas vou ter uma conversa com o staff médico (do Bulls) e com Thibs (Tom Thibodeau)”, disse o ala depois da derrota. E o que ele vai falar com estas duas entidades da franquia? Que ele quer descansar alguns jogos porque… Ora, porque o pulso está doente muito!

Por isso o Chicago está numa enrascada.

Hoje, Luol não passaria em um exame médico rigoroso e seria vetado pelos doutores do Orlando em uma possível troca com D12. E hoje Deng não poderia executar o papel que a ele Thibs impõe durante as partidas, que é o de ser o fiel escudeiro de Derrick Rose.

Por conta disso, do péssimo basquete jogado por D-Rose e do grande basquete jogado por Howard o Orlando venceu a partida de ontem à noite no United Center por 99-94. Com isso, colocou um ponto final em uma sequência de oito vitórias do tricolor de Illinois.

Resta saber o que o futuro reserva a Luol Deng.

Uma troca envolvendo o jogador, creio eu, está descartada. Se eu fosse GM ou dono de uma franquia não pegaria o ala do Chicago nessas condições.

O futuro do time no campeonato não está descartado, pois o descanso desejado por Luol pode ser benéfico e mesmo que funcione como um paliativo, seu efeito pode ter a duração desejada, fazendo com que o jogador suporte as dores até o final da temporada para fazer a cirurgia nas férias.

Mas pode não funcionar. Afinal, o comprometimento dos ligamentos do pulso esquerdo surgiu no começo de janeiro. Luol ficou de fora algumas partidas. Voltou. Suportou um mês e meio de trabalho. Agora abre o bico. Será que vai dar certo?

O Bulls está mesmo numa enrascada.

OPOSTOS

Derrick Rose fez uma de suas piores partidas com a camisa 1 do Chicago Bulls. Marcou apenas 17 pontos, frutos de um aproveitamento de 6-22 (27,3%) de seus arremessos, sendo que foram 2-6 (33,3%) nas bolas triplas. Deu nove assistências, é verdade, mas o papel de D-Rose não é este. Seu papel é pontuar e conduzir o time em quadra. Dar assistências é o papel que cabe, por exemplo, a Rajon Rondo, que não tem aptidão para pontuar.

Rose foi um desastre ainda maior do que Luol Deng, que tinha a desculpa da munheca adoentada.

Não dá para jogar bem todas as noites, já dizia Michael Jordan. E não dá mesmo. Jogar mal faz parte do jogo. Mas o problema é que D-Rose pareceu medrar diante da defesa adversária. Passou-me esta impressão, pois esteve receoso de encontrar-se com o gigante Dwight Howard dentro do garrafão do Orlando Magic.

Por falar em D12, o pivô do Orlando fez de seus marcadores gato-e-sapato. Fiquei com pena de Omer Asik.

D12 terminou a partida com 29 pontos e 18 rebotes. Tocos? Só três. Achou pouco? Eu também. Mas olhando a partida a gente pôde ver que não apenas D-Rose evitou as infiltrações, temeroso de levar um tapão de Howard, os outros jogadores do Chicago também. Por isso, apenas três todos.

Uma observação: aquela jogada em ponte-aérea entre ele e Jameer Nelson (o baixinho bate pra dentro, finge que vai fazer a bandeja e levanta a bola para a enterrada de D12) é espetacular. Dá para fazer muitas e muitas vezes. Não sei por que não é executada com assiduidade.

Se fosse, o Orlando ganharia com ela. E nós também.

CRONÔMETRO

Na capa da seção de esportes da edição eletrônica do diário “Orlando Sentinel” há um cronômetro que faz a contagem regressiva até a 0h do dia 16 de março, horário de Nova York.

E por que esse dia? Porque a NBA não permitirá mais trocas após as 24h de 15 de março.

Desta forma, angustiados com a possibilidade de perder seu maior jogador desde Shaquille O’Neal, todos em Orlando estão de olho no relógio.

A contagem regressiva mostra que faltam seis dias, tantas horas, tantos minutos e tantos segundos para o fim do “deadline” estabelecido pela liga.

D12 fica ou não em Orlando?

Esta é a grande questão a ser respondida neste momento na NBA.

O que eu acho? Não sei; sinceramente, não sei.

DALLAS

No Arizona, o Dallas continuou sua história de altos e baixos na temporada. Perdeu para o Phoenix por 96-94.

A derrota confirmou-se no fim. Depois de Grant Hill ter perdido um par de lances livres, o Mavs teve a chance de empatar e mandar a partida para a prorrogação, mas Rodrigue Beaubois falhou na última bola arremessada.

Escrevo o que li, pois a partida não vi (ops!).

Notas relacionadas:

  1. FINALMENTE O CHICAGO JOGOU
  2. COM AUSÊNCIAS, CHICAGO CAI DE PRODUÇÃO E PREOCUPA
  3. CHICAGO: VITÓRIA PARA ENTUSIASMAR E ASSUSTAR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de novembro de 2009 NBA | 16:35

LEI DE MURPHY

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Parece a tal da “Lei de Murphy”…

Dez da noite, conectei o laptop no League Pass. Cliquei no jogo do Phoenix contra o Philadelphia e… estava horrível!

O jogo passou todinho em “slow motion”! Não tinha como assistir a partida daquele modo. Resultado: vi pouco do jogo.

E o pior é que as outras partidas chegavam limpinhas pelo League Pass. Sem qualquer problema.

Logo ontem que eu iria me concentrar no jogo do Phoenix — o que eu ainda não fiz nesta temporada. Iria deliciar-me com o “gun and run” dos ensolarados, na definição perfeita do Daniel Sanches, parceiro frequente deste botequim.

E mais: queria ver Steve Nash, que vários companheiros têm garantido que está jogando um basquete que vai garantir a ele a disputa pelo MVP desta temporada. Mas não deu certo.

Como disse, a tal da “Lei de Murphy” deu o ar da graça e eu pouco vi da sensacional virada do Suns pra cima do Sixers. No intervalo da partida, os anfitriões venciam por 12 pontos: 66-54 — isso eu vi.

Perderam, ao que tudo indica, a inspiração e o fôlego no segundo tempo. Sim, pois o Phoenix, no período derradeiro, sapecou 65-49 no Philadelphia e calou os 10.205 torcedores que foram ao Wachovia Center (pouca gente, concordam?).

