Shawn Marion | Fábio Sormani

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terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 11:47

FICOU DIFÍCIL, MAS O DALLAS AINDA ESTÁ VIVO NA SÉRIE DIANTE DO OKC

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Novamente uma grande partida. Novamente derrotado. A situação do Dallas ficou difícil depois de perder ontem à noite para o Oklahoma City por 102-99, no finzinho do jogo, como ocorreu na primeira partida.

A história diz que apenas 22% dos times que estavam atrás em 0-2 conseguiram dar a volta por cima. O Houston campeão da NBA em 1995 entre eles. Na época, o técnico do Rockets, Rudy Tomjanovic, deu uma declaração que tornou-se um mais maiores aforismos do esporte: “Jamais subestime o coração de um campeão”. E o Houston deu a volta por cima e foi campeão da NBA.

O Dallas, claro, se apega nisso. Mas muito mais que em palavras, o Dallas acredita que isso é possível por causa do ótimo basquete que vem jogando. Perdeu os dois confrontos em Oklahoma como poderia ter vencido. O time do técnico Rick Carlisle tem conseguido frear Kevin Durant. Ontem, a estrela do OKC deixou a quadra com 26 pontos, mas 14 deles vieram da linha do lance livres. KD teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 5-17 (29,4%).

Shawn Marion e Vince Carter se revezaram na marcação a Durant e tiveram grande desempenho. Esperam repetir a dose na próxima quinta-feira, com a série se transferindo para o Texas.

Em solo texano, pressionado pelo barulho da torcida, com a arbitragem mais permissiva quanto ao contato na marcação, o Dallas crê que Durant não vá visitar tantas vezes a linha do lance livre. Consequentemente, esperam que o rendimento ofensivo do jogador caia. E se isso ocorrer, a chance de empatar a série é grande, pois o OKC teria que se socorrer novamente de Russell Westbrook (foto AP), que ontem anotou 29 pontos e no primeiro jogo 28 e é o cestinha do Thunder neste confronto com média de 28,5 contra 25,5 de KD. E uma andorinha, como se sabe, não faz verão, até porque James Harden não fez até agora um jogo de estardalhaço, o que teria que acontecer se KD for controlado por Marion e Carter, o que não parece ser impossível.

LÓGICA

Nos outros dois jogos da rodada deu a lógica. O Indiana se recuperou da derrota na primeira partida diante do Orlando e empatou a série em 1-1 ao vencer o time da Flórida por 93-78.

Leandrinho Barbosa terminou o cotejo com dez pontos. Mas, mais importante do que a pontuação, foi o fato de que o técnico Frank Vogel acreditou no brasileiro e deixou-o em quadra praticamente todo o quarto final.

Roy Hibbert vem tendo dificuldades para pontuar diante de Glen Davis. Chama a atenção, pois a diferença de altura é grande. No entanto, o pivô do Pacers faz um grande trabalho defensivo. Se tem apenas seis pontos de média nos dois confrontos, exibe orgulhosamente 13,0 rebotes e 5,5 tocos.

Por falar no “baleinha”, Davis aloprou o Pacers no primeiro tempo, ao anotar 14 pontos e oito rebotes. Hibbert mudou o comportamento na etapa final e limitou o adversário a quatro pontos e dois rebotes. Aí está o segredo do sucesso da vitória do Indiana.

A série muda agora para Orlando. Serão dois jogos. Acredito que o Indiana vença um deles e recupere o mando de quadra.

Em Miami, o Heat passou novamente pelo New York. Desta vez com um pouco mais de dificuldade: 104-94.

A nota que merece destaque ficou por conta do chilique que Amar’e Stoudemire teve depois da partida: irritado com mais uma derrota, ele deu um murro na caixa de vidro que protegia um extintor de incêndio. Consequência: cortou a mão e teve que levar vários pontos. Resultado: é dúvida para o jogo de quinta-feira. Stats deixou a American Airlines Arena com o braço em uma tipoia (foto AP).

Quanto ao jogo, o Miami segue soberano em relação ao NYK. O time funciona como um time. Não há ninguém fazendo 30 pontos, como foi o caso de Carmelo Anthony, que, diga-se, recuperou-se da má jornada na primeira partida. No Heat, Dwyane Wade fez 25 pontos, Chris Bosh 21, LeBron James 19 (que partida LBJ jogou!), Mario Chalmers 13 e com 11 apareceram, do banco, Mike Miller e Shane Battier. Ou seja: nada menos do que seis jogadores do Heat tiveram duplo dígito na pontuação.

Ao contrário do Dallas, que a meu ver ainda está vivo na série, não creio que o New York vá fazer parte do contingente de 22% de times que um dia viraram uma série em 0-2 para seguir em frente na competição.

A menos que…

Deixa pra lá.

PERGUNTA

Por que Tyson Chandler não consegue ficar em quadra? Por que ele passa tanto tempo no banco de reservas?

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domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 19:45

REFLEXÕES NUM DIA DE FOLGA

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O Brasil folgou nesta quinta-feira. Como disse Rubén Magnano, treinador argentino que dirige o nosso selecionado, essa parada foi boa para corrigir defeitos que o time apresentou nos dois primeiros jogos.

Apesar de ter vencido seus dois primeiros compromissos neste Pré-Olímpico, Venezuela (92-83) e Canadá (69-57), alguns ajustes precisam ser feitos. Especialmente no ataque, pois nossa defesa vai bem.

Quem acompanha esse blog assiduamente sabe que eu critico a nossa falta de imaginação ofensiva. Nosso time só sabe arremessar de três ou infiltrar.

Pontos “in between”, como dizem os americanos, não sabemos fazer. Nossos jogadores não conhecem o “mid-range jumper” (arremesso dentro do arco dos três), outra expressão que os americanos também usam sempre.

Partir pra cima da marcação, driblar o marcador e arremessar da zona morta ou da cabeça do garrafão é algo que os nossos jogadores não fazem a menor ideia do que seja.

