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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 15:05

A TÁTICA DA CBB

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Rubén Magnano

Rubén Magnano à frente da seleção argentina

Notícia publicada no jornal “O Globo” dá conta de que a CBB abriu negociação com o técnico argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004. Quem informou foi o próprio presidente da entidade, Carlos Nunes.

Já disse várias vezes neste botequim que a prioridade tem que ser a renovação de Moncho Monsalve. Já disse também que não sinto muita vontade por parte da CBB que o espanhol continue à frente do grupo.

Esta nova notícia merece também nova interpretação. Penso ser legítimo por parte da entidade querer melhorar o nível do treinador.

Se o seu time é treinador por Mike Brown e você tem a oportunidade de contratar Phil Jackson, por que não contratá-lo? Deve-se contratá-lo e não há por que ser criticado por isso.

Não há como comparar a qualidade de do espanhol com o argentino. É certo que não se pode deixar de reconhecer o trabalho de Moncho junto ao grupo e ao basquete brasileiro.

Mas Magnano é campeão olímpico e vice mundial. Montou esse time argentino que vem encantando o planeta há alguns anos.

Suas credenciais são indiscutíveis. É assim que eu o vejo.

Neste caso, não há como condenar o presidente da CBB.

Este é um cenário.

Por outro lado, na mesma entrevista, Nunes diz que não sabe se o argentino vai aceitar o convite.

Que loucura!!! As negociações engatinham e Nunes sai falando aos quatro ventos?

E se não der certo? Como Moncho vai reagir a essa notícia? Vai se sentir traído? Espanhol, sangue quente, pode muito bem chutar o pau da barraca e mandar todo mundo às favas.

Este é o outro cenário.

Fico me perguntando: se o acordo ainda está em fase embrionária e existe uma grande possibilidade de Magnano não aceitar, será que a cúpula da CBB não estaria usando o argentino para irritar o espanhol para que este mande todo mundo às favas?

Se verdade, seria simplesmente desprezível.

Moncho Monsalve em ação no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano

Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano, aqui em jogo contra a Argentina

DE MOLHO

Assim estou. Marcus Vinícius, velho parceiro do nosso botequim, testemunhou minha condição precária quando segunda-feira passada eu comentei pela Rádio Jovem Pan a goleada do Palmeiras sobre o Rio Branco do Acre por 4-1.

“Um caco”, assim ele me definiu. E sinto-me desta maneira mesmo.

Em função dos remédios, tenho sono o dia inteiro. Durmo quando posso, tentando tapeá-lo para estar em forma para ver alguns jogos da NBA.

Mas o sono tem vencido esta peleja. Espero reverter o quadro brevemente.

Por isso, nada vi da rodada passada da maior liga de basquete do planeta. Nada vi é maneira de dizer; claro que vi, pois já dei uma olhada em vários sites e vi highlights de partidas importantes.

Especialmente a cesta derradeira de Rajon Rondo diante do Miami, na Flórida. Que vacilo de Mario Chalmers!

O jogo estava nas mãos do Heat, pois, afinal, faltava menos de um segundo para a buzinada final. Mesmo assim, o Celtics conseguiu empatar e levar a contenda para a prorrogação. E ganhou por 112-106.

Só os grandes conseguem isso; só os campeões desafiam o improvável.

Assim é o Boston, o Cleveland, o Lakers…

Mas o Lakers perdeu para o Clippers! Verdade, perdeu (102-91), mas, como sempre digo, há zebras no basquete e não dá para se vencer todas as noites.

A derrota significou também o fim de um tabu de nove partidas sem perder para o primo pobre angelino. O bom nessa derrota foi que Andrew Bynum voltou a jogar bem: 15 pontos e 14 rebotes.

Voltou a fazer um “double-double” depois de 24 partidas!

Quanto aos brasileiros, Anderson Varejão deixou vitorioso a quadra de sua Q Arena na goleada do Cleveland diante do Washington por 121-98. Wizards que jogou pela primeira vez sem Gilbert Arenas depois que a NBA o suspendeu merecidamente por tempo indeterminado.

Foram 12 pontos, oito rebotes, três assistências, um roubo e um toco do capixaba. Boa atuação, sem dúvida. LeBron James foi o cestinha do time com 23 pontos, mas os míseros sete marcados por Mo Williams chamou a atenção.

Mas voltemos aos brasileiros, pois Leandrinho Barbosa também jogou. Bem, ele gostaria, mas Alvin Gentry deixou-o em quadra por apenas 17 minutos, dez a menos que Varejão.

O paulistano fez apenas nove pontos na vitória do Suns sobre o Houston por 118-110. De restou, zerou em todos os outros fundamentos.

Sobre Leandrinho não há mais o que se falar.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. DECLARAÇÃO CONFUSA
  3. ZEBRA COM NOME EM DALLAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 NBA | 19:40

ARENAS SUSPENSO POR TEMPO INDETERMINADO

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Gilbert ArenasAcabou de ser decidido: Gilbert Arenas (Foto Getty Images) foi suspenso por tempo indeterminado pela NBA. O motivo, todos sabem, mas para quem está por fora do assunto, conto agora: por causa de uma dívida de jogo, que estaria sendo cobrada por Javaris Crittenton, o Agente Zero quebrou o pau com o companheiro de time.

Irritado com a postura de Crittenton, Arenas teria colocado três revólveres sobre a mesa, dentro do vestiário do time, e dito para o desafeto escolher um deles porque a questão seria resolvida à bala. Crittenton teria respondido a Arenas que não precisava do empréstimo porque ele tinha a sua própria.

O caso ainda está sendo investigado pela polícia de Washington e pela própria NBA. Mesmo sem o resultado final das apurações, o comissário David Stern, o manda-chuva da liga, resolveu suspender o jogador indeterminadamente, pois a pressão da opinião pública é muito grande.

O dirigente usou como álibi para a suspensão o fato de o jogador ter admitido portar os revólveres dentro do vestiário do Washington. As regras da NBA sobre armas de fogo são rígidas, pois a entidade proíbe-as em qualquer propriedade de uma franquia, bem como veta a jogadores, dirigentes ou treinadores qualquer envolvimento púbico com armas de fogo.

