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19/11/2009 - 20:53

NOWITZKI MOSTROU QUE É HOMEM MESMO

Há alguns dias eu disse que Dirk Nowitzki é homem e Brandon Jennings ainda menino. Ontem, no American Airlines Center, em Dallas, o alemão provou uma vez mais o que todos sabem: ele é homem mesmo.

Com um jogo espetacular na prorrogação, o germânico anotou 11 de seus 41 pontos feitos no clssico contra o San Antonio e levou o Mavs vitória: 99-94.

Se somarmos a pontuação do quarto período e da prorrogação, o total de pontos sobe para 23. É duro marcar Nowitzki: ele é grande, tem boa impulsão, grande envergadura, é hábil e seu arremesso é preciso.

Levou o motorrádio para casa. Foi o nome do jogo.

De todo o modo…, o Dallas decepcionou. Sim, pois o Spurs jogou sem Tony Parker e perdeu Manu Ginobili logo aos cinco minutos do primeiro quarto, lesionado.

Era jogo para ser resolvido no tempo normal e vencido por boa margem de pontos.

O Dallas somou uma vitória a mais na classificação, mas quem saiu vitorioso de quadra foi o Spurs, que mostrou claramente que tem um elenco e não é um time de três jogadores.

Mas é preciso dar padrão e entrosamento a ele, o que ainda não vimos nesta temporada.

CANSADO

Podia ter sido a noite de LeBron James; mas não foi. Antawn Jamison roubou a cena em seu debu nesta temporada.

O Cleveland tinha aberto 17 pontos de vantagem diante do Washington. Quem desistiu do jogo, surpreendeu-se com o placar final: Wizzards 108-91 Cavs.

O que se passou com o time de Ohio? O de sempre: só LeBron jogou. Como ele não é de ferro e como o adversário contava com Gilbert Arenas e Caron Butler além de Jamison , chegou um momento em que King James cansou e entregou os pontos.

Prova maior do que falo foi seu desempenho no último quarto: acertou apenas três de seus míseros sete arremessos. A língua pra fora era visvel: o Washington venceu esse quarto por 33-19.

Mesmo assim, LBJ terminou a partida com 34 pontos e nove assistências. Cometeu uma quantidade grande de erros, seis, desculpáveis pelo que foi dito acima.

Seus companheiros? Negaram fogo: nenhum deles fez mais que dez pontos e nenhum deles teve duplo digito em qualquer outro fundamento.

Anderson Varejão ficou de fora mais uma vez por dores no quadril. Shaquille ONeal também não jogou por dores no ombro. Fizeram falta, claro, mas o que faltou ao time foi um companheiro para apoiar LeBron.

Esse jogo deve ter sido anotado no diário de LBJ. Ao final da temporada, se eles se avolumarem mais do que os prélios prazerosos e vencedores… adeus Cleveland!

NEM AÍ

Em contrapartida, Jamison anotou 31 pontos e apanhou dez rebotes. Recebeu merecidamente os olhares contemplativos dos torcedores e os holofotes da mídia.

Foi isso que projetamos durante a preparação da equipe, disse Arenas sobre o basquete mostrado pelo Washington, referindo-se a volta de Jamison.

De fato, completo, o time da capital dos EUA é muito forte. O problema é que a bruxa adora passear com sua vassoura em cima do Verizon Center. Se ela mudar de ares, o Washington ser olhado de maneira diferente pelos oponentes.

Ah, sim: Arenas fez 18 pontos e oito assistncias e Butler anotou 19 pontos e seis rebotes.

RODADA

 O que aconteceu de importante nos outros jogos? Nada demais; tudo dentro da normalidade.

Ou alguém viu algo que eu não vi?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , ,
14/11/2009 - 12:49

UMA AULA DE BASQUETE EM DENVER

O jogo acabou no terceiro quarto quando o Denver fez 29-8 no Lakers. O Nuggets foi uma máquina de jogar basquete, deu uma aula e no final dos quatro períodos o telão central do Pepsi Center reluzia: 105-79 para os colorados.