Exemplos? Michael Jordan, Dirk Nowitzki, LeBron James, Dwayne Wade, Carmelo Anthony, Kobe Bryant (foto) e outros.

DIFICULDADE

É bem verdade que esse tipo de arremesso não é fácil. É preciso ser bom de bola para fazer isso. Nem mesmo times europeus e o conjunto argentino têm muitos jogadores que têm esse arremesso.

O que normalmente a gente vê são jogadas dentro do arco dos três onde a bola acaba nas mãos de algum jogador na zona morta (por exemplo) e este, parado (como ocorre com os nossos arremessos de três), arremessa.

O “jumper” em movimento, concordo, é de fato algo difícil de ser feito. O mesmo vale para as bolas de três, como Ray Allen faz tão bem com a camisa do Boston e Reggie Miller fazia tão bem com a camisa do Indiana.

Esse tipo de jogo, aliás, é uma tendência do basquete mundial. Nos EUA, técnicos e especialistas reclamam que as partidas, hoje, se resumem a arremessos de três e enterradas — e algumas poucas infiltrações.

Aqui, como nossos jogadores (à exceção de Nenê Hilário) não sabem enterrar direito, troca-se a enterrada pela bandejinha mixuruca.

CULPA

Por que isso acontece com o nosso basquete? Todo mundo tem a resposta na ponta da língua: porque nossos jogadores cresceram vendo Oscar Schmidt arremessar.

A culpa é do Oscar? Claro que não. Oscar fazia o seu jogo, ele não estava pensando em ser espelho pra ninguém. Ele estava pensando em ganhar jogos. Usava sua grande arma para aniquilar o oponente; e assim foi ao longo de sua vitoriosa carreira.

A culpa é de quem então? Dos nossos treinadores, claro. Treinadores da base, que deveriam observar que Oscar Schmidt é igual Manu Ginobili: só aparece de quando em quando.

Portanto, se não temos nenhum Oscar Schmidt (Marcelinho Machado é uma pálida cópia do Mão Santa) o negócio, na base, era: 1) inibir esse tipo de arremesso; 2) aperfeiçoar arremessos próximos da cesta; 3) treinar jogadas que possibilitem esse arremesso.

Infelizmente, a maioria dos nossos treinadores na base é fraca. Claro que tem gente que conhece o jogo, que sabe treinar, que é competente; enfim, que tem boa didática. Mas, infelizmente, é a minoria — mas bota minoria nisso.

Marcel Souza, outro gênio da história do nosso basquete, sempre diz: “Na base você corrige os erros; no adulto, você esconde-os”.

Esse problema, no entanto, não é apenas nosso. Lá fora eles existem também.

ESPANHA

Vejam o caso do Tiago Splitter, que foi formado no basquete da Espanha, que muitos dizem ser hoje a segunda melhor escola do planeta. Splitter é um jogador que não tem arremesso. Não, não estou me referindo aos lances livres, estou me referindo aos arremessos próximos à cesta.

Splitter só pontua no “pick’n’roll”, que ele tanto fez ao lado de Marcelinho Huertas em seus tempos de Espanha, “pick’n’roll” este que acaba em bandejas. Ou então ele pontua aproveitando-se de passes que recebe dentro do garrafão que na maioria das vezes também acabam em bandeja.

No texto que escrevi sobre o jogo de ontem contra o Canadá, mencionei esse problema. Quando Tiago estava postado no lado esquerdo do nosso ataque e recebia a bola de costas para a cesta, seu marcador fechava o meio e outro jogador flutuava, fechando a porta para um possível corte para o fundo e a bandeja final.

Por que eles faziam isso? Porque Splitter, quando está do lado esquerdo do ataque, bate sempre para o meio para usar seu gancho de direita.

De esquerda? Esse gancho, que Pau Gasol sabe fazer tão bem (foto), Tiago não tem. Assim, quando Splitter está no lado direito do nosso ataque, o marcador fecha o fundo e dá o meio para ele.

E o que Splitter faz? Tenta um gancho, marcado, que normalmente não cai. Cairia se ele fosse Kareem Abdul-Jabbar — mas Splitter não é Kareem.

Ou seja: na Espanha, nenhum treinador se preocupou em ensinar Splitter a arremessar e a fazer o gancho de esquerda. Na Espanha, nenhum treinador ensinou Splitter chutar da zona morta, como Hakeem Olajuwon e Patrick Ewing faziam.

Era só pegar os vídeos, mostrar para o jogador e dizer: vamos treinar esses arremessos. O mesmo deveria ser feito usando Gasol como exemplo.

E mais: ninguém se preocupou em ensinar Splitter a bater lances livres. Ele é um desastre na linha fatal.

BRASIL/EUA

Vamos agora com o Alex Garcia e o Leandrinho Barbosa. A mecânica de arremesso de ambos é completamente equivocada. Eles conseguem pontuar mesmo assim, mas eu fico pensando: será que eles não pontuariam mais ainda se arremessassem do jeito correto?

Shawn Marion, ala campeão com o Dallas Mavericks, tem um arremesso horrível também; mas funciona. Mas eu também me pergunto: será que Marion não seria um jogador mais decisivo ainda se arremessasse do jeito correto?

Ou seja: nos EUA, há treinadores que também não estão preocupados em corrigir defeitos de seus jogadores. Ao verem que Marion arremessava e pontuava, pensavam: que se dane que ele arremessa errado, o fato é que a bola entra e ponto final.

FILOSOFIA

Esses defeitos Magnano não tem como corrigi-los. O que o argentino tem que fazer é tentar escondê-los, como diz Marcel.

De que maneira? Ora, criando jogadas ofensivas. Tudo dentro de um sistema para se evitar o improviso, pois quando nossos jogadores têm que improvisar eles só sabem infiltrar ou arremessar de três.

Por isso, tão importante quanto treinar a defesa é treinar o ataque.

