01/11/2009 - 17:01
A rodada de ontem da NBA poderia ter sido jogada numa segunda-feira. Poucos jogos empolgantes. Rodada de sábado tem que ser atraente aos olhos dos torcedores.
Não foi o que aconteceu.
Na verdade, apenas uma contenda me chamou a atenção: o Houston bateu o Portland, no Texas, por 111-107. Foi o grande jogo da noite.
Foi também um jogo que me deixou decepcionado, pois eu esperava mais do Blazers. Afinal, muitos o colocam na final do Oeste diante do Lakers — não é o meu caso, mas é algo perfeitamente cabível.
Em quadra, o time, todavia, não tem justificado esta predileção. Eu sei, eu sei, foram apenas três partidas, mas se a gente não puder falar agora o que pensa, eu fecho as portas do botequim e reabro-a daqui a um mês.
É isso que vocês querem? Claro que não — e nem é o que eu quero.
Então, vamos lá. Labica, mais uma cerveja pra mim (Labica é o garçom do nosso botequim).
Como gosto de falar pelos cotovelos, digo: o Portland é uma das grandes decepções neste começo de temporada.
Por mais que tenha jogado fora de casa, pegou um Rockets que não arranca suspiros de muitos — eu entre eles. E os texanos, pior ainda, jogaram sem seus dois principais jogadores: Tracy McGrady e Yao Ming.
Mesmo sem eles, vazou a defensiva do Oregon em 111 tentos. Muita coisa.
Tenho certeza de que Nate McMillan, treinador do Blazers, e um fanático por defesas sólidas, deve ter perdido o sono na madrugada deste domingo. 111 pontos do Houston, mesmo sem Yao e T-Mac é coisa de doido.
De seu lado, Brandon Roy (foto AP) anotou 42 pontos. Acertou os 13 lances livres que bateu. Nas bolas de três, fez 5-7. Apanhou ainda seis rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.
O Portland não pode deixar acontecer com ele o que Mike Brown deixou acontecer com o Cleveland. O Cavs sofre de “lebrondependência”; o Blazer tem que evitar uma “roydependência”.
Caso contrário, vai acabar como o Cleveland: o time do “quase”.
AGENTE 0
Gilbert Arenas marcou 32 pontos na vitória do Washington diante do New Jersey por 123-104. Deve ter sido uma pelada.
Está completamente fora de moda jogos com placares dilatados. Isso é coisa do passado, quando se amarrava cachorro com linguiça, como gosta de dizer Luis Felipe Scolari.
De qualquer maneira, o Wizards chama a atenção neste início de temporada. Quando Antawn Jamison voltar, o time ficará mais forte ainda, pois Jamison, todos nós sabemos, é um dos vértices do triângulo do time de Flip Saunders ao lado do Agente 0 e de Caron Butler.
BATMAN
É Manu Ginobili. O argentino pegou um morcego com as mãos no jogo de ontem em San Antonio!
Louco de pedra; não se pega morcegos com as mãos. Está certo que era um “baby bat”, mas era um morcego!
“Ele sempre faz coisas malucas”, garantiu Tony Parker.
Nem precisa dizer, Tony, as imagens falam por si.
Ah, sim, o Spurs bateu o Sacramento por 113-94.
NBB
Começou neste domingo o NBB. Acordei mais cedo e me preparei para assistir Pinheiros x Brasília.
Os dois times entraram em quadra para disputar a contenda mais importante da primeira rodada.
Entraram e jogaram em uma quadra de vôlei…
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro
Tags: Antawn Jamison, Blazers, Brandon Roy, Brasília, Gilbert Arenas, Houston, Manu Ginóbili, NBB, Pinheiros, Portland, Rockets, San Antonio, Spurs, Tony Parker, Tracy McGrady, Washington, Wizards, Yao Ming
25/07/2009 - 12:49
O dia está fraco. Nada de importante por enquanto.
Mas como eu não sou de deixar este botequim fechado de jeito nenhum, abro-o para comentar algumas coisas com vocês.
O que de mais importante aconteceu na NBA nas últimas horas foi a ida de Andre Miller para o Portland. Conversando com alguns frequentadores deste nosso gostoso boteco, disse que o que de melhor Miller vai levar para o Blazers é sua experiência.
Aos 33 anos e com passagens por quatro equipes (Cleveland, Clippers, Denver e Philadelphia), Miller não conseguiu na NBA o mesmo destaque que teve nos quatro anos em que jogou com a camisa da universidade de Utah, quando conquistou um vice-campeonato em 1998, perdendo a decisão do Final Four para Kentucky.
Foi no Alamodome de San Antonio e eu vi tudo “in loco”, numa época gostosa em que trabalhava no SporTV e transmitimos a decisão ao vivo para o Brasil. Miller (foto AP) jogava muito, mas como disse, na NBA ficou para trás.
Quem gostou dessa contratação foi o Lakers; quem desgostou foi Lamar Odom. Com ela, o jogador vê estreitarem suas chances de assinar com outro time e ganhar o que ele gostaria.
O Blazers tem ainda cerca de US$ 14 milhões em caixa. Se oferecer essa grana, Lamar pega, claro.
Mas eu duvido que isso vá ocorrer, pois o grupo, no momento, é formado por apenas 12 jogadores e a gente sabe que é preciso no mínimo 15. Então, esquece.
Sobra a Lamar o Miami, mas lá a grana é curta. Por isso mesmo o jogador pediu penico ao Lakers e se disse disposto a reiniciar as negociações.
Acho que esta semana que entra Lamar e Lakers batem o martelo. Falaram em uma proposta de US$ 40 milhões por quatro anos; duvido que a franquia vá dar esse dinheiro.
É mais do que ela se mostrou disposta a pagar. Penso que Jerry Buss não vai dar nem um centavo a mais para Odom do que já foi oferecido – até porque ele tem as cartas na mão no momento.
ÉRIKA
Hoje às 16h30 de Brasília acontece o “All-Star Game” da WNBA. A pivô brasileira Érika de Souza vai defender as cores do time do Leste.
Depois de um hiato de oito anos o Brasil será representado no evento. Janeth Arcain, em 2001, foi a última (e única) representante do país no “All-Star” da WNBA.
O jogo será mostrado apenas pela ESPN HD – o que limita ainda mais o acesso ao evento.
Quem tem ESPN HD? Pouquíssimas pessoas.
Uma pena.
MEGALOMANIA
Vamos pegar o avião para a Europa e desembarcar em Madri. Florentino Perez, o megalomaníaco presidente do Real está aprontando outra das suas.
Depois de contratar Cristiano Ronaldo e Kaká por 165 milhões de euros, Perez diz que vai pagar os três milhões de euros ao DKV Joventut e levar o armador Ricky Rubio para o time merengue.
Rubio assinaria um contrato de dois anos e em seguida se mandaria para a NBA sem ter que pagar nada a ninguém.
E, de quebra, nesses dois anos na capital espanhola, ainda faturaria um bom dinheiro.
Interessante.
LOUCURA!
Voltemos aos EUA…
O Chicago fala em assinar com David Lee. O ala/pivô quer um contrato de US$ 12 milhões por temporada.
