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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 NBA | 12:32

NA CASA DO CELTICS, DEU LAKERS!

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Ninguém discute: Boston x Lakers é o grande clássico da história da NBA. As duas franquias são as que mais venceram campeonatos: 17 para o Celtics e 16 para o time de Los Angeles. Decidiram nada menos do que 12 torneios entre si, e novamente o Boston leva vantagem, pois ganhou nove e perdeu apenas três para o Lakers.

É importante ressaltar que as oito primeiras decisões entre eles foram vencidas pelo Boston. Mas das últimas quatro, três ficaram com o Lakers.

Os dois times se enfrentaram em 74 partidas nas finais da NBA. O Boston venceu 43 e o Lakers 31. Em temporadas regulares foram 274 confrontos, com 153 triunfos do Boston contra 121 do Lakers.

As duas franquias dominaram a liga do final dos anos 1950 até meados da década de 1980. Rivalidade esta que se arrefeceu com as aposentadorias de Magic Johnson e Larry Bird.

A competição entre ambos voltou no final da década passada, quando o Boston, depois de 21 anos, voltou a aparecer em uma decisão para ganhar um título em cima de quem? Do Lakers. Lakers que deu o troco dois anos depois.

A rivalidade esfriou porque o Boston, como vimos, não conseguiu segurar a peteca. O time de Los Angeles, por seu lado, não deixa a peteca cair. O máximo que ficou foram nove anos sem ganhar um título desde que esta rivalidade começou. O Boston, apesar de sua riquíssima história, não tem conseguido seduzir grandes jogadores, ao contrário do que ocorria no passado, quando formou a maior dinastia na história da NBA durante a década de 1950.

Los Angeles é um mercado muito maior do que Boston. LA é uma cidade glamorosa, enquanto Boston fica em uma das regiões mais frias dos EUA e, por isso mesmo, muitos querem distância dela.

Talvez por isso, quando disputado pelas duas franquias, Dwight Howard tenha dito que prefere o Lakers ao Boston.

SOTAQUE

Ontem essas duas franquias voltaram a se encontrar. O jogo foi em Boston. E deu Lakers: 88-87, na prorrogação, depois de empate em 82 pontos no tempo normal.

Assim como aconteceu na decisão do título de 2010, Pau Gasol (foto AP) foi decisivo. O espanhol construiu um patrimônio de 25 pontos e 14 rebotes. Mas foi seu toco no segundo final, em cima de Ray Allen (22 pontos, cestinha do C’s), que determinou a vitória do time californiano. Espetacular!

A dupla que formou com Andrew Bynum (16 pontos e 17 rebotes) foi a responsável pela vitória angelina, pois ambos combinaram para 41 pontos (46,6% dos pontos do time) e 31 rebotes.

E é bom lembrar que o 88º tento do Lakers foi marcado por Bynum, que deu um tapinha em um rebote provocado por um arremesso errado de Kobe Bryant.

Kobe foi igualmente importante com seus 27 pontos, mas apagou-se no final da prorrogação. Acertou seus dois primeiros arremessos, mas falhou nos três últimos, sendo que o primeiro foi o que resultou no tapinha de Bynum.

Quanto ao Boston, a falta de agressividade no jogo interior chamou a atenção. A equipe bateu apenas cinco lances livres, todos no primeiro tempo. Isso mesmo: o Celtics ficou o segundo tempo inteirinho e a prorrogação sem bater nenhum lance livre sequer! E a contenda foi em Boston, não possibilitando qualquer desconfiança quanto ao comportamento do trio de arbitragem.

E Paul Pierce, que ontem foi escolhido para figurar no “All-Star Game”, falhou com a bola nas mãos nos dois momentos decisivos. No final do tempo normal, enrolou-se com a marcação de Metta World Peace; no final da prorrogação, ainda conseguiu arremessar, mas seu chute foi de encontro ao aro do Lakers. Mas The Truth foi um guerreiro em quadra: 18 pontos, nove rebotes e sete assistências.

E Kevin Garnett, que ontem foi preterido do ASG depois de 14 convocações seguidas, provou que os treinadores do Leste acertaram ao deixá-lo de fora. KG foi apenas uma pálida imagem do jogador vibrante que o coloca entre os maiores da história da liga. Arremessou 23 bolas (seu recorde nesta temporada), mas encestou apenas seis, o que deu um percentual de aproveitamento de míseros 26,1%.

Assim, creio eu, explica-se a vitória do Lakers.

OBSERVAÇÕES

1) Ver o Celtics enfrentando o Lakers, em Boston, de verde é esquisito. Como esquisito foi ver o Lakers enfrentar o Celtics em Boston de amarelo. A história tem que ser respeitada: jogo em Boston, o Celts tem que estar de branco e o Lakers de roxo; jogo em Los Angeles o Lakers tem que estar de amarelo e o Boston de verde.

