MIAMI ELIMINA NEW YORK E CONFIRMA SER A PRINCIPAL FORÇA DO LESTE
Aconteceu ontem em Miami o que já era para ter acontecido no domingo. O Heat passou pelo New York (106-97) e colocou um ponto final na série. Com o resultado, está nas semifinais do Leste e terá o “encardido” Indiana pela frente, série que começa no próximo domingo em Miami.
Do Pacers a gente fala depois; do embate diante do Knicks falamos agora.
Bem que tentamos ver uma nesga de luz neste confronto, de modo a imaginar que o New York pudesse oferecer alguma resistência. Mas não teve jeito: o Miami é muito mais time e isso ficou claro em todos os embates, mesmo na derrota de domingo passado.
Tudo bem que o NYK perdeu seus dois principais armadores, Jeremy Lin e Baron Davis. Mas Mike Bibby entrou bem no jogo de ontem e mostrou que poderia e deveria ter sido mais usado por Mike Woodson nesta série. O grande problema do time nova-iorquino, no entanto — e volto a dizer —, é a individualidade de alguns jogadores. Carmelo Anthony, Amar´e Stoudemire e — pasmem! — até mesmo um cara mediano como J.R. Smith formam um trio onde o ego é inflado demais, a ponto de não sobrar qualquer espaço para que seus companheiros consigam respirar. Jogar ao lado deles é sufocante.
Melo arremessou ontem 31 bolas. Neste confronto, teve média de 25 chutes por partida. J.R., vindo do banco — e com menos minutos em quadra do que Melo — atirou 15 bolas ontem. Na série, pouco mais de 15 por cotejo. Quer dizer: os dois juntos arremessam cerca de 40 bolas por peleja. O Knicks chutou em média pouco mais de 73 por embate. Resumindo a história para não me tornar chato: Melo e J.R. foram responsáveis por quase 55% dos arremessos da equipe. E os demais? Ficaram chupando o dedo, é claro.
Envolver os companheiros. É isso o que um grande jogador faz. É isso o que um grande treinador determina.
Claro que Melo não pode ser equiparado a J.R., ele é muito melhor, mas muito melhor mesmo. Ele não é caso perdido e nem causa perdida. Com um treinador de verdade ele pode ser muito útil ao time.
Que tal Phil Jackson?
NOJENTO
Quanto a Amar’e Stoudemire, o que dizer de um ser humano que faz o que ele fez a Shane Battier? Stat deve se achar o rei da cocada preta. E não passa e nem nunca passou de um jogador nota 6,5. Em seu melhor momento atingiu a nota sete.
FORÇA
Falem o que quiser, mas time que tem LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh é muito forte. Ou melhor: é fortíssimo. Time que tem LBJ, D-Wade e CB1 é forte candidato ao título. Ou melhor: é fortíssimo candidato ao título.
Esqueçam o técnico, esqueçam a falta de pivôs e nem se fiem nessa história de que o time não tem armador. Os três podem resolver essa questão em quadra.
É claro que o basquete é diferente do futebol e a participação do treinador é muito mais importante e notada. Mas os três são experientes e craques de bola. Podem resolver no jogo qualquer dificuldade que surja. Aliás, acho que vocês sabem, P-Jax acredita que o amadurecimento de um jogador se dá também quando eles, em quadra, sozinhos, sem pedido de tempo, conseguem sair do buraco. Muitas vezes, ele deixava de pedir tempo exatamente para ver como os jogadores reagiam; e consequentemente amadureciam. King James, D-Wade e CB1 já passaram por poucas e boas desde que se juntaram em Miami na temporada passada. Podem, perfeitamente, sair de muitas ciladas que deverão aparecer até o final da temporada sem a mão tutora de um treinador.
Quanto a falta de pivôs e um armador de ofício, digo que a falta de homenzarrões não me preocupa, pois pode-se perfeitamente ganhar o jogo de outra maneira. O basquete te dá muitas variantes para construir vitórias e evitar derrotas. E a questão da armação, vocês bem sabem o que eu penso sobre o assunto. LBJ é o armador do Miami sem ser da posição. Mas é inteligente, forte, hábil e rápido.
No Oklahoma City, Russell Westbrook e James Harden são os condutores do time em quadra e não foram feitos na mesma forma de Jason Kidd e Rajon Rondo. Mesmo no Boston, nos finais das partidas, é Paul Pierce quem fica com a bola nas mãos. Funciona assim também no San Antonio, onde Manu Ginobili desempenha este papel “down the strecht” e, convenhamos, Tony Parker foi moldado na mesma forma de Westbrook. E mais: um dos melhores armadores da NBA na atualidade, Derrick Rose, não é bem um armador na extensão da palavra. E não se esqueçam: quando Chris Paul pontua, dá poucas assistências.
Portanto, caros amigos, o Miami é muito forte sim senhor. Entra como favorito nesta série diante do Indiana. Entra como favorito; não disse que vai vencer.
ADIADO
O Memphis não tomou conhecimento do Clippers e venceu por 92-80. Não vi o jogo. Por isso, se alguém quiser o microfone para comentá-lo, fique à vontade. Mas constatei pelo “box score” que a vitória do Grizzlies foi construída nas costas de seus dois pivôs titulares: Zach Randolph e Marc Gasol.
Os dois juntos anotaram 42 dos 92 pontos da equipe (45,6%). Z-Bo cravou um “double-double” ao marcar 19 pontos e dez rebotes. Marc ainda deve nos ressaltos, mas melhorou na pontuação.
O Grizz está nas mãos dos dois também. Jogar tudo nas costas de Rudy Gay é cruel e injusto demais.
Pra encerrar: a chance do Clips é vencer o confronto desta sexta-feira, em Los Angeles. Se não o fizer, o Memphis ficará com a faca e o queijo nas mãos para encerrar a série como vitorioso.
Notas relacionadas:
- NA DECISÃO DO LESTE, MIAMI ENTRA COMO FAVORITO
- LIN SENTE A FORÇA DO MIAMI; LAKERS SENTE O PODERIO DO OKLAHOMA CITY
- SE ACONTECER TUDO ISSO, CHICAGO VENCE MIAMI NA FINAL DO LESTE

















