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terça-feira, 13 de janeiro de 2009 NBA | 12:56

PIERCE DÁ SINAL DE VIDA

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O Boston comemora a varrida pra cima do Toronto. Com a vitória de ontem, na prorrogação, por 115-109, o Celtics venceu todos os quatro jogos disputados com o Raptors nesta temporada.

Mas há motivos para comemoração?

Hum… O Celtics se complicou mais uma vez diante de um adversário que não faz uma campanha de destaque. Os canadenses venceram 16 de seus 39 jogos e têm um aproveitamento de 41.0%.

Estão fora do G-8.

E ontem jogaram, mais uma vez, sem duas de suas principais estrelas: o espanhol José Calderón e o americano Jermaine O’Neal.

Mesmo com esses dois desfalques, o Toronto dominou o Boston, dentro do TD Banknorth Garden, até metade do terceiro quarto, quando chegou a abrir dez pontos de vantagem.

Foi então que Kevin Garnett entrou em ação e calou Chris Bosh, o mais perigoso jogador do Raptors.

Bosh, que até aquela altura do jogo estava com 12 pontos (5-7), limitou-se a fazer apenas mais seis (1-4). Ainda por cima, tomou um toco de Garnett quando faltavam pouco menos de cinco minutos para acabar a partida no tempo normal que o deixou desconcertado.

Com Bosh controlado, entrou em cena, finalmente, o talento de Paul Pierce (foto AP), que esteve adormecido nos últimos jogos. O marrento ala do Boston fechou a partida com 39 pontos em 49:24 minutos.

Nove desses quase 40 pontos foram feitos na prorrogação.

Na coletiva depois da partida, KG, ao lado de Pierce, disse que deveria ser tocado naquele momento o tema do filme “Super-Homem”, deixando claro que Pierce fez coisas de outro planeta na vitória do Boston.

Exagero?

Quase; Pierce foi bem, mas nem tanto assim.

As palavras de Garnett tinham outro significado, que certamente atingiu em cheio o alvo: ego do companheiro.

Pierce estava mesmo precisando disso.

ATÉ ONDE?

O Chicago segue maltratando seus torcedores. Perdeu mais uma.

Ontem, pelo menos, foi para o Portland, uma equipe de respeito nesta temporada e que tem um recorde de 23-14 e é o quinto colocado na Conferência Oeste.

Mas perdeu – e não importa para quem, pensam os torcedores.

Perdeu quando muitos achavam que ia ganhar, pois o time contava com o retorno de três jogadores: Kirk Hinrich, Luol Deng e Thabo Sefolosha.

De nada adiantou.

A equipe até que começou bem a partida. A defesa funcionava e o jogo de transição igualmente.

O Chicago deitava e rolava nos contra-ataques. Chegou a abrir 11 pontos de vantagem na metade do segundo quarto.

Mas foi só o Portland ajustar sua ofensiva, evitar o jogo de transição do Bulls e pronto: venceu com a maior facilidade do mundo. 109-95.

Travis Outlaw (foto AP em disputa com Drew Gooden), que veio do banco, fez uma grande partida. Seus números mostram isso: 33 pontos (sua melhor performance nesta temporada) e sete rebotes.

Enquanto isso, o Chicago foi um fracasso nas bolas de três pontos: 2-13 (15.4%). Viu o Portland fazer exatamente o contrário neste fundamento: 11-23 (47.8%).

Nove bolas a mais de três pontos; nove pontos a mais.

Marcando mal no perímetro e sem transição, só restou ao Chicago apanhar novamente.

E ninguém fala nada quanto a Vinnie Del Negro.

Sam Mitchell, que foi demitido pelo Toronto e que há duas temporadas foi eleito o “Coach of the Year”, segue desempregado.

Seria uma ótima opção.

Mas não acredito que o Chicago o contrataria em caso de demitir Del Negro. Vai partir para uma solução doméstica, como têm feito todos os times nesta temporada, numa clara demonstração de economia.

Sai Del Negro e assume, muito provavelmente, Del Harris.

Só vai mudar a mosca.

TURCO

Mehmet Okur fez 43 pontos ontem na vitória do Utah sobre o Indiana por 120-113. Foi a maior pontuação do pivô turco em sua carreira nos EUA.

Memo (foto AP) entra para a história ao se tornar o primeiro pivô da franquia a marcar mais de 40 pontos desde que o Jazz entrou para a NBA, na temporada 1974/75.

Seus números, esmiuçados, foram:
1º. Quarto – 18 pontos (4-5 nas bolas de dois, 1-1 na de três e 7-8 nos lances livres. Jogou 12 minutos);
2º. Quarto – oito pontos (2-2 nas bolas duplas, 1-1 na tripla e 1-1 nos lances livres. Atuou 6:41 minutos);
3º. Quarto – 15 pontos (3-6 nas de dois, 1-1 na de três e 6-6 nos lances livres. Ficou em quadra 12 minutos);
4º. Quarto – dois pontos (1-2 nas bolas duplas, 0-1 na tripla e não cobrou nenhum lance livre. Jogou 9:32 minutos);
Total – 43 pontos (10-15 nos arremessos de dois, 3-4 nos de três e 14-15 nos lances livres. Jogou ao todo 40:13 minutos).

O interessante é que quando o quarto período começou, Memo tinha 41 pontos. A torcida era para que ele entrasse para o seleto rol dos jogadores do Utah a anotar pelo menos 50 pontos em uma partida.

Nele figuram Karl Malone, Pete Maravich, Adrian Dantley e Truck Robinson.

Não deu, mas Okur fez a noite dos torcedores do Jazz mais feliz. Pela vitória e pelo seu desempenho pessoal.

Fica para uma próxima.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 11 de janeiro de 2009 NBA | 17:37

BOSTON VENCE, MAS AINDA ESTÁ ENFERMO

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O Boston acabou de fazer as pazes com a vitória. Ficou nove dias, ou quatro jogos sem saber o que era vencer.

Ganhou do Toronto por 94-88, agora há pouco, mas foi no sufoco.

Transformou um jogo fácil, no qual chegou a abrir 20 pontos de vantagem, numa partida complicada. Ficou muito claro: a ferida ainda não foi cicratizada.

Os canadenses bem que tentaram reabri-la. Quase conseguiram.

Não fosse Ray Allen (foto AP), que fez um partidaço, e o Celtics teria amargado mais uma derrota na competição.

Allen marcou 36 pontos. Foi o cestinha do encontro. Acertou 11 de seus 14 arremessos (78.6%). Deles, dez foram de três pontos, sendo que oito acabaram encestados (80.0%).

O percentual de sucesso foi fenomenal.

E nos lances livres, seis cobrados e acertados.

Jogou por ele, por Kevin Garnett e Paul Pierce.

Os dois outros lados do vértice deste triângulo fabuloso do Celtics deixaram muito a desejar; especialmente Pierce.

Será que ele ainda sustenta ser o melhor jogador de basquete do planeta? Ao final da temporada passada, marrento depois de ter ficado com o troféu de MVP das finais, saiu garganteando aos quatro cantos do planeta que era o melhor de todos.

Duvido que ele pense o mesmo neste momento. Deve estar com vergonha de se olhar no espelho.

Foi aniquilado por LeBron James na última sexta. Hoje, novamente, foi presa fácil da marcação do Toronto.

Fez só 11 pontos: 5-11 (45.4%) nos arremessos. Nas bolas de três, 1-4 (25.0%). Agora, reparem só: Pierce não bateu nenhum lance livre no jogo!

O que isso significa? Significa que temos em quadra um jogador completamente sem confiança e humilhado.

Colhe o que plantou. E a lavoura é interior e não exterior. Seu umbigo é grande demais e ele fica de olho nele o tempo todo.

Esquece que o jogo é de equipe e não individual. Caiu do cavalo e não está conseguindo se levantar.

Garnett não ficou atrás. Só dez pontos, mas olhem só o desempenho de KG nos arremessos: só encestou três de seus 16 chutes (18.7%).

Não tenho em mãos todas as estatísticas de todos os jogadores. Mas acredito que jamais, desde que entrou na NBA, Garnett teve um aproveitamento tão medíocre como o desta tarde em Toronto.

Como disse, Ray Allen salvou a pele de todo mundo. Inclusive a de Doc Rivers.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 10 de janeiro de 2009 NBA | 13:25

LEBRON ANIQUILA O BOSTON

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LeBron James destruiu o Boston. É claro que ele contou com a preciosa ajuda de seus companheiros, mas não estivesse ele em quadra, do jeito que esteve, o Cleveland não teria deixado o parquete da Quicken Loans Arena com o placar favorável em 98-83.

LBJ (foto Reuters) fez 38 pontos, apanhou sete rebotes, deu seis assistências, roubou quatro bolas e deu três tocos. Some-se a isso o fato de que ele aniquilou Paul Pierce, para muitos o melhor jogador do Celtics.

O convencido jogador do Boston teve uma atuação para ser apagada de seu “pen drive”. Anotou apenas 11 pontos, pois encestou só quatro de seus 15 arremessos. E cometeu cinco erros, o que é mais vexatório.

O fato é que o Cleveland entrou em quadra como se fosse disputar um jogo de playoff. A energia era idêntica. Dentro e fora da quadra.

