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Posts com a Tag Ron Artest

sexta-feira, 16 de setembro de 2011 NBA | 19:37

RON ARTEST AGORA É METTA WORLD PEACE

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Ron Artest agora é Metta World Peace. É oficial. O nome foi trocado nesta sexta-feira em um cartório de Los Angeles.

Metta é o prenome; World Peace, o sobrenome.

Segundo Artest, ou melhor, World Peace, Metta significa “amizade, amor, bondade”. E World Peace nem precisa dizer — mas se você quiser, eu digo: “paz mundial”.

Diamond, sua filha de oito anos, vai mudar o sobrenome. Não será mais Diamond Artest, mas sim Diamond World Peace.

E mais: Ron-Ron (será que ainda poderemos chamá-lo de Ron-Ron?) quer jogar com a camisa número 70. “Estou mudando para 70 porque tem a ver com o universo”, disse o ala do Lakers. Uau.

A mudança de nome está certa; a mudança do número da camisa esbarra nas regras da NBA, que só autoriza a troca quando solicitada até o começo do mês de março, o que não ocorreu.

A galera que torce para o Lakers e que frequenta este botequim é grande demais. Eu pergunto: vocês vão comprar a nova camisa de Ron Artest, ou melhor, de Metta World Peace?

Quem será o primeiro a comprar? Publico a foto aqui no post.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

terça-feira, 23 de agosto de 2011 NBA | 18:16

LIGA INDEPENDENTE VAI MOVIMENTAR 70 JOGADORES DA NBA

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Preocupados com a forma e sem qualquer intenção de deixar os EUA, cerca de 70 jogadores da NBA estão tramando uma liga independente que seria disputada em Las Vegas. O campeonato começaria em meados de setembro e teria dois jogos por dia.

Regras? Iguaiszinhas às da NBA.

Jogadores? Anotem aí alguns dos que já se comprometeram:

Kevin Garnett
Rajon Rondo
Paul Pierce
Chauncey Billups
Baron Davis
Rudy Gay
John Wall
Al Harrington
Corey Maggette
Kyle Lowry
Paul George
J.J. Hickson
Austin Daye
Jared Dudley
Dahntay Jones
Jermaine O’Neal
Craig Brackins
Marreese Speights
Eric Bledsoe
Matt Barnes
Manny Harris
Tayshaun Prince
Monta Ellis
Tyreke Evans
Mo Williams
Josh Smith
Ron Artest
Yi Jianlian
Glen Davis
Sebastian Telfair
Al Thornton

A ideia partiu de Joe Abunassar, dono da Impact Basketball, uma espécie de academia de basquete que se especializou em aprontar jogadores para os “campi” de “rookies” que se preparam para o “NBA Draft”, entre outras atividades.

Como disse, o objetivo dos jogadores é apenas manter a forma. Ninguém está preocupado em ganhar dinheiro. Tanto que não haverá contratos entre atletas e os times formados.

É bem possível que haja cobrança de ingresso para os jogos, mas o dinheiro arrecadado, possivelmente, será utilizado para pagar despesas com árbitros, mesários e funcionários que trabalham durante as partidas e que limpam a quadra, pegam isotônicos para jogadores, trocam as toalhas etc e tal.

Isso sem falar em médicos e preparadores físicos.

Enfim, o dinheiro arrecadado seria usado para remunerar esses “funcionários” da liga independente.

Duração do campeonato? De duas a três semanas… Como se vê, apenas um paliativo.

A NBA, realmente, é única.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 NBA | 11:54

NÃO SEJAMOS INGÊNUOS

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Sinceramente, eu não consigo entender por que as pessoas estão tão incomodadas com o que foi feito em Miami quando Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh se uniram para formar um esquadrão afim de criar uma dinastia no sul da Flórida. Ilegítimo? Onde estaria a ilegitimidade?

Um parceiro nosso tem dito aqui no botequim — e com razão — que o que foi feito em Miami foi feito em Boston, por exemplo. E eu completo: foi feito anteriormente várias vezes em Los Angeles. E será feito em Orlando se o Magic quiser segurar Dwight Howard.

A diferença do que ocorreu em Miami para o que ocorreu nos outros lugares é que, dizem, pois não conseguem provar, é que os três elaboram o plano de jogar juntos em Miami durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. E depois de tudo acertado, D-Wade conversou com Pat Riley, presidente e gerente-geral da franquia.

Oficialmente, no entanto, tudo foi engendrado por Riley, pois a NBA não permite esses acordos entre jogadores. Mas, como dizia, oficialmente foi Riley quem foi atrás de LeBron James. Depois, procurou Chris Bosh. E com essas contratações, renovou com Dwyane Wade e evitou que seu “franchise player” fosse jogar no Chicago.

Oficialmente, foi o que ocorreu.

O próximo time a fazer isso será o Orlando. Otis Smith, o Pat Riley do Magic, irá às compras neste verão norte-americano. Vai tentar arrumar dois jogadores extra-séries para se unirem a Dwight em Orlando para evitar que seu “franchise player” vá embora ao final da próxima temporada.

E vocês acham que Dwight não vai estar por dentro do que estará ocorrendo? Vocês acham que Smith não vai pegar seu celular, telefonar para DH e dizer: “Superman, estou em negociações com Fulano de Tal. O que você acha?”

