Portland | Fábio Sormani - Part 2

Publicidade

Posts com a Tag Portland

domingo, 19 de abril de 2009 NBA | 11:30

A BATALHA DO ÁLAMO

Compartilhe: Twitter

Foi um confronto do calibre de Boston e Chicago. Emocionante do começo ao fim. E a rivalidade regional ajudou a apimentar o embate travado entre San Antonio e Dallas.

Mesmo jogando na cidade do Álamo e estando havia três anos sem vencer uma partida fora de casa em playoffs, o Mavericks foi grande; foi um gigante eu diria.

Mesmo sem Manu Ginobili, o Spurs é um time forte, raramente dobrado em seu AT&T Center. Mas não houve como suportar a avalanche tática e técnica do time verde e azul.

Os 105-97 foram absolutamente incontestáveis. O SAS fez de tudo para evitá-los, mas não houve como não se entregar à superioridade do Dallas.

A gente já falou algumas vezes aqui neste botequim como o Mavs sofreu durante a temporada regular com a ausência de Josh Howard (foto Reuters). A saúde do ala não está ainda intacta; mesmo assim, ele foi o maestro do time em quadra.

Foram 25 pontos. Nenhuma enormidade – mas o suficiente para dar um “refresco” para Dirk Nowitzki.

O alemão, desta vez, não precisou ficar feito um maluco em quadra tentando cestas daqui e dali à procura da vitória. Josh fez isso ontem.

Dirk terminou a peleja com 19 pontos – pouco para seus padrões. Mas, como disse, não havia por que se desgastar.

Josh estava lá.

Além disso, os reservas também não negaram fogo. 39 pontos vieram do banco do Dallas.

Do San Antonio? É melhor nem falar para a gente não corar de vergonha. De todo o modo, como aqui neste botequim a gente não esconde nada de ninguém, lá vai: 14 pontos foram produzidos pelos reservas do Spurs.

Pouco, não é mesmo? Muito pouco, corrijo.

Tim Duncan e Tony Parker, uma vez mais, tentaram encarar o adversário. Mas eles não conseguiram: Timmy deixou o jogo com 27 pontos e nove rebotes, enquanto que o francês anotou 24 pontos e oito assistências.

Fizeram a parte deles; o banco não fez.

Com uma produção baixa de seus reservas e enfrentando um time absolutamente equilibrado em quadra (além de Howard e Nowitzki, mais quatro jogadores tiveram duplo dígito na pontuação), não dava mesmo para vencer.

Vale para esta série o mesmo que eu disse sobre Boston e Chicago: foi apenas o primeiro jogo. Muita coisa ainda pode acontecer.

Mas foi um indicativo e tanto, vocês concordam?

LAVADA

Por essa, sinceramente, eu não esperava. Foi a segunda surpresa do dia.

A primeira foi a vitória do Chicago sobre o Boston, fora de casa; a segunda, o triunfo do Houston diante do Portland, no Oregon.

O triunfo coisa nenhuma, foi um massacre mesmo. O time texano não deu colher de chá em nenhum momento aos anfitriões.

E ao contrário de outras vezes o Portland não conseguiu fazer de seus torcedores o sexto jogador em quadra. Sabe por quê? Porque foi amplamente dominado durante toda a partida.

O Houston calou os fãs do Blazers.

Os 108-81 impactam quem apenas olha para o score, mas os que acompanharam o jogo não se surpreenderam. E podem chegar ao exagero de dizer: foi pouco.

O Rockets fez uma corrida inicial de 11-2 e jamais perdeu o controle da partida. Yao Ming (foto AP), o chinês injustiçado por muitos deste botequim, fez nove desses 11 pontos e esteve com a mão calibrada.

Há como contestar 100% de aproveitamento? Há?, eu pergunto novamente.

Yao encestou todos os seus nove arremessos (nenhum de três, obviamente) e embiroscou a meia dúzia de lances livres cobrados. Além dos 24 pontos, confiscou nove dos 44 rebotes que o Houston apanhou e deu dois tocos.

Um gigante – no tamanho e no jogo.

Por falar nos ressaltos, vejam o placar final: 44-30 para o Houston.

Sabe quantos rebotes LaMarcus Aldridge pegou? Três. Foi amplamente dominado por Luis Scola, mais uma vez com um basquete de muita qualidade: oito rebotes e 19 pontos, 12 a mais que LaMarcus.

Pergunta que não quer se calar: será que John Paxson não acertou na troca? Afinal de contas, não é nos playoffs que a gente separa os meninos dos homens?

NORMALIDADE

Não teve nem graça – como não vai ter mesmo.

O Cleveland venceu o Detroit por 102-84 e poupou-se claramente em quadra. Se jogasse com o pé no acelerador o tempo todo teria humilhado ainda mais o Pistons.

A diferença é muito grande.

LeBron James (foto AP) fez novamente um grande jogo. Levou os adversários à loucura.

“A gente teve que procurar LeBron o tempo todo”, disse Rip Hamilton depois da partida. “Temos que encontrar um jeito de contê-lo”.

Como? Boa pergunta. O problema é que o Detroit não tem resposta para essa questão.

Tayshaun Prince, ótimo defensor, não tem força física para marcar LeBron. Alguém mais? Não, ninguém mais.

Ou seja: não há medicamento eficaz na sacola de remédios do Pistons capaz de aniquilar os males que o futuro MVP desta temporada vai impor ao time da cidade do automóvel.

Em tempo: King James fez 38 pontos, oito rebotes e sete assistências.

E digo mais: se LBJ jogar no seu limite, fará um duo de “triple-doubles” nesta série – faltam ainda mais três jogos para ela se encerrar (querem apostar?). Mas, por outro lado, não há motivo para isso.

Desgastar-se pra quê? O difícil está por vir: as finais da conferência e da NBA.

Anderson Varejão? Discreto: seis pontos, quatro rebotes e dois tocos.

COMPREENSÃO

Peço compreensão a vocês, parceiros deste botequim. Não dá para eu responder, neste momento a todas as manifestações de vocês.

Com o campeonato pegando fogo e eu tendo que assistir a jogos e mais jogos, desdobro-me com outro trabalho, este na Rádio Jovem Pan. Vou atender apenas às solicitações mais emergenciais.

Mas tenham certeza: leio todas as mensagens – como sempre faço.

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. PÉSSIMO EXEMPLO
  3. A HORA DO PALPITE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de abril de 2009 NBA | 11:36

A HORA DO PALPITE

Compartilhe: Twitter

Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?

Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.

Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.

Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.

CLEVELAND x DETROIT

O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.

Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.

Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.

Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.

Impossível.

Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.

Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.

Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.

E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.

Previsão: Cleveland 4-0.

BOSTON x CHICAGO

Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.

O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.

Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.

Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?

Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.

Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?

Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.

De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?

Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.

Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.

É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.

Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.

ORLANDO x PHILADELPHIA

O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.

Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.

É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.

Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.

E rapidamente.

Previsão: Orlando 4-1.

ATLANTA x MIAMI

Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).

O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.

Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.

Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.

Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.

Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.

D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.

Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.

Previsão: Atlanta 4-3.

OESTE

Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.

O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.

Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.

Os outros dois serão mais curtos.

LAKERS x UTAH

Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.

E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.

Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.

Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.

O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.

E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.

Previsão: Lakers 4-0.

DENVER x NEW ORLEANS

O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).

É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.

É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…

Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.

O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.

Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.

George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.

Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.

J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.

Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.

Previsão: Denver 4-2.

SAN ANTONIO x DALLAS

Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.

Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.

Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.

Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?

Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.

Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.

Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.

Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.

Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.

Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.

Previsão: Dallas 4-3.

PORTLAND x HOUSTON

O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.

Mas…

O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.

Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.

Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.

Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.

Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.

Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.

Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.

Previsão: Portland 4-3.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. CONTUSÃO FORA DE HORA
  3. DESTEMPERO FORA DE HORA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 14 de abril de 2009 NBA | 13:58

NOITE DE RECORDES EM DENVER

Compartilhe: Twitter

JR SmithFoi uma noite de emoções ontem em Denver. E de recordes.

O Nuggets conquistou o título da Divisão Noroeste ao bater o Sacramento por 118-98. Com isso, garantiu a vantagem de quadra na primeira rodada dos playoffs, fato que não ocorria desde 1988; há 21 anos, portanto.

A vitória de número 54 na temporada igualou o recorde da franquia em uma fase de classificação. A anterior pertencia ao campeonato de 1975/76.

Esse time poderá entrar para a história se amanhã à noite bater o Portland, no Oregon. Acho difícil, mas não é impossível

J. R. Smith (à esquerda, foto Getty Images) também fez a festa dos 15.823 torcedores que estiveram no Pepsi Center. O ala anotou 45 pontos, mas o legal foram as 11 bolas de três que ele acertou na meia hora em que ficou em quadra: recorde da franquia.

E quase igualou o da NBA, pertencente a Kobe Bryant e Donyell Marshall, que encestaram 12 bolas de três em uma partida. Por isso, depois do jogo, Smith declarou. lastimoso: “Doze teria sido melhor”.

Poderia ter igualado o feito dos dois outros atletas. Teve a bola nas mãos a seis segundos do final da partida, mas deixou o tempo se esgotar.

“Se soubesse disso, eu teria feito o arremesso”, afirmou, igualmente lastimoso, depois do jogo.

Os 45 pontos de J. R. foram também a melhor marca de um reserva na história do Denver.

Portanto, não há o que lamentar. Qualquer manifestação neste sentido soa como reclamar com a barriga cheia.

VICE

A briga do Denver, agora, é para garantir a vice-liderança na Conferência Oeste. Se vencer o Blazers, independe de outros resultados.

O Houston, seu único perseguidor, vai a Dallas enfrentar o Mavericks. Se ganhar e o Nuggets for dobrado, fica em segundo porque vence no quesito confronto direto.

