Scott Machado | Fábio Sormani

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012 NBA | 16:52

UMA PALAVRINHA DE SCOTT MACHADO, PARA QUE VOCÊS CONHEÇAM UM POUQUINHO DESTE MAIS NOVO BRASILEIRO NA NBA

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Depois que Scott Machado acertou sua vida com o Houston Rockets, tentei falar com ele para trazer a vocês alguma palavrinha deste mais novo brasileiro da NBA. Mas não obtive sucesso.

Busquei o contato via Twitter, mas o armador do Houston, infelizmente, jamais respondeu qualquer das mensagens enviadas.

A primeira delas foi em português. Como não veio qualquer resposta, suspeitei que ele não soubesse ler e escrever em nosso idioma, apenas falar, pois Scott nasceu no Queens (Nova York) e foi alfabetizado em inglês. O que fiz? Mandei nova mensagem via Twitter, agora em inglês. Nada também.

Isso tudo aconteceu nos últimos dez dias.

Eis que, senão quando, recebo esta manhã, via Bruno Vicari, meu companheiro de Jovem Pan, um press-release da TXB, empresa que passou a cuidar da imagem de Scott Machado (foto) nesta segunda-feira.

Valho-me, pois, desse texto enviado pela empresa, para deixá-los, meus amigos pau d’águas, um pouco familiarizados com este filho de gaúchos e que se diz “brasileiro de coração”.

Basicamente, o release é este (fiz alguns cortes e ajustes para adequar o texto):

O armador Scott Machado, uma das revelações da última temporada do basquete universitário norte-americano (NCAA), com a maior média de assistências no ano (9,9 por jogo), assinou seu primeiro contrato para jogar na NBA. O atleta de 22 anos vai defender o Houston Rockets pelas próximas três temporadas. Além de confirmar sua participação na maior liga de basquete do mundo, Scott Machado assinou contrato com a TXB e terá sua imagem gerida pela empresa, que é resultado de uma parceira entre a XYZ Live e a Traffic.

O jogador se juntará ao restante do elenco (do Houston) no mês de outubro para início da temporada 2012-13. “Acredito que estamos montando um time muito competitivo, com muita raça e vontade de ganhar jogos”, disse Scott. “Meus objetivos nesse primeiro ano serão de sempre dar o meu melhor nos treinos, para que quando eu tiver a oportunidade de estar na quadra eu possa mostrar todo o meu potencial para ajudar o time a conseguir grandes vitórias”.

Scott é o quinto brasileiro confirmado na próxima temporada da NBA ao lado de Tiago Splitter, Nenê Hilário, Anderson Varejão e Fab Melo.

Em sua nova equipe, o armador atuará ao lado de grandes nomes do basquete mundial como Jeremy Lin, sensação da última temporada nos EUA jogando pelo New York Knicks e que agora jogará seu primeiro campeonato pelos Rockets. “Vai ser muito bom poder jogar ao lado de Jeremy. Ele tem um grande numero de fãs e jogou muito bem ano passado. Então sei que todos depositam muita confiança nele. Além disso, nós temos um ponto em comum: nós não fomos chamados no Draft da NBA e conseguimos entrar na liga depois. Acho que esta parceria será no mínimo interessante”, acrescentou.

Nascido em Nova York, Scott é filho de brasileiros e já defendeu a seleção nacional universitária no ano passado. Em 2012 foi convocado por Ruben Magnano para a disputa do Campeonato Sul-Americano, mas pediu dispensa justamente para poder participar da liga de verão com o Rockets. “Eu estava um pouco nervoso no início dessa liga, mas sempre contei com um apoio muito grande da minha família, que sempre me ligava e me lembrava que esse era o maior sonho da minha vida e que eu tinha totais condições de ingressar na NBA um dia. Graças a Deus esse dia chegou e agora sei que posso jogar em qualquer nível com qualquer jogador”, acrescentou Machado.

Seus maiores ídolos no basquete? “O New York Knicks sempre foi o time que torci quando era mais jovem. Sempre gostei muito do estilo de jogo do John Starks e do Allan Houston”, disse Scott, sem se esquecer das raízes brasileiras. “Mas como sou brasileiro de coração também gosto muito de futebol: sou torcedor do Internacional de Porto Alegre”.

FUTURO

Vida resolvida, depois de assinar contrato com o Houston, Scott Machado quer agora se firmar com a camisa da seleção brasileira. Disse ele: “Agora que consegui ingressar na NBA, o que mais quero é poder jogar pela seleção brasileira e disputar as Olimpíadas de 2016 (Rio de Janeiro) representando o meu país”.

Excelente! Marcelinho Huertas precisa mesmo de um reserva à altura, e que esse reserva venha ser titular no futuro.

Tudo indica que Scott é esse jogador.

Notas relacionadas:

  1. ‘BRASILEIRO’ SCOTT MACHADO TENTA VAGA PARA O TOURNAMENT DA NCAA
  2. SCOTT MACHADO DÁ PASSO GIGANTESCO PARA SER CONTRATADO PELO HOUSTON ROCKETS
  3. HOUSTON CONTRATA SCOTT MACHADO!
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quarta-feira, 5 de setembro de 2012 NBA | 10:20

AINDA SEM TIME, LEANDRINHO DESPENCA NO RANKING DA ESPN GRINGA

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Enquanto Scott Machado acerta sua vida na NBA, Leandrinho Barbosa segue com sua carreira indefinida. É o único dos brasileiros sem contrato, pois seu acordo com o Indiana expirou e até o momento nem o Pacers e nem qualquer outra equipe manifestou desejo em adquiri-lo.

Pra piorar, no levantamento anual que o site da ESPN gringa faz, ranqueando os 500 jogadores da NBA, Leandrinho despencou. Caiu do 150º lugar para o 183º. Leandrinho aparece em uma foto vestindo o uniforme da seleção brasileira (que reproduzo ao lado), pois, como disse, ele está sem clube. Ao lado do retrato, seus números na última temporada: em 64 partidas disputadas, anotou uma média de 11,1 pontos, pegou 2,0 rebotes e deu 1,5 assistência. Os dois últimos quesitos não contam, o que conta é a pontuação (razoável) e o aproveitamento nos arremessos (muito bom): 42,5%.

Abaixo há um comentário de um internauta cujo apelido é Shadow Goblin. Disse ele: “Leandrinho em 183º no NBArank? Tem realmente muito tempo que ele foi eleito o melhor homem sexto da liga? Ainda um sólido pontuador”.