Se John Paxson fizer esse negócio, tem que mandar prender o cara. Lee é um bom jogador, tem mostrado isso com a camisa do New York, mas investir um dinheiro desses num jogador apenas bom é caso de polícia.
Lee não vai levar nenhum time a ganhar um campeonato. Ele vai ajudar, mas não é um “factor player”.
Derrick Rose precisa encontrar um parceiro com quem possa dividir responsabilidades em quadra. E esse cara não é de jeito nenhum David Lee.
Só pode ser brincadeira; espero.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, WNBA
Tags: Andre Miller, Chicago, David Lee, Érika de Souza, Janeth Arcain, Jerry Buss, Lakers, Lamar Odom, Miami, Portland, Ricky Rubio
16/07/2009 - 21:40
Rapaziada, seguinte: essa história do “salary cap” é realmente complicada. Vamos tentar explicá-la usando como exemplo o caso do Lamar Odom.
O jogador, que jogou a temporada passada pelo Lakers, está sem contrato. O Lakers é o único time que pode estourar o “cap” para assinar com ele.
A folha de pagamento dos californianos, no momento, é de US$ 84.613.733,00. E o teto salarial estabelecido pela NBA, incluindo a “Luxury Tax”, é de US$ 69.900.000,00.
Ou seja: o Lakers já estourou — e muito — o “cap”. Em números: US$ 14.713.733,00.
E pagará este mesmo valor em multa para a NBA; e o dinheiro, como eu já disse aqui, a liga rateia entre os times que não estouram o teto para estimular a não se ultrapassar o valor estipulado.
Muito bem: se o Lakers não renovar com Lamar, o time só poderá contratar um jogador que se enquadre na lei dos veteranos, atletas que estejam na NBA há pelo menos três temporadas.
E esta verba é de US$ 1.300.000,00. Ou seja: quase nada.
Portanto, se o Lakers não renovar com Lamar, só tem esta verba para contratar outro jogador. É por isso que torna-se inviável pensar em Glen “Baleinha” Davis, Paul Millsap ou David Lee.
Da mesma forma, há poucas equipes em condições de assinar com Lamar por algo próximo de US$ 10 milhões, por exemplo, ao jogador: Portland, Oklahoma City, Memphis e Sacramento, e os dois últimos não parecem dispostos a investir neste ano, enquanto o primeiro já se comprometeu com Millsap.
Os demais podem oferecer, na melhor das hipóteses, a “Mid-level Exception”, que vale US$ 5.8 milhões. E é o que o Miami está oferecendo ao jogador.
Basicamente é isso. Espero ter sido claro. Se passou algo despercebido ou se alguém quiser falar, o botequim está aberto — como sempre.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Detroit, Lakers, Lamar Odom, Miami, NBA, Portland
02/07/2009 - 18:32
Ben Gordon (à direita) não é mais do Chicago; Charles Villanueva deixou o Milwaukee.
Vocês, tarados por basquete como eu, já sabem que ambos foram para o Detroit. Quem ainda não sabia, ficou sabendo agora.
Vamos por parte, como diria… não direi, pois este clichê beira o insuportável. Vamos, pois ao que interessa.
Alguns torcedores do Chicago devem estar chorando a saída de Gordon; não deveriam. Ele não estava mesmo a fim de ficar na Windy City. Recebeu pelo menos duas ótimas propostas de John Paxson e disse não.
Então, passar bem; com ferro elétrico.
Se um dia os torcedores do Milwaukee suportaram a saída de Lew Alcindor para o Lakers – Alcindor que mais tarde passou a se chamar Kareem Abdul-Jabbar –, por que não resistiram ao adeus de Villanueva?
Villanueva que ofereceu-se como uma mundana em seu twitter ao Cleveland, elogiando a contratação de Shaquille O’Neal e adicionando que agora só faltava um ala/pivô – ele – para o time se completar.
Portanto, o que disse sobre Gordon, vale para Villanueva: passar bem; com ferro elétrico.
Isso posto, vamos analisar a situação do Detroit. A equipe ficou muito forte com a chegada desses dois jogadores.
Ganha um armador de decisão muito bom em Ben Gordon – do mesmo nível de Richard Hamilton – e um ala de força com um jogo harmonioso em Charles Villanueva.
Aliás, a contratação de Gordon deixa claro que a franquia pretende se desfazer de Rip. Desconfio que o problema do jogador não era apenas com o ex-treinador Michael Curry – tem mais coisa nessa história.
Bem, se o Pistons adicionasse ao time um ala que pontuasse, voltaria a figurar tranquilamente entre os favoritos ao lado Leste. Tayshaun Prince marca muito, mas ataca pouco.
De qualquer maneira, a equipe tem em Rodney Stuckey um armador definidor, estilo Chauncey Billups. Isso tira um pouco a pressão em cima de Tayshaun.
Fica faltando um pivô, alguém pode dizer. Respondo: não acho, pois penso que Kwame Brown pode resolver a questão.
O problema, no entanto, aparecerá quando Kwame não puder estar em quadra. Quem vai ser seu descanso?
Fabricio Oberto? Nem pensar.
O Detroit poderia muito bem pagar a multa de seu contrato e despachá-lo para a Argentina. Na sequência, ir às compras novamente.
Sim, pois Austin Daye e DaJuan Summers, dois de seus drafts, são alas de força que podem muito bem ajudar. Mas não sei até que página, pois eles não têm qualquer experiência entre os profissionais.
O certo é que vem mais coisa por aí. Joe Dumars, por mais tapado que seja, conhece o jogo.
A galera deste botequim que torce para o Pistons esfrega as mãos à espera da próxima temporada. Não sem razão.
VOLTA 1
Josh Childress, que jogou seus primeiros quatro anos no Atlanta, foi para o Olympiakos na temporada passada. Seu contrato com o clube grego previa a possibilidade de o jogador testar o mercado ao final da temporada européia – que coincide com a norte-americana.
E é o que o jogador está fazendo no momento. Ou melhor, Jim Tanner.
O agente de Childress já teve uma reunião com os executivos do Milwaukee. O time de Wisconsin está atrás de um ala desde que negociou Richard Jefferson com o San Antonio.
Se der certo, o Bucks não sairá por baixo nessa história de jeito nenhum.
VOLTA 2
Quentin Richardson, que um dia fez parte de um time interessante do Clippers que tinha Lamar Odom e Darius Miles em grande forma, retornou a Los Angeles. Ele, que havia deixado o New York e ido para o Memphis, nem chegou a desarrumar as malas.
Foi trocado por Zach Randolph.
Ótimo negócio para o Clippers, que dá uma limpada legal em seu cap. Deixará de pagar US$ 16 milhões para Zach; terá compromisso de US$ 9.3 com Quentin. Economia de quase US$ 7 milhões.
Em tempos bicudos, nada melhor; sem contar que resolve um problema para o técnico Mike Dunleavy, que não teria o que fazer com Randolph depois do recrutamento de Blake Griffin, uma vez que a franquia ainda conta com Chris Kaman e Marcus Camby para a posição.
