Publicidade

Posts com a Tag Shaquille O’Neal

quarta-feira, 7 de julho de 2010 NBA | 20:02

BOOZE NO BULLS; LBJ NO BULLS?

Compartilhe: Twitter

Com Chris Bosh se juntando a Dwyane Wade em Miami, o Chicago se mexeu rapidamente e acertou a contratação de Carlos Boozer. O ala/pivô, ex-Utah, vai receber algo em torno de US$ 80 milhões por cinco anos de contrato.

Isso significa que o Bulls continua com espaço em seu “cap” para contratar LeBron James pelo máximo que um time poderia. Ou seja: algo em torno de US$ 100 milhões por cinco temporadas.

Alguns parceiros deste botequim afirmam que essa história de que Derrick Rose estaria boicotando a vinda de LeBron James não passa de boato. Se verdade for, a chegada de Booze pode seduzir LBJ, claro que sim.

Os dois jogaram juntos nos Jogos de Pequim. Booze é jogador de primeira linha, pra mim do mesmo nível de Amaré Stoudemire e Chris Bosh.

Ouço burburinhos em outro canto deste botequim. É ma turma que conhece os meandros da NBA e que diz que LeBron ainda pode ir para o Miami. De que maneira: D-Wade e CB4 estariam dispostos a reduzir seus salários para viabilizar a chegada do ala do Cleveland.

Isso é possível, pois, oficialmente, os negócios serão aprovados pela NBA nesta quinta-feira. Tudo o que já foi divulgado em termos salariais é extra-oficial, pois nenhum negócio pode ser feito antes deste 8 de julho.

Aí eu fico pensando cá com meus botões: por mais que D-Wade e Bosh reduzam seus salários, quanto isso iria acrescentar nos rendimentos de LeBron? Hoje o Heat teria algo em torno de US$ 7 milhões para oferecer a LBJ.

Para chegar aos US$ 20 milhões (que é quanto o Bulls pode pagar para LBJ, isso sem falar no Cleveland, é claro), precisa-se de mais US$ 13 milhões.

Wade e Bosh teriam que abrir mão de cerca de US$ 6 milhões, cada um, para que a vinda de ‘Bron se concretize. Será? Tenho dúvidas.

Além disso, LeBron aterrissaria no Sul da Flórida com que status? De maestro do time? De estrela principal da companhia?

Claro que não; esse status é de D-Wade. Ele é o dono do Miami. Ele levou o time ao um título ao lado de Shaquille O’Neal. Ele é cria da franquia.

Vocês acham que LBJ não sabe disso? Claro que sabe.

Vocês acham que LBJ toparia deixar Cleveland, onde ele reina, para ir a Miami e ser um súdito? Duvido.

Portanto, respondendo ao amigão Antonio Tozzi e a outros parceiros que acreditam nesta possibilidade, não creio que LeBron vá jogar no Miami.

No Bulls, se realmente essa história do boicote for boato, é claro que King James continuaria seu reinado. Ele desembarcaria na Cidade dos Ventos para ser a estrela principal da companhia.

Por mais que D-Rose seja da terra e querido por todos, D-Rose é ainda um jogador em formação, alguém que procura espaço dentro da liga, um projeto de “all-star”. Uma criança, se preferirem; com grande potencial, mas ainda uma criança.

Não atrapalharia em nada a vinda de LeBron. Sem contar que a cidade espalhou outdoors pedindo a vinda de LBJ.

Por isso, acho mais provável a ida de ‘Bron para o Chicago do que para o Miami.

O mesmo raciocínio vale para o New York. Amaré Stoudemire não ofuscaria jamais, em tempo algum, o brilho de LeBron. Em Nova York ele também desembarcaria como rei e continuaria seu reinado.

Mas ao contrário do Knicks, o Bulls tem um time pronto. Seria mais fácil LeBron colocar um anel no dedo jogando no Chicago do que no New York.

Em Illinois ele encontraria, além de D-Rose, Joakim Noah e Taj Gibson. Quem ele encontraria em Nova York? Projetos, nada além de projetos.

Chicago ou Nova York, em uma dessas duas cidades está o futuro de LeBron James. Mas eu ainda creio que ele desembarca em Chicago para jogar no Bulls.

CLEVELAND?

Alguém perguntou sobre o Cavs? Não creio que LeBron James renove seu contrato com o time de Ohio. O que ele tem a oferecer para LBJ a não ser a perspectiva frustrante de ficar novamente no meio do caminho?

Notas relacionadas:

  1. NADA AINDA; VDN CONTINUA NO BULLS
  2. BULLS, VITÓRIA QUE NÃO VEIO DO NADA
  3. BOSH NO MIAMI COM D-WADE. E LBJ?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 21 de junho de 2010 NBA | 19:38

VALE QUANTO PESA

Compartilhe: Twitter

Nessa conversa toda envolvendo Michael Jordan e Kobe Bryant, lá pelas tantas, eu escrevi algo para o nosso parceiro Pedro José Patrocínio que me fez pensar mais sobre o assunto; levá-lo adiante, podemos dizer assim. Disse eu que uma das façanhas de MJ foi ser campeão com uma franquia sem tradição alguma na história da NBA.

Sim, pois uma coisa é ganhar um título com o Lakers ou com o Boston, outra é com o Chicago. Numa das respostas para outro parceiro, o Geraldo Nunes, eu comparei: ser campeão com o Lakers é o mesmo que ser campeão com o São Paulo; ganhar com o Chicago é como ficar com o título brasileiro jogando pelo Atlético Paranaense.

Lakers e Boston reinam nas quadras desde que a NBA começou a ser disputada, em 1946/47. O Celtics, como sabemos, tem 17 títulos; o Lakers, um a menos.

Juntas, estas duas franquias conquistaram 33 dos 63 campeonatos disputados até hoje. Ou seja: 52.3% — mais da metade.

É verdade que o Boston ficou 20 anos sem chegar a uma decisão. Mas a gente sabe que quando monta um time, parece que tudo converge para que ele chegue à final.

O Lakers nunca passou por isso. O máximo que ficou foram oito anos sem aparecer em uma decisão.

Portanto, quando um jogador veste a camisa de Lakers ou Boston ele sabe muito bem que a chance de ganhar um título é imensa. Que a chance de chegar a uma decisão é maior ainda.

O Boston decidiu o título em 21 oportunidades, nove a menos do que o Lakers, que disputou o NBA Finals em 30 ocasiões. Mas o Celtics tem um aproveitamento melhor, pois foi derrotado em apenas quatro oportunidades. Já o Los Angeles foi batido em 14 delas.

Então, pra mim, jogador que entra para a história vestindo a camisa de Boston ou Lakers tem um valor X. Os que entram para a história com um anel no dedo usando a camisa de outra franquia têm valor X ao quadrado — às vezes, ao cubo.

Por isso que eu disse que a façanha de Michael Jordan em ganhar seis títulos com o Chicago o tornava ainda maior do que Kobe Bryant (Foto Getty Images). O torna ainda maior do que Bill Russell ou Magic Johnson.

Voltando ao começo de nossa conversa, disse eu que gostaria de levá-la um pouco mais adiante. E o que eu proponho?

Falar sobre Kobe e LeBron James.

THE BEST

Já escrevi aqui neste blog que considero Kobe Bryant o melhor jogador depois da era Michael Jordan. Melhor do que LeBron James.

KB tem cinco anéis, como sabemos. Mas sabemos também que ele conquistou três destas joias tendo Shaquille O’Neal como companheiro.

Depois que Shaq foi mandado embora da franquia, Kobe foi transformado na estrela maior da companhia e o Lakers ficou três anos sem aparecer em uma final. Numa dessas temporadas (2005/06), nem sequer chegou aos playoffs.

