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sábado, 1 de setembro de 2012 Sem categoria | 20:22

CARDÁPIO DA NOITE DE SÁBADO ESTÁ ABERTO. ESCOLHAM O PRATO

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Boa noite aos frequentadores deste botequim. O cardápio oferece o seguinte:

1) Jerry Colangelo diz que continua na presidência da USA Basketball;
2) San Antonio abriu as portas para Brian Butch e Warren Carter treinarem e ver se dá pra aproveitá-los;
3) Sasha Vujacic não é mais namorado de Maria Sharapova;
4) Contrato de Darius Songaila com o BC Donetsk acabou e ele pode voltar para a NBA;
5) Andray Blatche, que jogou pelo Washington na temporada passada, está em conversação com o Brooklyn Nets, que também negocia com Eddy Curry;
6) Blake Griffin diz que a cirurgia no joelho foi muito bem-sucedida e ele está pronto para voltar;
7) Jacque Vaughn, novo treinador do Orlando, finalizou a comissão técnica com as contratações de James Borrego, Wes Unseld Jr., Brett Gunning, Laron Profit, Brett Gunning e Gordon Chiesa;
8) Josh Howard pode assinar com o New York Knicks;
9) Brian Scalabrine pode ser um dos assistentes de Tom Thibodeau nesta temporada;
10) Nick Collison, Thabo Sefolosha, Cole Aldrich e Serge Ibaka estão na África com o programa “Basketball Sem Fronteiras” da NBA;

Foi o que eu encontrei. Creio que até amanhã o cardápio será o mesmo.

Pergunto: qual tema vocês gostariam que eu abordasse? Ou, se eu deixei passar algo importante, me informem, por favor. Poderei falar sobre ele amanhã. Ou hoje mesmo se o assunto for de suma importância.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 19 de agosto de 2012 NBA | 15:06

RENOVAÇÃO DE IBAKA COM OKC PODE SER A PONTA DE UM ICEBERG DE PROBLEMAS

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O Oklahoma City renovou o contrato de Serge Ibaka (foto) por mais quatro anos em troca de US$ 48 milhões. Eu contei isso a vocês no post de ontem. Os torcedores ficaram eufóricos, mas os dirigentes estão apreensivos.

Isso porque, com a renovação do congolês naturalizado espanhol, o OKC tem comprometido nada menos do que US$ 42,35 milhões com apenas três jogadores: Ibaka, Kevin Durant e Russell Westbrook. E se formos adicionar a esse número o salário de Kendrick Perkins, ele pula para US$ 50,65 milhões.

Essa quantia está apenas US$ 7,39 milhões abaixo do “salary cap” desta temporada, que é de US$ 58,04 milhões. Ou seja: o OKC compromete gorda quantia de seu “cap” com apenas quatro jogadores.

E aí entra uma questão que tem tirado o sono dos dirigentes, como eu disse acima: haverá dinheiro para renovar com James Harden?

O ala-armador do Thunder tem contrato garantido até o final da próxima temporada, mas neste ano derradeiro ele será um “qualifying offer” que (até onde eu entendo esse troço do “QO” no novo CBA), o jogador escolhe se aceita ou não o último ano do contrato. Se aceitar, Harden (foto abaixo) tem direito a um aumento na ordem de 125%. Isso elevaria seu salário dos atuais US$ 7,63 milhões para US$ 17,1 milhões para a próxima temporada. E ele se tornaria um agente livre restrito, ou seja, o OKC tem o direito de igualar qualquer oferta feita a ele.

O problema é que com esses US$ 17,1 milhões, o “cap” do Thunder no ano que vem ficaria absurdamente elevado, pois somando essa quantia aos US$ 50,65 milhões já gastos com KD, West, Ibaka e Perkins, ela chegaria a US$ 67,75 milhões. Isso com apenas cinco jogadores!

A pergunta que se faz é: o OKC conseguirá fazer frente a essas despesas?

Oklahoma City, como se sabe, é um “small market”.  Não tem a força de Nova York, Los Angeles, Chicago e até mesmo Miami. O preço de um tíquete por lá é bem mais barato do que em NYC ou LA. O valor que a TV local paga pela exclusividade dos jogos da equipe no cabo é infinitamente inferior do que o Lakers fatura. E como Oklahoma City é uma cidade com apenas 1,2 milhão de habitantes em sua região metropolitana e como o time não tem a popularidade de um Lakers, Chicago ou Boston, o faturamento na venda de produtos licenciados é bem menor se comparado com as grandes franquias. Além disso, a grana levantada com a venda do “naming rights” para a Chesapeake Energy, que batizou a arena local, é de cerca de US$ 3 milhões por ano, uma merreca se comparado com os US$ 20 milhões anuais que o Nets vai ganhar da Barclays.

E tem mais; sim, tem mais: tem a “Luxury Tax”, que é a penalidade que uma franquia paga por estourar o “salary cap”. A partir da próxima temporada (2013-14), ela será de US$ 1,50 a mais por cada (desculpem a cacofonia) US$ 1,00 que exceder o “cap”. Como vimos, com apenas cinco jogadores o OKC já estoura o teto salarial em US$ 9,71 milhões. Só com eles o Thunder teria que pagar US$ 14,56 milhões de multa. Mas há um bônus de acordo com o CBA que permite uma franquia ultrapassar o “cap” em US$ 14 milhões sem ter que pagar a “Luxury Tax”. Desta forma, dá para o OKC renovar com Harden sem ter que pagar qualquer penalidade por isso.

Ma se formos levar em conta o complemento do grupo, essa quantia, que está em US$ 67,75, pode chegar a US$ 90 milhões. Como uma franquia começa a pagar a “Luxury Tax” a partir de US$ 72 milhões, esses US$ 90 milhões pulam para US$ 117 milhões, se eu não errei nas contas.

Volto a perguntar: o OKC tem como fazer frente a essa gastança toda? A realidade do Thunder, como vimos acima, não é das melhores.

Sam Presti, o GM do Thunder, é um gênio. Montou um timaço do nada, apenas recrutando jogadores do “college” ou do exterior. Mas à medida que o tempo passa, o time se valoriza e a gastança começa.

