Mike Miller | Fábio Sormani

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 NBA | 02:26

COM ATRASO DE UM ANO, MIAMI É O CAMPEÃO DA NBA

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Miami é o campeão da NBA. O título veio com um ano de atraso, mas veio. O Heat era para ter sido campeão na temporada passada. Perdeu para o Dallas por N motivos que não vale mais a pena a gente ficar debatendo.

A tunda aplicada em cima do Oklahoma City por 121-106 confirmou que o time do sul da Flórida é de fato o melhor da NBA neste momento. Fechou a série em 4-1; poderia ter varrido o OKC se não tivesse bobeado no primeiro jogo. Rajon Rondo postou em seu Twitter: “A verdadeira final foi entre Miami e Boston”. Concordo com ele. O Thunder não foi páreo para o Heat.

Quando esse time foi montado, no verão de 2010, fui um dos poucos (senão o único) que apostou que ele ganharia não apenas um, mas alguns campeonatos. Falei em três, talvez quatro. Muitos rebateram minhas previsões. Disseram que o time não tinha um técnico, que faltava um armador, que não havia pivôs e que a fogueira das vaidades iria arder até o final do contrato de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh e, consequentemente, iria consumir a todos.

Rebati dizendo que com um time desses, com LBJ, D-Wade e CB1, não era preciso ter exatamente um Phil Jackson para conduzi-lo, que os jogadores, em quadra, resolveriam a parada. Claro que não foi bem assim, pois o trabalho de Erik Spoelstra, o tempo mostrou, é muito bom. Eu mesmo cheguei a duvidar, nesta temporada, acho que na série contra o Boston, da capacidade de Spo, mas o tempo mostrou que a minha primeira impressão era a correta. Muitos criticam o Miami por conta do “isolation” e da falta de “screens” e “pick’n’roll”.  De fato, o Heat não joga do jeito que muitos gostariam. O Heat faz a bola correr de mão em mão no ataque, mas ela sempre acaba nas mãos de quem está bem posicionado para o arremesso. De fato, alguns “picks” seriam importantes para facilitar a vida de LBJ e D-Wade. Quem sabe na próxima temporada?

Quanto a falta de armadores e pivôs, disse que apenas a seleção dos EUA era perfeita de cabo a rabo. Afirmei que D-Wade e principalmente LeBron James dariam conta de armar o jogo e que Mario Chalmers seria de grande valia. Foi a partir de então que eu comecei a defender a tese de que o futuro do basquete não teria lugar para armadores de ofício. O mesmo vale para os pivôs. Lembrei que CB1 seria o dono do garrafão do Miami e que Udonis Haslem lá estava para ajudar e muito. E que mais um grandalhão resolveria a parada.

Sobre a fogueira das vaidades, isso jamais ocorreu. A química, principalmente, entre LBJ e D-Wade sempre foi perfeita. Nunca houve um senão entre eles. Eles convivem como se fossem irmãos. E o discurso de Wade, depois do jogo, no pódio, confirma tudo isso: ele admitiu, uma vez mais, ter aberto mão do status de líder e dono do time, em favor de LeBron, para ganhar outro anel. Simples, sem vaidade alguma, reconhecendo que LBJ é mesmo o cara.

E CB1, o menos brilhante dos Três Magníficos, sempre foi um apoio para os dois. E em muitas situações segurou a onda, especialmente quando LBJ e D-Wade estavam mal.

Hoje, um ano mais velho, um ano mais experiente, com seus ferimentos cicatrizados, o Miami foi conduzido ao topo do pódio. E conduzido por LeBron James, que finalmente ganhou seu primeiro campeonato, depois de ter batido na trave em duas oportunidades, uma delas com o Cleveland. Com seu troféu de MVP das finais na mão, perguntado por Stuart Scott, da ESPN, qual a diferença entre o LeBron do ano passado para o LeBron deste ano, ele foi claro como a água: “Ano passado eu jogava com ódio, tentando provar uma série de coisas para as pessoas. Mas eu percebi que não tenho que provar nada a ninguém. Passei a jogar com amor”.

LBJ de fato sobrou neste campeonato como um todo. Se na fase de classificação Kevin Durant rivalizou com ele, nestas finais não teve pra ninguém. E mostrou na quadra, jogando, ou melhor, calou na quadra, jogando, seus críticos que insistiam que ele sofria de “bloqueio mental” nos finais das partidas. E sofria mesmo. Curou-se; hoje isso é passado. Curou-se; jogando e não vociferando. LBJ Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs, o primeiro nesta temporada, diga-se, ao cravar 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes. Iguala-se a Tim Duncan, James Worthy Larry Bird e Magic Johnson (duas vezes) que anotaram TD no último jogo das finais.

