Valeu pelo último quarto; especialmente pelos últimos cinco minutos. De resto, o Brasil mostrou-se um time confuso e nervoso pela estréia na Copa América – o que é muito natural.
De qualquer maneira, venceu. Os 81-68 diante da República Dominicana foram importantíssimos na caminhada rumo à vaga para o Mundial do ano que vem na Turquia.
Venceu, como disse acima, porque no último quarto o Brasil comportou-se como um time. Defendeu e atacou com precisão.
Nossa defesa foi forte na marcação e eficiente nos rebotes, destacando-se Anderson Varejão e Tiago Splitter. Isso possibilitou os contra-ataques e as cestas fáceis.
A seleção venceu o último quarto por 24-7!
Leandrinho Barbosa e Alex Garcia deixaram a quadra como cestinhas não só do Brasil, mas também da partida, cada um com 21 pontos.
Alex foi importante nas bolas triplas, tendo acertado três em quatro arremessadas (75%). Por falar nos chutes longos, Marcelinho Machado veio do banco e encestou igual número de bolas, mas arremessou uma a mais, o que deu um aproveitamento de 60%.
Na contagem dos rebotes, o Brasil venceu por 43-32. Deles, 15 foram ofensivos, enquanto que os dominicanos apanharam apenas oito na frente.
Varejão e Splitter foram os dois únicos jogadores em quadra que fizeram um “double-double”. Splitter terminou a partida com 14 pontos e 10 rebotes; Varejão fez 10/10.
Marcelinho Huertas deu nove assistências, mas contribuiu com apenas dois pontos. É muito pouco, é preciso pontuar mais.
Outro fato digno de nota foram os 19 minutos que o técnico Moncho Monsalve concedeu a Marcelinho Machado. Acho que é por aí mesmo.
Machado é veterano e deve ser usado desta maneira. Chegou a vez de Huertas (34 minutos), Leandrinho (33), Alex (33), Varejão (39) e Splitter (24 porque digladiou-se também com as faltas, tendo feito quatro em todo o jogo).
Este é o quinteto titular do Brasil.
Bem, vitória conquistada, algumas questões que merecem ser abordadas:
1) Por que Moncho Monsalve usou Guilherme Giovannoni na rotação dos pivôs? O que faziam no banco J.P. Batista e Olivinha, jogadores que ele convocou para a posição? Se não servem, por que foram convocados?;
2) Moncho usou demais o time titular, envolveu pouco os reservas, pois apenas dois entraram em quadra, Marcelinho e Guilherme;
3) Precisamos ser mais eficientes na marcação das bolas longas: os dominicanos arremessaram 24 e acertaram 11, percentual de aproveitamento de 46% – alto –, sendo que Francisco Garcia embiroscou cinco de suas dez tentativas (50%);
4) Os lances-livres voltaram a ser problemas para a nossa seleção: 10-15 (67%);
5) O aproveitamento das bolas de três também foi preocupante: 7-20 (35%). O grande responsável por esse pífio aproveitamento foi Leandrinho, que acertou apenas uma de suas oito tentativas: 13%.
Quanto a República Dominicana, um catado. Time ridículo, que não sabe jogar coletivamente e que achou que por ter três jogadores da NBA sairia vencedor.
Mais uma vez ficou provado que basquete é um esporte coletivo. Coletividade que a gente não viu nos dominicanos.
E mais: que papelão fizeram Charlie Villanueva e Al Horford! Pouco produziram e deixaram a quadra antes do tempo com cinco faltas.
De todo o modo, problema deles.
Nós nos demos bem, mas ficou claro, como salientei acima, que alguns ajustes terão que ser feitos visando o próximo jogo, amanhã, diante da Venezuela.
Um passo de cada vez. O primeiro foi dado.