2) Nas arquibancadas do TD Garden, a quantidade de torcedores do Lakers chamou a atenção. Não diria que foi humilhante para o Boston, mas que foi desagradável, como diz meu amigo João Guilherme, agora narrador da Fox Sports, isso foi.

Notas relacionadas:

  1. CAVS x CELTICS MEXE COM A NBA E OS EUA
  2. PROBLEMAS, EM CASA E NO DALLAS
  3. LAKERS: UMA VITÓRIA EMBLEMÁTICA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 NBA | 18:24

PAUL PIERCE BATE RECORDE DE LARRY BIRD. ELE É O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA DO BOSTON?

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Paul Pierce bateu o recorde de pontos de Larry Bird e tornou-se o segundo maior artilheiro da história do Boston Celtics. Paul Pierce é mesmo mais cestinha do que Larry Bird?

Boa pergunta.

Vamos discuti-la nesta tarde/noite quente de quarta-feira, que, cá pra nós, mais dá vontade de tirar uma soneca do que ficar com calculadora na mão somando aqui, dividido ali, tudo pra tentar entender o que significa a façanha de Paul Pierce.

The Truth, como é também conhecido o atual ala do Celts, anotou 15 pontos na vitória de ontem de seu time sobre o Charlotte por 94-84. Chegou à marca de 21.797 pontos. Esse número comprido e bonito, que pode muito bem servir de senha da internet, do banco, do cartão de crédito, do celular ou do League Pass ou do raio que o parta, supera os de Larry Bird em seis pontos.

Pierce (foto AP) jogou uma temporada a mais e, portanto, disputou mais partidas. Foram, até agora, 985 contendas com a camisa 34 do Boston. Sua média é de 22,1 tentos por cotejo, com um aproveitamento de 44,8%.

“The Legend”, como Bird era chamado pelos companheiros, em seus 13 anos com a camisa 33 do alviverde de Massachusetts, anotou 21.791 tentos. Jogou 897 pelejas com a camisa 33 do Boston e registrou média de 24,3 pontos por jogo e um percentual de aproveitamento de 49,6%.

Mesmo com média e percentual inferiores, duas importantes personalidades ligadas direta e indiretamente à história do Boston apontaram Pierce como sendo mais artilheiro do que Bird.

Robert Parish, pivô e companheiro de time de Larry Bird, afirma que Pierce tem mais o faro da cesta. E isso tem um grande significado, pois Parish formou ao lado de Bird e Kevin McHale o segundo “Big Three” da história do Celts.

Bob Ryan, sexagenário jornalista do “Boston Globe”, um dos homens que mais conhecem a história da equipe da Nova Inglaterra, vai igualmente na linha de Parish e também crava em Pierce.

Além deles, muitos jovens torcedores, aqueles que não viram Larry Bird jogar e só conhecem o primeiro “Big Three”, formado por Bill Russell, Bob Cousy e John Havlicek, através de leituras, também vão nesta linha: acham Pierce mais goleador que Bird.

Todos são gratos ao que Pierce tem feito pela franquia. Mesmo com apenas um título nesses 13 anos de NBA, quando também foi eleito o MVP das finais, Pierce não nega fogo. Mesmo torcedor de carteirinha do Lakers, quando Pierce entra em quadra e vê a amarelinha pela frente, ele se transforma em um Leprechaun e torna-se guardião da histórica do Celtics comovendo a todos. Em seis oportunidades acabou entre os dez maiores cestinhas da liga.

Mas Bird (foto) também era assim; era igualmente um Leprechaun. Era um guerreiro que jamais deixou de defender as causas do Celtics. E ao contrário de Pierce, ganhou três títulos: 1981, 1984 e 1986, tendo sido eleito MVP das finais nos dois últimos campeonatos ganhos. Assim como Pierce, acabou entre os dez maiores cestinhas da liga em seis ocasiões.

Nunca negou fogo também. Sua briga com Dr. J é histórica. Nela, aliás, registra-se uma das maiores covardias na história da NBA, protagonizadas por Charles Barkley e Moses Malone, que seguraram Bird para que Dr. J (não menos covarde) o esmurrasse.

Mas esqueçam isso e voltemos ao nosso tema: Pierce ou Bird? Quem é o maior artilheiro da história do Boston?

OPS!

Peraí, a gente não pode continuar essa história e prosseguir nossa pesquisa sem encaixar nesta narrativa John Havlicek. Afinal, Hondo, como ele era conhecido, é o maior cestinha da história do Boston, o número um!, com 26.395 pontos em 1.270 partidas disputadas com a camisa 17 alviverde.

Havlicek teve média de 20,8 pontos e um percentual de aproveitamento de 43,9%. Foi oito vezes campeão da NBA e em 1974 ganhou o MVP das finais. Terminou entre os dez maiores cestinha das NBA em seis oportunidades, sendo que em 1971 ficou em segundo lugar.

