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segunda-feira, 8 de junho de 2009 NBA | 12:58

A BOLA DO JOGO

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Os lances decisivos

Courtney Lee teve a bola do jogo nas mãos (acima, à direita, em imagem AP). Talvez a bola do campeonato.

Faltava 0.6 segundo para o final do tempo normal e o placar do telão central do Staples Center luzia um empate em 88 pontos. Kobe Bryant, momentos antes, acabara de levar um toco humilhante de Hedo Turkoglu (acima, à esquerda, em imagem AP), que pegou a bola e imediatamente pediu tempo.

O tempo era escasso para qualquer coisa. Menos para fazer uma cesta – o basquete é assim, nenhum outro esporte é como ele.

Dizia eu que faltava 0.6 segundo para o final do tempo normal e o placar do telão central do Staples Center luzia um empate em 88 pontos.

O passe lateral, feito por Turkoglu, foi perfeito. Lee correu pelas costas de Kobe, que o perdeu de vista de maneira comprometedora. A sorte do Lakers foi que o armador do Orlando deixou de fazer uma das cestas mais possíveis de serem feitas; seu erro impediu o Magic de conquistar sua primeira vitória em um jogo decisivo da NBA.

Sim, pois no tempo extra – que não foi evitado com o desperdício de Lee – o Lakers fez 13-8 no Orlando e venceu a contenda por 101-96. Agora o time da Flórida computa seis derrotas em seis jogos decisivos.

E o Lakers abriu 2-0 na série final. Coloca a mão na taça.

JUSTIÇA

Os torcedores do Lakers viram a viola em cacos. A sorte deles foi o azar de Courtney Lee – ou incompetência, como queiram.

A bem da verdade, o mais justo seria a vitória do Orlando. O time jogou muito bem, sem mexer na sua estrutura, atuando com um pivô e quatro abertos, como fez durante toda a competição.

Marcou com intensidade, especialmente Hedo Turkoglu a Kobe Bryant, fez seu jogo interior e exterior funcionarem e encarou de igual para igual os anfitriões, pouco se importando com a pressão que vinha do lado de fora, especialmente de Jack Nicholson, que tentou “apitar” a partida de sua privilegiada cadeira de pista.

Foi mesmo o Orlando que a gente viu na decisão do Leste diante do Cleveland.

Mas perdeu uma chance e tanto. Talvez não haja outra oportunidade como essa.

O Lakers abriu as portas ao Orlando; Kobe, esqueça os números, jogou mal.

Forçou demais o jogo em muitos momentos e por conta disso não envolveu seus companheiros como deveria.

A sorte dele foi que Lamar Odom e Pau Gasol seguraram a onda.

Lamar fez 19 pontos. No último quarto do tempo normal foi o suporte que Kobe precisava. Gasol cravou um “double-double” ao anotar 24 pontos e apanhar dez rebotes.

O espanhol foi de uma regularidade impressionante.

Como disse, os dois jogaram muito bem. Foram o desafogo do time em muitos momentos, especialmente aqueles em que Kobe esteve confuso.

BRILHO

Como disse acima, foi o Orlando que a gente viu diante do Cleveland.

Rashard Lewis desencantou: anotou 34 pontos e jogou como gente grande. Acertou 50% de seus arremessos de três (6-12) e ajudou na melhora do desempenho da equipe nesses tiros longos, não no percentual, mas no volume: o Orlando arremessou nada menos do que 30 bolas triplas e acertou dez.

Rashard apanhou ainda 11 rebotes e deu sete assistências; quase um “triple-double”. Foi o melhor jogador em quadra.

Hedo Turkoglu marcou 22 pontos, seis rebotes e quatro assistências. Mas o mais importante foi o trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant.

Foi quem melhor marcou o armador do Lakers neste campeonato. Stan Van Gundy, com certeza, vai repetir este duelo amanhã à noite na Flórida, no primeiro de três jogos na quadra do Orlando.

Dwight Howard também fez um “upgrade” em seu desempenho. Acertou 50% de seus arremessos (5-10), errou apenas dois lances livres (7-9), totalizando 17 pontos. Confiscou 16 dos 44 rebotes que o Magic pegou na partida e foi decisivo para o time bater o Lakers neste fundamento em 44-35.

Teve dificuldades para marcar Pau Gasol, mas, como sabemos, ele joga praticamente sozinho dentro do garrafão. Não é fácil marcar todos os grandalhões adversários.

NÚMEROS

Em toda a história da NBA, sempre que um time da casa fez 2-0 ele acabou vencedor da série em 94.2% desses confrontos. Apenas três times conseguiram reverter esta situação, o último deles foi o Miami, em 2006, diante do Dallas.

Enquanto há vida, há esperança.

De fato, o Orlando tem mesmo que se apegar em frases feitas para não esmorecer neste instante. A situação ficou complicadíssima.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de junho de 2009 NBA | 15:55

MUDANÇA DE TIME — E DE RUMO

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O Lakers já avisou: a tática continuará sendo a mesma. Ou seja: minar o jogo de Dwight Howard.

Andrew Bynum e Pau Gasol, ambos com 2m13 de altura, e Lamar Odom, 2m08, continuarão atormentando a vida do Super-Homem, dois centímetros mais baixo que os dois grandalhões do time angelino.

No jogo inicial da série decisiva da NBA, os três conseguiram passar a perna em Dwight. O “big man” do Orlando não encontrou espaços para jogar e arremessou apenas seis bolas contra o aro adversário – acertou apenas uma.

Nas outras 16 tentativas, sofreu falta e foi para a linha do lance livre. Converteu uma dezena daqueles arremessos, desempenho nada mais do que regular.

Além disso, os três pivôs do Lakers, no ataque, atingiram o alvo em 15 oportunidades dos 41 acertos do time de Los Angeles. Ou seja, 14 a mais do que DH (foto AP).

Além disso, como eu falei, na briga pelos rebotes os amarelinhos (que vão jogar de branco amanhã, porque amanhã é domingo e domingo os amarelinhos jogam de branco) confiscaram 55 deles, enquanto que o Orlando ficou com 41.

E tem mais: 56 dos 100 pontos do Lakers foram feitos dentro do garrafão, enquanto que o Magic anotou apenas 22.

O que fazer para resolver esse problema? Deixar Dwight sozinho, à procura de uma saída para esta sinuca de bico ou colocar alguém mais para ajudá-lo?

Se Stan Van Gundy optar pela primeira alternativa, pode pagar um preço alto demais, pois, apesar do apelido, Howard não é nenhum super-homem. Se o treinador cravar na segunda alternativa, vai contrariar todo um sistema de jogo que foi utilizado durante a temporada e que foi o responsável por levar o Orlando à final.