O San Antonio também tem 28 derrotas. Mas perde no confronto para o Denver.

PERCENTUAL

Nenê (abaixo, foto Getty Images) fez 13 pontos e pegou cinco rebotes. Se foi bem na pontuação, desta vez ficou abaixo de sua média nos ressaltos.

Mas não é isso o que chama a atenção. O que salta aos olhos é o baixo aproveitamento do são-carlense nos arremessos.

Ontem, acertou apenas cinco de seus 11 arremessos. Percentual de acerto: 45.4%. Nos últimos três jogos, ele marcou 14-27 (51.8%).

Pra quem não se lembra, Nenê liderou o fundamento em boa parte da competição. Foi ultrapassado por Shaquille O´Neal, mas posiciona-se bem, em segundo, com desempenho de 60.4% de acerto nos tiros.

ROY

Com uma atuação de gala do armador Derrick Rose, o Chicago fez uma reviravolta sensacional ontem à noite em Detroit e bateu o Pistons por 91-88. Rose, que deve ser eleito o melhor “rookie” desta temporada, anotou 24 pontos, deu oito assistências e apanhou cinco rebotes.

Mas seu desempenho “down the strecht” chamou a atenção dos 22.076 torcedores que estiveram no Palácio de Auburn Hills. O Bulls, que perdia a partida por 85-79 a 5:31 minutos do final, fez uma corrida de 12-3 e liquidou o jogo.

Dessa dúzia de tentos, o armador do Chicago cravou nada menos do que dez!

O momento mais emocionante ocorreu a 42 segundos da buzinada final quando, em um contra-ataque, encestou uma bandeja na fuça de Rasheed Wallace que, comportando-se como um principiante, fez falta e possibilitou um ataque de três pontos, pois Derrick derrubou a bola da linha fatal.

O jogo, naquele momento, ficou igual em 88 pontos.

Não bastasse isso, no ataque do Detroit, ele deu um toco em Rodney Stuckey e no contra-ataque o Bulls pulou na frente em 90-88. Achou pouco? Pois não, tem mais.

O Detroit voltou ao ataque tentando empatar. Sheed mandou uma pelota tripla que triscou no aro; Antonio McDyess pegou o rebote e arremessou – errou também. E sabe quem pegou o ressalto? Sim, ele mesmo: Derrick Rose.

Sofreu falta de Tayshaun Prince, foi para a linha do lance livre, derrubou apenas um, mas como faltavam apenas dois segundos para o final da partida, o rebote pego por Sheed de nada adiantou.

SEXTO

Derrick Rose e Ben GordonCom a vitória, penso que o Chicago acabará na sexta colocação no Leste. Tem tudo para bater o Toronto, em casa, amanhã à noite.

O Bulls não é dobrado em seu United Center há seis jogos. Dos últimos 14, venceu 13.

E com a empolgação que tomou conta da cidade dos ventos, o templo onde Michael Jordan tornou-se deus deverá estar lotado.

Mesmo que vença, vai precisar de um tropeço do Philadelphia.

O Sixers pega hoje o Boston, em casa, e amanhã visita o Cleveland, que precisa deste triunfo para igualar o melhor recorde caseiro na história da NBA, pertencente ao Boston, que anotou 40-1 na temporada 1985/86.

O Cavs tem 39-1.

Tudo conspira a favor do Chicago, como se vê. E terminando em sexto, como vimos, vai enfrentar o Orlando, que ontem perdeu mais uma: 98-80 diante do Milwaukee.

Mas, é bom colocar um asterisco nesta vitória do Bucks: Dwight Howard não entrou em quadra, poupado que foi por causa de dores no joelho esquerdo.

Nem ele e nem Rashard Lewis, também lesionado.

Sem os dois, não dá para exigir mesmo muita coisa do Orlando.

A dupla estará de volta nos playoffs. Mesmo assim, não é proibido sonhar.

Nem para Chicago e nem para o Philadelphia, que depende apenas de suas forças para acabar na sexta colocação.

Notas relacionadas:

  1. SOZINHO, DUNCAN NÃO FOI PÁREO PARA O DENVER
  2. DENVER VENCE E FRUSTA SAN ANTONIO
  3. DENVER E LAKERS, EM PAZ COM A VITÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de março de 2009 NBA | 12:32

FORA DE SINTONIA

Compartilhe: Twitter

De fato o Lakers, neste momento, não dá pinta de que pode ganhar o título.

Eu sei, eu sei que quando o playoff começar, tudo muda. É a velha história de separar os homens dos meninos. E o Lakers já mostrou que é homem pra burro.

Sua história comprova isso.

A motivação na fase decisiva é outra, claro, e, consequentemente, o desempenho tende a crescer, pois o nível das partidas é elevado. A pressão nos jogadores aumenta; vem da torcida, da mídia, da comissão técnica e deles mesmos. E só os mais fortes sobrevivem a ela.

E o Lakers está acostumado a este cenário. Sua história comprova isso.

Não acredito que o grupo perdeu a motivação com o primeiro lugar garantido no Oeste. Afinal, o Lakers não teria que estar determinado neste momento para buscar o primeiro lugar na classificação geral do campeonato?

Sim, pois com ela a franquia terá a vantagem de jogar mais vezes em casa em todas as fases do playoff – inclusive na decisão do título. E então, por que esta apatia toda?

Ontem a história se repetiu diante do Golden State. O time, todavia, conseguiu evitar a derrota – o que não foi possível diante do Philadelphia.

Com uma marcação frágil no segundo tempo, os amarelinhos permitiram duas corridas ao Warriors e por pouco não perderam o jogo.

A primeira delas foi quase que ao final do terceiro período, que começou apertado, fruto do mau desempenho do Lakers no primeiro tempo, que terminou com a vantagem de apenas um ponto para os anfitriões: 52-51.

A bem da verdade, os angelinos fizeram primeiro uma corrida de 25-8 e abriram 18 pontos com uma cesta de três de Derek Fisher, que levou o marcador a 77-59 a 3:33 minutos do final.

Foi então que veio a primeira corrida do pessoal de Frisco. O Warriors marcou 12-0 em 2:08 minutos e cortou a diferença para 77-71.

O Lakers se recuperou e fechou o quarto em 82-73.

Voltou a abrir uma boa diferença e pulou com folga à frente em 16 pontos. Sasha Vujacic acertou os dois primeiros lances livres batidos pelo time no segundo tempo e jogou a vantagem para 95-79, isso a 7:43 minutos para o final da peleja.

Com uma marcação frágil, novamente o Lakers permitiu ao rival do norte tirar a diferença.

O Golden State fez a segunda corrida mencionada, que encurtou a vantagem dos caseiros para apenas três pontos. Stephen Jackson fez uma bandeja colocando o placar em 105-102 para o Los Angeles, a 2:39 minutos do buzinaço final.

O Lakers só não foi surpreendido novamente porque o GSW não soube tirar proveito da vantagem psicológica que tinha naquele momento – assim como ocorreu ao final dos terceiro quarto.

Sorte do pessoal da terra do cinema que o adversário é fraco e ainda por cima jogou desfalcado. Andris Biedrins, machucado, e Jamal Crawford, por decisão do técnico Don Nelson, ficaram de fora.

Fosse alguém mais competente e o Lakers teria perdido novamente. Por isso o jogo acabou em 114-106 para os angelinos.

CORREÇÕES

Ou correção?

Diria no singular. O principal problema do Lakers, neste momento, é sua falta de concentração.

Ela gera apatia, que produz erros.

Trevor Ariza foi um desastre – apesar de sua cesta de três ao final do jogo, que aumentou a diferença de três para seis pontos (110-104).

De resto foi um horror.

Mas Kobe Bryant (foto AP) foi imbatível. Cometeu cinco erros e acertou apenas nove de seus 25 arremessos.

Um desastre.

EMOÇÃO

A gente pode falar isso e aquilo do Lakers, mas ninguém pode dizer que não há emoção em seus jogos. Longe disso.

Ao contrário dos outros times grandes, que quando abrem uma boa vantagem tornam a partida um “jogo-treino”, o Lakers sai de sintonia e possibilita ao adversário entrar em sintonia novamente.

Não dá para desligar o computador quando o time abre 20 pontos, por exemplo, no último quarto.

Não é garantia de nada.

O cara pode ir dormir certo de que o time ganhou e no dia seguinte descobre que ele perdeu.

DIFERENÇA

O Cleveland precisou de uma prorrogação para construir sua 31ª. vitória dentro de casa. Mas foi diante do Portland, uma das forças desta competição: 97-92.

Justificado o tempo extra, portanto.

O jogo foi sensacional, como sensacional é a bola de Brandon Roy.

O ala/armador do Blazers parece um veterano, quando, na verdade, está apenas em sua terceira temporada na NBA. Dificilmente se equivoca nos momentos de pressão.

Ao contrário, torce para que eles surjam o tempo todo. Parece ser a fonte de energia que o jogador precisa para aumentar seu nível de jogo.

Como LeBron James ((foto AP ao lado de Roy).

LBJ fez seu sétimo “triple-double” na temporada – este, é verdade, com o auxílio da prorrogação – ou o 24º. de sua carreira. Foi um gigante em quadra.

26 pontos, 11 rebotes (todos defensivos) e 10 assistências.

Roy fez 24 pontos e acertou todos os 11 lances livres cobrados. Deu ainda sete assistências e apanhou igual número de rebotes.

O Cavs venceu ontem sua sétima partida consecutiva. Da última dúzia de confrontos, perdeu apenas um.

Do jeito que joga, sempre focado, dificilmente entregará novamente ao Lakers a vantagem na classificação geral. Até porque, se um tropeço ocorrer, a chance de o oponente também tropicar é muito maior.

Penso que o Cleveland fechará a fase de classificação em primeiro lugar. E, com isso, terá todas as vantagens possíveis e imagináveis quando o playoff chegar.