Se DH der sinal verde, Smith fecha o negócio; se ele vetar, Smith irá atrás de outro reforço, seguramente indicado por Dwight.

E mais: vocês acham que DH não vai pegar o mesmo celular e telefonar para os jogadores que estão na mira do Orlando? Telefonar e dizer: “Vem pra cá, meu velho, pois ao meu lado a gente vai destruir que aparecer na nossa frente. Vem pra cá porque aqui em Orlando a vida é o maior barato. A cidade é espetacular, não faz muito frio, é segura, tem escolas excelentes para seus filhos e por falar neles, é aqui que fica a Disney”.

Vocês acham que DH não fará isso? Claro que fará.

Sim, Dwight é quem vai determinar quem o Orlando deve contratar. Caso contrário, se Smith fechar negócio com jogadores que não sejam do agrado de DH, no final da próxima temporada ele se manda.

O mesmo deve ter acontecido em Boston. Danny Ainge, o Pat Riley do Celtics, quando começou a montar o “Big Three”, também corria o risco de perder Paul Pierce, que estava cansado de ser saco de pancadas no nordeste dos EUA.

Ao contratar Kevin Garnett e Ray Allen, vocês acham que Ainge não falou com “The Truth”? Claro que falou. Sem o aval do jogador, o Celtics corria o risco de perdê-lo. E vocês acham que Pierce não conversou com Garnett e Allen? Claro que conversou.

Então, por favor, não sejamos ingênuos: o que foi feito em Miami vem sendo feito desde que a NBA foi criada.

Ou vocês acham que Kobe Bryant não foi consultado por Mitch Kupchak quando ele contratou Pau Gasol? Ou vocês acham que Black Mamba não foi ouvido quando Ron Artest foi adquirido? Ou vocês acham que Kobe não conversou com os dois antes de o negócio ter sido fechado?

Derrick Rose será ouvido por Gar Forman quando o Chicago for às compras (se for, e eu espero que sim) para reforçar seu time.

Isto vem sendo feito desde que a NBA existe. E continuará sendo feito eternamente.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011 Sem categoria | 18:17

DENVER ESTÁ NUM ATOLEIRO; SPURS E LAKERS RESSURGIRAM

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Deu a lógica nos três jogos de ontem. Lakers e San Antonio venceram pela primeira vez nesta série de playoffs e o Oklahoma City voltou a ganhar abrindo 2 a 0 na série diante do Denver.

Começo pelo último: a chance do Nuggets em beliscar uma vitória em Oklahoma City e reverter o mando de quadra esteve no primeiro jogo. Acho difícil que o Thunder venha a proporcionar uma oportunidade tão boa como no primeiro confronto — e o Denver desperdiçou-a.

Na partida de ontem quando o OKC abriu 43 a 17 no início do segundo quarto (tudo bem que faltava muito jogo ainda), pra mim a vaca tinha acabado de ir para o brejo.  O Nuggets chegou a cortar a diferença para dez pontos (86 a 76) depois de uma bandeja de Raymond Felton, mas o esforço despendido para tanto minou as energias do time.

A partir dali, o Thunder fez uma corrida de 20 a 13 e fechou a partida em 106 a 89.

Nenê cravou 16 pontos e pegou nove rebotes. Olhando apenas para os números, bom. Mas o brasuca teve muita dificuldade para acertar a cesta adversária: 2-8; começou com um 0-3. Apresentou, no entanto, melhora no lance livre: 12-18. De positivo: foi agressivo o jogo inteiro quando o time atacou.

A marcação colorada melhorou na dupla Kevin Durant/Russell Westbrook. No primeiro jogo da série, os dois fizeram juntos 72 pontos. Desta vez caiu para 44. Mas James Harden (Foto Getty Images) voltou a jogar bem e anotou 18 pontos vindos do banco.

Acho difícil o Denver virar e vencer o confronto. Na história dos playoffs melhor de sete, quem abriu 2-0 venceu em 94% das vezes.

Quanto a San Antonio e Memphis, novamente um jogaço. O jogo do Grizzlies tem se encaixado bem com o do Spurs.

A vitória dos texanos foi apertada. E ela pode ser traduzida principalmente por um único jogador: Manu Ginobili. Se “El Narigón” não entra em quadra, acho que o Memphis teria vencido novamente, como ocorreu no primeiro confronto.

O argentino fez 17 pontos, pegou sete rebotes, roubou quatro bolas e deu igual número de assistências. Além disso tudo, sua presença em quadra transmitiu uma segurança para os companheiros que faltou no primeiro embate.

Além do retorno de Manu, o que também conspirou contra o Grizzlies foi a pífia atuação de Zach Randolph. O ala-pivô do time do Tennessee é fraco na defesa. Se notabiliza pela força ofensiva e nos rebotes também.

Mas ontem, além de ter defendido à sua maneira, foi um desastre no ataque: 11 pontos (5-14). E nos rebotes, esteve no mesmo nível: cinco.

Isso explica o que ocorreu ontem à noite na AT&T Arena quando a roleta dos números parou definitivamente em 93 a 87 para os anfitriões.

Lakers agora? Pois não.

Bem, depois de ter visto Chris Paul dar um passeio no Staples Center no primeiro jogo da série, desta vez Phil Jackson e seus assistentes resolveram apertar a marcação no armador do New Orleans.

