Oscar Robertson | Fábio Sormani

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 NBA | 11:54

SLAM ELEGE OS 500 MAIORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS NA NBA. ADIVINHA QUEM FICOU EM PRIMEIRO?

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A “SLAM”, uma espécie de bíblia do basquete dos EUA, acabou de postar um ranking com os 500 maiores jogadores da história da NBA. Clique aqui e veja o ranking completo.

O magazine levou em consideração jogadores que tenham atuado ao menos cinco anos na NBA. Levou em conta média de pontos, assistências, rebotes, desarmes, tocos, minutos jogados, percentual de acerto dos arremessos no geral, de três, de lances livres e o que eles batizaram de “win share” (percentual de vitórias obtidas por partidas disputadas) e “win share/48” (percentual de vitórias obtidas por minutos jogados). Os dados são do site Basketball Reference.

Adianto os dez primeiros:

1º Michael Jordan
2º Wilt Chamberlain
3º Bill Russell
4º Shaquille O’Neal
5º Oscar Robertson
6º Magic Johnson
7º Kareem Abdul-Jabbar
8º Tim Duncan
9º Larry Bird
10º Kobe Bryant

Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 25 de junho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA, basquete universitário norte-americano | 16:35

TIME OLÍMPICO DOS EUA DE 1960 FOI QUEM MAIS SE APROXIMOU DO DREAM TEAM

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A questão é recorrente. Sempre alguém pergunta: esse time (e escala o time) ganharia do Dream Team de Barcelona? E eu respondo sempre: seria varrido.

Muitos dos que não viram o DT jogar ficam se perguntando: será mesmo que aquele time de 1992 varreria todo mundo? Alguns parceiros falam que sou nostálgico e que essa nostalgia impede-me de analisar verdadeiramente a questão. Digo que não; ou melhor, que sim, sou nostálgico, mas que isso não me impede de analisar a questão e concluir que aquela foi a maior seleção de basquete de todos os tempos.

Os americanos, aqueles que como eu têm os cabelos brancos, mas que têm a pele curtida e um acúmulo de anos muito maior do que este que vos escreve, muitos deles dizem que apenas um selecionado norte-americano pode ser cotejado com o Dream Team de Barcelona: o time olímpico de 1960.

No livro da USA Basketball, que conta a história dos EUA nas Olimpíadas, a primeira frase sobre esse time que disputou os Jogos de Roma é: “Touted as the greatest basketball team in Olympic history…” Ou seja: saudado como o maior time olímpico de basquete de todos os tempos…

Aquele era, de fato, um esquadrão. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos de Roma com uma campanha impecável: oito jogos, igual número de vitórias. Dos 12 jogadores que fizeram parte daquele selecionado, nada menos do que dez acabaram na NBA. Naquela época, vocês bem sabem, os profissionais não podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os estudantes é que representavam os EUA. E nunca um número tão grande de universitários acabou saindo de um time olímpico norte-americano para tornar-se profissional.

O elenco era de fato espetacular. Vinha capitaneado por Oscar Robertson, Jerry West e Jerry Lucas. Os três acabaram eleitos para o seleto rol dos “50 Maiores Jogadores da História da NBA”, escolhidos em 1996, quando a liga completou 50 anos de existência. Big O foi o único jogador ao longo da história da NBA a ter um “triple-double” de média. Mr Clutch emprestou seu corpo esguio para o logo da NBA. E o Gigante Genial um belo dia resolveu errar seus arremessos simplesmente para entender melhor a vontade dos rebotes.

O restante do elenco era composto por Jay Arnette, Walt Bellamy, Robert Boozer, Terry Dischinger, Darral Imhoff, Lester Lane, Burdette Haldorson, Adrian Smith e Allen Kelley.

Não se esqueçam: eram todos universitários. E cinco deles tiveram duplo dígito na pontuação: Oscar Robertson (17,0), Jerry Lucas (17,0), Jerry West (13,8), Terry Dischinger (11,8) e Adrian Smith (10,9).

Conto agora um pouco da campanha dos EUA naquela Olimpíada.

Os EUA debutaram contra a anfitriã Itália e atropelou-a: 112-81. Foram 16 pontos de Big O e igual número para Smith. Na sequência veio o pobre Japão: 125-66. Neste cotejo, Lucas marcou nada menos do que 28 pontos. Depois surgiu a Hungria na frente dos norte-americanos: 107-63. Big O marcou 22 pontos e Lucas outros 21. Com a vitória, os EUA e classificaram para a fase seguinte da competição.

O jogo de abertura foi contra a extinta Iugoslávia e um massacre impiedoso: 104-42. Os EUA abriram 32-1, incrível! A seguir, o Uruguai (108-50), igualmente arrasado. Foi então que os EUA cruzaram com seu grande rival, a defunta URSS. E aí escreveu-se um capítulo à parte na competição.

Tinha gente saindo pelo ladrão no ginásio. Se o cara desse um espirro perderia o lugar. Os soviéticos vinham apoiados em Jan Kruminsh, um gigante de 2,20m. Os dois pivôs norte-americanos, Bellamy e Dischinger, tinham 2,11m. E Lucas era um ala-pivô que embora tivesse grande impulsão, media apenas 2,03m. Ao final do primeiro tempo, o marcador mostrava 35-28 para os norte-americanos. Pete Newell, treinador dos EUA (Universidade da Califórnia), foi para o vestiário e resolveu mudar a tática e, consequentemente, o cenário da partida. Nos cinco primeiros minutos da etapa final, o time exerceu uma violenta pressão quadra toda em cima dos soviéticos, que eram maiores, é verdade, mas eram mais lentos também. A tática deu certo e os EUA fizeram uma corrida de 20-0 e tomaram definitivamente o controle da partida, fechando-a em 81-57. West, com 17 pontos, foi o cestinha do time.