E tem mais: LBJ tornou-se também o terceiro jogador na história da NBA a liderar o time campão no “NBA Finals” em pontos, rebotes e assistências. Juntou-se a Tim Duncan e Magic Johnson.

Tornou-se também o décimo jogador na história da NBA a ganhar o MVP durante a fase de classificação e nas finais. Está agora ao lado de Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Magic Johnson, Moses Malone, Kareem Abdul-Jabbar, Willis Reed, Larry Bird (duas vezes) e Michael Jordan (quatro vezes).

Digo uma vez mais: se o futuro vier do jeito que o presente se mostra, LBJ entrará para o rol dos maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Digo uma vez mais: coloco-o no meu quinteto favorito na vaga de Larry Bird, ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Bill Russell e Wilt Chamberlain.

LBJ joga muito. Domina todos os fundamentos do basquete. Por isso mesmo, pode jogar em todas as posições. É forte como um touro; sua saúde é de ferro. Vai ser dominante por alguns anos. Quando a idade começar a cobrar tributos, vamos ver como ele vai se renovar, como ele vai reconstruir seu jogo. Vamos ver se ele será capaz de se reinventar, como Michael Jordan e Kobe Bryant fizeram.

Quanto ao jogo, ele foi na verdade uma clínica. Se você preferir, uma aula de basquete. O Miami dominou o OKC de cabo a rabo. Além de LeBron, há que se destacar os 20 pontos e oito rebotes de D-Wade; os 24 pontos e 11 ressaltos (quatro de ataque) de CB1; os 11 pontos de Shane Battier e os dez de Mario Chalmers, que deu ainda sete assistências. Mas o cara que ajudou a fazer a diferença foi Mike Miller. Vindo do banco, anotou 23 pontos e acertou sete de seus oito tiros de três.

Finalmente, não há como não mencionar Pat Riley. Presidente da franquia, ele foi o mentor desse time e o homem que apostou em Erik Spoelstra. Sofreu um bocado no ano passado quando o Heat perdeu para o Dallas. Teve que ouvir um monte. Que montou mal o time e que apostou no técnico errado. Esta era a questão que mais o incomodava: Spo. O tempo mostrou que ele estava certo. Spo fez um grande trabalho. Liderar um time com três estrelas não é fácil. Ele sofreu no primeiro ano. Amadureceu no segundo e tornou-se melhor. E mais: segundo quem o circunda, Spo está sempre aberto a aprender. E tem que ser assim mesmo, pois tem apenas 42 anos. Phil Jackson ganhou seu primeiro campeonato aos 46 anos.

Veio com um ano de atraso, mas veio. O Miami é o legítimo campeão da NBA. O futuro promete ser promissor. Se ele vai ganhar mais dois ou três campeonatos, como previ, realmente não dá para saber. Até porque do outro lado surgiu um time que quando eu fiz a previsão dos títulos do Heat, esse time ainda não existia. Falo, obviamente, do Oklahoma City Thunder.

FUTURO

O futuro, já disse aqui, tende a colocar esses dois times frente a frente em outras finais. O OKC pagou pela inexperiência. Aliás, o time da terra dos tornados vem dando um passo de cada vez, como nos ensinou Michael Jordan em seu livro “Nunca Deixe de Tentar” (Editora Sextante, traduzido para o português).

Em 2010, em seu primeiro playoff, perdeu na primeira rodada para o Lakers. Ano passado, perdeu a final do Oeste para o Dallas. Este ano, perdeu a final para o Miami. Ano que vem, quem sabe, possa ganhar o título? Não tem ninguém com contrato encerrando. Portanto, o grupo será o mesmo para a próxima temporada. O mesmo, mas mais velho e mais experiente.

E virá com a faca nos dentes, com sangue nos olhos, tentando conquistar o que não conseguiu: o título de campeão.

A entrada dos jogadores no vestiário foi comovente. Kevin Durant, assim que pegou o corredor rumo aos aposentos do time, apareceu com lágrimas nos olhos. Quando viu a mãe e o irmão, abraçou-os e chorou feito criança. Kendrick Perkins, um título de campeão em 2008 com o Boston, veio logo atrás, chorando também. Idem para Serge Ibaka.

