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sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

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Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 NBA | 17:53

‘ROY’? SÓ QUANDO O CARNAVAL CHEGAR. MAS NORRIS COLE CHAMOU A ATENÇÃO

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Alguns parceiros têm me pedido para analisar os “rookies” desta temporada e tentar apontar quem provavelmente será eleito o melhor de todos. Minha resposta é sempre a mesma: não me sinto em condições de fazer isso, pois não acompanho com atenção nem o “college” e nem os torneios europeus. Uma olhada aqui, outra piscadela ali, mas nada que me credencie a analisar os novatos.

Desta forma, seria desonesto da minha parte dizer que A ou B será o “Rookie of the Year” desta temporada. Acho que vocês me entendem.

Além disso — e isso é o mais importante —, uma coisa é jogar no universitário e na Europa, outra é atuar na NBA. Na escola e no Velho Mundo o jogo é amarrado — e o jogador também.

Não são poucos os atletas por quem você não dá nem um tostão furado sequer e quando chegam à NBA acabam se soltando e passam a jogar um basquete que os credenciam a destaques de uma geração.

Pegue como exemplo o armador Kyrie Irving. Como disse, não acompanho o universitário com profundidade, mas vi Kyrie (foto) em ação algumas vezes com a camisa de Duke. Pergunto: ele jogava esse bolão que tem jogado no Cleveland quando era atleta do Coach K?

De jeito nenhum. Lá ele era amarrado pelo sistema do treinador; excelente, por sinal.

Vamos traçar um paralelo com a música. Pegue um músico de jazz e obrigue-o a tocar apenas o que a partitura manda.

É claro que ele vai tocar bem, pois conhece música. Mas o que ele tem de melhor, que é o improviso, o som que vem do fundo da alma, do coração, isso não está escrito na partitura.

É isso que acontece no basquete dos moleques e/ou dos europeus. Por isso, quando eu leio que a classe do ano que vem vai ser a melhor desde 2003, eu fico com um pé atrás. Como é que os caras sabem disso?

Por conta disso tudo, eu prefiro não apontar estes ou aqueles como os melhores do universitário e/ou da Europa e que podem concorrer para o prêmio “Rookie of the Year” desta temporada.

Volto a Kyle Irving: nas poucas vezes que o vi jogar, eu não vi com a camisa de Duke esse jogador desenvolto, de grande habilidade, insinuante e intuitivo que vi em duas partidas com a camisa do Cavs.

Ontem à noite, no entanto, no confronto entre Miami e Boston, eu vi um novato que me deixou encantado. Não, não vou usar de soberba e dizer que detectei ali um dos prováveis candidatos ao prêmio de ROY desta temporada, pois não posso me contradizer alguns parágrafos depois. Qualquer um iria perceber esse defeito.

Mas fiquei encantado com o que vi deste garoto de 23 anos e que agora eu revelo o nome: Norris Cole.

Lá pelas tantas, final do primeiro quarto, ele saiu do banco de reservas do Heat com a camisa 30. Um catatauzinho: 1,88m. Tinha a espinhosa missão de não apenas conduzir o jogo do time do sul da Flórida, mas se topasse com Rajon Rondo, o experiente condutor do adversário, um dos destaques da equipe alviverde neste começo de temporada, de marcá-lo também.

Claro que o final de jogo de Cole foi espetacular. Dos últimos nove pontos do time da casa, oito saíram das mãos deste baixinho atrevido. Mas os seis derradeiros é que chamaram a atenção.

Se você não viu o jogo, eu conto o que aconteceu…

O Heat tinha aberto 20 pontos de vantagem sobre o Boston e o time de Massachusetts, por conta de uma defesa zona 2-3 que mudava para uma 2-1-2, sempre com Kevin Garnett centralizado, controlou o ataque dos anfitriões e foi diminuindo, diminuindo e diminuindo a diferença. A dois minutos do final ela caiu para três pontos depois que Keyon Dooling acertou um petardo triplo: 108-105.

As estrelas Dwyane Wade e LeBron James estavam empacadas e não conseguiam mais pontuar. Foi então que Cole resolveu que iria resolver a questão e se transformaria na estrela do jogo.

A 1:31 do fim Norris acertou um “jumper” da cabeça do garrafão e levou a vantagem para cinco pontos: 110-105. Brandon Bass respondeu pelos visitantes: 110-107. Mas Cole não se intimidou: novo “jumper”, mais dois novos pontos: 112-107. Bass, desta feita, no ataque do Celts, errou.

Depois de D-Wade ter aproveitado apenas um lance livre e levado a vantagem para 113-107, a 21 segundos da buzinada final, Rajon bem que tentou colocar o Celts no jogo novamente, mas as mãos ágeis de Cole tiraram a pelota laranja das mãos do armador adversário, obrigando Rajon, num gesto de desespero, a fazer falta.

Cole bateu os dois lances livres e derrubou ambos: 115-107, placar final da peleja, assistida ao vivo por 20.166 torcedores que deixaram a AmericanAirlines Arena boquiabertos com o tamanho da personalidade de Norris Cole.

Claro que o final de jogo de Cole foi espetacular, mas quero frisar que tão impressionante quanto os pontos decisivos e sua desenvoltura ofensiva, a defesa de Cole chamou-me igualmente a atenção. Com ele em quadra Rajon teve muita dificuldade e cometeu a maioria de seus sete erros e viu despencar sua pontuação também.

Quem é Cole? Rapidamente eu conto…

Ele veio da pouco afamada Cleveland State. Pra ser sincero, da pequena Cleveland State, uma escola que não tem tradição alguma no torneio de basquete da NCAA.

Lá ficou quatro anos. Lá ele conseguiu um diploma, aprendeu a disciplina do jogo e a disciplinar o corpo também.

Mas o basquete ele vai jogar agora, na NBA.

Por isso, volto a dizer: não faço a menor ideia de quem será o melhor novato desta temporada. A mídia nos EUA é manipuladora, muito mais do que aqui no Brasil. Se ela resolver que Rick Rubio será o ROY, Rubio será o ROY. Se ela entender que o ROY tem que ser Cole, Cole será o ROY.

A mídia nos EUA cria ídolos com muita facilidade. O oposto, felizmente, não é verdadeiro, e esta é uma das facetas que eu mais aprecio no trabalho dos jornalistas americanos. Dificilmente eles jogam na lama alguém, como acontece no Brasil com muita frequência.

Estou atento aos “rookies”; sempre. À medida que o torneio for passando eu vou dar meus pitacos e quando o Carnaval chegar, como diria Chico Buarque de Holanda, talvez eu já tenha o meu eleito.

A única coisa que dá pra eu dizer agora é que fiquei muito impressionado com Norris Cole. Ele foi a 28ª escolha no draft. Alguém apostaria nele para ROY desta temporada?

