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sexta-feira, 7 de novembro de 2008 NBA | 12:07

SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA

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Cinco pontos em 1.9 segundo. E sem lance livre na jogada. É possível isso para um jogador? Sim; em basquete, tudo é possível, especialmente quando se trata de NBA.

O final da prorrogação do jogo de ontem em Portland com certeza jamais sairá da memória dos 20.611 torcedores que estiveram no Rose Garden.

A partida estava empatada em 96 pontos, quando o armador Brandon Roy fez uma cesta a 1.9 segundo do final, colocando o Portland na frente em dois pontos. Yao Ming igualou a 0,8 segundo do fim e ainda teve um lance livre de bonificação. Acertou e deixou o placar em 99-98 para o Houston. Após o pedido de tempo, Roy recebeu o lateral do armador Steve Blake e arremessou imediatamente, atrás da linha dos três. Bingo! O cronômetro zerou com a bola no ar e o Portland venceu a partida por 101-99.

Só no basquete; só na NBA.

ATRÁS DA CORTINA

Brandon Roy (na foto acima celebrando) vinha fazendo uma partida discreta até aquele 1.9 segundo final da prorrogação. A 10.1 segundos para o encerramento do tempo normal, com o embate igualado em 90 pontos, ele foi desarmado infantilmente por Ron Artest e não conseguiu arremessar, levando o jogo para a prorrogação.

Até o histórico momento, seu desempenho era pífio: 4-16 nos arremessos de quadra e tinha acertado seus insignificantes quatro lances livres; pouco para a agressividade e qualidade de seu jogo. Encerrou o tempo normal com apenas 12 pontos.

Continuava apagado até aquele 1.9 segundo. Aí entrou em cena. Importante: poderia ter saído como vilão, porque foi dele a falta que se transformou no lance livre de bonificação para Yao colocar o Houston na frente em 99-98.

Mas a noite era de Brandon Roy. “Eu estava desapontadíssimo comigo mesmo depois de ter feito aquela falta”, disse ele, na entrevista coletiva. “Aí eu disse para Steve me dar a bola para eu compensar [a bobagem feita]”.

E compensou.

Só no basquete; só na NBA.

OITO E NÃO CINCO

Se formos considerar os três pontos do chinês Yao Ming, foram oito, e não cinco, os pontos marcados naquele 1.9 segundo derradeiro da prorrogação.

Só no basquete; só na NBA.

MOLECADA DA PESADA

O Portland é o segundo time mais jovem da NBA. Só fica atrás do Golden State. Tem um futuro imenso pela frente. E olha que Greg Oden ainda não começou a jogar pra valer.

Às voltas com seguidas contusões, ontem Oden ficou do lado de fora, atrás do banco de reservas, vendo o jogo. Deve ter tido comichões com o final da partida.

Embora os holofotes finais tenham se deitado pra cima de Roy, a atuação do ala/pivô LaMarcus Aldridge não pode passar batida. O moleque, 23, fez 27 pontos, apanhou nove rebotes e deu três tocos. Mas precisa melhorar o aproveitamento dos lances livres: 3-7.

LUSCO-FUSCO

Alguém, ao olhar o “boxscore”, pode dizer que à exceção da bola roubada de Brandon Roy nos segundos finais do tempo normal Ron Artest fez uma partida opaca. Afinal, está lá: nove pontos, três rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

Certo ou errado?

Analisar a atuação de Artest é um tanto complicado; mas é possível. Ele teve uma difícil missão pela frente, que foi a de marcar Roy, o principal jogador do Portland. Conseguiu durante o tempo normal. Os números do camisa 7 do Blazers já foram destacados acima. Mas no momento agudo da partida, Artest perdeu Roy de vista.

E deu no que deu.

Reprovado, pois.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard teve dificuldades no jogo de ontem do Orlando contra o Philadelphia. Sam Dalembert deu trabalho, especialmente nos rebotes. Howard estava com média de 14.5 rebotes por partida e ontem fisgou apenas oito. Pouco para alguém como ele.

