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segunda-feira, 10 de novembro de 2008 NBA | 12:14

O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ

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Valeu a pena, uma vez mais, ficar acordado para ver Nenê jogar. O brasileiro não negou fogo novamente e deixou bem claro que é um dos principais pivôs da NBA na atualidade. Entrar no garrafão do Denver só será possível se houver muita negociação; e Nenê não está aberto a ela.

Há alguns posts, fui injusto com o são-carlense dizendo que ele precisava de mais atitude em quadra. Foi depois da derrota para o Lakers, quando ele marcou oito pontos e pegou apenas cinco rebotes. Peguei-o em uma noite ruim. Nenê não se esconde em momento algum, briga pelo seu espaço o tempo todo nos dois garrafões e é um tormento para seus marcadores e para quem ele marca.

Sua atuação na vitória de ontem sobre o Memphis (100-90) foi muito boa, uma vez mais, especialmente no primeiro tempo, quando deixou a quadra com oito pontos e oito rebotes, sendo um deles ofensivo. Deu ainda três assistências e fez um desarme.

Mas seu melhor momento no período primeiro foi o toco humilhante que deu no armador Kyle Lowry, que se atreveu, com seu 1m83, a encarar um “face to face” contra os 2m11 do brasileiro. Foi no final do primeiro quarto. Os 14.359 torcedores que estiveram no Pepsi Center bem que poderiam ter saído do ginásio e comprado outro ingresso. Não seria demais.

Nenê fechou a partida com 18 pontos e 12 rebotes em 38:17 minutos dos 48 possíveis. Foi seu terceiro “double-double” da temporada em seis jogos. Outros virão, com certeza.

PQP, CADÊ O GASOL, NINGUÉM SABE…

Marc Gasol foi o pivô do Memphis. O espanhol debuta na NBA depois de ter vencido um mundial e conquistado uma medalha de prata olímpica. É um dos mais respeitáveis pivôs europeus. Muitos disseram que o verdadeiro Gasol é ele e não Pau, seu irmão.

Pois bem; ontem, diante de Nenê, ele conseguiu fazer apenas uma cesta em todo o jogo! No primeiro tempo, ficou completamente entregue ao brasileiro, pois não conseguiu arremessar nenhuma bola sequer contra o aro do Denver. Sua primeira cesta foi marcada no final do terceiro quarto, quando era marcado por Chris Andersen, no momento em que Nenê descansava.

Terminou o jogo com seis pontos e oito rebotes. A maioria deles feitos quando Nenê, como disse, estava no banco, descansando.

MOTOR SILENCIADO

Antes do jogo do Denver, vi o Boston silenciar os pistões de Detroit. Com uma defesa sólida, consistente, o atual campeão da NBA nada possibilitou aos anfitriões. Perdido em quadra, o Detroit somou sua segunda derrota em seu segundo embate com Allen Iverson em quadra: 88-76.

“De longe, foi a melhor defesa em todos os jogos desta temporada”, empolgou-se Doc Rivers ao final da partida na entrevista coletiva. “A gente tem defendido muito bem, mas esta noite passamos da conta”.

Rivers tem razão; o Celtics limitou o Pistons a um aproveitamento amorfo de 34,7% de seus arremessos. Forçou os caseiros a 17 erros, que redundaram em 23 pontos para os visitantes. O volume defensivo foi tanto que no segundo quarto o Detroit fez apenas 10 pontos e teve um ridículo desempenho de 18.8% de seus chutes.

Rip Hamilton, cestinha do Detroit na temporada, perdeu seus oito primeiros arremessos. AI foi outra decepção: fez só dez pontos e acertou apenas quatro de seus 11 “jumpers” (27.5%); deu quatro assistências em 31 minutos.

Os 22.076 torcedores (lotação completa) que foram ao Palácio de Auburn Hills ficaram boquiabertos com a qualidade do jogo do Celtics, em especial do armador Tony Allen (foto AP), que marcou 23 pontos e foi o cestinha da partida. Muitos deixaram o ginásio certos de que será difícil alguém segurar Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen nesta temporada.

O 18º. título não seria apenas quimera de torcedores fanáticos do Celtics. É mais do que crível.

PINGOS NOS “IS”

Voltando ao assunto da família Gasol e quem é quem, o melhor deles é Pau e não Marc. Ontem, na vitória do Lakers sobre o Houston por 111-82, o primogênito terminou a partida com 20 pontos, 15 rebotes e três tocos. Brilhou mais do que Kobe Bryant, que marcou 23 pontos.

Os amarelinhos estavam sendo surrados pelos texanos até o começo do segundo quarto, quando Aaron Brooks fez uma bandeja e colocou o Houston na frente em 32-16. Daquele instante em diante, o Lakers fez uma corrida de 95-50 e ganhou a partida com categoria.

“A partir do segundo quarto, começamos a trabalhar a bola melhor”, justificou Phil Jackson, na coletiva depois do jogo.

Ele tem razão. No primeiro quarto, o Lakers teve um aproveitamento pífio de seus arremessos: 5-17. Isso significou um percentual de acerto de 29.4%, contra 43.5% dos primeiros quatro jogos desta temporada.

A recuperação é significativa, porque não foi feita diante do Charlotte, por exemplo. Foi feita diante do Houston, um dos favoritos ao título da Conferência do Oeste. É bem verdade que a recuperação se deu dentro de casa, onde tudo é mais fácil. Mas recuperou, o que não aconteceu com o Detroit, por exemplo.