Ano passado, foram Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade que choraram. Hoje eles sorriem. Amanhã, quem sabe, o riso possa ser ouvido no vestiário do OKC.

ESCLARECIMENTO

Depois do jogo, no ótimo debate que a ESPN promove, Jon Barry afirmou que não importa quantos anéis LeBron James venha conquistar, talvez fique nesse apenas, ele disse, para completar: eu o coloco no mesmo nível dos grandes jogadores, no mesmo nível de Michael Jordan.

A seu lado, Magic Johnson quase caiu da cadeira. Falou algo que os demais riram e eu não consegui entender (alguém entendeu?). E completou: “Nós vimos Michael Jordan dominar seis finais, três vezes seguidas em duas oportunidades. LeBron James não está no mesmo território de Michael Jordan. Kevin Durant também não. Nem mesmo Kobe Bryant está no nível de Michael Jordan”.

Desculpem-me os torcedores do Miami. Sei que a festa é de vocês. Mas este final era necessário.

FESTA

Dá-lhe Miami!

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sexta-feira, 15 de junho de 2012 NBA | 12:34

MIAMI FAZ MUDANÇAS, VENCE O OKLAHOMA CITY E EMPATA A SÉRIE FINAL DA NBA EM 1-1

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O Miami venceu o Oklahoma City por 100-96 na noite desta quinta-feira que passou. Empatou a série em 1-1. Poderia ter aberto 2-0. Jogou muito no primeiro confronto deste “NBA Finals” e entregou a vitória aos anfitriões, como bom visitante, no fim, exaurido e mal planejado. Na verdade, exaurido porque foi mal planejado. Ontem, a história teve outro desfecho porque o esquema foi mais bem engendrado.

Erik Spoelstra, o treinador do Miami que é odiado na mesma proporção de LeBron James, ontem acertou em suas decisões. Primeiro, porque colocou seus reservas para jogar. Com isso, poupou os titulares. Segundo, porque deve ter batido o pau na mesa e dito: vamos trabalhar jogadas, fazer “screens” e “pick’n’roll”, de modo a facilitar a vida de vocês mesmos.

Ninguém me tira da cabeça que esse jeito “peladeiro” de jogar do Miami é fruto das exigências de LeBron James. LBJ não jogou no “college”. Foi direto do “high school” para a NBA. O basquete universitário, além de ensinar fundamentos, disciplina o jogador. Ensina táticas do jogo para ele.

Jogadores que se dedicam ao basquete da NCAA têm fundamentos e leem a partida. Os demais gostam do jogo de playground, que é vistoso, mais agradável de ser visto, mas que quando encurralado dificilmente encontra soluções para arapucas armadas. Vejam a diferença entre Tim Duncan e LeBron. Timmy jogou quatro anos em Wake Forest. Se fosse deslumbrado como muitos que pulam para a NBA com apenas uma temporada no universitário, talvez não fosse esse jogador completo que a gente se acostumou a ver e a admirar.

Ontem, Spo bateu o pau na mesa, imagino eu. Imagino, pois não privei da intimidade do vestiário do Heat e nem vi os treinamentos. Mesmo se lá estivesse, não teria visto, pois os treinos são fechados para a mídia. Apenas os 15 minutos finais são liberados. Os jornalistas ficam na sala de imprensa, dentro do ginásio, e os quatro cantos que são acesso à quadra são obstaculizados por cortinas pretas. Ouve-se tudo, mas não se vê nada.

Mas, dizia eu, ocorreu ontem com o Miami o que não vinha ocorrendo até então: o jogo solidário, de ajuda ofensiva. Uma cesta a pouco menos de um minuto para o final do jogo foi emblemática: LBJ faz o “screen” (corta-luz) em cima de Thabo Sefolosha e Wade, desmarcado, infiltra e faz o passe em ponte-aérea para a enterrada de Chris Bosh, que levou o placar a 98-91 para o Heat.

