Rasheed Wallace | Fábio Sormani

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Posts com a Tag Rasheed Wallace

domingo, 25 de julho de 2010 Sem categoria | 01:06

SHAQ TENTA CONVENCER O BOSTON

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Shaquille O’Neal faz um lobby terrível neste momento. Pra onde? Boston Celtics.

Quer vestir a camisa verde e branca do campeoníssimo time de Massachusetts. Está tentando convencer a franquia (e principalmente Doc Rivers, o treinador) de que será de suma importância para os planos do time visando mais um título, pois Kendrick Perkins deverá perder pelo menos os dois primeiros meses da próxima temporada e Rasheed Wallace vai se aposentar.

Para resolver o problema, o Celtics acabou de assinar com Jermane O’Neal. Gastou com este O’Neal a grana da “mid-level exception”: US$ 5.6 milhões.

Não há mais nada a oferecer em termos de dinheiro pra Shaq defender o Boston se a franquia entrar na conversa do veterano pivô. O que sobra para o Celtics é dar ao pivô o salário mínimo para um veterano: US$ 1.35 milhão.

Ou então, Shaq poderia jogar sua lábia pra cima do Cleveland e pedir para o time de Ohio assinar um novo contrato e trocá-lo com o Boston. Acho difícil; a gente olha para o elenco do Celtics e não vê ninguém que o time possa dar para o Cavs em troca de Shaq.

O único seria Rasheed, que ganharia na próxima temporada US$ 6.7 milhões. Mas, como já disse, Sheed já anunciou que vai se aposentar. Portanto, este negócio não poderia ser feito.

Resumo da ópera: eu não disse que Shaq acabaria jogando pelo salário mínimo? Trinta e oito anos, situação melancólica. Shaq não precisava disso.

Se ainda quer se divertir jogando bola, tudo bem. Assina pelo mínimo e bola pra frente. Mas dizer que pode ser a solução dos problemas de qualquer time da liga neste momento, aí já é demais!

OBS: torço pra que Shaq convença o Boston, assim, não haveria mais a ameaça de ele parar em San Antonio e atrapalhar o nosso Tiago Splitter.

Notas relacionadas:

  1. A DECADÊNCIA DE UMA ESTRELA
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domingo, 4 de julho de 2010 NBA | 10:47

BOSTON DE OLHO EM LEANDRINHO

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O Boston está de olho em Leandrinho Barbosa. A notícia é fresquinha, fresquinha. O atual vice-campeão da NBA pretende fazer a seguinte proposta ao Phoenix: Rasheed Wallace pelo brasuca.

Num primeiro momento, ruim para o Suns, certo? Certo. Mas como Sheed fala em se aposentar, o Suns poderia pagar o seu contrato (US$ 6.3 milhões) e se ver livre do jogador. Aliás, aposentando ou não.

Mais ainda: o Boston daria uma parte desta grana para que o time do Arizona se veja livre de Rasheed. Foi o prometido.

Os salários são compatíveis, pois Barbosa vai receber US$ 7.1 milhões na próxima temporada. E ao Suns surge também a incerteza sobre o futuro do jogador, pois o paulistano, em seu último ano de contrato com a franquia (US$ 7.6 milhões) tem a opção de validá-lo ou não.

É negócio que pode sair. E seria uma maravilha para Leandrinho. Vamos cruzar os dedos e torcer.

Jogar no Boston é como ser contratado pela Ferrari.

Notas relacionadas:

  1. RASHEED É DO BOSTON
  2. DE OLHO NO RECORDE DO BULLS
  3. A NOITE DE ORLANDO E BOSTON
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

sexta-feira, 11 de junho de 2010 NBA | 20:35

RESERVAS DE OURO

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Não vi o jogo de ontem; abaixo vocês vão saber por quê. Mas sei que o Boston venceu por 96-89 e empatou a série em 2-2. Vejo que contou com a ajuda inestimável de seus reservas, um deles em especial: Glen “Baleinha” Davis.

Há uma foto do Baleinha comemorando um ponto, babando, carregando Nate Robinson nas costas, que parece refletir o que ocorreu em quadra. A energia de “Big Baby” (como ele é chamado nos EUA, não neste botequim) e dos reservas foram fundamentais para que o Celtics empatasse a série decisiva.

Davis (Foto Getty Images levando uma porrada de Ron Artest) fez 18 pontos, sendo que nove deles vieram no momento crucial: no último quarto, definindo a partida em favor do alviverde, partida que, o play-by-play nos conta, estava bem aberta. Seus primeiros pontos no quarto derradeiro vieram para empatar a contenda em 62 tentos. Depois, seus outros sete ajudaram a construir a vantagem de uma dezena.

Mas não foi só ele, certo? Pelos relatos, vejo que o banco do Boston contribuiu com 36 pontos, enquanto que o do Lakers fez a metade: 18. Vejo que o banco do Celtics arremessou 27 bolas contra o aro californiano, sendo que os reservas angelinos foram mais econômicos: 18. Vejo, finalmente, que foram sete as visitas à linha do lance livre, enquanto que a turma de LA foi só duas vezes.

Enquanto Glen Davis, Nate Robinson, Rasheed Wallace e Tony Allen estiveram 9:09 minutos em quadra no último quarto, o Boston teve 14 posses de bola e uma vantagem de dez pontos.