Já o Memphis fortalecerá seu garrafão com o ex-pivô angelino. Como o time da terra de Elvis Presley selecionou Hasheem Thabeet no último draft, pergunto: será que a batata do espanhol Marc Gasol está cozinhando?
Marc é uma espécie de Zoca da família Gasol, vocês não acham?
ESPANHA
Por falar nos iberos, Ricky Rubio decidiu cumprir seus dois últimos anos de contrato com o DKV Joventut. Desta forma, retirou o processo que movia contra o time espanhol.
Rubio pressiona o Minnesota, time pelo qual foi recrutado no último NBA Draft. Não quer jogar em Minneapolis de jeito nenhum.
Dan Fegan, seu agente, um dos mais influentes no mercado da NBA, quer levar o espanholito para a Big Apple. Seu sonho é ver seu cliente jogando com a camisa do New York.
Isso significaria ótima oportunidade para acertos publicitários mais vultosos do que se o armador jogar com a inexpressiva camisa do Wolves – sorry torcedores, mas é verdade, o que eu posso fazer se não falar?
Grana, sempre ela.
AMIGOS?
Depois que Ron Artest e Kobe Bryant quase se esbofetearam na série entre Lakers e Houston, li que os dois jogadores eram amigos fora da quadra, isso e aquilo.
Achei que ambos faziam tipo para segurar a barra.
Agora surge a notícia de que os angelinos – ao lado do Cleveland e do Boston – querem contratar Artest, que está com o passe na mão neste momento.
É, parece que a história era mesmo verdadeira – caso contrário, Kobe, um dos que têm voz ativa na franquia, diria não e ponto final.
Como ficaria esse Lakers com Artest ao lado de Kobe? Imbatível no Oeste – pelo menos.
Portanto, Trevor Ariza que defina logo sua vida, pois o Lakers tem um Plano B dos melhores. Superior, aliás, ao Plano A.
Sons vindos do Texas dão conta de que Ariza está reunido com o pessoal do Houston. É, o Rockets parece mesmo dar como certa a saída de Artest.
Mas vamos continuar imaginando as coisas. Se ele for para o Cleveland, diria o mesmo que disse sobre o Lakers: o Cavs ficaria imbatível no Leste. Idem se ele vestir a camisa alviverde do Celtics.
Quer dizer: o ciclotímico jogador do Houston é poderoso. Mesmo maluco, vale o investimento.
VALE?
O Houston pretende oferecer um contrato de cinco anos no valor de US$ 50 milhões para Hedo Turkoglu.
Vale?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Ben Gordon, Blake Griffin, Bucks, Bulls, Charles Villanueva, Chicago, Detroit, Hedo Turkoglu, Houston, Kobe Bryant, Lakers, Milwaukee, NBA, Piston, Portland, Rockets, Ron Artest, Trevor Ariza
01/05/2009 - 12:58
Nas intermináveis discussões sobre futebol – paixão maior do planeta –, muitos debatedores costumam usar um argumento que a meu ver é falho demais e carece de sustentação lógica quando o tema das discussões são jogadores fora de série.
Assim, quando alguém quer diminuir o feito de um atleta campeão, o fora de série como disse acima, condutor de uma equipe na competição, é comum ouvirmos o seguinte argumento oco: mesmo sem Fulano de Tal (o fora de série em questão), o time seria campeão, pois era bom demais.
Já cansei de ouvir isso de gente inteligente, com vasta cultura esportiva, mas que é turrona ao extremo e não cede nem um milímetro sequer de suas convicções, exatamente porque, como disse, fica cego quando discute.
Gastei três parágrafos para falar de Kevin Garnett (foto à direita, Getty Images) e do confronto Boston x Chicago.
Ninguém discute a qualidade do Celtics. Para muitos – inclusive para mim –, o time era favorito ao título desta temporada. Um timaço com KG, Paul Pierce, Ray Allen, Rajon Rondo e companhia bela.
Mas KG se contundiu no joelho e está ausente destes embates contra o Bulls. Antes de a série começar, muitos – eu entre eles – disseram: mesmo sem Garnett o Boston bate o Chicago com facilidade.
O time é forte demais para, mesmo sem sua grande estrela, se complicar diante de uma equipe jovem, sem experiência e dirigida por um treinador sabidamente obtuso.
Fui irônico no texto de apresentação deste confronto: se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls (…) Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.
Quebrei a cara; muitos, como eu, também.
A série será decidida apenas no sétimo jogo, amanhã à noite, em Boston, às 21h de Brasília. Quer dizer: o vencedor o fará com o score de 4-3.
Resumindo: Kevin Garnett é a diferença desse time. O que a mim fica claro é que jogadores como Paul Pierce, Ray Allen e Rajon Rondo, se KG não estiver em quadra, não funcionam em sua totalidade.
Perguntei no referido texto de apresentação dos playoffs: será que Pierce e Allen conseguirão se impor sem a presença intimidadora de KG? Respondi: na série contra o Chicago, sim.
Mas não é o que está acontecendo, especialmente porque, no momento de defender, não o fazem com qualidade sem a sustentação de Garnett. KG é a referência defensiva do Boston; e emocional também.
Vejam, pois, a diferença que um jogador faz. Ou melhor, que um fora de série faz.
Portanto, pensem bem antes de afirmar: mesmo sem Fulano de Tal, o time seria campeão, pois era bom demais.
KG não está jogando e o Boston, fortíssimo candidato ao título, está se enrolando diante do Chicago, um time jovem, sem experiência e dirigido por um treinador sabidamente obtuso.
EMOÇÃO
Ontem, três prorrogações.
Boston e Chicago fazem a série mais emocionante em toda a história da NBA. Em seis jogos, sete prorrogações; o maior número em toda a história da liga.
Ontem, chegou-se ao cúmulo de três.
Paul Pierce poderia ter evitado tudo isso se tivesse sido mais eficiente nos momentos decisivos. Errou o arremesso derradeiro a quatro segundos do final do tempo normal, deixando o placar igual em 101 pontos e possibilitando a primeira prorrogação.
Voltou a errar o último chute do primeiro tempo extra com a buzina disparando pela última vez com sua bola no ar e que terminou chocando-se contra o aro inimigo.
Finalmente, com o jogo empatado em 123 pontos, na terceiro e última prorrogação, Paul Pierce perdeu a bola para Joakim Noah (foto abaixo, Reuters). Não se contentando com a bobagem feita, aumentou-a ao fazer uma falta no pivô do Bulls no momento da bandeja.
Isso possibilitou um ataque de três pontos, uma vez que Noah fez a cesta e converteu o lance de bonificação, levando os anfitriões a uma vantagem de três pontos (126-123) a 35 segundos do final desta terceira prorrogação.
Foi o lance, a meu ver, que determinou a vitória do Chicago. Tem que ser debitado na conta de Pierce.

DESTAQUES
Ray Allen – ele de novo! – foi o nome do Celtics. Anotou nada menos do que 51 pontos em quase uma hora na quadra.
Seus números: 18-32 (56.2%) nos arremessos, sendo que acertou nada menos do que nove das 18 bolas de três arremessadas na partida (50%); nos lances livres, 6-7 (85.7%).
