Seleção Brasileira | Fábio Sormani

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009 NBA, basquete brasileiro, outras | 16:17

A MORTE DO GIGANTE

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Emil Rached morreu esta manhã em Campinas. Tinha apenas 66 anos.

Muitos – senão a totalidade – de vocês já ouviram falar do gigante brasileiro que media 2m20 de altura. Vestiu a camisa do Palmeiras, Corinthians e Botafogo, entre outras equipes, de 1964 a 1980.

Em 16 anos de carreira, atuou em apenas 18 partidas com a camisa da seleção brasileira, mesmo tendo 2m20 de altura. Marcou 114 pontos, o que dá uma média de 6.3 por jogo.

Defendendo a pátria, foi medalhista de bronze no Mundial do Uruguai em 1967 e de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Cali, em 71.

É verdade que estava mais para Gheorghe Muresan do que para Yao Ming. Mas mesmo com sua dificuldade de locomoção em quadra, foi pouco explorado por seus treinadores.

Numa época em que era difícil encontrar-se jogadores com mais de 2m10 (em todo o planeta, não apenas no Brasil), nossos técnicos não souberam enxergar o potencial de altura de Emil Rached.

Dezoito partidas na seleção tendo 2m20 de altura soa como piada de mau gosto; brincadeira, como se diz popularmente.

Por isso, no dia da morte de Emil, ele será lembrado mais como participante de filmes dos “Trapalhões” do que como jogador de basquete.

Notas relacionadas:

  1. E AGORA, JOSÉ?
  2. MORRE UMA ESTRELA
  3. PRIMEIRO PASSO DADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 20 de setembro de 2009 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 15:58

MELHORA QUE ANIMA

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O Brasil bateu ontem o Canadá com muita facilidade: 67-45. Ao contrário do que ocorreu no jogo anterior, desta vez a seleção do técnico Paulo Bassul mostrou uma baita consistência defensiva.

A eficiência mostrada na arena de Cuiabá, onde será disputada a Copa América, não foi vista nos três jogos amistosos disputados anteriormente. Por quê?

Talvez porque as canadenses não estivessem em uma grande noitada – é possível. Talvez também porque nossas meninas, mais entrosadas, puderam defender do jeito que Bassul tanto quer.

Demos um banho nos rebotes (36-26), mas o principal é que nosso selecionado baixou o percentual de aproveitamento das moças adversárias.

Nas bolas duplas, as canadenses tiveram um aproveitamento de apenas 35% (11/31).

Nas bolas triplas, o desempenho das meninas que falam duas línguas foi ridículo: 14% (2-14).

Eficiência defensiva à parte, o Brasil precisa corrigir alguns defeitos. O lance livre tem melhorado, mas pode fica melhor ainda.

Ontem foram 74% de acerto (14-19). O ideal é chegar aos 85%, 90%.

As bolas de dois pontos também precisam cair um pouquinho mais. Ontem, foram 16-34, o que deu um aproveitamento de 47%.

Chegar aos 55% seria muito legal.

E as bolas longas, aquelas que valem três pontos, também não ficaram num patamar desejado: 7-21 (33%).

Chegar em 40% é possível e desejável.

De qualquer maneira, com um desempenho defensivo como se viu ontem e com um aproveitamento igualmente observado, dá para conquistar com o pé nas costas uma das três vagas para o Mundial do ano que vem.

O negócio, depois, é pensar no ano que vem. Se o Brasil quiser – e sei que quer –conquistar uma medalha na República Tcheca, é preciso chegar nesses números que eu mencionei.

Como disse anteriormente, é possível e desejável.

Notas relacionadas:

  1. PRIMEIRO PASSO DADO
  2. MISTURA SABOROSA
  3. PRECUPAÇÃO COM AS MENINAS
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 10:49

MISTURA SABOROSA

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No que depender da geração que foi forjada antes da entrada de Gerasime Bozikis à frente da CBB, o Brasil de saias vai bem. Pode não ser uma seleção dos sonhos, mas é suficiente para não nos deixar envergonhados pelo menos em relação aos nossos vizinhos territoriais.