Mas contem-me mais. Falem-me mais sobre a nova atuação apagada de Ray Allen (12 pontos, 0-4 nas bolas de três; agora já são 12 erradas seguidamente) ou dos 33 pontos de Kobe Bryant (6-11 nas triplas), que não foram suficientes para fazer dos roxinhos vencedores.

Espero pelas manifestações, pois estou curioso para saber como vocês viram o jogo de ontem.

DOMINGUEIRA

Bem, o jogo cinco da série será o último em Boston; domingo, 21h de Brasília novamente ao vivo pela ESPN Internacional. Se o time da casa vencer, promove uma nova virada no marcador, pulando na frente em 3-2.

Se isso realmente ocorrer (a gente não sabe, pois este confronto está absolutamente igual e imprevisível), a pressão pra cima do Lakers será imensa. Caso isso não ocorra, o Lakers coloca uma mão e uma parte da outra no troféu, pois acho pouco provável que o Celtics terá condições de vencer dois jogos seguidos em Los Angeles.

Aguardemos, pois, pelo domingo.

AGRADECIMENTOS

Queridos amigos:

Meu papai, infelizmente não aguentou. No final da tarde da última quarta-feira ele se foi.

Quero agradecer a todos que cuidaram dele. Agradecer ao Dr. Marcelo Alias e toda a equipe de médicos intensivistas do Hospital da Unimed de Bauru. A todos os enfermeiros, enfim, aos que estiveram próximos dele nas últimas três semanas e tudo fizeram para que ele continuasse conosco.

Infelizmente, não deu.

Quero agradecer também a todos vocês que torceram e rezaram por ele. As manifestações que encontrei aqui neste botequim me deixaram sensibilizado e certo de que formamos um time: o time do Blog do Sormani.

Esse botequim não é meu nem seu; é nosso.

A atenção e o carinho de vocês eu jamais vou esquecer; como jamais vou esquecer do meu querido pai. Obrigado a todos vocês.

E obrigado a ele, por tudo o que me ensinou e por todo o carinho que ele me deu enquanto estivemos juntos.

Notas relacionadas:

  1. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  2. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
  3. AINDA MAL DAS PERNAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 7 de junho de 2010 NBA | 01:44

O DIA DA CAÇA

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Ray Allen não pôde jogar a partida passada. Pelejou mais com as faltas (fez cinco) do que contra os jogadores do Lakers. Esse foi, eu disse à época, um dos motivos que levaram o Boston a perder a primeira peleja da decisão da NBA.

Ontem, Allen (Foto Getty Images) fez só três faltas. Jogou 44 minutos, 17 a mais do que no confronto da última quinta-feira. Resultado: marcou 32 pontos e teve que dar entrevista para um batalhão de repórteres depois da partida, eleito que foi o melhor jogador em quadra.

Desses 32 pontos, 24 foram frutos das oito bolas de três que Allen encestou durante a contenda; sete delas no primeiro tempo. Esses oito tiros longos significam recorde na história das finais da NBA.

Foi um partidaço do camisa 20 alviverde.

Allen foi muitíssimo bem coadjuvado por Rajon Rondo. O armador do Celtics anotou seu quinto “triple-double” em playoffs: 19 pontos, 12 rebotes e 10 assistências.

Roubou, também, duas bolas: uma delas em cima de um arremesso de três de Derek Fisher e a outra em Kobe Bryant, quando o craque do Lakers tentava, desesperadamente, pontuar para encostar no placar, já no final da partida.

Rondo ficou dois minutos a menos em quadra do que Allen. Descansou seis dos 48 disponíveis. Todos eles no início do quarto final, quando o técnico Doc Rivers colocou em quadra seu reserva Nate Robinson.

Cabeça de treinador é algo que merece análise profunda. Com um jogador como Robinson no banco de reservas, por que Rivers exigiu tanto de Rondo? Não havia necessidade. Ele poderia — e deveria — ter equilibrado o descanso de Rajon.

MAIS

Continuemos a falar sobre a cabeça dos treinadores.

Kevin Garnett voltou a fazer uma partida apagada. Seis pontos apenas em 24 minutos de trabalho. Rasheed Wallace estava muito melhor, poderia — e deveria — ter ganhado mais minutos. Tinha anotado sete pontos em 18 minutos. Mas não: Rivers escondeu-se nas quatro faltas que Sheed cometeu para afundá-lo no banco.

A mesma coisa vale para Phil Jackson. Não é possível que ele não tenha feito nada para mudar a defesa em cima de Ray Allen. O armador do Boston gosta de arremessar sem fintar ou bater a bola. Ela a pega em movimento ou parado e… pimba! Quase sempre cai.

Quando um pivô do Celtics fazia o corta luz para o movimento de Allen, o grandalhão do Lakers poderia ficar em cima do armador e não fazer com que Kobe ou Shannon Brown corresse atrás. Essa perda de tempo era suficiente para que o jogador do Boston recebesse a bola e arremessasse.

E das 11 bolas de três que ele chutou, oito entraram.

Por que o pivô não ficava em Allen? Se ele fizesse o corte, o arremesso seria de dois e não de três.

Além do estrago no marcador, o efeito que essas bolas têm é muito grande. Fortalece quem as derruba e nocauteia quem está na marcação e não consegue impedir o tiro longo.

