Shaquille O’Neal | Fábio Sormani

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 NBA | 11:54

SLAM ELEGE OS 500 MAIORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS NA NBA. ADIVINHA QUEM FICOU EM PRIMEIRO?

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A “SLAM”, uma espécie de bíblia do basquete dos EUA, acabou de postar um ranking com os 500 maiores jogadores da história da NBA. Clique aqui e veja o ranking completo.

O magazine levou em consideração jogadores que tenham atuado ao menos cinco anos na NBA. Levou em conta média de pontos, assistências, rebotes, desarmes, tocos, minutos jogados, percentual de acerto dos arremessos no geral, de três, de lances livres e o que eles batizaram de “win share” (percentual de vitórias obtidas por partidas disputadas) e “win share/48” (percentual de vitórias obtidas por minutos jogados). Os dados são do site Basketball Reference.

Adianto os dez primeiros:

1º Michael Jordan
2º Wilt Chamberlain
3º Bill Russell
4º Shaquille O’Neal
5º Oscar Robertson
6º Magic Johnson
7º Kareem Abdul-Jabbar
8º Tim Duncan
9º Larry Bird
10º Kobe Bryant

Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 31 de agosto de 2012 NBA | 20:31

EM NOITE DE LUA AZUL, LAKERS ANUNCIA RETIRADA DOS NÚMEROS DE SHAQ E JAMAAL DE SEU FARDAMENTO

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Alguns frequentadores deste botequim têm reclamado do cardápio. Estão cansados de virado à paulista; pedem dobradinha ou tutu à mineira. Ou seja: estão cansados de ler nesse blog menções e mais menções sobre o Lakers.

Acontece que eu, torcedor do Chicago, navego pela internet e em dias áridos como os atuais não encontro nada de proveitoso. Quando ele aparece, é do Lakers! Então, freguesia que eu tanto prezo, não há o que fazer: vamos de Lakers novamente nesta sexta-feira.

HOMENAGENS

Salerme me alertou logo pela manhã: o Lakers vai levantar a camisa de Shaquille O’Neal. Fui navegar e vejo que a de Jamaal Wilkes também. Ou seja: daqui para frente, ninguém mais poderá usar as regatas 34 e 52 dos amarelinhos. Foram eternizadas.

Bem, apresentar Shaq não é necessário. Apenas a molecada do fraldário não sabe quem é Shaq, mas como ela ainda não sabe ler, não preciso me preocupar com isso.

Mas de Jamaal (foto) há necessidade. Muitos não sabem de quem se trata. Nem mesmo se ele é branco ou negro (ou afro-americano, como os do norte da América gostam de dizer por conta do politicamente correto).

Jamaal é negro e hoje está com 59 anos. Jogava como ala. Em sua época, o seu 1,98m de altura era suficiente para jogar de ala. Hoje em dia, nem pensar. Foi recrutado pelo Golden State, ele que fez o “college” em UCLA e jogou ao lado de Bill Walton, onde conquistou dois títulos da NCAA (1972-73). Ficou três temporadas no GSW, tendo conquistado o troféu de “Rookie of the Year”. Depois foi para o Lakers. Assinou com os amarelinhos por conta de ser “free agent” (filme conhecido…).

Wilkes ganhou três títulos com a jersey do Lakers: 1980, 82 e 85.

No título de 80, a história que todos sabemos na ponta da língua fica por conta da atuação extraordinária de Magic Johnson, que substituiu Kareem Abdul-Jabbar como pivô no último jogo da série contra o Philadelphia, jogou 47 dos 48 minutos, anotou 42 pontos, pegou 15 rebotes e deu sete assistências, levando o Lakers ao título; título que não vinha desde 1972.

“Fiz muita coisa, mas não joguei sozinho”, disse Magic em seu livro “Minha Vida” sobre a partida derradeira vencida por 123-107. “Quase ninguém notou que Jamaal Wilkes terminou com 37 pontos, o máximo que já marcou desde a escola secundária, dez a mais do que Dr. J”.

Jamaal, como diz a “NBA Enciclopedia”, foi o “alicerce” para que Magic pudesse ter feito o que fez, e sua atuação “acabou sendo negligenciada por conta do desempenho espetacular de Johnson”.

Jamaal não era musculoso. Não era daqueles negros jogadores de basquete tipo LeBron James, onde a gente olha e se espanta com a montanha de músculos. Jamaal era magrinho, parecia Neymar. E como Neymar, aproveitava-se dessa elasticidade para deixar para trás seus oponentes. Isso rendeu-lhe o apelido de “Silk”; em português, “Seda”. Sim, seda, aquele tecido leve, brilhante, macio, suave, oriundo do casulo do bicho-da-seda, que não há cristão que não se emocione ao tocá-lo. Jamaal era como uma seda. Era assim como Neymar, rápido, ditava o ritmo de jogo do Lakers nos contragolpes, tendo através deles anotado grande parte de seus pontos (“showtime”!) em passes que acabavam em suas mãos vindos das mãos mágicas de Magic.

