O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ
Valeu a pena, uma vez mais, ficar acordado para ver Nenê jogar. O brasileiro não negou fogo novamente e deixou bem claro que é um dos principais pivôs da NBA na atualidade. Entrar no garrafão do Denver só será possível se houver muita negociação; e Nenê não está aberto a ela.
Há alguns posts, fui injusto com o são-carlense dizendo que ele precisava de mais atitude em quadra. Foi depois da derrota para o Lakers, quando ele marcou oito pontos e pegou apenas cinco rebotes. Peguei-o em uma noite ruim. Nenê não se esconde em momento algum, briga pelo seu espaço o tempo todo nos dois garrafões e é um tormento para seus marcadores e para quem ele marca.
Sua atuação na vitória de ontem sobre o Memphis (100-90) foi muito boa, uma vez mais, especialmente no primeiro tempo, quando deixou a quadra com oito pontos e oito rebotes, sendo um deles ofensivo. Deu ainda três assistências e fez um desarme.
Mas seu melhor momento no período primeiro foi o toco humilhante que deu no armador Kyle Lowry, que se atreveu, com seu 1m83, a encarar um “face to face” contra os 2m11 do brasileiro. Foi no final do primeiro quarto. Os 14.359 torcedores que estiveram no Pepsi Center bem que poderiam ter saído do ginásio e comprado outro ingresso. Não seria demais.
Nenê fechou a partida com 18 pontos e 12 rebotes em 38:17 minutos dos 48 possíveis. Foi seu terceiro “double-double” da temporada em seis jogos. Outros virão, com certeza.
PQP, CADÊ O GASOL, NINGUÉM SABE…
Marc Gasol foi o pivô do Memphis. O espanhol debuta na NBA depois de ter vencido um mundial e conquistado uma medalha de prata olímpica. É um dos mais respeitáveis pivôs europeus. Muitos disseram que o verdadeiro Gasol é ele e não Pau, seu irmão.
Pois bem; ontem, diante de Nenê, ele conseguiu fazer apenas uma cesta em todo o jogo! No primeiro tempo, ficou completamente entregue ao brasileiro, pois não conseguiu arremessar nenhuma bola sequer contra o aro do Denver. Sua primeira cesta foi marcada no final do terceiro quarto, quando era marcado por Chris Andersen, no momento em que Nenê descansava.
Terminou o jogo com seis pontos e oito rebotes. A maioria deles feitos quando Nenê, como disse, estava no banco, descansando.
MOTOR SILENCIADO
Antes do jogo do Denver, vi o Boston silenciar os pistões de Detroit. Com uma defesa sólida, consistente, o atual campeão da NBA nada possibilitou aos anfitriões. Perdi
do em quadra, o Detroit somou sua segunda derrota em seu segundo embate com Allen Iverson em quadra: 88-76.
“De longe, foi a melhor defesa em todos os jogos desta temporada”, empolgou-se Doc Rivers ao final da partida na entrevista coletiva. “A gente tem defendido muito bem, mas esta noite passamos da conta”.
Rivers tem razão; o Celtics limitou o Pistons a um aproveitamento amorfo de 34,7% de seus arremessos. Forçou os caseiros a 17 erros, que redundaram em 23 pontos para os visitantes. O volume defensivo foi tanto que no segundo quarto o Detroit fez apenas 10 pontos e teve um ridículo desempenho de 18.8% de seus chutes.
Rip Hamilton, cestinha do Detroit na temporada, perdeu seus oito primeiros arremessos. AI foi outra decepção: fez só dez pontos e acertou apenas quatro de seus 11 “jumpers” (27.5%); deu quatro assistências em 31 minutos.
Os 22.076 torcedores (lotação completa) que foram ao Palácio de Auburn Hills ficaram boquiabertos com a qualidade do jogo do Celtics, em especial do armador Tony Allen (foto AP), que marcou 23 pontos e foi o cestinha da partida. Muitos deixaram o ginásio certos de que será difícil alguém segurar Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen nesta temporada.
