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sexta-feira, 28 de novembro de 2008 NBA | 12:43

O HOMEM QUE CALOU O PEPSI CENTER

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O Pepsi Center Center explodiu em euforia a 37.3 segundos do final da partida quando Nenê pegou um rebote de um lance livre perdido por Carmelo Anthony, fez um passe a la globetrotter para o mesmo Carmelo, que enterrou e deixou o placar igual em 98 pontos.

Os 15.563 torcedores faziam um barulho quase que ensurdecer, pedindo especialmente defesa, mas os ouvidos de James Posey (foto AP no momento do arremesso) pareciam transformar tudo aquilo em som de pássaros ao longe ou mesmo em ondas do mar batendo mansamente no rochedo.

Dezesseis segundos depois da enterrada de Carmelo, ou seja, a 19 segundos do final, Posey fez um arremesso triplo e a bola entrou: 101-98. Ali acabou o jogo.

Posey foi contratado exatamente para isso.

CONFIANÇA

O ex-ala campeão com o Boston ficou meia hora em quadra. Sua atuação era apagada para não dizer desastrosa. O lance livre perdido por Melo, relatado acima, foi o terceiro de uma falta estúpida que Posey fez no ala do Nuggets e que quase levou o New Orleans à derrota.

Mas não levou.

Não levou porque o técnico Byron Scott é um iceberg do lado de fora da quadra, não se irritou com a bobagem feita pelo seu fuzileiro e apostou nele para o momento decisivo.

Deu certo.

“Eu tenho confiança para fazer esses arremessos”, garantiu Posey depois da partida. “Já estive nesta mesma situação várias vezes”.

New Orleans 105-101 Denver.

CRESCIMENTO

Com a vitória, a quarta consecutiva, o Hornets começa a reencontrar o mesmo basquete que o levou às semifinais da Conferência Oeste na temporada passada. Antes desta quadra de triunfos, a franquia vinha de três derrotas em quatro jogos.

A campanha vitoriosa carregou o time à terceira posição no Oeste. Seu recorde é 9-5 (64.3%).

É bom que se diga, o New Orleans não pôde contar com dois importantes jogadores diante do Denver: Mo Peterson ainda briga com seu joelho direito torcido e Tyson Chandler foi a Los Angeles acompanhar o nascimento do filho, de igual nome. Mesmo assim, a equipe mostrou no Colorado a mesma intensidade de jogo exibida, como já disse, na temporada passada.

“Esta foi uma das maiores vitórias que conquistamos nesta temporada”, afirmou um eufórico Byron Scott depois da partida. “Eu senti desde o início que estávamos jogando como um time esta noite”.

Hoje o New Orleans faz seu terceiro jogo fora de casa. Pega o Portland, no Oregon, a partir da 1h da manhã. Blazers que ocupa a quinta colocação no Oeste, que tem um recorde de 10-6 (62.5%) e que com uma vitória sobe na tabela de classificação e faz o oponente ir para baixo.

Portland que para muitos pode ser o New Orleans da temporada passada neste campeonato.

Um jogo e tanto; diria que imperdível.

CP3

Se James Posey foi o “clutch player”, Chris Paul foi o nome do jogo mais uma vez. Produto da universidade de Wake Forest – a mesma de Tim Duncan – CP3 fez 22 pontos, deu dez assistências, pegou quatro rebotes e roubou três bolas.

Viu ser quebrada, no entanto, uma seqüência de dois jogos onde fez “triple-double”. O primeiro contra o Oklahoma City, em casa (29 pontos, 16 assistências e dez rebotes), o seguinte diante do Clippers, em Los Angeles (14 pontos, 17 assistências e dez rebotes).

Em apenas dois dos 14 embates desta temporada Paul não deixou a quadra com um “double-double”. Muita coisa para quem tem apenas 1m83 de altura.

DEFESA FRACA

J.R. Smith não fez faculdade. Deixou o St. Benedict’s Prep High School em Nova Jersey e aventurou-se no NBA Draft de 2004. Acabou recrutado pelo New Orleans na 18ª. posição.

Após duas temporadas com a camisa 23 do Hornets, não conseguiu convencer Byron Scott de que poderia ficar na franquia. Foi incluído numa negociação que acabou levando Tyson Chandler para New Orleans.

Dispensado foi por causa de sua fragilidade defensiva. Que permanece até hoje. Tanto que sempre vem do banco para a quadra; e não o contrário. No Denver, perde posição para o fraco Dahntay Jones, que compensa sua fraqueza ofensiva com muita disposição defensiva.

ATAQUE MÉDIO

J.R. Smith tenta manter-se ativo pontuando. Mas nem sempre obtém sucesso. Ontem foi uma das poucas noites em que ele brilhou.

Deixou a quadra do Pepsi Center sem falar com os jornalistas, irritado com a derrota, mas satisfeito com seus 32 pontos, sua maior façanha nesta temporada. Sua média, no entanto, é baixa: 11.5 pontos por jogo.

DELETE

A partida de ontem tem que ser deletada do arquivo de Nenê. O brazuca teve seu pior desempenho nesta temporada. Nove pontos e apenas dois rebotes.

A jogada a 37 segundos do final, relatada na abertura da nossa conversa, poderia ter apagado tudo o que de errado ele fez.

Mas James Posey não deixou.

PEDRA NO SAPATO

Se o Denver não consegue vencer o Lakers há seis partidas consecutivas, contando os embates dos playoffs da temporada passada, quando o oponente é o New Orleans a situação não é também das melhores.

Dos últimos quatro confrontos contra o Hornets, o Nuggets perdeu três. Quer dizer: se a franquia colorada quiser alguma coisa nesta temporada, muitos ajustes terão que ser feitos.

QUIETINHO, QUIETINHO

Enquanto os holofotes voltam-se para Lakers, Boston e Cleveland, o Orlando vence sem fazer estardalhaços. Você atentou para o fato de que o time da Flórida venceu oito de seus últimos nove jogos? Pois é, só foi dobrado uma vez neste período.

Melhor ainda: ao contrário do Lakers, que só joga em casa, desses nove enfrentamentos, seis foram em quadra estrangeira. Ou seja: venceu meia dúzia de confrontos seguidos longe de seus torcedores.

Com a vitória de ontem diante do Washington, na capital federal (o quinto jogo em sete noites), por 105-90, o Magic manteve-se na terceira colocação na Conferência Leste com um recorde de 12-4 (75.0%).

SUPER-HOMEM

Dwight Howard (foto AP) foi novamente o melhor em quadra. Ganhou, obviamente, o moto-rádio por seus 26 pontos, 14 rebotes e três tocos.

O interessante é que Howard já tinha 17 pontos e 13 rebotes só no primeiro tempo. Ou seja: pegou apenas mais um no segundo tempo inteiro.

Domingos Maracanã, da geração de prata do vôlei brasileiro, disse-me, certa vez, que o difícil quando você enfrenta times fracos é manter a concentração. Isso deve ter acontecido com Dwight no segundo tempo.

RODADA

Nada menos do que 11 partidas foram agendadas para a noite desta sexta-feira, um dia depois de os norte-americanos terem se esbaldado com o peru.

Às 22h de Brasília, apenas um embate: Toronto x Atlanta.

Meia hora depois, Boston x Philadelphia e Cleveland x Golden State.

Quatro confrontos começam às 23h: Detroit x Milwaukee, Indiana x Charlotte, Oklahoma City x Minnesota (quem assistir a este jogo é um herói) e a partida que a ESPN mostra ao vivo para o Brasil entre Phoenix e Miami – chance de ver Leandrinho em ação.

Às 23h30, San Antonio x Memphis; meia-noite: Utah x Sacramento.

Uma da matina, Portland x New Orleans – o melhor jogo da noite – e meia hora mais tarde o caseiro Lakers recebe o Dallas.

COMOVENTE

Na home da NBA tem um vídeo comovente contando a história de Wayman Tisdale. Se você pega este bonde em movimento, conto-lhe que Tisdale foi medalha de ouro com os EUA nos Jogos de Los Angeles em 1984, ao lado de Michael Jordan e Patrick Ewing. Jogou no Sacramento e no Phoenix.

Encerrou a carreira e dedicou-se completamente à sua grande paixão: a música; ou melhor, o jazz.

Há três meses, teve de amputar a parte debaixo da perna direita por causa de um câncer ósseo. Venceu a batalha, mas não foi fácil.

Assistam o vídeo.