Jogou 16 anos, sempre com a mesma camisa, assim como Paul Pierce e Larry Bird. Era um cavalheiro dentro e fora das quadras. Certa vez, Jerry West, seu eterno rival, definiu Havlicek da seguinte maneira: “Ele é um embaixador do nosso esporte. John sempre deu o seu melhor todas as noites e sempre encontrou tempo para seus companheiros, torcedores e imprensa”.

PESQUISA

O jornal “Boston Globe” postou em sua edição eletrônica uma pesquisa para saber dos fãs quem é o maior artilheiro da história do Celtics. Dez são as opções; os três entre elas.

O resultado, no momento em que posto este texto diz:

1º Larry Bird: 64,07%
2º Paul Pierce: 16,97%
3o John Havlicek: 11,67%

E pra você, quem é o maior cestinha da história do Boston Celtics?

DEFESA

Alguém pode perguntar: e Bill Russell?

Não, Bill não era um cestinha nato. Ele se notabilizou na NBA por ser um grande defensor. Revolucionou a liga com novos conceitos defensivos. Pegou um total de 21.620 rebotes, o que lhe deu uma média de 22,5 por jogo, liderando a liga em quatro oportunidades.

Em suas 13 temporadas com a camisa 6 do Celts ganhou 11 títulos e anotou 14.522 pontos, média de 15,1 por partida e percentual de aproveitamento de 44,0%.

Até o surgimento de Michael Jordan, Russell era tido como o maior jogador da história da NBA.

Bill não entra nessa briga. Sua parada é outra.

Um dia a gente fala sobre ela.

VÍDEO

Veja abaixo o vídeo da briga entre Larry Bird e Dr. J e depois me digam se houve ou não covardia:

Notas relacionadas:

  1. PIERCE DÁ SINAL DE VIDA
  2. PAUL PIERCE, O HOMEM QUE CALA O GARDEN
  3. POR QUE MICHAEL JORDAN É O MAIOR DE TODOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 NBA | 14:09

BOSTON VOLTA A HUMILHAR O ORLANDO, AGORA NA FLÓRIDA

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Três dias depois de ter sido humilhado pelo Boston, o Orlando voltou a se prostrar diante do Celtics.

Três dias atrás, foi em Massachussets; ontem, foi na Flórida.

Três dias atrás, o Orlando anotou apenas 56 pontos, a menor pontuação da história da franquia. Ontem, chegou a abrir 27 pontos de vantagem a 3:11 do final do segundo quarto, mas viu escapar por entre os dedos uma vitória que se afigura fácil.

O Orlando se transforma mesmo em um bando de tontos quando tem pela frente o Boston. A vitória de 91-83 do Celtics prova isso.

Um jogo cheio de pequenas histórias que somadas formam a narrativa final.

Não foi apenas os 27 pontos de diferença que o Boston teve que superar. Houve mais para ser contado.

O Celts foi para o vestiário atrás em 21 pontos. A maior pontuação superada desde a vitória diante do Indiana em 1996, quando o time perdia por 23 pontos quando o primeiro tempo acabou.

O Boston limitou o Orlando a apenas 25 pontos no segundo tempo, depois de ter deixado o rival anotar 58.

O Orlando marcou 32 pontos no primeiro quarto e apenas oito no último.

O “rookie” E’Twaun Moore teve um desempenho ofensivo espetacular nos últimos 18 minutos: anotou 16 pontos, seu recorde na NBA. Fez 4-4 nas bolas de três e 5-6 no geral, além de 2-2 nos lances livres. Vale o registro: nas outras partidas, Moore perdeu 23 de seus 30 arremessos.

Enquanto isso, o Orlando fez 8-35 (22,8%) de seus arremessos no segundo tempo, contra 22-44 (50,0%) da etapa inicial. No último quarto, quando a vaca foi para o brejo, o Magic anotou 2-17 (11,76%) e cometeu quatro erros.

Paul Pierce (foto Getty Images) voltou a ser grande: 24 pontos, liderando o time em quadra nos momentos mais críticos. Fez 19 pontos no segundo tempo.

Dwight Howard voltou a ser um grande ponto de interrogação para seus torcedores. No deslumbrante primeiro tempo da equipe, D12 jogou apenas 6:43 minutos. No pavoroso segundo do time, D12 jogou todos os 24 minutos.

Uma vitória incontestável. Uma vitória para ser contada em letras garrafais. Uma vitória sem Ray Allen, Rajon Rondo e Jermaine O’Neal.

Um derrota humilhante diante de 18.952 torcedores, sem contar os que viram a peleja em rede em todos os EUA e pelo planeta afora. Uma derrota para levar o dono da franquia e seu manager a tomar providências.

PERGUNTA

Não estaria na hora de o Orlando pensar em um novo treinador?