O 18º. título não seria apenas quimera de torcedores fanáticos do Celtics. É mais do que crível.
PINGOS NOS “IS”
Voltando ao assunto da família Gasol e quem é quem, o melhor deles é Pau e não Marc. Ontem, na vitória do Lakers sobre o Houston por 111-82, o primogênito terminou a partida com 20 pontos, 15 rebotes e três tocos. Brilhou mais do que Kobe Bryant, que marcou 23 pontos.
Os amarelinhos estavam sendo surrados pelos texanos até o começo do segundo quarto, quando Aaron Brooks fez uma bandeja e colocou o Houston na frente em 32-16. Daquele instante em diante, o Lakers fez uma corrida de 95-50 e ganhou a partida com categoria.
“A partir do segundo quarto, começamos a trabalhar a bola melhor”, justificou Phil Jackson, na coletiva depois do jogo.
Ele tem razão. No primeiro quarto, o Lakers teve um aproveitamento pífio de seus arremessos: 5-17. Isso significou um percentual de acerto de 29.4%, contra 43.5% dos primeiros quatro jogos desta temporada.
A recuperação é significativa, porque não foi feita diante do Charlotte, por exemplo. Foi feita diante do Houston, um dos favoritos ao título da Conferência do Oeste. É bem verdade que a recuperação se deu dentro de casa, onde tudo é mais fácil. Mas recuperou, o que não aconteceu com o Detroit, por exemplo.
Marko Jaric é um inexpressivo armador sérvio que perambula pela NBA. Depois de ter jogado na terra natal (Peristeri Nikas) e passar pelo basquete italiano (Virtus Kinder Bologna), desembarcou na NBA na temporada 2002/03 para defender o Clippers.
Lá disputou três campeonatos, tendo se transferido na seqüência para o Minnesota. Jogou outras três temporadas em Minneapolis e nesta foi para o Memphis. Ontem entrou em quadra pela primeira vez no torneio. Nos outros seis prélios, esquentou o banco o tempo todo. Jogo pouco mais de quatro minutos contra o Denver e não fez nada, absolutamente nada. Zerou em tudo!
Por que falo sobre Jaric? Porque o sérvio está noivo da top model brasileira Adriana Lima (foto), a terceira modelo mais requisitada do planeta, atrás apenas da alemã Heid Klum, mulher do cantor Seal, e, obviamente, de Gisele Bundchen.
Em outras palavras: Jaric, um desastre nas quadras, um sucesso fora delas. Adriana que o diga.
POPULARIDADE
Há alguns posts, um internauta parceiro deste blog – não me lembro mais que é – perguntou sobre a popularidade dos esportes nos EUA e onde se situava a NBA. Mandei um e-mail para a liga, em Nova York, e a resposta que obtive foi a seguinte, de acordo com uma pesquisa feita no final do ano passado pela ESPN:
1º) Futebol – 34.8%
2º) Futebol universitário – 25.8%
3º) Beisebol – 21.7%
4º) Basquete universitário – 17.7%
5º) NBA – 15.7%
6º) NASCAR – 14.9%
7º) Skate – 12.5%
8º) Esportes radicais – 11.9%
9º) Boxe – 11.4%
10º) Golfe – 9.8%
11º) Luta-livre – 7.9%
12º) Hipismo – 7.1%
13º) Hóquei – 6.9%
14º) Tênis feminino – 6.6%
15º) Soccer (futebol) – 6.5%
16º) WNBA – 6.4%
17º) Tênis masculino – 5.7%
Na época em que Michael Jordan estava em quadra, a NBA situava-se na terceira posição, atrás apenas dos dois futebóis, como diria Vampeta.
Notas relacionadas:
- NENÊ VENCE LEANDRINHO
- LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR
- NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA








