Ricky Rubio | Fábio Sormani

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quinta-feira, 26 de abril de 2012 NBA | 20:41

AND THE OSCAR GOES TO… O BOTEQUIM ELEGE OS MELHORES DA TEMPORADA. CONFIRA!

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Falta ainda a rodada desta noite, desta quinta-feira à noite, mas não há mais nada a se fazer, adicionar ou subtrair. A gente já tem opinião formada sobre quem é quem nesta temporada. Por conta disso, vamos premiar os jogadores aqui no botequim? Vamos lá, então.

MVP — Kevin Durant
O ala do Oklahoma City termina a temporada como cestinha do campeonato. E pelo terceiro ano seguido. E a cada campeonato disputado, KD melhora seu nível técnico e mental. Como muita gente diz aqui, ele tem tudo para ser o substituto de Kobe Bryant, quando o astro do Lakers se aposentar. LeBron James poderia ficar com o cetro e a coroa se não se encolhesse tanto em momentos decisivos. Os números de LBJ, aliás, são até melhores do que os de Durant, mas um jogador não se mede apenas pela frieza dos números. Por isso, eu elejo o ala do Oklahoma City como o melhor jogador da temporada regular.

ROY — Kyrie Irving
O armador do Cleveland Cavaliers jogou esta temporada como se fosse a segunda ou mesmo a terceira. Não pareceu um novato à procura de identidade em quadra. Em muitos momentos decidiu partidas para o Cavs, ora pontuando, ora servindo os companheiros. Não fosse a contusão de Anderson Varejão, o Cavs poderia, ter conseguido uma vaga para os playoffs. É bem verdade que Kyrie teve sua tarefa facilitada por conta da contusão do espanhol Ricky Rubio, do Minnesota Timberwolves. Desde que Rubio parou de jogar, o Wolves travou, o que mostra o potencial e a importância de Rubio para o time. A briga seria intensa até este final, mas a lesão do ibérico facilitou a escolha de Kyrie.

MIP — Jeremy Lin
Sei que muita gente vai torcer o nariz, pois Lin jogou uns dois meses desta temporada. Mas o que ele jogou foi algo fora do normal. Ele transformou o New York. O time saiu do buraco e ganhou notoriedade graças a Lin. Ele alavancou o Knicks. O time ganhou mídia, ganhou torcida e ganhou confiança. Enfim, o time cresceu graças a ele — e num momento em que Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire estavam machucados. Depois foi a vez de Lin lesionar o joelho e não jogar mais. Mas ele já tinha “enfeitiçado” os companheiros, que apenas seguiram jogando do jeito que passaram a jogar quando Lin pegou o NYK, um dos últimos colocados da conferência, levou-o ao G8 e transformou sua campanha negativa em positiva. Lin, fácil, o jogador que mais evoluiu não só nesta temporada.

SIXTH MAN — James Harden
Esta escolha é uma das maiores barbadas da temporada. Não creio que algum outro jogador chegará perto do ala-armador do Oklahoma City quando os votos dos jornalistas norte-americanos forem abertos. Terceira escolha do “NBA Draft” de 2009, Harden, no começo, deixou a todos desconfiados e muitos chegaram a dizer que o OKC tinha “queimado” um draft. Mas Sam Presti mostrou, mais uma vez, que é um dos melhores GMs da NBA na atualidade: a escolha de Harden foi acertadíssima, sim senhor. O OKC cresce não apenas nas mãos de Kevin Durant e Russell Westbrook. Cresce também por conta do crescimento de James Harden.

MELHOR DEFENSOR — Serge Ibaka
O congolês naturalizado espanhol deu uma aula de como se deve defender nesta temporada. Rei dos tocos já no campeonato passado, Ibaka repetiu a dose neste. Melhorou também os fundamentos defensivos. Só não leva o troféu se a mídia puxar a brasa pra sua sardinha. Ou seja: escolher Dwight Howard ou LeBron James por eles serem norte-americanos. Se isso não ocorrer, Ibaka fica com o troféu.

COY — Tom Thibodeau
Não sei se Thibs vai levar este ano novamente. E não sei se ele leva exatamente porque seria um bicampeonato. A mídia norte-americana parece não gostar muito disso, pois nunca um treinador bisou a escolha. Some-se a este fato o excelente trabalho que Gregg Popovich fez no segundo turno do campeonato, quando o San Antonio mostrou ser um time e não um quinteto. Mas o que o Chicago fez sem poder contar com Derrick Rose, o atual MVP da NBA, seu cérebro, sua consciência e sua fortaleza em quadra, foi algo fora do normal. Some-se a isso o fato de que Luol Deng também se lesionou e não pôde participar de algumas partidas. O SAS não foi lesado como o Chicago. Mesmo com todas essas adversidades, o Bulls acabou a fase de classificação em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. Por isso, Thibs, para mim, é o melhor treinador do campeonato.

NBA ALL FIRST TEAM
Rajon Rondo
Tony Parker
Kevin Durant
Kevin Love
Andrew Bynum

MELHOR TIME DEFENSIVO
Rajon Rondo
Kawhi Leonard
LeBron James
Serge Ibaka
Tyson Chandler

ROOKIE TEAM
Ricky Rubio
Kyrie Irving
Kawhi Leonard
Kenneth Faried
Greg Stiemsma

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  2. PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA
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domingo, 15 de abril de 2012 NBA | 12:02

OKC TEM DIFICULDADES DIANTE DO FRÁGIL WOLVES, MAS SAS ATROPELA O SUNS

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Bem, não vamos perder tempo porque a rodada deste domingo começa daqui a pouco, às 14h de Brasília, com o clássico New York x Miami, na capital do planeta. Logo depois, às 16h30, em Los Angeles, o Lakers recebe o Dallas. São os dois principais jogos do dia. Pena que os cinco subsequentes, todos marcados para o período noturno, são desnivelados ou pouco atraentes, o que nos faz pensar em assistir a um bom filme ou comer uma pizza.

Mas vamos ao mais importante da rodada de ontem.

Disse neste botequim que dois eram os confrontos que chamariam a atenção: Minnesota x Oklahoma City e San Antonio x Phoenix. Acertei em um e errei no outro.

O OKC teve que se esforçar muito para vencer um Wolves desfalcado de seus dois principais jogadores: Ricky Rubio, fora da temporada por conta de uma grave lesão nos ligamentos cruzados do joelho direito, e Kevin Love, que levou uma pancada na cabeça na partida diante do Denver, quarta-feira passada.