Com esse resultado, os EUA se classificaram para o “final round”. Voltou a pegar os italianos e venceu por 112-81, com 25 pontos de Lucas. E no jogo derradeiro, o adversário foi o Brasil. Nosso selecionado, liderado por Wlamir Marques e Amaury Pasos, não conseguiu conter a eficiência e a beleza do jogo dos norte-americanos e foi batido por 90-63.

Oito jogos, oito vitórias. Saudado como o maior time olímpico de basquete de todos os tempos. Marcou uma média de 101,9 pontos por partida; sofreu apenas 59,5. E superou seus adversários por uma diferença média de 42,4 pontos por jogo (em Barcelona foi de 43,8). Este sim, e não um selecionado formado por Rajon Rondo, Kobe Bryant, LeBron James, Tim Duncan e Shaquille O’Neal (numa hipotética formação, como sugeriu um parceiro), aquele time de 1960, aquele sim poderia levar o jogo no pau contra o Dream Team de Barcelona. Perderia, certamente, pois o DT era formado por homens, enquanto que esse time de 1960 era composto por meninos imberbes e que estavam apenas deixando a faculdade.

Mas mesmo que pudéssemos usar uma máquina do tempo e transferir cada um deles para Barcelona, eles perderiam também. O Dream Team tem nada menos do que dez dos 12 jogadores entre os 50 maiores de todos os tempos na história da NBA. O time olímpico de Roma tem apenas três.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 8 de abril de 2011 NBA | 13:24

UM TRUNFO QUE O CHICAGO BULLS NÃO TINHA DESDE OS TEMPOS EM QUE MICHAEL JORDAN VESTIA A CAMISA 23

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Os torcedores do Chicago estão eufóricos; e não sem motivo. Com a vitória de ontem diante do Boston, em seu United Center, o Bulls não apenas deu mais uma carimbada no principal rival do Leste, como garantiu matematicamente a primeira colocação na conferência.

Quando os playoffs chegarem, sempre que o Chicago entrar em quadra para um confronto, ele terá a vantagem de jogar mais vezes diante de seus torcedores. Privilégio este que ele não conquistava desde a temporada 1997/98, quando ainda regido por Michael Jordan fez a melhor campanha entre todos os participantes do campeonato.

Um trunfo e tanto.

Sim, porque de todos os seus possíveis adversários, apenas um, o Orlando, conseguiu dobrá-lo diante de seus fãs. Foi no longínquo 1º de dezembro do ano passado, quando o time da terra de Mickey Mouse fez incontestáveis 107 a 78. Mas naquela época, é bom que se diga, o Bulls ainda estava se encontrando como time.

De lá para cá, sempre que recebeu os “top teams” da NBA, jamais foi derrotado em seu United Center. Os confrontos foram esses:

LESTE
Boston – 90 a 79 (08/01) e 97 a 81 (07/04)
Miami – 99 a 96 (15/01) e 93 a 89 (24/02)
Orlando – 99 a 90 (28/01)
Atlanta – 94 a 76 (22/03)

OESTE
Lakers – 88 a 84 (10/12)
San Antonio – 109 a 99 (17/02)
Oklahoma City – 99 a 90 (06/12)
Dallas – 82 a 77 (20/01)

Embora tenha perdido para o Orlando em casa, o Bulls descontou esta derrota ao vencer o Magic na Flórida por 89 a 81 em quatro de março passado.

Como disse, há motivos para euforia, pois a vantagem existe. Mas como Jordan afirmou certa vez “nos playoffs se separam os homens dos meninos”.

Quando os playoffs chegarem a história será outra. E esse time do Chicago, que tem em Derrick Rose (22 anos) seu grande comandante em quadra, terá que mostrar que não se trata de um menino querendo entrar na festa de gente grande.

Na temporada passada, o Boston acabou em quarto lugar na conferência e eliminou o Cleveland de LeBron James nas semifinais; Cleveland que, assim como o Chicago, terminou a fase de classificação em primeiro lugar.

O trunfo existe, mas não é definitivo.

MVP

Por falar em Derrick Rose (Foto AP), o armador do Bulls teve ontem nova atuação de MVP. Sim, pois colocou no bolso um dos melhores defensores da NBA na atualidade: Rajon Rondo.

D-Rose fez de Rajon “gato e sapato”. Em alguns momentos, como no final da primeira etapa, desmoralizou-o com um drible desconcertante que culminou com uma cesta de dois pontos.

E uma categoria em quadra que somente os grandes jogadores possuem. Foram 30 pontos, oito assistências, cinco rebotes e duas roubadas de bola.

E teve mais; sim, teve mais: para aqueles que dizem que D-Rose não sabe marcar (de onde se tirou isso? Gostaria de saber), ele simplesmente colocou no bolso Rajon Rondo. O armador do Boston não conseguiu “encontrar” seus companheiros em quadra. Foram apenas seis assistências, sim, apenas, pois é pouco perto do que Rajon tem feito nesta temporada.

Rajon também foi um fiasco nos arremessos: 3-10. Teve quase sempre D-Rose em sua cola.

D-Rose tem médias nesta temporada de 25,1 pontos, 7,9 assistências e 4,2 rebotes. Se alcançar as oito assistências nos próximos quatro jogos, torna-se o sétimo jogador na história da NBA a ter médias de 24 pontos, oito rebotes e quatro assistências em uma temporada, igualando-se a Oscar Robertson, Jerry West, Wilt Chamberlain, Michael Jordan, Garry Payton e LeBron James.

Um baita jogador; quer queiram, quer não.

RODADA

O Denver visita o Oklahoma City esta noite. Ontem, o técnico George Karl, do Nuggets, disse preferir o Dallas ao Thunder numa série de playoffs. O time do Colorado está na quinta posição e dali não sai mais. Com isso, vai enfrentar o quarto colocado na primeira rodada dos playoffs.

A classificação no Oeste mostra o Dallas em terceiro com 25 derrotas e o OKC em quarto com 26. Se os dois times terminarem empatados, o Thunder fica em terceiro lugar porque foi campeão de sua divisão (Northwest).

O Dallas pega o Clippers, em Los Angeles. E mais uma vez não deve contar com Jason Kidd e Tyson Chandler. Pode perfeitamente perder.

Então eu pergunto: será que o Denver vai jogar pra valer?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 8 de janeiro de 2011 NBA | 19:35

KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?

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A rodada de sexta-feira teve alguns atrativos. O principal deles foi Kobe Bryant. O ala-armador anotou 25 pontos na vitória do Lakers sobre o New Orleans (101 a 97) e chegou a 26.720 pontos na carreira. Ultrapassou Oscar Robertson e ocupa neste momento a nona posição entre os maiores cestinhas da história da NBA.

Com mais 226 pontos ele ultrapassa Hakeem Olajuwon, que tem 26.946 tentos. Em dez jogos isso deve ser resolvido. Final deste mês deverá ocorrer e, assim, Kobe pularia para a oitava posição. Até o fim da fase de classificação deve superar também Elvin Hayes (27.313) e Moses Malone (27.409). Deve fechar este campeonato com cerca de 28 mil pontos. Isso levando-se em conta a média de tentos que ele vem fazendo, algo em torno de 25 pontos. Acabaria a temporada na sexta posição.

Ano que vem, já aos 33 anos, deve passar a perna em Shaquille O’Neal (28.504). E fincaria o pé na quinta posição, terminando 2011/12 com cerca de 30 mil pontos, sempre, é bom frisar, levando-se em conta a média de pontos de Kobe, que, repito, estou estimando em 25 por partida.

Bem e depois? Bem, daqui a duas temporadas, 2012/13, aos 34 anos, Kobe (foto Getty Image) teria que ultrapassar Wilt Chamberlain, o quarto maior cestinha da história da NBA e que tem 31.419 pontos. Precisaria de mais 1.500 tentos, e tomando por base esta média de 25 por jogo KB faria em uma temporada 2.050 pontos. Com isso, aos 34 anos, repito, daqui a duas temporadas, repito, KB terminaria o campeonato com algo em torno de 32.500 pontos.

E o que isso significaria? Isso significaria que em três temporadas Kobe ultrapassaria também Michael Jordan, que tem 32.292 pontos. Ou seja: aos 34 anos KB pode se tornar o terceiro maior cestinha da história da NBA.

Dá pra chegar? Claro que sim! Como disse, Kobe tem hoje 32 anos. Com 35, Jordan ganhou seu último título com a camisa 23 do Chicago. E jogando em altíssimo nível.

Kobe joga fácil mais três anos, talvez quatro ou cinco. Se jogar mais cinco, chega aos 37. E chega, a meu ver, em alto nível. Kobe é inteligente, conhece o jogo, não tem um histórico de contusões graves e se cuida. Conhece os limites do corpo. Sabe como cuidá-lo.

Se jogar até os 37 anos, pode adicionar mais 6.000 pontos aos seus 32.500 que teria aos 34 anos. Chegaria a 38.500. Ultrapassaria Karl Malone, que encerrou a carreira com 36.928 pontos e é o atual segundo colocado na lista dos maiores cestinhas da NBA e ultrapassaria também Kareem Abdul-Jabbar, o maior de todos os tempos, que acumulou ao longo de sua carreira 38.387 pontos.

Seria possível. Jogar até os 38 anos eu acho que sim; ter média de 25 pontos por jogo eu acho muito difícil.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 19 de novembro de 2010 NBA, Sem categoria | 21:42

MICHAEL JORDAN É INCOMPARÁVEL

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Comparar Kobe Bryant a Michael Jordan virou um dos exercícios mais constantes da atualidade. Antes de o campeonato começar, muitos torcedores do Lakers disseram: se o Los Angeles ganhar este título, Kobe se iguala a MJ.

Uma ova; iguala nada. Kobe tem dois títulos como líder do time, nos outros três ele foi o Scottie Pippen de Shaquille O’Neal. Jordan ganhou seis títulos sendo o ator principal do Chicago. Nos seis títulos, foi o MVP das finais; Kobe foi MVP das finais exatamente nos dois onde ele liderou o time em quadra. Nos outros três, Shaq foi o fio condutor que levou o Lakers ao título e ganhou o troféu de MVP.

Portanto, se Kobe e o Lakers forem campeões nesta temporada, Black Mamba ganhará seu terceiro título. Estará ainda três atrás de Michael Jordan.