A torcida teve a mesma conduta dos jogadores. Transportou para janeiro o comportamento que costuma ter em maio, junho, quando chega a fase decisiva da competição.

O Celtics, ao contrário, entrou em quadra fora de foco. Parecia que estava enfrentando o Charlotte, quando na verdade estava medindo forças com seu principal adversário no Leste.

Parecia, também, jogar com o peso de três derrotas consecutivas nas costas (agora são quatro) e um recorde de 3-7 nos últimos dez confrontos.

O Cleveland, quando tem o Boston pela frente, entra em quadra com a faca entre os dentes. Se o oposto não for verdadeiro daqui para frente, o representante do Leste nas finais desta temporada deverá o ser o time de Ohio e não o de Massachusetts.

INVENCIBILIDADE

Com a vitória de ontem, o Cleveland aumentou sua invencibilidade dentro da Q Arena para 19 partidas. É o único time na NBA que não perdeu em casa nesta temporada.

Se somarmos seus três últimos embates nos playoffs do campeonato passado, a invencibilidade passa para 22 jogos.

E sabe contra quem foram esses enfrentamos?

Exatamente contra o Boston.

Quer dizer: já são quatro os jogos que o Celtics não consegue bater o Cavs quando o palco é a arena de Cleveland.

Fico me perguntando: quem será capaz de bater o Cavs na Q Arena?

SIGNIFICADO

Nos EUA muitos – quando digo muitos falo de torcedores e mídia – pensam como outros tantos brasileiros quando o assunto é esse tipo de campeonato: fase de classificação seguida dos playoffs.

O que quero dizer é que o raciocínio destes é: a temporada regular não conta, o que vale é o que vem depois.

Engano, pois o jogo de ontem contou muito.

Deixou o Boston com três derrotas a mais (seis contra nove), o que dá certa gordura para o Cleveland queimar mais pra frente se precisar.

Deixou o Boston com a autoestima em baixa. E isso é o mais importante, porque a vitória de ontem, 15 pontos de vantagem, foi um triunfo psicológico do Cavs.

Se tudo correr dentro dos conformes, os dois times devem fazer a final da conferência. E aí o Cleveland vai tirar proveito do que foi feito ontem à noite na Quicken Loans Arena.

Mas o Boston pode mudar este cenário – ou igualá-lo.

Dia seis de março próximo as duas franquias voltam a se encarar. Desta vez no TD Banknorth Garden de Boston.

Vamos ver como o Celtics e sua fanática torcida vão se comportar. Com certeza teremos a repetição da atmosfera de ontem.

E no dia 12 de abril, quando os dois oponentes se encontrarem pela última vez pela fase de classificação, novamente teremos um clima de playoffs. Desta feita, uma vez mais na Q Arena.

Uma nova rivalidade na NBA?

Só o tempo dirá, pois ninguém sabe ainda qual será o futuro de LeBron James.

POR FORA

O Orlando vem quieto, comendo pelas beiradas. Sem alarde e os holofotes da mídia, o Magic atropelou ontem o Atlanta, na Flórida, por 121-87, e com a derrota do Celtics já é o segundo colocado no Leste – e o terceiro na classificação geral.

O time foi bem equilibrado na partida de ontem. Sem essa de números estratosféricos para um e nada para os demais.

Hedo Turkoglu fez 21 pontos, seguido de Dwight Howard (foto AP) com 16; J. J. Reddick, 15; Jameer Nelson, 14; Rashard Lewis 13; e Courtney Lee 11.

A marcação também funcionou, pois limitou o Atlanta a apenas 35.0% de seus arremessos. Num comparativo, o Orlando encestou 40 das 83 bolas: 48.2%.

Além disso, nas de três, o Orlando acertou o dobro em relação ao adversário: 16-8.

Foi superior também nos rebotes: 55-38.

Enfim, um banho de bola – e não foi contra um adversário qualquer. O Atlanta é o quinto colocado no Leste com uma campanha de 22 vitórias contra 13 derrotas.

ENTÃO…

Então que se o Boston não se cuidar, ele poderá fazer uma semifinal contra o Orlando com a desvantagem de quadra.

E nos playoffs passados a gente viu muito bem que o time tem dificuldades quando joga fora de casa.

E o Orlando está, como falei, equilibrado.

Disse outro dia, conversando com um parceiro deste botequim, que não sinto força no Orlando para fazer final nem de conferência e nem de NBA. Acho que falta ao time um armador mais experiente que Jameer Nelson.

O moleque é bom jogador, mas requer mais vivência de quadra para tornar-se o condutor do time e um jogador mais decisivo do que é hoje em dia.

DESPERDÍCIO

O Denver perdeu um jogo ganho diante do Detroit. Dominou toda a partida, mas no final fraquejou e saiu derrotado por 93-90.

A 20 segundos do final, Tayshaun Prince entrou pela diagonal direita e no melhor estilo Manu Ginobili derrubou a bola que colocou o Pistons na frente pela primeira vez na partida: 87-86. O técnico George Karl (foto AP) foi ao desespero.

Depois foi aquela sequência de falta e lance livre que poderia ter levado o jogo à prorrogação se J. R. Smith tivesse aproveitado os três arremessos que teve à disposição quando o cronômetro marcava 5.5 segundos para o final da partida.

Poderia ter empatado em 91 pontos; mas errou o primeiro.

Não se pode culpar J. R. pelo acontecido. O time passou 2:40 minutos sem acertar nem um arremesso sequer. Nesse período, a equipe fez apenas quatro pontos, fruto de quatro lances livres.

E arremessou apenas três bolas contra a cesta do Detroit, assim mesmo, a última, no desespero, com o cronômetro zerando com a bola no ar.

Ontem a gente pôde ver como Carmelo Anthony faz falta ao time.

FRIEZA

Aaron Aflalo foi o nome do jogo. Frio feito um iceberg, acertou os oito lances livres a que teve direito. Todos no final da partida.

Cem por cento para um jogador que tinha uma média de acerto de 73%.

Não era mesmo o dia do Denver.

VINGANÇA

Allen Iverson, ao contrário do que imaginei, não foi vaiado impiedosamente pelos torcedores do Denver. Um “boo” aqui outro ali e nada além disso.

Era a primeira visita de AI ao Colorado depois da troca com Chauncey Billups em 3 de novembro passado. Ele não se mostrou nem mais e nem menos motivado por causa do ocorrido.

Jogou apenas mais uma partida em sua carreira na NBA.

Estava apagado no jogo, com um aproveitamento muito ruim de seus arremessos. Tinha acertado apenas dois dos 12 tentados nos três primeiros quartos.

No último, todavia, passou para 4-6, embiroscou oito de seus nove lances livres, tendo anotado 13 pontos exatamente quando a partida se fechava.

Totalizou 23 tentos, sete a menos do que Chauncey Billups.

Pontuou menos, mas ganhou o duelo.

PATÉTICO

Não há outra palavra para definir o final da partida de ontem entre Lakers e Indiana. Faltavam três segundos para o jogo findar e o time de Los Angeles pulou à frente em 121-119 – que acabou sendo o placar final.

O técnico Jim O’Brien, do Pacers, pediu tempo. O narrador da FSN de Los Angeles dizia: “É cedo para se comemorar a vitória”. Alertava com um fuzuê danado dos torcedores ao fundo, depois da cesta final de Kobe Bryant que deu a vitória aos amarelinhos.

O Indiana voltou à quadra; foi cobrado o lateral. A bola caiu nas mãos do pivô Jeff Foster, que não fez absolutamente nada. Ao ouvir a buzina soar, assustou-se e arremessou – já não valia mais.

Deu “air ball”.

Patético.

ARBITRAGEM

Outro dia, torcedores do Lakers reclamavam neste botequim da arbitragem na derrota para o New Orleans.

Agora eu quero ver o que eles vão dizer sobre o assunto. Sim, porque ontem, a falta que desclassificou Danny Granger do jogo não aconteceu.

E Granger, com seus 2m03 de altura era o marcador de Kobe Bryant. Com ele de fora, o nanico do Jarret Jack (1m91) teve que vigiar Kobe na bola derradeira.

Com 12 centímetros a menos diante de si, Kobe fez a cesta mais fácil da temporada e levou o Lakers à mais uma vitória no campeonato.

Tivesse sendo marcado por Granger, faria os dois pontos?

BRAZUCAS

Anderson Varejão (na foto AP com Mo Williams e LeBron James) foi o destaque dos brazucas na rodada de ontem. Jogou 35:06 minutos. Marcou 14 pontos e apanhou nove rebotes. Ficou a um para novo “double-double”.

Foi muito importante no momento do corta-luz. Ajudou demais LeBron James na pontuação.

Teve seu esforço reconhecido por LBJ e pelo treinador Mike Brown.

E também pela mídia norte-americana.

Nenê ficou em quadra 35:53 minutos. Fez um ponto a mais do que Varejão e pegou o mesmo número de rebotes.

Tivesse se esforçado um pouco mais e teria feito um duplo-duplo.

Num comparativo, enquanto Varejão voa nas bolas à procura do rebote, Nenê se limita a apanhá-lo se ele chega a suas mãos. Tivesse, como disse, a mesma garra do capixaba e estaria certamente com o “double-double” de média na competição.

Mas não é da natureza do são-carlense. Não adianta a gente querer de uma pessoa o que ela não é capaz de fazer.