Revezou Derek Fisher, Ron Artest e principalmente Kobe Bryant na defesa a CP3. Achei ótima ideia P-Jax ter exigido mais de Kobe na marcação. Resultado: CP3, que tinha anotado 33 pontos e dado 14 assistências no jogo 1 da série, ontem fez 20 pontos e deu nove assistências.

E o volume de jogo do Hornets foi subtraído brutalmente.

Além disso, Artest e Andrew Bynum combinaram para 32 pontos. Com tanto ponto vindo de que não costuma pontuar tanto, mesmo com Kobe anotando apenas 11 tentos (3-1o) o time conseguiu ganhar.

Creio que isso também explica o que ocorreu em Los Angeles.

Denver, para mim, está num atoleiro; Lakers e San Antonio vão virar suas respectivas séries.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 NBA | 02:00

HÁ SAÍDA PARA O LAKERS?

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LOS ANGELES – Quem me conhece sabe muito bem como respeito a opinião das pessoas.  Mas eu realmente não consigo entender quando muitos dos torcedores do Lakers, que frequentam este botequim, acham que nada demais está acontecendo com o time ou então que de fato a situação é ruim, mas quando os playoffs chegarem o Lakers vai jogar pra valer e ser campeão.

Nada indica isso. Por isso, eu pergunto: de onde se tira isso? Respeito, como disse, mas não consigo entender. Deve ser coisa do coração. E quando o coração se manifesta, a razão muitas vezes não consegue entender. Só pode ser isso.

Confesso que eu mesmo caí na arapuca preparada pelo imponderável quando escrevi que o time tinha recuperado a pegada de campeão ao vencer o Celtics em Boston. Enganei-me. A vitória do Lakers diante do Boston parece ter sido o último suspiro do moribundo.

Sim, pois o Lakers acabou de perder para o Cleveland. Isso mesmo, para o Cavs! Último colocado do campeonato! 104-99. Para o Cavs, um time que ficou 26 jogos sem vencer e que ganhou apenas três de seus últimos 40 confrontos.

Dá pra acreditar? Inacreditável.

O Lakers está 0-3 em seus últimos três confrontos. Mas perder para o Orlando, time forte do Leste, perder para o Charlotte, que consegue sempre encaixar seu jogo diante dos amarelinhos, passa; mas perder para o Cavs!

James Worthy, ex-jogador do Lakers, que fez parte do “Showtime” de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar na década de 1980, disse há pouco no KCAL 9, televisão que transmite os jogos do Lakers para Los Angeles e região, que “o Cleveland ainda é um time profissional. Quando se joga de maneira competitiva, se vence. Não se deve desrespeitar os adversários”.

Worthy sugere que o Lakers não levou a sério o oponente. E prosseguiu: “Eu entendo a derrota para o Orlando, mas não compreendo as duas últimas (diante do Cats e do Cavs)”. Menos tolerante do que eu, que aceitei a derrota para o Charlotte.

O repórter da TV, John Ireland, enquanto esperava pela abertura do vestiário, disse: “Nunca cobri um time assim. Não sei o que acontece”.

Ninguém sabe.

Worthy, como muitos de vocês, amigos torcedores do Lakers, disse que depois do “All-Star Game” o time pode mudar. Mas complementa: “Mas não sei se eles (os jogadores) querem isso”.

O que Worthy quer dizer é que os jogadores não estão concentrados no jogo neste momento. E não estão mesmo. Se tivessem, não perderiam para o Cavs.

Um P-Jax abatidíssimo apareceu para a entrevista coletiva. O que ele disse? O que diz um técnico numa situação dessas? Obviedades, lê apenas o que o “box score” mostra.

Salientou apenas os 19 erros do time durante a partida. “É muita coisa”. Claro que é, ainda mais diante do Cleveland.

Olhando para o “box score” o que a gente vê?

1) Ron Artest fez apenas um ponto;
2) Andrew Bynum fez meia dúzia;
3) Kobe fez 8-24 nos arremessos;
4) Pau Gasol fez 30 pontos e pegou 20 rebotes — que de nada adiantaram.

A situação está feia. Como se sai de uma situação dessas?

“Trabalhando, trabalhando pra valer”, disse Bynum depois da partida.

Mas eu, assim como Worthy, pergunto: será que esse time está afim de trabalhar?

JUSTIÇA

Sim, justiça seja feita: não foi apenas o Lakers quem perdeu. O Cleveland também ganhou. E convém lembrar sempre: O time perdeu Mo Williams com pouco mais de três minutos de jogo.

E, quis o destino, seu substituto, Ramon Sessions, foi o cara que desequilibrou a partida: 32 pontos e oito assistências.

Quando a coisa está feia (e a gente sabe que está), nem mesmo o fato de o melhor jogador do time adversário sair machucado traz benefício. Quando a coisa está feita, o reserva entra e acaba com a partida.

Foi o que aconteceu.

FUTURO

O que o Lakers pode esperar do futuro? De jeito que está, nada. O time pode melhorar depois do “All-Star Game”? Pode, claro que pode, pois tem camisa, tem técnico, tem elenco e tem o melhor jogador do planeta.

Mas dá pra acreditar nisso depois do que aconteceu em Cleveland?

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 NBA | 16:47

DOC RIVERS, O MELHOR TÉCNICO DA NBA?