(Varejão terminou a partida com oito pontos e nove rebotes)

Notas relacionadas:

  1. BYNUM PODE FICAR DE FORA ATÉ OS PLAYOFFS
  2. PÉSSIMO EXEMPLO
  3. CONTUSÃO FORA DE HORA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de março de 2009 NBA | 11:15

PÉSSIMO EXEMPLO

Compartilhe: Twitter

A NBA deixou bem claro que o pau pode comer nas 30 arenas entre os jogadores que nada irá acontecer aos briguentos. A não ser uma expulsão aqui e outra ali.

Suspensão?

Pra quê?

Claro que não.

O recado aos jogadores foi dado ontem depois que Stu Jackson, um dos vice-presidentes da liga e responsável pelo julgamento dos atletas, analisou as cenas da irresponsável jogada de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez. Segundo avaliação de Jackson, a expulsão do ala do Lakers do jogo foi suficiente.

Dá pra acreditar?

SUSPENSÃO

Quem pagou o pato nessa história foi o ala/pivô Lamar Odom (foto AP). Ele contrariou o regulamento da competição que impede qualquer jogador sair do banco de reservas durante uma briga.

E no jogo de segunda-feira, durante a confusão provocada pela violência de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez, Lamar deixou a área dos reservas para bater boca com Brandon Roy.

Pelo gesto, foi punido por Stu Jackson com uma partida de suspensão sem direito a pagamento, o que deu o valor de US$ 104 mil. Não vai enfrentar o Houston esta noite no Toyota Center.

Mitch Kupchak, GM do Lakers, disse: “Nós estamos frustrados com o que aconteceu e com as regras da liga”.

Pergunto: o que ele quis dizer com isso? Que está desapontado com a punição a Lamar ou a não punição a Ariza?

RESUMO

Juro que eu não consigo entender a mensagem que a NBA passa nesse caso. Quer dizer que um cara que coloca em perigo a vida – isso mesmo, a vida – de um adversário não é punido; quem bate boca é castigado?

Tem lógica?

Se tiver, eu não consigo enxergá-la.

PROBLEMAS

O Lakers terá sérios problemas no jogo desta noite com a ausência de Lamar Odom. O time, como sabemos, está sem Andrew Bynum, lesionado no joelho. Odom saiu do banco para resolver esse problema.

E está resolvendo bem.

Sem ele, especula-se que Phil Jackson vai recorrer a Josh Powell. Eu não faria isso; eu colocaria DJ Mbenga no lugar de Lamar e empurraria Pau Gasol para a sua real posição, ala/pivô.

Até porque o Houston tem no pivô Yao Ming, jogador de 2m27, uma de suas principais peças.

Mbenga tem jogado bem saindo do banco de reservas. Mas, é verdade, quase sempre entrou em quadra com a partida resolvida. E é um jogador da posição.

Além disso, com Powell, Gasol ficará no pivô. O espanhol tem 2m13 de altura e pesa 113 quilos. O congolês tem a mesma altura, mas tem dois quilos a mais de força.

Penso que no corpo-a-corpo Mbenga seria um problema maior para Yao do que Gasol.

Mas o basquete é dinâmico, possibilita substituições infinitas, e a qualquer momento. Mesmo que saia com Powell, se não estiver dando certo, P-Jax pode trocar quando desejar.

O Lakers que se cuide, pois a chance de se complicar esta noite é grande demais. Até porque o Houston vem jogando muito bem sem Tracy McGrady, que era uma espécie de estorvo para o técnico Rick Adelman, que tinha de utilizá-lo por ser a estrela da companhia.

Agora sem ele, Adelman encontrou em Shane Battier e Ron Artes a dupla ideal. Os dois, como disse ontem, são excelentes marcadores.

Artest, ainda contribui com quase 17 pontos por partida. Battier é bem mais econômico nos pontos – quase sete por jogo –, mas compensa esta fragilidade ofensiva, como disse, com uma defesa muitas vezes impecável.

E logo mais à noite (21h30 de Brasília, com transmissão ao vivo pela ESPN), Battier terá a missão de seguir os passos de Kobe Bryant.

ESCRITA

Enquanto o Lakers não vence fora de Los Angeles há três partidas, o Houston ganhou 11 de seus 13 jogos desde que Tracy McGrady deixou o time.

T-Mac, como se sabe, não jogará mais esta temporada por causa de uma cirurgia no joelho.

VIRADA

O Cleveland fez uma virada sensacional ontem à noite em Los Angeles. Chegou a ficar atrás no marcador em 19 pontos, mas ao final de 48 minutos de bola em jogo bateu o Clippers por 87-83.

Foi o segundo time nesta temporada a alcançar a marca de 50 vitórias – o outro foi o Lakers.

Se Dwyane Wade deu um show particular na vitória do Miami diante do Chicago, segunda-feira, ao anotar 48 pontos – mas com duas prorrogações, é bom que se diga –, ontem LeBron James não ficou atrás.

LBJ anotou seu quinto “triple-double” da temporada, o 22º. de sua carreira, ao estabelecer 32 pontos, 13 rebotes e 11 assistências.

King James foi fantástico, mas a bola de três que Mo Williams derrubou a 6.6 segundos do final e que colocou o Cavs na frente em 85-83, foi fundamental para a vitória do time de Ohio.

Williams cresce no momento certo da competição. Tem se mostrado um tormento para defesas adversárias especialmente com seus tiros longos.

O resultado disso, como já falei aqui em nosso botequim, é que a marcação afrouxa em cima de LeBron. Claro, pois se houver a dobra em cima de LBJ, alguém fica livre; e com uma troca de bola e movimentação eficientes, ela acaba nas mãos de Williams, livre de marcação para seu arremesso mortal.

GOSTEI

Anderson Varejão (foto Reuters) voltou a jogar bem. Deixou o parquete tricolor de Los Angeles com oito pontos e dez rebotes.

À sua maneira, vem ajudando – e muito – o Cavs no jogo interior da equipe. Sem falar no contágio positivo em cima dos companheiros.

O contrato do capixaba com a franquia mostra que ele pode optar pela permanência ou não em Cleveland na próxima temporada. Tenho certeza absoluta que o Cleveland vai fazer de tudo para não perdê-lo.

E isso significa abrir os cofres.

OBRIGADO

Quem agradece é o Denver.

O Phoenix voltou a perder. O quinto revés consecutivo aconteceu ontem, em casa, diante do Dallas, num confronto mais do que direto; diretíssimo.

Sim, pois, com a vitória do Mavericks por 122-117, o Suns fica agora cinco derrotas não apenas atrás do time texano, mas também do colorado: 30-25.

Dá, praticamente, adeus aos playoffs desta temporada.

Com isso, o Denver pode continuar errando e jogando a bolinha de sempre que vai chegar à fase decisiva da competição.

Dirk Nowitzki foi novamente o “factor” do Dallas. O alemão não mostrou um desempenho exemplar nos arremessos (13-27), mas no momento decisivo da partida ele praticamente não errou.

Fez 34 pontos e ainda por cima pegou 13 rebotes. É bonito ver Nowitzki jogar, especialmente quando ele faz o “fade-away jump”. Quase sempre a bola cai.

O alemão, além de ter um tiro quase que certeiro, vale-se muito de sua mobilidade no momento do arremesso. É difícil encontrar um ala/pivô com essa facilidade, especialmente nas bolas longas.

O Denver, como disse acima, agradece.

“Danke”!

(Leandrinho Barbosa fez 18 pontos e roubou duas bolas)

FIM

O San Antonio colocou um ponto final na série de seis partidas invictas do Charlotte. Os texanos foram impiedosos com a franquia em crescimento e venceram por 100-86.

Não dava mesmo para o Cats esperar outra coisa, pois nos nove confrontos anteriores o Spurs havia vencido oito deles.

A vitória foi muito importante para o San Antonio em termos de classificação dentro da Conferência Oeste. Com ela, a franquia permanece com três derrotas a menos que Houston, Utah, Portland e New Orleans, seus mais diretos perseguidores.

E confirma a boa fase do time de Gregg Popovich, que venceu seus últimos três jogos e nove das passadas dez partidas.

Tim Duncan (18 pontos e 11 rebotes) e Tony Parker (21 pontos e sete assistências) voltaram a luzir em quadra – como quase sempre acontece. Normal, portanto.

Gostaria, no entanto, de enfatizar a atuação de Roger Mason Jr (foto AP). Substituindo Manu Ginobili, o rejeitado jogador (passou por Chicago, Toronto e Washington) anotou 21 pontos. Seu desempenho nos arremessos foi muito bom: 8-16; 5-8 nas bolas de três.

Sempre que o time está apurado ofensivamente, lá vem Mason para resolver os problemas.

Será de extrema utilidade quando os playoffs chegarem e “El Narigón” estiver em forma novamente.

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  3. UM ARGENTINO QUE VALE O QUE PESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 23 de dezembro de 2008 NBA | 14:26

DENVER E LAKERS, EM PAZ COM A VITÓRIA

Compartilhe: Twitter

Os dois times fizeram as pazes com a vitória. Mas a vida do Lakers foi mais difícil; o Denver respirou melhor.

Os amarelinhos de Los Angeles, não ganhavam havia duas partidas; os alvicelestes do colorado jejuavam havia três.

A mídia de Los Angeles, nesta terça-feira, exalta a defesa do Lakers. Diz que finalmente o time ganhou (105-96, foto AFP de Kobe Bryant dando uma enterrada) graças a ela, que ela ditou o ritmo do jogo etc. e tal.

Peraí!, não estou entendendo nada!

O time tomou 57 pontos do frágil Memphis no primeiro tempo. Isso mesmo, no primeiro tempo. Mas o que fica na cabeça de todos é o desempenho do segundo tempo, quando o Lakers permitiu ao Grizzlies 39 pontos.

