Nenê Hilário | Fábio Sormani - Part 21

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 NBA | 18:44

CHICAGO QUER VDN FORA DO BULLS

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Peço desculpas aos parceiros deste botequim que não torcem para o Chicago, mas o momento é do Chicago. Portanto, sigo na mesma toada: falando do Bulls.

Vinnie Del Negro segue treinando o time. Nenhum movimento foi visto pelos lados da franquia que pudesse indicar que o treinador será demitido.

A insatisfação na cidade, no entanto, existe.

A edição eletrônica do jornal “Chicago Tribune” postou uma enquete para os torcedores se manifestarem sobre a situação. A pesquisa pergunta: Quando o Chicago deveria demitir o treinador?

As alternativas são:

1) Já. Pegue o telefone agora;

2) Antes do final do ano;

3) Depois do último jogo da temporada;

4) Antes de o Bulls escolher seu jogador no draft do ano que vem;

5) Jamais. Mantenha-o!

O resultado até o momento é o seguinte:

1) 54%;

2) 10%;

3) 13%;

4) 5%;

5) 18%.

Ou seja, os torcedores querem a saída imediata de VDN do comando técnico do time.

Eu já votei. Cravei, claro, a alternativa 1.

Como diz nosso parceiro Gabriel, fora VDN!

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Fui insensível a algumas vozes neste botequim que me chamaram a atenção para a primeira apuração dos votos dos torcedores que vão escolher os dois quintetos para o “All-Star Game”.

Chamaram-me a atenção porque Nenê Hilário aparece no terceiro posto no Oeste, atrás apenas de Amaré Stoudemire (Phoenix) e Andrew Bynum (Lakers).

O pivô do Suns lidera a votação entre os “centers” com um total de 447.776 votos. Bynum tem 299.484, enquanto Nenê foi o preferido de 90.439 torcedores.

A diferença é grande. Tudo indica que Amaré e Bynum vão brigar pelo primeiro posto.

Mas aparecer entre os Top 3 é muito significativo. E como alguém mesmo disse, sem uma campanha aqui no Brasil para se votar no jogador, como acontece, por exemplo, na China em relação a Yao Ming.

Torcedores e especialistas têm reconhecido o valor de Nenê nesta temporada. Eu também; tanto que postei um texto aqui mesmo neste botequim dizendo ser o são-carlense um dos três maiores pivôs da NBA na atualidade.

Fui maltratado (no bom sentido, é claro) por muitos frequentadores. Mas a prova de que eu estou no caminho certo está aí: a votação popular e algumas manifestações de treinadores.

Se Nenê continuar sendo bem votado (e sem o sufrágio dos brasileiros, é bom frisar novamente), tem tudo para ser escolhido pelos técnicos para figurar no time do Oeste.

Até porque Amaré faz um 4 e os pivôs ficariam Bynum e Nenê.

Quem vem atrás ameaça? Apenas um.

Marc Gasol, Antonio McDyess, Mehmet Okur, Marcus Camby, Andris Biedrins, Emeka Okafor e Spencer Hawes não me preocupam.

Como Greg Oden, infelizmente, se contundiu, o único que ameaça Nenê é Al Jefferson.

RODADA

Por falar em Nenê, o Denver apanhou novamente para o Detroit. Vendo a partida, fui informado pela FSN que o Nuggets não ganha do Pistons em Michigan desde a temporada 1995!

Caramba, muito tempo!

E ontem, como já falei, o time colorado voltou a perder: 101-99. E perdeu porque Chauncey Billups foi uma lástima em quadra.

O que dizer daquela última bola??? Parecia um louco indo em direção à cesta, com o garrafão congestionado.

Todo mundo esperando o passe, que não veio. O que veio foi a derrota, aliás, merecida.

Quanto a Nenê, o brasuca teve dificuldades para jogar. Foi pouco acionado; arremessou apenas cinco bolas à cesta adversária durante toda a partida. Por isso mesmo, anotou só oito pontos.

Mas foi bem nos rebotes: 11. O são-carlense, no entanto, precisa melhorar a produção ofensiva nos rebotes. Desse total, apenas um foi ofensivo.

Nenê está com médias de 13.3 pontos e 8.9 ressaltos por partida. Já teve números melhores.

Mas, jogando fora de casa, é difícil mesmo sustentar-se em um patamar elevado. A queda é natural, vale para a maioria, numa ou noutra escala.

Quem não ligou para o terreno desconhecido foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets anotou 40 pontos.

Foi sua 14ª. partida marcando quatro dezenas de pontos ou mais nesta temporada. O líder nesta estatística.

Depois de Melo vêm LeBron James (10), Kobe Bryant (9) e Kevin Durant (8).

Quanto aos outros dois jogos, não os vi. Por isso, passo apenas os resultados: Washington 102-104 Boston e Utah 120-111 Orlando.

O jogo de Salt Lake City significou um ponto final em uma série de seis vitórias consecutivas do Magic. Foi a primeira derrota “on the road” do time da Flórida, que jogou seis dos últimos sete jogos longe de sua Amway Arena.

ENQUANTO ISSO…

Enquanto isso o Lakers entra em quadra novamente esta noite. Vai enfrentar o Minnesota. Adivinhe onde?

Um doce para quem acertar.

NOITADA

O Cleveland recebe o Portland atrás de uma vitória, o que não ocorreu nos dois últimos jogos. Três partidas sendo derrotado seguidamente é algo que não acontecesse desde a temporada 2007/08.

Se depender de retrospecto, a chance de evitar o terceiro revés é grande. Isso porque nas duas últimas vezes que LeBron James jogou contra o Blazers em casa anotou um “triple-double”.

Por outro lado, LBJ está com uma média de 3.8 erros por partida nesta temporada. Sua maior desde que entrou na NBA.

Não acredito que o Portland irá oferecer resistência ao Cavs. Greg Oden, Travis Outlaw e Rudy Fernandez estão contundidos. Além deles, o técnico Nate McMillan sofreu uma cirurgia no tornozelo e também não estará dirigindo a equipe.

Outro jogo que chama a atenção acontecerá na Filadélfia. O Sixers recebe o Houston tentando colocar um ponto final em uma sequência de 11 derrotas consecutivas.

Duas delas já com Allen Iverson em quadra.

E o adversário é o surpreendente e indigesto Houston, muito bem dirigido por Rick Adelman. O time texano venceu quatro de seus últimos cinco jogos (apenas um deles em casa) e leva a vida muito bem sem Yao Ming e Tracy McGrady.

Se depender de torcida, o Sixers pode ficar na mão, pois o time tem uma média de 12.852 torcedores por partida, colocando-se em 28º. lugar, à frente apenas de Sacramento (12.145) e Memphis (12.117).

LÍDER

Vocês querem saber qual é o time que tem a melhor média de público nesta temporada? Pois anote aí: Chicago.

O Bulls exibe-se em casa para 20.678 torcedores por partida. Mesmo assim, Jerry Reinsdorf, o dono da franquia, não se toca. Poderia montar um grande time, pois, como o corintiano costumava dizer na década de 1960, “a torcida paga”.