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Foi muito legal, inteligente e tático o que Doc Rivers fez antes de começar o jogo de ontem contra o Sacramento. Sabedor de que uma derrota para o Kings, mesmo que na Califórnia, mancharia a turnê pelo Oeste americano, Rivers — talvez o melhor técnico da NBA na atualidade — pegou a caneta porosa, dirigiu-se para o quadro branco dentro do vestiário do time e escreveu:

Cleveland
Toronto
Detroit
Houston
Washington
Phoenix

Por que ele escreveu os nomes desses time? Simples: o Boston perdeu para estas equipes nesta temporada. E elas, assim como o Sacramento, têm recorde negativo na competição. Ou seja: mais derrotas do que vitórias.

“Esses jogos a gente tinha que ganhar”, disse Rivers para os jogadores, assim que pousou a caneta no aparador, numa clara mensagem de que não iria aceitar um tropeço desses novamente.

Foi com esses seis times na cabeça que o Boston entrou em quadra para enfrentar o Kings em Sacramento. Não fosse assim, determinado, com a faca entre os dentes, como muitos gostam de dizer, e o Celtics teria perdido a partida.

Mesmo com toda esta determinação, o time de Massachusetts venceu por apenas cinco pontos de diferença: 95 a 90. Foi para o vestiário perdendo por nove: 54 a 45.

No final, tudo acabou dando certo. Graças aos 22 pontos de Ray Allen e aos 17 pontos e dez assistências de Rajon Rondo — se bem que a gente não pode deixar de mencionar os 15 de Paul Pierce, os 14 de Glen Davis e os 12 de Kevin Garnett.

Todos com duplo-dígito na pontuação. Tudo muito equilibrado, como temos destacado neste botequim.

DECLARAÇÃO

“A gente gostaria de ter terminado invicto esta excursão”, disse Doc Rivers (foto AP), após a partida. “Fizemos 3 a 1. Você fica feliz quando deixa o Oeste com uma campanha dessas. Mas o engraçado é que a gente conversou sobre o que queríamos. E o objetivo era mesmo um 4 a 0. Mas estamos felizes com o 3 a 1. Não me levem a mal”.

Marra? Longe disso; projeto, planificação. É assim que se ganha um campeonato. Pensando-o do começo ao fim. Olhando cada jogo como se fosse o derradeiro, o decisivo.

O “staff” técnico do Celtics, encabeçado por Doc Rivers, é extremamente competente. Tão competente que ao perder Tom Thibodeau para o Chicago, foi correndo atrás de alguém competente, capaz de ocupar bem o lugar de Thibodeau. Foi atrás de Lawrence Frank, que havia treinado o New Jersey Nets por mais de meia década. Profissional experiente, desprovido de vaidades, que só iria somar — como soma — para o grupo.

DESEJOS

A final dos meus sonhos seria Chicago e alguém, pois todos sabem que o Bulls é o time do meu coração. A que eu previ foi Miami x Lakers. A mais justa seria Boston x San Antonio.

NEGÓCIO

Ron Artest. Este é o jogador que o Lakers deve trocar. A mídia norte-americana já divulga isso. Ron-Ron quer ir embora. A química parece ter acabado.

Fala-se que Kirk Hinrich poderia desembarcar em Los Angeles. Trocado por Ron-Ron? Não creio, pois são posições diferentes. Kirk joga na posição de Steve Blake.

E Hinrich, cá pra nós, não iria acrescentar muita coisa. Não acho que seja por aí.

Estou pensando em Artest. Trocado por quem?

Resposta: Trevor Ariza. Os dois têm o mesmo salário. Os torcedores do Lakers sabem muito bem da importância de Ariza para o time na conquista do campeonato de 2009 em cima do Orlando.

Seria muito bom para o Lakers. Mas e para o New Orleans? Acho que seria muito bom também. Artest, todos nós sabemos, é um baita marcador e tendo espaço pontua também.

Esse negócio, creio eu, mexeria com o time. E é de uma mexida dessas que o Lakers precisa. Kobe Bryant, Pau Gasol e Trevor Ariza: todos pontuadores.

Ficaria mais fácil jogar. Com a bola nas mãos, é claro, pois, sem ele, Kobe seria mais exigido na marcação. Se bem que no banco tem Matt Barnes, que pode fazer o “trabalho sujo” quando preciso.

ON THE ROAD

O Bulls começa esta noite uma excursão de cinco jogos pelo Oeste americano. Pega o Clippers, que inesperadamente bateu-o em Chicago em dezembro passado.

Depois vêm: Golden State (sábado), Portland (segunda-feira que vem), Utah (9) e New Orleans (12).

O Chicago foi muito bem na “Circus Trip” desta temporada. Venceu quatro e perdeu três. Pela primeira vez, desde os tempos de Michael Jordan, o time voltou para casa com um recorde positivo na “Circus Trip”.

Agora vem esta nova excursão pelo Oeste. Seria como uma segunda fase da Fuvest. Ou seja: a parte final do vestibular para mostrar realmente que o time tem condições de ingressar no rol das grandes equipes desta temporada e brigar pelo título pelo menos da conferência.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 NBA | 16:50

O LAKERS PERDEU A COMPOSTURA

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Bem rapidinho porque hoje, segunda-feira, é feriado nos EUA e tem rodada à tarde. Feriado em homenagem a Martin Luther King.

