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quinta-feira, 20 de novembro de 2008 NBA | 13:06

SOZINHO, DUNCAN NÃO FOI PÁREO PARA O DENVER

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OK, o “backcourt” do San Antonio esteve enfraquecido sem Tony Parker e Manu Ginobili. Sem eles em quadra, fazer a dobra em cima de Tim Duncan torna-se tarefa das mais fáceis.

Com essa tática simples, o Denver controlou Timmy e conseqüentemente o Spurs.  E venceu a partida de ontem à noite por 91-81, mesmo jogando fora de casa.

Kenyon Martin marcou Duncan a maior parte do confronto – pensei que, pelo tamanho do pivô do Spurs, Nenê (foto AP) fosse grudar nele o tempo todo –, enquanto que o brasileiro deu uma mão e tanto, especialmente no terceiro quarto, quando o 31 de Nuggets teve a incumbência de vigiar a estrela texana.

Martin e Nenê cumpriram muito bem o papel que coube-lhes ontem à noite na cidade do Álamo e no final a vitória do Denver foi apenas questão de tempo. Sozinho, Duncan não iria mesmo conter e depois derrubar o “frontcourt” colorado.

Nenê deixou a quadra com 16 pontos, nove rebotes e dois tocos. Martin fez dois pontos a mais, pegou dois rebotes a menos e desarmou o oponente duas vezes também. Foram o diferencial do Nuggets ontem à noite, que somou sua quarta vitória consecutiva e fez 7-3 nos últimos dez jogos.

“Desde que aqui cheguei, eles [Nenê e Kenyon] têm controlado o garrafão a cada partida”, declarou Billups, depois do encontro. E têm mesmo; e ontem, para a chateação dos 16.559 torcedores que estiveram no AT&T Center.

O Denver continua atrás do Utah na Divisão Noroeste e na Conferência Oeste no critério de desempate. Mas do jeito que o time vem jogando, assumir a liderança da divisão e pular do quinto para o terceiro lugar no lado do Pacífico é questão de tempo. Não muito, diria.

QUEDA DO TABU

O Cleveland perdeu sua invencibilidade de oito jogos. Foi dobrado pelo Pistons, em Detroit, por 96-89. LeBron James teve um horroroso aproveitamento em seus chutes. Errou todos os quatro arremessos triplos e acertou só oito dos 21 de dois.

Deixou a quadra do The Palace of Auburn Hills (22.076 pagantes) com 25 pontos, mas foi mal nos rebotes (só seis) e nas assistências (idêntico número).

Varejão? Cumpriu – e bem – o seu papel. Anotou apenas cinco pontos, mas contribuiu demais nos rebotes, tendo pego 11, um deles no ataque. Fez dois desarmes e ainda deu um toco. Foi o jogador do “frontcourt” do Cavs que mais tempo ficou em quadra (34 minutos), numa clara demonstração de confiança do técnico Mike Brown.

Se a nona vitória seguida não veio, vamos culpar a mão descalibrada de LeBron. Quando isso acontece, vencer torna-se missão impossível (tema do filme, por favor).

DEFESA

É claro que o baixo aproveitamento de LeBron James (38%) tem a ver também com o ótimo trabalho defensivo realizado pelo Detroit. O time marcou como nunca.

Foi a primeira vez que o Cavs ficou abaixo dos 90 pontos na atual temporada e dos oito jogos invictos, a média da equipe era de 105.5 pontos por partida e em apenas uma delas, contra o Milwaukee (99-93), não atingiu a contagem centenária.

E King James, nos oito triunfos, pontuou em média 33.7. Como disse, o Detroit marcou muito bem.

O plano do técnico Michael Curry era fazer o Detroit controlar bem o garrafão (22 pontos para os grandalhões do Cleveland) e isso forçou o oponente a arremessar bolas longas. E como a noite não estava boa, o aproveitamento foi comprometedor: 8-22 (36.3%).

Estratégia bem pensada e bem executada. Vitória justa.

ARREMETEU

O Atlanta voltou a vencer (91-87 diante do Washington) depois de quatro derrotas seguidas. O time atuou novamente sem seus dois principais pivôs, Al Horford e Josh Smith, mas seus dois armadores titular, Mike Bibby e Joe Johnson, juntos, fizeram 44 da pontuação final – quase 50% – e tudo ficou mais fácil.

