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sábado, 14 de maio de 2011 NBA | 13:00

MEMPHIS SEGUE DISPOSTO A APRONTAR

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O Memphis não se entrega e está disposto a entrar para a história da NBA. Afinal de contas, foi o oitavo colocado no Oeste e na primeira rodada destes playoffs eliminou o favoritíssimo San Antonio, líder da conferência e o segundo no geral, e agora quer fazer o mesmo com o Oklahoma City, o quarto colocado do Oeste.

Parecia que não ia dar. O primeiro tempo do jogo foi muito favorável ao Thunder, em que pese o baixo rendimento de Kevin Durant, que terminou com apenas sete pontos.

Capitaneado uma vez mais por Russell Westbrook e com uma ajuda extraordinária de James Harden, que veio do banco — ambos anotaram 27 dos 54 pontos do OKC na primeira etapa —, os visitantes foram para o vestiário com uma vantagem de dez pontos: 54 a 44.

Até então Zach Randolph (foto AP) estava escondido. Tinha anotado dez pontos, é verdade, mas amealhado apenas dois rebotes. Perdeu tempo discutindo com Serge Ibaka e talvez isso o tenha tirado do jogo e explique, claramente, o baixo aproveitamento do time nos arremessos no primeiro tempo: 38%.

Mas Z-Bo veio do vestiário disposto a mudar a história do jogo. E com isso não deixar o Memphis morrer.

No terceiro quarto fez oito pontos e cinco rebotes. Foi importantíssimo na vitória por 28 a 14 nestes 12 minutos em questão. Com esta larga vantagem, o Grizzlies pulou à frente no marcador em 72 a 68.

O FedEx Forum do Tennessee virou um caldeirão. Os 18.119 torcedores que compraram todos os bilhetes que foram colocados à venda, impulsionaram o time em quadra, que reagiu bem à incitação vinda das poltronas.

No último quarto fez 12 pontos e pegou seis rebotes. Nick Collison, que tinha feito um excelente trabalho defensivo em cima de Z-Bo no jogo passado, em Oklahoma, no segundo tempo não achou o adversário em quadra.

Randolph terminou a partida com 30 pontos e 13 rebotes. Foi indiscutivelmente o nome do jogo, vencido pelo Memphis por 95 a 83. Zach, ninguém discute, vem sendo o nome do Memphis nestes playoffs.

YOU KNOW

Após o prélio, vestindo uma camiseta pólo preta Ralph Lauren, entre “you knows” que dificultavam a compreensão do que ele queria dizer, ele conseguiu dizer que O.J. Mayo foi importantíssimo para o sucesso do Memphis.

Mayo de fato foi importante, pois fez dez de seus 16 pontos no segundo tempo. Mas o cara foi mesmo Z-Bo.

Mais “you know” daqui e “you know” dali e Zach disse: “Chegamos onde queríamos, jogo 7. Mais um jogo para se chegar à final da Conferência Oeste. Isso é o que interessa. Eu me sinto bem, mas o trabalho ainda não acabou. A gente sabe que não vai ser fácil ganhar em Oklahoma, mas nós acreditamos que podemos fazê-lo. E estamos comprometidos”.

Como tenho dito, a série está aberta. Mesmo jogando em casa, o OKC não pode ser apontado como favorito no jogo deste domingo. Especialmente se Kevin Durant “afinar” uma vez mais.

DESASTRE

Kevin Durant foi um desastre no jogo de ontem. E quando o principal jogador do time tem uma atuação dessas, não tem como ganhar. E foi o que aconteceu ontem em Memphis, quando o Grizzlies bateu o Oklahoma City e provocou o sétimo jogo desta que é a série mais arrastada destes playoffs. Até então, nenhuma tinha chegado à partida derradeira.

KD anotou apenas 11 pontos na peleja. Acertou só três de seus 14 arremessos.

Mérito da marcação? Também, Tony Allen fez um ótimo trabalho defensivo. No segundo quarto, por exemplo, limitou o ala do OKC a apenas dois arremessos nos 11:36 minutos em que ficou em quadra. Seu único ponto no período saiu de um lance livre.

Mas muitos dos erros de Durant foram erros “não-forçados”, como se costuma dizer no tênis. Fez 1-6 no terceiro quarto. No quarto derradeiro, saiu zerado de quadra, pois errou todos os quatros arremessos tentados e não visitou nenhuma vez a linha do lance livre.

Foi, sem dúvida alguma, o pior jogo de KD em toda a sua curta estrada nos playoffs, que começou a ser trilhada no ano passado na série diante do Lakers, quando o OKC acabou eliminado por 4 a 2.

Depois do confronto, sustentando uma mochila nas costas e usando uma camisa xadrez, Durant se intitulou como “um vencedor”. E num inglês límpido completou: “(Estou) frustrado. Preparei-me demais para este jogo. Mas tenho que me manter positivo e seguir trabalhando mais ainda para o jogo 7”.