RECUPERAÇÃO

Quem foi ao Staples Center para ver Chris Paul (foto Getty Images), viu Mo Williams. No segundo tempo, Williams anotou 14 de seus 18 pontos e foi peça fundamental para a vitória do Clippers sobre o Memphis por 98-91.

Seus 18 pontos foram frutos de um aproveitamento de 8-15 (53,3%) nos arremessos, sem nenhum lance livre cobrando.

CP3 fez os mesmos 18 pontos, mas dez deles vieram de lances livres. CP3 voltou a ter aproveitamento ruim nos arremessos: 3-11 (27,2%).

Tudo bem, CP3 está voltando de contusão e a gente tem mesmo que dar um grande desconto a ele.

COISA FEIA

Essa moda de uniformes retrôs já passou dos limites. Clips e Memphis jogaram com fardamentos da época da ABA, enfeiando a partida.

O uniforme do Clips era muito feio, mas o do Memphis foi de péssimo gosto. Aliás, parecia a seleção brasileira de algumas décadas.

Péssima ideia.

Notas relacionadas:

  1. PRESSÃO NA FLÓRIDA
  2. A NOITE DE ORLANDO E BOSTON
  3. UMA NOVA DINASTIA NA FLÓRIDA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

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Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 8 de novembro de 2011 NBA | 17:15

DONOS DE FRANQUIAS E JOGADORES DA NBA ESTÃO DIVIDIDOS E ACORDO PODE SER ALCANÇADO

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Os dois lados estão rachados, mas isso não significa que tudo irá por água abaixo.

Parte dos representantes dos jogadores pretende dizer não à oferta da NBA de 51-49 em favor dos atletas e, com isso, pedir a dissolução do sindicato. A outra parte entende que deve-se dizer sim.

Parte dos donos de franquia torce para que os jogadores digam sim à oferta para que o locaute acabe e comece a temporada. A outra parte torce para que a NBPA (associação dos jogadores) diga não para que ela apresente a proposta final de 53-47 em favor dos patrões — que é o que esta parte quer.

Como disse anteriormente, o fato de estar rachado não significa que não se vá encontrar uma solução para este impasse. É natural que em situações desse tipo haja divergências.

Se a maioria dos jogadores, encabeçados por Derek Fisher e Billy Hunter (foto AP), chegar à conclusão de que deve aceitar o proposto e aparecer para a reunião desta quarta-feira e disser sim, os atletas que não gostaram desta oferenda patronal vão acatar.

Vale o mesmo para os patrões: se o tão esperado sim for dito na conferência desta quarta, os que querem a maior fatia do BRI para os donos das franquias vão igualmente acatar.

Isso chama-se democracia. E nos EUA ela é hiper, super, respeitada.

E é exatamente esta cisão que me faz acreditar que o acordo será alcançado.

LADOS

Michael Jordan (foto AP), dono do Charlotte, Paul Allen, proprietário do Portland e Herb Kohl, empregador do Milwaukee, são os que torceram o nariz para a oferta que David Stern fez aos jogadores no último domingo e fazem parte daquele grupo que espera pelo não dos jogadores para inverter a proposta.

Dwyane Wade e Paul Pierce lideram um movimento de rebelião dentro do sindicato dos atletas que pede pelo fim da associação, pois entendem que ela não está conduzindo a contento as negociações e vai acabar aceitando uma proposta que será dramaticamente desvantajosa para os jogadores.

Mas acabar com o sindicato (“decertification”, como eles dizem) é algo muito complicado e se de fato ocorrer, praticamente acabaria com a NBA, pois a briga acabaria em um tribunal e o processo seria longo e doloroso.

Não sei como os jogadores podem cogitar algo assim!

RELATO

Valho-me de mensagem enviada pelo nosso parceiro Gilbercley que pegou um trecho de um texto do blog “Bola Presa” que explica bem a situação. Pra quem não leu, selecionei o mais importante:

“A NBA não pode ser indiciada por atividade de truste, que é quando uma única organização domina toda a oferta de produtos ou serviços de uma área, ou quando uma única organização tem poder demasiado de pressão sobre essa área. A NBA domina o mercado e a área de atuação dos jogadores de basquete nos EUA, mas como existe uma associação dos jogadores (NBPA), a liga está protegida. A chamada “decertificação” da NBPA permitiria que a NBA fosse indiciada por truste e aí as negociações pulariam das mesas de David Stern e Billy Hunter para a Justiça.

Segundo a análise do advogado David Scupp, um especialista em processos antitrustes nos EUA, os jogadores até teriam muitas chances de ganhar esse processo contra a NBA se um dia ele chegar à Justiça. Mas muitos temas seria abordados e o processo seria complicado, mas no fim a vitória dos jogadores poderia ser significativa, diz ele. Mas isso não quer dizer que é a melhor opção.