Wilkes encerrou a carreira com 14.644 pontos; média de 17,7 por partida e aproveitamento de 49,9% de seus arremessos. Nos três títulos conquistados pelo Lakers, acabou sempre como segundo maior cestinha do time.

HOF

Neste setembro Jamaal Wilkes entra para o “Hall of Fame” do basquete em Springfield, Massachusetts. Wilkes deixou o Lakers em 1985. Fica a pergunta: por que demoraram tanto para aposentar sua camisa 52?

QUESTÃO

Estou aqui, cá com os meus botões, nesta noite de sexta-feira de lua cheia, de lua azul se vocês não sabem. E se não sabem eu conto: o fenômeno batizado de lua azul (que de azul não tem nada) ocorre a cada dois, três anos, que consiste vermos a lua cheia duas vezes num mesmo mês. No primeiro dia deste agosto, foi noite de lua cheia; hoje, último dia, é também noite de lua cheia. Portanto, olhos para o céu. Aqui na Grande São Paulo é dia de noite estrelada. Céu que se parece um brigadeiro. Fui há pouco dar uma espiada pra cima e lá estava a lua, magnífica, opulenta, soberba, iluminando a tudo e a todos.

Mas, voltando à vaca fria, estou eu aqui, cá com meus botões, perguntando-me o seguinte: numa semana onde o Lakers resolveu edificar uma estátua para Kareem Abdul-Jabbar em frente ao Staples Center (Magic Johnson já tem a sua) e aposentar as camisas de Shaquille O’Neal e Jamaal Wilkes, o que Kobe Bryant vai querer da franquia quando se aposentar?

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  1. QUE APELIDO VOCÊ DARIA A SHAQ?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 29 de agosto de 2012 NBA | 23:37

PESQUISA INDICA MAGIC JOHNSON COMO O MAIOR JOGADOR DA HISTÓRIA DO LAKERS

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Pra vocês terem uma ideia da grandeza de Magic Johnson, o site RealGM postou uma enquete perguntando quem foi o maior jogador da história do Lakers. Nela aparecem os nomes de Magic, Kobe Bryant, Kareem Abdul-Jabbar, Jerry West, Shaquille O’Neal e Elgin Baylor.

O resultado, até este momento, mostra o seguinte:

1º Magic: 41,0%
2º Kobe: 36,4%
3º Kareem: 14,1%
4º Shaq: 4,2%
5º West: 3,6%
6º Baylor: 0,6%

Como todos sabemos, a maioria dos eleitores que acessa a internet é formada de gente que pouco ou nada viu do basquete esplendoroso de Magic Johnson. Mas a grandeza de seu jogo, a sua exuberância em quadra e o seu carisma diante de todos, tudo isso faz sua imagem transcender.

E olha que seu contendor é ninguém menos do que Kobe Bryant. Um jogador que tem uma identificação incrível com a franquia, uma identificação que Magic sempre teve, diga-se. Kobe é a cara do Lakers neste século. É queridíssimo pelos torcedores. É tão querido e idolatrado que muitos cometem o despautério de compará-lo a Michael Jordan; e outro tanto a heresia de dizer que ele é superior a MJ.

Pois bem, é desse jogador que Magic Johnson está levando vantagem. Esta vantagem deveria maior se a velha guarda pudesse pegar um computador e votar. A velha guarda não é muito chegada em computador, vocês bem sabem. E agora, com a tendência de se recuperar as velhas máquinas de escrever, aí é que a velha guarda não vai mesmo colocar as mãos no computador.

Então, volto a dizer: se o pessoal da antiga participasse mais ativamente desta enquete, a vantagem de Magic seria muito maior. E ele não seria ameaçado de jeito nenhum em sua hegemonia como o melhor jogador desde sempre da história do Lakers.

Não sei como vai terminar essa pesquisa. Espero que Kobe não o ultrapasse, pois vi os dois em ação e sei do que falo. Mas se isso acontecer, não será surpresa alguma, pois, como disse acima, é a molecada que vota, gente que viu pouco do basquete e acha que a história do Lakers se limita a Kobe Bryant, que merece todo o respeito pelo que tem feito pela franquia, mas que, até este momento, não pode nem sequer pensar em ser comparado a Magic Johnson.

Notas relacionadas:

  1. LBJ, ATUAÇÃO EM HOMENAGEM A MAGIC JOHNSON
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terça-feira, 28 de agosto de 2012 NBA | 19:08

SAIBA QUAIS SÃO OS DEZ JOGADORES QUE MAIS FATURARAM NA HISTÓRIA DA NBA

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O site da NBCSports postou um ranking que vai dar o que falar e que vai comprovar o que eu tenho dito aqui: A NBA tem que ser dividia em duas partes, antes de David Stern e depois de David Stern.

O ranking é com os salários dos jogadores ao longo de suas carreiras. Alertado pelo Gustavo Malaquias e pelo Salerme, esse ranking, volto a dizer, mostra quais são os jogadores que mais ganharam dinheiro na história da NBA. Apenas das franquias; não inclui publicidade.