Não contava com a ausência do ala-pivô do amor. Esperava que ele pudesse jogar. Sem ele, o Wolves enfraqueceu-se demais. A partir disso, acreditava que o OKC pudesse vencer com tranquilidade. Mas não foi o que aconteceu.

Embora Kevin Durant (foto AP) e Russell Westbrook tivessem barbarizado — os dois combinaram para 78 pontos, sendo que KD anotou 43 e Westbrook 35 —, a contenda só foi definida no final; nos segundos finais. Uma bola de três de J.J. Barea encurtou a diferença do Thunder para dois pontos: 112-110. Faltavam 15,6 segundos para a estridente buzina do Target Center tocar pela última vez. Mas o OKC foi quase perfeito nos lances livres finais, todos em cima de Westbrook, que fez 3-4, levou a pontuação do OKC para 115. O Wolves, ao contrário, não conseguiu pontuar mais. E o confronto acabou.

O Wolves está matematicamente fora dos playoffs. Perdeu sua oitava partida seguida, nove nas últimas dez, mas ofereceu muita resistência. “Não adianta, todo jogo diante do Wolves é complicado”, disse Scott Brooks, técnico do OKC, provavelmente ainda com o confronto do dia 23 de março na memória, quando o Thunder precisou, em casa, de duas prorrogações para vencer por 149-140.

Desta vez não foi para tanto: OKC 115-110 Wolves. Justo.

MOLEZA

Esperava mais do Phoenix em San Antonio. Mas o Suns não deu nem para o cheiro. O Spurs atropelou o pessoal que veio do deserto, com sede de vitória, pois o time de Steve Nash vem brigando com o Denver pelo oitavo posto no Oeste. Mas, como disse, foi inapelável.

O SAS chegou a abrir 28 pontos de vantagem no segundo quarto, quando DeJuan Blair recebeu um passe de Danny Green e fez com facilidade mais dois pontos, levando o marcador para 58-30, isso a 3:50 do final do segundo quarto. Na metade do terceiro, Tim Duncan (foto AP) acertou um “jump-shot” fruto de um passe de Manu Ginobili e levou o marcador para 74-47: 27 pontos de diferença, a 6:12 do final.

Estava muito fácil. O Suns não oferecia qualquer resistência e nem tinha resposta para os vários problemas que os texanos apresentavam. Alvin Gentry, o técnico do Phoenix, mexeu de baciada logo após Timmy ter pontuado: colocou Robin Lopez no lugar de Jared Dudley, Josh Childress na vaga de Marcin Gortat, Michael Redd no posto de Shannon Brown e o rookie Markieff Morris no espaço que estava sendo ocupado em quadra por Channing Frye. Melhorou um pouco, mas nada a ponto de se pensar em uma reviravolta. O terceiro período terminou com o SAS na frente em 84-65.

O quarto final foi como que um “garbage period”. O Phoenix venceu por 26-21, mas a diferença era grande demais para ser tirada em apenas 12 minutos. Aliás, os dois times poderia estar jogando até agora que o Suns não iria mudar o resultado da partida. A diferença é grande demais também entre as duas equipes.

Com o resultado final de 105-91, o SAS conquistou o título da Southwest Division, não podendo mais ser alcançado pelo Memphis, que ontem bateu o Utah, em casa, por 103-98, com outra soberba atuação de Rudy Gay: 26 pontos e 12 rebotes.

PLAYOFF

No período matutino, o Clippers venceu o Golden State por 112-104. Com o triunfo, classificou-se para os playoffs. Isso não acontecia desde a temporada 2005-06. Chris Paul (28 pontos e 13 assistências) foi o grande nome do time californiano.

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domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 10 de março de 2012 NBA, outras | 18:00

O PREÇO DA AUSÊNCIA DE RUBIO NO WOLVES E NA SELEÇÃO DA ESPANHA

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A notícia não podia ser pior: Ricky Rubio arrebentou os ligamentos cruzados do joelho esquerdo (foto AP) e está fora da temporada. Mais do que isso: deverá perder os Jogos Olímpicos de Londres.

O lance foi ao final da partida, quando ele fez falta em Kobe Bryant, que derrubou seu último par de lances livres. Como a imagem do meu League Pass está um lixo, no momento até achei que não tinha sido falta; mas foi.

E foi muito pior para o Minnesota, pois além de ter levado KB para a linha fatal e perdido a partida, o time de Minneapolis acabou privado de uma de suas grandes estrelas.

A contusão é grave. É semelhante à de Ganso, que o deixou sete meses do lado de fora. Os doutores do Wolves falam de seis a nove meses. É por aí mesmo.

Mas não basta apenas voltar. Quando voltar, tem que recuperar a confiança e os reflexos. Isso sem falar na mobilidade, que custa a ser recuperada, bem como a velocidade.

Somente agora, um ano depois, é que Ganso volta a jogar futebol competitivo e com qualidade. Com Rubio não deve ser diferente; infelizmente.

Se o Wolves perde, a seleção da Espanha também. Embora conte com ótimos armadores, Rubio estava solidificado na posição e pelo seu estilo de jogo era uma alternativa para mudar o sistema e imprimir velocidade à partida, pois seu jeitão de jogar está mais para o modo americano de jogar do que o europeu. Mas,inteligente que é, Rubio consegue jogar também à moda europeia, embora renda menos, como ele próprio já admitiu.

A pergunta que se faz agora é: a Espanha mantém o status de melhor time depois dos EUA? O Brasil, completo, poderá tirar proveito disso? Os espanhóis, mesmo sem Rubio, seguem fortíssimos.

Na minha avaliação, perde mais o Minnesota do que a seleção da Espanha.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 NBA | 12:34

O DESESPERO DO LAKERS QUE NÃO SE VÊ NO BOSTON

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O parceiro Russell mandou um texto do site “Hoopsworld” falando de uma possível troca envolvendo Lakers e Minnesota. Pau Gasol (foto Getty Images), uma vez mais, está envolvido no negócio. Mas se você pensa que é por Kevin Love, engana-se: o negócio pode ser feito envolvendo Derrick Williams, mais drafts e grana — para poder igualar o salário de Gasol.