Dia desses, um parceiro aqui no botequim disse pra todos nós ter visto um fórum no site da NBA sobre Leandrinho no Lakers. E a reação foi muito positiva por parte dos torcedores amarelinhos.

LB tem ainda um bom nome na liga. Por que ele não assinou até agora com ninguém intriga. Será mesmo falta de interesse das equipes ou as equipes só oferecem o mínimo (US$ 1,35 milhão) para ele? E se a segunda alternativa for a correta, será que ele não está assinando com ninguém por iniciativa própria ou será que seu agente, Dan Fegan, está esperando algo melhor? Afinal, é sempre bom lembrar, LB faturou mais de US$ 7 milhões na temporada passada.

Pouco antes de a seleção embarcar para Londres e disputar os Jogos Olímpicos, quebrando um jejum de 16 anos, houve um evento da NBA aqui em São Paulo. Conversei com LB e perguntei sobre seu futuro. Ele me disse que havia uns sete times interessados nele. “Não sabia que tinha tanta gente assim interessada em mim”, disse ele à época.

O que aconteceu com aquele interesse? Adormeceu? Ou será que é mesmo questão de grana curta?

A gente realmente não sabe.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

terça-feira, 4 de setembro de 2012 NBA | 21:52

HOUSTON CONTRATA SCOTT MACHADO!

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Vinícius Bezerra avisou-me e eu corri no site do “Houston Chronicles”. E estava lá: “Rockets assina com Machado ex-líder em assistências da NCAA”.

Uau! Scott Machado vai ser o sexto brasuca na NBA na próxima temporada! Quer dizer: isso se Leandrinho assinar com algum time. Mas vai assinar, claro que vai.

A assinatura ainda não está no papel e a notícia não é oficial. Mas o “Chronicles” é um jornal conceituado, dos melhores do Texas. Não daria uma barrigada dessas. O diário cita fontes da própria franquia para noticiar a contratação de Scott (de camisa preta em foto do Houston Chronicles).

Segundo o jornal, o contrato será de três anos. E não é garantido em toda a sua extensão. Muito provavelmente o último ano será exercido pela franquia. Não se sabe ainda.

Scott, filho de gaúchos que imigraram para Nova York no final dos anos 1980, nasceu no bairro do Queens. Tem dupla nacionalidade, mas optou por jogar pelo Brasil. Tanto que já participou de seleções de base no ano passado. Se não me engano, uma Universíade e um sul-americano. Se alguém tiver informação diferente dessa — e que corresponda com a verdade, claro —, por favor, corrija-me.

Esse brasuquinha de apenas 1,85m de altura foi o líder de assistências no último campeonato universitário norte-americano. Teve média de 9,9 por partida. Como atuou pela Universidade de Iona, não foi recrutado no NBA Draft passado, pois muitos “scauteiros” colocaram em dúvida seus números porque Iona pertence a uma divisão frágil da NCAA.

Mas esse brasuquinha de apenas 22 anos não se deu por vencido. Arrumou suas coisas, beijou o pai e a mãe e desembarcou na Summer League de Las Vegas. Lá usou o mesmo número 3, mas na camisa do Houston Rockets.

No torneio de Vegas, Scott teve médias de 8,0 pontos, 5,6 assistências em 25:40 minutos por cotejo disputado. Em outras três summer leagues ele teve aproveitamento de 42,3% de seus arremessos, o que é excelente. Será que finalmente encontramos um brasileiro bom de chute depois que Oscar e Marcel pararam? Tomara. Suas médias nas outras três competições foram de 11,3 pontos e 7,2 assistências.

E o “Chronicles” escreveu sobre seu jogo derradeiro em Vegas: “(…) ending the final game with consecutive no-look passes on fast breaks”. Uau! O moleque é atrevido, inspira-se em Magic Johnson certamente, e não tem medo de nada.

“Apenas algo para se lembrar”, disse Scott sobre os “no-look passes” feitos na cidade dos cassinos. “Eles sabem que sou mesmo um grande passador de bolas”. Convencido? Nada disso: confiante.

“Eu sentia que a cada dia eu progredia e melhorava”, disse Scott sobre o grande torneio de Las Vegas. “Estava cada vez mais à vontade e mais acostumado com o estilo de jogo e o ritmo dos jogadores que estavam a meu lado”. Por conta disso, por ter brilhado na cidade do jogo, Scott fez crescer os olhos dos assistentes técnicos do Rockets pra cima dele.

Scott resolveu sua vida. Falta Leandrinho.

Notas relacionadas:

  1. ‘BRASILEIRO’ SCOTT MACHADO TENTA VAGA PARA O TOURNAMENT DA NCAA
  2. LIN DIZ SIM A PROPOSTA DO HOUSTON. KNICKS DEVE EQUIPARAR E MANTER O JOGADOR
  3. SCOTT MACHADO DÁ PASSO GIGANTESCO PARA SER CONTRATADO PELO HOUSTON ROCKETS
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 00:23

UMA ANÁLISE SOBRE A NOSSA PARTICIPAÇÃO EM LONDRES. LEIAM E OPINEM

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Bem, vamos ao jogo. Não apenas ao jogo, mas a tudo. Como sempre faço, li todas as mensagens. Concordo com muito do que foi dito; discordo de outro tanto.

Acho que, pra começar, é importante deixar claro o seguinte: a Argentina é mais time que o Brasil. É mais time porque joga fácil. Faz o mesmo jogo o tempo todo e não se desespera, ao contrário do Brasil que quando fica atrás no marcador começa a forçar o jogo, especialmente com bolas de três.

É mais time porque joga junto há muito tempo. Por conta disso, é um time entrosado e confiante. E experiente. Já viveu essa situação muitas vezes. E até ouro olímpico tem.

É mais time porque conta com dois jogadores que o Brasil não tem: Luis Scola e principalmente Manu Ginobili. Como alguém disse aqui, Manu é um “franchise player”. E é mesmo. “Franchise player” desequilibra, atemoriza, confunde, rege. Manu faz tudo isso. Não temos esse jogador. Marcelinho Huertas é quem mais se aproxima deste conceito, mas, neste momento, está muito longe de ser esse jogador. E não acredito que um dia será. Mas o que Huertas faz é digno de se tirar o chapéu. Temos um dos melhores armadores do mundo, disso ninguém duvida.