Sim, pois se Van Gundy colocar, por exemplo, Tony Battie na equipe, ele vai ter que tirar um dos alas do quinteto que estiver em quadra. Quem sacar? Rashard Lewis, Hedo Turkoglu ou Courtney Lee/Mickael Pietrus?

Se a gente considerar que as bolas longas do Orlando não funcionaram no primeiro jogo da série decisiva, a alternativa “a” (colocar Battie ou mesmo Marcin Gortat na equipe titular) pode ser a que martela a cabeça do treinador neste momento.

Com isso, deve pensar Van Gundy, o time ganharia no jogo interior e poderia não apenas melhorar seu desempenho ofensivo como evitar a eficiência do ataque adversário dentro do garrafão.

E quem tirar do time então? A lógica manda Rashard para o banco, pois ele vem jogando há duas temporadas como ala de força, embora a ala seja a sua posição de origem.

Mas isso também não importa muito, pois o basquete não é como o futebol. No esporte da bola ao cesto o treinador pode modificar o time quantas vezes quiser.

Por isso mesmo, penso que Van Gundy dará mais minutos a Battie e Gortat no jogo de amanhã. Arrisco mais: acho que ele modificará o quinteto titular.

Sairá com a seguinte equipe: Rafer Alston, Courtney Lee, Hedo Turkoglu, Tony Battie e Dwight Howard.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009 NBA | 13:59

COMPARAÇÃO ENTRE OS FINALISTAS

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Vamos fazer uma comparação entre as principais peças dos finalistas da NBA. Quem leva a melhor nos confrontos diretos entre Los Angeles Lakers e Orlando Magic na decisão que começa nesta quinta-feira?

Derek Fisher (Lakers) x Rafer Alston (Magic)

Não sei mais o que o Fisher faz em quadra. Na verdade, o Phil Jackson usa o Fisher para os arremessos de três pontos, jogar aberto e, com isso, aliviar a pressão em cima do Kobe. Como ele não tem acertado, está sem função no jogo. E tem marcado muito mal. A armação fica por conta do Kobe, algumas vezes do Lamar Odom. Em raras oportunidades você vê o Fisher com esta incumbência em quadra. Em compensação, o Alston arma o jogo do Orlando, tem um bom jogo de infiltração, e seus arremessos de três pontos, se não são tão precisos quanto os de Turkoglu, Lewis e Pietrus, principalmente os dois últimos, também têm sua dose de veneno.

Vantagem: Orlando.

Kobe Bryant (Lakers) x Courtney Lee (Magic)

A comparação é covardia. Kobe é hoje o melhor jogador de basquete do planeta. Faz de tudo em quadra. Seu arsenal ofensivo dificulta a marcação do adversário, já que pode usufruir de tiros de longa, média e até mesmo de curta distância, com as infiltrações. Sem contar que sabe distribuir o jogo. Na defesa, é um dos melhores marcadores da liga. Lee é um novato, coitado. Vai tentar fazer das tripas coração para conter o Kobe, mas não tem munição suficiente para isso.

Vantagem: Lakers, de longe.

Trevor Ariza (Lakers) x Hedo Turkoglu (Magic)

A altura é um dos grandes diferenciais do Turkoglu em relação aos seus marcadores. Neste caso, tem 2,08 m contra 2,03 m do Ariza. Mesmo grande, tem habilidade que o favorece no drible e, em muitos casos, até para a infiltração, para o chute à meia distância e a bandeja. Ariza é ótimo marcador, mas terá muita dificuldade neste confronto. Tem de fazer da agilidade seu maior trunfo neste embate. Quando tiver posse de bola, a mesma coisa: tem de ser rápido para se livrar da marcação. Quando pressionado, a diferença de tamanho pode lhe dificultar o arremesso.

Vantagem: Orlando.

Pau Gasol (Lakers) x Rashard Lewis (Magic)

É um dos duelos mais interessantes desta série. Rashard basicamente ataca como um ala e, não, como ala-de-força. Isso deve complicar a defesa do Lakers como um todo. Porque pode colocar o Gasol forçosamente em cima do Dwight Howard para fazer a dobra. O espanhol não tem velocidade e agilidade para marcar o rival na linha dos três. Em contrapartida, no ataque, se o Lakers estiver em quadra com Gasol de ala-de-força, isso pode dificultar a defesa do Orlando, porque o Rashard joga improvisado. Pode sobrecarregar o trabalho defensivo do Dwight Howard.

Vantagem: Lakers

Andrew Bynum (Lakers) x Dwight Howard (Magic)

O Andrew Bynum é dois centímetros mais alto que o Howard (2,13 m contra 2,11 m), mas o jogador do Orlando é muito mais atlético, então a diferença inexiste. A ideia do Lakers é afastar o Howard da cesta. O Bynum tem bom tamanho, mas não sei se teria força para isso. Quando for atacar, a desvantagem é muito grande em favor do Howard, que foi eleito o melhor defensor da temporada e vai pegar um jogador que não encontrou seu ritmo de jogo. Este duelo também é covardia, a vantagem do Howard é muito grande. O Bynum vai precisar de ajuda.

Vantagem: Orlando, de longe.

Lamar Odom (Lakers) x Mickael Pietrus (Magic)

Pietrus, na verdade, é mais titular que o Lee. Tem uma importância para o Orlando tão grande como o Lamar para o jogo do Lakers. Sabe marcar e vai ajudar a fazer a marcação em cima do Kobe. Tem uma visão periférica de quadra que poucos têm. Sabe se locomover e encontrar os espaços ofensivos para seus chutes de três, que são poderosos. Isso pode cansar muito o Kobe. O Lamar vai entrar para marcar o Rashard Lewis. O duelo basicamente será este. Se jogar como na fase de classificação, tem condição de fazer um duelo muito interessante. Se o rendimento for como o de suas atuações contra Utah Jazz e, principalmente, Houston Rockets, nos playoffs, fica difícil. Resta saber qual vamos encontrar nesta série.

Vantagem: Empate

Phil Jackson (Lakers) x Stan Van Gundy (Magic)

Phil Jackson é o técnico mais vencedor da liga, ao lado de Red Auerbach, mas nesta década, à exceção do início (sendo campeão em 2001 e 2002 para completar o tricampeonato iniciado em 2000), não vem tão bem, pois perdeu as duas finais, diante do Detroit e do Boston. Ele não tem se mostrado tão ativo no banco de reservas. Embora sua característica seja mais “zen”, como dizem, nos grandes momentos dava para ver que tinha o controle do jogo e do time. Hoje está, parece, muito passivo. Seu grande desafio é mostrar que não está ultrapassado. Também conta com bons assistentes técnicos. Kurt Rambis está bem cotado para assumir o cargo de comandante do Sacramento Kings. Jim Cleamons é seu longo companheiro, dos tempos de Chicago Bulls. Frank Hamblen também está com ele há tempos. E há o Tex Winter como consultor ainda.