Do lado do Chicago, John Salmons. O ala do Bulls terminou a partida com 35 pontos em uma hora de jogo.
Seus números: 13-22 (59%) nos arremessos, sendo que acertou cinco em nove dos tiros triplos (55.5%); nos lances livres, 4-4 (100%).
ÚLTIMO
Como disse acima, amanhã, 21h de Brasília, acontece o último jogo da série. Local: TD Banknorth Garden de Boston.
Favorito? O Celtics, pois jogará em casa e diante de seus fanáticos torcedores, aqueles mesmos que costumam chacoalhar ônibus adversários quando a delegação adversária está chegando e partindo do local da partida – e a NBA nada faz para punir a franquia, dando as costas para esses atos de vandalismo.
Como disse acima, o Chicago é um time jovem. Penso que esta juventude poderá pesar demais nesta hora crucial.
Sem contar que o trio de árbitros vai assoprar o apito mais favoravelmente ao time da casa – o que é normal em todo o planeta, pois seres humanos são suscetíveis a pressão.
CAFAJESTE?
Puxa vida, a gente tem admirado demais o trabalho de Rajon Rondo. Tem exaltado seus feitos, ressaltado sua evolução, enfim, dando voz a um jogador que, a meu ver, é subestimado pela imprensa norte-americana.
Mas, para minha surpresa, por detrás daquela carinha de anjo parece esconder-se um cafajeste.
O soco que ele acertou em Brad Miller nos segundos finais da partida de Boston, deixou-me em dúvida se foi intencional ou não. A NBA entendeu que não e por isso evitou a punição.
Sem histórico algum de confusão – pelo menos que eu me lembre –, Rajon foi beneficiado exatamente por isso quando foi julgado pela liga.
Ontem, no entanto, no final do primeiro quarto, enroscou-se com Kirk Hinrich e lançou o jogador como se estivesse se livrando de algo contagioso que enroscava-se em seu corpo.
Hinrich partiu para cima de Rajon e, não fosse a presença de um árbitro, os dois teriam proporcionado uma cena comum nos jogos de hóquei: troca de socos.
Por que Rajon comportou-se daquela maneira com Hinrich, um jogador limpo? O que acontece com o armador do Boston?
Vamos esperar para concluirmos se tudo não passa de tensão pela frustração diante de uma série que era dada como barbada e que se avolumou além da conta ou se realmente por detrás daquela carinha de anjo esconde-se um cafajeste.
FIM
Houston e Orlando classificaram-se ontem para as semifinais da NBA em suas respectivas conferências (à esquerda, Rashard Lewis e Stan Van Gundy, do Magic, em foto AP).
O time texano ao bater o Portland dentro de seu Toyota Center por 92-76; a equipe da Flórida ao ganhar do Sixers, na Filadélfia, por 114-89.
A vitória do Rockets obtida no Oregon, no primeiro jogo da série, por 108-81, foi determinante para este resultado final. O Blazers, outro time jovem nesta fase, não teve estofo para recuperar a vantagem de quadra.
Ontem, sucumbiu pela terceira vez na casa inimiga. Desta vez, vítima de sua pobreza ofensiva: apenas LaMarcus Aldridge (26) e Brandon Roy (22) tiveram duplo dígito na pontuação.
Do lado do Houston, Ron Artest liderou o time em quadra com 27 pontos. Yao Ming, que quebrou o pé na temporada passada e não participou dos playoffs, fez um jogo sólido também: 17 pontos e dez rebotes.
A vitória na série foi a primeira desde 1997. Traduzindo, havia sete playoffs que o time era barrado na primeira rodada.
Terá pela frente o Lakers nas semifinais. Os números do confronto neste campeonato são desanimadores: em quatro jogos, quatro derrotas.
O Lakers fez uma média de 102.8 pontos por partida, enquanto que o Rockets ficou na casa dos 89.8. Preocupante para os vermelhinhos, animador para os amarelinhos.
E emblemático porque o Houston tem em sua defesa (especialmente em Artest e Shane Battier, os dois marcadores de Kobe Bryant) o ponto alto de seu time. Será que o Lakers conhece o caminho das pedras diante deste inimigo?
Vamos esperar pelo começo deste confronto, que promete ser um dos mais disputados, a meu ver, apesar da ampla vantagem do Lakers na fase de classificação.
Quanto ao Orlando, mesmo sem Dwight Howard, suspenso pela NBA pela cotovelada desferida em Sam Dalembert, o time venceu fora de casa e fechou o confronto em 4-2.
Se lembramos que o Sixers fez 2-1 na série com uma vitória em casa no terceiro confronto, a gente constata que o Magic fez uma corrida de partidas de 3-0.
Ou seja: ganhou os três últimos prélios, classificando-se para as semifinais.
A vitória de ontem foi incontestável: 25 pontos de diferença. Foi, também, a pior derrota do Philadelphia desde os playoffs de 1970, quando perdeu para o Milwaukee por 156-120.
Qual foi o segredo do Orlando no jogo de ontem, sem poder contar com seu Super-Homem?
Rashard Lewis e Rafer Alston.
Lewis marcou 29 pontos, enquanto Alston cravou 21 tentos e dez assistências.
Mas não dá para escantear J. J. Redick, que anotou 15 pontos (seu recorde em playoffs), tendo encestado cinco bolas de três.
Ah, ia me esquecendo: o pivô polonês Marcin Gotart marcou 11 pontos, pegou 15 rebotes e fez quatro desarmes.
Enfim, como se vê, o Orlando foi um time equilibrado.
Aguarda pelo desfecho da série entre Boston e Chicago. Terá dois dias a mais para descansar – e isso é muito bom.
NOITADA
Hoje à noite, apenas uma partida: Miami x Atlanta. O jogo será na Florida e começa às 21h de Brasília.
O Hawks lidera a série por 3-2. Uma vitória do time da Geórgia e ele estará apto para enfrentar o Cleveland, que descansa merecidamente por tudo o que tem feito até agora neste campeonato.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Blazer, Boston, Bulls, Celtics, Chicago, Dwight Howard, Houston, Joakim Noah, kevin garnett, Magic, Orlando, Paul Pierce, Portland, Ray Allen, Rockets, Ron Artest, Yao Ming
29/04/2009 - 11:29

Eu já disse aqui neste botequim: não fosse a contusão de Josh Howard, que perdeu 30 partidas da fase de classificação, e o Dallas teria feito uma campanha muito melhor do que seu sexto lugar.
O time é muito melhor do que a posição sugere.
Ganhou em qualidade com a contratação do técnico Rick Carlisle. Inegavelmente superior a Avery Johnson, o treinador de campanhas passadas.
Com Carlisle à frente do time, o Dallas deixou de ser uma equipe dependente de apenas um jogador para se transformar em um time coeso, solidário. Foi assim que o Mavericks eliminou o San Antonio neste confronto texano.
Os 106-93 de ontem na cidade do Álamo foram incontestáveis.
O temor em San Antonio é que a eliminação, dentro do AT&T Center, não se torne fato corriqueiro. Ou vocês se esqueceram que foi também no ginásio do Spurs que o Dallas eliminou seu rival regional nas semifinais do Oeste nos playoffs de 2006?