Vários foram os fatores que fizeram o Denver surrar o Lakers no terceiro período. Vamos a eles:

1) Carmelo Anthony, que ficou praticamente todo o primeiro tempo no banco por causa das três faltas cometidas, voltou mordido para a etapa final e só no terceiro período anotou 12 pontos;

Lakers Nuggets Basketball

2) Armando Aflalo abafou o jogo de Kobe Bryant e “Black Mamba” não marcou nenhum ponto nesses 12 minutos;

3) A passividade de Phil Jackson no banco quando o Denver fez uma corrida de 10-0 no começo do quarto foi irritante: não pediu tempo e ajudou o time a cair no buraco;

4) Os seis equívocos cometidos pelo Lakers entre erros, passes interceptados e perdas de bola ajudaram o Denver a fazer 12 pontos na moleza.

Some-se a isso o fato de o Lakers não ter sabido aproveitar o fato de Melo ter jogado apenas 1:26 minuto no segundo quarto, freado que foi por causa das faltas. Ao invés de abrir frente ao ver o melhor jogador adversário de fora, perdeu o período por 32-28.

Some-se a isso também a produção dos reservas do Denver. Depois que os 48 minutos se findaram, o placar mostrou que o pessoal do Nuggets deu uma surra no do Lakers por 43-16.

Por tudo isso, a meu ver, o Denver engoliu o Lakers ontem à noite no Colorado.

Vitória emblemática porque a) mostra que o Nuggets continua sendo a segunda força do Oeste; b) a campanha do Lakers nesse início de campeonato tem muito a ver também com o fato de ter jogado seis de seus nove jogos em casa.

Pra encerrar, uma coisa que eu achei legal foi o comportamento do técnico George Karl. P-Jax (como acontece com todos os técnicos da NBA, inclusive Karl), ao ver que o jogo estava perdido, quis bagunçar o quarto derradeiro e colocou em quadra um time reserva, com apenas Andrew Bynum entre eles (Jordan Farmar, Shannon Brown, Adam Morrison [que coisa horrível esse jogador!] e Josh Powell).

Mas Karl não embarcou nessa barca furada. Em respeito aos 19.141 torcedores que lotaram a arena de Denver, o treinador manteve praticamente seu time titular em quadra, com Ty Lawson (que jogo fez o “muleque”: 13 pontos e seis assistências), JR Smith, Carmelo Anthony, Chris Andersen e Kenyon Martin.

Foi descansando seus titulares a partir da metade do último quarto. Parabéns a ele e que outros treinadores comportem-se assim também, pois o torcedor, que paga caro pelo ingresso, não pode ser penalizado quando isso ocorre, nem quem vê a contenda pelo cabo (e pagou por isso) e nem aqueles que assistem pelo League Pass e também desembolsa uma boa grana — inclusive nós.

Ah, sim, Nenê Hilário jogou 24 minutos. Anotou 13 pontos, pegou seis rebotes, deu quatro assistências e um toco.

Não é fácil jogar contra Andrew Bynum. O pivô do Lakers será uma legenda dentro da franquia rapidamente.

Ontem, ele foi o único que se salvou da mediocridade geral. Marcou 19 pontos e apanhou 15 rebotes.

Os demais foram engolidos pelos jogadores do Denver.

Que aula!

RODADA

Minha noitada se resumiu a essa partida. Mas outra que me chamou a atenção foi a vitória do Atlanta dentro do TD Garden de Boston.

O time da Geórgia fez 97-86 e pelo que vejo no “boxscore” os rebotes foram fundamentais para se determinar o vencedor. O Hawks confiscou 47 e o Celtics apenas 29.

Ah, outra coisa: o Golden State bateu o Knicks em Nova York por 121-107. Pergunto-me: o que Donnie Walsh (GM do time nova-iorquino) está esperando para dar um bico nos fundilhos de Mike D’Antoni?

O ex-treinador do Suns é um arremedo de técnico de basquete. Ele é tão horrível no banco quanto Adam Morrison em quadra.

MORAL

Ontem não foi o dia dos dois gigantes da NBA.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , ,
07/11/2009 - 11:45

O FUTURO DE LEBRON

O encontro de LeBron James com a mídia na última sexta-feira aumentou ainda mais o suspense quanto ao futuro do jogador. LBJ falou em letras garrafais que ele estará buscando título e não dinheiro no futuro.