Stan Van Gundy parece um técnico muito centralizador. Tem controle absoluto do time, e não sei se isso é bom. No momento de dúvida, não sei para quem pode recorrer, pois não parece utilizar o apoio de sua equipe. Seus assistentes podem parecer só de figuração. É sua primeira final. Teoricamente a experiência do Jackson lhe dá vantagem.

Vantagem: Lakers

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 31 de maio de 2009 NBA | 01:33

A FORÇA QUE VEM DO LESTE

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A tão sonhada final da NBA, que a liga, a mídia e os torcedores tanto queriam, envolvendo Kobe Bryant e LeBron James, não será mais possível. Nem a nossa, colocando cara a cara os dois brazucas que chegaram às finais das conferências.

O Lakers estragou a nossa festa no Oeste ao eliminar o Denver de Nenê. No Leste, o Orlando fez o mesmo ao bater agora há pouco o Cleveland de Anderson Varejão por 103-90.

O time de Los Angeles, é certo, confirmou seu favoritismo; a equipe de Ohio, todavia, decepcionou.

Será que decepcionou mesmo ou o Orlando é realmente mais time?

Penso que as duas coisas.

O Cavs gastou toda sua munição fora do tempo. Jogou tudo o que podia e sabia na fase de classificação.

Mas fez o certo, pois entrar nos playoffs com vantagem de quadra é meio caminho andado para ganhar o título. Não tinha mesmo como esconder o jogo.

O que faltou foi mudar a cara do time. O jogo óbvio, concentrado sempre em LeBron, deveria ter sido substituído por algo diferente, a surpreender os oponentes.

Mas isso não aconteceu. Mike Brown, que foi eleito merecidamente “Coach of the Year”, não conseguiu criar um fato novo para o time nestes playoffs, pois, ingênuo, deve ter acreditado que não seria preciso, pois o Cavs da temporada regular era mais que suficiente para ganhar o campeonato.

Errou – e feio.

Por outro lado, fico pensando: como construir algo novo se os outros dois principais jogadores do time, Mo Williams e Delonte West, negaram fogo no momento decisivo?

Negaram fogo, apagaram-se inegavelmente. Mas por que isso aconteceu? Será que eles simplesmente encolheram em quadra ou será que LeBron não teve o poder de fazê-los crescer no momento decisivo?

Penso que as duas coisas.

O Cleveland é só interrogação neste momento. Há muito o que se refletir para a próxima temporada.

Quanto ao Orlando, o time da Flórida foi sempre superior. O Cavs só não foi varrido nesta final do Leste por causa daquele chute milagroso de LeBron no segundo jogo da série.

Se o Lakers mostrou força nos dois últimos jogos diante do Denver, o Orlando foi soberano diante do Cleveland; ou melhor, foi suplantado pelo oponente no quinto jogo do confronto, o passado, realizado em Cleveland.

Deu gosto de ver o Magic jogar nesta final do Leste. Um time com variação de jogo, que leva o adversário à loucura sem saber o que fazer, a quem marcar.

A equipe de Stan Van Gundy ganha com bolas de três, da zona morta e no garrafão.

Ontem, Dwight Howard foi um gigante em quadra e justificou o apelido de Super-Homem: marcou 40 pontos (seu recorde em playoffs) e apanhou 14 rebotes.

Nas bolas de três, a equipe da Flórida derrubou nada menos do que 62 nesta série final diante do Cleveland, que ficou mortificado em quadra vendo a laranjinha furar a rede.

Ontem foram 12-29: quatro de Mickael Pietrus, três de Rashard Lewis e também de Rafer Alston e duas de Hedo Turkoglu.

Como marcar um time que tem um pivô como Howard e arremessadores como Pietrus, Turkoglu, Lewis e Alston?

O Cleveland não conseguiu. O Lakers conseguirá?

Só o tempo dirá.

VARIAÇÃO

Quando Jameer Nelson se contundiu, muitos acharam – inclusive eu – que o Orlando tinha chegado ao fim da linha. Mas não; como eu mesmo disse nesse botequim, o time da Flórida não foi ao muro das lamentações chorar a contusão de seu armador, ao contrário, foi às compras.

Trouxe Alston do Houston e adequou-o ao time. Levou um certo tempo para que Rafer entendesse a nova maneira de jogar e se entrosasse com seus novos companheiros.

Agora que isso aconteceu, a gente volta a ver aquela equipe que simplesmente varreu o Lakers nos dois jogos desta temporada de classificação. Não digo que a varredura acontecerá novamente, mas o Orlando chega mais encorpado nesta final diante do Lakers, que começa na próxima quinta-feira.

Chega mais robusto exatamente porque faz da diversificação a principal arma de seu jogo. O Lakers, ao contrário, é óbvio como o Cleveland, porque está nas mãos de apenas um jogador: Kobe Bryant.

O Orlando fará uma rotação defensiva em cima de Kobe. Courtney Lee pode marcá-lo; Turkoglu também. Isso sem falar em Pietrus e até mesmo Alston.

Ou seja: quatro jogadores a marcar apenas um. Quando um deles se cansar ou ficar comprometido com as faltas, muda-se o marcador e pronto.

E quanto a Kobe, quem é que fará o seu papel quando ele estiver cansado ou enrolado com as faltas? Ninguém.

A bem da verdade, não posso me esquecer de Pau Gasol. O espanhol cresceu muito de produção à medida que os playoffs foram avançando.

Mas alguém pode garantir que aquele pivô soft das finais do ano passado desapareceu para sempre? Não dá para saber.

O Orlando, como se vê, é um time pronto; o Lakers a gente não sabe.

Kobe e Phil Jackson vão ter que ser estrategistas neste momento. Mas por mais que eles possam usar a inteligência de jogo que possuem, se não houver resposta dos outros jogadores, o time vai para o beleléu, assim como aconteceu com o Cleveland.

A diferença é que Kobe é mais jogador e mais experiente que LeBron. Ele já mostrou que tem como fazer seus companheiros produzirem mais, coisa que LBJ não conseguiu.

Mas a pergunta que fica é: conseguirá Kobe modificar seus companheiros neste momento decisivo? Diante do Denver ele fez isso, repetirá diante do Orlando?

Só o tempo dirá.

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  1. SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO
  2. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 30 de maio de 2009 NBA | 02:24

A FORÇA DE UM FINALISTA

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Pela trigésima vez em sua história o Lakers chega a uma final da NBA. É o time que mais vezes esteve decidindo um título da maior liga profissional de basquete do planeta.

Chega encorpado pela vitória contundente diante do Denver por 119-92. Pra ninguém botar defeito e/ou contestar.

Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers jogou como um campeão. Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers mostrou que pode ganhar o título.

Até esta partida contra o Denver só havia dúvidas. A boa vitória do jogo passado foi conquistada em Los Angeles; por isso mesmo deixou uma ponta de dúvida em todos nós.