A última impressão é a que fica – não para mim.

A equipe voltou a demonstrar a mesma ciclotimia que tanto tem atrapalhado a vida do atual vice-campeão da NBA.

Foi assim contra o New York, há uma semana, no Staples Center. No tempo inicial o time sofreu 65 pontos; no derradeiro, melhorou. Fez uma defesa mais agressiva e restringiu o percentual de aproveitamento do Knicks, que marcou 49.

Esta falta de equilíbrio tem sido o maior competidor do Lakers.

O próprio Derek Fisher, ao final da partida, declarou: “Penso que nossa defesa foi realmente ativa no segundo tempo. Esteve trancada”.

Isso mesmo, no segundo tempo, porque no primeiro…

Lamar Odom viajou ao dizer que o time mostra progressos defensivos. “Esta noite [ontem] foi assim”, disse Lamar.

Foi nada; é inadmissível conceder 57 pontos para o Memphis, mesmo no Ford Center do Tennessee.

MELHOR

O Denver, ele sim, mostrou como é que se joga defensivamente. Vocês se lembram que Brandon Roy tinha marcado 52 pontos diante do Phoenix, certo?

Pois é, ontem, Roy (foto AP) cravou apenas oito. Um fiasco.

Isto sim merece ser mencionado, não o que o Lakers fez diante do Memphis.

É certo que Brandon teve problemas com as faltas – cometeu cinco. Ficou em quadra cerca de 32 minutos, quando sua média na competição é de quase 38.

Mas sucumbiu diante da marcação colorada, que foi dobrada o tempo todo. Roy pegava na bola e dois fechavam seu raio de ação.

Isso fez com que o Denver vencesse com mais sossego do que o Lakers, embora o Portland tenha dado trabalho em boa parte do jogo. “Down the strecht” o Nuggets deixou o Blazer para trás e mereceu os 97-89 de ontem no Pepsi Center.

AUSÊNCIA

Carmelo Anthony, a estrela do time, ficou do lado de fora, impedido de jogar por causa de uma contusão no cotovelo. Esteve elegante de terno e gravata, tudo muito bem combinado.

Mas o time precisa dele impecável é dentro das quadras.

Sem Melo, o Denver de ontem foi uma equipe mais solidária. Até mesmo J.R. Smith conjugou o verbo na primeira pessoa do plural e não do singular, como fez nos últimos jogos.

O resultado é que cinco jogadores terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação.

Nenê e Chauncey Billups foram os cestinhas do Nuggets com 19 cada um, Linas Kleiza e J.R. deixaram 15 pontos na cesta do Blazers e Chris Andersen marcou mais 11.

ESTALEIRO 1

Carmelo Anthony vai ficar uma semana do lado de fora. Está com uma tendinite no cotovelo direito. Precisa de repouso pra ver se a dor cede – deve ceder.

Melo vai fazer falta.

Claro que sim, pois é um jogador acima da média, mas isso quando pensa coletivamente. Quando olha apenas para seu próprio umbigo, seu jogo cai.

Deveria ler o extraordinário conto “O Espelho”, de Machado de Assis.

Seria extremamente útil para ele. Faria-o, primeiro, pensar; segundo, refletir.

NENÊ

O são-carlense foi o nome do jogo novamente. Anotou seu segundo “double-double” consecutivo ao marcar 19 pontos e apanhar 11 rebotes, cinco deles no ataque.

Foi o sétimo duplo-duplo de Nenê no campeonato.

Quando o time joga também em função dele, o brazuca não tem negado fogo. Claro que às vezes ele tropeça, o que é natural, já o disse.

Não dá para jogar bem todas as noites. O que Nenê tem que fazer é tornar estas adversidades insignificantes.

E deixar de apenas flertar com o “double-double” para torná-lo, isto sim, um amigo inseparável. E fazer o tal do “upgrade” que eu falei em um de nossos papos anteriores.

Seus números, esmiuçados, foram os seguintes:

Bolas de dois pontos = 7-11 (63.6%)
Lances Livres = 5-6 (83.3%)
Rebotes = 11 (seis na defesa e cinco no ataque)
Assistências = duas
Desarmes = dois
Toco = um
Erros = três
Faltas = quatro
Total de Pontos = 19

Mais uma vez, muito bom.

ESTALEIRO 2

O armador Jordan Farmar, peça importante na engrenagem do Lakers, deve entrar na faca. Está com uma contusão num dos meniscos do joelho esquerdo.

Os médicos estão dando um pequeno tempo para ver se a contusão regride. Caso contrário, cirurgia.

Deve ficar de fora dois meses.

Uma perda e tanto, porque Farmar tem ficando em quadra 20 minutos em média por partida. Ajuda não só a descansar Derek Fisher (pelo segundo jogo consecutivo atuou 41 minutos), mas também a mudar o cenário da partida, pois com ele em quadra Kobe fica menos com a bola e joga mais como ala/armador.

O Lakers tem a opção de adicionar o 15º. jogador ao seu elenco. Vai contratar alguém.

Tyronn Lue, que foi campeão com o próprio Los Angeles em 2000 e 2001, atualmente no Milwaukee, está na mira. Jannero Pargo, que disputou o campeonato passado com o New Orleans, hoje no Dínamo de Moscou, também está sendo cogitado.

Pargo é melhor, mas o problema é o contrato em vigor com o time russo.

BALEIA 2 – A MISSÃO

Glen Davis, a baleinha do Celtics, chama a atenção. Já chorou em quadra depois de tomar um pito de Kevin Garnett, mas o que salta aos olhos são os (muitos) quilos a mais que ele apresenta.

Não vamos ficar, todavia, no pé do “Big Baby”, como é conhecido o ala/pivô do Boston. Há outros jogadores que deveriam se envergonhar das sobras.

Entre eles Marc Gasol, pivô do Memphis, irmão de Pau (foto Reuters).

Há um contraste entre eles. Enquanto Pau está em forma, Marc é outra baleia que rola pelas quadras da NBA.

Uma vergonha.

Não sei como o “staff” do Grizzlies permite isso.

TEMPO

Perguntado sobre quem é melhor, Lakers ou Boston, Mike D’Antoni, técnico do New York, que já enfrentou os dois times, respondeu:

– Estamos em dezembro. Perguntem-me novamente em abril, pois o momento atual realmente pouco importa.

Depois, completou:

– Os dois fizeram a final passada e até que alguém destrone o Boston, eles são os melhores. E de fato eles estão jogando num nível muito alto.

Portanto, vamos esperar por abril – mas que neste momento o Celtics é melhor, isso ninguém duvida.

ROSA BRANCA

Postei um texto há algumas horas sobre o grande Rosa Branca. Peço aos freqüentadores deste botequim que dêem uma olhada nele.

E deixem uma mensagem para este que foi um dos maiores jogadores da história do nosso basquete.

O texto está a seguir.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA
  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  3. NASH EMPURRA DENVER PARA O BURACO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 NBA | 13:37

ROY, 52 PONTOS, DESTRÓI O PHOENIX

Compartilhe: Twitter

Brandon Roy destruiu o Phoenix. Fez sua melhor partida em quadras da NBA e, seguramente, o melhor jogo individual desta temporada.

52 pontos; incontrolável. Sua melhor marca até hoje na liga. Ninguém conseguiu conter este ala/armador de 24 anos, produto da universidade de Washington.

O Suns revezou na marcação. Colocou Grant Hill, Matt Barnes, Jason Richardson e Leandrinho. Ninguém obteve sucesso.

Com uma atuação neste nível elevado, a história não poderia mesmo ser contada de outra maneira: Portland 124-119 Phoenix.

Os 52 pontos marcados por Roy(foto AFP), 1m98 de altura, 87.5 quilos, são a segunda melhor marca desta temporada. Fica atrás apenas dos 55 pontos anotados por Toni Parker no triunfo do San Antonio diante do Minnesota por 129-125.

Mas Parker contou com uma prorrogação; não foi o caso de Roy. O francês jogou, naquela noite, 51 minutos; o norte-americano do Portland atuou ontem 44, sete a menos do que Parker.

Portanto, para mim, os 52 pontos de Brandon são, sim senhor, a melhor marca individual deste campeonato.

Levou, obviamente, o moto-rádio como o melhor jogador em quadra.

ERROS

Terry Porter foi homenageado antes de a bola subir no Rose Garden. Teve sua camisa 30 levantada. Jogou dez temporadas pelo Blazers e foi duas vezes vice-campeão, tendo perdido as finais de 1990, para o Detroit de Isiah Thomas, e a de 92 para o Chicago de Michael Jordan.

Foi um marco na história da franquia. Mereceu os calorosos aplausos dos 20.650 torcedores que lotaram a arena do Oregon.

Retribuiu o carinho dos torcedores.

De que maneira?

Cometendo equívocos no banco de reservas e possibilitando a vitória de seu ex-time.

Primeiro, ao sacar Leandrinho e Matt Barnes, no final do segundo quarto, ao ver uma vantagem de dez pontos cair para cinco. Vantagem esta construída exatamente pela dupla citada, que entrou no início do segundo quarto com o time atrás em 28-31.

Ambos deixaram a quadra de jogo quando faltavam 3:33 minutos para o final do primeiro tempo e o time na frente em 52-47.

Depois, ao demorar para colocar novamente a dupla de volta ao jogo.

Mas o pior de tudo foi não obrigar o time a fazer falta quando Greg Oden pegou um rebote ofensivo a 33 segundos do final da partida, com o placar em 122-119 para o Blazers. O Portland trabalhou a bola, gastou 19 segundos do tempo derradeiro quando LaMarcus Aldridge fez o arremesso, que não entrou.