Foi também a primeira vez no campeonato que Dwight pegou menos de dez rebotes. Sua média caiu para 13.2, para desapontamento dos 16.407 torcedores que foram à Amway Arena de Orlando, mas que vibraram com a vitória do time por 98-88.

Dalembert apanhou 14 rebotes, oito deles ofensivos. Interessante, bem interessante.

Diria que foi apenas um acidente de percurso; nada além disso.

A BELA E A FERA

O relógio pouco passava das 13h30 quando cheguei à arena do complexo do Olympic Green Tennis Centre. Os termômetros marcavam desanimadores 30 graus. Em meia hora, Elena Dementieva e Dinara Safina iriam decidir a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Lá estava eu. Cheguei relativamente cedo ao complexo tenístico. Por isso, peguei um bom lugar. Coloquei minha mochila na cadeira ao meu lado direito. À medida que o tempo foi passando, os lugares reservados para a imprensa foram sendo tomados. Até que sobrou apenas a cadeira onde minha mochila descansava.

Cerca de 15 minutos antes de a decisão começar, uma jornalista, procurando por um lugar, perguntou se o assento estava ocupado. Disse que não; e tirei a mochila, colocando-a perto dos meus pés.

Descobri, minutos depois, que ela era de Moscou. Mas não fazia jus à beleza singular das meninas da terra de Dostoiévski. Era feinha, coitadinha. Mas bom papo. Falava um inglês limpo, bem compreensível, ao contrário da maioria dos camaradas, que não consegue dobrar a língua do jeito certo para falar o idioma de Shakespeare.

Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela se Andrei Kirilenko, ala do Utah Jazz, tinha algum parentesco com Maria Kirilenko.

– Não, nenhum parentesco – ela respondeu.

Maria, se você não sabe, é uma das beldades russas do circuito profissional da WTA, a associação feminina da categoria. Nunca foi top 10; este ano, em julho passado, chegou ao 18º posto, sua melhor posição no ranking. Atualmente, está na 29ª colocação.

– Kirilenko é um sobrenome um tanto comum em meu país – completou a jornalista.

Eu não sabia, por isso perguntei. Sei lá, na minha cabeça, Andrei poderia ser irmão, primo, tio, qualquer coisa da Maria. Mas não é nada.

Algum tempo depois, comparando fotos dos dois, senti-me um tolo por ter feito a pergunta à jornalista russa. Não há como confrontá-los. As fotos abaixo comprovam isso. Seria como cotejar a bela com a fera; isso pra ser bonzinho com Andrei.

Maria e Andrei

RODADA CHEIA

Nada menos do que 13 partidas movimentam a rodada desta noite pela NBA. E quem tem o NBA League Pass escolhe o jogo. Quem não tem, vai assistir pela ESPN o encontro entre San Antonio e Miami, no Texas, a partir das 23h de Brasília. E quem não tem nem uma coisa e nem outra, eu recomendo acessar o site da StoogeTV para tentar linkar alguma partida. Este é de graça.

Como tenho a possibilidade de escolher o prélio, vou primeiro assistir a Cleveland x Indiana, pois quero ver Varejão em ação – desculpem a rima –, e em seguida vou atrás de outro brazuca, Nenê, que estará em quadra com o seu Denver. A partida do Colorado marcará também a estréia de Chancey Billups com a camisa do Nuggets no embate contra o Dallas.

Haja café!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 29 de outubro de 2008 NBA | 13:31

VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA

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Varejão tenta sair do toco de Kevin Garnett; brasileiro brilhou ontem (AP)

Vários foram os destaques da rodada de abertura da NBA.