Lembro-me de um amigo que ganhou uma grana de herança do avô. Ele pegou o dinheiro e comprou uma BMW. Pagou-a à vista.

Veio a primeira revisão e meu amigo quase caiu de costas. Na segunda, quase foi à falência. Não houve terceira: ele vendeu o carro.

Será que o OKC vai ter um dia que abrir mão de seus jogadores por inadimplência? Se tiver, será uma pena. E isso deixará claro que o campeonato da NBA é mesmo um campeonato espanhol, onde apenas dois ou três têm grana pra gastar, enquanto que os outros se divertem apenas chupando pirulito.

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  2. PERKINS E IBAKA REAGEM E OKC MOSTRA QUE PODE VENCER EM MIAMI
  3. BRASIL OU EUROPA PODE SER A MELHOR OPÇÃO PARA LEANDRINHO BARBOSA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 18 de agosto de 2012 NBA, basquete brasileiro | 11:21

BRASIL OU EUROPA PODE SER A MELHOR OPÇÃO PARA LEANDRINHO BARBOSA

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O velho Trapizomba fez um questionamento a respeito da situação do Leandrinho Barbosa que motivou este post. Perguntou ele: “Sormani, quanto é que um time do NBB poderia oferecer ao Barbosa? Dependendo do valor (e eu sei que brasileiro adora pagar o que não tem…), se for próximo de 1,5 milhão de doletas, não seria uma opção nem tão ruim voltar ao Brasil? Acabaria com a sua carreira na NBA, mas pela grana valeria a pena?”

Boa pergunta. E a resposta é sim, valeria a pena voltar ao Brasil pela grana.

Vamos pegar a calculadora…

O mínimo por temporada para um veterano na NBA é de US$ 1,35 milhão. Isso daria algo em torno de R$ 2,7 milhões. Divididos por 12 meses, teríamos R$ 225 mil. Muito dinheiro? Sim, para o basquete brasileiro é muito dinheiro, mas a gente bem sabe que o Flamengo, que repatriou LB na época do locaute, fez uma parceria com o Banco BMG e assinou um contrato com o jogador com duração até o final da greve na NBA (Foto Alexandre Vidal/Fla Imagem/Divulgação).

A informação que eu tenho é que LB ganhou R$ 200 mil por mês do time rubro-negro. Só que esses R$ 200 mil eram limpinhos da silva. Não incidiu imposto algum em cima desse dinheiro, pois a gente bem sabe que atleta neste país não paga imposto, principalmente jogador de futebol.

Na NBA, todos os salários são taxados pelo IR. Os contratos são vigiados pelo governo e lá não tem choro e nem vela. Nos EUA não tem esse negócio de receber por fora. US$ 1,35 milhão, dependendo do Estado, pode levar uma abocanhada do leão do IR de até 35%. Mas pode ser de 25%, dependendo de onde o jogador estiver, pois lá existem impostos estaduais e federais.

Vamos supor que a taxação seja a mínima: 25%. Nesse caso, haveria um desconto de US$ 337,5 mil do salário de US$ 1,35 milhão. Ou seja: o jogador receberia líquido 1,01 milhão. Isso daria algo em torno de R$ 2,02 milhões por temporada, que se dividido por 12 representaria cerca de R$ 168,7 mil por mês.

Em outras palavras, se for para receber o mínimo na NBA, LB poderia arrumar mais dinheiro no Brasil numa operação semelhante a que foi feita no ano passado envolvendo Flamengo e BMG, quando o jogador amealhou R$ 200 mil mensais. Isso significa R$ 31,2 mil a mais por mês se comparado com o salário mínimo da NBA; R$ 374,4 mil a mais no total, o que representaria uma espécie de 13º salário.

Desta forma, se LB receber apenas propostas pelo mínimo na NBA, de repente ele pode faturar mais aqui no Brasil. Isso sem falar na Europa, que embora esteja em crise ainda tem dinheiro para oferecer a atletas, principalmente do calibre de LB, que tem um bom nome e enriqueceria qualquer time e qualquer liga da qual ele participasse.

Não se esqueçam que Marcelinho Huertas ganha € 2 milhões livres por temporada do Barcelona, algo em torno de R$ 4,9 milhões. Sim, eu sei, Huertas tem uma riquíssima história escrita no basquete europeu (principalmente no espanhol) e que, por conta disso, sempre será mais valorizado do que LB, que jamais atuou na Europa.

Portanto, em termos financeiros, LB pode faturar mais voltando para o Brasil ou mesmo indo para a Europa.

Aí entraria outro aspecto da abordagem do Trapizomba. Disse ele: “(Isso) acabaria com a sua carreira na NBA”.

Não creio. Há jogadores que deixam os EUA e vão para o exterior e voltam. LB tem uma história na liga profissional norte-americana. Ela não é pequena e nem tímida. Ele já foi eleito o melhor reserva da temporada e ao lado de Steve Nash, no Phoenix, barbarizou defesas adversárias. Ele pode fazer esse movimento, de ida e volta.

De repente, se nada de bom aparecer neste momento, talvez seja mesmo interessante dar uma guinada na carreira. Não acho que isso representaria um retrocesso e nem um declínio.

Como diz o velho ditado, às vezes você tem que dar um passo para trás para dar dois para frente.

RENOVAÇÃO

Mais um jogador que arruma a vida: Serge Ibaka. O ala de força assinou um novo contrato com o Oklahoma City. Ele será de quatro anos e por esse novo acordo o congolês naturalizado espanhol vai receber US$ 48 milhões…

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quinta-feira, 16 de agosto de 2012 NBA | 00:33

FUTURO SERÁ DE JOGADORES DE MÚLTIPLAS FUNÇÕES COMO MIAMI E A SELEÇÃO DOS EUA MOSTRARAM

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A discussão ainda é tímida nos EUA, mas pode aumentar ao final da próxima temporada se o Lakers não for campeão e o Miami bisar o feito. E qual é a discussão? Se de fato tamanho é documento.

Depois que o Miami foi campeão jogando sem pivô, com LeBron James e Shane Battier fazendo o papel do ala de força sem serem ala de força e com Chris Bosh jogando no pivô sem ser pivô, agora foi a vez de a seleção dos EUA mostrar isso nos Jogos Olímpicos.