Segundo Scupp, um processo desse tamanho demoraria anos e anos para ser resolvido, o que significaria que a NBA perderia mais de uma temporada, muito de sua força e fama, e os jogadores ficariam anos sem salários. Fazer isso seria aceitar, ao que parece, ganhar bem menos em times ao redor do mundo ao invés de dar o prazer da vitória nas negociações para os donos das franquias”.

EPÍLOGO

Enfim, o que a gente tem que torcer é para que na reunião desta quarta-feira haja bom senso de ambas as partes e um acordo seja assinado.

Caso contrário, teremos que nos contentar com Euroleague, ACB e NBB.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 23 de agosto de 2011 NBA | 18:16

LIGA INDEPENDENTE VAI MOVIMENTAR 70 JOGADORES DA NBA

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Preocupados com a forma e sem qualquer intenção de deixar os EUA, cerca de 70 jogadores da NBA estão tramando uma liga independente que seria disputada em Las Vegas. O campeonato começaria em meados de setembro e teria dois jogos por dia.

Regras? Iguaiszinhas às da NBA.

Jogadores? Anotem aí alguns dos que já se comprometeram:

Kevin Garnett
Rajon Rondo
Paul Pierce
Chauncey Billups
Baron Davis
Rudy Gay
John Wall
Al Harrington
Corey Maggette
Kyle Lowry
Paul George
J.J. Hickson
Austin Daye
Jared Dudley
Dahntay Jones
Jermaine O’Neal
Craig Brackins
Marreese Speights
Eric Bledsoe
Matt Barnes
Manny Harris
Tayshaun Prince
Monta Ellis
Tyreke Evans
Mo Williams
Josh Smith
Ron Artest
Yi Jianlian
Glen Davis
Sebastian Telfair
Al Thornton

A ideia partiu de Joe Abunassar, dono da Impact Basketball, uma espécie de academia de basquete que se especializou em aprontar jogadores para os “campi” de “rookies” que se preparam para o “NBA Draft”, entre outras atividades.

Como disse, o objetivo dos jogadores é apenas manter a forma. Ninguém está preocupado em ganhar dinheiro. Tanto que não haverá contratos entre atletas e os times formados.

É bem possível que haja cobrança de ingresso para os jogos, mas o dinheiro arrecadado, possivelmente, será utilizado para pagar despesas com árbitros, mesários e funcionários que trabalham durante as partidas e que limpam a quadra, pegam isotônicos para jogadores, trocam as toalhas etc e tal.

Isso sem falar em médicos e preparadores físicos.

Enfim, o dinheiro arrecadado seria usado para remunerar esses “funcionários” da liga independente.

Duração do campeonato? De duas a três semanas… Como se vê, apenas um paliativo.

A NBA, realmente, é única.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011 Sem categoria | 19:48

CONFIRA QUEM SÃO OS DEZ MAIORES JOGADORES DA ATUALIDADE

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Um jornalista da revista “Sports Illustrated” ranqueou os 100 melhores jogadores da NBA no momento. O ranqueamento nos leva a crer que o cara não é do ramo, embora escreva para a mais importante revista esportiva dos EUA e uma das mais importantes do planeta.

Há aberrações, como LeBron James ser considerado o melhor de todos. E, acreditem, Dirk Nowitzki aparecer apenas em quarto lugar.

Mas, como tenho dito aqui pra vocês, opinião é opinião e a gente tem que respeitar, mas nada nos impede de nós mesmos elegermos nossos “top ten”.

E é o que vamos fazer nesta quarta-feira de muito futebol no Brasil e no mundo e nada de basquete e lugar nenhum.

Meu ranking é este levando-se em conta o atual momento; ou seja, o que vimos no final da temporada passada e o que projetamos para o próximo campeonato, que, torcemos, vai ocorrer:

1) Dirk Nowitzki – Ninguém é melhor que o alemão neste momento, em que pese a idade ligeiramente avançada. O que ele fez nos playoffs passado jamais será esquecido. O cara simplesmente destruiu o Lakers de Kobe Bryant, ignorou o OKC de Kevin Durant e deu um show pra cima dos Três Magníficos do Miami Heat levando o Dallas Mavericks ao inédito título de campeão da NBA. Sente-se saudável e em forma, tanto assim que não vai descansar neste verão do hemisfério norte; ao contrário, irá jogar com a seleção da Alemanha a Euro da Lituânia. Está confiante e vive o melhor momento de sua carreira;

2) Dwyane Wade – O ala-armador do Miami cumpriu sua parte nos playoffs. Não se omitiu jamais. Foi um gigante na série diante do Boston Celtics e nas finais fez o que pôde para evitar o título do Dallas. Não conseguiu, mas deixou as finais de cabeça erguida. D-Wade está no esplendor da forma; trata-se de um jogador maduro e que não apenas conhece os atalhos do jogo, mas que também sabe explorar todo seu potencial em favor do time;