Além disso, à exceção de Kobe Bryant e Pau Gasol – às vezes –, ninguém tinha dado ainda a cara pra bater. Um jogo aqui, outro ali, os outros apareciam – mas não com a eficiência de um candidato ao título.

Nos dois últimos jogos tudo foi diferente. O Lakers jogou como um time, comandado por um grande jogador.

Kobe foi decisivo, letal, como são os jogadores diferenciados. Anotou 35 pontos, deu 10 assistências e apanhou seis rebotes.

Mas não jogou sozinho. O espanhol, como já destaquei, voltou a jogar como um pivô dominante: 20 pontos, 12 rebotes e seis assistências. Apareceu também como o jogador que mais desarmes fez na partida: três.

Foi a companhia que todo craque quer ter – e precisa. Companhia que LeBron James ainda não encontrou nestes playoffs.

Como disse no começo desta nossa conversa, não foram apenas os dois que brilharam. O Lakers jogou como um time.

Lamar Odom veio do banco e adicionou 20 pontos e oito rebotes; Trevor Ariza contribuiu com mais 17 tentos, sendo que dez deles foram produzidos no primeiro quarto; e Luke Walton presenteou o time com uma dezena importante de pontos, ajudando nos momentos chaves da peleja.

Os demais, se não tiveram um duplo dígito na pontuação, não desperdiçaram suas oportunidades. Tanto que o Lakers teve um aproveitamento muito bom nos seus arremessos de quadra: 57.3% (43-75).

Deles, 9-16 foram atrás da linha dos três: 56.3%.

Quer o melhor? Pois não: nos lances livres os angelinos acertaram todos os 24 cobrados!

Com números assim não perde mesmo – como não perdeu.

A vantagem prosseguiu nos rebotes (38-27) e nas assistências (28-14). Neste último fundamento, ficou claro o jogo solidário da equipe californiana.

“A gente sabia que iria vencer, porque usamos todas as nossas armas, evitando concentrar o jogo em Kobe ou em mim”, disse Gasol. “Nós temos realmente um grande time e temos que usar todos os nossos jogadores. E é isso o que estamos fazendo para vencer”.

E foi isso mesmo o que ocorreu. Mas, é bom que se frise, uma vez mais, o que Gasol declarou vale para os dois últimos jogos.

A comemoração, depois da partida, existiu. Mas foi contida (foto AP); afinal, todos sabem que o mais importante está por vir.

A decisão começa na quinta-feira. Em Los Angeles, se o Orlando se classificar; em Cleveland. se der Cavs na final.

De terça, não passa. A partir daí uma nova história começará a ser escrita.

PROGRESSO

O Denver ficou; infelizmente para nós brasileiros. Creio que a maioria torceu para o Nuggets ganhar esta série pela presença de Nenê.

E o brazuca de São Carlos não decepcionou seus torcedores nesta temporada. Foi, ao contrário do que muitos pensavam, um jogador chave na equipe colorada.

Contribuiu e muito para o time se classificar para os playoffs. Na fase decisiva, se voltou a se enrolar com as faltas, quando esteve livre delas mostrou que é um jogador decisivo.

Nenê, como o Denver, aprendeu muito nesses playoffs.

Tenho certeza que esse time, na próxima temporada, com um ajuste aqui, outro ali, voltará a ser força na Conferência Oeste.

Neste campeonato, chegou comendo pelas beiradas. Poucos acreditavam que o time pudesse chegar aonde chegou – eu mesmo não apostava nem um níquel sequer na equipe.

Quebrei a cara. Mas livro-me da condenação porque a adição de Chauncey Billups foi fundamental para o time mudar a cara nesta temporada. E ela ocorreu com o torneio em andamento.

Billups, Carmelo Anthony, Kenyon Martin e Nenê estão garantindo para o próximo campeonato. O Denver precisa arrumar um “shooting guard” – esse jogador não é Dahntay Jones e nem J. R. Smith.

Ir às compras, no verão norte-americano, é preciso. Encontrar a porta certa para bater é mais importante ainda.

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  1. A CULPA DE CADA UM
  2. FINAL DOS SONHOS
  3. A LÓGICA E A SURPRESA
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quinta-feira, 28 de maio de 2009 NBA | 13:06

A AULA DE KOBE

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Kobe Bryant

O Lakers está com um pé na final da NBA. A vitória de ontem por 103-94 foi a senha que o time precisava.

O Denver, agora, terá que vencer os dois próximos encontros, sendo que um deles está reservado para Los Angeles. Impossível? Claro que não; mas é difícil.

A pressão em cima do Nuggets será grande demais sempre que ele entrar em quadra. Por parte da mídia, torcida e dos próprios jogadores.

Kobe Bryant (acima, foto Getty Images) jogou tudo e mais um pouco ontem à noite. Esqueçam os pontos, analisem o que ele fez para o time – e não para ele.

Kobe acabou o enfrentamento com “apenas” 22 pontos. Atirou apenas 13 bolas contra o aro colorado.

Façamos uma comparação com LeBron James, mas não vamos usar o jogo de terça, pois houve uma prorrogação. Vamos pegar a partida de domingo: LBJ chutou nada menos do que 28 bolas durante a partida. Na primeira da série, quando o Cavs perdeu em casa, King James executou 30 arremessos.

O armador do Lakers procurou envolver seus companheiros, mesmo com um aproveitamento baixo por parte deles nestes playoffs.

Correu um risco e tanto. Mas era chegado o momento de isso acontecer; enganar a defesa adversária era preciso, pois, como estamos vendo, o Denver está jogando muito bem esta série.

“Era uma grande aposta para mim tornar-me uma isca e abrir espaços para os meus companheiros”, disse Bryant depois da partida.

Houve um momento, no terceiro quarto, que foi emblemático. Depois de uma troca de bolas, a laranjinha acabou nas mãos de Pau Gasol.

Marcado por Nenê, o espanhol, de costas para a cesta, procurava por Kobe. Ao avistar o companheiro, ouviu dele: “Go!” – seguido de um gesto incisivo que apontava o aro oponente.

Gasol atendeu a ordem da estrela da companhia. Virou-se para a cesta e marcou os dois pontos, que somados à outra dúzia anotada contabilizou os 14 definitivos do pivô ibero.

Quem também aproveitou-se do logro de Bryant foi Lamar Odom. O ala/pivô, que tinha média de apenas 7.5 pontos por partida, anotou 19.

Completaram a turma dos “duplos dígitos” Derek Fisher (aleluia!) e Trevor Ariza. Cada um anotou 12 pontos.

Como os norte-americanos gostam de dizer, “it was a clinic”. Em bom português, Kobe deu uma aula ontem à noite no Staples Center.