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terça-feira, 14 de junho de 2011 NBA | 14:28

A POLÊMICA DO DALLAS CAMPEÃO

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Minha opinião sobre o Dallas campeão gerou muita polêmica. Sabia que ia ser assim. Não no momento que eu terminei o texto, mas no momento que eu fiz o título da matéria.

Foram centenas de manifestações. Infelizmente, não pude postar todas. Devo ter jogado na lixeira uma centena de grosserias que partiu de gente obtusa, que seguramente não seria assim se não fosse vítima de um país que não investe em educação.

Quando falo em educação, não falo em boas maneiras. Falo em absorção de cultura; falo sobre pensamento. O pensar nos faz crescer não apenas individualmente, mas coletivamente também.

Debates são importantes para evoluirmos. Triste é o ser humano e triste é a sociedade que crescem sob o espectro do totalitarismo.

Pago meus impostos religiosamente em dia, voto em todas as eleições no candidato que eu creio estar preocupado com educação na esperança de que o nosso país possa melhorar.

Nosso vizinho Chile, por exemplo, cresceu brutalmente nas últimas décadas porque houve um investimento sólido em educação. O Chile, hoje, é o país com melhores índices sociais da América do Sul e posiciona-se muito bem em termos globais. Exatamente, repito, porque houve um grande investimento em educação.

Digo tudo isso porque eu esperava um debate sobre o título do Dallas. Foram poucos os que realmente pensaram no assunto com base no texto que eu publiquei.

Boa parte, infelizmente, movida por um ódio inexplicável, preferiu o xingamento por conta do texto que eu postei sobre o Dallas no começo do campeonato. Preferiu a agressão ao pensar.

Aquele texto atingiu muitas pessoas como se fosse um “jab” desferido na personalidade daqueles corações sensíveis, como se eles próprios fizessem parte do time texano ou se um de seus familiares fosse integrante do time campeão. Não era o caso.

Nunca consegui entender o porquê de tanta ira, de tanto ódio. Só porque eu disse que o Jason Kidd era um mão-de-pau? Só porque eu afirmei que Shawn Marion tinha um arremesso que lembrava arremesso do feminino? Só porque eu disse que o Tyson Chandler era horroroso? Só porque eu disse que Dirk Nowitzki era desengonçado e amarelava em momentos decisivos?

Não sabia que havia tantas almas suscetíveis neste botequim. Gente que se ofende com a menor coisa; gente melindrosa. Gente que levou aquele comentário para o lado pessoal, como se fizesse parte do time do Dallas ou como se um de seus familiares fosse integrante do time campeão. Repito: não era o caso.

E por que reagiram assim? Melindre e/ou ódio à minha pessoa, creio eu.

Qualquer uma das duas alternativas, merece, sem dúvida alguma, reflexão por parte dessas pessoas.

Felizmente, não são todos.

E essas pessoas que estão preocupadas em discutir, essas pessoas que pensam, essas pessoas que fazem deste botequim um dos lugares mais prazerosos do meu coração, eu saúdo: tim tim!

Aos demais, sem ressentimentos de minha parte, pois vocês não são causa, mas sim consequência.

DALLAS

Volto a dizer: o Dallas é o legítimo campeão desta recém-encerrada temporada. Mas volto a propor um olhar mais penetrante sobre a conquista do Mavs.

Será que o Dallas teria sido campeão:

1) Se o San Antonio não fosse vítima do mau planejamento de Gregg Popovich, que desgastou desnecessariamente seus titulares na fase de classificação? Não se esqueçam: no último jogo da temporada regular, com o Spurs já garantido no primeiro lugar do Oeste e sem chance de roubar a liderança geral do Chicago, Popovich colocou em quadra todos seus titulares e Manu Ginobili acabou lesionando seu cotovelo — mais tarde soube-se que houve micro-fraturas no local. Sem ele no primeiro jogo contra o Memphis, o SAS foi batido dentro de casa;

2) Se o Lakers não fosse um time amorfo nos playoffs? Eu não creio que o Dallas varreu o time de Los Angeles, acho que os angelinos é que se deixaram varrer pelos texanos. Vocês acham que o time do Lakers é time para ser varrido? Lógico que não. Algo de errado aconteceu. Mais tarde, comentou-se que o relacionamento entre alguns jogadores estava deteriorado por causa de casos de traição conjugal envolvendo atletas do time. Comentou-se também que Kobe Bryant e Pau Gasol não se falavam mais por causa de uma briga entre suas mulheres;

3) Se LeBron James tivesse jogado metade, repito, metade do que ele jogou nos playoffs do Leste? Por que eu cravei no Miami campeão? Porque todos os times vencedores têm um fora-de-série apoiado em um Scottie Pippen. O Miami tinha dois — e seu Pippen era Chris Bosh. Por isso ele era favorito. Além de LeBron não ter jogado como um fora-de-série, não foi nem sequer um Pippen para Dwyane Wade. Ele refugou e está até agora nas manchetes da mídia norte-americana que se pergunta: o que aconteceu com LBJ? Fala-se mais atualmente em LeBron do que na conquista do Dallas.

Alguém pode se valer do velho clichê: o “se” não joga. Claro que não, se jogasse, talvez o Dallas não tivesse sido campeão.

Mas volto a dizer: o Dallas não tem culpa do que ocorreu com seus oponentes. Aproveitou-se da fragilidade alheia para legitimamente vencer.

E não venceria se fosse um time qualquer. Venceu porque mostrou qualidades. Venceu principalmente porque o Dirk Nowitzki destas finais não foi o Dirk Nowitzki dos 12 campeonatos que antecederam a decisão desta temporada.

O Dallas é o campeão da NBA, isso ninguém discute. Mas eu ainda tenho a sensação de que o Mavs não foi testado pra valer.

FREE-AGENT

Dwight Howard está em Treviso, na Itália, por conta de compromissos com patrocinadores. Segundo o site da NBA, ele quer ficar no Orlando, mas não vai assinar a extensão contratual.

O que isso significa? Que DH quer ver o que a franquia vai fazer nesta temporada. Estaria disposto a perder mais um campeonato, se for o caso, para tomar uma decisão.