Nesse período, tentava-se reconstruir a franquia. Era preciso arrumar um companheiro para Kobe, pois, sozinho, ele não levaria o Lakers novamente aos dias de glória.

O time finalmente encontrou o parceiro ideal para Kobe em 2008, quando contratou Pau Gasol do Memphis. Em três anos de existência desse duo, o Lakers disputou um trio de títulos e ficou com dois deles.

Como líder do time, Kobe tem, portanto, dois anéis, o primeiro deles conquistado quando tinha 30 anos. Conquistado com a camisa do Lakers, é bom que se diga novamente, pois este é o mote da nossa conversa.

LeBron James não tem anel algum. Levou nas costas o pequeno Cleveland à final em 2006/07, quando foi derrotado pelo San Antonio. Foi a única vez em toda a história da franquia, fundada em 1970, que ela apareceu para decidir um título da NBA. E mais nada.

Quando LBJ chegou à decisão, tinha só 22 anos. Hoje, aos 25 anos (completa 26 em 30 de dezembro próximo) pode mudar de time para tentar ganhar um anel.

‘Bron não conseguiu fazer no Cleveland o que Michael Jordan fez no Chicago: ganhar um anel vestindo a camisa de uma franquia que não está sob os holofotes da mídia. É verdade que MJ teve a sorte de ter encontrado um cara como Scottie Pippen e ter feito aflorar nele todo o potencial que lá estava — e que a gente não sabe se teria brotado se Pip jogasse por outro time, longe de Jordan.

Mas o fato é que tudo tem sido feito para que LeBron conquiste um anel com a camisa 23 do Cavs. A franquia buscou Mo Williams, revelação do Milwaukee, mas não deu certo: Mo meio que murchou em Cleveland e não deu vazão a todo o seu potencial — ou será que foi LBJ que não soube fazer isso?

Depois, vendo que o Orlando chegou à decisão capitaneado pelo pivô Dwight Howard, o Cavs foi buscar na experiência e na força do veterano Shaquille O’Neal o companheiro ideal para King James. Não deu certo novamente.

Agora, mandou embora o técnico Mike Brown e o GM Danny Ferry, o homem que tentou arquitetar o Cleveland para que LeBron James fosse campeão. É a nova tacada da franquia para ver se LBJ fica em Ohio e escolha, ele próprio, um treinador que possa guiá-lo ao título.

O que vem na próxima temporada a gente ainda não sabe. Somente a partir de 1º. de julho é que os times vão poder negociar com os jogadores livres — entre eles LBJ (Foto Getty Images).

King James tanto pode ficar como ir para o New York, New Jersey e até mesmo Chicago. Seja qual for a decisão de LeBron, o fato é que ele não vai nem para o Lakers e nem para o Boston.

Ou seja: se a partir da próxima temporada James começar a ganhar títulos (que é o que se espera dele), o final dessa história poderá ser outro. Se LeBron colocar nos dedos uma quantidade de anéis próxima, semelhante ou maior do que Kobe Bryant, LBJ será, para mim, o maior jogador de basquete pós era Michael Jordan.

Sim, pois ganhar títulos com a camisa do Lakers e do Boston, como vimos, é uma coisa; ganhá-los com a camisa de qualquer outro time é outra completamente diferente.

Tem muito mais valor, tem muito mais peso, é muito mais difícil.

Notas relacionadas:

  1. UM ARGENTINO QUE VALE O QUE PESA
  2. DERROTA COMEMORADA
  3. LAKERS E KOBE NA FRENTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 4 de maio de 2010 NBA | 01:04

RAJON ROUBA A CENA EM CLEVELAND

Compartilhe: Twitter

Era para ter sido a noite de LeBron James. Antes de o jogo começar, o ala do Cleveland recebeu o merecido troféu de MVP da temporada regular para êxtase dos 20.562 torcedores que lotaram a Q Arena de Ohio.

Era para ter sido a noite de LeBron James, mas acabou sendo a noite de Rajon Rondo. O armador do Boston esteve quase que impecável em sua função em quadra. Deu simplesmente 19 assistências na vitória do Celtics sobre o Cavs (104-86) e igualou o recorde da franquia. E, claramente, foi o condutor do alviverde de Massachusetts, que igualou a série melhor de sete em 1-1.

Um parceiro deste nosso botequim perguntou quem eu achava os dez melhores armadores da NBA na atualidade. Eu disse que dez era muita coisa e que iria listar os três melhores.

Cometi uma grosseria com Rajon (Foto Getty Images), porque coloquei Deron Williams, Derrick Rose e Chris Paul. O armador do Boston entra fácil numa lista dos três melhores da NBA na atualidade. Não é exagero algum dizer que Rajon é hoje o melhor jogador do Boston.

Esqueça o Big Three, definitivamente o Boston é hoje um Fab Four; Rondo tem que entrar de qualquer maneira nesta gangue dos melhores do time. Esqueça também os seis erros que ele cometeu na partida. Cometeu-os porque tem a bola sob poder o tempo todo e joga de maneira audaciosa.

Foram, além das 19 assistências, 13 pontos, quatro rebotes e dois desarmes. E uma cesta no segundo quarto que foi um escândalo de linda. Encarou o garrafão e a marcação dobrou; freou e na freada deu o drible em Mo Williams e Anderson Varejão, fazendo a cesta de canhota. Rajon, disparadamente, foi o melhor jogador em quadra. E da série até o momento, ofuscando até mesmo LBJ.

Nos dois jogos, Rondo soma médias de 20 pontos, 15.5 assistências e cinco rebotes. ‘Bron está com 29.5 pontos por jogo, mas não tem um “double-double” de média, uma vez que acumula exatos sete rebotes e 5.5 assistências.

A série vai agora para Boston. Serão dois cotejos, o primeiro deles marcado para esta sexta-feira, às 20h de Brasília. A situação se complicou para o Cavs. Claro que do mesmo jeito que o Celtics venceu em Cleveland, o oposto pode ocorrer em Boston.

O importante, como disse Dirk Nowitzki, é ganhar fora. No Oeste, o Phoenix perdeu em casa e conseguiu reverter a série ao vencer duas vezes em Portland. No Leste, o Atlanta foi batido em seus domínios, mas também deu a volta por cima ao derrotar o Milwaukee fora de casa.

Certamente nem tudo está perdido, mas o Cleveland vai ter que jogar muita bola para ganhar em Boston, uma cidade onde ele, historicamente, não se dá bem. LeBron James será posto à prova uma vez mais.

ESPAÇO

Claramente Rajon Rondo ocupa o lugar de Paul Pierce nesta série. O ala do Boston até agora não se acertou no confronto diante do Cleveland. Muito disso tem a ver com a marcação que ele faz em LeBron James; o desgaste é grande demais, pois LBJ é grande, rápido e habilidoso.

Pierce tem 9/27 nos arremessos nos dois encontros, o que dá um aproveitamento de 33.3%. Fraco. Hoje ele fez 14 pontos, que se somados aos 13 da peleja passada dá um total de 27 pontos e uma média de 13.5 por partida. Pouco para quem arremessou tanto.

QUARTO

O terceiro, foi este o quarto que definiu a paritda. O Boston fez uma corrida de 31-12 e liquidou com o Cleveland, que ainda tentou voltar ao jogo no último ao baixar para nove uma diferença que chegou a 25 pontos.

Mas o time, nitidamente, sentiu o cansaço de tanto esforço e não conseguiu finalizar a reação iniciada.

Por falar em cansaço, alguém neste botequim falou que faltam pernas para o Boston no segundo tempo. Mas o Celtics, hoje, funcionou com a precisão de um relógio suíço, um clichê que eu gosto às vezes de usar. No primeiro tempo fez 52 pontos; repetiu a dose no segundo.

