11/03/2010 - 14:55
Marion Jones está de volta ao esporte. Mas não às pistas de atletismo.
Ela está de volta ao esporte, mas agora como jogadora de basquete. Aos 34 anos, ela disse que vai realizar um sonho: jogar como armadora em um time profissional da WNBA.
Quem conhece a vida de Marion além das pistas de atletismo sabe muito bem que esta menina, produto da universidade de North Carolina (a mesma de Michael Jordan), sempre quis mesmo era jogar basquete.
Tudo começou em 1992, nos tempos da Thousand Oaks High School, na Califórnia (norte de Malibu), onde Marion liderou sua equipe do ensino médio a ganhar o campeonato norte-americano. No ano seguinte, foi chamada “Division I Player of the Year”, já atuando como “sênior”.
Em 1994, ela foi parar em Chapel Hill para jogar pela universidade de North Carolina. Tar Heels, como a escola foi apelidada.
Mesmo novata, Marion comandou o time ao título do Final Four derrotando na decisão a escola de Louisiana Tech. A contenda foi emocionante; Carolina venceu Louisiana por apenas um pontinho: 60-59.
O jogo foi no Richmond Coliseum, no Estado da Virginia. Foi também o único título nacional obtido por Carolina.
Marion (Foto AP) jogou mais dois campeonatos com a camisa 20 de Tar Heels. Em 1997, quando encerrou sua participação e deixou a pequena Chapel Hill, teve sua camisa de número 20 levantada no teto do Carmichael Auditorium.
Nunca mais pegou uma bola de basquete pra valer. Foi para o atletismo, onde também se destacava em North Carolina.
Mas ela gostava mesmo era de basquete. E por que foi para o atletismo?
Simples: menina de origem humilde, foi aconselhada pela treinadora de Carolina, Sylvia Hatchell, a ir para o atletismo — que ela também tanto adorava. Lá ela conseguiria amealhar uma fortuna em dinheiro que o basquete (no caso a WNBA) não iria dar a ela.
Só por isso, porque se dependesse de seu coração, Marion teria continuado com uma bola de basquete nas mãos.
O resto da história, todo mundo sabe. Mas não custa abreviá-la (ela daria um livro e/ou um filme) e lembrar que Marion destacou-se tremendamente no atletismo, ganhou troféus e mais troféus; e também medalhas.
Medalhas olímpicas, como o correu em Sydney-2000, quando ganhou nada menos do que cinco. Foram todas confiscadas pelo COI porque, sete anos depois, ela confessou ter feito uso do esteróide anabolizante THG.
Além de ter perdido as medalhas, ela cumpriu pena de seis meses em uma prisão no Texas porque mentiu à Justiça norte-americana quando da apuração do caso.
Ontem Marion foi apresentada como o novo reforço do Tulsa Shock. Na verdade, Tulsa desde agora, pois até o ano passado o time estava baseado em Detroit.
Lá, vai se juntar a Nikki Teasley, que entrou para o time de Carolina um ano depois que Marion deixou a escola. Vai unir-se também a Cheryl Ford, filha de Karl Malone.
Lá Marion vai ser dirigida por Nolan Richardson, um treinador que já ganhou o Final Four masculino com Arkansas em 1994 e que também treinou as seleções masculinas do Panamá e do México.
Lá, Marion Jones vai tentar reconstruir a vida. Dentro e fora do esporte.
Que lá ela tenha sorte e juízo.
NBA 1
O grande resultado da rodada de ontem foi a vitória de Dallas diante de New Jersey por 96-87. Foi a 13ª. conquista seguida do time texano, recorde atualmente na NBA.
Quem olha o placar sem ter visto o jogo vai achar que o Mavs não teve problemas. Teve sim, pois o Nets jogou de igual para igual o tempo todo.
No final da partida poderia ter passado à frente, mas o time não conta com jogadores cascudos, com aquilo roxo. Por isso, sempre que a oportunidade aparecia, nada acontecia.
E o Dallas recuperava a chance de abrir no marcador. E foi o que aconteceu.
A mídia fala muito em Jason Kidd e seus 20 pontos e nove assistências. Foram muito importantes, ninguém duvida disso.
Mas a atuação de Caron Butler no último quarto foi de estraçalhar. Butler anotou ao todo 16 pontos, sendo que dez deles surgiram no quarto derradeiro.
Parece estar completamente entrosado com o time. Butler é muito bom, é tão bom que no dia em que Dirk Nowitzki jogou abaixo do que pode ele resolveu o problema nos 12 minutos finais e levou o Dallas a mais uma vitória nesta temporada.
NBA 2
O Denver bateu o Minnesota, fora de casa, por 110-102. Não se deixe levar pelos oito pontos que separaram o vencedor do perdedor; poderia ter sido de muito mais.
Depois de ter enfrentado um primeiro tempo difícil, quando perdeu por 53-48, o Denver se encontrou no segundo tempo, abriu 16 pontos de vantagem, relaxou e venceu o prélio pelos oito pontos de diferença mencionados acima.
Venceu, mesmo sem o técnico George Karl, que ficou no Colorado para sequência do tratamento de um câncer na garganta. E graças a Chauncey Billups: o armador anotou 25 pontos e muitos deles vieram em momentos decisivos.
Por falar nisso, Nenê (Foto AP) uma vez mais foi determinante: marcou 17 pontos e apanhou nove rebotes (três deles no ataque). Deu também uma trinca de assistências.