Quanto a Leandrinho, foi importante na vitória do Phoenix diante do Dallas por 128-100. Vitória, vírgula, uma lavada, isto sim.

Jogou apenas 19:22 minutos. Mesmo assim, marcou 20 pontos, com um ótimo aproveitamento nos arremessos: 8-11.

Nas bolas de três, 2-2; semelhante desempenho nos lances livres.

Fica menos em quadra para dar espaço a Jason Richardson. Não justifica. O ex-ala do Charlotte fez um ponto a mais do que o paulistano, tendo jogado exatos 33 minutos.

Ou seja: 10:38 minutos a mais.

Tempo para Leandrinho ter feito pelo menos mais uns seis pontinhos.

Poderia ter fechado a partida até com 30 pontos, por que não?

Esse assunto está me cansando, pois eu não me conformo com a situação.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 NBA | 12:45

CAVS x CELTICS MEXE COM A NBA E OS EUA

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O site da NBA trata o jogo como o mais importante desta temporada.

Exagero.

Lakers x Boston, no dia de Natal, foi mais significativo e mais glamoroso também. São as duas franquias com mais título e mais torcida nos EUA.

De qualquer maneira esse Cleveland x Boston (transmissão ao vivo para o Brasil pela ESPN a partir das 23h de Brasília) é também formidável. Além disso, poderá mexer significativamente na tabela de classificação.

Uma derrota do Boston combinada com uma vitória do Orlando diante do Atlanta, na Flórida, e o Magic ganha a segunda posição na Conferência Leste e manda o Celtics para a terceira.

Quer dizer: o confronto desta noite na Quicken Loans Arena de Cleveland pode não ser um single malt, mas é um blended da melhor qualidade – e há os que preferem o blended ao malt, diga-se.

Os holofotes estarão mais direcionados para o Boston, creio eu. O atual campeão da NBA vem cambaleante neste momento. Perdeu seis de seus últimos oito jogos – tudo começou com o revés em Los Angeles –, sendo que acumula três derrotas consecutivas.

O mesmo site da liga criou um quadro mostrando a queda de rendimento dos principais jogadores do Celtics.

Nos primeiros 29 jogos, o quinteto titular do Boston tinha o seguinte desempenho na pontuação:

Ray Allen: 17.3
Kevin Garnett: 22.1
Kendrick Perkins: 14.7
Paul Pierce: 17.5
Rajon Rondo: 19.1

Nesses últimos oito fatídicos jogos, está assim:

Ray Allen: 12.5
Kevin Garnett: 19.6
Kendrick Perkins: 12.6
Paul Pierce: 23.6
Rajon Rondo: 12.6

Como se vê, apenas Pierce melhorou o desempenho.

Mas, como disse ontem, esses números têm que ser analisados olhando para o tempo que eles ficam em quadra.

Ray Allen: 36.2
Kevin Garnett: 33.3
Kendrick Perkins: 29.0
Paul Pierce: 36.5
Rajon Rondo: 28.1

Ou seja: os três mais importantes jogadores do time e os mais veteranos também, são os que mais ficam em quadra. Doc Rivers não tem o que fazer, pois falta banco ao Celtics; todo mundo sabe.

Ray Allen tem 33 anos, Garnett 32 e Paul Pierce 31.

Num comparativo com o Cleveland, LeBron James fica 37.0 minutos em quadra por partida, mas tem apenas 24 anos e está no esplendor de sua forma física. Mo Williams, a outra estrela do Cavs, joga quatro minutos menos e é dois anos mais velho que LBJ. Delonte West atua em média 34.1 minutos, mas tem 25 anos.

Repito: se o Boston não encontrar alternativa de banco para os três, vai cair ainda mais de produção. E quando os playoffs chegarem, a conta a ser paga será alta demais.

DEMORA

O Celtics tenta acertar com Stephon Marbury. Mas o irrequieto jogador ainda não conseguiu desatar o nó que o prende ao New York. Ele quer receber tudo a que tem direito para assinar a rescisão de contrato.

O Knicks não quer pagar o total do contrato; propõe um acordo onde desembolsará menos.

Enquanto isso, o jogador não joga; e o Boston vê o tempo passar e os adversários também.

Como disse acima, uma vitória hoje do Orlando diante do Atlanta – o que, aliás, é o mais provável que aconteça – e o Celtics cai para a quarta colocação.

Resumindo: do Natal para cá, o time de Massachusetts pode despencar da primeira para a quarta posição.

Inacreditável para quem vinha com uma campanha com 27 vitórias e apenas duas derrotas.

Hoje o time pode dormir com um recorde de 29 vitórias e nove derrotas.

DESAFIO 1

A mídia norte-americana está chamando a atenção para um duelo em especial esta noite: Kevin Garnett x Anderson Varejão (foto AP).

Isso mesmo, o capixaba pode ser um “key factor” para o Cleveland esta noite. Se marcar bem o marrento ala/pivô do Celtics e o Cavs terá dado um passo importante para a vitória.

E o que Varejão tem que fazer?

Basicamente, diminuir a pontuação de Garnett.

E de que maneira?

Bem, evitar ao máximo o tiro da zona morta esquerda do Boston. É ali que Garnett gosta de jogar; e de arremessar. Seu percentual de aproveitamento é altíssimo daquela região.

Tentar ser econômico nas faltas, muito embora a gente saiba que esse duelo será bastante físico. Varejão é importante na quadra – e não no banco.

Rapidez no jogo de transição. Apesar da idade, Garnett tem velocidade. Varejão também é rápido. Hoje terá que ser ainda mais.

Na frente, terá de atacar no momento certo, para não apenas cansar Garnett, mas, se possível lucrar com uma falta aqui e outra ali.

DESAFIO 2

LeBron James (foto AP) e Paul Pierce será outro grande duelo particular desta noite.

Quem vencerá?

Aposto minhas fichas em LBJ. Mais jovem, tem uma explosão que talvez nenhum outro jogador da liga tenha nesse momento e é genial. É mais intuitivo e criativo também.

Pierce é mais cerebral, experiente e frio. E sabe catimbar.

Vai tentar de todas as maneiras tirar LeBron do eixo.

DESAFIO 3

Este em menor escala, colocará frente a frente Ray Allen (foto AP) e Delonte West. O ala/armador do Cleveland era jogador do Boston e entrou num negócio envolvendo vários jogadores.

Nunca engoliu ser moeda de troca.

Vai querer mostrar a Doc Rivers e Danny Ainge que eles cometeram um grande equívoco.

Em casa sobe demais de produção. Acho que vai levar a melhor diante de Allen, que vem decrescendo neste momento do campeonato, especialmente nas bolas de três.

Está com a mão descalibrada.

RODADA

Dois jogos movimentaram a rodada de ontem. Os dois anfitriões venceram, o que era esperado.

Em San Antonio, o Spurs só encontrou dificuldades no primeiro tempo. No segundo, deslanchou e enfiou 106-84 no Clippers.

O time de Los Angeles não pôde contar mais uma vez com Baron Davis, lesionado. Do jeito que atuou no primeiro tempo, se pudesse ter Davis, acho que levaria a vitória, e não a derrota, para a terra do cinema.

Em Dallas, o Mavericks suou para vencer o New York por 99-94. O time da Big Apple luta mais contra sua irregularidade do que contra os oponentes.

Quando encontrá-la, vai achar as vitórias com mais freqüência e facilidade.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 NBA | 14:10

SINAL DE ALERTA EM BOSTON

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O sinal de alerta está ligado em Boston. O Celtics voltou a perder mais uma.

São seis derrotas nos últimos oito encontros. Pior: três delas nos três últimos confrontos.

O revés agora foi para o irregular Houston (89-85), que ainda por cima não pôde contar com Tracy McGrady, lesionado no joelho esquerdo.

E aconteceu dentro de seu TD Banknorth Garden, onde não perdia havia 13 partidas. Ou seja, desde 14 de novembro, quando foi dobrado pelo Denver.

O que acontece com o Boston?

Por mais que se olhe para a estatística num todo (nos últimos 8:34 minutos, por exemplo, o time só acertou duas cestas), pra mim o grande problema do time é aquele que todos sabem: banco.

É muito difícil o trio formado por Kevin Garnett (foto AP ao lado de Kendrick Perkins), Paul Pierce e Ray Allen levar o time nas costas o campeonato todo. Já o fez no campeonato passado.

Agora, alguém mais tem que aparecer para ajudar. É cansativo e desgastante demais.

Quando Doc Rivers tem que recorrer ao banco, ele faz-se de surdo. Não ajuda em nada.

É só comparar o que fez o banco de um e de outro time.

Enquanto os reservas do Celtics marcaram 23 pontos, 11 rebotes e um desarme, os ajudantes do Rockets anotaram 32 pontos, 18 rebotes, sete assistências e um roubo de bola.

A diferença é gritante.

Por mais que se credite a derrota ao baixo aproveitamento dos arremessos (30-70, 42.9%; os triplos, 6-15, 40.0%), o problema está no banco.

Por isso mesmo o time busca de todas as maneiras acertar com Stephon Marbury. Como procurou um acordo com Dikembe Mutombo – que preferiu o Houston – e depois, com a negativa do congolês, tentou dissuadir P. J. Brown da aposentadoria, também infrutiferamente.