Sim, é verdade, o Boston mostra cansaço na etapa final, mas hoje, ao não sentí-lo, ganhou o jogo.

OUTRO LADO

Já o Cleveland tem que chorar principalmente por Shaquille O’Neal. O grandalhão foi um desastre. Nove pontos (4/10) e quatro rebotes.

A falta de inspiração foi tamanha que Mike Brown usou de suas prerrogativas como treinador e limitou Shaq Diesel a apenas 19 minutos em quadra. Ainda bem que O’Neal não fez como Paulo Henrique Ganso, pois, se fizesse, a derrota teria sido mais vexatória ainda.

VAREJÃO

Depois de ter pelejado sozinho com Kevin Garnett e Kendrick Perkins, sem encontrar muita solidariedade por parte de seus companheiros, Anderson Varejão foi para o vestiário no intervalo do terceiro para o último quarto e não voltou mais.

Nem mesmo para o banco. Diagnóstico médico: lesão nas costas.

Nada grave, espero eu. E tomara que não seja mesmo, pois o Cleveland vai precisar muito da coragem e da energia de Varejão nos dois jogos em Boston. Energia que não foi vista por parte de seus companheiros, pois o Cavs, à exceção do brasuca, foi um time entregue na partida desta segunda-feira.

Parecia mais um jogo-treino do que uma partida de playoff.

Os números de Varejão: oito pontos, sete rebotes e dois desarmes.

Notas relacionadas:

  1. ACABA FARRA DO CLEVELAND
  2. O CLEVELAND E A DESCONFIANÇA
  3. OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 22 de abril de 2010 NBA | 23:32

BULLS, VITÓRIA QUE NÃO VEIO DO NADA

Compartilhe: Twitter

O final do jogo foi digno de um cotejo de playoff. A partida esteve aberta até o último chute, feito por Anthony Parker, que acabou não entrando. Com o erro, o Chicago fez 108-106 e venceu sua primeira partida nesta série, que agora mostra 2-1 para o Cleveland.

Mas o Bulls deu um mole legal e pediu para perder. Viu, também, a sorte bafejar o adversário nos segundos finais. Na primeira, Kirk Hinrich, que tem bom aproveitamento de lance livre, perdeu dois e na sequência Derrick Rose acertou apenas um. Este desempenho horrível (1-4) colocou o Cavs no jogo.

O visitante ficou mais vivo ainda depois de duas bolas de três terem sido acertadas por LBJ e Mo Williams, esta, então, tipo “aborto da natureza”. O baixinho armador do Cleveland arremessou diante do altão Luol Deng e mesmo um pouco desequilibrado fez o tiro entrar.

A “sorte” continuou ao lado dos visitantes quando Deng perdeu o segundo lance livre. O rebote caiu nas mãos de Parker, que pouco depois do meio da quadra fez o tiro lotérico. Descrito acima, vocês viram que não entrou. A “sorte” deve ter se cansado dos erros do Cleveland durante o jogo e decidiu separar-se dele naquele momento.

O Chicago jogou muito bem, é bom que se diga. Cinco de seus jogadores terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. Mesmo errando um dos lances livres mencionados acima, D-Rose foi o cestinha do time: 31 tentos. Hinrich, outro vilão, fez 27 pontos. Deng, que também fez feio no tiro fatal derradeiro, anotou 20.

Brad Miller e Joakim Noah, ambos com dez pontos cada um, fecharam a conta dos pontuadores com duplo dígito. Noah, aliás, foi saudado carinhosamente pelos torcedores que superlotaram o United Center. E não era para menos; afinal, ele tem dado a cara pra bater, encarando feito gente grande os grandes do Cavs — entre eles Shaquille O’Neal.

Uma vez mais, o Bulls ficou encalacrado nos lances de três pontos. Tentou apenas uma dúzia (fruto, certamente, da insegurança do time), tendo acertado só cinco. Já o Cavs exagerou: foram 35 em todo o jogo, com 13 acertos.

Isso ajudou o time de Ohio a não deixar o adversário sumir de vista. Os dois finais, que eu também já descrevi anteriormente, foram os mais significativos — não que os outros não tivessem significado, claro que não. Mas estes nasceram no final, quando o time mais precisava.

Se as bolas longas ajudaram o time de Anderson Varejão e LeBron James, as curtas atrapalharam. O Cavs cobrou 31 lances livres, acertou 20. Ruim, aproveitamento de 64.5% — LBJ errou nada menos do que sete de seus 13 arremessados. Além desses erros na linha fatal, o Cleveland também cometeu equívocos em demasia: 13 no total.

Dois deles, diga-se, cometidos por LBJ nos últimos 60 segundos. Uma falta de ataque e um erro de passe.

A falta de ataque merece observação. Sim, pois vamos falar da arbitragem: na NBA, como em qualquer lugar do mundo, não importa o esporte, ela é caseira. Esta falta ofensiva, em Cleveland, jamais seria marcada. Quer mais? Que tal uma andada de Delonte West também no minuto final, que culminou com uma cesta de Antawm Jamison que foi anulada? Em Cleveland, jamais seria marcada. Isso sem falar nas faltas que foram anotadas contra os defensores do Cavs quando D-Rose infiltrava. Em Cleveland, a maioria delas não teria sido marcada.

LeBron terminou a partida com 39 pontos. Mas o que disse sobre Carmelo Anthony vale para ‘Bron: jogador que arremessa 26 bolas por jogo e visita a linha do lance livre em 13 oportunidades tem que ter uma pontuação alta, caso contrário, enterra o time. Por ter feito 39 pontos, LBJ deixou o Cavs vivo no jogo o tempo todo.

Domingo próximo os dois times voltam a se enfrentar. Novamente em Chicago. Não esperava por esta vitória do Bulls, vocês sabem disso, pois previ 4-0 para o Cavs. Mas este triunfo não veio por acaso. Como vimos, a equipe jogou bem. Jogou bem, também, em Cleveland, no segundo jogo da série. O placar (96-83) não relatou o que ocorreu no cotejo, que foi muito disputado.

Portanto, o Chicago tem encarado bem o Cleveland. Uma vitória dominical não seria surpresa, o que empataria a série em 2-2.

Mas com o coração partido digo: LeBron James e companhia não vão deixar isso acontecer.

VAREJÃO

O brasuca teve sérios problemas com as faltas. Deixou a partida com seis, sendo, portanto, desclassificado. Jogou só 20 minutos.

O capixaba, que estava com uma média de exatos dez rebotes por jogo, pegou seis. Dois deles ofensivos, o último nos instantes finais, foi importante para o Cavs não morrer antes da hora.

Cravou apenas três pontos nas redes do Chicago, todos frutos de lances livres, pois a única bola arremessada durante a partida acabou não entrando.

Domingo que vem tem mais, acredito não só na recuperação do Cleveland, mas também na de Anderson Varejão. Feeling, nada mais do que isso.

COY

Scott Brooks, treinador do Oklahoma City, foi eleito o “Coach of the Year”. Acho que ninguém vai se opor à escolha. Afinal, de saco de pancadas na temporada passada, Brooks, que assumiu o time no meio do campeonato anterior, transformou o Thunder em uma equipe competitiva, respeitada e temida pelos adversários.

Justo; aliás, justíssimo.

MOP

Em contrapartida, outros Brooks, Aaron, do Houston, foi escolhido o Most Improved Player. Será que ele foi mesmo o jogador que mais progrediu em relação à temporada anterior? Por que não Anderson Varejão?

O capixaba não apareceu nem entre os seis primeiros. Injusto.

Notas relacionadas:

  1. BULLS AFINA E LAKERS VENCE
  2. NADA AINDA; VDN CONTINUA NO BULLS
  3. VITÓRIA NADA DECISIVA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 11 de abril de 2010 NBA | 20:31

DERROTA COMEMORADA

Compartilhe: Twitter

O jogo acabou há pouco. O Lakers fez de tudo para bater o Portland; mais uma vez, ficou só na vontade.