A ajudar, o desempenho do ala/pivô Marvin Williams. O ex-jogador de North Carolina anotou 21 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles no ataque.

O adversário também deu uma mãozinha, é claro. O Washington tem um recorde de 1-8 nesta temporada e sem seu mentor, Gilbert Arenas, o time parece barata tonta em quadra.

Mas não importa; o que interessa é que venceu. E a franquia espera que a afluência de público aumente na Philips Arena, pois ontem só 14.416 estiveram presentes e testemunharam a volta da vitória.

VINGANÇA

Bobby Jackson, que foi envolvido na troca do ala Bonzi Wells e Mike James na temporada passada, retornou ontem ao berço do jazz e destruiu os planos do Hornets em vencer a melhorar seu recorde (5-5). Jackson esteve incontrolável.

Especialmente no último quarto. O início do período final marcava 77-76 para os anfitriões, mas Jackson marcou oito pontos (duas bolas de três), pegou um rebote, roubou duas bolas e deu três assistências, liquidando as pretensões do New Orleans e dos 15.533 torcedores que, catatônicos, mal podiam acreditar no que viam no telão central da New Orleans Arena: 105-96 para o Sacramento.

Isso mesmo, para o Sacramento.

Perder para o Kings já é duro; em casa então, é pior ainda. E para agravar ainda mais, o time da capital da Califórnia jogou sem três titulares, todos machucados: Francisco Garcia, Kevin Martin e Mikki Moore.

O que acontece com o Hornets? Está muito claro: a defesa é uma peneira.

CLÁSSICO NO TEXAS

Com Dirk Nowitzki marcando 24 pontos e pegando 12 rebotes (todos na defesa) e Jason Terry vindo do banco e contribuindo com mais 31 pontos, o Dallas visitou o Houston e sapecou o adversário fazendo 96-86. O Toyota Center estava lotado (18.203 torcedores), mas nem o barulho da torcida, pedindo defesa, foi suficiente para que o time conseguisse controlar seu rival estadual.

A ausência do pivô Yao Ming, contundido, explica boa parte da derrota, mas é inaceitável que uma equipe, jogando em casa, perca para um adversário que está juntando os cacos nesse início de competição e ainda por cima não pôde contar com seu segundo artilheiro. Machucado no tornozelo, Josh Howard viu a partida do lado de fora.

O interessante é que o Dallas conseguiu sua terceira vitória consecutiva. Essa trinca de triunfos foi obtida fora do lar, onde, aliás, o recorde do time é de 0-5.

SURPRESAS

Acabasse hoje o campeonato e San Antonio e Dallas, duas equipes do Texas e que sempre estão entre as melhores, estariam fora dos playoffs. Do lado leste, tudo em ordem; nenhuma surpresa.

A turma do Pacífico, que diz ter os melhores times, coloca um deles entre os oito melhores com um recorde inferior a 50%. É o Golden State, com 45.4% (5-6).

E no enfrentamento entre equipes das duas conferências, o Leste leva vantagem sobre o Oeste por 31-22.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA
  3. UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008 NBA | 12:34

UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS

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Avery Johnson não é um técnico – pelo menos neste momento – talhado para ser campeão da NBA. Mas é um treinador capaz de levar uma franquia a um bom desempenho durante uma temporada.

Ele mostrou isso no Dallas. Em quatro temporadas comandando a equipe, levou-a em todas aos playoffs. Mas na final mais ganha da história da NBA (2005/06), conseguiu entregar o título ao Miami. São águas passadas, no entanto.

Por que falo der AJ? Porque ele está desempregado e poderia ser de grande utilidade ao Clippers. O time de Los Angeles perde um tempo danado com Mike Dunleavy (foto). Este nunca foi um grande treinador. Está em sua 16ª. temporada na NBA e chefia o primo pobre de LA há seis torneios, incluindo o atual.

Dunleavy é fraco. Seu melhor desempenho como treinador foi ter chegado à final da NBA dirigindo o Lakers na temporada 1990/91. Mas o time, que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott, perdeu a decisão para o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4-1, que conseguia, na ocasião, seu primeiro anel.

Foi a experiência inicial de Dunleavy como treinador. A expectativa em relação ao seu trabalho cresceu demais. Mas de lá para cá o melhor que conseguiu foi chegar à final da Conferência Oeste em duas temporadas, dirigindo o Portland, perdendo ambas para San Antonio (98/99) e Lakers (99/00).

