Palmira Marçal | Fábio Sormani

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terça-feira, 6 de março de 2012 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 20:28

UMA LUZ SOBRE OS PRÉ-OLÍMPICOS, AS OLIMPÍADAS E AS CHANCES DO BRASIL

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A NBA está a todo o vapor e o NBB também. É claro que neste botequim o papo versa mais sobre o torneio norte-americano, mas há os que gostam também da competição nacional.

A NBA está a todo o vapor e o NBB também, mas no final de julho próximo começam as Olimpíadas. Alguns parceiros perguntam sobre datas e seleções classificadas. Perguntam também sobre os Pré-Olímpicos, masculinos e femininos.

Vamos, pois, clarear a situação.

O torneio masculino começa no dia 29 de julho e termina em 12 de agosto. No feminino, a bola sobe pela primeira vez um dia antes; ou seja, em 28 de julho, com a decisão da medalha de ouro marcada para 11 de agosto.

Os dois torneios são compostos de 12 seleções cada.

Do lado dos marmanjos, nove selecionados já garantiram vaga em Londres, restando, pois, três vagas. Vamos aos classificados:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Argentina (América)
Brasil (América)
Espanha (Europa)
França (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Tunísia (África)

De 2 a 8 de julho, em Caracas, Venezuela, será disputado o Pré-Olímpico Mundial dos homens. Doze países estarão brigando pelas três últimas vagas. São eles: Grécia, Lituânia, Macedônia, Rússia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Coreia do Sul, Jordânia, Angola, Nigéria e Nova Zelândia.

Estes 12 países foram divididos em quatro grupos com três componentes cada. A saber:

Grupo A
Grécia
Jordânia
Porto Rico

Grupo B
Lituânia
Nigéria
Venezuela

Grupo C
República Dominicana
Coreia do Sul
Rússia

Grupo D
Angola
Macedônia
Nova Zelândia

As equipes se enfrentam dentro do grupo e os dois primeiros colocados se classificam para a fase quartas de final. Os quatro vencedores avançam para as semifinais e os vencedores, além de decidirem o título, garantem vaga para as Olimpíadas. Quem ficar com a medalha de bronze (disputa do terceiro lugar) garante-se também em Londres.

Do lado das moças, os selecionados já garantidos em Londres são sete. Vamos a eles:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Brasil (América)
Rússia (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Angola (África)

De 25 de junho a 1º de julho será disputado o Pré-Olímpico Mundial das mulheres. Local: Ankara, Turquia. Doze seleções estarão brigando por cinco vagas. São elas: Croácia, República Tcheca, França, Turquia, Argentina, Canadá, Porto Rico, Japão, Coreia do Sul, Mali, Moçambique e Nova Zelândia.

Esta dúzia de seleções estará dividida em quatro grupos de três:

Grupo A
Japão
Porto Rico
Turquia

Grupo B
Argentina
República Tcheca
Nova Zelândia

Grupo C
Croácia
Coreia do Sul
Moçambique

Grupo D
Canadá
França
Mali

Os selecionados se enfrentam dentro de seus respectivos grupos e os dois primeiros colocados se garantem nas quartas de final. As quatro equipes que passarem para a fase semifinal carimbam passaporte para Londres. Os outros quatro times, derrotados nas quartas, disputarão a última vaga.

BRASIL

Muito se fala das possibilidades brasileiras. Medalha?

Bem, no masculino, se todos os nossos jogadores se dispuserem a jogar (falo principalmente dos quatro que jogam na NBA, Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa), o Brasil deve disputar do quinto ao oitavo lugar.

Agora, caso o técnico Rubén Magnano consiga extrair o máximo de cada um de nossos atletas e algum dos selecionados favoritos (EUA, Espanha, França e Argentina) der uma patinada, o Brasil pode brigar pela medalha de bronze.