Notas relacionadas:

  1. CRISE PERSISTE, ALERTA STERN
  2. INJUSTIÇA COM VAREJÃO
  3. PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 30 de maio de 2011 NBA | 11:54

NÃO SEJAMOS INGÊNUOS

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Sinceramente, eu não consigo entender por que as pessoas estão tão incomodadas com o que foi feito em Miami quando Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh se uniram para formar um esquadrão afim de criar uma dinastia no sul da Flórida. Ilegítimo? Onde estaria a ilegitimidade?

Um parceiro nosso tem dito aqui no botequim — e com razão — que o que foi feito em Miami foi feito em Boston, por exemplo. E eu completo: foi feito anteriormente várias vezes em Los Angeles. E será feito em Orlando se o Magic quiser segurar Dwight Howard.

A diferença do que ocorreu em Miami para o que ocorreu nos outros lugares é que, dizem, pois não conseguem provar, é que os três elaboram o plano de jogar juntos em Miami durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. E depois de tudo acertado, D-Wade conversou com Pat Riley, presidente e gerente-geral da franquia.

Oficialmente, no entanto, tudo foi engendrado por Riley, pois a NBA não permite esses acordos entre jogadores. Mas, como dizia, oficialmente foi Riley quem foi atrás de LeBron James. Depois, procurou Chris Bosh. E com essas contratações, renovou com Dwyane Wade e evitou que seu “franchise player” fosse jogar no Chicago.

Oficialmente, foi o que ocorreu.

O próximo time a fazer isso será o Orlando. Otis Smith, o Pat Riley do Magic, irá às compras neste verão norte-americano. Vai tentar arrumar dois jogadores extra-séries para se unirem a Dwight em Orlando para evitar que seu “franchise player” vá embora ao final da próxima temporada.

E vocês acham que Dwight não vai estar por dentro do que estará ocorrendo? Vocês acham que Smith não vai pegar seu celular, telefonar para DH e dizer: “Superman, estou em negociações com Fulano de Tal. O que você acha?”

Se DH der sinal verde, Smith fecha o negócio; se ele vetar, Smith irá atrás de outro reforço, seguramente indicado por Dwight.

E mais: vocês acham que DH não vai pegar o mesmo celular e telefonar para os jogadores que estão na mira do Orlando? Telefonar e dizer: “Vem pra cá, meu velho, pois ao meu lado a gente vai destruir que aparecer na nossa frente. Vem pra cá porque aqui em Orlando a vida é o maior barato. A cidade é espetacular, não faz muito frio, é segura, tem escolas excelentes para seus filhos e por falar neles, é aqui que fica a Disney”.

Vocês acham que DH não fará isso? Claro que fará.

Sim, Dwight é quem vai determinar quem o Orlando deve contratar. Caso contrário, se Smith fechar negócio com jogadores que não sejam do agrado de DH, no final da próxima temporada ele se manda.

O mesmo deve ter acontecido em Boston. Danny Ainge, o Pat Riley do Celtics, quando começou a montar o “Big Three”, também corria o risco de perder Paul Pierce, que estava cansado de ser saco de pancadas no nordeste dos EUA.

Ao contratar Kevin Garnett e Ray Allen, vocês acham que Ainge não falou com “The Truth”? Claro que falou. Sem o aval do jogador, o Celtics corria o risco de perdê-lo. E vocês acham que Pierce não conversou com Garnett e Allen? Claro que conversou.

Então, por favor, não sejamos ingênuos: o que foi feito em Miami vem sendo feito desde que a NBA foi criada.

Ou vocês acham que Kobe Bryant não foi consultado por Mitch Kupchak quando ele contratou Pau Gasol? Ou vocês acham que Black Mamba não foi ouvido quando Ron Artest foi adquirido? Ou vocês acham que Kobe não conversou com os dois antes de o negócio ter sido fechado?

Derrick Rose será ouvido por Gar Forman quando o Chicago for às compras (se for, e eu espero que sim) para reforçar seu time.

Isto vem sendo feito desde que a NBA existe. E continuará sendo feito eternamente.

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  2. PRÊMIO JUSTO; NÚMEROS, NEM TANTO
  3. BOOZE NO BULLS; LBJ NO BULLS?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 NBA | 11:59

É BOM ACAUTELARMOS QUANTO AO BOSTON

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Eu só não cravo aqui que o Miami está na final da Conferência Leste porque o adversário é o Boston. Caso contrário, eu afirmaria com todas as letras: o Miami está na final do Leste!

Do Boston a gente não pode duvidar nunca. A história desse time está bem diante dos nossos olhos, é recente, bem fresquinha. É um time que ressurge quando ninguém dá mais nada por ele.

Foi montado há três temporadas. No primeiro ano, não apostava-se nele porque não havia entrosamento; foi campeão. No ano seguinte, mesmo sem Kevin Garnett, contundido, chegou às semifinais e foi batido pelo Orlando (que ganharia a conferência) em sete jogos. E no ano passado, foi campeão do Leste e caiu em sete jogos diante do Lakers.

Na história das semifinais de conferências, em apenas quatro oportunidades um time saiu de uma desvantagem de 2 a 0 para chegar às finais: Houston em 1994 e 95, Lakers em 2004 e San Antonio em 2008.

A estatística conspira contra o Celtics. Mas muito mais do que os números, o grande adversário do time é o próprio Miami, que está jogando muita bola nestes playoffs, e a limitação de alguns de seus jogadores.

Kevin Garnett, por exemplo, continua afiado em seus arremessos de meia distância ou da zona morta. Mas nem de longe lembra aquele jogador que era uma máquina de pegar rebotes e que em nove anos seguidos teve duplo dígito de média neste fundamento.

Nestes dois jogos diante do Heat, KG pegou um total de 14 rebotes, o que dá uma média de sete por partida. Nem nos tocos se faz notar. Já não machuca mais seus oponentes como antes.

Ray Allen tem sido de uma irregularidade constrangedora. Num jogo faz 25 pontos e no outro apenas sete.

Glen Davis parece nesta série o “rookie” que ao Boston chegou há quatro temporadas e que chorava no banco depois de levar bronca. Tem médias de cinco pontos e três rebotes. Perde vergonhosamente o duelo para os homens altos do Miami.

Paul Pierce e Rajon Rondo são os jogadores que se salvam até este momento. Mas Rajon, a gente bem sabe, não é confiável na pontuação. Ontem fez 20 pontos, mas no primeiro jogo anotou apenas oito.

A tudo isso adicione o fato (mais importante) que o Boston não consegue conter o Trio Magnífico do Miami. Nem mesmo Chris Bosh, por muitos chamado de “soft”, mas que tem sido eficiente nos rebotes (média de 11,5 na série).

