BALANÇO DESTA E DA NOITADA PASSADA
Alguns resultados chamaram a atenção na rodada de ontem. Não pela pontualidade deles, mas no contexto do campeonato.
Vejamos…
No sábado à noite, o Lakers foi até Salt Lake City e apanhou do Utah por 102-94. Disse aqui nesse botequim: foi só sair de LA que foi derrotado, numa referência à sequência descabida de jogos em casa que a NBA proporcionou aos atuais campeões da liga.
Muitos parceiros disseram (alguns pensaram em dizer) que jogar em Utah contra o Jazz é complicado e que perder na cidade do lago salgado era mais do que aceitável. Eu concordei; mas com uma ressalva: não é o lugar mais hostil e difícil de trabalhar.
Pois ontem o Minnesota, sim, o pobre Minnesota, último colocado na Conferência Oeste, apenas três vitórias até então no torneio, foi molhar a bunda no lago salgado. Resultado: venceu o Jazz por 110-108.
Al Jefferson (foto AP), aquele que eu digo que pode atrapalhar Nenê Hilário na tentativa de chegar ao “All-Star Game” desta temporada, fez 23 pontos e pegou 12 rebotes.
Outro ponto que chamou a atenção no jogo da EnergySolutions Arena: o armador Deron Williams, dos anfitriões, marcou 38 pontos e deu 13 assistências. Foi seu 10º. “double-double” na competição.
O armador, medalha de ouro em Pequim, está com médias de 20.4 pontos e 10.3 assistências nesta temporada. Em 22 partidas.
Chris Paul, seu grande concorrente na posição, e também ouro olímpico na China, tem 21.1 pontos e 10.8 assistências de média por pugna disputada. No total, foram 15 prélios jogados e oito duplos-duplos.
Como se vê, números semelhantes. A diferença é que o Jazz é o quinto colocado do Oeste e o New Orleans o 11º.
Quando disse aqui que prefiro Deron a CP3, quase fui esganado.
Na Filadélfia, o Sixers (que se parece com o Lakers, só joga em casa!) recebeu o Golden State e finalmente colocou um ponto final em um jejum de 12 partidas sem vencer. Resultado final: 117-101.
Foi também a primeira vitória de Allen Iverson com a camisa 3 do Philadelphia. AI teve ótimo desempenho nos arremessos, pois acertou sete em dez tentados, todos duplos. Nos lances livres, 6-8.
Terminou o encontro com 20 pontos.
Outro destaque do Sixers: sete jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação, sendo que Thaddeus Young, com 26 pontos e 14 rebotes, foi o cestinha e o reboteiro da partida.
Ah como seria bom se desse para jogar sempre contra o Golden State…
Outro destaque ficou por conta do encontro entre Memphis e Boston, no Tennessee. O Grizzlies apareceu com as manguinhas de fora por ter surrado o Miami, na Flórida, por 118-90 (zebraça!).
Esqueceu-se que do outro lado havia uma das equipes mais fortes da liga no momento e que está invicta há 11 partidas. E que das 13 últimas perdeu apenas uma.
E mais: esqueceu-se que enfrentava o líder de toda a NBA, com uma campanha de 20 vitórias e apenas quatro derrotas, um percentual de aproveitamento de 83.3%.
Mas os 110-105 para o Celtics foram no pau. Houve 18 mudanças de líderes e 15 igualdades durante a partida.
O máximo que o Boston conseguiu abrir no marcador foram oito pontos; o máximo que o Memphis pulou à frente foram cinco tentos.
O jogo foi decidido nas bolas de três: o Boston acertou dez em 20 tentadas; o Memphis, 1-13. Ridículo.
Por isso os anfitriões foram derrotados.
Vale destacar também na rodada de ontem os 23 pontos e os 21 rebotes que Dwight Howard fisgou na vitória do Orlando diante do Indiana por 106-98. Quem assistiu a partida, como eu, viu que o jogo foi no pau.
O Pacers está com um time certinho. Nenhuma grande estrela, mas o conjunto é o grande cartão de visita do time de Indianápolis.
Além do quinteto titular (TJ Ford, Brandon Rush, Mike Dunleavy Jr, Troy Murphy e Roy Hibbert), o técnico Jim O’Brien tem ótimas opções no banco em jogadores como Jeff Foster, Earl Watson, Dahntay Jones e o novato Tyler Hansbrough.
