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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 NBA | 19:11

DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE

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Não assisti Oklahoma City x Orlando na íntegra e nada vi de Golden State x LA Clippers. Portanto, não achei justo postar qualquer coisa sobre as duas partidas.

Normalmente, eu costumo dar uma olhada no condensamento destas partidas no c… da madrugada, aproveitando-me desta cortesia no site do “League Pass”. Desta vez, nem isso eu fiz.

Fico, pois, com os comentários de vocês.

Pelo que li, alguns parceiros ficaram espantados com os 11 pontos de Dwight Howard (foto) na derrota do Orlando diante do OKC, em Oklahoma City. D12 fez 4-12 nos arremessos, o que deu um aproveitamento ridículo de 25.0%.

Ouvi um torcedor do Lakers dizer que Mitch Kupchak (gerente geral do time californiano) deveria ligar para Otis Smith (mesma função no Orlando) e dizer: “Meu velho, está na cara que D12 não quer jogar com vocês. Por isso, vamos nos reunir novamente e discutir uma troca, pois o super-homem quer vestir a 12 amarelinha”.

Não se pode concluir que D12 esteja de má vontade por conta deste jogo. Como ele mesmo disse, “vai demorar um pouco (para entrar no ritmo), porque ficamos muito tempo parados”.

Verdade, a inatividade foi longa e como D12 afirmou depois da partida, “houve pouco tempo de treinamento e apenas dois jogos preparatórios”.

Mas o que chamou a atenção foi a postura de Howard na entrevista depois da contenda em que o Orlando perdeu por 97-89: enfastiado, sussurrando, louco pra que tudo aquilo (as perguntas) acabasse logo. E seu largo sorriso, uma de suas marcas registradas, não se pôde ver em nenhum momento.

David Stern, comissário da NBA, deu sua primeira entrevista coletiva em Dallas, onde esteve para assistir ao reencontro do campeão da temporada passada contra o Miami Heat, o vice. Perguntado sobre Dwight Howard, se a NBA vai interferir de alguma forma para evitar essa migração de jogadores de mercados menores para mercados maiores, Stern afirmou que nada vai fazer.

“As coisas vão acontecer à sua maneira”, disse ele.

Ao final da temporada 2007-08, D12 assinou um contrato de cinco anos com o Orlando em troca de US$ 82,73 milhões.

Logo em seu primeiro campeonato com o bolso cheio, D12 foi vice-campeão da NBA. O Magic perdeu a decisão para o Lakers por 4-1. No ano seguinte, Howard chegou novamente à final do Leste, mas o Orlando caiu diante do Boston por 4-2. Nos playoffs deste ano, surpreendentemente, o time da Flórida foi eliminado na primeira rodada para o Atlanta por 4-2.

Depois do primeiro revés, D12 se rebela e diz que quer ir embora. Caramba, ele não é o “franchise player” do Orlando? Não é ele o cara milionário da franquia? Não é ele que tem que colocar a companhia no rumo certo? Não é ele que tem que procurar Otis Smith e fazer como Kobe faz no Lakers e pedir um time mais competitivo?

Sim, é ele.

Mas depois do primeiro revés, que veio é verdade em uma temporada em que ele brigou por melhores jogadores e reclamou do treinador (Stan Van Gundy) que não estava sendo tratado como “franchise player”, depois deste primeiro contratempo ele quer ir embora. Então, eu pergunto: por que Dwight assinou com o Orlando?

A impressão que dá é que Dwight assinou com o Magic pra encher o bolso de dinheiro e depois forçar a barra pra sair, como quase todos fazem. Eles o fazem porque seus times de origem são os únicos que podem dar a eles um contrato milionário.

O raciocínio de D12 deve ter sido: pego esta bolada e se o negócio não engrenar, crio caso e me mando. Sim, é mais fácil fazer isso do que enfrentar o desafio de fazer um time pequeno ser vencedor.

Por isso eu admiro dois jogadores em especial: Tim Duncan e Kevin Durant. Ao contrário dos Dwights Howards e Chris Pauls da vida, eles estão em uma quadra de basquete para se divertir e superar desafios. Têm caráter forjado em uma rocha impenetrável e por isso indestrutível.

Ganhar quatro campeonatos com a camisa do San Antonio, como Timmy (foto) ganhou, é apenas para esses homens.

Durant parece fazer parte desta pequena casta de jogadores decentes, de caráter, que não se unem em bandos para aniquilar os oponentes, pois solitários não passam de fracotes dignos de riso e clemência.

Como disse Michael Jordan quando LeBron James se uniu a Dwyane Wade em Miami, atitudes assim são próprias de gente sem competitividade. “Se Magic ligasse pra mim e me convidasse pra jogar com ele em Los Angeles, eu iria rir na cara dele”, disse MJ nestas ou em outras palavras. “Faria o mesmo se Larry (Bird) me propusesse isso. Meu grande barato era desafiá-los”.

Por que Dwight Howard não faz o mesmo? Por que ele não faz como Tim Duncan e transforma o Orlando em um time campeão, feito que nem mesmo Shaquille O’Neal conseguiu? Shaq que correu para Los Angeles para vestir a camisa do Lakers atrás de um anel de campeão.

Por que D12, quando olha no espelho, vê a imagem de Shaq ao invés da figura de Timmy?

Porque Dwight Howard é um fraco, como fracos foram LBJ e CP3.

Notas relacionadas:

  1. PARA DWIGHT, DURANT É MELHOR QUE LEBRON
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  3. CHRIS PAUL ACERTA COM O LAKERS. PRÓXIMO SERÁ DWIGHT HOWARD
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 NBA | 15:28

CHRIS PAUL NEGA QUE QUEIRA IR PARA O NEW YORK E ORLANDO ENTRA NA PARADA

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Opa, reviravolta no caso Chris Paul/New Orleans/New York. O jogador, no primeiro treino da equipe, realizado no Alario Center, negou que tenha pedido para ser negociado com o time da Big Apple e que só jogaria em Nova York.