Paul Pierce chorando ao receber o anel de campeão, Leon Powe fazendo a enterrada da noite na vitória do Boston sobre o Cleveland, Derrick Rose debutando em grande estilo no triunfo do Chicago sobre o Milwaukee marcando 11 pontos e dando nove assistências (recorde da rodada), ginásios lotados apesar da crise, LeBron James negando fogo ao final da partida errando uma tonelada de lances livres, Greg Oden (novamente) saindo machucado na derrota do Portland para o Lakers, Michael Reed sendo o cestinha da noite com 30 pontos, Kobe Bryant fazendo 23 pontos, 11 rebotes e cinco assistências, Tyrus Thomas anotando o outro “double-double” da noite com 15 pontos e 11 rebotes; enfim, tem mais, muito mais pra gente destacar.

Mas eu quero falar do Anderson Varejão. Fiquei impressionado com a atuação do brasileiro. Não só pelos números, nove pontos, nove rebotes e três desarmes. Gostei, principalmente, da postura dele em quadra. Da personalidade; da atitude.

Ganhou posição no ataque, defendeu bem, bloqueou (não confundir com toco) Kevin Garnett quando marcou-o – ou a qualquer outro –, posicionou-se bem ofensivamente e foi eficiente quando teve a bola. Arremessou quando teve chance, não se intimidando jamais, e brigou demais pelo rebote, fazendo lembrar Dennis Rodman. Foi premiado, porque quatro dos nove foram no ataque.

Varejão atuou 26:09 minutos. Foi gostoso ver o técnico Mike Brown dando moral e confiando no jogo do brazuca. Varejão, que já tinha atuado quase dez minutos no primeiro tempo, voltou ao jogo quando faltavam 4:27 minutos para o final do terceiro quarto; e não mais saiu.

Foram mais 16:27 minutos de muita intensidade e vibração. Ele é reserva; mas isso pouco importa. O que conta é o tempo de quadra e se você está no jogo quando ele está pegando fogo.

Assim foi, pois Varejão atuou mais do que Bem Wallace (19:03 minutos) e, como falei, quando a partida estava disputada, no pau, lá estava ele.

É preciso manter a regularidade. É claro que não dá para arrebentar todas as noites. Mas é preciso fazer ainda mais, muito mais do que fez ontem, para compensar os momentos ruins e, assim, na média, destacar-se.

Muito apostam no Cleveland na final da NBA – não é o meu caso. Mas isso pode acontecer, por que não? E se assim for, Varejão tem que aproveitar-se da situação e, ao contrário da final de 2007, ter mais intensidade e atitude.

Ele mostrou isso ontem. Como disse, fiquei impressionado.

Que hoje seja a vez do Leandrinho e do Nenê.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:55

NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA

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Leia também: Crise econômica mundial deixa NBA em alerta

O maior campeonato de basquete do planeta começa na noite desta terça-feira. Três jogos movimentam a rodada inicial: Boston x Cleveland, Chicago x Milwaukee e Lakers x Portland.

Infelizmente, nenhuma dessas três partidas será exibida ao vivo para o Brasil. A ESPN, que fará a transmissão dos jogos para o país, começa a mostrá-los a partir de amanhã, com o embate entre San Antonio e Phoenix, que na verdade será exibido na ESPN Brasil.

Ala/pivô do Cleveland, o brasileiro Anderson Varejão estará em ação logo mais. Os outros dois brazucas que atuam na mais rica, charmosa e importante liga de basquete do planeta estréiam nesta quarta: Nenê viaja com o seu Denver até Utah e pela tevê a gente poderá acompanhar Leandrinho jogando pelo Phoenix no Texas.

O Boston vai defender o título conquistado na temporada passada, como sabemos. E vem com força. Para isso, manteve seu triunvirato, com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, responsável pela ótima campanha que culminou num título que não vinha havia 22 temporadas.

Foi o 17º. da história da franquia, a que mais títulos conquistou na NBA. Em seguida vem o Lakers, com 14.