3) Derrick Rose – O armador do Chicago penou nos playoffs. Sem nenhum escudeiro à altura, teve que jogar praticamente sozinho. E praticamente sozinho levou o Bulls à final da Conferência Leste, o que não acontecia desde os tempos de Michael Jordan. E desde os tempos de Michael Jordan o Chicago não fazia a melhor campanha da temporada regular. Tudo graças a Derrick Rose. Neste verão, D-Rose prometeu aprimorar ainda mais seu arremesso, o que, embora tenha melhorado, segue sendo seu calcanhar de Aquiles, especialmente nas bolas de três;

4) Kobe Bryant – Apesar do fiasco do Lakers nos playoffs, quando o time acabou “varrido” pelo Dallas, KB ainda segue sendo um dos melhores de todos os tempos. Apenas este halo é suficiente para amolecer as pernas dos adversários e fazer de seu time um dos mais fortes contendores do próximo campeonato, por exemplo. Seja ele da NBA, o turco ou, quem sabe, do NBB. Não viveu um grande momento nos playoffs passados, é verdade, mas enquanto ele não decidir parar, ninguém poderá deixá-lo de fora das listas dos mais-mais da NBA;

5) Dwight Howard – Esse é outro que também joga sozinho e mesmo assim já levou o Orlando à decisão de um título. Seu elenco de apoio é no máximo bom. Ao lado de Derrick Rose, Chris Paul ou Deron Williams, por exemplo, teria tudo para colocar um anel no dedo. Fazê-lo ao lado de Jameer Nelson, Gilbert Arenas, Vince Carter é bem mais complicado. Ninguém consegue ganhar um título se não tiver bons coadjuvantes. E esse é o caso do Magic. Como sabemos, um pivô, se não tiver um armador à altura ou um ala que o alimente bem, não chega a lugar nenhum. Mesmo com o tamanho de DH;

6) Chris Paul – O armador do New Orleans fez uma série espetacular diante do Lakers. Fez o time vencer em Los Angeles, o que não é nada fácil em se tratando de um adversário que tem camisa e carisma. Mas, sozinho… CP3 é outro que se encaixa no clube dos solitários da NBA. Isso fica mais evidente ainda em se tratando de basquete, onde os cinco titulares têm mais interferência no jogo do que os 11 jogadores de futebol;

7) Kevin Durant – Terminou como melhor cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. É, de fato, uma máquina de fazer pontos; ninguém duvida. O que alguns duvidam é se KD tem capacidade para se manter ligado no jogo o tempo todo. O ala do Oklahoma City parece se “desligar” em alguns momentos durante a partida. Pode terminar um quarto zerado para fazer 20 no quarto seguinte. Esse desequilíbrio acaba pesando nas costas de jogadores que não têm estofo suficiente para não deixar cair o nível de jogo do time. Talvez se contasse com alguém melhor do que Russell Westbrook oscilasse menos;

8) LeBron James – Em que pese o fato de ele ter “amarelado” na série final diante do Dallas Mavericks, LBJ segue sendo um grande jogador e com potencial para ser um dos melhores de todos os tempos. Domina todos os fundamentos do jogo. Seu maior adversário é ele mesmo. Quando resolver a questão psicológica (bloqueio nos momentos decisivos), será difícil segurá-lo. Enquanto isso não ocorre, seu lugar numa lista dos dez mais é mais ou menos por aqui mesmo;

9) Paul Pierce – Veterano e eficiente. Pierce é o jogador em que o Boston Celtics concentra seu jogo. Nos momentos decisivos, a bola sempre está em suas mãos, especialmente nos finais das partidas. É ele quem arma e decide. Além disso, tem um jogo psicológico poderoso, desestabilizando seus marcadores, o que acaba por facilitar sua tarefa em quadra. Veterano, eu disse, mas não há sinal algum em seu jogo que ele esteja em declínio.

10) Deron Williams – Já disse nesse botequim que D-Will gozava do privilégio de ser o melhor armador da NBA. A mudança de time e a perda de um escudeiro que a seu lado funcionava bem (Carlos Boozer) fez seu basquete cair de produção. Sem um bom escudeiro e jogando em uma equipe sem camisa, ficará difícil colocar um anel que seja em um dos dedos da mão. E ficará ainda mais difícil manter-se em evidência.

Minha lista é esta. Fico agora no aguardo da lista de vocês, pra ver se a gente consegue eleger aqui neste botequim os nossos “top ten”.

Quando isso acontecer, a gente chama o Labica e comemora. A primeira rodada, como sempre, fica por minha conta.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 NBA | 11:54

NÃO SEJAMOS INGÊNUOS

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Sinceramente, eu não consigo entender por que as pessoas estão tão incomodadas com o que foi feito em Miami quando Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh se uniram para formar um esquadrão afim de criar uma dinastia no sul da Flórida. Ilegítimo? Onde estaria a ilegitimidade?