Os dois outros times que têm média superior a 20 mil torcedores por partida nesta temporada são Cleveland (20.562) e Portland (20.400).

Os demais, todos abaixo; inclusive o Lakers, atual campeão. Os amarelinhos têm média de 18.997 torcedores por partida em seu Staples Center. Isso significa a sexta colocação.

Será que Jerry Buss não gostaria de vender o Lakers e comprar o Bulls?

Notas relacionadas:

  1. UM TIME FORA DO AR
  2. CONTUSÃO FORA DE HORA
  3. UMA VERGONHA CHAMADA CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009 NBA | 19:32

UMA VERGONHA CHAMADA CHICAGO

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O fundo do poço está perto — se é que já não chegou. Ontem o Chicago perdeu para um time de pernas-de-pau dentro do United Center.

A derrota para o New Jersey por 103-101 foi mais um capítulo vergonhoso na história da franquia. E que envergonha seus torcedores.

Mas que não envergonha o técnico Vinnie Del Negro, certamente porque ele não deve ter vergonha na cara. Qualquer um, em seu lugar, já teria ligado o desconfiômetro e arrumado as malas.

Nets  Bulls BasketballVinnie, ao contrário, diz não estar preocupado com o seu trabalho — e por extensão com o momento do time. Deveria estar; e com ambos.

A campanha do Chicago nesta temporada é ridícula. Em 19 contendas, ganhou apenas sete. Dos últimos nove jogos, perdeu oito.

Hoje, no Berto Center (espécie de CT do Bulls), Del Negro declarou: “Não estou preocupado com isso. Realmente não estou. Eu vou trabalhar todos os dias e dou o meu melhor e tento melhorar esses garotos. Essa questão [de ser demitido ou não] é com [gerente geral] Gar [Forman], o presidente do time [John Paxson] e com Jerry Reinsdorf [dono da franquia]”.

E completou: “Nós estamos lutando com o que temos. Continuaremos lutando. Essas decisões não me dizem respeito”.

Ao dizer “nós estamos lutando com o que temos”, Del Negro diz, com todas as letras, que o time é fraco. Em outras palavras: faço o que posso.

Comportamento desleal com os jogadores, pois joga-os às feras (torcedores e mídia) e não assume a parte que lhe cabe nesse angu.

Lamentável.

Fora VDN!

ZEBRA

Para quem diz que ela não existe em outros esportes, a não ser no futebol, o resultado de ontem em Memphis comprova uma vez mais que surpresas existem no basquete também.

O Cleveland de LeBron James foi até o Tennessee e perdeu para o Grizzlies na prorrogação por 111-109, colocando um ponto final em uma pequena série de quatro vitórias do Cavs.

LBJ bem que tentou evitar que a cinderela desse o ar da graça, mas seu último arremesso não foi certeiro. Coitado, fez até mais do que muitos fariam, alguém pode dizer, pois acabou a partida com 43 pontos, 13 rebotes e seis assistências.

King James concentra demais o jogo em si mesmo. Talvez este seja o maior pecado de seu jogo.

Tenho dito isso aqui neste botequim. Alguns que me leem, desprovidos de paixão, atentos aos detalhes, entendem o que falo. Podem até não concordar, mas compreendem meu ponto de vista.

Outros, asfixiados pelo fanatismo, querem brigar e me acusam de odiar LeBron. Acusam-me de ter raiva do jogador.

Por que haveria eu ter sentimentos tão baixos por uma pessoa que eu nem conheço e que nunca fez mal a mim?

Não consigo entender, sinceramente, os que me acusam. Só porque digo que acho imaturo o jogo de LeBron; ora só.

Deem uma olhada no “Box Score” do jogo de ontem. O Memphis jogou apenas com seu quinteto titular. Os reservas ajudaram os titulares descansar.

Os titulares do Grizzlies, todos, tiveram duplo dígito na pontuação. Repito: todo o quinteto.

Agora, deem uma olhada novamente no “Box Score” e vejam como o time do Cleveland se comportou. Falta equilíbrio, deem uma olhada!

É disso que eu falo.

Alguém, aqui nesse botequim, disse que enquanto Kobe Bryant joga para o time, LeBron James joga para as câmeras. E eu concordo.

LBJ é um baita jogador, mas precisa explorar melhor seu potencial. Precisa colocá-lo em prol do time — e não apenas de si próprio.

Quando isso acontecer, o time amadurecerá — porque LeBron terá amadurecido.

BRASUCAS

Anderson Varejão fez seu jogo habitual, carregado de energia, tentando contagiar seus companheiros o tempo todo. Mas ele tem que se preocupar com seus números também.

Cinco pontos e seis rebotes é muito pouco para quem ficou em quadra meia hora. Digo isso porque sei do potencial do capixaba.

Varejão pode render muito mais do que rendeu ontem. Basta querer.Nuggets Bobcats Basketball

Outro brasuca que entrou em quadra foi Nenê Hilário (foto AP). O Denver, um dos meus favoritos no Oeste, foi à Carolina do Norte e se deu mal: perdeu para o Charlotte por 107-95.

Nenê fez oito pontos e pegou dez rebotes. Pode render muito mais do que rendeu ontem; basta querer.

PAIXÃO

E o Phoenix, hein?, tomou gosto pela derrota. Dos últimos cinco jogos, perdeu quatro.

Ontem, foi dobrado pelo Dallas, no Texas, por apenas um pontinho: 102-101.

Se o Suns desaponta, os torcedores do Mavericks estão felizes: Josh Howard voltou depois de quase um mês fora. Voltou em grande estilo: 20 pontos vindo do banco, sua maior pontuação na temporada.

OPOSTO

Ao contrário do Lakers, que só joga em casa (hoje à noite o time volta a jogar no Staples Center diante do Utah), o Orlando fez sete dos últimos nove jogos longe dos fãs. Ganhou todos.

Aliás, das últimas 12 partidas, venceu 11. Ontem, bateu o Clippers por 97-86.

É o melhor time do Leste ao lado do Boston com 17 vitórias e apenas quatro derrotas. Isso na tabela de classificação, pois na quadra o Magic é melhor que o Celtics.

NOITADA

Voltando a falar em Chicago, hoje tem mais um capítulo da saga do Bulls. O time joga em Atlanta diante do Hawks.

Façam suas apostas! Eu acho que perde por mais de 20 pontos.

E vocês, o que me dizem?

Notas relacionadas:

  1. CHICAGO CHEGA AO FUNDO DO POÇO
  2. UMA VERGONHA DE TIME E TREINADOR
  3. EIS QUE SURGE UM NOVO CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 6 de dezembro de 2009 NBA | 11:24

PERSEGUIDO PELO DESTINO

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Gred Oden - AP

Gred Oden - AP

Que coisa! Há jogadores que parecem ser perseguidos pelo destino. Greg Oden é um deles.

Depois de perder toda sua temporada de “rookie” por causa de uma contusão no joelho, o pivô do Portland não jogará mais neste campeonato. O mesmo joelho pregou-lhe outra peça.