Se o Celtics não arrumar, rapidamente reservas confiáveis, o sonho do bicampeonato – ou seu 18º. título – não vai passar de uma quimera.

TRILHA

O Denver segue na trilha certa. A tabela marcou sete jogos consecutivos dentro de seu Pepsi Center. Já venceu três deles.

Percorreu quase que a metade do caminho.

E sem Carmelo Anthony (foto AP), ontem, bateu o Miami por 108-97.

Não perde há cinco partidas e das últimas dez venceu oito.

Com a vitória diante do Heat, passou a ocupar, novamente, a segunda posição na Conferência Oeste, passando a perna no San Antonio. Tem que se aproveitar dessa generosidade, porque em fevereiro o calendário será perverso: dos 12 embates, oito (consecutivos) serão em terras estranhas.

Vencer agora e aumentar a poupança de vitórias é extremamente importante para dar confiança e uma gordurinha para se queimar lá na frente.

LITUÂNIA

Chauncey Billups fez 21 pontos, mesmo desempenho de J. R. Smith. Mas os também 21 tentos anotados por Linas Kleiza é que foram o diferencial para o Denver vencer o Miami.

O lituano acertou quatro de seus seis arremessos triplos. O time da Flórida encostava, ameaçava passar à frente e Kleiza embiroscava mais uma de três e nocauteava o oponente.

Foi o grande nome da vitória do Nuggets (pegou ainda sete rebotes), embora a mídia norte-americana tenha protegido os seus colocando-os lado a lado com Kleiza.

NENÊ

O são-carlense teve atuação regular: 14 pontos e seis rebotes.

O bom foi que ele deixou ontem a camisa por dentro do calção e pôde se concentrar mais na partida.

LIMITE

Leandrinho pode fazer chover dentro do US Airways Center que não vai ter jeito. Terry Porter limitou-o a pouco mais de 20 minutos e ponto final.

Ontem, o paulistano marcou 18 pontos, cinco a menos do que o cestinha do time, Amaré Stoudemire. Teve bom aproveitamento nos arremessos (6-10 [60%] no geral, 3-5 nos triplos [60%], 3-3 (100%) nos lances livres), mas mesmo assim não teve a permissão do treinador para jogar mais.

Resultado: o time perdeu para o médio Indiana por 113-110.

MIP

A gente fala muito sobre Nenê e Rajon Rondo, mas temos que ficar de olho em Danny Granger (foto AFP). O ala do Indiana tem jogado muito.

Ontem fez 37 pontos e foi o artilheiro da partida. Tem 25.8 pontos de média no campeonato. É o quinto melhor neste fundamento.

E forte candidato ao Most Improved Player desta temporada.

BRIGA

Enquanto o Boston se afasta da primeira colocação, Cleveland e Lakers seguem brigando pela primazia maior da competição. Quem ficará na frente?

Os dois voltaram a vencer ontem.

O Cavs passeou diante do Charlotte: 111-81; o Lakers visitou o Golden State e ganhou por 114-106.

O recorde caseiro do Cleveland nesta temporada mostra 18-0. Nenhum outro time está sem perder diante de sua massa.

O Cavs parece-me pronto para voltar às finais da NBA. Mas, desta vez, ao contrário do que aconteceu diante do San Antonio, há duas temporadas, quando foi varrido, pronto também para o seu primeiro troféu de campeão.

LeBron James é o diferencial, todos sabem. Ele amadureceu demais em relação à última temporada.

Muitos dizem que isso é fruto dos Jogos Olímpicos de Pequim. Outros garantem que ele está sabendo exercer melhor sua liderança, em benefício próprio e do grupo.

Pra mim ele deixou de ser um exibicionista à cata de números. É mais um jogador do time, pronto para exercer sua individualidade quando for necessário.

Quando não for, guarda-se para não desgastá-la à toa.

Kobe Bryant já assumiu esse papel há algum tempo. Longe está o tempo em que ele entrava em quadra para fazer 80 pontos.

Não se ganha campeonato assim.

Ontem Kobe cravou 21 pontos, mas quem brilhou foi Pau Gasol, que anotou 33 e ainda pegou 18 rebotes, sua melhor marca na temporada.

Desgastar-se pra quê?

Apenas quando for necessário.

Ontem, nem Kobe e nem LeBron precisaram vestir a roupa de super-herói para fazerem seus times vencerem.

Quando for preciso, eles estarão prontos.

VAREJÃO

O capixaba, assim como Nenê, foi OK no jogo de ontem contra o Bobcats: 14 pontos, seis rebotes, duas roubadas de bola e um toco.

Nada para fazer a gente se levantar da cadeira e dar um soco no ar, em comemoração.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 NBA | 15:02

O MAIOR CLÁSSICO DA NBA

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CURITIBA – O Lakers fez um de seus melhores jogos nesta temporada e bateu o Hornets, em New Orleans, por 100-87. O Celtics usou do mesmo expediente diante do Philadelphia, em Boston, venceu por 110-91 e somou sua 19ª. vitória consecutiva.

Mas isso é passado; que lá fique, pois. É assim que as duas franquias pensam no momento. Ou melhor: pensam no futuro.

E o futuro marca um confronto entre ambas amanhã à noite. O palco: Staples Center de Los Angeles.

Será o primeiro embate entre elas depois da final da temporada passada, quando o Celtics bateu o Lakers por 4-2 e conquistou seu 17º. título na NBA.

Todos já estão no clima.

Em Boston, por exemplo, os 18.624 torcedores que lotaram o TD Banknorth Garden, logo após Gabe Pruitt fazer mais dois pontos e colocar o Celtics na frente por 93-71, com 6:57 para o final da partida, passaram a gritar, em uníssono: “Beat LA, beat LA, beat LA”.

O técnico Doc Rivers, do Boston, tentou desconversar depois da partida. “Não senti a magnitude disso [gritos dos torcedores], pois este ainda não é o momento”, disse ele. “Mas eu de fato entendo que as pessoas estejam ansiosas [pelo jogo]”.

Conversa fiada; Rivers sabe muito bem o que significa um Boston x Lakers.

Não tem rivalidade maior do que esta na NBA. É como se a gente estivesse diante de um Fla-Flu, Atle-Tiba, Gre-Nal; ou um Palmeiras x Corinthians ou então Cruzeiro x Atlético.

Os torcedores não podem nem se ver; os jogadores mantêm as aparências.

Amanhã à noite, como disse, mais um capítulo dessa rivalidade será contado.

NÚMEROS

Se você não sabe, Boston e Lakers já se enfrentaram em 268 partidas. O Celtics leva a melhor por 151-117.

O time de Massachusetts anotou 28.537 pontos diante da franquia californiana, que deu o troco com 27.982. O Boston marcou uma média de 106.5 pontos e o Lakers, 104.4.

Vantagem clara do time da costa Leste norte-americana.

Tem mais títulos, mais vitórias, marcou mais pontos e conseqüentemente tem uma média melhor.

RECORDE 1

O atual campeão da NBA quebrou o recorde da franquia de partidas invictas ao vencer o Philadelphia. O anterior pertencia ao time da temporada 1981-82.

Adicione a isso que o Boston tem agora o melhor início em 29 jogos em toda a biografia da NBA. São 27 vitórias e apenas duas derrotas. E deixou também para trás New York e Philadelphia, donos, até ontem, ao lado do próprio Celtics, desta marca histórica.

Muitos dizem que o Boston está gastando munição antes do tempo. Não concordo: o time tem ainda muito que mostrar nesta temporada, muito embora Leon Powe tenha declarado, com todas as letras, que a atual equipe está jogando mais do que a passada.

Como disse dias desses, neste mesmo botequim, o Celtics tem suplantado adversários com certa dificuldade. Pela qualidade do grupo e pelo que mostrou no campeonato anterior, há muito que crescer.

Kevin Garnett, por exemplo, pegou apenas quatro rebotes na partida de ontem, um deles no ataque. Pouco para quem tem pouco mais de 11 por partida em toda a carreira.

Paul Pierce (foto AP ao lado de Garnett) deixou apenas dez pontos na cesta do Sixers. Vocês acham que isso é pontuação para um jogador do calibre do atual MVP das finais? Claro que não.

Ele acertou apenas quatro arremessos de 11 tentados. Percentual de 36.2%. Desprezíveis se cotejarmos com seus números em toda a sua participação na NBA, que é de 44.1%.

Ambos jogaram cerca de meia hora.

Ray Allen não fez tudo o que pode, mas não decepcionou tanto: 16 pontos, 5-8, 62.5% — ótimo percentual; deveria ter arriscado mais durante a partida.

Mas eu pergunto: pra quê? Não precisava, o time estava jogando como um time. As individualidades estiveram adormecidas e deram vida ao coletivo.

RECORDE 2

Com a vitória diante do New Orleans, Phil Jackson conquistou seu triunfo de número 999.

O milésimo, marcante, segundo planeja Phil, tem data para vir.

Amanhã, é claro.

Roteiro perfeito para o treinador do time da terra do cinema.

DEFESA

Ontem, sim, o Lakers defendeu como um time campeão. Possibilitou ao New Orleans apenas 87 pontos.