Já no último quarto, o comentarista da TV do Minnesota, disse o seguinte sobre Nenê: “Joga muito, tem uma função importantíssima dentro do esquema do técnico George Karl. E tudo isso fica mais valorizado depois dos problemas que ele enfrentou no joelho e do câncer testicular”.
É prazeroso ouvir isso.
NBA 3
O Boston perdeu mais uma. Desta vez em seu TD Garden — e por 20 pontos de diferença.
Perdeu para o Memphis por 111-91 e o resultado de mais uma atuação apagada foram vaias para alguns jogadores, entre eles Paul Pierce, ao final da partida. Sim, Paul Pierce, aquele mesmo que um dia se declarou o melhor jogador de basquete do planeta.
O prenúncio era mesmo de uma noite de tragédia para o Celtics. A maior parte das poltronas de seu ginásio estava vazia.
Torcedor não é bobo aqui e nem lá. E nem masoquista.
Por mais que a ida a um ginásio da NBA tenha um cunho de diversão, os caras também assistem ao jogo e querem vencer.
Prevendo novo vexame, ficaram em casa. Os que foram à arena, vaiaram, como disse, ao final da partida.
“Nós fomos horrorosos. Faltou vontade ao nosso time”, disse o técnico Doc Rivers depois da partida.
Se faltou vontade eu não sei, mas que o time foi horroroso, isso eu concordo. O Celtics perdeu nada menos do que 15 de seus primeiros 20 arremessos, o que possibilitou ao Memphis fechar o quarto inicial em 27-12.
Ao final do primeiro tempo, o Boston tinha feito apenas 33 pontos, sua mais baixa pontuação em um tempo inicial nesta temporada. Um papelão e tanto.
Inclusive diante de Manny Pacquiao, o pugilista filipino que é campeão mundial dos pesos meio-médio e uma das sensações do boxe no momento. Pacquiao esteve no TD Garden e antes de a partida começar, presenteou a franquia com uma de suas luvas de boxe.
Esperava que ela inspirasse os jogadores do Celtics a nocautear o Grizzlies. Mas, o que de fato ocorreu, foi o nocaute do Boston.
RESULTADOS
Os outros resultados da rodada de ontem foram os seguintes:
Philadelphia 87-102 Charlotte
Detroit 104-115 Utah
Miami 108-97 Clippers
Oklahoma City 98-83 New Orleans
San Antonio 97-87 New York
Sacramento 113-90 Toronto
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, WNBA
Tags: Caron Butler, Chauncey Billups, Jason Kidd, Marion Jones, NBA, Nenê Hilário, Nolan Richardson, Paul Pierce, Tulsa Shock
15/02/2010 - 14:29
Vamos aos fatos.
Havia muito tempo que um “All-Star Game” não era levado a sério. Ontem, os jogadores que participaram o evento quebraram a escrita.
Talvez tenham sido alertados, antes de entrarem em quadra, que o investimento foi altíssimo, que 215 países em todo o planeta estavam assistindo à partida (41 línguas diferentes), que mais de 1.800 jornalistas de todo o planeta estavam credenciados para o evento (309 repórteres fora dos EUA vindos de 36 países) e que a liga pretende jogar seus tentáculos muito além do que vem jogando nos últimos anos.
Precisa do dinheiro que circula pelo mundo. E como querem David Stern, o presidente da NBA, e Jerry Colangelo, diretor da USA Basketball, transformar o basquete no esporte número um do planeta.
Será? Viveremos para ver isso — se é que isso vai acontecer?
Abrindo um parêntese, o basquete é hoje o segundo esporte na preferência global. Perde apenas para o futebol; não consigo entender por quê.
Futebol é apaixonante, mas é chato pra dedéu. Parece uma Raimunda.
Noventa por cento do tempo nada acontece. A bola fica no meio-campo sendo tocada de lá pra cá e de cá pra lá.
Basquete, ao contrário, é dinâmico. Há emoção o tempo todo. E os finais, como aconteceu ontem no “All-Star Game”, são quase sempre emocionantes.
Um amigo, certa vez, disse-me: “O que nos difere dos animais é o fato de que podemos usar as mãos. O futebol é o único esporte que se joga com os pés. Sua popularidade me faz crer que falhamos como espécie”.
É pesado; mas é para se pensar.
Voltemos, pois, ao evento de ontem à noite em Dallas. Foi grandioso, correspondeu, como eu disse, ao investimento da NBA.
A partida em um campo de futebol — no caso futebol americano. Com direito a show de artistas consagrados mundialmente, como os cantores Usher e Shakira e a extraordinária cantora e pianista Alicia Keys — que, aliás, deixou no chinelo Usher e Shakira.
E o prélio reservou-nos emoção o tempo todo. Inclusive no final, como a gente tanto gosta; e como é característica do basquete.
Dois míseros pontinhos definiram o vencedor. Por 141-139 o time do Leste saiu de quadra sob aplausos dos torcedores.
Dwyane Wade (Foto Reuters) foi eleito o MVP da partida; merecidamente. O armador do Miami anotou 28 pontos, deu 11 assistências, pegou seis rebotes e fez cinco desarmes.
Além disso, deu sete enterradas. A melhor delas no primeiro tempo, quando jogou a bola tabela, apanhou-a no ar e cravou no aro inimigo.
Sem dúvida alguma, o MVP da partida.
FOMINHA
Carmelo Anthony foi candidato a levar o troféu para casa. Anotou 27 pontos e apanhou dez rebotes. Se o time do Oeste tivesse vencido, com certeza Melo teria sido o MVP.