ATUAÇÕES

Falei de Ray Allen e de Rajon Rondo, bem como de Kevin Garnett e Rasheed Wallace. Garnett merece uma observação final: jogador que ganha US$ 16.4 milhões por temporada não pode jogar tão mal como KG jogou ontem à noite.

Quanto ao Lakers, Kobe Bryant sentiu na pele o que Allen sentiu no jogo passado. Cometeu cinco faltas e teve seu tempo de quadra abreviado. Jogou 34 minutos, cinco a menos do que no prélio inaugural da série decisiva.

Cinco minutos a menos e nove pontos a menos do que ele marcou na vitória da última quinta-feira. KB cravou 21 pontos no aro do Boston, mas teve um aproveitamento bem ruim nos arremessos: 8-20, sendo que nas bolas de três foi 2-7.

Outro que merece um capítulo especial é Ron Artest. O ala do Lakers é muito ruim de bola. Já o chamei de mão de pau. Ruim é pouco para defini-lo quando ele tem a laranjinha sob poder: ele é grosso mesmo.

Ou seja: quando o Lakers ataca, o faz com quatro jogadores, pois não dá para confiar em Artest. Ele é lento, atrapalhado e não tem habilidade alguma.

Seu desempenho foi pífio no jogo de ontem: 1-10 nos arremessos, sendo 1-6 nas bolas de três. Ficou em quadra desnecessários 41 minutos e marcou só seis pontos.

OK, eu sei que ele marcou muito bem a Paul Pierce. O ala do Boston anotou só dez pontos (2-11). Não conseguiu arremessar nenhuma bola de três.

Mas, mesmo assim, eu me pergunto se vale a pena contar com Artest em quadra. Sua ruindade é contagiante — e estimulante, no caso, para o adversário.

Artest vive de repentes. Não dá para apostar num jogador desses.

Andrew Bynum salvou a pele. Fez 21 pontos, mas pouco ajudou nos rebotes: só seis. Em compensação deu sete dos 14 tocos que o Lakers distribuiu na partida.

Esses 14 tocos foram, também, recorde da NBA em uma partida decisiva.

DESCANSO?

Que nada. Os dois times pegaram o avião ontem à noite mesmo e desembarcaram esta manhã em Boston.

O próximo confronto está marcado para as 22h de Brasília deste terça-feira. Todo mundo está careca de saber, mas não custa nada relembrar: se o Celtics ganhar os três próximos jogos em seu TD Garden, fará 4-1 e ganhará o título da NBA pela 18ª. oportunidade, a décima em cima do time de Los Angeles, que até hoje só venceu dois títulos diante do Boston.

Se isso ocorrer mesmo, eu vou perguntar a vocês: rivalidade, que rivalidade?

Notas relacionadas:

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  2. GANHOU O MELHOR, GANHOU O BASQUETE
  3. VITÓRIA INCONSTESTÁVEL
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quinta-feira, 27 de maio de 2010 NBA | 02:10

A NOITE DE ORLANDO E BOSTON

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A noite não podia ter sido pior para o Boston. Não, não, vamos começar a conversa novamente: a noite não podia ter sido melhor para o Orlando.

Qual “lead” você escolhe? “Lead” pode ser traduzido para lide e se você não sabe do que se trata é a abertura de um texto jornalístico onde está concentrada a informação principal.

Explicação feita, volto a perguntar: qual lide você escolhe? Respondo: ambos.

Como o jogo foi vencido pelo Orlando, abrimos, pois, nossa conversa dizendo que a noite não podia ter sido melhor para o time da Flórida. Tudo deu certo e a vitória por 113-92 nada mais é do que a expressão do que aconteceu em quadra.

O Orlando foi avassalador, assim como o Boston no terceiro confronto deste enfrentamento decisivo do Leste.

No aproveitamento dos arremessos, 52.2% no geral (36-69), 52.0% nas bolas de três (13-25) e 80.0% nos lances livres (28-35).

A galera do banco resolveu imitar o pessoal do Phoenix e mostrou-se ativa também: 37 pontos vieram dos reservas do Magic. Ótima produtividade, especialmente de J. J. Reddick, que tem se mostrado eficiente nesta série decisiva.

Reddick teve médias de 5.0 e 4.5 pontos diante de Charlotte e Cleveland, respectivamente. Agora, frente ao Celtics, mais que dobrou ao atingir a marca de 11.5 tentos de média.

Quanto aos titulares, se Vince Carter ainda segue devendo (anotou apenas oito pontos ontem), Rashard Lewis começa a robustecer seu jogo. Pela segunda contenda consecutiva Lewis atinge o duplo dígito na pontuação: ontem anotou 14. Ajudou com sete rebotes.

Jameer Nelson fez 24 pontos (completou seus números com cinco assistências e igual número de ressaltos), mas o destaque, uma vez mais, fica com Dwight Howard: 21 pontos, mas dez sobras confiscadas, tornando-se o único jogador em quadra a ter um “double-double”.

Mas o que eu destaco foi o aproveitamento de DH (Foto Getty Images) nos lances livres: 7-12. Aparentemente pouco, mas no momento em que o Boston partiu para a nojenta tática do “hack-a-shaq”, o pivô do Orlando acertou três dos quatro lances fatais e abortou essa abominável manobra criada por Gregg Popovich e seguida pelos sem-vergonhas.

A NBA, aliás, deveria mudar a regra e eliminar esse expediente repugnante. E nem precisa pestanejar muito: quando isso ocorrer, é só marcar a falta e depois dos lances livres dar a posse de bola para o time do jogador atingido.