Cada partida perdida por Arenas custará a ele US$ 147.208,00. Como ainda faltam 50 contendas para terminar a fase de classificação, se ele for condenado, perderá US$ 7.360.400,00!

Daqui a pouco eu volto falando um pouco sobre a rodada de ontem. Ainda digiro a notícia.

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. O PODER DE FOGO DO AMERICANO
  3. NOWITZKI MOSTROU QUE É HOMEM MESMO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 3 de janeiro de 2010 NBA | 10:58

A NOITE DOS BRASUCAS, MAS…

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NenêMais uma rodada da NBA e mais uma vez brasucas brilham. Nem todos, é verdade, pois Leandrinho Barbosa mais uma vez voltou a ter uma atuação limitada e apagada.

De qualquer maneira, Nenê Hilário e Anderson Varejão reluziram em quadras norte-americanas. E como!

O são-carlense foi o vice-cestinha do Denver e do jogo na vitória sobre o Utah (105-95), fora de casa. Teve que mostrar sua fluência ofensiva porque o Nuggets jogou sem Chauncey Billups e Carmelo Anthony, ambos machucados.

Nenê não se fez de rogado e deixou 22 pontos no aro inimigo, um a menos do que Ty Lawson, o grande artilheiro da noite. Se você reclamar que ele pegou apenas cinco rebotes, digo-lhe para olhar na coluna dos roubos de bola: foram seis! E houve também três assistências.

Uma atuação de gala — e não foi contra jogadores medianos, como muitos gostam de dizer, tentando diminuir os feitos de nossos jogadores. Nenê duelou o tempo todo com Carlos Boozer, medalha de ouro com a seleção dos EUA nos Jogos de Pequim.

Alguém se atreve a criticar? Creio que não.

Anderson VarejãoJá Varejão fez um “double-double” no triunfo do Cleveland diante do New Jersey, no Garden State. Foram 15 pontos e 12 rebotes, quatro deles ofensivos. Foi, também, o único jogador a anotar um duplo-duplo na partida.

Mais uma vez ganhou abraços calorosos de LeBron James e companhia, pois mostra que é jogador chave do esquema do técnico Mike Brown. Sem medo de errar, o capixaba é hoje o grandalhão mais importante do Cavs, mais do que Shaquille O’Neal, Zydrunas Ilgauskas e J.J. Hickson.

Alguém se atreve a duvidar? Creio que não.

Dois brasileiros, dois orgulhos para a nação.

JÁ…

Já Leandrinho só não se insere neste rol porque parece temer alçar voos mais altos na NBA. Como já disse aqui, vive feliz no deserto do Arizona, onde é figura popular e respeitada na comunidade de Phoenix.

No seio do time, goza igualmente de popularidade. Veja abaixo o interessante vídeo feito pelo armador Steve Nash durante uma viagem de ônibus do time:

Se a vida social vai bem, a esportiva deixa muito a desejar. Ontem, na surpreendente derrota do Phoenix para o Memphis (128-103), em casa, o paulistano ficou em quadra apenas 11 minutos e anotou míseros seis pontos.

Leandrinho está com média de 20:30 minutos por partida neste campeonato. Temporada passada foi de 24:40; na anterior, de 29:50; e em 2007/08, de 33:10.

Perde espaço visivelmente dentro do elenco.

Mas parece que ele não se importa muito com o fato. Caso contrário, já teria chutado o pau da barraca e pedido: 1) mais minutos em quadra; ou 2) para ser trocado.

Uma pena, pois trata-se de um jogador e tanto.

Alguém duvida? Creio que não.

QUEDA LIVRE

O Phoenix, que já liderou a Conferência Oeste, me parece despencar neste momento. Está em sexto lugar na classificação e com 13 derrotas, duas a menos do que o Utah, o nono colocado.

Antes de começar a temporada eu não coloquei o Phoenix entre os classificados para os playoffs no Oeste. Acho que não vou errar em minha previsão.

ARREMETIDA

Já o San Antonio, que eu temi em certo momento do campeonato por suas atuações irregulares, cresce dramaticamente de produção. É o terceiro colocado no Oeste com 11 derrotas, uma a mais que o Dallas, o vice-líder da região.

Ontem, o Spurs foi a Washington e bateu o Wizards por 97-86. Foi a quinta vitória consecutiva do alvinegro texano; a 11ª nos últimos 13 prélios.

Tim Duncan, uma vez mais, foi a estrela da companhia: 23 pontos. Teve uma mão e tanto vinda do banco: Roger Mason Jr fez 20 tentos.

Por falar em banco, ele foi igualmente fundamental para a vitória do San Antonio. Os reservas texanos impuseram 41-13 no pessoal do Washington.

ALELUIA!!!

E não é que o Chicago voltou a vencer?!?!?! Pois é, ontem o triunfo foi diante do Orlando (101-93), uma das forças do Leste, finalista da última temporada, quando foi derrotado pelo Lakers na decisão do título.

Foi a quarta vitória consecutiva do time na competição, algo que não havia ainda acontecido nesta temporada.

Derrick Rose, com 30 pontos, comandou o time em quadra. D-Rose, aliás, joga neste momento o que dele se espera.

E o resultado é esse: vitórias.

Isso faz com que eu fique cá pensando com meus botões: até onde vai a responsabilidade de Vinnie Del Negro nos insucessos do time nesta temporada?

É certo que ele não entra em quadra; mas é certo também que ele escala o time; como é certo que é ele quem comanda a companhia.

Não sei o que mudou dentro do vestiário do Bulls, mas em quadra a gente vê que a passagem de Kirk Hinrich para o time titular e a volta de Tyrus Thomas depois de se recuperar de lesão mudaram a feição da equipe.

A ponto de ganhar do Orlando, há alguns dias algo impensável. “Se a gente continuar jogando desse jeito, coisas boas acontecerão para nós”, disse D-Rose.

Alguém se atreve a duvidar? Creio que não.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO E SUA MELHOR NOITE NA NBA
  2. NOSSOS BRASUCAS E A SITUAÇÃO DO SAS
  3. UMA NOITE INESQUECÍVEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 NBA | 11:38

UMA NOITE INESQUECÍVEL

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As imagens são mais fortes do que qualquer palavra que eu possa encontrar nesse momento para descrever o que aconteceu ontem à noite em Cleveland. O arremesso certeiro de três pontos de Anderson Varejão (o primeiro de sua carreira na NBA), a 17.2 segundos do final, garantiu a vitória ao Cavs diante de seu rival Hawks por 106 a 101.