Chris Paul (foto AP com Kobe Bryant) fez 17 pontos e dez assistências. Um bom jogo, mas pequeno diante do talento do maior armador do planeta no momento.

E David West foi absolutamente controlado por Pau Gasol. Fez só 13 pontos e teve um desprezível aproveitamento de 33.3% de seus arremessos.

É certo que Peja Stojakovic fez falta, especialmente porque seria o desafogo para CP3, que não encontrou eco em West. Mesmo assim, do jeito que o Lakers marcou, o sérvio se enroscaria na trama defensiva californiana.

MAIS UM

O Denver perdeu um jogo (101-92) que poderia ter vencido. Ficou boa parte do confronto na frente do Portland, mas na reta final seus cestinhas fracassaram.

Chauncey Billups, que começou tão bem a temporada com o Nuggets, novamente não brilhou. Fez 17 pontos, mas seu desempenho é para ser esquecido: 4-12 (33.3%); nas assistências, só três.

Foi a quarta derrota do time colorado nos últimos cinco jogos.

É bom o Denver abrir os olhos, pois do jeito que tem jogado, coloca em risco a vaga para os playoffs que parecia mais do que certa.

Carmelo Anthony não jogou novamente. Mas na minha avaliação não fez falta, pois não tem atuado coletivamente, como fazia no início da temporada.

O grupo do Lakers se reuniu, sem a comissão técnica, antes da partida contra o Memphis. Lavou a roupa suja, como se diz por aí.

O resultado foram duas vitórias seguidas.

Os caras do Denver têm que fazer a mesma coisa.

DUPLO-DUPLO

Nenê voltou a escapar da irregularidade do time. Fez seu terceiro “double-double” seguido ao anotar 17 pontos e apanhar 13 rebotes, sendo sete deles na frente.

Dá gosto ficar acordado madrugada a fora vendo o são-carlense jogar. Com ele não tem esse negócio de roteiro com poucas palavras.

Nenê aproveitou a chance para assumir o posto de titular com a saída de Marcus Camby. Soube ocupar seu espaço e hoje é um dos destaques do time.

Ontem, no terceiro quarto, quando parecia ter contundido o joelho, todos entraram em pânico com a possibilidade.

Nenê de fora, hoje, faz mais falta do que Carmelo Anthony.

GREETINGS

Como vocês puderam observar, estou na capital paranaense. Quero aproveitar para desejar um Feliz Natal para todos vocês, freqüentadores deste botequim – e para todos os seus familiares também.

Como não haverá partidas hoje, amanhã estarei descansando também.

Voltamos a nos encontrar na sexta-feira.

Até.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 NBA | 10:06

GANHAR DO THUNDER É EMPURRAR…

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O Cleveland atropelou o Oklahoma City, ontem, fora de casa. Resultado mais do que esperado.

O que me intriga é o alvoroço que parte da mídia norte-americana está fazendo com os 102-91 desenhados no Ford Center. Estatísticas pululam entre um parágrafo e outro dos textos lavrados sobre o encontro mostrando que este é um dos maiores times da liga etc e tal.

Ora, vencer o Thunder nada mais é do que obrigação, concordam? O time debutante é o último colocado na classificação geral do campeonato com um recorde de três vitórias e 25 derrotas (10.7%). Em seus 15 encontros diante de equipes com aproveitamento superior a 50%, perdeu todos.

O comportamento dos jogadores e comissão técnica do Oklahoma City diante do Cleveland foi de pura tietagem; dentro e fora da quadra. Tanto que o técnico Scott Brooks, depois do jogo, não corou ao dizer: “Eles [Cleveland] não são um grande time, eles são excelentes. Isso é o que a gente quer ser um dia, um time como esse”.

Portanto, vencer o Thunder não significou mais do que fazer a lição de casa.

Mesmo que ela tenha sido feita no domicílio alheio.

ENGANOSO

Jogos desse tipo não servem para quase nada. É como bater pênalti; marcá-lo não é mais do que a obrigação.

Servem apenas para mostrar se você está bem das pernas ou não.

Em outras palavras, se você ganha do Thunder apertado, na última bola, ou mesmo necessitou de uma prorrogação para isso, significa que o time não está bem.

Se ganhou bem, como o Cleveland fez ontem, mostra que seu time está jogando dentro daquilo que se planeja para ele dentro da competição.

No caso do Cavs, ser campeão.

Portanto, salta-me aos olhos manifestações eufóricas do tipo: o resultado de ontem foi mais um passo no sentido de LeBron James renovar seu contrato com a franquia, pois o Cleveland está jogando muito.

Calma, pois, vencer o Oklahoma City, como disse, é como empurrar bêbado em ladeira; ou chutar cachorro morto; ou…

KING JAMES

LeBron James (foto AP) encerrou a partida com 31 pontos. Seu aproveitamento nos arremessos foi o seguinte: 12-20 nas bolas de dois pontos (60%), 2-4 nas triplas (50%) e 1-2 nos lances livres (50%).

Desta vez, pegou poucos rebotes: quatro; dois deles na frente. Mas distribuiu sete assistências, fez três desarmes e deu um toco.

Isso tudo em 42:46 minutos.

Foi a 11ª. partida em que King James marcou 30 ou mais pontos nesta temporada.

É o vice-cestinha da competição com média de 27.7 pontos por partida, atrás apenas de Dwyane Wade, que tem 28.8.

VAREJÃO

O capixaba foi econômico em seu desempenho diante do Thunder. Fez apenas três pontinhos, todos frutos de lances livres (3-4). Nas bolas de quadra, errou a trinca de arremessos executados.

Em compensação, foi o reboteiro do time ao lado de Ben Wallace: seis sobras apanhadas, uma delas no ataque, mesmo desempenho de Big Ben.

Marcou também um desarme e um toco – nenhuma assistência.

Números que não empolgam. Mas, como costumo contar aqui, Domingos Maracanã, da geração de prata do vôlei brasileiro, disse-me certa vez que quando se enfrenta adversários frágeis (foi o caso), o verdadeiro inimigo não é o oponente, mas a falta de concentração.

Vamos dar esse desconto ao Anderson Varejão.

De acordo?

HISTÓRIA

O Boston tornou-se o terceiro time na história da NBA a iniciar uma competição vencendo 26 de seus 28 enfrentamentos. Igualou-se ao Philadelphia da temporada 1966-67 e ao New York de 1969-70.

A marca foi conseguida com a vitória de ontem diante do Knicks por 124-105.

Só para completar a informação, ambos ganharam a competição.

Ou seja: inícios fulminantes podem significar título.

QUARTA MARCHA

O Boston deve ultrapassar esta marca amanhã. Isso porque o alviverde de Massachusetts recebe o Philadelphia.

Fora do G-8 com uma campanha de 12-25 (44.4%), o Sixers não assusta. Ainda mais fora de casa, quando venceu só cinco de seus 12 embates (41.6%).

O Boston, ao contrário, quando joga em seu TD Banknorth Garden tem um desempenho maravilhoso: 16 vitórias e apenas uma derrota (94.1%). Só não é melhor do que a performance caseira do Cleveland, que ganhou todos os seus 13 compromissos como anfitrião.

Portanto, Sixers e Knicks: bye, bye, so long, farewell.

DE OMBROS

Jogadores e comissão técnica do Celtics dizem não estar se importando com recordes. “Estamos atrás é do jogo perfeito”, garantiu Paul Pierce, um dos capitães do time. “Tudo isso é bom e legal, nada mais do que isso. Nós queremos é sempre jogar melhor e melhor”.

Legítimo e saudável; um campeão tem mesmo é que buscar a perfeição. E o Boston, a gente já comentou sobre isso aqui em nosso botequim, não tem feito jogos tão marcantes assim.

Desde que foi derrotado precocemente por Indiana (fora) e Denver (casa), o Celtics precisou de prorrogações para vencer o próprio Pacers e o Milwaukee (ambos fora). E ganhou apertadamente de uma meia dúzia de adversários.

De qualquer maneira, ganhou. E fica mais fácil corrigir defeitos nas vitórias do que nas derrotas. Com revezes, o ambiente fica pesado e acusações podem surgir.

De qualquer maneira, este é um time maduro e campeão, que sabe lidar com as adversidades – que, aliás, não surgem há um mês e meio.

A última derrota do Celtics foi no dia 14 de novembro para o Nuggets, em casa, por 94-85.

De lá para cá foram 18 vitórias consecutivas; sete delas como visitante. Igualou o recorde do time de 1982 – que perdeu a decisão da Conferência Leste para o Philadelphia, é bom que se registre.

MIP

Rajon Rondo (foto AP) voltou a jogar muito bem. Teve um aproveitamento quase que perfeito de seus arremessos: 12-14 (85.7%), todos em bolas de dois.

Não aventurou-se nas bolas de três; não é seu forte.

Mas precisa caprichar mais nos lances livres: 2-5 (40.0%). Muito ruim. Tivesse tido um aproveitamento dentro de sua capacidade, poderia ter adicionado mais dois pontos aos seus 26.

Esteve perfeito no terceiro quarto, quando acertou todos os nove arremessos. Os 18 pontos anotados foram chaves para que o time se distanciasse do New York e carimbasse mais uma vitória.

“Rondo esteve inacreditável no terceiro quarto”, disse Kevin Garnett. “Ele simplesmente tomou o controle do jogo. Fez um jogo quase que perfeito”.

