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sábado, 14 de março de 2009 NBA | 12:43

RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA

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O Cleveland quase entregou o jogo no terceiro quarto. Levou uma sova do Sacramento de 15 pontos (39-24) e cometeu seis erros.

Neste período, chegou a ficar atrás no marcador em 16 pontos. Vi a viola em cacos, embora faltasse ainda um quarto pela frente.

Os 12 minutos finais foram de pura recuperação, mas não suficiente para levar o time à vitória. O que o Cavs fez foi igualar a partida em 116 pontos e empurrá-la à prorrogação.

Poderia ter vencido, é bom que se diga, se LeBron James (foto AP) tivesse acertado o segundo lance livre a 24 segundos do final, igualando o marcador. Se o alvo fosse acertado, o time de Ohio teria aberto 117-116 e evitaria o tempo extra.

Mas LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça – e acabou falhando.

Mas não sucumbiu aos erros na prorrogação. Fez seis dos dez pontos do Cleveland no tempo adicional e comandou a vitória em 126-123.

LeBron fez 51 pontos…

FIM

LeBron James não conseguiu marcar novo “triple-double”. O ala do Cleveland havia atingido a marca nos últimos três jogos da equipe.

Ontem, além dos 51 pontos, distribuiu nove assistências, apanhou apenas quatro rebotes e deu três tocos.

LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça.

VAREJÃO

O capixaba fez uma grande partida ontem à noite na capital da Califórnia. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra foi perfeito: 8-8 (100%). Bobeou apenas nos lances livres (seu calcanhar de Aquiles): 2-5.

Se tivesse encestado todos seus tiros fatais como fez nos chutes com a bola em movimento, terminaria a partida com 21 pontos. Mas graças aos três erros na linha decisiva, acabou a peleja com 18.

Ótima pontuação; sem dúvida alguma, ótima.

Tão admirável quanto os pontos foi o seu desempenho nos rebotes: 12. Desta dúzia, cinco foram no ataque.

Um “double-double”, portanto.

LIDERANÇA

Com a vitória, o Cleveland igualou a campanha do Lakers com 52 vitórias e apenas 13 derrotas (80%). Mas pelo critério de desempate o time da Califórnia leva a vantagem, pois venceu os dois encontros entre ambos.

Portanto, se o Cavs quiser o primeiro lugar na classificação geral – e quer, como sabemos –, tem que torcer por um tropeço a mais do Lakers até o final da temporada regular.

De qualquer maneira, a vitória de ontem reservou ao Cleveland o título da Divisão Central, fato que não ocorria desde a temporada 1975-76.

E o que isso quer dizer?

Nada.

INACREDITÁVEL!

Só não caí de costas porque estava sentado. Mas vocês repararam no torcedor com a camisa do São Paulo no Arco Arena?

Foi durante o último tempo pedido pelo Sacramento, a cinco segundos do final da partida durante o tempo normal, quando LeBron James fez falta em Kevin Martin.

A tevê local não saiu para o “break” comercial e ficou nos jogadores dos dois times e depois no narrador (lá chamado de play-by-play) e o comentarista (color analyst). No fundo, os torcedores, pois nos EUA os profissionais da imprensa ficam ao nível da quadra.

Os dois falando, quando, no fundo, eu vi o torcedor são-paulino.

Sensacional!

Outro dia, não sei se alguém reparou, no TD Banknorth Garden, em Boston, tinha uma bandeira do Brasil na arquibancada alta atrás da tabela do lado esquerdo da câmera de televisão.

Aliás, se algum brazuca que mora nos EUA tiver uma foto com a camisa de algum time de futebol dentro de uma arena da NBA, entre em contato que a gente publica.

Sensacional!

RODADA

Dois outros jogos chamaram a atenção na rodada de ontem.

O primeiro foi a derrota do Chicago para o Philadelphia fora de casa por 104-101. Ela custou caro ao Bulls; custou a última vaga do G-8 do Leste.

Infelizmente para seus torcedores, o Chicago não é um time pronto, talvez, nem mesmo para caçar uma vaga para os playoffs. O time é indeciso em quadra e mal dirigido por Vinnie Del Negro.

O segundo foi a vitória do Houston diante do Charlotte, na Carolina do Norte.

A jogada que decidiu a partida foi patética. Três pontos atrás do marcador, Larry Brown, técnico do Bobcats, chamou um tempo e armou um tiro de três.

A bola caiu nas mãos de Vladmir Radmanovic – sim, ele mesmo, aquele que jogava no Lakers. Ele subiu para o arremesso…

Ron Artest veio por trás (foto AP) e tomou a bola do sérvio como um profissional toma de um jogador do infantil – não vou dizer mirim para não humilhar tanto.