“São rumores, e você não pode controlá-los”, afirmou CP3 sobre as notícias veiculadas no dia de ontem com base em artigo publicado pelo site Yahoo!Sports. “Isso sempre vai acontecer, faz parte. Mas digo que estou feliz por estar de volta com a minha equipe”.

Claro que a gente tem que ficar sempre com um pé atrás. Se os rumores fazem parte deste cenário de abertura da temporada, esconder o jogo também.

CP3 (foto) mora em Nova Orleans, jogou sempre pelo Hornets, tem o carinho dos torcedores e gosta da cidade. Não vai querer se queimar à toa.

Mas ao se posicionar desta maneira, Paul deixou entreaberta a porta para que outras equipes sonhem em conquistá-lo. E entre esses times está o Orlando; isso mesmo, o Magic.

E qual é a estratégia do time da Flórida? Cortejar CP3 usando Dwight Howard como atrativo. E se fechar com o armador do Hornets, o Orlando espera, com isso, estender o contrato de DH.

Impossível? Longe disso; o time do Orlando é forte, o ginásio é moderníssimo, a Flórida é um dos Estados mais atraentes dos EUA e Orlando é uma cidade sedutora, especialmente para jogadores da NBA.

Se vocês não sabem, lá existe um condomínio luxuosíssimo chamado Isleworth. Nele vivem celebridades do esporte e do entretenimento nos EUA, como Shaquille O’Neal, Grant Hill, Tracy McGrady, Tiger Woods, Ken Griffey Jr (ex-jogador de beisebol), o jogador de golfe Mark O’Meara, Robert Earl (um dos donos do Planet Hollywood), entre outros.

O preço das casas pode chegar a US$ 20 milhões, mas a média é US$ 7,5 milhões. O condomínio fica dentro de um dos campos de golfe mais requisitados dos EUA — não à toa Tiger Woods vive lá.

Mas CP3 pode optar por morar no mesmo condomínio de DH, o Lake Clube, que fica em Seminole County. O Super-Homem comprou há três temporadas uma casa (foto) neste luxuosíssimo empreendimento e pagou nada menos do que US$ 8 milhões por ela.

Orlando hoje tem sido o destino de muitos milionários que vivem na costa Leste dos EUA. Não faz frio de jeito nenhum: de janeiro a maio a temperatura oscila entre 21 e 28 graus; de junho a setembro a temperatura média é de 30 graus; no final do ano, esfria, mas nada de ficar batendo os dentes 24 horas por dia.

E para aqueles parceiros deste botequim que gostam de dizer que Fulano de Tal vai liderar a equipe, Beltrano não vai, digo que não liderar o Orlando não seria problema, pois em Nova York CP3 também não iria liderar o Knicks.

Paul só iria liderar o New Orleans pelo raciocínio usado por esses amigos bons de copo.

Claro que isso eu acho uma bobagem, mas respeito quem pensa diferente. O que conta é o carinho dos executivos da franquia, da torcida e bom ambiente no vestiário. Isso conta mais do que ser o maioral de um time desunido e vaiado pelos seus fãs.

E como o Orlando pretende contratar CP3? Há duas possibilidades, segundo os boatos:

1) Envolver no negócio Brandon Bass, J.J. Redick, Ryan Anderson, Daniel Orton e Jameer Nelson mais o primeiro draft do ano que vem.
2) A outra alternativa seria ceder apenas Jameer e Hedo Turkoglu.

E para aqueles parceiros que se prendem a essa história de que Dwight iria para o Lakers porque no futuro ele lideraria o time, ficar em Orlando significa ser líder sempre.

Interessante. Torço para que isso dê certo.

Vocês bem sabem a minha opinião: não gosto dos campeonatos espanhóis, italianos, ingleses, campeonatos com cartas marcadas, chatíssimos. Sim, um porre porque você sempre sabe quem pode ser campeão.

Se esse negócio se concretiza, teremos no Leste Orlando, Miami, Boston, New York e Chicago como times que podem chegar. No Oeste, Lakers, Dallas, Oklahoma City e San Antonio.

Disputa, muita disputa. Esta é a graça. Por isso, também, que o Campeonato Brasileiro de futebol é o mais emocionante do planeta.

Que a NBA seja o Campeonato Brasileiro e não o campeonato espanhol.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sexta-feira, 26 de agosto de 2011 NBA | 19:03

OS MELHORES DA NBA NAS TRÊS ÚLTIMAS DÉCADAS

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Dia desses, um parceiro aqui do nosso botequim (que eu não consigo lembrar quem foi e desde já eu me desculpo com ele), pediu para que eu escalasse o meu quinteto titular da NBA na década de 1980.

Disse a ele que precisava pensar. Pensei e escalei não apenas o quinteto titular, mas fiz uma seleção. E mais: ampliei para as décadas de 1990 e 2000.

Certamente eu deixei de fora alguns nomes. Vamos ver o que vocês têm a dizer.

Ah, sim: não coloquei LeBron James, Dwayne Wade e Carmelo Anthony na seleção da década de 2000 porque vou considerá-los como década de 2010. E mais pra frente a gente fala sobre ela.