Sapecou 65-49 porque, como disse, conseguiram impor o “run and gun” e no “run and gun” não tem time que consiga conter o Phoenix.

Desta forma, o Sixers ao perder a inspiração (no caso de valorização da bola e arremesso equilibrado), possibilitou o contra-ataque ao Suns e, sem fôlego, foi comido pelo adversário.

Phoenix 119-115 Philadelphia. Resultado justo.

Pena que eu não tenha tido a oportunidade de ver o jogo na íntegra. Mas não faltarão oportunidades para isso.

DESTAQUES

Claro que Steve Nash merece todas as honras. Marcou 21 pontos e deu 20 assistências!

Demais; não é pra qualquer um.

Informação pra quem não sabe: foi a primeira vez desde a temporada 2005/06 que o canadense registrou 20 ou mais pontos e assistências numa mesma partida. No dia 2 de janeiro de 2006, Nash fez 28 pontos e 22 assistências em Nova York diante do Knicks.

As 22 assistências referidas representam, até hoje, recorde na carreira do menino do país bilíngue.

É o “Pistol Steve” desta geração. Alguém discorda?

BRASUCA

Leandrinho Barbosa, pelo que pude ver, está voltando aos poucos. Jogou 21 minutos, é verdade, mas não teve o volume de jogo habitual.

Foram apenas cinco bolas arremessadas durante o tempo em que esteve em quadra. Uma dupla e quatro triplas; acertou uma das duplas e duas das triplas.

Terminou a partida com oito pontos e um rebote. E mais nada. Nem lance livre bateu.

Como disse, Leandrinho está voltando aos poucos depois da lesão.

GOELA

Tim Duncan, lesionado, não jogou; o mesmo para Tony Parker. Mas a potência vocal do outro tenor texano compensou. Manu Ginobili só não fez chover ontem em San Antonio.

O argentino marcou 36 pontos (14-16 nos lances livres, de dar inveja aos brasileiros) nos 34 minutos em que ficou em quadra, mostrando que está bem das pernas. Sim, pois o jogo esteve no pau até os últimos cinco minutos.

E foi no quarto decisivo que o argentino foi grande. Manu acertou todas as suas quatro bolas triplas; jogou muito.

Resultado: o Spurs venceu o Toronto por 131-124, num jogo emocionante de se ver.

Gostei, pois o alvinegro do Texas fez ontem o que o Lakers vem fazendo: mesmo desfalcado, em casa quem canta de galo são eles.

Notas relacionadas:

  1. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  2. UM ARGENTINO QUE VALE O QUE PESA
  3. UM TIME SEM MEDO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sábado, 31 de outubro de 2009 NBA | 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

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Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO FEZ ONTEM O QUE PODERIA FAZER SEMPRE
  2. A HORA DO PALPITE
  3. MENINOS DO CHICAGO CALAM BOSTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 20 de julho de 2009 NBA | 20:10

DEPOIS NÃO RECLAMA

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Minha avó costumava dizer que quem corre por gosto não cansa.

O Phoenix acabou de renovar o contrato de Steve Nash por mais duas temporadas. O jogador receberá em troca US$ 22 milhões – US$ 11 milhões por ano.

O novo acordo, é bom que se diga, começa a valer a partir do campeonato 2010/11. Sim, pois o canadense ainda tem vínculo com o Suns por mais uma temporada, quando receberá US$ 13.1 milhões.

Ou seja: Nash, duas vezes eleito o MVP da temporada regular da NBA (05 e 06) vai amealhar nos próximos três anos US$ 35.1 milhões.

A grana não é minha; portanto, que se lasque Robert Sarver, o dono da franquia. Se ele quer rasgar dinheiro, o problema é dele – desde que não rasgue o meu, é claro.

Nash (foto AP) goza de um prestígio na NBA incompreensível para o meu gosto. Jamais disputou um título e em quadra é um autêntico peladeiro; que me desculpem seus fãs.

O time que ele conduz se parece mais com um bando correndo daqui pra lá e de lá pra cá do que com uma equipe bem estruturada e organizada. Sempre foi assim.

Nash está atualmente com 35 anos. Quando seu contrato com o Phoenix se encerrar ele estará com 38 anos.

A idade é o que menos importa; desde que o jogador esteja sadio. Este é o caso de Nash.

Suas pernas não parecem dar sinais de cansaço. Assim, a correria tende a continuar; daqui pra lá e de lá pra cá.

Seu entendimento do jogo é curto. E se Nash não aprendeu até hoje como conduzir um time, não vai ser agora, quase balzaquiano (será que eu posso usar o termo com marmanjos?) que ele vai aprender.

Steve Kerr, GM da franquia, o mesmo que demitiu Mike D’Antoni e contratou o horroroso Terry Porter, vendeu a idéia a Sarver de que a franquia tem que ser reconstruída em torno de Nash. Sarver acreditou na história de Kerr.

Quer dizer então que um cara que basicamente só sabe correr em quadra e que nos momentos decisivos e de pressão (leia-se playoffs) invariavelmente toma decisões erradas (não fosse assim ao menos um título de conferência ele teria) vai ser o professor de quem vem por aí?

OK, então não reclame no futuro. Não foi o Phoenix quem decidiu renovar o contrato do jogador?

Como dizia minha avó, quem corre por gosto não cansa.

Notas relacionadas:

  1. GARNETT É FÃ DE RONALDINHO GAÚCHO
  2. FREARAM NENÊ E LEANDRINHO!
  3. LEANDRINHO FEZ ONTEM O QUE PODERIA FAZER SEMPRE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quinta-feira, 25 de junho de 2009 NBA | 18:17

REFORÇO DE PESO

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Já vi que muitos de vocês tomaram conhecimento e alguns já comentaram o negócio desta quinta-feira: Shaquille O’Neal deixou o Phoenix e foi para o Cleveland.

Em troca, o Cavs mandou para o Suns Sasha Pavlovic, Ben Wallace, US$ 500 mil e o primeiro “draft” do ano que vem, desde que não esteja entre os 40 primeiros. Se isso ocorrer, o Suns fica com a segunda escolha do Cleveland.

O que isso quer dizer?