Mas por que eu falo sobre isso? Porque estava dando uma navegada pela internet e encontrei uma matéria comparando MJ com os maiores jogadores da história da NBA. Ou seja: comparando-o a Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Magic Johnson, Larry Bird, Bill Russell e Oscar Robertson.

Notem que a matéria, de um site de basquete dos EUA, não menciona Kobe Bryant. Fala de Kareem, Chamberlain, Magic, Bird, Russell e Robertson.

Há números muito interessantes. Vamos a eles:

1)    Bill Russell foi o jogador que mais vezes disputou uma final: 12. Depois vem Kareem: 10. MJ chegou a seis e ganhou todas. Russell perdeu apenas uma.
2)    Kareem foi seis vezes escolhido MVP da temporada regular, contra cinco de Jordan e Russell. Mas Kareem disputou 20 campeonatos. Michael, 15, Russell, 13.
3)    Jordan tem seis MVPs de finais. Magic tem três. Bill Russell? Na época dele não tinha. Se tivesse, provavelmente teria uns oito, nove.
4)    Michael apareceu dez vezes no NBA First Team. Idem para Kareem. Bill Russell só três, pois perdia sempre para Wilt Chamberlain, que figurou sete vezes na seleção do campeonato.
5)    Essa é muito boa: Michael Jordan apareceu nove vezes no melhor time defensivo da NBA. Kareem cinco vezes, Chamberlain duas e Russell apenas uma. Magic, Bird e Robertson jamais apareceram no melhor time defensivo.
6)    Michael Jordan ganhou uma vez o prêmio de melhor defensor da liga. Os demais, nunca.
7)    Jordan foi dez vezes o cestinha da temporada regular. Chamberlain, sete. Kareem, duas. Os outros, jamais.
8)    “Rookie of the Year”: todos foram eleitos, menos Magic Johnson, que perdeu o galardão para Bird, e Russell, derrotado que foi por Tom Heinsohn.
9)    Jordan e Chamberlain tiveram a mesma média de pontos na carreira: 30,1. Depois, Robertson com 25,7.
10)    Mas em playoffs Michael teve média de 33,4 pontos. Quem mais se aproximou dele foi Kareem, com 24,3.
Além disso, Michael teve 28 “triple-doubles” na temporada regular, dois em playoffs e um em “All-Star Game” – única vez que isso ocorreu na história do evento. Os demais só anotaram “triple-double” durante a fase de classificação.

Vamos comparar então MJ com Kobe?

1)    Kobe já disputou sete finais, contra seis de Jordan. Perdeu duas; MJ jamais foi derrotado.
2)    Kobe foi uma vez eleito MVP da temporada regular; Jordan, cinco. Note que Kobe já disputou 13 campeonatos; Michael, como vimos, 15.
3)    Kobe tem dois MVPs de finais, Jordan tem seis.
4)    Kobe apareceu oito vezes na seleção do campeonato, Jordan foi escolhido dez vezes.
5)    Kobe figurou oito vezes no melhor time defensivo, contra nove de Jordan.
6)    Kobe nunca foi eleito o melhor defensor da NBA; Michael foi escolhido uma vez.
7)    Kobe foi duas vezes o cestinha da temporada regular. Jordan, dez.
8)    Kobe não foi escolhido “Rookie of the Year”. Michael foi.
9)    Kobe tem 25,3 pontos de média na carreira, enquanto que MJ teve 30,1.
10)    Kobe tem 25,5 pontos de média em playoffs; Michael teve 33,4.

Kobe anotou 17 “triple-doubles”, todos durante a fase de classificação. Nunca em playoff. MJ fez 28 na “regular season” e dois durante os playoffs – e o inédito no “All-Star Game”.

Sinceramente, dá pra comparar?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 NBA | 17:19

CHICAGO PERDE MAIS UMA E FECHA PORTAS

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O Chicago encerrou ontem à noite sua turnê de quase duas semanas pelo Oeste americano, culminando com uma partida diante do Milwaukee, logo ali. O resultado final foi patético: uma vitória e cinco derrotas consecutivas, incluindo o revés de ontem à noite frente ao vizinho Bucks.

Quando arrumou as malas e partiu, no dia 16 de novembro passado, o Bulls deixou atrás de si um rastro de esperança e expectativa. O time parecia estar se acertando.Bulls Bucks Basketball

Eu mesmo escrevi que o grupo estava pronto, à espera de uma estrela para alçar voos. Ledo engano.

O resultado desta turnê deixa bem claro que há muito ainda o que ser feito — se é que será possível fazer alguma coisa com esse grupo e com esse treinador.

À exceção da vitória inicial contra o Sacramento (101-87), nas demais partidas do lado do Pacífico o Chicago foi massacrado. Esmagado, se você preferir; trucidado também é um bom adjetivo.

Depois de bater o frágil Kings, levou um coro do Lakers: 108-93. Só não foi mais larga a vantagem porque os amarelinhos se pouparam.

Voltou a fazer 93 pontos diante do Denver, mas tomou 112.

Conseguiu anotar 98 tentos no Portland, mas sofreu 122; que sova!

Por falar nisso, olhem só o resultado em Salt Lake City: 105-86 para o Utah. Que feio!

E no prélio de ontem, diante do fraco Milwaukee (na foto AP Brad Miller arremessa pressionado por Andrew Bogut), a derrota foi aceitável: 99-97. Bem, mas depende também da perspectiva de observação, pois perder para o Bucks não é aceitável jamais.