Nosso último “franchise player” foi Oscar Schmidt; queiram ou não aqueles que não gostam do Mão Santa. Ele era esse jogador. Ele ganhava jogos, atemorizava os adversários, confundia a zaga adversária e regia o time em quadra. Ah, não marcava ninguém. Primeiro, que isso não é bem assim: Oscar não era um primor defendendo, mas sabia esconder essa deficiência. Segundo, perfeito era Michael Jordan, Magic Johnson etc e tal. Dirk Nowitzki não marca ninguém, mas é um terror na frente. Não preciso ir longe: Scola não marca ninguém, mas é trator no ataque.

Portanto, desde Oscar não temos esse jogador. Repito: queiram ou não aqueles que não o apreciam. Oscar é dos poucos jogadores reconhecidos e reverenciados nos EUA mesmo sem jamais ter jogado por lá. Falo isso não de ler, mas de ouvir as pessoas falaram. Até motorista de táxi sabia quem era Oscar quando eu dizia que era do Brasil. Falavam do Pelé e do Oscar.

Voltando ao jogo, muito se falou sobre os lances livres. Rubén Magnano, depois da partida, apontou seu dedo para este fundamento. Disse que não se corrige esse defeito com apenas 45 dias de treino. Isso tem que ser corrigido no andar da carruagem; ou seja, em todo o ano letivo.

Tenho dúvidas se o Brasil perdeu por conta dos lances livres. Claro que se eles tivessem caído num percentual maior talvez fosse preciso vencer. Mas mesmo nas vitórias nosso aproveitamento é esse. O fato é que não sabemos bater lance livre — e por N motivos. Desde a mecânica do arremesso que não é correta (e aqui a gente aponta o dedo para os treinadores na base) até a parte emocional (aqui não há o que se fazer).

Mais importante do que os lances livres, a meu ver, é a falta de um jogador que defina. Por que Varejão ficou tanto tempo no banco? Ora, porque ele não define. Varejão funciona maravilhosamente bem ao lado de LeBron James, Kobe Bryant ou Oscar Schmidt. Mas num time onde não há esse jogador, ele precisa ajudar no ataque.

Alguém pode dizer: Nenê fez apenas sete pontos. Verdade; muito pouco. Nenê justifica sua baixa produtividade ofensiva por conta dos 12 rebotes e por ter subtraído o jogo de Scola, que anotou 17 pontos, quando normalmente faz 30 quando joga contra o Brasil.

De todo o modo, Nenê tinha que ser nestes Jogos Olímpicos o que Dwight Howard é na NBA. Não tem nenhum pivô nestas Olimpíadas com o tamanho dele. Nenê tinha que se impor mais em quadra quando o assunto é o ataque. Tecnicamente Marc Gasol é melhor que Nenê, mas Gasol é flácido, não tem a força que Nenê tem. Na NBA, há alguns pivôs tecnicamente melhores do que D12, mas ele se impõe por conta de seu tamanho, de sua força, tamanho e força que Nenê também tem e deveria tirar proveito e não tira. Mas aqui não há o que fazer, pois Nenê não é esse cara que a gente gostaria que ele fosse. A seu modo, contribui demais com o time. Se fosse como a gente queria, ele estaria hoje no Lakers e não no Washington.

Outra coisa: Leandrinho, a meu ver, não merece as críticas que recebe. Como eu disse aqui, ele não se esconde. Procura sempre o jogo. Tenta definir. Faz o que pode, mas, infelizmente, o que pode não é suficiente, pois ele tem limitações. Mas, repito, é o único, ao lado de Huertas, a tentar definir.

Li alguns parceiros falarem em renovação. Respeito a opinião, mas quase caí de costas. Renovar??? Logo agora que temos um time? Custou a ser formado e quando conseguimos formar vamos jogar na lata do lixo todo o trabalho feito? Podem reparar: todo time campeão não é formado do dia para a noite. Ele tem um tempo de maturação. Ele trabalha junto por muito tempo até começar a colher frutos.

Michael Jordan foi campeão pela primeira vez com 28 anos. Ganhou seu último título aos 35. Manu tem 35 anos, Kobe Bryant tem 34 anos e Pau Gasol está com 32. Kevin Garnett tem 37 e Dirk Nowitzki tem os mesmos 34 de Kobe. E por aí vai.

Por isso, discordo de quem acha que Leandrinho, 30, não terá condições de jogar os Jogos do Rio com 34 anos. O mesmo para Nenê, que tem os mesmos 30 anos de LB. Varejão também está com 30. Alex Garcia tem 32, mas é um touro de forte e esbanja energia e saúde. Veterano está Marcelinho Machado, 37.

Repito: o time está pronto. Vamos enxertá-lo com jogadores jovens e que parecem ter muito futuro, como Scott Machado, que deve ocupar a vaga de Larry Taylor ou Raulzinho Neto, Fabrício Melo, que entra no lugar de Caio Torres, Rafael Hettsheimer, que também tem lugar no time e entra na vaga de Guilherme Giovannoni, que pode jogar como ala na vaga de Marcelinho Machado.

Enfim, não se pode mandar todo mundo embora da noite para o dia. Repito: o time está pronto e daqui para frente poderemos colher frutos melhores. E ter o seguinte elenco pensando no Mundial da Espanha, daqui a dois anos:

Marcelinho Huertas
Scott Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni
Rafael Hettsheimer
Anderson Varejão
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Fabrício Mello

Vejam que falta um jogador. Esse jogador tem que ser um ala de preferência. Infelizmente, não temos ninguém aparecendo na base. Temos que torcer para que haja um moleque nos EUA, jogando no “high school” ou no “college”. Lamentavelmente, não conseguimos produzir um jogador para esta posição.

Quanto a Magnano, ele não é perfeito. Tem limitações e agora que estamos próximos de seu trabalho vemos que elas não são poucas. As mais graves, a meu ver, são sua dificuldade de mexer no time e ver o jogo. Na Argentina, ele tinha em Sergio Hernandez seu principal auxiliar. E outros assistentes também.

É sabido que os argentinos são melhores treinadores do que os brasileiros. E não apenas no basquete. Há exceções, é claro, como Bernardinho e Zé Roberto Guimarães no vôlei. Mas eles são melhores do que a gente no futebol e no basquete, por exemplo.

Por isso, Magnano pode estar sentindo falta de alguém mais a seu lado. Fernando Duro pode não estar sendo suficiente. Zé Neto é um treinador que tem tudo para crescer na profissão. Por isso, tem que tirar proveito de estar ao lado de Magnano. Mas tem que começar a mostrar serviço também e ter voz ativa na comissão. E ajudar Magnano, de modo a não deixá-lo a cometer equívocos que ele cometeu nestas Olimpíadas.