No contra-ataque, sozinho, Artest – aquele que provocou Kobe Bryant, lembram-se? – caminhou e fez a bandeja derradeira fechando a partida em 91-86.

Os torcedores do Lakers que viram a partida devem ter se lembrado dos momentos de pavor do europeu com a regata amarelinha. E respiraram aliviados por constatar, uma vez mais, que Rad não está mais na franquia.

Notas relacionadas:

  1. O BRILHO DE VAREJÃO NA VITÓRIA DO CAVS
  2. DENVER DÁ MOLE E QUASE PERDE
  3. VITÓRIA MAIÚSCULA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de março de 2009 NBA, outras | 11:56

UMA FÁBULA

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Final da década de 1960. Vasco e Santos jogavam num sábado à tarde no Maracanã pelo Robertão, o campeonato brasileiro da época.

Na madrugada do dia em questão, ladrões entraram na casa de Pelé, em Santos, e roubaram alguns objetos pessoais do rei do futebol. Entre eles, troféus e medalhas.

Pelé ficou arrasado. Estava concentrado com o time no Rio quando ficou sabendo da notícia por telefone.

Entrou em campo triste e deprimido. Não queria nada com o jogo.

Pelé sempre foi apegado aos seus objetos pessoais. A caixinha de engraxate, que usava nos tempos de pivete em Bauru, é guardada até hoje com carinho.

A caixinha de engraxate não foi roubada, mas Pelé entrou em campo triste e deprimido. Por isso, não queria nada com o jogo.

Disso o Vasco se aproveitou. Abriu 2-0.

Brito e Fontana, que atuaram na Copa de 1970, no México, quando o Brasil conquistou seu terceiro título mundial (Brito como titular e Fontana como reserva), formavam a dupla de zaga do time carioca.

Quarenta minutos do segundo tempo e Fontana, que nunca se deu com Pelé, sentindo que o jogo estava garantido, virou-se para Brito e em tom provocativo perguntou:

– Você viu algum rei por aí? O tal do rei do futebol apareceu? Veio ao Maracanã?

Pelé estava próximo. Ao ouvir as palavras provocativas de seu desafeto, parece que um botãozinho foi acionado dentro dele e…

Em cinco minutos, Pelé calou o Maracanã lotado de vascaínos. Em cinco minutos fez dois gols. No segundo deles, foi até o fundo da rede, pegou a bola, passou por Fontana e disse:

– Dê a bola de presente para sua mãe. Diga que foi o rei do futebol quem mandou.

A partida terminou 2-2.

Moral da história: não se cutuca onça com vara curta.

BURRICE

Conto esta velha história para contar outra, esta atual, que passou-se ontem em Houston, no Texas.

Rockets e Lakers jogavam no Toyota Center e Kobe Bryant, amuado por causa dos últimos resultados do Lakers fora de casa e irritado com o comportamento de alguns de seus companheiros com quem discutiu depois da derrota vexatória em Portland, não estava ligado no jogo.

Ao final do primeiro tempo tinha anotado apenas seis pontos. Ao dirigir-se para o vestiário, via estampado no reluzente telão central do ginásio texano a vitória parcial dos anfitriões por 51-40.

Foi então que Ron Artest entrou em ação.

Destacado pelo técnico Rick Adelman para ser um dos marcadores de Kobe na partida, Artest começou uma guerra verbal com o MVP da última temporada assim que o segundo tempo começou. Como Fontana, imaginou que a partida estava resolvida, pois o Houston jogava o fino da bola e Kobe estava alheio ao jogo.

Ao ouvir as palavras provocativas de seu marcador, parece que um botãozinho foi acionado dentro dele e…

Kobe anotou mais 31 pontos no último período, terminou como o cestinha da partida com 37 tentos e calou o Toyota Center.

A partida terminou com a vitória do Lakers por 102-96.

Moral da história: não se cutuca mesmo onça com vara curta.

Ron Artest x Kobe Bryant

EPÍLOGO

Por enquanto em fico por aqui. Mais tarde eu volto para falar dos outros jogos da rodada de ontem.

Gostaria que vocês refletissem o que foi contado e me dissessem quem deve ser o MVP da temporada.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
  3. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 1 de março de 2009 NBA | 13:40

A EMOÇÃO DE UMA VITÓRIA ESPETACULAR

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Alguém podia imaginar que o Chicago fosse virar o jogo diante do Houston? Duvido, por mais que o basquete seja um esporte onde esse tipo de situação possa ocorrer.

O Bulls não dava pinta de que isso pudesse ocorrer. O time, uma vez mais, vinha se comportando de maneira contrangedora em quadra, embaraçando não apenas eles próprios, jogadores, mas também sua torcida.