Como disse o locutor da TV local, o capixaba esteve em todos os lugares da quadra, inclusive atrás da linha dos três pontos. Foi a sexta vitória seguida do Cleveland (11 jogos invictos em casa), e esta tem que ser creditada ao nosso brasuca.

Seus 14 pontos e nove rebotes não fazem frente aos 48 pontos e dez rebotes de LeBron James, aniversariante do dia (25 anos), mas a grandiosidade dos seus últimos cinco pontos abafa qualquer tentativa de alguém querer ofuscar o seu brilho.

Nada mais a declarar.

Notas relacionadas:

  1. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  2. VAREJÃO BRILHA NA NOITE DAS PERUCAS
  3. NOITE VERDE E AMARELA NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 27 de dezembro de 2009 NBA | 11:58

RESULTADOS EMBLEMÁTICOS

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Dois resultados carimbaram a rodada de ontem: as vitórias do San Antonio sobre o Milwaukee, em Wisconsin, e a do Lakers diante do Sacramento, na capital da Califórnia.

E por que marcaram? Porque foram expressivas e por motivos diferentes.

Os texanos vêm de uma temporada ruim, perdendo jogos fáceis e sendo dobrados por adversários de nível questionável dentro de seu AT&T Center. Já deixei claro neste botequim que temo pela sorte do Spurs nesta competição.

Ontem, o time voltou aos trilhos. Venceu, como disse, o Bucks fora de casa por 112-97.

Anteriormente a isso, considerando-se as últimas dez contendas, suas vitórias foram construídas diante de adversários medianos. Vejamos: bateu em casa Clippers, Indiana, Charlotte e Sacramento; fora, Golden State e Clippers.

Quando se deparou com oponentes de peso, foi dobrado. Vejamos: perdeu para Boston, Denver e Portland, em casa; Phoenix, fora.

É certo também que o Milwaukee não é nenhuma maravilha, mas é um time que vem se ajeitando na competição, graças principalmente ao jogo vistoso e atrevido deste “muleke” chamado Brandon Jennings.

Passaram em Milwaukee nesta temporada e se curvaram ao melhor basquete dos anfitriões times como Denver e Portland. O Lakers, quando esteve no Bradley Center, venceu com as calças nas mãos, precisando, inclusive, de uma prorrogação.

Por isso, vencer em Wisconsin não sãos favas contadas, como ocorria na temporada passada.

Tim Duncan - AP

Tim Duncan - AP

E ontem o San Antonio conseguiu. Mas teve que contar com seu banco: os reservas, como diz o texto da Associated Press, carregaram o time para uma fácil vitória.

Verdade: 51 dos 112 tentos marcados pelo alvinegro vieram da galera do banco. E foram assim distribuídos: Antonio McDyess, 14; Manu Ginobili, 13; Roger Mason Jr. 9; George Hill, 7; Marcus Haislip, 4; e com dois pontos, Theo Ratliff e Malik Hairston.

Tim Duncan foi novamente o cestinha do time (e também do jogo) com 26 pontos. Mas ficou em quadra apenas 32 minutos; não teve que correr por si e pelos demais.

Se Tony Parker fez 16 pontos, deu oito assistências, marca expressiva que ele não atingia havia três partidas, tendo feito, nesses prélios, um total de sete assistências (média de 2.3 por partida).

Isso ajudou o Spurs a vencer a batalha dos passes certeiros por 31-21, mostrando claramente que os texanos jogaram como um time, ao contrário do adversário.

Importante também foram os 12 rebotes que DeJuan Blair pegou, a metade deles no ataque. Isso ajudou o Spurs vencer a batalha pelos ressaltos em 42-30.

Quer dizer: reservas atuantes, time solidário, forte no garrafão, Timmy descansado. Não podia mesmo dar outra: vitória do San Antonio.

É assim que a gente se acostumou a ver o pessoal da Cidade do Álamo jogando desde o final da década passada. Como disse acima, ontem o time voltou aos trilhos.

Resta saber se foi por uma noite ou se será pelo resto do campeonato.

PRORROGAÇÃO

Duas, aliás.

Kobe Bryant - AP

Kobe Bryant - AP

Foi o que o Lakers precisou para ganhar do frágil Sacramento, uma equipe que vem com uma campanha de 13 vitórias e 16 derrotas na competição. E time que quer ser campeão (e o Lakers quer) não pode se enrolar com o Kings.

Mesmo considerando-se a evolução do Sacramento na competição, a ponto de Jeffy Van Gundy, comentarista da ESPN, ter dito que Paul Westphal deve ser eleito o “Coach of the Year” desta temporada.

A gente conhece bem Van Gundy e sabe que ele é dado a esses arroubos. Por isso, deixemos de lado esta observação do antigo técnico do New York.

Voltemos ao que interessa: o Lakers mostra neste momento uma queda em seu jogo. Aliás, se formos analisar ipsis litteris o desempenho do time no campeonato até este momento, vamos constatar que os amarelinhos têm se mostrado falhos na maioria das partidas.

Foi dobrado por adversários fortes (Dallas, Houston, Denver, Utah e Cleveland) e ganhou muitos jogos de adversários medianos com as calças nas mãos, como costumo dizer.

Não se engane: como disse ontem, neste momento, o Boston é mais time que o Lakers.

Quanto ao jogo de ontem, Kobe Bryant foi grande. Anotou 38 pontos em 51 minutos.

Não é muito em se tratando de Black Mamba e pelos minutos que ele teve disponíveis. Mas a gente tem que considerar que ele jogou com o braço direito contundido desde o terceiro quarto, depois de ter levado uma pancada no local.

Mesmo com esta limitação, como disse, foi o nome do jogo.

Tomou uma bola do novato Tyreke Evans quando o jogo se encerrava no tempo normal e estava empatado em 94 pontos. Novamente, fazendo uma das coisas que ele mais gosta: marcar.