RUIM NA QUADRA, BOM NA…

Marko Jaric é um inexpressivo armador sérvio que perambula pela NBA. Depois de ter jogado na terra natal (Peristeri Nikas) e passar pelo basquete italiano (Virtus Kinder Bologna), desembarcou na NBA na temporada 2002/03 para defender o Clippers.

Lá disputou três campeonatos, tendo se transferido na seqüência para o Minnesota. Jogou outras três temporadas em Minneapolis e nesta foi para o Memphis. Ontem entrou em quadra pela primeira vez no torneio. Nos outros seis prélios, esquentou o banco o tempo todo. Jogo pouco mais de quatro minutos contra o Denver e não fez nada, absolutamente nada. Zerou em tudo!

Por que falo sobre Jaric? Porque o sérvio está noivo da top model brasileira Adriana Lima (foto), a terceira modelo mais requisitada do planeta, atrás apenas da alemã Heid Klum, mulher do cantor Seal, e, obviamente, de Gisele Bundchen.

Em outras palavras: Jaric, um desastre nas quadras, um sucesso fora delas. Adriana que o diga.

POPULARIDADE

Há alguns posts, um internauta parceiro deste blog – não me lembro mais que é – perguntou sobre a popularidade dos esportes nos EUA e onde se situava a NBA. Mandei um e-mail para a liga, em Nova York, e a resposta que obtive foi a seguinte, de acordo com uma pesquisa feita no final do ano passado pela ESPN:

1º) Futebol – 34.8%
2º) Futebol universitário – 25.8%
3º) Beisebol – 21.7%
4º) Basquete universitário – 17.7%
5º) NBA – 15.7%
6º) NASCAR – 14.9%
7º) Skate – 12.5%
8º) Esportes radicais – 11.9%
9º) Boxe – 11.4%
10º) Golfe – 9.8%
11º) Luta-livre – 7.9%
12º) Hipismo – 7.1%
13º) Hóquei – 6.9%
14º) Tênis feminino – 6.6%
15º) Soccer (futebol) – 6.5%
16º) WNBA – 6.4%
17º) Tênis masculino – 5.7%

Na época em que Michael Jordan estava em quadra, a NBA situava-se na terceira posição, atrás apenas dos dois futebóis, como diria Vampeta.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  2. LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR
  3. NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 9 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 11:13

MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO

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A edição de ontem do jornal “O Estado de S.Paulo” trouxe uma matéria falando da distribuição dos recursos da Lei Agnelo Piva para o ano que vem. Sabe qual a confederação que perdeu mais dinheiro nesta divisão? A de basquete.

A perda foi substancial. No ano passado, a CBB recebeu R$ 2,278 milhões; ano que vem, cairá para R$ 1,5 milhão. Deixará de embolsar R$ 778 mil. Como escrevi, teve o maior desfalque entre todas as 28 confederações brasileiras.

O basquete brasileiro vai receber menos do que confederações como as de vela e motor (R$ 2,5 milhões), handebol (R$ 2,3 milhões) e tênis de mesa (R$ 1,6 milhão). Receberá o mesmo que as confederações de canoagem, ciclismo, hipismo e remo. E, obviamente, muito menos do que confederações importantes, como as de atletismo, desportes aquáticos, judô (R$ 2,5 milhões) e vôlei (cada uma vai ganhar R$ 2,5 milhões) e ginástica (R$ 2,3 milhões).

Mais uma demonstração da incompetência de Gerasime Bozikis (foto), o presidente da CBB. O basquete definha sob a administração do referido cartola. O masculino não disputa uma Olimpíada há três edições e o feminino despenca a cada edição do Mundial e dos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, presidentes de federações, responsáveis pela eleição do presidente da confederação, continuam sufragando nas urnas seu apoio em favor da administração de Grego, como é conhecido o presidente da CBB.

Em maio do ano que vem haverá nova eleição, que vai determinar o presidente para os próximos quatro anos. O Brasil estará de olho no comportamento dos presidentes das federações. Claro, porque se eles reelegerem Grego para a presidência da entidade, alguma coisa de errado deve existir neste processo eleitoral.

Vamos ficar por aqui. Mais pra frente a gente volta a tocar no assunto.

DE NOVO; SEM BRILHO

Desta vez o Phoenix ganhou, mas Leandrinho voltou a ter uma atuação bem discreta para os seus padrões. Jogou apenas 19 minutos e quando o jogo estava para ser fechado, voltou para o banco de reservas.

Foi substituído por Raja Bell quando faltavam 5:26 minutos para o final da partida, porque ela estava aberta, com o Phoenix vencendo por apenas seis pontos (88-82). Naquele momento o time precisava de defesa. E todos nós sabemos que, além de o brazuca ser frágil na marcação, Bell é o cara que sempre marca o principal jogador do “backcourt” adversário. Leandrinho não voltou mais.

O jogo foi fechado em 104-96 para o Suns e o brasileiro limitou-se a sete pontos, tendo acertado apenas um de seus cinco arremessos triplos tentados, e uma bandeja bonita num “reverse” vindo de Amaré Stoudemire. Apanhou três rebotes defensivos e deu igual número de assistência.

Mesmo com toda a sua agilidade de braços e rapidez com as pernas, não roubou nenhuma bola do adversário. Mostrou, mais uma vez, toda a sua fragilidade defensiva. Por isso foi para o banco no momento crucial da partida.

DIESEL

Shaquille O’Neal estava com média de exatos 12 pontos por partida nesta temporada antes do jogo de ontem. Arrebentou: marcou 29 pontos. Foi sua melhor performance ofensiva nesta temporada. E ainda adicionou 11 rebotes ao seu desempenho final.