Essa clareza de pensamento, expressa em frases bem construídas KD tem que levar para a quadra neste domingo. Se ele tropeçar nas armadilhas do adversário e mostrar-se novamente sem inspiração, vai ter seguramente que rever o conceito da palavra “winner”.

Notas relacionadas:

  1. SÓ PODE SER BRINCADEIRA
  2. SÓ PODE SER BRINCADEIRA
  3. SÓ PODE SER BRINCADEIRA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 NBA | 18:08

OS DOIS QUINTETOS, A RODADA E O DOPING

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A NBA anunciou ontem à noite os dois quintetos que vão participar do “All-Star Game” do dia 20 de fevereiro próximo em Los Angeles. Novidades? Surpresas? Injustiças?

Vamos então analisar…

Leste

Derrick Rose (Chicago Bulls)
Dwyane Wade (Miami Heat)
LeBron James (Miami Heat)
Amar’e Stoudemire (New York)
Dwight Howard (Orlando Magic)

Alguns parceiros deste botequim (especialmente os torcedores do Boston) vão questionar a presença de D-Rose e a ausência de Rajon Rondo. Mas, na minha opinião, já disse isso, a escolha dos torcedores foi muito bem feita: Rose é mais jogador que Rajon.

Na eleição dos dois quintetos feita pela revista “Sports Illustrated”, que eu publiquei no post passado, Rose foi eleito por unanimidade. Ou seja: os cinco jornalistas da revista norte-americana escolheram Rose. Nenhum votou em Rajon.

E mais: a torcida do Boston é maior do que a do Chicago. Mesmo assim, D-Rose venceu no voto dos torcedores. Venceu porque os torcedores dos outros times votaram no armador do Chicago. Ou seja: para a maioria, Rose é mais jogador que Rajon — ou, pelo menos, mais popular.

Os mesmos torcedores do Boston vão reclamar também a ausência de Kevin Garnett; talvez. Eu não reclamaria também: KG está envelhecido e não rende mais como outrora. Amar’e está muito melhor do que ele no momento e sua presença como titular é, para mim, inquestionável também.

De resto, creio que não há nada a reclamar: D-Wade, LBJ e DH são inquestionáveis.

Oeste

Chris Paul (New Orleans Hornets)
Kobe Bryant (Los Angeles Lakers)
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
Carmelo Anthony (Denver Nuggets)
Yao Ming (Houston Rockets)

Fãs de Deron Williams podem questionar a presença de CP3 como titular. Mas eu, apreciador do basquete de D-Will, acho que neste momento Paul é merecedor da titularidade garantida pelo voto dos torcedores se formos compará-lo a Deron.

O grande respaldo de CP3 é não só o que ele faz em quadra individualmente, mas coletivamente também. Lidera um time com jogadores de qualidade razoável em sua maioria e o coloca em terceiro lugar em uma conferência sabidamente mais forte e mais disputada.

Se não questiono CP3 num cotejo com Deron, questiono Carmelo. O que faz o ala do Denver entre os titulares? Popularidade, esta é a resposta. Bola, mesmo, Melo não tem jogado a ponto de ser eleito para o quinteto titular. Dirk Nowitzki tem jogado muito mais e poderia ser um dos escolhidos.

Mas eu colocaria Tim Duncan. Mesmo jogando abaixo do que pode, Timmy é Timmy. Sou fã de seu jogo e não haverá cristão nesta terra que vai me fazer mudar de opinião.

A eleição de Yao Ming é hilária. Não que ele seja hilário como jogador, longe disso. Acho o chinês bom de bola, mas ele nem está jogando! Portanto, não deveriam ser computados seus votos.

A vaga, já disse, pra mim, seria de Nenê Hilário — e se houver justiça, David Stern convocará o são-carlense para o posto de Yao.

Bem, agora quero falar de Manu Ginobili. O argentino é um ala-armador. Entra no rol dos armadores. Na minha escolha ele entra no quinteto titular, pois, já disse, até este momento ele é o MVP da temporada.

O que eu faria? Tirar Kobe Bryant, nem pensar! Até porque o considero o maior jogador de basquete do planeta. Sacrificaria, claro, CP3.

Portanto, meu quinteto do Oeste seria: Manu, Kobe, Durant, Timmy e Nenê.

Timaço! Não perderia e jeito nenhum para um quinteto com D-Rose, D-Wade, LBJ, Amar’e e DH.

Uhummm… Sei não, acho que perderia sim… Ou melhor… sei lá, acho que o jogo seria decidido na última bola.