Isso sem falar em Dwyane Wade e LeBron James. O duo fez ontem 63 dos 102 pontos do Heat; mais da metade. No primeiro confronto, ambos fizeram 60 dos 99 tentos da equipe; também mais da metade.

O Boston não encontrou antídoto para D-Wade e LBJ. Allen, Pierce, Delonte West e Jeff Green (esqueci alguém?) não foram eficazes até o momento.

Fecha-se o garrafão e eles derrubam bolas de média e longa distância. Aperta-se o perímetro e eles batem pra dentro e fazem bandeja. O lado fraco, ou seja, a ajuda, do Celtics não funciona.

Doc Rivers deveria envolver mais Rajon em D-Wade. Mesmo que LBJ esteja na armação o jogo, como habitualmente ocorre.

Ontem, ainda por cima, o time mostrou cansaço no final. Estava o jogo empatado em 80 pontos a 7:10 minutos da buzinada derradeira quando o Miami fez uma corrida de 22 a 11 e venceu a partida. Dentro desta corrida, a inicial foi de 14 a 0. O Celtics não teve pernas para controlar o “rush” do oponente.

E nem LBJ e D-Wade, que fizeram 14 desses 22 pontos.

E pra finalizar: no duelo dos astros, no primeiro jogo o Trio Magnífico do Miami venceu o Big Three do Boston por 67 a 50; ontem, por 80 a 36.

Repito: fosse qualquer outro time e eu diria que o Miami estava na final. Vamos aguardar. Há quatro dias de descanso até o próximo confronto. E ele será em Boston, onde a torcida local costuma chacoalhar o ônibus do adversário quando este está chegando ao TD Garden.

Tudo isso será importante: o tempo de descanso, reajustes que Doc Rivers fará no sistema defensivo do time (principalmente) e o apoio dos fãs. Mas se dentro de quadra os jogadores não reagirem, o Miami pode fechar a série neste final da semana, varrendo impiedosamente seu oponente.

NÚMEROS

Dos últimos três jogos entre Miami e Boston, três vitórias do Heat.

EMPATE

O Oklahoma City empatou a série semifinal do Oeste ao bater ontem o Memphis Grizzlies por 111 a 12.

Qual foi o segredo do sucesso do OKC? Subtraiu brutalmente o volume ofensivo da dupla Zach Randolph e Marc Gasol. No primeiro embate, os dois juntos fizeram 54 pontos; ontem, só 28.

Mas é importante ressaltar: 13 dos 28 pontos da dupla aconteceram no último quarto, quando o jogo já estava resolvido e o Thunder poupava-se nitidamente em quadra.

Além disso, a ajuda do banco foi igualmente fundamental: James Harden, que no primeiro embate anotou só cinco pontos, ontem fez 21; Eric Maynor, que no jogo inicial da série anotou um trio de pontos, ontem cravou 15. Ou seja: os dois, no primeiro embate, anotaram juntos oito pontos; ontem, 36.

Essas coisas fazem uma baita diferença.

FURO N’ÁGUA

Quando Danny Ainge mandou Kendrick Perkins embora todos nós estranhamos — e os torcedores do Boston choraram. O tempo passou e prova-se uma vez mais que Ainge conhece do assunto.

Perkins foi um fiasco na série diante do Denver. Foi engolido por Nenê Hilário. Até tapão levou e foi jogado ao chão.

Nesta, diante do Memphis, repete a dose. Em dois jogos, médias de exatos dois pontos e seis rebotes.

Ridículo.

Notas relacionadas:

  1. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
  2. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
  3. VALE QUANTO PESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 1 de maio de 2011 NBA | 01:47

DUELOS QUE TORNAM ESTE UM DOMINGO ESPECIAL

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Começa neste domingo talvez a série mais aguardada destes playoffs. Miami e Boston duelam para ver quem chegará à final do Leste.

Muitos que frequentam este botequim não apostavam no Heat em uma semifinal do Leste. Outro tanto, considerável eu diria, até que apostava num avanço do time da Flórida, mas assim que cruzasse o Boston, numa semifinal ou mesmo na final, iria sucumbir.

Pois bem, o momento chegou. Miami e Boston começam neste domingo a série mais aguardada destes playoffs. Excluo da frase o advérbio, pois eu não tenho dúvida: este é mesmo o confronto mais aguardado destes playoffs.

Vai colocar frente a frente um time que está na praça há três temporadas e que agrada a gregos e troianos, mas que a cada temporada que começa é acusado de ser velho e que as pernas de seus veteranos jogadores vão pesar quando a intensidade dos jogos de playoffs chegarem.

O fato é que esse time, que tem nome, e todos nós chamamos de Boston Celtics, contraria a muitos. A idade está elevada, mas não atrapalha; longe disso. A idade serve, isto sim, como um aliado neste momento decisivo.

Ray Allen completará 36 em 20 de julho próximo. Kevin Garnett fará 35 anos no dia 19 de maio. E Paul Pierce está com 33 e apenas em 13 de outubro vai fazer aniversário. Somando a idade dos três, temos 104 anos. Isso dá uma média de 34,6 anos.

Muita coisa — mas não para eles. Os três parecem não envelhecer. O tempo passa e para eles é como se não passasse.

Eles ganharam nesta temporada um aliado importante, que tem adicionado combustível da mais alta qualidade ao jogo do time. Rajon Rondo já tinha mostrado suas credenciais nos playoffs da temporada passada. Nesta temporada, adquiriu maturidade.

Muitos daqueles que se referiam ao Boston como o time do “Big Three”, hoje falam em “Fab Four”. E não há exagero algum nisso. Rajon pode ainda não estar no mesmo nível de excelência do “Big Three”, mas está perto disso. Ele consegue fazer os três jogarem sem ter que se esforçar. Quer dizer: Rajon poupa energia aos três veteranos.

A essas quatro peças unem-se outras que fazem esta engrenagem funcionar muito bem.

Delonte West é um ótimo reserva para Rajon e Allen. Jeff Green chegou para ajudar no descanso de Pierce. E Glen Davis é o cara certo para rodiziar o garrafão, ajudando KG e Jermaine O’Neal, que passou quase que toda a temporada de fora, mas que voltou e parece estar com todo o gás.

Não falo em Shaquille O’Neal, pois dele não sabemos exatamente quando vai voltar. E, quando voltar, o que vai produzir. Está parado há alguns meses e já tem 39 anos. Não é mole.

Mas, de qualquer maneira, como disse, o Boston tem um banco de respeito.

É esse time que o Miami vai enfrentar. Se o Boston tem seu “Big Three”, o Heat conta com os Três Magníficos. LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh foram a sensação das férias da NBA quando se uniram. Transformaram o Heat no time mais badalado da liga antes de a bola subir.