Vão lá os meus selecionados e seus respectivos quintetos:

DÉCADA DE 80
Armadores
Magic Johnson
Isiah Thomas
Dennis Johnson

Alas-armadores
Joe Dumars
Dr. J

Alas
Larry Bird
Cedric Maxwell

Alas-pivôs
James Worthy
Kevin McHale

Pivôs
Kareem Abdul-Jabbar
Robert Parish
Moses Malone

Quinteto titular
Magic Johnson
Dr. J
Larry Bird
James Worthy
Kareem Abdul-Jabbar

DÉCADA DE 90
Armadores
John Stockton
Tim Hardaway

Alas-armadores
Michael Jordan
Clyde Drexler

Alas
Scottie Pippen
Reggie Miller

Alas-pivôs
Karl Malone
Charles Barkley
Dennis Rodman

Pivôs
Hakeem Olajuwon
Patrick Ewing
Alonzo Mourning

Quinteto titular
John Stockton
Michael Jordan
Scottie Pippen
Karl Malone
Hakeem Olajuwon

DÉCADA DE 00
Armadores
Jason Kidd
Steve Nash
Allen Iverson

Alas-armadores
Kobe Bryant
Manu Ginobili

Alas
Paul Pierce
Dirk Nowitzki

Alas-pivôs
Tim Duncan
Kevin Garnett
Robert Horry

Pivôs
Shaquille O’Neal
Yao Ming

Quinteto titular
Allen Iverson
Kobe Bryant
Paul Pierce
Tim Duncan
Shaquille O’Neal

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  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 1 de junho de 2011 NBA | 19:01

SHAQ PARA, MAS DUVIDO QUE SUMA

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Shaquille O’Neal se aposentou. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira. Depois de 19 anos nos alegrando e nos encantando nas quadras da NBA, Shaq vira agora história.

Fez o anúncio através do Twitter, com uma frase apenas: “Estou me aposentando”. E disse também em um vídeo: “Conseguimos. Dezenove anos, baby. Quero agradecer muito a todos vocês. É por isso que quero contar a vocês em primeira mão que estou prestes a me aposentar. Amo vocês. A gente se fala em breve”.

Apesar de desprovido de grande técnica, foi um dos maiores jogadores de sua posição. E deve largos agradecimentos a seu corpo privilegiado, que o tornou dominante por alguns anos na liga, especialmente nos três campeonatos conquistados pelo Lakers em 2000, 01 e 02.

Shaq (foto Getty Images) conquistou quatro títulos da NBA, três pelo Los Angeles Lakers (2000, 2001 e 2002) e um pelo Miami Heat (2006).

Estreou na NBA na temporada 1992/93 e foi escolhido “Rookie of the Year”; ou seja, o melhor novato da temporada.

Foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA, em 1997, quando a liga comemorou seu 50º aniversário de fundação. Com 25 anos, foi o mais jovem dos homenageados.

Anotou 28.596 pontos e ocupa o quinto lugar no ranking.

Com a seleção dos EUA, foi medalha de ouro no Mundial do Canadá (1994), quando também foi eleito o MVP do campeonato, e nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996).

Sentiremos, com certeza, saudades de Shaq. Mas do jeito que ele é, com certeza não se tornará um recluso. Vamos vê-lo por aí muitos vezes. E é realmente o que queremos.

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Autor: Fábio Sormani Tags:

quinta-feira, 14 de abril de 2011 NBA | 18:11

UMA ANÁLISE DOS PLAYOFFS. PODEM ENTRAR

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Bem, tudo definido; no Leste e no Oeste. E como está tudo definido, nada melhor do que uma análise sobre os confrontos.

Vamos lá, então?

CONFERÊNCIA LESTE

Chicago x Indiana — O desnível é muito grande. Enquanto o Chicago foi a melhor equipe da fase de classificação, com 62 vitórias e apenas 20 derrotas (75,6% de aproveitamento), o Indiana é o único time que chega aos playoffs com aproveitamento negativo: 45,1% (37-45). Na temporada regular o Bulls bateu o Pacers por 3 a 1.

O único setor onde o Indiana pode dar trabalho ao Chicago é no garrafão, pois Roy Hibbert, Tyler Hansbrough e Josh McRoberts são bons jogadores, especialmente Hansbrough que ganhou mais oportunidades no time com a chegada de Frank Vogel no lugar de Jim O’Brien.

Mas não tem ninguém no Pacers capaz de conter Derrick Rose. Ele certamente fará a diferença nesta série.

Placar: Chicago 4 a 0.

Miami x Philadelphia — o Sixers fez uma excelente campanha se comparada com as passadas. Tanto que o técnico Doug Collins é um dos candidatos para conquistar o COY desta temporada.

Mas a diferença entre as equipes é igualmente grande demais. Na fase de classificação o Heat fez 3 a 0.

Depois que os holofotes da mídia se apagaram, o Miami teve calma pra trabalhar e a pressão deixou de existir. O trio de estrelas, formado por Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, se afinou e o Miami surge como fortíssimo candidato ao título não só da conferência, como da NBA também.

Placar: Miami 4 a 0.

Boston x New York — Esta série poderia ser uma incógnita se o New York tivesse um treinador. Não tem; Mike D’Antoni é fraquíssimo e não tem cacife intelectual para criar armadilhas para o Boston.

Disse que poderia ser uma incógnita porque o Knicks tem dois grandes jogadores em Amar’e Stoudemire e Carmelo Anthony e o Celtics parece estar sentindo o peso da idade — se bem que esta ladainha é antiga e o time, na hora H, sempre cresce de produção. Mas o fato é que o Boston caiu muito de produção na segunda metade do campeonato. Seu melhor momento foi uma vitória diante do San Antonio, no Texas.

Está sem pivô, pois inexplicavelmente mandou Kendrick Perkins para o Oklahoma City e resolveu apostar em Shaquille O’Neal, o que é uma temeridade.

Isso sem falar em Ray Allen, que caiu dramaticamente de produção nos últimos jogos.

Mas esta série servirá para Doc Rivers descansar o time. Não será preciso jogar tudo e mais um pouco para vencer o Knicks. Mas se lá tivesse um treinador…

Na fase de classificação o Celtics venceu a série por 4 a 0.

Placar: Boston 4 a 0.

Orlando x Atlanta — O Hawks venceu o confronto entre eles na fase regular por 3 a 1. Foi uma surpresa. Afinal, o Atlanta vinha de técnico novo e nunca figurou no bloco dos favoritos da conferência, ao contrário do Orlando.

Controlar as bolas de três do Magic: esta é a chave para a vitória do Atlanta. Que Dwight Howard vai pontuar e pegar um monte de rebotes todo mundo sabe. O negócio é o Atlanta diminuir o volume de jogo periférico do oponente.