Clippers 99 x 92 Lakers. Os amarelinhos começaram mal sua jornada de 20 partidas complicadas, bem mais complicadas do que as 41 realizadas até antes do jogo contra o Clippers.

Vinte partidas, 11 delas fora de casa e 13 contra adversários com aproveitamento superior a 50%. É, mas mal começou sua jornada e o Lakers já perdeu a primeira das 20 partidas. Pior: para um time com aproveitamento inferior a 50%. O pior nem chegou e o Lakers já perdeu.

E perdeu dentro de casa. A única diferença foi ver o assoalho do ginásio com as cores azuis e vermelhas e nas arquibancadas alguns torcedores do Clippers a dividir as poltronas do Staples Center, o que não ocorre quando o Lakers é o mandante.

Está escrito no jornal “Los Angeles Times”: “Eles (Lakers) perderam para o Clippers por 99 a 92, mas isso não é tudo. Eles perderam a compostura. E uma vantagem de 12 pontos no terceiro quarto. E a sua sequência de sete vitórias consecutivas. E Lamar Odom a 5,7 segundos do final. E Ron Artest também”.

Não fui eu quem escreveu ou disse. Foi Mike Bresnahan, o setorista do Lakers, profissional respeitado pelo seu trabalho. Bresnahan está em todos os jogos do Lakers, dentro e fora de casa.

E ele escreveu: “O Lakers perdeu sua compostura”. O que ele quis dizer com isso? Ora, que o time não soube perder para o Clippers. Baixaria de Lamar e Ron-Ron ao final do jogo.

“O Lakers perdeu sua compostura” – frase de Mike Bresnahan, setorista do Lakers, profissional respeitabilíssimo por sua conduta correta na cobertura desta que é a maior franquia da história da NBA.

Ah se fosse eu que tivesse escrito isso…

“Sormani, você tem ódio do Lakers”, estaria postado no blog na parte dos comentários. Ou então: “Pessoal, vocês não perceberam que o Sormani não gosta do Lakers?” Podia ser também: “O Lakers incomoda o Sormani e ele adora falar mal do Lakers”.

E por aí vai.

Mas não fui eu não quem disse que o Lakers perdeu a compostura e deu baixaria na derrota diante do Clippers. Quem falou foi Mike Bresnahan, setorista do Lakers respeitabilíssimo por sua conduta exemplar.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 NBA | 18:37

VAREJÃO NO KNICKS. JÁ PENSOU?

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O New York já articula um plano B no caso de não conseguir contratar Carmelo Anthony. Há, na verdade, dos planos, o B e o C. O B fala em Andre Iguodala, ala do Philadelphia, que segundo Mike D’Antoni, técnico do Knicks, cairia como uma luva no sistema “run and gun” que ele tanto gosta de utilizar.

Mas acontece que em Nova York ninguém acredita que o Sixers vai aceitar a proposta da franquia. E qual seria? Eddy Curry e outro jogador a ser escolhido. Mas acontece que o contrato de Curry (US$ 11,27 milhões) expira ao final desta temporada. E como o pivô nova-iorquino vive mais no DM do que em quadra, dificilmente o Sixers renovaria com ele.

Em outras palavras: trocar Iguodala com o New York seria apenas “limpar o cap”. E em Nova York ninguém acredita que isso vá ocorrer.

Por isso, foi arquitetado um plano C. E no que consistiria ele? Mudança completa de rumo. Ou seja: o time não iria mais atrás de um ala, como Melo e Iguodala. Iria atrás de um companheiro de garrafão para Amar’e Stoudemire.

E quem seria esse jogador? Anderson Varejão. E por que essa mudança de rumo? Pela leitura que faço, é o seguinte: o Knicks quer desafogar Amar’e, pois ele é o único homem grande do time que sabe jogar basquete. Os outros tentam, se esforçam, mas esbarram numa série de barreiras.

Segundo o técnico Mike D’Antoni, o Knicks não tem oferecido muita resistência aos adversários exatamente porque Stoudemire luta sozinho contra a rapa. “Nós precisamos de mais tenacidade no garrafão e Andy (como Varejão é conhecido) pode nos dar isso”, teria dito D’Antoni à direção da franquia.

Se Varejão (foto GettyImage) for mesmo contratado, seria um alívio para Amar’e. Ele não teria que se desgastar tanto como ocorre no momento. Teria alguém ao lado dele para ajudar nos rebotes defensivos e ofensivos; teria alguém ao lado dele para ajudar a defender; teria alguém ao lado dele para dar trombadas nos adversários; e algumas coisas mais.

E o resultado disso é que teríamos um Amar’e mais descansado, mais inteiro, para fazer exatamente o que ele mais sabe fazer: pontuar. Consequentemente, o rendimento do ala-pivô do Knicks tenderia a aumentar.

De qualquer maneira, apenas com Amar’e e Raymond Felton, ainda assim ficaria faltando um ala para aliviar um pouco a pressão em cima de Stoudemire. Mas com a vinda de Varejão, não haveria a necessidade de um Carmelo ou de um Iguodala. Um ala de menor nível poderia resolver a questão.

CONVERSA

Batendo um bom papo de basquete com um amigo, ele me disse: “Sormani, você está falando, com razão, sobre a belíssima temporada do Nenê. Mas eu acho que a temporada do Varejão é do mesmo nível”.