À exceção de Kobe Bryant, os demais jogadores da NBA não podem vetar trocas. Isso quer dizer que se o Orlando resolver trocar Howard com qualquer outra equipe, pode trocar e o jogador não tem direito de opinar.

Mas o escudo protetor do atleta é o próprio contrato. Ou seja: ele carrega o acordo com o Orlando para o outro time, contrato este que termina ao final da próxima temporada.

Se o Orlando o negociar com uma equipe que ele não quer jogar, ele vai; mas não assina a extensão contratual com essa franquia e fica livre ao final da próxima temporada.

Em outras palavras: o futuro de Howard está mesmo em suas mãos. Mas também nas mãos do Orlando Magic. Se o time da Flórida montar uma equipe competitiva, com perspectiva de ganhar campeonatos, DH fica; caso contrário, vai embora.

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sexta-feira, 3 de junho de 2011 NBA | 02:17

DALLAS: UMA VITÓRIA PARA NOCAUTEAR O ADVERSÁRIO

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Previ uma série longa, mas não imaginei que pudesse acontecer o que aconteceu agora há pouco em Miami. O que o Dallas fez foi não apenas de encher de moral seu grupo, mas também de humilhar o adversário.

O Dallas nocauteou o Miami. A pergunta que fica é: o Heat consegue se levantar?

O Miami já passou por situações desse tipo no campeonato. Contra o Orlando, por exemplo, ainda pela fase de classificação, o time abriu uma vantagem de 24 pontos de diferença no terceiro quarto, em casa, diante dos fãs, e deu o mesmo vexame desta quinta-feira: perdeu um jogo ganho.

Desta vez foi pior: vencia por 15 pontos, no último quarto, em uma partida da final, e permitiu que o adversário fizesse uma corrida de 22 a 5 nos últimos 6:18 minutos e ganhasse a partida por 95 a 93.

Depois daquela derrota para o Orlando, o Heat engatou três derrotas seguidas. E é exatamente isso o que o time tem que evitar: perder seus próximos três jogos, todos em Dallas.

Se isso acontecer, perde o campeonato.

A pergunta que fica é: conseguirá evitar uma trinca de derrotas? Conseguirá se erguer depois deste nocaute vexatório?

Depois do jogo, num vestiário marcado por um silêncio sepulcral, o técnico Erik Spoelstra falou para os jogadores: “Já passamos por isso antes e nos recuperamos. Esta é uma das características desse time”.

A situação agora bem é diferente. Serão três jogos na casa de um time que está com o moral lá em cima. E há toda a pressão de não se poder perder — o que não ocorreu nas situações mencionadas por Spoelstra.

Previ uma série longa, mas não imaginei que pudesse acontecer o que aconteceu agora há pouco em Miami. Isso fugiu completamente do “script”.

COMPARAÇÕES

Perder em casa em finais acontece. O Chicago, quando ganhou seu primeiro campeonato, perdeu o primeiro jogo no extinto Chicago Stadium para o Lakers. Mas foi na última bola. Depois, venceu as quatro seguintes e ganhou o campeonato.

No ano passado, o Lakers perdeu em Los Angeles o segundo confronto para o Celtics. Mas não foi batido de forma vexatória. Na sequência, foi a Boston e recuperou a vantagem para ganhar o campeonato por 4 a 3.

Perder desse jeito que o Miami perdeu nocauteia, como disse. E volto a perguntar: o Heat consegue se levantar?

O JOGO

Por que o Dallas venceu? Venceu porque foi um time humilde e que não se deixou abater pelo momento adverso, quando o Miami abriu 15 pontos de diferença (88 a 73) a 7:13 minutos do final.

Com muita humildade, volto a dizer, a equipe concentrou-se na defesa. Defesa, defesa, defesa. Obrigou o adversário a chutes pressionados e o resultado foi que o Miami fez 1-10 nos seus arremessos. Perdia a confiança a cada ataque desperdiçado.

Perdeu também a força defensiva. Viu o adversário fazer uma corrida de 22 a 5 e ganhar uma partida que parecia que estava no papo.

O Miami, volto a dizer, marcou mal. Marcou mal e atacou mal. Mas perdeu principalmente porque faltou inteligência aos jogadores em quadra.

Explico: o Miami tinha uma falta ainda pra fazer, falta esta que não levaria o Dallas ao lance livre, a menos que fosse feita no ato do arremesso.

Quando Jason Kidd ficou com a bola por quase dez segundos nas mãos e depois entregou-a a Dirk Nowitzki (foto AP) , sobrou pouco tempo para o alemão atacar. Era só fazer a falta e armar a defesa novamente.

Mas não; o Miami não fez falta. Pior: ninguém dobrou em Nowitzki. O alemão saiu com relativa facilidade de Chris Bosh e fez a cesta da vitória.

Nowitzki foi um gigante. Anotou os últimos nove pontos do Dallas.

MENÇAO HONROSA

Nowitzki foi um gigante, mas não há como não falar em Shawn Marion. Quando o time estava numa estiagem danada, quando o time estava num buraco legal, ele foi o único que conseguiu jogar com decência.

Nowitzki terminou a partida com 24 pontos e 11 rebotes. Fez os nove pontos seguidos do Dallas, mas Marion não pode ser esquecido de jeito nenhum: anotou 20 pontos e pegou oito rebotes.

Nowitzki foi o MVP desta partida; Marion fica com a menção honrosa.

SUMIU

Dwyane Wade anotou 36 pontos. Mas ficou 7:13 minutos sem pontuar. Pior: nesse tempo todo, arremessou apenas duas vezes contra a cesta do Dallas.

Onde estava D-Wade?

O mesmo vale para LeBron James. Onde estava LBJ no final do jogo?

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quarta-feira, 1 de junho de 2011 NBA | 11:46

QUADRO CONHECIDO

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Definitivamente, não há muito mistério no jogo de ontem. Ele foi marcado pelas defesas. O aproveitamento dos dois times foi ridículo: 38,8% do Miami contra 37,3% do Dallas.