O uso do banco, já disse, foi igualmente importante. Não do banco como um todo, mas sim de Norris Cole. O “rookie” jogou 13:17 minutos. Aparentemente pouco. Mas com ele em quadra Spo pôde descansar melhor sua dupla LBJ-Wade. Com Mike Miller, usado no confronto anterior, isso não foi possível por conta de Miller ser um ala. O Heat precisa de Norris, porque com ele Spo pôde descansar LBJ usando D-Wade e Shane Battier e Battier e LBJ como duplas nas alas. E ainda deixá-lo em quadra junto com Mario Chalmers, que faz um ala de arremesso e isso possibilita o descanso de Battier. James Jones também foi importante neste apoio com seus 5:35 minutos. Enfim, com Norris (principalmente) ficou mais fácil poupar as estrelas do time. Aqui pode estar a chave de um possível sucesso do Miami nestas finais.

Outro aspecto importante do jogo vitorioso do Miami foi o desempenho de Shane Battier. O “faz-tudo” do Heat (que posição ele joga?, diga-me?) está em todos os cantos da quadra. Ora marcando o armador; ora o ala-armador. Muitas vezes é visto vigiando o ala, para logo em seguida estar grudado no ala de força. Só não foi notado ainda marcando Kendrick Perkins. Mas se for preciso…

Além de ser um cão feroz na defesa do Heat, Battier tem sido importantíssimo no ataque. Suas bolas de três começaram a cair no momento exato. Ou seja: nestas finais. Ele tem 9-13 nas bolas de três nestas duas partidas contra o OKC, o que dá um excelente percentual de aproveitamento de 69,2%. Num comparativo, na final do Leste diante do Boston, Battier acertou 35,0% (14-40); na semifinal frente ao Indiana, 27,3% (6-22); e na primeira rodada, contra o New York, 31,8% deles (7-22).

Quando Battier foi contratado, no começo desta temporada, disse aqui neste botequim que o Miami se reforçava dramaticamente. Muitos disseram: que é isso? Esse cara não é isso tudo. É sim. Produto da Universidade de Duke, cunhado por Coach K, Battier conhece os fundamentos do jogo. Assim como Timmy, Shane ficou em Duke quatro anos. Ganhou um título universitário em 2001. “Sou daqueles jogadores que ninguém se importa”, disse ele no intervalo da primeira partida. “Gosto disso, pois, quando ninguém espera, eu meto minhas bolas de três”.

Pois é, parece que a ficha ainda não caiu do lado do OKC. Battier tem que ser marcado. Ele tem uma média de 17,0 pontos nestas finais contra 7,1 diante do Boston, 3,8 frente ao Indiana e 6,0 contra o NYK. Battier surge do nada aos olhos atentos do “staff” técnico do Thunder, que não imaginava ter que se preocupar com ele. O OKC concentra suas forças — corretamente — em LBJ e D-Wade. Mas isso não pode significar o esquecimento dos demais. E é o que vem ocorrendo no caso de Battier. Os números, como vimos, mostram isso.

“Ele tem sido muito importante para o nosso time”, disse LBJ sobre Battier. “Shane está chutando muito bem da linha dos três. Está fazendo jogadas tanto ofensivamente como defensivamente. Vamos precisar dele, pois esta série vai ser apertada”.

Vai mesmo. Por isso, é bom dizer que nada está perdido. A série tende a ser longa, como eu disse. O time da terra dos tornados perdeu seu primeiro jogo nestes playoffs diante de seus apaixonados torcedores, mas pode se recuperar no sul da Flórida. É muito difícil ganhar três partidas seguidas mesmo dentro de casa. E se isso ocorrer, o Miami faria uma corrida de 4 vitórias a zero diante do OKC. Não é fácil; não acredito.

O principal ajuste que o Thunder precisa fazer, aos meus olhos, é entrar mais rapidamente no jogo. Nas duas primeiras partidas, o Miami abriu grande vantagem no primeiro quarto. Na primeira, o OKC conseguiu se recuperar; na segunda, não teve jeito. Se isso voltar a ocorrer em Miami, nesses três próximos jogos, diante de sua inflamada torcida, pode ser fatal.

No primeiro embate, o Heat chegou a estar 13 pontos na frente no primeiro tempo. Fez 10-2, depois 20-10, pra em seguida marcar 24-13. No segundo quarto, abriu 37-24.

Ontem, o Miami fez incríveis 18-2 a 4:39 minutos do final do primeiro quarto. No início do segundo, 33-17. A pouco mais de dois minutos do fechamento da cortina no primeiro tempo, a vantagem pulou para 17 pontos: 51-34.