O selecionado norte-americano levou apenas Tyson Chandler para Londres. Mas pouco usou-o. Usou-o, aliás, como o Miami usou Joel Anthony e Ronnie Turiaf. Ou seja: colocou-os em quadra apenas em casos extremos.

Miami e a seleção dos EUA trocaram os brutamontes por jogadores talentosos, rápidos e versáteis. O Miami superou o Oklahoma City de Kendrick Perkins e Serge Ibaka, enquanto que os EUA bateram a Espanha do mesmo Ibaka e dos irmãos Gasol.

E por que o Lakers pode contrariar essa tendência? Porque acabou de apostar em um pivô de ofício: Dwight Howard. Se o time californiano ganhar o título desta temporada e D12 tiver papel importante, se for dominante e decisivo para a conquista, poderá abafar essa discussão que começa a ganhar corpo.

Quem frequenta esse botequim sabe o que eu penso. Sabe que estou cantando essa bola há algum tempo. Jogador com função limitada em quadra estará em desuso num futuro não muito distante. Mesmo que o Lakers ganhe o campeonato e D12 seja decisivo ao lado de Kobe Bryant, ainda manterei minha opinião de que o basquete moderno reservará espaço apenas para os jogadores de múltiplas funções em quadra.

Sempre menciono a situação dos armadores. Esse tipo de jogador, que foge da cesta, que se engana ao achar que sua função única é organizar o jogo, esse jogador também tenderá a desaparecer no futuro. Organizar o jogo os talentosos e versáteis também o farão. Vejam o caso do próprio Miami, que usa LeBron na armação, ele e Dwyane Wade, reservando a Mario Chalmers e Noris Cole, os dois armadores do time, espaço mais reduzido.

Rajon Rondo cresceu dramaticamente de produção na temporada passada por quê? Exatamente porque entendeu que esse negócio de fazer três pontos e dar 17 assistências não é muito produtivo. Jogador tem que pontuar, dar assistência e pegar rebotes, tudo isso num nível semelhante, com intensidade, como fazia Magic Johnson no passado e agora Rajon faz no presente. Ele e LeBron James.

Por que LBJ está sendo olhado e cotado para ser o maior jogador depois da era Michael Jordan? Exatamente por conta disso, exatamente porque ele faz de tudo em quadra e com muita intensidade: pontua, dá assistência, pega rebotes, defende, ataca e joga em quatro posições — talvez nas cinco se for preciso. É o exemplo mais bem acabado do jogador talentoso, rápido e versátil.

A discussão, como disse, ainda é tímida, mas creio que será amplificada com o tempo. Pois acredito piamente que o futuro será dos jogadores talentosos, rápidos e versáteis.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 18 de junho de 2012 NBA | 11:43

PERKINS E IBAKA REAGEM E OKC MOSTRA QUE PODE VENCER EM MIAMI

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Não houve necessidade alguma de Scott Brooks sacar Kendrick Perkins do time. A mudança veio com o próprio jogador. Mais ativo e atento no ataque, o pivô do Oklahoma City anotou oito pontos no primeiro tempo (igualou a pontuação dos dois jogos anteriores), pegou sete rebotes (quatro deles no ataque) e, com isso, o Thunder não se viu encaixotado pelo Miami no início da partida (como havia acontecido nos dois jogos anteriores). Levou o jogo no pau até o soar definitivo da buzina.

E mais: Serge Ibaka marcou mais em cima Shane Battier, esquecendo-se um pouco da ajuda a Perkins no garrafão. E o resultado foi que Battier, ao invés dos 17 pontos que fez em cada um dos dois jogos anteriores, anotou nove. No primeiro jogo da final arremessou quatro bolas de três; no segundo, cinco. Ontem, só duas.

A mudança de comportamento desses dois jogadores fez com que o OKC disputasse em pé de igualdade a partida do começo ao fim, ao contrário do que ocorreu nos dois jogos anteriores, quando o Thunder foi um desastre nos dois quartos iniciais. Um pivô que entrou em quadra com o ego machucado depois de ter lido e ouvido críticas a respeito de sua produtividade ofensiva. Um ala de força envergonhado por estar perdendo a batalha diante de um jogador que atua improvisado na posição.

Isso, apenas isso, repito, fez o OKC mudar da água para o vinho. Ontem, finalmente, pudemos ver um Thunder bem mais próximo daquele Thunder que passou por cima de Dallas, Lakers e San Antonio e chegou com méritos a esta final.

Perdeu, é verdade, perdeu por 91-85, mas deixou claro que pode recuperar o mando de quadra em um dos dois próximos jogos em Miami. O Heat vai ter que fazer ajustes para não passar o sufoco que passou ontem à noite, quando chegou a ficar dez pontos atrás no marcador durante o terceiro quarto.

Ótimo! A série estará garantida.

NÚMEROS

Ontem Russell Westbrook não arremessou 25 bolas contra a cesta adversária. Foram 18. Sete a menos. Mesmo assim o OKC perdeu. Kevin Durant arremessou 19 bolas, uma a menos do que no jogo um e três a menos do que no jogo dois. Mesmo assim, o OKC perdeu.

E por que perdeu? Muito pode ser explicado pelo baixo aproveitamento do OKC nos lances livres: 15-254 (62,5%). Enquanto isso, o Miami fez 31-35 (88,6%).

Mas tem mais: Kevin Durant jogou 6:19 minutos no terceiro quarto. Jogou menos do que o habitual porque cometeu sua quarta falta a 5:41 minutos do final. O OKC vencia a partida por 60-54. Daquele momento até o final, o Heat fez uma corrida de 15-7, recuperou-se no jogo, fechou o terceiro período na frente em 69-67 e entrou embalado no último quarto, vencendo-o por 22-18, fechando a partida em 91-85.

Foi o segundo jogo consecutivo que Durantula tem problemas com as faltas. Isso é grave, pois o OKC precisa dele em quadra e não sentado no banco de reservas, carregado de faltas.