Afinal, lá não estão mais Lew Alcindor e nem Oscar Robertson.

Patética não foi apenas a turnê do Chicago; patético foi também o basquete mostrado pelo time, como disse.

No jogo de ontem, por exemplo, ficou clara a falta de jogadas da equipe. No final da partida, dois pontos atrás, posse de bola, e o time tentou levar o jogo para a prorrogação.

Ora, faça-me o favor. Jogo fora de casa, numa circunstância dessas, tenta-se matar com uma bola de três.

Mas como pensar nessa alternativa se o time não tem matadores em seu elenco? Das oito bolas tentadas ontem, apenas duas foram encestadas.

Em contrapartida, o Milwaukee chutou 26 e acertou dez.

Isso deixa claro que o time além de não ter exímios chutadores de três, é um time composto por jogadores sem confiança.

Marca mal, arremessa mal e é desprovido de jogadores hábeis e inteligentes.

Agora vamos fazer um exercício de substituição de palavras: ao invés de Chicago, a gente coloca New York; onde aparecer Bulls, coloque Knicks.

Muda alguma coisa?

Claro que não; é a mesma coisa.

Moral da história: a chance de LeBron James ficar em Cleveland é muito grande.

EMOÇÃO76ers Mavericks Basketball

Foi o que não faltou no final do jogo de ontem em Dallas. Andre Iguodala meteu uma bola de três e empatou o prélio em 102 pontos a 5.6 segundos do final.

Tempo do Mavs. Jogada armada não para Dirk Nowitzki, mas sim para Jason Terry.

O melhor reserva da temporada passada, marcado em cima por Willie Green (foto AP), fintou pra lá, fintou pra cá e arremessou: bang!

Final: Dallas 104-102 Philadelphia.

Com o resultado o time texano melhorou seu desempenho para 13-5. É seu melhor início de temporada deste o campeonato de 2006/07, quando chegou a 67 vitórias, recorde da franquia.

EM VÃO

Agora, deu pena do Sixers, um time que batalhou, batalhou e batalhou, conseguiu tirar uma diferença de 17 pontos, mas perdeu. Pensei que fosse ao menos chegar à prorrogação.

Não conseguiu; mas espera conseguir tornar ao lar seu bom filho Allen Iverson.

Depois da partida de ontem, o técnico Eddie Jordan disse que representantes da franquia e ele próprio, mais AI e o seu agente, Leon Rose, conversaram por cerca de duas horas e que o papo foi muito bom.

“Vamos ver o que acontece nos próximos dias”, disse o treinador, que quer o retorno do jogador não apenas por seus predicados, mas também porque Lou Williams está lesionado e vai ficar de fora cerca de dois meses.

Jordan espera que o acordo ocorra com a maior rapidez possível. Se de fato ocorrer, Iverson estreará na próxima segunda-feira contra o Denver, em casa.

RODADA

O restante da rodada (Utah 120-93 Memphis e Golden State 126-107 Indiana) eu não vi. Se alguém quiser se manifestar, fique à vontade.

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sábado, 31 de janeiro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 10:16

UM TÍTULO PARA NÃO SER ESQUECIDO

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Hoje faz 50 anos que o Brasil ganhou seu primeiro título mundial. Foi em 1959, no Chile.

Sua maior conquista?

Não.

Seria então o título mundial de 1963?

Também não.

Qual então?

Quais, eu respondo: as duas medalhas de bronze que o Brasil ganhou nos Jogos de Roma, em 1960, e Tóquio, quatro anos depois.

E os dois Mundiais, não foram importantes?

Claro que sim, mas o correspondente à Copa do Mundo de futebol no basquete são os Jogos Olímpicos. Ganhar o ouro Olímpico seria o mesmo que ganhar um Mundial de futebol.

E sabem por que o Mundial não é tão importante quanto uma Olimpíada? Porque os EUA, o Brasil do futebol no basquete, nunca deram importância aos Mundiais na mesma proporção que deram – e ainda dão – aos Jogos Olímpicos.

Na Olimpíada sim eles mandam o que têm de melhor.

No torneio do Chile, por exemplo, o selecionado norte-americano não foi representado pelos jogadores universitários e nem pelos atletas que disputavam a AAU (Amateur Athletic Union) League, pois seus campeonatos estavam em andamento. O jeito foi apelar por uma equipe da Força Aérea dos EUA, que foi recrutada no último momento.

Anúncios foram feitos pelos jornais em todo o território norte-americano para selecionar os jogadores.

O resultado foi que dos atletas escolhidos pelo técnico Charles “Buzz” Bennett nenhum deles tinha mais do que 1m95 de altura.

Some-se a isso o fato de que dois dos titulares, Robert Jeangerard e Eddie White, contundiram-se um dia antes de o time pegar o avião para a América do Sul e ficaram de fora do grupo final.

No ano seguinte, nos Jogos de Roma, aí sim, os EUA – que haviam ganhado o ouro olímpico nas quatro edições olímpicas disputadas – mandaram o que tinham de melhor na época. Na capital italiana estiveram jogadores como Walt Bellamy, Bob Boozer, Jerry Lucas, Oscar Robertson, Adrian Smith e Jerry West.

A nata dos EUA à época.

Ganharam o ouro, com a extinta URSS ficando com a prata. O Brasil ficou com o bronze, o que mostra que aquela geração brasileira era de fato sensacional.