Por falar nisso, Koibe relatou que o relaxamento na marcação de Donte Greene, na segunda prorrogação, foi o responsável pela vitória do Lakers: “Ele abaixou os braços e deixou tudo aberto para eu arremessar”.

Resultado: o 24 do Lakers acertou dois petardos triplos no começo do segundo tempo extra e o segundo deles levou o marcador para 109-103, jogando um balde de água fria nas pretensões dos anfitriões.

É sempre bom lembrar: Derek Fisher e Pau Gasol também foram fundamentais para a vitória de ontem.

O primeiro, por fisgar um ressalto de um arremesso triplo de Kobe quando o Sacramento vencia por 101-99 a três segundos do fim da primeira prorrogação. Fish arremessou, errou, mas com o relógio zerando Gasol deu um tapinha e empatou o jogo, levando-o à segunda prorrogação.

BARBOSA

Leandrinho anotou ontem dez pontos na surpreendente derrota do Phoenix para o Golden State (132-127, sem prorrogação, é bom que se diga) na Bay Area de São Francisco.

Foi seu segundo prélio depois de ter se recuperado de lesão.

Resultado surpreendente, como disse, pois perder para o Golden State é dose pra mamute.

GUERREIRO

O Chicago voltou a vencer depois de ter sido humilhado pelo Sacramento (em casa) e de ter apanhado do New York (fora). O bobo da corte foi o New Orleans.

Resultado final: 96-85.

Joakim Noah voltou a se destacar com seus 17 pontos e 18 rebotes (seis deles no ataque). Mas a boa nova ficou por conta do retorno de Tyrus Thomas, que fez seu primeiro jogo na competição. E o fez em grande estilo: 21 pontos e nove rebotes.

E o bom da volta de Tyrus é que veremos Brad Miller menos tempo em quadra. Poupa-nos a íris e a nossa inteligência. Miller ficou em quadra, ontem, apenas cinco minutos — muito, eu diria.

CURITIBA

Pelo segundo ano consecutivo passo as festas de Natal em Curitiba. Adoro a cidade; nem parece que estamos no Brasil.

Povo educado e disciplinado; cidade limpa e organizada. Tingida de verde, numa harmonia perfeita e no ponto com o concreto indispensável para o desenvolvimento.

Amanhã despeço-me dela. Já sinto saudades.

Obrigado pelo carinho da recepção.

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. O CAMPEÃO VOLTOU
  3. ERRO DE AVALIAÇÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de dezembro de 2009 Sem categoria | 16:13

O FIASCO DO ANO

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O que foi mais importante na rodada de ontem à noite? A quebra da invencibilidade do Phoenix em sua American West Arena, ao ser derrotado pelo Cleveland, ou a vexatória derrota do Chicago para o Sacramento dentro de seu United Center depois de ter aberto uma vantagem de 35 pontos?

Fico com a segunda alternativa — até porque ela trará conseqüências, creio eu. E que conseqüências são essas? A demissão de Vinnie Del Negro.

Não, não tenho qualquer informação a respeito e nem descobri nada de novo navegando pela internet. E olha que eu tenho surfado pra burro.

Mas nada; Del Negro continua à frente do time.

Acho que nada acontecerá até amanhã. Até porque o time entrará em quadra novamente esta noite, diante do Knicks, em Nova York, 22h30 de Brasília.

Deve perder novamente. Além de sua fraqueza técnica, tática, física, há a fraqueza emocional. O Chicago definha em quadra a cada partida.

Depois da previsível e esperada derrota desta noite, Del Negro deve desembarcar o O’Hare International Airport de Chicago com o bilhete azul nas mãos.

Sim, pois a derrota de ontem para o Sacramento foi um dos maiores fiascos da história da NBA. O time, como disse acima, vencia o Kings por 35 pontos de diferença (79-44) quando o relógio do telão central do ginásio do Bulls marcava 8:50 para o final do terceiro quarto.

Quando Luol Deng acertou um de seus dois lances livres, a 1:59 do final do jogo, levando o placar para 96-94, foi a última vez que o Chicago foi visto à frente no marcador.

Em 27 de novembro de 1996, o Utah saiu de uma desvantagem de 36 pontos diante do Denver e venceu a partida.

De lá para cá, nunca mais viu-se uma reviravolta desse tipo. Foram necessários 13 anos para que outra virada histórica acontecesse.

Já não encontro mais palavras para definir a situação. Só sei que algo tem que ser feito — e espero que seja feito esta noite.

O elenco não se emociona e nem compreende mais Vinnie Del Negro. Este, deveria ter dignidade e pedir para sair.

Kings Bulls BasketballTodos os torcedores do Chicago clamam por isso. As vaias ao final do jogo de ontem, no United Center, eram direcionadas mais para o treinador do que para os jogadores.

Fora VDN!

DEFINIÇÃO

Após a partida, o ala Andres Nocioni, ex-jogador do Bulls, hoje vestindo a camisa do Kings, declarou: “Este jogo foi absolutamente maluco. Eu já atuei em muitas partidas contra seleções e fiz muitos jogos na NBA. Eu nunca vi nada igual. Eu não sei se nós ganhamos o jogo ou se foi o Chicago quem perdeu”.

Importante: Noce foi aplaudidíssimo pelos 19.631 torcedores que lotaram mais uma vez o United Center. O argentino era adorado pelos fãs do Bulls, especialmente por sua garra e lealdade.

SHOW

Também não sei se o Chicago perdeu ou se o Sacramento ganhou. O fato é que o time da capital da Califórnia parecia batido e conformado com a derrota.

Tirou forças não sei de onde. Ou melhor, sei: do basquete extraordinário deste “muleke” danado chamado Tyreke Evans (foto AP).

O “rookie” fez 23 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto, quando tudo se decidiu.

Evans e Brandon Jennings surgem como os dois candidatos mais fortes para ganhar o “Rookie of the Year” desta temporada.

Depois do jogo de ontem, ele deve estar liderando na casa de apostas de Londres.

BABAU

Depois de uma dezena de partidas sem perder em seu ginásio, o Phoenix foi dobrado pelo Cleveland. E olha que o time do Vale do Sol já havia enfrentado dois adversários de peso, Orlando e San Antonio, tendo passado por ambos.

Mas ontem não deu.

