Agora é aguardar. LeBron James já conversou com todas as franquias que ele demonstra interesse em jogar.
Primeiro encontrou o pessoal do New Jersey, exatamente na quinta-feira. Depois, os representantes do New York. Ontem, reuniu-se com a direção do Miami por 2h50 minutos.
Hoje pela manhã, às 11h, recebeu no escritório da IMG (International Management Group) representantes do Cleveland, encabeçados pelo dono, Dan Gilbert, pelo GM, Chris Grant, e seu assistente, Lance Blanks, e também pelo novo treinador, Byron Scott.
Usando camiseta, short e tênis preto e meias brancas, carregando uma mochila igualmente negra nas costas e no rosto um óculos escuro, LeBron desceu de sua Mercedes prata para delírio de muitos fãs do Cavs que se encontravam na porta do edifício da empresa que agencia, entre outros clientes, atletas do mundo inteiro, inclusive LBJ.
A reunião não durou mais do que uma hora e meia. A presença de Scott dirigindo o time nas próximas quatro temporadas pode ter um peso grande. Afinal, trata-se de um treinador que conseguiu a façanha de levar o pequeno New Jersey a duas finais. Perdeu ambas, mas ganhou a Conferência Leste, feito que King James só conseguiu uma vez.
Depois do encontro com o “staff” do Cavs foi a vez do pessoal do Chicago chegar. Ao contrário dos representantes do Cleveland que estacionaram seus carros na garagem do edifício, Jerry Reinsdorf, dono do Bulls, John Paxson, presidente da franquia, Gar Forman, GM, e Tom Thibodeau, o novo treinador, estacionaram o carro do outro lado da rua. Ao passarem pelos torcedores do Cleveland, levaram uma sonora vaia.
Que me importa? — diria minha vó. O foco não era os fãs, mas sim LeBron James (Foto Getty Images).
O “staff” do Bulls ficou mais tempo conversando com ‘Bron. Quase três horas, pois a reunião começou às 12h15 e terminou às 15h14.
Assim como ocorreu no primeiro encontro, ninguém falou nada. Mas o sorriso no rosto de Thibodeau delatava que a reunião deve ter sido bem produtiva.
Quando foram embora, o pessoal do Bulls passou novamente pelos torcedores, que gritavam “LBJ” mesclado com “Noah sucks” (acho que não preciso traduzir) em referência às declarações do pivô do Chicago que discutiu com LBJ por causa daquela dancinha, lembram-se?
De acordo com as regras salariais da NBA, apenas o Cleveland por oferecer o maior salário a LeBron. New Jersey, New York, Chicago e Miami não.
Mas o que o Cavs teria para oferecer a LBJ em termos de equipe? Há, agora, um grande treinador à frente da franquia, mas o time seria praticamente o mesmo das últimas temporadas.
Em contrapartida, se LeBron for para o Nets terá a companhia de Devin Harris e Brook Lopez. Em Nova York reencontrará Mike D’Antoni, um treinador que só tem olhos para o ataque e que trabalhou com ‘Bron na seleção olímpica dos EUA em Pequim. Já em Miami, ele terá a seu lado Dwyane Wade e Michael Beasley. Se escolher o Chicago, jogará com Derrick Rose e Joakim Noah.
LBJ disse várias vezes que dinheiro não é problema. Partindo desse pressuposto, acho que em Cleveland ele não fica. Se ficar, o coração falou mais alto, pois ele é filho da terra.
New Jersey e New York têm pouco a oferecer em termos de time, mas o Nets é de seu grande amigo Jay-Z, o rapper casado com Beyoncé, e em três anos muda-se para o Brooklyn, sinônimo de paraíso na terra para LeBron. E o Knicks fica em Manhattan, precisa dizer mais?
Mas LBJ, repito, já afirmou que o dinheiro não vai nortear sua decisão. Ele quer anéis.
Então, descarto New Jersey e New York.
Em Miami, ele pode ser campeão ao lado de D-Wade, mais rapidamente do que ao lado de D-Rose e Noah. Mas LBJ adora Chicago e o Chicago, time para quem ele sempre torceu.
Fico com esses dois. Qual deles?
Vamos aguardar.