Quando o cronômetro do United Center mostrou que 7:26 minutos era o tempo que faltava para aquela tortura terminar, o ala Ron Artest (ex-jogador do Bulls) deu uma enterrada e levou o marcador para 95-80.

Foi então que tudo começou.

O Chicago fez uma corrida sensacional de 25-7 e fechou a partida em 105-102.

O momento de grande emoção foi quando Ben Gordon empatou o jogo em 102 pontos a 1:07 minuto do final, com um “jumper” da ponta esquerda, cortando pelo meio, diante do gigante Yao Ming. Naquele momento, com a atmosfera que reinava no United Center, eu senti que dava para ganhar.

Depois de o Houston perder novamente seu ataque num erro de arremesso de Luis Scola, Derrick Rose pegou o rebote e ele próprio, após um pedido de tempo, colocou o time na frente em 104-102. A cesta foi resultado de uma infiltração diante de Scola e Artest, feito gente grande, feito um veterano de NBA; a bola, caprichosa, bateu na parte traseira do aro, na dianteira e caiu.

Como quase caiu o ginásio, pois os 22.394 torcedores ficaram enlouquecidos.

O Rocketes estava zonzo em quadra, dominado completamente pelo jogo maduro do Chicago, que atacava com força e defendia com vigor ainda maior.

Não deu outra: o Houston, depois de seu pedido de tempo, voltou a disperdiçar dois arremessos em um ataque só com Artest; Shane Battie pegou o rebote do primeiro tiro, mas o segundo ressalto ficou com John Salmons.

Kyle Lowry, o armador que veio do Memphis para substituir Rafer Alston, que foi para o Orlando, fez rapidamente uma falta em Salmons. O novo ala do Chicago, que chegou do Sacramento na troca com Andres Nocioni, foi para a linha de lance livre e tivesse aproveitado os dois arremessos, colocaria o Bulls na frente em quatro pontos e decretaria o final da partida, pois dez eram os segundos que faltam para o cronômetro zerar.

Mas não; Salmons acertou o primeiro e errou o segundo: 105-102.

Com aquele pequeno tempo à disposição (Yao Ming pegou o rebote), mas suficiente para empatar a partida com uma bola de três, Rick Adelman, o treinador texano, tentou armar um ataque triplo para levar o jogo à prorrogação.

A bola saiu dentro da quadra do Chicago. Foi então que o próprio Salmons, que poderia ter liquidado tudo, decidiu resolver a questão ao dar um toco num arremesso de Artest e liquidar, definitivamente a partida.

Parece que Salmons queria contornos mais dramáticos ainda para o encerramento daquele enfrentamento. Colocar o Chicago na frente em quatro pontos e deixar o embate acabar com a bola nas mãos de um jogador do Houston, à espera da buzina definitiva, não era realmente o final que esta partida merecia.

Peço desculpas a todos os frequentadores deste botequim, mas ainda estou sob o impacto desta vitória do Chicago. Recuso-me a escrever mais sobre qualquer coisa.

Deixo para vocês contarem o que ocorreu em outras pelejas, principalmente a partia do Miami, que também ganhou um jogo num enredo semelhante ao do Bulls ao bater de virada o New York na Flórida por 120-115. Falem-me sobre Dwyane Wade, que fez barbaridades em quadra eterminou a partida com 46 pontos – 15 deles no último quarto, quando o Heat anotou uma corrida de 19-0 para ganhar a partida.

Contem-me tudo, deem-me detalhes, porque, como disse, continuo embebedado pela espetacular vitória do Chicago sobre o Houston.

Notas relacionadas:

  1. DENVER E LAKERS, EM PAZ COM A VITÓRIA
  2. UMA VITÓRIA NO SUFOCO
  3. O BRILHO DE VAREJÃO NA VITÓRIA DO CAVS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 NBA | 10:14

TERRY PORTER RENDE-SE AO ÓBVIO

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Terry Porter encontrou um jeito de dar mais minutos para Leandrinho. Ao invés de subtraí-los de Jason Richardson – que seria o correto –, tomou-os de Grant Hill.

Basta ver os dois últimos jogos do Phoenix.

Na vitória de domingo diante do Hawks, em Atlanta, Hill, que tinha uma média de permanência numa partida de 29 minutos, ficou em quadra 24. Leandrinho (foto AP), que jogava 24 minutos, jogou seis a mais: 30.

No fácil triunfo de ontem contra o Wizards, em Washington (103-87), Hill esteve em ação por 20 minutos, contra 27 do paulistano.

Na média, Hill passou de 29 minutos por partida para 22; Leandrinho saltou de 24 para 29.

O resultado disso é expressivo: antes de ter seus minutos ampliados, Leandrinho fazia 12 pontos por jogo. Agora, atuando mais, pulou para 21.5!