Mas Travis Outlaw pegou novamente o rebote e aí sim sofreu falta, a 12 segundos do fim.

Mas já era tarde demais.

Foi a quarta derrota seguida “on the road” do Phoenix.

LEANDRINHO

O paulistano fez um ótimo jogo. O segundo quarto foi seu melhor momento.

Fez nove pontos, apanhou dois rebotes defensivos, deu três assistências e roubou uma bola. Este desarme veio ao encontro do que eu tenho dito aqui em nosso botequim: Leandrinho precisa interferir mais na linha de passe do adversário.

Braços longos, rápido e inteligente, ele poderia tirar mais proveito disso.

Tem que estar atento e estudar sempre o adversário. Reservar duas horas para assistir ao vídeo com os movimentos que os jogadores oponentes executam em quadra.

Todo time da NBA disponibiliza isso para os seus jogadores. Portanto, Leandrinho poderia aproveitar mais este ingrediente para dissecar todos os movimentos de seu oponente.

Ganharia muito com isso.

Não sei se ele já comporta-se desta maneira; se sim, algo de errado acontece porque ele não tem tirado proveito em quadra.

Mas ele foi bem, repito.

Deixou a partida com 12 pontos (5-7, 71.4%), cinco rebotes defensivos, três assistências e um desarme.

Cometeu, no entanto, seis erros, que precisam ser evitados para conquistar um pouco mais o impenetrável coração do técnico Terry Porter.

Jogou apenas 17:52 minutos.

Pouco.

MAIS UMA

Os 17.461 torcedores do Orlando que ocuparam todos os assentos disponíveis da Amway Arena se desesperaram ao ver Dwight Howard cometer sua quinta falta. 8:21 minutos ainda separavam o jogo de seu final.

O Magic estava na frente em 71-60, mas a vantagem psicológica era do San Antonio.

O time texano chegou a ficar atrás 23 pontos, e o déficit estava sendo tirado. Os torcedores do Spurs, ao testemunhar o melhor pivô da NBA encaminhar-se para o banco por causa da falta, esfregaram as mãos e pensaram: vamos ganhar.

Ganharam nada.

Um baixinho de apenas 1m83 de altura entrou em cena e acabou com as pretensões do alvinegro texano, que tinha feito uma corrida de 16-8 e baixado a diferença que era de 19 pontos para nove, quando Howard fez sua quinta falta.

O San Antonio adicionou mais cinco pontos nesta corrida (21-8) sem o Super-Homem da Flórida, jogou o placar para 71-65 quando Jameer Nelson (foto AP), o tal baixinho mencionado, entrou em cena.

Foram apenas quatro pontos, mas tiveram um poder devastador.

“Jameer fez uma grande partida”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs. “Ele nos feriu mais do que qualquer outro jogador em quadra. Fez grandes arremessos e soube envolver todos os jogadores [de seu time]”.

A vantagem voltou para dez pontos e aí foi a vez de o cansaço encontrar escancarada a porta do San Antonio.

Fim de jogo: Orlando 90-78 San Antonio

EXAUSTÃO

Depois da partida, Charles Barkley, comentarista da TNT, falou com todas as letras tudo o que a gente tem comentado aqui em nosso botequim: o peso da idade pode ser um agravante e tanto para o San Antonio nesta temporada.

O time tinha jogado na noite anterior em New Orleans e apanhado por 90-83; resultado que não mostra o que foi o jogo, completamente dominado por Hornets.

Shuttle do ginásio para o aeroporto, avião de New Orleans até Orlando (chegada às 3h30 na Flórida), novo shuttle, este do aeroporto até o hotel, chech-in, pijama, espera pelo sono…

Vida difícil; é impossível não ficar cansado.

Bruce Bowen 37; Michael Finley, 35; Tim Duncan, 32; Manu Ginobili, 31.

Muita coisa.

Não há pernas que agüentem.

QUIETO

Todos falam em Boston e Cleveland – não sem razão. Mas o Orlando, quietinho, quietinho, vem fazendo o seu papel.

É o terceiro colocado na Conferência Leste com uma campanha de 20-6. Fica atrás apenas de Cleveland (21-4) e Boston (24-2), o melhor recorde desta temporada e seguramente a principal equipe entre as 30 que disputam a competição.

A vitória de ontem do Magic foi a 16ª. de seus 19 últimos confrontos e a que representou o final de um tabu de três partidas sem vencer seu adversário texano.

Terá um jogo importante amanhã diante do Lakers. É a chance de se firmar ainda mais na competição.

Desde que ganhe – e bem.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard voltou ontem depois de dois jogos ausentes por contusão. Sua atuação não pode ficar marcada pela quinta falta cometida no início do quarto derradeiro.

Ele foi importante na vitória sobre o San Antonio.

Anotou 14 pontos, pegou 13 rebotes (cinco na frente), deu dois tocos (um deles, humilhante, pra cima de Tim Duncan) e ainda fez um desarme.

Como vimos, outro “double-double”. Foi o 18º deste campeonato, igualando-se a Chris Paul, até ontem à noite o recordista isolado.

Não mais.

OS MELHORES

Esta nova pesquisa parece que não comove tanto os freqüentadores deste botequim quanto a anterior, que mostrou a preferência clubística de cada um dos nossos “sócios”.

Poucos votos chegaram, mas o suficiente para modificar o quadro, que agora é este:

MVP = LeBron James (21)
MIP = Nenê (25)
ROOKIE = Derrick Rose (27)
RESERVA = Manu Ginobili (13)
DEFENSOR = Dwight Howard (29)
TÉCNICO = Doc Rivers (17)
QUINTETO = Chris Paul (33), Dwyane Wade (22), LeBron James (36), Kevin Garnett (22) e Dwight Howard (37).

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
  3. CENA EMBLEMÁTICA EM PHOENIX
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008 NBA | 13:23

VERDE É A COR DO PORTLAND

Compartilhe: Twitter

O Portland ainda não está pronto. Basta ver seu retrospecto nos últimos quatro jogos: perdeu três deles. Venceu apenas o Toronto, no Canadá, por 98-97.

Ontem, foi derrotado pelo Utah, em Salt Lake City, por 97-88. Anteriormente, havia sido suplantado pelo Celtics, em Boston. E perdeu também para o Orlando, em seu Rose Garden, no único revés até o momento no Oregon.

Jogos difíceis, eu sei. Mas isso mostra que o time ainda não está no ponto.

Precisa amadurecer um pouco mais para ganhar essas partidas. São elas que mostram onde o time está e até onde pode chegar.

Talvez na segunda metade da competição, após o “All-Star Weekend”, o Blazers dê uma arrancada semelhante à que o New Orleans deu na temporada anterior.

Pode ser, por que não?

Afinal, o New Orleans, até chegar o segundo turno do campeonato, era um time até menos badalado do que este Portland. E vejam aonde ele chegou: à semifinal da Conferência Oeste.

O Portland tem jogadores mais do que confiáveis. O time pode crescer perfeitamente.

O que dizer dos 33 pontos marcados por Brandon Roy (foto AP) na derrota de ontem? Ele que já havia anotado 31 no revés diante do Orlando.

Ou então dos 22 pontos feitos por LaMarcus Aldridge?

O time é muito bom, todos nós sabemos. O pivô Greg Oden é cotado para ser o “Rookie of the Year”; o veterano armador Steve Blake é daqueles jogadores rápidos e inteligentes, capazes de uma jogada imprevisível no momento crucial da partida; e o espanhol Rudy Fernandez, que debuta na NBA, tem derrubado algumas bolas importantes em momentos não menos, mostrando uma frieza de impressionar.

Mas o Portland tem oscilado em momentos importantes. Ontem, não cobrou nem um lance livre sequer no primeiro quarto da partida. Era clara a falta de agressividade dos jogadores em quadra.

Passou quase quatro minutos no último quarto sem pontuar. E num jogo tão parelho quanto este diante do Utah, isso teve um preço muito elevado: a derrota.

O Blazers é o sexto colocado no Oeste com uma campanha de 15 vitórias e nove derrotas (62.5%). Já foi o segundo. Sobe e desce na tabela como em quadra nos jogos contra adversários chaves.

Por isso eu digo uma vez mais: o Portland ainda não está pronto – embora agrade tremendamente.

BEM VERDE

Se o Portland ainda não amadureceu, o que dizer do Charlotte? Menos ainda.

Pior: nem vai amadurecer nesta temporada; talvez na próxima, para sermos otimistas.

O fato é que ontem, na derrota para o Dallas por 95-90 (foto AP), o time de Michael Jordan quase venceu. Teria sido o primeiro triunfo diante da franquia texana em toda a história do confronto entre elas. Agora o placar marca 10-0 para o Mavs.

Mas quase o Bobcats ganhou; quase. Esse é o problema das equipes que ainda não estão no ponto.

Mas o Dallas teve de suar dobrado para vencer a partida, é bom que se registre. Aliás, só conseguiu o triunfo nos segundos finais, mais precisamente a 28 de zerar o cronômetro, quando Dirk Nowitzki acertou uma bola de três e abriu uma vantagem de quatro pontos: 93-89.

O Dallas venceu, mas o Charlotte é quem merecia. Jogou melhor e numa tonalidade muito mais intensa. Perdeu seguramente porque sentiu o peso da pressão da torcida nos momentos finais, pois ainda é um time em formação.

Mas quando a bola estava nas mãos dos jogadores do Charlotte a gente sabia que algo diferente e belo poderia acontecer. Emeka Okafor cravou bolas sensacionais pra cima dos grandalhões do Dallas; D.J. Augustin fez infiltrações que lembraram Isiah Thomas; Raymond Felton mostrou uma precisão de um John Stockton.

Deu gosto de ver.

Em contrapartida, quando a bola estava com o Dallas, não esperava-se muita coisa. O time está muito engessado a Nowitzki. De suas mãos só saem arremessos de dois e principalmente de três.