COLAPSO

A falência do OKC no jogo se dá exatamente a partir da saída de Kevin Durant do jogo a 5:41 minutos do final do terceiro quarto. Somando esse tempo aos 12 minutos do quarto derradeiro, o Thunder teve um desempenho muito ruim. Além de ter perdido a vantagem de dez pontos no marcador (64-54, atingido logo depois de KD ir para o banco), a equipe anotou apenas 21 pontos em 16:30 minutos, com um aproveitamento de 7-25 nos arremessos (28,0%). Além disso, cometeu sete erros nesse espaço de tempo.

Convenhamos, não dá para vencer com um desempenho desses no momento crucial da partida, por mais que Kendrick Perkins e Serge Ibaka tenham mudado seus comportamentos.

MAGINÍFICOS

Novamente os Três Magníficos do Miami brilharam.

Novamente LeBron James (foto Getty Images) voltou a se destacar. LBJ marcou 29 pontos e foi o cestinha do time e do jogo. Pegou incríveis 14 rebotes, cinco deles de ataque.

Novamente Dwyane Wade jogou num nível que dele se espera. Fez 25 pontos, quatro a menos que LBJ, e ajudou ainda com seus sete rebotes e sete assistências. Nos dois últimos jogos, ou seja, nas duas últimas vitórias do Miami, D-Wade acumula médias de 24,5 pontos, 6,5 rebotes e 6,0 assistências. Números consistentes.

Novamente Chris Bosh voltou a mostrar que a contusão no abdômen é fato que pertence ao passado. Ontem foram dez pontos (3-12, esse foi o problema) e 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Teve ainda dois tocos. Jogou 37:06 minutos. Nos dois últimos cotejos, quando recuperou o status de titular do time, CB1 ficou em quadra uma média de 39:04 minutos.

Os três juntos anotaram 64 dos 91 pontos do Miami. Ou seja, 70,3%.

EXTRA

No jogo passado, vitória em Oklahoma City, o banco do Miami fez oito pontos. Ontem, dobrou a pontuação. O maior responsável por isso foi James Jones, que ajudou com meia dúzia. Jones tem entrado aos poucos no time e tem correspondido. Em OKC foram apenas 5:35 minutos; ontem, 12:14. A continuar assim, merecerá mais minutos no jogo de amanhã, o que possibilitará a LBJ e D-Wade entrarem mais descansados no último quarto, quando tudo se resolve na maioria dos casos. E ontem, descansado, LBJ jogou os 12 minutos finais em cima KD e limitou o ala do OKC a apenas quatro pontos, ele que tinha marcado 17 no primeiro jogo e 16 no segundo.

XADREZ

Esta série final tem sido como um jogo de xadrez. Erik Spoelstra tem sido mais esperto que Scott Brooks, pois mexe melhor suas peças. Ontem, o técnico do OKC deu sinais de que não está derrotado.

Aguardemos, pois, pelos próximos capítulos.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 16 de junho de 2012 NBA | 14:21

KENDRICK PERKINS COMPROMETE OKLAHOMA CITY NESTE ‘NBA FINALS’.

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O mundo está criticando Russell Westbrook por conta de seu desempenho no segundo jogo da série contra o Miami. Quem puxa a fila é Magic Johnson. Comentei o tema ontem (se você não leu, clique aqui). Meu xará Fabio Balassiano também fala com propriedade sobre o assunto. Vai igualmente na linha de Magic (clique aqui).

Embora ambos não tenham dito taxativamente que West foi o responsável pela derrota, atribuíram a ele boa dose de culpa pelo revés. Eu, no entanto, vejo a questão sob outro prisma. Creio que a discussão não deva ser feito em cima do armador do OKC, que tem médias de 27,0 pontos, 9,0 assistências e 8,0 rebotes nestas finais. Quase um “triple-double”. A discussão, a meu ver, tem que ser em cima de outro jogador que, discretamente, tem comprometido o Thunder. E nos dois jogos. Seu nome? Kendrick Perkins.

O pivô do OKC (foto Getty Images) tem sido um desastre até o momento na série final da NBA. Nesta decisão, tem médias de 4,0 pontos, 7,5 rebotes e 0,0 assistência. Com ele em quadra, o OKC perde para o Miami. E isso tem ocorrido por conta dos inícios dos prélios.

No primeiro quarto do jogo 1 desta série final, o Heat fez 24-15 com Perkins no jogo. Ele saiu a 2:44 minutos (jogou 9:16 minutos) do final. No segundo quarto, atuou 6:01 minutos e o OKC fez 17-13. No terceiro, Perkins jogou mais 9:25 minutos e quando saiu, a 2:34 minutos do final, o OKC tinha feito 19-17. No último quarto, com o OKC na frente em 74-73, Perkins não jogou. E o Thunder fez 31-21 para fechar a partida em 105-94. Resumo da ópera: com Perkins jogando o Miami venceu o OKC por 54-51, sendo que o quarto inicial foi o responsável por essa debacle.

No segundo jogo o cenário foi devastador. O Miami iniciou com um 21-6 até Scott Brooks tirar Perkins de quadra, a 3:40 do final (atuou por 8:20 minutos). Ficou todo o segundo no banco, que terminou empatado em 28 pontos. No terceiro, Perkins jogou 11:03 minutos e o OKC fez 22-21. No último período, ele só entrou a sete segundos do final, quando LeBron James bateu os dois lances livres que confirmaram a vitória do Miami. Nele, igualmente sem Perkins, o OKC venceu o Heat por 29-22. Ou seja: no segundo jogo, com Kendrick em quadra, o Heat venceu o Thunder por 42-28.

O que mais compromete, como disse, são os inícios dos jogos. Nos dois confrontos realizados até agora, o Miami fez 45-21. No primeiro embate, o Thunder encontrou fôlego para reverter o marcador; no segundo, faltou ar.

Por que Perkins compromete? Porque não faz absolutamente nada no ataque. É peso morto.

No primeiro jogo, no quarto inicial, quando o Miami fez a tal da corrida em 24-15 com Perkins jogando 9:16 minutos, o pivô do OKC zerou na pontuação e pegou três rebotes defensivos. No segundo, nos 8:20 minutos em que participou da partida no quarto inicial, novamente não pontuou, embora tenha pegado seis rebotes (três deles ofensivos).