Rajon completou sua estatística com cinco assistências, seis rebotes (um de ataque) e dois desarmes.

Mas o que impressiona é o número de erros: apenas um.

E isso para quem arma o jogo e tem a posse de bola na maior parte do tempo quando sua equipe a tem sob domínio é excelente.

Candidatíssimo a ganhar o “Most Improved Player”.

ACIDENTE

Glen Davis, a baleinha do Celtics, sofreu um acidente de carro quando se dirigia para o TD Banknorth Garden, duas horas e meia antes do jogo.

Acabou no hospital por medida de precaução, mas foi liberado em seguida.

Os médicos do Boston acharam melhor ele ficar de fora. Sua cabeça não estava 100% focada na partida.

Estará à disposição de Doc Rivers para o jogo de amanhã contra o Sixers.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 NBA | 13:37

O TRIÂNGULO DO BOSTON É EQUILÁTERO

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A mídia bajula Kevin Garnett e Paul Pierce. Os torcedores também. Mas Ray Allen, um dos vértices deste triângulo recebe um tratamento menor.

Esse triângulo bostoniano, poucos percebem, é eqüilátero – e não isósceles. Os ângulos formados por Garnett, Pierce e Allen são equivalentes.

Ou seja: os três jogadores são importantes para o esquema do time do técnico Doc Rivers. Para cair no lugar comum, um completa o outro.

Para meu espanto, no entanto, não é assim que Ray Allen (foto AP) é visto pela maioria – é bom que se diga.

Ontem na vitória do Celtics sobre o Indiana por 122-117, com uma prorrogação, Allen foi sensacional. Anotou 35 pontos (sete deles no tempo extra, terminando como cestinha). Teve um desempenho fabuloso nos arremessos: 13-21 (62%). Bateu apenas dois corretos lances livres, deu só um par de assistências e apanhou igual número de rebotes.

Mas nem precisava mais do que isso.

Deixou a quadra exaurido, com cinco faltas. Teve de conter Marquis Daniels, melhor jogador do Pacers, que mesmo assim ainda conseguiu 26 pontos em 50 minutos de jogo.

Allen atuou 41 dos 53 minutos que durou a partida. Mas foi como se ele tivesse ficado em quadra o tempo todo.

Marquis que o diga.

THE TRUTH

Paul Pierce foi fundamental também na vitória do Boston. A sete segundos do final da partida, meteu uma bola de três no aro do Indiana e levou o confronto para a prorrogação.

105-105.

Salvou, é bom que se diga, a pele de Ray Allen, que tinha errado o arremesso triplo. Eddie House, para sorte do Boston, pegou o rebote e entregou a bola para Pierce. Ao recebê-la, viu os 2m03 de altura Danny Granger dobrar diante de seu campo de visão. Mas não se afobou. Fez o arremesso, preciso, como só os grandes jogadores sabem executar.

“The Truth” (A Verdade) anotou só 17 pontos (4-12, 33.3%). Mas com eles transformou-se no quarto maior cestinha da história do Celtics. Tem agora 17.346 pontos, ultrapassando os 17.335 de Kevin McHale, que ao lado de Robert Parrish e do aniversariante de ontem Larry Bird compunha um dos vértices de um triângulo eqüilátero que os torcedores mais velhos jamais irão se esquecer.

Mas Paul Pierce é o nosso tema de abordagem. Esqueçamos, pois, os veteranos. Já disse aqui em nosso botequim: Pierce é candidatíssimo ao MVP desta temporada regular.

RECORDE 1

A campanha do Boston é a melhor entre todos os 30 times da NBA: 20 vitórias e apenas duas derrotas – uma delas para este mesmo Indiana; a outra foi para o Denver de Nenê.

O time vem de 12 vitórias consecutivas. É sua maior série invicta desde a temporada 1985-86, quando fez uma corrida de 14 triunfos seguidos.

Tem mais “milestone” na parada: esses 20-2 equiparam o mesmo início de temporada do time de 1963-64, que tinha Bill Russell em seu pivô e Bob Cousy na armação das jogadas.

Falamos de antigos alviverdes campeões.

Do jeito que a carruagem desliza atualmente pelas quadras da NBA, acho que a história terá o mesmo final.

AGORA SIM

Ontem a defesa do Lakers funcionou. Tudo bem que o adversário foi o fraco Milwaukee, e que Michael Reed e Richard Jefferson, suas duas estrelas, tiveram problemas, especialmente Jefferson, que se carregou em faltas e atuou apenas nove minutos e contribuiu com apenas três pontos (1-4, 25%).

Mas Reed jogou mais: 21 minutos. Fez só dois míseros pontinhos, pois errou cinco de seus seis arremessos (16.6%). A metade desses chutes foram triplos; todos errados.

No geral, o Lakers limitou o Milwaukee a apenas 38% de acerto em seus arremessos (35-92). Nas bolas de três, o aproveitamento foi lastimável: 25% (4-16). Levou o adversário a cometer 19 erros.

Esta boa defensiva fez do Lakers o vencedor em 105-92.

JÁ O ATAQUE…

A ofensiva do Lakers, em contrapartida, foi um desastre. O time cometeu 25 erros – a maioria deles bobos, não-forçados, como se diz no tênis.

Lamar Odom, com cinco, e Kobe Bryant, com quatro, foram os jogadores que mais equívocos cometeram ontem.

Graças à defesa, como disse acima, o time venceu.

Lembram-se do que Adolph Rupp disse? “A defesa te salva nas noites em que seu ataque não funciona”.

Foi o que aconteceu ontem no Staples Center de Los Angeles.

RECORDE 2

O Lakers, como o Boston, perdeu apenas duas partidas. O Celtics só está na frente porque fez três partidas a mais: 22 contra 19. Isso dá ao time de Massachusetts um aproveitamento melhor: 90.9% contra 89.5%.

O time tem agora cinco jogos, sendo que quatro deles são fáceis. O Phoenix é o embate mais complicado.

Não que o Suns seja um primor de equipe. É que o Lakers não tem jogador tão bem.

Mas se repetir o mesmo obstinado desempenho defensivo de ontem, tudo vai melhorar. Agora, mesmo que cambaleie sem a bola, dá para vencer Sacramento (duas vezes, uma em casa e outra fora), Minnesota e New York.

O Lakers é muito mais time.

Cinco vitórias em cinco jogos. Com as três seguidas que a equipe já somou, pode fazer uma corrida invicta de oito partidas.

E quem sabe ultrapassar o Boston.

Sim, é bom fazer algo diferente do que aconteceu na temporada 1985-86, quando o time também começou com um 17-2. Como vimos, acima, naquele campeonato, o Celtics foi campeão.

MODERAÇÃO

Jogue com moderação. Ou melhor, seja moderado com o tempo em quadra de seus jogadores.

É assim que a comissão técnica do Lakers vem tratando esta temporada. Na vitória de ontem diante do Bucks, apenas Kobe Bryant jogou mais do que meia hora. Ficou exatos 30:36 minutos em quadra.

Os outros titulares atuaram menos de 30 minutos:

Derek Fisher = 24:03
Vladimir Radmanovic = 24:02
Pau Gasol = 29:27
Andrew Bynum = 29:16.

Os reservas importantes:

Lamar Odom = 22:21
Sasha Vujacic = 17:24
Trevor Ariza = 22:06
Jordan Farmar = 20:35

Desculpe, mas não vou tomar o seu tempo falando sobre a permanência em quadra de Josh Powell, Chris Mihm e do chinês Sun Yue – eles que me perdoem.

Bem, voltando ao que interessa, já conversamos aqui sobre esse tema: Phil Jackson não quer ninguém se matando em quadra. Fez uma projeção com sua comissão técnica e todos chegaram à conclusão de que o máximo que um jogador tem que ficar em quadra é 34 minutos.

A temporada é longa, muitos jogos são seguidos e em muitas situações não há tempo para se recuperar de uma lesão. Portanto, nada de dar sopa para o azar.

CHINA

Ok, ok, vamos traçar algumas linhas para Sun Yue (foto AP). Afinal de contas, trata-se de um chinês na NBA. E depois que estive em Pequim nos Jogos Olímpicos, vou sempre me derramar em elogios e ternura para com os chineses.

Fui tratado muito bem por aquelas bandas. Povo bom de coração, educado, sempre disposto a te ajudar.

Por isso, vamos a Sun Yue: o chinês fez seu primeiro jogo na NBA. Jogou com a camisa 9, marcou quatro pontos em 5:14 minutos de partida. Mas cometeu também quatro faltas.

Ainda não pegou o “time” do jogo norte-americano. Pelo pouco que mostrou, pode ser útil no futuro.

Foi aplaudidíssimo pelos 18.997 torcedores que foram ao Staples Center. Deve ter ligado para a família, assim que o jogo terminou.

TORCIDA

Chegou apenas mais um voto. Foi do Pedro Barros, torcedor do Lakers. Atingimos a marca de 131 internautas que aqui declinaram seu voto.

Penso que estamos perto de encerrar este escrutínio e fazer um quadro definitivo da preferência dos brasileiros que freqüentam este botequim. Vou aguardar até o final desta semana.

No início da outra, vamos lançar nova campanha. Na segunda-feira próxima eu digo qual será.