Não há muita beleza nisso. O basquete não se resume a isso.

Aliás, é exatamente por isso que nossos campeonatos são feios. Excesso de arremessos longos, alguns curtos e nenhuma jogada de efeito, como Augustin e Okafor cansaram de fazer ontem diante do Dallas.

Mas perderam.

DÚVIDA CRUEL

O que você escolhe: jogar bonito e perder ou jogar feio e ganhar?

Depende; falo por mim. Quando estou na torcida, vibrando e gritando, quero ganhar, nem que o meu time exiba o jogo mais feio de que se tem notícia. Mas quando apenas aprecio, quero ver a beleza do jogo.

Ontem, no embate entre Dallas e Charlotte, deliciava-me com o jogo. Por isso, quando fui dormir, sonhei a noite inteira com as jogadas de Okafor, Augustin e Felton. No mesmo devaneio, quando a bola caía nas mãos de Nowitzki eu quase caía da cama.

Pesadelo puro.

NÃO TEM PRA NINGUÉM

O que falar mais do Boston?

Nova marca foi estabelecida ontem na vitória diante do Washington (122-88) na capital federal: o recorde de 21 triunfos e apenas dois revezes representam o melhor início de uma temporada em toda a história da franquia.

Além disso, o time chegou à sua 13ª. vitória consecutivas e está a uma para igualar a maior seqüência invicta de sua história, que foi estabelecida na temporada 1985/86.

É o líder em toda a competição e o mais forte candidato ao título desta temporada.

Mais uma vez.

TRIÂNGULO

Paul Pierce marcou 22 pontos; Ray Allen também.

Mas foi Kevin Garnett (foto Reuters) quem magnetizou os holofotes do Verizon Center. Terminou a partida com 11 pontos, 12 rebotes (três de ataque) e deu ainda sete assistências. Isso tudo em apenas 26:56 minutos.

Ficasse mais dez minutos em quadra e teria atingido um “triple-double”. Mas, sabiamente, o técnico Doc Rivers deixou-o descansando no quarto final.

Não havia a menor necessidade de se desgastar um de seus principais jogadores. Nos jogos seguintes, Allen e Pierce vão trabalhar meio período.

Tem sido assim nesta temporada. Rivers sabe que vai precisar de seu triângulo intacto na reta final do campeonato, especialmente quando os playoffs chegarem.

RODADA

Onze jogos movimentam a rodada desta noite da NBA.

Às 22h30 de Brasília, três partidas: Cleveland x Philadelphia (chance de ver Anderson Varejão em quadra), Miami x Atlanta e New Jersey x Toronto.

Às 23h, quatro confrontos: Minnesota x San Antonio, Detroit x Indiana, Memphis x Chicago e o melhor jogo da noite, Boston x New Orleans, ao vivo para o Brasil pela ESPN.

À meia-noite tem Phoenix de Leandrinho x Orlando de Dwight Howard – outro grande jogo.

Quando o relógio marcar 1h, Portland e Clippers estarão se enfrentando.

Meia hora depois, os dois últimos combates da noite: Golden State x Houston e Lakers x Sacramento.

TORCIDA

Apenas mais um voto chegou: e novamente para o Milwaukee.

Como disse anteriormente, hoje encerra-se a nossa votação. Atingimos a marca de 154 votos. Confesso que não esperava por tantos torcedores assim.

Quero agradecer a participação de todos vocês. E principalmente ao Lucas Scussel que teve a brilhante idéia de se fazer esta eleição.

O quadro definitivo é este:

1)    Lakers – 23.3%
2)    Chicago – 14.3%
3)    Boston – 8.4%
4)    Detroit – 8.4%
5)    New York – 6.5%
6)    Milwaukee – 6.5%
7)    Phoenix – 5.2%
8)    San Antonio – 4.5%
9)    Cleveland – 2.6%
10)    Utah – 2.6%
11)    Denver – 1.9%
12)    Houston – 1.9%
13)    Indiana – 1.9%
14)    Miami – 1.9%
15)    Portland – 1.9%
16)    Dallas – 1.3%
17)    Orlando – 1.3%
18)    Philadelphia – 1.3%
19)    Toronto – 1.3%
20)    Golden State – 0.6%
21)    Minnesota – 0.6%
22)    New Jersey – 0.6%

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  2. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
  3. DWYANE WADE ESTRAGA FESTA DE LEANDRINHO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de dezembro de 2008 NBA | 11:29

VAREJÃO BRILHA NA NOITE DAS PERUCAS

Compartilhe: Twitter

Anderson Varejão pagou com juros e correção a homenagem. Na “Noite das Perucas”, seus longos cachos dourados foram vistos não apenas entre os 20.562 torcedores que estiveram na Q Arena, mas principalmente no reluzente parquete onde o brasileiro fez provavelmente sua melhor partida nesta temporada com a camisa 17 do Cleveland.

Seu grande momento foi no segundo quarto, quando marcou 13 de seus 17 pontos. Acertou todos os sete arremessos executados e foi figura determinante para que o Cavs fizesse uma corrida de 31-18 e ali garantisse a vitória de 97-73 diante do Indiana.

Completou seus números com sete rebotes (um deles de ataque), duas assistências, um desarme e um toco. Importante: não pontuou no segundo tempo. Tivesse feito mais uma cesta e teria superado os 18 pontos anotados contra o mesmo Indiana, em sete de novembro passado, sua melhor marca não apenas na temporada, mas em toda a sua carreira na NBA.

Único reparo: infelizmente, o pacote NBA League Pass mostrou o jogo através da FSN de Indiana. Fossem as imagens da tevê de Cleveland e a gente teria aproveitado melhor a terceira homenagem em três anos que a franquia fez ao jogador.

Ver nas confortáveis poltronas da Q Arena muitos torcedores com a peruca, foi de fato um grande barato. Até mesmo uma das policiais que trabalhou na partida, e que ficou atrás do banco do Cleveland, usava uma delas.

Foi uma festa.

E Varejão não decepcionou ninguém

ECONÔMICO

Quem desapontou os torcedores foi LeBron James (foto AP). Máquina de fazer pontos, LBJ anotou apenas 11 diante do Pacers.

Muito se falou, depois da partida, do duelo que King James travou contra o também ala Danny Granger. Até no tapa eles saíram e foram punidos com técnicas.

Mês passado, naquele mesmo jogo onde Anderson Varejão fez 18 pontos, LBJ depositou 33 no aro do Indiana. Granger, responsável pela marcação do astro do Cavs, deixou a quadra do Conseco Fieldhouse Center envergonhado.

E prometeu que aquilo não mais se repetiria.

Cumpriu a promessa ontem.

Granger não desgrudou de LeBron. Limitou o adversário a 4-12 (33.3%) nos arremessos, sendo que o 23 do Cleveland errou todos os seus quatro chutes de três pontos.

A marcação foi tão boa que LeBron foi apenas quatro vezes à linha do lance livre, a metade de sua média de tentativas nesta temporada.

E ao contrário de outros enfrentamentos, quando ficou descansando no banco de reservas boa parte do jogo, desta vez King James atuou 38 minutos.

Os 11 pontos de LeBron foram sua menor pontuação desde marcou dez diante do Dallas, em 31 de outubro do ano passado.

O TROCO

Se LeBron James pouco produziu ofensivamente, Danny Granger desapontou mais ainda. Cestinha do Indiana com média de exatos 23 pontos por partida – sem contar o embate de ontem –, Granger anotou apenas quatro diante do Cleveland.

Arremessou apenas sete vezes contra a cesta adversária; acertou apenas dois; média de 28.5%. Baixíssima para quem tinha 46.2% de aproveitamento.

Lance Livre? Apenas um; e errou.

Sabe por que isso aconteceu? Exatamente porque LBJ foi o responsável pela marcação de Granger.

Deu o troco.

DIFERENÇA

Se um anulou o outro, como a partida foi decidida? Pelos demais jogadores, é claro.

Enquanto o Indiana teve apenas dois atletas com pontuação dupla – Troy Murphy fez 15 pontos e Stephen Graham 14 –, o Cleveland contou com cinco que fizeram mais de dez: Zydrunas Ilgauskas (17), Delonte West (14), Daniel Gibson (14), Mo Williams (17) e Anderson Varejão (17).

Por isso a importância de um time não ficar entregue apenas a um jogador. O Cleveland mostrou ontem que outros jogadores podem render ofensivamente também.

Mas o adversário era fraco.

Será que eles conseguem repetir o feito diante de um Boston ou de um Lakers?

POR FALAR NISSO…

O Lakers quase entregou o jogo novamente. Como na última terça-feira, quando perdeu para este fraco Indiana na última bola, ontem a sorte sorriu para o time da Califórnia.

Caron Butler, ex-jogador do time de Los Angeles, arremessou uma bola tripla a três segundos no final, mas ela bateu no aro e não entrou. Os californianos respiraram aliviados e viram o placar ficar mesmo nos 106-104 diante do Washington.

Foi a segunda vitória em três partidas nesta miniexcursão ao Leste.

Mas elas deixaram bem claro que o Lakers não é tão imbatível como se imagina.

ABRINDO O BICO

Ontem o script do time da terra do cinema foi o mesmo de jogos anteriores. Abre-se uma grande diferença; perde-se a grande diferença.

Diante do Washington, duas foram as vezes em que a equipe distanciou-se do adversário. Mas parece se desligar em quadra e deixa o oponente recuperar o terreno perdido.

Fechou o primeiro quarto com uma vantagem de 16 pontos (35-24), mas viu este mesmo proveito cair para dois a poucos minutos do final do primeiro tempo.