Liderado por LeBron James (29 pontos), o Cavs enfiou 109-91 no adversário numa vitória incontestável.

Anderson Varejão fez outra partida ofensiva muito boa: 13 pontos. Mas foi discreto nos rebotes: quatro. Deu dois tocos também, que foram muito bem vindos no cômputo geral.

Vitória importante depois da inesperada derrota diante do Dallas. Com ela, o time se sustenta na terceira colocação no Leste, mas só está à frente do Atlanta (o quarto) porque é o líder da Divisão Central.

No geral, o Hawks tem um aproveitamento de 73.1% contra 72.4% do Cavs.

RESULTADOS

Os outros “scores” da rodada de ontem foram:

Indiana 81-84 Milwaukee
Orlando 104-99 Utah
San Antonio 103-87 Clippers

Notas relacionadas:

  1. LEBRON, UM ESPETÁCULO À PARTE
  2. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
  3. DEFESA FRÁGIL
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 14:26

ZEBRA COM NOME EM DALLAS

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Tim Thomas x Anderson Varejão em Dallas

Varejão x Tim Thomas em Dallas

Dirk Nowitzki tem média de 26 pontos por jogo. Ontem, ao abrir as portas de seu American Airlines Center para o Cleveland, o Dallas apresentou seu elenco para o jogo entre ambos e nele não constava o alemão.

Contundido no cotovelo direito, Dirk foi visto sim, mas em trajes civis, ao lado dos jogadores reservas do Mavs. Desfalque e tanto.

Ainda mais quando o adversário chega capitaneado por LeBron James e com o status de um dos melhores times da liga no momento.

Dá pra vencer sem Nowitzki?

Rick Carslile e todo o grupo, evidentemente, acreditavam na vitória. Afinal, ninguém entra em quadra derrotado.

E essa história de que em basquete não há zebras, e que surpresas não acontecem, é história pra boi dormir e é papo furado de quem fala sem conhecimento de causa.

Pois bem, e a zebra aconteceu ontem no American Airlines Center.

Não só o Dallas venceu o Cleveland (102-95), como Tim Thomas, um veterano ala de força que perambula pela liga há 13 temporadas, tornou-se o nome do jogo, com 22 pontos marcados, quatro a menos do que Nowitzki.

Alguém poderia imaginar que isso fosse acontecer? Eu, sinceramente, esperava por uma vitória do ?Cleveland.

Mas como em basquete também há zebras, ela deu o ar da graça ontem à noite em Dallas.

DEFESA

Algo, por exemplo, que Steve Nash não sabe do que se trata. Mas não é do canadense que eu quero falar — vamos deixá-lo em seu canto.

Falo de defesa para dizer que o Dallas bateu o Cavs na defesa. Sim, pois LeBron James, embora tenha anotado 25 pontos, cravou apenas dois no quarto decisivo, quando tudo se define.

Defesa, talvez o principal alicerce do basquete, que ajudou o Dallas a bater o Cleveland e que Steve Nash não faz a menor idéia do que se trata.

Mas vamos deixá-lo em paz, até porque, com a bola nas mãos e atacando, poucos têm a lucidez e a inteligência do armador do Phoenix.

VAREJÃO

O brasuca foi bem na derrota de ontem. Marcou 13 pontos e pegou oito rebotes.

Mas poderia ter marcado um pouco melhor Tim Thomas nos momentos em que o surpreendente jogador do Dallas esteve sob seus olhares.

De qualquer maneira, desculpa-se isso também, pois, afinal de contas, como vimos, ontem foi o dia da zebra em Dallas.

E contra ela ninguém pode.

DEFINIÇÃO

Leio na internet que a CBB prorrogou uma vez mais a decisão de renovar ou não o contrato de Moncho Monsalve. O treinador abriu as portas de sua casa, em Múrcia, na Espanha, e recebeu André Alves, diretor técnico da CBB, e Vanderlei Mazzuchini, diretor das seleções masculinas.

Falaram sobre o planejamento visando o Mundial do ano que vem na Turquia, discutiram os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e quando o assunto chegou à Olimpíada do Rio de Janeiro, em 16, a conversa emperrou.

Isso porque a CBB quer traçar um planejamento até a Olimpíada brasileira. Moncho, como se sabe, pretende aposentar-se ao final dos Jogos de Londres.

Por causa disso, Alves e Mazzuchini pegam o avião esta noite, chegam amanhã ao Brasil e dizem ao presidente Carlos Nunes que Moncho não poderá dirigir a equipe nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Eu pergunto: e daí?

Moncho pode muito bem cumprir o ciclo por ele imaginado e preparar José Neto, que é seu auxiliar, para assumir o comando da equipe quando o espanhol se aposentar.

Simples, não é mesmo?

Por que algumas pessoas teimam em procurar pelo em ovo?

TRISTE

Não vi o jogo, mas leio também na internet que o pau quebrou ao final da partida entre Paulistano e Pinheiros, no ginásio do Jardim Europa (Pinheiros).

A briga envolveu dirigentes do Pinheiros e integrantes da comissão técnica do Paulistano.

Que coisa, hein! Sempre a mesma história: ninguém sabe perder. O brasileiro é um povo incapaz de lidar com perdas, frustrações esportivas.

Sinceramente, não tenho a menor vontade ou motivação para assistir a cenas desse tipo.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. NÚMEROS QUE ENGANAM
  3. A ZEBRA DA TEMPORADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 19 de dezembro de 2009 NBA | 11:46

A ZEBRA DA TEMPORADA

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A festa estava armada. Antes de o jogo contra o Philadelphia começar, Ray Allen foi presenteado com a bola da partida contra o Washington, terça-feira da semana passada, quando o armador do Celtics atingiu a marca dos 20 mil pontos na carreira.

Allen, campeão da temporada retrasada com a camisa alviverde, tornou-se o sexto jogador com a camisa do time de Massachusetts e o 33º na história da NBA a atingir tal marca.

E teve mais: para alegria dos 18.624 torcedores que estavam presentes no TD Garden, no intervalo da partida um torcedor batizado Chris Miller acertou um arremesso do meio da quadra e faturou US$ 50 mil!

O Boston estava invicto havia 11 partidas. Das últimas 13, havia vencido uma dúzia delas. O Sixers, o adversário (lembram-se?) chegou para a partida sem Allen Iverson, com dores no joelho esquerdo.

Rumo, pois à 12ª vitória consecutiva, certo? Bem… bem, deixe-me acionar o botão “foward” e vamos até os momentos finais da partida de ontem, que foi migalha a migalha em praticamente todo o quarto final.

A 23 segundos do final da partida, Kevin Garnett (21 pontos, 10 rebotes e quatro tocos) bateu dois lances livres e colocou o Boston na frente em 97-96. Depois do pedido de tempo, o Sixers armou sua jogada para que Marreese Speights finalizasse, afinal, o pivô estava com a mão quente. Do banco veio e do banco contribuiu com 17 pontos e 10 rebotes.

Speights, todavia, falhou no arremesso. Bola no aro, bola que sobe, bola que cai nas mãos de Elton Brand, outro que veio do banco e, com a mão quente, deu um tapinha na laranjinha e fez seu 23º ponto no jogo: Philadelphia 98-97 Boston.

Tempo de Doc Rivers. Jogada armada para a finalização de Paul Pierce. O ala estava com a mão fria: nove pontos, então com 4-11, sendo 1-3 nos arremessos triplos. Chutou e…. deu bico!

Allen pegou o rebote e no desespero, com o cronômetro marcando menos de um segundo para o final, arremessou: bico de novo!

Final do jogo: Philadelphia 98-97 Boston.

Fim de uma série de onze partidas invictas do Celtics. Início talvez de novos tempos para o Sixers, que de seus últimos quatro jogos venceu três, Sixers que, antes disso, vinha de uma série de 12 partidas sem ganhar.

Foi sem dúvida a grande zebra do campeonato até o momento. Alguém, em sã consciência, podia imaginar que o Philadelphia iria ate Boston e ganharia?

O jogo da noite, com certeza.

Rajon Rondo

RODADA

Partida que também emocionou foi a disputada em Dallas, no clássico entre Mavs e Houston. O Rockets venceu, na prorrogação, por 116-108, mas a contusão de Dirk Nowitzki, que deixou a partida ainda no segundo quarto, contou muito para que isso ocorresse.

Quando o alemão chocou-se com Carl Landry ao tentar uma bandeja com o garrafão congestionado (Landry também deixou a partida lesionado), o placar do American Airlines Center marcava 27-26 para os anfitriões.

Dirk bateu os dois lances livres, fez apenas um e levou o placar para 28-26. Faltavam 9:26 para acabar o quarto. Nowitzki saiu e não mais voltou.

O Houston fez uma corrida de 18-5, fechou o primeiro tempo em 49-41 e foi controlando a partida. Não conseguiu fechá-la no período regular; precisou de um extra, mas venceu.

Nos jogos envolvendo brasucas, o Cleveland bateu o Milwaukee por 85-82, com uma atuação discreta de Anderson Varejão: em meia hora em quadra, seis pontos e sete rebotes.

LeBron James fez 26 pontos e comandou o Cavs em seu 20º triunfo na temporada.

Nenê Hilário não teve a mesma sorte do capixaba. O são-carlense foi até New Orleans e com seu Denver acabou derrotado por 98-92.

Mau resultado, pois o Hornets não mete mais medo em ninguém, em que pese a excelência de Chris Paul, 30 pontos, 19 assistências e nove rebotes! Foi a atuação da noite de ontem; ninguém jogou tanto como CP3.

Nenê fez 15 pontos, apanhou dez rebotes e deu três tocos. Bons números, bom jogo.

Os outros resultados da rodada:

Toronto 118-95 New Jersey
Atlanta 96-83 Utah
Minnesota 112-96 Sacramento
New York 95-91 Clippers
Oklahoma City 109-98 Detroit
Memphis 107-94 Indiana
Golden State 109-118 Washington

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 NBA | 12:45

PHOENIX, UM TIME DESEQUILIBRADO

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Suns e Spurs, que se enfrentaram no dia 15 de dezembro, duelam pela liderança da conferência

Suns e Spurs, que se enfrentaram em 15 de dezembro, disputam posição na Conferência Oeste (foto Getty)

Pois é, o Phoenix, que já liderou a Conferência Oeste, é hoje o quarto colocado, com Utah e San Antonio em seu calcanhar. O Suns tem nove derrotas, contra dez dos dois rivais.

Ameaçado pelo San Antonio, não se esqueçam, que ontem eu disse que se não abrir os olhos pode ficar de fora dos playoffs desta temporada. Então isso significa que o Phoenix também corre riscos?

Claro que sim; aliás, em minhas previsões, eu deixei o Suns fora dos playoffs, vocês se lembram bem disso.

Aos poucos, com o campeonato se desenvolvendo, os times vão mostrando sua cara. E a cara do Phoenix, insisto, ainda não é essa; ela continua bonita demais para o elenco que tem e o treinador que o comanda.

O Suns é uma equipe desequilibrada. Em casa vai muito bem, obrigado. Tem um recorde de 9-0. Única equipe invicta em seus domínios, 100% de aproveitamento.

Fora dela, no entanto, o desempenho é ruim em se tratando de uma equipe que planeja chegar aos playoffs. Seu recorde em terra estranha é de 8-9. Ou seja: 47%, recorde negativo.

Ontem, o time do Vale do Sol foi até o Oregon enfrentar o Portland. Perdeu por 105-102. Perdeu de um adversário que tinha apenas nove jogadores à disposição de seu treinador.

E quem foi o melhor jogador do adversário? O armador reserva, Jerryd Bayless, autor de 29 pontos.

Bayless foi cestinha, aliás, do time e da partida. Bayless, se você não sabe, é o terceiro armador do Blazers, pois à frente dele estão Steve Blake e Andre Miller.

MUITO PRAZER

Jerryd Bayless, do Blazers (foto Getty)

Bayless, do Blazers (foto Getty)

Eu nunca tinha ouvido falar em Jerryd Bayless, confesso minha ignorância. O muleke (21 anos) foi recrutado na temporada passada de Arizona, uma das melhores faculdades dos EUA quando o assunto é basquete.

E isso acontece porque o Portland, como sabemos, está todinho estropiado por causa de lesões em seus atletas. Greg Oden, Rudy Fernandez e Travis Outlaw não podem entrar em quadra.