Por falar em Lakers, o time da Califórnia surge novamente como o grande rival do Boston nesta temporada. Se o Celtics tem sua trinca de ouro, o Lakers também a tem, com Kobe Bryant – o melhor jogador de basquete da atualidade em todo o mundo –, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A ausência de Bynum, nas finais contra o Celtics, na temporada passada, foi, sem dúvida alguma, importante na perda do título. Desta vez o Lakers espera que nenhum imprevisto venha atrapalhar seu projeto de ser novamente campeão, o que não acontece há seis temporadas.

O campeonato, no entanto, não ficará restrito a Boston e Lakers. Outras franquias entram para valer na competição buscando conquistar o título. Do lado do Leste, Cleveland, que tenta ser campeão pela primeira vez, e Detroit, que já ganhou três títulos, são fortes concorrentes, enquanto que no Oeste há um concorrente a mais: New Orleans – outro que ainda não sentiu o gostinho de ser campeão –, o bicampeão Houston e o tetra San Antonio.

LeBron é a grande esperança do Cleveland. É uma máquina de pontuar; foi o cestinha da temporada passada com uma média de exatos 30 pontos por partida. O Cavs manteve a base, o que também foi feito pelo Detroit, que não tem uma estrela como o Cleveland, mas conta um conjunto que poucas equipes na NBA têm. E uma defesa de dar inveja a qualquer rival.

É exatamente no conjunto que o New Orleans aposta, além da qualidade de seu armador Chris Paul – o melhor da NBA. David West e Tyson Chandler completam o triângulo de craques do time, que ainda ganhou o reforço do ala James Posey, campeão com o Celtics no campeonato passado, excelente arremessador de três nos momentos chaves, como Robert Horry fez com Lakers e San Antonio.

O Houston vem com o reforço do maluco do Ron Artest. Joga muito, mas pode ter uma recaída durante a temporada e, com isso, comprometer o trabalho. Se tiver com a cabeça boa, ao lado de Tracy McGrady, Luis Scola e Yao Ming com certeza fará do Rockets uma das forças deste campeonato.

O Spurs está envelhecido, é verdade, mas não dá para desprezar a força de Tim Duncan. Tony Parker rivaliza com Paul na primazia da armação das jogadas na NBA, enquanto que Manu Ginóbili, se tiver com o joelho zero bala, com certeza vai decidir muitas partidas em favor do time texano, como fez nos três títulos conquistados.

Zebras?

Do lado do Leste, o Orlando, que tenta chegar pela segunda vez a uma final e, agora, ganhar o título. Não que o time não tenha condições de ganhar a competição. Tem, mas são nanicas se comparadas com Boston, Cleveland e Detroit. De qualquer maneira, time que tem um jogador como o pivô Dwight Howard – seguramente o melhor da NBA – não pode ser encarado como carta fora do baralho de jeito nenhum. Além de Dwight, o Magic conta também com Rashard Lewis, um dos novos craques da liga, ótimo pontuador, o que ajuda tirar o peso em cima de Howard.

Vale destacar também o Miami, que tem um título de campeão. Dwyane Wade está em forma e animadíssimo com o ouro olímpico conquistado em Pequim. Terá a seu lado não apenas a força do ala/pivô Shawn Marion, mas também a companhia de Michael Beasley, o segundo escolhido no draft deste ano, que muitos apontam como provável “Rookie of the Year”.

Do lado do Oeste, o Utah pode ser a surpresa. Vale para o time de Salt Lake City o mesmo que eu disse para o Magic: não que o time não tenha condições de ganhar a competição, mas sua força é menor se comparada com Lakers, New Orleans e San Antonio. De todo o modo, a inteligência do técnico Jerry Sloan e a qualidade do armador Deron Williams aliada ao ala Carlos Boozer são importantes trunfos para o Jazz tentar vencer seu primeiro campeonato na NBA depois de duas tentativas fracassadas diante do Chicago de Michael Jordan.