Boa parte do eleitorado torce o nariz para Chris Bosh. Muitos dizem que ele é supervalorizado. Outra parcela diz que ele é “soft”. Não faço coro com nenhuma dessas alas: pra mim, CB1 é o complemento ideal para Dwyane Wade e LeBron James.

Suas médias são muito boas. Ele tem quase que 20 pontos e dez rebotes de nestes playoffs. Para ser preciso, 19,8 pontos e 9,0 rebotes. Bons números em pontos e rebotes num time que tem LeBron e D-Wade.

LBJ e Wade costumam monopolizar os pontos. Então, sobra pouco espaço para qualquer outro jogador ter médias acentuadas na pontuação. Por isso, esses 19,8 pontos são muito expressivos.

LBJ costuma pegar rebotes às pencas. Esta com 10,6 de média nestes playoffs. Então, também digo: o espaço diminuiu no garrafão para quem quer pegar rebotes. Por isso esses 9,0 rebotes de média são significativos.

Por isso considero o desempenho de Bosh muito acima da média e também do que muitos falam por aí.

Quanto ao time, foi acusado de não ter armador e nem pivô. E eu sempre disse que uma equipe que tinha esses três caras não precisava de armador e nem pivô. Até porque não existe time que tenha cinco jogadores com um mesmo nível de excelência. Só a seleção dos EUA.

LeBron tem levado a bola. Mario Chalmers ajuda a dividir a função. Chegou no meio do campeonato Mike Bibby, que também arma o jogo e ainda auxilia nos arremessos, desafogando um pouco o trabalho de D-Wade.

E no pivô, Joel Anthony, Zydrunas Ilgauskas, Jamal Magloire e até mesmo Jwan Howard se revezam.

James Jones ajuda no descanso de LBJ, mas LBJ parece incansável.

Ah, sim, nesta série haverá um duelo dentro do duelo principal. LBJ não consegue dobrar o Boston. Tombou duas vezes com a camisa do Cleveland. Dan Gilbert, dono do Cavs, disse que ele pipocou na série do ano passado.

LBJ diz pouco se importar com isso. Sabem o que ele fez nestes dias de descanso entre uma série é outra? Assistiu várias vezes os filmes dos quatro jogos que Miami e Boston realizaram neste campeonato. Procura defeitos no time adversário, defeitos que ele pretende explorar, é claro.

Ah, sim, quase que me esqueci: na temporada passada, quando Miami e Boston se enfrentaram na primeira rodada, D-Wade se desentendeu com alguns jogadores do Celtics e o clima pesou.

Quer dizer: LBJ e D-Wade estão com o Boston atravessado na garganta.

Um duelo e tanto. Como disse, o mais aguardado destes playoffs.

NOVIDADE

Também neste domingo começa outro confronto, mas este no Oeste. Oklahoma City e Memphis iniciam um duelo inédito. Jamais se enfrentaram em playoffs e jamais haviam vencido uma série de playoffs.

Mas chegaram para acabar com a mesmice da conferência. São caras novas que agradam em cheio, não só pelo nome, mas também por causa de seus jogadores.

Não se houve mais falar de Tim Duncan, Manu Ginobili, Tony Parker, Carmelo Anthony e Chauncey Billups, nomes que eram falados na temporada passada.

Agora ouve-se ecoar nomes como os de Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, Zach Randolph, Marc Gasol e Tony Allen. Esta é a nova ordem no Oeste.

Durant amadurece a cada temporada. Nesta, entrou em quadra com uma medalha de ouro no peito conquistada no Mundial da Turquia e um troféu na mão direita que representava o prêmio de melhor jogador desta mesma competição. Além disso, foi eleito o melhor atleta de basquete dos EUA na temporada passada.

KD quer destronar Kobe Bryant. KD quer ser o dono, primeiro, do Oeste e, em seguida, da NBA. É o líder deste Oklahoma, mas tem em Westbrook um parceiro ideal. Um parceiro que o faz crescer e que ajuda a tirar muitas vezes o excesso de peso em seus ombros.

E para completar este trio, Ibaka vem jogando uma barbaridade. É o rei dos tocos na NBA. Comportamento que intimida o adversário, que teme, a todo o momento, que a bola jogada à cesta receba um safanão que a impeça de encontrar o destino a ela incumbido.

Não vou nem falar de falar de Mike Conley, Shane Battier e O.J. Mayo. São ótimos complementos, todos nós sabemos. E também não vou falar de Thabo Sefolosha, James Harden e Nick Collison. São igualmente ótimos complementos

Quero falar é do confronto que Ibaka vai travar com Z-Bo. Z-Bo, se você não sabe, é Zach Randolph, a nova sensação destes playoffs por causa da série que ele fez contra o San Antonio: 21,5 pontos e 9,2 rebotes por jogo. Foi um tormento para Tim Duncan e companhia.

Com certeza Z-Bo e Ibaka vão travar um duelo de sair faísca. Não que eles sejam encrenqueiros, longe disso. Vai sair faísca porque os dois estão jogando muito neste momento. Vai ser impossível acompanhar esta série sem ter um olhar atento aos passos dos dois.

Gasol tem jogado bem e se entendido com Zach perfeitamente no garrafão. Gasol vai enfrentar Kendrick Perkins, que chegou no meio desta temporada para dar um jeito no garrafão do Thunder, que tinha Nenad Krstic, que foi para o Boston. Krstic que é considerado por muitos “soft” demais para a posição.

Mas Perkins não fez uma boa série diante do Denver. Foi suplantado por Nenê Hilário. Apresentou médias de 5,4 pontos e apenas 6,6 rebotes, contra 14,2 pontos e 9,0 rebotes do brasileiro.

Contra Gasol, não terá vida fácil também não. O espanhol, no combate diante do San Antonio, acumulou médias de 14,2 pontos e 12,3 rebotes. E jogou com muita intensidade.

Quero falar agora de Allen; não de Ray, mas de Tony. Ele trouxe ao Memphis o algo mais que o time precisava. Contagia os companheiros em quadra e fora delas. E a ele é confiada a missão de marcar o melhor jogador do adversário. E ele nunca diz não.

Nesta série, a princípio, ele será o encarregado de marcar Durant. Missão, também a princípio, que parece ser impossível.

Além do jogo de KD ser quase que impecável, o ala do Thunder tem 2,06m de altura. Allen tem 1,93m. São 13 cm de diferença. Isso sem contar a envergadura de Durant, que é muito maior do que a de Allen.