Ele sabia disso.
Tanto que a última bola do jogo, ao cair em suas mãos, foi direta para a cesta adversária. Mas poderia ter sido melhor trabalhada: um chute de dois levaria o jogo à prorrogação; era mais segura.
Mas se a bola tripla entrasse, daria vitória ao pessoal do lado do Pacífico. E Melo sairia nos braços da torcida e sob os holofotes da mídia.
Não pensou duas vezes ao fazer o arremesso que nem aro deu.
RECORDE
Ao contrário do que a NBA informou anteriormente, o público superou — e muito — as 92 mil pessoas que eram aguardadas. Oficialmente, 108.713 torcedores estiveram no Cowboy Stadium.
Isso significou o maior público presente para ver um jogo de um esporte olímpico coletivo. Deixou para trás as 95.887 pessoas foram ao Maracanã ver o jogo amistoso de vôlei masculino entre Brasil e a extinta União Soviética realizado na chuvosa noite de 26 de julho de 1983.
Quebrou também o recorde de público em jogos de basquete nos EUA. Até ontem, a contenda com mais espectadores ocorreu em 13 dezembro de 2003, quando 78.129 torcedores foram ao Detroit Lions Stadium ver Kentucky bater Michigan State por 79-74.
Importante: não foi a decisão do Final Four. Foi apenas um amistoso entre as duas universidades.
Além disso, os 108.713 torcedores presentes para ver o “All-Star Game” são também o recorde de público do Cowboys Stadium. Deixou para trás os 105.121 pagantes que foram ver a inauguração do estádio na derrota de 33-31 do Dallas Cowboys diante do New York Giants.
Foi no dia 20 de setembro de 2009.
O estádio, que fica em Arlington, na região metropolitana de Dallas, é um espetáculo. Não existe nada igual em todo o planeta.
Não à toa custou nada menos do que US$ 1.2 bilhão para ser construído.
TELÃO
Vocês viram os telões centrais do estádio? São dois; suas dimensões: 49 x 22 metros.
Pode?
Em HD, imagem cristalina.
COPA DO MUNDO
O que será que a África do Sul vai nos reservar em termos de estádio para o Mundial de junho próximo?
O que será que o Brasil vai reservar aos torcedores no Mundial de 2014?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, outras
Tags: Alicia Keys, Carmelo Anthony, Cowboys Stadium, David Stern, Dwyane Wade, Jerry Collagnelo, NBA, Shakira, USher
20/01/2010 - 12:06
Foi um baita jogo. Quem esperava por uma vitória fácil, tranquila, do Cleveland diante do Toronto, surpreendeu-se.
Sim, pois como eu disse há alguns dias aqui neste botequim, o Raptors é um time intrigante. Tem potencial para produzir muito mais do que produz; basta ver seu elenco.
E ontem, vendeu caro a vitória ao Cavs. A turma de Ohio teve de se desdobrar em quadra para fechar o marcador em 108-100.
LeBron James uma vez mais foi o cestinha dos anfitriões com 28 tentos anotados. Deu ainda 11 assistências e ficou a apenas um rebote para cravar um “triple-double”. Foi, sem dúvida, o melhor jogador em campo.
Mo Williams reprisou suas últimas atuações e foi o coadjuvante perfeito para LBJ. Deixou 22 pontos na redinha canadense e deu também dez passes que se transformaram em cestas.
Anderson Varejão desta vez confiscou menos rebotes do que o habitual. Foram apenas cinco para quem tem média de quase nove por partida.
Fez sete pontos, mas foi muito importante na briga dentro do garrafão, pelejando com o entusiasmo e força de sempre contra Chris Bosh e Andrea Bargnani.
LeBron, Mo e Varejão; três destaques do Cleveland no jogo de ontem. Mas os holofotes se direcionaram para…
SHAQUILE O´NEAL
Isso mesmo, para Big Daddy. Por quê?
O grandalhão do Cleveland fez 16 pontos, surpreendente para suas últimas atuações, é verdade. Mas eles foram mesmo importantes porque transformaram Shaq no quinto maior artilheiro da história da NBA com 28.014 pontos.
Se você não sabe quem são os outros quatro, anote aí, pela ordem: 1) Kareem Abdul-Jabbar, 38.387; 2) Karl Malone, 36.928; 3) Michael Jordan, 32.292; 4) Wilt Chamberlain, 31.419.
Daí Shaq dificilmente sairá. Sua média de pontos na atual temporada é de 10.7; 11 arredondando. Para ultrapassar a contagem de Chamberlain, se não errei nas contas, O´Neal precisaria do resto desta temporada e de mais três.
Em 6 de março próximo ele completará 38 anos. Teria que ficar em quadra até os 41.
Kareem tinha 42 anos quando encerrou a carreira. Mas eu via um comprometimento do maior artilheiro da história da NBA com o jogo que não consigo enxergar em Shaquille O´Neal.
Por isso, como disse, acho que dificilmente Shaq sairá deste quinto lugar.
De qualquer maneira, um feito e tanto e que vai ficar na história, sem dúvida alguma.
INSOSSO
Assim foi o outro jogo da rodada de ontem da NBA. Em Miami, o Heat atropelou um desnorteado Indiana Pacers por 113-83.
Que me desculpem os fãs do Miami, do Indiana e de Dwyane Wade, autor de 32 pontos, mas falar desse jogo é pura perda de tempo.