RODADA

O Miami parece que perdeu o rumo. Será? Claro que não. O time joga sem Chris Bosh e isso explica as cinco derrotas nos últimos seis jogos. Time completo, Miami é forte a ponto de encarar qualquer um dentro da NBA.

Mas que o final do jogo de ontem diante do New York foi espetacular, isso foi. Danilo Gallinari (eu pergunto: pra que investir em Carmelo Anthony? Deixa o italiano na franquia e peguem Nenê, caramba!), Danilo Gallinari fez uma bola espetacular de três. Depois foi Landry Fields. Vitória nova-iorquina por 93 a 88.

Por falar em Fields (foto Getty Images), ele e Blake Griffin, pra mim, brigam pelo título de “Rookie of the Year” desta temporada. E, sei não, tô achando que Fields vai levar…

Dallas e Houston não me comoveu. Ou melhor, o que me comoveu foi finalmente uma grande atuação do pivô Tyson Chandler, a quem muitos aqui neste botequim morrem de amores — não é o meu caso. Com seus 21 pontos e 15 rebotes ele foi decisivo na vitória do Mavs sobre o Houston por 111 a 106.

Finalmente o Celtics. O time fez seu primeiro de quatro jogos no Oeste. Foi ao Oregon e bateu o Portland por 88 a 78. Soberano do começo ao fim. Destaque? Destaques? Nenhum, o Boston funciona como um time, ao contrário, por exemplo, do Miami.

DOPING

Depois dizem que não há antidoping na NBA. O.J. Mayo, ala-armador do Memphis Grizzlies, foi suspenso por dez partidas por ter sido testado positivo para DHEA (dehidroepiandrosterona).

A droga utilizada por Mayo é da classe dos esteróides e favorece o crescimento dos músculos. É considerada estimulante e aumenta a produção de testosterona. Apesar de proibida pela grande maioria das federações esportivas, a droga é  legal e não tem venda controlada nos EUA, o que significa que qualquer um pode comprar.

Dá pra entender? Claro que dá, pois remédio pra resfriado não é vendido livremente nas farmácias aqui no Brasil? Mas há componentes na fórmula que são considerados dopantes aos olhos da WADA, a agência mundial antidopagem.

Mayo foi penalizado em dez partidas e nesse período, como não vai trabalhar, não tem direito a receber. Feito os cálculos, a NBA chegou ao seguinte número: US$ 405.109,00. Mayo não vai receber US$ 405.109,00. Ou, em reais, R$ 681.758,00.

Isso sim é punição. O cara deixa de jogar e ainda sente no bolso.

Notas relacionadas:

  1. DOIS GÊNIOS
  2. DOIS TIMES IGUAIS
  3. RODADA, OS BRASUCAS E UMA APOSTA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

segunda-feira, 2 de novembro de 2009 NBA | 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

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Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Notas relacionadas:

  1. NOITADA DE GALA EM MIAMI
  2. PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA
  3. NOITADA INESQUECÍVEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 28 de dezembro de 2008 NBA | 12:50

UMA VITÓRIA NO SUFOCO

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SÃO PAULO – Foi no sufoco, com dois tocos sensacionais no final, mas foi. O San Antonio encontrou mais dificuldades diante do Grizzlies do que supunha.

No final, a vitória por 106-103 foi emocionante, mas creio que uma pontinha de frustração ficou para quem apenas acompanhava o jogo sem torcer.

Bem, sem torcer, vírgula, porque as duas prorrogações agiram mais e melhor do que qualquer café forte.

Era impossível tirar os olhos da tela.

Quem não tem o San Antonio no coração, claro que escolheu torcer para o Memphis. O Grizzlies jogou muito, mas o time é imaturo.

Não conseguiu fechar o jogo, e teve oportunidades para isso. No tempo normal e ao final da primeira prorrogação.

Quando a segunda se encerrava, com o San Antonio na frente em 105-103, Kurt Thomas e Michael Finley se encarregaram de evitar uma terceira prorrogação. Primeiro, Thomas deu um toco em O. J. Mayo, depois foi Finley quem disse não a Rudy Gay.

Jogaço.

DEFESA

Quando Tim Duncan (foto AP), 29 pontos, cometeu sua sexta falta com apenas 1:13 minuto para o final da primeira prorrogação, pensei: o Memphis tem tudo para ganhar. O San Antonio estava apenas um ponto de vantagem naquele momento: 97-96.

Mas não conseguiu, pois, como disse acima, faltou experiência para saber fechar o jogo e bater, fora de casa, um dos mais fortes times da liga. Apesar da grande atuação de O. J. Mayo, que deixou a quadra com 29 pontos.

O trabalho defensivo de Kurt Thomas e principalmente Bruce Bowen foi muito importante para a vitória texana. Os 18.797 torcedores que lotaram o AT&T Center reconheceram o trabalho da dupla: aplaudiram em pé os dois.