O homem que teria a missão de marcar Durante seria Rudy Gay, 2,03m de altura. Foi companheiro de Durant no time dos EUA que ganhou o Mundial da Turquia, que esteve junto de Durant durante bom tempo, que treinou contra ele muitas vezes, que conhece bem KD.

Mas Rudy está contundido e não joga mais esta temporada. Isso pode fazer uma baita diferença neste confronto.

PALPITE

A série entre Miami e Boston eu aposto no Miami em sete jogos. A vantagem de quadra pode fazer a diferença. No confronto entre Oklahoma City e Memphis eu aposto no Thunder, mas em seis jogos.

Notas relacionadas:

  1. UM DOMINGO PERFEITO
  2. UM DOMINGO NADA QUALQUER
  3. QUE DOMINGO!
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sábado, 23 de abril de 2011 NBA | 11:30

PAUL PIERCE, O HOMEM QUE CALA O GARDEN

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Rajon Rondo teve uma atuação impressionante olhando os números, olhando o “box score”. Foram nada menos do que 15 pontos, 11 rebotes e um recorde em playoffs de 20 assistências.

Mas o cara do jogo foi Paul Pierce (Foto Getty Images). Quem viu a contenda, quem conhece a história do relacionamento entre The Truth e o Garden nova-iorquino sabe do que falo.

As manchetes hoje nos EUA retratam em letras garrafais a atuação de Pierce. Ele jogou não apenas contra o Knicks, mas também contra a ira da torcida nova-iorquina.

Os 19.763 torcedores que estiveram no Madison Square Garden lá chegaram com sangue nos olhos e ira no coração. E o alvo era Paul Pierce, um jogador que tem aniquilado os sonhos do Knicks sempre que coloca seus pés na arena mais famosa do mundo.

“Foi muito intimidante no começo”, disse Pierce sobre os gritos que vinham das poltronas. “Esta é uma torcida que bota medo. Quando eles gritavam ‘Let’s Go Knicks’, foi um dos gritos mais altos que eu já ouvi em toda a minha vida”.

E repetiu: “No começo, foi muito intimidante”.

Atrás do banco do Celtics havia um grupo especial. Sempre que The Truth pra lá se encaminhava ele ouvia um monte, os mais variados tipos de palavrões. E quando ele se encaminhava para a linha do lance livre, os insultos aumentavam, vinham em uníssono, em um coro formado por todos que estavam no ginásio.

“O mental é muito importante”, disse Pierce sobre este adversário que não tinha nome e nem feição. “O que eu procuro fazer é imaginar que os gritos são de incentivo. Procuro imaginar que estou em casa. É tudo uma questão mental. Você pode alimentar isso desta forma ou pode deixar isso te assustar e ficar nervoso. Você tem que psicologicamente encontrar maneiras de captar esta energia a seu favor. Isso é o que eu tento fazer, especialmente em situações como essas”.

E foi o que Paul Pierce fez; esteve quase que perfeito. Errou apenas cinco de seus 19 arremessos (73,7%), sendo que desses 19 tiros, oito foram de três e seis acertaram o alvo (75,0%). Visitou a linha do lance livre em quatro oportunidades e não errou de endereço em nenhuma delas.

Acabou a partida com 38 pontos numa das mais impressionantes performances de playoffs que o Madison Square Garden já assistiu em playoffs.

Das 20 assistências que Rajon Rondo deu, oito aconteceram graças à mão calibrada de Paul Pierce, o nome do jogo.

DUPLA

Paul Pierce foi espetacular porque enfrentou a marcação adversária e a ira da torcida nova-iorquina, a mais fanática da NBA, que eu costumo comparar com a torcida do Corinthians. Não é fácil enfrentar o Corinthians no Pacaembu, como não é fácil enfrentar o New York no Madison Square Garden.

Mas a gente não pode fechar os olhos para o que Ray Allen fez também. Foram 32 pontos. Foi, também, a primeira vez na era do “Big Three” que os dois combinaram para mais de 30 pontos cada um.

Nas duas primeiras partidas desta série, Allen tinha feito 7-9 nos arremessos de três. Ontem, foi 8-11 (72,7%). No geral, Allen fez 11-18 (61,1%).

Das 20 assistências que Rajon Rondo deu, como vimos, oito aconteceram graças a mão calibrada de Paul Pierce, o nome do jogo. E outras oito foram abençoadas por causa da mão certeira de Allen.

Que dupla: Pierce e Allen anotaram 70 dos 113 pontos do Boston (61,9% dos pontos). Pierce e Allen foram responsáveis por 16 das 20 assistências de Rajon Rondo.

RODADA

Os dois outros jogos da rodada foram empolgantes, mas a atuação de Paul Pierce deixou-me inebriado. Assisti o Atlanta abrir 2 a 1 na série diante do Orlando e vi o Lakers fazer o mesmo diante do New Orleans e recuperar o mando de quadra.

Mas nada que se comparasse à atuação de Paul Pierce.

O jogo de Atlanta chamou a atenção também pela confusão armada por Dwight Howard e esquentada por Jason Richardson. DH adora arrumar confusões com jogadores estrangeiros, já perceberam?

Espero que seja apenas coincidência.

Já falei aqui em xenofobia por parte dele, mas quero crer que eu esteja enganado. Ele já brigou com Nenê Hilário, Anderson Varejão, Pau Gasol, que eu me lembre, assim, rapidamente. E ontem com Zaza Pachulia.

Acho que é coincidência; espero que seja. Caso contrário, seria lamentável.

Ah, sim, a bola de três que Jamal Crawford derrubou no final da partida aniquilou o Orlando. Se não tivesse o cristal, ela passaria longe do aro. Mas ela bateu no cristal e caiu na cesta do Magic, derretendo as esperanças de vitória do time da Flórida.

A estatística mostra que o time que joga em casa e faz 2 a 1 na série ganhou 70% dos confrontos. As chances do Atlanta, portanto, são boas.

Quanto ao Lakers, eu realmente esperava por isso. Conversando com parceiros deste botequim, sempre disse: o Lakers vai a New Orleans e recupera o mando de quadra.

Não deu outra. Liderando por Kobe Bryant e seus 30 pontos, o Lakers jamais teve sua vitória ameaçada. Foi como no jogo do Miami contra o Philadelphia: o adversário ameaça encostar, mas não encosta. Não tem time pra isso.

É série para acabar 4 a 1 para o Lakers. Falei em 4 a 0 – e errei novamente em meus prognósticos. Desculpem-me.

Notas relacionadas:

  1. O HOMEM QUE CALOU O PEPSI CENTER
  2. PIERCE DÁ SINAL DE VIDA
  3. O VERDADEIRO SUPER-HOMEM
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quinta-feira, 14 de abril de 2011 NBA | 18:11

UMA ANÁLISE DOS PLAYOFFS. PODEM ENTRAR

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Bem, tudo definido; no Leste e no Oeste. E como está tudo definido, nada melhor do que uma análise sobre os confrontos.

