Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.
Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.
Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.
Quais vão se destacar neste campeonato?
Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.
LESTE
1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.
2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste
3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.
4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith. O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.
5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.
6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.
7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.
8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta
Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando
Final
Boston 4-3 Cleveland
Campeão = Boston

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato
OESTE
1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).
2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.
3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.
4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.
5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.
6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.
7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.
8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah
Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio
Final
Lakers 4-2 Denver
Campeão = Lakers
CAMPEÃO
Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.
Conseguirá?
Creio que sim.
Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.
Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.
Pra cardíaco nenhum reclamar.
AUSÊNCIA
Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.
Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.
É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.
Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.
Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.
Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.
Espero estar errado.
NOITADA
A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.
Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.
Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?
Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.
Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.
CONCLUSÃO
Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.
O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.
E mais nada.