No terceiro quarto, abriu 20 pontos (85-65). A 7:27 do final do confronto ainda tinha 19 de frente, mas ela foi caindo, caindo, caindo até que Caron Butler fez o arremesso de três que poderia ter significado a segunda derrota em três jogos.

Esta foi a sexta partida onde o Lakers deixou escapar vantagens desta monta. Isso deu-se também diante do Dallas, New Orleans, Phoenix, Indiana, Philadelphia e Washington.

O nome desses seis adversários estava destacado no quadro negro do vestiário do time após a partida. Phil Jackson escreveu-os.

Ao ler, Derek Fisher foi até o quadro negro e adicionou mais um: Boston.

Alguém consegue se esquecer dos 24 pontos que o time tinha de vantagem no segundo jogo em Los Angeles – quarto da série – e acabou permitindo a virada ao futuro campeão da NBA?

Jogadores, comissão técnica e torcedores do Lakers jamais se esquecerão.

A cena mencionada acima está na página eletrônica do “Los Angeles Times”. Mike Bresnaham descreveu a intimidade do grupo. Com a competência dos grandes repórteres.

DEFESA

Alguém ainda duvida que o grande problema do Lakers é sua defensiva? Acho que não.

Jogar contra o Los Angeles, atualmente, é garantia de se atingir a contagem centenária. Nos últimos cinco compromissos, o Lakers tomou mais de cem pontos em quatro deles.

Perdeu apenas uma vez, é verdade, sendo que três desses embates foram longe de casa. Mas pegou adversários capengas. Não poderia, jamais, ter permitido a eles tantas cestas.

A mensagem que o time passa para seus oponentes é que ele não consegue sustentar vantagens abismais. Não desanimem porque nós vamos abrir o bico a qualquer momento, diz o Lakers para quem estiver encarando-o.

POR OUTRO LADO…

É verdade que o Lakers atingiu a marca de 16-2. Mas não convence.

Em contrapartida, o Boston voltou a triunfar, agora diante do Portland (foto AP do armador Rajon Rondo), o segundo melhor time do Oeste. Venceu vírgula, atropelou a molecada do Oregon.

Fez 93-78, mas poderia ter fechado a partida com uma contagem de 20 pontos ou mais. Chegou a abrir 25 no último quarto.

Está jogando muito.

Numa comparação com a temporada passada, os números são os mesmos nos primeiros 21 enfrentamentos: 19-2. Muda um pouquinho só quando comparamos os desempenhos dentro e fora de casa.

No campeonato anterior, o Celtics tinha feito 12-0 como anfitrião; neste tem 12-1 (perdeu apenas para o Denver). Como visitante, tem atualmente um 7-1 contra um 7-2 do torneio passado.

Está há 11 partidas sem perder; anteriormente, ficou oito.

O time cresce a olhos vistos. Só não vê quem não quer.

É o líder geral da NBA com um aproveitamento de 90.5%.

ESTRÉIA

Jay Triano estreou como técnico do Toronto na partida de ontem contra o Utah, em Salt Lake City. Um vexame: o time perdeu por 114-87.

Não adianta; por mais que Triano seja um treinador experiente ao conduzir o time do Canadá em várias competições internacionais, ele não tem cancha de NBA.

Se o Raptors quiser tirar proveito do bom time que tem, precisa urgentemente buscar alguém experiente e que está desempregado.

Não são poucos os treinadores nesta situação. A saber: Jeff Van Gundy, Eddie Jordan, Mike Fratello e P.J. Carlesimo.

Qualquer um deles cairia como uma luva na direção do Toronto.

CRISE

O Houston Comets, da WNBA, ex-time da brasileira Janeth Arcain, fecha suas portas. É a crise chegando ao basquete profissional norte-americano.

Atingiu um time feminino, onde a popularidade, se comparada com o masculino, é muito, mas muito inferior. De qualquer maneira, é preocupante.

E o futuro, como será? Outras equipes deixarão de existir? Quantos times disputarão a próxima versão de saias da NBA?

E a próxima temporada masculina, como será? Os donos das franquias tentarão mexer nos acordos firmados com a NBPA, a associação dos jogadores?

São questões que martelam a cabeça dos executivos das franquias e da NBA – e por extensão da WNBA. Serão respondidas à medida que o tempo passar.

JUSTIÇA

Em 1995, O.J. Simpson, ex-astro do futebol americano escapou ileso de um julgamento quando foi acusado de ter assassinado a mulher, Nicole Brown. À época, muitos questionaram o veredicto.

Ontem, o mesmo O.J. voltou ao tribunal. Desta vez não escapou.

Foi condenado a uma pena de 15 anos. Motivo: assalto à mão armada e seqüestro de dois funcionários de uma loja de troféus esportivos de um cassino de Las Vegas.

O fato se deu em outubro do ano passado.

O.J. já estava detido havia dois meses, quando foi considerado culpado. Ontem o tribunal decidiu apenas o tempo de duração da sentença.

Saiu direto para a cadeia. Ele poderá requerer liberdade condicional daqui a nove anos, quando estiver com 70.

Ou seja: em menos de um ano a justiça norte-americana resolveu a questão da condenação; em pouco mais de doze meses determinou o tempo de duração dela.

Leio no jornal “O Estado de S.Paulo”, edição deste sábado, que Vanderlei Ricardo Lopes foi condenado pela segunda vez pelo assassinato de Paulo Sérgio Costabile Elias.

Sabe o que aconteceu depois do veredicto? O condenado não foi preso.

Isso porque a Justiça (?) brasileira permite ao sentenciado recorrer em liberdade.

Agora vem o pior: sabe quando isso aconteceu? Em 1994, logo após a final do Campeonato Brasileiro, quando o Palmeiras foi campeão em cima do Corinthians. O crime aconteceu nas imediações do Pacaembu, quando os torcedores deixavam o estádio.

Ou seja: houve um homicídio há 14 anos e ninguém foi punido até o momento. Em contrapartida, a justiça dos EUA, em menos de um ano, sentenciou um acusado.

Enquanto o Brasil não der um jeito no seu sistema judiciário, corrigindo equívocos da lei e acabando com a morosidade, a violência jamais irá diminuir. Há uma certeza no país de que nada acontece com quem comete delitos.

Seja ele qual for.

TORCIDA

Mais três votos chegaram – um deles para o Milwaukee, que deixa o Denver, do brasileiro Nenê, para trás. Já atingimos a marca de 123 torcedores que declararam aqui neste blog a sua preferência clubística.

O novo quadro é este:

1)    Lakers – 26.0%
2)    Chicago – 15.4%
3)    Boston – 8.1%
4)    Detroit – 8.1%
5)    New York – 8.1%
6)    Phoenix – 5.6%
7)    San Antonio – 4.9%
8)    Cleveland – 3.2%
9)    Milwaukee – 2.4%
10)    Dallas – 1.6%
11)    Denver – 1.6%
12)    Houston – 1.6%
13)    Indiana – 1.6%
14)    Miami – 1.6%
15)    Toronto – 1.6%
16)    Golden State – 0.8%
17)    Minnesota – 0.8%
18)    New Jersey – 0.8%
19)    Orlando – 0.8%
20)    Philadelphia – 0.8%
21)    Portland – 0.8%
22)    Utah – 0.8%

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  2. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  3. VAREJÃO CUMPRE BEM O SEU PAPEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 29 de novembro de 2008 NBA | 12:48

DWYANE WADE ESTRAGA FESTA DE LEANDRINHO

Compartilhe: Twitter

Leandrinho fez ontem 26 anos e seu jogo perfeito nesta temporada. Veio do banco e marcou 20 pontos. Mas o Phoenix não encontrou resposta para o volume ofensivo de Dwyane Wade (foto AFP) e perdeu uma partida que todos davam a vitória na certa. Era o presente que Leandrinho queria no seu 28 de novembro.

Os 107-92 impostos pelo Heat ao Sun só foram possíveis graças aos estraga prazer do Wade, que fez 43 pontos. Foi sua pontuação máxima nesta temporada depois de uma vergonhosa atuação diante do Portland, quarta-feira, quando marcou apenas 12 pontos na pior derrota do time neste campeonato: 106-68. O aproveitamento de DW foi muito bom: 15-24 (62.5%) nos arremessos de quadra e 11-12 (91.6%) nos lances livres.

Dwyane jogou muito em Pequim nos Jogos Olímpicos, mas desde que retornou aos EUA e a temporada da NBA começou, nunca tinha repetido a dose. Especulou-se sobre o desapontamento dele com o potencial da equipe.

Há que se ter paciência, especialmente ele, que já é um veterano com um anel no dedo e uma medalha de ouro no peito. O Miami tem um sério problema no pivô; falta-lhe um, é verdade, mas é possível driblar o problema.

De que maneira? Encontrando um parceiro para Wade. Não há pivôs e nem alas de qualidade no time. O jeito é apostar no crescimento do armador Mario Chalmers. É a esperança; por isso falei em paciência.

Wade tem mais dois anos de contrato com o Miami. Depois, em 2010, entra naquele rol de jogadores que vão ter o “passe” na mão. Vai ser “free agent”.

Até lá Pat Riley e Erik Spoelstra esperam que Chalmers desabroche. Se não for o caso, que se saia às compras para fazer deste Miami um time dominante como foi há dois anos e ganhou seu único título na liga.

Caso contrário, Wade, um nativo de Chicago, pode voltar para casa em 2010.

SOL COM A PENEIRA…

O Miami tenta tapar o sol com a peneira usando seus ala/pivôs Michael Beasley, Udonis Haslem e Shawn Marion para não deixar seu garrafão tão vulnerável assim. Seus dois pivôs, Joel Anthony e Jamaal Magloire são fracos.

Beasley, o segundo draft desta temporada, concorre firmemente para ser o “Rookie of the Year” desta temporada. Ou seja: joga muito e pode ser dominante no futuro.

