Publicidade

Posts com a Tag Moncho Monsalve

sexta-feira, 24 de julho de 2009 CBB, Seleção Brasileira | 18:45

MÊS DECISIVO

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira se apresenta domingo em São Paulo ao técnico Moncho Monsalve. Será o início da última parte dos treinos visando a Copa América de Porto Rico.

O Brasil terá quase um mês para se preparar. Tempo suficiente para Moncho implantar seu sistema de jogo e enquadrar – no bom sentido – jogadores como Leandrinho e Varejão, que nunca jogaram com ele.

O espanhol vem de uma escola completamente diferente da americana. Os dois brasucas da NBA vão ter que mudar a filosofia de jogo deles para se encaixar no time nacional.

Leandrinho terá que ter paciência quando o ataque organizado se fizer necessário. Quando for o momento da transição, certamente ele estará liberado para imprimir sua velocidade.

Varejão vai ter que olhar mais para a cesta – coisa que ele não costuma fazer no Cleveland por motivos óbvios. Aliás, seria interessante Moncho colocar Varejão de ala, como muitos sugerem pra ver o que vai acontecer.

Acho essa uma idéia maluca; não funciona de jeito nenhum. Varejão não tem habilidade e nem velocidade para jogar como um três.

Um parceiro nosso aqui no botequim sugeriu que ele ficasse concentrado no garrafão ao lado de Splitter e Nenê (na ausência deste, Baby ou Murilo), abrindo mão do jogo no perímetro. Mas o adversário, com uma marcação zona neutralizaria com relativa facilidade nossa ofensiva.

Sem contar que perderíamos as bolas longas, hoje em dia parte fundamental do jogo de qualquer equipe. Varejão não tem tiros de três.

Além disso, na defesa, o capixaba não teria muita chance de fazer frente a um ala puro, jogador com habilidade e velocidade, requisitos que eu não consigo enxergar no jogo de Varejão, como já disse.

Mas como não sou dono da verdade, posso estar redondamente equivocado. Por isso, acho que vale tentar; pelo menos nos treinos e nos amistosos.

Só fico em dúvida se isso não iria atrasar nossos planos de formar um time. Mas, de repente, dá certo e nossos problemas são resolvidos, pois, como sabemos, infelizmente, não temos um ala que nos encante a todos.

Mas, já disse, eu não arriscaria de jeito nenhum. Vamos com os alas que temos e rezemos para que eles estejam inspirados.

Prefiro Varejão dentro do garrafão, ao lado de Splitter, onde ele sabe jogar. Estaríamos fortes neste setor, o que dificultaria o jogo do adversário.

Seria uma arma e tanto – e um problema a menos.

Meu quinteto titular seria Huertas, Leandrinho, Giovannoni, Varejão e Splitter. Completaria o grupo com Fúlvio, Alex, Tavernari, Marquinhos (que não foi convocado), Paulão, Murilo e Baby.

Na ausência de Marquinhos, levaria Jeferson, ala do Flamengo. 2m07 de altura, ótimo tamanho para um jogador da posição. Vale o investimento num jogador desses, que já mostrou algum potencial.

Mas certamente não será esse o time de Moncho.

E o que vale é o dele. Tomara que ele também esteja inspirado; caso contrário, abre o olho Brasil!!! (como disse outro parceiro em nosso botequim).

Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

segunda-feira, 13 de julho de 2009 basquete brasileiro | 22:27

NENÊ ESTÁ FORA DA SELEÇÃO

Compartilhe: Twitter

Moncho Monsalve convocou nesta segunda-feira 22 jogadores para formar o primeiro grupo que vai treinar visando a Copa América. O torneio, como todos nós sabemos, é classificatório para o Mundial do ano que vem na Turquia.

Três pontos a se considerar na convocatória do espanhol: 1) Nenê está fora do grupo; 2) Jonathan Tavernari foi chamado como “shooting guard” e não como ala; 3) Marcelinho Machado foi confirmado no grupo.

Bem, sobre Nenê, a informação da CBB dá conta de que o jogador não se recuperou plenamente da fratura no braço. Por isso, não tem condições de atender o chamamento.

Infelizmente, não há o que fazer. O destino pregou outra peça em Nenê e em nossa seleção.

Sobre Tavernari, conversando creio que com o Ricardo, nosso parceiro de botequim, disse a ele que o brasuca que joga em BYU, não tem tamanho para atuar de ala, especialmente quando o confronto foi internacional.

Tavernari mede 1m96. Isso é tamanho de armador. É muito pouco.

Talvez por isso Moncho o tenha escalado em sua relação como ala/armador. Vai duelar por minutos em quadra com Leandrinho Barbosa e Alex Garcia. Diego, do Brasília, também foi chamado, mas creio que ele corre bem por fora.

Finalmente, quanto a Marcelinho, quero deixar claro que nada tenho contra ele. E que também não estou fazendo campanha para que ele fique de fora do grupo.

A crítica é do ponto de vista esportivo. Analiso seu jogo, se funciona ou não para a seleção e dou meu parecer.

Continuo, aliás, pensando da mesma maneira: o desempenho de Marcelinho não é satisfatório nem no ataque e muito menos da defesa.

Por isso, acho um equívoco a sua convocação.

Espero, no entanto, estar redondamente enganado. Que ele arrebente na Copa América de Porto Rico e repita a dose no Mundial da Turquia.

Quebrar a cara desta maneira não machuca de jeito nenhum. Ao contrário, é até gostoso.

Mas não acredito que isso vá ocorrer.

Notas relacionadas:

  1. O BRILHO DE NENÊ
  2. O SIM DE LEANDRINHO
  3. VAREJÃO RENOVA COM O CAVS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quinta-feira, 9 de julho de 2009 NBA, basquete brasileiro | 11:51

VAREJÃO RENOVA COM O CAVS

Compartilhe: Twitter

Anderson Varejão renovou nesta madrugada de 9 de julho seu contrato com o Cleveland. Vai ficar em Ohio por mais seis temporadas.

Vai receber por esse período um total de US$ 50 milhões. Merecidos, pois ele se mostrou um jogador eficiente, de grupo, disposto a morrer em quadra pelos companheiros, especialmente por LeBron James.

Jogou o ego no lixo desde que chegou à NBA. Nunca quis ser mais do que ninguém; pensou sempre no coletivo, no time.

Faz coisas em quadra, como já disse aqui, que não aparecem nas estatísticas, mas são detectadas pelos olhos atentos dos companheiros e especialmente do técnico Mike Brown.

Esse negócio deixa claro o valor do brasuca. Sei que muitos neste botequim torcem o nariz pelo basquete que ele apresenta em quadra.

Respeito a opinião de todos – nem poderia ser diferente –, mas gostaria de sugerir aos críticos que olhassem o capixaba com um pouco mais de carinho.

Em tempos bicudos, de crise financeira global, com o teto salarial rebaixado, ninguém rasga dinheiro. Se o Cavs está pagando esta fortuna para Varejão é sinal claríssimo que nosso atleta vale o que pesa.

ALEGRIA

De férias aqui no Brasil, Varejão declarou:

– Era o que eu queria. Minha vontade era permanecer em Cleveland. Estou adaptado à cidade, ao time, e adoro os torcedores. Nunca me imaginei longe do Cavs e o que eu mais queria era renovar, ficar onde me sinto em casa. Estou muito feliz. Todos sabem da capacidade da nossa equipe e a chegada de Shaquille O´Neal traz experiência, qualidade e mais força ao nosso grupo. Ele vai se entrosar rápido com o nosso estilo, com o LeBron, vai se encaixar como uma luva na equipe, chega para fazer do Cleveland um time ainda mais poderoso.

A chance de Varejão ser campeão e se transformar no primeiro brasileiro a ganhar um anel na NBA é muito grande. Ele e Shaq vão se entrosar rapidamente. Formarão um dos melhores “frontcourt” da liga para a próxima temporada junto com LBJ.

A alegria não é apenas de Varejão – é nossa!

SELEÇÃO

Com a renovação de contrato, Anderson Varejão mandou avisar: apresenta-se ao técnico Moncho Monsalve no dia 26 de julho próximo.

Ótimo! Com ele no grupo, nosso time nacional ganha uma força e tanto.

Marcelinho Huertas, Leandrinho, ?, Varejão e Tiago Splitter. Um quarteto perfeito.

Falta apenas encontrarmos nosso ala.

Notas relacionadas:

  1. O BRILHO DE VAREJÃO NA VITÓRIA DO CAVS
  2. CAVS x CELTICS MEXE COM A NBA E OS EUA
  3. VAREJÃO FORA DO CLEVELAND
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 28 de junho de 2009 basquete brasileiro | 11:42

MONCHO VIU O ÓBVIO

Compartilhe: Twitter

A cada dia que passa admiro mais o técnico Moncho Monsalve. Vejam só o que ele declarou em entrevista ao SporTV sobre os jogos finais entre Flamengo e Brasília:

“Eles [jogadores] tentavam mais [arremessos] de três do que de dois, mesmo desequilibrados, e isso me deixou preocupado”.

Que coisa incrível, hein? Pela primeira vez a gente vê um técnico observar o que TODO torcedor brasileiro já observou há muito tempo.

Jogador de basquete brasileiro entende que o esporte é uma competição pra ver quem acerta mais bolas de três. E, pior, com a conivência dos treinadores.

Não há qualquer plano de jogo.

Ponto para Moncho; viu, como disse, o óbvio.

Porém – e sempre tem um porém, com dizia o finado Plínio Marcos, um dos maiores dramaturgos brasileiros –, Moncho disse que pretende convocar Marcelinho Machado para disputar a Copa América.

E logo após ter visto o óbvio, dá pra acreditar? Parece-me contraditório da parte dele, não parece a vocês?

Como dizia minha avó, quem corre por gosto não cansa.

Notas relacionadas:

  1. UM NOVO CICLO?
  2. A FALTA DE ESPORTIVIDADE
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

terça-feira, 5 de maio de 2009 basquete brasileiro | 19:38

UM NOVO CICLO?

Compartilhe: Twitter

Grego deu adeus ao basquete brasileiro ao retirar sua furada candidatura para a reeleição à presidência da CBB. Ia perder; para evitar a humilhação das urnas, caiu fora.

Já vai tarde, pois nada fez em prol do basquete brasileiro. Sua passagem foi um desastre.

Em suas mãos o Brasil escreveu uma de suas páginas mais tétricas. Há três edições que não vai à Olimpíada no masculino e no feminino, nos Jogos de Pequim, ficou em penúltimo lugar.

Nas categorias de base, o país tornou-se freguês de caderneta da Argentina no masculino e no feminino passou a perder – o que jamais havia ocorrido.

Um desastre.

Mas falar mal da administração Gerasime Bozikis é como empurrar bêbado em ladeira. Covardia pura, pois ele só errou. Criticá-lo é fácil dada a incompetência de sua administração.

Página virada, mas que não pode ser esquecida para que não repitamos os mesmos erros. Tem que ficar bem guardadinha.

Ontem, segunda-feira, Carlos Nunes foi eleito o novo presidente. Quem é Carlos Nunes?

Eu o conheci na época em que trabalhei no SporTV como comentarista de basquete. Nosso primeiro encontro foi em São Luís (MA), onde foi realizada a eleição de 1997 que tirou Renato Brito Cunha do poder e lá introduziu Grego, a quem ele, como presidente da Federação Gaúcha, apoiou.

Falamos, depois disso, pouquíssimas vezes. Sempre mostrou-se cordial e atencioso – mas não é isso que interessa.

O que interessa é saber se ele tem condições de gerir o basquete brasileiro nos próximos anos.

Se tomarmos a Federação Gaúcha como base, o cenário é preocupante. O basquete do Rio Grande do Sul não vai muito bem das pernas; ao contrário.

O Corinthians de Santa Cruz do Sul, uma das equipes mais fortes e tradicionais do estado, eu acho que nem existe mais. As categorias de base gaúcha também vão de mal a pior.

E pesa contra ele, via internet, várias acusações sobre desmandos na federação local. Coisas como venda de bolas de basquete para clubes quando deveria dá-las graciosamente uma vez que o fornecedor nada cobra da entidade; falta de apoio para os treinamentos das categorias de base, fazendo com que os atletas e treinadores tenham que gastar do próprio bolso para trabalhar, ignorando as verbas recebidas da CBB; e também que ele vive às custas da própria federação sem ter profissão definida.

Realmente eu não sei se é verdade. O que sei é que ele era do grupo do Grego.

Mas isso também não quer dizer muita coisa, pois lembro-me muito bem da última gestão de Renato Brito Cunha: excelente. Até então, ele tinha sido um péssimo dirigente.