Brasil derrota Argentina

Brasil derrota Argentina

Foi o que se viu sábado em Barueri, na Grande São Paulo. O time comandado por Paulo Bassul foi sempre superior à Argentina e venceu o primeiro jogo de uma série de três diante de nossos rivais histórico.

O placar diz tudo: 65-50. E ganhar da Argentina é sempre bom, não importa a modalidade.

O primeiro quarto foi arrasador: o Brasil anotou 16 pontos e permitiu apenas quatro ao adversário. Ao trocar o quinteto titular no segundo, deu chance às meninas portenhas e elas aproveitaram: fizeram 15 pontos, mas sofreram 17.

O Brasil se dirigiu ao vestiário com uma boa vantagem: 33-19.

Nosso selecionado voltou completinho da silva no terceiro quarto, exerceu novamente uma forte marcação nas gringas e venceu por 18-9, ampliando a distância no marcador para 51-28.

No último período, com o placar garantido e fazendo novamente experiências com as atletas, a seleção perdeu o ritmo, relaxou e permitiu às argentinas vencer este quarto por 22-14.

Mas isso pouco significou no resumo do jogo.

Como disse, no que depender dessa geração, o Brasil vai bem. Como disse também, vai se classificar se qualquer problema para o Mundial do ano que vem na República Tcheca.

A cestinha da partida de sábado foi a pivô Kelly com 14 pontos. De lambuja ainda pegou nove rebotes e quase fez um “double-double”.

A mescla das veteranas com as novatas tem tudo para dar um tom bem interessante ao time brasileiro. Time que está atento aos rumos do basquete mundial e que marcou muito bem as argentinas.

“Gostei bastante da defesa”, disse Bassul. Eu também.

Sabe do que eu não gostei? Dos lances-livres; foram muitos os erros.

Que coisa, hein? Parece sina, não é mesmo?

Hoje à noite (19h) as duas seleções voltam a se enfrentar na mesma quadra em Barueri. O SporTV transmite.

Notas relacionadas:

  1. LOS HERMANOS, NOVAMENTE ELES
  2. BRASIL VENCE MAIS UMA, MAS…
  3. CHEGOU A VEZ DAS NOSSAS MENINAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sábado, 5 de setembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 00:31

DERROTA, PRIMEIRO LUGAR E ALGUMAS REFLEXÕES

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O Brasil perdeu, mas ganhou. A derrota por 86-82, quatro pontos de diferença a favor de Porto Rico, não foi suficiente para tirar do selecionado brasileiro a primeira colocação nesta fase inicial.

Mesmo perdendo, nosso time ficou com a primeira colocação porque teve melhor saldo de cesta. No tríplice empate, envolvendo também a Argentina, levamos a melhor.

O Brasil podia perder por até cinco pontos. Deu um de lambuja para porto-riquenhos e argentinos. Com isso, as semifinais da Copa América ficaram assim: Brasil x Canadá (19h30 de Brasília, neste sábado) e Porto Rico x Argentina (na sequência).

Vamos ao jogo; aconteceu de tudo. Até o Moncho Monsalve, nosso treinador, foi expulso.

Confesso que naquele instante veio-me à mente o filme “Hoosier”, que em português ganhou o nome “Momentos Decisivos”. Disparadamente o melhor filme de basquete de todos os tempos.

Nele, Norman Dale, o treinador de uma escola de “high school”, vivido por Gene Hackman, forja sua expulsão para que seu assistente – um indivíduo inseguro e alcoólatra contumaz – assumisse a direção da equipe.

Dale queria testar e amadurecer seu auxiliar, Shooter (cestinha), vivido por Dennis Hooper. Não conto o final porque quem não viu eu exijo que alugue o filme, que, até onde eu sei, só existe em VHS.