Como digo sempre, jogador tem que pontuar. Jogador que não pontua, não adianta. Limita a ação ofensiva de seu time, pois o adversário tem que marcar quatro ao invés de cinco jogadores.  Costuma flutuar em cima dele, facilitando a dobra nos outros quatros atletas.

O Miami não tem pivô. Às vezes joga com Chris Bosh e Udonis Haslem juntos. Em outras situações, com um dos dois e LeBron James ou Shane Battier como ala de força. Mesmo assim, Perkins não consegue tirar proveito de seu tamanho e de sua força diante dos “baixinhos” do Miami. Terminou o primeiro jogo com apenas quatro pontos; no segundo, repetiu a dose. E no jogo 2, não foi de grande valia nem na defesa, que, dizem, é seu forte. O Heat fez 48-32 nos pontos no garrafão.

FUTURO

Assim como no futuro, a meu ver, vão desaparecer os armadores obtusos, aqueles que acham que sua função é primeiro servir para depois pontuar (não existe ordem nenhuma durante uma partida. O armador tem que sentir o jogo e ver o que tem que ser feito: ou pontuar ou armar. O desenho do embate é que vai dizer isso. O que o armador tem que ter é sensibilidade para fazer a leitura correta do jogo), assim como no futuro vão desaparecer os armadores obtusos, esses pivôs que não sabem atacar, que apenas marcam, tenderão a desaparecer também.

Volto a dizer: jogador que não sabe o que fazer com a bola nas mãos não serve. É como relógio que atrasa: não adianta. Jogador de basquete, como está sempre no ataque e na defesa (ao contrário do futebol), tem que saber jogar no ataque e na defesa. Defender é importante; atacar também. Mas jogador que está na NBA e que participa de time que está na final da liga, tem que saber fazer as duas coisas. Perkins não consegue. Faz apenas corta-luz e briga por rebotes. Muito pouco.

O Miami ataca sempre com cinco jogadores. Os que estão em quadra sabem pontuar. O Heat não tem um jogador desses, como Perkins, que não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos e tem o dever de encestá-la, pois o horizonte se abre a ele.

Para valer a pena um jogador desses jogando, ele tem que fazer coisas extraordinárias. Ano passado, o limitado Tyson Chandler (foto Getty Images) defendeu muito. Ajudou nos “screens” e pontuou algumas vezes aproveitando-se do “pick’n’roll”. Mas o que Chandler fez mesmo foi compensar sua inabilidade ofensiva com muita defesa. Perkins, até o momento, não consegue ser o Tyson Chandler do OKC. Como vimos, pois com ele em quadra o Miami está à frente no marcador.

Desta forma, se eu fosse Scott Brooks, começaria o jogo deste domingo (21h de Brasília) com Kendrick Perkins no banco. Sairia com West, Thabo Sefolosha, James Harden, KD e Serge Ibaka. Colocaria Nick Collison no rodízio quando o Miami escalar Chris Bosh e Udonis Haslem ao mesmo tempo. E usaria Derek Fisher no rodízio dos alas. Faria como o Miami, que usa basicamente sete jogadores: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James, Chris Bosh, Udonis Haslem e Norris Cole.

O Heat parece ter achado sua formação ideal. Quase venceu o primeiro jogo destas finais e ganhou o segundo. O OKC tem que fazer o mesmo. Caso contrário, pode se complicar na busca do título inédito depois do novo batismo.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 3 de junho de 2012 NBA | 13:28

KEVIN DURANT ATROPELA O SAN ANTONIO NO ÚLTIMO QUARTO E OKC EMPATA A SÉRIE EM 2-2

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Foi o jogo de Kevin Durant; ou melhor, foi o quarto de KD. O último. Ele marcou nada menos do que 18 de seus 36 pontos neste período e liquidou com a defesa do San Antonio. E esses 18 tentos significaram também recorde na carreira do ala em se tratando de último quarto de um jogo de playoff.

O jogo estava duro, disputado, no pau, com o SAS no espelho retrovisor do OKC, procurando uma brecha pra tomar a dianteira. Mas Durantula não deixou. Sozinho, com seu talento, sem esquema tático nenhum, apenas a expressão pura de seu talento, nada além disso, ele foi lá e resolveu. Pedia a bola. Recebia. Driblava. Arremessava. E pontuava.

Kevin Durant (foto Getty Images) ganhou o jogo para o Oklahoma City Thunder. A vitória de 109-103 tem que ser atribuída a ele.

TÁTICA

Gregg Popovich armou uma tática muitíssimo interessante para tentar surpreender o OKC. Apertou a marcação em Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, contando que os outros não dariam conta do recado. Mas eles deram.

Serge Ibaka esteve soberbo. Marcou nada menos do que 26 pontos e acertou 11 de seus 11 arremessos. Kendrick Perkins fez 15 pontos! Isso mesmo, 15 pontos; dá pra acreditar? E os oito de Nick Collison foram igualmente importantes. Os três combinaram para 49 pontos, acabando com a estratégia de Popovich.

Nos três primeiros quartos, KD, West e Harden fizeram, juntos, 26 pontos. Ibaka, Perkins e Collison tinham 43.

Mas aí veio o último quarto…

PERIGO 1

Russell Westbrook está rateando nesta final de conferência. Nos quatro primeiros jogos tem média de apenas 15,2 pontos. Mas o ruim da história é o seu aproveitamento: 34,3%; 24-70.

Na série contra o Lakers, o aproveitamento de West foi de 48,5% e diante do Dallas foi de 45,3%.

Sinal de alerta tem que estar ligado. Se West melhorar seu aproveitamento, o OKC pode surpreender o SAS fora de casa. Caso contrário, fica difícil.

HISTÓRIA

Aos mais jovens eu conto uma rápida história.