Praticamente, não houve diferença. Os dois sistemas, zona (Mavs) e individual (Heat), foram eficientes.

Mas a zona do Dallas evitou o jogo interior do Miami; em contrapartida, o time da casa aproveitou-se disso para acertar nada menos do que 11 bolas de três das 24 atiradas, o que deu um aproveitamento de 45,8%, o que foi muito bom.

Será que vale a pena continuar com essa tática? Acho que sim, pois a mão dos jogadores do Miami pode não estar calibrada no próximo jogo e as bolas de três podem não cair. Se mudar a tática e pressionar o jogo exterior, o interior ficará frágil e Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh vão deitar e rolar.

Portanto, eu, se fosse Rick Carlisle, seguiria apostando na defesa zona.

Mas teve mais:

1) Os Três Magníficos do Miami Heat mais uma vez fizeram a diferença: anotaram 65 dos 92 pontos do time. Já o trio do Dallas (Dirk Nowitzki, Jason Terry e Jason Kidd) combinou para 48 pontos;

2) O Miami foi mais eficiente nos rebotes. Os floridenses ficaram com 46 ressaltos, enquanto que os texanos apanharam dez a menos. Mais do que isso: 16 desses 46 rebotes do Miami foram ofensivos, enquanto que o Dallas amealhou apenas seis;

3) O banco do Miami foi muito mais produtivo. Placar: 27 a 17. E na briga pelos rebotes, os reservas do Miami pegaram 15 e os do Dallas ficaram com oito;

4) Se o Dallas apresentou Shawn Marion como grata surpresa, com seus 16 pontos e dez rebotes, o Miami respondeu com Mario Chalmers, que anotou 12 pontos, e com a dupla Mike Miller e Udonis Haslem, que pegou 11 rebotes.

Como se vê, os anfitriões tiveram sempre resposta para os visitantes. Seja no sistema de jogo apresentado pelos texanos ou nas suas individualidades.

Agora, o mais importante: o time da Flórida tem dois jogadores que sabem fechar uma partida, Wade e James. Já o Dallas tem apenas um: Nowitzki.

No último quarto, que o Miami entrou na frente em 65 a 61, o alemão fez dez pontos. D-Wade fez sete e LBJ cinco. Ou seja: eles dividiam o cansaço, enquanto Dirk não tinha a quem apelar.

Sim, porque neste último quarto J-Terry zerou e J-Kidd só não zerou também porque acertou uma bola de três no estouro do cronômetro, com o jogo já decidido e sem marcação.

E além dos 12 pontos da dupla, o Miami ainda contou com mais cinco de Chris Bosh.

Foi só o primeiro jogo. A série, como se convencionou dizer, devera mesmo ser longa.

Notas relacionadas:

  1. POR QUE O DALLAS VENCE TANTO?
  2. MIAMI VENCEU, COMO EXPLICAR?
  3. NUANCES DE UMA FINAL AGUARDADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 31 de maio de 2011 NBA | 12:05

NUANCES DE UMA FINAL AGUARDADA

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Finalmente a bola vai subir. A vida estava meio que sem sentido nesses últimos dias. A ansiedade é grande de minha parte. Fico imaginando como estarão os jogadores.

Nunca calcei um par de tênis para jogar uma partida oficial; nunca fui federado. Mas calcei pares de tênis para jogar no colégio ou no clube. E eu me lembro que as noites que antecediam os jogos eram noites mal dormidas. Pegar no sono era algo que parecia que jamais iria ocorrer.

Como será que os jogadores de Miami e Dallas passaram a noite? Conseguiram dormir? Como eles acordaram? Como tomaram o café da manhã? Como será o almoço e o lanche da tarde? Não deve ser fácil; final da NBA…

Eu me lembro que até o momento em que o juiz mandava a bola pra cima, era tudo assim: mãos geladas e suadas, o coração batendo mais rápido, as pernas meio que trêmulas. Mas era só o jogo começar que eu esquecia tudo e mergulhava na partida.

Será que as estrelas da contenda desta noite em Miami são como eu fui? Acho que não, eu era um mão-de-pau de quinta categoria. Nunca fui federado. As estrelas que contarão mais um capítulo desta maravilhosa história da principal liga de basquete do planeta não são de carne e osso como eu ou você. Elas são especiais.

Por isso, o jogo desta noite será especial. E, digo a vocês, se depender de mim, que seja uma série de sete partidas. Sim, porque quando a buzina soar pela última vez, só vamos ver a bola subir novamente daqui a cinco meses.

E isso, pra mim, que amo este jogo, é torturante.

VAMOS A ELE

Sem mais delongas, vamos ao que interessa: o jogo.

Vocês que frequentam este botequim sabem muito bem que eu sempre apostei no Miami. Antes mesmo de a bola subir. Afinal, ao ver num mesmo time Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, pensei: caramba, ninguém tem tantos jogadores assim numa mesma equipe!

Se são craques, são inteligentes; se são inteligentes, saberão resolver os problemas que aparecerão pela frente. E não foram poucos, dentro e fora das quadras.

O Miami foi (e continua sendo) massacrado por muitos. Muitos que até hoje não engolem a reunião desse trio no sul da Flórida. Eles tomaram porradas de tudo quanto é lado.

Quando o Miami perdia, muitos se deliciavam. Quando eles atingiram um ponto próximo do fundo do poço, essas mesmas pessoas viraram as costas para o time, como se dá as costas para o moribundo que está condenado. Esqueceram o Miami.

Silencioso, aos poucos, esquecido, ele foi ressurgindo. Não, não vou dizer que o Heat poderia ter sido chamado de fênix. É clichê, é lugar-comum, não gosto disso. Mas já que toquei no assunto, digo: o Miami ressurgiu das cinzas sim senhor, pois a ira das pessoas o condenou à fogueira.

Silencioso, aos poucos, ele foi ressurgindo e hoje está na final. Entrará em quadra como favorito. E favorito também na boca da maioria daqueles que o condenou à fogueira.