Pois bem, vocês podem me chamar de louco, mas eu acho que Moncho forçou as duas técnicas. Deixou o time nas mãos de José Neto, seu auxiliar, um treinador sem qualquer experiência internacional.

Mais: deixou também o time na mão, para que os jogadores, em quadra, resolvessem o problema.

A gente que acompanha de perto a NBA sabe muito bem que Phil Jackson cansa de fazer isso com seus jogadores. Primeiro no Chicago, agora no Lakers.

Quando o time está em uma sinuca de bico, em quadra, P-Jax evita pedir um tempo para que os jogadores encontrem a solução.

Acho que Moncho fez o mesmo agora há pouco. Esqueçam o que ele vai falar na coletiva de imprensa; vai ser jogo de cena.

Podem me chamar de louco, mas é o que eu acho.

PROBLEMAS

Moncho à parte, nosso selecionado mostrou alguns problemas: 1) marcou mal as bolas longas; 2) arremessou mal as bolas longas (8/21 – 38%); 3) foi mal novamente nos lances livres (12/18 – 67%); 4) executou mal os tiros duplos (23/50 – 46%).

E mais: Moncho utilizou apenas seis jogadores, pois Leandrinho Barbosa, contundido, ficou de fora. O desgaste foi inevitável.

Isso também foi importante na derrota do nosso time. Enquanto o Brasil teve pernas, marcou bem e esteve na frente; enquanto as pernas agüentaram, não ficou muito longe dos porto-riquenhos.

Baixou a diferença no final com o coração. E isso foi emocionante.

Espero que esse cansaço não repercuta na atuação do time neste sábado – e nem no domingo, na esperada decisão do título da Copa América.

DESTAQUES

Anderson Varejão, novamente, foi um monstro em quadra: 22 pontos e dez rebotes. Único jogador na partida a ter um “double-double”. Tiago Splitter também foi outro gigante: 19 pontos e oito rebotes.

Foram as duas maiores figuras brasileiras no jogo.

AUSÊNCIA

Perdemos por quatro pontos, mas Leandrinho não jogou. Com ele em quadra a história seria diferente.

Hoje temos time para bater Porto Rico (de quem somos fregueses de caderneta) em qualquer lugar. No Brasil ou no Coliseu Roberto Clemente.

Viva Moncho!

Notas relacionadas:

  1. UMA DERROTA QUE PODE CUSTAR CARO
  2. BRASIL VENCE MAIS UMA, MAS…
  3. PRIMEIRO PASSO DADO
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 22:48

FOI FÁCIL, MUITO FÁCIL

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Foi muito fácil; mais fácil do que a gente esperava. O Brasil dominou o jogo nos momentos chaves, administrou quando foi necessário e goleou a Venezuela por 87-67.

Conquistou sua segunda vitória em dois jogos na Copa América e dá um passo gigantesco rumo à segunda fase da competição. E é sempre bom lembrar: os times levam para a fase seguinte os resultados da atual.

Quanto ao jogo, os 20 pontos de vantagem foram adquiridos no primeiro tempo. No segundo, com reservas em quadra a maior parte do tempo, conseguiu administrar – como disse.

Foi muito bom Moncho Monsalve ter envolvido o pessoal do banco. Claro, pois numa dor de barriga, o técnico pode buscar alguém entre os reservas e este jogador está pronto para entrar; se vai resolver ou não são outros quinhentos.

Acho até que eles não irão resolver. Isso ficou claro no último quarto, pois, com um time reserva em quadra (com exceção de Tiago Splitter), o basquete mostrado foi sofrível.

O quarto derradeiro foi uma pelada. O rachão do final de semana tem melhor nível técnico do que foi mostrado pelos nossos jogadores.

De qualquer maneira, o triunfo foi realmente incontestável. O Brasil foi melhor em quase todos os fundamentos.