TORCIDA

Novos votos chegaram. Atingimos a marca de 77 internautas que votaram aqui neste blog para demonstrar sua preferência na NBA. E o Lakers continua na ponta.

O novo quadro é este:

1)    Lakers – 27.2%
2)    Chicago – 16.8%
3)    Phoenix – 9.1%
4)    Boston – 7.8%
5)    Detroit – 6.5%
6)    San Antonio – 6.5%
7)    Cleveland – 5.2%
8)    Denver – 2.6%
9)    Houston – 2.6%
10)    Miami – 2.6%
11)    New York – 2.6%
12)    Toronto – 2.6%
13)    Dallas – 1.3%
14)    Indiana – 1.3%
15)    Minnesota – 1.3%
16)    New Jersey – 1.3%
17)    Philadelphia – 1.3%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 12:23

O BRILHO DE NENÊ

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Foram cinco desarmes que fizeram a diferença. O último deles, a 2:24 minutos do fim, o mais importante, quando Nenê tomou a bola de Kendrick Perkins. O placar mostrava 86-84 para o Denver, e os 18.624 torcedores, que mais uma vez lotaram o TD Banknorth Garden, estava inflamados, tentando incendiar o quinteto alviverde em busca da virada, como fizera na última quarta-feira diante do Atlanta.

Mas o desarme de Nenê (foto AP) aniquilou com os planos dos caseiros. A bola, na seqüência, foi parar nas mãos do armador Chancey Billups que fez a bandeja e ainda sofreu falta de Ray Allen. Acertou o lance de bonificação e colocou o Nuggets cinco pontos na frente: 89-84.

A corrida final foi de 8-1 e o placar definitivo mostrou 94-85 para o Denver. O resultado significou a primeira derrota do Celtics em seu ginásio nesta temporada; o time vinha de cinco triunfos consecutivos.

Nenê tornou a jogar muito bem. Além dos cinco desarmes, ajudou também com 14 pontos (que poderiam ter sido 16 se ele não errasse dois lances livres a 45 segundos do final) e sete rebotes, dois deles no ataque.

Nenê é hoje o melhor brasileiro na NBA.

ESTRATÉGIA

A 3:26 do final do terceiro quarto, Nenê deixou a quadra para a entrada do esforçado Renaldo Balkman. A diferença dos colorados, que tinha chegado a 15 pontos a 8:17 do fim do referido quarto (59-44), despencou para três (61-58) quando o brazuca foi substituído. Junto com ele saiu Carmelo Anthony.

O técnico George Karl, desesperado com o desmoronamento do time, tirou o são-carlense, mas ele não comprometia mais do que Kenyon Martin, que não conseguia marcar Kevin Garnett. Ainda por cima, Martin desperdiçou duas bolas que custaram caro ao Denver.

Nenê ficou de fora por 7:30 minutos. Nesse período, o Boston chegou a abrir três pontos de vantagem (67-64 e 70-67), mas o Nuggets se recuperou e abriu quatro (74-70) quando Nenê voltou, a 7:56 do final do jogo, para não mais sair e o time fazer uma corrida de 20-15 e ganhar a partida.

Nesse tempo, Nenê fez três desarmes – o último deles em cima de Perkins, que apagou o fogo do Celtics –, pegou dois rebotes e marcou dois pontos, que poderiam ter sido quatro não fossem os lances livres…

No final, Mark Jackson, comentarista da ESPN, decretou: “O Denver venceu porque o técnico George Karl teve coragem de apostar em seus reservas no momento em que colocou no banco Carmelo e Nenê”.

Verdade; naquele momento, acreditar no banco, com o ginásio enfurecido, foi de uma coragem e tanto. Mas não se pode, de maneira nenhum, achar que Nenê e Melo foram para o banco porque comprometiam. Foi estratégica do treinador – e que deu certo.

Nenê saiu, mas Martin poderia ter sido o escolhido, pois quem viu a partida constatou que KM era quem mais comprometia, não Nenê. Descansado, o brazuca voltou e brilhou.

FIM DA LINHA

Anteontem foi o Atlanta; ontem foi o Lakers. Não há mais invicto nesta temporada. Os amarelinhos de Los Angeles foram derrotados pelo Detroit, dentro de casa, por 106-95.

Allen Iverson (foto AP) e Rasheed Wallace, cada um com 25 pontos, destruíram a defesa do Lakers, a melhor da competição. Nos sete jogos anteriores, o time não tinha sofrido 100 pontos. Mas tudo tem a primeira vez. Inclusive perder.

Iverson, pelo que jogou ontem, justificou a troca com Chauncey Billups. Foi contratado exatamente para fazer o que fez: desequilibrar a defesa adversário, que, como vimos, era – e ainda é – a melhor do torneio.

Joe Dumars, o gerente geral da franquia, ao fazer o negócio, justificou que o time precisava desse tipo de jogador. Aquele que leva a zaga adversária ao pânico.

AI fez isso ontem.

VINGANÇA

Kwame Brown jogou pouco mais de duas temporadas pelo Lakers. Ontem voltou a Los Angeles, agora como jogador do Detroit.

Kwame não tem boas lembranças de seu tempo na terra do cinema. Além de ter vivido às voltas com contusões, quando jogava, jogava mal.

E era vaiado pela exigente torcida do Lakers. A ira contra ele sempre foi grande.

Ontem Kwame voltou a ser vaiado no Staples Center. Mas o motivo foi outro: despeito.

Brown fez seu primeiro “double-double” da temporada, ao anotar dez pontos e pegar o mesmo número de rebotes.  Nos 28 minutos que esteve em quadra, ajudou a controlar os postes do Lakers, principalmente Pau Gasol e Andrew Bynum.

“Desta vez as vaias fizeram sentido para mim”, disse um debochado Kwame Brown depois da partida.

MALUCO

Rasheed Wallace é meio malucão. Em muitas ocasiões não consegue se controlar. É um dos jogadores que mais tomam técnica e é expulso.

Ontem, como vimos, fez um partidaço. Não apenas pelos 25 pontos, mas também pelos 13 rebotes e dois tocos.

Rasheed tem quebrado o galho do técnico Michael Curry jogando de pivô. Não é a dele. A dele é a ala/pivô. Foi nela que ele jogou ontem, pois Kwame Brown jogou no pivô.

Os dois, aliás, venceram o duelo contra o “frontcourt” do Lakers por 35-13 contra 23-19.

Outra das razões para a vitória do Detroit.

NINGUÉM É PERFEITO

Este é o título do site da ESPN. De fato, ninguém é perfeito. Se nem o Chicago de Michael Jordan foi perfeito, por que o Lakers de Kobe Bryant seria?

Não se fala mais no assunto, pois; derrotas virão pela frente. Não se sabe quantas mais, mas que virão, virão.

Ninguém esperava, no entanto, que a primeira viesse ontem. Todos queriam igualar o recorde de 1997/98, quando o time fez um início de 8-0. Não deu.

E por alguns motivos.

Derek Fisher foi um desastre no ataque: errou 12 de seus 16 arremessos. Deixou a quadra com apenas nove pontos, 11 a menos do que na importante vitória diante do New Orleans.

Vladimir Radmanovic foi outra calamidade: dois pontos e apenas um arremesso de três tentando durante toda a partida. O sérvio só entra em quadra para evitar que a marcação flutue como faz quando Lamar Odom joga e com isso dificulte os passos de Kobe Bryant. Mas se ele tem um comportamento desses, deixá-lo na partida não faz o menor sentido. E foi o que Phil Jackson fez: suportou-o jogando por apenas 15 minutos.

E Kobe também não pode ser deixado de lado. Seu aproveitamento foi bufo. Fez 12-30 (40.0%). Evitou a infiltração (bateu apenas quatro lances livres) e com isso não minou os pivôs adversários, que estavam jogando bem. Tirá-los do eixo era importante. Kobe não teve essa leitura do jogo.

CONSOLO

A sorte do Dallas é que Minnesota, Clippers e Oklahoma fazem parte da Conferência Oeste. O time texano voltou a perder ontem. Agora em casa, diante do Orlando, que fez 102-100.

O Mavs chegou a abrir 15 pontos pouco mais da metade do terceiro quarto com uma bandeja de contra-ataque de Josh Howard (cestinha da noite com 24 pontos) que levou a placar a 69-54. Vencia por um ponto (100-99) a dez segundos do final, mas três lances livres destruíram os planos do técnico Rick Carlisle em colocar um ponto final da seqüência de maus resultados.