Shaq Diesel, se você não sabe, é o maior cestinha entre os jogadores que disputam a atual temporada da NBA. Contando os pontos desta temporada, o grandalhão tem exatos 26.375 pontos, bem abaixo dos 38.387 marcados por Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro da história da NBA.

MJ

Alguém perguntou por Michael Jordan? Ele é o líder em toda a história da NBA em média de pontos, com 30.1 por partida. Foram 32.292 ao longo da carreira, mas em 1.072 partidas.

Kareem disputou 1.560 jogos, 488 a mais do que MJ. Encerrou a profissão com média de 24.6 pontos.

Se Jordan tivesse jogado o mesmo número de partidas de Kareem, levando-se em conta sua média de pontos, poderia ter adicionado mais 14.640 ao seu desempenho. E teria encerrado a carreira como o maior pontuador de toda a história da NBA, com 46.932 pontos.

Mas isso fica por conta da imaginação; a gente nunca vai saber se de fato iria acontecer. Até porque em seu último ano de NBA, sua média caiu para exatos 20 pontos por partida.

DE NOVO; COM BRILHO

Anderson Varejão (foto AP) voltou à quadra ontem à noite. E mais uma vez deixou-a vitorioso. Foi peça importante no triunfo do Cleveland sobre o Chicago – que havia batido o Phoenix na sexta à noite, lembram-se? – por 106-97. O jogo foi na Cidade dos Ventos e 21.965 torcedores estiveram no United Center.

O capixaba fechou a partida com 13 pontos, três tocos, mas apanhou poucos rebotes: quatro (um deles ofensivo). No entanto, Varejão tem sido importante no trabalho de bloqueio dos adversários dentro do garrafão defensivo, o que possibilita a sobra das bolas podres para jogadores como LeBron James, que ontem fisgou 13 no total, nove deles na defesa.

Na noite de sexta-feira, ficou em quadra meia hora; ontem, esteve um minuto a menos. É jogador chave no esquema do técnico Mike Brown – o meu favorito para ganhar o troféu “Coach of the Year”.

King James foi novamente o grande nome do Cavs. Marcou 41 pontos. Foi o maior pontuador da rodada deste sábado. É o cestinha da atual temporada com média de 28.1 por partida.

NORMALIDADE

Parece que tudo voltou à normalidade em New Orleans. Ontem o time bateu o Miami, em casa, por 100-89, recuperando-se da surpreendente derrota para o Charlotte, na noite de sexta.

A arena de New Orleans não esteve completamente cheia, mas os 17.701 torcedores que lá estiveram gostaram do que viram, principalmente dos 21 pontos e 13 assistências do armador Chris Paul.

NÚMEROS

Se LeBron James é o cestinha da atual temporada, o melhor passador de bola é Chris Paul com 11.7. É o único que tem dois dígitos de média. CP3 é também o mão leve da NBA, com 3.33 desarmes por partida, o grande ladrão da liga. Nos rebotes, sem surpresa também: Dwight Howard, o super-homem do Orlando, tem 13.7 de média e é o mais forte de todos. Como Paul, Dwight quer mais. É o líder também nos tocos, com exatos quatro por jogo.

Esta estatística é de corar: sabe quem é o jogador que mais erros comete por partida? Stephen Jackson, do Golden State, com 4.2 equívocos por embate disputado.

OS LÍDERES

Se o campeonato terminasse hoje, os 16 classificados para os playoffs seriam os seguintes:

LESTE – 1) Atlanta [4-0] 2) Boston [5-1] 3) Detroit [4-1] 4) Cleveland [5-2] 5) Orlando [4-2] 6) Toronto [3-2] 7) New York [3-2] e 8) Miami [3-3].

OESTE – 1) Lakers [4-0] 2) Utah [5-0] 3) Houston [4-2] 4) Phoenix [5-2] 5) New Orleans [4-2] 6) Memphis [3-3] 7) Portland [3-3] e 8) Denver [2-3].

Como se vê, apenas um time com desempenho inferior a 50%: o Denver.

Como se vê, os três brasileiros estariam nos playoffs.

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  2. AH, OS BRASILEIROS…
  3. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 NBA, Sem categoria | 13:25

A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ

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NenêHá um belíssimo tema do cancioneiro popular norte-americano chamado “What a Diff’rence a Day Makes” (Adams/Grever). Ficou imortalizado na voz de Dinah Washington e eu recomendo para quem gosta de música de qualidade. A tradução do título da canção para o português seria algo como: um dia faz uma baita diferença.

QUE DIFERENÇA…

Nenê (foto AP) fez um partidaço ontem com a camisa 31 do Denver. Marcou 19 pontos e apanhou 15 rebotes (sete deles no ataque) e deu ainda três tocos. Suas médias nestes fundamentos no atual campeonato subiram para exatos 15 pontos, 8.8 rebotes e 1.5 toco. Muito boas.

Com números expressivos, Nenê deixou a Arena Oracle de Oakland (18.194 pagantes) como o nome do jogo; mas derrotado. O Nuggets sucumbiu ao fraco Golden State por 111-101 e viu seu recorde no campeonato passar agora para três derrotas e uma vitória. É o 12º colocado na Conferência do Oeste, fora da zona de classificação para os playoffs.

… UM TIME FAZ

Em contrapartida, Anderson Varejão teve uma exibição morna diante do Chicago, também na noite de ontem. Anotou nove pontos, dois rebotes e um toco. Mas deixou a Quicken Loans Arena (20.562 pagantes) vencedor e viu o recorde de seu time subir na co

mpetição para três vitórias e duas derrotas. É o quinto colocado do Leste – dentro da zona para os playoffs.