Vamos lá:

a) fez mais desarmes: 10-7;

b) pegou mais rebotes no ataque: 12-9;

c) também na defesa:  26-16;

d) fisgou mais rebotes no total: 38-25;

e) pontuou mais no garrafão: 26-18;

f) foi melhor nos arremessos: 65.0%-47.9%;

g) nos triplos também: 31.8%-21.4%.

Deixou a desejar em dois fundamentos:

a) erros: 19-16;

b) lances livres: 58.3%-70.6%.

E é este fundamento que me preocupa. Incrível como nossos jogadores não sabem bater lance livre!

Não é falta de treino não; é ruindade mesmo! À exceção de Marcelinho Machado, que sempre teve um bom desempenho, os demais (especialmente os pivôs) são sofríveis.

Vejam o que fez Alex Garcia: 2-6 (33.3%); ou então Anderson Varejão: 2-5 (40.0%).

Preocupante;  sim, pois se dependermos dos lances livres estaremos roubados. Aliás, esse filme já foi exibido anteriormente.

Sobre individualidades, Leandrinho Barbosa voltou a ter um aproveitamento ruim nas bolas de três: 1-3 (33.3%). Em dois jogos, foram apenas duas certas em 11 tentadas (18.1%).

Splitter se envolveu novamente com as faltas: cometeu quatro, como no embate anterior. Num encontro importante, o catarinense não pode ficar no banco de reservas a maior parte do tempo. Splitter é fundamental jogando e não do lado de fora.

De positivo a atuação de Anderson Varejão – se não formos contar os lances livres, claro: 14 pontos e nove rebotes – cinco deles na frente. O capixaba, que foi mal no jogo diante da República Dominicana nos arremessos, esteve bem contra a  Venezuela: 6-9 (66.7%).

Amanhã tem a Argentina. Pelo que vimos até agora na competição, o Brasil vence mais uma.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL E MARCELINHO MACHADO OS CAMPEÕES
  2. DECLARAÇÃO INOPORTUNA
  3. PRIMEIRO PASSO DADO
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 19:33

PRIMEIRO PASSO DADO

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Valeu pelo último quarto; especialmente pelos últimos cinco minutos. De resto, o Brasil mostrou-se um time confuso e nervoso pela estréia na Copa América – o que é muito natural.

De qualquer maneira, venceu. Os 81-68 diante da República Dominicana foram importantíssimos na caminhada rumo à vaga para o Mundial do ano que vem na Turquia.

Venceu, como disse acima, porque no último quarto o Brasil comportou-se como um time. Defendeu e atacou com precisão.

Varejão ataca contra VillanuevaNossa defesa foi forte na marcação e eficiente nos rebotes, destacando-se Anderson Varejão e Tiago Splitter. Isso possibilitou os contra-ataques e as cestas fáceis.

A seleção venceu o último quarto por 24-7!

Leandrinho Barbosa e Alex Garcia deixaram a quadra como cestinhas não só do Brasil, mas também da partida, cada um com 21 pontos.

Alex foi importante nas bolas triplas, tendo acertado três em quatro arremessadas (75%). Por falar nos chutes longos, Marcelinho Machado veio do banco e encestou igual número de bolas, mas arremessou uma a mais, o que deu um aproveitamento de 60%.

Na contagem dos rebotes, o Brasil venceu por 43-32. Deles, 15 foram ofensivos, enquanto que os dominicanos apanharam apenas oito na frente.

Varejão e Splitter foram os dois únicos jogadores em quadra que fizeram um “double-double”. Splitter terminou a partida com 14 pontos e 10 rebotes; Varejão fez 10/10.

Marcelinho Huertas deu nove assistências, mas contribuiu com apenas dois pontos. É muito pouco, é preciso pontuar mais.

Outro fato digno de nota foram os 19 minutos que o técnico Moncho Monsalve concedeu a Marcelinho Machado. Acho que é por aí mesmo.

Machado é veterano e deve ser usado desta maneira. Chegou a vez de Huertas (34 minutos), Leandrinho (33), Alex (33), Varejão (39) e Splitter (24 porque digladiou-se também com as faltas, tendo feito quatro em todo o jogo).