Que o Cleveland não mediu esforços para continuar sonhando com o título na próxima temporada. Enfiou a mão no bolso e pegou Shaq.

Sim, pois o superpivô tem garantido para esta próxima temporada US$ 20 milhões. De outra parte, Sasha antecipou US$ 3.450 milhões deste último ano de seu contrato, o que lhe garante para a próxima temporada apenas US$ 1.5 milhão – que serão pagos pelo Suns – e não os US$ 4.950 milhões a que ele teria direito.

Além disso, como o time do Arizona estava com o “cap” estourado, outros US$ 3.450 milhões serão adicionados à economia da franquia, que não terá de pagar de multa à NBA por ter estourado o teto da “Luxury Tax”.

Isso sem contar que Big Ben pode se aposentar, o que, se ocorrer, desobriga o Phoenix de pagar os US$ 14 milhões a que ele tem direito na próxima temporada. E a possibilidade é grande, apesar da vultosa quantia em questão.

Mas esqueçamos as cifras e vamos falar de basquete.

Com Shaq no time, o Cleveland ganha muita força em seu jogo interior. Mesmo com 37 anos, o grandalhão teve médias de 17.8 pontos e 8.4 rebotes por partida na última temporada.

Se não empolgou tanto foi porque ele jamais casou com o estilo de jogo do Phoenix. No começo, Terry Porter até que tentou, mas depois que foi demitido e Alvin Gentry assumiu o comando da equipe, ela voltou à correria dos tempos de Mike D’Antoni.

Agora ao lado de LeBron James (foto AP), sobrará espaços para Shaq atacar, o que é o forte de seu jogo. Isso porque a marcação adversária dobra o tempo todo pra cima de LBJ, pois, se não o fizer, o craque enche o picuá adversário de cesta.

Dobrando em King James, Shaq vai ter, como disse, folga ofensiva. E se ele encontrá-la, vai também encher o picuá adversário de cesta.

Além disso, defensivamente, ele vai ajudar na briga contra os grandalhões adversários. E quando falo em grandalhões adversários me refiro ao pessoal do Boston e do Orlando – principalmente Dwight Howard.

Shaq não tem um histórico de contusões graves, é experiente e ainda tem amor pelo jogo. Além disso, é boa praça e não bagunça vestiário; ao contrário, ajuda a melhorar o ambiente do grupo.

Ainda por cima, vai adicionar a experiência que o time tanto precisou nos momentos decisivos da última temporada. Afinal de contas, ele tem quatro anéis de campeão.

Quanto ao Phoenix, bem, o Suns pensou apenas no dinheiro. Vê-se que a franquia não tem projeto de alçar grandes voos no próximo campeonato.

Se o tivesse, teria procurado algum jogador útil para o time – e não um atleta que só pensa em se aposentar e um estrangeiro que até hoje não entendeu direito como é que funciona o jogo na NBA.

DRAFT

Hoje à noite, 20h de Brasília, acontece em Nova York o “NBA Draft”. Não me emociona nenhum pouco, pois não teremos neste recrutamento nenhum Kobe Bryant, LeBron James ou Tim Duncan.

Dizem os especialistas que é uma das mais fracas seleções dos últimos tempos.

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  1. SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO
  2. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2009 NBA | 15:12

ERRO GROTESCO

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Eu me pergunto: do que adiantou tudo o que o Charlotte fez em um tempo normal e em uma prorrogação? Nos segundos finais do segundo tempo extra, a defesa do Bobcats ficou completamente perdida no contra-ataque armado pelo Boston depois de Raymond Felton ter errado um arremesso a 11 segundos do fim.

O erro pior foi do ala Gerald Wallace, que tentou tomar a bola de Paul Pierce e deixou Ray Allen livre. Sabe o que aconteceu? Claro que vocês sabem, é público: Allen derrubou a bola tripla e colocou o Celtics na frente em 111-109 (placar final) e disse não ao adversário, que pretendia – e podia – ganhar a partida.

Eu me pergunto: como alguém pode deixar, segundos que sejam, um jogador como Ray Allen livre no momento decisivo (foto AP)? Ele já havia empatado a partida nos segundos finais da primeira prorrogação (101-101) e – o mundo está careca de saber –, é a principal opção ofensiva do Boston “down the strecht”.

Wallace deveria ter deixado Pierce no mano a mano com Boris Diaw, que contava ainda com uma provável ajuda do pivô Emeka Okafor. Diaw estava bem posicionado na marcação a Pierce e a chance de ele errar não era desprezível.

Mas Wallace optou pela ação do desarme e deu no que deu. A decisão do ala do Cats surpreendeu até mesmo Allen, que, após a partida, se disse surpreso ao se ver livre para o arremesso que destruiu o adversário.

“Eu realmente não esperava que Wallace me deixasse livre”, admitiu Allen depois do embate.

Inconformado, o técnico Larry Brown, do Charlotte, não conseguia entender por que não foi feita a falta em Pierce. “Tínhamos mais uma falta para fazer”, disse Brown.

E com três segundos para o final, depois de um pedido de tempo do Boston, o Cats voltaria com uma defesa mais bem posicionada, o que dificultaria o arremesso final.

A derrota representou um ponto final na sequência de vitórias do Charlotte. O time havia batido Philadelphia, fora, e Knicks e Lakers, em casa.

Estava empatado com o Chicago em número de derrotas. Agora tem 41, uma a mais que Bulls, que agradece Gerald Wallace.

PATINADA

Outro time que pisou na bola foi o Houston. Tudo bem que o jogo contra o Phoenix foi no Arizona; mas o Suns hoje é um time desfalcado no garrafão com a ausência de Amaré Stoudemire.

E os texanos têm um jogo interior forte com Yao Ming e Luis Scola. Por isso, não consigo entender a derrota por 114-109.

A partida foi muito igual; os números mostram isso. Shaquille O’Neal e Ming se anularam.

O problema é que Scola não conseguiu levar vantagem diante de Matt Barnes, seu marcador, na verdade um ala improvisado de ala de força, que mede apenas 2m01 de altura e não está acostumado à posição.

Baixo, como se vê, para a posição, cinco centímetros a menos que Scola, ala/pivô de ofício, acostumado às intempéries do garrafão.

A derrota do Rockets se deu exatamente aí.