DECISÃO

Pau GasolOs dois times empataram os três primeiros quartos da partida: 25-25, 31-31 e 20-20. Foi no derradeiro que o Lakers definiu a partida ao anotar 27-18.

Os pontos do time angelino neste último período ficaram assim distribuídos: Lamar Odom e Pau Gasol (à direita, com Linas Kleiza, em foto Getty Images) marcaram oito tentos cada um, Kobe Bryant ajudou com quatro, Trevor Ariza com outros três e Shannon Brown e Derek Fisher aduziram um par de tentos cada um.

Mais um exemplo do equilíbrio do time, que não ficou nas mãos de apenas um jogador.

RECADO

Que isso sirva de lição para o Cleveland no jogo desta noite diante do Orlando. Se o Cavs quiser vencer – e quer, lógico que quer! –, Lebron James terá de envolver seus companheiros.

E quando algum dele – ou todos, sei lá – vacilar, LBJ tem que apanhar o script de Kobe Bryant, olhar para o cara e de maneira cortante determinar: “Go!”

Assim será menos trabalhoso concretizar o que apenas oito equipes fizeram em 190 embates travados: reverter uma série em 3-1 para 4-3.

PASSADA

A série ainda está aberta – mas ficou mais complicado, como disse acima. O Denver não pode desistir.

Como gostava de dizer Michael Jordan, terá que ser um passo de cada vez. Restam dois jogos; um no Colorado, outro na Califórnia.

O Nuggets tem que fazer, primeiro, a lição de casa. Ou seja: vencer no seu Pepsi Center.

Se isso ocorrer na partida de amanhã à noite, a série fica igual. Depois teremos a peleja decisiva, domingo à noite, em Los Angeles.

E lá, nunca é demais lembrar, o Denver já venceu. Por que não vencer novamente?

SUMIÇO

Chauncey BillupsCarmelo Anthony anotou 31 pontos. Fez a parte dele.

Os demais…

Chauncey Billups (à esquerda, em foto Getty Images) marcou apenas 12; pouco. Na goleada de segunda-feira passada, o armador fez o dobro.

Mas o problema mesmo ficou por conta de J. R. Smith. Ele cravou apenas sete pontos na cesta adversária – na vitória de segunda foram duas dúzias.

Além disso, Nenê, que teve um desempenho brilhante na partida comparativa, ontem voltou a se enrolar com as faltas e passou boa parte do prélio no banco de reservas. Marcou apenas quatro pontos e apanhou oito rebotes.

Jeff Van Gundy, que comentou a partida pela TNT, disse que o são-carlense precisa aprender a se controlar em quadra. Não referia-se apenas à técnica tomada depois de cometer sua quinta falta. Referia-se também às infrações de jogo.

Nenê joga muito, mas de pouca serventia será se ficar a maior parte dos 48 minutos disponíveis sentado, de cara amarrada, no banco de reservas – por causa das faltas!

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  1. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
  2. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 27 de maio de 2009 NBA | 15:53

AGORA COMPLICOU

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Agora ficou complicado. O Cleveland tem que vencer os três jogos restantes, sendo que um deles será em Orlando, onde o time perdeu os quatro que disputou nesta temporada.

E a estatística não ajuda.

Com a vitória de ontem na prorrogação por 116-114 o Orlando abriu 3-1 nesta série decisiva do Leste e na história da NBA só 4% dos times conseguiram reverter a situação. Ou seja: apenas oito equipes em 190 ocasiões!

Mas em se tratando de um time que conta com LeBron James, tudo é possível. Mesmo que o retrospecto do Cavs na Flórida seja péssimo, como vimos.

Por que o Cleveland perdeu? Por alguns motivos.

O principal deles, a meu ver, foi a marcação frágil nos arremessos de três do Magic. O time da Flórida encestou 17 bolas triplas, recorde da franquia em playoffs.

Rafer Alston acertou seis de seus 12 tiros, enquanto que Mickael Pietrus fez 5-13. Completaram o estrago Hedo Turkoglu, 2-5; Rashard Lewis, 2-4; Courtney Lee, 1-4; e Anthony Johnson, 1-2.

LeBron, que fez 49 pontos, marcou muito mal. Teve grande parcela de culpa nesta derrota.

Ele foi o responsável por vigiar Alston, Pietrus – mais – e Turkoglu – menos. Marcou o armador do Orlando principalmente no terceiro quarto. E foi neste período que Alston deitou e rolou, tendo encestado três bolas triplas e feito 15 de seus 26 pontos.

Quando o Orlando entrar em quadra amanhã à noite, esqueçam a bola e prestem atenção na marcação de King James: ele flutua a maior parte do tempo e exerce pouca pressão no adversário. Fica perto da cesta e por este motivo apanha uma infinidade de rebotes e distribui tocos aqui e ali.

Como disse Pedro José, parceiro constante deste botequim, LBJ “descansa” na defesa. E isso não é culpa do jogador; é provavelmente estratégia do técnico Mike Brown.

Sim, pois a pontuação do Cleveland fica a cargo de LeBron e ele ataca o tempo todo. Ninguém aguenta atacar sempre e defender com a mesma intensidade, nem mesmo LeBron, que tem uma saúde de ferro.

Desta forma, como disse, ele flutua na marcação, dando descanso para o corpo. E quem joga contra ele quase sempre pontua razoavelmente bem.

Ainda sobre a defesa do Cavs, sinceramente, não entendi outra proposta de Brown. Anteontem, conversando com outro parceiro nosso, o Julio Meirelles, sugeri que o Cleveland deveria jogar com apenas um pivô marcando Dwight Howard e com LBJ em cima de Lewis.

Meirelles questionou: “Quem vai marcar o turco”? Respondi que Sasha Pavlovic poderia exercer este papel. Ele replicou dizendo que Turkoglu é muito maior e não acreditava no sucesso do sérvio.

Pois bem: vocês viram como foi a marcação a Turkoglu ontem? Como LeBron ficou em cima de Alston e Pietrus a maior parte do tempo, o turco acabou sendo marcado por Delonte West (sic) em boa parte do jogo, este sim muito menor do que o europeu.

Confesso que não entendi a proposta do treinador.

E mais: no momento em que o Cleveland tinha em quadra Wally Szczerbiak, ele ficou vigiando Rashard Lewis, enquanto LeBron marcava Pietrus. Ora, não se pode comparar Wally com LeBron em termos de força física.

Por que o treinador fez isso? Tem cabimento Wally marcar Rashard enquanto o Cavs tinha apenas um pivô em quadra?

Aparentemente, não, mas se formos considerar o fato que LeBron precisa descansar na defesa, Mike Brown acerta ao deixar seu melhor jogador longe do embate físico do garrafão. Super-Homem, apenas nas histórias em quadrinhos.