Haslem é voluntarioso, nada além disso. Tem um coração imenso e compensa a falta de melhor técnica desdobrando-se em quadra.

Marion é um “all-star” com passagem pela seleção norte-americana. Foi medalha de bronze nos Jogos de Atenas em 2004.

Mas os três não são troncudos, parrudos, e quando têm de encarar gente mais forte, pulam miudinho. Ontem levaram a melhor diante de Shaquille O’Neal e Amaré Stoudemire.

Mas não é toda noite que isso vai acontecer. Todos sabem disso.

DUELO DAS TROCAS

Shaquille O’Neal foi um perfeito anfitrião ontem à noite no US Airways Center. Antes de o embate começar, esperou pela entrada de Dwyane Wade e quando encontrou o antigo companheiro de Heat, abraçou-o calorosamente.

Repetiu o gesto pouco antes de abola subir ao se dirigir ao banco de reservas do Miami e apertar igualmente o técnico Erik Spoelstra e seus assistentes Bob McAdoo e Jay Sabol.

Os torcedores do Phoenix, em sua esmagadora maioria, foram igualmente gentis com Shawn Marion, que voltou ao Arizona pela primeira vez depois da troca feita em fevereiro do ano passado. Abraçá-lo individualmente era impossível para os torcedores. Por isso, aplaudiram em pé o atual jogador do Miami assim que ele foi apresentado pelo locutor do ginásio. Marion atuou oito temporadas e meia com a camisa do Suns.

Quem levou a melhor?

Marion foi um pouco melhor. Anotou dez pontos, apanhou nove rebotes (um no ataque) e deu seis assistências. Shaq fez dois pontos a mais, fisgou o mesmo número de rebotes (quatro deles na frente), mas não deu nenhuma assistência sequer.

Ah, sim, ambos deram um toco.

Marion atuou 37 minutos; Shaq, oito a menos.

A FALTA QUE ELE FAZ

Steve Nash amarela nos momentos decisivos, mas nesta fase do campeonato ele é um gigante. Contundido no dedão da mão direita, não pôde jogar.

E o Phoenix parecia barata tonta em quadra.

MELHORA SENSÍVEL

Leandrinho jogou 37 minutos diante do Miami. Foi o cestinha do Phoenix com 20 pontos (9-20, 45.0%). Como disse acima, fez sua melhor partida nesta temporada com a camisa 10 do Suns.

Deu sinais de que deve ter reencontrado seu verdadeiro basquete, aquele que o levou a ganhar, há duas temporadas, o troféu de melhor reserva da temporada. Apesar da derrota, os torcedores do Suns foram para casa com uma certeza: o borrão está de volta.

EM CASA, ONDE MAIS?

Mais um jogo do Lakers em Los Angeles; mais uma vitória. O time mais caseiro da NBA (foto AP) neste começo de temporada acumulou sua sexta vitória consecutiva na competição ao vencer ontem à noite o Dallas por 114-107. E aumentou seu recorde para 13-1 (92.9%).

É o melhor time da liga até o momento.

Kobe Bryant marcou 35 pontos. Foi sua fartura nesta temporada. Seu desempenho determinou a vitória diante dos texanos.

FALTAS

Vocês sabem quantas faltas o Lakers cometeu durante os 48 minutos de jogo? Oito, isso mesmo, oito. Sua melhor marca desde que a franquia mudou-se de Minneapolis para Los Angeles, em 1960.

Tem coisa errada? Não dá para dizer isso, mas é aquilo que todos sabem: os árbitros apitam sempre mais a favor do time da casa. É humano, pois o meio ambiente interfere no desempenho dos homens de preto – que na NBA usam cinza também.

MAIS UMA VEZ

Amanhã o Lakers enfrenta o Toronto. Onde? Ah, parece que você não acompanha o campeonato! Onde já se viu fazer uma pergunta dessas! Claro que é em Los Angeles.

VIAGENZINHA

Bem, depois de completar amanhã seis dos sete últimos jogos em casa – e 11 dos primeiros 15 no Staples Center –, os amarelinhos vão viajar. Sim, vão pegar o avião.

Não será uma longa viagem, como Chicago e Miami fizeram, por exemplo. O Bulls completa amanhã seu sétimo jogo fora do United Center, enquanto que o Heat fará cinco partidas no campo inimigo.

O Lakers terá uma viagenzinha de araque. Três joguinhos longe de casa, contra Indiana, Philadelphia e Washington.

Deve ganhar todos, pois, além de o time ser excelente, está robustecido com as vitórias conquistadas diante de seus torcedores e seu recorde, o melhor da competição.

PONTO FINAL

Se o Lakers segue vencendo consecutivamente, a derrota de ontem em Los Angeles colocou um ponto final em uma série de cinco triunfos seguidos do Dallas. O time começou muito mal a temporada, mas está se ajeitando.

Achei que seria presa fácil do Lakers, mas não foi. E olha que o Mavs jogou mais uma vez sem seu ala Josh Howard, contundido no tornozelo esquerdo.

O Mavs dominou o Lakers até a metade do terceiro quarto. Chegou a ficar várias vezes 11 pontos à frente.

Foi então que o time da terra do cinema fez uma corrida de 17-0 (saiu de um 67-78 para 84-78) e venceu mais uma.

ALA

Muitos torcedores do Lakers criticam – e com razão – o ala Vladimir Radmanovic. Perguntam: como o cara pode ser titular do time?

Ser ou não titular é uma bobagem. O que conta é o tempo de permanência em quadra.

Ontem, por exemplo, Phil Jackson tolerou Rad jogando por apenas 17 minutos. Seu desempenho foi sofrível: três pontos (1-4 [25%] nas bolas triplas).

Foi para o banco e deu lugar a Trevor Ariza. O ex-ala do Orlando contribuiu com 15 pontos (o único do banco a fazer mais de dez), cinco rebotes e quatro assistências.

Jogou 31 minutos.

Ariza, ele sim, é o titular do Lakers na posição.

DECEPÇÃO 1

Disse na manhã de ontem que o grande jogo da rodada seria entre Portland e New Orleans. Errei; a partida foi uma decepção do ponto de vista da competitividade.

O Horntes curvou-se ao Portland no segundo tempo e perdeu por 101-86. A primeira metade terminou com os anfitriões na frente em apenas dois pontinhos: 50-48.

Empurrado pela torcida, o Blazers fez uma defesa agressiva no segundo tempo e limitou os visitantes a apenas 38 pontos. E reprisou no período derradeiro semelhante performance ofensiva ao marcar 51 pontos.

Se você não atentou, o Portland está invicto em casa: sete jogos, sete vitórias. Muito dessas vitórias se deve ao jogo do ala/armador Brandon Roy. Ontem ele marcou 25 pontos, deu dez assistências e apanhou seis rebotes (um de ataque).

Um gigante.

DECEPÇÃO 2

Chris Paul marcou apenas 16 pontos e entregou apenas seis bolas que se transformaram em cesta. Pegou também meia dúzia de rebotes (um na frente).

O Blazers deu 25 assistências na partida de ontem, contra 15 do Hornets. Mas com um aproveitamento de 44.3% de seus arremessos, fica difícil mesmo ter mais assistências.

David West, uma das estrelas da companhia, marcou apenas dez pontos, com um desempenho fraquinho, fraquinho de 5-15 (33%) nos arremessos de quadra.

VAREJÃO

O capixaba saiu vitorioso na rodada de ontem da NBA. O Cleveland bateu o Golden State por 112-97, venceu sua quarta partida consecutiva e o 12º. dos últimos 13 jogos.

Mas…

Anderson Varejão fez apenas dois pontos e apanhou apenas cinco rebotes defensivos em 18 minutos.

Noite para ser esquecida.

INVENCIBILIDADE

Se o Portland está 7-0 no seu Rose Garden, o Cleveland é o time de melhor desempenho como anfitrião: 9-0 na Quicken Loans Arena. Igualou o recorde das temporadas 1976/77 e 1991/92.

DESCANSO

LeBron James ficou o último quarto todinho no banco de reservas. É a terceira vez nesta temporada que isso acontece.

O técnico Mike Brown não quer desgastar sua grande estrela. Está certo ele; o campeonato é longo e imprevistos podem acontecer. Portanto, nada de sopa para o azar.

King James está de acordo com a decisão do treinador. Deixou a vaidade de lado em nome do time.

Se tivesse mais tempo em quadra, seus números seria melhores. Mas este é um campeonato de equipes – e não de jogadores. Muito embora haja premiações individuais.

O que você prefere, ser o cestinha ou o campeão da NBA?

Já contei essa história aqui, mas não custa repetir. Perguntado sobre os números de Wilt Chamberlain, Bill Russell, seu grande rival na época, respondeu: “Wilt bate recordes e eu ganho campeonatos”.

Russell tem 11 anéis frutos de 13 temporadas na NBA; Chamberlain amealhou apenas dois em 14 campeonatos disputados.

LeBron deve pensar como Bill Russell.

TORCIDA

Chegou apenas mais um voto em nossa apuração sobre torcedores da NBA no Brasil. Foi do Gersino, que declarou seu amor ao Minnesota.

O quadro, agora, ficou assim depois de 78 votos:

1)    Lakers – 26.9%
2)    Chicago – 16.6%
3)    Phoenix – 8.9%
4)    Boston – 7.6%
5)    Detroit – 6.4%
6)    San Antonio – 6.4%
7)    Cleveland – 5.1%
8)    Denver – 2.5%
9)    Houston – 2.5%
10)    Miami – 2.5%
11)    Minnesota – 2.5%
12)    New York – 2.5%
13)    Toronto – 2.5%
14)    Dallas – 1.2%
15)    Indiana – 1.2%
16)    New Jersey – 1.2%
17)    Philadelphia – 1.2%

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR
  2. LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL
  3. LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última