Se a turma da periferia estiver com a mão calibrada, o Orlando vence a série com facilidade. Se não estiver, ganha do mesmo jeito

Placar: Orlando 4 a 3.

CONFERÊNCIA OESTE

San Antonio x Memphis — Taí um confronto equilibrado. Isso porque o Grizzlies cresceu demais de produção na parte final do torneio. Sua única vitória na série entre eles ocorreu em 1º de março passado, exatamente quando o time começava a mostrar sua força. Nos outros três confrontos deu Spurs.

O Memphis tem garrafão (Marc Gasol e Zach Randolph) para controlar Tim Duncan, armador inteligente em Mike Conley para travar ótimo duelo com Tony Parker e um excelente marcador com a chegada de Shane Battier, o homem que vai seguir os passos de Manu Ginobili na série ao lado de Tony Allen.

O San Antonio demonstrou cansaço na parte final. É certo que o técnico Gregg Popovich poupou seu trio de estrelas nas últimas partidas, mas que o time caiu um pouco, isso caiu.

O fator quadra pode ser decisivo neste confronto.

Placar: San Antonio 4 a 2.

Lakers x New Orleans — O time de Los Angeles não deve ter chorado o fato de ficar em segundo lugar na conferência. Isso porque vai pegar o time mais fraco entre os oito classificados.

O Hornets está sem David West, que ao lado de Chris Paul forma o sustentáculo de um time que mostra muitas fragilidades. Na fase de classificação o Lakers venceu todos os quatro jogos. O New Orleans é um grande freguês de caderneta do Los Angeles.

Ótima oportunidade para o time angelino seguir descansando seus jogadores, especialmente o “baleado” Andrew Bynum.

Placar: Lakers 4 a 0.

Dallas x Portland — Taí outro confronto equilibrado. Na fase de classificação houve empate em 2 a 2 na série. As duas vitórias do Blazers vieram nos dois últimos embates. Exatamente quando o time começou a se acertar com a vinda de Gerald Wallace e a recuperação de Marcus Camby.

O Dallas se apoia novamente em Dirk Nowitzki para tentar fazer bonito nos playoffs. Mas apostar no alemão é como apostar em Steve Nash: não rola. Os dois, quando bicho pega, parecem sentir o jogo e desaparecem.

Além do mais, Jason Kidd, outro em quem o Dallas aposta, é um jogador que tenta, mas não consegue pontuar, especialmente nos momentos difíceis.

O Portland me parece num momento melhor e tem tudo para aprontar nesta primeira rodada dos playoffs.

Placar: Portland 4 a 3

Oklahoma City x Denver — O técnico George Karl, já ao final da temporada regular, disse: “Nosso jogo de velocidade não se encaixa contra o Thunder. Seria melhor para nós enfrentar o Dallas”. Não teve jeito.

Aliás, é interessante como todo mundo quer pegar o Dallas. Por que será, hein?

Mas, dizia, não teve jeito. O Denver, se quiser ter vida longa nesses playoffs, terá que controlar uma equipe harmônica e que tem individualidades quando preciso.

Kevin Durant terminou pelo segundo ano consecutivo como cestinha do campeonato. É eficiente sem fazer barulho. Sua falta de carisma não o atrapalha de jeito nenhum, pois sua eficiência é grande demais.

No segundo turno da competição o time fortaleceu seu garrafão ao trocar o “soft” Nenad Krstic por Kendrick Perkins. Pra melhorar, Russell Westbrook cresceu dramaticamente nesta temporada e James Harden começa a justificar o fato de ter sido a terceira escolha no “NBA Draft” de 2009.

O Denver mudou de feição com as trocas feitas com o New York. Perdeu Carmelo Anthony e Chauncey Billups, mas transformou-se em um time. Agora não há mais estrelas. Todos têm a sua importância.

Com isso, o basquete de Nenê Hilário cresceu demais. E ele será muito importante nesta série, pois terá de controlar Kendrick Perkins.

Placar: queria que desse Denver, mas acho que o OKC passa com um 4 a 3.

SEMIFINAIS

Assim, teríamos os seguintes confrontos nas semis:

Chicago x Orlando
Miami x Boston

San Antonio x Oklahoma City
Lakers x Portland

MEU DEUS!

Já estou escutando o bater dos dentes dos torcedores do Lakers. Não entendo por que, mas eles ficam assim quando o Blazers cruza o caminho deles.

Notas relacionadas:

  1. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  2. AGORA OS PLAYOFFS
  3. MIAMI PERTO DE ENTRAR PARA A HISTÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 24 de março de 2011 NBA | 17:28

BOSTON: QUEDA PREOCUPANTE

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OBoston ainda depende apenas de suas próprias pernas para acabar em primeiro lugar na Conferência Leste. Mesmo com a derrota de ontem, quarta-feira, para o Memphis, dentro de seu TD Garden.

Com o revés de 90 a 87, o alviverde acumula agora 20 derrotas, uma a mais do que o Chicago, o líder da conferência. Se vencer a partida entre ambos, marcada para o dia 7 de abril próximo, em Chicago, iguala a campanha, mas venceria no confronto direito. Ficaria com três vitórias e uma derrota.

Portanto, o Celtics ainda pode contar com privilégios dentro da conferência. Privilégios, diga-se, que não foram sentidos na temporada passada.

Ao terminar em quarto lugar no Leste no campeonato 2009/10, o Boston teve vantagem nos playoffs apenas diante do Miami, na primeira ronda. Venceu a série por 4 a 1. Depois, nas semifinais, mesmo em desvantagem, eliminou o Cleveland de LeBron James por 4 a 2 e na decisão da Conferência Leste, diante do Orlando, também em desvantagem, ganhou a disputa igualmente por 4 a 2.

Ou seja: dentro da conferência, não fez diferença. Nas finais, no entanto, pesou. Perdeu para o Lakers por 4 a 3. Tivesse tido vantagem de quadra poderia ter ficado com o título.