Se eu fosse Magnano escalaria este quinteto titular:

Marcelinho Huertas (foto Reuters)
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

Atribuiria a Leandrinho o mesmo papel que lhe cabe desde que chegou à NBA: ser o nosso sexto homem, vindo do banco, bagunçando as defesas adversárias com sua velocidade e seus arremessos de três. E Splitter seria o descanso perfeito para Varejão e Nenê.

No feminino as coisas andam meio complicadas. Enio Vecchi, que fez um ótimo trabalho no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Neiva (Colômbia), não teve seu contrato renovado com a CBB. Hortência Marcari, responsável pelos selecionados femininos, optou trocá-lo por Luis Cláudio Tarallo.

A bem da verdade, Hortência nunca escondeu de ninguém que Tarallo era seu técnico favorito. Num primeiro momento, no entanto, o treinador não pôde aceitar o convite, que acabou no colo de Vecchi.

As chances do Brasil são mínimas para não dizer nenhuma. Nosso time pode brigar, na melhor das hipóteses, por um quinto lugar. Medalha, acho muito difícil, pois há seleções muito mais fortes, como os EUA, Rússia, Austrália e China.

Além de ter um treinador novo, o Brasil ainda conta com a indefinição de Iziane Castro (foto Fiba). A ala brasileira deve ir para o Seattle Storm, da WNBA, e se isso acontecer ela só teria condições de se apresentar 15 dias antes do torneio de Londres. O mesmo vale para a nossa pivô Érika de Souza, que deve jogar novamente pelo Atlanta Dream.

Eu abriria este precedente, pois nosso selecionado não pode abrir mão das duas. Com elas será bem difícil; sem elas será impossível brigar por um lugar honroso.

Se eu fosse Tarallo escalaria o seguinte quinteto titular:

Adrianinha Pinto
Palmira Marçal
Iziane Castro
Damiris Amaral
Érika de Souza

Por que Palmira? Sei que muitos devem estar se perguntando. Porque ela defende muito e num torneio como esse você tem que ter uma jogadora com este caráter.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL ARRASA PORTO RICO E ESTÁ A UMA VITÓRIA DOS JOGOS OLÍMPICOS
  2. BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO
  3. A ARGENTINA NAS OLIMPÍADAS E A LUCIDEZ DE OSCAR SCHMIDT
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 24 de outubro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 18:19

PERDER PRA PORTO RICO É DOSE PRA MAMUTE!

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Não dá para ganhar todas as noites. Verdade, não dá para ganhar todas as noites, mas perder para Porto Rico realmente é dose pra mamute.

Sim, a seleção feminina foi batida na semifinal do Pan-Americano de Guadalajara pelas porto-riquenhas por 69-68 e agora tem que se contentar com no máximo uma medalha de bronze, quando o ouro deveria ser a cor obrigatória dada a fragilidade das adversárias.

Foi uma partida para ser esquecida. Nosso selecionado marcou muito mal.

Individualmente, Érika de Souza, nossa principal jogadora, foi um fiasco. Pegou 15 rebotes, é verdade (também, com 1,97m diante das baixinhas porto-riquenhas, era obrigação), mas fez apenas dois pontos. De seus 12 arremessos, todos eles com o beiço grudado na cesta, acertou apenas um. Um desastre.

Iziane Castro, que se considera uma das maiorais do basquete moderno, ficou o último quarto todinho no banco de reservas. Por quê? Porque forçou o jogo e jogou apenas pra ela e nunca para o time. Anotou 14 pontos, com um aproveitamento de 6/13 (46%) nas bolas de dois e 0/2 (0%) nas de três.

Além delas, a armadora Babi Queiróz, que vinha fazendo um bom Pan-Americano, foi outro desastre: jogou pouco mais de seis minutos, não deu nenhuma assistência e fez uma falta desnecessária no final da partida, diminuindo ainda mais as chances de o Brasil vencer o jogo.