“Eles tiveram mais poder de fogo do que nós”, admitiu Tim Duncan, depois da partida. “Eles jogaram mais do que a gente”.
Declaração equilibrada e cavalheira de um jogador equilibrado e cavalheiro.
Foi exatamente isso o que aconteceu: o Dallas sempre foi superior ao San Antonio neste confronto.
E mostrou-se, como disse na abertura do nosso bate papo, um time equilibrado. Vejam o que disse o técnico Carslile: “Penso que Howard foi provavelmente nosso MVP nesta série. Ele jogou muito”.
Apesar do equilíbrio, há sempre alguém a se destacar, isso é normal. Mas, pergunto: seria possível imaginar um cenário desses em temporadas passadas?
Penso que não, pois Dirk Nowitzki sempre foi o centro das atenções do Dallas.
Ontem, o alemão jogou muito, é verdade. Deixou a quadra com 31 pontos e foi o cestinha não só do time, mas da partida também.
Howard fez 17 pontos, mas apanhou oito rebotes e fez três desarmes. Erick Dampier – chamado jocosamente de “Ericka” por Shaquille O´Neal – foi o único atleta em quadra a fazer um “double-double”: 11 pontos e 12 rebotes. Jason Kidd anotou 12 pontos, J. J. Barea fez 10 e Jason Terry, o melhor reserva desta temporada, veio do banco e adicionou mais 19 pontos.
Como se vê, nada menos do que seis jogadores com um duplo dígito na pontuação.
Equilíbrio; este foi o segredo do Dallas nesta série, repito. Se continuar assim, dará muito trabalho ao Denver, que esta noite deverá eliminar o New Orleans (23h30 de Brasília).
LÓGICA
A eliminação do San Antonio seguiu a lógica. O alvinegro, sem Manu Ginobili, contundido no tornozelo, não era mesmo páreo para uma equipe em franca evolução como o Dallas.
Ontem, o time sofreu uma vez mais da inanição ofensiva de seus atores secundários. Enquanto Tim Duncan (30) e Tony Parker (26) anotaram juntos 56 pontos, os demais jogadores fizeram, somados, 37 tentos.
Dá para ganhar assim? Claro que não.
Roger Mason Jr., por exemplo, foi um jogador na fase de classificação; outro nos playoffs. Não conseguiu ser o “key factor” de momentos decisivos, como aconteceu contra o Phoenix, no dia de Natal, lembram-se?
Gregg Popovich vai ter trabalho nesta “off-season”. Precisa ver se Manu consegue recuperar a saúde e procurar jogadores para dar o suporte necessário para Timmy e Paker.
Caso contrário, pensar em títulos não passará de um sonho distante.
PROBLEMA
Depois de ter recuperado a vantagem de quadra ao bater o Philadelphia fora de casa, o Orlando voltou empavonada para a Flórida e venceu o Sixers com facilidade: 91-78.
Dwight Howard foi o nome do jogo. E por dois motivos: 1) Terminou a partida com 24 pontos e incríveis 24 rebotes (dez de ataque); 2) Deu uma cotovelada em Sam Dalembert no segundo quarto que pode custar-lhe uma suspensão de uma partida.
Esta foi a terceira vez que eu presenciei Howard tendo problemas com seus marcadores. A primeira foi diante de Pau Gasol, em Los Angeles, a segunda contra o nosso Nenê, em Denver; e agora a de ontem.
O que existe em comum entre Gasol, Nenê e Dalembert? Os três são estrangeiros.
Seria xenofobia de Howard ou apenas coincidência?
Espero que a alternativa “b” seja a correta, pois discriminação é algo repugnável, repulsivo, condenável, nojento, enfim, tudo o que de ruim passar pela sua cabeça.
RODADA
O Portland continua vivo na série diante do Houston. Venceu por 88-77 e diminuiu a diferença dos texanos, agora em 3-2. Os dois times voltam a se enfrentar amanhã no Toyota Center, lar do Rockets.
Se os anfitriões confirmarem o favoritismo, avançam para as semifinais do Oeste e serão adversários do Lakers, que sovou o Utah. Alcançará a classificação mesmo sem poder contar com seu principal jogador: Tracy McGrady.
Ou será que vai se qualificar exatamente porque T-Mac está de fora? Como se sabe, o jogador jamais conseguiu passar da primeira rodada dos playoffs.
Os supersticiosos de plantão rezam para que McGrady não consiga uma recuperação milagrosa.
É a vida.
Enquanto isso, novamente o Chicago deixou escapar em Boston mais uma vitória. Se tivesse obtido-a, teria pulado ele, e não o Celtics, na frente em 3-2 nesta que é a série mais emocionante até o momento nestes playoffs.
Nada menos do que três dos cinco jogos precisaram de prorrogações. Ontem foi mais um deles.
Como disse, o Bulls deixou a vitória escorregar por entre os dedos. Além de Kevin Garnett, ausente por contusão, Ray Allen foi eliminado do jogo com seis faltas a 5:26 minutos do final.
Naquele momento o Chicago estava na frente em 83-80. Chegou a vencer por 89-84, mas não sustentou a vantagem e bater um advesário debilitado.
Na prorrogação, uma bola dupla de Paul Pierce a dois segundos do fim do jogo colocou o Celtics na frente em 106-104 e o Bulls não conseguiu provocar a segunda prorrogação.
Time jovem, com potencial, mas inexperiente e com treinador jovem, inexperiente e sem potencial.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
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27/04/2009 - 12:51
Chicago e Boston fizeram o grande jogo da rodada de ontem dos playoffs da NBA. Duas prorrogações e emoção pra ninguém botar defeito. E o resultado, 121-118 para o Bulls, poderia ter sido para o Celtics.
O jogo foi muito igual.
Ray Allen quase estragou a festa na cidade dos ventos, como fez na segunda partida no TD Banknorth Garden. Dele foram os três tentos que empataram o jogo em 96 pontos e levou a partida para a primeira prorrogação.
Mas o Boston não esperava ter que provar do mesmo veneno ao final da prorrogação referida.
Ben Gordon foi o responsável pelo dissabor. Devolveu na mesma moeda ao derrubar uma bola de três no fim do primeiro tempo extra e empatar a partida em 110 tentos. Com isso, conduziu o encontro novamente a mais cinco minutos para se conhecer o vencedor.
Quando o segundo tempo adicional estava prestes a terminar, Paul Pierce resolveu incorporar o personagem de Allen, mas não deu certo. A peleja mostrava vantagem para o Bulls de 121-118. Com o cronômetro zerando, ele tentou um arremesso triplo que acabou bloqueado por John Salmons.
Foi o último grande momento da partida.
Com disse, emoção do começo ao fim.

DESTAQUES
O equilíbrio foi a marca do Chicago. Nada menos do que sete jogadores terminaram a partida com um duplo dígito: Derrick Rose (23), Ben Gordon (22), John Salmons (20), Kirk Hinrich (18), Tyrus Thomas (14) e Joakim Noah (12).
Do lado do Boston, Paul Pierce fez 29 pontos, enquanto que Ray Allen anotou um a menos.