Isso foi há um ano. Um ano se passou nas vidas de Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Eles são os mesmos? Não sei.

No começo da temporada, fresquinhos, levaram o Celtics a uma campanha de 40 vitórias e 14 derrotas. Refiro-me ao primeiro turno — e por primeiro turno a gente entende os jogos antes do “All-Star Game”.

Em casa, a equipe de Massachusetts ganhou 25 de suas 30 partidas. Teve uma performance de 83,3%. Fora, venceu 15 e perdeu nove: 62,5%.

No geral, o aproveitamento foi de 74,1%.

Agora no returno o Boston parece dar sinais de fadiga. A campanha não é mais a mesma.

Foram 16 confrontos disputados. Venceu dez e perdeu seis: 62,5% de aproveitamento. Em casa, 4-2 (66,7%); fora, 6-4 (60,0%).

Confrontados os números, vê-se que o time caiu de rendimento.

E nem dá para dizer que foi por causa das contusões. Shaquille O’Neal e Jermaine O’Neal não jogam há muito tempo. Não dá para sentir falta de algo que nunca se teve.

Shaq não entra em quadra há 22 partidas. Antes desta sequência, perdeu outros 12 jogos. No total, Big Daddy perdeu 34 dos 70 confrontos do Celtics nesta temporada. Jogou menos da metade.

O caso de Jermaine é ainda pior: jogou só 17 das 70 pelejas do Boston. Percentual de 24,3% dos jogos do time.

Delonte West é outro ausente. O ala-armador fez apenas 13 partidas nesta temporada. Então, entra também neste rol de jogadores-fantasmas do Boston.

Von Wafer está machucado. Mas, convenhamos, não vou gastar o meu e o seu tempo pra falar dele, com todo o respeito que ele merece.

E mais ainda (pra finalizar a questão das contusões): o Sr. Danny Ainge, o gerente geral da franquia, o homem que monta o time, que contrata, que troca, que dispensa, sabia muito bem que Shaq, Jermaine e Delonte são jogadores que mais ficam no departamento médico do que em quadra.

Então, por favor, não me venha chorar essas contusões. Era sabido que poderia ser assim.

O Boston não pode creditar a ausência desses jogadores a sua queda de rendimento. Até porque seu “Big Three” está (felizmente) inteirinho da silva. Mais Rajon Rondo, que também não peleja contra lesões.

O fato é que o Celtics caiu de rendimento. Creditar às lesões eu não aceito, já disse.

Se alguém argumentar que o time se poupa nesse momento para quando os playoffs chegarem, eu aceito pensar no caso. Temporada passada, como vimos, mesmo em quarto lugar, o time ganhou a conferência.

Então vamos pensar este argumento: jogar a decisão do título contra Lakers ou San Antonio em desvantagem de quadra, dificilmente o Celtics sairá como vencedor.

Não acho que o Boston tenha se programado apenas para ganhar o Leste e chegar à decisão do título, como ocorreu na temporada passada. Time com a tradição e a força da camisa do Celtics entra no campeonato para ganhar.

Por isso, pensando rapidamente a questão de se poupar para os playoffs, não acho que o time esteja se resguardando. O Boston está perdendo porque perdeu força neste momento.

Se vai ser assim até o final eu não sei.

Notas relacionadas:

  1. CHICAGO FICA, BOSTON FICARÁ
  2. RASHEED É DO BOSTON
  3. BOSTON E CHICAGO, DUELO PARTICULAR NO LESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 NBA | 17:32

LAKERS JÁ PENSA EM FAZER TROCAS

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Mitch Kupchak, gerente geral do Lakers, o homem que pensa o time, que contrata, que faz as trocas, não está feliz. Está, isto sim, insatisfeito com o que tem visto. E disse que alguma coisa tem que ser feita para que o Lakers volte ao caminho das vitórias; para que o Lakers volte a pensar em ganhar o título desta temporada.

Esta insatisfação leva-o, neste momento, a considerar a possibilidade de trocas. Sim, trocas; mas ele não disse se está conversando com outras equipes para fazer negócios.

Trocas; é realmente disso que o Lakers precisa neste momento para tentar se reencontrar na temporada. Do jeito que está, todo mundo já notou, não dá.

“Talvez eu cogite fazer trocas, mas não estou dizendo com isso que estou conversando com outros times”, afirmou Kupchak. “Não temos jogado em nosso nível e eu não sei por quê. Talvez seja complacência. Não tenho certeza”.

E prosseguiu: “Nós de fato temos muitos talentos e quando contratamos (Matt) Barnes e (Steve) Blake, eu pensei: temos agora um time melhor ainda. Mas neste momento não estamos jogando um bom basquete. E eu penso que a gente deveria estar jogando um basquete bem melhor”.

O Lakers tem a folha de pagamento mais alta entre todos os times da liga: US$ 91 milhões. Por isso, fazer trocas não vai ser fácil. Isso porque os salários têm que encaixar. Caso contrário, a NBA veta o negócio.

Não adianta, por exemplo, o Lakers oferecer Pau Gasol por Nenê. A conta não fecha. Gasol ganha US$ 17.822.187,00; Nenê US$ 11.360.000,00. Há uma diferença de US$ 6.462.187,00. O Denver teria que dar outro jogador ao Lakers para fechar a conta. J.R. Smith, por exemplo.

É assim que funciona.

Não vai ser fácil o Lakers ir às compras, embora não se deva duvidar da habilidade de Kupchak. Ele é um legítimo sucessor de Jerry West, o homem que levou Shaquille O’Neal para Los Angeles e trocou Kobe Bryant por Vlade Divac. Kupchak livrou-se de Shaq quando este envelheceu e pegou Lamar Odom e foi ele também quem levou Gasol para a franquia e desequilibrou o Oeste, para irritação de Gregg Popovich.

Hábil Kupchak é. Mas mágico eu não sei se ele é.