O que fica claro é que o Lakers quer se livrar do espanhol e não esconde isso de ninguém. Quer se livrar por conta de problemas de relacionamento (dizem que é com Kobe Bryant [Kobe já teve problemas com Karl Malone e Shaquille O’Neal, lembram-se?]) e por causa dos US$ 57 milhões que a franquia terá que pagar nos próximos três anos por um jogador que já tem 31 primaveras completadas e quando completar 34 vai ganhar US$ 19,2 milhões.

Além de querer se livrar de Gasol, o Lakers parece ter certeza de que com esse time não dá para ser campeão — o que eu discordo. Está desesperado atrás de reforços.

O problema para o time californiano é que parece que os “bobos da corte” desapareceram e, por conta disso, o time está encontrando dificuldades para fazer negócio.

O que seria “bobo da corte”? Ora, franquias cujos GMs são imbecis (para não dizer outra coisa), como o Memphis, que mandou Gasol, na flor da idade, para Los Angeles a troco de banana e viu seu rival de conferência crescer e ganhar campeonatos por conta disso.

Se o Minnesota der Kevin Love para o Lakers, estará fazendo a mesma coisa que o Grizzlies fez há quatro temporadas. Mas, como disse, parece estar difícil para o Lakers arrumar, hoje em dia, um “bobo da corte”.

Ou melhor, esse “bobo da corte” (para não dizer outra coisa) apareceu, foi o New Orleans, ou melhor, seu GM, Dell Demps. Mas corretamente a NBA vetou a troca de Chris Paul, num negócio que a gente já discutiu aqui e que a maioria de nós (à exceção dos torcedores do Lakers) concluiu que era bom apenas para o time de Los Angeles.

Ainda sobre esse possível acordo com o Wolves, a franquia de Minneapolis avisou que, além de Love, Ricky Rubio não entra no negócio. Teria oferecido Derrick Williams (foto AP), um ala de 2,03m e que o relator da matéria do “Hoopsworld” diz que pode ser um negócio interessante, pois Williams pode jogar com PF. Só na cabeça dele — a menos que DW seja o novo Dennis Rodman, o que parece não ser o caso.

DW, drafts e grana para que o negócio seja aprovado pela NBA.

Se o negócio for feito, o Lakers vai precisar contratar um ala-pivô e um pivô para ajudar na rotação de Bynum — e o relator da matéria diz que Nikola Pekovic pode entrar no negócio, o que seria interessante para o Lakers, pois o montenegrino de 2,11m é grande, forte e joga bem — com o que eu concordo.

Mas o fato é que o Wolves não precisa do Gasol.

O time de Minneapolis é novo, está em franco crescimento e conta com um técnico muito bom em Rick Adelman. Então eu pergunto: por que o Wolves pegaria o Gasol, um cara com 31 anos e que tem, como vimos, mais U$ 57 milhões para receber em três anos?

Não faz sentido.

O Wolves está com o time sendo torneado; rapidamente será burilado; e proximamente vai brigar pelo título da conferência junto contra Oklahoma City e LA Clippers — se CP3 renovar com a franquia, é claro.

O Wolves não precisa de ninguém. Ele precisa apenas de tempo para ser tentar ser campeão.

Se o Wolves estive pronto para ser campeão e precisasse apenas de uma peça, aí faria sentido arriscar abrir mão de algumas jovens promessas por um jogador experiente. Mas eu pergunto: Gasol seria esse jogador? Acho que não.

Então, não faz sentido fazer uma troca por Gasol. A não ser que o Lakers aceite JJ Barea, Wayne Wellington e Wesley Johnson…

O Lakers tem que entender uma coisa: a menos que apareça um “bobo da corte”, o time para este campeonato é o que está aí. Quando esta temporada terminar, aí sim o time poderá se reforçar para voltar a ser campeão, pois haverá a possibilidade de pegar Dwight Howard e Deron Williams, pois ambos serão “free-agents”.

Estou achando o máximo o que está acontecendo: a fiscalização está intensa e todo mundo está de olho nos “bobos da corte”. Se ele aparecer, a grita será geral e talvez ele se recolha a seus aposentos para evitar maiores constrangimentos.

RODADA

O Chicago voltou a vencer sem Derrick Rose. Bateu ontem o Boston, em casa, por 89-80. Foi, diga-se, a nona partida do Bulls nesta temporada sem D-Rose, sua estrela. O retrospecto: 7-2.

Mas, importante dizer, deste noneto de partidas o Bulls teve apenas três confrontos difíceis: dois contra o Boston (um em casa e outro fora) e um diante do Memphis (fora). Deste trio de contendas, ganhou apenas a de ontem. As demais vitórias foram contra adversários medianos.

Mas o bom dessa história é que o time está ganhando sem D-Rose. Poderia ocorrer o contrário e a equipe se complicar diante de oponentes duvidosos por conta da ausência de seu esteio.

Mas não é o que ocorre.

E ontem diante do Boston o Chicago fez uma grande partida. Venceu apoiado em seu “front court” titular. Luol Deng: 23 pontos e dez assistências; Carlos Boozer (foto Getty Images): 23 pontos e 15 rebotes; Joakim Noah: 15 pontos e 16 rebotes.

Ou seja: os três, juntos, marcaram 61 dos 89 pontos da equipe (68,5%), pegaram 35 dos 52 rebotes do time (67,3%) e deram 17 das 27 assistências (62,9%).

“Estamos confiantes quanto ao nosso jogo, mas sabemos que não chegaremos aonde queremos sem aquele rapaz (D-Rose)”, disse Noah.

Verdade; sem Derrick o Chicago não tem a menor chance de ganhar o título. Pode até chegar novamente à decisão da conferência, mas não passa pelo Miami de jeito nenhum.

Não se sabe ainda quando Rose vai voltar. Imagina-se que seja em breve. Antes do jogo de ontem contra o Boston ele fez arremessos e nada sentiu.

Boa notícia.

Sobre o Boston, a irregularidade do time chama a atenção. O “Big Three” não consegue jogar tudo o que pode ao mesmo tempo. Há momentos de Kevin Garnett, há momentos de Paul Pierce e há momentos de Ray Allen.

Somando tudo isso não há o suficiente para a equipe ganhar jogos como o de ontem, mesmo diante de um adversário desfalcado de seu principal jogador.

O Lakers, como vimos, está desesperado atrás de uma troca para que possa brigar por esse título. A situação do Boston é muito pior e a gente não vê Danny Ainge desesperado como Mitch Kupchak.

Em Portland, o Clippers bateu o Blazers (74-71). Não vi o jogo, mas o que me chama a atenção é que mesmo sem Chauncey Billups o Clips não deixa a peteca cair.