LAUREL
Não tenho o hábito de comentar os prêmios mensais e semanais que são dados pela NBA. Não sei bem por que, mas não falo; talvez devesse.
Abro um parêntese nesta quarta-feira para destacar que Stephen Jackson, armador do Charlotte, foi escolhido como o melhor jogador da semana na Conferência Leste. Isso mesmo, um jogador do Cats.
O time da Carolina do Norte surpreende neste momento. Vem de cinco vitórias consecutivas e posiciona-se em sexto lugar na conferência com uma campanha de 20 vitórias e 19 derrotas.
Tem tudo para chegar, pela primeira vez em sua curta história, aos playoffs. Michael Jordan, um dos proprietários da franquia, vibra como em seus tempos de faculdade e profissionalismo.
Muito desta campanha deve-se ao desempenho de Jackson.
Na partida contra o Houston (vitória por 102-94), em 12 de janeiro passado, o jogador anotou 43 pontos, oito rebotes, três assistências e três roubos de bola.
Quatro dias depois, Jackson fez 29 pontos, oito assistências e cinco desarmes na surra que o Cats deu no San Antonio por 125-99.
O feito de Shaquille O´Neal é incomparável, mas o desempenho do Charlotte e de Stephen Jackson não poderiam passar em branco.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Kareem Abdul-Jabbar, LeBron James, NBA, Shaquille O´Neal, Stephen Jackson
11/01/2010 - 15:22
Faltaram apenas duas assistências para um novo “triple-double”. Mas de maneira nenhuma esses dois passes certeiros que não vieram vão ofuscar o brilho de mais uma atuação espetacular de LeBron James.
O rei do Cleveland foi o condutor do time na vitória de ontem diante do Portland, no Oregon, por 106-94. Blazers que vinha de um triunfo espetacular diante do Lakers na última sexta-feira por 107-98.
LBJ (foto AP) anotou nada menos do que 41 pontos. Pontos estes que foram bem circundados por dez rebotes e as oito assistências mencionadas anteriormente.
Aliás, desses 41 tentos, 31 surgiram apenas no primeiro tempo, quando o Cleveland resolveu a parada.
Foi a quinta vez nesta temporada que LBJ atingiu a casa dos 40 tentos. Empatou com Carmelo Anthony, mas ainda está atrás de Kobe Bryant, que em sete oportunidades chegou a quatro dezenas ou mais de pontos.
Foi, também, a terceira vez neste campeonato que King James anotou 40 ou mais pontos e pegou no mínimo dez rebotes.
Só pra encerrar: nesta grande noitada Lebron e seus companheiros usaram um uniforme retrô do Cavs. E ele, em particular, calçou um tênis laranja no pé direito e um azul no esquerdo.
Deu certo; não foi superstição, mas sim uma homenagem.
E que homenagem!
DESFALQUES
Além de LeBron James estar inspirado, muito da vitória do Cleveland tem a ver com os desfalques do Portland. Especialmente de seus homens grandes.
Greg Oden e Joel Przybilla, os dois pivôs do Blazers, não jogam mais esta temporada. O veteraníssimo Juwan Howard vem quebrando o galho na posição.
Mas ele não é dois, é apenas um. Por isso mesmo, na batalha pelos rebotes, o Cavs fez 42-32 no Portland, com 11 pontos e 11 rebotes de Shaquille O’Neal. Havia seis partidas que Shaq não tinha um duplo dígito nos ressaltos.
E das últimas 16 contendas, em apenas duas ele fisgou mais de dez rebotes.
IMPORTÂNCIA
Por falar em gente grande, Anderson Varejão fez outra ótima partida com a camisa 17 do Cleveland. Contribuiu com 12 pontos e oito rebotes, sendo cinco deles no ataque. Ou seja: mais da metade.
Tomou ainda duas bolas dos adversários. Tudo isso em 31 minutos em quadra.
Mostrou, uma vez mais, que está entre os grandes pivôs da NBA na atualidade.
Ou algum teimoso ainda duvida?
COMPARAÇÃO
LeBron James fez 41 pontos contra o Portland, como já destaquei. Seu desempenho nos arremessos foi muito bom: 13-19 (68.4%). Nas bolas triplas, 3-4 (75.0%).
Vamos comparar com…
DESCALIBRADO
… Kobe Bryant.
O Lakers venceu ontem o Milwaukee, colocando um ponto final numa sequência de duas derrotas consecutivas (Clippers e Portland). Venceu por 95-77.
Diria que não fez mais do que a obrigação. Claro, para o time que tem e pelo que gasta, o Los Angeles não pode perder esse tipo de jogo dentro de casa.
Então, vamos ao que interessa: o desempenho de Kobe Bryant.
O armador do Lakers anotou apenas 12 pontos. Teve um aproveitamento raquítico nos chutes: 4-21! Ou seja: 19.0%.
Mas não se pode dizer que foi um desempenho isolado, fruto de uma noite ruim — o que acontece, mesmo com as grandes estrelas. Nada disso; Kobe está descalibrado há algum tempo.
Vamos aos números: na sexta-feira, diante do Portland, ele havia feito 14-37 (37.8%). Diante do Clippers, 10-30 (33.3%). E diante do Houston, 9-23 (39.1%).
Passando a régua, vemos que nos últimos quatro jogos Kobe fez 37-111. Ou seja: 33.3%.
Muito pouco para quem é considerado o maior jogador de basquete do planeta.