O capixaba tem boas médias neste campeonato: 9,4 pontos e 9,6 rebotes. Quase um “double-double”. Já fez oito duplo-duplos na temporada. Mas não é apenas isso o que conta. O principal do jogo de Varejão não aparece nas estatísticas. É sua tenacidade, como disse Mike D’Antoni. Tenacidade, obstinação, desejo, luta, garra, paixão, coração, alma. É anímico.

E isso não se ensina na escola, nem no “high school”, nem no “college”, nem nos clubes e nem em lugar algum. Isso está dentro de cada um de nós. Há os têm em maior e os que têm em menor grau.

E o grau de Varejão é altíssimo.

RODADA

O Dallas sapecou mais uma. E outra vez diante de um time da Flórida. Passou ontem à noite pelo Orlando por 105 a 99.

O Magic perdeu uma grande chance de ganhar a partida. Mesmo contando com apenas um pivô, pegou mais rebotes (40-38). Dirk Nowitzki e Jason Kidd entortaram o aro. O alemão fez 4-13 nos arremessos (8-8 nos lances livres, que salvou sua atuação), enquanto que J-Kidd anotou (4-12). Jason Terry veio do banco e não foi espetacular como no jogo contra o Miami: 13 pontos (5-10). E Tyson Chandler (16 pontos, quatro rebotes e nenhum toco) perdeu o controle sobre Dwight Howard (26 pontos, 23 rebotes e dois tocos).

Mesmo com tudo isso conspirando a favor, o Orlando perdeu. E perdeu por quê?

Aguardo respostas de vocês.

SURPRESA

Por falar em derrota, a surpresa da rodada de ontem ficou por conta da vitória do Milwaukee Bucks sobre o Lakers, em Los Angeles: 98 a 79. E não foi uma vitória qualquer, foi uma VITÓRIA!

Foram 19 pontos de diferença.

Os erros nos arremessos de três machucaram o Lakers: 2-13 (15,4%). Dos titulares, nenhum acertou nem uma bola sequer. Derek Fisher: 0-1; Kobe Bryant: 0-2; Ron Artest: 0-1; Lamar Odom: 0-2; Pau Gasol: 0-0.

Mesmo já podendo contar com Andrew Bynum (18 minutos, seis pontos, três rebotes), o Lakers perdeu o duelo dos rebotes: 39 a 35. Bynum está nitidamente fora de forma — o que é compreensível. Possivelmente, ainda inseguro — o que também é compreensível.

O Lakers não vive um bom momento. Se continuar assim, não ficará em boa posição nem na semifinal e muito menos na final da conferência.

Isso significa perda do campeonato? Claro que não. Como disse certa vez Rudy Tomjanovic, “jamais subestime o coração de um campeão”.

PERGUNTA

Ontem eu perguntei: será que o San Antonio pode igualar ou mesmo bater o recorde do Chicago? Na temporada 1995/96, o Bulls perdeu apenas dez partidas durante a fase de classificação.

Hoje, com um terço do campeonato disputado, o Spurs perdeu apenas três partidas. Mas terá uma sequência complicada pela frente neste mês e meio que vem pela frente.

Em dezembro o time pega em casa Denver e Lakers; sai para enfrentar Orlando e Dallas. Em janeiro, encara o Oklahoma City, Dallas, Denver e Houston em casa; viaja para pelejar contra New York, Boston, New Orleans e Utah.

Em fevereiro o bicho vai pegar. O time fará nada menos do que nove partidas seguidas fora de casa! Na sequência: Portland, Lakers, Sacramento, Detroit, Toronto, Philadelphia, Washington, New Jersey e Chicago. Ufa! Muito jogo, muito aeroporto, muito hotel, muito hot-dog, muito hambúrguer. Rapaziada, não é mole não.

Em março e abril… Bem não quero nem ver.

A conclusão que eu chego é: não, o San Antonio não deve bater o recorde do Chicago.  Aliás, acho que dificilmente algum time, um dia, conseguirá ao menos igualar esta façanha de Michael Jordan e companhia.

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 NBA | 11:15

PLANEJAMENTO ERRADO, PROBLEMA DO LAKERS

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Não é apenas Pau Gasol quem me preocupa. O Lakers também. O time perdeu ontem sua terceira partida consecutiva nesta temporada ao ser ultrapassado pelo Memphis Grizzlies, no Tennessee, por 98 a 96, recorde negativo do time californiano na temporada.

E esses três reveses foram para times que não costumam complicar a vida dos angelinos. O primeiro deles foi diante do Utah, que por melhor que possa ser ao ser conduzido por Deron Williams, o melhor armador da NBA, nunca foi páreo para o Lakers. O Jazz sempre foi freguês de caderneta do Los Angeles. O mesmo para o Indiana Pacers, que jamais havia ganhado do Lakers no Staples Center. E agora o Memphis.

Um jogador, apenas um jogador. Um jogador está fazendo a diferença neste momento: Andrew Bynum. Contundido eternamente, sobrecarrega o trabalho de Gasol e Lamar Odom.

Ontem este iG publicou matéria contando a contrariedade do técnico Phil Jackson com a situação do pivô. Disse P-Jax que ele apostou todas suas fichas em Andy antes de a temporada começar. Mas ele não entra em quadra. “A verdade é que a gente não sabe quando isso vai acontecer”, disse o treinador, na segunda-feira passada, depois de um treino da equipe, visivelmente contrariado.