Vale a pena ver o Indiana jogar.
Bem, finalmente, o Denver. O time do Colorado bateu o Oklahoma City em casa por 102-93.
Nenê Hilário (foto AP) voltou a jogar seu basquete habitual. Anotou 13 pontos e pegou nove rebotes.
Poderia ter feito mais se não tivesse tido problemas com as faltas, que o levaram ao banco em alguns momentos em que ele deveria estar em quadra, especialmente no terceiro quarto.
No duelo das duas estrelas, Carmelo Anthony e Kevin Durant, o 35 do Thunder venceu: 32 pontos contra 31 de Melo.
Mas uma vez mais pude observar a dificuldade de marcação de Durant. Ele não consegue marcar jogadores que também atuam de costas para a cesta, como é o caso de Melo — e também de LBJ.
Durant é franzino demais e apesar de seus 2m06, não aguenta o tranco. Ontem, deixou a marcação de Melo para Jeff Green e Thabo Sefolosha.
KD vigiou Kenyon Martin, que não joga de costas para cesta, faz o jogo de frente, que se encaixa com o do “muleke” de Oklahoma City. Sugestão: KD precisa aumentar o peso dos ferros que puxa e melhorar na absorção dos suplementos alimentares.
Caso contrário, corre o risco de ficar para trás.
NOITADA
Há vários jogos interessantes esta noite. Vamos a eles…
Logo às 19h o Cleveland recebe o New Jersey em sua Q Arena. Ótima oportunidade para todos os jogadores do Cavs melhorarem suas médias na competição.
O Cleveland vem de sete vitórias consecutivas em casa e com um aproveitamento de 52.7% dos arremessos — o que é muito bom.
Mas não é apenas o individual que interessa ao Cavs. O geral também; sim, pois o time está na quarta posição atualmente no Leste, atrás do Boston, Orlando e Atlanta.
E a chance não poderia ser melhor: joga contra o lanterninha da competição, um time que venceu apenas dois de seus 24 combates.
O site da ESPN fez uma pesquisa com os internautas para saber o que eles acham da partida entre Chicago e Lakers esta noite (23h) no United Center. Resposta até o momento: 71% responderam que os amarelinhos vencem, enquanto que 29% se iludem com uma possível vitória dos vermelhinhos.
Os doutores do Lakers seguem preocupados com Kobe Bryant. O jogador está com o dedo indicador da mão direita quebrado e com dores estomacais.
Será que ele vai querer dar uma de herói novamente? Será que ele vai querer dar uma de Rogério Ceni novamente? Será que ele, fominha, não vai querer ficar de fora se recuperando e dando chance para que outro jogador, em forma, possa atuar em seu lugar e, quem sabe, fazer do time um time mais competitivo?
É fácil jogar nestas situações. Se vai mal, tem a desculpa: ah, também, estava com o dedo quebrado e com dor de estômago, não tinha mesmo jeito de jogar bem. Se vai bem, as pessoas dizem: ta vendo só, mesmo doente o cara foi lá, jogou e foi o melhor em quadra, é mesmo o melhor do mundo.
Não gosto desse tipo de comportamento. Jogador tem que ser profissional e saber que não se deve entrar em quadra sem as melhores condições, pois pode prejudicar o time e acaba sendo desleal com o companheiro que poderia substituí-lo.
Finalmente, destaco também o jogo entre Phoenix e San Antonio. O time de Leandrinho Barbosa (que mais uma vez fica de fora por estar lesionado) é o único que até o momento não perdeu na competição quando jogou diante dos fãs.
Foram oito jogos e oito vitórias. E o Phoenix tem tudo para manter a escrita, pois o Spurs decepciona quando joga fora de casa: 2-5.
O alvinegro está longe daquele time competitivo de outras paragens. Hoje mostra que o peso da idade é um duplo adversário em cada partida.
Bom pro Phoenix, até porque o time vem de cinco derrotas consecutivas fora de casa, sendo que o jogo é em casa e contra um time que só sabe jogar em casa.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Carmelo Anthony, Kevin Durant, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, NBA, Nenê Hilário
APAGADO
ASG
Vinnie, ao contrário, diz não estar preocupado com o seu trabalho — e por extensão com o momento do time. Deveria estar; e com ambos.

UFA!