Com o Clippers, seu melhor papel foi na temporada 2005/06, quando chegou aos playoffs. Bateu o Denver de Nenê – que nem jogou esta série por estar contundido – na primeira rodada, mas caiu diante do Phoenix de Leandrinho – que atuou este confronto e teve média de 14.2 pontos por partida – na etapa seguinte.

Em sua primeira temporada comandando o Clippers (2003/04), Dunleavy teve um desempenho sofrível: 28-54 (34.1%). Na seguinte, melhorou: 37-45 (45.1%). Em 2005/06, como vimos, chegou aos playoffs, fazendo 47-35 (57.3%), mas nas duas seguintes não conseguiu chegar à fase decisiva, tendo marcado 40-42 (48.8%) em 2006/07 e 23-59 (28.0%) no campeonato passado.

Nesta temporada, sua campanha só não é pior do que a do Oklahoma City. O Thunder venceu, como o Clippers, apenas um jogo, mas perdeu dez, o que dá ao debutante da NBA um desempenho de 9.1%, enquanto que os californianos têm exatos 10%.

O que acontece com o Clippers? Como é que um grupo que conta com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman joga tão mal assim?

Seu ataque, com média de 89.2 pontos por partida, só não é pior do que o Charlotte, que tem um risível aproveitamento de 88.8 pontos. Sua defesa é a quinta mais vazada, com média de 102.0 pontos sofridos.

Está na cara que o problema do Clippers é o seu treinador. Para piorar, Dunleavy entrou em rota de colisão com Baron Davis, a grande contratação da franquia para esta temporada.

Sua demissão, parece-me, é questão de tempo. E curto.

TUDO ERRADO

Falo do Clippers porque o time foi derrotado ontem à noite pelo San Antonio dentro de seu Staples Center por 86-83. E novamente os texanos não puderam contar com Tony Parker e Manu Ginobili.

Era grudar em Tim Duncan e resolvia-se a parada. Mas não, Timmy conseguiu fazer 20 pontos e apanhar 15 rebotes, mesmo diante de um oponente que conta com dois ótimos pivôs, como Marcus Camby e Chris Kaman, e que tem ainda a ajudar o ala/pivô Tim Thomas.

Além de não ter subtraído nada do desempenho de Duncan, os vermelhinhos de Los Angeles ainda conseguiram a façanha de deixar o veteraníssimo Michael Finley, 35, anotar 19 pontos; ele que tinha 9.8 pontos de média. Pior: Roger Mason (quem?) marcou 21 – inclusive a bola de três que deu a vitória ao Spurs a 8.4 segundos do final –, sete a mais do que sua média na competição.

Quer dizer: tudo errado.

ÚLTIMO CHUTE

Como escrevi acima, Roger Mason fez o arremesso derradeiro que deu a vitória ao San Antonio. Faltavam 8.4 segundos para a partida terminar, já foi dito, quando a terceira bola tripla de Mason caiu dentro do aro do Clippers; mas não custa repetir.

Esta foi a terceira vitória consecutiva do Spurs, que manda o time para a zona de classificação para os playoffs, com uma campanha de 50% (5-5). Está na oitava posição e assim que Tony Parker e Manu Ginobili voltarem, voltarão com eles mais vitórias e mais qualidade de jogo, pois, cá entre nós, vencer o Clippers na última bola, mesmo com os desfalques referidos e jogando diante de 14.962 torcedores californianos é dose pra mamute.

ATÉ QUANDO?

Os torcedores do Spurs se perguntam a todo instante: quando Manu Ginobili e Tony Parker vão voltar? Boa pergunta, boa pergunta. Em San Antonio, a franquia responde: em algum momento do mês que vem.

Isso é que é precisão… Ou seja: ninguém sabe ao certo.

Parker deve regressar primeiro, pois sua contusão no tornozelo não foi tão grave quanto a cirurgia que “El Narigón” fez no joelho logo depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Mas ninguém mais do que o técnico Gregg Popovic conta nos dedos os dias que faltam para as duas estrelas tornarem às quadras. Pois, com eles, o time terá força de banco, uma vez que os atuais titulares, Roger Mason e o novato George Hill, serão opções para Popovic.