Duas de suas principais estrelas falharam no final.

Kobe Bryant errou dois lances livres a seis segundos do encerramento da partida. Tivesse acertado os dois, colocaria o Los Angeles na frente em um ponto.

No rebote do segundo deles, Pau Gasol pegou a bola e na sequência Derek Fisher sofreu falta. Fish, outra estrela do time, errou o primeiro tiro fatal; acertou o segundo e empatou a peleja em 88 pontos.

Não bastasse ter perdido um dos lances livres, Fish ainda cometeu falta em Martel Webster (na Foto AP, comemorando o lance), o que resultou em três tiros da linha para o jogador do Portland. Webster, embora esteja em seu quarto ano na liga, ainda não tem cancha.

Mesmo assim, foi para os lances livres e mesmo debaixo de uma vaia estridente, derrubou um a um e levou o placar para definitivos 91-88 para o Blazers.

O Lakers fez tudo para bater o Portland, que jogou todo o segundo tempo sem Brandon Roy, lesionado no joelho. Fez de tudo, mas mais uma vez ficou na vontade. Nesta temporada, não foi varrido pelo time do Oregon, é verdade, mas perdeu a série por 2-1.

Mas eu pergunto: terá sido mesmo ruim para os angelinos essa derrota? Embora esteja hoje atrás do Orlando, que venceu um Cleveland uma vez mais sem LeBron James (98-92), o Lakers pode não pegar o Blazers na primeira rodada dos playoffs. E a derrota de agora há pouco pode ter sido decisiva para isso.

O Portland tem mais dois jogos nesta fase de classificação: amanhã diante do Oklahoma City e na quarta frente ao Golden State, ambos em casa. Se fizer duas vitórias, fica na frente do San Antonio. Ou seja: não ficaria no caminho do Lakers de jeito nenhum.

O Lakers fez tudo para bater o Portland e mais uma vez ficou na vontade. Mas, como eu disse, acho que foi melhor.

CADA UM COM SEUS PROBLEMAS

O Cleveland jogou uma vez mais sem LeBron James. Shaquille O’Neal também deu o ar da graça na Q Arena; elegante, paletó e gravata. Mas eu gostei mais do modelo de LBJ: camisa xadrez em tonalidade marron debaixo de um costume bege claro.

Moda à parte, dizia eu que o Cavs, neste momento, dá-se ao luxo de poupar seu melhor jogador. A meta, acertadamente, são os playoffs.

O Lakers gastou demais Kobe Bryant e agora paga um tributo caro. KB atuou todos os 103 cotejos do Lakers na temporada retrasada e todos os 105 da passada. Nesta, além de ter quebrado um dedo e ter torcido tornozelo e o joelho, que custaram-lhe primeiro sete e depois duas partidas de fora, as pernas dão sinal claro de cansaço.

Em pandarecos, Kobe será de pouca utilidade para o Lakers. Saudável, pode ganhar um campeonato. Com KB baleado e/ou ausente, o Los Angeles fez uma campanha de 3-6 nos seus últimos nove jogos. Agora há pouco, além de ter desperdiçado dois lances livres fatais, fez 8-23 nos arremessos.

Mike Brown, treinador do Cavs, sabe muito bem disso. Sabe que LBJ, saudável, poderá dar ao time o que ele tanto procura: a taça de campeão. Doente, assim como Kobe, será de pouca valia.

SÁBADO

A se destacar na rodada de ontem, apenas uma partida: a excelente vitória do San Antonio diante do Denver por 104-85. A se destacar nesta partida, a atuação desastrosa de Nenê Hilário: três pontos, dois rebotes e seis faltas.

Os outros resultados foram:

Indiana 115-102 New Jersey
Washington 95-105 Atlanta
Charlotte 99-95 Detroit
Memphis 101-120 Philadelphia
Milwaukee 90-105 Boston
Sacramento 108-126 Dallas
Clippers 107-104 Golden State

CONFLITO

Enquanto escrevo, o primeiro tempo de Toronto e Chicago chegou ao fim. Vitória do Bulls por 58-48. Daqui a pouco eu volto para falar sobre esse jogo que deve definir o oitavo colocado do Leste.

Notas relacionadas:

  1. UMA DERROTA QUE PODE CUSTAR CARO
  2. A DOR DE UMA DERROTA
  3. DERROTA E VITÓRIAS EMBLEMÁTICAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 NBA | 17:29

O VERDADEIRO SUPER-HOMEM

Compartilhe: Twitter

Quando um grandão começa a intimidar um baixinho, qual a frase que nos vem imediatamente à cabeça? “Vá bater num cara do seu tamanho!”

Pois bem, na última quarta-feira, Dwight Howard deu um encontrão em Derrick Rose e o baixinho do Chicago levou, claro, a pior. Deixou a quadra e não mais voltou.

Perguntado sobre o incidente, Howard respondeu: “Ele [D-Rose] bateu no homem de aço”.

Quem acompanha a NBA sabe muito bem quem DH se autodenominou Super-Homem, apelido que pertencia a Shaquille O’Neal. Mas como Shaq andava em baixa, a mídia aceitou o carnaval de Howard nos “All-Star Weekend” e transferiu a alcunha de Shaq para Dwight.

Ontem à noite os dois se encontraram em Cleveland. Antes de contar o que ocorreu no embate dos dois homens de aço, lembro que Big Daddy, quando chegou a Ohio, deixou claro: “Não haverá ‘double team’ em Howard. Eu nunca precisei disso para marcar ninguém”.

E completou: “Eu não considero que alguém esteja sendo homem comigo se não me marca sozinho”.

Bem, na contenda de ontem à noite, Shaq marcou individualmente a Howard e em momento algum usou do recurso da dobra na marcação. O mesmo não aconteceu quando DH o marcou; havia sempre alguém ajudando, fazendo a marcação dupla.

Ao final do jogo, Shaq bradou: “Digam-me quem é o verdadeiro Super-Homem!”.

RESPOSTASHAQ

Shaquille O’Neal teve sérios problemas para marcar Dwight Howard (foto Reuters de ambos). Mas, realmente, ele o fez sem o auxílio de ninguém.

Até por isso, pelejou contra as faltas também. Cometeu cinco durante os apenas 19 minutos que locomoveu seus 147,4 quilos pra lá e pra cá.

Dwight Howard também se enroscou com as faltas. Como Shaq, fez cinco durante os 31 minutos que jogou.

Além de um quinteto de irregularidades, Shaq deixou a quadra com dez pontos, seis rebotes e um toco. Cometeu dois erros.

Howard marcou 19 pontos, apanhou 11 rebotes, deu uma assistência, dois tocos e cometeu três erros.

Na média, os números meio que se equivalem. Como Shaq foi homem e marcou Howard sozinho e a recíproca não foi verdadeira, a resposta para a indagação do grandalhão do Orlando é: o verdadeiro Super-Homem é mesmo Shaquille O’Neal.

MORAL DA HISTÓRIA

Bater em Derrick Rose é fácil, por que Dwight Howard não foi macho e encarou Shaquille O’Neal?

DH caiu muitos pontos em meu conceito.

O JOGO

Foi na bola e no pau. Além de ter vencido o embate pessoal contra Dwight Howard, Shaquille O’Neal também levou a melhor na disputa coletiva.

Sim, pois o Cleveland derrotou o Orlando por 115-106 e chegou à sua 13ª. vitória consecutiva. Fincou pé na primeira colocação do Leste e é também o líder geral da competição ao final do primeiro turno.

Mas o Cavs não chegou lá apenas por causa da coragem de Shaq. Chegou, principalmente, por causa da qualidade, da excelência, do esplendor de LeBron James.