O novo atual quadro é este:

1)    Lakers – 25.2%
2)    Chicago – 14.5%
3)    Boston – 7.6%
4)    Detroit – 7.6%
5)    New York – 7.6%
6)    Phoenix – 6.1%
7)    San Antonio – 4.6%
8)    Milwaukee – 3.8%
9)    Cleveland – 3.0%
10)    Denver – 2.3%
11)    Houston – 2.3%
12)    Indiana – 2.3%
13)    Utah – 2.3%
14)    Dallas – 1.5%
15)    Miami – 1.5%
16)    Toronto – 1.5%
17)    Golden State – 0.7%
18)    Minnesota – 0.7%
19)    New Jersey – 0.7%
20)    Orlando – 0.7%
21)    Philadelphia – 0.7%
22)    Portland – 0.7%

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  1. O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ
  2. CUIDADO COM O FALCÃO
  3. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008 NBA | 12:49

DIVIDIDO, LEBRON ATACA BARKLEY

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Charles Barkley – sempre ele – deu uma apimentada no caso LeBron James e seu futuro. Como todos nós sabemos, King James será um “free-agent” em 2010. Ou seja: poderá escolher o seu futuro; ficar no Cleveland ou ir para outras paragens.

Faltam dois anos para isso acontecer, mas todos já comentam o assunto. Até o próprio jogador. Escancaradamente.

Barkley, semana passada, em entrevista ao programa de rádio do jornalista Dan Patrick, declarou seu descontentamento com o caso e o jeito com que LeBron vem conduzindo-o. Garantiu ser um baita fã do 23 do Cavs, mas disse que o jogador deveria escantear a questão e dedicar-se inteiramente ao Cleveland; e nada mais.

“Estou ficando incomodado pelo fato de ele [LeBron] estar falando sobre algo que vai acontecer daqui a dois anos”, disse Barkley. “Eu penso que isso é um desrespeito ao jogo e ao Cleveland”.

Informado sobre as palavras de Sir Charles, LeBron (foto AP) não se preocupou em dobrar a língua. Ao contrário, do tamanho de seus longos braços, ele desferiu: “Ele [Barkley] é um estúpido. É isso o que eu tenho a dizer sobre esse assunto”.

É mole? King James chamou Barkley de estúpido. Gente, o ex-jogador não falou nada demais e nem foi ofensivo.

Freud explica.

Penso que, no íntimo, lá nas entranhas do inconsciente, LeBron deve estar sentindo-se dividido e, por isso mesmo, desconfortável com a situação. Deve haver uma dicotomia interior: uma vê apenas dinheiro, títulos e fama; outra diz que ele não pode virar as costas para suas raízes e nem para o clube que o acolhe tão bem – bem como a cidade de Cleveland.

É errado querer dinheiro, títulos e fama?

Não, de jeito nenhum.

Mas penso como Barkley: este não é o momento para discutir a questão. Tem muito tempo até ela ser jogada na mesa de negociação. LeBron deveria mesmo estar pensando no Cleveland e no que ele pode fazer por nesta e na outra temporada com a camisa do Cavs.

Ganhar dois títulos, por que não?

Dwyane Wade, Amaré Stoudemire e Chris Bosh são jogadores que estarão na mesma situação de LeBron daqui a dois anos. Mas eles não abrem a boca. Estão na deles, jogando, treinando, viajando; enfim, dedicando-se às suas respectivas franquias, que dão suporte a eles neste momento.

LeBron, ao contrário, já deixou claro: está aberto a propostas. Quem oferecer um bom salário e um time competitivo, vai levá-lo. Pode ser até o Cleveland.

Mas não precisava discutir o assunto com tanta antecedência.

Barkley tem razão.

CLÁSSICO

No embate entre dois dos melhores times do Leste, o Boston não tomou conhecimento do Orlando e sapecou 107-88 no time de Dwight Howard. Para não haver discussão.

Paul Pierce voltou a ser o nome do jogo. O ala falastrão está jogando muito. É candidatíssimo ao MVP desta temporada.

Como fez em Charlotte, voltou a decidir o jogo para o Celtics. Deixou 24 pontos na cesta do Magic, sendo que 17 deles foram no terceiro quarto, quando o alviverde de Massachusetts decidiu a parada.

Pierce está a 35 pontos de empatar com Kevin McHale na quarta posição entre os maiores cestinhas da história do Celtics. McHale, hoje gerente geral do Minnesota, anotou 17.335 pontos em suas 12 temporadas com a camisa verde e branca – a única que ele vestiu em sua espetacular carreira na NBA.

NA GARGANTA

O Boston estava com o Orlando entalado na garganta. Na temporada passada, o tricolor da Flórida venceu o confronto entre ambos na fase de classificação por 2-1, com duas vitórias na Flórida e uma derrota em Boston.

Quer dizer: ainda está, pois este foi o primeiro confronto entre eles. Mais dois acontecerão, agora com vantagem para o Celtics, que receberá o Magic mais uma vez em seu TD Banknorth Garden.

RETROSPECTO

Se depender do retrospecto, o Boston pode contar com vitória neste enfrentamento. O Celtics venceu 17 dos últimos 20 confrontos contra o Orlando quando o palco foi a arena bostoniana.

DIFICULDADE

Dwight Howard teve dificuldades diante dos robustos pivôs do Boston. Kendrick Perkins e Glen Davis seguraram bem o Super-Homem da Flórida, que anotou apenas 14 pontos, só 15 rebotes (seis no ataque) e deu quatro tocos. E cometeu três erros.

Afinal de que cor é mesmo a kriptonita?

NO MESMO LUGAR

Pelo segundo jogo consecutivo, depois de uma ausência de duas semanas, Michael Jordan esteve sentado na sua cadeira ao lado dos reservas do Charlotte. Desta vez, com paletó e gravata. E vibrando muito. Valeu a torcida, pois o Bobcats bateu o Minnesota por 100-90.

Deve ser um combustível e tanto para os jogadores. Além de um dos proprietários da franquia, MJ é o maior jogador da história do basquete.

Quem está em quadra quer fazer bonito. Para o patrão e para sua majestade.

Jordan, nos pedidos de tempo, não participa de nada. Continua sentado no mesmo lugar. Não palpita e nem diz nada ao pé do ouvido de ninguém.

Respeita o trabalho do técnico Larry Brown que, aliás, foi levado para o Bobcats exatamente por ele. Portanto, nada de interferência.

Sua intromissão dá-se com a bola em jogo. Torcendo; como se fosse um simples mortal.

Que ele não é.

ERRO DE CONTA

Falei outro dia aqui em nosso botequim que o Charlotte precisa de um jogador para completar uma trinca decisiva. O time com dois bons armadores que se revezam no jogo: Raymond Felton e D.J. Augustin; tem um ala muito bom em Gerald Wallace; e um pivô que já esteve na seleção dos EUA: Emeka Okafor.

Erro de conta? Não são quatro jogadores? Sim, erro de conta; pior, Jason Richardson está voltando à velha forma. Portanto, há cinco bons jogadores à disposição de Larry Brown.

Richardson, nos últimos três jogos, teve uma média de 22.6 pontos. Três embates onde o time somou duas vitórias, uma delas, contra o Indiana, fora de casa. Perdeu para o Boston em sua Time Warner Cable Arena, mas isso é normal, pois o Celtics é o melhor time do Leste.

O que falta então ao Charlotte?

Tempo.

Larry Brown chegou à franquia nesta temporada. Está, aos poucos, impondo sua filosofia de trabalho e de jogo. Arruma, parece-me que em velocidade homeopática, uma franquia que nunca incomodou ninguém desde que foi criada.

Vejo, de fato, crescimento no jogo do Bobcats. Volto a dizer: à exceção de Boston, Cleveland e um pouco abaixo o Orlando, os demais times se equivalem dentro da Conferência.

Portanto, o Charlotte, que está na penúltima colocação com um recorde de 7-12 (36.8%), pode muito bem engrenar uma sequência de vitórias e se intrometer entre os oito melhores. O “schedulle”, no entanto, não ajuda. Estes são os seus próximos sete compromissos: Oklahoma City amanhã, em casa, depois vai a Milwaukee, hospeda o Cleveland, viaja a Miami, New Orleans e Dallas e volta a jogar diante de seus torcedores na partida contra o Detroit.

Ufa, muita pedreira!

Mas quem quer mudar o ritmo da história tem que passar por isso. Vamos ver se o Bobcats está ou não preparado para o “upgrade” que ele precisa fazer para sonhar com os playoffs.

SACOLA

Mais um jogo com grande quantidade de pontos. Desta vez na Bay Area de São Francisco. O Golden State abrigou o Miami e não conseguiu se impor. Perdeu a partida por 130-129. Mas houve uma prorrogação.

A ressaltar apenas a má sorte de Jamal Crawford (foto AP). Apesar de ter feito 40 pontos, não conseguiu vencer novamente. Aliás, ganhar é um verbo que Jamal ainda não encontrou em qualquer dicionário consultado na Califórnia.

Desde que estreou com a camisa 6 do Warriors – foi trocado com Al Harrington, lembram-se? –, ele ainda não conseguiu vencer nem uma partida sequer. Foram cinco confrontos e cinco derrotas.