Oden fraturou a patela esquerda e terá de passar por cirurgia. O tempo de recuperação é longo. Portanto, voltará às quadras apenas no ano que vem, ao que tudo indica.

Se der sorte na recuperação, disseram os doutores do Blazers, ele poderá jogar os playoffs — isso se o time se classificar, é claro.

O que nos deixa chateado, também, é que ele vinha mostrando evolução depois de uma temporada inicial (a passada) bem frágil. Neste campeonato, já exibia um basquete mais sólido em seus fundamentos e inteligente na leitura do jogo.

A contusão ocorreu no primeiro quarto da dramática vitória diante do Houston por 90-89. O armador Aaron Brooks, do Rockets engatou uma segunda em direção à cesta e subiu para a bandeja. Oden foi em direção ao inimigo, pronto para o toco, quando colidiu seu joelho esquerdo com… sei lá, nada, pois a imagem não mostra nada de mais contundente.

Ele aterrissa com a perna direita; ou seja, nem foi na queda a contusão. Mas não importa, aconteceu o que ninguém queria que acontecesse.

Se tem uma coisa que me parte o coração é ver um atleta se contundir gravemente.

RODADA

Pois é, aqueles que torciam o nariz para o Denver, achando que o que ocorreu na temporada passada foi uma passageira noite de verão, devem estar reconsiderando suas posições.

O Nuggets foi até a cidade do Álamo enfrentar o San Antonio. Ficou boa parte do jogo atrás no marcador.

Mas foi só chegar o segundo tempo e entrar o quarto derradeiro que o time azulzinho mostrou que está no torneio não apenas para participar, mas para brigar pelo título também.

Liderados por Carmelo Anthony, 34 pontos, o Nuggets dobrou o Spurs por 106-99, impondo ao alvinegro texano sua segunda derrota consecutiva.

Nenê Hilário, olhando apenas os números, teve uma atuação opaca. Realmente, não foi das melhores, pois ele anotou apenas 12 pontos e pegou um mísero rebote.

Mas Nenê teve que pelejar contra Tim Duncan — o que não é mole não. O são-carlense conseguiu afastar Timmy dos rebotes (pegou apenas seis), mas não evitou os pontos do adversário: 26 no total.

Nenê respeitou demais Tim Duncan. Já tinha observado isso em outros confrontos.

Timmy é realmente um dos melhores jogadores da posição em toda a história da NBA. Mas a reverência tem que ficar do lado de fora da quadra.

Quando o jogo começa, há que se jogar com a faca entre os dentes. Nenê não fez isso.

Outro jogo que eu destaco na rodada de ontem aconteceu em Chicago. O Toronto, um time mediano da competição, foi até o United Center e impôs novo massacre ao Bulls: 110-78.

Foram, como se vê, 32 pontos de diferença!

Volto a perguntar: o que o pessoal que comanda a franquia está esperando para tomar uma decisão e demitir Vinnie Del Negro e todo o seu staff técnico?

Mas é claro que apenas isso não é suficiente. É preciso também dar um bico nos fundilhos de alguns jogadores, entre eles Luol Deng e Brad Miller.

Pobre Chicago.

DOMINGUEIRA

Logo mais, às 15h de Brasília, o New Jersey recebe o vizinho New York em seu Izod Center. Correrá atrás de sua segunda vitória na competição, embalado pelo único triunfo obtido até agora, diante do Charlotte, na última sexta.

Três horas depois, o Cleveland enfrenta o Milwaukee, fora de casa. Estarei de olho no comportamento de LeBron James: ele vai dançar ou não?

Mas o melhor jogo da noite será entre Lakers e Phoenix. Dou um doce para quem acertar onde acontecerá a partida.

Notas relacionadas:

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  2. NOITADA INESQUECÍVEL
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sábado, 5 de dezembro de 2009 NBA | 11:39

SORTE QUE AJUDA

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49 segundos para o final; ataque do Miami. Dwyane Wade acerta um arremesso da zona morta e coloca o Heat na frente: 102-100.

O Staples Center calou-se, apreensivo. Derrota iminente?

Calma, há tempo para evitá-la, pensaram os torcedores. Sim, pois em basquete, como se costuma dizer, 49 segundos pode ser uma eternidade.

Então vamos ver o que se seguiu a isso.

Lakers bate o fundo-bola, vai ao ataque e a laranja acaba nas mãos de Kobe Bryant. Black Mamba arremessa e… “air ball”!

O Miami fica com o rebote; o relógio marca 24.5 segundos para o fim.

Na sequência, Pau Gasol faz falta em Quentin Richardson. O armador do Heat vai para a linha fatal e derruba os dois arremessos: Miami 104-100 Lakers.

O relógio marca 21.9 segundos para a buzinada final.

No ataque caseiro, após das tentativas frustradas debaixo da cesta, um tapinha de Gasol diminui a vantagem do Miami para dois pontos: 104-102.

O cronômetro indica 9.9 segundos para o fim da peleja.

O Miami bate o fundo-bola e rapidamente Derek Fisher faz falta em Dwyane Wade. O armador do Heat derruba as duas bolas: 106-102 para os visitantes.

O cronômetro indica 9.3 segundos para o encerramento da jornada. Não se esqueça, o Miami vence o jogo por 106-102; 9.3 segundos para o fim do jogo.

Tempo do Lakers.

Jogada armada, bola nas mãos de Gasol que passa para Fish. O veterano, armador escapa da marcação, sobe à vontade e com sua canhota precisa, especialmente nos momentos decisivos, encesta uma bola de três: Miami 106-105 Lakers.

O cronômetro indica 4.3 segundos para o jogo acabar.

Tempo do Miami.

Lateral bola que chega nas mãos de Dwyane Wade. O armador vai para a linha fatal e… erra o primeiro! Acerta o segundo: 107-105 para o time da Flórida.

O cronômetro indica 3.2 segundos para o jogo acabar.

Tempo do Lakers.

O telão central reluz Miami 107-105 Lakers; 3.2 segundos para o jogo acabar, não se esqueça.

Ron Artest vai para a lateral e procura Kobe. Ele escapa da marcação de D-Wade e recebe a bola.

Esta, traiçoeira, quase escapa das mãos do melhor jogador do mundo. Mas ele, melhor jogador do mundo, domou-a e segurou-a com firmeza. Na sequência, conduz a laranja numa finta sobre D-Wade.

E o cronômetro correndo, correndo, correndo em disparada rumo ao fim.

Quando faltava 0.5 segundo para a estridente corneta soar, Kobe Bryant (o melhor jogador do mundo, não se esqueça), subiu e arremessou. A bola não tinha chegado ainda à cesta do Miami quando a maldita corneta soou.

Ela agrediu os ouvidos dos torcedores, jogadores, treinadores, policiais, vendedores, jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos e de quem mais estivesse no Staples. Todos olhando para a bola e o som agredindo os tímpanos.

No ar, a bola girava. Ao redor, o mundo parado, congelado, como se o universo contemplasse aquele momento derradeiro.

A bola bateu no cristal, indicando que o arremesso não foi preciso. Bateu no cristal com a buzina ainda soando estridente, atrevida, inconveniente, pois indicava que o jogo tinha acabado.