Foram seis jogos sem Mr. Big Shot e um retrospecto de 4-2, com vitórias sobre o Philadelphia e PTB fora de casa.

Dá pra brigar sem Billups? Dá, ora, por que não? Com Chris Paul e Blake Griffin dá pra brigar. São duas estrelas de enorme grandeza e que ainda contam com o apoio de Caron Butler. Se DeAndre Jordan jogar mais do que vem jogando, aí melhora ainda mais.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 12 de fevereiro de 2012 NBA | 12:52

O RECONHECIMENTO A ANDERSON VAREJÃO

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Anderson Varejão fraturou o pulso da mão direita. Deve ficar quatro a seis semanas do lado de fora, voltando apenas no final do mês de março. Perderá algo em torno de 20 a 25 partidas.

Cleveland e o Cavs choram sua ausência. Sem ele o time já foi batido duas vezes, ambas em casa: Milwaukee, jogo em que se contundiu, e ontem diante do Philadelphia (99-84). Com tantos confrontos do lado de fora, a chance de o Cavs se classificar para os playoffs diminui dramaticamente.

Uma pena.

Varejão vinha fazendo uma campanha espetacular nesta temporada, a ponto de muitos acreditarem em sua participação no “All-Star Game” do dia 26 próximo em Orlando. Eu entre eles.

Varejão está machucado e mesmo que fosse selecionado, não participaria da grandiosa festa marcada para Orlando. Mas o que se discute é o fato de que Varejão foi preterido primeiro pelos torcedores (o que é compreensível), depois pelos treinadores do Leste (o que é incompreensível).

Muita gente importante chiou pela ausência do capixaba no ASG. E gente importante.

Não vou mencionar todos os contrariados, jogadores e treinadores entre eles. Quero falar apenas de uma personalidade esportiva norte-americana: Bill Simmons.

Bill Simmons trabalha para a ESPN e edita o site Grantland.com, que pertence à empresa a cabo pioneira em esportes nos EUA. Tem 42 anos e há quase duas décadas trabalha como jornalista esportivo.

Eu não sabia, mas vim a descobrir a partir de um link mandado por um parceiro deste botequim que Simmons foi um dos quatro jornalistas selecionados pela NBA para escolher os 120 jogadores (60 de cada conferência) que compuseram a cédula onde os fãs escolheram os dois quintetos titulares.

Simmons não é um curioso e nem passava em frente ao Olympic Tower da Quinta Avenida, onde fica o escritório da NBA em Nova York, e foi chamado por David Stern para fazer parte deste distinto jurado. Não, a NBA escolhe a dedo seu júri com base em alguns quesitos, entre eles (o mais importante), o conhecimento do jogo e da liga.

Pois bem, Simmons mostrou-se desgostoso e inconformado com a ausência de Varejão no “All-Star Game”. Segundo ele, o brasileiro deveria ser titular (isso mesmo, TITULAR) da seleção do Leste. Seu time, ele escreveu, seria: Derrick Rose, Dwyane Wade, LeBron James, Anderson Varejão e Dwight Howard.

Simmons não é brasileiro, não é Pacheco, não é parcial e não é ufanista. Simmons é americano e apenas analisa o jogo — e com conhecimento. Enxerga o óbvio, que Varejão faz uma temporada espetacular e que merecia estar no ASG.

“Eu adoro o jeito que Varejão está jogando esta temporada”, disse Simmons em seu artigo no site Grantland.com. “Se você curte caras que fazem 11 pontos e pegam 12 rebotes todas as noites, que pega cada baita rebote em um garrafão congestionado, fazendo isso a todo momento, pontuando em cima dos grandalhões, você deveria escolhê-lo”. E prosseguiu: “Além disso, Varejão tem sido mais do que um jogador impactante este ano — ele é o melhor no que ele faz e isso quer dizer muita coisa. Você ganha com o que ele faz”.

Ou seja: Varejão tem o poder, segundo Simmons, de fazer, a partir de seu jogo, equipes ganharem. E o Cavs, mesmo com um time limitado, construiu vitórias importantes na temporada, como diante do Minnesota, Phoenix e Boston, fora de casa; e New York, Dallas e Clippers, em casa.  Vitórias que foram construídas com muita dose de suor e dedicação por parte do capixaba.

Varejão, infelizmente, quebrou a munheca e vai ficar de quatro a seis semanas do lado de fora das quadras. Mesmo que fosse escolhido, não iria ao ASG.

Mas isso não importa. O que importa é que o brasileiro ganha o reconhecimento por parte de gente importante.  Gente que não nasceu no Brasil, não é Pacheco, não é parcial em suas análises e nem é ufanista.

Varejão ganha o reconhecimento de quem consegue analisar o jogo com conhecimento e profundidade. Brasileiro ou não.

LESÃO

Nenê é outro que ficará alguns jogos do lado de fora por conta de contusão. Não tanto tempo como Varejão, mas talvez umas quatro partidas.

Ele lesionou-se na vitória de ontem do Denver em Indiana diante do Pacers por 113-109. Jogou apenas 22 minutos e anotou 11 pontos e cinco rebotes. Mas enquanto esteve em quadra, Roy Hibbert foi completamente dominado pelo paulista.

Perde-se aqui, ganha-se ali. Nenê (foto AP) contundiu-se, mas o Denver voltou a vencer depois de cinco derrotas seguidas.

NÚMERO

Cinco também é o número a ser mencionado. Mas, no caso, o assunto é outro. O assunto é: Jeremy Lin.

O sino-americano voltou a encantar. Na rodada de ontem, o New York foi até Minnesota enfrentar o Wolves e venceu pela quinta vez consecutiva: 100-98.

Lin não repetiu a dose da vitória diante do Lakers, quando anotou 38 pontos. Ontem, foram 20. Mas ele completou o quinto jogo marcando 20 ou mais pontos.

E de quebra ainda saiu vencedor no duelo particular com Ricky Rubio. E, importante, dizer, o espanhol tem uma experiência que Lin não tem. Já participou de Mundial, Olimpíada, Euroleague e tem muito mais minutos em quadra na NBA do que Lin.

Mesmo assim, Jeremy não tomou conhecimento e bateu Rubio no duelo individual e coletivo.