Mas o grande nome do Celtics foi, novamente, Rajon Rando, que anotou seu segundo “triple-double” na série: 25 pontos, 11 assistências e igual número de rebotes.
É nome forte para ganhar o MIP desta temporada, se bem que eu não coloco a mão no fogo por quem vota; já disse isso aqui neste botequim.
IGUALDADE
Com a vitória, o Chicago empatou o confronto em 2-2. O próximo jogo será amanhã às 20h de Brasília.
Kevin Garnett continuará de fora. Mas já treina com bola.
Está sendo guardado para as finais contra o Cleveland – é o que se comenta. O problema é que o Orlando ganhou ontem do Philadelphia e empatou a série em 2-2.
Se souber proteger seu mando de quadra, elimina o Sixers e classifica-se para as semifinais. Aí será o adversário do Celtics na próxima fase dos playoffs do Leste.
Neste caso, talvez a franquia tenha que abreviar o retorno de KG.
É DE TRÊS!!!
Assim gritaria o competentíssimo Ivan Zimermman no arremesso de Hedo Turkoglu. O turco atirou e a buzina explodiu com a bola no ar (foto à direita, AP).
Os 16.464 torcedores que foram ao Wachovia Center da Filadélfia cruzaram os dedos. Mas não adiantou nada.
A bola caiu limpinha pelo aro caseiro, lambendo a redinha, para desespero dos fãs e do Philadelphia: o Orlando venceu a partida por 84-81 e, como disse acima, empatou a série em 2-2.
Nada como um dia após o outro.
Ou vocês se esqueceram do primeiro e do terceiro embates desta fase, quando o Sixers venceu exatamente com bolas no último segundo?
CENÁRIO
Com a vitória de ontem, basta o Orlando vencer seus dois próximos encontros em sua Amway Arena para eliminar o Philadelphia.
O Sixers, no entanto, deu mostras de que pode roubar uma vez mais a vantagem do Magic.
Acho que o Chicago pode fazer o mesmo em Boston; a menos que Kevin Garnett entre em quadra – o que eu não acredito.
CULATRA
Bem que o Portland tentou pregar peça semelhante no Houston, como fizeram Chicago e Orlando. Não conseguiu.
A chance de ontem no Texas foi grande demais. Não sei se o Rockets vai proporcionar situação semelhante no último enfrentamento entre os dois no Toyota Center, marcado para quinta-feira próxima.
A diferença no jogo de ontem foi Yao Ming. O chinês, que esteve apagado nos dois últimos embates, anotou 21 pontos e confiscou 12 dos 43 rebotes do Houston.
Isso foi importante, porque o duelo, neste quesito, terminou com uma vantagem mínima para os anfitriões, uma vez que os visitantes pegaram apenas dois a menos.
Daí vê-se a importância de Yao na partida. Mas a gente tem que contextualizar o desempenho do chinês: Greg Odem, que tinha feito excelente marcação nos dois últimos jogos, ontem envolveu-se com as faltas e pouco jogou.
Do lado do Blazers, Brandon Roy foi um gigante. Anotou 31 pontos; por pouco não foi ele a figura central da partida.
RESOLVIDO
Ponto final na série mais sem graça destes playoffs.
Ao vencer o Detroit, fora de casa, por 99-78, o Cleveland tornou-se o primeiro classificado para as semifinais. Fez o que um grande time teria que fazer numa situação dessas: atropelar o adversário.
Continuará tendo vida fácil nos playoffs do Leste, fruto de sua excelente campanha na fase de classificação. Pegará Miami ou Atlanta nas semifinais; dois times bem inferiores em relação à sua força.
O Cavs será realmente testado na final da conferência. Orlando ou Boston (ao que tudo indica) são times que têm um nível semelhante ao Cleveland.
Até lá, confrontos que representarão mais um jogo-treino do que combates onde tudo pode acontecer.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
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25/04/2009 - 16:07
O Orlando tentou dar o troco; não conseguiu. Pior do que isso, foi golpeado novamente.
Como aconteceu no primeiro jogo da série, na Flórida, quando a partida foi decidida apenas na última bola (tiro certeiro de Andres Iguodala), ontem o filme se repetiu. Mas o cenário foi outro: o Wachovia Center da Filadélfia.
O enredo, conforme informa o parágrafo acima, foi o mesmo.
A sete segundos do final, com o placar marcando igualdade em 94 pontos, Thaddeus Young fez uma infiltração pela esquerda. Livra-se da marcação de Rashard Lewis, evita a cobertura de Dwight Howard, faz um “spin” e com o braço esquerdo completa a bandeja: 96-94 para o Sixers – sofreu falta de Howard, mas a arbitragem ignorou.
Dois segundos para o final. Lewis recebe o fundo bola e, no desespero, lança a bola em direção à cesta do Philadelphia, mas sem precisão.
Os 16.492 torcedores que lotaram a arena da Filadélfia fizeram a festa, não só pela vitória, mas também pela recuperação da vantagem na série. O Sixers volta a liderar o confronto, agora em 2-1.

O próximo enfrentamento está marcado para amanhã, às 19h30 de Brasília. Local: novamente o Wachovia Center.
O Sixers pode abrir 3-1. Se isso acontecer, a chance de eliminar o Orlando é grande demais.
E se acontecer, será a primeira surpresa destes playoffs.
ERRO
O Orlando esqueceu-se de Rashard Lewis no final da partida. Concentrou seu jogo em Dwight Howard e no teimoso Hedo Turkoglu.
Um jogador com Lewis não pode deixar de ser envolvido no momento decisivo. Não sei se isso foi coisa do técnico, Stan Van Gundy, ou dos jogadores em quadra.
De qualquer maneira, foi um erro – e o preço, como se viu, foi caro demais.
EMOÇÃO
Houston e Portland fizeram um embate que também envolveu os torcedores até o último segundo. Para aqueles que esperavam vitória sossegada do Rockets, roer unhas ao final da partida foi mais do que justificável.
A 16 segundos do final, Rudy Fernandez, da ponta esquerda do ataque o Portland, desfirou um pelotaço triplo que encurtou a vantagem do Houston para apenas um ponto: 81-80.
Acertadamente, Steve Blake fez falta em Aaron Brooks. O armador texano acertou os dois tiros fatais, aumentando a vantagem para três pontos: 83-80.
Inexplicavelmente, Blake pegou o fundo bola e saiu feito um maluco em direção à quadra inimiga. E com 11 segundos para o final, desferiu um arremesso da meia direita que nem aro deu.
Pra quê? Faltavam 11 segundos! Poderia – e deveria – ter trabalhado melhor a jogada.
Na sequência, Shane Battier acertou dois lances livres, Blake – agora sim – encestou uma de três, deixando o placar em 85-83. Nova falta em Brooks, a dois segundos da buzinada final. O armador do Rockets acertou o primeiro, mas errou o segundo. Só que ele próprio pegou o rebote e derrubou da cama os sonhadores do Oregon: 86-83.
O Houston recuperou a vantagem (2-1) e entra em quadra novamente amanhã à noite, 22 horas de Brasília, para tentar ampliar o marcador em 3-1.