TORCIDA

Passamos dos cem! Isso mesmo, já computamos 102 votos. E o Lakers continua nadando de braçada, deixando os outros a comer poeira. Recebeu mais três das sete novas preferências que aqui aportaram.

O quadro agora está assim:

1)    Lakers – 28.4%
2)    Chicago – 16.6%
3)    Boston – 7.8%
4)    Detroit – 6.8%
5)    New York – 6.8%
6)    Phoenix – 6.8%
7)    San Antonio – 5.8%
8)    Cleveland – 3.9%
9)    Denver – 1.9%
10)    Houston – 1.9%
11)    Indiana – 1.9%
12)    Miami – 1.9%
13)    Toronto – 1.9%
14)    Dallas – 0.9%
15)    New Jersey – 0.9%
16)    Philadelphia – 0.9%
17)    Portland – 0.9%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 24 de novembro de 2008 NBA | 12:43

MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER

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O resultado não diz o que foi a partida. Quem vê Denver 114-101 Chicago, vai achar que foi moleza.

Não foi.

O Bulls deu muito trabalho ao Denver, especialmente no final do terceiro quarto e início do último período. Esteve dois pontos na frente (99-97) a pouco mais de cinco minutos para o encerramento do confronto, quando o Nuggets fez uma corrida de 17-2 e colocou um ponto final na questão.

Carmelo Anthony foi importante para que o jogo terminasse em vitória dos anfitriões. Uma bola de três colocou o time na frente em 100-99 e na seqüência ele deu uma enterrada espetacular – mas nem de longe semelhante às de LeBron James – e jogou o time três pontos à frente.

Chicago pede tempo; os 16.202 torcedores quase derrubam o Pepsi Center contagiados pela reação do time e pela enterrada de Melo.

O tempo dos visitantes foi infrutífero, como se viu.

CLUTCH PLAYER

O termo define jogador que cresce nos momentos decisivos. Se Carmelo Anthony incendiou o Pepsi Center, como vimos, o cara do Denver nesse momento derradeiro foi Kenyon Martin (foto AP).

O maluco ala/pivô do Nuggets marcou oito pontos, apanhou quatro rebotes, deu uma assistência e um toco nos cinco minutos finais. Deixou a quadra como o melhor jogador da partida.

Seus números finais: 26 pontos (sua maior pontuação na temporada), oito rebotes (dois no ataque), dois tocos e um desarme.

Levou o moto-rádio.

TRIPLE-DOUBLE

Carmelo Anthony quase fez seu primeiro “triple-double” da temporada. Deixou a quadra com 21 pontos, 13 rebotes (três de ataque) e oito assistências. Duas a mais e seu sonho seria realizado.

Jogou muito, mas o moto-rádio ficou mesmo com Kenyon Martin pelo final da partida.

NENÊ

O são-carlense também brilhou nesse triunfo dominical. Nenê anotou 21 pontos (um a menos do que na vitória em LA diante do Clippers, sua fartura nesta competição), pegou seis rebotes (nenhum no ataque, isso não é bom), deu duas assistências e fez o mesmo número de desarmes.

E três tocos; o último deles, aliás, um primor, pra cima de Drew Gooden. Faltavam cinco segundos para o final do jogo (placar definitivo em 114-101) e Gooden quis fazer a graça de arremessar, quando todos sabemos que esse “garbage time” é feito para não se fazer nada.

Gooden arremessou e Nenê encarou o desafio. O medonho jogador do Bulls quase caiu no colo dos jogadores do Denver depois do toco recebido.

Foi o momento de Nenê na partida.

MÃO NA FORMA

Nenê, como vimos, terminou o embate com 21 pontos. Acertou sete de suas 13 tentativas, o que dá um aproveitamento de 53.8%.

Pouco para o seu rendimento na temporada. Se você não sabe, Nenê é o líder no fundamento neste campeonato. Estava com 64.7% de acerto, mas viu seu aproveitamento cair para 63.6% pelo desempenho de ontem.

O brazuca 31 do Denver errou bolas incríveis, especialmente uma ao final do primeiro quarto, sozinho, diante do aro. Ao invés de cravar, tentou uma largadinha que o deixou na mão.

REBOTES

Como falei acima, Nenê não foi bem nos rebotes. Seis é pouco para o seu tamanho – vertical e horizontal.

Nenê é grande pra xuxu; é visível. Na ficha da NBA, ele aparece com 2m11 de altura e 118 quilos. Músculo puro; nada de gordura.

Já vimos que ele usa muito de seu tamanho pra tirar os grandalhões oponentes do garrafão e abrir espaços para Kenyon Martin e Carmelo Anthony se fartarem nos rebotes. Mas Nenê precisa dizer para os companheiros: eu também quero pegar rebotes.

Por mais que o técnico George Karl e seus assistentes saibam do trabalho coletivo de Nenê, estatística conta.

E muito.

ZEBRA

O Minnesota entrou em quadra ontem à noite diante do Pistons, em Detroit, com um recorde de 2-9 (18.1%) e 0-5 “on the road”. Tinha pela frente um adversário favorito ao título da Conferência Leste e que conta com jogadores como Allen Iverson, Rip Hamilton e Rasheed Wallace.

E uma torcida feroz. Auburn Hills é o último destino escolhido pelos times da NBA. Dizem que é pior do que Salt Lake City.

E não é que deu Minnesota? 106-80. Isso mesmo, 26 pontos de vantagem.

Depois tem gente que diz que no basquete não tem zebra. Que o melhor sempre vence, isso e aquilo.

O que tem no basquete é que o sistema de playoffs não possibilita zebras. Mas ela pode ocorrer em uma partida ou outra, como vimos.

Os 22.076 torcedores viram-na desfilar ontem pelo impecável parquete do Palace of Auburn Hills. Sim, no basquete também tem zebra.

REGISTRO

Só para não deixar passar em branco: desde que Allen Iverson chegou, o recorde do Detroit é o seguinte: quatro vitórias e cinco derrotas. No revés de ontem ele marcou nove pontos (3-11) e deu apenas duas assistências.

Em contrapartida, seu rival, Randy Foye (foto AP), anotou 23 pontos e deu 14 assistências.

FAB FOUR

Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen são as três estrelas do Boston. São conhecidos como “The Big Three”. Os oponentes tremem diante deles.

Foi assim na temporada passada. Nesta, a história está se repetindo, pois o Celtics tem a segunda melhor campanha da NBA com um recorde de 12-2 (86.7%), atrás apenas do Lakers, que fez até agora 11-1 (91.7%).

Garnett, Pierce e Allen seguem barbarizando, mas um baixinho quer mudar a denominação estelar do Boston de “The Big Three” para “Fab Four”. Já escrevi e não custa repetir: Rajon Rondo será eleito o “Most Improved Player” desta temporada.

Ontem em Toronto ele calou os 19.800 torcedores que foram ao Air Canada Centre imprimindo um ritmo intenso no início da partida, o que possibilitou ao Celtics começar o encontro com um 10-0. Ginásio mudo, o Boston foi, após esse início avassalador, foi deslanchando aos poucos na partida, abriu uma diferença de 24 pontos e se deu ao luxo de poupar suas três estrelas.

Pierce atuou 24 minutos, Garnett 29 e Allen 31. Isso, mesmo jogando em quadra estrangeira e contra um oponente que não é de se desprezar, pois são poucos os times que podem contar com Jermaine O’Neal e Chris Bosh no pivô.

Poupou, é verdade, suas quatro estrelas, pois Rondo aloprou os oponentes apenas durante 26 minutos. Mas o suficiente para escrever a história da partida: Boston 118-103.

DEFESA

Se o Lakers voltou a vencer, sua defesa voltou a preocupar. Nos últimos cinco jogos, o time sofreu mais de 100 pontos em três deles. Detalhe: todos dentro de casa.

Antes de a temporada começar, Phil Jackson e companhia disseram que a defesa seria o diferencial do time nesta temporada. O começo foi muito bom, pois nos 7-0 iniciais em nenhuma partida o adversário atingiu a contagem centenária.

Mas bastou perder para o Detroit, em LA, por 106-95, no jogo que quebrou a invencibilidade da equipe, que a defensiva amarelinha abriu o bico.

Na vitória de ontem diante do Sacramento – nem precisa dizer que foi em Los Angeles, pois já abordamos este assunto –, o fraco adversário conseguiu marcar 108 pontos. Mas o ataque resolveu a questão ao registrar 118.

Quer dizer: o Lakers ganhou graças ao seu poderio ofensivo. Nada menos do que oito jogadores terminaram a partida com dez ou mais pontos. Ou, como eles dizem, com um “double-digit”.

Kobe Bryant foi o cestinha com 24 pontos, depois vieram Pau Gasol (16), Andrew Bynum (15), Lamar Odom (14), Vladimir Radmanovic (12), Trevor Ariza (11) e Derek Fisher e Jordan Farmar (dez pontos cada um).

Os 118 pontos anotados foram a maior pontuação do time nesta temporada, registre-se

Festa no vestiário? Nada disso; veja o que Kobe falou:

– Eu não estou satisfeito com esta vitória. Nós não melhoramos esta noite. Nós poderíamos ter feito uma defesa mais forte.

O Sacramento teve um aproveitamento de 53.4% de seus arremessos. Muito para quem quer recuperar um título que não vem há seis temporadas.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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