E se a bola não caísse?

Mas o som impertinente daquela corneta maldita acabou abafado, pois a bola, caprichosa, depois de bater no cristal, resvalou no aro e lambeu a redinha.

Gritos de histéricos, comemorativos, guturais, foram jorrados do fundo do peito da maioria que estava no Staples Center.

Bang! A bola caiu, embora o arremesso não tenha sido certeiro.

Como todo gênio, Kobe (foto Reuters) contou com a mão da sorte, que sorriu-lhe naquele instante final.

A bola caiu: Lakers 108-107 Miami.

SPORTS-US-NBA-LAKERSUFA!

Acreditem, o New Jersey venceu! O bobo da corte foi o Charlotte. Foi a primeira vitória do Nets no campeonato (97-91) depois de 18 derrotas consecutivas.

E sabe qual a coincidência? A última vitória do New Jersey na temporada regular foi exatamente diante do Cats, também no Izod Center, no dia 13 de abril passado, por 91-87.

Ah se o campeonato se resumisse a contendas diante do Charlotte, devem pensar os jogadores do New Jersey. O time seria campeão.

Mas o campeonato não é assim. Portanto, que o Nets continue fazendo seus ajustes se quiser evitar o rebaixamento. No caso, moral, pois isso não existe na NBA.

Destaque do jogo foram os 20 rebotes confiscados por Gerald Wallace. Isso mesmo, 20 rebotes! Dwight Howard é o reboteiro do torneio com média de 12.3; Wallace vem em segundo com 12.1

Já perguntei, mas pergunto novamente: seria Wallace uma espécie de Dennis Rodman? Assim como “The Worm”, Wallace tem 2m01 de altura.

Incrível.

MARRA

Ontem LeBron James protagonizou um momento desprezível na Q Arena. Com o Cleveland massacrando o Chicago, ele começou a sambar em quadra, debochando o adversário.

Quando foi para a linha do lance livre, Joakim Noah, que estava no bando do Bulls, gritou algumas coisas para LBJ, que retrucou. Houve um princípio de confusão, mas ela foi logo abafada.

Até porque Noah não foi agressivo em sua reclamação. “A gente estava perdendo e os caras ficaram tirando o sarro na cara da gente. Eu tenho o maior respeito pelo LeBron, mas foi uma situação decepcionante”, disse o pivô do Chicago.

E foi mesmo.

Não satisfeito com a molecagem em quadra, LBJ aproveitou para continuar zoando o adversário, depois do jogo. Disse LeBron: “Eu acho que ele [Noah] estava mais frustrado com o seu desempenho, pois não conseguiu ajudar o time em quadra”.

E garantiu: “O que eu fiz não foi contra o Chicago, os jogadores e nem contra Joakim. Eu já vi isso acontecer várias vezes no último campeonato”.

Sinceramente, eu não me lembro.

Molecagem pura de um jogador que quer ser o maior do mundo, mas que tem que melhorar não só seu desempenho em quadra para igualar-se a Kobe Bryant, melhorar sua liderança junto ao time e fazê-lo jogar melhor, como tem que, principalmente, amadurecer.

Como disse, coisa de moleque.

Ah, sim, o Cleveland venceu o jogo por 101-87. Vitória que foi ofuscada pelo comportamento pueril de LeBron James.

Anderson Varejão fez 10 pontos e pegou cinco rebotes.

REALIDADE

Tem um negócio que eu estou querendo dizer há algum tempo, mas tenho me controlado e analisado com mais cuidado para não cometer injustiça. Mas vamos lá, pois já é hora de dizer.

Vamos parar com esse negócio de dizer que o Oklahoma City é isso e aquilo. Eu mesmo já cai nesta cilada.

O time é fraco. Conta com um jogador (Kevin Durant) que pode ser uma estrela no futuro. Nada mais do que isso.

É o décimo colocado na Conferência Oeste, atrás do Sacramento.

Ontem foi batido novamente em casa, agora pelo Boston, por 105-87. Ok, foi para o Celtics, um dos melhores times da liga, mas foram 18 pontos que poderiam ter sido 25, 30, se o alviverde jogasse com a mesma intensidade do princípio ao fim da partida.

Por favor, devagar com o andor; o Thunder é um time fraco.

Espero queimar a língua, pois o time é simpático demais.

NOITADA

O grande jogo da rodada deste sábado fica por conta do clássico entre San Antonio e Denver, no AT&T Center do Texas. Na temporada passada, o Denver venceu dois dos três jogos entre as duas equipes, incluindo o único confronto em solo texano.

O segredo para o alvinegro vencer: controlar os jogadores que gravitam ao redor de Carmelo Anthony. Sim, pois o cestinha do campeonato tem 54.0% de aproveitamento de seus arremessos quando joga em casa; cai para 42.9% quando joga fora.

O time segue forte em terra estranha porque Chauncey Billups, J.R. Smith e Nenê Hilário mostram grande volume, que somado aos pontos de Melo levam o Denver à vitória.

Em Phoenix, o Suns tenta colocar um ponto final na sequência de derrotas. Já são duas consecutivas.

Não deverá ter trabalho para atingir seu objetivo, pois o adversário da noite é o Sacramento.

Leandrinho Barbosa continua de fora. Disse o técnico Alvin Gentry: “Vamos esperar um pouco mais para colocá-lo [Leandrinho] em quadra. O tornozelo ainda dói. Ele deve voltar próximo ao Natal”.

Notas relacionadas:

  1. O TIME É ÓTIMO, MAS A TABELA AJUDA
  2. BRINCANDO COM A SORTE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 NBA | 20:58

RESERVA QUE INCOMODA

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Quando Anderson Varejão foi para o banco, Mike Brown e LeBron James justificaram a decisão dizendo que o time precisava manter a força e a energia quando os reservas entrassem em quadra.

Com a vinda de Shaquille O’Neal, imaginava o técnico Brown, o Cavs ganharia muita força interior e que, por isso mesmo, era o momento de fazer a mexida, colocando J.J. Hickson ao lado de Shaq. O novato iria aproveitar-se da presença do grandalhão e adicionaria pontos e rebotes que não conseguiria ao lado de Zydrunas Ilgauskas, que foi para o banco com a chegada de O’Neal.

A decisão ganharia força também porque no banco estariam Varejão e Zy, os dois pivôs titulares da temporada passada. Entrosados, entrariam em quadra com o jogo já em andamento e não deixariam o nível cair.

Mais ainda: com a contratação de Anthony Parker, Delonte West, que criou e teve uma série de problemas nesta pré-temporada, foi para o banco também. Assim, além do capixaba e do lituano, Delonte também faria parte do time reserva.

Ou seja: três dos titulares da temporada passada viriam do banco e, desta forma, num rodízio bem arquitetado, entrariam com a bola em movimento e o nível, como disse, não cairia.

Acontece que Varejão foi perdendo espaço. Ou melhor, minutos.