Sabe por que Varejão deixou a quadra em triunfo? Porque a seu lado joga LeBron James. O 23 do Cavs marcou 41 pontos (15-16 nos lances livres, 13-23 nos lances duplos), fisgou nove rebotes e deu quatro assistências. Foi o nome do encontro.

MORAL DA HISTÓRIA

Se Nenê jogasse ao lado de LeBron, deixaria a quadra quase sempre vencedor e veria seu time sempre na zona de classificação para os playoffs. Além disso, seu jogo seria mais vistoso e seus números também. E não me venham com essa de que King James não deixaria espaços para o são-carlense brilhar, pois no embate de ontem Zydrunas Ilgauskas marcou 10 pontos e apanhou 15 rebotes. Veterano e com a saúde cambaleante.

CONCEITO DO CRAQUE

Carmelo Anthony é tão bom quanto LeBron? Claro que não.

Os dois entraram para a NBA em 2003. King James foi o primeiro “draft”, enquanto Carmelo foi o terceiro. LeBron foi direto do “high school” para a NBA, enquanto que Carmelo passou pela universidade de Syracuse, onde foi campeão da NCAA em 2003. Na NBA, King James foi eleito o “Rookie of the Year” e já disputou uma final. Carmelo… bem, Carmelo…

Quem é o craque? Os dois? Discordo; craque tem que ser eficiente. Se não for, não é craque. Aguardo pela reação de Carmelo; enquanto isso não ocorrer, ele continua vários degraus abaixo de LeBron.

Isso vale para o futebol também – ou melhor, para todos os esportes.

LEANDRINHO

Não vi o jogo do Phoenix. No mesmo horário, comentava pela Rádio Record de São Paulo o jogo do Palmeiras pela Sul-Americana contra o Argentinos Jrs. Este compromisso profissional privou-me, portanto, de ver o Phoenix vencer o Indiana por 113-103, fora de casa.

Olhando os números do brasileiro pelo “boxscore” – isso é perigoso, eu já alertei –, vejo que ele marcou 11 pontos, pegou quatro rebotes, deu o mesmo número de assistências e fez dois desarmes.

Mas vamos dar uma olhada no “play by play” para não ficarmos com dúvidas.

Leandrinho entrou no jogo quando faltavam 2:05 minutos para o final do primeiro quarto e o time perdia por 25-18. Jogou 8:50 minutos, pois deixou a partida quando o cronômetro assinalava 3:15 minutos para o fim do primeiro tempo, dando lugar a Grant Hill.

Neste período, marcou cinco pontos, pegou um rebote, deu quatro assistências e roubou uma bola. Não conseguiu inverter o resultado, pois qu

ando voltou ao banco o Suns perdia por 59-51.

Voltou logo ao prélio. Ou seja: com apenas 4:49 de bola pingando no terceiro quarto, Terry Porter colocou-o novamente em quadra, desta vez no lugar de Hill. O time perdia por 75-71. Neste novo período, Leandrinho marcou seis pontos, apanhou três rebotes, recuperou uma bola, mas cometeu três erros.

Deixou a partida quando faltavam 7:18 para o final, agora com o time na frente em 98-90. Não voltou mais; mas nem precisava, pois cumpriu – e bem – o seu papel. Todos os 11.660 torcedores que estiveram no Conseco Fieldhouse constataram isso.

Pelo que deduzo, Leandrinho será importante nestes momentos, quando o Phoenix estiver atrás. Neste cenário, Porter chama-o, coloca-o em quadra e o paulistano põe em ação seu arsenal ofensivo.

Às vezes vai dar certo, às vezes não. Se Porter for tolerante a isso, Leandrinho terá vida longa no Phoenix.

Mesmo não sabendo defender.

SURPRISE!

Alguém esperava pela derrota do New Orleans, no berço do jazz, para o Atlanta? Eu não.

Vi parte do jogo, o suficiente para testemunhar um toco humilhante que Chris Paul levou de Al Horford, para espanto das 16.030 pessoas que lotaram a New Orleans Arena e não entenderam a derrota por 87-79.

Horford, para quem não sabe, é filho de Tito, que jogou no Sírio, em São Paulo, e foi recrutado pelo Milwaukee (39ª escolha) em 1988. Na NBA, jogou no Bucks duas temporadas e depois foi para o Washington. O pai, o primeiro dominicano a jogar na liga norte-americana, era bom jogador, mas o filho é muito melhor.

Bicampeão do “college” pela Florida Gators, Al foi a terceira escolha no recrutamento do ano passado. Além do toco em CP3, marcou dez pontos e apanhou oito rebotes.

Para quem não sabe, o Atlanta é um dos invictos do campeonato, com três vitórias. É o segundo colocado da Conferência do Leste, com u

m triunfo a menos do que o líder Detroit.

Baita surpresa.

CRISE

Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, mas o mercado financeiro continua em turbulência. As bolsas nesta quinta-feira despencam no mundo inteiro e a incerteza é a palavra da moda.

Com a crise econômica, o New Jersey pode ver naufragar seu plano de construir uma arena no bairro do Brooklyn, em Nova York, para onde pretende se mudar em 2010.

Há quatro meses, o banco Goldman Sachs tinha garantido aos donos do Nets – entre eles o “rapper” Jay-Z – um empréstimo de US$ 950 milhões para a construção do ginásio.

Hoje, perguntado sobre o assunto, o banco, através de sua assessoria de imprensa, informa: “Sem comentários”. Ou seja: do jeito que está, a chance de o Nets ir para o Brooklyn diminui dramaticamente.