É favorito, mas ainda não ganhou. E só vai ganhar se fizer por merecer. Do outro lado tem um time que chega robusto à final e que não pode ser esquecido.

Eu fiz isso — e quebrei a cara.

SURPRESA

Nunca dei nenhum tostão furado pelo Dallas. Na minha análise inicial, um time com dois pé-frios não chegaria à decisão da NBA nem por decreto.

Mas o Mavs não precisou de nenhuma canetada para chegar à grande final. Foi dentro da quadra, com um time bem montado, que os texanos surpreenderam os favoritos e calaram a minha boca, por exemplo.

Dirk Nowitzki, que tem uma história de falhas em momentos decisivos, parece ter atingido o apogeu de seu jogo. É o melhor jogador destes playoffs até o momento. Carrega, quase que sozinho, o time nas costas.

Disse quase, porque o alemão tem tido ajuda importante. Jason Terry, que aos meus olhos era um fominha que só tinha olhos para a cesta, continua sendo um fominha que só tem olhos para a cesta. Mas está sendo de grande valia, especialmente quando é preciso dar um refresco para Nowitzki, a estrela da companhia.

E Jason Kidd, embora com 38 anos, ainda se movimenta em quadra com leveza e encontra espaços para mostrar aos companheiros o caminho da cesta. E encontra espaços, iludindo a marcação, de modo a estar livrinho, desmarcado, para poder arremessar suas pelotas certeiras de três. Tem sido igualmente de grande valia.

Nowitzki, Terry e Kidd. São as três estrelas do Dallas.

Suficientes para conter os três astros do Miami?

TÁTICA

Como os times se planejaram para estes confrontos?

O Dallas deve marca zona, como tem marcado nesta temporada e é o time que melhor faz esse tipo de defesa na NBA. Com esta marcação, os texanos vão fechar seu garrafão para evitar as infiltrações de LeBron James e, principalmente, Dwyane Wade. E, claro, dificultar o jogo de Chris Bosh.

E como o Miami vai retrucar a essa marcação zona? Com James Jones. Vencedor do torneio de três pontos do “All-Star Game”, Jones é o especialista do Heat nesse tipo de bola. Ele pode ter participação importante nestas finais. LBJ e Mike Bibby também têm em seu arsenal de jogadas esta opção. E se as bolas triplas caírem, a marcação zona vai para o espaço.

Outro exemplo: marcação individual e incessante em cima de Dirk Nowitzki. O Heat deverá começar com Bosh. Mas vai usar também Udonis Haslem, Joel Anthony e até LeBron James, como eu já disse aqui.

E como o Dallas vai reagir a esse tipo de perseguição? Com corta-luz. O pivô terá que entrar em ação, subindo para a cabeça do garrafão, trazendo consigo seu marcador e ao fazer o corta-luz em quem vigia Nowitzki, deixa o alemão: 1) livre para o disparo se o pivô adversário for lento na troca; 2) apto para o passe ao companheiro, completando o “pick’n’roll”, se o pivô adversário puder evitar o arremesso.

Mas essas duas situações podem não ser bem-sucedidas.

As bolas de três podem não cair — e aí a marcação zona torna-se eficiente. O corta-luz pode não conter LBJ, que é um jogador forte e rápido. Por isso mesmo, o Miami pode optar por não fazer a troca quando o corta-luz for executado e, neste caso, Nowitzki continuaria com LeBron em seu encalço.

Outro duelo que chamará a atenção: Shawn Marion x LeBron James. Marion foi muito bem diante de Kevin Durant. Mas LBJ não é KD. LeBron é um jogador que usa demais o físico; é forte pra burro. Durant usa a habilidade e a velocidade. Mas James também é hábil e veloz. E é muito mais forte que Durant. Quero ver no que vai dar.

Mais um duelo? Jason Kidd x Dwyane Wade. J-Kidd deu uma aula de defesa em cima de Kobe Bryant. E agora com D-Wade, como será? Será mais difícil, pois Kobe não tem mais o jogo de infiltração do passado. Seus arremessos são de média e longa distância. Wade faz o mesmo, mas infiltra demais — e isso cansa quem o marca. Sendo assim, pra que Kidd não se canse e, consequentemente, veja seu volume de jogo diminuir, a ajuda tem que funcionar. Ou a zona terá que estar em atividade.

Outra coisa: quem vai segurar Chris Bosh? Nowitzki? Mas o alemão marca mal e sacrificá-lo nesta defesa poderia cansá-lo. Mais um motivo para a defesa zona. Este é um problemão para o Dallas: Bosh. Se CB1 estiver “on fire” que antídoto o Mavs terá para ele?

Enfim, o jogo é hoje. Finalmente a bola sobe — e vida volta a ter sentido.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 NBA | 17:47

COM VOCÊS, DALLAS MAVERICKS!

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Confesso que não tenho visto o Dallas em quadra. Os texanos não jogam o basquete eu gosto de ver. E como eles fazem parte da Conferência Oeste, onde os jogos começam tarde pra chuchu, eu não vejo o Mavericks jogar.

Poderia fazer um esforço e ir dormir mais tarde, como faço com Lakers, San Antonio e Denver, por exemplo. Mas, como disse, o Dallas joga um basquete que eu não gosto de ver.

A começar por Jason Kidd, um mão de pau de marca maior que compensa sua deficiência nos arremessos com passes muito bem dados para seus companheiros pontuarem — isso é verdade.

Dirk Nowitzki (foto AP), ao contrário de J-Kidd, sabe arremessar. Mas não gosto do jogo do alemão. Sei lá, falta alguma coisa. Eu o acho desengonçado, não vejo beleza em seu jogo. E o cara tem cara de sonso. Pra deixar o meu nariz ainda mais torcido em relação a ele, na final da NBA em 2006, quando o Mavs tinha a faca e o queijo na mão para ganhar o título, ele pipocou.