Agora são cinco derrotas consecutivas, o pior início de temporada do Dallas nesta década. É ainda o 12º. colocado na conferência (2-7, 22.2%) e só não despenca mais porque, como eu disse, ainda bem que existem Minnesota, Clippers e Oklahoma.

Ah, sim, o Dallas perdeu para um time que não o vencia em casa desde 1997.

Quando a fase é ruim, meu velho, tudo acontece.

QUEDA DE PRODUÇÃO

Dwight Howard decepcionou ontem em Dallas. Marcou 18 pontos, pegou 13 rebotes e deu só dois tocos…

Vá ser mal acostumado assim lá na casa do chapéu!

GIGANTE

O San Antonio está cambaleando na competição, fruto da ausência de dois de seus principais jogadores, o armador Tony Parker e o ala Manu Ginobili. Mas Tim Duncan foi grande ontem à noite diante do Houston.

Timmy contou, é verdade, com a ajuda do armador George Hill (17 pontos e cinco assistências), mas carregou o time nas costas na maior parte do jogo e levou-o a uma vitória que dá moral; afinal, foi conquistada diante do Houston, seu grande rival regional.

Duncan fez 22 pontos, apanhou apenas cinco rebotes, mas o toco em cima de Aaron Brooks a um segundo do fim do embate levou os 18.797 torcedores que foram ao AT&T Center ao frenesi. O Spurs vencia por apenas um ponto (76-75) e a cesta seria fatal.

Não foi; Timmy disse não. E o Spurs triunfou por 77-75.

FAZ PARTE

O Atlanta perdeu sua segunda partida consecutiva depois de fazer 6-0 neste início de competição. Ontem foi diante do frágil New Jersey, com Jay-Z na primeira fila, bem ao lado do técnico Lawrence Frank. (Será que ele comandou o time? Não, claro que não.)

O Nets ganhou porque bateu o Hawks nos rebotes. Placar: 45-34. O time da Georgia sentiu, ontem com muita evidência, a ausência de Josh Smith, que continua de fora, contundido. Na batalha pelos rebotes, o georgiano Zaza Pachulia, que vem substituindo o titular, arruinou os planos do técnico Mike Woodson. Apanhou apenas dois.

Pachulia foi um trapalhão em quadra. Cometeu duas faltas no primeiro quarto, mas antes disso deixou o pivô Brook Lopez pontuar aos borbotões e ganhar moral. Tanto que o grandalhão novato do New Jersey deixou a partida com 25 pontos e nove rebotes, seu melhor desempenho neste início de torneio.

Será que o Hawks era fogo de palha? Não, perder faz parte, mesmo que para um time mais fraco – o que acontece também no basquete, ao contrário do que as pessoas dizem.

PUNIÇÕES

Ontem a NBA anunciou os corretivos aplicados nos briguentos da partida entre Phoenix e Houston realizada no Arizona. Vamos a eles: 1) Shaquille O’Neal foi multado em US$ 35 mil; 2) Tracy McGrady em US$ 25 mil; 3) Matt Barnes e Rafer Alston (que começaram a briga) foram suspensos por dois jogos; 4) Steve Nash, que teve chiliques em quadra, pegou um jogo de gancho.

Detalhe: as multas quem paga são os jogadores e não o time, como acontece aqui no Brasil.

Bem, assunto resolvido; mas fosse aqui no Brasil, o STJD em questão de dias diminuiria a pena para míseras cestas básicas e os jogadores estariam em quadra na partida seguinte.

Aqui no Brasil, é bom que se diga, o campeão mundial da impunidade.

ATÉ NO FEMININO?

Que a Argentina deu um rodo no Brasil no basquete masculino é fato. Estamos carecas de saber. Nossos marmanjos não ganham mais nem do time B deles, o que ficou provado no Pré-Olímpico de Las Vegas, no ano passado.

Mas no feminino a situação era diferente. Era, eu disse, porque nossas meninas da categoria até 15 anos foram derrotadas na última quinta-feira pelas mocinhas argentinas na final do torneio sul-americano realizado no Paraguai.

Resultado: 54-41.

Mais um feito da administração Gerasime Bozikis.

Em maio do ano que vem tem eleição. Temos que ficar atentos em quem vai votar na situação. E depois investigar um por um e tentar descobrir por que escolheram Grego, como Bozikis é conhecido.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 NBA | 13:04

CUIDADO COM O FALCÃO

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O Atlanta perdeu a invencibilidade ontem à noite. Mas deixou claro que seu início nesta temporada (6-0) não aconteceu por acaso.

A equipe quase venceu o Celtics fora de casa. Um arremesso de Paul Pierce (foto AP, no momento do arremesso) a 0.5 segundo do final da partida deu a vitória ao Boston por 103-102 num dos mais lindos jogos desta temporada – senão “o” mais lindo.

O Hawks joga que dá gosto de ver. E olha que ontem atuou novamente sem seu ala/pivô Josh Smith, que continua machucado no tornozelo. A impressão que fica é que se tivesse completinho da silva, poderia ter vencido a partida.

Os tiros de três quase quebraram o Celtics. A defesa alviverde – a melhor da NBA – não soube como controlar a artilharia adversária. Foram 13-22, num ótimo aproveitamento de 59.1%. Em contrapartida, o Boston acertou apenas cinco de suas 24 tentativas, num acanhado desempenho de 20.8%.

O último desses chutes longos do Atlanta, realizado por Marvin Williams, a 7.4 segundos do final, petrificou os 18.624 torcedores que ocuparam todas as cadeiras do TD Banknorth Garden a 7.4 segundos do final.

Mas, como escrevi acima, Paul Pierce, o falastrão, mostrou que é bom não só de garganta, mas jogando também: recebeu a bola de Kevin Garnett e no perímetro realizou o arremesso mortal para o falcão da Georgia.

A VERDADE

Quando tem que ser, tem que ser, não adianta. O lateral bola veio de Ray Allen para Kevin Garnett, que estava sendo marcado por Al Horford. Paul Pierce, que tinha Joe Johnson em seus calcanhares, recebeu e Johnson (2m01 de altura) ficou no corta-luz de KG. Horford sobrou na marcação de Pierce. Perfeito. Com seus 2m08 de altura e agilidade, pensei rapidamente: The Truth, mesmo tamanho de Johnson, não vai conseguir arremessar com conforto e vai errar.

Não errou.

Pierce fez 34 pontos, 23 deles no segundo tempo. Se o Celtics mostrou fraqueza nos lances de três, não foi por causa de seu camisa 34, que acertou três em sete arremessos. Nos lances livres, acertou 15 em 16.

Como disse o técnico Mike Woodson, do Atlanta, “grandes jogadores fazem grandes arremessos”.

SOLITÁRIO

Com a derrota do Atlanta, sobrou apenas um invicto nesta temporada: o Lakers. Os amarelinhos – que ontem jogaram de roxo, como fazem “on the road” – fizeram um jogo muito bom diante do New Orleans.

Mesmo atuando na terra do jazz, o Lakers dominou o adversário – que nunca liderou o jogo –, apesar do apagão do último quarto, quando viu uma diferença favorável de 21 pontos quase escapar por entre os dedos. Ela foi conquistada quando faltavam 11:57 minutos para o final, depois de Sasha Vujacic acertar dois lances livres e decretar: 73-52.

O Hornets, a partir daí, realizou uma corrida alucinada de 28-10 e na cesta de dois de Chris Paul fez a vantagem do oponente despencar para três pontos: 83-80. Faltava 1:32 minuto para o final. Foi então que o Lakers mostrou que é o Lakers: foi ele, desta vez, que fez uma corrida decisiva, marcou 10-6 e fechou a partida em 93-86.

O recorde, agora, é de 7-0, apesar da compreensível irritação de Phil Jackson ao final da partida.

DISCRETO

Kobe Bryant está sossegado neste início de temporada. Não deixou a New Orleans Arena pulando ou fazendo gestos para os 18.239 torcedores que mais uma vez lotaram todas as cadeiras do ginásio, ao melhor estilo de Paul Pierce.

Poderia, afinal dos dez pontos finais, ele fez sete, de seu total de 20. Foi uma bola longa de três e quatro lances livres certeiros, mostrando que tem a frieza dos grandes jogadores.

Mas não quis roubar a cena.

Lamar Odom e Derek Fisher fizeram dois desarmes nos segundos finais que ajudaram barbaramente na vitória do Lakers. O primeiro deles foi de Lamar, que tomou a bola de David West, que logo depois caiu na arapuca armada por Fisher.