Iludiu-se quem pensou que a situação estava bem e sob controle. Hoje, em matéria publicada no jornal “Plain Dealer”, de Cleveland, Varejão falou sobre o assunto.

“Eu sempre disse que quero ser importante [para o time]. Quero dar tudo de mim num jogo e tentar ajudar o time. Se eu começo um jogo ou não, isso não importa. Para mim, a coisa mais importante não é começar um jogo, mas sim terminar”.

Varejão tem razão até a página nove. Não adianta nada terminar uma partida se você fica em quadra dez minutos por jogo.

O importante é você ter minutos consideráveis e terminar os jogos decisivos. Não adianta nada jogar um quarto inteiro se ele for um “garbage quarter” e adicionar minutos descartáveis à sua estatística.

A reserva incomodou Varejão — como ainda deve incomodar. É muito gostoso ouvir o locutor da Q Arena anunciar o time que vai jogar e ter seu nome entoado em elevados decibéis, seguidos de aplausos calorosos dos fãs.

Já que isso não é possível, dada a estratégia do treinador, que pelo menos ele fique em quadra tempo suficiente para jogar bola. E isso não estava ocorrendo.

Varejão tinha perdido, como disse, a posição e seus minutos.

Mas acontece que Hickson começou a ratear. Deixou de pontuar e apanhar rebotes.

Brown e LeBron certamente viram isso. Agora, mesmo vindo do banco, o brasuca tem mais minutos em quadra.

Seu nome não é mais gritado pelo locutor do ginásio. Mas com mais minutos, Varejão pode render mais e ter seu nome gritado pelos torcedores.

O fiel da balança pende mais para este lado.

DESEJO

Em outra matéria, esta publicada no “Chicago Tribune”, Derrick Rose declarou que seu sonho é jogar ao lado de LeBron James na próxima temporada. Disse o armador do Bulls:

“É incrível vê-lo em quadra, especialmente nos contra-ataques. Ele é um grande jogador, não há como negar. É um líder”.

Perguntado sobre Dwyane Wade, filho de Chicago, como ele, D-Rose respondeu: “Qualquer um desses superstars [LeBron e D-wade] precisa vir para cá. Não me importa quem”.

E completou: “Mas um cara como ele [LeBron] seria demais. Ele faria o nosso time melhor”.

Com certeza, muleke, com certeza.

Mas para que esse sonha se torne realidade, vocês precisam jogar mais bola e mostrar para os dois que o Chicago não é uma barca furada — como eu penso que é.

RODADA

Por falar em LeBron James e Derrick Rose, os dois se encontram logo mais em Cleveland, quando o Cavs recebe o Bulls.

A vitória diante do Detroit, anteontem, quebrou uma série de cinco derrotas consecutivas do time da cidade dos ventos. Foi no United Center; fora de casa o Chicago parece um time de moças.

É, mas alguém pode questionar o que eu acabo de dizer lembrando que o Chicago bateu o Cleveland em 5 de novembro passado dentro da Q Arena por 86-85. Verdade, mas era outro momento, especialmente porque o Cavs não tinha ainda engrenado.

Hoje está melhor. Venceu dez de seus últimos 12 jogos. Por isso, eu duvido que vá perder novamente.

Outro jogo que chama atenção será disputado em Nova Jérsei. O Nets, que até agora não venceu no campeonato (perdeu seus 18 jogos, no pior início de temporada na história da NBA), recebe o Charlotte.

O Cats é um time instável, mas parece estar se ajeitando com a chegada de Stephen Jackson, muito mais jogador do que Raja Bell. E Gerald Wallace tem, neste início de temporada, uma performance digna de Dennis Rodman nos rebotes.

E com uma vantagem: pontua também.

Kiki Vandeweghe estréia no comando do New Jersey. Tom Barrise não é mais o poderoso chefão: voltou a ser auxiliar técnico.

Todos estão empolgados com a tabela de jogos. Os próximos cinco adversários do Nets (Cats, New York, Chicago, Golden State e Indiana) têm aproveitamento inferior a 50%.

Pra mim, eles vão perder todas; sorry, Kiki.

Outro jogo legal de se ver é Oklahoma City x Boston. O Thunder é um time em franca evolução, enquanto que o Celtics é um time em franca recuperação.

Vem de seis vitórias consecutivas (ontem bateu o San Antonio, no Texas) e parece estar encontrando o basquete que todos acreditam que o time joga.

Ah, pra finalizar, vale o destaque: o Lakers pega o Miami. Quem adivinhar onde vai ser o jogo ganha um doce.

RODADA

O Denver bateu ontem o Miami por 114-96, com 15 pontos, oito rebotes, quatro assistências e dois desarmes de Nenê Hilário. Anotem aí: nos últimos cinco jogos o são-carlense está com uma média de 4.6 assitências.

Chauncey Billups, armador do time, tem 6.1 por partida. Vejam que a diferença é pequena.

Nenê melhora seu jogo a cada rodada que passa.

Num jogo no pau, o Houston bateu o Golden State por 111-109.

Mas o destaque, como eu disse anteriormente, ficou por conta da vitória do Boston diante do San Antonio. O jogo no Texas foi dominado o tempo todo pelo Celtics.

A registrar a belíssima assistência que Rajon Rondo deu para Rasheed Wallace meter uma bola de três ao final do terceiro quarto. Um primor.

Vitória que firma o Boston como favoritíssimo ao título do Leste; derrota que mostra ao Spurs que o time ainda tem que fazer ajustes na equipe.

Notas relacionadas:

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  2. O FUTURO DE LEBRON
  3. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 NBA | 18:11

HISTÓRIA PRA BOI DORMIR

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Aconteceu o que eu previa: Allen Iverson está de volta.

Aliás, nunca acreditei muito nessa história de aposentadoria. Era mais uma história pra boi dormir.

Tanto que nem perdi o meu tempo e nem desperdicei o de vocês com linhas e mais linhas, parágrafos atrás de parágrafos contando a vida deste irrequieto jogador.

Mas dizia eu que Iverson está de volta. Não apenas às quadras, mas também à velha casa: AI voltará a vestir a jaqueta três do Philadelphia depois de dois anos longe de casa.76ers Iverson Basketball

Sua estréia já tem data marcada: será nesta segunda-feira da próxima semana. Adversário: Denver, seu ex-time.

A fratura na mandíbula de Lou Williams ajudou na volta de Iverson à Filadélfia. Williams deverá ficar dois meses de fora.

O acordo de AI (foto AP) com o Sixers é de um contrato não-garantido. Ou seja: pode ser quebrado a qualquer momento sem multa para qualquer das partes.

O jogador receberia ao final desse negócio US$ 1,3 milhão, que é o mínimo que uma franquia pode oferecer para um jogador com dez ou mais temporadas na liga.

Mas há uma cláusula que prevê o seguinte: se Iverson agradar e ficar no time até o dia 10 de janeiro próximo, o contrato passa de não-garantido para garantido e o Philadelphia daria ao atleta mais US$ 700 mil, totalizando US$ 2 milhões até o final da temporada.

Legal; gostei da notícia.