DESEMPENHO

A campanha do Lakers contra os times de ponta desta temporada mostra: uma vitória (Chicago) e cinco derrotas (Chicago, Miami, Boston, San Antonio e Dallas). Mas não são apenas os revezes que incomodam. Perder faz parte.

O que deixa Kupchak inquieto é o jeito que o time está perdendo. A saber: 16 pontos para o Miami, 15 para o San Antonio, 13 para o Boston, nove para o Dallas e quatro para o Chicago.

Dos últimos sete jogos, perdeu quatro, dois deles para Clippers e Sacramento, ambos dentro do Staples Center.

Eu disse aqui neste botequim que o Lakers começaria a ser testado de meados de janeiro até o fim de fevereiro. Mais precisamente a partir do confronto contra o Clippers.

O retrospecto até o momento é: três vitórias e quatro derrotas. Ou seja: aproveitamento de 42,8%. Tivesse um desempenho desses ao longo do campeonato, o Lakers estaria agora na décima primeira posição, à frente apenas de Golden State, Clippers, Sacramento e Minnesota.

Vamos aguardar pelos próximos movimentos. Eles serão decisivos quanto ao futuro do time nesta temporada.

DESESPERO

Se a situação do Lakers é complicada, a do Cleveland é desesperadora. Agora já não se trata apenas de abandonar o campeonato para pegar um bom “draft” para a próxima temporada.

O que se discute agora é recuperar a dignidade. O time perdeu a dignidade. A situação é humilhante; é vexatória.

A derrota de ontem para o Miami por 117 a 90 (27 pontos de diferença), foi a 24ª seguida fora de casa, a 21ª consecutiva e a 31ª dos últimos 32 jogos. O recorde do time em janeiro foi 0-16. O time é o último colocado nesta temporada com uma campanha de oito vitórias e 40 derrotas.

Ainda bem que Anderson Varejão não está mais neste barco. Não está em termos, pois ele faz parte do grupo. Tenho certeza que está se sentindo também humilhado e sofre do mesmo jeito, pois o capixaba é jogador de grupo, é parceiro, não se esconde jamais.

O que fazer para mudar esta situação? “Continuar lutando”, disse o técnico Byron Scott (foto Getty Images). “Isso é tudo o que a gente pode fazer. É lutar ou desistir. Mas não acho que nossos rapazes são de desistir”.

Mas aonde encontrar ânimo para entrar em quadra? “Tenho vergonha de sair na rua”, disse Mo Williams. “Eu nunca senti tanta vergonha na minha vida”, completou Antawn Jamison.

O jeito é continuar lutando. Tem muito campeonato pela frente. Há possibilidade de recuperação e passar o bastão da última colocação para outra equipe.

Mas não vai ser fácil. LeBron “Magic” James está agora em Miami.

Notas relacionadas:

  1. TROCAS, E VEM MAIS POR AÍ
  2. O LAKERS QUE ABRA OS OLHOS
  3. E O LAKERS, HEIN?
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sábado, 8 de janeiro de 2011 NBA | 19:35

KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?

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A rodada de sexta-feira teve alguns atrativos. O principal deles foi Kobe Bryant. O ala-armador anotou 25 pontos na vitória do Lakers sobre o New Orleans (101 a 97) e chegou a 26.720 pontos na carreira. Ultrapassou Oscar Robertson e ocupa neste momento a nona posição entre os maiores cestinhas da história da NBA.

Com mais 226 pontos ele ultrapassa Hakeem Olajuwon, que tem 26.946 tentos. Em dez jogos isso deve ser resolvido. Final deste mês deverá ocorrer e, assim, Kobe pularia para a oitava posição. Até o fim da fase de classificação deve superar também Elvin Hayes (27.313) e Moses Malone (27.409). Deve fechar este campeonato com cerca de 28 mil pontos. Isso levando-se em conta a média de tentos que ele vem fazendo, algo em torno de 25 pontos. Acabaria a temporada na sexta posição.

Ano que vem, já aos 33 anos, deve passar a perna em Shaquille O’Neal (28.504). E fincaria o pé na quinta posição, terminando 2011/12 com cerca de 30 mil pontos, sempre, é bom frisar, levando-se em conta a média de pontos de Kobe, que, repito, estou estimando em 25 por partida.

Bem e depois? Bem, daqui a duas temporadas, 2012/13, aos 34 anos, Kobe (foto Getty Image) teria que ultrapassar Wilt Chamberlain, o quarto maior cestinha da história da NBA e que tem 31.419 pontos. Precisaria de mais 1.500 tentos, e tomando por base esta média de 25 por jogo KB faria em uma temporada 2.050 pontos. Com isso, aos 34 anos, repito, daqui a duas temporadas, repito, KB terminaria o campeonato com algo em torno de 32.500 pontos.

E o que isso significaria? Isso significaria que em três temporadas Kobe ultrapassaria também Michael Jordan, que tem 32.292 pontos. Ou seja: aos 34 anos KB pode se tornar o terceiro maior cestinha da história da NBA.

Dá pra chegar? Claro que sim! Como disse, Kobe tem hoje 32 anos. Com 35, Jordan ganhou seu último título com a camisa 23 do Chicago. E jogando em altíssimo nível.

Kobe joga fácil mais três anos, talvez quatro ou cinco. Se jogar mais cinco, chega aos 37. E chega, a meu ver, em alto nível. Kobe é inteligente, conhece o jogo, não tem um histórico de contusões graves e se cuida. Conhece os limites do corpo. Sabe como cuidá-lo.

Se jogar até os 37 anos, pode adicionar mais 6.000 pontos aos seus 32.500 que teria aos 34 anos. Chegaria a 38.500. Ultrapassaria Karl Malone, que encerrou a carreira com 36.928 pontos e é o atual segundo colocado na lista dos maiores cestinhas da NBA e ultrapassaria também Kareem Abdul-Jabbar, o maior de todos os tempos, que acumulou ao longo de sua carreira 38.387 pontos.