Tim Duncan, há alguns anos, tinha trauma de ir à linha de lance livre. Era muito ruim seu aproveitamento. Seu pior momento foi na temporada 2003-04: 59,9%. Foi aí que começou seu bloqueio. Mas Timmy, persistente que é, não parava de treinar. Por isso, na temporada seguinte o desempenho melhorou: 67,0%. Mas continuava ruim. Em 05-06, caiu novamente: 62,9%. Os treinamentos não estavam surtindo efeito. Ou será que era o pavor de ir à linha de lance livre que o incomodava? Em 06-07 ele fez 63,7%. Foi então que Timmy mudou seu posicionamento na linha fatal: fechou os pés, encontrando os bicos, formando um ângulo de uns 45 graus. Posicionamento horrível do ponto de vista estético. Mas ele começou a acertar os lances livres. Seu melhor momento foi no campeonato seguinte, quando teve aproveitamento de 73,0%. De lá pra cá, fica mais ou menos em torno disso.

História contada, voltemos ao presente. No jogo de ontem, Timmy foi muito mal na linha do lance livre: 3-7 (42,8%). Desempenho digno de DeAndre Jordan ou Reggie Evans.

Por conta disso, acho que Scott Brooks poderia tentar um “Hack-a-Shaq” em cima de Tim Duncan no próximo jogo em San Antonio se o OKC estiver em desvantagem ou vendo sua vantagem ser ameaçada. Se o desempenho de ontem foi fruto de novo trauma, a tática pode surtir efeito.

SHOW

A cada jogo que passa eu fico mais fã de Kawhi Leonard. O “rookie”, descoberta do GM R.C. Bufford, fez 17 pontos. E ajudou na marcação de Kevin Durant, anulando o ala do OKC em boa parte do jogo. No final, não obteve sucesso, pois KD fez o que fez, como sabemos. Mas não foi apenas Kawhi quem fracassou no final: Durantula foi marcado também por Manu Ginobili e Stephen Jackson.

Mas, volto a dizer, sou fã de carteirinha de Kawhi, 15ª escolha no draft passado.

PERIGO 2

Tiago Splitter foi novamente um fiasco. Jogou apenas 5:34 minutos. Saiu zerado de quadra. Perdeu tempo de quadra para DeJuan Blair, que jogou 9:36. Nos dois primeiros jogos da série, Blair esquentou o banco o tempo todo.

Se o catarinense não melhorar, será ele — e não Blair — a esquentar o banco do SAS nos próximos jogos.

E tinha gente neste botequim que dizia que Splitter era melhor que Nenê e Varejão.

Notas relacionadas:

  1. MINHA CONSCIÊNCIA PESA QUANDO O ASSUNTO É OKLAHOMA CITY E KEVIN DURANT
  2. SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE
  3. SAN ANTONIO FAZ 2-0 NA SÉRIE E DÁ SINAL DE QUE ELA PODE SER CURTA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 1 de junho de 2012 NBA | 01:53

OKLAHOMA CITY SURRA SAN ANTONIO E QUEBRA INVENCIBILIDADE DE 20 JOGOS DO ADVERSÁRIO

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Foi na defesa que o Oklahoma City parou o San Antonio na vitória por 102-82. Limitou os texanos a apenas 39,5% de seus arremessos; induziu-os a incríveis 21 erros; Thabo Sefolosha, que não vinha bem na série, tirou a barriga da miséria ao roubar seis bolas dos adversários, além de ter subtraído muito do jogo de Tony Parker; isso tudo sem falar que o OKC trancou o garrafão e permitiu ao SAS apenas 24 pontos, sendo que nos dois jogos anteriores o Spurs tinha anotado, respectivamente, 50 e 42 pontos. E pra finalizar, nos dez jogos feitos até então pelo SAS nestes playoffs, o time tinha uma média de 104,1 pontos por jogo. Nesta quinta-feira anotou apenas 82, como vimos.

Foi na defesa, como disse, mas é claro que não adianta nada defesa forte e ataque estéril. O próprio Sefolosha (foto Getty Images), que ao roubar seis bolas do adversário igualou o recorde da franquia, foi à frente e anotou 19 pontos. Com uma contribuição valiosa e inesperada dessas, Kevin Durant não precisou fazer mais do que 22 pontos. Isso porque Serge Ibaka também ajudou na pontuação e cravou nada menos do que 14 tentos na cesta adversária. Por conta disso também os dez pontos de Russell Westbrook foram suficientes, bem como os 15 pontos de James Harden.

O fato é que o OKC deu uma aula de basquete. Você esperava por isso? Eu não. Vejam: não estou dizendo que não esperava por uma vitória do Thunder; o que eu disse é que não esperava por uma goleada dessas. O placar final da partida, já vimos,  foi 102-82; 20 pontos de diferença. Mas ela chegou a 27, maior diferença da série, diga-se, pois no segundo jogo deste confronto, no Texas, o SAS abriu 22.

No começo de tudo, cheguei a pensar que o Spurs fosse abrir 3-0 neste confronto. O time fez um ótimo primeiro quarto, vencido 24-22. Tudo estava indo bem até que começou o segundo período. Nele, o Oklahoma City fez 32-17 e nunca mais perdeu a vantagem criada.

Tim Duncan, que no jogo passado teve um baixo aproveitamento nos arremessos (2-11), nesta quinta-feira fez 5-15. Ou seja: nos dois últimos jogos, Timmy teve um pobre desempenho 7-26 (26,9%). Foi controlado por Kendrick Perkins, Ibaka, Nick Collison e pela marcação dobrada. Isso tudo ele já enfrentou na vida e na maioria das vezes conseguiu se livrar. Está sendo mais difícil agora. Timmy precisa acordar, caso contrário ficará complicado eliminar o OKC. Nesta partida ele jogou só 26:01 minutos. Espertamente, vendo que a vaca tinha ido pro brejo, Gregg Popovich mandou-o para o banco. No primeiro tempo, Duncan jogou 18:16 minutos. No segundo 7:45, tudo no terceiro quarto, pois no último nem em quadra entrou. Fez certo Popovich, pois, como disse, Timmy é importantíssimo para o sucesso do SAS.

Mas nem tudo foi ruim para o grandalhão do SAS. O bom da história desta quinta-feira foram os cinco tocos que ele deu na partida. Com eles, Timmy passou a ser o jogador que mais tocos deu em toda a história da NBA considerando-se os jogos de playoffs. Chegou a marca de 477, um toco a mais do que Kareem Abdul-Jabbar, até então o líder neste fundamento nesta fase decisiva do campeonato.