Bayless, apesar de estar jogando sua segunda temporada, mostrou equilíbrio e frieza nos momentos decisivos. Derrubou três lances livres no final da partida, que acabaram por garantir a vitória aos anfitriões.

Seu desempenho merece registro: em 29 minutos, encestou sete em 12 bolas de dois pontos, 2-3 nas triplas e 9-12 nos lances livres. Deu quatro assistências e apanhou três rebotes.

Olho nele.

EXAGERO

O Chicago bateu o New York ontem na cidade dos ventos. O jogo envolveu o arranca toco contra o perna de pau. Ou seja, dois dos piores times da liga no momento.

Como disse, o Chicago bateu o New York ontem em Illinois. Placar: 98-89.

Alguém viu a partida? Se não viu, eu conto um aspecto do jogo que me chamou a atenção: o Knicks arremessou nada menos do que 47 bolas triplas em 48 minutos de jogo!

Ou seja: a cada minuto o Knicks mandava uma bola contra o aro do Bulls.

O time nova-iorquino foi o retrato escarrado das equipes brasileiras. Nossos jogadores só sabem fazer pontos de duas maneiras: bolas triplas ou infiltração. Não se vê arremessos da zona morta ou da cabeça do garrafão.

O jogo é horrível — pelo menos aos meus olhos.

E foi exatamente isso que o New York fez ontem contra o Chicago. Perdeu; e bem feito!

O desempenho do Knicks foi de 34% nessas bolas longas; ou seja, 16-47. O armador Chris Duhon, ex-jogador do Bulls, perguntado depois da partida sobre este exagero, respondeu: “Esse é o nosso plano de jogo. Se alguém estiver aberto e livre, recebe a bola e arremessa”.

Joakim Noah e Danilo Gallinari duelam na partida de quinta-feira entre Bulls e Knicks

Joakim Noah e Danilo Gallinari duelam na partida de quinta-feira entre Bulls e Knicks (foto AP)

DERBY

Finalmente, no outro jogo da noite, o Miami deu uma surra no Orlando jogando à beira-mar. Resultado: 104-86.

O Heat teve o controle da partida desde que ela começou. Foi a segunda vitória do Miami diante do Orlando nesta temporada, pois na peleja anterior, jogada na terra do Mickey Mouse, o Magic foi batido depois de um início de cinco jogos e cinco vitórias.

NOITADA

Hoje à noite teremos uma rodada com 11 partidas. A que me chama a atenção é a que vai colocar frente a frente Cleveland e Milwaukee.

A contenda está marcada para a Q Arena de Ohio. O Cavs é favorito, mas o basquete que o Bucks mostrou diante do Lakers o credencia a jogar de igual para igual contra os anfitriões.

Branon Jennings, que amargou um banco violento no último quarto do prélio contra o Los Angeles (Luke Ridnour jogou uma barbaridade), deve estar mordido.

Se entrar com o espírito de querer mostrar ao treinador, Scott Skiles, de que ele não deveria tê-lo deixado de fora, teremos um duelo sensacional do mais forte candidato ao “Rookie of the Year” desta temporada contra Mo Williams, o melhor suporte a LeBron James no time do Cleveland.

E, claro, o jogo também me chama a atenção pelo fato de Anderson Varejão estar em ação.

O jogo começa às 23h de Brasília. No mesmo horário, Nenê Hilário entra em quadra com seu Denver, que vai até New Orleans enfrentar o Hornets.

A noitada tem tudo para ser dos brasileiros, concordam?

AGRADECIMENTO

João Bosco Tureta, meu velho amigo e que há muitos anos mora em Miami, gentilmente citou este blog na transmissão do jogo de ontem entre Heat e Magic. Ao lado de Marcos Cesar, transmite ao vivo para o Brasil as partidas das quintas-feiras da NBA pelo canal a cabo Space.

João Bosco, obrigado pela menção; fiquei feliz ao ouvir tamanha deferência.

Valeu, amigão.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 NBA | 17:40

BALANÇO DESTA E DA NOITADA PASSADA

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Alguns resultados chamaram a atenção na rodada de ontem. Não pela pontualidade deles, mas no contexto do campeonato.

Vejamos…

No sábado à noite, o Lakers foi até Salt Lake City e apanhou do Utah por 102-94. Disse aqui nesse botequim: foi só sair de LA que foi derrotado, numa referência à sequência descabida de jogos em casa que a NBA proporcionou aos atuais campeões da liga.

Muitos parceiros disseram (alguns pensaram em dizer) que jogar em Utah contra o Jazz é complicado e que perder na cidade do lago salgado era mais do que aceitável. Eu concordei; mas com uma ressalva: não é o lugar mais hostil e difícil de trabalhar.Timberwolves Jazz Basketball

Pois ontem o Minnesota, sim, o pobre Minnesota, último colocado na Conferência Oeste, apenas três vitórias até então no torneio, foi molhar a bunda no lago salgado. Resultado: venceu o Jazz por 110-108.

Al Jefferson (foto AP), aquele que eu digo que pode atrapalhar Nenê Hilário na tentativa de chegar ao “All-Star Game” desta temporada, fez 23 pontos e pegou 12 rebotes.

Outro ponto que chamou a atenção no jogo da EnergySolutions Arena: o armador Deron Williams, dos anfitriões, marcou 38 pontos e deu 13 assistências. Foi seu 10º. “double-double” na competição.

O armador, medalha de ouro em Pequim, está com médias de 20.4 pontos e 10.3 assistências nesta temporada. Em 22 partidas.

Chris Paul, seu grande concorrente na posição, e também ouro olímpico na China, tem 21.1 pontos e 10.8 assistências de média por pugna disputada. No total, foram 15 prélios jogados e oito duplos-duplos.

Como se vê, números semelhantes. A diferença é que o Jazz é o quinto colocado do Oeste e o New Orleans o 11º.

Quando disse aqui que prefiro Deron a CP3, quase fui esganado.

Na Filadélfia, o Sixers (que se parece com o Lakers, só joga em casa!) recebeu o Golden State e finalmente colocou um ponto final em um jejum de 12 partidas sem vencer. Resultado final: 117-101.