Mason, inclusive, pode dar o descanso que Finley tanto precisa. O veterano ala/armador, aliás, justiça seja feita, melhora a cada partida. Desde a derrota para o Miami, no dia sete passado, quando ele errou todos os oito arremessos executados, em cinco jogos, teve um aproveitamento de 52.5% de seus chutes (31-59).

HUMILHAÇÃO

Shaquille O’Neal foi humilhado ontem em Salt Lake City. Tomou três desconcertantes tocos no último quarto. Mas antes de falarmos deles, convém contar o que aconteceu na partida para que isso ocorresse.

Vamos aos fatos…

Depois de ter sido expulso pela entrada desleal pra cima de Rodney Stuckey do Detroit, no domingo à noite, Shaq tentou repetir a dose com Carlos Boozer. Conseguiu em parte, pois Boozer não é mirrado como Stuckey. O’Neal derrubou o oponente, mas não fez o estrago do jogo passado.

Pois foi exatamente este lance, no início do terceiro quarto, quando o Phoenix vencia por um ponto (60-59), que encheu de brios os jogadores do Jazz e motivou o time mais do que todas as palavras emotivas usadas pelo técnico Jerry Sloan na preleção antes da partida e durante o intervalo.

Fatos relatados, voltemos pois ao tema inicial, que foi a humilhação de Shaquille O’Neal; mas não sem antes dizer que Boozer, a partir de então, anotou 14 de seus 21 pontos e comandou o Utah que fez uma corrida de 50-37 e fechou a partida em 109-97.

Voltando aos tocos, eles em muito ajudaram na conquista do time, não só porque evitaram pontos do oponente, mas principalmente porque desmoralizaram o adversário. O primeiro deles foi do ala Paul Millsap, a 6:03 do final do jogo (foto acima). O segundo e o terceiro vieram num espaço de dois segundos, aos 4:58 e 4:56, ambos executados pelo ala russo Andrei Kirilenko.

Shaq ficou com cara de m…

VITÓRIA IMPORTANTE

O triunfo colocou um ponto final na série de três derrotas consecutivas do Utah, todas sofridas fora de casa. O Jazz, aliás, como aconteceu no campeonato anterior, quando teve o melhor desempenho entre os 30 participantes como mandante, segue neste torneio como um anfitrião de maus modos: venceu todos os cinco jogos realizados na EnergySolutions Arena, que ontem recebeu 19.911 torcedores.

Melhor que o Utah, só o Cleveland, que ganhou sua meia dúzia de partidas jogadas na Q Arena.

VICE LÍDER

Mesmo com a derrota, o Phoenix manteve a segunda colocação no Oeste. Isso graças aos três revezes do Utah mencionados anteriormente.

Leandrinho faz falta neste momento, especialmente num jogo onde a artilharia é necessária. O brazuca vem do banco e pode incendiar a pugna em favor do Suns.

Mas o técnico Terry Porter se vê ainda privado de contar com esta ótima alternativa. Leandrinho segue em São Paulo, ao lado da família, recuperando-se do baque da morte da mãe, ocorrida na semana passada.

E sem data para voltar, segundo me informou Jefferson Yassuda, assessor de imprensa do jogador, com quem eu falei há cerca de meia hora.

OBRIGAÇÃO

O Houston foi a Oklahoma City e bateu o Thunder (pior time da NBA) por 100-89. O argentino Luis Scola marcou 23 pontos, sua maior pontuação nesta temporada, foi o cestinha do Rockets e regeu o time em quadra, contribuindo ainda com mais nove rebotes (três na frente).

Mas, como dizia Plínio Marcos, em toda história sempre há um porém. Tracy McGrady deixou a quadra do Ford Center (18.145 pagantes) a 11:32 minutos do final do terceiro quarto e não mais voltou.

Voltou, isto sim, a sentir dores no joelho direito, operado há seis meses. Motivo: um movimento equivocado no momento de um passe para Scola no começo do segundo quarto. Permaneceu em quadra, mas o técnico Rick Adelman resolveu poupá-lo no início do terceiro quarto; e com razão.

McGrady jogou apenas 18 minutos. Hoje fará um raio-X no local para ver se tudo está bem. Se não for conclusivo, uma ressonância será o segundo passo.

É dúvida para o jogo de amanhã, em casa, diante do Dallas.