O confronto entre eles mostrou:

Jeremy Lin
20 pontos
6 rebotes
8 assistências
3 desarmes
0 toco
6 erros

Ricky Rubio
12 pontos
2 rebotes
8 assistências
3 desarmes
1 toco
2 erros

Quatro dos seis erros de Lin foram produzidos no segundo tempo, quando deu sinais de cansaço. Afinal, jogou 38:53 minutos; 38:53 minutos depois de ter jogado, na noite anterior, diga-se, 38:34 minutos, anotado 38 pontos e conduzido o Knicks à vitória diante do Lakers.

Mal teve tempo de descansar, pois logo na manhã de ontem, poucas horas depois de ter derrotado Kobe Bryant, pegou o avião rumo a Minneapolis.

O domingo será sem-graça; o New York não participará da rodada. Segunda-feira será modorrenta; o New York não participará também da rodada. Mas terça-feira haverá luz: o NYK volta a jogar.

Vai a Toronto enfrentar o Raptors às 22h de Brasília. E com Jeremy Lin, desta vez descansado.

Noite para 40 pontos?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 NBA | 11:20

O DECLÍNIO DE LEANDRINHO É A MAIOR PREOCUPAÇÃO NO MOMENTO

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Vamos deixar de lado a rodada de ontem. Não que ela não mereça destaque. Destaques houve e muitos.

Matt Barnes, por exemplo, foi o diferencial na vitória do Lakers (90-82) diante do Memphis em Los Angeles. Barnes anotou 15 pontos, mas o que impressionou foram seus dez rebotes e os três tocos.

LaMarcus Aldridge foi igualmente importante, mas na vitória do Portland frente ao Cleveland (98-78) ao anotar 28 pontos, oito rebotes e quatro assistências.

Nesta partida, aliás, o brasileiro Anderson Varejão ficou perto de outro “double-double” ao cravar oito pontos e dez rebotes, quatro deles ofensivos.

Por falar em brasucas, Tiago Splitter jogou 20 minutos na derrota do San Antonio para o Oklahoma City (108-96). Fez dez pontos, mas pegou apenas quatro rebotes. Melhorou ofensivamente, mas esteve bem perdido na defesa, especialmente nos bloqueios para ganhar posição para os ressaltos.

O destaque desta partida, uma vez mais, ficou por conta do desempenho de Kevin Durant: 21 pontos, dez rebotes e sete assistências. Três passes corretos a mais e viria um “triple-double”.

Ricky Rubio voltou a empolgar. Desta vez na vitória de seu Minnesota fora de casa diante do Washington (93-72. O espanhol cravou 13 pontos e 14 assistências! Caramba, o ibérico é uma maquina de produzir passes que redundam em cestas! Tem média de 7,6 assistências por partida e lidera os novatos neste quesito.

Por falar em assistências, o que dizer das 17 que Steve Nash deu na vitória de seu Phoenix diante do Milwaukee (109-93)? Muitos torcedores do Lakers gostariam de vê-lo em Los Angeles, mas Mike Brown não pensa assim: ele prioriza a defesa e Nash, todos nós sabemos, é um péssimo marcador.

Finalmente em Sacramento, o Orlando bateu o Kings (104-97), mas o destaque foi negativo: Dwight Howard marcou apenas cinco pontos e pegou só quatro rebotes. Por quê? Porque se enrolou com as faltas e atuou parcos 20 minutos. Foi pegar seu primeiro rebote apenas no último quarto.

Como disse no começo do nosso papo, vamos deixar tudo isso pra trás. Eu quero falar de Leandrinho Barbosa.

DECLÍNIO

O brasileiro do Toronto Raptors vive um momento muito ruim na carreira. Nos últimos três jogos com a camisa 20 do time canadense, anotou um total de preocupantes oito pontos.

Seu desempenho nos arremessos, obviamente, só poderia ser bem ruim: 3-16 (18,7%). Particularizando, ele fez 1-5 nas bolas de três (20,0%), seu cartão de visita. Isso mesmo: apenas cinco tiros de longa distância nas últimas três partidas.

Sabem quantos lances livres ele bateu nesses últimos três confrontos? Um! E errou.

É certo que o pouco tem em quadra tem atrapalhado Leandrinho (foto Reuters). Ficou em média 14:33 minutos trabalhando nesses três confrontos.

Mas não consegue mais minutos, seguramente, porque não produz.

O Leandrinho que vemos em quadra, hoje em dia, em nada lembra aquele menino rápido que acabou sendo apelidado de “The Blur” quando jogava com a camisa 10 do Phoenix Suns. É apenas uma pálida imagem daquele jogador que na temporada 2006/07 foi eleito o melhor reserva da competição e que acabou sendo decisivo na vitória do Phoenix na série diante do Lakers, que custou a eliminação do time angelino naqueles playoffs.

Leandrinho tinha apenas 24 anos e uma vontade imensa de vencer. Vindo do banco conseguiu média de 18,1 pontos por partida e 43,4% de aproveitamento nas bolas de três.

Ficava em quadra quase 33 minutos por jogo. Era quase que um titular.

Seu declínio começou quando Mike D’Antoni foi demitido e Alvin Gentry assumiu o comando do time. Dois anos depois, foi trocado com o horrível Toronto Raptors.

Foi mandado literalmente para a geladeira. Num clima totalmente oposto ao que ele vivia e sempre viveu, o jogo de Leandrinho começou a definhar. A impressão que ele nos passa, quando vemos os jogos pela televisão, é que ele dá sinais de estar cansado com apenas 29 anos.

Parece não ter entusiasmo para jogar em uma franquia que apenas participa do campeonato, o que a gente até entende. Mas Leandrinho não pode se deixar consumir pela situação adversa. Ele tem que aproveitar esta temporada, pois é seu último ano de contrato com uma franquia da NBA.

LB será “free agent” quando este torneio acabar. Poderá ir para onde quiser na temporada seguinte. Mas para ele conseguir uma vaga em um time competitivo e fazer algo próximo dos US$ 7,6 milhões que ele vai faturar ao longo desta competição, ele vai ter que correr muito mais, vai ter que produzir muito mais. Vai ter que reviver “The Blur”.

Hoje à noite o Raptors recebe em Toronto o Minnesota Timberwolves. Ótima oportunidade para Leandrinho começar a reverter esta situação. Afinal de contas, o Wolves tem sido uma das sensações neste início de competição e jogar bem contra a rapaziada de Minneapolis terá um grande significado.