Se isso realmente se confirmar, outro plano que vai naufragar é o de contratar LeBron James. King James, amigo pessoal de Jay-Z – que casou-se em maio passado com a estonteante Beyoncé Knowles –, quer ir para Nova York. É claro que jogando em New Jersey ele pode morar na “Big Apple”, pois é só atravessar um dos túneis Lincoln ou Holland que faz-se a passagem.

Mas o problema é jogar pelo Nets…

Só se a Beyoncé (foto AP) convencer LeBron. Cacife para isso ela tem.

PRIMO POBRE E PRIMO RICO

No clássico de Los Angeles, deu a lógica. Com mando de quadra, o Lakers colocou 18.997 torcedores no Staples Center e passou por cima do Clippers por 106-88. Foi a sexta vitória seguida dos amarelinhos sobre seu rival municipal – o que não quer dizer absolutamente nada.

Afinal, o Clippers ainda não venceu nesta temporada (0-5). Agradece a companhia do Washington (0-3), a outra franquia que cambaleia. Somados os jogos do campeonato passado, o Clippers não vence uma partida na NBA há 12 rodadas.

Com a mão descalibrada (8-21 nos arremessos), Kobe Bryant, mesmo assim, foi o cestinha do time com 27 pontos. Também pudera, com a quantidade de arremessos feitos!

O nome do jogo, no entanto, foi o pivô Andrew Bynum que apanhou 17 rebotes. Pau Gasol amealhou outros 11. Os dois juntos pegaram 28, mais da metade do desempenho do Clippers (44).

Bynum fez ainda nove pontos e deu quatro tocos. O moleque está jogando muito. Se Kobe deixar de ser fominha e distribuir mais o jogo, Bynum pode ter dois dígitos na pontuação também.

FINALMENTE!

O San Antonio precisou de duas prorrogações para vencer sua primeira partida nesta temporada. Foi a Minneapolis e bateu o Minnesota por 129-125.

Apenas 11.112 torcedores viram o armador Tony Parker fazer 55 pontos – a maior pontuação em sua carreira na NBA –, dar dez assistências e pegar sete rebotes. Destruiu o adversário.

Sim, porque foi sua a cesta que empatou o jogo na prorrogação em 116 pontos, a menos de dois segundos para o cronômetro zerar, levando-o para a segunda prorrogação. Neste novo período veio a primeira vitória do time texano na competição.

Quer dizer: o Spurs não perdeu por pouco. Há muito que se fazer ainda para o time melhorar, em que pese a ausência de Manu Ginobili.

A PRIMEIRA

Outra equipe que conseguiu vencer pela primeira vez na temporada foi o Sacramento. Na capital da Califórnia, o Kings bateu o Memphis por 100-95.

Foi do Grizzlies, mas pouco importa. O que conta é que o time venceu, para delírio dos 13.685 torcedores que foram ao Arco Arena.

Quantos jogos mais o Sacramento vai precisar para voltar a vencer?

Notas relacionadas:

  1. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
  2. AH, OS BRASILEIROS…
  3. NÚMEROS QUE ENGANAM
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2008 NBA, outras | 12:32

NÚMEROS QUE ENGANAM

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Olhar apenas os números de um jogador no “boxscore” é muito perigoso. Ao destacar a atuação de Anderson Varejão na vitória do Cleveland sobre o Dallas, ontem, eu mostrei isso.

O exemplo hoje vale para o Leandrinho (foto).

Quem pegar a estatística da partida de ontem na vitória do Phoenix sobre o New Jersey por 114-86, vai ver que o brasileiro marcou 12 pontos, apanhou seis rebotes, deu quatro assistências e roubou duas bolas. Bons números, sem dúvida alguma.

Mas sabe como ele os conseguiu? Praticamente no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já estava definida.

Vejamos…

Leandrinho entrou em quadra quando faltava 1:58 minuto para acabar o primeiro quarto. Substituiu Raja Bell, o titular de sua posição. Jogou exatos 8:05 minutos, pois voltou para o banco quando o cronômetro mostrava que faltavam 5:53 minutos para o final do segundo quarto.

Quando entrou, o placar do Izod Center mostrava 30-23 para o Phoenix. O jogo estava disputado. Ao sair, a vantagem subiu em dois pontos: 47-38. A partida continuava disputada.

Nesses 8:05 minutos, Leandrinho teve o seguinte desempenho: três pontos, um rebote, duas assistências e dois erros.

Voltou ao embate no início do último quarto. O placar mostrava 92-77. O jogo ainda não estava definido, afinal, havia um quarto pela frente. Mas estava bem encaminhado, ainda mais sendo o Nets o adversário. Nesse último quarto, com as favas praticamente contadas, Leandrinho teve a seguinte performance: nove pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois desarmes.

Pergunto: os números de Leandrinho enganam ou não?

PERDENDO ESPAÇO

O que fica claro para mim é que, neste início de temporada, Leandrinho está perdendo espaço no time. O novo treinador, Terry Porter, valoriza a defesa.

Ainda não conseguiu acertá-la, é verdade, pois o Suns continua sofrendo muitos pontos de times fracos. Ontem, por exemplo, foram 55 no primeiro tempo.

Leandrinho nunca foi um bom marcador. É o protótipo do jogador brasileiro, não importa a modalidade: preocupa-se apenas em pontuar.

Seu negócio é arremessar bolas de três pontos. Poderia usar sua principal arma, a velocidade, para interferir na linha de passe do adversário e roubar bolas, muitas bolas, e – por que não? – ser o líder em “steals” da NBA.