Foi Brito Cunha quem fechou contrato com a agência de marketing esportivo de João Henrique Areias. E foi Areias quem fechou contrato com o SporTV, com a Molten (bola dos mundiais e olimpíadas), com a Unisys, informatizando o Campeonato Brasileiro, e com a TAM – e mais alguns pequenos acordos que nem me lembro mais.

Aqueles dois últimos anos do nosso basquete nas mãos de Brito Cunha foram excelentes. Mas os presidentes de federações estavam saturados da figura arrogante e ditatorial do então presidente e mesmo com um cenário amplamente favorável, acabaram tirando-o do comando da CBB nas eleições de São Luís.

Por isso, o fato de Nunes ter apoiado Grego tem importância relativa, pois ele pode muito bem ter se tocado do momento trágico do nosso basquete. Imagina, a partir de agora, um novo ciclo dentro de sua vida esportiva tentando virar essa página cheia de erros do nosso basquete, páginas escritas, como vimos, por Grego.

Mas suas primeiras entrevistas como presidente deixaram-me preocupado.

Elas dão conta que vai tirar Paulo Bassul do comando da seleção feminina. Motivo: fazer Iziane retornar ao nosso time.

“O Brasil precisa dela”, justificou Nunes.

Não gostei, pois mais do que Iziane o Brasil precisa é de dignidade. E Iziane não mostrou ser digna de trabalhar em grupo depois do que fez no Pré-Olímpico Mundial disputado na Espanha quando recusou-se a entrar em quadra.

Claro que o tempo passa e o que disse sobre Nunes e Brito Cunha pode servir perfeitamente para Iziane. Ela pode estar terrivelmente arrependida do que fez e é claro que merece nova chance.

Mas ela tem que mostrar seu arrependimento. Do jeito que o processo está sendo conduzido, Iziane vai voltar à seleção nos braços de sua arrogância e egocentrismo, certa de que derrubou Bassul e passou por cima de conceitos imprescindíveis num trabalho de equipe como o respeito ao próximo e, no caso, à camisa da seleção brasileira.

Vai se sentir a intocável e a indispensável. Vai se achar mais do que ela é; mais do que Paula, Hortência e Janeth. Vai se sentir o próprio basquete feminino.

No entanto, para o meu conforto, leio também que nossa eterna rainha foi convidada para administrar o feminino. Se Hortência aceitar, com certeza vai enquadrar Iziane, vai colocá-la em seu devido lugar, bem lá embaixo, pois Iziane ainda nada fez de importante para o Brasil quando colocou a camisa da nossa seleção.

Sobre Moncho Monsalve, Nunes disse que ele precisa mostrar resultados. Indício claro de que torce o nariz para o espanhol, descoberta de Grego.

Se verdade, um equívoco, pois Moncho fez um excelente trabalho à frente da nossa seleção no pouco tempo que teve para trabalhar. Lembre-se: ele não pôde contar com nossos jogadores que atuam na NBA – o que não aconteceu com outros treinadores, que tiveram esse privilégio e pouco fizeram de prático para o nosso time.

Temo que, do jeito que o espanhol é sangue quente, ao tomar conhecimento dessas declarações do novo presidente, Moncho peça para sair.

Seria um retrocesso, pois, como disse, o espanhol vem trabalhando muito bem e, mais ainda, prepara José Neto, seu atual auxiliar técnico, para ser o futuro treinador da seleção brasileira.

Finalmente, leio também que o atual presidente da CBB anuncia parceria com a empresa de marketing esportivo de José Carlos Brunoro, que trabalhou com Grego quando este rompeu contrato com Areias.

Há muito que Brunoro não faz um grande trabalho na área. É do ramo, sem dúvida alguma. Conhece teoria como poucos, mas, como disse, resultados faltam-lhe nos últimos tempos em seu currículo.

Seria uma oportunidade a mais para ele e sua agência. Tomara que dê certo, pois, pessoalmente, conheço e gosto de Brunoro.

Dito tudo isso, você pergunta: vai dar certo agora com Carlos Nunes?

Prefiro a cautela neste momento: vamos dar tempo ao tempo e ver o que vai acontecer. Os primeiros meses de Nunes à frente da CBB vão nos dizer qual será o rumo que esta nova administração vai tomar.

Aguardemos, pois.

Notas relacionadas:

  1. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  2. O BRILHO DE NENÊ
  3. A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última