DUELO

Dwight Howard e Chris Bosh, os dois pivôs do time dos EUA nos Jogos de Pequim, se encontraram ontem à noite em Orlando. Howard comportou-se como um ótimo anfitrião e estendeu um tapete vermelho para Bosh.

Esperto, o pivô do time canadense aproveitou-se das boas vindas e anotou 24 pontos e apanhou 12 rebotes. O ponto alto da gentileza de Dwight aconteceu quando faltavam 23 segundos para o final da partida.

Com uma marcação bem meia boca para quem é considerado o melhor pivô do mundo, Dwight possibilitou um arremesso para Bosh levar a vantagem do Raptors para três pontos: 98-95.

E o Magic não teve forças – e principalmente tempo – para reverter o marcador e ganhar uma partida que todos na franquia davam como favas contadas.

O prejuízo foi enorme, pois, com a vitória do Celtics diante do Bobcats, o Orlando perdeu a segunda posição no Leste para o Boston, que tem um melhor aproveitamento.

E é aquilo que a gente tem dito: a chance do Orlando num possível embate nas semifinais do Leste é ter a vantagem de quadra. Caso contrário, o Boston decidirá o título da conferência com o Cleveland.

ROTINA

O Lakers fez as pazes com a vitória ao bater o Milwaukee (foto AP) por 104-98. Mas não foi sossegado.

O time californiano esteve atrás no marcador no terceiro quarto, iniciou o último também em desvantagem, para tomar a dianteira quando faltavam 7:52 minutos para a buzinada final.

Dali para frente, não perdeu mais o controle do jogo. Mas voltou a mostrar aquela mesma indolência que tem marcado seus últimos jogos.

O primeiro tempo do Lakers foi preocupante do ponto de vista defensivo. Possibilitou ao adversário um aproveitamento de 56.8% de seus arremessos.

Mas esqueçamos os problemas do jogo de ontem. Vamos nos concentrar na notícia que vem de Los Angeles: Andrew Bynum está se recuperando mais rápido do que esperava de sua contusão no joelho.

E garantiu: volta nos últimos jogos da fase de classificação. Ou seja: daqui a uns dez dias no máximo.

Ele falou em duas semanas ao responder uma pergunta de uma fã que o encontrou na rua, ontem, após posar para uma fotografia.

Perguntou ela: “Quando você volta?”; respondeu Bynum: “Duas semanas”, para acrescentar, em seguida: “Tomara”.

E sorriu; para a fã e para sua boa situação.

APOSENTADORIA

Allen Iverson disse ontem que cogita se aposentar ao final desta temporada. Iverson já não é mais o mesmo, todo mundo sabe disso.

Mas ele ainda pode jogar em alto nível na NBA. Claro que não a ponto de levar nas costas – como fez no Philadelphia – uma equipe para disputar o título.

A decisão se deve ao fato de ele não querer se tornar gerente de banco. Ego inflado, quer ser titular.

Até aí tudo bem. O problema é que ele quer ser titular de um time de ponta.

Não dá mais.

Iverson pode ser “starter” de times que vão, no máximo, brigar pela oitava posição em sua conferência. Mesmo assim, se divertiria em quadra e ganharia mais dinheiro para uma velhice sossegadíssima – não dele, mas da quarta geração a partir dele, óbvio.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
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sexta-feira, 27 de março de 2009 NBA | 11:28

UMA SURRA E TANTO

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Não vi todos os jogos do Chicago, óbvio. Mas creio que dá para dizer que a vitória de ontem diante do Miami por 106-87 representou o melhor desempenho do time nesta temporada.

O Chicago jogou muito; ou melhor, jogou muito no segundo tempo, quando triturou o time da Flórida.

O período inicial foi disputado, igual. Tanto que somado os dois primeiros quartos, o Heat foi para o vestiário na frente em dois pontos: 49-47.

Na volta, o Bulls incendiou o United Center. Aniquilou o Miami no terceiro quarto, vencendo por 32-14, e não perdeu mais o controle do jogo.

John Salmons (foto AP), uma ótima aquisição feita numa troca com Andres Nocioni, barbarizou no terceiro período. Anotou 13 de seus 27 pontos nesses 12 minutos em questão e não encontrou barreiras pela frente, pois Jamario Moon não foi páreo para suas investidas ofensivas. Acertou 52.6% de seus arremessos (12-22).

“Nós estamos jogando bem”, disse Salmons depois da partida. Nem precisava; todo mundo viu. “Quando movimentamos a bola como hoje, é difícil para qualquer defesa”.

Verdade.

Nada menos do que seis jogadores terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. Além dos 27 pontos de Salmons – ele não é a cara do Wesley Snipes? –, Ben Gordon fez 18, Tyrus Thomas e Kirk Heinrich 15 cada um, Brad Miller 12 e Joakim Noah 10.

Deu gosto ver o Chicago. Pena que o time não jogue sempre assim.

Se o fizesse, engrossaria para muitos adversários.

ENERGIA

Brad Miller foi outra grande aquisição do time da cidade dos ventos. Assim como John Salmons, veio do Sacramento.

Miller não é nenhum primor tecnicamente falando; mas tem uma energia, um coração que a gente derruba lágrimas de felicidade e emoção quando o vemos trabalhando. Não chega a ser um Chris Andersen, mas luta bravamente.

Antes todos fossem como eles; mas não são e não vamos entrar em detalhes, pois não é o caso. Neste botequim falamos de basquete e ponto final.

Bem, mas voltemos a Miller. O duplo rebote ofensivo que ele pegou a 1:11 minuto do final do terceiro quarto foi um desses lances que exemplificam bem o caráter do jogador.

Lutou ferozmente pelo ressalto e levou a melhor diante da zaga do Heat. Abençoado, teve seu esforço recompensado com a finalização da jogada: passou a bola para Derrick Rose, que infiltrou e encerrou o ataque com uma ponte-aérea para Tyrus Thomas, que sacudiu das poltronas os 21.908 torcedores que foram à arena.

A enterrada veio seguida de falta, o que acabou resultando em um ataque de três pontos. O Bulls pulou à frente em 14 pontos (77-63) e deixou claro a Dwyane Wade e companhia que a noite seria de ventania.