Foi também a primeira vitória de Allen Iverson com a camisa 3 do Philadelphia. AI teve ótimo desempenho nos arremessos, pois acertou sete em dez tentados, todos duplos. Nos lances livres, 6-8.

Terminou o encontro com 20 pontos.

Outro destaque do Sixers: sete jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação, sendo que Thaddeus Young, com 26 pontos e 14 rebotes, foi o cestinha e o reboteiro da partida.

Ah como seria bom se desse para jogar sempre contra o Golden State…

Outro destaque ficou por conta do encontro entre Memphis e Boston, no Tennessee. O Grizzlies apareceu com as manguinhas de fora por ter surrado o Miami, na Flórida, por 118-90 (zebraça!).

Esqueceu-se que do outro lado havia uma das equipes mais fortes da liga no momento e que está invicta há 11 partidas. E que das 13 últimas perdeu apenas uma.

E mais: esqueceu-se que enfrentava o líder de toda a NBA, com uma campanha de 20 vitórias e apenas quatro derrotas, um percentual de aproveitamento de 83.3%.

Mas os 110-105 para o Celtics foram no pau. Houve 18 mudanças de líderes e 15 igualdades durante a partida.

O máximo que o Boston conseguiu abrir no marcador foram oito pontos; o máximo que o Memphis pulou à frente foram cinco tentos.

O jogo foi decidido nas bolas de três: o Boston acertou dez em 20 tentadas; o Memphis, 1-13. Ridículo.

Por isso os anfitriões foram derrotados.

Vale destacar também na rodada de ontem os 23 pontos e os 21 rebotes que Dwight Howard fisgou na vitória do Orlando diante do Indiana por 106-98. Quem assistiu a partida, como eu, viu que o jogo foi no pau.

O Pacers está com um time certinho. Nenhuma grande estrela, mas o conjunto é o grande cartão de visita do time de Indianápolis.

Além do quinteto titular (TJ Ford, Brandon Rush, Mike Dunleavy Jr, Troy Murphy e Roy Hibbert), o técnico Jim O’Brien tem ótimas opções no banco em jogadores como Jeff Foster, Earl Watson, Dahntay Jones e o novato Tyler Hansbrough.

Vale a pena ver o Indiana jogar.

APTOPIX Thunder Nuggets BasketballBem, finalmente, o Denver. O time do Colorado bateu o Oklahoma City em casa por 102-93.

Nenê Hilário (foto AP) voltou a jogar seu basquete habitual. Anotou 13 pontos e pegou nove rebotes.

Poderia ter feito mais se não tivesse tido problemas com as faltas, que o levaram ao banco em alguns momentos em que ele deveria estar em quadra, especialmente no terceiro quarto.

No duelo das duas estrelas, Carmelo Anthony e Kevin Durant, o 35 do Thunder venceu: 32 pontos contra 31 de Melo.

Mas uma vez mais pude observar a dificuldade de marcação de Durant. Ele não consegue marcar jogadores que também atuam de costas para a cesta, como é o caso de Melo — e também de LBJ.

Durant é franzino demais e apesar de seus 2m06, não aguenta o tranco. Ontem, deixou a marcação de Melo para Jeff Green e Thabo Sefolosha.

KD vigiou Kenyon Martin, que não joga de costas para cesta, faz o jogo de frente, que se encaixa com o do “muleke” de Oklahoma City. Sugestão: KD precisa aumentar o peso dos ferros que puxa e melhorar na absorção dos suplementos alimentares.

Caso contrário, corre o risco de ficar para trás.

NOITADA

Há vários jogos interessantes esta noite. Vamos a eles…

Logo às 19h o Cleveland recebe o New Jersey em sua Q Arena. Ótima oportunidade para todos os jogadores do Cavs melhorarem suas médias na competição.

O Cleveland vem de sete vitórias consecutivas em casa e com um aproveitamento de 52.7% dos arremessos — o que é muito bom.

Mas não é apenas o individual que interessa ao Cavs. O geral também; sim, pois o time está na quarta posição atualmente no Leste, atrás do Boston, Orlando e Atlanta.

E a chance não poderia ser melhor: joga contra o lanterninha da competição, um time que venceu apenas dois de seus 24 combates.

O site da ESPN fez uma pesquisa com os internautas para saber o que eles acham da partida entre Chicago e Lakers esta noite (23h) no United Center. Resposta até o momento: 71% responderam que os amarelinhos vencem, enquanto que 29% se iludem com uma possível vitória dos vermelhinhos.

Os doutores do Lakers seguem preocupados com Kobe Bryant. O jogador está com o dedo indicador da mão direita quebrado e com dores estomacais.

Será que ele vai querer dar uma de herói novamente? Será que ele vai querer dar uma de Rogério Ceni novamente? Será que ele, fominha, não vai querer ficar de fora se recuperando e dando chance para que outro jogador, em forma, possa atuar em seu lugar e, quem sabe, fazer do time um time mais competitivo?

É fácil jogar nestas situações. Se vai mal, tem a desculpa: ah, também, estava com o dedo quebrado e com dor de estômago, não tinha mesmo jeito de jogar bem. Se vai bem, as pessoas dizem: ta vendo só, mesmo doente o cara foi lá, jogou e foi o melhor em quadra, é mesmo o melhor do mundo.

Não gosto desse tipo de comportamento. Jogador tem que ser profissional e saber que não se deve entrar em quadra sem as melhores condições, pois pode prejudicar o time e acaba sendo desleal com o companheiro que poderia substituí-lo.

Finalmente, destaco também o jogo entre Phoenix e San Antonio. O time de Leandrinho Barbosa (que mais uma vez fica de fora por estar lesionado) é o único que até o momento não perdeu na competição quando jogou diante dos fãs.

Foram oito jogos e oito vitórias. E o Phoenix tem tudo para manter a escrita, pois o Spurs decepciona quando joga fora de casa: 2-5.

O alvinegro está longe daquele time competitivo de outras paragens. Hoje mostra que o peso da idade é um duplo adversário em cada partida.

Bom pro Phoenix, até porque o time vem de cinco derrotas consecutivas fora de casa, sendo que o jogo é em casa e contra um time que só sabe jogar em casa.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

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