Acho que é isso. Espero pelas manifestações de vocês e seguir debatendo o nosso basquete. Vivemos um grande momento. Não podemos desperdiçá-lo. Mesmo com a eliminação nos Jogos Olímpicos.

Ah, sim, ficamos em quinto lugar. Posição espetacular pra quem ficou três ciclos olímpicos vendo tudo pela televisão.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012 NBA | 13:14

SCOTT MACHADO DÁ PASSO GIGANTESCO PARA SER CONTRATADO PELO HOUSTON ROCKETS

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Scott Machado matou a pau. Na vitória de ontem do Houston sobre o Chicago por 96-88 o brasileiro anotou nada menos do que 20 pontos, deu seis assistências e roubou quatro bolas. Foi o líder do time nestes três quesitos.

Scott Machado matou a pau. Jogou 33:47 minutos, começou como titular e cometeu apenas um erro. Aliás, ele já é titular desse time do Houston que participa da Summer League de Las Vegas. Não fosse seu desempenho de 1-4 nos tiros longos, teria sido perfeito.

O relato do site da NBA sobre o jogo é uma vergonha. O Rockets ganhou a partida e o autor do texto começa a contar a história falando sobre Jimmy Butler, ala do Chicago, que fez 24 pontos. O autor embroma, embroma e embroma e apenas no penúltimo parágrafo ele se refere a Machado. Uma linha apenas, e ainda cometeu uma gafe. Leiam: “Machado led the way for Houston with 20 points, good for second-best in the game”.

Como o segundo melhor jogador da partida? Deixa pra lá.

O que conta é que Scott Machado matou a pau. Entusiasmado com o que viu, lá de sua Los Angeles, nosso parceiro Trapizomba mandou a seguinte mensagem: “O comentário geral por aqui (EUA) é de que ele (Scott) vai ser convidado para o “training camp” (do Houston); ou seja, FOI APROVADO!!!” E Trapizomba completou: “Dali é treinar com os feras e dar um couro neles; daí sim ele arruma um contrato”.

Exatamente.

O primeiro passo de Scott Machado foi dado: foi aprovado na Summer League de Las Vegas. Quando os veteranos retornarem das férias e os treinos se iniciarem, no primeiro dia Scott já estará na porta do ginásio, com sua sacola, e dentro dela seus apetrechos. Chegará antes de todos, pronto pra abrir o ginásio. Estará desperto, nem um pouco cansado por conta de uma noite mal dormida fruto da ansiedade, provavelmente.

O que no princípio era um empecilho para Machado, a sua baixa estatura, ele vem driblando com sua habilidade e rapidez. É liso feito um bagre ensaboado — que me perdoem o lugar-comum. E se alguém torcer o nariz por seu 1,85m, lembre-se que Chris Paul tem 1,83m.

Scott Machado matou a pau. Mas a luta ainda não terminou.

Notas relacionadas:

  1. ‘BRASILEIRO’ SCOTT MACHADO TENTA VAGA PARA O TOURNAMENT DA NCAA
  2. NOITE SÓ NÃO FOI COMPLETA PORQUE SCOTT NÃO FOI PARA O LAKERS. FAB MELO É O PRIMEIRO BRASILEIRO NO BOSTON
  3. LIN DIZ SIM A PROPOSTA DO HOUSTON. KNICKS DEVE EQUIPARAR E MANTER O JOGADOR
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quarta-feira, 18 de julho de 2012 NBA | 15:58

UMA ANÁLISE DOS BRASILEIROS NAS ‘SUMMER LEAGUES’ E QUESTÕES QUE PRECISAM SER RESPONDIDAS

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Enquanto o planeta basquete está de olho nos Jogos Olímpicos de Londres, vendo amistosos e torneios de seleções que estarão nas Olimpíadas, a NBA não para. As “summer leagues” seguem a todo o vapor e depois de Orlando agora estamos em Las Vegas.

Na capital norte-americana do jogo os três brasileiros estão em ação, o que não ocorreu em Orlando, quando Paulo Prestes, pivô do Minnesota, e Scott Machado, armador do Houston, não atuaram. Em Vegas, os dois e Fab Melo, do Boston, tentam impressionar os treinadores para conseguir assinar um contrato e garantir uma vaga na maior liga de basquete do planeta.

Paulão — como nós brasileiros o chamamos — é o que tem se destacado mais. Em dois jogos disputados no torneio, o paulista de Monte Aprazível, que na última temporada atuou no basquete da Lituânia, acumulou médias de 9,5 pontos e 7,5 rebotes. Prestes (foto) tem aproveitamento de 57,1% dos arremessos. E uma permanência em quadra de 25,0 minutos. E dos três, é o único com o status de titular.

Por falar nisso, Machado, que começou no banco os três primeiros confrontos do Houston em Vegas, ganhou o posto de “stater” na última partida — vitória por 99-88 diante do Portland — por conta de sua ótima atuação frente ao Sacramento, quando o Rockets venceu por 113-91. Neste jogo, Scott atingiu seu primeiro duplo dígito em um fundamento: foram dez assistências. O brasileiro filho de gaúchos, mas nascido no bairro do Queens, em Nova York, tem medidas de 5,0 pontos e 5,5 assistências. Fica cerca de 24 minutos em quadra por partida.

Finalmente, Melo, que dos três foi o único recrutado na primeira rodada — Paulão apareceu na segunda em 2010 (45ª posição) e Scott, como sabemos, não foi selecionada por nenhum time da NBA. Melo, no entanto, não tem sido muito aproveitado pelo C’s. Nos dois jogos disputados nesta liga de verão em Nevada, o mineiro de Juiz de Fora ficou em média exatos 16 minutos por partida. Muito pouco. Por conta disso, empilhou os seguintes números: 6,0 pontos e 3,5 rebotes. E não foi titular do Boston em nenhuma partida.

E isso me chama a atenção, pois Melo foi escolhido na primeira rodada e veio de uma escola que tem tradição de revelar bons jogadores. Além disso, nos dois anos em que ficou em Syracuse, Melo foi treinado por Jim Boeheim, atualmente um dos assistentes técnicos de Mike Krzyzewski, o Coach K, na seleção dos EUA que disputará as Olimpíadas.

Esperava, confesso, mais; muito mais. Em Orlando, por exemplo, Melo atuou quase 16 minutos por partida. Teve médias de 1,8 ponto e 4,8 rebotes. Seu melhor momento se deu na partida da sexta-feira da semana passada, quando o Boston venceu o Orlando por 94-73 e Melo anotou seu primeiro e único duplo dígito nos rebotes: foram dez.