Nem mesmo Dwight Howard. O pivô do Orlando anotou ontem 27 pontos, mas oito deles vieram no tempo extra; ou seja: no tempo normal ele marcou 19 – nada de outro mundo.

Esteve bem controlado individualmente pelos pivôs do Cleveland. Sinceramente, não vejo motivos para ter dois pivôs em quadra para marcar o grandalhão do Orlando.

O problema do Cleveland está nas bolas de três. Aí mora o perigo.

ESFORÇO

Anderson Varejão anotou nove pontos. Pegou, no entanto, apenas dois rebotes.

Jogou só 26 minutos dos 53 disponíveis. Enrolou-se com as faltas e foi excluído do jogo.

Marcar Dwight Howard é complicado, mas não impossível. Não bastasse isso, o capixaba teve também de correr atrás de Rashard Lewis.

A vida de Varejão não é mole não.

Notas relacionadas:

  1. A LÓGICA E A SURPRESA
  2. COMO UM POEMA
  3. ATOR SOLITÁRIO
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terça-feira, 26 de maio de 2009 NBA | 12:58

LAVADA NO COLORADO

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Nene e MArtinFoi uma batalha desigual; por isso mesmo, o jogo mais desequilibrado destes playoffs. Os números não me deixam mentir: Denver 120-101 Lakers.

Poderia ter sido de muito mais. A diferença de 19 pontos chegou a 21. E lá ficaria – ou progrediria – se os jogadores não fossem poupados em quadra.

Kobe Bryant anotou 34 pontos para o Lakers. Mas foram insuficientes para evitar o vexame.

O time de Los Angeles foi um poço de equívocos. Mal nos rebotes, cometeu muitos erros, desempenho ruim nos arremessos de três, pouco solidário em quadra.

Enfim, uma atuação para ser esquecida.

Em contrapartida, o Nuggets foi o oposto. Tudo o que o Lakers fez de errado, o time colorado fez certo.

A briga pelos rebotes, por exemplo, foi desigual: 58-40 em favor dos anfitriões. Nos ofensivos, então, nem se fala: 20-9.

Este foi talvez o fundamento que levou o time da casa à vitória. Se um jogador errava um arremesso, aparecia alguém para apanhar o rebote e reiniciar o ataque.

E nesse aspecto do jogo Nenê foi muito importante: apanhou 13, sete deles no ataque – o jogador em quadra com melhor desempenho nos rebotes ofensivos. Kenyon Martin colaborou com mais 15 e Chris Andersen com outros 14.

Muita gente tendo um duplo dígito neste importante fundamento. Time que possibilita isso ao adversário não pode mesmo querer ganhar a partida.

Do lado do Lakers, Pau Gasol foi solitário nesta batalha inglória: apanhou uma dezena. Os demais não chegaram a um duplo dígito.

Além disso, sete jogadores do Denver terminaram a partida com dez pontos ou mais. Chauncey Billups e J. R. Smith fizeram, cada um, 24 pontos. Carmelo Anthony, 15; Nenê, 14; Martin, 13; Dahntay Jones, 12; e Linas Kleiza, 10.

Do lado californiano, apenas quatro atingiram tal marca: Kobe com 34; Gasol, 21; Andrew Bynum 14; e Jordan Farmar, 10.

O desespero de Kobe em quadra, tentando diminuir a diferença com insistentes e incompreensíveis chutes de três pontos, foi outro retrato irretocável da debacle angelina. Kobe fuzilou dez vezes o aro colorado: acertou o alvo apenas duas vezes (20.0%); não teve desconfiômetro.

Foi o principal colaborador para a performance pífia do time neste fundamento: 9-31 (29.0%).

Outro que mais uma vez irritou os torcedores foi Derek Fisher: 1-5 nas bolas triplas (20.0% também). Fisher em quadra é algo que realmente não dá para se entender.

Finalmente, outro aspecto importante do jogo foi o comportamento dos reservas. Quarenta e dois pontos saíram do banco do Denver, enquanto que apenas 24 vieram das poltroninhas do Lakers.

Banco, alguém já disse aqui nesse botequim, ganha jogo.

GOLEADA

Kobe Bryant

Foi uma lavada; ninguém discute isso. O jogo que o Denver apresentou foi de encher os olhos – perdoem-me pela fragilidade da frase, mas não encontrei nada melhor.

Carmelo Anthony, a grande estrela do time, ontem foi mal. Bem, mas Chauncey Billups e J. R. Smith estiveram sensacionais.

Compensaram a má noitada do parceiro de time, que teve motivos para não ter mantido sua média: Melo jogou com dores estomacais e ainda por cima torceu o tornozelo direito durante a partida. Terminou o combate noturno com apenas 3-16 nos arremessos (18.7%), sendo que errou suas dez primeiras tentativas.

Tudo bem, pois, como disse, Chauncey e J. R. livraram a cara do amigo, principalmente Smith, que encestou quatro de seus nove tiros de três e com eles jogava sempre um balde de água fria sempre que o Lakers pensava em reagir.

A principal mensagem que o Denver passa para seus adversários é: há vida sem Carmelo Anthony.

Isso não ocorre em Los Angeles e nem em Cleveland.

Orlando sabe do que o Denver fala.

COMPORTAMENTO

Vocês observaram o comportamento de Nenê nos rebotes? Ao contrário do que fez em todo o campeonato, desta vez ele fazia um bloqueio no pivô adversário (Gasol ou Bynum) e ia com furor atrás do ressalto.

Nos jogos que antecederam o embate de ontem, o são-carlense se atracava com o grandalhão adversário e se esquecia de pular na bola. Por isso, teve médias de menos de oito rebotes por partida na temporada regular.

Ontem, com posicionamento correto, apanhou 13, como vimos.

O que será que houve para Nenê mudar de atitude? Quem foi o responsável por isso?

Não importa, mais pra frente, quem sabe um dia, a gente descobre. O que vale é que, com esta nova postura Nenê vai melhorar e muito sua performance em quadra.

Ganham ele e o Denver, que está vivíssimo nesta série.

Ganhar em Los Angeles não é coisa de outro mundo. O Nuggets já fez isso uma vez.

Por que não repetir o feito?

SUJEIRA

O que ocorre com Dahntay Jones? Será que ele acredita que sendo sujo em quadra ele vai desestabilizar Kobe Bryant? Tirá-lo do eixo?

Se a idéia for essa, pra mim é repugnável. Só espero que o trio de arbitragem esteja mais atento nos próximos jogos.

Não faço parte da turma que quer ganhar a qualquer custo. Gosto da ética e do “fairplay”.

 

Notas relacionadas:

  1. FINAL DOS SONHOS
  2. A LÓGICA E A SURPRESA
  3. UMA VITÓRIA E TANTO
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segunda-feira, 25 de maio de 2009 NBA | 11:38

ATOR SOLITÁRIO

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Foi o jogo mais chato e o menos brilhante tecnicamente dessas finais de conferência. A vantagem de dez pontos em favor do Orlando no marcador final, 99-89, pode ter sido um aviso de como será o confronto quando ele for hospedado na Flórida.