Minha única preocupação é quanto ao jogo de Andre Iguodala. Vocês hão de se lembrar, o jogo de Iguodala cresceu e saltou aos olhos de todos exatamente quando Iverson deixou o Sixers.

O que vai acontecer agora?

Iguodala deu sinal verde para a contratação de Iverson. Disse que gostaria de jogar novamente ao lado do antigo companheiro. Bom sinal, pois Iguodala não atribuiu seu baixo rendimento àquela época à presença de AI no time.

Legal; gostei mesmo da notícia.

RODADA

O Denver voltou a vencer — e novamente em seu Pepsi Center. A vítima foi o Golden State: 135-107.

Um massacre. E Nenê Hilário tem muito a ver com a “chacina”. Fez 18 pontos, apanhou 12 rebotes, deu três assistências e dois tocos.

Mas o destaque ficou por conta do coletivo. Nada menos do que sete jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação.

Nos outros resultados…

… supresa em Nova York! O Phoenix perdeu para o New York! Pode?

Time que quer ser campeão não pode ser dobrado por um adversário mole como é o Knicks. OK, não dá para jogar bem todas as noites.

Vamos nessa então; vamos nessa até porque Steve Nash, que vinha arrebentando nas assistências, dessa vez deu apenas oito.

Acidente de percurso que colocou um ponto final em uma sequência de quatro jogos sem derrota.

Destaque também para a vitória do Miami diante do Portland, no Oregon: 107-100. Duas observações: o Heat melhora aos poucos, fez sua terceira vitória em cinco jogos; o Blazers segue jogando mais na mídia do que em quadra: somou sua terceira derrota consecutiva.

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  2. IVERSON E BROWN DE NAMORICO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 NBA | 21:07

DEMOREI, MAS CHEGUEI!

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Opa, cheguei! Desculpem o atraso, mas minha conexão foi para o espaço por causa de um curto no modem.

Por isso, chego ao botequim apenas neste adiantado da hora. Nem tenho muito mais o que falar sobre o que aconteceu na rodada de ontem da NBA, pois vi que vocês falaram tudo.

Mas como falo pelos cotovelos, digo que lamento a contusão de Leandrinho Barbosa — ainda mais num dia em que ele estava com a mão quente. Tinha anotado 17 pontos em 15 minutos e contribuiu na vitória diante do Toronto, em solo canadense, por 113-94.

Faria mais, muito mais, se não tivesse torcido o tornozelo. E com certeza teria feito do triunfo algo mais ameno do que o foi.

Felizmente o raio-X não constatou nada de grave. Mas o paulistano já afirmou que não entrará em quadra nos próximos dois jogos do Phoenix: amanhã diante do New York e na quarta frente ao Cleveland.

Não teremos, pois, o encontro de brasucas. Haverá aperto de mãos seguido de abraços; e só. Confronto na quadra que é bom, nada.

Mas no sábado, diante do Sacramento, no deserto do Arizona, Leandrinho deverá estar de regresso. Ainda bem.

Outro brasuca em atividade na rodada de ontem foi Nenê Hilário. Mostrou-se econômico novamente no ataque: 10 pontos.

É pouco, precisa melhorar a performance ofensiva. Pedir mais bola e ser mais eficiente nos arremessos (4-8 é ruim para quem joga onde ele joga, com o aro nas fuças).

Ofusco sua produção em outros fundamentos, como rebote (10), assistência (5) e toco (3).

Mas pior do que pontuar pouco foi perder para o Minnesota (106-100). Essa generosidade do Nuggets proporcionou o primeiro triunfo do Wolves fora de casa.

Nem mesmo os 32 pontos de Carmelo Anthony foram suficientes para livrar a cara do time. Sabem por quê?

Porque o banco do Denver, que é bem eficiente, anotou apenas 19 pontos. J.R. Smith, por exemplo, fez sete míseros pontinhos.

Destaque também para a nova vitória do San Antonio, agora diante do Philadelphia por 97-89. Foi o quinto triunfo que o Spurs enfileirou.

Com ele, o alvinegro texano posiciona-se no G-8 do Oeste. Já é o sexto colocado; gostei.

RECADO

Rapaziada, como vocês perceberam, os comentários não estão saindo imediatamente após serem postados. Infelizmente, por causa de algumas pessoas, comecei a moderá-los.

Assim, leio-os primeiramente e depois jogo-os para o blog. Infelizmente, por causa de dois ou três, a maioria acaba pagando o pato.

Espero que vocês me compreendam.

Notas relacionadas:

  1. A NOITADA DE MELO E NENÊ
  2. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
  3. BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sábado, 28 de novembro de 2009 NBA | 15:27

50 PONTOS, COMO UM MVP

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O jogo foi mais interessante do que eu imaginava. O New York deu um trabalho danado ao Denver e no final até poderia ter levado-a para a prorrogação.

Além da emoção que a contenda proporcionou, dois jogadores roubaram a cena e ganharam a atenção de todos que viram, ao vivo ou pela tevê, o embate que terminou com vitória do Nuggets diante do Knicks por 128-125.

Al Harrington veio do banco e marcou 41 pontos para os nova-iorquinos. E mais: pegou uma dezena de rebotes, a metade no ataque.

Foi dormir com a consciência tranquila; aliás, mais do que tranquila, pois fez além do que se podia esperar dele.

Mas o destaque mesmo foi Carmelo Anthony. O ala do Denver fez 50 pontos, números que entram para sua galeria particular, pois foi sua maior pontuação até hoje desde que entrou na NBA, na temporada 2003/04.

Junta-se a Brandon Jennings (Milwaukee) como os dois únicos jogadores nesta temporada a atingir cinco dezenas de pontos. Foi a nona vez que um jogador da franquia consegue tal pontuação.

Melo jogou muito.

Na maioria das 16 oportunidades em que visitou a linha do lance livre (encestou 15 bolas), ouviu dos 19.155 torcedores que lotaram o Pepsi Center: “MVP! MVP! MVP!”.

Precipitado?

Claro que muita coisa ainda vai acontecer na temporada, mas, no momento, Carmelo joga como um MVP. Além dos 50 pontos anotados ontem à noite, é o único jogador nesta temporada a ter cravado pelo menos 20 pontos em cada uma das partidas disputas — e foram 16 até o momento.

Já disse, mas não custa nada repetir, embora o nosso parceiro Luis Carlos vá espernear: Melo é o melhor jogador do campeonato neste instante da competição.

Carmelo Anthony encara Danilo Gallinari na vitória do Denver Nuggets sobre o New York Knicks (Foto: AFP)

Carmelo Anthony encara Danilo Gallinari na vitória do Denver Nuggets sobre o New York Knicks (Foto: AFP)

DUELO

Nenê Hilário teve muitas dificuldades diante de David Lee — outro dos grandes pivôs da nova geração. O nova-iorquino deixou a quadra com 23 pontos e dez rebotes.

O são-carlense foi econômico nos pontos: nove apenas. Mas isso se explica porque faltou-lhe bolas nas mãos. Elas estiveram quase sempre com Carmelo, claro, e também com Chauncey Billups, que marcou 32 tentos.