Simples, não é mesmo?

Mas voltemos ao jogo. Dizia eu que Dwight foi o destaque do Orlando. E foi por tudo isso que eu citei e também porque tirou do combate dois dos brutamontes do Boston.

Primeiro, “sofreu” falta de Kendrick Perkins no final do primeiro tempo. Falta que não foi, o que motivou a ira do pivô do Celtics, que tomou a segunda técnica e foi expulso.

Já no segundo tempo, ao tentar uma bandeja com a canhota, aproveitou-se da ocasião e desceu maldosamente o cotovelo esquerdo no rosto de Glen “Baleinha” Davis. O pivô reserva do Boston acusou o golpe e foi a nocaute. Não voltou mais para a partida.

DH fez uso novamente de seus temidos cotovelos (no caso o esquerdo), cotovelos já batizados de “lethal weapon”. Uma vergonha a falta de coragem da arbitragem que não marca nada e, por isso, torna-se conivente com a selvageria do pivô do Orlando.

LIDE 2

Completando nosso lide, vamos ao outro lado da notícia: a noite não podia ter sido pior para o Boston.

Levou uma surra nos rebotes (43-26), pois não pôde contar o tempo todo com Perkins e Davis, dois de seus principais jogadores de jogo interior. Kevin Garnett, que poderia ter aparecido, não deu as caras.

Afinou diante da truculência de DH. Pegou apenas cinco rebotes e quando Howard batia o pé, KG sumia de perto.

Além disso, fez só dez pontos. Seu aproveitamento foi pífio: 5-14. Não bateu nenhum lance livre! O que mostra a sua falta de agressividade na partida.

Ray Allen foi outro que não agüentou o tranco: nove pontos. Sabe por que ele fez só nove pontos? Porque errou oito de seus 11 chutes.

Paul Pierce, que começou bem a partida (fez dez pontos no primeiro quarto), foi desabando aos poucos. Anotou mais seis no segundo, dois no terceiro e zerou no quarto derradeiro.

Cambaleou em quadra no final da partida.

Rajon Rondo foi outro que também deixou a desejar: errou seis de seus 11 lances livres. Esqueçam, pois, os 19 pontos por ele marcados; poderia ter ultrapassado as duas dezenas se tivesse um aproveitamento digno de um armador de NBA.

O destaque único do Boston fica por conta de Rasheed Wallace: 21 pontos (3-5 nas bolas de três) e a velha garra em quadra. Brigou muito com Howard; não afinou jamais.

Se pegou apenas dois rebotes, vamos dar um desconto para o pouco tempo em que permaneceu em quadra: 18 minutos.

CONCLUSÃO

Por tudo isso, a noite não podia ter sido melhor para o Orlando e pior para o Boston.

O próximo jogo da série será sexta-feira, no norte dos EUA, 21h30 de Brasília. Se o Boston não aproveitar seu último jogo em casa, poderá entrar para a história como o único time a ceder a vitória ao adversário depois de ter aberto 3-0 em uma série de playoff.

Não, não, deixe-me corrigir este último parágrafo: se o Boston não aproveitar seu último jogo em casa, o Orlando entrará para a história como o único time a reverter uma série de playoff depois de estar perdendo por 3-0.

Qual encerramento foi escolhe?

Não importa; o que importa é que se a série ficar 3-3, o Orlando liquida o Boston no sul dos EUA.

SUSPENSÃO?

A situação do Boston é complicada quanto ao seu “froncourt”.

Glen Davis foi nocauteado por Dwight Howard e não se sabe ainda se vai conseguir se recuperar para o jogo de sexta-feira.

Rasheed Wallace deixou a quadra machucado e também não se sabe ainda a extensão desta lesão.

E Kendrick Perkins poderá ser suspenso por um jogo por ter cometido sua sétima falta técnica nestes playoffs. A lei da NBA é clara: jogador que comete sete faltas desse tipo é automaticamente suspenso.

Mas acontece que a NBA analisa as penalidades em seu escritório em Nova York. Poderá anular uma delas, no caso, a segunda, pois a infração marcada não aconteceu, o que motivou a ira do jogador.

Mesmo irado, Perkins não mostrou-se petulante e/ou desrespeitoso em relação à arbitragem. Esbravejou no canto do quarto, pois deu as costas a Eddie Rush, o árbitro que anotou a violação.

Creio que a NBA deve anular esta segunda técnica, o que possibilitaria Perkins de entrar em quadra nesta sexta. Caso contrário, será muito complicado para o Celtics, pois ele é o único jogador do alviverde de Massachusetts em condições de brigar com Dwight Howard.

Sem Perkins, sem Davis e sem Rasheed, o que o Boston fará para conter DH?

Doc Rivers deverá instruir seus jogadores a fazer o “double team” em cima do pivô do Orlando. Mas ao fazer isso, os jogadores de fora ficarão livres. E se a mão estiver calibrada, o Magic vence o jogo com seus tiros longos. Se não for feita a marcação dupla em cima de Howard, ele, sozinho, vence a partida.

Portanto, sem os três grandalhões, o Boston compreenderá o sentido da expressão “cobertor curto”.

CANSAÇO

O tema volta a ser debatido: o Boston é um time envelhecido e, consequentemente, o peso da idade é outro importante adversário para o time nesta série decisiva diante do Orlando.