Rockets x Thunder

CURIOSIDADE

Mencionei acima a final entre Lakers e Chicago em 1991, a primeira vencida por Michael Jordan. Sabe quanto MJ ganhou naquela temporada para ser campeão e vestir a camisa 23 do Bulls? US$ 2,5 milhões. Você tem idéia de quanto Magic Johnson faturou? US$ 100 mil a menos.

Encostado no New York, Stephon Marbury receberá nesta temporada US$ 21,9 milhões.

Inacreditável.

RESOLVIDO

Analisando as manifestações dos internautas, volto, pois, ao formato com o tema principal seguido de outras notas. Revelou-se o preferido.

E como este blog é uma democracia, a maioria vence.

Quero agradecer a todas as manifestações, o que deixou-me bastante satisfeito.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2008 NBA, outras | 12:32

NÚMEROS QUE ENGANAM

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Olhar apenas os números de um jogador no “boxscore” é muito perigoso. Ao destacar a atuação de Anderson Varejão na vitória do Cleveland sobre o Dallas, ontem, eu mostrei isso.

O exemplo hoje vale para o Leandrinho (foto).

Quem pegar a estatística da partida de ontem na vitória do Phoenix sobre o New Jersey por 114-86, vai ver que o brasileiro marcou 12 pontos, apanhou seis rebotes, deu quatro assistências e roubou duas bolas. Bons números, sem dúvida alguma.

Mas sabe como ele os conseguiu? Praticamente no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já estava definida.

Vejamos…

Leandrinho entrou em quadra quando faltava 1:58 minuto para acabar o primeiro quarto. Substituiu Raja Bell, o titular de sua posição. Jogou exatos 8:05 minutos, pois voltou para o banco quando o cronômetro mostrava que faltavam 5:53 minutos para o final do segundo quarto.

Quando entrou, o placar do Izod Center mostrava 30-23 para o Phoenix. O jogo estava disputado. Ao sair, a vantagem subiu em dois pontos: 47-38. A partida continuava disputada.

Nesses 8:05 minutos, Leandrinho teve o seguinte desempenho: três pontos, um rebote, duas assistências e dois erros.

Voltou ao embate no início do último quarto. O placar mostrava 92-77. O jogo ainda não estava definido, afinal, havia um quarto pela frente. Mas estava bem encaminhado, ainda mais sendo o Nets o adversário. Nesse último quarto, com as favas praticamente contadas, Leandrinho teve a seguinte performance: nove pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois desarmes.

Pergunto: os números de Leandrinho enganam ou não?

PERDENDO ESPAÇO

O que fica claro para mim é que, neste início de temporada, Leandrinho está perdendo espaço no time. O novo treinador, Terry Porter, valoriza a defesa.

Ainda não conseguiu acertá-la, é verdade, pois o Suns continua sofrendo muitos pontos de times fracos. Ontem, por exemplo, foram 55 no primeiro tempo.

Leandrinho nunca foi um bom marcador. É o protótipo do jogador brasileiro, não importa a modalidade: preocupa-se apenas em pontuar.

Seu negócio é arremessar bolas de três pontos. Poderia usar sua principal arma, a velocidade, para interferir na linha de passe do adversário e roubar bolas, muitas bolas, e – por que não? – ser o líder em “steals” da NBA.

Porter já conhece Leandrinho. Agora mais íntimo, deve ter visto muito mais de seu defeito defensivo. Poderia ajudá-lo a corrigir essa deformidade em seu jogo. Mas não sei se esta é uma meta estabelecida pelo treinador.

Portanto, não seria surpresa para mim se Leandrinho, logo mais, for trocado por alguém. E se isso realmente acontecer, tomara que não vá para o New York, pois Mike D’Antoni, seu antigo treinador no Arizona, gosta de esconder e não corrigir defeitos.

A FORÇA DO BOSTON

Acho que ninguém duvida da força do Boston. A derrota para o Indiana surpreendeu, mas isso acontece. O time mostrou novamente sua força ontem em Houston. Visitou um dos favoritos do Oeste e venceu por 103-99.

A partida foi de Ray Allen, não apenas pelos seus 29 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Allen foi grande na marcação também. Deixou a quadra quando faltavam apenas 33:9 segundos para o final e o placar mostrava 101-95 para o Celtics.

Fez uma falta para impedir Tracy McGrady pontuar. Foi a derradeira.

A defesa de Allen é subestimada por quase todo mundo na NBA. Vêem nele uma máquina de pontuar, mas não enxergam seu hercúleo esforço para diminuir os espaços dos adversários.