Some-se à indiferença ianque ao Mundial do Chile o fato de a URSS só não ficou com o título porque se recusou a jogar contra Formosa (hoje Taiwan) por não reconhecer o país como nação independente. Em represália, a Fiba retirou todos os pontos dos soviéticos.

E o Brasil acabou ficando com o título de campeão mundial.

Nossos bravos jogadores, capitaneados por Vlamir Marques – terceiro maior cestinha do Mundial com média de 18.6 pontos por jogo – e Amaury Pasos – o MVP da competição –, evidentemente não têm nada com isso.

E daí que os EUA foram com um time de militares? E daí que os pontos soviéticos foram retirados?

Danem-se todos.

Somos campeões mundiais!

HERÓIS

Os 12 jogadores brasileiros que sagraram-se campeões mundiais foram os seguintes:

Fernando de Freitas (Brobró) — armador
Pedro da Fonseca (Pecente) — armador
Wlamir Marques — ala
Waldemar Blatskauskas — ala
Zenny de Azevedo (Algodão) — ala
José Senra (Zezinho) — ala
Jathyr Schall — ala
Amaury Pasos — ala/pivô
Waldir Boccardo — ala/pivô
Carmo de Souza (Rosa Branca) — ala/pivô
Edson Bispo dos Santos — pivô
Otto Phol – pivô

O treinador brasileiro foi Togo Renan Soares, conhecido como Kanela. Seu auxiliar técnico era João Francisco Braz. Kanela, se você não sabe, era tio de Jô Soares.

JOGOS

Primeira fase
Local: Temuco

16/1 – Brasil 69-52 Canadá
17/1 – Brasil 65-73 URSS
18/1 – Brasil 78-50 México

Segunda fase
Local: Santiago

22/1 – Brasil 94-76 Formosa (Taiwan)
23/1 – Brasil 62-53 Bulgária
24/1 – Brasil 63-66 URSS
28/1 – Brasil 99-71 Porto Rico
30/1 – Brasil 81-67 EUA
31/1 – Brasil 73-49 Chile

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  2. SÓ DEU LEANDRINHO NA TERRA DE ELVIS PRESLEY
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008 NBA | 12:15

SÓ DEU LEANDRINHO NA TERRA DE ELVIS PRESLEY

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Como é bom ver Leandrinho sendo Leandrinho. Nem é preciso explicar o que digo; todos os freqüentadores deste botequim sabem muito bem.

O paulistano fez 28 pontos. Foi o cestinha do jogo em que o Phoenix venceu o Memphis, em plena terra de Elvis Presley, por 101-89.

Seu aproveitamento foi muito bom: 10-18 nos arremessos, 55.5%. Confiante, acertou quatro das seis pelotas de três que mandou contra o aro inimigo: 66.7%. Nos lances livres, quatro em cinco tentados: 80.0%.

Apanhou ainda seis rebotes defensivos. Deu apenas uma assistência e não roubou nenhuma bola, é bem verdade, mas aí já é querer demais.

Leandrinho (foto Reuters) voltou a ser o velho Leandrinho.

Goleador.

Este é o seu cartão de visita.

TURRÃO

A gente só espera que o técnico Terry Porter reconheça a qualidade de Leandrinho e dê a ele mais minutos em quadra. Ontem ele jogou exatos 33.

Teve mais tempo porque Steve Nash, com uma contusão lombar, ficou ausente da partida. Foi corretamente preservado.

Leandrinho bem que poderia ter ficado mais no jogo. Mas está bom; aos poucos ele recupera um espaço que conquistou dentro do time, mas que com a saída de Mike D’Antoni foi para o espaço.

DIVISÃO

Steve Nash não é nenhuma criança. Vai fazer 35 anos no dia 7 de fevereiro próximo.

Digo isso porque Terry Porter poderia muito bem dar um descanso para o canadense, preservando-o, inclusive, para os playoffs, quando o pau come.

Sem contar o jogo contra o Oklahoma City, quando ele ficou em quadra apenas nove minutos e saiu por causa da contusão, Nash tem uma média de 36:27 minutos de permanência em uma partida.

Exagero de Porter; não há necessidade alguma de expor tanto o jogador. Até porque ele tem Leandrinho para ajudar a descansar o canadense.

O treinador bem que poderia fazer o que Phil Jackson faz no Lakers: divide os minutos. Isso descansa e envolve o pessoal do banco, que atua mais e sempre está preparado para entrar, não tendo a inatividade como um adversário a ser batido também.

RECORDE

Shaquille O’Neal (foto AP) é agora o oitavo maior cestinha de toda a história da NBA. Com os 24 pontos marcados ontem, ele suplantou o incomparável Oscar Robertson.

Shaq tem agora 26.711 pontos, um a mais do que Big O, agora o nono colocado.

É sempre bom lembrar: a NBA computa, nessa estatística, apenas os pontos da fase de classificação. Os números dos playoffs não contam.

Isso porque a liga entende que não seria justo, pois 16 dos 30 times se classificam para a fase decisiva, impossibilitando que todos os jogadores tenham a oportunidade de jogar o mesmo número de partidas.

TRIPLE-DOUBLE

Você sabia que Oscar Robertson é o único jogador em toda a história da NBA a ter um “triple-double” de média em uma temporada?

No campeonato de 1961-62, Big O marcou 30.8 pontos, 12.5 rebotes e 11.4 assistências.