O que ajuda — e muito — Melo (foto) é o seu tamanho. Ele tem 2,13m de altura e pesa 115,7 quilos — o que não é pouco. Defende bem e tem tudo, com um biotipo desses para fazer carreira na NBA.

Scott faz o que eu realmente esperava. Seu 1,85m de altura surge, num primeiro momento, como um fator negativo para ele. Os “scouteiros” da NBA acham difícil um jogador com esse tamanho vingar na liga. A menos que seja genial. Machado, por melhor que seja e por mais forte que bata o nosso coração brasileiro, não é genial — pelo menos num primeiro momento. Mas é rápido, hábil e sabe fazer o time jogar. Rubén Magnano, eu já contei pra vocês, disse-me que ele se parece com armador europeu. Ou seja: joga para o time; depois pensa em si próprio. Bem diferente do que temos visto ultimamente na NBA, onde os armadores não fazem essa distinção. Jogadores como Derrick Rose e Russell Westbrook, principalmente, fazem o que o jogo indica e não o que se convencionou através dos tempos, o que acabou (e ainda acaba) por engessar muitos talentos.

Quanto a Paulão, a altura, num primeiro momento, também pode ser um obstáculo a mais pra ele vingar na NBA. Ele mede 2,08m e joga como pivô. Seus 125 quilos, todavia, ajudam-no a ganhar espaço no garrafão e a expulsar da área pintada seus inimigos. E com a bola nas mãos ele é eficiente.

Algumas perguntas que carecem resposta no momento são:

1) Os três conseguirão contratos na NBA?
2) Não? Então, quem conseguirá?
3) Quem será o primeiro a ser contratado?
4) Nenhum dos três jogará a próxima temporada.

Eu responderia da seguinte maneira:

1) Sim, os três conseguirão contrato na NBA;
2) Paulão será o primeiro a assinar.

E vocês, o que pensam?

Notas relacionadas:

  1. NOITE SÓ NÃO FOI COMPLETA PORQUE SCOTT NÃO FOI PARA O LAKERS. FAB MELO É O PRIMEIRO BRASILEIRO NO BOSTON
  2. GARNETT RENOVA COM O BOSTON E FAB MELO PODE SAIR NO LUCRO
  3. AS LIGAS DE VERÃO, OS BRASUCAS E AS LEGENDAS DO JAZZ
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sábado, 14 de julho de 2012 NBA | 02:35

AS LIGAS DE VERÃO, OS BRASUCAS E AS LEGENDAS DO JAZZ

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Estou aqui curtindo John Coltrane (foto abaixo) tocando “Naima”, navegando pela internet. Passa da 1h30 da madrugada deste sábado. Faz um frio delicioso onde moro, meio que no alto, entre árvores e um céu onde as estrelas não têm vergonha de se assanhar. Frio cortante que, já disse, civiliza. Navego pela internet e, de repente, entre uma página aberta aqui, outra ali, vejo que meu xará Fabio Balassiano postou um texto em seu ótimo blog sobre a estreia de Scott Machado com a camisa do Houston na Summer League de Vegas.

Olhando para o desempenho do armador brasuca, filho de gaúchos, nascido no Queens, Bala assustou-se, não sem razão: Scott marcou apenas dois pontos em 18:42 minutos, frutos de um desempenho medíocre nos arremessos: 1-6. As cinco assistências foram camufladas pelos quatro erros. E Bala escreveu: “Precisa mostrar mais caso queira um contrato com alguma equipe da NBA”.

A faixa acaba. Sai “Naima” e “Moanin’” de Charles Mingus entra sem pedir passagem. Agressiva, sufocante; a orquestra ao fundo. Mingus regendo, o contrabaixo de lado, como ele sempre fazia enquanto regia. E eu olhando para o desempenho de Scott Machado e para as palavras do meu xará Fabio Balassiano. De repente a metaleira se levanta; sobe, estridente. E dita o ritmo. O naipe de sax desfila. Primeiro o barítono, depois o tenor e finalmente o alto. Tudo sob o comando de Mingus. E eu olhado para o desempenho de Scott Machado: dois pontos em 18:42 minutos, frutos de um desempenho medíocre nos arremessos. As cinco assistências, como disse, foram camufladas pelos quatro erros.

“Moanin’” se foi; agora é a vez de “Blue Monk”. Com quem? Ora, precisa perguntar? Se precisa, eu respondo: com Thelonius, my friend. E a advertência do Bala na minha cabeça: “Precisa mostrar mais caso queira um contrato com alguma equipe da NBA”. De fato, Scott Machado precisa melhorar se quiser um contrato na NBA. Mas Bala, calma, meu velho, foi apenas o primeiro jogo do garoto de Iona. Tem mais pela frente. E o Houston venceu o Toronto por 93-81, o que acaba sendo um bom negócio.

Sigo lendo o texto do Bala. E a música segue no mesmo compasso, mas não quantitativamente, em grupos. A música segue seu caminho: sai uma, entra a outra. Monk se foi; agora é a vez de Miles Davis com a canção “Autumn Leaves”, de Joseph Kosma e Jacques Prevért, um standard que ganhou um sem número de versões nas mãos de um sem número de jazzistas. Bala segue também no mesmo compasso, mas não quantitativamente, em grupo, mas sim num movimento cadenciado de andamento regular. Ou seja: sai de um tema e entra no outro. Na verdade, o tema é o mesmo: os brasileiros nas ligas de verão da NBA.

Bala deixou de lado Scott e seu foco agora está em Fab Melo. O pivô brasileiro do Boston não vem com bom desempenho. Mas na vitória do C’s sobre o Orlando, nesta sexta-feira, por 94-73, Bala nos conta que Fab jogou 22:44 minutos e marcou só cinco pontos. É, Bala, mas pegou dez rebotes, meu velho. Isso mesmo: uma dezena de ressaltos. E Melo está lá para isso: defender.  Foi a segunda vez que o pirulão mineiro saiu como titular do Boston nesta liga de Orlando, mas foi a primeira vez que ele teve um duplo dígito em um fundamento. E foi também a primeira vez que Melo jogou mais de 20 minutos. Melhora a cada dia que passa.

Por falar em passar, Miles se foi. Agora é a vez de Art Blakey subir ao palco com seu Jazz Messenger. O tema é “Two of a Kind”. Cavalar. Acompanhado por piano, contrabaixo, dois sax, um trumpete e um trombone. Cavalar, já disse; mas não custa repetir.