Ontem teve de controlar McGrady. Não dá para dizer que ele obteve sucesso pleno, pois T-Mac deixou o Toyota Center com 26 pontos e 50% de aproveitamento de seus tiros de quadra (9-18). Mas o armador do Rockets teve que suar mais do que o habitual para conseguir pontuar.

ENGAJADO

Ao tomar conhecimento que Barack Obama tinha praticamente garantido a vitória na eleição presidencial nos EUA, Ray Allen, ao final da partida, já no vestiário verde e branco, declarou: “Este é um momento histórico, mais do que a gente pode perceber. Nosso país será muito melhor. [Barack Obama] mostrou que não importa de onde você venha, quem são seus parentes, se você der duro; Obama tornou-se presidente e isso é o que ela [a vitória] significa”.

QUEDA LIVRE?

Não, não acredito que o San Antonio esteja em queda. O time está desfalcado de Manu Ginobili, ainda contundido, e por isso não está jogando o que pode.

A campanha é ridícula neste começo de temporada: três jogos e três derrotas. Só não é pior do que Clippers e Sacramento.

Mas mesmo sem Manu, o basquete do Spurs tem sido pobre. Tudo porque se resume a apenas dois jogadores: Tim Duncan e Tony Parker.

Isso ficou claro na derrota de ontem (98-81) para o Dallas, dentro de seu AT&T Center. Timmy fez 19 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto que o marido de Eva Longoria (maravilhosa na foto acima com a camisa do Spurs) desespera-se em quadra para que seus companheiros – à exceção de Duncan – consigam pontuar. Não conseguiu; tanto assim que o francês terminou a partida com envergonhadas três assistências.

Também pudera, olha só o desempenho de alguns jogadores nas bolas de dois: Michael Finley, 1-6; Matt Bonner, 0-5; Ime Udoka, 0-4; Bruce Bowen, só três arremessos durante o jogo, dois certeiros. Bonner conseguiu ainda a proeza de errar também seus três arremessos triplos, enquanto que Finley, um especialista, acertou apenas um em três tentados.

Assim não dá. Com o econômico desempenho dos companheiros, Parker foi ao ataque e deixou 22 pontos na cesta do Dallas.

Se os outros jogadores não melhorarem e Manu ficar de fora, o Spurs pode continuar nesta estiagem de vitória.

Estou curioso para ver a partida desta noite contra o Minnesota, em San Antonio. Ganha ou não?

ALEMÃO

Se alguém imaginou que Dirk Nowitzki foi dominado por Anderson Varejão porque está em decadência, mostro seus números no triunfo do Dallas diante do San Antonio, no clássico texano: 30 pontos, sendo que arremessou 24 bolas, contra apenas 11 na partida contra o Cleveland.

Gente, vamos dar crédito ao Varejão. Ele merece.

E Nowitzki não está, de jeito nenhum, dobrando o fio. Ele ainda é o núcleo desse do Mavericks. Nele todo o jogo está concentrado.

CASO IVERSON/BILLUPS

Alguns internautas têm me chamado a atenção para o fato de que o Detroit, ao trocar Chauncey Billups por Allen Iverson, limpou seu “cap” para investir em LeBron James ao final da próxima temporada, quando o ala do Cleveland terá a opção de escolher o seu caminho.

Verdade; dei uma olhada no “payroll” do Pistons no começo da temporada 2010/2011 e o único jogador com contrato garantido era Tayshaun Prince, com US$ 11,1 milhões. Chauncey Billups estaria lá com vencimentos de US$ 13,1 milhões.

Escrevi acima “era” porque ontem a franquia renovou por mais três anos o contrato do ala/armador Rip Hamilton, que vai receber, anualmente, o que Billups iria ganhar se ficasse na “Motor Town” – daí Motown, corruptela do apelido da cidade.

Quer dizer: foi uma escolha do presidente Joe Dumars; preferiu Hamilton a Billups. Na comparação entre idades, Billups tem 32 anos; Hamilton, 30. Diferença pouca.

Eu teria optado por Billups, pois em caso de contratação de LeBron, o jogo dos dois se encaixaria. Tudo o que King James não precisa é de um companheiro a rivalizar com ele na pontuação. Tudo o que LeBron precisa é de um armador que entenda o jogo e de um pivô para protegê-lo.

Realmente, não consigo entender esse negócio.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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