Como bem disse nosso parceiro Eduardo Agra na transmissão na ESPN, o pouco tempo de descanso entre um jogo e outro (um dia apenas) tem se refletido no jogo do Celtics.

A equipe cambaleou no final dos dois últimos confrontos, confrontos em que acabou sendo derrotado.

No primeiro deles, foi superado na prorrogação por 10-6 e cedeu a primeira vitória ao Orlando nesta decisão do Leste. Ontem, perdeu o último quarto por 29-17.

Adicione-se a isso, como bem lembrou o Agra, o fato de que o time mal dormiu de ontem para hoje, pois após a partida pegou o avião e voltou para casa.

Ah, mas tudo isso também vale para o Orlando. Vale, é certo que sim, mas o Magic não é um time envelhecido como o Celtics.

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  1. ORLANDO, UMA NOITE PARA SER ESQUECIDA
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segunda-feira, 17 de maio de 2010 NBA | 02:12

UM TIME DANADO DE BOM!

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Apesar da magnífica reação do Orlando no último quarto, esse Boston Celtics mostrou mais uma vez que é danado de bom. Quando a gente (gente, no caso, quer dizer eu) pensa que o time vai sentir o peso da idade, a perna pesada e a mente cansada, ele mostra que isso é bobagem e ganha do Orlando em plena Flórida por 92-88 e abre 1-0 na série decisiva da Conferência Leste.

Mostrou que o fato de ter descansado menos tempo que o Magic não fez a menor diferença. O time, como eu disse, é danado de bom.

Depois de uma série intensa contra o Cleveland, repousa apenas dois dias, pega o avião, desembarca no Sul dos EUA e ganha de uma equipe que tinha um retrospecto de 8-0 nestes playoffs. Ganha de um grupo que era (e ainda é) apontado por muitos como o melhor desta temporada pelo seu equilíbrio dentro de quadra e por ter um treinador que não joga para os holofotes, joga para o time.

Mas o Boston, como eu disse, é danado de bom. A camisa tem um peso enorme. Afinal, são 17 títulos da NBA ao longo de sua história; a franquia que mais vezes ganhou troféus. Mais do que o Lakers, o time mais regular da história da liga.

O jogo do Celtics beirou a perfeição. Só não foi perfeito porque no período derradeiro o time ficou 5:30 minutos sem pontuar. E ajudou, com isso, o Magic a fazer uma corrida de 30-18 nestes 12 minutos finais e dar uma emoção ao jogo que poucos esportes conseguem dar. E o basquete está entre eles.

A estratégia de Doc Rivers na marcação a Dwight Howard funcionou. Nada de “double team”; ou seja, marcação dupla. Kendrick Perkins, Glen Davis e Rasheed Wallace tomaram conta, sozinhos, um de cada vez, do atual Super-Homem da NBA.

Howard foi uma tragédia em quadra. Não conseguiu ser o “factor” do time neste primeiro jogo da final do Leste. Foram 13 pontos e um aproveitamento pífio para quem joga com o beiço grudado no aro: 3-10. Conta fácil de fazer, nem precisa de calculadora: 30% de aproveitamento. No confronto diante do Atlanta, quando jogou contra o “all-star” Al Horford e o georgiano Zaza Pachulia, DH teve uma média de exatos 21 pontos e um aproveitamento de 84.3% (27-32).

Some-se a isso o fato de que Howard cometeu sete erros no jogo de ontem. Muita coisa para quem se considera um “franchise player”.

Doc Rivers mostrou uma vez mais que não há necessidade de se dobrar na marcação frente a Dwight Howard. Jogador de recursos técnicos limitados, enfrenta sérias dificuldades quando encontra gente grande à sua frente. E foi o que ele encontrou ao tentar peitar Perkins, Davis e Sheed.

Mas para que o sucesso seja possível, a arbitragem tem que ser isenta. Não pode “proteger” Dwight. Tem que marcar o que tiver que ser marcado e engolir o apito quando nada houver.

E isso ocorreu neste domingo.

Além da marcação bem feita em cima de Dwight Howard, Ray Allen foi a bola da vez do quarteto fantástico do alviverde de Massachusetts. Allen deixou 25 pontos nas redes do Orlando, distribuídos da seguinte maneira: oito no primeiro quarto; quatro no segundo; seis no terceiro; e sete no quarto. Teve 50% de aproveitamento nos tiros com a bola em movimento (8-16) e 100% nos lances livres (7-7).

E apesar de seu 1m96 de altura, pegou sete rebotes. Foi o grande nome do Boston, que também agradece os trabalhos de Paul Pierce (Foto Getty Images, 22 pontos, nove rebotes e cinco assistências; 13 de seus pontos no terceiro quarto, quando o time abriu a vantagem que garantiu a vitória) e os 13 tentos que Sheed trouxe do banco.

Uma vitória e tanto, a quarta seguida do Celtics nestes playoffs; a terceira enfileirada fora de casa. E para quem gosta de números, lá vai: o Boston ganhou suas últimas sete séries de playoff quando venceu o primeiro jogo.

Sendo assim…

POBRE DO ORLANDO

Isso mesmo, se a história vingar uma vez mais, o time da Flórida vai para o espaço. Se não quiser entrar em órbita, terá de melhorar o aproveitamento nas bolas triplas. Neste combate frente ao Boston, a estatística mostra que a equipe acertou apenas 5-22 (22.7%). E a gente bem sabe que as bolas longas são uma das armas do time ao lado da intensidade do jogo de Dwight Howard.