Jason Terry é um fominha de maior. É uma espécie de Carmelo Anthony em proporções reduzidas. Quando foi eleito o sexto homem há duas temporadas, uma das maiores vergonhas da NBA, pois Lamar Odom jogou muito mais do que ele e ficou chupando o dedo.

J.J. Barea, o reserva de J-Kidd, é hilário como jogador. Não tem o menor cacoete para estar na NBA. Quem sabe em uma liga porto-riquenha, no NBB ou mesmo em algum campeonato menor da Europa ele pudesse jogar. Mas na NBA! Ora, façam-me o favor!

Shawn Marion tem a mecânica de arremesso mais desengonçada que eu já vi. Arremessa da altura do peito, parece arremesso do feminino.

Tyson Chandler, como se diz por aí, é horroroso!

Um time estranho; um time esquisito. Por quem eu não dou nem uma pataca sequer. Duvido que ganhe a conferência; duvido que chegue à final. Sucumbe diante de Lakers ou Spurs numa semifinal — isso se chegar à semifinal.

Mas…

Mas o Dallas está jogando o fino da bola no momento. Os números, pelo menos, delatam isso. É o segundo no Oeste e ostenta a mesma posição no campeonato como um todo. Atrás apenas do San Antonio.

Bateu na noite desta terça-feira o Golden State em seu American Airlines Center e completou dez jogos seguidos só vencendo! Aliás, não é inédito; esta é a nona vez que o time texano enfileira dez vitórias — e isso mostra como esse time é pipoqueiro e sempre abre o bico nos momentos decisivos. Nada, nada e morre na praia — como sempre.

Pediram-me para eu falar do Dallas. O que eu tenho a dizer é isso. Se o time ganhar o campeonato (o que eu du-vi-do), eu quebro a cara.

Mas acho que não precisarei nem procurar um ortopedista e muito menos um cirurgião plástico quando o inverno chegar.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. ZEBRA COM NOME EM DALLAS
  3. DECISÃO PERIGOSA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 14 de março de 2010 NBA | 15:52

RESULTADO INESQUECÍVEL

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Ainda apatetado com a vitória do New York diante do Dallas (128-94), volto — como prometi — para continuarmos nossa conversa. E sigo falando do jogo do Texas.

Sabem como está sendo justificado esse resultado? Vingança. Vingança do quê? Ora, daquela derrota de 50 pontos em janeiro passado, que eu mencionei no papo anterior

Vejam o que falou Shawn Marion, ala do Dallas: “Eles [Knicks] estavam com aquele jogo engasgado. Eles me disseram isso. Eles me disseram também que tinham feito um círculo no calendário [que marcava a data do jogo de ontem à noite]”.

“Os jogadores desta liga têm orgulho”, prosseguiu Dirk Nowitzki, fazendo coro com Marion. “Eles se lembraram o tempo todo daquele jogo”.

Tudo bem, os nova-iorquinos estavam com aquele prélio entalado, mas é claro que somente a vontade de se vingar não leva ninguém à vitória. É preciso outros atributos.

Como disse anteriormente, não vi a contenda, apenas o seu final. Mas constato que o New York encestou 16 de seus 30 arremessos de três; uau, cadê a defesa do Dallas?

O próprio alemão, falando sobre o confronto, deu mais dicas do por que da debacle: “Este foi o nosso segundo jogo ruim. Já havíamos escapado [da derrota] diante do New Jersey. Hoje [ontem] não teve jeito”.

E completou: “Às vezes, derrotas desse tipo podem te ajudar, pois elas te trazem de volta a terra”.

O que Dirk quis dizer com isso? Que o time estava deslumbrado com a sequência de 13 partidas sem perder.

A imprensa de Nova York seguiu também na linha da revanche. Ela frisa: foi a maior vingança nesta temporada — e foi mesmo.

Os jogadores do Knicks, que voltou a vencer em Dallas, fato que não ocorria desde 199, admitiram também que o que mais os motivou foi a sede de vingança.

O novato Tony Douglas falou: “Um monte de times na liga quando olha para a tabela e vê que o próximo jogo é contra a gente, diz: oh, o Knicks? Vamos vencer”.

Enfim, isso tudo foi um combustível e tanto para o New York a promover a maior zebra da temporada. Dificilmente alguém haverá de esquecê-la.

SURRA

J. R. Smith

Como disse no outro post, não vi o jogo do Dallas contra o New York porque acompanhava Memphis x Denver. A contenda estava equilibradíssima; o terceiro quarto acabou empatado em 85 pontos.

Foi então que o time colorado fez uma corrida de 40-23 e fechou a partida em 125-108. Resultado expressivo, pois foi diante do Grizzlies, uma das sensações desta temporada, que conta ainda por cima com o “all-star” Zach Randolph.

Zach até que fez sua parte nos 36 minutos em que esteve em quadra: anotou 22 pontos (8-17) e pegou 12 rebotes (dois de ataque). Mas não ajudou na batalha final pelos ressaltos, pois o Nuggets confiscou 38 e o Grizzlies 30.

Nenê Hilário, dentro de seu comportamento habitual, primeiro posicionou-se no sentido de “limpar” o garrafão, depois, em pegar os rebotes. Ajudou na limpeza e fisgou quatro (dois ofensivos), nos 27 minutos trabalhados.

Anotou 13 pontos (5-9), deu duas assistências e fez um desarme.

Gostei.

Mas do que eu gostei mesmo foi da performance de J.R. “Fominha” Smith. O ala do Denver estava com a macaca no quarto derradeiro.

De seus sete tiros triplos encestados durante a partida, quatro foram nos últimos 12 minutos.

“Ele estava com a mão na forma”, disse o técnico do Memphis, Lionel Hollins. E estava mesmo. J.R. “Fominha” Smith, o homem que possibilitou ao Denver vencer a contenda por 125-108.

RECORDE

Kevin Durant, uma espécie de Neymar da NBA (é jovem e todo mundo gosta dele), quebrou um recorde na história da franquia do Thunder, que no passado chamava-se SuperSonics.