Se conseguir… sei não, o Blazers vai para o beleléu.
NÚMEROS
Interessantes, vejam só: quando Brandon Roy e LaMarcus Aldridge jogam mal, o Portland perde; quando jogam bem, vence.
Nas duas derrotas do Blazers para o Houston os dois, juntos, fizeram uma média de 30 pontos por jogo; na vitória, ambos somaram 69 tentos.
Na vitória, o percentual de aproveitamento deles foi de 56.5%; no revés, 36.8%.
Não precisa ser especialista para chegar à conclusão que o segredo no confronto está em conter a dupla do Oregon.
COMPENSAÇÃO
Yao Ming fez uma péssima partida com a bola nas mãos. Sem confiança, foi dominado por Greg Odem; sinceramente, não compreendi, pois o chinês é mais experiente e melhor que o novato do Portland.
É certo que ele teve problemas com as faltas, mas quando esteve em quadra, não gostei do que vi. Em números, Yao marcou míseros sete pontos, ele que teve 19.7 pontos de média durante a fase regular.
Em contrapartida, Luis Scola voltou a jogar muito bem. Marcou 19 pontos.
DEPRESSÃO
Quando Will Bynum acertou um arremesso duplo e empatou o jogo em 58 pontos, o Cleveland fez uma corrida de 21-10 e marcou 3-0 na série diante do Detroit vencendo a partida por 79-68.
É o confronto mais sem graça desses playoffs, pois a diferença entre as equipes é gritante.
LeBron James fez 25 pontos, 11 rebotes e nove assistências. Flertou, uma vez mais, com o “triple-double”. Jogou muito.
Anderson Varejão, o brazuca do Cavs, realizou mais uma vez um jogo tático. Deu tudo de si para o time, mas foi econômico para si próprio: sete pontos, quatro rebotes, dois desarmes e um toco.
O próximo jogo está marcado para amanhã às 16h30 de Brasília.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Blazers, Brandon Roy, Cleveland, Detroit, Houston, LaMarcus Aldridge, LeBron James, Luis Scola, Magic, Orlando, Philadelphia, Pistons, Portland, Rashard Lewis, Rockets, Sixers, Thaddeus Young, Yao Ming
22/04/2009 - 16:26
Se Boston e Chicago (à direita, foto AFP) fazem uma série equilibradíssima no Leste, Portland e Houston repetem a dose no Oeste.
Ontem, os dois times protagonizaram, uma vez mais, outra partida repleta de emoções e equilíbrio. Embate definido só no final; desta vez o Portland saiu vencedor: 107-103.
Brandon Roy foi o nome do jogo. Arrebentou a defesa adversária; e olha que seus marcadores não são “joões”, como Garrincha se referia a quem o marcava e não o achava.
Shane Battier e Ron Artest, dois dos melhores defensores da liga, tiveram a inglória missão de vigiar o armador do Blazers. Não conseguiram.
Roy terminou a partida com 42 pontos, assim construídos: 13-24 nas bolas duplas, 2-3 nas triplas e 10-12 nos lances livres. Tudo isso em 42 minutos.
Agora, sabe o que também chama a atenção? O número de erros por ele cometido: nenhum!
Foi, como disse, o nome do jogo.
O fato triste ficou por conta da contusão do pivô Dikembe Mutombo. D, às portas de completar 43 anos (25 de junho), voltou ao basquete depois de muita insistência de dois times, Boston e Houston, e também da família.
Cedeu aos apelos e voltou ao Texas, onde jogou a temporada passada. Ontem, com dois minutos em quadra, contundiu o joelho esquerdo. E decretou: “Pra mim, o basquete acabou”.
De jeito nenhum, D. Quem acompanha a NBA, e você em particular, não vai esquecê-lo jamais. Seu indicador balançando de um lado para o outro após um “joão” tentar uma cesta e você dar-lhe um merecido toco ficará para sempre registrado em nossas retinas.
Você é um daqueles gênios inesquecíveis, tenha certeza.
FINAL
Agora, pessoal, o que dizer do Aaron Brooks (à esquerda, foto Getty Images) no final da partida? O cara estava maluco!
Houvesse alguns segundos a mais à disposição do Houston e eu ouso dizer que o Rockets teria virado a partida.
Iluminado, Brooks marcou 11 pontos em 27 segundos – os últimos tentos do Houston em quadra, diga-se. Tentou encurtar a diferença que era favorável aos anfitriões. Não conseguiu, mas sua atuação (23 pontos e cinco assistências) ainda pulula em nossa mente, concordam?
Quem não viu o jogo, perdeu um espetáculo e tanto.
SUFOQUINHO
O Lakers voltou a respeitar o script. Venceu o Utah por 119-109.
Jamais esteve atrás no marcador e a diferença, que acabou na casa dos dez pontos, chegou em 20: 66-46 ao final do segundo quarto.
Mas o time passou por um pequeno sufoco ao final da peleja quando o Jazz, comandado por Deron Williams, encurtou a distância para apenas três p0ntos (109-106) a 2:43 minutos do final.
Mas aí os angelinos fizeram uma corrida de 10-3 e colocaram tudo em seus devidos lugares. De nada adiantaram os 35 pontos e nove assistências de Deron e nem os 20 pontos e dez rebotes de Carlos Boozer – único jogador em quadra a ter um “double-double”.
O Lakers foi novamente um time equilibradíssimo. Nada menos que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo dígito na pontuação: Kobe Bryant 26, Pau Gasol 22, Lamar Odom 19, Trevor Ariza 13, Shannon Brown 12, Derek Fisher 11 e Andrew Bynum 10.
É difícil você enfrentar um oponente que consegue distribuir os pontos. Sua defesa fica maluca, não sabe quem marcar.
Perdido na defensiva, o Utah permitiu um percentual de acerto dos arremessos do Lakers de exatos 60%, enquanto que ele, quando atacou, sem a mesma imaginação dos californianos, encestou apenas 49.4% de seus tiros contra a cesta inimiga.
Acho que isso explica bem a vitória do Lakers. A segunda em dois jogos.
Má sorte do Jazz, pois a história diz que quando o Los Angeles faz 2-0 em uma série melhor de sete (antigamente o primeiro confronto era melhor de cinco) é praticamente impossível revertê-la. Em 38 situações desse tipo, o Lakers saiu-se vencedor em 37.
Portanto, é melhor Jerry Sloan começar a projetar a próxima temporada.
Esta, já era.

MIXURUCA
Êta partida sem-graça! Não tem jeito, o Detroit não será adversário para o Cleveland, pelo menos jogando em Ohio.
Os ventos do Lago Erie parecem inspirar mais do que os que sopram do Michigan. Não há termos de comparação entre as equipes.
O Cavs chegou ontem à sua segunda vitória, esta por “apenas” 12 pontos: 94-82.
O Pistons bem que lutou. Baixou a diferença, que chegou em 29 pontos no início do quarto derradeiro (79-50), para sete (84-77) quando o cronômetro marcava 3:50 para a buzinada final.