Ou seja: quando seu contrato com o Cleveland terminar, ao final desta temporada, ele vai levar em consideração o potencial técnico e não financeiro de seu futuro time — que pode ser o Cavs também, diga-se.

Mas eu não acredito que King James vá ficar em Ohio. O Cleveland dá mostras de que é franquia que não consegue pensar grande.

Ficou claro, após a última temporada, que LeBron (foto AP), sozinho, não vai ganhar títulos. Precisa de apoio — e um treinador competente.Cavaliers Knicks Basketball

Danny Ferry, gerente geral do Cavs, foi atrás de Shaquille O’Neal para reforçar a equipe. Até agora não funcionou — e eu duvido que vá funcionar, muito embora, antes de a bola subir pela primeira vez nesta temporada, eu acreditava que pudesse dar certo.

Mas não está dando. Basta olhar os números.

Na vitória de ontem diante do Knicks, em Nova York, Shaq, uma vez mais, jogou poucos minutos: 19. Marcou apenas sete pontos e pegou míseros quatro rebotes.

Na temporada, tem médias de 11.1 pontos, 7.4 rebotes e cerca de 26 minutos de permanência em quadra.

Que ajuda é essa que Shaq tem dado ao time e principalmente a LeBron James? Quase nenhuma.

O time patina neste início de competição e, pelo menos por enquanto, não dá esperança alguma a seus torcedores de que pode brigar pelo título.

Quanto a Mike Brown, alguns parceiros deste botequim já haviam me alertado sobre suas limitações. E elas existem mesmo: ele não consegue criar um time em quadra que consiga gravitar ao redor de LeBron James.

Brown aceitou passivamente a oferta de Ferry com a contratação de Shaquille O’Neal como solução dos problemas da falta de apoio a LBJ. Ou, pior ainda, acreditou que Shaq pudesse ser o princípio de dias melhores.

Ele, como treinador, deveria ter detectado que isso (a contratação de Shaq) não seria suficiente. Não conseguiu.

Voltou a apostar em jogadores como Mo Williams e Delonte West. Mo é instável em quadra; Delonte na vida pessoal.

Quem cresceu demais de produção nesta temporada em comparação com a anterior foi Anderson Varejão. Ontem, pela primeira vez no campeonato, veio do banco.

Mas foi o grandalhão do Cavs que mais tempo permaneceu em quadra: 35 minutos. Fez oito pontos, pegou 14 rebotes, deu dois tocos e fez dois desarmes.

No campeonato, tem médias de 8.6 pontos e 9.4 rebotes. Nos últimos cinco jogos, o capixaba está com 11.1 rebotes de média.

Mas a gente sabe muito bem que Varejão vai ajudar o time a ganhar jogos — e quem sabe o campeonato — na defesa. No ataque, pouco pode se esperar dele. Pode funcionar como uma espécie de Dennis Rodman.

Mas quem será o Scottie Pippen de LeBron? Há que se ter um jogador que auxilie LBJ nesta missão; e no momento não há.

Por tudo isso eu acho que ele não fica em Cleveland.

FUTURO

De acordo com as leis da NBA, uma franquia pode oferecer um máximo de US$ 120 milhões em seis anos de contrato para um jogador renovar seu contrato. Apenas o Cleveland tem condições de fazer isso.

Muito bem; depois, apenas New Jersey e New York têm condições de oferecer o máximo que qualquer outra equipe pode oferecer: US$ 90 milhões por cinco anos de acordo.

Ontem, no Garden nova-iorquino, um torcedor com a camisa do Knicks com o número 23, e nela contida a inscrição “King James”, carregava um cartaz com a contagem regressiva para o final da temporada: 236 dias.

Os “new yorkers” sonham com LeBron. Mas eu também acho difícil que isso vá ocorrer.

Nova York daria mais visibilidade a LBJ e derramaria sobre ele todo o seu glamour de maior cidade do planeta ao lado de Paris. E título?

Não acredito. Embora o time seja um dos queridinhos da mídia norte-americana, o Knicks não é uma franquia vencedora; falta-lhe camisa.

Ah, mas o Chicago também não era e Michael Jordan ganhou seis títulos com a 23 tricolor. Sim, mas LeBron não é MJ; se fosse, já teria levado o Cleveland ao título.