KD anotou 32 pontos na vitória do Oklahoma City diante do New Jersey por 104-102 e completou 36 partidas na temporada fazendo 30 ou mais pontos. O recorde anterior pertencia a Spencer Haywood, na temporada 1972/73, quando o time estava em Seattle.

RODADA

Os outros resultados da rodada de ontem foram:

Atlanta 112-99 Detroit
Washington 95-109 Orlando
Houston 116-108 New Jersey
San Antonio 118-88 Clippers
Golden State 124-112 Toronto

Notas relacionadas:

  1. RECLAMAÇÕES QUE PROCEDEM
  2. A ZEBRA DA TEMPORADA
  3. TUDO ERRADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 9 de março de 2010 NBA | 12:41

O CINQUENTÃO DA NBA

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Sem LeBron James (à direita, foto AP), sem Shaquille O´Neal e sem Antawn Jamison a partir do oitavo minuto do terceiro quarto. Mesmo assim, o Cleveland mostrou a força de seu grupo e bateu o invicto San Antonio (vinha de quatro vitórias enfileiradas) e tornou-se o primeiro time nesta temporada a atingir a marca de 50 vitórias.

Se você quiser, pode acidionar a esta lista Zydrunas Ilgauskas. O lituano deve acertar seu retorno ao time de Ohio no dia 22 próximo, quando vence a carência de 30 dias estabelecida pela NBA.

É verdade também que o Spurs não pôde contar com seu armador titular, Tony Parker. Mas o time não deu sinal de ter sentido falta do francês.

Além do mais, os machucados do Cavs eram maiores.

Por isso, os 97-95 de ontem diante do time texano tiveram sabor e significado especial. Muito se diz que o Cleveland sem ´Bron não é ninguém.

Será?

Vencer o San Antonio não é bolinho não; sempre foi difícil — completo ou incompleto. Além do mais, Manu Ginobili joga neste momento como se tivesse 20 anos.

Recuperou o esplendor de sua forma. Anotou nada menos do que 38 pontos. Pegou sete rebotes e deu ainda cinco assistências.

A ausência de Parker fez Manu renascer. Ontem ele encestou sete de suas 11 bolas de três. Sete também foi o número de lances livres que o argentino bate e sete foram as bolas convertidas.

Do ponto de vista de “El Narigón”, foi um crime o San Antonio ter perdido a partida. Sua atuação de gala merecia ter sido coroada com o quinto triunfo consecutivo.

Não veio. Não veio porque o Cleveland jogou como um time.

Nada menos do que seis jogadores tiveram duplo dígito na pontuação. Jamison e Mo Williams ficaram na casa dos 17, Delonte West veio do banco e marcou 16, Jawad Williams (who?) fez 13, J.J. Hickson anotou 12 e Anderson Varejão, outro que entrou em quadra com o jogo em andamento, cravou 11.

Além disso, do banco do Cavs vieram 30 pontos. Do banco do Spurs surgiram apenas 17.

E não podemos esquecer que o San Antonio sofreu um pouco na linha do lance livre: 15-22 (68.2%).

Mas o mais importante eu deixei para o fim: Varejão foi outro que ficou sob os holofotes o tempo todo em que esteve em quadra. Entrou com a missão de anular Tim Duncan.

E conseguiu. Timmy anotou só 13 pontos. Fez 6-12 nos arremessos, bem pouco. Além disso, pegou pálidos cinco rebotes, contra nove do capixaba.

Os números de Duncan poderiam ter sido mais modestos se Varejão tivesse ficado 34 ao invés de 30 minutos jogando. Teria, desta forma, marcado Timmy do começo ao fim.

Como se vê, uma noite sul-americana em Ohio. Pra nossa felicidade, o brasuca deixou a quadra vencedor.

INCOMPREENSÍVEL

Dá para entender o New York? O time perde dentro de seu Garden para o fraquíssimo New Jersey (pior campanha da liga) e no mesmo templo sagrado do basquete norte-americano o time recebe o Atlanta, uma das melhores campanhas do Leste, e vence o jogo!

Placar final: 99-98.

Mas esqueçamos o jogo — que foi emocionante em seu final — e concentremo-nos em outro ponto: Joe Johnson.

Antes de a partida começar, o armador do Hawks foi cercado por jornalistas nova-iorquino que queriam saber se ele realmente estaria disposto a jogar em Nova York na próxima temporada. JJ será “free-agent”, assim como LeBron James e Dwyane Wade.

Os jornalistas queriam saber se ele tem estofo para jogar para um time que tem a torcida mais exigente e fanática da liga. “Não tenha dúvidas”, respondeu o jogador. “Isso é apenas um jogo de basquete e eu tenho jogado muito bem ao longo de minha carreira”.

É, se o jogador acertar com o Knicks e ´Bron também… Sai debaixo.

MAIS UMA

Sim, mais uma; mais uma vitória do Dallas. Foi a 12a. Consecutiva. Ontem frente ao Minnesota, fora de casa, por 125-112.

E sabem por que isso ocorreu? Porque o Wolves cometeu o pecado de errar nada menos do que 26 vezes durante a partida.

E isso frente a um time que é considerado por muitos, neste momento, como o melhor da NBA, é pedir para perder.

Isso sem falar que Shawn Marion teve uma noite de Tim Duncan—do velho, é claro, não o de ontem que foi sufocado por Anderson Varejão, como já dissemos. Marion marcou 29 pontos e apanhou 14 rebotes.

Dá pra acreditar?

O que mais me penalisa no Wolves é ver um talento como Al Jefferson perdido no meio de muita mediocridade. Al anotou 36 pontos e pegou 13 rebortes.

Não foi suficiente.

Dá pra acreditar?

RODADA

Mais dois jogos compuseram a rodada de ontem da NBA. Eis os resultados:

New Orleans 135-131 Golde State
Memphis 107-101 New Jersey

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. UM ARGENTINO QUE VALE O QUE PESA
  3. MO E GIBSON EMPOLGAM LEBRON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última