Que assim seja.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012 NBA | 16:16

MIAMI E OKC PERDEM E NÃO HÁ MAIS INVICTOS NA NBA

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Não há mais invictos na NBA. Os dois últimos caíram ontem à noite. Primeiro foi o Miami, que perdeu surpreendentemente para o Atlanta (100-92) em casa; depois quem se rendeu foi o Oklahoma City, que em terras inimigas foi batido pelo Dallas.

Disse surpreendente em relação ao revés do Miami porque o Atlanta, embora reconheçamos tenha um bom time, não passa de um bom time. E jogando fora de casa, contra um dos favoritos ao título, não imaginava que a equipe do sul da Flórida fosse perder.

Mas um olhar mais atento ao desempenho do Heat na competição nos revela que o time não está justificando tantos holofotes. Venceu brilhantemente o Dallas fora de casa em seu debute no torneio, numa época em que o Mavs ainda estava de ressaca pelo título conquistado. De lá pra cá, fez uma boa vitória, em casa, diante de um Boston desfalcado de Paul Pierce, e só voltou a convencer quando pegou, diante dos fãs, uma galinha morta chamada Charlotte (129-90), lembrando que quando jogou no galinheiro alheio suou para vencer (96-95).

Definitivamente, o Miami ainda não está no ponto. E nem poderia ser diferente. Os times têm que estar no ponto quando os playoffs chegarem.

Mas, sinceramente, eu esperava mais do Heat nesse início de campeonato. Acho que LeBron James também (foto AP).

Já o OKC perdeu uma partida perdível. Ou seja: foi derrotado pelo atual campeão da NBA por 100-87. Portanto, nada de anormal — ao contrário do que aconteceu com o Miami.

Se olharmos em retrospecto para a campanha do Thunder, não vamos encontrar nenhum jogo precioso, mas o time somou vitórias diante de oponentes de respeito: Orlando, Dallas e Phoenix, todos em casa, e Minnesota e Memphis, fora.

Se a bola que o Miami joga merece reflexão, o desempenho do OKC agrada.

RECUPERAÇÃO

Ricardo Camilo, um dos mais antigos frequentadores deste botequim, que nos últimos dias a gente o tem reparado taciturno e sorumbático, jogou ontem a toalha por conta do desempenho de seu Dallas neste campeonato. Mas foi precipitado, pois o confronto da noite contra o Oklahoma City nem havia sido disputado.

Aliás, vale repetir o teor da mensagem do Ricardo:

Sormani,

Já teve algum campeão que ficou de fora dos playoffs no ano seguinte ou o Dallas será o 1º a ter essa “honra”?

Depois do que eu vi ontem, desisti completamente: aquilo não é um time, é um catadão digno de pelada no parque. Ninguém defende, o ataque é cada um por si, o garrafão é uma piada, só faltam estender um tapete vermelho para os adversários.

Se não bastassem os 17 desperdícios de posse, Rick Carlisle teve a “brilhante” ideia de colocar Dirk Nowitzki pra marcar Kevin Love, ou seja, um jogador fraco defensivamente para marcar o melhor atleta do adversário, “genial”.

Outra coisa que vou custar a entender: pq renovaram o contrato do (Brian) Cardinal? Se havia um jogador do elenco do ano passado que era descartável (pode ser cruel, mas a palavra é essa), era exatamente Cardinal e não os 4 que saíram. Além deste amor gigantesco por (Rodrigue) Beaubois.

O que começa errado termina errado. Agora inventaram o tal de Yi Jianlian, mais um chinês alto e bichado, acho que seria mais barato renovar com (Tyson) Chandler que manter Cardinal, (Brendan) Haywood e (Ian) Mahinmi, e contratar Sean Willians e Yi Jianlian.

Feliz 2013 Dallas!

Respondi a Camilo: tenha calma, a casa será arrumada.

E acho que a faxina começou a ser feita ontem à noite. O time já mostrou outro basquete. A principal mudança se deu na defesa: compactada, pressionando sempre o homem da bola e ótima movimentação dos jogadores que estavam no lado fraco, impedindo, com isso, que alguém aparecesse livre para pontuar.

O resultado desta mudança de atitude os números nos contam como foi. O aproveitamento do OKC nos arremessos de um modo geral foi ruim: 40,3% (31-77). Mas os tiros longos, aqueles que valem três pontos, esses foram muito pior: 26,3% (5-19).

O Dallas parece ter encontrado o caminho perdido. Por conta disso, eu não tenho a menor receio em dizer que o time estará nos playoffs desta temporada, temor esse que, tenho certeza, deve ter diminuído no coração do nosso bravo parceiro Ricardo Camilo.

PERDA

Manu Ginobili fraturou a mão esquerda. Os doutores que examinaram o caso, logo após o incidente, disseram que ele ficará de fora pelo menos um mês, embora o jogador faça um exame mais apurado nesta terça-feira.

Uma perda e tanto. Como postei ontem no meu Twitter (@FRSormani) durante a partida, Manu joga demais! E joga mesmo.

Não há substituto para ele no elenco e na NBA são poucos os jogadores que podem fazer o mesmo trabalho que ele faz: precisão nos arremessos e passes, defesa forte, liderança e aporrinhar adversários e arbitragem.

A gente não pode se esquecer que este campeonato tem 66 partidas na fase de classificação e não as 82 habituais. Neste janeiro, o time fará 17 partidas. Ou seja: 25% do “schedule”.

É bom o SAS se cuidar, pois a Conferência Oeste, ao contrário do que muitos imaginam, não é nenhuma barbada. Está muito equilibrada e o Minnesota está de olho numa vaga no grupo de elite.

SURPRESA

Ontem falamos de Ricky Rubio. Deitamos elogios ao armador espanhol e dissemos que o jogo contra o San Antonio seria o melhor da noitada.

Para surpresa geral na nação, Luke Ridnour, o armador titular e que sempre cede seus minutos para Rubio jogar, foi o grande nome da vitória do Wolves sobre os texanos por 106-96.

Luke anotou 19 pontos e deu nove assistências em 36 minutos. Por conta disso, deixou apenas 24 minutos para o espanhol jogar. E o ibérico foi uma decepção: seis pontos e três assistências.

Ah, sim, alguém pode dizer: como Ridnour foi o melhor em quadra se Kevin Love marcou 24 pontos e pegou 15 rebotes? Esses números do ala-pivô do amor são corriqueiros e já não chamam mais tanta a atenção.

Aliás, sobre Kevin vou falar qualquer dia dessas, mais detalhadamente.