Estas são as principais forças, a meu ver, para ganhar o título desta temporada.

Mas vamos ver como ficam os classificados em cada conferência. Na minha opinião – quero ver a de vocês também – ficará assim:

CONFERÊNCIA DO LESTE

1 – Boston*
2 – Cleveland*
3 – Detroit
4 – Miami
5 – Orlando*
6 – Philadelphia
7 – Chicago
8 – Washington

CONFERÊNCIA DO OESTE

1 – Lakers*
2 – New Orleans*
3 – Houston
4 – Utah*
5 – San Antonio
6 – Dallas
7 – Phoenix
8 – Portland

* campeão de divisão

Nos playoffs, ficaria assim:

LESTE
1ª. rodada
Boston elimina o Washington
Cleveland passa pelo Chicago
Detroit vence o Philadelphia
Orlando ganha do Miami

2ª. rodada
Boston elimina o Orlando
Cleveland passa pelo Detroit

Final da Conferência Leste
Boston ganha do Cleveland

OESTE
1ª. rodada
Lakers atropela o Portland
New Orleans faz o mesmo com o Phoenix
Idem para o Houston com o Dallas
Utah bate o San Antonio

2ª. rodada
Lakers elimina o Utah
New Orleans passa pelo Houston

Final da Conferência Oeste
Lakers ganha do New Orleans

FINAL DA NBA
Lakers vai à forra e vence o Boston em seis partidas

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NBA | 23:44

OS MELHORES EM CADA CATEGORIA

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O MVP é o troféu mais aguardado por todos que acompanham e vivem a NBA. Ano passado, Kobe Bryant levou-o para casa. Terá condições de reprisar?

Claro que sim; afinal de contas, além de ser o melhor jogador de basquete da atualidade, joga em uma equipe forte e com tradição. Mas terá concorrentes sérios pela frente.

Especialmente Chris Paul. O armador do New Orleans deu calor em Kobe no campeonato passado. Tem tudo para fazer o mesmo nesse. E tem tudo para ser o melhor jogador desta temporada.

LeBron James; este é outro que não podemos esquecer de jeito nenhum. O ala do Cavs amadurece a cada temporada, muito embora tenha ficado mais fominha com o passar do tempo. No começo, queria ter um “triple-double” de média, como Oscar Robertson fez na temporada 1961/62. Hoje, o negócio de LeBron é fazer cesta – e de todos os lugares da quadra. É fortíssimo candidato.

Kevin Garnett é outro que já ganhou o troféu de melhor jogador da NBA e que pode repetir a dose. Embora Paul Pierce seja um marqueteiro no melhor estilo Wanderley Luxemburgo, Garnett é o cara do Boston.

Pierce não pode ser desprezado de jeito nenhum. A gente viu o que ele aprontou nas finais do campeonato passado. Encenou uma contusão e jogou para a torcida, mas na quadra não negou fogo de jeito nenhum. Não deverá negá-lo nesta.

Minha previsão: Chris Paul será o MVP.

O melhor novato da temporada é outro galardão aguardado com ansiedade. Quem será o Kevin Durant desta vez?

Três são os nomes fortes: Derrick Rose, Michael Beasley e Greg Oden. Embora tenha sido recrutado na temporada passada, Oden não jogou nenhuma partida sequer, pois contundiu-se no tornozelo.

Este pode ser um ponto a favor do pivô do Portland: ele já está familiarizado com a NBA. Embora não tenha jogado, concentrou e viajou com o time em várias oportunidades. Além disso, é bom de bola.

Beasley tem a seu favor o fato de jogar em um time que conta com Dwyane Wade, o que ajuda – e muito. Wade chama a pressão adversária, desvia o foco dos demais e dá certa liberdade para seus companheiros brilharem. Beasley pode tirar proveito disso.