Kobe sabe que jogador ganha partidas, time ganha campeonatos.

STRIKE

Shaquille O’Neal parecia uma bola de boliche derrubando as garrafinhas no final do corredor. Tudo por causa da contusão entre Matt Barnes e Rafer Alston. O ala do Suns deu uma ombrada… enfim, vocês já devem ter visto o lance pela internet – ou mesmo ao vivo, ontem à noite. Se não viram, vá ao site da NBA e confira, vale a pena. Ou então, dê uma olhada na foto (AP) abaixo e veja O’Neal derrubando todo mundo.

O fato é que o embate de ontem era para ter sido a batalha entre pivôs (Shaq x Yao Ming), mas acabou como a batalha do pivô. Ninguém ousou chegar perto de O’Neal.

O resultado da confusão foi bem tímido: expulsões de Barnes e Alston e faltas técnicas para Shaq, Steve Nash (que queria pegar Alston de qualquer jeito) e Tracy McGrady (deu um chega-pra-lá no canadense).

E morreu a história. Bola pra frente porque hoje tem outra rodada, amanhã também e assim sucessivamente.

É, mas isso lá nos EUA. Fosse no Brasil e Paulo Schmidt, procurador do STJD, iria requisitar a fita do jogo, ver o lance da briga e mandar punir meio mundo.

Freud explica.

LEANDRINHO

O Phoenix perdeu mais uma. Mesmo jogando em casa, foi derrotado pelo Houston: 94-82. Mas continua bem no campeonato: 6-3 (66.7%). É o terceiro colocado no Oeste.

Leandrinho parece que foi bem. Marcou 18 pontos, ajudou na defesa apanhando três rebotes e ainda roubou uma bola.

Não vi o embate, confesso; guio-me pelo “boxscore” – o que é perigoso, todos nós sabemos. Mas tomara que não ele não nos engane, pois, se verdadeiro, significou o segundo jogo consecutivo bem realizado pelo brazuca.

MILESTONE

Shaquille O’Neal entrou mais uma vez para a história da NBA. Não por causa da briga, mas porque anotou 18 pontos e ultrapassou John Havlicek, ex-jogador do Boston, na pontuação total da história da liga. Shaq tem agora 26.402 pontos na carreira, 10º. colocado na lista dos artilheiros.

NA MESMA

O San Antonio continua trilhando seu amargo caminho de derrotas – apesar da vitória diante do New York na rodada passada. Ontem, em visita ao Milwaukee, comportou-se como um bom visitante e perdeu a partida por 82-78.

Compreensível; o time joga sem dois vértices de seu triângulo mágico. Manu Ginobili e Tony Parker, contundidos, vêem tudo de fora, sem nada poder fazer.

Tim Duncan, coitado, solitário em meio a um bando de esforçados jogadores, continua pontuando. Ontem fez 24, mas dá sinais de cansaço quando o assunto é apanhar rebotes: fisgou só cinco.

Pior: foi humilhado pelo australiano Andrew Bogut, que a pouco mais de cinco minutos do final da partida deu uma cravada na cara de Timmy após pegar um rebote.

Resultado desta falta de disposição: o Bucks bateu o Spurs nos “boards” por 47-37 e isso foi decisivo para que o San Antonio perdesse novamente. E para um time regular e que não pôde contar com seu artilheiro, Michael Reed, que continua contundido.

Foi o quinto revés do alvinegro texano, que agora tem uma campanha de 2-5 (28.6%) o que lhe vale a 12ª. posição na Conferência Oeste. Ou seja: fora dos playoffs se o campeonato terminasse hoje.

MANU

O argentino fez ontem sua primeira viagem com a equipe. Efeito moral. Não adiantou, pois o time perdeu.

Manu Ginobili continua se recuperando da cirurgia que fez no tornozelo, contusão que se agravou quando ele disputou os Jogos Olímpicos de Pequim. Previsão de alta: daqui a quatro semanas. Mas “El Narigón” quer voltar sete dias antes.

Gregg Popovic tem um calendário no bolso de paletó. Todos os dias deixados para trás são riscados. Ele sabe que quando Manu voltar a situação será outra.

No campeonato passado, Ginobili foi o cestinha do time com 19.5 pontos de média. Perguntado se a posição do time na tabela de classificação e a contusão de Tony Parker poderiam acelerar seu retorno, ele respondeu: “Tenho que ser esperto nesse momento. Não posso precipitar nada e ver tudo piorar”.

Enquanto isso, o San Antonio segue perdendo. O próximo revés deverá ser novamente diante de sua torcida, amanhã à noite. Adversário: Houston.

DUELO ENTRE BRAZUCAS

Esta noite, às 23h de Brasília, Anderson Varejão e Nenê vão se enfrentar na Quicken Loans Arena, em Ohio. quando Cleveland e Denver se encontrarem. Os dois vão se tocar várias vezes durante a partida.

Varejão está com 8.8 pontos e exatos seis rebotes de média; Nenê marca 15.6 pontos e apanha 8.9 rebotes por partida.

Os números do são-carlense são melhores, mas ele fica mais tempo em quadra do que o capixaba: 27,7 minutos contra 21,3.

Quem vai levar a melhor?

SCORE MACHINE

Quantos pontos LeBron James vai marcar esta noite? Lembre-se que ele fez 41 em três dos últimos quatro jogos do Cleveland.

LAPSO IMPERDOÁVEL

O internauta Romario, que acaba de chegar ao nosso botequim, alertou-me para uma efeméride que não pode passar em branco de jeito nenhum aqui neste blog. Dwight Howard (foto AP), o melhor pivô da NBA na atualidade, fez seu primeiro “triple double” da carreira ao cravar 30 pontos, apanhar 19 rebotes e dar impressionantes dez tocos na vitória do Orlando sobre o Oklahoma por 109-92.

Foi fora de casa, não teve o calor dos torcedores do Magic. Mas mesmo assim foi muito comemorado.

Foi a primeira vez, desde Hakeem Olajuwon, na temporada 1986/87, que um jogador marca pelo menos 30 pontos, pega ao menos 15 rebotes e dá dez tocos.

Os números do Super-homem do Orlando são impressionantes. Um rebote a mais e eles seriam mágicos: 30-20-10.

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  3. O VÔO DO FALCÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de novembro de 2008 NBA | 12:07

SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA

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Cinco pontos em 1.9 segundo. E sem lance livre na jogada. É possível isso para um jogador? Sim; em basquete, tudo é possível, especialmente quando se trata de NBA.

O final da prorrogação do jogo de ontem em Portland com certeza jamais sairá da memória dos 20.611 torcedores que estiveram no Rose Garden.

A partida estava empatada em 96 pontos, quando o armador Brandon Roy fez uma cesta a 1.9 segundo do final, colocando o Portland na frente em dois pontos. Yao Ming igualou a 0,8 segundo do fim e ainda teve um lance livre de bonificação. Acertou e deixou o placar em 99-98 para o Houston. Após o pedido de tempo, Roy recebeu o lateral do armador Steve Blake e arremessou imediatamente, atrás da linha dos três. Bingo! O cronômetro zerou com a bola no ar e o Portland venceu a partida por 101-99.

Só no basquete; só na NBA.

ATRÁS DA CORTINA

Brandon Roy (na foto acima celebrando) vinha fazendo uma partida discreta até aquele 1.9 segundo final da prorrogação. A 10.1 segundos para o encerramento do tempo normal, com o embate igualado em 90 pontos, ele foi desarmado infantilmente por Ron Artest e não conseguiu arremessar, levando o jogo para a prorrogação.

Até o histórico momento, seu desempenho era pífio: 4-16 nos arremessos de quadra e tinha acertado seus insignificantes quatro lances livres; pouco para a agressividade e qualidade de seu jogo. Encerrou o tempo normal com apenas 12 pontos.

Continuava apagado até aquele 1.9 segundo. Aí entrou em cena. Importante: poderia ter saído como vilão, porque foi dele a falta que se transformou no lance livre de bonificação para Yao colocar o Houston na frente em 99-98.

Mas a noite era de Brandon Roy. “Eu estava desapontadíssimo comigo mesmo depois de ter feito aquela falta”, disse ele, na entrevista coletiva. “Aí eu disse para Steve me dar a bola para eu compensar [a bobagem feita]”.

E compensou.

Só no basquete; só na NBA.

OITO E NÃO CINCO

Se formos considerar os três pontos do chinês Yao Ming, foram oito, e não cinco, os pontos marcados naquele 1.9 segundo derradeiro da prorrogação.