Pode ser, disse eu; a gente não sabe – mas preocupa. Sim, pois como eu já disse o Cleveland não tem se comportado bem fora de casa nesta temporada diante das melhores equipes da NBA – entre elas o Orlando.

Além de ter perdido todos seus compromissos para o Magic na Flórida, não venceu o Celtics em Boston e perdeu para o Lakers em Los Angeles.

Mas voltemos ao jogo de ontem. Embora tenha sido disputado com intensidade e tendo o Cleveland na frente em parte da contenda, ao contrário das duas partidas anteriores e das três do Oeste, esta não reservou suspense algum aos torcedores em seu final: estava na cara que o Orlando iria vencer – como venceu.

E por que venceu?

Vamos pensar na série como um todo. O que ocorreu com o Cleveland?

O Orlando está na frente porque, como muitos têm dito aqui em nosso botequim, o Magic é um time mais equilibrado que o Cavs. Não tem uma dwightdependência como o Cleveland tem uma lebrondependência.

Mo Williams, Delonte West e Zydrunas Ilgauskas, que foram de extrema valia para o time até chegar à decisão do Leste, não cresceram nos playoffs. O contrário se deu com LBJ.

Enquanto LeBron passou de 28.4 pontos de média da fase de classificação para 41.7, Mo Williams caiu de 17.8 para 17, Zydrunas de 12.9 para 10.3 e Delonte manteve os mesmos 11.7.

Como disse, não houve crescimento; não se pode dizer que eles apresentaram queda significativa, pois isso realmente não aconteceu. Mas por que eles não cresceram?

Esse é o ponto.

Por dois motivos, creio eu: 1) porque, ao contrário de LBJ, eles têm um aproveitamento percentual menor se comparado com a fase de classificação e 2) porque Delonte e Zy arremessam menos nesta série do que na fase regular, embora Mo apresente aumento de chutes por partida.

Na temporada regular, LBJ chutou uma média de 19.9 bolas por contenda; nesta série contra o Orlando subiu para exatos 27. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos na fase inicial foi de 48.9% e agora é de 53.1%.

Além disso, LeBron bateu uma média de 9.4 lances livres durante a fase de classificação e nesta série contra o Magic ela subiu para 15.3. Mas o percentual de acerto caiu de 78.0% para 73.9% – insignificante, concordam?

Já Mo Williams executou uma média de 13.9 arremessos na fase regular e subiu para 18.6 diante do Orlando.  Seu desempenho: 46.7% contra ridículos 32.1%.

Nos lances livres, o armador bateu 2.8 na “regular season” e agora foi para 3.6. Ou seja: a mesma coisa.

Delonte chutou 9.7 bolas por jogo na etapa de qualificação; agora contra o Magic foi para 10.3. Seu percentual caiu de 45.7% para 41.9%.

Nos lances livres, caiu de 1.68 para 1.60. Assim como Mo, mesma coisa.

Finalmente, Zy executou uma média de 12.9 arremessos na primeira fase da competição e agora contra o Orlando caiu para 10.3. Aproveitamento de 47.2% contra 38.2%.

Nos lances livres, foi de 2.6 para exatos dois por peleja. Igualmente, insignificantes.

Ou seja: se eles apresentassem crescimento, mesmo que pouco, estariam ajudando LeBron e consequentemente o Cleveland. Ao estacionarem – Delonte – ou caírem – Mo e Zy –, eles comprometem o produto final.

BANCO

Além disso, o banco do Orlando é mais produtivo que o do Cleveland. Ontem, 20 pontos dos anfitriões saíram de lá, enquanto que apenas oito vieram dos reservas do Cavs.

Na verdade, o Orlando não tem um banco eficiente, o que ele tem é um sexto homem que o oponente não tem. Falo de Mickael Pietrus.

O francês anotou na noite passada 16 pontos. Na série está com média de 13.

Enquanto isso, Sasha Pavlovic, aquele que foi defendido publicamente por LeBron James e que tem a mesma função de Pietrus, ontem jogou 26 minutos e saiu zerado de quadra. O montenegrino tem média de ridículos 4.5 pontos por partida nesta decisão do Leste.

Mas o que me chama a atenção é que este papel não foi desempenhado por Pavlovic na fase de classificação. Ele esteve nas mãos de Wally Szczerbiak, um ala experiente e de bom arremesso – especialmente da linha dos três –, que não entrou em quadra nos dois últimos jogos.

Por quê? Alguém tem alguma informação sobre o que ocorre com Wally? Por que Mike Brown não utiliza o jogador?

Algo ocorreu a) no relacionamento entre o jogador e o time; b) no relacionamento entre o jogador e LeBron; c) no relacionamento entre o jogador e o treinador; d) todas as alternativas anteriores são corretas; e) nenhum das alternativas anteriores é correta.

O que a mídia noticia é a alternativa a ser cravada é a “e”. Ou seja: que isso ocorre por opção do treinador. Se for isso mesmo, Mike Brown, eleito “Coach of the Year” tem uma parcela e tanto de responsabilidade no que vem ocorrendo.

Por pior que seja o momento de Wally, ele é mais jogador que Sasha.

Querendo ou não LeBron.

ONTEM

LeBron James arremessou 28 bolas na derrota de ontem; acertou 11. Percentual de aproveitamento de 39.3%.

Mo Williams, Delonte West e Zydrunas Ilgauskas, juntos, chutaram 37 laranjinhas contra o aro do Orlando e encestaram apenas 13. Percentual de aproveitamento de 35.1%.

O problema maior, a meu ver, não é o aproveitamento – praticamente o mesmo. O problema é que LBJ arremessa 28 bolas e cada um dos três teve uma média de 12.3 chutes.

Por que eles lançam menos bolas contra a cesta inimiga? Por que não tiveram a bola nas mãos ou por que se esconderam?

A bola poderia ter estado mais vezes nas mãos de Delonte, pois ele teve um desempenho de 45.4% no jogo de ontem – superior a LBJ. Já Mo e Zy foram muito mal: 31.2% e 30.0% respectivamente.

A pontuação final deles: LeBron, 41; Mo, 15; Delonte, 12; e Zy, nove.

Ou seja: os três juntos pontuaram menos que LBJ.

O que preocupou no jogo de LeBron, ontem, foi que ele acertou apenas dois arremessos dos 16 tentados fora do garrafão. Sua alta pontuação foi fruto das infiltrações seguidas de bandejas, quando ele acertou nove das 12 jogadas executadas.

MOEDA

O outro lado da moeda mostra um Orlando equilibrado. Cinco jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação.