Se em Nova York o cenário é este, imagine em New Jersey! Também não acho que LBJ vá para lá.

Fala-se muito na possibilidade de o Miami contratá-lo — bem como a Chris Bosh. O Heat teria espaço em seu “cap” para ofertar um bom dinheiro aos dois, mas não toda esta quantia mencionada acima (confesso que não sei quanto, se alguém souber, por favor, manifeste-se).

Aí o Miami ficaria com um quinteto com Mario Chalmers, Dwyane Wade, LeBron James, Michael Beasley e Chris Bosh. Seria quase que o time titular dos EUA que ganharam a medalha de ouro em Pequim.

É aí que eu aporto o meu barquinho: se LeBron estiver realmente pensando em ganhar um anel — ou melhor, anéis —, ele acabará no Sul da Flórida.

RODADA

Por falar em Miami, o Heat deu uma sova em um dos invictos da competição: bateu o Denver por 96-88. Os oito pontos finais enganam, pois a vantagem do Miami chegou a 28. No final, eles colocaram o pé no freio. Nenê Hilário anotou 11 pontos e pegou oito rebotes; sentiu a falta de Kenyon Martin, que saiu machucado depois de ter atuado apenas 12 minutos.

Outro invicto que caiu foi o Celtics (aliás, não há mais invictos no torneio). O alviverde de Massachusetts perdeu para o Phoenix em Boston! Dá para acreditar? Pois acredite: 110-103. Leandrinho Barbosa mais uma vez ficou de fora, contundido. Jason Richardson arrebentou a boca do balão com seus 34 pontos.

Já que o assunto é pontuação, o que dizer dos 41 que Kobe Bryant anotou diante do Memphis em Los Angeles? Foram fundamentais para que o time vencesse, pois seus dois pivôs titulares, Pau Gasol e Andrew Bynum, não jogaram por estarem lesionados. Com 34.5 pontos de média por partida, Kobe é o cestinha do campeonato no momento.

Vamos fechar o nosso papo com as decepções: 1) O San Antonio voltou a perder: 96-84 para o Blazers, em Portland; 2) O Atlanta foi esmagado pelo Charlotte, na Carolina do Norte, por 103-83; 3) O Washington somou mais um revés na competição: 102-86 para o Indiana; 4) O Oklahoma City, que conta com uma enorme simpatia dos torcedores e demonstra pouca eficiência em quadra, perdeu novamente: agora para o Houston, por 105-94.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
03/11/2009 - 12:38

TABELA MAL FEITA

Iverson em açaõ pelo time de Memphis

Iverson em ação pelo time de Memphis

Mais uma rodada sem molho. A NBA deveria prestar mais atenção na elaboração da tabela. Não tem cabimento um sábado e uma segunda-feira (ou seja, dois em três dias seguidos) serem permeados por partidas desinteressantes.

Charlotte x New Jersey: que atrativo(s) tem esse confronto? Comecei a ver o cotejo; mudei rapidamente. Por curiosidade – e dever profissional – busquei o resultado final: vitória dos anfitriões por 79-68.

Importante: o New Jersey está invicto nesta temporada; não ganhou de ninguém até agora.

Escanteei Nets e Cats e passei a ver New York x New Orleans. O Hornets não é nem de longe aquele esquadrão de há duas temporadas.

Dá pena ver Chris Paul jogando neste time. Esperava mais do New Orleans com Emeka Okafor, mas nada mudou em relação ao time que tinha Tyson Chandler.

Sei não, acho até que piorou. Chandler, embora tecnicamente inferior a Okafor, tem garra e não apatia, característica do ex-pivô do Charlotte.

O final foi um tanto emocionante, disputado. Paul, quase que sozinho, fez uma reviravolta na partida e levou o Hornets ao triunfo. Mas não deu: vitória do Knicks por 117-111.

Utah x Houston foi o embate mais atraente da rodada. E com final surpreendente: do jeito que o Jazz vem jogando, acho que vou quebrar a cara, pois o time não chega nos playoffs de jeito nenhum.

O Rockets calou a EnergySolutions Arena com suas bolas de três: 10-19. Em contrapartida, os caseiros estiveram com a mão deformada: 3-11.