Só no basquete; só na NBA.

MOLECADA DA PESADA

O Portland é o segundo time mais jovem da NBA. Só fica atrás do Golden State. Tem um futuro imenso pela frente. E olha que Greg Oden ainda não começou a jogar pra valer.

Às voltas com seguidas contusões, ontem Oden ficou do lado de fora, atrás do banco de reservas, vendo o jogo. Deve ter tido comichões com o final da partida.

Embora os holofotes finais tenham se deitado pra cima de Roy, a atuação do ala/pivô LaMarcus Aldridge não pode passar batida. O moleque, 23, fez 27 pontos, apanhou nove rebotes e deu três tocos. Mas precisa melhorar o aproveitamento dos lances livres: 3-7.

LUSCO-FUSCO

Alguém, ao olhar o “boxscore”, pode dizer que à exceção da bola roubada de Brandon Roy nos segundos finais do tempo normal Ron Artest fez uma partida opaca. Afinal, está lá: nove pontos, três rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

Certo ou errado?

Analisar a atuação de Artest é um tanto complicado; mas é possível. Ele teve uma difícil missão pela frente, que foi a de marcar Roy, o principal jogador do Portland. Conseguiu durante o tempo normal. Os números do camisa 7 do Blazers já foram destacados acima. Mas no momento agudo da partida, Artest perdeu Roy de vista.

E deu no que deu.

Reprovado, pois.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard teve dificuldades no jogo de ontem do Orlando contra o Philadelphia. Sam Dalembert deu trabalho, especialmente nos rebotes. Howard estava com média de 14.5 rebotes por partida e ontem fisgou apenas oito. Pouco para alguém como ele.

Foi também a primeira vez no campeonato que Dwight pegou menos de dez rebotes. Sua média caiu para 13.2, para desapontamento dos 16.407 torcedores que foram à Amway Arena de Orlando, mas que vibraram com a vitória do time por 98-88.

Dalembert apanhou 14 rebotes, oito deles ofensivos. Interessante, bem interessante.

Diria que foi apenas um acidente de percurso; nada além disso.

A BELA E A FERA

O relógio pouco passava das 13h30 quando cheguei à arena do complexo do Olympic Green Tennis Centre. Os termômetros marcavam desanimadores 30 graus. Em meia hora, Elena Dementieva e Dinara Safina iriam decidir a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Lá estava eu. Cheguei relativamente cedo ao complexo tenístico. Por isso, peguei um bom lugar. Coloquei minha mochila na cadeira ao meu lado direito. À medida que o tempo foi passando, os lugares reservados para a imprensa foram sendo tomados. Até que sobrou apenas a cadeira onde minha mochila descansava.

Cerca de 15 minutos antes de a decisão começar, uma jornalista, procurando por um lugar, perguntou se o assento estava ocupado. Disse que não; e tirei a mochila, colocando-a perto dos meus pés.

Descobri, minutos depois, que ela era de Moscou. Mas não fazia jus à beleza singular das meninas da terra de Dostoiévski. Era feinha, coitadinha. Mas bom papo. Falava um inglês limpo, bem compreensível, ao contrário da maioria dos camaradas, que não consegue dobrar a língua do jeito certo para falar o idioma de Shakespeare.

Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela se Andrei Kirilenko, ala do Utah Jazz, tinha algum parentesco com Maria Kirilenko.

– Não, nenhum parentesco – ela respondeu.

Maria, se você não sabe, é uma das beldades russas do circuito profissional da WTA, a associação feminina da categoria. Nunca foi top 10; este ano, em julho passado, chegou ao 18º posto, sua melhor posição no ranking. Atualmente, está na 29ª colocação.

– Kirilenko é um sobrenome um tanto comum em meu país – completou a jornalista.

Eu não sabia, por isso perguntei. Sei lá, na minha cabeça, Andrei poderia ser irmão, primo, tio, qualquer coisa da Maria. Mas não é nada.

Algum tempo depois, comparando fotos dos dois, senti-me um tolo por ter feito a pergunta à jornalista russa. Não há como confrontá-los. As fotos abaixo comprovam isso. Seria como cotejar a bela com a fera; isso pra ser bonzinho com Andrei.

Maria e Andrei

RODADA CHEIA

Nada menos do que 13 partidas movimentam a rodada desta noite pela NBA. E quem tem o NBA League Pass escolhe o jogo. Quem não tem, vai assistir pela ESPN o encontro entre San Antonio e Miami, no Texas, a partir das 23h de Brasília. E quem não tem nem uma coisa e nem outra, eu recomendo acessar o site da StoogeTV para tentar linkar alguma partida. Este é de graça.

Como tenho a possibilidade de escolher o prélio, vou primeiro assistir a Cleveland x Indiana, pois quero ver Varejão em ação – desculpem a rima –, e em seguida vou atrás de outro brazuca, Nenê, que estará em quadra com o seu Denver. A partida do Colorado marcará também a estréia de Chancey Billups com a camisa do Nuggets no embate contra o Dallas.

Haja café!

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  3. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 4 de novembro de 2008 NBA | 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

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Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 NBA | 13:47

AH, OS BRASILEIROS…

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Talvez tenha sido a pior atuação de Leandrinho (foto) desde que entrou em quadra pela primeira vez na NBA na temporada 2003/04. Ontem, na vitória do Phoenix sobre o Portland por 107-96, Barbosa marcou apenas um ponto! Isso mesmo, um miserável pontinho.

Com uma atuação desastrosa, o técnico Terry Porter escondeu o brasileiro no banco de reservas. Deixou-o em quadra apenas 18 minutos, tempo suficiente para ele mostrar que estava completamente sem inspiração.

Erro seus três chutes triplos e não se atreveu a dar nenhum de dois. Seu único ponto surgiu de um lance livre – o outro ele errou.

Um desastre.

A noite brasileira na NBA foi igualmente calamitosa. Nenê e Anderson Varejão foram um pouco melhor; mas também nada muito mais vistoso.

Depois de ter arrebentado na vitória sobre o Clippers um dia antes, ontem Nenê teve uma atuação apagada diante do Lakers, em Denver. Anotou apenas oito pontos e apanhou cinco rebotes na derrota por 104-87.

Foi o quinto revés seguido do time diante do Los Angeles, contando os embates dos playoffs passados. Três deles dentro de seu Pepsi Center, que esteve “sold out” ontem: 19.651 pagantes.

Nenê esteve em quadra por 34 minutos. Mas quem viu a partida viu também um jogador contido, econômico nos movimentos e nos desejos. Chris Andersen, um obscuro reserva do “frontcourt” colorado, foi o destaque do Denver com cinco pontos, sete rebotes e três tocos.

Esteve em quadra a metade do tempo de Nenê. Mas multiplicou seu momento com uma vontade e uma atitude de se tirar o chapéu. Só não jogou mais e melhorou sua performance porque esteve envolvido com excesso de faltas, o que obrigou o técnico George Karl a deixá-lo no banco mais tempo do que ele provavelmente gostaria.

Por falar em faltas, este foi o único aspecto do jogo de Nenê que a gente pode elogiar: ao contrário das duas partidas anteriores, quando saiu mais cedo do embate por ter atingido o limite de penalidades, desta vez Nenê conseguiu manter-se no jogo, tendo feito três.

Mas, eu pergunto: o que é melhor, deixar a quadra mais cedo com um desempenho como o que ele teve diante do Clippers ou ficar no jogo com uma atuação fosca? Cravo na primeira alternativa.

Ao mesmo tempo, analisando os dois confrontos, fica também claro para qualquer mente inocente que jogar contra Chris Kaman e sua gang é uma coisa, enfrentar Andrew Bynum e Pau Gasol é outra completamente diferente.

Nenê já mostrou que tem qualidades. O que ele precisa mostrar é mais determinação, como a que Andersen exibiu em seus 17 minutos na partida de ontem.

O que acontece com nossos jogadores? Sim, porque não foi privilégio de Leandrinho e Nenê terem uma atuação opaca. Anderson Varejão completou a noitada com seus quatro pontinhos e seis rebotes na derrota do Cleveland para o New Orleans, fora de casa, por 104-92.

Varejão jogou 25 minutos. Seus números a gente já viu. Vale para o capixaba o mesmo que eu falei do paulista. É preciso ter mais gana em quadra, ser mais audacioso, mais cara de pau. Como sempre foi Oscar Schmidt.