Um parceiro nosso tem dito aqui no botequim — e com razão — que o que foi feito em Miami foi feito em Boston, por exemplo. E eu completo: foi feito anteriormente várias vezes em Los Angeles. E será feito em Orlando se o Magic quiser segurar Dwight Howard.

A diferença do que ocorreu em Miami para o que ocorreu nos outros lugares é que, dizem, pois não conseguem provar, é que os três elaboram o plano de jogar juntos em Miami durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. E depois de tudo acertado, D-Wade conversou com Pat Riley, presidente e gerente-geral da franquia.

Oficialmente, no entanto, tudo foi engendrado por Riley, pois a NBA não permite esses acordos entre jogadores. Mas, como dizia, oficialmente foi Riley quem foi atrás de LeBron James. Depois, procurou Chris Bosh. E com essas contratações, renovou com Dwyane Wade e evitou que seu “franchise player” fosse jogar no Chicago.

Oficialmente, foi o que ocorreu.

O próximo time a fazer isso será o Orlando. Otis Smith, o Pat Riley do Magic, irá às compras neste verão norte-americano. Vai tentar arrumar dois jogadores extra-séries para se unirem a Dwight em Orlando para evitar que seu “franchise player” vá embora ao final da próxima temporada.

E vocês acham que Dwight não vai estar por dentro do que estará ocorrendo? Vocês acham que Smith não vai pegar seu celular, telefonar para DH e dizer: “Superman, estou em negociações com Fulano de Tal. O que você acha?”

Se DH der sinal verde, Smith fecha o negócio; se ele vetar, Smith irá atrás de outro reforço, seguramente indicado por Dwight.

E mais: vocês acham que DH não vai pegar o mesmo celular e telefonar para os jogadores que estão na mira do Orlando? Telefonar e dizer: “Vem pra cá, meu velho, pois ao meu lado a gente vai destruir que aparecer na nossa frente. Vem pra cá porque aqui em Orlando a vida é o maior barato. A cidade é espetacular, não faz muito frio, é segura, tem escolas excelentes para seus filhos e por falar neles, é aqui que fica a Disney”.

Vocês acham que DH não fará isso? Claro que fará.

Sim, Dwight é quem vai determinar quem o Orlando deve contratar. Caso contrário, se Smith fechar negócio com jogadores que não sejam do agrado de DH, no final da próxima temporada ele se manda.

O mesmo deve ter acontecido em Boston. Danny Ainge, o Pat Riley do Celtics, quando começou a montar o “Big Three”, também corria o risco de perder Paul Pierce, que estava cansado de ser saco de pancadas no nordeste dos EUA.

Ao contratar Kevin Garnett e Ray Allen, vocês acham que Ainge não falou com “The Truth”? Claro que falou. Sem o aval do jogador, o Celtics corria o risco de perdê-lo. E vocês acham que Pierce não conversou com Garnett e Allen? Claro que conversou.

Então, por favor, não sejamos ingênuos: o que foi feito em Miami vem sendo feito desde que a NBA foi criada.

Ou vocês acham que Kobe Bryant não foi consultado por Mitch Kupchak quando ele contratou Pau Gasol? Ou vocês acham que Black Mamba não foi ouvido quando Ron Artest foi adquirido? Ou vocês acham que Kobe não conversou com os dois antes de o negócio ter sido fechado?

Derrick Rose será ouvido por Gar Forman quando o Chicago for às compras (se for, e eu espero que sim) para reforçar seu time.

Isto vem sendo feito desde que a NBA existe. E continuará sendo feito eternamente.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011 NBA | 11:59

É BOM ACAUTELARMOS QUANTO AO BOSTON

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Eu só não cravo aqui que o Miami está na final da Conferência Leste porque o adversário é o Boston. Caso contrário, eu afirmaria com todas as letras: o Miami está na final do Leste!

Do Boston a gente não pode duvidar nunca. A história desse time está bem diante dos nossos olhos, é recente, bem fresquinha. É um time que ressurge quando ninguém dá mais nada por ele.

Foi montado há três temporadas. No primeiro ano, não apostava-se nele porque não havia entrosamento; foi campeão. No ano seguinte, mesmo sem Kevin Garnett, contundido, chegou às semifinais e foi batido pelo Orlando (que ganharia a conferência) em sete jogos. E no ano passado, foi campeão do Leste e caiu em sete jogos diante do Lakers.

Na história das semifinais de conferências, em apenas quatro oportunidades um time saiu de uma desvantagem de 2 a 0 para chegar às finais: Houston em 1994 e 95, Lakers em 2004 e San Antonio em 2008.

A estatística conspira contra o Celtics. Mas muito mais do que os números, o grande adversário do time é o próprio Miami, que está jogando muita bola nestes playoffs, e a limitação de alguns de seus jogadores.