‘Bron anotou 32 pontos, deu 13 assistências e apanhou oito rebotes. Quase um “triple-double”.  LBJ está exagerando neste momento do campeonato; é o melhor jogador da competição, ninguém duvida disso.

E se por ventura surgir questionamentos do tipo: será que ele aguenta o tranco até o final?, eu respondo: por que não? ‘Bron tem apenas 25 anos e é um cavalo de forte.

Ele tira de letra esta questão do cansaço.

Mais importante do que discutir isso é discutir o nível de seu jogo. Realmente, no momento, não tem pra ninguém.

AUXÍLIO

Anderson Varejão também foi de uma valia imensa na vitória de ontem do Cleveland sobre o Orlando. Anotou 16 pontos e pegou quatro rebotes.

Poderia ter feito muito mais se não tivesse se enrolado com as faltas. Além disso, taticamente o jogo não se desenhou favorável para o capixaba.

Como o Orlando joga com quatro jogadores abertos e Dwight Howard, Mike Brown, técnico do Cavs, optou por esta formação também em boa parte do jogo, revezando Shaquille O’Neal e Zydrunas Ilgauskas em cima de Howard.

Além disso, J.J. Hickson estava inspirado: fez 20 pontos e marcou muito bem a Rashard Lewis. Por ser mais leve e mais rápido que Varejão, J.J. jogou 28 minutos contra apenas 15 do brasuca.

De qualquer maneira, enquanto jogou, Varejão mostrou uma vez mais que é o dono da posição de ala/pivô na seleção brasileira; indiscutivelmente.

PIVÔ

Anderson Varejão é o nosso ala/pivô, enquanto que o pivô titular do quinteto brasileiro sem dúvida alguma é Nenê Hilário.

Ontem, o são-carlense entrou em quadra também. E teve uma árdua missão pela frente: marcar Tim Duncan; não apenas marcar, mas atacar também.

E o resultado final do embate entre ambos mostrou vitória do brasileiro.

Nenê cravou 20 pontos e apanhou nove rebotes. Deu ainda uma assistência.

Em contrapartida, Timmy anotou 16 e pegou sete rebotes. Deu ainda um toco.

Não é fácil duelar com Duncan, quem conhece o jogo sabe disso. Por isso mesmo, encarar Timmy e sair vencedor do confronto tem um sabor todo especial.

AMARGO

Se Nenê Hilário venceu seu duelo particular diante de Tim Duncan, o mesmo não se deu com o Denver, que perdeu a partida para o San Antonio. Mesmo jogando em casa, o Nuggets não conseguiu segurar a força do alvinegro texano, que fechou a partida em 111-92.

De chatear, pois, pelo segundo jogo consecutivo, o são-carlense deixou a quadra como cestinha do time e do jogo. Isso significa que Carmelo Anthony ainda não está no melhor de sua forma.

Ser cestinha em um time que conta com Melo, das duas uma: ou você está arrebentando ou Melo está devendo.

Nenê tem jogado muito bem, como vimos, mas Melo anda devendo também.

Bucks Knicks BasketballSUBSTITUTO

À altura.

George Hill tem substituído muito bem a Tony Parker. Ontem, novamente por lesão, o francês não jogou, mas Hill deixou 19 pontos na cesta do Denver e ajudou o San Antonio a vencer sua primeira partida de modo convincente desde que bateu o Lakers, em casa, por 105-85, em 12 de janeiro passado.

Ou seja, havia 30 dias que o Spurs não deixava seu torcedor tremendamente feliz. Ontem o time de Gregg Popovich lavou a alma de seus fãs.

Não foi apenas Hill quem jogou bem. Tim Duncan, apesar de dominado por Nenê, fez 16 pontos. Do banco vieram DeJuan Blair e Manu Ginobili quem anotaram, respectivamente, 17 e 15 tentos.

Richard Jefferson, finalmente!, pontuou relativamente bem, 14, mesmo “score” de Roger Mason. Antonio McDyess fez uma dezena de pontos, indicando que o quinteto titular mais Manu e DeJuan tiveram um duplo dígito na pontuação.

Esse equilíbrio foi o segredo do sucesso do San Antonio.

SUBSTITUIÇÕES

O comissário David Stern, presidente da NBA, tem a missão de indicar o substituto de um jogador quando ele se contunde e não pode participar do “All-Star Game”. Stern, informado das lesões de Kobe Bryant e Allen Iverson, tomou a seguinte decisão:

1) Para o lugar de Black Mamba ele indicou Jason Kidd;

2) Para a vaga de Iverson, David Lee (foto AP).

Lee tornou-se o primeiro jogador do NYK a participar do “All-Star Game” desde que Allan Houston e Latrell Sprewell jogaram em 2001.

Decisão mais do que justa, pois Lee é sem dúvida o melhor jogador do Knicks nesta temporada.

FLERTE?

Por falar em New York Knicks, o time não flerta com Tracy McGrady. O time está mesmo de olho no jogador.

E pretende oferecer um longo contrato para o jogador, que atualmente ganha US$ 23.2 milhões do Houston para não fazer nada, pois a franquia diz que ele ainda se recupera de uma cirurgia no pé. É o maior salário da temporada.

A idéia é fazer um acordo com o jogador. Ou seja: o Knicks pega-o agora e assume o compromisso de pagar seu salário até o final da temporada; se T-Mac corresponder, um contrato de longa duração será oferecido a ele.

O que eu acho? É como participar de uma roleta russa.

FOLGA

Hoje é dia de comer pizza com a patroa. Não haverá jogo algum.

Ela agradece.

Notas relacionadas:

  1. O HOMEM QUE CALOU O PEPSI CENTER
  2. O DIA EM QUE LEX VENCEU O SUPER-HOMEM
  3. A TÁTICA CONTRA O SUPER-HOMEM
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 NBA | 17:36

COMO NOS VELHOS TEMPOS

Compartilhe: Twitter

Quem tem visto os jogos do Cleveland já reparou; quem pouco vê o time de LeBron James e Anderson Varejão em quadra eu afirmo categoricamente: Shaquille O’Neal está bem próximo de sua forma ideal e do entrosamento definitivo com o resto do time.

Foi peça fundamental na vitória do Cavs diante do Memphis por 105-89. Uma surra, pois a diferença chegou a 28 pontos e quando isso se deu o técnico Mike Brown e os jogadores aliviaram.

‘Bron voltou a jogar uma barbaridade. Não pelos 22 pontos, mas pelas 15 assistências dadas, empatando seu recorde pessoal na NBA.

Nos rebotes, foram seis. Além deles, um desarme e um todo pra lá de espetacular pra cima de O.J. Mayo. Aliás, aquilo não foi um toco, foi um prego mesmo.

Espetacular.

Mas elogiar LBJ é falar o óbvio. Qualquer um faz.SHAQ

Por isso, vamos nos ater em Shaq, como propus no início da nossa conversação. O pirulão veterano do Cleveland fez um primeiro tempo que lembrou os velhos tempos.

Foram nove pontos, 11 rebotes e quatro tocos. No segundo, passou mais tempo descansando do que em quadra; no total, jogou apenas 21 minutos.

Por isso mesmo, fechou a conta com 13 pontos, 13 rebotes e os quatro tocos já mencionados. Tivesse jogado com a mesma intensidade, poderia ter feito muito mais e, quem sabe, ter se aproximado — ou anotado — de um “triple-double”.

No geral, Shaq (foto AP) tem 11.7 pontos e 6.9 rebotes. Nos últimos cinco jogos, elevou sua média de pontos para 16.6 e a de rebotes para 8.4.

Isso em 25 minutos de permanência em quadra. Se ficasse mais…

Esse é o problema: será que Shaq consegue render bem se jogar mais do que 25 minutos por partida?