Evidentemente, Hill testemunhou o decréscimo de seu desempenho: antes da mudança, ele pontuava em média 10.6 por jogo; agora só contribui com exatos cinco por partida.

A melhora não se deu apenas para Leandrinho. O Suns, que vinha de três derrotas seguidas em seus enfrentamentos “on the road” (derrotas para Boston, New York e Charlotte), venceu os dois últimos da série de cinco partidas fora de casa: Atlanta domingo e Washington ontem.

O resultado é que o Phoenix, que estava na nona posição e, portanto, fora do G-8, posiciona-se agora na sexta colocação na Conferência Oeste.

Ao render-se ao óbvio, Porter vê o time melhorar.

A teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.

DESCRENÇA

Sinceramente, por mais que o nosso parceiro de botequim Pedro Motta acredite, não dá para jogar nem um centavo sequer no Houston.

O time é irregular demais.

Aliás, acerta mais a ferradura do que o cravo.

Ontem, visitou Nova York e perdeu para o Knicks por 104-98 (foto AP).

A desculpa, provavelmente, que o Pedro, lá do Porto (Portugal), vai nos dar é que o time jogou sem Yao Ming.

Verdade; mas mesmo sem o chinês, um time que quer chegar aos playoffs, surpreender e fazer a final da conferência contra o Lakers, não pode perder para o New York.

Mesmo o jogo sendo na Big Apple.

Os texanos estavam com a mão completamente descalibrada quando o assunto foram os tiros de três pontos: 10 certos em 33 tentativas (30.3%).

O pior arremessador foi Ron Artest: 1-10; depois dele, Rafer Alston: 1-7.

Como disse acima, a teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.

Se as bolas não caem, muda-se a tática. Mas não, metidos, continuaram arremessando e jogaram na lata do lixo uma importante vitória para a caminhada aos playoffs.

Como disse, não consigo enxergar no Rockets um time capaz de chegar às finais do Oeste. Talvez nem mesmo de passar na primeira rodada da fase decisiva.

E não se esqueçam: esta tem sido a história de Tracy McGrady nos playoffs.

Pedro que me desculpe.

TRIPLO-DUPLO

O New Orleans sofreu com o Philadelphia na primeira metade do confronto de ontem à noite na cidade do jazz. Fo para o vestiário, após dois períodos, perdendo por 47-40.

O técnico Byron Scott fez ajustes importantes na 0fensiva do Hornets, Chris Paul desfilou todo o seu talento em quadra e pronto: vitória na segunda metade do confronto (61-39) e triunfo ao final da partida por moles 101-86.

CP3 (foto AP) fez seu quinto “triple-double” da temporada ao cravar 27 pontos, 15 assistências e 10 rebotes.

Paul, depois de um início fulminante, tem mesclado partidas como a de ontem com jogos sem muito equilíbrio, onde pontua muito e distribui poucos passes que resultam em cesta.

É certo que muitos de seus companheiros jogam como Ron Artest jogou ontem diante do Knicks. Mas, mesmo assim, notei nele algum abatimento quando as coisas não estão saindo do jeito que ele planejou.

Ao invés de emburrar, Paul deveria buscar soluções para os problemas.

Como fez ontem, por exemplo.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR
  2. LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL
  3. É GRANDE A CHANCE DE LEANDRINHO SAIR DO SUNS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de novembro de 2008 NBA | 12:07

SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA

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Cinco pontos em 1.9 segundo. E sem lance livre na jogada. É possível isso para um jogador? Sim; em basquete, tudo é possível, especialmente quando se trata de NBA.

O final da prorrogação do jogo de ontem em Portland com certeza jamais sairá da memória dos 20.611 torcedores que estiveram no Rose Garden.

A partida estava empatada em 96 pontos, quando o armador Brandon Roy fez uma cesta a 1.9 segundo do final, colocando o Portland na frente em dois pontos. Yao Ming igualou a 0,8 segundo do fim e ainda teve um lance livre de bonificação. Acertou e deixou o placar em 99-98 para o Houston. Após o pedido de tempo, Roy recebeu o lateral do armador Steve Blake e arremessou imediatamente, atrás da linha dos três. Bingo! O cronômetro zerou com a bola no ar e o Portland venceu a partida por 101-99.

Só no basquete; só na NBA.

ATRÁS DA CORTINA

Brandon Roy (na foto acima celebrando) vinha fazendo uma partida discreta até aquele 1.9 segundo final da prorrogação. A 10.1 segundos para o encerramento do tempo normal, com o embate igualado em 90 pontos, ele foi desarmado infantilmente por Ron Artest e não conseguiu arremessar, levando o jogo para a prorrogação.