INFLAMAÇÃO

No pé esquerdo. Por conta disso Nenê não atuou na vitória de ontem do Denver diante do Milwaukee por 91-86. Deve voltar no confronto destaque quarta diante do Sacramento.

Sem Nenê, dois outros brasileiros estiveram em quadra na noite de ontem, segunda-feira. Primeiro foi Leandrinho Barbosa, que anotou uma dezena de pontos na vitória de seu Toronto sobre o Knicks, em plena Nova York, por 90-85. Tiago Splitter atuou com a camisa 22 do San Antonio na derrota diante do Wolves, derrota que foi mencionada anteriormente. Splitter veio do banco e anotou 12 pontos e pegou três rebotes apenas. Está mostrando evolução a cada dia que passa.

ENGODO?

O New York perdeu para o Toronto. Muitos parceiros deste botequim estão esperando muito do Knicks neste campeonato.

Não faço parte deste coro.

Mas do Knicks eu ainda vou falar; mas mais para frente.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 NBA | 18:20

RICKY RUBIO: SERÁ QUE O “ROOKIE OF THE YEAR” JÁ TEM NOME?

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Alguns parceiros deste amado botequim sempre que podem me perguntam sobre quem eu acredito deva ser o “Rookie of the Year” desta temporada. Sempre respondo a mesma coisa: vamos aguardar; afinal, o campeonato apenas começou.

Um novato, no entanto, tem chamado demais a atenção, não apenas minha, mas da maioria de vocês pelo que tenho lido nos comentários enviados. Ricky Rubio é o nome dele.

O espanhol de apenas 21 anos, estatura mediana (1,93m) e leve feito uma pena (81,6 quilos) já causa sensação nos torcedores, não apenas do Wolves, mas de uma maneira geral.

A rapidez de seu jogo e de seu raciocínio, seus passes inteligentes e atrevidos, bem como sua habilidade e destreza são características que saltam aos olhos — e não são poucas.

O resultado disso é que Rubio (foto AP) lidera os novatos no quesito assistências, principal tarefa de um armador. Depois de quatro partidas com a camisa 9 do time de Minneapolis, Rubio apresenta média de 7,3 passes certeiros por partida. Isso em apenas 27:70 minutos por jogo.

Quem aparece em segundo lugar é Kyrie Irving, igualmente armador, mas do Cleveland. O draft número 1 desta temporada tem média de 5,5 por partida. Diferença significativa, digo, sem medo de exagerar.

No quesito assistência/turnover (divide-se o número de assistências dadas pelo número de erros cometidos), Rubio aparece em quarto lugar entre os “rookies”, com média de 2,42 por partida.

Se entre os cestinhas Rubio figura em sexto lugar, com média de 9,5 pontos por partida, vale dizer que no Wolves não lhe cabe este papel de pontuar, pois o time conta com Kevin Love e Michael Beasley, os dois artilheiros da equipe.

Situação bem diferente vive o líder entre os artilheiros novatos, o mesmo Irving, pois a gente bem sabe que o Cleveland é um time que não é lá grande coisa em atingir o alvo, tanto que seu principal cestinha é o veterano Antawn Jamison. Por isso mesmo, Irving não se vexa em atirar bolas contra o aro inimigo; bolas e mais bolas. Tem média de exatos 16 pontos por confronto disputado.

E isso Rubio não faz. Seu negócio é criar espaços e oportunidades para seus companheiros pontuarem. E os passes longos, picados, têm sido seu cartão de visitas.

O campeonato está apenas no início, como sabemos. Mas Ricky Rubio é uma boa aposta quando o tema for “Rookie of the Year”.

TABU

O Minnesota Timberwolves venceu ontem o Dallas Mavericks por 99-82. Você sabia que esta vitória significou o fim de um tabu que já durava 294 dias ou 18 partidas de jejum?

“Como estamos vivendo um novo ano, pode-se dizer que estamos entre os melhores times de 2012”, disse em tom jocoso o ala/pivô Kevin Love.

O Wolves já namorava esta vitória há alguns dias. Em 27 de dezembro passado perdeu para o Milwaukee, fora de casa, por apenas três pontos: 98-95. Três dias depois recebeu o Miami e por pouco não saiu vencedor: 103-101 para o Heat.

Hoje à noite, embalado pela vitória diante do Mavs, o Wolves recebe outra companhia texana, o San Antonio Spurs. É o melhor confronto da noite.

Poderemos ver Ricky Rubio em ação e constatar também se realmente Tiago Splitter está desempenhando importante papel defensivo na equipe do Texas.

CHANCE

Michael Beasley lesionou o indicador da mão esquerda. Não enfrenta o San Antonio esta noite.

Chance para o novato Derrick Williams ter mais minutos em quadra.

Antes de a temporada começar, Williams era o meu favorito para ser o “Rookie of the Year”. Mas Rick Adelman não tem sido generoso com o jogador, produto da Universidade de Arizona.

Agora sem Beasley, creio que Derrick terá a chance que tanto espera.

Espero.

TEIMOSIA

O Lakers voltou a perder. Dentro das minhas previsões, era um resultado possível; afinal, atuar na altitude de Denver é complicado e o Nuggets é um adversário que costuma encaixar seu jogo contra os angelinos.

Mas muito desta derrota tem a ver com o péssimo desempenho de Kobe Bryant (foto “LA Times”). O ala-armador do Lakers foi um desastre na partida de ontem. Tirou do sério gregos e troianos, boys and girls.

Fez apenas 16 pontos, frutos de um aproveitamento de enrubescer qualquer um: 6-28 nos arremessos (21,4%).

Sua teimosia foi tão irritante quando seu aproveitamento desastroso. Kobe, mesmo em um dia ruim, não parava de arremessar. Com certeza, seu desconfiômetro ou ficou em casa ou quebrou.

Oscar Schmidt costuma dizer que cestinha tem que ser cara-de-pau. Ou seja: não pode desistir jamais. “Uma hora as bolas começam a cair”, ensina o Mão Santa.

Ensina? Tenho dúvidas. Às vezes, o melhor é tomar um comprimido de semancol e entender que o basquete é coletivo e que há outros jogadores que também podem vencer a partida.

No jogo de sábado em Los Angeles, contra o mesmo Denver, Kobe quase colocou tudo a perder ao fazer o mesmo no final de uma partida apertada. Ontem, Kobe poderia ter usado mais Andrew Bynum, que está em grande forma.