Porter já conhece Leandrinho. Agora mais íntimo, deve ter visto muito mais de seu defeito defensivo. Poderia ajudá-lo a corrigir essa deformidade em seu jogo. Mas não sei se esta é uma meta estabelecida pelo treinador.

Portanto, não seria surpresa para mim se Leandrinho, logo mais, for trocado por alguém. E se isso realmente acontecer, tomara que não vá para o New York, pois Mike D’Antoni, seu antigo treinador no Arizona, gosta de esconder e não corrigir defeitos.

A FORÇA DO BOSTON

Acho que ninguém duvida da força do Boston. A derrota para o Indiana surpreendeu, mas isso acontece. O time mostrou novamente sua força ontem em Houston. Visitou um dos favoritos do Oeste e venceu por 103-99.

A partida foi de Ray Allen, não apenas pelos seus 29 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Allen foi grande na marcação também. Deixou a quadra quando faltavam apenas 33:9 segundos para o final e o placar mostrava 101-95 para o Celtics.

Fez uma falta para impedir Tracy McGrady pontuar. Foi a derradeira.

A defesa de Allen é subestimada por quase todo mundo na NBA. Vêem nele uma máquina de pontuar, mas não enxergam seu hercúleo esforço para diminuir os espaços dos adversários.

Ontem teve de controlar McGrady. Não dá para dizer que ele obteve sucesso pleno, pois T-Mac deixou o Toyota Center com 26 pontos e 50% de aproveitamento de seus tiros de quadra (9-18). Mas o armador do Rockets teve que suar mais do que o habitual para conseguir pontuar.

ENGAJADO

Ao tomar conhecimento que Barack Obama tinha praticamente garantido a vitória na eleição presidencial nos EUA, Ray Allen, ao final da partida, já no vestiário verde e branco, declarou: “Este é um momento histórico, mais do que a gente pode perceber. Nosso país será muito melhor. [Barack Obama] mostrou que não importa de onde você venha, quem são seus parentes, se você der duro; Obama tornou-se presidente e isso é o que ela [a vitória] significa”.

QUEDA LIVRE?

Não, não acredito que o San Antonio esteja em queda. O time está desfalcado de Manu Ginobili, ainda contundido, e por isso não está jogando o que pode.

A campanha é ridícula neste começo de temporada: três jogos e três derrotas. Só não é pior do que Clippers e Sacramento.

Mas mesmo sem Manu, o basquete do Spurs tem sido pobre. Tudo porque se resume a apenas dois jogadores: Tim Duncan e Tony Parker.

Isso ficou claro na derrota de ontem (98-81) para o Dallas, dentro de seu AT&T Center. Timmy fez 19 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto que o marido de Eva Longoria (maravilhosa na foto acima com a camisa do Spurs) desespera-se em quadra para que seus companheiros – à exceção de Duncan – consigam pontuar. Não conseguiu; tanto assim que o francês terminou a partida com envergonhadas três assistências.

Também pudera, olha só o desempenho de alguns jogadores nas bolas de dois: Michael Finley, 1-6; Matt Bonner, 0-5; Ime Udoka, 0-4; Bruce Bowen, só três arremessos durante o jogo, dois certeiros. Bonner conseguiu ainda a proeza de errar também seus três arremessos triplos, enquanto que Finley, um especialista, acertou apenas um em três tentados.

Assim não dá. Com o econômico desempenho dos companheiros, Parker foi ao ataque e deixou 22 pontos na cesta do Dallas.

Se os outros jogadores não melhorarem e Manu ficar de fora, o Spurs pode continuar nesta estiagem de vitória.

Estou curioso para ver a partida desta noite contra o Minnesota, em San Antonio. Ganha ou não?

ALEMÃO

Se alguém imaginou que Dirk Nowitzki foi dominado por Anderson Varejão porque está em decadência, mostro seus números no triunfo do Dallas diante do San Antonio, no clássico texano: 30 pontos, sendo que arremessou 24 bolas, contra apenas 11 na partida contra o Cleveland.

Gente, vamos dar crédito ao Varejão. Ele merece.

E Nowitzki não está, de jeito nenhum, dobrando o fio. Ele ainda é o núcleo desse do Mavericks. Nele todo o jogo está concentrado.

CASO IVERSON/BILLUPS

Alguns internautas têm me chamado a atenção para o fato de que o Detroit, ao trocar Chauncey Billups por Allen Iverson, limpou seu “cap” para investir em LeBron James ao final da próxima temporada, quando o ala do Cleveland terá a opção de escolher o seu caminho.

Verdade; dei uma olhada no “payroll” do Pistons no começo da temporada 2010/2011 e o único jogador com contrato garantido era Tayshaun Prince, com US$ 11,1 milhões. Chauncey Billups estaria lá com vencimentos de US$ 13,1 milhões.

Escrevi acima “era” porque ontem a franquia renovou por mais três anos o contrato do ala/armador Rip Hamilton, que vai receber, anualmente, o que Billups iria ganhar se ficasse na “Motor Town” – daí Motown, corruptela do apelido da cidade.

Quer dizer: foi uma escolha do presidente Joe Dumars; preferiu Hamilton a Billups. Na comparação entre idades, Billups tem 32 anos; Hamilton, 30. Diferença pouca.

Eu teria optado por Billups, pois em caso de contratação de LeBron, o jogo dos dois se encaixaria. Tudo o que King James não precisa é de um companheiro a rivalizar com ele na pontuação. Tudo o que LeBron precisa é de um armador que entenda o jogo e de um pivô para protegê-lo.