Dwight Howard foi o cestinha com 24 pontos, seguido de Rafer Alston com 18, Mickael Pietrus com 16, Rashard Lewis com 15 e Hedo Turkoglu com 13.

O turco, embora tenha sido o menor pontuador com duplo dígito e tenha tido um percentual de aproveitamento muito ruim nos arremessos (1-11), fez uma grande partida. Sim, pois apanhou dez rebotes e deu sete assistências.

Hedo armou o jogo a maior parte do segundo tempo, mostrando equilíbrio e inteligência na distribuição das bolas.

Pra mim foi o melhor em quadra, mesmo tendo tido dificuldades para marcar LeBron.

Notas relacionadas:

  1. MARES TRANQUILOS
  2. QUE TAL UM APERITIVO?
  3. SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 24 de maio de 2009 NBA | 11:08

LADRÃO PROFISSIONAL

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Travor Ariza na marcação de NenêE não é que ele estava lá novamente? Foi a repetição da história do primeiro jogo entre Lakers e Denver.

A roubada de bola de Trevor Ariza depois do lateral liquidou com a esperança do Nuggets em vencer a partida. Faltavam apenas 36 segundos para o fim do cotejo e desta vez, ao contrário do primeiro encontro em Los Angeles, quem cobrou a reposição de bola foi Kenyon Martin e não Anthony Carter.

Ou seja, um gigante e não um baixinho – e de nada adiantou.

“Trevor é muito astuto, tem grande envergadura, é bem rápido, é um ladrão de bolas”, definiu Kobe Bryant após a partida.

O que aconteceu foi o seguinte – se é que você não sabe: o Lakers vencia a partida por 97-95 a pouco mais de meio minuto para o final. Lateral para o Denver; K-Mart na bola.

O passe era para Carmelo Anthony, mas Ariza fez a leitura correta da jogada inimiga. Tomou a bola de Melo e recebeu a falta na sequência.

Foi até a linha do lance livre, acertou o par de arremessos e colocou o Lakers na frente em quatro pontos: 99-95.

Isso liquidou com as pretensões do Denver, como disse anteriormente.

Mesmo com a diferença caindo para dois pontos após dois lances livres de Carter terem atingido o alvo, Bryant fez o mesmo com quatro deles, colocando números finais no marcador em 103-97.

Mais um jogo emocionante deste que é, seguramente, um dos mais emocionantes playoffs dos últimos anos na NBA.

DIFERENÇA

A jogada de Trevor Ariza deu o tom final da partida. Mas o cara – como diz Romário – foi Kobe Bryant. O armador do Lakers anotou 41 pontos e destruiu a defensiva inimiga.

Recebeu marcação de um punhado de gente adversária, mas ninguém encontrou a medida exata para contê-lo em quadra. O camisa 24 fez nada menos do que oito dos dez pontos do Lakers no final da contenda.

Assim como LeBron James no Cleveland, Kobe Bryant carrega o Lakers nestes playoffs. Mas é claro que ele conta com ajuda.

O lance de Ariza, mencionado anteriormente, foi uma delas. Exímio ladrão de bolas “down the strecht”, o ala do Lakers também contribuiu com 16 pontos.

E não dá para esquecer o que Pau Gasol fez em quadra: 20 pontos e 11 rebotes.

O resto do time? Bem, Kobe jogou por ele.

Kobe Bryant

VANTAGEM

Com o resultado, o Lakers recupera a vantagem de quadra, pois abre 2-1 na série e joga mais pressão pra cima do Denver. Sim, pois nos dois primeiros embates, o Nuggets entrou sem qualquer responsabilidade: a obrigação de vencer era do Lakers, que atuava em seu ginásio.

Com a vitória no segundo encontro, o Denver voltou para casa pressionado pela necessidade de vencer os dois prélios seguintes para não devolver a vantagem de quadra para o time californiano.

Fracassou na primeira tentativa. Agora tem que vencer para sobreviver; a pressão aumentou ainda mais.

Se o time colorado voltar a perder amanhã à noite em seu Pepsi
Center adeus viola. O Lakers poderá fazer 4-1 na partida da quarta-feira e se qualificar para as finais desta temporada.

Portanto, vencer amanhã é fundamental para o Denver continuar vivo nesta série.

NÚMEROS

Depois de 16 jogos invictos em seu Pepsi Center, o Nuggets perdeu. Foi também a primeira derrota do time do brasileiro Nenê em casa nestes playoffs.

Por falar em Nenê, o são-carlense fez um ótimo primeiro tempo. Marcou 13 pontos e apanhou quatro rebotes.

Na etapa final… Bem, pegou mais dois rebotes e não marcou ponto algum. Enrolou-se uma vez mais com as faltas e ficou boa parte no banco de reservas.

Confesso que esperava mais de Nenê nos momentos decisivos. Quase sempre ele está do lado de fora.

E isso é emblemático; vai ao encontro do que disse Oscar Schmidt, se não estou enganado. Segundo ele, nossos jogadores da NBA não têm a responsabilidade de decidir partidas. Assim, quando estão na seleção brasileira e têm esta missão, não sabem o que fazer, pois, como disse, não estão acostumados a ela.

POBREZA

Já disse aqui neste botequim: o sucesso de um time ou outro passa pelo freio imposto ao principal jogador adversário.

Ontem a defensiva do Lakers conteve Carmelo Anthony, que tinha estraçalhado nos dois primeiros jogos. Depois de ter anotado 39 e 34 pontos respectivamente, na noite passada Melo marcou apenas 21 pontos.

Deles, apenas três foram no segundo tempo. No total, acertou só quatro de seus 13 arremessos.

Mesmo que você não consiga conter o principal jogador adversário, sua estrela precisa estar no nível da estrela inimiga. Foi o que ocorreu no segundo jogo da série, em Los Angeles.

Na noite de quinta-feira passada, Kobe marcou 32 pontos, mas Carmelo estava com a mão na forma, bem calibrada. Equilibrou o confronto.

Se o adversário contém seu principal jogador e você não faz o mesmo com o dele, não tem jeito.

E foi o que aconteceu ontem em Denver.

GARANTIDO

O próximo jogo, como disse, será amanhã à noite no Pepsi Center. Havia uma colisão de datas com um espetáculo (sic) de luta livre.

Mas os artistas (sic) briguentos foram deslocados para o Staples Center de Los Angeles e o Pepsi Center estará desocupado e a quadra de basquete continuará intacta.

FRASES

“Preciso de mais tempo em quadra”—Andrew Bynum.

“Você os terá se jogar melhor”—Phil Jackson.

Notas relacionadas:

  1. RECLAMAÇÕES QUE PROCEDEM
  2. A LÓGICA E A SURPRESA
  3. UMA VITÓRIA E TANTO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 8
  3. 9
  4. 10
  5. 11
  6. 12
  7. Última