Seria possível. Jogar até os 38 anos eu acho que sim; ter média de 25 pontos por jogo eu acho muito difícil.

Notas relacionadas:

  1. O MAIOR CLÁSSICO DA NBA
  2. O MAIOR DE TODOS
  3. POR QUE KOBE QUER OS BRIGÕES A SEU LADO?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 30 de outubro de 2010 Sem categoria | 13:18

O SPALLA E O MAESTRO

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Depois de bater o Miami no jogo mais esperado da rodada de abertura da NBA, o Boston apanhou do Cleveland. Cleveland que para muitos (inclusive pra mim) não chegará aos playoffs. Apanhou do Cavs e venceu com muita dificuldade o New York ontem à noite em seu TD Garden (105 a 101). New York que para muitos (inclusive pra mim) chegará aos playoffs, mas pela porta dos fundos.

O que ocorre com o Boston? É cedo pra gente tecer qualquer comentário mais definitivo. Mas o que dá pra gente entender é que o time está tentando encontrar um lugar pra Shaquille O’Neal e que ainda não conseguiu resolver todos os seus problemas com a ausência de Kendrick Perkins.

Depois de esmagar o Washington na sexta-feira, o Orlando foi todo posudo para o Sul da Flórida enfrentar seu rival estadual. Portou-se bem apenas no primeiro tempo. No segundo, levou uma lavada de 45 a 25 e perdeu a partida por humilhantes 96 a 70. Miami que para muitos (não é o meu caso) vai sucumbir nesta temporada e nem na final do Leste vai chegar.

O Miami é mesmo favorito ao título? É cedo pra gente tecer qualquer comentário mais definitivo. Mas já dá pra ver que o Heat, por exemplo, será realmente um time forte neste campeonato. Ninguém vence à toa o Magic do jeito que o Miami venceu.

O time, pelo menos até agora, mostra-se muito bem equilibrado. Mais do que isso: a fogueira das vaidades, que arde em ambientes como o do Miami, repleto de estrelas, até o momento não foi acesa – se é que vai ser acesa algum dia desses.

É cedo pra gente tecer qualquer comentário mais definitivo sobre o comportamento do Trio Magnífico, mas me parece que não haverá problemas entre eles. E sabem por quê? Porque: 1) com vitórias não há crise; 2) parece que eles conversaram muito antes de tomar esta decisão (de jogarem juntos) e estão afinadíssimos quanto ao papel que cada um vai ocupar dentro da equipe.

No primeiro jogo da temporada, diante do Boston, LeBron James foi o spalla da orquestra. No segundo, frente ao Philadelphia, coube a Dwyane Wade (foto AP) ser o primeiro violino. Ontem, novamente D-Wade foi o solista. Vai chegar a vez de Chris Bosh, que não se mostra nenhum pouco incomodado por ainda não ter brilhado individualmente.

Vejam que eu fiz a comparação com o spalla de uma orquestra e não com o maestro. O primeiro violino, ou seja, o spalla, pra quem não sabe, fica à esquerda do regente. Quando os músicos entram no palco, o spalla é o último; entra com destaque especial.

E sabem por que eu não os comparei com o maestro? Porque acredito piamente que não há maestro nesta orquestra de Miami.

Este é um dos segredos também do sucesso do time do Boston. Quem é o maestro daquele grupo? Pra mim, não há. Mas há spalla; há o primeiro violino que em uma noite de gala é tocado por Paul Pierce, que em outra é dedilhado por Ray Allen, que depois cai nas mãos de Kevin Garnett e mais recentemente nas de Rajon Rondo.

Não há maestros em Boston como não há maestros em Miami.

MAS EM LOS ANGELES…

Em LA há um maestro. E ele atende pelo nome de Kobe Bryant. Na Califórnia é diferente. E funciona também.

E por que funciona? Não há o perigo de se atear a chama na fogueira de vaidades que permeia o mundo da NBA e de se colocar tudo a perder? Não, não há.

Não há porque todos entendem que realmente Kobe é o maior jogador de basquete do planeta na atualidade. E todos entendem isso não apenas pelo que o jogador faz em quadra, mas também porque Phil Jackson, o comandante do time fora dela, deixa isso muito claro.

Pau Gasol é o Scottie Pippen de Kobe. E ele sabe disso. O espanhol sabe que não tem bola e nem moral para reivindicar nada além desse papel de spalla do time do Lakers.

Gasol é o spalla do time do Lakers, que ao contrário de Miami e Boston tem um maestro e ele atende pelo nome de Kobe Bryant.

RESUMO DA ÓPERA

Não há fórmulas prontas. O que funciona pra um pode não funcionar para o outro – e vice versa.

Notas relacionadas:

  1. PALPITES PARA A TEMPORADA 2010/11
  2. TAÍ O QUE A GENTE QUERIA: COMEÇA A NBA!
  3. LBJ BEM QUE TENTOU, MAS ALLEN NÃO DEIXOU
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terça-feira, 26 de outubro de 2010 Sem categoria | 18:01

TAÍ O QUE A GENTE QUERIA: COMEÇA A NBA!

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Bem, o campeonato começa logo mais à noite. 21h30 de Brasília, para ser mais preciso. Boston e Miami se enfrentam no TD Garden de Massachussets com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal Space.

Depois teremos Portland x Phoenix e outro jogão: Lakers x Houston. Esses dois confrontos poderão ser assistidos apenas por quem acessar o NBA League Pass. Em tempo: até o dia 1º. de novembro, o sinal estará aberto e qualquer um poderá ver os jogos. Depois disso, apenas para os assinantes o sinal estará disponível.

MÃOS…

À obra! Vamos finalmente falar do que a gente mais gosta: basquete da NBA. Existe uma grande diferença entre o basquete da NBA e o restante. No profissionalismo norte-americano há glamour, espetáculo de alta qualidade, produto muitíssimo bem acabado e os melhores jogadores do planeta que desfilam pelas 30 quadras espalhadas nos EUA.