O ranking é este:

1º) Kevin Garnett — US$ 328.562.398,00
2º) Shaquille O’Neal — US$ 292.198.327,00
3º) Kobe Bryant — US$ 279.738.062,00
4º) Tim Duncan — US$ 224.709.155,00
5º) Dirk Nowitzki — US$ 204.063.985,0
6º) Joe Johnson — US$ 198.647.490,00
7º) Jason Kidd — US$ 193.855.468,00
8º) Ray Allen — US$ 181.127.360,00
9º) Chris Webber — US$ 178.230.218,00
10º) Paul Pierce — US$ 169.486.218,00

Você está sentindo falta de Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, certo? Pois bem, Jordan faturou ao longo de sua carreira com o Chicago e dois anos com o Washington um total de US$ 90.235.000,00. Magic amealhou ridículos US$ 18.042.860,00 e Bird menos ainda: US$ 16.270.000,00.

Por que isso acontece? Porque a NBA movimenta hoje muito mais dinheiro do que no passado. Por isso eu disse que a liga tem que ser dividida em duas partes. Stern é o grande responsável por esta abundância de dinheiro que existe no basquete profissional norte-americano.

Michael entrou na NBA na mesma época em que David Stern foi guindado ao cargo de comissário da liga. Aproveitou-se muito pouco da genialidade e da capacidade administrativa de Stern, pois este império não foi construído do dia para a noite. Magic e Bird, coitados, passaram seus dias de glória longe da administração David Stern.

Por conta dessa genialidade administrativa de Stern, a gente vê barbaridades salariais. Por exemplo: Joe Johnson. O atual ala-armador do Brooklyn Nets aparece em sexto lugar na lista dos dez maiores milionários da história da NBA. Ray Allen, que não é nenhuma brastemp, e que está na história por conta de ser recordista em bolas de três encestadas e por ter ganhado (até o momento) um anel com o Boston, está na oitava posição. Mesmo Dirk Nowitzki, pra mim, é uma aberração figurar na quinta posição. Mas ele ainda ganhou um campeonato, levando nas costas o Dallas, tudo bem — mas não é para tanto! Mas pior do eu ele é Chris Webber: o que fez Web para aparecer na nona posição?

Aliás, pra ser sincero, desta lista escapam Shaq, Kobe e Timmy. Nem mesmo KG (foto). Garnett em primeiro lugar é simplesmente ridículo. O que ele fez para ter ganhado tanto dinheiro assim? Aliás, ele passou Shaq por conta de seu último contrato com o Boston, que vai render-lhe US$ 34 milhões em três temporadas.

Entre os primeiros devem aparecer os fora-de-série, os gênios, os mitos. Dos dez, repito, Shaq, Kobe e Timmy podem fazer parte do panteão dos maiores de todos os tempos da NBA e consequentemente entre os milionários da história da liga. Os demais, que me desculpem eles próprios e os fãs, entre os dez, jamais!

Trapizomba adora imputar a David Stern culpa por tudo o que acontece de ruim na NBA. Neste caso, ele tem razão: não fosse por Stern, não veríamos uma lista desta de jeito nenhum.

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quarta-feira, 25 de abril de 2012 NBA | 19:56

BRIGA PELA ARTILHARIA DO CAMPEONATO MOVIMENTA AS DUAS ÚLTIMAS RODADAS DA NBA

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Kobe Bryant quer destronar Kevin Durant. Não que o ala-armador do Lakers tenha perdido o cetro e a coroa de melhor jogador da NBA para o ala do Oklahoma City. Kobe quer ser o cestinha desta temporada, feito este que não escapou de Durant nos dois últimos campeonatos.

Kobe, que liderou praticamente todo o campeonato, ocupa atualmente a segunda posição, com uma média de 27,86 pontos por jogo. Kevin tem aproveitamento de 27,96 tentos. A diferença, aparentemente, é pequena. Mas, na verdade, não é tão pequena assim.

Durant tem um total de 1.818 pontos no campeonato em 65 partidas disputadas. Bryant está com 1.616, mas atuou menos: 58 jogos.

O OKC entra em quadra esta noite para enfrentar o Denver. Neste mês de março passado, KD teve média de 29,0 pontos. Se repetir a dose neste confronto diante do Nuggets, pula para 27,98 pontos. Nesse caso, Kobe teria que marcar 36 pontos no confronto de amanhã diante do Kings, em Sacramento, para atingir a média de exatos 28 pontos e terminar em primeiro lugar.

A vantagem de Kobe é jogar no dia seguinte e saber de quantos pontos ele vai precisar marcar para ser o cestinha da temporada.

Durant, aliás, pode nem entrar em quadra e permanecer com a média atual e torcer para Kobe não chegar aos 36 pontos diante de seu rival californiano. Mesmo que o Thunder perca, não perde mais o segundo lugar na conferência e nem o terceiro geral. Além disso, Scott Brooks, o treinador, daria uma folga para o seu principal jogador, que, diga-se, participou de todos os jogos do time no campeonato até o momento.