Rose, o primeiro draft desta temporada, será o responsável pela armação das jogadas de um time que procura sua identidade, perdida desde que Michael Jordan se aposentou. Para piorar, Vinnie Del Negro debuta como treinador, muito embora Dell Harris vá dirigir de fato o time.

Minha previsão: Greg Oden será o “Rookie of the Year”.

E o melhor treinador, quem será? Esqueçamos Phil Jackson, os norte-americanos não o levam a sério, apesar de seus nove títulos de campeão.

Com um currículo desses, ganhou o troféu de melhor treinador apenas uma vez, na temporada 1995/96. Seria o meu escolhido, pois acho que o Lakers fará a melhor campanha do Oeste e deverá ganhar a competição. Mas, como disse, esqueçamos Phil.

Quem ganhará então? Bem, o New Orleans voltará a brilhar. Byron Scott ganhou o troféu passado; pode repetir a dose.

Doc Rivers, do Boston, também agrada aos jornalistas norte-americanos. Com uma campanha regular com o Orlando foi eleito “Coach of the Year” na temporada 1999/00, imagine agora com o Boston! É outro candidato forte.

Mike Brown, do Cleveland, também entra na lista. O Cavs vai cintilar nesta competição, tenha certeza, pois LeBron vai arrebentar e Brown terá seus méritos.

Minha previsão: Mike Brown levará o troféu para casa.

O melhor reserva é também um prêmio aguardado; este, especialmente por nós, uma vez que Leandrinho já ganhou-o uma vez e pode repetir o feito nesta temporada. Mas tem um porém: Terry Porter, o novo treinador do Phoenix, já disse que tem intenção de colocá-lo como titular. Se isso acontecer, babau.

Manu Ginóbili foi o escolhido na temporada passada. Os norte-americanos valorizam demais – e não sem razão – o trabalho do argentino. Acontece que, na minha opinião, pelo tempo que Manu fica em quadra, ele não pode ser considerado um reserva.

Reserva são Jason Maxiell, do Detroit, e James Posey, agora no New Orleans. Anderson Varejão é outro reserva. Nenê não é mais. Mas chega de enrolar…

Minha previsão: James Posey ficará com o troféu desta vez.

Defesa é palavra que o basquete mais aprecia, certo? Então vamos falar dos candidatos ao troféu “Defensive Player of the Year”.

Quase sempre a honraria vai para um grandalhão. Foram poucas as vezes em que um baixinho levou o prêmio. Os norte-americanos se arrepiam mais com um toco do que com uma roubada de bola.

Só para se ter uma idéia, desde Michael Jordan, na temporada 1987/88, apenas Gary Payton (1995/96) e Ron Artest (2003/04) foram escolhidos como melhor defensor da liga. Os outros 18 troféus ficarão com gente que joga dentro do garrafão.

Então vamos pensar nos caras altos: Kevin Garnett (que levou o último prêmio), Dwight Howard e Marcus Camby.

Já falei aqui muito sobre Howard. Acho que ele está no esplendor de sua forma. Toma conta do garrafão como poucos. Nesta pre-season teve média de 3,14 tocos por jogo. Muita coisa.

Minha previsão: Dwight Howard leva o troféu pela primeira vez.

Finalmente, o Most Improved Player; o jogador que mais crescerá nesta temporada em relação à passada.

Aqui vai o que eu quero, e não o que acontecerá: Nenê fará uma temporada maravilhosa e deveria ser o escolhido. O são-carlense está maluco para provar a todos que ele tem valor – e nós sabemos que ele tem – e arrebentar em agradecimento a todo o apoio que teve durante a sua convalescença.

Quem ganhará de fato?

Minha previsão: Rajon Rondo fica com o laurel.

E o quinteto titular da próxima temporada? Se não acontecer nada, será este:

Chris Paul
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Garnett
Dwight Howard.

Deles, apenas Garnett não esteve em Pequim. Porque não quis.

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