De qualquer maneira, Nenê foi teve um duplo dígito nos rebotes: 11. Deu ainda cinco assistências, dois tocos e tomou uma vez a bola do inimigo.

Foi bem.

FILEIRA

O Denver, contando prélios da temporada passada, somou sua 17ª. vitória seguida jogando diante dos fãs. Em jogos da temporada regular, é bom que fique claro, pois o time perdeu duas contendas para o Lakers em seu Pepsi Center nas finais do Oeste.

É a maior invencibilidade caseira no momento.

OUTRA

Desses 17 jogos invictos em casa, sete foram nesta temporada. O Phoenix também não foi dobrado diante dos fãs neste campeonato.

Jogou, no entanto, uma partida caseira a menos do que o Denver.

Falando em Suns, ontem o time viajou até o estado dos lagos e sapecou mais uma vitória na competição: 120-95 no Minnesota. Steve Nash não conseguiu um duplo dígito na pontuação, mas sim nas assistências: 11.

Nosso Leandrinho Barbosa voltou a jogar pouco — e por isso mesmo a produzir pouco. Fez apenas dez pontos, mas encontrou espaço no escasso tempo concedido a ele para entregar cinco bolas precisas a seus companheiros que se transformaram em cesta.

Dois itens me intrigam no Phoenix:

1) O time joga mais do que eu imaginava (é o líder do Oeste!);

2) Por que Leandrinho caiu tanto no conceito do técnico Alvin Gentry?

Não tenho nada com a vida das pessoas, cada um faz o que bem entende e o que entende ser o melhor para a sua vida. Mas como sou pago para opinar, lá vai: Leandrinho está se enterrando no Phoenix.

VAREJÃO

O capixaba, ao contrário do paulistano, cumpre bem o seu papel e tem recuperado o prestígio junto ao treinador (Mike Brown).

Na surpreendente derrota do Cleveland para o Charlotte, na Carolina do Norte, por 94-87, Anderson Varejão ficou em quadra 28 minutos, oito a mais do que J.J. Hickson, o homem que tomou-lhe a vaga no quinteto titular.

Hickson voltou a mostrar timidez no ataque: cinco pontos. Pior do que isso foi o seu desempenho nos rebotes: um.

Neste momento, não se justifica mais entregar a Hickson minutos adicionais e que pertenciam a Varejão. O brasuca, se foi mal na pontuação (dois tentos), ajudou barbaramente nos rebotes: 11 (quatro deles no ataque). Deu ainda dois tocos.

Como disse, recupera aos poucos o prestígio junto ao treinador.

REBOTEIRO

Alguém consegue entender a intromissão do ala Gerald Wallace entre os melhores reboteiros do campeonato? É o quarto melhor neste quesito, com uma média de 11.7 por partida.

Chris Bosh está em primeiro na lista. Sabe quantos ressaltos ele pega por contenda disputada? 11.9. Depois vem Dwight Howard, com 11.8.

Como se vê, a diferença é praticamente inexistente.

E é bom frisar: Bosh mede 2m08 e Howard 2m11. Wallace tem 2m01 de altura.

Ontem, o ala do Cats pegou 14. Foi o reboteiro da partida.

IRRITAÇÃO

Sei que o Caio, outro de nosso parceiro neste botequim, vai ficar irritado. Mas, como se diz, perco o amigo, mas não perco a piada.

No caso, não é chiste, anedota ou gracejo. É apenas constatação: o San Antonio não é mais o Grêmio da NBA.

Ontem o Spurs visitou o Houston e fez sua primeira vitória fora de casa nesta temporada. Bateu o Rockets por 92-84.

E sabe por que ele venceu? Porque Antonio McDyess esteve impossível: 15 pontos e 14 rebotes.

Ah se fosse sempre assim… Tim Duncan poderia respirar um pouco (afinal, é veterano e não tem o mesmo fôlego de antigamente) e com o pulmão tinindo, poderia passar das duas dezenas de pontos (como aconteceu ontem) e ajudar o time a construir vitórias.

Agora, o recorde do Spurs longe da cidade do Álamo é de 1-5. Precisa melhorar, certo, JP?

Notas relacionadas:

  1. ROY, 52 PONTOS, DESTRÓI O PHOENIX
  2. COMO EXPLICAR O INEXPLICÁVEL?
  3. COMO SERIA BOM SE NENÊ VOLTASSE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 27 de novembro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 17:36

VAREJÃO, O MELHOR DE TODOS

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Anderson Varejão foi eleito o melhor jogador de basquete deste ano de 2009. Como recompensa, levará para casa o Prêmio Brasil Olímpico.

Justa escolha, pois o capixaba foi de fato o melhor basqueteiro neste ano. Foi o líder e a referência da seleção brasileira na Copa América, conquistando não apenas a vaga para o Mundial do ano que vem na Turquia, mas também o título do torneio, calando quase 20 mil porto-riquenhos dentro do Coliseu Roberto Clemente.BRA_Varejao_Anderson202.jpg

Deixou para trás jogadores importantes, como Leandrinho Barbosa e Tiago Splitter. Isso sem falar na raça de Alex Garcia e no jogo envolvente de Marcelinho Huertas.

Como se vê, temos hoje quase que um time titular que nos agrada. E tudo isso graça a Moncho Monsalve, que deu padrão para nosso selecionado, ensinou nossos jogadores a defender e no ataque não ficarem apavorados, sabendo esperar pelo momento certo para decidir.

Com isso, reluziu o jogo desses atletas mencionados acima. E quem brilhou mais foi realmente Anderson Varejão (Foto Divulgação/CBB).

Como disse, escolha justa.

REFORÇO

Anderson Varejão foi escolhido por jornalistas, cartolas, atletas e ex-atletas. Eles levaram em consideração uma lista de três nomes indicados pela CBB. Que no ano que vem essa galera quebre ainda mais a cabeça na hora de escolher o melhor da temporada 2010, pois torço para que o Brasil faça uma grande campanha no Mundial turco e que jogue reforçado de seu melhor jogador: Nenê Hilário.

RODADA 1

O jogo de Atlanta entre Hawks e Magic foi eletrizante. Não como Orlando x Miami, pois não foi decidido no fim.

Foi empolgante porque o Orlando tirou uma diferença de 14 pontos, quando tudo caminhava para um triunfo dos anfitriões.

Mas eis que o Super-Homem surgiu de alguma cabine telefônica da Philips Arena e com seus 22 pontos e 17 rebotes liderou o time da Flórida em quadra e mostrou aos georgianos que eles ainda têm muito o que fazer se quiserem levar vantagem quando os playoffs chegarem.

Howard contou que tomou um corretivo do técnico Stan Van Gundy no intervalo da partida. Havia finalizado o primeiro tempo com apenas seis pontos.

Anotou 16 no segundo, sendo que dez deles foram no terceiro quarto, quando tudo se resolveu: 28-14 para o Magic.

No outro jogo da noite… bem, no outro jogo da noite novamente o Chicago perdeu. Perdeu vírgula, foi uma vez mais massacrado: o Utah enfiou 105-86 sem piedade, com Carlos Boozer anotando 28 pontos.