Lembro-me da temporada 1993-94, quando Shaquille O’Neal e David Robinson disputavam a artilharia do campeonato. No jogo final do San Antonio contra o Clippers, em Los Angeles, Robinson marcou 71 pontos. Mas foi uma vergonha. Os jogadores do SAS não jogavam. Eles pegavam a bola e passavam para o pivô o tempo todo, de modo a ele conseguir a maior pontuação possível. Isso fez com que Shaq tivesse que marcar nada menos do que 68 pontos diante do New Jersey. Os jogadores do Lakers (e o próprio Shaq) se negaram a fazer uma palhaçada igual a dos jogadores do San Antonio.

Sendo assim, David Robinson terminou a temporada como cestinha do campeonato com uma média de 29,8 pontos contra 29,3 de Shaq, que na partida diante do New Jersey marcou 32.

Kobe, como disse, tem essa vantagem: saber quantos pontos terá que fazer para superar Durant. Mas eu não creio que ele e o time do Lakers se prestem àquele papel que Robinson e o SAS se prestaram. Se repetir o caminho, a mim será uma grande decepção. Kobe não precisa disso.

GANCHO

Metta World Peace foi suspenso por sete partidas. A maioria achou pouco. Eu também. A pena é branda perto do que ele fez. Ela só vai ter sentido se o Lakers cair fora na primeira rodada dos playoffs, sentindo demais a ausência de MWP.

Caso contrário, terminou em pizza.

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terça-feira, 24 de abril de 2012 NBA, outras | 20:49

NEW JERSEY NETS, UMA HISTÓRIA DE 35 ANOS QUE CHEGA AO FIM

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Mal acabou o jogo de ontem entre New Jersey e Philadelphia e o Nets tornou-se Brooklyn. A franquia ainda tem uma partida a realizar como New Jersey (nesta quinta, em Toronto), mas no site oficial, assim que você o acessa, se depara com a seguinte frase: “Hello Brooklyn”. E apenas o contorno do logo, que deverá ser modificado (foto reprodução).

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets. É oficial.

Assim que você entra no site, bem ao lado direito há um cronômetro em contagem regressiva dizendo que faltam seis dias e algumas horas, minutos e segundos para que o torcedor compre tíquetes para a próxima temporada. Entre os assuntos em destaque, um aviso: no próximo dia 2 de junho a franquia fará testes para escolher suas novas “cheerleaders”. Local: Long Island University Brooklyn Campus.

É possível ver também a quantas anda a construção da nova arena, o Barclays Center (foto reprodução). E como vocês bem sabem, a arena será de multiuso. Por isso, a abertura do ginásio vai ser com um show do rapper Jay-Z, um dos donos da franquia, no dia 28 de setembro próximo. No dia 2 de outubro haverá uma partida de hóquei entre o New Jersey Devils e o New York Islanders. E dá pra saber também que Andrea Bocelli fará um show no dia 5 de dezembro e que os ingressos já estão à disposição, que de 14 a 17 de março acontecerá o Tournament da Atlantic 10 Conference; e por aí vai.

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets.

É uma história que se acaba; como acontece, já aconteceu e acontecerá com outras franquias norte-americanas, não importa a modalidade. É claro que há franquias que têm um grande comprometimento com a cidade, como Lakers, Knicks, Celtics e Bulls, por exemplo. Mas há muitas que não estão nem aí para a comunidade local e se mandam rapidinho se o lucro desaparece e surge no lugar dele o prejuízo; ou então, se dá pra ganhar mais dinheiro lá do que cá, vamos embora! O dinheiro fala mais alto, ainda mais no berço do capitalismo.

O Nets muda de endereço, mas isso também aconteceu com o Jazz, que deixou Nova Orleans e foi para Salt Lake City e transformou-se em Utah. Foi assim também com o Hornets, que deu adeus a Charlotte e foi para Nova Orleans e com o Seattle SuperSonics, que não apenas mudou de cidade, mas também de nome, transformando-se no Oklahoma City Thunder. Ah, sim, estava me esquecendo do Vancouver Grizzlies, que agora é o Memphis Grizzlies. Hoje é o Nets que muda de endereço e amanhã poderá ser o Kings, que pode deixar Sacramento e ir para Anaheim.

Voltemos ao New Jersey Nets, uma franquia que perambula não apenas de cidade, mas de liga também. Nos primórdios, ela se chamava New Jersey Americans e pertencia à ABA, American Basketball Association, que em 1976 foi encampada pela NBA e que trouxe consigo duas outras franquias: San Antonio Spurs e Indiana Pacers. Nos primórdios, eu dizia, o Americans não ficava em Newark, ficava em Teaneck, igualmente subúrbio de Nova York. Lá ficou até 1968, quando se transferiu para Long Island (norte de Nova York) e mudou seu nome para New York Nets. Foi então que em 1977 foi voltou para New Jersey, mas fixou endereço em Newark, igualmente subúrbio de Nova York, e passou a se chamar New Jersey Nets.