Inacreditável.

Na temporada 1970-71, foi campeão ao lado de Lew Alcindor, que mais tarde mudou o nome para Kareem Abdul-Jabbar. Robertson ganhou a medalha de ouro com os EUA nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, quando ainda não tinha entrado na NBA.

Aquela seleção, além dele, contava também com Jerry West, Walter Bellamy, Jerry Lucas e Adrian Smith.

Para muitos, o melhor time americano depois do Dream Team de Barcelona-92.

INFANTILIDADE

Você viram a expulsão de Amaré Stoudemire? O árbitro marcou uma falta dele em Hakim Warrick. Amaré não gostou e protestou.

Deve ter falado alguma abobrinha para o árbitro. Tomou uma técnica. Continuou falando bobagens: veio a segunda e a conseqüente exclusão.

O jogo estava no segundo quarto! Faltavam 3:51 minutos para o final do primeiro tempo e o Memphis vencia por apenas dois pontinhos: 45-43.

Por que essa perda de controle?

Aonde ele pretende chegar com esse comportamento?

A lugar nenhum.

Amaré é excelente jogador e também experiente. Mas o Phoenix quer contar com ele em quadra, e não fora dela.

Aí não interessa.

DEU WADE

No duelo entre Dwyane Wade e LeBron James (foto AP), companheiros de seleção nos Jogos de Pequim, deu o armador do Miami. O Heat bateu o Cleveland, na Flórida, por 104-95.

D Wade só não fez chover. Marcou 21 pontos, deu 12 assistências, pegou cinco rebotes, tomou três bolas do adversário e mesmo com apenas 1m93 de altura, conseguiu dar um toco.

LBJ também fez um grande jogo. Marcou 38 pontos e distribuiu sete assistências.

Mas defendeu pouco – bem como todo o time do Cleveland. Resultado: o Cavs perdeu uma invencibilidade de seis jogos.

Aliás, tem sido quase sempre assim quando os dois times se enfrentam em Miami. O Heat venceu os últimos dez dos 11 enfrentamentos.

VAREJÃO

O capixaba teve um jogo a la Dennis Rodman. Acrescentou rebotes ao time, mas nos pontos ficou não deu as caras.

Anderson Varejão pegou dez rebotes (três no ataque) e marcou apenas dois miseráveis pontinhos.

Pontuou pouco porque não olhou para a cesta o jogo inteiro. Fez apenas um arremesso – certo – e errou os dois lances livres que cobrou.

Ficou em quadra 24:02 minutos. Não é muito, é verdade, mas o suficiente para fazer mais do que um par de pontos.

COMEMORAÇÃO

LeBron James fez 24 anos ontem. A comemoração foi um dia antes.

Ele e Dwyane Wade, junto com amigos em comum, festejaram na segunda-feira à noite, em Miami mesmo, um dia antes do jogo.

Concentração do tipo creche, como existe no futebol brasileiro, é algo impensável na NBA. Os jogadores sabem muito bem até onde eles podem ir.

Limite é uma palavra mais do que clara para eles.

SURPRESA

Alguém podia imaginar que o Milwaukee pudesse vencer o San Antonio, em pleno Texas?

Eu não – nem os fanáticos torcedores do Spurs que freqüentam este botequim.

Mas foi o que aconteceu.

Com uma atuação de gala do ala/armador Michael Redd, bem coadjuvado pelo amador Luke Ridnour, o Bucks deu mole, é verdade, mas venceu.

Quando digo que o time de Wisconsin deu mole refiro-me ao final da partida. Roger Mason enfiou uma bola de três na cesta do Milwaukee e baixou a vantagem dos visitantes para apenas dois pontos: 100-98.

Nove segundos para o final; fundo bola para o Bucks. Bola nas mãos do experiente Richard Jefferson. Ele se atrapalhou e estourou o tempo de reposição.

O fundo bola, então, passou para o San Antonio. Tim Duncan, no entanto, errou uma das bandejas mais fáceis desde que entrou na NBA.

Mas ele tem poupança. Nenhum torcedor reclamou.

Só lamentou o resultado: 100-98 para o Bucks e o fim de uma invencibilidade de sete jogos no AT&T Center.

NÚMEROS

Como disse acima, Michael Redd teve uma atuação de gala. Marcou 28 pontos, apanhou dez rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.

Luke Ridnour contribuiu com 21 pontos, cinco rebotes e seis assistências.

Richard Jefferson, no entanto, ficou devendo. Marcou apenas oito pontos, se bem que pegou nove rebotes.

E no final quase entregou o jogo para o San Antonio.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:44

OS MELHORES EM CADA CATEGORIA

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O MVP é o troféu mais aguardado por todos que acompanham e vivem a NBA. Ano passado, Kobe Bryant levou-o para casa. Terá condições de reprisar?

Claro que sim; afinal de contas, além de ser o melhor jogador de basquete da atualidade, joga em uma equipe forte e com tradição. Mas terá concorrentes sérios pela frente.

Especialmente Chris Paul. O armador do New Orleans deu calor em Kobe no campeonato passado. Tem tudo para fazer o mesmo nesse. E tem tudo para ser o melhor jogador desta temporada.

LeBron James; este é outro que não podemos esquecer de jeito nenhum. O ala do Cavs amadurece a cada temporada, muito embora tenha ficado mais fominha com o passar do tempo. No começo, queria ter um “triple-double” de média, como Oscar Robertson fez na temporada 1961/62. Hoje, o negócio de LeBron é fazer cesta – e de todos os lugares da quadra. É fortíssimo candidato.