CLASSIFICAÇÃO

Com o resultado, o Chicago pulou da oitava para a sétima posição na Conferência Leste. Tem um percentual igual ao do Detroit, mas vence o adversário de Michigan pelo critério de desempate.

Por isso ocupa a melhor vaga. Mas no número de derrotas, tem uma a mais que o Pistons. Ocupa, na verdade, a oitava e não a sétima posição.

O que anima seus torcedores é que dos restantes nove confrontos apenas um deles será contra uma equipe que tem um aproveitamento superior a 50%. Falo do Philadelphia – que não é nenhuma maravilha, convenhamos.

Os demais oponentes trabalham no vermelho e, deles, apenas o Detroit encontra-se no G-8. A partida será no Palácio de Auburn Hills e pode, na ocasião, estar determinando posições dentro da conferência.

São os dois jogos mais complicados. Os demais são as chamadas babas.

E tudo viagem curta.

E mais ainda: dos nove enfrentamentos finais, seis serão em Chicago, onde o time venceu seis de seus últimos sete combates.

Bons ventos sopram, realmente, na cidade dos ventos.

MVP

Ontem a TNT falou dos candidatos a melhor jogador desta temporada regular. Mostrou o desempenho de Dwyane Wade, LeBron James e Kobe Bryant.

Deixou claro que os três são legítimos postulantes ao troféu.

Mas assim como outros frequentadores deste botequim, eu não consigo colocar D-Wade (foto AP) neste pacote. A campanha do Miami é seu maior adversário.

LBJ e Kobe, ao contrário, lideram as duas equipes mais poderosas desta competição. Arrebentam em quadra e, exigentes que são quando trabalham, fazem com que seus companheiros também joguem em um nível superior. Caso contrário, não conseguirão acompanhá-los.

Este é um dos grandes segredos de um fora-de-série: melhorar o nível de rendimento dos jogadores que gravitam em torno de si. Michael Jordan fez isso no Chicago; LBJ e Kobe fazem o mesmo, hoje, em seus times.

D-Wade não conseguiu, nesta temporada, repetir a dose de 2005-06, quando o Heat foi campeão da NBA. A campanha atual é modesta: 38 vitórias e 34 derrotas.

Jordan cansou de fazer o que D-Wade faz nesta temporada, individualmente, e foi premiado apenas uma vez. Ocorreu no campeonato de 1987-88, quando o Bulls terminou em terceiro lugar na conferência com uma campanha de 50 vitórias e 32 derrotas, atrás de Boston e Detroit, respectivamente.

MJ terminou a fase de classificação como cestinha da competição com exatos 35 pontos de média. Nos playoffs… bem, não importam os playoffs, porque o MVP foi da fase de classificação – e não das finais.

Como se vê, números bem mais robustos dos que D-Wade apresenta nesta temporada. Por isso, entendo que D-Wade tem que ficar de fora nesta corrida.

Ela deve se resumir a LeBron e Kobe.

RODADA

O Lakers deu mais um passeio por terras do leste americano. Venceu seu terceiro jogo consecutivo. Faltam mais três para arrumar as malas e voltar para casa. Embora o primeiro tempo tenha sido disputado, o Detroit não foi páreo nos dois últimos quartos. Sentindo, seguramente, a ausência de três titulares (Allen Iverson, Rip Hamilton e Rasheed Wallace), o Pistons não teve pernas para suportar o ritmo final dos angelinos, que fecharam a partida em 92-77. Kobe Bryant foi o cestinha da peleja com 30 pontos. Pegou oito rebotes e deu sete assistências. Havia nove partidas que o Lakers não conseguia vencer o Detroit em Auburn Hills… O Phoenix se complicou com a derrota de ontem para o Blazers, em Portland, por 129-109. Tem agora quatro derrotas a mais que o Dallas. Dez são os jogos restantes para o Suns; 11 para o Mavs. Sinceramente, esquece. Vamos ver Leandrinho em ação, novamente, apenas no final do ano, quando começará a próxima temporada.

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quinta-feira, 19 de março de 2009 NBA | 12:37

CONTUSÃO FORA DE HORA

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Dois momentos importantes ontem à noite em Phoenix. O primeiro deles refere-se à vitória do Suns diante do Philadelphia por 126-116; o segundo, a contusão de Leandrinho Barbosa.

Este é o que mais nos interessa. Faltavam 26 segundos para o final do primeiro quarto…

Leandrinho tinha acabado de entrar no lugar de Shaquille O’Neal (foto AP). Tinha acabado, também, de ter encestado seus únicos dois pontos no jogo.

Quando tentava mais dois, numa infiltração, sentiu uma forte dor no joelho esquerdo. Caiu; levantou-se momentos depois com o auxílio dos companheiros; foi para o vestiário; não voltou mais.

Que coisa!

Leandrinho vivia um ótimo momento com Alvin Gentry. Ao contrário de seu antecessor, Terry Porter, o atual treinador reservou em seu projeto de reerguimento da equipe minutos preciosos ao paulistano.

E Leandrinho retribuía a confiança do novo treinador com cestas e desarmes. Em apenas um dos 16 jogos sob o comando de Gentry não teve duplo dígito na pontuação (derrota para o Miami). Estava com média de 19.1 pontos por jogo.

Agora vem o golpe da contusão.

O bom é que o raio-X feito ontem à noite, dentro mesmo do US Airways Center, nada revelou de importante. Mas para fechar o diagnóstico hoje à tarde o brazuca passará por uma ressonância magnética no joelho combalido.

Tomara que as imagens sejam as mesmas e revelem que o futuro nesta temporada não esteja comprometido.

RECUPERAÇÃO

O outro momento a que me referi na abertura de nossa conversa foi a vitória do Suns. O time do Arizona fez ontem à noite o que o Lakers não conseguiu na última terça-feira.

Fez, aliás, o que um time que tem objetivos no campeonato tem que fazer quando pega esse tipo de oponente: vencer.

“Nós ainda estamos vivos”, decretou o armador Steve Nash. “Nós ainda sentimos que chegaremos lá”.

Chegar lá significa classificar-se para os playoffs. O Phoenix tem 31 derrotas, quatro a mais do que o Dallas, com quem, neste momento, briga pela última vaga para a decisão do Oeste.