Tassia Carcavalli, a armadora reserva, que ficou mais tempo em quadra, esteve perdida o tempo todo. Sem imaginação, limitou-se: 1) a forçar o jogo quando deveria cadenciar; 2) a dar passes laterais quando deveria ser audaciosa.

Palmira Marçal, que defende muito bem, fez água: não desarmou ninguém. Pior: insistiu nas bolas de três, tendo acertado apenas uma em nove! (11%). Desconfiômetro pra ela!

Ainda creditando a derrota a erros individuais, vamos agora falar do técnico Ênio Vecchi: por mais que Iziane estivesse mal, no fim do jogo ela tinha que estar em quadra. Sua experiência, sua vivência em momentos como este seriam importantes. Mas, inexplicavelmente, Ênio deixou-a no banco.

Do ponto de vista coletivo, a seleção acertou apenas 59% de seus lances livres: 19/32. Se tivesse derrubado duas bolas a mais, teria vencido a partida. Nos chutes de três, 3/20 (15%): ridículo.

E em todo o jogo nosso selecionado deu apenas sete assistências.

Enfim, aquele time que nos encantou no Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia), não foi visto em quadra.

Como disse, não dá para jogar bem todas as noites, mas perder para Porto Rico é realmente dose pra mamute.

Notas relacionadas:

  1. A FELICIDADE DE IZIANE E A TABELA DO FEMININO EM GUADALAJARA
  2. BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 17:29

SELEÇÃO FEMININA TRITURA O CANADÁ NA ESTREIA EM GUADALAJARA

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Não deu pra ver o jogo direito, pois a Record mesclou a vitória brasileira do nosso selecionado feminino de basquete com lances da natação e do vôlei de praia. Mas deu pra ver que a seleção está no caminho certo.

Novamente fez um grande jogo defensivo e levou à loucura as meninas canadenses. Muito por conta disso e muito também por conta da nossa fluidez ofensiva e do talento individual de algumas de nossas moças, o Brasil venceu o Canadá em seu debute nos Jogos Pan-Americanos por incontestáveis 78-53.

Limitamos as norte-americanas a um aproveitamento de apenas 44% dos tiros duplos (15/34) e a 22% nos triplos (4/18).

É bem verdade que nossas meninas erraram bolas fáceis. Perderam bandejas quando estavam desmarcadas; tomaram tocos quando com uma finta teriam evitado o vexame. É bem verdade que nosso aproveitamento de dois pontos não foi bom (35%; 22/63), mas nosso volume foi muito grande. Arremessamos 19 bolas duplas a mais do que o Canadá. Por isso, mesmo com um aproveitamento menor, somamos mais pontos.

Nas bolas de três, o aproveitamento brasileiro foi melhor: 35% (6/17). Embora o percentual seja o mesmo, os tiros de três são longos e a chance de se errar é muito maior.

Individualmente, destaque para nossas duas meninas que atuam na WNBA. Iziane Castro (Foto Vipcomm) foi a cestinha do time e do jogo com 16 pontos. Mas Érika de Souza realçou-se demais: 15 pontos e 10 rebotes, única jogadora na partida a cravar um “double-double”.

Dez também foram os rebotes de Clarissa dos Santos, mas nossa ala de força parou nos oito pontos. Nas bolas de três, Palmira Marçal foi nossa estrela: 3/5 (60%). Resultado: 13 pontos. Palmira roubou ainda três bolas — vale destaque. Outra que teve duplo dígito na pontuação foi Damiris do Amaral: 11 pontos.

Depois do jogo, Érika admitiu que sentiu um “friozinho na barriga” no começo da partida. Depois, soltou-se em quadra e arrebentou uma vez mais.

O Brasil saiu-se muito bem. Estreia é sempre complicado. Ainda mais quando se tem pela frente o seu maior adversário da chave. O Brasil, pra quem ainda não sabe, está no Grupo B e os outros dois oponentes são Colômbia e Jamaica.