Agora essa história chega ao fim. Por New Jersey jogaram relíquias do basquete norte-americano, como Dr. J (foto), Nate Archibald, Rick Barry, Drazen Petrovic e Jason Kidd. E Phil Jackson, não como treinador, mas como jogador. Mas isso fica pra história, pois a mudança de endereço era questão de tempo.

Nova Jersey, infelizmente, não tem como comportar uma franquia de basquete. O Estado, aliás, é muito esquisito. A cidade mais conhecida é Atlantic City por conta de seus cassinos. A mais famosa é Hoboken, por causa de Frank Sinatra. Mas você anda por New Jersey e parece que não vê cidade alguma. O que a gente vê se parece com um bairro de Nova York. É esquisito, como disse. O aeroporto de Newark fica em Newark, mas você não vê o downtown de Newark. Eu pelo menos nunca vi.

Dizia que o fim dessa história era questão de tempo. O magnata russo Mikhail Prokhorov comprou a franquia em 2009 e por ela pagou US$ 200 milhões. Vendeu 5% de suas ações para Jay-Z. E embalado pelas ideias do rapper mudou de endereço.

Não tinha mesmo como ficar em New Jersey. Nesta temporada, por exemplo, a menor média de público entre os 30 times da liga foi exatamente do Nets: 13.961 pagantes por partida. Lembrando que o Prudential Center tem capacidade para 18.500. O novo lar, o Barclays Center, acomodará menos gente, 18.103, mas Prokhorov e Jay-Z esperam vê-lo sempre “sold out” e os ingressos sendo vendidos por um preço bem maior.

Estive no ginásio do Nets em Newark quando ele se chamava Continental Center, porque a defunta companhia aérea, comprada pela United Airlines, tinha sede em Newark. Estive no ginásio em três oportunidades: no Final Four de 1996 (o último disputado em ginásio; depois dele, o evento passou a ser jogado em domes) e em duas partidas da temporada regular do Nets contra Boston e Lakers. Não me lembro exatamente dos anos, foi no começo deste século (esquisito escrever e ler isso, não é mesmo?), mas dos jogos sim.

Lembro-me que Kentucky foi a escola campeã do Final Four batendo na final Syracuse. A universidade era dirigida por um ítalo-americano que despontava como um treinador de talento. Seu nome? Rick Pitino. Tony Delk , o armador da equipe, na época namorava a atriz Ashley Judd (foto), que tinha estudado em Kentucky e não perdia nenhum jogo do time. Delk foi eleito o MVP (no “college” é Most Outstanding Player) do torneio. Os dois perdedores do sábado foram U-Mass e Mississippi State. Em Massachusetts jogava Marcus Camby e o time era dirigido por outro ítalo-americano: John Calipari, que neste ano foi campeão com Kentucky, que naquele ano também ganhou o Final Four, como disse. Em Mississippi atuava Erick Dampier.

Lembro-me também da partida contra o Celtics. Eu estava sentado atrás do banco do Nets quando vi, numa das cadeiras de pistas do lado oposto, bem à minha frente, um cidadão de rosto bem familiar. Perguntei a um jornalista americano que estava a meu lado: quem é aquele cara? E ele respondeu: “Danny Aiello”. Se a ficha não caiu, Aiello é ator de cinema e participou de filmes como “O Poderoso Chefão 2”, “Faça a Coisa Certa”, “Era uma vez na América”, “A Era do Rádio”, “A Rosa Púrpura do Cairo” e “Feitiço da Lua”, entre outros. “Ele é um fã do Nets”, completou o jornalista.

Contra o Lakers eu já não sentei atrás do banco. Fiquei do lado, mas bem posicionado. Pela primeira vez eu vi uma partida do time angelino fora de Los Angeles e fiquei impressionado com o número de torcedores da equipe fora de casa. O ginásio estava dividido! Dirigido por Phil Jackson, que eu revia depois das finais de 1998, em Salt Lake City, o Lakers ganhou fácil a partida, comandado em quadra por Kobe Bryant e principalmente por Shaquille O’Neal, a grande estrela da companhia. Lembro-me que depois do jogo, no vestiário, esperando pela chegada dos jogadores, Shaq apareceu enrolado em uma toalha branca. Tinha um piercing em cada mamilo. Nós, jornalistas, caímos na risada ao vê-lo. Com aquele seu sorriso que ocupa metade da boca, bem tradicional, não se importou com a reação da mídia. Foi muito engraçada, a cena, e jamais vou me esquecer dela.