Mas o time ainda tem que progredir em quadra. O próprio treinador sabe disso: “Foi uma boa vitória, mas ainda estamos tentando melhorar [o time] para ver se a gente consegue se classificar para os playoffs”.

Progressos foram feitos nos últimos três embates, quando saiu-se vencedor. O problema foram as seis derrotas que o time enfileirou antes desta trinca de sucessos.

A pior delas foi contra o Dallas, com quem briga pela última vaga.

Será que ainda dá?

Acho que sim; mas Leandrinho tem que estar com a saúde em dia para que isso ocorra.

DECISIVO

Carmelo Anthony foi decisivo para a vitória do Denver diante do Memphis, no Tennessee, por 111-109. O Nuggets estava 13 pontos atrás no marcador quando faltavam 8:26 minutos para o final da partida, logo após Hakim Warrick encestar mais dois pontos para o Grizzlies, colocando o placar em 100-87.

Foi então que Melo (foto AP) entrou em ação. Anotou nada menos do que 13 pontos e liderou a corrida que o time fez de 24-9.

O ala colorado terminou a partida com 35 pontos; cestinha do time e do jogo.

IMPORTANTE

Foi a quarta vitória consecutiva do Denver. Recuperou-se dramaticamente na competição, onde ocupa o quarto lugar na Conferência Oeste.

Tem três derrotas a mais do que o San Antonio. Sonha em terminar em segundo.

Acho muito difícil, pois o Denver não tem se mostrado um forte competidor diante dos adversários mais robustos de sua conferência. Amanhã tem mais uma baba pela frente: o Washington, em casa.

Depois vai passar por nova provação. Três partidas fora de casa, diante de Phoenix, New Orleans e Dallas.

Esses três compromissos nos dirão se o time pode requerer um bilhete de primeira classe rumo os playoffs.

NENÊ

O são-carlense terminou a partida com 19 pontos. Apanhou sete rebotes e deu ainda dois tocos.

Manteve sua média – que é muito boa.

Nenê está com desempenho de 14.8 pontos e 7.9 rebotes. Arredondando… 15 pontos e oito rebotes.

Acho muito bom.

Exagera – inclusive eu – quem pede mais a Nenê.

RODADA

Frustrou-se quem foi ontem ao TD Banknorth Garden ver o enfrentamento entre Boston e Miami. Nada menos do que três das grandes estrelas do combate estiveram fora de ação: Kevin Garnett e Ray Allen (Celtics) e Dwyane Wade (Miami) estavam contundidos. Mas emoção não faltou: o jogo só foi decidido na prorrogação e os anfitriões levaram a melhor em 112-108… Já que o assunto é tempo extra, o Houston precisou de dois para bater o Detroit no Texas. O recorde do time no campeonato, depois que Tracy McGrady deixou a equipe por contusão, é de 13-4. O destaque ficou por conta do chinês Yao Ming: 31 pontos, 15 rebotes e quatro tocos. E ainda tem gente que não gosta do chinês… O Chicago somou ontem sua terceira vitória consecutiva ao bater, fora de casa, o Oklahoma City por 103-96. Volta para a cidade dos ventos nesta quinta e amanhã pega o Lakers em seu United Center. Vencer é importante para continuar sua escalada rumo aos playoffs. O Bulls tem uma derrota (37) a menos do que o Charlotte e duas em relação ao Milwaukee, New Jersey e New York.

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segunda-feira, 16 de março de 2009 NBA | 14:31

AINDA HÁ ESPERANÇA

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Será?

Eu já disse algumas vezes aqui neste botequim que o Phoenix já tinha jogado a toalha.

Playoffs? Ano que vem.

Especialmente porque o time perdeu um de seus melhores jogadores – senão o melhor –, o ala/pivô Amaré Stoudemire. Sem um grandalhão qualificado no banco de reservas, o técnico Alvin Gentry mudou o esquema do time – passou a jogar com quatro abertos.

Com isso, a equipe ganhou em rapidez, pois Matt Barnes e Grant Hill se revezam na marcação interior.

Se não funciona como um relógio suíço, o Suns tem feito alguns bons resultados, como a vitória de ontem diante do Golden State, na Bay Area de São Francisco, por exorbitantes 154-130.

Além disso, o Dallas, o oitavo colocado na Conferência Oeste, oscila como o próprio Phoenix, o nono. O time texano perdeu os dois últimos jogos.

Com isso, a diferença de derrotas entre as duas equipes caiu para quatro. O Mavs tem 27 revezes na competição até o momento; o Suns acumulou 31.

Até o final deste mês, o Dallas terá mais sete jogos. Alguns bem complicados, como Cleveland e Atlanta fora de casa.

Nenhuma moleza, pois os demais confrontos serão contra Detroit, Golden State e Denver, todos em casa, e Indiana e Minnesota, fora.

Quer dizer, pelo calendário, não seria surpresa nenhuma se o Mavs fizesse apenas uma vitória, diante do Golden State.

Já o Phoenix terá igualmente sete pelejas até o final deste mês. Quatro serão em casa: Philadelphia, Washington, Denver e Utah, na sequência; em seguida, três viagens: Portland, Utah e Sacramento.

Desses encontros, o Utah, em Salt Lake City, e o Portland, no Oregon, são os mais complicados.

Quer dizer, pelo calendário, não seria surpresa nenhuma se o Suns computasse apenas duas derrotas.

Se isso acontecer, o Dallas pularia para 33 derrotas e empataria com o Phoenix. E ambos ficariam com 41 vitórias.

Neste momento, o Dallas leva vantagem de 2-1 no confronto direto. Há ainda mais um embate entre eles, marcado para o dia 5 de abril, no Texas.

Portanto, se o Phoenix quiser continuar sonhando com os playoffs, que cumpra o calendário estabelecido acima e vença seu confronto direto contra o Dallas, fora de casa.

Já o Mavs, se quiser deixar vivo o sonho da fase decisiva da competição, que melhore seu desempenho, contrarie o calendário de resultados que imaginei e faça nova vitória diante do rival.

Mas é bom que se diga: qualquer um dos dois que chegar aos playoffs, desembarcará pela classe econômica.

ABSURDO

A pontuação do jogo de ontem em Oakland foi uma exagero. Esteve mais para uma pelada de final de semana do que para uma partida entre profissionais da maior liga de basquete do planeta.

