UMA LUZ SOBRE OS PRÉ-OLÍMPICOS, AS OLIMPÍADAS E AS CHANCES DO BRASIL
A NBA está a todo o vapor e o NBB também. É claro que neste botequim o papo versa mais sobre o torneio norte-americano, mas há os que gostam também da competição nacional.
A NBA está a todo o vapor e o NBB também, mas no final de julho próximo começam as Olimpíadas. Alguns parceiros perguntam sobre datas e seleções classificadas. Perguntam também sobre os Pré-Olímpicos, masculinos e femininos.
Vamos, pois, clarear a situação.
O torneio masculino começa no dia 29 de julho e termina em 12 de agosto. No feminino, a bola sobe pela primeira vez um dia antes; ou seja, em 28 de julho, com a decisão da medalha de ouro marcada para 11 de agosto.
Os dois torneios são compostos de 12 seleções cada.
Do lado dos marmanjos, nove selecionados já garantiram vaga em Londres, restando, pois, três vagas. Vamos aos classificados:
Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Argentina (América)
Brasil (América)
Espanha (Europa)
França (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Tunísia (África)
De 2 a 8 de julho, em Caracas, Venezuela, será disputado o Pré-Olímpico Mundial dos homens. Doze países estarão brigando pelas três últimas vagas. São eles: Grécia, Lituânia, Macedônia, Rússia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Coreia do Sul, Jordânia, Angola, Nigéria e Nova Zelândia.
Estes 12 países foram divididos em quatro grupos com três componentes cada. A saber:
Grupo A
Grécia
Jordânia
Porto Rico
Grupo B
Lituânia
Nigéria
Venezuela
Grupo C
República Dominicana
Coreia do Sul
Rússia
Grupo D
Angola
Macedônia
Nova Zelândia
As equipes se enfrentam dentro do grupo e os dois primeiros colocados se classificam para a fase quartas de final. Os quatro vencedores avançam para as semifinais e os vencedores, além de decidirem o título, garantem vaga para as Olimpíadas. Quem ficar com a medalha de bronze (disputa do terceiro lugar) garante-se também em Londres.
Do lado das moças, os selecionados já garantidos em Londres são sete. Vamos a eles:
Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Brasil (América)
Rússia (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Angola (África)
De 25 de junho a 1º de julho será disputado o Pré-Olímpico Mundial das mulheres. Local: Ankara, Turquia. Doze seleções estarão brigando por cinco vagas. São elas: Croácia, República Tcheca, França, Turquia, Argentina, Canadá, Porto Rico, Japão, Coreia do Sul, Mali, Moçambique e Nova Zelândia.
Esta dúzia de seleções estará dividida em quatro grupos de três:
Grupo A
Japão
Porto Rico
Turquia
Grupo B
Argentina
República Tcheca
Nova Zelândia
Grupo C
Croácia
Coreia do Sul
Moçambique
Grupo D
Canadá
França
Mali
Os selecionados se enfrentam dentro de seus respectivos grupos e os dois primeiros colocados se garantem nas quartas de final. As quatro equipes que passarem para a fase semifinal carimbam passaporte para Londres. Os outros quatro times, derrotados nas quartas, disputarão a última vaga.
BRASIL
Muito se fala das possibilidades brasileiras. Medalha?
Bem, no masculino, se todos os nossos jogadores se dispuserem a jogar (falo principalmente dos quatro que jogam na NBA, Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa), o Brasil deve disputar do quinto ao oitavo lugar.
Agora, caso o técnico Rubén Magnano consiga extrair o máximo de cada um de nossos atletas e algum dos selecionados favoritos (EUA, Espanha, França e Argentina) der uma patinada, o Brasil pode brigar pela medalha de bronze.
Se eu fosse Magnano escalaria este quinteto titular:
Marcelinho Huertas (foto Reuters)
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão
Atribuiria a Leandrinho o mesmo papel que lhe cabe desde que chegou à NBA: ser o nosso sexto homem, vindo do banco, bagunçando as defesas adversárias com sua velocidade e seus arremessos de três. E Splitter seria o descanso perfeito para Varejão e Nenê.
No feminino as coisas andam meio complicadas. Enio Vecchi, que fez um ótimo trabalho no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Neiva (Colômbia), não teve seu contrato renovado com a CBB. Hortência Marcari, responsável pelos selecionados femininos, optou trocá-lo por Luis Cláudio Tarallo.
A bem da verdade, Hortência nunca escondeu de ninguém que Tarallo era seu técnico favorito. Num primeiro momento, no entanto, o treinador não pôde aceitar o convite, que acabou no colo de Vecchi.
As chances do Brasil são mínimas para não dizer nenhuma. Nosso time pode brigar, na melhor das hipóteses, por um quinto lugar. Medalha, acho muito difícil, pois há seleções muito mais fortes, como os EUA, Rússia, Austrália e China.
Além de ter um treinador novo, o Brasil ainda conta com a indefinição de Iziane Castro (foto Fiba). A ala brasileira deve ir para o Seattle Storm, da WNBA, e se isso acontecer ela só teria condições de se apresentar 15 dias antes do torneio de Londres. O mesmo vale para a nossa pivô Érika de Souza, que deve jogar novamente pelo Atlanta Dream.
Eu abriria este precedente, pois nosso selecionado não pode abrir mão das duas. Com elas será bem difícil; sem elas será impossível brigar por um lugar honroso.
Se eu fosse Tarallo escalaria o seguinte quinteto titular:
Adrianinha Pinto
Palmira Marçal
Iziane Castro
Damiris Amaral
Érika de Souza
Por que Palmira? Sei que muitos devem estar se perguntando. Porque ela defende muito e num torneio como esse você tem que ter uma jogadora com este caráter.
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