Até o histórico momento, seu desempenho era pífio: 4-16 nos arremessos de quadra e tinha acertado seus insignificantes quatro lances livres; pouco para a agressividade e qualidade de seu jogo. Encerrou o tempo normal com apenas 12 pontos.

Continuava apagado até aquele 1.9 segundo. Aí entrou em cena. Importante: poderia ter saído como vilão, porque foi dele a falta que se transformou no lance livre de bonificação para Yao colocar o Houston na frente em 99-98.

Mas a noite era de Brandon Roy. “Eu estava desapontadíssimo comigo mesmo depois de ter feito aquela falta”, disse ele, na entrevista coletiva. “Aí eu disse para Steve me dar a bola para eu compensar [a bobagem feita]”.

E compensou.

Só no basquete; só na NBA.

OITO E NÃO CINCO

Se formos considerar os três pontos do chinês Yao Ming, foram oito, e não cinco, os pontos marcados naquele 1.9 segundo derradeiro da prorrogação.

Só no basquete; só na NBA.

MOLECADA DA PESADA

O Portland é o segundo time mais jovem da NBA. Só fica atrás do Golden State. Tem um futuro imenso pela frente. E olha que Greg Oden ainda não começou a jogar pra valer.

Às voltas com seguidas contusões, ontem Oden ficou do lado de fora, atrás do banco de reservas, vendo o jogo. Deve ter tido comichões com o final da partida.

Embora os holofotes finais tenham se deitado pra cima de Roy, a atuação do ala/pivô LaMarcus Aldridge não pode passar batida. O moleque, 23, fez 27 pontos, apanhou nove rebotes e deu três tocos. Mas precisa melhorar o aproveitamento dos lances livres: 3-7.

LUSCO-FUSCO

Alguém, ao olhar o “boxscore”, pode dizer que à exceção da bola roubada de Brandon Roy nos segundos finais do tempo normal Ron Artest fez uma partida opaca. Afinal, está lá: nove pontos, três rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

Certo ou errado?

Analisar a atuação de Artest é um tanto complicado; mas é possível. Ele teve uma difícil missão pela frente, que foi a de marcar Roy, o principal jogador do Portland. Conseguiu durante o tempo normal. Os números do camisa 7 do Blazers já foram destacados acima. Mas no momento agudo da partida, Artest perdeu Roy de vista.

E deu no que deu.

Reprovado, pois.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard teve dificuldades no jogo de ontem do Orlando contra o Philadelphia. Sam Dalembert deu trabalho, especialmente nos rebotes. Howard estava com média de 14.5 rebotes por partida e ontem fisgou apenas oito. Pouco para alguém como ele.

Foi também a primeira vez no campeonato que Dwight pegou menos de dez rebotes. Sua média caiu para 13.2, para desapontamento dos 16.407 torcedores que foram à Amway Arena de Orlando, mas que vibraram com a vitória do time por 98-88.

Dalembert apanhou 14 rebotes, oito deles ofensivos. Interessante, bem interessante.

Diria que foi apenas um acidente de percurso; nada além disso.

A BELA E A FERA

O relógio pouco passava das 13h30 quando cheguei à arena do complexo do Olympic Green Tennis Centre. Os termômetros marcavam desanimadores 30 graus. Em meia hora, Elena Dementieva e Dinara Safina iriam decidir a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Lá estava eu. Cheguei relativamente cedo ao complexo tenístico. Por isso, peguei um bom lugar. Coloquei minha mochila na cadeira ao meu lado direito. À medida que o tempo foi passando, os lugares reservados para a imprensa foram sendo tomados. Até que sobrou apenas a cadeira onde minha mochila descansava.

Cerca de 15 minutos antes de a decisão começar, uma jornalista, procurando por um lugar, perguntou se o assento estava ocupado. Disse que não; e tirei a mochila, colocando-a perto dos meus pés.

Descobri, minutos depois, que ela era de Moscou. Mas não fazia jus à beleza singular das meninas da terra de Dostoiévski. Era feinha, coitadinha. Mas bom papo. Falava um inglês limpo, bem compreensível, ao contrário da maioria dos camaradas, que não consegue dobrar a língua do jeito certo para falar o idioma de Shakespeare.

Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela se Andrei Kirilenko, ala do Utah Jazz, tinha algum parentesco com Maria Kirilenko.

– Não, nenhum parentesco – ela respondeu.

Maria, se você não sabe, é uma das beldades russas do circuito profissional da WTA, a associação feminina da categoria. Nunca foi top 10; este ano, em julho passado, chegou ao 18º posto, sua melhor posição no ranking. Atualmente, está na 29ª colocação.

– Kirilenko é um sobrenome um tanto comum em meu país – completou a jornalista.