Os 154-130 impostos pelo Phoenix ao Golden State representaram o maior número de pontos somados desta temporada: 284.

Mas não é recorde da NBA.

O recorde pertence ao jogo entre Denver e Detroit, no Colorado, realizado no dia 13 de dezembro de 1983, quando o Nuggets bateu o Pistons por 186-184. Somados, chegamos ao impensável número de 370 pontos.

Mas é bom que se diga: três foram as prorrogações.

Ontem, na Oracle Arena, não houve tempo extra.

O recorde deste jogo ficou por conta dos 56 pontos que o Phoenix fez em contra-ataques. Nunca, desde que a NBA passou a computar essa estatística, em 1997, uma equipe tinha feito tantos tentos na transição ofensiva.

MÉDIA

Leandrinho Barbosa jogou quase 21 minutos. Anotou 22 pontos.

Ficou dentro da média dos últimos jogos.

O ruim é que o paulistano (foto AP) acertou apenas um de seus cinco chutes triplos, seu cartão de visita, como gosto de dizer.

APAGÃO

Alguém viu o jogo do Lakers contra o Dallas? Senão viu, eu conto, mas sem muitos detalhes.

Isso porque o que importa foi a desligada que o time deu no terceiro quarto, quando abriu uma vantagem de 15 pontos (81-66).

Os amarelinhos, que ontem jogaram de branco, pois era domingo, permitiram uma corrida de 29-8 ao Mavericks e ficaram atrás no marcador em 95-89, quando Brandon Bass acertou seu segundo lance livre, isso a 7:09 minutos do final.

Com a água batendo na bunda – e subindo perigosamente –, os jogadores acordaram e aí foi a vez de o Lakers realizar sua corrida. Esta foi de 18-5 e o resultado final foi de 107-100.

Desses 18 pontos, Kobe Bryant colaborou com 10 e terminou a partida com 28.

DEFESA

O mais importante sobre Kobe Bryant foi dito pelo comentarista Jeff Van Gundy, ex-treinador do New York e do Houston.

Disse Van Gundy: “O posicionamento defensivo de Kobe Bryant é um dos melhores de todos os tempos na história do basquete”.

Por essas e por outras ele é o meu MVP.

INACREDITÁVEL

Por mais que Kevin Garnett faça falta – e faz mesmo –, perder para o Milwaukee é o fim da picada. A derrota do Boston por 86-77 para o Bucks teve dois significados:

1) o Cleveland é o virtual campeão do Leste;

2) o Milwaukee segue mais vivo do que nunca pela última vaga da conferência.

O que aconteceu com o Celtics? Faltou desconfiômetro a dois de seus jogadores do “backcourt”, pois o time acertou apenas um de seus 12 arremessos de três pontos.

Ray Allen foi um desastre, não encestou nenhum de seus cinco tiros; Eddie House, outro que é bom de chute, fez 1-4.

Não há equipe que resista, muito embora a gente não possa deixar de ressaltar a boa defesa feita pelo time de Wisconsin.

CAMPEÃO

Já que falei do Cleveland, ontem o time, jogando em sua Quicken Loans Arena, somou sua 29ª. vitória em casa, onde perdeu apenas uma vez, para o Lakers. Ontem fez 98-93 diante do New York.

Mo Williams (foto AP), o melhor apoio de LeBron James, foi o cestinha do time com 23 pontos. LBJ ficou perto de mais um “triple-double”. Marcou 19 pontos, dez assistências e oito rebotes.

Do jeito que o time vem jogando e com a colaboração do Boston, o Cavs, como falei anteriormente, é o virtual campeão do Leste. Com esta vantagem, sinceramente, acho que os torcedores do Celtics verão a final desta temporada pela televisão.

Anderson Varejão mostrou a eficiência de sempre: oito pontos e nove rebotes.

Poderia ter fisgado pelo menos um no ataque.

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quarta-feira, 11 de março de 2009 NBA | 11:15

PÉSSIMO EXEMPLO

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A NBA deixou bem claro que o pau pode comer nas 30 arenas entre os jogadores que nada irá acontecer aos briguentos. A não ser uma expulsão aqui e outra ali.

Suspensão?

Pra quê?

Claro que não.

O recado aos jogadores foi dado ontem depois que Stu Jackson, um dos vice-presidentes da liga e responsável pelo julgamento dos atletas, analisou as cenas da irresponsável jogada de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez. Segundo avaliação de Jackson, a expulsão do ala do Lakers do jogo foi suficiente.

Dá pra acreditar?

SUSPENSÃO

Quem pagou o pato nessa história foi o ala/pivô Lamar Odom (foto AP). Ele contrariou o regulamento da competição que impede qualquer jogador sair do banco de reservas durante uma briga.

E no jogo de segunda-feira, durante a confusão provocada pela violência de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez, Lamar deixou a área dos reservas para bater boca com Brandon Roy.

Pelo gesto, foi punido por Stu Jackson com uma partida de suspensão sem direito a pagamento, o que deu o valor de US$ 104 mil. Não vai enfrentar o Houston esta noite no Toyota Center.

Mitch Kupchak, GM do Lakers, disse: “Nós estamos frustrados com o que aconteceu e com as regras da liga”.

Pergunto: o que ele quis dizer com isso? Que está desapontado com a punição a Lamar ou a não punição a Ariza?

RESUMO

Juro que eu não consigo entender a mensagem que a NBA passa nesse caso. Quer dizer que um cara que coloca em perigo a vida – isso mesmo, a vida – de um adversário não é punido; quem bate boca é castigado?

Tem lógica?

Se tiver, eu não consigo enxergá-la.

PROBLEMAS

O Lakers terá sérios problemas no jogo desta noite com a ausência de Lamar Odom. O time, como sabemos, está sem Andrew Bynum, lesionado no joelho. Odom saiu do banco para resolver esse problema.

E está resolvendo bem.

Sem ele, especula-se que Phil Jackson vai recorrer a Josh Powell. Eu não faria isso; eu colocaria DJ Mbenga no lugar de Lamar e empurraria Pau Gasol para a sua real posição, ala/pivô.

Até porque o Houston tem no pivô Yao Ming, jogador de 2m27, uma de suas principais peças.