Ao verem a distância ficar bem mais curta, LeBron James, Mo Williams e Delonte West se reuniram e decidiram acabar com a brincadeira. Lideraram a última corrida do jogo favorável ao Cavs em 10-5 e deram números finais ao marcador.
LeBron e Mo anotaram quatro pontos; Delonte, dois.
Terminaram a partida assim: LBJ 29 tentos, Mo 21 e Delonte 20.
Detroit? Ora, o que dizer de um time cujo medalhista olímpico Tayshaun Prince crava apenas dois pontos no aro inimigo?
Nem com a série indo para Detroit dá para imaginar uma vitória do Pistons.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Blazer, Brandon Roy, Carlos Boozer, Cleveland, Delonte West, Deron Williams, Detroit, Dikembe Mutombo, Houston, Jazz, Kobe Bryant, Lakers, LeBron James, Mo Williams, Pistons, Portland, Rockets, Tayshaun Prince, Utah
19/04/2009 - 11:30
Foi um confronto do calibre de Boston e Chicago. Emocionante do começo ao fim. E a rivalidade regional ajudou a apimentar o embate travado entre San Antonio e Dallas.
Mesmo jogando na cidade do Álamo e estando havia três anos sem vencer uma partida fora de casa em playoffs, o Mavericks foi grande; foi um gigante eu diria.
Mesmo sem Manu Ginobili, o Spurs é um time forte, raramente dobrado em seu AT&T Center. Mas não houve como suportar a avalanche tática e técnica do time verde e azul.
Os 105-97 foram absolutamente incontestáveis. O SAS fez de tudo para evitá-los, mas não houve como não se entregar à superioridade do Dallas.
A gente já falou algumas vezes aqui neste botequim como o Mavs sofreu durante a temporada regular com a ausência de Josh Howard (foto Reuters). A saúde do ala não está ainda intacta; mesmo assim, ele foi o maestro do time em quadra.
Foram 25 pontos. Nenhuma enormidade – mas o suficiente para dar um “refresco” para Dirk Nowitzki.
O alemão, desta vez, não precisou ficar feito um maluco em quadra tentando cestas daqui e dali à procura da vitória. Josh fez isso ontem.
Dirk terminou a peleja com 19 pontos – pouco para seus padrões. Mas, como disse, não havia por que se desgastar.
Josh estava lá.
Além disso, os reservas também não negaram fogo. 39 pontos vieram do banco do Dallas.
Do San Antonio? É melhor nem falar para a gente não corar de vergonha. De todo o modo, como aqui neste botequim a gente não esconde nada de ninguém, lá vai: 14 pontos foram produzidos pelos reservas do Spurs.
Pouco, não é mesmo? Muito pouco, corrijo.
Tim Duncan e Tony Parker, uma vez mais, tentaram encarar o adversário. Mas eles não conseguiram: Timmy deixou o jogo com 27 pontos e nove rebotes, enquanto que o francês anotou 24 pontos e oito assistências.
Fizeram a parte deles; o banco não fez.
Com uma produção baixa de seus reservas e enfrentando um time absolutamente equilibrado em quadra (além de Howard e Nowitzki, mais quatro jogadores tiveram duplo dígito na pontuação), não dava mesmo para vencer.
Vale para esta série o mesmo que eu disse sobre Boston e Chicago: foi apenas o primeiro jogo. Muita coisa ainda pode acontecer.
Mas foi um indicativo e tanto, vocês concordam?
LAVADA
Por essa, sinceramente, eu não esperava. Foi a segunda surpresa do dia.
A primeira foi a vitória do Chicago sobre o Boston, fora de casa; a segunda, o triunfo do Houston diante do Portland, no Oregon.
O triunfo coisa nenhuma, foi um massacre mesmo. O time texano não deu colher de chá em nenhum momento aos anfitriões.
E ao contrário de outras vezes o Portland não conseguiu fazer de seus torcedores o sexto jogador em quadra. Sabe por quê? Porque foi amplamente dominado durante toda a partida.
O Houston calou os fãs do Blazers.
Os 108-81 impactam quem apenas olha para o score, mas os que acompanharam o jogo não se surpreenderam. E podem chegar ao exagero de dizer: foi pouco.
O Rockets fez uma corrida inicial de 11-2 e jamais perdeu o controle da partida. Yao Ming (foto AP), o chinês injustiçado por muitos deste botequim, fez nove desses 11 pontos e esteve com a mão calibrada.
Há como contestar 100% de aproveitamento? Há?, eu pergunto novamente.
Yao encestou todos os seus nove arremessos (nenhum de três, obviamente) e embiroscou a meia dúzia de lances livres cobrados. Além dos 24 pontos, confiscou nove dos 44 rebotes que o Houston apanhou e deu dois tocos.
Um gigante – no tamanho e no jogo.
Por falar nos ressaltos, vejam o placar final: 44-30 para o Houston.
Sabe quantos rebotes LaMarcus Aldridge pegou? Três. Foi amplamente dominado por Luis Scola, mais uma vez com um basquete de muita qualidade: oito rebotes e 19 pontos, 12 a mais que LaMarcus.
Pergunta que não quer se calar: será que John Paxson não acertou na troca? Afinal de contas, não é nos playoffs que a gente separa os meninos dos homens?
NORMALIDADE
Não teve nem graça – como não vai ter mesmo.
O Cleveland venceu o Detroit por 102-84 e poupou-se claramente em quadra. Se jogasse com o pé no acelerador o tempo todo teria humilhado ainda mais o Pistons.
A diferença é muito grande.
LeBron James (foto AP) fez novamente um grande jogo. Levou os adversários à loucura. 
“A gente teve que procurar LeBron o tempo todo”, disse Rip Hamilton depois da partida. “Temos que encontrar um jeito de contê-lo”.
Como? Boa pergunta. O problema é que o Detroit não tem resposta para essa questão.
Tayshaun Prince, ótimo defensor, não tem força física para marcar LeBron. Alguém mais? Não, ninguém mais.
Ou seja: não há medicamento eficaz na sacola de remédios do Pistons capaz de aniquilar os males que o futuro MVP desta temporada vai impor ao time da cidade do automóvel.
Em tempo: King James fez 38 pontos, oito rebotes e sete assistências.
E digo mais: se LBJ jogar no seu limite, fará um duo de “triple-doubles” nesta série – faltam ainda mais três jogos para ela se encerrar (querem apostar?). Mas, por outro lado, não há motivo para isso.
Desgastar-se pra quê? O difícil está por vir: as finais da conferência e da NBA.
Anderson Varejão? Discreto: seis pontos, quatro rebotes e dois tocos.
COMPREENSÃO
Peço compreensão a vocês, parceiros deste botequim. Não dá para eu responder, neste momento a todas as manifestações de vocês.
Com o campeonato pegando fogo e eu tendo que assistir a jogos e mais jogos, desdobro-me com outro trabalho, este na Rádio Jovem Pan. Vou atender apenas às solicitações mais emergenciais.
Mas tenham certeza: leio todas as mensagens – como sempre faço.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Cleveland, Dallas, Dirk Nowitzki, Houston, Josh Howard, LaMarcus Aldridge, LeBron James, Luis Scola, Mavericks, NBA, Portland, Rockets, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Yao Ming
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