Amanhã, novamente às 13h30 de Brasília, o adversário será a Jamaica. Nova vitória será adicionada ao nosso cartel, não tenho dúvidas disso.

E se tudo caminhar dentro da normalidade, o Brasil estará na final diante dos EUA. Também não tenho dúvidas disso.

Notas relacionadas:

  1. IZIANE É CONVOCADA PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS DE GUADALAJARA
  2. A FELICIDADE DE IZIANE E A TABELA DO FEMININO EM GUADALAJARA
  3. BRASIL SURRA EUA NO FEMININO EM JOGO-TREINO EM GUADALAJARA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 2 de outubro de 2011 Sem categoria | 00:20

BRASIL SURRA ARGENTINA E GARANTE VAGA NOS JOGOS DE LONDRES

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O Brasil surrou a Argentina na final do Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia): 74-33. Ganhou o título e a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

É apenas a terceira vez que o basquete brasileiro participa das Olimpíadas com suas duas seleções. E é sempre bom lembrar que o feminino foi adicionado aos Jogos em 1976, quando da competição em Montreal, no Canadá.

Ou seja: foram nove edições. Em seis deles a gente não conseguiu juntar homens e mulheres.

A última vez que isso ocorreu foi em 1996, quando dos Jogos de Atlanta. Na época, o masculino ficou em 6º lugar e o feminino foi medalha de prata.

Dá pra sonha novamente? Ora, por que não?

No masculino, se todos nossos melhores jogadores estiverem à disposição do técnico Rubén Magnano, temos chance. No feminino, se Iziane Castro colocar juízo em sua cabeça podemos fazer um grande trabalho também.

Mas isso é futuro, vamos curtir o presente.

SOVA

Mas, dizia eu, o Brasil surrou a Argentina: 74-33. Foi uma atuação que beirou a perfeição (foto AFP).

Alguns podem dizer que a Argentina é fraca. Sim, verdade, se comparada com o Brasil a Argentina é fraca. Mas, como eu sempre digo, se você está bem e pega um time fraco, faz o que o Brasil fez. Se está mal, vence, mas vence apertadamente.

Não foi o caso.

Nosso selecionado deu uma aula nesse torneio de como se deve defender. E no ataque soube trabalhar com paciência, sem afobação.

Vale mencionar o trabalho do técnico Ênio Vecchi e de sua comissão técnica, composta por Urubatan Paccini e Janeth Arcain. Eles foram os mentores desse time.

Quanto as nossas meninas, um beijo enorme a todas elas. Vocês querem destaques? Pois não: Érika Souza, eleita merecidamente a MVP da competição e, claro, parte do quinteto ideal do Pré-Olímpico. Terminou o jogo com 13 pontos e 16 rebotes. E olha que ela atuou apenas 25 minutos.

Adrianinha também merece menção, ela que, como Érika, foi eleita para a seleção do campeonato. Ontem, contra Cuba, quase fez um “triple-double”, com nove pontos, 13 rebotes e 12 assistências. Um show, não só neste jogo, mas em todo o campeonato também.

Mas todas têm que ser mencionadas: Palmira Marçal, Patrícia “Chuca” Ferreira, Micaela Jacintho, Bárbara “Babi” Generoso, Franciele Nascimento, Silvia Gustavo, Clarissa dos Santos, Damiris do Amaral, Nadia Colhado e Gilmara Justino.

Parabéns a todos vocês. Vocês fizeram do nosso final de semana um final de semana especial.

Notas relacionadas:

  1. MEDALHA QUE TEM SIGNIFICADO GRANDIOSO
  2. APESAR DE TUDO, O BRASIL É FAVORITO PARA CONQUISTAR A VAGA NO PRÉ FEMININO
  3. NA DEFESA, CONTRARIANDO TUDO, O BRASIL VOLTA A VENCER NO PRÉ FEMININO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 21:18

BRASIL VENCE O MÉXICO E DRIBLA UMA VEZ MAIS OS HORROROSOS CALÇÕES SAMBA-CANÇÃO

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Foi uma vez mais muito fácil. O Brasil sobrou em relação ao México na vitória por 88-61.