Vamos lá, então?

CONFERÊNCIA LESTE

Chicago x Indiana — O desnível é muito grande. Enquanto o Chicago foi a melhor equipe da fase de classificação, com 62 vitórias e apenas 20 derrotas (75,6% de aproveitamento), o Indiana é o único time que chega aos playoffs com aproveitamento negativo: 45,1% (37-45). Na temporada regular o Bulls bateu o Pacers por 3 a 1.

O único setor onde o Indiana pode dar trabalho ao Chicago é no garrafão, pois Roy Hibbert, Tyler Hansbrough e Josh McRoberts são bons jogadores, especialmente Hansbrough que ganhou mais oportunidades no time com a chegada de Frank Vogel no lugar de Jim O’Brien.

Mas não tem ninguém no Pacers capaz de conter Derrick Rose. Ele certamente fará a diferença nesta série.

Placar: Chicago 4 a 0.

Miami x Philadelphia — o Sixers fez uma excelente campanha se comparada com as passadas. Tanto que o técnico Doug Collins é um dos candidatos para conquistar o COY desta temporada.

Mas a diferença entre as equipes é igualmente grande demais. Na fase de classificação o Heat fez 3 a 0.

Depois que os holofotes da mídia se apagaram, o Miami teve calma pra trabalhar e a pressão deixou de existir. O trio de estrelas, formado por Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, se afinou e o Miami surge como fortíssimo candidato ao título não só da conferência, como da NBA também.

Placar: Miami 4 a 0.

Boston x New York — Esta série poderia ser uma incógnita se o New York tivesse um treinador. Não tem; Mike D’Antoni é fraquíssimo e não tem cacife intelectual para criar armadilhas para o Boston.

Disse que poderia ser uma incógnita porque o Knicks tem dois grandes jogadores em Amar’e Stoudemire e Carmelo Anthony e o Celtics parece estar sentindo o peso da idade — se bem que esta ladainha é antiga e o time, na hora H, sempre cresce de produção. Mas o fato é que o Boston caiu muito de produção na segunda metade do campeonato. Seu melhor momento foi uma vitória diante do San Antonio, no Texas.

Está sem pivô, pois inexplicavelmente mandou Kendrick Perkins para o Oklahoma City e resolveu apostar em Shaquille O’Neal, o que é uma temeridade.

Isso sem falar em Ray Allen, que caiu dramaticamente de produção nos últimos jogos.

Mas esta série servirá para Doc Rivers descansar o time. Não será preciso jogar tudo e mais um pouco para vencer o Knicks. Mas se lá tivesse um treinador…

Na fase de classificação o Celtics venceu a série por 4 a 0.

Placar: Boston 4 a 0.

Orlando x Atlanta — O Hawks venceu o confronto entre eles na fase regular por 3 a 1. Foi uma surpresa. Afinal, o Atlanta vinha de técnico novo e nunca figurou no bloco dos favoritos da conferência, ao contrário do Orlando.

Controlar as bolas de três do Magic: esta é a chave para a vitória do Atlanta. Que Dwight Howard vai pontuar e pegar um monte de rebotes todo mundo sabe. O negócio é o Atlanta diminuir o volume de jogo periférico do oponente.

Se a turma da periferia estiver com a mão calibrada, o Orlando vence a série com facilidade. Se não estiver, ganha do mesmo jeito

Placar: Orlando 4 a 3.

CONFERÊNCIA OESTE

San Antonio x Memphis — Taí um confronto equilibrado. Isso porque o Grizzlies cresceu demais de produção na parte final do torneio. Sua única vitória na série entre eles ocorreu em 1º de março passado, exatamente quando o time começava a mostrar sua força. Nos outros três confrontos deu Spurs.

O Memphis tem garrafão (Marc Gasol e Zach Randolph) para controlar Tim Duncan, armador inteligente em Mike Conley para travar ótimo duelo com Tony Parker e um excelente marcador com a chegada de Shane Battier, o homem que vai seguir os passos de Manu Ginobili na série ao lado de Tony Allen.

O San Antonio demonstrou cansaço na parte final. É certo que o técnico Gregg Popovich poupou seu trio de estrelas nas últimas partidas, mas que o time caiu um pouco, isso caiu.

O fator quadra pode ser decisivo neste confronto.

Placar: San Antonio 4 a 2.

Lakers x New Orleans — O time de Los Angeles não deve ter chorado o fato de ficar em segundo lugar na conferência. Isso porque vai pegar o time mais fraco entre os oito classificados.

O Hornets está sem David West, que ao lado de Chris Paul forma o sustentáculo de um time que mostra muitas fragilidades. Na fase de classificação o Lakers venceu todos os quatro jogos. O New Orleans é um grande freguês de caderneta do Los Angeles.

Ótima oportunidade para o time angelino seguir descansando seus jogadores, especialmente o “baleado” Andrew Bynum.

Placar: Lakers 4 a 0.

Dallas x Portland — Taí outro confronto equilibrado. Na fase de classificação houve empate em 2 a 2 na série. As duas vitórias do Blazers vieram nos dois últimos embates. Exatamente quando o time começou a se acertar com a vinda de Gerald Wallace e a recuperação de Marcus Camby.

O Dallas se apoia novamente em Dirk Nowitzki para tentar fazer bonito nos playoffs. Mas apostar no alemão é como apostar em Steve Nash: não rola. Os dois, quando bicho pega, parecem sentir o jogo e desaparecem.

Além do mais, Jason Kidd, outro em quem o Dallas aposta, é um jogador que tenta, mas não consegue pontuar, especialmente nos momentos difíceis.

O Portland me parece num momento melhor e tem tudo para aprontar nesta primeira rodada dos playoffs.

Placar: Portland 4 a 3

Oklahoma City x Denver — O técnico George Karl, já ao final da temporada regular, disse: “Nosso jogo de velocidade não se encaixa contra o Thunder. Seria melhor para nós enfrentar o Dallas”. Não teve jeito.

Aliás, é interessante como todo mundo quer pegar o Dallas. Por que será, hein?

Mas, dizia, não teve jeito. O Denver, se quiser ter vida longa nesses playoffs, terá que controlar uma equipe harmônica e que tem individualidades quando preciso.

Kevin Durant terminou pelo segundo ano consecutivo como cestinha do campeonato. É eficiente sem fazer barulho. Sua falta de carisma não o atrapalha de jeito nenhum, pois sua eficiência é grande demais.