Creio que não; mas o importante é que mesmo com um tempo limitado, Big Daddy, como disse, começa a lembrar os velhos tempos.

MAGIC

Kobe Bryant imita Michael Jordan. LeBron James diz abertamente que é torcedor do Chicago e que usa a camisa 23 em homenagem a Michael Jordan.

Muitos dizem que ele, e não Kobe, será o sucessor do Pelé do basquete. Sentar-se no trono é uma coisa, ter trejeitos é outra.

Kobe é o carbono de MJ — aliás, precisa dar uma maneirada e tentar disfarçar um pouco.Tem todos os trejeitos do maior de todos os tempos.

‘Bron, fã de carteirinha de Jordan, não se parece com Jordan. LBJ se parece mesmo é com Magic Johnson.

Não na força física; não é disso que eu falo. É na maneira com que tem jogado.

Como disse, LBJ, depois do episódio da dancinha contra o Chicago, parece ter amadurecido. Teve recaída na partida contra o Lakers, quando ficou, desnecessariamente, cantando um rap ao final da partida, mas de uma maneira geral tem-se mostrado um homem em quadra.

E o resultado é que nesta temporada está com médias de 29.3 rebotes, 7.1 rebotes e 8.2 assistências.

Pra você que não viu Magic Johnson jogar, era isso o que o camisa 32 do Lakers fazia. Pontuava, distribuía pontos e pegava rebotes. Era quase completo.

Entre os humanos, Magic talvez tenha sido o maior de todos.

SHOW

Anderson Varejão foi um espetáculo à parte no jogo de ontem. Como tenho dito, não se deixe influenciar pelos oito pontos e seis rebotes.

O capixaba contagia o time de um jeito que nem mesmo LeBron James consegue se conter — muito menos os torcedores.

Mais uma grande partida do nosso brasuca, que deveria estar no “All-Star Game” na vaga de Al Horford se o ASG fosse um evento pra valer e não uma brincadeira.

ZACH

O ala/pivô do Memphis teve uma noite apagada.

No primeiro quarto, 0/6 nos arremessos, quatro rebotes e um desarme. Terminou o tempo inicial com quatro pontos (2/9) e os mesmos rebotes e desarme.

Foi presa fácil de J.J. Hickson e Anderson Varejão. Não viu a cor da bola.

O mesmo se deu no segundo tempo, pois Zach Randolph terminou a partida com oito pontos (3/14), quatro rebotes, quatro roubos de bola e cinco erros.

Uma lástima.

Uma noite para ser esquecida.

Ah, sim, Hickson, a quem ele deveria vigiar, terminou a partida com 15 pontos (mais que o dobro de sua média) e oito rebotes (também o dobro de seu desempenho).

Como disse, uma noite para ser esquecida.

ESCLARECIMENTOS

Por favor, não entendam como deboche ou ironia o que escrevi acima. É que muitos me acusaram (e não sem razão) de não estar vendo Zach Randolph em ação.

Não estava mesmo, pois dele praticamente tudo sei — imagino.

Mas como as críticas foram tão veementes, comecei a olhar melhor o craque do Memphis.

Outras análises virão no futuro.

OLD TIMES

O Chicago voltou aos velhos tempos no jogo de ontem contra o Clippers. E voltou a perder para o time de Los Angeles.

Acreditem, o Bulls foi varrido pelo Clippers nesta temporada. Barba e cabelo, pois os angelinos venceram em casa e fora.

O Bulls voltou a mostrar ontem os velhos defeitos: precário nos arremessos de média e longa distância, o que acabou por facilitar a marcação do oponente, que fechou o garrafão e inibiu a ofensividade do Chicago.

Foram apenas 38.0% de aproveitamento nos arremessos (30-79), sendo que nas bolas de três foi ainda pior: 33.3% (5-15).

Foi o chamado “balde de água fria” nos 19.335 torcedores que lotaram o United Center, que foram pra lá bem entusiasmados depois que o time, fora de casa, bateu Phoenix, Houston, San Antonio e New Orleans.

Realmente, não dá pra acreditar nesse time e nesse técnico.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 130-115 Toronto
Orlando 99-82 Milwaukee
New Jersey 93-97 Detroit
Oklahoma 106-99 Atlanta
Houston 119-97 Golden State

Notas relacionadas:

  1. COMO EXPLICAR O INEXPLICÁVEL?
  2. O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
  3. 50 PONTOS, COMO UM MVP
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 NBA | 18:27

NADA AINDA; VDN CONTINUA NO BULLS

Compartilhe: Twitter

Estou aqui, em frente ao computador, acessando vários sites à espera de alguma notícia auspiciosa. Em outras palavras, espero ler em algum lugar a demissão de Vinnie Del Negro (foto AP).

Mas até agora, nada. Tudo como dantes no quartel de Abrantes.Bulls Hawks Basketball

Nego-me a falar sobre o jogo de ontem em Atlanta. Falar o que de um time que novamente foi massacrado, desta vez por 118-83?

Falar que o aproveitamento nos arremessos, de míseros 36.4%, foi o mais baixo da temporada? Falar que o time cedeu 22 pontos ao adversário em contra-ataques? Falar que eles cometeram 19 erros durante toda a partida? Falar que o Bulls perdeu nove de seus últimos dez jogos? Falar que perdeu inclusive para o New Jersey, em casa, a equipe com pior aproveitamento nesta temporada? Falar que dessas nove derrotas, nove foram por goleada?

Nego-me a falar; prefiro comentar o Atlanta.

QUARTO PODER

O Atlanta é um time certinho; nada além de um time certinho.

Bem treinado por Mike Woodson, o Hawks parece um relógio suíço dada a sua regularidade. Mas isso não é suficiente para levar uma equipe ao topo.

É preciso muito mais.

Falta ao time da Geórgia uma estrela capaz de desequilibrar, ganhar jogos impossíveis e consequentemente campeonatos. LeBron James cairia como uma luva no Atlanta.

Sim, pois estaríamos juntando a fome com a vontade de comer (nossa, meu segundo provérbio!, desculpem-me). O Hawks precisa deste jogador e LBJ precisa de um time como o Atlanta.

Al Horford e Josh Smith formam uma turma da pesada dentro do garrafão. Mike Bibby é um armador com elevado entendimento do jogo. E Joe Johnson poderia ser o Scottie Pippen de King James, que entraria na vaga de Marvin Williams, o mais fraco dos titulares do Atlanta.

Johnson, apesar de ser o quarto maior cestinha da história da franquia, atrás de Dominique Wilkins, Pete Maravich e Walt Bellamy, não tem carisma. Muito menos o poder dos grandes jogadores, capazes de levar equipes nas costas ao pote dourado.

Funcionaria como um fiel escudeiro de LeBron James. Seria, como disse, o Pip de LBJ.

Enquanto esse jogador não chegar (se é que um dia vai chegar), o Atlanta não passará de um time certinho, que vai chegar no máximo nas semifinais da Conferência Leste e tombar diante de Boston, Orlando ou Cleveland — pode até passar pelo Cavs num playoff que tudo dê certo, mas do Magic e do Celtics, nem pensar.

LBJDERROTA

Por falar em LeBron James (foto AP), o Cleveland voltou a perder. Ontem foi para o Houston, no Texas, por 95-85.

É a segunda derrota consecutiva da equipe, que na segunda-feira apanhou do Memphis por 111-109, na prorrogação. O Cavs não perdia dois jogos consecutivamente desde o início da competição, quando curvou-se diante do Boston (em casa) e do Toronto (fora).

LBJ anotou 27 pontos. Ele, Delonte West (14) e Anderson Varejão (10) foram os únicos jogadores a ter um duplo dígito na pontuação. Os demais… bem, os demais negaram fogo.