Alguém pode dizer: Kobe está jogando com problemas nas duas mãos, inclusive com o indicador da mão direita quebrado.
Que pare então e vá se tratar. Mas aí fica a pergunta: é melhor jogar com um Kobe pela metade ou ficar sem ele?
RECORDE
O pivô Andrew Bynum (foto AFP) bateu seu recorde pessoal em rebotes na NBA. Na vitória de ontem diante do Milwaukee, Bynum pegou 18 ressaltos.
Fez um “double-double”, pois marcou 17 pontos.
Aos poucos, parece voltar a jogar o basquete que fez com que todos apostassem em seu potencial e convenceu o dono da franquia, Jerry Buss, a abrir os cofres em outubro de 2008 e oferecer a ele um contrato altíssimo no valor de US$ 57.4 milhões por quatro temporadas.
Depois de passar 23 partidas sem fazer um duplo-duplo, Bynum conquistou seu terceiro seguido com o desempenho de ontem diante do Bucks.
Nesses últimos três prélios está com uma média de exatos 15 pontos e 14.6 rebotes. Muitíssimo bom.
FILEIRA
O Clippers bateu ontem o Miami e conquistou sua quarta vitória consecutiva. Resultado final: 102-91. Poderia ter sido de mais, pois a vantagem beirou os 20 pontos por muito tempo.
Dos últimos seis prélios, venceu cinco. Isso, mesmo sem Blake Griffin, que teima em não entrar em quadra.
Que coisa! Quando o “muleke” vai jogar?
Ele já treina com bola normalmente. Mas o DM do time angelino informa que antes do final do mês ele não joga.
Se bobear, não jogará esta temporada. Infelizmente, Griffin dá pinta de ser um novo Greg Oden. Tomara que eu esteja errado.
Mas voltemos ao time como um todo. A quarta vitória consecutiva deixa o Clippers na 12ª. posição no Oeste; mas a duas derrotas do Oklahoma City, o oitavo.
Se mantiver essa pegada, pode pegar uma das oito vagas para os playoffs. Se Griffin estivesse jogando, tudo indica que estaria no G-8 do Oeste.
Como, aliás, eu previ antes de a temporada começar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Greg Oden, Kobe Bryant, LeBron James, NBA
10/01/2010 - 12:24
Eu me pergunto: o que fazia Kenyon Martin marcando Tyreke Evans na última bola do jogo de ontem em Sacramento? Não podia mesmo dar outra: o “spin moviment” e o arremesso certeiro, que deu a vitória do Kings diante do Denver por 102-100.
Nuggets que está penando por jogar sem Carmelo Anthony. Aliás, mesmo com Melo o time vinha registrando uma preocupante queda de rendimento.
O revés de ontem na capital da Califórnia foi o sétimo dos últimos 11 jogos. Além de Melo, Ty Lawson também ficou do lado de fora.
Os dois devem voltar na partida de amanhã à noite, contra o Minnesota, em Denver.
E que voltem logo, pois o Denver já divide a terceira posição no Oeste com o Phoenix, tem uma derrota a mais que San Antonio e vê em seus calcanhares Portland, Houston, Oklahoma City e New Orleans.
SURPRESA
Que Tyreke Evans é isso e aquilo ninguém duvida. É só ver os jogos do Sacramento que a gente constata isso.
O armador do Kings foi eleito pelo segundo mês consecutivo o melhor novato do Oeste. Vai brigar com Brandon Jennings (que também bisou a mesma honraria no Leste) pelo troféu de “Rookie of the Year”.
Mas eu quero mesmo é falar do israelense Omri Casspi (18). Ontem ele foi muito importante na vitória do Sacramento.
A 1:04 minuto para o final da partida, Casspi meteu uma bola de três que colocou os anfitriões na frente em 96-95. Jogou toda a pressão para o time do Denver.
Casspi deixou o jogo com 16 pontos e oito rebotes. Na temporada, sua primeira na NBA, tem média de exatos 13 pontos por jogo.
Das últimas dez contendas disputadas, terminou com um dupla dígito na pontuação em oito delas. Nessas partidas, teve média de 18.7 pontos.
Evans, sem dúvida, foi a grande aquisição do Sacramento para esta temporada, mas Casspi tem dado uma contribuição e tanto para o time do técnico Paul Westphal.
SUMIU
Depois de oito pontos e quatro rebotes no primeiro quarto, Nenê Hilário praticamente desapareceu da partida. Não pontuou mais, mas adicionou dois rebotes a seus números finais.
Como a gente sempre diz, não dá para jogar bem todas as noites. A de ontem o são-carlense com certeza gostaria de apagar de sua agenda de jogos.
RODADA
O Orlando massacrou o Atlanta, na Flórida, por 113-81. O Hawks, definitivamente, vive um mau momento. É no Leste o que o Denver é no Oeste.
Em Charlotte, o Cats venceu o Memphis por apenas dois pontinhos: 89-87. Michael Jordan, do lado de fora da quadra, quase morreu do coração.
Em Detroit, o Pistons voltou a perder (foi sua 12ª. derrota seguida). Desta vez para o pálido Philadelphia por 104-94. O que se passa com o Pistons?
Em Chicago, o Bulls, acreditem!, venceu: 110-96. Mas o adversário foi o Minnesota; portanto…
O Thunder teve dificuldades diante do frágil Indiana, mesmo jogando em casa. Venceu por apenas seis pontos: 108-102.
E o Dallas, hein? Perdeu em casa para o Utah!!! 111-93. Não adianta, é o que eu tenho dito: no Oeste, é o Lakers e o resto é tudo igual.
E finalmente em Houston o Rockets bateu o New York por 105-96.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: denver nuggets, NBA, Omri Casspi, Sacramento Kings, Tyreke Evans
08/01/2010 - 12:49

Gilbert Arenas banca o pistoleiro no jogo do Wizards contra o Philadelphia 76ers
A cada dia que passa Gilbert Arenas se afunda ainda mais com essa história cabeluda de andar armado e ameaçar pessoas.
Foi corretamente suspenso preventivamente pela NBA enquanto a apuração do caso está em curso. A liga, aliás, o suspendeu não apenas pelo fato em si, mas também pelas suas declarações de deboche sobre os acontecimentos.
E também pelo seu deplorável comportamento antes do jogo contra o Philadelphia. Cercado por companheiros, ajoelhou-se em quadra e apontou os dedos indicadores das duas mãos para eles, como se estivesse segurando armas. E gargalhava como se tivesse acabado de ouvir a piada mais engraçada de todos os tempos.
Além de estar sendo investigado pela NBA, a polícia local e o FBI apuram também o caso.
Isso, como se diz no interior, vai feder. E espero mesmo que feda, pois Arenas é um moleque irresponsável.
Ele se esquece que, ao escolher esta profissão, além de ganhar muito dinheiro, ele passa a desempenhar o papel de modelo para a sociedade, especialmente para os adolescentes, que o tomam como ídolo e querem ser como ele é.
Cada gesto seu é como se fosse um mandamento bíblico ou uma lei do Alcorão. Representa um ensinamento.
Não tem jeito; é assim — e eu concordo.
Se Arenas quisesse privacidade, que escolhesse outra profissão. Esta, não tem jeito; o tributo é caro, reconheço, mas ele sabia disso.
Mas não tem jeito, jogador é jogador em qualquer parte do mundo. Eles só querem ganhar dinheiro e não pagar tributo algum.
Acham-se acima do bem e do mal, que tudo podem e que vivem em um mundo à parte, imunes aos rigores da lei.
Arenas, ao fazer o que fez, certamente sabia o que estava fazendo. Sabia que não deveria ameaçar Javaris Crittenton com seus revólveres, sabia que não deveria debochar da NBA e do comissário David Stern e sabia que seu gesto antes do jogo contra o Philadelphia era censurável.
Mas eu jogo na NBA; nada vai me acontecer — assim ele pensou. Sou Gilbert Arenas, quem pode me ameaçar?
Aqui no Brasil ocorre o mesmo. Nossos jogadores de futebol comportam-se da mesma maneira.
Ou vocês se esqueceram do episódio do zagueiro André Luís, contratado pelo São Paulo, que há dois anos, vestindo a camisa do Botafogo, desafiou a polícia de Recife numa partida contra o Náutico?
O episódio André Luís deu em nada, como tudo no Brasil. Mas eu espero, como já disse, que esse de Arenas feda.
WIZARDS
A franquia, que mudou o nome do Bullets (balas) para Wizards por não querer qualquer conotação com a violência, já censurou Gilbert Arenas. Nos próximos dias vai decidir o que fazer com seu jogador.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Gilbert Arenas, Javaris Crittenton, NBA
07/01/2010 - 15:05

Rubén Magnano à frente da seleção argentina
Notícia publicada no jornal “O Globo” dá conta de que a CBB abriu negociação com o técnico argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004. Quem informou foi o próprio presidente da entidade, Carlos Nunes.
Já disse várias vezes neste botequim que a prioridade tem que ser a renovação de Moncho Monsalve. Já disse também que não sinto muita vontade por parte da CBB que o espanhol continue à frente do grupo.
Esta nova notícia merece também nova interpretação. Penso ser legítimo por parte da entidade querer melhorar o nível do treinador.
Se o seu time é treinador por Mike Brown e você tem a oportunidade de contratar Phil Jackson, por que não contratá-lo? Deve-se contratá-lo e não há por que ser criticado por isso.
Não há como comparar a qualidade de do espanhol com o argentino. É certo que não se pode deixar de reconhecer o trabalho de Moncho junto ao grupo e ao basquete brasileiro.
Mas Magnano é campeão olímpico e vice mundial. Montou esse time argentino que vem encantando o planeta há alguns anos.
Suas credenciais são indiscutíveis. É assim que eu o vejo.
Neste caso, não há como condenar o presidente da CBB.
Este é um cenário.
Por outro lado, na mesma entrevista, Nunes diz que não sabe se o argentino vai aceitar o convite.
Que loucura!!! As negociações engatinham e Nunes sai falando aos quatro ventos?
E se não der certo? Como Moncho vai reagir a essa notícia? Vai se sentir traído? Espanhol, sangue quente, pode muito bem chutar o pau da barraca e mandar todo mundo às favas.
Este é o outro cenário.
Fico me perguntando: se o acordo ainda está em fase embrionária e existe uma grande possibilidade de Magnano não aceitar, será que a cúpula da CBB não estaria usando o argentino para irritar o espanhol para que este mande todo mundo às favas?
Se verdade, seria simplesmente desprezível.

Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano, aqui em jogo contra a Argentina
DE MOLHO
Assim estou. Marcus Vinícius, velho parceiro do nosso botequim, testemunhou minha condição precária quando segunda-feira passada eu comentei pela Rádio Jovem Pan a goleada do Palmeiras sobre o Rio Branco do Acre por 4-1.
“Um caco”, assim ele me definiu. E sinto-me desta maneira mesmo.
Em função dos remédios, tenho sono o dia inteiro. Durmo quando posso, tentando tapeá-lo para estar em forma para ver alguns jogos da NBA.
Mas o sono tem vencido esta peleja. Espero reverter o quadro brevemente.
Por isso, nada vi da rodada passada da maior liga de basquete do planeta. Nada vi é maneira de dizer; claro que vi, pois já dei uma olhada em vários sites e vi highlights de partidas importantes.
Especialmente a cesta derradeira de Rajon Rondo diante do Miami, na Flórida. Que vacilo de Mario Chalmers!
O jogo estava nas mãos do Heat, pois, afinal, faltava menos de um segundo para a buzinada final. Mesmo assim, o Celtics conseguiu empatar e levar a contenda para a prorrogação. E ganhou por 112-106.
Só os grandes conseguem isso; só os campeões desafiam o improvável.
Assim é o Boston, o Cleveland, o Lakers…
Mas o Lakers perdeu para o Clippers! Verdade, perdeu (102-91), mas, como sempre digo, há zebras no basquete e não dá para se vencer todas as noites.
A derrota significou também o fim de um tabu de nove partidas sem perder para o primo pobre angelino. O bom nessa derrota foi que Andrew Bynum voltou a jogar bem: 15 pontos e 14 rebotes.
Voltou a fazer um “double-double” depois de 24 partidas!
Quanto aos brasileiros, Anderson Varejão deixou vitorioso a quadra de sua Q Arena na goleada do Cleveland diante do Washington por 121-98. Wizards que jogou pela primeira vez sem Gilbert Arenas depois que a NBA o suspendeu merecidamente por tempo indeterminado.
Foram 12 pontos, oito rebotes, três assistências, um roubo e um toco do capixaba. Boa atuação, sem dúvida. LeBron James foi o cestinha do time com 23 pontos, mas os míseros sete marcados por Mo Williams chamou a atenção.
Mas voltemos aos brasileiros, pois Leandrinho Barbosa também jogou. Bem, ele gostaria, mas Alvin Gentry deixou-o em quadra por apenas 17 minutos, dez a menos que Varejão.
O paulistano fez apenas nove pontos na vitória do Suns sobre o Houston por 118-110. De restou, zerou em todos os outros fundamentos.
Sobre Leandrinho não há mais o que se falar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro
Tags: Anderson Varejão, Carlos Nunes, CBB, Gilbert Arenas, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Mo Williams, Moncho Monsalve, NBA, Rubén Magnano
06/01/2010 - 19:40
Acabou de ser decidido: Gilbert Arenas (Foto Getty Images) foi suspenso por tempo indeterminado pela NBA. O motivo, todos sabem, mas para quem está por fora do assunto, conto agora: por causa de uma dívida de jogo, que estaria sendo cobrada por Javaris Crittenton, o Agente Zero quebrou o pau com o companheiro de time.
Irritado com a postura de Crittenton, Arenas teria colocado três revólveres sobre a mesa, dentro do vestiário do time, e dito para o desafeto escolher um deles porque a questão seria resolvida à bala. Crittenton teria respondido a Arenas que não precisava do empréstimo porque ele tinha a sua própria.
O caso ainda está sendo investigado pela polícia de Washington e pela própria NBA. Mesmo sem o resultado final das apurações, o comissário David Stern, o manda-chuva da liga, resolveu suspender o jogador indeterminadamente, pois a pressão da opinião pública é muito grande.
O dirigente usou como álibi para a suspensão o fato de o jogador ter admitido portar os revólveres dentro do vestiário do Washington. As regras da NBA sobre armas de fogo são rígidas, pois a entidade proíbe-as em qualquer propriedade de uma franquia, bem como veta a jogadores, dirigentes ou treinadores qualquer envolvimento púbico com armas de fogo.
Cada partida perdida por Arenas custará a ele US$ 147.208,00. Como ainda faltam 50 contendas para terminar a fase de classificação, se ele for condenado, perderá US$ 7.360.400,00!
Daqui a pouco eu volto falando um pouco sobre a rodada de ontem. Ainda digiro a notícia.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: David Stern, Gilbert Arenas, Javaris Crittenton, NBA
03/01/2010 - 10:58
Mais uma rodada da NBA e mais uma vez brasucas brilham. Nem todos, é verdade, pois Leandrinho Barbosa mais uma vez voltou a ter uma atuação limitada e apagada.
De qualquer maneira, Nenê Hilário e Anderson Varejão reluziram em quadras norte-americanas. E como!
O são-carlense foi o vice-cestinha do Denver e do jogo na vitória sobre o Utah (105-95), fora de casa. Teve que mostrar sua fluência ofensiva porque o Nuggets jogou sem Chauncey Billups e Carmelo Anthony, ambos machucados.
Nenê não se fez de rogado e deixou 22 pontos no aro inimigo, um a menos do que Ty Lawson, o grande artilheiro da noite. Se você reclamar que ele pegou apenas cinco rebotes, digo-lhe para olhar na coluna dos roubos de bola: foram seis! E houve também três assistências.
Uma atuação de gala — e não foi contra jogadores medianos, como muitos gostam de dizer, tentando diminuir os feitos de nossos jogadores. Nenê duelou o tempo todo com Carlos Boozer, medalha de ouro com a seleção dos EUA nos Jogos de Pequim.