Isso realmente fez a diferença.

O “rookie” Chase Budinger veio do banco, jogou 22 minutos e anotou 17 pontos. Foi sua melhor performance como profissional com a camisa texana.

Se mantiver este desempenho, pode ser ótima alternativa para Rick Adelman neste período sem Tracy McGrady. Segundo os doutores do Houston, T-Mac deve retornar no final de dezembro.

Tomara que sim, pois é muito legal vê-lo em quadra; é quase a excelência do jogo. Pena que ele não consiga contagiar seus companheiros.

Clippers x Minnesota confesso que eu nem vi. Nem mesmo a curiosidade em assistir Jonny Flynn me fez sintonizar este confronto.

Bem, fui informado e informo vocês (se é que vocês ainda não sabem) que o primo pobre de Los Angeles conseguiu sua primeira vitória no campeonato: 93-90.

Chris Kaman, 25 pontos e 11 rebotes, levou o moto-rádio pra casa. Destaque também para os 15 rebotes de Marcus Camby.

Finalmente, Sacramento x Memphis. Vi a contenda para ver Allen Iverson pela primeira vez com a camisa do Grizzlies.

AI saiu do banco, jogou apenas 18 minutos. Tem que ser assim mesmo, devagarzinho, respeitando o peso da idade e as dores pelo corpo cansado de tanta labuta.

Seus números: 11 pontos em 18 minutos; 5-9 nos tiros de quadra e nenhum lance livre batido – o que mostra bem como ele foi econômico; uma assistência, mas zerou nos rebotes, desarmes e tocos; cometeu dois erros e fez duas faltas.

Iverson disse não ter tido qualquer problema quanto a contusão; problema foi entender o jogo do técnico Lionel Hollins. “Deem uma olhada nas estatísticas e vejam que eu não fui um sexto homem”, disse o jogador depois da partida.

Calma; o cenário será outro daqui a algumas rodadas. Iverson vai adicionar qualidade ao time do Tennessee.

Mas o destaque do jogo ficou por conta do armador Kevin Martin: 48 pontos!!!

Deveria ter aberto nosso papo com isso, mas confesso que até agora não consigo acreditar que isso aconteceu. É verdade que houve duas prorrogações e que Martin jogou 52 minutos; mesmo assim, é ponto pra dedéu.

O jogo terminou com a vitória do Kings por 127-116. Foi também a primeira do time californiano na competição.

FINALMENTE

Até que enfim uma rodada imperdível. Vejam os jogos desta noite: Cleveland x Washington; Indiana x Denver; Philadelphia x Boston; Detroit x Orlando; Miami x Phoenix; Chicago x Milwaukee; Oklahoma City x Lakers; Dallas x Utah; Portland x Atlanta.

Pergunto: a NBA não poderia ter separado dois desses jogos e tê-los colocado na rodada de ontem?

Como disse,  a NBA deveria ter prestado mais atenção na elaboração da tabela.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , ,
02/11/2009 - 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
27/10/2009 - 09:20

PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA

Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.

Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.

Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.

Quais vão se destacar neste campeonato?

Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.

LESTE

1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.

2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste

3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.

4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith.  O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.

5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.

6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.

7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.

8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.

PLAYOFFS

1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta

Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando

Final
Boston 4-3 Cleveland

Campeão = Boston

Kobe Bryant, o melhor jogador de basquete do mundo, é a esperança do Lakers na luta pelo bi

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato

OESTE

1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).

2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.

3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.

4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.

5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.

6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.

Warriors Clippers Basketball7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.

8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.

PLAYOFFS

 

1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah

Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio

Final
Lakers 4-2 Denver

Campeão = Lakers

CAMPEÃO

Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.

Conseguirá?

Creio que sim.

Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.

Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.

Pra cardíaco nenhum reclamar.

AUSÊNCIA

Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.

Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.

É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.

Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.

Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.

Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.

Espero estar errado.

NOITADA

A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.

Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.

Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.

Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.

Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.

Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?

Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.

Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.

Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.

CONCLUSÃO

Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.

O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.

E mais nada.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
26/10/2009 - 10:25

OS MELHORES, NA MINHA OPINIÃO

A bola sobe pela primeira vez em jogos oficiais amanhã. Também amanhã falo de uma maneira mais abrangente sobre o campeonato.

Hoje, por sugestão do parceiro Luco, exponho a vocês minhas preferências individuais para esta temporada. Vamos a elas:

MVP = Dwight Howard (Orlando)

ROOKIE = Blake Griffin (Clippers)

DEFENSOR = Anderson Varejão (Cleveland)

RESERVA = Rasheed Wallace (Boston)

IMPROVED = Tyrus Thomas (Chicago)

TÉCNICO = Stan Van Gundy (Orlando)

Concordam?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
22/10/2009 - 21:07

O PODER DE FOGO DO AMERICANO

Leio que os institutos Ibope e DataFolha fizeram pesquisa em setembro passado sobre a venda dos pacotes de pay-per-view referentes ao Campeonato Brasileiro deste ano. A matéria informa que foram negociados 600 mil pacotes.

Isso significa um aumento de 300% em relação há três anos.

Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Internacional, nesta ordem, são os cinco times que mais venderam. Ou seja: 12.6% dos 600 mil pacotes foram negociados com a nação rubro-negra, 11.8% com a corintiana, 8.9% com a palmeirense e 8.0% com a são-paulina e mesmo número com os colorados.

Pois bem: a NBA informa hoje, quinta-feira (22), que seu NBA League Pass atingiu a marca de 45 milhões de pacotes vendidos para esta temporada.

Podemos, ao que tudo indica, ser mesmo o país do futuro — e torcemos para isso —, mas falta muito ainda para que o nosso povo tenha o mesmo poder de fogo do norte-americano.

ACORDO

A greve dos árbitros da NBA pode chegar ao fim amanhã. Pelo menos é o que diz o presidente da liga, o comissário David Stern.

Se isso ocorrer, os homens do apito vão entrar em uma academia, treinar 24 horas por dia para recuperar a forma e estar aptos para quando a bola subir pela primeira vez oficialmente nesta temporada, já na próxima terça-feira.

E tomara que isso aconteça, pois os árbitros substitutos já fizeram muita trapalhada nesses jogos amistosos.

LIVRO

Magic Johnson acaba de lançar um novo livro nos EUA. Nele, ele desce a lenha em Isiah Thomas, até então considerado seu melhor amigo dentro da NBA.

Voltando ao passado, Magic fez grandes gestões junto a Michael Jordan e Scottie Pippen para que o nome de Isiah fosse aprovado e ele fizesse parte do Dream Team de Barcelona. Como MJ e Pip disseram não, a USA Basketball acabou convocando John Stockton para os Jogos Olímpicos de Barcelona-92

2968033VB056_magicPois não é que Magic, como disse, atacou veementemente seu antigo afeto? Sabe por quê?

O ex-armador do Lakers (para mim o maior de todos os tempos) acusa Isiah de ter espalhado rumores sobre a sexualidade de Magic depois que este anunciou ser portador do vírus HIV.

O livro, na verdade escrito em conjunto com Larry Bird (ironicamente desafeto de Magic na época em que jogavam), será lançado nos EUA no mês que vem.

Num dos trechos, Magic diz: “Isiah questionava as pessoas sobre isso [sexualidade de Magic], e eu não acreditava no que ouvia. O único cara que eu achava que poderia estar a meu lado tinha dúvidas. Foi como se ele tivesse me chutado no estômago”.

Magic diz que seu ex-agente Lon Rosen foi quem o alertou para o falatório de Isiah, pois o ex-armador do Detroit teria dito a Rosen que estava ouvindo rumores de que Magic era gay.

No que Rosen respondeu, com veemência: “Isiah, você conhece o Earvin melhor do que ninguém!”. Resposta de Isiah: “É, mas eu não sei o que ele faz em Los Angeles”.

Com um amigo desses, quem precisa de inimigos?

O livro foi batizado “When the Game Was Ours”. Em bom português, “Quando o Jogo era Nosso”.

Vamos ver se alguma boa alma o traduz para o português para que todos tenham acesso ao livro.

ROOKIE

Marcelino, um dos parceiros mais frequentes deste nosso botequim, perguntou-me sobre qual novato estaria se destacando nesta temporada de amistosos. Respondi: DeJuan Blair.