No segundo turno da competição o time fortaleceu seu garrafão ao trocar o “soft” Nenad Krstic por Kendrick Perkins. Pra melhorar, Russell Westbrook cresceu dramaticamente nesta temporada e James Harden começa a justificar o fato de ter sido a terceira escolha no “NBA Draft” de 2009.

O Denver mudou de feição com as trocas feitas com o New York. Perdeu Carmelo Anthony e Chauncey Billups, mas transformou-se em um time. Agora não há mais estrelas. Todos têm a sua importância.

Com isso, o basquete de Nenê Hilário cresceu demais. E ele será muito importante nesta série, pois terá de controlar Kendrick Perkins.

Placar: queria que desse Denver, mas acho que o OKC passa com um 4 a 3.

SEMIFINAIS

Assim, teríamos os seguintes confrontos nas semis:

Chicago x Orlando
Miami x Boston

San Antonio x Oklahoma City
Lakers x Portland

MEU DEUS!

Já estou escutando o bater dos dentes dos torcedores do Lakers. Não entendo por que, mas eles ficam assim quando o Blazers cruza o caminho deles.

Notas relacionadas:

  1. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  2. AGORA OS PLAYOFFS
  3. MIAMI PERTO DE ENTRAR PARA A HISTÓRIA
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quinta-feira, 24 de março de 2011 NBA | 17:28

BOSTON: QUEDA PREOCUPANTE

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OBoston ainda depende apenas de suas próprias pernas para acabar em primeiro lugar na Conferência Leste. Mesmo com a derrota de ontem, quarta-feira, para o Memphis, dentro de seu TD Garden.

Com o revés de 90 a 87, o alviverde acumula agora 20 derrotas, uma a mais do que o Chicago, o líder da conferência. Se vencer a partida entre ambos, marcada para o dia 7 de abril próximo, em Chicago, iguala a campanha, mas venceria no confronto direito. Ficaria com três vitórias e uma derrota.

Portanto, o Celtics ainda pode contar com privilégios dentro da conferência. Privilégios, diga-se, que não foram sentidos na temporada passada.

Ao terminar em quarto lugar no Leste no campeonato 2009/10, o Boston teve vantagem nos playoffs apenas diante do Miami, na primeira ronda. Venceu a série por 4 a 1. Depois, nas semifinais, mesmo em desvantagem, eliminou o Cleveland de LeBron James por 4 a 2 e na decisão da Conferência Leste, diante do Orlando, também em desvantagem, ganhou a disputa igualmente por 4 a 2.

Ou seja: dentro da conferência, não fez diferença. Nas finais, no entanto, pesou. Perdeu para o Lakers por 4 a 3. Tivesse tido vantagem de quadra poderia ter ficado com o título.

Isso foi há um ano. Um ano se passou nas vidas de Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Eles são os mesmos? Não sei.

No começo da temporada, fresquinhos, levaram o Celtics a uma campanha de 40 vitórias e 14 derrotas. Refiro-me ao primeiro turno — e por primeiro turno a gente entende os jogos antes do “All-Star Game”.

Em casa, a equipe de Massachusetts ganhou 25 de suas 30 partidas. Teve uma performance de 83,3%. Fora, venceu 15 e perdeu nove: 62,5%.

No geral, o aproveitamento foi de 74,1%.

Agora no returno o Boston parece dar sinais de fadiga. A campanha não é mais a mesma.

Foram 16 confrontos disputados. Venceu dez e perdeu seis: 62,5% de aproveitamento. Em casa, 4-2 (66,7%); fora, 6-4 (60,0%).

Confrontados os números, vê-se que o time caiu de rendimento.

E nem dá para dizer que foi por causa das contusões. Shaquille O’Neal e Jermaine O’Neal não jogam há muito tempo. Não dá para sentir falta de algo que nunca se teve.

Shaq não entra em quadra há 22 partidas. Antes desta sequência, perdeu outros 12 jogos. No total, Big Daddy perdeu 34 dos 70 confrontos do Celtics nesta temporada. Jogou menos da metade.

O caso de Jermaine é ainda pior: jogou só 17 das 70 pelejas do Boston. Percentual de 24,3% dos jogos do time.

Delonte West é outro ausente. O ala-armador fez apenas 13 partidas nesta temporada. Então, entra também neste rol de jogadores-fantasmas do Boston.

Von Wafer está machucado. Mas, convenhamos, não vou gastar o meu e o seu tempo pra falar dele, com todo o respeito que ele merece.

E mais ainda (pra finalizar a questão das contusões): o Sr. Danny Ainge, o gerente geral da franquia, o homem que monta o time, que contrata, que troca, que dispensa, sabia muito bem que Shaq, Jermaine e Delonte são jogadores que mais ficam no departamento médico do que em quadra.

Então, por favor, não me venha chorar essas contusões. Era sabido que poderia ser assim.

O Boston não pode creditar a ausência desses jogadores a sua queda de rendimento. Até porque seu “Big Three” está (felizmente) inteirinho da silva. Mais Rajon Rondo, que também não peleja contra lesões.

O fato é que o Celtics caiu de rendimento. Creditar às lesões eu não aceito, já disse.

Se alguém argumentar que o time se poupa nesse momento para quando os playoffs chegarem, eu aceito pensar no caso. Temporada passada, como vimos, mesmo em quarto lugar, o time ganhou a conferência.

Então vamos pensar este argumento: jogar a decisão do título contra Lakers ou San Antonio em desvantagem de quadra, dificilmente o Celtics sairá como vencedor.

Não acho que o Boston tenha se programado apenas para ganhar o Leste e chegar à decisão do título, como ocorreu na temporada passada. Time com a tradição e a força da camisa do Celtics entra no campeonato para ganhar.

Por isso, pensando rapidamente a questão de se poupar para os playoffs, não acho que o time esteja se resguardando. O Boston está perdendo porque perdeu força neste momento.

Se vai ser assim até o final eu não sei.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sábado, 12 de março de 2011 NBA | 12:29

BOSTON E CHICAGO, DUELO PARTICULAR NO LESTE

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Na apresentação da rodada de ontem (sexta-feira) da NBA, este iG, ao referir-se ao jogo entre Philadelphia e Boston, postou o seguinte:

“O confronto da Filadélfia tem tudo para ser emocionante. Embora o Celtics tenha um recorde de 12-2 diante do Sixers desde que o “Big Three” (Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce) foi reunido, a equipe da casa vem num progresso neste 2011 que chama a atenção.

“Quando Doug Collins foi contratado para dirigir o time no começo desta temporada, pouco se esperava que ele pudesse fazer logo de cara em uma franquia que teve a terceira pior campanha da temporada passada.

“E isso ficou mais evidente depois de um início com três vitórias e 13 derrotas. Mas o ano novo veio e com ele a equipe começou a engrenar. De 21 de janeiro pra cá, o recorde do Philadelphia é 21-6. No Leste, só não é melhor que o do Chicago, que fez 21 vitórias e perdeu apenas quatro vezes”.