O marcador não diz muito sobre a vantagem brasileira. Se o técnico Ênio Vecchi tivesse deixado mais tempo nossas titulares em quadra, com certeza a diferença seria maior e os pontos sofridos seriam menor.

Vejam vocês que Vecchi só não colocou em quadra Clarissa dos Santos, que ainda se recupera de uma forte torção no tornozelo direito. E Gilmara Justino pouco jogou: apenas cinco minutos.

As demais jogadoras atuaram dez ou mais minutos. A titular Adrianinha ficou em quadra 25 minutos, é verdade, mas Franciele Nascimento, que veio do banco, jogou 22. Sílvia Gustavo, outra reserva, atuou 20, enquanto que duas outras reservas, Micaela Jacintho e Barbara Generoso, a Babi, jogaram respectivamente 18 e 17 minutos.

Nosso treinador fez muito bem em colocar nossas reservas em quadra. É preciso envolvê-las na partida. Elas têm que estar prontas para jogar se o destino impuser ou se o técnico achar necessário por circunstâncias da partida.

Jogador que não entra em quadra desanima e fica fora de ritmo. Acabou-se o tempo em que os titulares jogavam 35 minutos no mínimo. O basquete está físico demais, exige muito, e se não houver inteligência, corre-se riscos desnecessários.

Portanto, acertou Ênio e nossa comissão técnica.

DESTAQUES

Uma vez mais Érika de Souza sobrou na partida: 22 pontos e seis rebotes. Com minutos a mais para jogar, Franciele, a Fran, não decepcionou: 11 pontos e também meia dúzia de ressaltos capturados. Adrianinha: 13 pontos e quatro assistências. Patrícia de Oliveira, a Chuca, foi quem mais roubou bolas para o Brasil: três desarmes.

Não gostei do nosso desempenho nas bolas de três: 4/11 (36,3%). Quem livrou a cara foi Adrianinha: 3/4 (75,0%). Mas Palmira Marçal, um dos destaques do Brasil neste torneio, fez 0/3.

INCÔMODO

Por falar em não gostar, vale destacar o mau gosto do uniforme da seleção brasileira, patrocinada pela Nike. Os longos shorts, além de horrorosos, impedem uma livre movimentação das nossas jogadoras, adeptas do macaquinho introduzido pelas australianas.

Além disso, por conta da alta temperatura em Neiva (Colômbia), onde o torneio Pré-Olímpico está sendo disputado, acaba por aumentar ainda mais o calor. É nítido isso.

Nossas meninas são donas de coxas bem torneadas e belas. Elas querem, com razão, mostrá-las. Afinal, são vaidosas, vide os penteados que muitas adotam e vide o encurtamento que elas promovem em seus calções que mais parecem cuecas samba-canção.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL VENCE EM JOGO RUIM
  2. A VAGA E A OBRIGAÇÃO DO TÍTULO
  3. HORAS DEPOIS, O SENTIMENTO É O MESMO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Sem categoria | 21:26

NA DEFESA, CONTRARIANDO TUDO, O BRASIL VOLTA A VENCER NO PRÉ FEMININO

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Mais uma vez, com extrema facilidade, o Brasil venceu neste Pré-Olímpico de Neiva. Bateu há pouco a Jamaica por 73-50 e uma vez mais chamou a atenção pela qualidade de seu jogo defensivo.

É verdade que os adversários, até o momento, pouco exigiram do nosso time. Foram times (incluindo até mesmo o Canadá) sem muita imaginação ofensiva e que apresentaram jogadoras de limitadas qualidades técnicas.