Nem uma coisa e nem outra neste domingo diante do Boston. Isso explica bastante o revés caseiro.

MARRA

Doc Rivers, ao final do jogo, gravata frouxa, apenas de camisa e sem paletó, declarou aos jornalistas: “Com toda a franqueza eu afirmo que a gente só perde para nós mesmos. Acredito que a gente se encontrou novamente”.

Marra? Constatação pura?

Um pouco de cada coisa. O Boston não é imbatível, mas quando esse time ganha confiança, sai debaixo.

Experiente que é, Rivers leva o time (veterano) em banho-maria durante a fase de classificação. Claro que joga com intensidade; caso contrário, perde o contato com os ponteiros e corre risco de nem se classificar para os playoffs.

Mas a intensidade é relativa, pois Doc guarda toda munição para a hora certa: playoffs. É agora que conta, é agora que os jogadores gostam de jogar.

Eles acham a fase de classificação entediante. Já pediram para jogar menos, mas David Stern, o presidente da NBA, disse não.

Avery Johnson, ex-técnico do Dallas e hoje comentarista da ESPN, afirmou com todas as letras que a fase de classificação é “chata”. Time que se fia na “regular season”, entra no conto do vigário e se lasca nos playoffs.

Vocês sabem de quem eu falo, não é mesmo?

DEIXA PRA LÁ

Vamos falar um pouco mais do Orlando. J.J. Redick fez um ótimo último quarto. Marcou muito bem a Ray Allen — o que não é nada fácil. Vale o registro.

Os destaques do Orlando, no entanto, ficam para Vince Carter (23 pontos) e Jameer Nelson (20). Nelson merece registro pela pontuação e pelos rebotes apanhados (nove), mas merece um puxão de orelhas quanto a distribuição de jogo. Achei-o confuso e atabalhoado em boa parte da contenda. Prova disso é que deu apenas cinco passes que foram convertidos em cesta.

É certo que os companheiros não estavam com a mão calibrada, mas Jameer poderia ter caprichado um pouco mais na distribuição do jogo.

O Orlando deixou para trás uma série de 14 partidas sem ser derrotado. Conta, é claro, com partidas do final da fase de classificação. Havia 44 dias que o Magic não sabia o que era perder.

CURIOSIDADE

Doc Rivers tem residência em Orlando também, onde ele trabalhou como treinador. Tem residência em Orlando e em Boston. Sendo assim, dorme em casa em toda esta série, não importa se o jogo é fora ou em casa.

Carlos Boozer, ala de força do Utah, era um dos 17.461 espectadores que foram à Amway Arena. Ele, se você não sabe, será “free agent” ao final desta temporada. O que será que ele fazia em Orlando?

CALENDÁRIO

Amanhã ocorre o segundo jogo da série. Novamente em Orlando. É melhor o Magic tratar de ganhar. Caso contrário, poderia economizar tempo e dinheiro e nem embarcar para os jogos em Boston.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 NBA | 17:58

FATOS E RESULTADOS MARCANTES

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Marcus Camby (à esquerda) pegou nada menos que 25 rebotes

Marcus Camby (à esquerda) pegou nada menos que 25 rebotes

Alguns resultados e fatos marcaram a rodada de ontem da NBA e merecem destaque em nosso botequim. Vamos a eles.

O Cats voltou a atacar novamente. Congelou o Heat ontem à noite em Charlotte: 104-65! A maior vitória da história da franquia.

Foram 39 pontos de diferença, muito, mas poderia ter sido bem mais.

O time da Carolina do Norte fez como Fio Maravilha e “só não entrou com bola e tudo porque teve humildade”. Deu uma freada; sem sacanagem, poderia ter sido de 50 pontos.

Dos últimos dez jogos, o Cats venceu nove. Não perde há seis partidas.

É bem verdade que desses dez prélios, apenas três foram fora de casa. O desafio vem agora: dos próximos oito confrontos, sete serão no território do inimigo.

Vamos ver, então, como o time vai se comportar. Vamos ver se o Cats mostrará suas garras longe dos fãs.

Vamos ver se o time mantém-se na quinta posição quando desarrumar as malas. Sim, quinto lugar na conferência, pois, com a vitória, trocou de posição com o Miami.

Por falar no time da Flórida, chama a atenção o mau desempenho de Dwyane Wade nos lances livres. Na derrota de ontem, 50% de aproveitamento: 4-8.

No campeonato, tem um desempenho de 76.1%. Nos últimos três jogos, a performance é ainda inferior: 48%. Em números: 12-25.

O que se passa com D-Wade e com o Miami? Dos últimos dez jogos, 50% de aproveitamento: 5-5.

Se mantiver este ritmo, classifica-se, claro, mas pode ficar em posição ruim. E isso em playoffs é complicado.

Falei muito — e bem — do Miami aqui neste botequim. Sinto-me envergonhado neste momento.

Por falar em decepção, o que dizer do Boston? Perdeu os últimos três confrontos, dos recentes cinco, ganhou apenas um.

Picuinhas à parte, envolvendo Rasheed Wallace, Charlie Villanueva e a torcida do Pistons, o fato é que o Celtics tem atualmente um desempenho patético.

