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02/11/2009 - 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
28/12/2008 - 12:50

UMA VITÓRIA NO SUFOCO

SÃO PAULO – Foi no sufoco, com dois tocos sensacionais no final, mas foi. O San Antonio encontrou mais dificuldades diante do Grizzlies do que supunha.

No final, a vitória por 106-103 foi emocionante, mas creio que uma pontinha de frustração ficou para quem apenas acompanhava o jogo sem torcer.

Bem, sem torcer, vírgula, porque as duas prorrogações agiram mais e melhor do que qualquer café forte.

Era impossível tirar os olhos da tela.

Quem não tem o San Antonio no coração, claro que escolheu torcer para o Memphis. O Grizzlies jogou muito, mas o time é imaturo.

Não conseguiu fechar o jogo, e teve oportunidades para isso. No tempo normal e ao final da primeira prorrogação.

Quando a segunda se encerrava, com o San Antonio na frente em 105-103, Kurt Thomas e Michael Finley se encarregaram de evitar uma terceira prorrogação. Primeiro, Thomas deu um toco em O. J. Mayo, depois foi Finley quem disse não a Rudy Gay.

Jogaço.

DEFESA

Quando Tim Duncan (foto AP), 29 pontos, cometeu sua sexta falta com apenas 1:13 minuto para o final da primeira prorrogação, pensei: o Memphis tem tudo para ganhar. O San Antonio estava apenas um ponto de vantagem naquele momento: 97-96.

Mas não conseguiu, pois, como disse acima, faltou experiência para saber fechar o jogo e bater, fora de casa, um dos mais fortes times da liga. Apesar da grande atuação de O. J. Mayo, que deixou a quadra com 29 pontos.

O trabalho defensivo de Kurt Thomas e principalmente Bruce Bowen foi muito importante para a vitória texana. Os 18.797 torcedores que lotaram o AT&T Center reconheceram o trabalho da dupla: aplaudiram em pé os dois.

NORMALIDADE

Depois de um início cambaleante, quando venceu apenas nove de seus 17 jogos, o San Antonio fez tudo voltar à normalidade. De seus últimos 13 confrontos, ganhou 11.

Está há cinco partidas sem perder e ocupa a segunda colocação na Conferência Oeste, com um recorde de 20-10 (66.7%).

É fácil explicar a guinada do Spurs. No começo, sem Tony Parker e Manu Ginobili, contundidos, a batata quente ficou apenas nas mãos de Tim Duncan.

Apesar de genial, ele não é um deus como Michael Jordan.

Quando os outros dois tenores voltaram, o time voltou também a trilhar o caminho certo.

Na emocionante vitória de ontem, os três juntos fizeram 81 dos 106 pontos do San Antonio. Ou seja: 72.4%.

O time está nas mãos do trio. Todos sabem disso.

Marcá-los é que são elas; poucos conseguem.

ARTILHARIA

O Atlanta bateu o Chicago ontem em sua Philips Arena. Até aí, nenhuma novidade.

Joe Johnson (foto AP arremessando diante de Andres Nocioni) deixou a quadra com 41 pontos. Até aí, também nenhuma novidade; foi a quinta vez que Johnson marcou 40 ou mais pontos nesta temporada.

Mas vale registrar, pois o ala/armador do Hawks está fazendo um grande campeonato, ao contrário de Andres Nocioni, o argentino do Chicago Bulls.

FIASCO

Andres Nocioni renovou seu contrato com o Bulls no início desta temporada. Até este momento, é um fiasco.

Na derrota de ontem, apenas 11 pontos. Sua média na competição é de exatos 10 pontos por partida.

Ontem, jogou 22:46 minutos. Fica em média 25:30 em quadra por embate disputado.

Muito pouco para quem vai receber US$ 8 milhões nesta temporada e tem a ganhar ainda mais US$ 21 milhões nas próximas três.

A renovação de seu contrato revela-se, até este momento, um grande equívoco por parte da direção do Bulls. Mas eu teria feito o mesmo.

Nocioni, nas outras três temporadas com a camisa 5 do Chicago, foi muito bem. Eu mesmo cheguei a imaginar que ele poderia ser um novo Manu Ginobili.

Mas equivoquei-me – como equivocou-se John Paxson, gerente geral da franquia, que um dia também usou a camisa 5 do Bulls, mas ajudou o time a ganhar os três primeiros campeonatos de sua história.

SOLITÁRIOS

O Chicago está nas mãos de dois jogadores: Derrick Rose e Ben Gordon. Os demais são figurantes.

Alguns de quinta categoria, como Thabo Sefolosha, Aaron Gray e Joakim Noah. Este último, bicampeão universitário com a universidade da Flórida, era uma das grandes promessas do basquete colegial.

Mas fracassa.

Filho do ex-tenista francês Yannick Noah, Joakim é um jogador sem personalidade e acuado quando entra em quadra.

Ontem, diante do Atlanta, jogou seis minutos. Seus números: zero em tudo!

Se o Chicago quiser voltar a ser grande como um dia o foi, precisa urgentemente se livrar dessas tranqueiras. E contratar pelo menos mais dois jogadores com um bom nível para ajudar Rose e Gordon.

PIADA

E um técnico também, pois Vinnie Del Negro foi uma piada de muito mau gosto por parte de Paxson.

COR

Um parceiro nosso aqui neste botequim, torcedor do Boston, reclamou, dia desses, que eu estava referindo-me, equivocadamente, ao Celtics como alviverde. Segundo ele, o time é verde e ponto final.

Fiz uma pesquisa na internet e descobri que o Boston não era alviverde como pensava e nem apenas verde, como dizia nosso parceiro. Era tricolor, pois o preto também fazia parte das cores oficiais da equipe.

Não dei-me por satisfeito e comecei a mexer e remexer meus livros. Encontrei um “Media Guide” do Golden State da temporada 2003-04 que ganhei quando lá estive para fazer um jogo do Warriors contra o Denver.

No livro, há uma seção toda chamada “The Opponents”. O espaço foi reservado para a apresentação de todos os times da liga para a referida temporada.

Além dos nomes dos dirigentes, comissão técnica e dos jogadores, estatísticas e tudo o mais, fala também um pouco sobre a história de cada uma dessas franquias, com destaque para as cores oficiais de cada uma delas.

E sabe é a coloração oficial do Boston?

Verde, dourado, bege, marrom e preto.

Branco?

Não faz parte das cores oficiais do Celtics.

Portanto, daqui para frente, não mais alviverde e nem tricolor para o atual campeão da NBA. Ele, na verdade, tem cinco cores – e eu nem sei como referir-me a elas.

Mesmo se soubesse, não diria, pois deve ser um palavrão e tanto.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
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