Demonstrando falta de tutano, a franquia contratou um jogador veteraníssimo para ser o substituto de Bynum. E o que aconteceu? Theo Ratliff, o idoso pivô reserva, 37 anos, disputou apenas oito jogos neste campeonato. Não atua há dez pelejas. Só volta no ano que vem.

O resultado é que Gasol e Lamar estão sobrecarregadíssimos. “Gasol tem jogado muitos minutos”, reclamou P-Jax na coletiva de segunda-feira. Não mencionou o nome de Lamar – nem precisava.

Todo mundo sabe, o treinador zen não gosta de explorar seus jogadores durante a temporada regular. Quer todos inteiros para os playoffs. Ron Artest foi contratado para marcar o melhor jogador do adversário para não desgastar Kobe. Matt Barnes foi contratado para não sobrecarregar Artest. Steve Blake veio pra ajudar Derek Fisher e Shannon Brown permaneceu porque é o substituto ideal para o Kobe. E Lamar e Gasol se revezam numa boa.

Tudo montadinho. Ou melhor, estaria tudo montadinho se a franquia não tivesse feito uma aposta errada no pivô. Investiram em um jogador que tem os joelhos destruídos e em um reserva que também não joga porque é veterano e vive no departamento médico.

O que o futuro vai reservar para o Lakers? Se Bynum voltar pra valer, problema resolvido; se Bynum continuar sendo o Bynum de sempre, o Lakers pode ver ir para o espaço o sonho do tricampeonato.

LOUROS

Não foi apenas o Lakers quem perdeu. Foi, também, o Memphis quem ganhou. O time do Tennessee fez um jogo com coração e alma. Jogou muito. Todos se superaram, todos deram uma cota a mais do que podiam dar na partida de ontem à noite. E dois jogadores me chamaram demais a atenção: o armador Mike Conley e o ala Rudy Gay.

Conley conduziu o time em quadra não como um armador como ele é, mas como um pontuador que ele passou a ser porque estava com a mão calibrada, quentíssima. Fez 28 pontos.

Gay fez 14 pontos – a metade de Conley. Mas deu seis tocos. Dois deles pra cima de Kobe Bryant, o que não é mole não. Bloquear um arremesso de Kobe já é difícil, o que dizer de dois! Mas estes não foram os mais importantes. O mais importante veio no segundo derradeiro, quando Ron Artest tentou um chute de três para levar o time à vitória. Passou longe do aro, pois foi bloqueado por Gay.

HOLOFOTES

Eu disse aqui mesmo neste botequim que Gregg Popovich é um dos melhores de todos os tempos na categoria treinador porque, entre outras coisas, levou um time do interior do país a quatro títulos. Não é fácil. É como ser tetracampeão brasileiro de futebol dirigindo o Goiás.

Pop conseguiu isso. Conseguiu isso ao dar a sorte de ter a primeira escolha no NBA Draft de 1997 e recrutar Tim Duncan (foto AP). Conseguiu isso ao ser competente ao recrutar Manu Ginobili dois anos depois, na 57ª. posição (segunda rodada); como se vê, ignorado por todos. Conseguiu isso ao draftar Tony Parker como a 28ª. escolha do NBA Draft de 2001; igualmente ignorado por todos.

Um grande treinador também é aquele que sabe escolher seus jogadores. Fez escolhas certas e depois, em quadra, armou o time. O resultado é que o San Antonio conquistou quatro títulos escondido no interior do país, como disse.

Neste campeonato, observado por poucos, começou ignorado por muitos. Não foi o meu caso. Coloquei o Spurs como finalista da Conferência Oeste, perdendo a decisão para o Lakers. Mas, como falei acima, o Lakers pode ver seu sonho de ser tricampeão ir para o espaço se o problema do pivô não for resolvido. Problema que o San Antonio não tem.

Ontem, na vitória diante do Golden State (118 a 98), Timmy anotou seu terceiro “triple-double” da carreira. Foram 15 pontos, 18 rebotes e dez assistências. Um espetáculo. Temos o privilégio, senhores, de ver parte da história da NBA ser escrita neste momento. Timmy é um dos melhores de todos os tempos – para muitos, o melhor “power foward” de toda a história da NBA.

Mas dizia eu que o San Antonio não tem problemas no pivô. Duncan, DeJuan Blair, Matt Bonner, o veterano Antonio McDyess e o novato Tiago Splitter… que infelizmente Pop não põe pra jogar. Por quê?

Num jogo em que o Spurs supera o adversário por 20 pontos de diferença, por que o treinador não coloca Splitter para jogar?

Ontem Popovich voltou a humilhar o catarinense.

Colocou-o em quadra quando faltavam três minutos para acabar o primeiro quarto. Acabou o quarto e ele voltou para o banco. Jogou apenas três segundos; quer dizer, jogar é a maneira de dizer. Voltou quando faltavam 2:33 minutos para o final do terceiro quarto, com o San Antonio na frente em 82 a 66 – boa diferença. Assim como no primeiro quarto, não pegou na bola. Começou o quarto final e permaneceu em quadra. Jogou dois minutos e meio e deu uma assistência. Foi para o banco e voltou no “garbage time”, quando faltavam 2:23 para o final. Fez dois pontos, pegou um rebote e deu um toco. No total, oito minutos em quadra.