Como disse, enfileirou três derrotas, tendo perdido para equipes como Chicago (em casa) e Detroit (fora). O Pistons, todos sabemos (mas se você se esqueceu eu te lembro agora), ficou 13 jogos sem saborear uma vitória; mas é também verdade que dobrou quatro de seus últimos contendores.

Mesmo assim, é um time fora do G-8 do Leste — e isso é muito significativo em uma conferência onde, à exceção dos quatro primeiros, os demais são bem meia boca — embora o Charlotte, neste momento, jogue um basquete de encher os olhos.

Como pode o Boston perder para Chicago e Detroit? Ausência de Kevin Garnett? Não creio; KG faz falta, é verdade, mas faz falta em confrontos contra Cleveland, Orlando, Atlanta, Lakers, Dallas, Denver.

Contra Chicago e Detroit é obrigação vencer, mesmo sem KG. Ou o Boston não sonha com o título desta temporada?

Por falar em Bulls, nova derrota — e que novidade há nisso? — agora diante do Clippers: 104-97. Mas não é do Chicago que vou falar: falo de Marcus Camby, que pegou absurdos 25 rebotes.

O pivô angelino deu um couro em Joakim Noah, que ficou com dez a menos no duelo deste quesito.

Outro que brilhou e foi decisivo na vitória californiana foi o armador Baron Davis, que marcou 11 de seus 23 pontos nos últimos 3:52 minutos. O jogo ficou nas mãos de Davis e ele não negou fogo, como gosto de dizer.

Por falar em mão calibrada, o Chicago voltou a ter um desempenho pífio nas bolas de três pontos: 2-11 (18.2%).

Será que esses caras não treinam?

Finalmente, expressiva a vitória do Utah diante do San Antonio, em pleno Texas. O jogo ficou por conta do duelo entre Carlos Boozer e Tim Duncan.

Boozer deixou a quadra com 31 pontos e 13 rebotes; Timmy, com 14 pontos e dez rebotes. Foi, sem dúvida, a vitória da juventude sobre a experiência.

A irregularidade do Spurs chama a atenção. Depois de ter somado 12 vitórias em 15 prélios, vem agora de três derrotas em quatro contendas.

Assim, a arrancada rumo ao segundo posto da conferência ficou uma vez mais comprometida.

ESCLARECIMENTOS

Alguns parceiros deste botequim me criticaram por usar termos do futebol nos textos que escrevo. Como disse, o objetivo é dar um charme ao escrito.

O intuito é tentar fugir do lugar-comum. Assim como novos termos nos textos sobre o futebol dão uma oxigenada a eles, o oposto, creio eu, também é verdadeiro.

Quando falo (escrevo) com vocês, tenho em mente que devo fazê-lo da melhor maneira possível. Procuro sempre usar palavras não corriqueiras no sentido de melhorar o vocabulário de todos nós.

Pessoas que têm um vocabulário limitado têm dificuldades para se expressar.  Quem se expressa mal tem dificuldade para se relacionar. E quem se relaciona mal fica meio que à margem — e isso não é bom.

Então, ao contrário de muitos blogueiros que escrevem qualquer coisa e de qualquer jeito, sem o menor apuro, eu tenho um cuidado muito grande quando estou escrevendo.

Outra coisa que eu sempre procuro fazer nos meus textos é situar os times, as cidades e os Estados. Meu objetivo é levar conhecimento para a mesa do nosso botequim.

Quando cito o Milwaukee, cito também que ele é do Estado de Wisconsin. Quando falo do Sacramento, digo sempre que o time é da capital da Califórnia.

E por aí vai; este é o meu intuito.

Vi que alguns parceiros não gostaram quando usei a expressão artilheiro para falar de cestinha. Agora vocês sabem por quê.

Não vou arredar pé de jeito nenhum do meu estilo e nem do meu objetivo. Só peço tolerância aos que não gostam do estilo quando se depararem novamente com expressões desse tipo.

Notas relacionadas:

  1. RESULTADOS EMBLEMÁTICOS
  2. CONTUSÕES QUE MACHUCAM
  3. DE VOLTA AO PASSADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 19 de janeiro de 2010 NBA | 14:54

DE VOLTA AO PASSADO

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Leandrinho Barbosa recuperou a posição de titular no Phoenix. Ontem, na derrota do Suns para o Memphis, no Tennessee, por 125-118, o paulistano saiu jogando na vaga de Jason Richardson, que foi para o banco.

Canto esta bola há um tempão aqui neste botequim. Leandrinho é mais jogador que J-Rich; pelo menos é assim que eu vejo o jogo.

Leandrinho ficou em quadra exatos 23:50 minutos, ele que tem média de quase 20 por partida nesta temporada, mas que nos últimos prélios trabalhou bem menos do que isso.

Aliás, é bom que se diga, Barbosa já tinha atuado 24 minutos na derrota do Suns para o Charlotte. Agora, além do tempo, recuperou também a vaga entre os titulares.

No jogo de ontem ele anotou 14 pontos. Não esteve bem nos arremessos: 6-16 no geral. Pior ainda nos tiros de três: 2-10.

Normal, nada a se estranhar. Afinal, vinha sendo pouco aproveitado e, por isso mesmo, estava completamente descalibrado.

Aos poucos, com moral elevado e sabedor da titularidade e de que voltou aos planos do treinador, vai melhorar, com certeza, seu desempenho.