Também na Continental Arena eu me encontrei pela última vez com um amigo que me introduziu no mundo da NBA: Don Casey. Ele era treinador do Nets na ocasião. Casey começou trabalhando no “college”, dirigindo a Universidade de Temple de 1972 a 83. Depois foi ser assistente técnico do Chicago e Boston. Foi na época em que era auxiliar no C’s que Casey (foto) veio ao Brasil para uma clínica da NBA que aconteceu na Hebraica, em 1994. Apresentei-me a ele e entre uma conversa aqui, outra ali, ele me perguntou como é que eu me informava sobre a NBA. Eu disse que era com base nos noticiários das agências, pois trabalhava na “Folha de S.Paulo”, e também vendo o Sportscenter, da ESPN. Então ele me perguntou: “Você não conhece ninguém na NBA?”. Eu disse que não. Ele pegou meu bloco de anotações, minha caneta e escreveu um nome. Era o nome de um amigo dele que trabalhava no escritório da NBA em Nova York. Pegou sua agenda em seguida e me deu o fax do camarada, pois naquela época não tinha esse negócio de e-mail. E falou: “Mande um fax para ele e diga que a gente se conheceu no Brasil, que você é jornalista e que precisa de informações da liga. E peça pra ele te colocar no mailing da NBA”. Isso foi feito e desde então eu jamais me separei da liga. Graças a Don Casey.

Fiquei muito em Newark quando ia a Nova York querendo escapar dos preços exorbitantes dos hotéis. O hotel que eu ficava em New Jersey era perto do ginásio. Quando tinha que ir a Nova York, pegava o ônibus num ponto bem em frente ao hotel e descia na New York Port Authority, uma estação de ônibus e metrô que fica na Oitava entre a 41 e 42. Quando tinha jogos do New Jersey, eu pegava um táxi.

Isso agora é passado. Ir a Nova York de ônibus e aos jogos do New Jersey.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 7 de março de 2012 NBA | 17:21

MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.

Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).

O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.

Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).

Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.

DÚVIDA

Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.

Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.

A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?

Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.

1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.

Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.

E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.

DINASTIA

Vejamos os campeões da NBA…

Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.

Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.

O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.

Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.

O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.

Alguém ousa contestar estas equipes?

SOLITÁRIO

Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.

Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.

BISAR

Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.

Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.

O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.

E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.

EPÍLOGO

Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.

E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.

RODADA

Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de março de 2012 NBA | 21:28

A FRASE EMBLEMÁTICA DE JASON KIDD

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A frase de Jason Kidd dita depois da derrota do Dallas para o Oklahoma City (95-91) é emblemática. E o que disse J-Kidd?

“Nós (Dallas) não temos o benefício do apito (acho que ele quis dizer “dúvida”). Não acho que somos tratados como campeões, mas isso é outra história. Dirk (Nowitzki) deveria viver na linha (do lance livre) se eles (árbitros) apitassem do jeito que deveriam. Mas eles não fazem isso”.

Nós não somos tratados como campeões, disse J-Kidd. E não são mesmo, pois o título conquistado pelo Dallas na temporada passada foi uma das maiores aberrações da história da NBA, igualando-se, talvez, ao título do Detroit sobre o Lakers em 2004.

Em 2004, o Pistons foi campeão porque enfrentou um Lakers consumido por sua fogueira de vaidades. Um elenco dividido, onde Shaquille O’Neal não podia olhar pra cara de Kobe Bryant, que queria esmurrar Karl Malone porque este teria dado em cima de sua então mulher.

Num cenário desses, o Detroit, um time correto, nada além de correto, ganhou uma conferência raquítica (Leste) e acabou campeão da NBA ao derrotar o então tricampeão Lakers por 4-1.

Nem mesmo Phil Jackson e toda sua filosofia zen foi capaz de controlar e administrar a situação. Deixou o time depois da perda do título e falou cobra e lagartos sobre Kobe, dizendo que ele era “uncoachable”.

Ano passado, o Dallas ganhou um campeonato que nem mesmo ele próprio talvez imaginasse que pudesse vencer. Venceu porque LeBron James… Bem, a história a gente já sabe.

O tempo passa, a poeira se assenta e a verdade dos fatos começa a aparecer. O título do Dallas não é levado a sério. Não sou eu que estou dizendo, é Jason Kidd. “Não somos tratados como campeões”.

Verdade, Jason, não são mesmo. E sabe por quê? Porque realmente é duro acreditar que aquele timeco do Dallas foi campeão.

Por conta desse título do Dallas, eu sempre costumo dizer: tudo é possível na NBA. Até mesmo a recuperação do Mavs nesta temporada e a repetição do título em junho próximo.

(Este post é dedicado ao meu amigo Ricardo Camilo)

Notas relacionadas:

  1. CENA EMBLEMÁTICA EM PHOENIX
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 NBA | 19:11

DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE

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Não assisti Oklahoma City x Orlando na íntegra e nada vi de Golden State x LA Clippers. Portanto, não achei justo postar qualquer coisa sobre as duas partidas.

Normalmente, eu costumo dar uma olhada no condensamento destas partidas no c… da madrugada, aproveitando-me desta cortesia no site do “League Pass”. Desta vez, nem isso eu fiz.

Fico, pois, com os comentários de vocês.