Este é o quinteto titular do Brasil.

Bem, vitória conquistada, algumas questões que merecem ser abordadas:

1) Por que Moncho Monsalve usou Guilherme Giovannoni na rotação dos pivôs? O que faziam no banco J.P. Batista e Olivinha, jogadores que ele convocou para a posição? Se não servem, por que foram convocados?;

2) Moncho usou demais o time titular, envolveu pouco os reservas, pois apenas dois entraram em quadra, Marcelinho e Guilherme;

3) Precisamos ser mais eficientes na marcação das bolas longas: os dominicanos arremessaram 24 e acertaram 11, percentual de aproveitamento de 46% – alto –, sendo que Francisco Garcia embiroscou cinco de suas dez tentativas (50%);

4) Os lances-livres voltaram a ser problemas para a nossa seleção: 10-15 (67%);

5) O aproveitamento das bolas de três também foi preocupante: 7-20 (35%). O grande responsável por esse pífio aproveitamento foi Leandrinho, que acertou apenas uma de suas oito tentativas: 13%.

Quanto a República Dominicana, um catado. Time ridículo, que não sabe jogar coletivamente e que achou que por ter três jogadores da NBA sairia vencedor.

Mais uma vez ficou provado que basquete é um esporte coletivo. Coletividade que a gente não viu nos dominicanos.

E mais: que papelão fizeram Charlie Villanueva e Al Horford! Pouco produziram e deixaram a quadra antes do tempo com cinco faltas.

De todo o modo, problema deles.

Nós nos demos bem, mas ficou claro, como salientei acima, que alguns ajustes terão que ser feitos visando o próximo jogo, amanhã, diante da Venezuela.

Um passo de cada vez. O primeiro foi dado.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. BRASIL VENCE MAIS UMA, MAS…
  3. CAMINHO CURTO, MAS ESPINHOSO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

NBA, Seleção Brasileira | 00:21

CAMINHO CURTO, MAS ESPINHOSO

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Bem, a estrada se abre diante da seleção brasileira a partir das 17h desta quarta-feira. O caminho não é longo, mas é bastante espinhoso.

Nosso primeiro desafio é complicado: República Dominicana. Qualquer descuido poderá ser fatal, pois Dominicana é um time forte.

Esqueça o retrospecto, que mostra oito vitórias brasileiras em nove confrontos disputados até hoje. Os dominicanos de hoje não são os dominicanos de ontem.

O trio da NBA, formado por Francisco Garcia, Charlie Villanueva e Al Horford, é de respeito.

Respeito – e não temor. Aliás, é assim que o nosso time tem que se comportar.

Não apenas no jogo inaugural, mas em toda a competição.

Nossa seleção, garantem todos (atletas e comissão técnica), está preparada. Vejam o que disse Marcelinho Huertas: “Não existe individualismo dentro do grupo. A palavra é o coletivo. O Moncho mudou a forma de a seleção jogar, e isso foi muito positivo para nós. Agora é colocar em pratica tudo que treinamos”.

Ótimo, que assim seja, que a prática seja até melhor do que a teoria. Sim, pois não temos individualidades para desequilibrar.

Precisamos do conjunto mais do que nunca.

A partida será mostrada ao vivo para o Brasil pelo Bandsports, ESPN Brasil, SporTV e Esporte Interativo.

O TIME

Anote aí o time brasileiro com numeração e tudo:

4. Marcelinho Machado
5. Duda Machado
6. Diego Pinheiro
7. Alexandre “Olivinha”
8. Alex Garcia
9. Marcelo Huertas
10. Leandrinho Barbosa
11. Anderson Varejão
12. Guilherme Giovannoni
13. JP Batista
14. Jonathan Tavernari
15. Tiago Splitter

RODADA

Os jogos marcados para esta quarta-feira são os seguintes, lembrando que os horários são de Brasília: Ilhas Virgens x Uruguai (14h30), República Dominicana x Brasil (17h), Venezuela x Argentina (19h30) e México x Porto Rico (22h).