Mbenga tem jogado bem saindo do banco de reservas. Mas, é verdade, quase sempre entrou em quadra com a partida resolvida. E é um jogador da posição.

Além disso, com Powell, Gasol ficará no pivô. O espanhol tem 2m13 de altura e pesa 113 quilos. O congolês tem a mesma altura, mas tem dois quilos a mais de força.

Penso que no corpo-a-corpo Mbenga seria um problema maior para Yao do que Gasol.

Mas o basquete é dinâmico, possibilita substituições infinitas, e a qualquer momento. Mesmo que saia com Powell, se não estiver dando certo, P-Jax pode trocar quando desejar.

O Lakers que se cuide, pois a chance de se complicar esta noite é grande demais. Até porque o Houston vem jogando muito bem sem Tracy McGrady, que era uma espécie de estorvo para o técnico Rick Adelman, que tinha de utilizá-lo por ser a estrela da companhia.

Agora sem ele, Adelman encontrou em Shane Battier e Ron Artes a dupla ideal. Os dois, como disse ontem, são excelentes marcadores.

Artest, ainda contribui com quase 17 pontos por partida. Battier é bem mais econômico nos pontos – quase sete por jogo –, mas compensa esta fragilidade ofensiva, como disse, com uma defesa muitas vezes impecável.

E logo mais à noite (21h30 de Brasília, com transmissão ao vivo pela ESPN), Battier terá a missão de seguir os passos de Kobe Bryant.

ESCRITA

Enquanto o Lakers não vence fora de Los Angeles há três partidas, o Houston ganhou 11 de seus 13 jogos desde que Tracy McGrady deixou o time.

T-Mac, como se sabe, não jogará mais esta temporada por causa de uma cirurgia no joelho.

VIRADA

O Cleveland fez uma virada sensacional ontem à noite em Los Angeles. Chegou a ficar atrás no marcador em 19 pontos, mas ao final de 48 minutos de bola em jogo bateu o Clippers por 87-83.

Foi o segundo time nesta temporada a alcançar a marca de 50 vitórias – o outro foi o Lakers.

Se Dwyane Wade deu um show particular na vitória do Miami diante do Chicago, segunda-feira, ao anotar 48 pontos – mas com duas prorrogações, é bom que se diga –, ontem LeBron James não ficou atrás.

LBJ anotou seu quinto “triple-double” da temporada, o 22º. de sua carreira, ao estabelecer 32 pontos, 13 rebotes e 11 assistências.

King James foi fantástico, mas a bola de três que Mo Williams derrubou a 6.6 segundos do final e que colocou o Cavs na frente em 85-83, foi fundamental para a vitória do time de Ohio.

Williams cresce no momento certo da competição. Tem se mostrado um tormento para defesas adversárias especialmente com seus tiros longos.

O resultado disso, como já falei aqui em nosso botequim, é que a marcação afrouxa em cima de LeBron. Claro, pois se houver a dobra em cima de LBJ, alguém fica livre; e com uma troca de bola e movimentação eficientes, ela acaba nas mãos de Williams, livre de marcação para seu arremesso mortal.

GOSTEI

Anderson Varejão (foto Reuters) voltou a jogar bem. Deixou o parquete tricolor de Los Angeles com oito pontos e dez rebotes.

À sua maneira, vem ajudando – e muito – o Cavs no jogo interior da equipe. Sem falar no contágio positivo em cima dos companheiros.

O contrato do capixaba com a franquia mostra que ele pode optar pela permanência ou não em Cleveland na próxima temporada. Tenho certeza absoluta que o Cleveland vai fazer de tudo para não perdê-lo.

E isso significa abrir os cofres.

OBRIGADO

Quem agradece é o Denver.

O Phoenix voltou a perder. O quinto revés consecutivo aconteceu ontem, em casa, diante do Dallas, num confronto mais do que direto; diretíssimo.

Sim, pois, com a vitória do Mavericks por 122-117, o Suns fica agora cinco derrotas não apenas atrás do time texano, mas também do colorado: 30-25.

Dá, praticamente, adeus aos playoffs desta temporada.

Com isso, o Denver pode continuar errando e jogando a bolinha de sempre que vai chegar à fase decisiva da competição.

Dirk Nowitzki foi novamente o “factor” do Dallas. O alemão não mostrou um desempenho exemplar nos arremessos (13-27), mas no momento decisivo da partida ele praticamente não errou.

Fez 34 pontos e ainda por cima pegou 13 rebotes. É bonito ver Nowitzki jogar, especialmente quando ele faz o “fade-away jump”. Quase sempre a bola cai.

O alemão, além de ter um tiro quase que certeiro, vale-se muito de sua mobilidade no momento do arremesso. É difícil encontrar um ala/pivô com essa facilidade, especialmente nas bolas longas.

O Denver, como disse acima, agradece.

“Danke”!

(Leandrinho Barbosa fez 18 pontos e roubou duas bolas)

FIM

O San Antonio colocou um ponto final na série de seis partidas invictas do Charlotte. Os texanos foram impiedosos com a franquia em crescimento e venceram por 100-86.

Não dava mesmo para o Cats esperar outra coisa, pois nos nove confrontos anteriores o Spurs havia vencido oito deles.

A vitória foi muito importante para o San Antonio em termos de classificação dentro da Conferência Oeste. Com ela, a franquia permanece com três derrotas a menos que Houston, Utah, Portland e New Orleans, seus mais diretos perseguidores.

E confirma a boa fase do time de Gregg Popovich, que venceu seus últimos três jogos e nove das passadas dez partidas.

Tim Duncan (18 pontos e 11 rebotes) e Tony Parker (21 pontos e sete assistências) voltaram a luzir em quadra – como quase sempre acontece. Normal, portanto.

Gostaria, no entanto, de enfatizar a atuação de Roger Mason Jr (foto AP). Substituindo Manu Ginobili, o rejeitado jogador (passou por Chicago, Toronto e Washington) anotou 21 pontos. Seu desempenho nos arremessos foi muito bom: 8-16; 5-8 nas bolas de três.

Sempre que o time está apurado ofensivamente, lá vem Mason para resolver os problemas.

Será de extrema utilidade quando os playoffs chegarem e “El Narigón” estiver em forma novamente.

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  3. UM ARGENTINO QUE VALE O QUE PESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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