Paulão Prestes — que mania ridícula de nós, brasileiros, usarmos esse maldito aumentativo para jogadores de basquete e o diminutivo para jogadores de futebol! Na Itália Adriano era o Imperador; na Espanha Luis Fabiano era o Fabuloso. Na NBA, Karl Malone era The Mailman, Julius Erving era Dr J. e Earvin Johnson era Magic. Aqui, Paulo Prestes virou Paulão, e eu ia dizer que ele será o próximo brasuca a estrear na Summer League de Las Vegas. Bala nos conta que será nesta segunda-feira contra o Clippers. Paulão — eita nóis! — estará com a camisa do Minnesota. E a gente com ele, à distância.

Fab Melo melhora a cada jogo. Scott deve seguir o mesmo caminho. Os dois são talentosos. Os três, eu diria. E eu agora vou dormir.

Notas relacionadas:

  1. ‘BRASILEIRO’ SCOTT MACHADO TENTA VAGA PARA O TOURNAMENT DA NCAA
  2. LEANDRINHO PODE ESTREAR NESTE SÁBADO PELO INDIANA. NENÊ SÓ NA QUARTA-FEIRA
  3. NOITE SÓ NÃO FOI COMPLETA PORQUE SCOTT NÃO FOI PARA O LAKERS. FAB MELO É O PRIMEIRO BRASILEIRO NO BOSTON
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quinta-feira, 5 de julho de 2012 NBA | 23:44

LIN DIZ SIM A PROPOSTA DO HOUSTON. KNICKS DEVE EQUIPARAR E MANTER O JOGADOR

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Jeremy Lin com um pé no Houston? O time texano acabou de oferecer um contrato de três anos e o sino-americano disse sim. De acordo com as regras do CBA, o Knicks tem o direito de igualar. Se equiparar a oferta, Lin fica em Nova York.

A proposta foi a seguinte: US$ 5 milhões no primeiro ano; US$ 5,2 milhões no segundo; US$ 9,3 milhões no terceiro. E mais: o Rockets tem o direito a um quarto ano se achar que é o caso.

O NYK vai igualar a proposta texana. Lin (foto) é ídolo na Big Apple. Vende camisas, camisetas e todo tipo de suvenires associado a seu nome. E ajuda a vender bilhetes. É uma mina de dinheiro. Além disso, não fosse ele e o Knicks não teria chegado aos playoffs na temporada passada. A torcida nova-iorquina, vendo o rival Brooklyn Nets se reforçar, não perdoaria jamais a direção da franquia se Lin for embora.

O jornalista Marc Stein, que noticiou a proposta texana, postou em seu Twitter que uma fonte ligada à franquia garantiu que o Knicks iguala qualquer proposta feita a Lin, mesmo se ela for de US$ 1 bilhão.

Portanto, nós, brasileiros, que estamos torcendo para Scott Machado conseguir um lugar ao sol nas “summer leagues”, que ele vai jogar com a camisa do Rockets, nós, brasileiros, podemos ficar tranquilos. E mesmo que Lin vá para Houston, não se faz um time com apenas um armador. E mais: Machado dificilmente será titular de qualquer equipe em seu primeiro ano de NBA. Ele será contratado para complementar elenco.

Relaxem. Continua só dependendo dele.

KIDD

Jeremy Lin fica em Nova York mesmo com a contratação de Jason Kidd pelo time da “Big Apple”. Como disse acima, não se faz um time com apenas um armador. Kidd (US$ 9 milhões por três anos de contrato) tem 39 anos. Um absurdo. De todo o modo, o dinheiro não é meu. Se fosse, eu jamais faria isso.

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sexta-feira, 29 de junho de 2012 NBA | 13:42

NOITE SÓ NÃO FOI COMPLETA PORQUE SCOTT NÃO FOI PARA O LAKERS. FAB MELO É O PRIMEIRO BRASILEIRO NO BOSTON

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A noite só não foi completa porque Scott Machado não foi recrutado pelo Lakers, fato que eu e muita gente imaginávamos que iria acontecer. Em compensação, Fabrício Melo, o Fab Melo, foi selecionado pelo Boston. Finalmente temos um brasileiro jogando em uma equipe de tradição na NBA. Em que pese os quatro títulos do San Antonio, o time texano não tem a tradição de um Celtics, Lakers, New York ou Chicago. Fiquei muito feliz, mas muito feliz mesmo.

Agora temos que torcer para que o mineiro de Juiz de Fora crie juízo. Se você não sabe, Melo não participou do último “Tournament” da NCAA porque não teve desempenho acadêmico satisfatório. Ano passado, foi parar na polícia acusado que foi pela namorada de tê-la agredido. Se ele não sossegar o facho, pode não vingar na NBA. Por isso, a renovação de contrato de Kevin Garnett com o C’s seria muito importante. Ao lado de KG, creio eu, ele se acalmaria. KG é líder, o mundo o respeita. E se escrever e não ler, o pau vai comer. Quero dizer: se Melo “urinar fora do penico”, toma porrada. Como Glen Davis quase tomou, vocês não se esqueceram, não é mesmo.

Melo é pivô. Tem 2,13m de altura, dois centímetros a mais que Nenê Hilário, Anderson Varejão e Tiago Splitter. Defende muito. Pegar rebotes e principalmente dar tocos é sua diversão favorita quando está em quadra. Os analistas o comparam com Brendan Haywood, o contestado pivô do Dallas. Errado. Lembro-me muito bem de Brendan em North Carolina. Ele era apenas um jogador esforçado que se valia de seus mesmos 2,13m. Brendan não tinha a mesma velocidade e a mesma agilidade de Melo. Já disse aqui: vi apenas dois jogos do brasuca com a camisa 51 laranja da Universidade de Syracuse, mas gostei do que vi. Melo, se for um aluno aplicado, poderá fazer carreira no C’s e substituir KG. Não, ele não tem o talento de KG, longe disse, mas ele pode ser um jogador importante dentro de um sistema imposto e aplicado pelo técnico Doc Rivers.