Agora, por falar em pivô, o nosso Tiago Splitter não esteve bem. Apenas um ponto e dois rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme; mas dois erros. Cometeu rapidamente três faltas e foi para o banco. Por conta disso, jogou só 5:44 minutos no primeiro tempo. Voltou no terceiro quarto e atuou mais 4:15. No último, não jogou. Quem jogou foi DeJuan Blair, que nem em quadra entrou nos dois primeiros cotejos. Blair marcou dez pontos e pegou seis rebotes. Mas não se impressione: ele jogou o “garbage time”; ou seja, enfrentou a baba do OKC. Além disso, o QI de basquete de Splitter é muito superior ao de Blair. E nas jogadas montadas por Popovich para favorecer principalmente a genialidade de Manu Ginobili, Splitter tem papel importante, como já disse, especialmente no corta-luz e também no “pick’n’roll”. Agora, Splitter precisa abrir os olhos, pois se continuar improdutivo como neste terceiro prélio cai em desgraça com o treinador.

Bem, foi apenas mais um jogo. Jogo excelente para o Oklahoma City e péssimo para o San Antonio. Tem muito mais ainda pela frente. A série já garantiu pelo menos cinco partidas. O time texano chora a derrota e a perda de invencibilidade de 20 jogos. Está mordido, ferido. E cutucar times desse gabarito nunca é bom. Por outro lado eu pergunto: o que deveria fazer o OKC? Perder o jogo? Claro que não; o OKC fez o que tinha que ser feito: surrou o todo-poderoso SAS e deixou claro que se for para entregar esta série, não será de mão-beijada.

Notas relacionadas:

  1. MINHA CONSCIÊNCIA PESA QUANDO O ASSUNTO É OKLAHOMA CITY E KEVIN DURANT
  2. OKLAHOMA CITY JOGA O MELHOR BASQUETE DA NBA NO MOMENTO
  3. SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE
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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 16:23

TYSON CHANDLER, MELHOR DEFENSOR DA TEMPORADA, NÃO ESTÁ NO QUINTETO DOS MELHORES MARCADORES

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Essa é boa e eu não posso deixar de contar pra vocês. Tyson Chandler, eleito o melhor defensor desta temporada, não está no quinteto dos melhores marcadores desta temporada.

Pode?

Sim, pode; tanto pode que isso aconteceu.

Então eu pergunto: onde está o erro? Na escolha de Chandler como melhor defensor pelos jornalistas ou a opção dos técnicos por Dwight Howard para o melhor quinteto?

Risível.

Eu eu me divirto.

O quinteto titular dos melhores defensores é este:

Chris Paul (Clippers)
Tony Allen (Memphis)
LeBron James (Miami)
Serge Ibaka (Oklahoma City)
Dwight Howard (Orlando)

Ah, sim, Serge Ibaka, que pra mim foi o melhor marcador desta temporada, está no quinteto titular.

Eu me divirto.

Notas relacionadas:

  1. CHRIS PAUL PEDE TYSON CHANDLER PARA IR PARA CLIPPERS OU GOLDEN STATE
  2. AND THE OSCAR GOES TO… O BOTEQUIM ELEGE OS MELHORES DA TEMPORADA. CONFIRA!
  3. CHANDLER É ELEITO MELHOR ZAGUEIRO DA NBA. TENHO DÚVIDAS
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sábado, 19 de maio de 2012 NBA | 13:00

EM NOITE RUIM, LANCES LIVRES LIVRAM A CARA DE KOBE E LAKERS VENCE OKC

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O Lakers respira. Respira graças à mão calibrada de Kobe Bryant quando o assunto foram os lances livres. Kobe (foto Getty Images) foi um gigante no final da vitória de ontem diante do Oklahoma City por 99-96. De seus últimos dez pontos, oito foram feitos na linha fatal. KB colocou a bola debaixo do braço no ocaso da partida e disse: o jogo é meu,  vou ganhá-lo pra vocês. E com ela debaixo do braço chamou as faltas que queria, para bater os lances livres que o time precisava. Com isso, o Lakers venceu e diminuiu o déficit em relação ao OKC, que agora lidera a série por 2-1. Foi, aliás, a primeira derrota do Thunder nestes playoffs.

O desempenho de Kobe ao longo do cotejo, no entanto, não foi bom. Tomou seis tocos e cometeu muitos erros. A estatística da contenda fala em dois equívocos e quatro tocos, mas quem viu o jogo viu também que Kobe errou muito mais do que isso e foi barrado nos arremessos mais do que este quarteto de vezes.

Eu já falei sobre isso aqui neste botequim: não confio muito na estatística da NBA. Ela, como os árbitros, protege os grandes jogadores. O conceito de assistência, por exemplo, é muito vago. Um protegido passa a bola para o companheiro, esse recebe-a, sai da marcação e arremessa acertando o alvo: assistência contada. Se é um mané que passa a bola e o companheiro faz o mesmo, a estatística não conta.

Em 2004, em Oakland, vendo um jogo entre Golden State e Denver (Erick Dampier e Nenê Hilário quase saíram no tapa), fui seguindo Nenê. Ao final da peleja, tinha computado um número X de rebotes para ele. Quando recebi o “box score” do jogo, vi que ele tinha dois rebotes a menos. Estranhei. No vestiário, conversando com o são-carlense, comentei o assunto. E perguntei: será que os caras mudam os números? Nenê preferiu não responder, mas deu um sorriso maroto revelador.

Ontem aconteceu o mesmo em relação a Kobe. Em determinado momento do jogo, eu estava aflito, pois KB não conseguia atacar. Levava toco ou perdia a bola. Na estatística, como disse, aparecem quatro tocos levados durante a partida. Eu computei seis. Será que dois deles a estatística entendeu que foram “air ball”? Sei lá. E os erros? Onde foram parar os outros enganos de Kobe? Sei lá.