Mas negaram porque são ruins ou porque não conseguem jogar, sufocados pela intensidade do jogo de LeBron James?

Esta questão, para mim, não tem resposta — pelo menos momentaneamente. E já que hoje eu dei para ficar citando frases e provérbios, lasco mais um: esta situação parece-me aquela velha história do biscoito, que a gente não sabe se é fresquinho porque vende mais ou se vende mais porque é fresquinho.

Enquanto LeBron não ganhar um anel eu não encontrarei resposta para este enigma. Sim, para mim, LeBron James é um enigma.

Por favor, aos fãs de LBJ eu peço: não, não me queiram mal, é apenas uma dúvida que tenho; não é nada pessoal contra vocês ou contra o jogador.

QI

Em defesa de LeBron James sai o pivô Shaquille O’Neal, um dos maiores na história da liga. Treinado por gente do calibre de um Phil Jackson e Pat Riley, Shaq disse o seguinte: “LeBron poderia ser treinador de qualquer time da NBA neste momento”.

E por que ele disse isso? Porque, no entender do grandalhão, LBJ tem um “QI fenomenal”.

E explicou: “Ele [LeBron] compreende todos os ângulos do jogo; todos os princípios defensivos; sabe como fazer seus companheiros jogarem melhor; tem uma leitura perfeita das jogadas defensivas dos adversários e como eles defendem cada jogador; e sabe não apenas de suas responsabilidades, mas de seus companheiros também”.

Pergunto: o anel foi encomendado para esta ou para a próxima temporada?

Não, não é deboche ou provocação, é apenas dúvida. Então, uma vez mais, eu peço aos fãs de LBJ: não, não me queiram mal, pois, como disse, é apenas uma dúvida que tenho; não é nada pessoal contra vocês ou contra o jogador.

Como disse acima, LeBron James é, para mim, ainda um enigma.

CURIOSO

Não vi até agora nenhum jogo do Indiana na temporada. Estou curioso, até porque quero ver como está jogando Tyler Hansbrough (foto AP), o ala/pivô que veio de North Carolina, meu time no college.

Olhando o “Box Score” da derrota de ontem diante do Portland, em Indianapolis, por 102-91, vejo que o camisa 50 do Pacers fez 13 pontos e surrupiou 11 rebotes, sete deles no ataque. Vejo também que foi o primeiro “double-double” na carreira de Hansbrough na NBA.

O desempenho do menino deixou-me feliz. Foi um belo consolo para um sofrido torcedor do Chicago, mas que ama North Carolina na mesma intensidade.Trail Blazers Pacers Basketball

De qualquer maneira, o Indiana vai de mal a pior na competição. Vem de seis derrotas consecutivas e é o último colocado na Divisão Central da Conferência do Leste.

No geral, só não é o lanterninha porque na conferência há times como Philadelphia, New York e New Jersey.

TABU 1

Por falar em Philadelphia, o time perdeu seu segundo jogo consecutivo desde que Allen Iverson vestiu a camisa 3 da franquia. No debu, foi batido pelo Denver por 93-83; ontem, perdeu para o Detroit por 90-86.

Iverson não é culpado de nada, pois, antes de ele chegar, o Sixers já havia enfileirado nove derrotas. Somando-as com as duas da era AI, já são 11 prélios sendo surrado pelos oponentes.

É a maior sequência de derrotas no momento. É mole?

TABU 2

O Lakers ganhou mais uma; foi a décima vitória consecutiva. A vítima: Utah, 101-77.

Os números mostram que houve um massacre, daqueles que os adversários do Chicago estão acostumados a impor ao time da cidade dos ventos.

Dez vitórias consecutivas, como eu disse. Mas, pergunto: o que de tão extraordinário existe neste cartel? Afinal, desses dez cotejos, apenas um foi fora de casa — e assim mesmo contra o Golden State, uma das equipes mais frágeis da liga.

Mas fiquem tranquilos: tem só mais um jogo em Los Angeles, marcado para amanhã à noite, diante do Sacramento. Depois disso, o time arruma as malas (finalmente!) e cai na estrada.

Cinco jogos estão marcados para esta primeira excursão do Lakers. Na ordem: Utah, Chicago, Milwaukee, New Jersey e Detroit.

Tudo baba, mas, fazer o quê?

Alguém disse que poderiam ter colocado o Boston? Foi isso o que eu ouvi?

Se foi, eu concordo.

A tabela do Lakers é uma mãe!

NADA AINDA

Dei uma última vasculhada na internet. Vinnie Del Negro ainda não foi demitido.

Fora VDN!

Notas relacionadas:

  1. LAKERS VENCE MAS CONTINUA MAL
  2. AINDA HÁ ESPERANÇA
  3. BULLS AFINA E LAKERS VENCE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 NBA | 20:58

RESERVA QUE INCOMODA

Compartilhe: Twitter

Quando Anderson Varejão foi para o banco, Mike Brown e LeBron James justificaram a decisão dizendo que o time precisava manter a força e a energia quando os reservas entrassem em quadra.

Com a vinda de Shaquille O’Neal, imaginava o técnico Brown, o Cavs ganharia muita força interior e que, por isso mesmo, era o momento de fazer a mexida, colocando J.J. Hickson ao lado de Shaq. O novato iria aproveitar-se da presença do grandalhão e adicionaria pontos e rebotes que não conseguiria ao lado de Zydrunas Ilgauskas, que foi para o banco com a chegada de O’Neal.

A decisão ganharia força também porque no banco estariam Varejão e Zy, os dois pivôs titulares da temporada passada. Entrosados, entrariam em quadra com o jogo já em andamento e não deixariam o nível cair.

Mais ainda: com a contratação de Anthony Parker, Delonte West, que criou e teve uma série de problemas nesta pré-temporada, foi para o banco também. Assim, além do capixaba e do lituano, Delonte também faria parte do time reserva.

Ou seja: três dos titulares da temporada passada viriam do banco e, desta forma, num rodízio bem arquitetado, entrariam com a bola em movimento e o nível, como disse, não cairia.

Acontece que Varejão foi perdendo espaço. Ou melhor, minutos.

Iludiu-se quem pensou que a situação estava bem e sob controle. Hoje, em matéria publicada no jornal “Plain Dealer”, de Cleveland, Varejão falou sobre o assunto.

“Eu sempre disse que quero ser importante [para o time]. Quero dar tudo de mim num jogo e tentar ajudar o time. Se eu começo um jogo ou não, isso não importa. Para mim, a coisa mais importante não é começar um jogo, mas sim terminar”.

Varejão tem razão até a página nove. Não adianta nada terminar uma partida se você fica em quadra dez minutos por jogo.

O importante é você ter minutos consideráveis e terminar os jogos decisivos. Não adianta nada jogar um quarto inteiro se ele for um “garbage quarter” e adicionar minutos descartáveis à sua estatística.

A reserva incomodou Varejão — como ainda deve incomodar. É muito gostoso ouvir o locutor da Q Arena anunciar o time que vai jogar e ter seu nome entoado em elevados decibéis, seguidos de aplausos calorosos dos fãs.

Já que isso não é possível, dada a estratégia do treinador, que pelo menos ele fique em quadra tempo suficiente para jogar bola. E isso não estava ocorrendo.

Varejão tinha perdido, como disse, a posição e seus minutos.

Mas acontece que Hickson começou a ratear. Deixou de pontuar e apanhar rebotes.

Brown e LeBron certamente viram isso. Agora, mesmo vindo do banco, o brasuca tem mais minutos em quadra.

Seu nome não é mais gritado pelo locutor do ginásio. Mas com mais minutos, Varejão pode render mais e ter seu nome gritado pelos torcedores.

O fiel da balança pende mais para este lado.