Gregg Popovich, disse eu há algum tempo, me irrita. Agora, estou começando a ficar bronqueado. E se nada mudar, mais pra frente vou torcer contra.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS, O DONO DO OESTE
  2. LAMAR FICA NO LAKERS
  3. TUDO ERRADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 26 de novembro de 2010 NBA | 18:48

QUE VENHAM A NOITE E AS NOITADAS

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A noite quase se avizinha. Só não está mais próxima porque vivemos este intolerável horário de verão, que deixa os dias mais longos e as noites mais curtas. Noites que foram feitas para serem vividas e não dormidas.

Este intolerável horário de verão que dificulta nosso acompanhamento das partidas da NBA. Tenho pena dos torcedores do Lakers. Mal podem ver seu time do coração jogar. Vibram quando os amarelinhos vêm visitar seus co-irmãos do Leste, pois aí o horário fica acessível.

Tenho pena de quem quer acompanhar os passos de Tiago Splitter. É difícil; é difícil não apenas por conta de Gregg Popovich que o protege feito menino mimado dos brutamontes da NBA, como se ele fosse um mauricinho e precisasse disso. É difícil por conta deste intolerável horário de verão.

Tenho pena de quem quer ver nosso Nenê Hilário com a camisa 31 do Denver, dando enterradas, distribuindo o jogo e roubando bolas. Tenho pena de quem quer ver Deron Williams e Chris Paul desfilando sua elegância pelas quadras e duelando.

Por causa de intolerável horário de verão, o Oeste escapa-nos das mãos; é inacessível. Seus jogos varam a madrugada. Não dá.

Risco no calendário os dias, que poderiam passar mais rápidos, à espera de fevereiro, quando este intolerável horário de verão nos deixará em paz.

RESUMO DA ÓPERA

Escrevi estas bobagens acima porque a rodada de ontem da NBA foi de lascar o cano. Atlanta x Washington e Clippers x Sacramento. Nem John Wall e nem Blake Griffin me fizeram ficar de olhos abertos.

SANTA…

Ignorância; mas poderia ser chamada de burrice.

Matt Winick, o cara que faz a tabela da NBA, o que ele tinha na cabeça quando programou Atlanta x Washington e Clippers x Sacramento para uma quinta-feira? Quinta-feira que é o dia nobre durante a semana na NBA. O que esperava o Sr. Winick? Que o Washington fosse explodir com John Wall, um novato talentoso, mas que é ainda um novato? O que esperava o Sr. Winick, que o Clippers fosse explodir com Blake Griffin (foto AP), um novato talentoso, mas que não passa ainda de um novato?

Se sim, que colocasse do outro lado da quadra não Atlanta e Sacramento. Que colocasse do outro lado da quadra Boston, Miami ou Orlando. Que colocasse do outro lado da quadra Lakers, San Antonio ou Oklahoma City.

Pois se Washington e Clippers negassem fogo (como estão negando), restaria aos torcedores apreciar astros que desfilariam seu talento do outro lado da quadro, massacrando essas equipes medíocres que parecem só servir para ajudar a não deixar o campeonato da NBA restrito a um grupo de cinco ou seis.

RODADA

Em compensação, a noitada promete. Serão 12 partidas. Todos os brasileiros estarão em quadra. Tinha escolhido dois jogos para assistir: Orlando x Cleveland e depois Denver x Chicago. Mas vejo que Derrick Rose está com torcicolo e não deve entrar em quadra. Então o jogo perderá muito de sua graça.

Olho pra tabela e vejo que o Lakers terá uma parada e tanto pela frente: Utah, em Salt Lake City. Ah, é este jogo que eu vou ver depois de Cleveland x Orlando. Quero ver este duelo. Ver Deron Williams se debatendo contra Ron Artest – ou vocês acham que Derrick Fisher vai marcá-lo?

Pode até ser, pois Fish marcou Rajon Rondo nas finais. Marcou porque Artest teve que tomar conta de Paul Pierce, enquanto Kobe Bryant corria atrás de Ray Allen.

Será que Fish vai mesmo cuidar de D-Will? Eu se fosse P-Jax não faria isso. Eu mandaria Kobe correr atrás de Deron e deixaria Fish em cima de Raja Bell, que pouco acrescenta quando tem a bola nas mãos.

Faria isso porque se Artest ficar em cima de D-Will, quem é que vai marcar Andrei Kirilenko? Kobe e Fish são baixos, não daria certo.

Resta mesmo colocar Kobe em cima de Deron. Mas P-Jax protege Kobe desses embates, não porque Black Mamba não saiba como encará-los. P-Jax protege Kobe porque o que inteiro para os playoffs.

É, mas é bom o Lakers abrir os olhos: o San Antonio está jogando bem e conta com a sorte também. Sorte e competência, ingredientes que sempre fazem parte da receita de um campeão. Se o Spurs, do jeito que joga, entrar nos playoffs com a vantagem de quadra, será um time duríssimo de ser batido.

Notas relacionadas:

  1. A NOITE DAS VASSOURAS E DOS GRITOS
  2. NOITE DE SURPRESAS E EXCLAMAÇÕES
  3. NOITE EM CLARO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

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