Varejão, como Nenê e Leandrinho, também tem qualidades. Elas são visíveis. Bom reboteiro, sabe proteger bem o garrafão, vira-se bem diante da marcação, é aplicado taticamente, mas… mas tem que ter gana, audácia, coragem, atitude – e confiança.

Stan Van Gundy, técnico do Orlando, ontem na Flórida, declarou o seguinte sobre confiança: “As pessoas não percebem quão frágil a confiança pode ser. Elas acham que quando você atinge esse nível [jogar na NBA], confiança é inerente porque você tem muito sucesso, mas bastam duas noites ruins e de repente você está pressionado”. E sem confiança.

Vocês já viram jogador argentino sem confiança? Eu nunca vi. Esse papo pra mim não cola.

Nossos jogadores têm que ser mais argentinos. Isso mesmo, mais argentinos.

SOLD OUT

Não foi apenas o Pepsi Center que teve lotação completa na rodada deste sábado da NBA. A New Orleans Arena também no encontro do Hornets com o Cavs.

Aliás, foi o 14º. jogo seguido que o ginásio do New Orleans teve todas as suas poltronas tomadas. Estou contando, claro, com os embates dos playoffs da temporada passada.

18.150 torcedores viram Chris Paul e companhia debutar na Lousianna e vencer o Cleveland, repito, por 104-92.

JAMES HORRY OU ROBERT POSEY?

James Posey jogou pela primeira vez diante de seus fãs. Foi a estréia do ala campeão pelo Boston na temporada passada na New Orleans Arena. “Foi excitante”, disse ele depois da partida.

Posey voltou a barbarizar a defesa adversária com a eficiência de seus arremessos triplos. Foram quatro em cinco tentativas. Confronto encerrado, seus números reluziam no “final stats”: 15 pontos, seis rebotes e quatro desarmes.

Vindo do banco. Como fazia Robert Horry.

MVP?

Se LeBron James quer ser o MVP desta temporada, tem que melhorar seu desempenho ofensivo. Ontem marcou apenas 15 pontos, mas com um aproveitamento ruim das bolas de dois: 6-15.

Na temporada passada, foi o cestinha da competição com exatos 30 pontos de média. Nesta, em três partidas, está com um 19,7.

King James compensou sua fraca atuação no ataque nas assistências: foram 13 no total. Sete rebotes também é um bom número para quem joga na ala; se bem que ele tem tamanho e força para isso mesmo.

MVP

Se LeBron, do jeito que está, é dúvida na corrida pelo título de melhor jogador da temporada, o mesmo não vale para Chris Paul. CP3 foi o nome do jogo de ontem. É o nome, ninguém duvida, neste começo de temporada.

Dizer que ele é o melhor jogador da NBA neste momento é o mesmo que dizer que Gisele Bundchen (foto) é a mulher mais estonteante do planeta. CP3 anotou 24 pontos e deu mais 15 assistências.

Suas médias não deixam dúvidas: 21,7 pontos e exatas 12 assistências por jogo, líder neste fundamento até agora na competição.

É mole?

FOR FALAR NISSO…
Dwight Howard corre por fora, mas corre. E se jogasse em um time de ponta, poderia ser um concorrente de peso para ser o MVP desta temporada.

Na partida de ontem contra o Sacramento (vitória por 121-103), Howard marcou 29 pontos, apanhou 14 rebotes e deu cinco tocos. Na vitória da última quarta-feira diante do Atlanta (99-85), Dwight já tinha tido uma atuação estrondosa: 22 pontos, 15 rebotes, cinco tocos e cinco desarmes.

Seus números são excelentes depois de três partidas nesta temporada: 21,7 pontos, 14,3 rebotes e 4,3 tocos – é o líder neste fundamento.

Já escrevi, mas nunca é demais lembrar: se Chris Paul é o melhor armador da NBA, Howard é o melhor pivô.

QUE SAUDADES
O Boston começou a temporada passada arrebentando. Fez uma corrida de 12 vitórias em sua dúzia inicial de partidas, ganhou a tal da confiança e terminou a fase de classificação com a melhor campanha entre todos os 30 participantes.

Isso foi fundamental na conquista do título, pois, nos momentos de sufoco, usou o seu TD Banknorth Garden e assim conseguiu despachar Atlanta e Cleveland nos playoffs.

A história inicial do Celtics agora é outra. Na terceira rodada deu seu primeiro tropicão. Apanhou do Indiana (96-75), fora de casa, e mostra que esta temporada pode ser diferente da anterior.

O time errou demais na partida de ontem no Conseco Fieldhouse. Foram 24 equívocos contra apenas 12 do Pacers. Kevin Garnett, embora tenha feito 18 pontos e fisgado 14 rebotes, cometeu seis deles. Foi o mais indeciso jogador da partida.

Na temporada passada…

JÁ O TORONTO…
Se o Boston tombou na terceira rodada, o Toronto, em quem eu não boto muita fé, fez ontem importante vitória diante do Milwaukee, em Wisconsin. Venceu o Bucks por 91-87 e abriu 3-0 na classificação da Divisão do Atlântico. A mesma do Boston, o segundo colocado.

E é bom frisar que Jermaine O’Neal ainda não está totalmente solto no Canadá. Seus números ainda são um tico do que ele pode fazer: 11,0 pontos e 7,3 rebotes. Mais solto e mais entrosado, especialmente com Chris Bosh, os canadenses devem crescer ainda mais.

Justiça seja feita: o espanhol Jose Calderon foi muito bem na vitória de ontem: 25 pontos e nove assistências. Seu desempenho nesses três primeiros prélios do Raptors é muito, mas muito bom: 18,0 pontos e 9,7 assistências por jogo.

DECEPÇÃO
Tudo bem, o campeonato mal começou, mas o Philadelphia decepciona. Seu record: 1-2.

Perdeu ontem para o Atlanta, na Georgia, por 95-88.

O quarteto formado por Elton Brand, Sam Dalembert, Andre Iguodala e seu xará Miller ainda não deu liga, se bem que Brand vem fazendo o seu papel. Tem um “double-double” de média em pontos (18,3) e rebotes (14,3).

E O MIAMI?

Se o Sixers desaponta, o que dizer do Miami? O time conseguiu a façanha de perder para o Charlotte. Por 100-87. Sim, é o time de Dwyane Wade e de Michael Beasley, tido por muitos – não por mim – como o “rookie of the year” desta temporada.

Não vou dizer mais nada.

NEW LOOK

De penteado novo e sem barba, mosca ou bigode, Phil Jackson (foto) comanda este que é um dos melhores – senão o melhor – times da NBA no momento.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:44

OS MELHORES EM CADA CATEGORIA

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O MVP é o troféu mais aguardado por todos que acompanham e vivem a NBA. Ano passado, Kobe Bryant levou-o para casa. Terá condições de reprisar?

Claro que sim; afinal de contas, além de ser o melhor jogador de basquete da atualidade, joga em uma equipe forte e com tradição. Mas terá concorrentes sérios pela frente.

Especialmente Chris Paul. O armador do New Orleans deu calor em Kobe no campeonato passado. Tem tudo para fazer o mesmo nesse. E tem tudo para ser o melhor jogador desta temporada.

LeBron James; este é outro que não podemos esquecer de jeito nenhum. O ala do Cavs amadurece a cada temporada, muito embora tenha ficado mais fominha com o passar do tempo. No começo, queria ter um “triple-double” de média, como Oscar Robertson fez na temporada 1961/62. Hoje, o negócio de LeBron é fazer cesta – e de todos os lugares da quadra. É fortíssimo candidato.

Kevin Garnett é outro que já ganhou o troféu de melhor jogador da NBA e que pode repetir a dose. Embora Paul Pierce seja um marqueteiro no melhor estilo Wanderley Luxemburgo, Garnett é o cara do Boston.

Pierce não pode ser desprezado de jeito nenhum. A gente viu o que ele aprontou nas finais do campeonato passado. Encenou uma contusão e jogou para a torcida, mas na quadra não negou fogo de jeito nenhum. Não deverá negá-lo nesta.

Minha previsão: Chris Paul será o MVP.

O melhor novato da temporada é outro galardão aguardado com ansiedade. Quem será o Kevin Durant desta vez?

Três são os nomes fortes: Derrick Rose, Michael Beasley e Greg Oden. Embora tenha sido recrutado na temporada passada, Oden não jogou nenhuma partida sequer, pois contundiu-se no tornozelo.

Este pode ser um ponto a favor do pivô do Portland: ele já está familiarizado com a NBA. Embora não tenha jogado, concentrou e viajou com o time em várias oportunidades. Além disso, é bom de bola.

