CHICAGO QUER VDN FORA DO BULLS
Peço desculpas aos parceiros deste botequim que não torcem para o Chicago, mas o momento é do Chicago. Portanto, sigo na mesma toada: falando do Bulls.
Vinnie Del Negro segue treinando o time. Nenhum movimento foi visto pelos lados da franquia que pudesse indicar que o treinador será demitido.
A insatisfação na cidade, no entanto, existe.
A edição eletrônica do jornal “Chicago Tribune” postou uma enquete para os torcedores se manifestarem sobre a situação. A pesquisa pergunta: Quando o Chicago deveria demitir o treinador?
As alternativas são:
1) Já. Pegue o telefone agora;
2) Antes do final do ano;
3) Depois do último jogo da temporada;
4) Antes de o Bulls escolher seu jogador no draft do ano que vem;
5) Jamais. Mantenha-o!
O resultado até o momento é o seguinte:
1) 54%;
2) 10%;
3) 13%;
4) 5%;
5) 18%.
Ou seja, os torcedores querem a saída imediata de VDN do comando técnico do time.
Eu já votei. Cravei, claro, a alternativa 1.
Como diz nosso parceiro Gabriel, fora VDN!
ASG
Fui insensível a algumas vozes neste botequim que me chamaram a atenção para a primeira apuração dos votos dos torcedores que vão escolher os dois quintetos para o “All-Star Game”.
Chamaram-me a atenção porque Nenê Hilário aparece no terceiro posto no Oeste, atrás apenas de Amaré Stoudemire (Phoenix) e Andrew Bynum (Lakers).
O pivô do Suns lidera a votação entre os “centers” com um total de 447.776 votos. Bynum tem 299.484, enquanto Nenê foi o preferido de 90.439 torcedores.
A diferença é grande. Tudo indica que Amaré e Bynum vão brigar pelo primeiro posto.
Mas aparecer entre os Top 3 é muito significativo. E como alguém mesmo disse, sem uma campanha aqui no Brasil para se votar no jogador, como acontece, por exemplo, na China em relação a Yao Ming.
Torcedores e especialistas têm reconhecido o valor de Nenê nesta temporada. Eu também; tanto que postei um texto aqui mesmo neste botequim dizendo ser o são-carlense um dos três maiores pivôs da NBA na atualidade.
Fui maltratado (no bom sentido, é claro) por muitos frequentadores. Mas a prova de que eu estou no caminho certo está aí: a votação popular e algumas manifestações de treinadores.
Se Nenê continuar sendo bem votado (e sem o sufrágio dos brasileiros, é bom frisar novamente), tem tudo para ser escolhido pelos técnicos para figurar no time do Oeste.
Até porque Amaré faz um 4 e os pivôs ficariam Bynum e Nenê.
Quem vem atrás ameaça? Apenas um.
Marc Gasol, Antonio McDyess, Mehmet Okur, Marcus Camby, Andris Biedrins, Emeka Okafor e Spencer Hawes não me preocupam.
Como Greg Oden, infelizmente, se contundiu, o único que ameaça Nenê é Al Jefferson.
RODADA
Por falar em Nenê, o Denver apanhou novamente para o Detroit. Vendo a partida, fui informado pela FSN que o Nuggets não ganha do Pistons em Michigan desde a temporada 1995!
Caramba, muito tempo!
E ontem, como já falei, o time colorado voltou a perder: 101-99. E perdeu porque Chauncey Billups foi uma lástima em quadra.
O que dizer daquela última bola??? Parecia um louco indo em direção à cesta, com o garrafão congestionado.
Todo mundo esperando o passe, que não veio. O que veio foi a derrota, aliás, merecida.
Quanto a Nenê, o brasuca teve dificuldades para jogar. Foi pouco acionado; arremessou apenas cinco bolas à cesta adversária durante toda a partida. Por isso mesmo, anotou só oito pontos.