Kobe ganhou o jogo, mas uma vez mais foi mal nos arremessos de quadra. Fez 9-25, exatamente a mesma marca da segunda partida da série, em Oklahoma City. Neste confronto, está com aproveitamento de 36,7% nos arremessos, pois errou 43 de suas 68 tentativas.

Kobe poderia ter tido mais dificuldades no final e o OKC poderia ter vencido se Scott Brooks tivesse deixado Kevin Durant em sua marcação nos momentos derradeiros. Quando Durant desempenhou esse papel, o aproveitamento de KB foi muito ruim. Quando James Harden ou mesmo Russell Westbrook estavam marcando, Kobe se deu melhor. Thabo Sefolosha teria sido outra boa alternativa. Mas o suíço ficou no banco todo o quarto final.

Outra observação: Andrew Bynum fez 2-13. Assim como Kobe, conseguiu um duplo dígito na pontuação por conta dos lances livres: 11-12. Pergunto: o que Kendrick Perkins fazia em quadra no quarto final? Marcando um jogador que não estava levando o menor perigo quando tinha a bola nas mãos? Por outro lado, vale a resposta: Bynum estava mal exatamente porque Perkins não o deixava jogar. Valia fazer um teste e deixar Perkins de fora por alguns minutos e ver como Bynum se comportaria sendo marcado por Serge Ibaka, com Durant vigiando Pau Gasol. Com isso, Derek Fisher ou mesmo Sefolosha poderia estar no jogo e serviriam de opção ofensiva ao OKC. Perkins, ofensivamente falando, é quase nulo. Marcou apenas quatro pontos no quarto final, sendo que dois deles saíram de lances livres e os dois derradeiros nos segundos finais, quando Bynum correu em cima de Durant para dobrar a marcação e Perkins ficou sozinho. Além disso, o pivô do OKC não pegou nenhum rebote no último quarto. Perkins terminou a partida com seis pontos e dois rebotes. Deu quatro tocos, é bom registrar, pois o número é significativo e importante. Mas, resumo da ópera, creio que seria válido Brooks pensar no OKC em jogos como este sem Perkins em quadra nos momentos derradeiros, pois ele, como disse, é nulo atacando.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, no último domingo, Rubén Magnano, um dos maiores da atualidade, técnico (felizmente) da nossa seleção, disse o seguinte: “Sou um treinador cujo foco maior é o aspecto defensivo. Quando eu era mais jovem, diziam que o basquete era 70% defesa e 30% ataque, ou 80% e 20%. Não, basquete é 50% e 50%”. É isso mesmo: se não houver equilíbrio, não tem jeito. De que adianta ter um cara como Kendrick Perkins em quadra se ele não sabe pontuar? Ou: de que adianta ter um cara em quadra que não sabe defender? A menos que sejam gênios, como foram Dennis Rodman e Oscar Schmidt.

Perkins não é gênio. É apenas um bom marcador, mas que deixa o time com quatro atletas em quadra quando ele ataca. E no ataque, seus corta-luz, se bem observado pela arbitragem, são quase todos faltosos. Se marcados, comprometeria muito a ofensiva da equipe.

Hoje tem mais. Isso mesmo, hoje tem mais: 23h30 de Brasília. Dois jogos seguidos. Alguém perguntou: como o Lakers, um time mais velho que o OKC, se comportou quando jogou seguidamente? Foram 24 jogos nesta situação e o desempenho foi de 12-12. Portanto, nada a temer, muito embora em playoff o desgaste seja muito maior.

Hoje é dia novamente para irmos dormir lá pelas 3h da madrugada. E espero que seja como ontem, com os times trocando liderança no marcador a cada ataque. Que seja como ontem, quando o jogo parecia estar sendo jogado seguindo um roteiro de Hollywood.

Por causa de partidas como a desta madrugada que eu digo sempre que quem criou o bordão “I Love This Game” é um gênio. Neste caso, no ataque e na defesa.

IGUALDADE

O Philadelphia igualou a série diante do Boston com a vitória de 92-83. Esta quarta partida, no entanto, em seu começo dava a entender que os verdinhos sairiam vencedores novamente. Mas o C’s parece ter gastado toda sua munição no primeiro quarto, quando fez 24-12. Fechou o primeiro tempo na frente em 46-31. Mas veio o segundo tempo e como os caras do Sportscenter gostam de dizer, “second half: different half, different history”.

O Sixers fez uma corrida de 61-37 e venceu o jogo. Venceu impulsionado por Andre Iguodala (foto Getty Images) e Lou Williams, este vindo do banco. Ambos anotaram 26 pontos, divididos igualmente durante o período. Venceu porque esteve bem no aproveitamento dos chutes nesta etapa final (22-43; 51,2%), venceu porque pegou mais rebotes nestes 24 minutos derradeiros (28-17), venceu porque foi um time mais solidário (14-9 nas assistências), venceu porque errou menos (4-8) e venceu principalmente porque seu banco foi muito mais profícuo, vencendo o duelo contra os reservas do Boston por 34-7.

O confronto, como disse, está empatado em 2-2. A série volta para Boston. Depois retorna para a Filadélfia e, se preciso, termina em Massachusetts. Vai ser mesmo preciso?

REFLEXÃO

O ótimo site “Jumper Brasil” escreveu um texto ontem dizendo, entre outras coisas, que se o Miami perder seus Três Magníficos torna-se um time comum. Mas eu perguntei a eles: e os outros não ficam também?

Se tirarmos Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum, o que sobra do Lakers? Se tirarmos Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, o que resta do OKC? E se tirarmos Rajon Rondo, Paul Pierce e Kevin Garnett, o que podemos aproveitar do Boston? Se subtrairmos Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, o que ficará do SAS? No Chicago, nem precisa tirar três, tira-se Derrick Rose e Luol Deng, o que podemos aproveitar? E o Clippers sem Chris Paul e Blake Griffin, como fica?

Portanto, mais do que o elenco de apoio, os “Big Three” têm que funcionar. Se eles funcionarem, os que gravitam a seu redor tornam-se importantes aos olhos de todos. Se não funcionarem, viram porcarias.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
  2. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
  3. EM NOITE DE GALA DE LEBRON JAMES, MIAMI VENCE LAKERS E MANTÉM TABU
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