De volta ao passado, quando tudo era diferente e Leandrinho era um jogador premiadíssimo na mídia, nas quadras e na liga.

QUESTÃO

Fico me perguntando: por que Alvin Gentry, o treinador, tomou essa decisão? Teria sido uma determinação de Steve Kerr, o manager da equipe?

Pode ser; mas, realmente, não sei.

DEPENDÊNCIA

A gente fala muito nesse botequim sobre a Kobedependência, Lebrondependência, Melodependência, D-Wadependência. Enfim, como Lakers, Cleveland, Denver e Miami dependem desses atletas para se dar bem.Magic Lakers Basketball

E dependem mesmo. São craques e todo craque chama o jogo para si.

Porém (e sempre tem um porém, como dizia o finado Plínio Marcos), não é isso o que a gente tem visto nos últimos jogos do Lakers. Kobe não tem sido o cestinha do time.

Foi isso o que ocorreu em quatro dos últimos cinco jogos do time angelino. Ontem, na vitória sobre o Orlando por 98-92, o fato se deu uma vez mais.

Kobe deixou a quadra com modestos 11 pontos. O artilheiro do time na contenda que reviveu a final da temporada passada foi Shannon Brown (foto AP), que saiu do banco e fez 22 pontos.

À exceção do jogo passado, contra o Clippers, quando marcou 30 pontos, Kobe perdeu o status de goleador do Lakers para: 1) Lamar Odom (vitória sobre o Dallas por 100-95); 2) Andrew Bynum (derrota para o San Antonio por 105-85; 3) Shannon Brown (vitória sobre o Milwaukee por 95-77).

Como vemos, desses quatro jogos em que Bryant não foi o cestinha do time, o Lakers perdeu apenas um.

Então, qual a conclusão que a gente chega? Que o Lakers é hoje um time que aprendeu a jogar e olhar menos para Kobe Bryant?

Diria que é cedo para a gente chegar a essa conclusão. Vamos aguardar por mais partidas.

De todo o modo, chama a atenção.

SURPRESA

Belíssima vitória do Dallas sobre o Boston, em Massachusetts. O time texano virou atrás ao final do primeiro tempo: 50-41.

Voltou outro na etapa final. Fez uma corrida de 58-40, deu números finais à partida em 99-90 e impôs ao Celtics sua segunda derrota consecutiva dentro do TD Garden, a terceira nos últimos três prélios diante de seus fãs.

O Boston volta a cair no campeonato. Dos últimos seis jogos, perdeu quatro.

O Dallas, ao contrário, surpreende. Não pelos últimos resultados, mas por sua campanha nesta temporada.

Já disse aqui neste botequim, várias vezes, que não esperava tanto do tricolor texano.

Tricolor texano que vive intensamente uma Nowitzkidependência.

O alemão anotou ontem 37 pontos. Uma máquina de fazer pontos.

Mas a vitória veio também, é bom que se diga, por causa dos problemas com as faltas enfrentado por Rasheed Wallace, que vem substituindo o lesionado Kevin Garnett. Sheed ficou limitado a 35 minutos na partida de ontem.

Sorte do Dallas, azar do Boston.

Por tudo.

Notas relacionadas:

  1. DESCANSO MERECIDO
  2. LAKERS APROVEITA E VOLTA A LIDERAR A NBA
  3. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 27 de outubro de 2009 NBA | 09:20

PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA

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Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.

Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.

Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.

Quais vão se destacar neste campeonato?

Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.

LESTE

1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.

2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste

3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.

4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith.  O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.

5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.

6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.

7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.

8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.

PLAYOFFS

1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta

Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando

Final
Boston 4-3 Cleveland

Campeão = Boston

Kobe Bryant, o melhor jogador de basquete do mundo, é a esperança do Lakers na luta pelo bi

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato

OESTE

1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).

2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.

3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.

4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.

5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.

6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.

Warriors Clippers Basketball7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.

8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.

PLAYOFFS

 

1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah

Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio

Final
Lakers 4-2 Denver

Campeão = Lakers

CAMPEÃO

Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.

Conseguirá?

Creio que sim.

Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.

Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.

Pra cardíaco nenhum reclamar.

AUSÊNCIA

Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.

Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.

É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.

Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.

Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.

Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.

Espero estar errado.

NOITADA

A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.

Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.

Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.

Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.

Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.

Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?

Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.

Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.

Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.

CONCLUSÃO

Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.

O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.

E mais nada.

Notas relacionadas:

  1. O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR
  2. NOITADA DE GALA EM MIAMI
  3. GRANDE, MAS DESLEAL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 26 de outubro de 2009 NBA | 10:25

OS MELHORES, NA MINHA OPINIÃO

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A bola sobe pela primeira vez em jogos oficiais amanhã. Também amanhã falo de uma maneira mais abrangente sobre o campeonato.

Hoje, por sugestão do parceiro Luco, exponho a vocês minhas preferências individuais para esta temporada. Vamos a elas:

MVP = Dwight Howard (Orlando)

ROOKIE = Blake Griffin (Clippers)

DEFENSOR = Anderson Varejão (Cleveland)

RESERVA = Rasheed Wallace (Boston)

IMPROVED = Tyrus Thomas (Chicago)

TÉCNICO = Stan Van Gundy (Orlando)

Concordam?

Notas relacionadas:

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  2. KOBE E LAKERS PROVAM QUE SÃO MELHORES
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última