DESEJO

Em outra matéria, esta publicada no “Chicago Tribune”, Derrick Rose declarou que seu sonho é jogar ao lado de LeBron James na próxima temporada. Disse o armador do Bulls:

“É incrível vê-lo em quadra, especialmente nos contra-ataques. Ele é um grande jogador, não há como negar. É um líder”.

Perguntado sobre Dwyane Wade, filho de Chicago, como ele, D-Rose respondeu: “Qualquer um desses superstars [LeBron e D-wade] precisa vir para cá. Não me importa quem”.

E completou: “Mas um cara como ele [LeBron] seria demais. Ele faria o nosso time melhor”.

Com certeza, muleke, com certeza.

Mas para que esse sonha se torne realidade, vocês precisam jogar mais bola e mostrar para os dois que o Chicago não é uma barca furada — como eu penso que é.

RODADA

Por falar em LeBron James e Derrick Rose, os dois se encontram logo mais em Cleveland, quando o Cavs recebe o Bulls.

A vitória diante do Detroit, anteontem, quebrou uma série de cinco derrotas consecutivas do time da cidade dos ventos. Foi no United Center; fora de casa o Chicago parece um time de moças.

É, mas alguém pode questionar o que eu acabo de dizer lembrando que o Chicago bateu o Cleveland em 5 de novembro passado dentro da Q Arena por 86-85. Verdade, mas era outro momento, especialmente porque o Cavs não tinha ainda engrenado.

Hoje está melhor. Venceu dez de seus últimos 12 jogos. Por isso, eu duvido que vá perder novamente.

Outro jogo que chama atenção será disputado em Nova Jérsei. O Nets, que até agora não venceu no campeonato (perdeu seus 18 jogos, no pior início de temporada na história da NBA), recebe o Charlotte.

O Cats é um time instável, mas parece estar se ajeitando com a chegada de Stephen Jackson, muito mais jogador do que Raja Bell. E Gerald Wallace tem, neste início de temporada, uma performance digna de Dennis Rodman nos rebotes.

E com uma vantagem: pontua também.

Kiki Vandeweghe estréia no comando do New Jersey. Tom Barrise não é mais o poderoso chefão: voltou a ser auxiliar técnico.

Todos estão empolgados com a tabela de jogos. Os próximos cinco adversários do Nets (Cats, New York, Chicago, Golden State e Indiana) têm aproveitamento inferior a 50%.

Pra mim, eles vão perder todas; sorry, Kiki.

Outro jogo legal de se ver é Oklahoma City x Boston. O Thunder é um time em franca evolução, enquanto que o Celtics é um time em franca recuperação.

Vem de seis vitórias consecutivas (ontem bateu o San Antonio, no Texas) e parece estar encontrando o basquete que todos acreditam que o time joga.

Ah, pra finalizar, vale o destaque: o Lakers pega o Miami. Quem adivinhar onde vai ser o jogo ganha um doce.

RODADA

O Denver bateu ontem o Miami por 114-96, com 15 pontos, oito rebotes, quatro assistências e dois desarmes de Nenê Hilário. Anotem aí: nos últimos cinco jogos o são-carlense está com uma média de 4.6 assitências.

Chauncey Billups, armador do time, tem 6.1 por partida. Vejam que a diferença é pequena.

Nenê melhora seu jogo a cada rodada que passa.

Num jogo no pau, o Houston bateu o Golden State por 111-109.

Mas o destaque, como eu disse anteriormente, ficou por conta da vitória do Boston diante do San Antonio. O jogo no Texas foi dominado o tempo todo pelo Celtics.

A registrar a belíssima assistência que Rajon Rondo deu para Rasheed Wallace meter uma bola de três ao final do terceiro quarto. Um primor.

Vitória que firma o Boston como favoritíssimo ao título do Leste; derrota que mostra ao Spurs que o time ainda tem que fazer ajustes na equipe.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO RENOVA COM O CAVS
  2. O FUTURO DE LEBRON
  3. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 8 de novembro de 2009 NBA | 16:10

MANIA DE TREINADOR

Compartilhe: Twitter

No caso, americano. Quem assistiu ao jogo Chicago x Charlotte? Quem viu, deve ter constatado.

O ala John Salmons, do Bulls, terminou o primeiro quarto com a mão quente: 14 pontos. Não fosse sua performance e o Cats teria aberto uma grande diferença ao final do período, que terminou em 28-26 para o time da Carolina do Norte.

A 12 segundos do final do quarto em questão, o técnico do Chicago, Vinnie Del Negro, tirou Salmons do jogo, para descansar, claro. Em seu lugar fez entrar Janero Pargo. Deixou Salmons (foto AP) do lado de fora por 5min08seg.Bobcats Bulls Basketball

Resultado: o Charlotte abriu uma diferença de nove pontos, 40-31. Salmons voltou correndo para a quadra, mas sem o ritmo do primeiro quarto.

Nos três seguintes, anotou 13 pontos. Terminou a partida com 27, mas se Del Negro não tivesse deixado-o mofando no banco de reservas por mais de cinco minutos, seguramente ele teria feito muito mais.

Por que fazer isso?

É mania de treinador; especialmente americano.

O jogador está bem, com a mão quente, pra que tirá-lo da partida? Pra descansar? Ora, há dois bons minutos disponíveis na troca de um quarto para o outro, suficientes para um refresco para o corpo e mente.

Além disso, Salmons não é um veterano como Shaquille O’Neal, por exemplo. Tem 29 anos e preparo para aguentar um jogo inteiro se possível.

Neste campeonato, seu melhor desempenho foi no cotejo de ontem, quando marcou os já mencionados 27 pontos. Depois desta marca, sua melhor exibição ofensiva foi na derrota diante do Miami, quando anotou 17 tentos.

Então, se o cara está inspirado, por que tirá-lo de quadra?

Mania de treinador; no caso, americano.

Mesmo assim, o Chicago venceu. Foi às duras penas, mas venceu: 93-90.

RODADA

O Denver voltou a decepcionar seus fãs. A sova, agora, foi em Atlanta. O time do brasileiro Nenê Hilário foi derrotado por 125-100. Como disse, uma surra. O são-carlense anotou 12 pontos e pegou sete rebotes. O desempenho do Nuggets nos dois últimos jogos deixa-me com a pulga atrás da orelha quanto ao futuro do time nesta temporada.

O Boston venceu o New Jersey, fora de casa, por uma dezena de pontos de vantagem: 86-76. Mas foi difícil. O jogo foi parelho em sua maior parte e o Nets chegou a liderar o marcado em várias oportunidades. O time perdeu a inspiração ofensiva, mas a defensiva, como os números provam, não.

E o New York? Será que os caras não percebem que Mike D’Antoni é um treinador completamente sem inspiração — pelo menos no momento? O time perdeu ontem, mais uma vez na competição (a sexta, diga-se, contra apenas uma vitória), agora para o Milwaukee, por 102-87. Vocês acham que LeBron James vai trocar o Cleveland por uma franquia tão caída como o New York? Eu não acredito.

Quanto ao Memphis… bem, este merece um capítulo à parte.

FIM DA LINHA?

O Memphis foi a Los Angeles e foi derrotado pela sexta vez no torneio — a quinta fora de casa. Tem apenas uma vitória na temporada.

Quem aproveitou para tirar uma lasquinha foi o Clippers: 113-110.

Mas não é apenas a derrota que preocupa. Allen Iverson pediu dispensa para resolver problemas particulares e disse não ter data para retornar.

A pergunta que não quer se calar é: voltará?

Duvido.

Notas relacionadas:

  1. UMA VERGONHA DE TIME E TREINADOR
  2. A EMOÇÃO DE UMA VITÓRIA ESPETACULAR
  3. ERROS QUE CUSTARAM CARO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última