Teimoso, no entanto, Kobe olhou apenas para seu próprio umbigo e o resultado é que o time perdeu seu terceiro cotejo na competição.

AFASTAMENTO

DeMarcus Cousins foi afastado pelo técnico Paul Westphal. Motivo: o pivô, originário de Kentucky, pediu para ser trocado.

Segundo ele, o Kings não tem futuro. Mas o dono da franquia, Geoff Petrie, disse que não vai fazer a vontade do jogador.

Se fizer, vejo Cousins caindo como uma luva no Boston Celtics. Até porque o único pivô do time de Massachusetts, Jermaine O’Neal, contundiu-se na vitória de ontem diante do inexpressivo Washington Wizards.

MILESTONE

Nesta vitória de 94-86 diante do Washington, o armador Rajon Rondo anotou um “triple-double”: 18 pontos, 14 assistências e 11 rebotes.

Rajon melhorou dramaticamente seu desempenho nos arremessos. Parou de entortar o aro adversário com seus “mid-range jumpers”. Agora, até bolas de três estão caindo, embora no jogo de ontem ele não tivesse arriscado nenhuma.

Rajon, neste início de temporada, reivindica (e com bons motivos) entrar no seleto rol dos melhores armadores da NBA na atualidade, clube este que conta com Derrick Rose, Chris Paul e Deron Williams.

D-Will, diga-se, vem fazendo um começo de temporada muito ruim. Mas isso é assunto para outro dia.

O momento é de Rajon Rondo.

AGRADECIMENTOS

À cidade de Curitiba, que tão bem me recebe sempre que pra lá vou. Um dia ainda acabo arrumando todos os meus pertences e mudo para este endereço, pra mim é o mais agradável e mais belo deste país cheio de equívocos.

Ao parceiro Marlon, curitibano da gema, um pedido de desculpas: não deu pra gente se encontrar pra uma cerveja bem geladinha. Os afazeres familiares foram tantos que mal sobrou tempo pra esta diversão.

Notas relacionadas:

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  2. O CERCO SE APERTA
  3. VITÓRIA INCONSTESTÁVEL
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Sem categoria | 18:28

ESPANHA RECEPCIONA SEUS HERÓIS. O BRASIL? ORA, SOMOS BURROS DEMAIS PARA PENSAR NISSO

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Afeito ao futebol, o brasileiro, de um modo geral, está se lixando para outros esportes. Disse de um modo geral; não generalizei.

Felizmente, aqui neste botequim, nós gostamos de futebol, é verdade, mas gostamos (e muito) de basquete. E se eu me propuser a falar da quase classificação do nosso time de tênis em Kazan, na Rússia, pela Copa Davis, sei que muita gente vai falar sobre esse assunto e dar opiniões distintas.

Por isso, aliás, eu gosto deste botequim: somos ecléticos. Nossos horizontes são amplos, não temos visão míope quando o assunto é esporte.

Tim-tim pra nós — esta rodada é por minha conta, Labica!

Bem, digo isso porque estava acompanhando a recepção da seleção espanhola pelas ruas de Madri na tarde desta segunda-feira. A Espanha, todos nós sabemos, mas não custa lembrar, foi bicampeã europeia ontem, na Lituânia, ao bater na final a França. Com o resultado, ao lado dos franceses, garantiu-se nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

Uma recepção de gala, como comprova uma das fotos que eu “surrupiei” do jornal “Marca” e posto aqui em uma das paredes do nosso botequim para que vocês babem com a consciência esportiva dos espanhóis.

Recepção de gala: ruas cheias, torcedores inflamados, os heróis espanhóis sendo festejados com devida justiça. Um povo culto esportivamente falando, que sabe dimensionar o tamanho da conquista do time dos irmãos Gasol, de Juan Carlos “La Bomba” Navarro, de Rudy Fernandez, do novato Serge Ibaka, e dos veteranos José Calderón e Ricky Rubio.

Aí eu me lembro que há uma semana, ou seja, na segunda-feira da semana passada, nossos bravos jogadores chegaram à noite de Mar del Plata com a vaga olímpica na bagagem. Vaga olímpica, diga-se, que não vinha desde 1996.

Festa para nossos heróis? Que nada, eles voltaram separadamente: um tanto desembarcou em São Paulo, outro tanto no Rio de Janeiro.

Nos aeroportos, apenas a mídia, familiares e amigos. Torcedores? Nenhum.

Por que isso aconteceu? Ora, porque a CBB, hum… não programou nada! Nadinha de nada. Não fez nem uma vagabunda homenagem para os nossos heróis de Mar del Plata; homenagens, aliás, que eles mereciam.

Reconheço que o estardalhaço feito pelos espanhóis não teria cabimento aqui no Brasil, pois, como disse, somos um povo burro esportivamente falando. Mas uma homenagem, pequena que fosse, isso a CBB poderia ter feito.

Nem mesmo “cavar” uma visita ao Palácio do Planalto o presidente Carlos Nunes, da CBB, conseguiu. Nem ele e nem seu silencioso departamento de marketing.

Algumas sugestões para o marketing da CBB: 1) A CBB poderia ter marcado a chegada para uma das capitais, São Paulo ou Rio, e lá ter feito a homenagem, conclamando os torcedores para recepcionar nossos jogadores; 2) Ou mesmo para as duas cidades, interligadas, onde os jogadores pudessem interagir no momento da comemoração, como numa teleconferência; 3) Visita a Brasília, como disse, para que o grupo fosse recepcionado pela presidente Dilma Rousseff; 4) Desfile de jogadores, neste domingo, em São Paulo, no Pacaembu, antes do clássico Corinthians x Santos e, no Rio, no Engenhão, antes de Botafogo x Flamengo; 5) E por aí vai.

É só pensar. É só botar a cabeça pra funcionar.

Mas não, a CBB e seu departamento de marketing nada fizeram para capitalizar até este momento, um momento que chega a ser histórico.

O que mais se falou depois da conquista da vaga foi se Nenê e Leandrinho deveriam ser chamados para atuar em Londres, no ano que vem. E a CBB, vendo esta discussão na mídia e em vários fóruns na internet, nada fez para reverter a situação.

Ela está calada, como se nada tivesse acontecido.

Infelizmente, somos mesmo um povo burro quando se trata de esportes.

Notas relacionadas:

  1. MEDALHA QUE TEM SIGNIFICADO GRANDIOSO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última