O ala/pivô de Pittsburgh, 37ª. escolha desta temporada, foi recrutado pelo San Antonio. Tem apenas 2m01 de altura, mas um atleticismo que compensa a baixa estatura.

Em apenas seis jogos com a camisa 45 do Spurs, tem médias de 14.7 pontos e 8.2 rebotes. Tem se encaixado muito bem no garrafão do time texano e formado boa dupla com Tim Duncan.

Acabou de completar 20 anos. Tem, no entanto, um histórico de contusões, que pode atrapalhar um pouco a sua carreira no profissionalismo; tomara que não.

Ah, sim, por que eu destaco DeJuan? Porque ele está ocupando uma vaga que deveria ser ocupada por Tiago Splitter.

O catarinense, de olho apenas no dinheiro, ao que tudo indica, preferiu ficar dois anos a mais na Europa ao invés de ir para a NBA, onde iria ganhar menos num primeiro momento, mas muito mais no momento seguinte.

Splitter corre o risco de, ano que vem, ao aportar no alvinegro texano, ver sua cadeira ocupada por um jogador por quem ninguém dava nada.

AUSÊNCIA

Leio neste iG que a ala/pivô Chuca, que joga no Ourinhos, vai ficar quatro meses longe das quadras. Motivo: tratar de uma tuberculose ganglionar.

Confesso minha ignorância no assunto: nunca tinha ouvido falar na doença.

O lado bom da história é que o mal tem cura.

Chuca está com 30 anos, mas sempre primou por ótimo condicionamento físico. Já esteve na seleção brasileira.

Que faça o tratamento adequado para ano que vem voltar com todas as forças.

Boa sorte, menina!

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , , , , , , ,
20/10/2009 - 23:22

NEW JERSEY INOVA

A criatividade dos dirigentes da NBA parece não ter fim. Vejam só o que o pessoal do marketing do New Jersey fez: criou um pacote no valor de US$ 25 mil para toda a temporada e quem comprá-lo terá direito a uma visita de uma hora de um dos jogadores do elenco. 

Em comum acordo com a franquia, o fã decide quando e onde deseja receber a visita do atleta. Pode ser, por exemplo, no aniversário de um filho. Ou então numa festa de casamento. Vale também para reuniões de trabalho ou escolar. 

Enfim, fica a critério do cliente. 

Este pacote dá direito também a quatro jogos sentado em uma cadeira de pista. E mais: estacionamento gratuito, acesso ao lounge da arena, comida e bebida na faixa. 

Brett Yormark, um dos executivos da franquia, justificou: “A gente não pode fazer negócios da mesma forma que fazia há um ano, pois o mundo em que vivemos hoje não é o mesmo de ontem”. 

Yormark dá sinais claros de que a crise mundial ainda se faz sentir na NBA — pelo menos em New Jersey. 

Realmente, é de se tirar o chapéu.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , ,
18/10/2009 - 22:04

RABINO PEDE PERDÃO PARA TREINADOR

Cena bizarra no jogo deste domingo no Madison Square Garden.

Jogavam New York e Macabi Tel Aviv quando Pini Gershon, técnico do time israelense, foi expulso no terceiro quarto por reclamar da arbitragem, aos berros.

Tomou duas técnicas; sabe o que ele fez? Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

O jogo ficou parado por oito minutos, pois o recalcitrante treinador teimava em não deixar o parquete impecável do Garden nova-iorquino.

Mas o inusitado ficou por conta da entrada de um rabino em quadra que solicitou ao trio de arbitragem o perdão para o treinador israelense. Pediu para que eles reconsiderassem a marcação e permitissem que o teimoso treinador continuassem dirigindo a equipe.

“Disse a eles [árbitros] que este não era um jogo oficial e que havia muitos garotos vendo a partida e que seria importante que houvesse paz e que ele [técnico] fosse perdoado”, disse o rabino Yitchak Dovid Grossman. “Se vocês [árbitros] o perdoarem, eu posso dizer às crianças ´vocês também podem perdoar. Se você tem uma briga, você pode perdoar´. Mas eles [árbitros] disseram que existem regras e elas têm que ser respeitadas”.

Dá para acreditar? Pois foi o que aconteceu.

Ah, o Knicks venceu a partida por 106-91.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , ,
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