Pelo que li, alguns parceiros ficaram espantados com os 11 pontos de Dwight Howard (foto) na derrota do Orlando diante do OKC, em Oklahoma City. D12 fez 4-12 nos arremessos, o que deu um aproveitamento ridículo de 25.0%.

Ouvi um torcedor do Lakers dizer que Mitch Kupchak (gerente geral do time californiano) deveria ligar para Otis Smith (mesma função no Orlando) e dizer: “Meu velho, está na cara que D12 não quer jogar com vocês. Por isso, vamos nos reunir novamente e discutir uma troca, pois o super-homem quer vestir a 12 amarelinha”.

Não se pode concluir que D12 esteja de má vontade por conta deste jogo. Como ele mesmo disse, “vai demorar um pouco (para entrar no ritmo), porque ficamos muito tempo parados”.

Verdade, a inatividade foi longa e como D12 afirmou depois da partida, “houve pouco tempo de treinamento e apenas dois jogos preparatórios”.

Mas o que chamou a atenção foi a postura de Howard na entrevista depois da contenda em que o Orlando perdeu por 97-89: enfastiado, sussurrando, louco pra que tudo aquilo (as perguntas) acabasse logo. E seu largo sorriso, uma de suas marcas registradas, não se pôde ver em nenhum momento.

David Stern, comissário da NBA, deu sua primeira entrevista coletiva em Dallas, onde esteve para assistir ao reencontro do campeão da temporada passada contra o Miami Heat, o vice. Perguntado sobre Dwight Howard, se a NBA vai interferir de alguma forma para evitar essa migração de jogadores de mercados menores para mercados maiores, Stern afirmou que nada vai fazer.

“As coisas vão acontecer à sua maneira”, disse ele.

Ao final da temporada 2007-08, D12 assinou um contrato de cinco anos com o Orlando em troca de US$ 82,73 milhões.

Logo em seu primeiro campeonato com o bolso cheio, D12 foi vice-campeão da NBA. O Magic perdeu a decisão para o Lakers por 4-1. No ano seguinte, Howard chegou novamente à final do Leste, mas o Orlando caiu diante do Boston por 4-2. Nos playoffs deste ano, surpreendentemente, o time da Flórida foi eliminado na primeira rodada para o Atlanta por 4-2.

Depois do primeiro revés, D12 se rebela e diz que quer ir embora. Caramba, ele não é o “franchise player” do Orlando? Não é ele o cara milionário da franquia? Não é ele que tem que colocar a companhia no rumo certo? Não é ele que tem que procurar Otis Smith e fazer como Kobe faz no Lakers e pedir um time mais competitivo?

Sim, é ele.

Mas depois do primeiro revés, que veio é verdade em uma temporada em que ele brigou por melhores jogadores e reclamou do treinador (Stan Van Gundy) que não estava sendo tratado como “franchise player”, depois deste primeiro contratempo ele quer ir embora. Então, eu pergunto: por que Dwight assinou com o Orlando?

A impressão que dá é que Dwight assinou com o Magic pra encher o bolso de dinheiro e depois forçar a barra pra sair, como quase todos fazem. Eles o fazem porque seus times de origem são os únicos que podem dar a eles um contrato milionário.

O raciocínio de D12 deve ter sido: pego esta bolada e se o negócio não engrenar, crio caso e me mando. Sim, é mais fácil fazer isso do que enfrentar o desafio de fazer um time pequeno ser vencedor.

Por isso eu admiro dois jogadores em especial: Tim Duncan e Kevin Durant. Ao contrário dos Dwights Howards e Chris Pauls da vida, eles estão em uma quadra de basquete para se divertir e superar desafios. Têm caráter forjado em uma rocha impenetrável e por isso indestrutível.

Ganhar quatro campeonatos com a camisa do San Antonio, como Timmy (foto) ganhou, é apenas para esses homens.

Durant parece fazer parte desta pequena casta de jogadores decentes, de caráter, que não se unem em bandos para aniquilar os oponentes, pois solitários não passam de fracotes dignos de riso e clemência.

Como disse Michael Jordan quando LeBron James se uniu a Dwyane Wade em Miami, atitudes assim são próprias de gente sem competitividade. “Se Magic ligasse pra mim e me convidasse pra jogar com ele em Los Angeles, eu iria rir na cara dele”, disse MJ nestas ou em outras palavras. “Faria o mesmo se Larry (Bird) me propusesse isso. Meu grande barato era desafiá-los”.

Por que Dwight Howard não faz o mesmo? Por que ele não faz como Tim Duncan e transforma o Orlando em um time campeão, feito que nem mesmo Shaquille O’Neal conseguiu? Shaq que correu para Los Angeles para vestir a camisa do Lakers atrás de um anel de campeão.

Por que D12, quando olha no espelho, vê a imagem de Shaq ao invés da figura de Timmy?

Porque Dwight Howard é um fraco, como fracos foram LBJ e CP3.