Nesta primeira rodada duas seleções folgam: Canadá e Panamá.

GRUPOS

No A estão, em ordem alfabética, Canadá, Ilhas Virgens, México, Porto Rico e Uruguai.

Também em ordem alfabética, os times do Grupo B são Argentina, Brasil, Panamá, República Dominicana e Venezuela.

REGULAMENTO

O regulamento da Copa América indica que na primeira fase da competição as dez seleções jogam entre si dentro de seus respectivos grupos.

A última colocada de cada grupo é eliminada da competição. Já as quatro primeiras avançam para a segunda fase quando as equipes do Grupo A enfrentam as do Grupo B.

As quatro seleções com melhor campanha na soma de pontos das duas fases disputam a fase semifinal. O cruzamento é o seguinte: 1º x 4º e 2º x 3º. Os ganhadores decidem o título no dia 6 de setembro, enquanto os perdedores disputam a medalha de bronze.

E essas quatro equipes estarão no Mundial da Turquia, marcado para o ano que vem.

E que o Brasil esteja entre elas.

Boa sorte a todos que estão em Porto Rico!

 

Notas relacionadas:

  1. FAVORITO? AONDE?
  2. BRASIL VENCE MAIS UMA, MAS…
  3. O PODER DOMINICANO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 23 de agosto de 2009 Seleção Brasileira | 23:08

PAPO PRA ESPERAR TREM

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Moncho Monsalve está empolgadíssimo com a seleção. Pelo menos é o que diz o site da CBB.

Não sei se é verdade o que o espanhol fala ou se ele está querendo empolgar os jogadores; é possível.

Entre outras coisas, Moncho diz: “Não canso de repetir para os jogadores que vocês têm um talento individual incrível, mas precisam jogar como equipe”.

A primeira parte é bobagem; pura ilusão – ou ficção, como queiram. A segunda é realidade pura.

Jogador brasileiro de basquete não é como jogador brasileiro de futebol. Essa frase poderia valer para os que jogam futebol.

Nossos jogadores de basquete não sabem nem bater lance livre com eficiência. São fracos nos arremessos triplos e razoáveis nos duplos.

Moncho sabe isso. Claro que sim, ele é experiente, esperto e inteligente.

Por isso, mais do que nunca, Moncho precisa fazer esses jogadores jogarem como equipe.

Nossa realidade justifica a presença de um treinador estrangeiro à frente da nossa seleção. Nossos treinadores não sabem fazer nossos jogadores jogarem como equipe e acreditam que nossos atletas têm um talento individual incrível.

Ficção — ou miopia pura.

Pra não dizer outra coisa e magoar pessoas.

Notas relacionadas:

  1. AJUDA DIVINA
  2. MONCHO ERRA AO CORTAR FÚLVIO
  3. BRASIL VENCE MAIS UMA, MAS…
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

sexta-feira, 21 de agosto de 2009 Seleção Brasileira | 20:40

DECLARAÇÃO INOPORTUNA

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Depois de conquistar a Copa Tuto Marchand, o técnico Moncho Monsalve se desmanchou em elogios a Marcelinho Machado. Disse o espanhol:

– Após a derrota para a Alemanha no Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas (2008), disse para ele que se quisesse jogar comigo na Copa América seria muito bom porque o considero um excelente jogador. Em três jogos da Tuto Marchand, Marcelo fez 33 pontos, mas foi o melhor jogador em assistências no torneio (16 e média de 5,33). Na partida contra o Canadá ele foi decisivo, com 13 pontos, oito rebotes e cinco assistências. Posso afirmar que aos 34 anos Marcelo é uma peça muito importante dentro da seleção pela forma como está atuando.

Aí reside o perigo: alimentar em Marcelinho a ilusão de que ele é o máximo como jogador de basquete. Não é – e quem entende do riscado sabe disso.