E não deu outra: o jogo entre Sixers e Celtics foi realmente emocionante.

No outro encontro entre Philadelphia e Boston, na Filadélfia, em 9 de dezembro passado, o Celtics venceu por um ponto: 102 a 101. E a vitória veio com uma cesta de Kevin Garnett no estouro do cronômetro.

Treze dias depois, em Boston, novo jogo complicado. O time da casa venceu por apenas quatro pontos: 84 a 80. E foi no sufoco também.

A 14 segundos do final da partida, Andre Iguodala fez um “rush” em direção à cesta do Celtics para tentar empatar a partida e levá-la para a prorrogação. Tomou um toco de Garnett. Paul Pierce pegou o rebote, passou a pelota para Ray Allen que sofreu falta de Tony Battie.

Bem, aí nem precisa dizer o que aconteceu. Mas eu digo, porque gosto de contar histórias: Allen bateu os dois lances livres, a cinco segundos do último soar da corneta, e levou o Celtics à vitória mencionada de 84 a 80.

Os dois times voltam a se enfrentar no dia 5 de abril próximo. Local: Boston. Já abri a minha agenda e coloquei: não seja tolo de perder esta partida – Boston x Philadelphia!

Vocês já devem ter ouvido falar em jogos que se encaixam. O jogo do Sixers se encaixa contra o do Celtics. O contrário não é verdadeiro.

Na classificação do Leste, o Boston aparece em primeiro lugar e o Philadelphia em sétimo. Se terminar assim, os dois não se enfrentam na primeira rodada dos playoffs.

A vantagem do Sixers em relação ao Indiana é grande; o time da Filadélfia não cai para a oitava posição, provocando, assim, um duelo entre ambos nos playoffs.

A única chance de isso acontecer é o Sixers permanecer nesta sétima colocação e o Boston cair para a segunda. Se isso ocorrer, então, teremos Boston x Philadelphia na primeira ronda dos playoffs.

Aí eu quero ver o que vai acontecer. O Boston é favorito, mas eu não descartaria uma surpresa. E sabem por quê? Por causa daquela questão do jogo de um se encaixar com o jogo do outro e o oposto não ser verdadeiro.

PERGUNTA

Mas o Boston pode perder a liderança do Leste?

RESPOSTA

Claro que pode. E já perdeu duas vezes para o Miami. Num curto espaço de tempo; mas perdeu.

ATROPELANDO

E quem poderia roubar esta posição do Boston? O Chicago.

Neste momento, a classificação está assim:

1º Boston: 46-17 (73,0%)
2º Chicago: 46-18 (71,9%)

Enquanto o Boston vem de duas derrotas seguidas e diante de equipes médias (perdeu também para o Clippers, este em casa), o Chicago acumula cinco vitórias consecutivas.

Desse quinteto de triunfos, quatro foram contra equipes com aproveitamento superior a 50%. A saber: Orlando, Miami, New Orleans e Atlanta, ontem, em Chicago. Deste quarteto de compromissos vencidos, dois foram fora e dois em casa.

E o de ontem, diante o Hawks, foi sem Carlos Boozer, que está contundido no tornozelo esquerdo por causa de uma entrada criminosa de Kwame Brown, que até falta técnica levou.

Derrick Rose, que está cotadíssimo para ser o MVP da temporada, fez 34 pontos. Num jogo em que o time não atingiu a contagem centenária (94 a 76) ele fez 34 pontos, deu cinco assistências e pegou seis rebotes. Partidaço!

A facilidade com que D-Rose (foto Getty Images) manuseia a bola chama a atenção. A facilidade com que ele infiltra chama a atenção. E sua melhora nos arremessos de média e longa distância nesta temporada em relação a passada também chama a atenção.

D-Rose é um líder calado. Impressiona seus companheiros pelo seu jogo e por sua atitude em quadra. Não enche o saco da arbitragem, não arruma confusão com o adversário e por onde passa é aplaudido ao invés de ser vaiado pela massa adversária.

Com ele em quadra, o time sente-se seguro; protegido. Com ele em quadra o Chicago por enfileirar vitórias e destronar o Boston da primeira colocação no Leste.

Os dois time ainda têm que se encontrar mais uma vez nesta fase de classificação. Será no dia 7 de abril, em Chicago. Dois dias antes, lembram-se?, o Boston enfrenta o Sixers, na Filadélfia.

Se o Philadelphia encaixar novamente seu jogo diante do Celtics, o alviverde pode desembarcar no O’Hare com uma derrota na bagagem. E jogaria pressionado pela vitória, quem sabe, para não perder a liderança da conferência.

Alguém pode dizer: ah, o Boston foi quarto colocado na temporada passada e chegou a final da NBA. Verdade, isso de fato ocorreu. Mas na temporada passada o Boston não tinha um adversário forte para enfrentar como este Chicago.

E com desvantagem de quadra será difícil o duelo contra o Bulls.

Mas, eu também concordo, temporada regular é uma coisa, playoffs são outra.

REGISTRO

A vitória do Chicago sobre o Atlanta foi a décima seguida no United Center. Fato que não ocorria desde 1998, quando um tal de Michael Jordan usava a camisa 23 do time e levou-o à conquista do título.

POSIÇÃO

Começo a achar que o Chicago tem panca de campeão.

QUEDA

O San Antonio teve muita dificuldade para vencer o Sacramento (108 a 103), lanterninha do Oeste, dentro de casa. Depois de ter sido humilhado pelo Lakers, venceu com as calças nas mãos o Detroit (outro time fraco do campeonato) e ontem aconteceu isso.

O Spurs está em queda. Isso é fato. Não dá, como a gente costuma dizer, para jogar bem todas as noites, e, consequentemente, todo o campeonato. Estas oscilações são normais. Só nos resta saber até quando vai isso.

De todo o modo, o San Antonio, mesmo jogando mal, vence. Boston e Lakers, quando jogam mal, perdem.

ENSINAMENTO

Tiago Splitter jogou 40 segundos contra o Detroit. Ontem nem entrou em quadra.

Mas isso faz parte do ensinamento. Faz parte da adaptação. Isso é o que me dizem.

Então eu pergunto: como é que se adapta sem jogar? Como é que se aprende se você não pode praticar o que estudou?

Troquei de laptop recentemente. O novo tinha um teclado diferente. Eu precisava me adaptar a ele. E o que eu fiz? Digitei, digitei e digitei. Quanto mais eu digitava, mais eu me adaptava. Apenas olhando para o teclado eu não iria conseguir me adaptar a ele.

Não precisa ser gênio para se concluir isso.

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