Eu não sabia, por isso perguntei. Sei lá, na minha cabeça, Andrei poderia ser irmão, primo, tio, qualquer coisa da Maria. Mas não é nada.

Algum tempo depois, comparando fotos dos dois, senti-me um tolo por ter feito a pergunta à jornalista russa. Não há como confrontá-los. As fotos abaixo comprovam isso. Seria como cotejar a bela com a fera; isso pra ser bonzinho com Andrei.

Maria e Andrei

RODADA CHEIA

Nada menos do que 13 partidas movimentam a rodada desta noite pela NBA. E quem tem o NBA League Pass escolhe o jogo. Quem não tem, vai assistir pela ESPN o encontro entre San Antonio e Miami, no Texas, a partir das 23h de Brasília. E quem não tem nem uma coisa e nem outra, eu recomendo acessar o site da StoogeTV para tentar linkar alguma partida. Este é de graça.

Como tenho a possibilidade de escolher o prélio, vou primeiro assistir a Cleveland x Indiana, pois quero ver Varejão em ação – desculpem a rima –, e em seguida vou atrás de outro brazuca, Nenê, que estará em quadra com o seu Denver. A partida do Colorado marcará também a estréia de Chancey Billups com a camisa do Nuggets no embate contra o Dallas.

Haja café!

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. AH, OS BRASILEIROS…
  3. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 4 de novembro de 2008 NBA | 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

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Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:55

NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA

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O maior campeonato de basquete do planeta começa na noite desta terça-feira. Três jogos movimentam a rodada inicial: Boston x Cleveland, Chicago x Milwaukee e Lakers x Portland.

Infelizmente, nenhuma dessas três partidas será exibida ao vivo para o Brasil. A ESPN, que fará a transmissão dos jogos para o país, começa a mostrá-los a partir de amanhã, com o embate entre San Antonio e Phoenix, que na verdade será exibido na ESPN Brasil.

Ala/pivô do Cleveland, o brasileiro Anderson Varejão estará em ação logo mais. Os outros dois brazucas que atuam na mais rica, charmosa e importante liga de basquete do planeta estréiam nesta quarta: Nenê viaja com o seu Denver até Utah e pela tevê a gente poderá acompanhar Leandrinho jogando pelo Phoenix no Texas.

O Boston vai defender o título conquistado na temporada passada, como sabemos. E vem com força. Para isso, manteve seu triunvirato, com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, responsável pela ótima campanha que culminou num título que não vinha havia 22 temporadas.

Foi o 17º. da história da franquia, a que mais títulos conquistou na NBA. Em seguida vem o Lakers, com 14.

Por falar em Lakers, o time da Califórnia surge novamente como o grande rival do Boston nesta temporada. Se o Celtics tem sua trinca de ouro, o Lakers também a tem, com Kobe Bryant – o melhor jogador de basquete da atualidade em todo o mundo –, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A ausência de Bynum, nas finais contra o Celtics, na temporada passada, foi, sem dúvida alguma, importante na perda do título. Desta vez o Lakers espera que nenhum imprevisto venha atrapalhar seu projeto de ser novamente campeão, o que não acontece há seis temporadas.

O campeonato, no entanto, não ficará restrito a Boston e Lakers. Outras franquias entram para valer na competição buscando conquistar o título. Do lado do Leste, Cleveland, que tenta ser campeão pela primeira vez, e Detroit, que já ganhou três títulos, são fortes concorrentes, enquanto que no Oeste há um concorrente a mais: New Orleans – outro que ainda não sentiu o gostinho de ser campeão –, o bicampeão Houston e o tetra San Antonio.

LeBron é a grande esperança do Cleveland. É uma máquina de pontuar; foi o cestinha da temporada passada com uma média de exatos 30 pontos por partida. O Cavs manteve a base, o que também foi feito pelo Detroit, que não tem uma estrela como o Cleveland, mas conta um conjunto que poucas equipes na NBA têm. E uma defesa de dar inveja a qualquer rival.

É exatamente no conjunto que o New Orleans aposta, além da qualidade de seu armador Chris Paul – o melhor da NBA. David West e Tyson Chandler completam o triângulo de craques do time, que ainda ganhou o reforço do ala James Posey, campeão com o Celtics no campeonato passado, excelente arremessador de três nos momentos chaves, como Robert Horry fez com Lakers e San Antonio.

O Houston vem com o reforço do maluco do Ron Artest. Joga muito, mas pode ter uma recaída durante a temporada e, com isso, comprometer o trabalho. Se tiver com a cabeça boa, ao lado de Tracy McGrady, Luis Scola e Yao Ming com certeza fará do Rockets uma das forças deste campeonato.