Do jogo, nada a falar; do Bulls, apenas uma palavra: ninguém vai fazer nada para mudar este cenário tétrico?

RODADA 2

Dois jogos me chamam a atenção esta noite: Houston x San Antonio, o clássico texano, e Denver x New York.

Na sede da Nasa o Rockets recebe um empolgado Spurs. O alvinegro vem de três vitórias consecutivas e luta para não se tornar o Grêmio da NBA.

Ou seja: quer vencer fora de casa. Até agora, quatro jogos, quatro derrotas.

A chance até que não é pequena, pois o Houston, em seu Toyota Center, tem um recorde de 4-3.

O jogo do Colorado é atraente porque teremos a oportunidade de ver o melhor jogador do campeonato até agora, Carmelo Anthony, e um dos três melhores pivôs da NBA na atualidade: Nenê Hilário.

Destaque, claro, também para:

1) Cleveland, do premiado Anderson Varejão, que vai até Charlotte ver de perto Michael Jordan sentado em sua poltrona ao lado do banco do Cats;

2) Phoenix, do outro brasuca da NBA, Leandrinho Barbosa, que visita o Minnesota que tem um recorde de 1-14 na temporada (apanhou sete vezes diante de seus fãs).

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO E SUA MELHOR NOITE NA NBA
  2. ADMIRADO POR TODOS
  3. O MVP E O MELHOR PIVÔ
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009 NBA | 17:03

BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA

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O final do jogo de ontem em Orlando foi eletrizante. E Michael Beasley quebrou um galhão para Dwyane Wade.

Faltavam oito segundos para o final do encontro. O time praiano tinha revertido um placar desfavorável em 11 pontos; estava pronto para ganhar o jogo.

O telão central da Amway Arena reluzia: Magic 98-97 Heat. Posse de bola para o Miami.

D-Wade assumiu seu papel de herói, pegou a laranjinha e partiu em direção à cesta do arqui-rival. Ao tentar a bandeja, negou fogo.

Foi então que apareceu Beasley. O pivô deu um tapinha na bola e encestou-a, a um segundo do fim. Placar final: Orlando 98-99 Miami.

Com o resultado, o Heat colocou um ponto final numa série invicta de cinco partidas do Orlando.

FOMINHA

Disse ontem aqui nesse botequim que o Orlando joga muito em função de Dwight Howard e que Vince Carter desvia um pouco o foco. Ontem, no último quarto principalmente, aconteceu o contrário.

Carter só tinha olhos para a cesta e seu umbigo. Ignorou os companheiros e comprometeu os planos do técnico Stan Van Gundy em chegar ao sexto triunfo seguido.

Temporada passada, vocês se lembram bem, Howard chutou o pau da barraca porque, no seu entender, não estava sendo tratado como um “franchise player”. Falou em alto e bom som, para que Van Gundy escutasse.

Gostaria de ter estado no vestiário do Orlando depois do jogo de ontem para ver como Howard encarou Carter com a derrota latejando nos ombros de todos.

Se o script de ontem voltar a ser rodado, o Super-Homem vai reclamar. E com razão.

MELONuggets Timberwolves Basketball

Dinho Diniz, parceiro velho de guerra deste nosso botequim, ao mostrar sua predileção quanto aos grandes jogadores desta temporada citou Dwyane Wade, LeBron James e Kobe Bryant, discordando de minha opinião de que Carmelo Anthony é candidato ao MVP desta temporada.

E reforçou sua escolha usando o site da NBA, onde apareceu escrito: “Great, greater e greatest”. Referência, na ordem, a D-Wade, LBJ e Kobe.

Não tem jeito: quando as pessoas encarnam em algo, é difícil mudar o foco. Os jornalistas norte-americanos só têm olhos para esse trio.

O que vem de fora soa desafinado.

Negar o momento de Carmelo Anthony (foto AP) é não acompanhar o campeonato.

Ontem, na vitória do Denver sobre o Minnesota, no estado dos lagos, Melo anotou 22 pontos diante do Wolves (124-111). Ficou o último quarto todinho no banco de reservas.

É o único jogador deste campeonato a ter marcado mais de 20 pontos em todos os jogos disputados. Mesmo assim, os holofotes teimam em não incidir sobre ele.

TRIPLE-DOUBLE

Nenê Hilário, assim como Carmelo Anthony, ficou todo o quarto derradeiro no banco de reservas, vendo os menos privilegiados jogarem. Em três deles, o são-carlense anotou 17 pontos, oito rebotes, seis assistências, três tocos e um desarme.

Fico pensando: será que Nenê chegaria ao “triple-double” se tivesse participado do último quarto?

Dois rebotes a mais, com certeza, ele pegaria. E do jeito que estava fácil pontuar, quatro assistências a mais ele faria.

Uma pena.

MEU BRASIL BRASILEIRO

Nenê Hilário, como vimos, brilhou novamente. E como foram nossos dois outros brasucas?

Recorro ao “box score”, pois não vi nem Cleveland e nem Phoenix jogarem. Sei que os dois times venceram.

O Cavs foi ao palácio de Auburn Hills e bateu o Detroit por 98-88. Ótimo resultado, pois, por mais que o Pistons não esteja lá bem das pernas, jogar em Michigan é sempre complicado.LB

Bom, mas eu falei no Cavs por causa do Anderson Varejão. Nosso capixaba valente anotou… hum… deixe-me ver… quatro pontinhos e fisgou oito rebotes, dois deles no ataque. Deu ainda dois tocos e fez o mesmo número de desarmes.

Analisar apenas pelo “box score” é complicado, mas Varejão precisa pontuar mais. Até porque J.J. Hickson foi mal ontem: sete pontos.

Tanto assim que Varejão ficou em quadra 33 minutos contra 27 do “companheiro” (coloquei entre aspas porque ambos brigam pela vaga).

Vale, claro, mencionar também os números de LeBron James: 34 pontos, oito rebotes e sete assistências.

Já o Phoenix dobrou o Memphis por 126-111. Leandrinho Barbosa (foto AP marcando DeMarre Carroll) foi bem, gostei do que vi: 15 pontos em 25 minutos.

Acertou a quadra de lances livres cobrados, fez 1-3 nas bolas triplas e 4-7 nas duplas. Apanhou também quatro rebotes, deu duas assistências e fez um desarme.

Como disse, foi bem.

Quanto aos demais, Steve Nash cravou 16 assistências. Mas o que chamou mesmo a atenção foram os dez rebotes ofensivos apanhados por Zach Randolph (13 no total), que somados aos 24 pontos anotados fizeram dele um dos destaques da partida.

RODADA

Hoje à noite, apenas dois jogos. O Atlanta recebe o Miami (vale a pena ver o Hawks em quadra, o time está jogando uma bola bem redondinha) e na sequência o Bulls visita o Jazz em Utah.

Hoje é dia de dormir bem tarde.

Notas relacionadas:

  1. O TIME É ÓTIMO, MAS A TABELA AJUDA
  2. DWYANE WADE TRUCIDA O CATS
  3. RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA
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