Mas é o que eu sempre digo: se você está bem, quando pega um time desses, atropela; se está mal, se complica. E nesses três confrontos deste torneio, que garantirá apenas ao campeão uma vaga para os Jogos de Londres no ano que vem, o Brasil mostrou qualidades.

A principal delas, repito, tem sido a nossa defesa, por incrível que possa parecer. Sim, pois o nosso basquete feminino (bem como o masculino) sempre se destacou pela sua ofensiva.

Agora é a defesa quem nos sustenta.

Ótimo, pois, defendendo com qualidade, com a posse de bola deixemos nossas meninas se divertirem. Elas têm qualidade.

E já que falamos em defesa, quero destacar Palmira Marçal. Nossa ala-armadora é o similar feminino do Alex Garcia: defende muito; não se cansa jamais. Tem um coração do tamanho de nosso país e de nossa torcida.

Lesionou-se ontem diante do Canadá, mas hoje já estava em quadra, pouco se importando com a contusão. Uma guerreira.

MELHORA

Érika de Souza foi o grande destaque da partida. Anotou 19 pontos. Mas… Fez 6/13 nos arremessos, o que deu um percentual de aproveitamento de apenas 46,1%.

Muito pouco para quem tem 2,00m de altura e joga debaixo da cesta. O grande problema da Érika segue sendo a marcação dobrada: quando as adversárias fecham em cima da brasileira, ele tem muita dificuldade; por isso seu baixo aproveitamento nos arremessos.

Já disse ontem e repito hoje: Érika tem que ler mais rápido o jogo. E adiciono: tem que usar melhor seu corpanzil para fazer pontos e cavar faltas, aproveitando-se da bonificação do lance livre.

Ah, por falar neles, o Brasil foi um desastre contra as jamaicanas. Fez 12/22, o que deu um aproveitamento de exíguos 54,5%.

O que acontece com nossas meninas quando elas vão para o lance livre? Pergunto, porque, não sei se vocês repararam, elas têm um ótimo aproveitamento dos “mid-range jumpers”. Ou seja: mais acertam do que erram quando arremessam da zona morta e/ou da cabeça do garrafão — ao contrário do masculino.

Ou seja: quando estão no lance livre, à vontade, sem marcação, deveriam tirar proveito da situação.

Contra o Paraguai foram 12/17 (70,5%). Diante do Canadá, 75,0% — mas atentem para o fato: o Brasil cobrou apenas quatro lances livres durante toda a partida.

Enfim, o técnico Ênio Vecchi precisa exigir mais de nossas meninas. Elas podem apresentar mais do que estão apresentando.

Numa provável final diante de Cuba, se o desempenho não for melhor, poderemos correr riscos. Sim, pois as cubanas, espertas que são, vão nos levar à linha do lance livre para nos desestabilizar.

Portanto, cuidado meninas!

DESTAQUES

Além da defesa da Palmira e dos pontos anotados por Érika, vale destacar também a ofensividade de Damiris do Amaral: 12 pontos. Voltemos à Érika: ela roubou quatro bolas e foi o destaque brasileiro.

No conjunto, como disse acima, destaque para nossa defesa: limitou as jamaicanas a apenas 32,6% de seus arremessos de dois pontos (16/49).

Mas… Levamos a pior nos rebotes: 36-34 para as caribenhas. Isso foi de chatear um pouco.

Mas nada que possa tirar a nossa alegria pela terceira vitória consecutiva.

A quarta vem amanhã, diante do México, um time fraquíssimo. Novamente às 18h45 de Brasília, com SporTV 2, BandSports, ESPN Brasil e Esporte Interativo.

E a gente aqui, no botequim, depois que a partida acabar.

Notas relacionadas:

  1. MEDALHA QUE TEM SIGNIFICADO GRANDIOSO
  2. APESAR DE TUDO, O BRASIL É FAVORITO PARA CONQUISTAR A VAGA NO PRÉ FEMININO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,