O Spurs está envelhecido, é verdade, mas não dá para desprezar a força de Tim Duncan. Tony Parker rivaliza com Paul na primazia da armação das jogadas na NBA, enquanto que Manu Ginóbili, se tiver com o joelho zero bala, com certeza vai decidir muitas partidas em favor do time texano, como fez nos três títulos conquistados.

Zebras?

Do lado do Leste, o Orlando, que tenta chegar pela segunda vez a uma final e, agora, ganhar o título. Não que o time não tenha condições de ganhar a competição. Tem, mas são nanicas se comparadas com Boston, Cleveland e Detroit. De qualquer maneira, time que tem um jogador como o pivô Dwight Howard – seguramente o melhor da NBA – não pode ser encarado como carta fora do baralho de jeito nenhum. Além de Dwight, o Magic conta também com Rashard Lewis, um dos novos craques da liga, ótimo pontuador, o que ajuda tirar o peso em cima de Howard.

Vale destacar também o Miami, que tem um título de campeão. Dwyane Wade está em forma e animadíssimo com o ouro olímpico conquistado em Pequim. Terá a seu lado não apenas a força do ala/pivô Shawn Marion, mas também a companhia de Michael Beasley, o segundo escolhido no draft deste ano, que muitos apontam como provável “Rookie of the Year”.

Do lado do Oeste, o Utah pode ser a surpresa. Vale para o time de Salt Lake City o mesmo que eu disse para o Magic: não que o time não tenha condições de ganhar a competição, mas sua força é menor se comparada com Lakers, New Orleans e San Antonio. De todo o modo, a inteligência do técnico Jerry Sloan e a qualidade do armador Deron Williams aliada ao ala Carlos Boozer são importantes trunfos para o Jazz tentar vencer seu primeiro campeonato na NBA depois de duas tentativas fracassadas diante do Chicago de Michael Jordan.

Estas são as principais forças, a meu ver, para ganhar o título desta temporada.

Mas vamos ver como ficam os classificados em cada conferência. Na minha opinião – quero ver a de vocês também – ficará assim:

CONFERÊNCIA DO LESTE

1 – Boston*
2 – Cleveland*
3 – Detroit
4 – Miami
5 – Orlando*
6 – Philadelphia
7 – Chicago
8 – Washington

CONFERÊNCIA DO OESTE

1 – Lakers*
2 – New Orleans*
3 – Houston
4 – Utah*
5 – San Antonio
6 – Dallas
7 – Phoenix
8 – Portland

* campeão de divisão

Nos playoffs, ficaria assim:

LESTE
1ª. rodada
Boston elimina o Washington
Cleveland passa pelo Chicago
Detroit vence o Philadelphia
Orlando ganha do Miami

2ª. rodada
Boston elimina o Orlando
Cleveland passa pelo Detroit

Final da Conferência Leste
Boston ganha do Cleveland

OESTE
1ª. rodada
Lakers atropela o Portland
New Orleans faz o mesmo com o Phoenix
Idem para o Houston com o Dallas
Utah bate o San Antonio

2ª. rodada
Lakers elimina o Utah
New Orleans passa pelo Houston

Final da Conferência Oeste
Lakers ganha do New Orleans

FINAL DA NBA
Lakers vai à forra e vence o Boston em seis partidas

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NBA | 23:44

OS MELHORES EM CADA CATEGORIA

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O MVP é o troféu mais aguardado por todos que acompanham e vivem a NBA. Ano passado, Kobe Bryant levou-o para casa. Terá condições de reprisar?

Claro que sim; afinal de contas, além de ser o melhor jogador de basquete da atualidade, joga em uma equipe forte e com tradição. Mas terá concorrentes sérios pela frente.

Especialmente Chris Paul. O armador do New Orleans deu calor em Kobe no campeonato passado. Tem tudo para fazer o mesmo nesse. E tem tudo para ser o melhor jogador desta temporada.

LeBron James; este é outro que não podemos esquecer de jeito nenhum. O ala do Cavs amadurece a cada temporada, muito embora tenha ficado mais fominha com o passar do tempo. No começo, queria ter um “triple-double” de média, como Oscar Robertson fez na temporada 1961/62. Hoje, o negócio de LeBron é fazer cesta – e de todos os lugares da quadra. É fortíssimo candidato.

Kevin Garnett é outro que já ganhou o troféu de melhor jogador da NBA e que pode repetir a dose. Embora Paul Pierce seja um marqueteiro no melhor estilo Wanderley Luxemburgo, Garnett é o cara do Boston.

Pierce não pode ser desprezado de jeito nenhum. A gente viu o que ele aprontou nas finais do campeonato passado. Encenou uma contusão e jogou para a torcida, mas na quadra não negou fogo de jeito nenhum. Não deverá negá-lo nesta.

Minha previsão: Chris Paul será o MVP.