Alguém se atreve a criticar? Creio que não.
Já Varejão fez um “double-double” no triunfo do Cleveland diante do New Jersey, no Garden State. Foram 15 pontos e 12 rebotes, quatro deles ofensivos. Foi, também, o único jogador a anotar um duplo-duplo na partida.
Mais uma vez ganhou abraços calorosos de LeBron James e companhia, pois mostra que é jogador chave do esquema do técnico Mike Brown. Sem medo de errar, o capixaba é hoje o grandalhão mais importante do Cavs, mais do que Shaquille O’Neal, Zydrunas Ilgauskas e J.J. Hickson.
Alguém se atreve a duvidar? Creio que não.
Dois brasileiros, dois orgulhos para a nação.
JÁ…
Já Leandrinho só não se insere neste rol porque parece temer alçar voos mais altos na NBA. Como já disse aqui, vive feliz no deserto do Arizona, onde é figura popular e respeitada na comunidade de Phoenix.
No seio do time, goza igualmente de popularidade. Veja abaixo o interessante vídeo feito pelo armador Steve Nash durante uma viagem de ônibus do time:
Se a vida social vai bem, a esportiva deixa muito a desejar. Ontem, na surpreendente derrota do Phoenix para o Memphis (128-103), em casa, o paulistano ficou em quadra apenas 11 minutos e anotou míseros seis pontos.
Leandrinho está com média de 20:30 minutos por partida neste campeonato. Temporada passada foi de 24:40; na anterior, de 29:50; e em 2007/08, de 33:10.
Perde espaço visivelmente dentro do elenco.
Mas parece que ele não se importa muito com o fato. Caso contrário, já teria chutado o pau da barraca e pedido: 1) mais minutos em quadra; ou 2) para ser trocado.
Uma pena, pois trata-se de um jogador e tanto.
Alguém duvida? Creio que não.
QUEDA LIVRE
O Phoenix, que já liderou a Conferência Oeste, me parece despencar neste momento. Está em sexto lugar na classificação e com 13 derrotas, duas a menos do que o Utah, o nono colocado.
Antes de começar a temporada eu não coloquei o Phoenix entre os classificados para os playoffs no Oeste. Acho que não vou errar em minha previsão.
ARREMETIDA
Já o San Antonio, que eu temi em certo momento do campeonato por suas atuações irregulares, cresce dramaticamente de produção. É o terceiro colocado no Oeste com 11 derrotas, uma a mais que o Dallas, o vice-líder da região.
Ontem, o Spurs foi a Washington e bateu o Wizards por 97-86. Foi a quinta vitória consecutiva do alvinegro texano; a 11ª nos últimos 13 prélios.
Tim Duncan, uma vez mais, foi a estrela da companhia: 23 pontos. Teve uma mão e tanto vinda do banco: Roger Mason Jr fez 20 tentos.
Por falar em banco, ele foi igualmente fundamental para a vitória do San Antonio. Os reservas texanos impuseram 41-13 no pessoal do Washington.
ALELUIA!!!
E não é que o Chicago voltou a vencer?!?!?! Pois é, ontem o triunfo foi diante do Orlando (101-93), uma das forças do Leste, finalista da última temporada, quando foi derrotado pelo Lakers na decisão do título.
Foi a quarta vitória consecutiva do time na competição, algo que não havia ainda acontecido nesta temporada.
Derrick Rose, com 30 pontos, comandou o time em quadra. D-Rose, aliás, joga neste momento o que dele se espera.
E o resultado é esse: vitórias.
Isso faz com que eu fique cá pensando com meus botões: até onde vai a responsabilidade de Vinnie Del Negro nos insucessos do time nesta temporada?
É certo que ele não entra em quadra; mas é certo também que ele escala o time; como é certo que é ele quem comanda a companhia.
Não sei o que mudou dentro do vestiário do Bulls, mas em quadra a gente vê que a passagem de Kirk Hinrich para o time titular e a volta de Tyrus Thomas depois de se recuperar de lesão mudaram a feição da equipe.
A ponto de ganhar do Orlando, há alguns dias algo impensável. “Se a gente continuar jogando desse jeito, coisas boas acontecerão para nós”, disse D-Rose.
Alguém se atreve a duvidar? Creio que não.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, denver nuggets, leandrinho, NBA, Nenê Hilário, phoenix suns
31/12/2009 - 11:38
As imagens são mais fortes do que qualquer palavra que eu possa encontrar nesse momento para descrever o que aconteceu ontem à noite em Cleveland. O arremesso certeiro de três pontos de Anderson Varejão (o primeiro de sua carreira na NBA), a 17.2 segundos do final, garantiu a vitória ao Cavs diante de seu rival Hawks por 106 a 101.
Como disse o locutor da TV local, o capixaba esteve em todos os lugares da quadra, inclusive atrás da linha dos três pontos. Foi a sexta vitória seguida do Cleveland (11 jogos invictos em casa), e esta tem que ser creditada ao nosso brasuca.
Seus 14 pontos e nove rebotes não fazem frente aos 48 pontos e dez rebotes de LeBron James, aniversariante do dia (25 anos), mas a grandiosidade dos seus últimos cinco pontos abafa qualquer tentativa de alguém querer ofuscar o seu brilho.
Nada mais a declarar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Atlanta Hawks, Cleveland Cavaliers, LeBron James, NBA
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