Beasley tem a seu favor o fato de jogar em um time que conta com Dwyane Wade, o que ajuda – e muito. Wade chama a pressão adversária, desvia o foco dos demais e dá certa liberdade para seus companheiros brilharem. Beasley pode tirar proveito disso.

Rose, o primeiro draft desta temporada, será o responsável pela armação das jogadas de um time que procura sua identidade, perdida desde que Michael Jordan se aposentou. Para piorar, Vinnie Del Negro debuta como treinador, muito embora Dell Harris vá dirigir de fato o time.

Minha previsão: Greg Oden será o “Rookie of the Year”.

E o melhor treinador, quem será? Esqueçamos Phil Jackson, os norte-americanos não o levam a sério, apesar de seus nove títulos de campeão.

Com um currículo desses, ganhou o troféu de melhor treinador apenas uma vez, na temporada 1995/96. Seria o meu escolhido, pois acho que o Lakers fará a melhor campanha do Oeste e deverá ganhar a competição. Mas, como disse, esqueçamos Phil.

Quem ganhará então? Bem, o New Orleans voltará a brilhar. Byron Scott ganhou o troféu passado; pode repetir a dose.

Doc Rivers, do Boston, também agrada aos jornalistas norte-americanos. Com uma campanha regular com o Orlando foi eleito “Coach of the Year” na temporada 1999/00, imagine agora com o Boston! É outro candidato forte.

Mike Brown, do Cleveland, também entra na lista. O Cavs vai cintilar nesta competição, tenha certeza, pois LeBron vai arrebentar e Brown terá seus méritos.

Minha previsão: Mike Brown levará o troféu para casa.

O melhor reserva é também um prêmio aguardado; este, especialmente por nós, uma vez que Leandrinho já ganhou-o uma vez e pode repetir o feito nesta temporada. Mas tem um porém: Terry Porter, o novo treinador do Phoenix, já disse que tem intenção de colocá-lo como titular. Se isso acontecer, babau.

Manu Ginóbili foi o escolhido na temporada passada. Os norte-americanos valorizam demais – e não sem razão – o trabalho do argentino. Acontece que, na minha opinião, pelo tempo que Manu fica em quadra, ele não pode ser considerado um reserva.

Reserva são Jason Maxiell, do Detroit, e James Posey, agora no New Orleans. Anderson Varejão é outro reserva. Nenê não é mais. Mas chega de enrolar…

Minha previsão: James Posey ficará com o troféu desta vez.

Defesa é palavra que o basquete mais aprecia, certo? Então vamos falar dos candidatos ao troféu “Defensive Player of the Year”.

Quase sempre a honraria vai para um grandalhão. Foram poucas as vezes em que um baixinho levou o prêmio. Os norte-americanos se arrepiam mais com um toco do que com uma roubada de bola.

Só para se ter uma idéia, desde Michael Jordan, na temporada 1987/88, apenas Gary Payton (1995/96) e Ron Artest (2003/04) foram escolhidos como melhor defensor da liga. Os outros 18 troféus ficarão com gente que joga dentro do garrafão.

Então vamos pensar nos caras altos: Kevin Garnett (que levou o último prêmio), Dwight Howard e Marcus Camby.

Já falei aqui muito sobre Howard. Acho que ele está no esplendor de sua forma. Toma conta do garrafão como poucos. Nesta pre-season teve média de 3,14 tocos por jogo. Muita coisa.

Minha previsão: Dwight Howard leva o troféu pela primeira vez.

Finalmente, o Most Improved Player; o jogador que mais crescerá nesta temporada em relação à passada.

Aqui vai o que eu quero, e não o que acontecerá: Nenê fará uma temporada maravilhosa e deveria ser o escolhido. O são-carlense está maluco para provar a todos que ele tem valor – e nós sabemos que ele tem – e arrebentar em agradecimento a todo o apoio que teve durante a sua convalescença.

Quem ganhará de fato?

Minha previsão: Rajon Rondo fica com o laurel.

E o quinteto titular da próxima temporada? Se não acontecer nada, será este:

Chris Paul
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Garnett
Dwight Howard.

Deles, apenas Garnett não esteve em Pequim. Porque não quis.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 26 de outubro de 2008 NBA | 20:22

NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO

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Chris Paul, candidato ao título de MVP desta temporada, comanda o New Orleans em quadra

A pre-season terminou na última sexta-feira. Já escrevi aqui que os resultados desta fase não importam muito.

Alguns, no entanto, merecem registro.

Por exemplo: o New Orleans foi o único time a vencer todos os seus jogos. Como fechar os olhos a isso? O Hornets – que deveria ser Jazz – não é uma equipe qualquer que se aproveitou de um momento para fazer o que não será capaz na temporada regular.

Ao contrário, é favorito ao título. Já mostrou isso no campeonato passado.

Chris Paul, depois de ter feito um espetacular campeonato em 2007/08 e conquistar o ouro olímpico em Pequim, continua tinindo. Teve médias de 12.4 pontos por partida e 9.3 assistências.

Com certeza será o diferencial a favor do New Orleans nesta temporada que começa a partir de terça-feira. Suas bolas serão melhor aproveitadas agora que o time contratou James Posey, ex-Boston.

Outro time que deixou boa impressão foi o Denver, em quem muitos críticos não depositam grandes expectativas. Fez uma campanha com cinco vitórias e apenas uma derrota.

Nenê mostrou bom desempenho nessas seis partidas. Jogou uma média de 22.5 minutos – tende a aumentar, com certeza, quando o campeonato começar –, anotou 10.8 pontos e apanhou 5.3 rebotes – números que vão melhorar também à medida que a competição se desenvolver e ele ficar mais tempo em quadra.

Agora, o que chama a atenção nos números do Denver é o baixo aproveitamento de Allen Iverson, em quem a franquia deposita grande confiança e esperança. AI ficou em média 27.3 minutos em quadra; seu aproveitamento nos arremessos foi horroroso! 18.2% nos chutes de campo, 61.5% nos lances livres. Poderia ter compensado nas assistências, mas ao contrário de CP3, Iverson teve aproveitamento baixo: 5.3 por jogo.

Sei lá, posso – e quero – estar enganado, mas não levo muita fé no Denver. Seus jogadores não me passam confiança. São atletas mais preocupados com estatísticas individuais do que com o jogo em equipe.

Quero quebrar a cara, pois torço muito para o Nenê.

Por falar num brazuca, a gente se lembra de outro: Anderson Varejão. O Cleveland, em quem muitos apostam estar nas finais desta temporada, não andou bem em suas partidas.

A campanha indica isso: três vitórias e cinco derrotas. Foi o 11º. colocado na Conferência do Oeste, atrás de equipes fracas como New York, New Jersey e Indiana.

Varejão não cumpre ainda seu papel dentro do que o técnico Mike Brown espera dele: pegar mais rebotes do que ele fisgou nesta fase de amistosos. Foram apenas 4.3 de média. Foi tímido também na pontuação: 7.4

Já disse aqui neste espaço: o capixaba precisa se impor mais em quadra. Só assim vai ganhar mais ainda a confiança da comissão técnica e dos companheiros.  E olha que ele não ficou pouco tempo em quadra não: 20.4 minutos.

O baixo rendimento do Cavs pode ser explicado pelo aproveitamento modesto de LeBron James, tido por muitos como o grande favorito para ganhar o troféu de MVP desta temporada. King James teve média de apenas 13.7 pontos, menos de 50% de seu aproveitamento no campeonato passado, quando terminou como artilheiro da competição com 30.0 pontos por partida.

Por falar em MVP, o Lakers de Kobe Bryant teve bom desempenho em seus oito amistosos: venceu seis e perdeu só dois. Kobe, é sempre bom lembrar, contundiu o joelho – não é nada grave, felizmente – e ausentou-se de um amistoso.

Em quadra, pouco ficou: 21 minutos. Teve média de apenas 11.4 pontos, mas seu aproveitamento foi de razoável para bom: 52.8% nos arremessos duplos, 44.4% nos triplos e 87.0% nos lances livres.

As atenções em Los Angeles ficaram em cima do pivô Andrew Bynum, que contundiu-se em janeiro passado e perdeu o resto da temporada porque não conseguiu curar a lesão do joelho num primeiro momento. Bynum fez 12.1 pontos e apanhou 6.9 rebotes. Jogou 23.4 minutos por partida, como os demais. Muito bom; Bynum está recuperado.