Aqui entra outro capítulo importante nessa história. Melo será treinado por um dos melhores técnicos da NBA na atualidade. Muita gente, de maneira equivocada, a meu ver, atribuía o sucesso do Boston a Tom Thibodeau. Thibs foi embora há duas temporadas e o Celtics continua com a mesma força. Continua porque a importância de Thibs era relativa. Era importante, mas, repito, relativa. Thibs funcionava como uma peça a mais nesta extraordinária engrenagem do C’s montada por Doc e Danny Ainge, o GM da franquia. Mas o cara que dá a palavra final, o cara que faz os retoques que têm que ser feitos, o cara que pensa o time no macro e não no micro é Doc Rivers. O Boston da época de Thibs era um; hoje é outro. O Big Three agora é formado por Rajon Rondo, Kevin Garnett e Paul Pierce. Ray Allen foi para o banco cumprir nova função. Brandon Bass é o novo ala de força e KG virou pivô com a saída de Kendrick Perkins. E na próxima temporada, outras mudanças podem ocorrer. E nelas Melo pode ter papel importante. Vestirá seguramente a camisa 51 alviverde, pois o número não foi aposentado.

Próxima temporada, teremos muito mais prazer em ver os jogos do Boston. Mas, repito, para isso Melo tem que tomar juízo, jogar bem as “Summer Leagues” para garantir um lugar ao sol.

DECEPÇÃO

Ficamos acordados até o apagar das luzes do espetáculo de ontem à noite no Prudential Center de Nova Jersey, antigo lar do Nets, que agora será Brooklyn Nets porque se mudou para o bairro nova-iorquino. Esperávamos ouvir Adam Silver, vice-presidente da NBA, anunciar que na 60ª posição do draft, 60ª e última posição, esperávamos ouvir o nome de Scott Machado. Mas, na verdade, o nome que Silver pronunciou foi o de Robert Sacre, um pirulão de Gonzaga (a mesma universidade de John Stockton). Segundo nosso parceiro Trapizomba, trata-se de um cara desengonçado. E pivô. “Pra que outro pivô?”, perguntou, indignado, Trapizomba. Ele queria Machado; nós também.

Machado é brasileiro porque seus pais são gaúchos. Gaúchos que imigraram para os EUA. E lá nasceu Scott, no bairro do Queens, em Nova York. Já foi convocado pela CBB e já defendeu o Brasil em um torneio se não me falha a memória — e nem me perguntem qual porque eu também não me lembro. Foi chamado para o recém-encerrado Sul-americano, que o Brasil ficou numa ridícula quarta colocação, mas mandou um e-mail para a CBB e para o técnico Rubén Magnano e agradeceu a convocação. Pediu dispensa porque iria participar de “try-outs” nos EUA para que os olheiros da NBA o vissem em ação, pois ele sonhava ser recrutado por um dos 30 times da liga. Não deu.

Mas Scott, ex-armador da pequena Universidade de Iona,  faz parte dos planos de Magnano. “Ele é um armador com estilo europeu”, disse-me Magnano. Scott faz parte não apenas dos planos da CBB, mas de alguns times da NBA também. Segundo o muitíssimo bem informado repórter Adrian Wojnarowski, do site Yahoo!Sports, Cavs, Utah, Atlanta, NOH, Toronto e Houston já entraram em contato com o agente do jogador para que ele jogue as “Summer Leagues” por seus times.

Vamos cruzar os dedos e torcer por ele. E que ele não vá para o Toronto, claro.

BALANÇO

Anthony Davis foi mesmo o primeiro jogador a ser selecionado. Vai jogar no New Orleans. Outro bom jogador draftado pelo time da Louisiana foi o ama-armador Austin Rivers, filho de Doc Rivers, uma máquina de pontuar e jogador que não se complica no manuseio da bola. Com Davis e Rivers, o NOH dará um salto imenso e será contendor do Oeste; contendor de peso. Davis, creio, poderá fazer o que Tim Duncan fez no San Antonio.

Gostei do recrutamento do Washington. O time de Nenê Hilário pegou o ala-armador Bradley Beal, ala-armador da Universidade da Florida, a mesma de Al Horford, Joakim Noah, Udonis Haslem e Mike Miller. Com Beal, o time terá o seguinte quinteto titular: John Wall, Bradley Beal, Trevor Ariza, Nenê Hilário e Emeka Okafor. Gostei.

O Cavs, de Anderson Varejão, pegou o pivô Tyler Zeller, 2,15m, que tinha sido recrutado pelo Dallas. Ele e Varejão têm tudo para formar uma dupla sólida na defesa. E no ataque, Zeller tem mais predicados do que o capixaba. O Cavs pegou um bom jogador, um cara com potencial e fundamentos, produto de North Carolina. Seu principal draft, no entanto, foi Dion Waiters, um ala-armador de Syracuse, ex-parceiro de Fab Melo. Kyrie Irving tem tudo para ter ganhado um bom parceiro, assim como Varejão.

Oklahoma City Thunder: recrutou Perry Jones III, um ala de Baylor que só não ficou entre os 15 primeiros por conta de uma lesão no joelho. Muitos times resolveram não correr riscos e o deixaram de lado. O OKC, com a 28ª escolha, selecionou-o. Se ele estiver com a saúde em dia, o atual vice-campeão da NBA fez uma grande contratação.

Chicago: selecionou o armador Marquis Teague, de Kentucky. Veio, claramente, para jogar no lugar de Derrick Rose, que perderá boa parte da próxima temporada. Apesar de ter sido a 29ª escolha, não se deixe levar por isso: Kentucky não produz porcaria.

San Antonio: Marcus Denmon, armador de Missouri, 59ª escolha. Pouca coisa? Não se esqueça que R.C. Bufford foi quem o recrutou. E Bufford não costuma dar bola fora. Ou você se esqueceu de Kawhi Leonard?

RUMORES

Lamar Odom pode retornar a Los Angeles. Mas não para jogar no Lakers e sim no Clippers… Por falar em Clips, Mo Williams pode ir para o Utah… Minnesota segue firme no propósito de contratar Pau Gasol. Derrick Williams pode entrar no negócio… Steve Nash pode voltar ao Canadá e jogar pelo Toronto… Kirk Hinrich pode retornar ao Chicago… Bulls tem até o dia 10 de julho para exercer o direito de mais uma temporada com Ronnie Brewer, Kyle Korver e C.J. Watson.