Kevin Garnett, por exemplo, continua afiado em seus arremessos de meia distância ou da zona morta. Mas nem de longe lembra aquele jogador que era uma máquina de pegar rebotes e que em nove anos seguidos teve duplo dígito de média neste fundamento.

Nestes dois jogos diante do Heat, KG pegou um total de 14 rebotes, o que dá uma média de sete por partida. Nem nos tocos se faz notar. Já não machuca mais seus oponentes como antes.

Ray Allen tem sido de uma irregularidade constrangedora. Num jogo faz 25 pontos e no outro apenas sete.

Glen Davis parece nesta série o “rookie” que ao Boston chegou há quatro temporadas e que chorava no banco depois de levar bronca. Tem médias de cinco pontos e três rebotes. Perde vergonhosamente o duelo para os homens altos do Miami.

Paul Pierce e Rajon Rondo são os jogadores que se salvam até este momento. Mas Rajon, a gente bem sabe, não é confiável na pontuação. Ontem fez 20 pontos, mas no primeiro jogo anotou apenas oito.

A tudo isso adicione o fato (mais importante) que o Boston não consegue conter o Trio Magnífico do Miami. Nem mesmo Chris Bosh, por muitos chamado de “soft”, mas que tem sido eficiente nos rebotes (média de 11,5 na série).

Isso sem falar em Dwyane Wade e LeBron James. O duo fez ontem 63 dos 102 pontos do Heat; mais da metade. No primeiro confronto, ambos fizeram 60 dos 99 tentos da equipe; também mais da metade.

O Boston não encontrou antídoto para D-Wade e LBJ. Allen, Pierce, Delonte West e Jeff Green (esqueci alguém?) não foram eficazes até o momento.

Fecha-se o garrafão e eles derrubam bolas de média e longa distância. Aperta-se o perímetro e eles batem pra dentro e fazem bandeja. O lado fraco, ou seja, a ajuda, do Celtics não funciona.

Doc Rivers deveria envolver mais Rajon em D-Wade. Mesmo que LBJ esteja na armação o jogo, como habitualmente ocorre.

Ontem, ainda por cima, o time mostrou cansaço no final. Estava o jogo empatado em 80 pontos a 7:10 minutos da buzinada derradeira quando o Miami fez uma corrida de 22 a 11 e venceu a partida. Dentro desta corrida, a inicial foi de 14 a 0. O Celtics não teve pernas para controlar o “rush” do oponente.

E nem LBJ e D-Wade, que fizeram 14 desses 22 pontos.

E pra finalizar: no duelo dos astros, no primeiro jogo o Trio Magnífico do Miami venceu o Big Three do Boston por 67 a 50; ontem, por 80 a 36.

Repito: fosse qualquer outro time e eu diria que o Miami estava na final. Vamos aguardar. Há quatro dias de descanso até o próximo confronto. E ele será em Boston, onde a torcida local costuma chacoalhar o ônibus do adversário quando este está chegando ao TD Garden.

Tudo isso será importante: o tempo de descanso, reajustes que Doc Rivers fará no sistema defensivo do time (principalmente) e o apoio dos fãs. Mas se dentro de quadra os jogadores não reagirem, o Miami pode fechar a série neste final da semana, varrendo impiedosamente seu oponente.

NÚMEROS

Dos últimos três jogos entre Miami e Boston, três vitórias do Heat.

EMPATE

O Oklahoma City empatou a série semifinal do Oeste ao bater ontem o Memphis Grizzlies por 111 a 12.

Qual foi o segredo do sucesso do OKC? Subtraiu brutalmente o volume ofensivo da dupla Zach Randolph e Marc Gasol. No primeiro embate, os dois juntos fizeram 54 pontos; ontem, só 28.

Mas é importante ressaltar: 13 dos 28 pontos da dupla aconteceram no último quarto, quando o jogo já estava resolvido e o Thunder poupava-se nitidamente em quadra.

Além disso, a ajuda do banco foi igualmente fundamental: James Harden, que no primeiro embate anotou só cinco pontos, ontem fez 21; Eric Maynor, que no jogo inicial da série anotou um trio de pontos, ontem cravou 15. Ou seja: os dois, no primeiro embate, anotaram juntos oito pontos; ontem, 36.

Essas coisas fazem uma baita diferença.

FURO N’ÁGUA

Quando Danny Ainge mandou Kendrick Perkins embora todos nós estranhamos — e os torcedores do Boston choraram. O tempo passou e prova-se uma vez mais que Ainge conhece do assunto.

Perkins foi um fiasco na série diante do Denver. Foi engolido por Nenê Hilário. Até tapão levou e foi jogado ao chão.

Nesta, diante do Memphis, repete a dose. Em dois jogos, médias de exatos dois pontos e seis rebotes.

Ridículo.

Notas relacionadas:

  1. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
  2. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
  3. VALE QUANTO PESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última