Se o Lakers começa a se acertar, o mesmo não acontece com o Phoenix, um dos candidatos do Oeste. Leandrinho passou parte da preparação em São Paulo ao lado da mãe, adoentada que estava; Steve Nash e Amaré Stoudemire se contundiram. Resultado: o novo treinador, Terry Porter, mal pôde ver seu time em ação.

Das oito partidas que o time realizou, venceu seis e perdeu duas, mesmo com esses desfalques. Amaré jogou só três amistosos, Leandrinho quatro e Nash cinco. Isso pode ter reflexo na campanha inicial do Suns.

Mas vamos falar um pouco dos times do Leste; sim, vamos.

O Orlando foi muito bem. Das sete partidas, perdeu só uma; venceu seis. O pivô Dwight Howard abusou do direito de jogar bem. Suas médias: 20.9 pontos e 9.4 rebotes. Quer mais? Pois não: 3.1 tocos. Demais.

Poucos falam de Howard, mas acho ele um concorrente sério para ganhar o troféu de MVP desta temporada. O Magic é um time ajeitado, pois é bem treinado por Stan Van Gundy. Rashard Lewis mostrou-se novamente eficiente; terminou essa pre-season com 21.1 pontos. Hedo Turkoglu é ótima opção para os arremessos e Jameer Nelson arma o jogo com correção.

Boston e Detroit, com uma campanha de 6-2 nesses amistosos preparatórios, fizeram o que deles se esperava. São favoritos novamente ao título da Conferência e, por tabela, da NBA.

O Celtics perdeu Posey para o New Orleans, como vimos, mas Eddie House pode ser a força nas bolas longas que o time precisa em momentos chaves de algumas partidas e que tanto foram importantes nos playoffs passado com Posey. House teve o melhor aproveitamento no elenco nos arremessos de três.

O Detroit manteve o time das últimas temporadas, cantando em prosa e verso pelos torcedores: Chauncey Billups, Richard Hamilton, Tayshaun Prince, Rasheed Wallace e Antonio McDyess. Não surpreendeu-me também seu desempenho nesta pre-season.

As negações desta fase preparatória: Milwaukee – mesmo com Richard Jefferson, ao lado de Michael Reed, o time não deslanchou –, Sacramento, Oklahoma City – ex-Seattle – e Charlotte. Bucks, Thunder e Kings ainda conseguiram vencer uma partida, mas o Bobcats não venceu nem uma sequer!

Tivesse rebaixamento e esses quatro times seriam os mais fortes candidatos para irem à NBDL.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  2. SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO
  3. BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 NBA | 13:54

BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA

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A NBA procurou os gerentes gerais das 30 franquias da liga e sabatinou-os. Mas foram perguntas nada espinhosas; ao contrário, questões gostosas de responder. Coisas do tipo: quem vai ser o campeão? E o MVP? Qual a melhor contratação? A seleção da NBA qual é? E o melhor defensor? Qual o treinador que se destaca?

E por aí vai.

Entre as tantas perguntas, algumas tinham a ver com os estrangeiros que atuam ou não na NBA. Ou seja: temas que englobavam os brasileiros.

O primeiro deles argüia os cartolas sobre quem é o melhor jogador estrangeiro da NBA. Os GMs responderam: Dirk Nowitzki. O alemão recebeu 66,7% dos votos, seguido de Manu Ginobili (18,5%), Steve Nash (11,1%) e Yao Ming (3,7%). Nenê, Leandrinho e Varejão? Não, não receberam nenhum voto sequer.

Em compensação, quando foram perguntados sobre o melhor estrangeiro que não atua na NBA, os dirigentes disseram que o espanhol Ricky Rubio é o mais perfeito jogador para se integrar à liga neste momento: obteve 57,7% dos votos. Na seqüência vieram o brasileiro Tiago Splitter e o também espanhol Juan Carlos Navarro, com 7,7%.

Nas outras questões que não tinham a ver especificamente com estrangeiro, Leandrinho foi o quarto mais votado quando os GMs foram perguntados sobre qual é o jogador mais rápido com a bola nas mãos. Recebeu 11,1% dos votos. O melhor, segundo os cartolas, é Chris Paul (37,0%); na seqüência vieram: Tony Parker (18,5%) e T.J. Ford (14,8%).

Leandrinho foi também lembrado quando da pergunta sobre quem é o melhor defensor em linhas de passe, enquanto que Nenê foi igualmente mencionado sobre qual jogador vai ter uma grande temporada.

E mais nada.

Mas vamos ver um pouco mais da pesquisa. De acordo com a previsão dos gerentes gerais dos 30 times da liga, o Lakers (em foto acima da AP) será o campeão desta temporada.

O time californiano foi escolhido por 46,2% dos cartolas, seguido do atual campeão, Boston, com apenas 19,2%. Depois aparecem New Orleans, com 11,5% dos votos, perseguidos pelos texanos San Antonio e Houston com 7,7% cada um.

Ainda de acordo com os cartolas, 74,1% apostam que o Boston ganha a Conferência do Leste, seguido do Cleveland e Detroit, com apenas 11,1%. O Orlando foi escolhido por apenas 3,7% dos votantes.

Do outro lado, na Conferência do Oeste, o Lakers surge com o campeão com 66,7% dos votos. Em segundo lugar vem o New Orleans, com 18,5%. Houston e San Antonio estão empatados com 7,4%.

Quanto ao MVP da temporada, os gerentes gerais apostam que LeBron James ganhará a briga que travará com Kobe Bryant: 55,6% x 37,0%. Chris Paul obteve míseros 7,4% dos votos.

O melhor treinador? Gregg Popovic foi eleito com 53,8% da preferência dos dirigentes, seguido de Phil Jackson (23,1%) e Jerry Sloan (7,7%).

Esta é interessante, porque fala dos assistentes técnicos. Quem é o melhor? Deu Tom Thibodeau, do Boston, com 41,7%, seguido de Del Harris, do Chicago, 20,8%, e Tim Grgurich, do Denver, 12,5%.

Outra pergunta interessante: se você fosse começar uma franquia, que jogador escolheria? Novamente LeBron ficou na frente de Kobe: 66,7% x 18,5%.

Mas o interessante é que os cartolas, a meu ver, caem em contradição ao responder a pergunta seguinte: qual jogador obriga o time adversário a fazer mais ajustes quando vai enfrentá-lo? Deu Kobe: 63%. LeBron? A seguir, com apenas 25,9%.

A seleção da NBA, para os cartolas, é a seguinte: Chris Paul (88,9%), Kobe Bryant (92,6%), LeBron James (92,6%), Tim Duncan (51,9%) e Dwight Howard (55,6%).

Outras perguntas que chamaram-me a atenção: qual foi a melhor contratação? Resposta: Elton Brand (66,7%), seguido de Ron Artes (22,2%).

Qual o time que mais vai crescer nesta temporada em comparação com a anterior? Resposta: Miami e Portland, com 25,9%.

E quem terá a melhor performance em casa? Deu Utah, com 44,4%, seguido de Boston (25,9%) e Lakers (7,4%).

Tem muito mais. Se você quiser se divertir, acesse o site da NBA. Depois, manifeste-se aqui.

Estou à espera.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO VOLTA A TREINAR COM O SUNS
  2. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  3. SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 NBA | 17:47

SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO

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S

Shaquille O’Neal já avisou que vai encerrar a carreira ao final da temporada 2009/10. Grant Hill, seu companheiro de Phoenix, também.

Os dois são unha e carne. Não se largam. “É o meu melhor amigo”, disse Shaq sobre Hill.

A recíproca é verdadeira.

A amizade é tão intensa que os dois, entre treinos e jogos, viagens e jantares, arquitetaram um plano decisivo sobre o futuro: querem comprar uma franquia na NBA.

Qual? Orlando Magic.

Ambos passaram por lá – Shaq, aliás, começou a jogar no Orlando. São queridos do dono do time, Rich DeVos.

O grandalhão, da última vez que esteve com DeVos, neste verão norte-americano, disparou: “Quer vender a franquia?”

DeVos apenas sorriu; mas tem planos para o ala. Ele quer Hill a seu lado, mas como presidente da franquia. É também o que Shaq planeja quando comprar o Orlando: GH como presidente. “E eu como gerente geral”, disse.

Por enquanto DeVos disse não, mas os dois (em foto acima da AP) contam que, com o passar desses próximos dois anos, o atual dono da franquia mude de idéia.

“Caso contrário, a gente sai atrás de outro time para comprar”.

Virou obsessão.

Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

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