A TÁTICA DA CBB

Rubén Magnano à frente da seleção argentina
Notícia publicada no jornal “O Globo” dá conta de que a CBB abriu negociação com o técnico argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004. Quem informou foi o próprio presidente da entidade, Carlos Nunes.
Já disse várias vezes neste botequim que a prioridade tem que ser a renovação de Moncho Monsalve. Já disse também que não sinto muita vontade por parte da CBB que o espanhol continue à frente do grupo.
Esta nova notícia merece também nova interpretação. Penso ser legítimo por parte da entidade querer melhorar o nível do treinador.
Se o seu time é treinador por Mike Brown e você tem a oportunidade de contratar Phil Jackson, por que não contratá-lo? Deve-se contratá-lo e não há por que ser criticado por isso.
Não há como comparar a qualidade de do espanhol com o argentino. É certo que não se pode deixar de reconhecer o trabalho de Moncho junto ao grupo e ao basquete brasileiro.
Mas Magnano é campeão olímpico e vice mundial. Montou esse time argentino que vem encantando o planeta há alguns anos.
Suas credenciais são indiscutíveis. É assim que eu o vejo.
Neste caso, não há como condenar o presidente da CBB.
Este é um cenário.
Por outro lado, na mesma entrevista, Nunes diz que não sabe se o argentino vai aceitar o convite.
Que loucura!!! As negociações engatinham e Nunes sai falando aos quatro ventos?
E se não der certo? Como Moncho vai reagir a essa notícia? Vai se sentir traído? Espanhol, sangue quente, pode muito bem chutar o pau da barraca e mandar todo mundo às favas.
Este é o outro cenário.
Fico me perguntando: se o acordo ainda está em fase embrionária e existe uma grande possibilidade de Magnano não aceitar, será que a cúpula da CBB não estaria usando o argentino para irritar o espanhol para que este mande todo mundo às favas?
Se verdade, seria simplesmente desprezível.

Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano, aqui em jogo contra a Argentina
DE MOLHO
Assim estou. Marcus Vinícius, velho parceiro do nosso botequim, testemunhou minha condição precária quando segunda-feira passada eu comentei pela Rádio Jovem Pan a goleada do Palmeiras sobre o Rio Branco do Acre por 4-1.
“Um caco”, assim ele me definiu. E sinto-me desta maneira mesmo.
Em função dos remédios, tenho sono o dia inteiro. Durmo quando posso, tentando tapeá-lo para estar em forma para ver alguns jogos da NBA.
Mas o sono tem vencido esta peleja. Espero reverter o quadro brevemente.
Por isso, nada vi da rodada passada da maior liga de basquete do planeta. Nada vi é maneira de dizer; claro que vi, pois já dei uma olhada em vários sites e vi highlights de partidas importantes.
Especialmente a cesta derradeira de Rajon Rondo diante do Miami, na Flórida. Que vacilo de Mario Chalmers!
O jogo estava nas mãos do Heat, pois, afinal, faltava menos de um segundo para a buzinada final. Mesmo assim, o Celtics conseguiu empatar e levar a contenda para a prorrogação. E ganhou por 112-106.
Só os grandes conseguem isso; só os campeões desafiam o improvável.
Assim é o Boston, o Cleveland, o Lakers…
Mas o Lakers perdeu para o Clippers! Verdade, perdeu (102-91), mas, como sempre digo, há zebras no basquete e não dá para se vencer todas as noites.
A derrota significou também o fim de um tabu de nove partidas sem perder para o primo pobre angelino. O bom nessa derrota foi que Andrew Bynum voltou a jogar bem: 15 pontos e 14 rebotes.
Voltou a fazer um “double-double” depois de 24 partidas!
Quanto aos brasileiros, Anderson Varejão deixou vitorioso a quadra de sua Q Arena na goleada do Cleveland diante do Washington por 121-98. Wizards que jogou pela primeira vez sem Gilbert Arenas depois que a NBA o suspendeu merecidamente por tempo indeterminado.
Foram 12 pontos, oito rebotes, três assistências, um roubo e um toco do capixaba. Boa atuação, sem dúvida. LeBron James foi o cestinha do time com 23 pontos, mas os míseros sete marcados por Mo Williams chamou a atenção.
Mas voltemos aos brasileiros, pois Leandrinho Barbosa também jogou. Bem, ele gostaria, mas Alvin Gentry deixou-o em quadra por apenas 17 minutos, dez a menos que Varejão.
O paulistano fez apenas nove pontos na vitória do Suns sobre o Houston por 118-110. De restou, zerou em todos os outros fundamentos.
Sobre Leandrinho não há mais o que se falar.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Anderson Varejão, Carlos Nunes, CBB, Gilbert Arenas, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Mo Williams, Moncho Monsalve, NBA, Rubén Magnano
Acabou de ser decidido: Gilbert Arenas (Foto Getty Images) foi suspenso por tempo indeterminado pela NBA. O motivo, todos sabem, mas para quem está por fora do assunto, conto agora: por causa de uma dívida de jogo, que estaria sendo cobrada por Javaris Crittenton, o Agente Zero quebrou o pau com o companheiro de time.
Mais uma rodada da NBA e mais uma vez brasucas brilham. Nem todos, é verdade, pois Leandrinho Barbosa mais uma vez voltou a ter uma atuação limitada e apagada.
Já Varejão fez um “double-double” no triunfo do Cleveland diante do New Jersey, no Garden State. Foram 15 pontos e 12 rebotes, quatro deles ofensivos. Foi, também, o único jogador a anotar um duplo-duplo na partida.

Todos os torcedores do Chicago clamam por isso. As vaias ao final do jogo de ontem, no United Center, eram direcionadas mais para o treinador do que para os jogadores.





Bem, finalmente, o Denver. O time do Colorado bateu o Oklahoma City em casa por 102-93.