Mas foi bem nos rebotes: 11. O são-carlense, no entanto, precisa melhorar a produção ofensiva nos rebotes. Desse total, apenas um foi ofensivo.
Nenê está com médias de 13.3 pontos e 8.9 ressaltos por partida. Já teve números melhores.
Mas, jogando fora de casa, é difícil mesmo sustentar-se em um patamar elevado. A queda é natural, vale para a maioria, numa ou noutra escala.
Quem não ligou para o terreno desconhecido foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets anotou 40 pontos.
Foi sua 14ª. partida marcando quatro dezenas de pontos ou mais nesta temporada. O líder nesta estatística.
Depois de Melo vêm LeBron James (10), Kobe Bryant (9) e Kevin Durant (8).
Quanto aos outros dois jogos, não os vi. Por isso, passo apenas os resultados: Washington 102-104 Boston e Utah 120-111 Orlando.
O jogo de Salt Lake City significou um ponto final em uma série de seis vitórias consecutivas do Magic. Foi a primeira derrota “on the road” do time da Flórida, que jogou seis dos últimos sete jogos longe de sua Amway Arena.
ENQUANTO ISSO…
Enquanto isso o Lakers entra em quadra novamente esta noite. Vai enfrentar o Minnesota. Adivinhe onde?
Um doce para quem acertar.
NOITADA
O Cleveland recebe o Portland atrás de uma vitória, o que não ocorreu nos dois últimos jogos. Três partidas sendo derrotado seguidamente é algo que não acontecesse desde a temporada 2007/08.
Se depender de retrospecto, a chance de evitar o terceiro revés é grande. Isso porque nas duas últimas vezes que LeBron James jogou contra o Blazers em casa anotou um “triple-double”.
Por outro lado, LBJ está com uma média de 3.8 erros por partida nesta temporada. Sua maior desde que entrou na NBA.
Não acredito que o Portland irá oferecer resistência ao Cavs. Greg Oden, Travis Outlaw e Rudy Fernandez estão contundidos. Além deles, o técnico Nate McMillan sofreu uma cirurgia no tornozelo e também não estará dirigindo a equipe.
Outro jogo que chama a atenção acontecerá na Filadélfia. O Sixers recebe o Houston tentando colocar um ponto final em uma sequência de 11 derrotas consecutivas.
Duas delas já com Allen Iverson em quadra.
E o adversário é o surpreendente e indigesto Houston, muito bem dirigido por Rick Adelman. O time texano venceu quatro de seus últimos cinco jogos (apenas um deles em casa) e leva a vida muito bem sem Yao Ming e Tracy McGrady.
Se depender de torcida, o Sixers pode ficar na mão, pois o time tem uma média de 12.852 torcedores por partida, colocando-se em 28º. lugar, à frente apenas de Sacramento (12.145) e Memphis (12.117).
LÍDER
Vocês querem saber qual é o time que tem a melhor média de público nesta temporada? Pois anote aí: Chicago.
O Bulls exibe-se em casa para 20.678 torcedores por partida. Mesmo assim, Jerry Reinsdorf, o dono da franquia, não se toca. Poderia montar um grande time, pois, como o corintiano costumava dizer na década de 1960, “a torcida paga”.
Os dois outros times que têm média superior a 20 mil torcedores por partida nesta temporada são Cleveland (20.562) e Portland (20.400).
Os demais, todos abaixo; inclusive o Lakers, atual campeão. Os amarelinhos têm média de 18.997 torcedores por partida em seu Staples Center. Isso significa a sexta colocação.
Será que Jerry Buss não gostaria de vender o Lakers e comprar o Bulls?
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Amaré Stoudemire, Andrew Bynum, Carmelo Anthony, Kobe Bryant, LeBron James, Nenê Hilário, Vinnie Del Negro
Vinnie, ao contrário, diz não estar preocupado com o seu trabalho — e por extensão com o momento do time. Deveria estar; e com ambos.

UFA!