Kevin Garnett é outro que já ganhou o troféu de melhor jogador da NBA e que pode repetir a dose. Embora Paul Pierce seja um marqueteiro no melhor estilo Wanderley Luxemburgo, Garnett é o cara do Boston.

Pierce não pode ser desprezado de jeito nenhum. A gente viu o que ele aprontou nas finais do campeonato passado. Encenou uma contusão e jogou para a torcida, mas na quadra não negou fogo de jeito nenhum. Não deverá negá-lo nesta.

Minha previsão: Chris Paul será o MVP.

O melhor novato da temporada é outro galardão aguardado com ansiedade. Quem será o Kevin Durant desta vez?

Três são os nomes fortes: Derrick Rose, Michael Beasley e Greg Oden. Embora tenha sido recrutado na temporada passada, Oden não jogou nenhuma partida sequer, pois contundiu-se no tornozelo.

Este pode ser um ponto a favor do pivô do Portland: ele já está familiarizado com a NBA. Embora não tenha jogado, concentrou e viajou com o time em várias oportunidades. Além disso, é bom de bola.

Beasley tem a seu favor o fato de jogar em um time que conta com Dwyane Wade, o que ajuda – e muito. Wade chama a pressão adversária, desvia o foco dos demais e dá certa liberdade para seus companheiros brilharem. Beasley pode tirar proveito disso.

Rose, o primeiro draft desta temporada, será o responsável pela armação das jogadas de um time que procura sua identidade, perdida desde que Michael Jordan se aposentou. Para piorar, Vinnie Del Negro debuta como treinador, muito embora Dell Harris vá dirigir de fato o time.

Minha previsão: Greg Oden será o “Rookie of the Year”.

E o melhor treinador, quem será? Esqueçamos Phil Jackson, os norte-americanos não o levam a sério, apesar de seus nove títulos de campeão.

Com um currículo desses, ganhou o troféu de melhor treinador apenas uma vez, na temporada 1995/96. Seria o meu escolhido, pois acho que o Lakers fará a melhor campanha do Oeste e deverá ganhar a competição. Mas, como disse, esqueçamos Phil.

Quem ganhará então? Bem, o New Orleans voltará a brilhar. Byron Scott ganhou o troféu passado; pode repetir a dose.

Doc Rivers, do Boston, também agrada aos jornalistas norte-americanos. Com uma campanha regular com o Orlando foi eleito “Coach of the Year” na temporada 1999/00, imagine agora com o Boston! É outro candidato forte.

Mike Brown, do Cleveland, também entra na lista. O Cavs vai cintilar nesta competição, tenha certeza, pois LeBron vai arrebentar e Brown terá seus méritos.

Minha previsão: Mike Brown levará o troféu para casa.

O melhor reserva é também um prêmio aguardado; este, especialmente por nós, uma vez que Leandrinho já ganhou-o uma vez e pode repetir o feito nesta temporada. Mas tem um porém: Terry Porter, o novo treinador do Phoenix, já disse que tem intenção de colocá-lo como titular. Se isso acontecer, babau.

Manu Ginóbili foi o escolhido na temporada passada. Os norte-americanos valorizam demais – e não sem razão – o trabalho do argentino. Acontece que, na minha opinião, pelo tempo que Manu fica em quadra, ele não pode ser considerado um reserva.

Reserva são Jason Maxiell, do Detroit, e James Posey, agora no New Orleans. Anderson Varejão é outro reserva. Nenê não é mais. Mas chega de enrolar…

Minha previsão: James Posey ficará com o troféu desta vez.

Defesa é palavra que o basquete mais aprecia, certo? Então vamos falar dos candidatos ao troféu “Defensive Player of the Year”.

Quase sempre a honraria vai para um grandalhão. Foram poucas as vezes em que um baixinho levou o prêmio. Os norte-americanos se arrepiam mais com um toco do que com uma roubada de bola.

Só para se ter uma idéia, desde Michael Jordan, na temporada 1987/88, apenas Gary Payton (1995/96) e Ron Artest (2003/04) foram escolhidos como melhor defensor da liga. Os outros 18 troféus ficarão com gente que joga dentro do garrafão.

Então vamos pensar nos caras altos: Kevin Garnett (que levou o último prêmio), Dwight Howard e Marcus Camby.

Já falei aqui muito sobre Howard. Acho que ele está no esplendor de sua forma. Toma conta do garrafão como poucos. Nesta pre-season teve média de 3,14 tocos por jogo. Muita coisa.

Minha previsão: Dwight Howard leva o troféu pela primeira vez.

Finalmente, o Most Improved Player; o jogador que mais crescerá nesta temporada em relação à passada.

Aqui vai o que eu quero, e não o que acontecerá: Nenê fará uma temporada maravilhosa e deveria ser o escolhido. O são-carlense está maluco para provar a todos que ele tem valor – e nós sabemos que ele tem – e arrebentar em agradecimento a todo o apoio que teve durante a sua convalescença.

Quem ganhará de fato?

Minha previsão: Rajon Rondo fica com o laurel.

E o quinteto titular da próxima temporada? Se não acontecer nada, será este:

Chris Paul
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Garnett
Dwight Howard.

Deles, apenas Garnett não esteve em Pequim. Porque não quis.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,