Notas relacionadas:

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  3. “NBA DRAFT” E A SELEÇÃO BRASILEIRA SÃO AS ATRAÇÕES DA NOITE DESTA QUINTA-FEIRA
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quinta-feira, 28 de junho de 2012 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano | 10:36

“NBA DRAFT” E A SELEÇÃO BRASILEIRA SÃO AS ATRAÇÕES DA NOITE DESTA QUINTA-FEIRA

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O dia hoje vai ficar pelo jogo do Brasil contra a Grécia e pelo “NBA Draft”. Sei que o Brasil joga novamente em São Carlos (SP) e que o evento norte-americano será no Prudential Center, ginásio do Nets quando ele estava em New Jersey. Mas não sei qual será o horário do recrutamento, pois esta informação eu não encontrei nem no site da NBA e nem no site da ESPN gringa. Mas vejo no ótimo site Jumper Brasil que a cerimônia começa as 19h34. De Brasília? Não sei dizer.

Fabrício Melo, pivô de Syracuse, bom de bola, mas enrolado fora das quadras, e Scott Machado, armador de Iona, bom dentro e fora das quadras, devem ser recrutados. Melo (foto) está cotado para ser recrutado a partir da 20ª posição da primeira rodada. Sites o colocam no Atlanta, Boston, Miami e Cleveland. Machado tem chance de ir parar no Lakers, o que significaria o primeiro brasileiro jogando no time californiano.

Ser recrutado na primeira rodada, de acordo com as regras do CBA, garante ao jogador um contrato. Ser escolhido da segunda rodada, não. Neste caso (e é o caso de Machado), o jogador teria que participar de “summer leagues”, mostrar serviço para garantir um contrato. E ele é bem modesto se comparado com os dez primeiros. Mas Machado, em caso de aprovação nas “leagues”, poderia assinar um contrato de dois anos apenas, por exemplo, apostar em seu basquete e depois partir para algo melhor.

O fato é que os dois devem mesmo ser recrutados. Mas a ida de Melo para o Miami, dizem, não deve se concretizar, pois, ao contrário do que se comentava, o Heat vai atrás de um ala neste draft e não de um pivô. Dizem que Pat Riley e Erik Spoelstra querem um jogador mais baixo do que um pivô e que possa exercer várias funções em quadra. Isso vai ao encontro do que eu tenho dito aqui: no futuro, os pivôs tendem a ser relegados a um segundo plano. A menos que sejam feras como Anthony Davis.

Quando aos outros drafts, é consenso que Davis será mesmo o primeiro escolhido. O pivô de Kentucky, campeão da NCAA, vai comandar o garrafão do New Orleans. Tanto é verdade que o Hornets acabou de trocar Emeka Okafor, seu antigo pivô, com o Washington Wizards. E como o NOH tem o 10º recrutamento também, as projeções colocam Austin Rivers, filho de Doc Rivers, no time da Louisiana. Gostei.

A partir de Davis não se sabe mais o que vai acontecer. O Charlotte, segundo na escolha, dizem, pode escolher o ala-pivô Thomas Robinson, de Kansas. Mas há quem diga que a franquia de Michael Jordan pode pegar o ala-armador Michael-Kidd Gilchrist, que assim como Davis é produto da universidade de Kentucky. Se isso ocorrer, pelo que li, seria inédito na história do “NBA Draft” uma escola cedendo o primeiro e o segundo draft.

O Charlotte estaria disposto também a abrir mão deste draft em favor de um jogador experiente, no qual a franquia pudesse ser construída. Mas o Cats quer colocar no negócio o problemático e molengão ala-pivô Tyrus Thomas. O Lakers segue tentando se livrar de Pau Gasol e seu contrato milionário. Será que não valeria a pena tentar esse negócio? Não sei como está o cofre do Charlotte, mas seria legal para a franquia da Carolina do Norte, que já pegou Ben Gordon e tem o ótimo armador Kemba Walker. Os dois mais Gasol poderiam formar um núcleo bem interessante. Mas há quem diga que o futuro de Gasol poderá ser o Memphis, ao lado do irmão. Isso porque o Grizzlies teria oferecido Zach Randolph pelo grandalhão angelino.

Outra possibilidade: o Houston cederia o ala-armador Kevin Martin para o Cats em troca deste draft. Isso porque a franquia do Texas, que acabou pegando a 18ª escolha numa troca com o Minnesota (e já tem a 12ª e a 16ª), quer oferecer várias escolhas para o Orlando e ter em troca o pivô Dwight Howard. O problema para o Rockets é que Martin não vale uma segunda escolha do draft.

Mas vamos seguir no aguardo. Muita coisa ainda pode acontecer nesta noite. Antes, durante e depois do “NBA Draft”.

BRASIL

A Nigéria é primitiva. Nunca participou das Olimpíadas e pelo que mostrou ontem diante do Brasil não deve ser desta vez. A seleção brasileira venceu o jogo com muita facilidade: 104-65.

Nosso selecionado pressionou demais a saída de bola dos africanos e isso fez com que eles perdessem muitas bolas. Não sei te dizer quantos erros foram, pois eu não encontrei no site da CBB o “box score” do jogo. Se alguém achar, mande o link para que a gente possa discutir melhor nosso time. Aliás, o site da CBB, reformulado, continua muito ruim.

Ontem eu gostei mais da disposição ofensiva do Brasil. A bola passou mais de mão em mão, o que acabou por confundir e/ou cansar a defesa adversária. Mas ainda continuamos apenas com corta-luz. Eles são importantes porque possibilitam muitas alternativas ofensivas, mas acho que Rubén Magnano poderia mesclá-lo com o “pick’n’roll”. Será que ele ficará restrito apenas a Tiago Splitter, exímio neste fundamento? Se for, acho pouco. Anderson Varejão também sabe fazer o “pick’n’roll”. E bem.

Fiquei decepcionado novamente com a atuação de Larry Taylor. Mas vamos dar um desconto. Técnico novo, situação nova para ele, que se divide entre treinar e aprender a quase incompreensível letra do Hino Nacional Brasileiro.

Marcelinho Huertas (foto CBB) debutou ontem nesta fase preparatória. Tiago Splitter ainda não. Será hoje? Não sei. Leandrinho Barbosa finalmente resolveu a questão do contrato, mas como ele ainda não está pronto, LB deve jogar apenas o Super 4 da Argentina, no dia 5 de julho próximo.

Hoje tem a Grécia, 21h de Brasília, pelo SporTV. Vamos ver como é que o nosso selecionado vai se comportar.

Notas relacionadas:

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  2. LEANDRINHO PODE ESTREAR NESTE SÁBADO PELO INDIANA. NENÊ SÓ NA QUARTA-FEIRA
  3. PRESIDENTE DA CBB SE ANTECIPA A RUBÉN MAGNANO E ANUNCIA CONVOCAÇÃO DE NENÊ PARA A SELEÇÃO BRASILEIRA
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