Notas relacionadas:

  1. PARA DWIGHT, DURANT É MELHOR QUE LEBRON
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  3. CHRIS PAUL ACERTA COM O LAKERS. PRÓXIMO SERÁ DWIGHT HOWARD
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 NBA | 15:28

CHRIS PAUL NEGA QUE QUEIRA IR PARA O NEW YORK E ORLANDO ENTRA NA PARADA

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Opa, reviravolta no caso Chris Paul/New Orleans/New York. O jogador, no primeiro treino da equipe, realizado no Alario Center, negou que tenha pedido para ser negociado com o time da Big Apple e que só jogaria em Nova York.

“São rumores, e você não pode controlá-los”, afirmou CP3 sobre as notícias veiculadas no dia de ontem com base em artigo publicado pelo site Yahoo!Sports. “Isso sempre vai acontecer, faz parte. Mas digo que estou feliz por estar de volta com a minha equipe”.

Claro que a gente tem que ficar sempre com um pé atrás. Se os rumores fazem parte deste cenário de abertura da temporada, esconder o jogo também.

CP3 (foto) mora em Nova Orleans, jogou sempre pelo Hornets, tem o carinho dos torcedores e gosta da cidade. Não vai querer se queimar à toa.

Mas ao se posicionar desta maneira, Paul deixou entreaberta a porta para que outras equipes sonhem em conquistá-lo. E entre esses times está o Orlando; isso mesmo, o Magic.

E qual é a estratégia do time da Flórida? Cortejar CP3 usando Dwight Howard como atrativo. E se fechar com o armador do Hornets, o Orlando espera, com isso, estender o contrato de DH.

Impossível? Longe disso; o time do Orlando é forte, o ginásio é moderníssimo, a Flórida é um dos Estados mais atraentes dos EUA e Orlando é uma cidade sedutora, especialmente para jogadores da NBA.

Se vocês não sabem, lá existe um condomínio luxuosíssimo chamado Isleworth. Nele vivem celebridades do esporte e do entretenimento nos EUA, como Shaquille O’Neal, Grant Hill, Tracy McGrady, Tiger Woods, Ken Griffey Jr (ex-jogador de beisebol), o jogador de golfe Mark O’Meara, Robert Earl (um dos donos do Planet Hollywood), entre outros.

O preço das casas pode chegar a US$ 20 milhões, mas a média é US$ 7,5 milhões. O condomínio fica dentro de um dos campos de golfe mais requisitados dos EUA — não à toa Tiger Woods vive lá.

Mas CP3 pode optar por morar no mesmo condomínio de DH, o Lake Clube, que fica em Seminole County. O Super-Homem comprou há três temporadas uma casa (foto) neste luxuosíssimo empreendimento e pagou nada menos do que US$ 8 milhões por ela.

Orlando hoje tem sido o destino de muitos milionários que vivem na costa Leste dos EUA. Não faz frio de jeito nenhum: de janeiro a maio a temperatura oscila entre 21 e 28 graus; de junho a setembro a temperatura média é de 30 graus; no final do ano, esfria, mas nada de ficar batendo os dentes 24 horas por dia.

E para aqueles parceiros deste botequim que gostam de dizer que Fulano de Tal vai liderar a equipe, Beltrano não vai, digo que não liderar o Orlando não seria problema, pois em Nova York CP3 também não iria liderar o Knicks.

Paul só iria liderar o New Orleans pelo raciocínio usado por esses amigos bons de copo.

Claro que isso eu acho uma bobagem, mas respeito quem pensa diferente. O que conta é o carinho dos executivos da franquia, da torcida e bom ambiente no vestiário. Isso conta mais do que ser o maioral de um time desunido e vaiado pelos seus fãs.

E como o Orlando pretende contratar CP3? Há duas possibilidades, segundo os boatos:

1) Envolver no negócio Brandon Bass, J.J. Redick, Ryan Anderson, Daniel Orton e Jameer Nelson mais o primeiro draft do ano que vem.
2) A outra alternativa seria ceder apenas Jameer e Hedo Turkoglu.

E para aqueles parceiros que se prendem a essa história de que Dwight iria para o Lakers porque no futuro ele lideraria o time, ficar em Orlando significa ser líder sempre.

Interessante. Torço para que isso dê certo.

Vocês bem sabem a minha opinião: não gosto dos campeonatos espanhóis, italianos, ingleses, campeonatos com cartas marcadas, chatíssimos. Sim, um porre porque você sempre sabe quem pode ser campeão.

Se esse negócio se concretiza, teremos no Leste Orlando, Miami, Boston, New York e Chicago como times que podem chegar. No Oeste, Lakers, Dallas, Oklahoma City e San Antonio.

Disputa, muita disputa. Esta é a graça. Por isso, também, que o Campeonato Brasileiro de futebol é o mais emocionante do planeta.

Que a NBA seja o Campeonato Brasileiro e não o campeonato espanhol.

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  2. CHRIS PAUL É O MVP DESTES PLAYOFFS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

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