Realmente, não consigo entender esse negócio.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008 NBA | 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

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Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008 NBA | 11:33

GARNETT É FÃ DE RONALDINHO GAÚCHO

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O futebol está virando moda nos EUA. Entre os jogadores de basquete, quero dizer.

Um dos mais novos amantes do “soccer” é o ala/pivô Kevin Garnett, do Boston. Sabe como ele se deixou contagiar? Vendo vídeos do Ronaldinho Gaúcho pelo Youtube.

Quando o Brasil jogou contra o México em Boston, em setembro do ano passado, Garnett estava entre os 67.584 torcedores que lotaram o Gillette Stadium. Deixou o local feliz da vida, especialmente porque o Brasil bateu o México por 3-1, mas sem direito a gol de Ronaldinho Gaúcho.

Os gols foram marcados por Kleber (Santos) aos 44’1º, Kaká aos 32’2º e Afonso (Middlesbrough, na época jogador do Heerenveen da Holanda) aos 41’2º. O Brasil jogou com Júlio César, Daniel Alves (Maicon), Lúcio, Edu Dracena e Kléber (Gilberto); Gilberto Silva (Josué), Mineiro, Kaká (Júlio Baptista) e Ronaldinho Gaúcho; Vágner Love (Elano) e Robinho (Afonso).

Embora goste de Ronaldinho Gaúcho e da seleção brasileira, KG é torcedor do Chelsea. Tudo por conta da admiração que tem pelo futebol do marfinense Didier Drogba.

O encanto de KG com o futebol é tamanho que ele passou o verão norte-americano jogando bola no campo que mandou fazer no quintal de sua casa, em Wayzata, Minnesota. Segundo Garnett, jogar futebol na “offseason” virou uma febre entre alguns jogadores da NBA por conta de Steve Nash, que para manter a forma nas férias joga o esporte bretão.

Nash, sul-africano naturalizado canadense, é filho de pai inglês. Por isso a paixão pelo futebol.

Lembra daquele jogo beneficente que o armador do Phoenix fez em Nova York e que o Leandrinho participou logo depois de ter pedido dispensa da seleção brasileira alegando contusão? Pois é, KG também foi convidado. Mas disse não. Sabe por quê? Porque queriam que ele jogasse como goleiro.

E no gol eu não jogo, disse KG. “Eu não tenho a habilidade dos atacantes”, reconheceu o jogador do Celtics; mas queria ter. “Não acho legal ficar só passando a bola para os outros, quero ter liberdade para chutar a gol”.

Ora, KG, não há regra nenhuma no futebol dizendo que perna-de-pau não pode chutar a gol. Fosse assim o atacante Marcel, do Grêmio, não teria feito nenhum gol sequer no atual Campeonato Brasileiro.

O esporte é democrático. O basquete entre eles. Houvesse esta lei na NBA, por exemplo, e Ben Wallace não teria feito nenhuma cesta até hoje.

Embora torcedor do Chelsea, Garnett fez uma promessa a si mesmo: assistir a uma partida do Milan ainda nesta temporada, no San Siro de Milão. E mais: jurou que estará entre os torcedores na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

É, parece que virou fanatismo. Pelo futebol e por Ronaldinho Gaúcho.

Fui à internet e encontrei um vídeo com lances do atacante brasileiro. Acho que este foi um dos que fizeram KG se render aos dois.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008 NBA | 18:18

LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM

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Crise? Que crise?

O Lakers renovou hoje o contrato de seu pivô Andrew Bynum (foto AFP) por mais quatro temporadas. Valor do compromisso: US$ 57,4 milhões.

Bynum fez 21 anos no último dia 27. É o jogador mais jovem a atuar na NBA. Começou a jogar basquete com 17 anos. Seu esporte favorito era o atletismo. A ficha caiu e ele percebeu que com 2m13 o negócio era mesmo jogar basquete.

Foi bom mesmo o Lakers resolver esta pendência, porque Bynum estava incomodado com a situação. David Lee, agente do jogador, estava tentando tirar o máximo da franquia e o negócio emperrou. Finalmente, hoje, tudo se resolveu.

Exageradamente, muita gente tem dito que Bynum pode sustentar a tradição do Lakers dos grandes pivôs, que começou com George Mikan na década de 1950, passou por Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar e Shaquille O’Neal. Digo exageradamente porque Bynum tem muito chão pela frente antes de se pensar em compará-lo com essas quatro legendas do basquete norte-americano.

Mas que ele tem futuro, isso tem. Até onde vai chegar, isso a gente não sabe.

Bynum vai ganhar US$ 2,8 milhões nesta temporada. Nas próximas três, cerca de US$ 42 milhões. E no último ano, mais US$ 16 milhões.

Crise, que crise? Aonde?

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:55

NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA

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Leia também: Crise econômica mundial deixa NBA em alerta

O maior campeonato de basquete do planeta começa na noite desta terça-feira. Três jogos movimentam a rodada inicial: Boston x Cleveland, Chicago x Milwaukee e Lakers x Portland.

Infelizmente, nenhuma dessas três partidas será exibida ao vivo para o Brasil. A ESPN, que fará a transmissão dos jogos para o país, começa a mostrá-los a partir de amanhã, com o embate entre San Antonio e Phoenix, que na verdade será exibido na ESPN Brasil.

Ala/pivô do Cleveland, o brasileiro Anderson Varejão estará em ação logo mais. Os outros dois brazucas que atuam na mais rica, charmosa e importante liga de basquete do planeta estréiam nesta quarta: Nenê viaja com o seu Denver até Utah e pela tevê a gente poderá acompanhar Leandrinho jogando pelo Phoenix no Texas.