Eu só espero que essas novas determinações da NBA para a arbitragem não tirem o brilho do jogo. Esse negócio de dar muito cartaz para a arbitragem é algo que eu não gosto. Quem tem que brilhar são os jogadores. Como disse Shaquille O’Neal: daqui a pouco estarão vendendo camisas de árbitros nas lojas de material esportivo.

Basquete sempre foi um esporte de contato. De contato, eu disse, e não desleal. O contato tem que existir; isso, aliás, torna o jogo mais atraente – eu pelo menos acho isso. Atraente por quê? Porque fica mais difícil jogar, há que se ter mais inteligência e habilidade.

Foi como disse Michael Jordan e eu concordo: do jeito que a arbitragem está enfrescalhada, marcando qualquer contato, jogar ficou algo muito fácil. Até a vovozinha joga. Portanto, se atuasse nos dias de hoje, MJ faria cem pontos. Ele disse e eu concordo.

CHEGA DE…

Conversa. Vamos ao que interessa.

CONFRONTOS

O jogo mais esperado da noite, sem dúvida, é o de Boston. Celtics e Heat, ao lado do Lakers, são os três times que vão brigar pelo título. Pra mim, desse trio sairá a dupla que vai brigar pelo campeonato. Portanto, como falei, Celtics e Heat farão o jogo mais aguardado da noite.

O Boston leva uma importante vantagem em relação ao Miami: entrosamento. Nenhuma perda significativa no alviverde que venha prejudicá-lo. O núcleo está intacto. E pra melhorar algumas adições importantes foram feitas. Chegaram Shaquille O’Neal e Jermaine do mesmo sobrenome. Delonte West foi outra boa aquisição, assim como Von Waffer.

E Doc Rivers, o homem que arquitetou esse time, também renovou e estará comando mais um ano o Boston. Perdeu, é bom que se diga, seu fiel escudeiro: Tom Thibodeau é agora o treinador principal do Chicago. Thibodeau, diga-se, é o mentor do forte sistema defensivo do Celtics.

O Miami vem fortíssimo no papel. Três dos melhores jogadores da liga estão no Sul da Flórida: LeBron James (foto Getty Image), Chris Bosh e Dwyane Wade. O problema é que esses caras estão juntos há menos de dois meses.

Juntos, vírgula, pois D-Wade lesionou o músculo da coxa direita e perdeu toda a pré-temporada. Portanto, se esta fase seria importante para o técnico Erik Spoelstra entrosar o time, ela foi perdida por conta da contusão de Wade.

Mesmo assim, os caras jogam muita bola e jogador bom de bola é inteligente. Com certeza eles saberão como driblar a adversidade; ou seja: a falta de entrosamento.

Muito se questiona esse time do Heat na posição 1, a de armador. Muito se diz, também, que LeBron James será o responsável pela condução da bola – como ele chegou a fazer algumas vezes em Cleveland e como fez nos últimos confrontos do Miami nesta pré-temporada.

Vai dar certo? Tenho dúvidas. LBJ sabe o que fazer com a bola nas mãos, mas o problema é que ele tem olhos mais para a cesta do que para os companheiros. Lógico que tentará repartir o pão quando for o caso, quando a marcação dobrar ou for intensa. Ele, como disse, tem inteligência tática, sabe ver o jogo. Mas eu tenho dúvidas quanto a isso.

Mas vamos aguardar; vamos esperar pelo desenrolar da temporada para ver como vai ficar. E ver, também, se Spoelstra vai ficar. Muita gente aposta que ele não chega no Carnaval. Será?

CHOCHO

É assim que eu vejo o jogo entre Portland e Phoenix. Quem me conhece sabe que eu nunca morri de amores pelo jogo do Suns e muito menos por Steve Nash. E o Portland também não me empolga tanto, apesar de Brandon Roy estar nos holofotes no momento por conta da declaração de Kobe Bryant.

Não sabe o que ele disse? Disse Kobe: “É mais difícil marcar Roy do que Durant”.

Nem aqui e nem na China. Há os que concordam, mas Durant, pra mim, é quase completo: frio, não sente a pressão do jogo, por isso mesmo, não pipoca. Tem braços longos; por isso, foge com facilidade da marcação no momento de arremessar e distribuiu tocos com razoável facilidade. É hábil e veloz, apesar de seu tamanhão. Hábil e veloz porque não está troncudo, como quase todo mundo na NBA.

Mas isso é conversa pra outro dia qualquer.

ALÇA DE MIRA

Lá está o Lakers. É o time a ser batido. Atual bicampeão da NBA, corre atrás de seu 17º. título. Assim como o Boston, manteve intacta a sua base: Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. E do banco vem gente com muita qualidade, como Lamar Odom, Matt Barnes e Steve Blake.

E por falar em banco, lá está sentado o melhor treinador da NBA talvez de todos os tempos: Phil Jackson. Ele é um dos diferenciais da equipe, que torce apenas para que Bynum (foto Getty Image) esteja um pouco mais saudável do que nas duas últimas temporadas. Se o pivô puder ajudar mais, sai debaixo.

Houston? Não acredito na equipe texana. Yao Ming é ainda um grande ponto de interrogação (terá seu tempo de quadra limitado a 24 minutos por conta da recuperação física) e além de Luis Scola, o argentino bom de bola (desculpem a rima), não tem nenhum outro grande jogador de nos deixar com o queixo caído.

EPÍLOGO

Portanto, o jogo de Massachusetts é sem prognóstico, mas com ligeiro favoritismo para o Celtics. No Oregon, dá Blazer; na Califórnia, dá Lakers.

Amanhã a gente volta a se falar.

Notas relacionadas:

  1. UM MUNDIAL REPLETO DE AUSÊNCIAS
  2. DIGO E REPITO: MIAMI É MELHOR QUE O LAKERS
  3. PALPITES PARA A TEMPORADA 2010/11
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