Marcelinho passou sua vida esportiva ouvindo que ele seria o novo Oscar Schmidt. Ele acreditou nessa história.

Levou tão a sério que esqueceu que marcação é fundamental no basquete moderno. Até nisso ele queria se parecer com Oscar.

O Mão Santa, no entanto, compensava essa deficiência com sua mão santa. A mão de Marcelinho não é santa, a gente sabe muito bem disso.

Marcelinho estava quietinho, no canto dele. Com os holofotes todos direcionados para Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Tiago Splitter, ele calçou, muito provavelmente, a sandália da humildade e trabalhou como nunca havia trabalhado.

O resultado foi o que a gente pôde presenciar na Copa Tuto Marchand: um desempenho muito bom do ala do Flamengo. Tem que continuar assim.

Achei absolutamente desnecessária e inoportuna a declaração de Moncho. E às portas da Copa América!

ERRO

Ontem eu informei que Marcelinho tinha anotado oito assistências na partida diante do Canadá, mas, na verdade, ele distribuiu cinco passes certeiros. A informação equivocada consta no site da CBB, o que acabou induzindo-me ao erro.

Marcelinho Machado em ação na Copa Tuto Marchand

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. BRASIL VENCE MAIS UMA, MAS…
  3. BRASIL E MARCELINHO MACHADO OS CAMPEÕES
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 20 de agosto de 2009 Seleção Brasileira | 22:39

BRASIL E MARCELINHO MACHADO OS CAMPEÕES

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O Brasil conquistou a Copa Tuto Marchand. Pela segunda vez consecutiva; e de forma invicta.

Bateu agora há pouco o frágil Canadá por 87-69 comandado em quadra por Leandrinho Barbosa. O armador do Phoenix Suns anotou 27 pontos e foi o cestinha brasileiro.

De tudo o que a gente pôde ver (ver é a maneira de dizer; na verdade, tudo o que a gente pode constatar pelas estatísticas do torneio, pois eu não consegui assistir a nenhum embate), o grande destaque brasileiro foi Marcelinho Machado.

E para a minha surpresa, vocês bem sabem disso.

O ala do Flamengo terminou o torneio com números expressivos: 11.0 pontos, 6.3 assistências e 6.0 rebotes. Confesso que não esperava por isso, mesmo sabendo que os adversários: a) escoderam o jogo; b) atuaram com seus times reservas a maior parte dos jogos.

Mas pouco importa: Marcelinho, que vem de uma contusão na mão direita, aproveitou a porta que se escancarou para ele nesse torneio e botou pra quebrar.

O que eu gostei também foi que Moncho Monsalve, o treinador espanhol do time brasileiro, dosou o tempo de quadra do carioca. Não sei exatamente quanto tempo Marcelinho jogou contra o Canadá, mas diante da Argentina e Porto Rico ele jogou em média 25.5 minutos.

Bem pensado: está fora de moda deixar em quadra jogador quase que a peleja toda. É preciso: a) descansá-lo, pois a intensidade de uma partida, hoje em dia, é muito forte; b) não deixar a obviedade tomar conta do jogo de qualquer atleta; c) envolver os reservas também.

Esmiuçando os números de Marcelinho, temos o seguinte:

Argentina: 11 pontos, 7 rebotes e 6 assistências;

Porto Rico: 9 pontos, 3 rebotes e 5 assistências;

Canadá: 13 pontos, 8 rebotes e 8 assistências.

Quebrei a cara neste primeiro round. Já disse aqui nesse botequim e repito sem medo de passar vergonha: espero ser nocauteado por Marcelinho Machado.

Se isso acontecer, não me sentirei derrotado de jeito nenhum, pois o que eu quero é a vitória do Brasil. E se Marcelinho mantiver esse ritmo na Copa América, nossas chances aumentam dramaticamente.

 

Notas relacionadas:

  1. AJUDA DIVINA
  2. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  3. BRASIL VENCE MAIS UMA, MAS…
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última