O melhor novato da temporada é outro galardão aguardado com ansiedade. Quem será o Kevin Durant desta vez?

Três são os nomes fortes: Derrick Rose, Michael Beasley e Greg Oden. Embora tenha sido recrutado na temporada passada, Oden não jogou nenhuma partida sequer, pois contundiu-se no tornozelo.

Este pode ser um ponto a favor do pivô do Portland: ele já está familiarizado com a NBA. Embora não tenha jogado, concentrou e viajou com o time em várias oportunidades. Além disso, é bom de bola.

Beasley tem a seu favor o fato de jogar em um time que conta com Dwyane Wade, o que ajuda – e muito. Wade chama a pressão adversária, desvia o foco dos demais e dá certa liberdade para seus companheiros brilharem. Beasley pode tirar proveito disso.

Rose, o primeiro draft desta temporada, será o responsável pela armação das jogadas de um time que procura sua identidade, perdida desde que Michael Jordan se aposentou. Para piorar, Vinnie Del Negro debuta como treinador, muito embora Dell Harris vá dirigir de fato o time.

Minha previsão: Greg Oden será o “Rookie of the Year”.

E o melhor treinador, quem será? Esqueçamos Phil Jackson, os norte-americanos não o levam a sério, apesar de seus nove títulos de campeão.

Com um currículo desses, ganhou o troféu de melhor treinador apenas uma vez, na temporada 1995/96. Seria o meu escolhido, pois acho que o Lakers fará a melhor campanha do Oeste e deverá ganhar a competição. Mas, como disse, esqueçamos Phil.

Quem ganhará então? Bem, o New Orleans voltará a brilhar. Byron Scott ganhou o troféu passado; pode repetir a dose.

Doc Rivers, do Boston, também agrada aos jornalistas norte-americanos. Com uma campanha regular com o Orlando foi eleito “Coach of the Year” na temporada 1999/00, imagine agora com o Boston! É outro candidato forte.

Mike Brown, do Cleveland, também entra na lista. O Cavs vai cintilar nesta competição, tenha certeza, pois LeBron vai arrebentar e Brown terá seus méritos.

Minha previsão: Mike Brown levará o troféu para casa.

O melhor reserva é também um prêmio aguardado; este, especialmente por nós, uma vez que Leandrinho já ganhou-o uma vez e pode repetir o feito nesta temporada. Mas tem um porém: Terry Porter, o novo treinador do Phoenix, já disse que tem intenção de colocá-lo como titular. Se isso acontecer, babau.

Manu Ginóbili foi o escolhido na temporada passada. Os norte-americanos valorizam demais – e não sem razão – o trabalho do argentino. Acontece que, na minha opinião, pelo tempo que Manu fica em quadra, ele não pode ser considerado um reserva.

Reserva são Jason Maxiell, do Detroit, e James Posey, agora no New Orleans. Anderson Varejão é outro reserva. Nenê não é mais. Mas chega de enrolar…

Minha previsão: James Posey ficará com o troféu desta vez.

Defesa é palavra que o basquete mais aprecia, certo? Então vamos falar dos candidatos ao troféu “Defensive Player of the Year”.

Quase sempre a honraria vai para um grandalhão. Foram poucas as vezes em que um baixinho levou o prêmio. Os norte-americanos se arrepiam mais com um toco do que com uma roubada de bola.

Só para se ter uma idéia, desde Michael Jordan, na temporada 1987/88, apenas Gary Payton (1995/96) e Ron Artest (2003/04) foram escolhidos como melhor defensor da liga. Os outros 18 troféus ficarão com gente que joga dentro do garrafão.

Então vamos pensar nos caras altos: Kevin Garnett (que levou o último prêmio), Dwight Howard e Marcus Camby.

Já falei aqui muito sobre Howard. Acho que ele está no esplendor de sua forma. Toma conta do garrafão como poucos. Nesta pre-season teve média de 3,14 tocos por jogo. Muita coisa.

Minha previsão: Dwight Howard leva o troféu pela primeira vez.

Finalmente, o Most Improved Player; o jogador que mais crescerá nesta temporada em relação à passada.

Aqui vai o que eu quero, e não o que acontecerá: Nenê fará uma temporada maravilhosa e deveria ser o escolhido. O são-carlense está maluco para provar a todos que ele tem valor – e nós sabemos que ele tem – e arrebentar em agradecimento a todo o apoio que teve durante a sua convalescença.

Quem ganhará de fato?

Minha previsão: Rajon Rondo fica com o laurel.

E o quinteto titular da próxima temporada? Se não acontecer nada, será este:

Chris Paul
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Garnett
Dwight Howard.

Deles, apenas Garnett não esteve em Pequim. Porque não quis.

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