NORMALIDADE

Depois de um início cambaleante, quando venceu apenas nove de seus 17 jogos, o San Antonio fez tudo voltar à normalidade. De seus últimos 13 confrontos, ganhou 11.

Está há cinco partidas sem perder e ocupa a segunda colocação na Conferência Oeste, com um recorde de 20-10 (66.7%).

É fácil explicar a guinada do Spurs. No começo, sem Tony Parker e Manu Ginobili, contundidos, a batata quente ficou apenas nas mãos de Tim Duncan.

Apesar de genial, ele não é um deus como Michael Jordan.

Quando os outros dois tenores voltaram, o time voltou também a trilhar o caminho certo.

Na emocionante vitória de ontem, os três juntos fizeram 81 dos 106 pontos do San Antonio. Ou seja: 72.4%.

O time está nas mãos do trio. Todos sabem disso.

Marcá-los é que são elas; poucos conseguem.

ARTILHARIA

O Atlanta bateu o Chicago ontem em sua Philips Arena. Até aí, nenhuma novidade.

Joe Johnson (foto AP arremessando diante de Andres Nocioni) deixou a quadra com 41 pontos. Até aí, também nenhuma novidade; foi a quinta vez que Johnson marcou 40 ou mais pontos nesta temporada.

Mas vale registrar, pois o ala/armador do Hawks está fazendo um grande campeonato, ao contrário de Andres Nocioni, o argentino do Chicago Bulls.

FIASCO

Andres Nocioni renovou seu contrato com o Bulls no início desta temporada. Até este momento, é um fiasco.

Na derrota de ontem, apenas 11 pontos. Sua média na competição é de exatos 10 pontos por partida.

Ontem, jogou 22:46 minutos. Fica em média 25:30 em quadra por embate disputado.

Muito pouco para quem vai receber US$ 8 milhões nesta temporada e tem a ganhar ainda mais US$ 21 milhões nas próximas três.

A renovação de seu contrato revela-se, até este momento, um grande equívoco por parte da direção do Bulls. Mas eu teria feito o mesmo.

Nocioni, nas outras três temporadas com a camisa 5 do Chicago, foi muito bem. Eu mesmo cheguei a imaginar que ele poderia ser um novo Manu Ginobili.

Mas equivoquei-me – como equivocou-se John Paxson, gerente geral da franquia, que um dia também usou a camisa 5 do Bulls, mas ajudou o time a ganhar os três primeiros campeonatos de sua história.

SOLITÁRIOS

O Chicago está nas mãos de dois jogadores: Derrick Rose e Ben Gordon. Os demais são figurantes.

Alguns de quinta categoria, como Thabo Sefolosha, Aaron Gray e Joakim Noah. Este último, bicampeão universitário com a universidade da Flórida, era uma das grandes promessas do basquete colegial.

Mas fracassa.

Filho do ex-tenista francês Yannick Noah, Joakim é um jogador sem personalidade e acuado quando entra em quadra.

Ontem, diante do Atlanta, jogou seis minutos. Seus números: zero em tudo!

Se o Chicago quiser voltar a ser grande como um dia o foi, precisa urgentemente se livrar dessas tranqueiras. E contratar pelo menos mais dois jogadores com um bom nível para ajudar Rose e Gordon.

PIADA

E um técnico também, pois Vinnie Del Negro foi uma piada de muito mau gosto por parte de Paxson.

COR

Um parceiro nosso aqui neste botequim, torcedor do Boston, reclamou, dia desses, que eu estava referindo-me, equivocadamente, ao Celtics como alviverde. Segundo ele, o time é verde e ponto final.

Fiz uma pesquisa na internet e descobri que o Boston não era alviverde como pensava e nem apenas verde, como dizia nosso parceiro. Era tricolor, pois o preto também fazia parte das cores oficiais da equipe.

Não dei-me por satisfeito e comecei a mexer e remexer meus livros. Encontrei um “Media Guide” do Golden State da temporada 2003-04 que ganhei quando lá estive para fazer um jogo do Warriors contra o Denver.

No livro, há uma seção toda chamada “The Opponents”. O espaço foi reservado para a apresentação de todos os times da liga para a referida temporada.

Além dos nomes dos dirigentes, comissão técnica e dos jogadores, estatísticas e tudo o mais, fala também um pouco sobre a história de cada uma dessas franquias, com destaque para as cores oficiais de cada uma delas.

E sabe é a coloração oficial do Boston?

Verde, dourado, bege, marrom e preto.

Branco?

Não faz parte das cores oficiais do Celtics.

Portanto, daqui para frente, não mais alviverde e nem tricolor para o atual campeão da NBA. Ele, na verdade, tem cinco cores – e eu nem sei como referir-me a elas.

Mesmo se soubesse, não diria, pois deve ser um palavrão e tanto.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,