O Boston vai defender o título conquistado na temporada passada, como sabemos. E vem com força. Para isso, manteve seu triunvirato, com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, responsável pela ótima campanha que culminou num título que não vinha havia 22 temporadas.

Foi o 17º. da história da franquia, a que mais títulos conquistou na NBA. Em seguida vem o Lakers, com 14.

Por falar em Lakers, o time da Califórnia surge novamente como o grande rival do Boston nesta temporada. Se o Celtics tem sua trinca de ouro, o Lakers também a tem, com Kobe Bryant – o melhor jogador de basquete da atualidade em todo o mundo –, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A ausência de Bynum, nas finais contra o Celtics, na temporada passada, foi, sem dúvida alguma, importante na perda do título. Desta vez o Lakers espera que nenhum imprevisto venha atrapalhar seu projeto de ser novamente campeão, o que não acontece há seis temporadas.

O campeonato, no entanto, não ficará restrito a Boston e Lakers. Outras franquias entram para valer na competição buscando conquistar o título. Do lado do Leste, Cleveland, que tenta ser campeão pela primeira vez, e Detroit, que já ganhou três títulos, são fortes concorrentes, enquanto que no Oeste há um concorrente a mais: New Orleans – outro que ainda não sentiu o gostinho de ser campeão –, o bicampeão Houston e o tetra San Antonio.

LeBron é a grande esperança do Cleveland. É uma máquina de pontuar; foi o cestinha da temporada passada com uma média de exatos 30 pontos por partida. O Cavs manteve a base, o que também foi feito pelo Detroit, que não tem uma estrela como o Cleveland, mas conta um conjunto que poucas equipes na NBA têm. E uma defesa de dar inveja a qualquer rival.

É exatamente no conjunto que o New Orleans aposta, além da qualidade de seu armador Chris Paul – o melhor da NBA. David West e Tyson Chandler completam o triângulo de craques do time, que ainda ganhou o reforço do ala James Posey, campeão com o Celtics no campeonato passado, excelente arremessador de três nos momentos chaves, como Robert Horry fez com Lakers e San Antonio.

O Houston vem com o reforço do maluco do Ron Artest. Joga muito, mas pode ter uma recaída durante a temporada e, com isso, comprometer o trabalho. Se tiver com a cabeça boa, ao lado de Tracy McGrady, Luis Scola e Yao Ming com certeza fará do Rockets uma das forças deste campeonato.

O Spurs está envelhecido, é verdade, mas não dá para desprezar a força de Tim Duncan. Tony Parker rivaliza com Paul na primazia da armação das jogadas na NBA, enquanto que Manu Ginóbili, se tiver com o joelho zero bala, com certeza vai decidir muitas partidas em favor do time texano, como fez nos três títulos conquistados.

Zebras?

Do lado do Leste, o Orlando, que tenta chegar pela segunda vez a uma final e, agora, ganhar o título. Não que o time não tenha condições de ganhar a competição. Tem, mas são nanicas se comparadas com Boston, Cleveland e Detroit. De qualquer maneira, time que tem um jogador como o pivô Dwight Howard – seguramente o melhor da NBA – não pode ser encarado como carta fora do baralho de jeito nenhum. Além de Dwight, o Magic conta também com Rashard Lewis, um dos novos craques da liga, ótimo pontuador, o que ajuda tirar o peso em cima de Howard.

Vale destacar também o Miami, que tem um título de campeão. Dwyane Wade está em forma e animadíssimo com o ouro olímpico conquistado em Pequim. Terá a seu lado não apenas a força do ala/pivô Shawn Marion, mas também a companhia de Michael Beasley, o segundo escolhido no draft deste ano, que muitos apontam como provável “Rookie of the Year”.

Do lado do Oeste, o Utah pode ser a surpresa. Vale para o time de Salt Lake City o mesmo que eu disse para o Magic: não que o time não tenha condições de ganhar a competição, mas sua força é menor se comparada com Lakers, New Orleans e San Antonio. De todo o modo, a inteligência do técnico Jerry Sloan e a qualidade do armador Deron Williams aliada ao ala Carlos Boozer são importantes trunfos para o Jazz tentar vencer seu primeiro campeonato na NBA depois de duas tentativas fracassadas diante do Chicago de Michael Jordan.

Estas são as principais forças, a meu ver, para ganhar o título desta temporada.

Mas vamos ver como ficam os classificados em cada conferência. Na minha opinião – quero ver a de vocês também – ficará assim:

CONFERÊNCIA DO LESTE

1 – Boston*
2 – Cleveland*
3 – Detroit
4 – Miami
5 – Orlando*
6 – Philadelphia
7 – Chicago
8 – Washington

CONFERÊNCIA DO OESTE

1 – Lakers*
2 – New Orleans*
3 – Houston
4 – Utah*
5 – San Antonio
6 – Dallas
7 – Phoenix
8 – Portland

* campeão de divisão

Nos playoffs, ficaria assim:

LESTE
1ª. rodada
Boston elimina o Washington
Cleveland passa pelo Chicago
Detroit vence o Philadelphia
Orlando ganha do Miami

2ª. rodada
Boston elimina o Orlando
Cleveland passa pelo Detroit

Final da Conferência Leste
Boston ganha do Cleveland

OESTE
1ª. rodada
Lakers atropela o Portland
New Orleans faz o mesmo com o Phoenix
Idem para o Houston com o Dallas
Utah bate o San Antonio

2ª. rodada
Lakers elimina o Utah
New Orleans passa pelo Houston

Final da Conferência Oeste
Lakers ganha do New Orleans

FINAL DA NBA
Lakers vai à forra e vence o Boston em seis partidas

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