Ao contrário do primeiro confronto, quando no intervalo a vantagem do Miami era de apenas sete pontos (54-47), ontem ela era de 12 (55-43). O desgaste do OKC foi grande no primeiro embate e maior ainda no de ontem. Por isso, não teve forças para a reação final, que quase veio. A nove segundos do final da partida, Kevin Durant tentou um arremesso da zona morta canhota, marcado por LeBron James. O placar marcava 98-96 para o Miami. A bola não caiu. KD reclamou de falta, mas a arbitragem nada marcou. LBJ pegou o rebote e sofreu falta. Cobrou seus dois últimos lances livres na partida e mandou o marcador para definitivos 100-96.

LBJ terminou o jogo com 32 pontos, oito rebotes e cinco assistências. Converteu todos os 12 lances livres cobrados. No último quarto, anotou seis pontos. Um a menos do que no quarto final do primeiro cotejo. Kevin Durant marcou 16, um a menos do que nos 12 minutos finais do jogo inicial desta série decisiva. Desta vez o dedo não será apontado para LBJ; afinal, o Miami venceu. Venceu porque ontem Dwyane Wade foi mais companheiro de LeBron do que no primeiro jogo. Ontem Wade deixou 24 pontos na redinha do OKC, contra 19 da primeira partida. Foi fundamental porque Battier voltou a marcar os mesmos 17 pontos do jogo inicial e Chris Bosh, corretamente escalado como titular (este foi outro dos acertos de Spo), marcou 16 pontos e ainda ajudou com 15 rebotes.

Ou seja: LeBron tem mesmo que assumir o controle do jogo e do time. Mas, como muitos parceiros disseram, é fundamental que ele encontre eco nos companheiros, principalmente em Dwyane Wade.

NÚMEROS

Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden combinaram para 80 pontos, enquanto que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh fizeram juntos 72. Nos rebotes, o trio do OKC pegou 15 e o do Miami ficou com 29. Nas assistências, foram 10 do Thunder contra 11 do Heat.

Se o banco do OKC colaborou com 23 pontos (21 deles de James Harden), os reservas do Miami adicionaram apenas oito. Em compensação, os titulares do Thunder anotaram 73 pontos e os do Heat cravaram 92.

IRA

Magic Johnson disse ter ficado desapontado com Russell Westbrook (foto Getty Images). O armador do OKC (que para os tradicionalistas não é armador de ofício e sim um armador de arremesso) fez 27 pontos, pegou oito rebotes e deu sete assistências. Como reclamar de um desempenho desses? Simples: West foi muito mal nos arremesso: 10-26 (38,4%). E muitas vezes forçou o jogo, com arremessos desnecessários e infiltrações infrutíferas. A reclamação de Earvin procede, embora West tenha cometido apenas dois erros durante a partida.

Aliás, faço apenas esta singela observação, pois quem sou eu para discordar deste que é o maior jogador da história talvez do maior time da história da NBA?

Eu, hein!

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sábado, 9 de junho de 2012 NBA | 13:33

DOC RIVERS PERDE O SONO PARA TENTAR CONTER LEBRON JAMES

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LeBron James é a preocupação do Boston; LeBron James é a esperança do Miami. Nas mãos e no emocional de King James está a sorte dessas duas equipes, que vão decidir, a partir das 21h30 de Brasília, o título do Leste e, consequentemente, o segundo finalista desta temporada.

Doc Rivers perdeu horas de sono e de repouso. Dormir e repousar agora pra quê? Não faz sentido. O momento é de estudo, de traçar planos, de encontrar a melhor maneira de segurar LBJ (foto Getty Images).

“Vocês verão quando o jogo começar”, disse Rivers em resposta a uma pergunta sobre se algo diferente será feito nesta noite para conter LeBron James. “Não vamos fazer muita coisa (diferente), mas temos que defender melhor. Aliás, não fizemos muito do que tínhamos planejado para marcá-lo (no jogo passado). Essa é a primeira coisa que temos que mudar”.

O maior problema do jogo passado, segundo Doc, não foram os 45 pontos de LeBron, mas sim como ele conseguiu fazer 45 pontos. “Se LeBron fez 45 pontos e perdeu sete, oito arremessos, aí fica difícil vencer”, disse o treinador do Boston. “Mas se ele precisar de 45 arremessos para fazer 45 pontos, aí nós temos uma chance de vencer”.

LBJ esteve impecável no primeiro tempo. Anotou 30 pontos e errou apenas dois de seus 14 arremessos. No segundo, marcou outros 15 pontos e acertou sete de seus 12 arremessos. Terminou o confronto com 19-26; ou seja: 73,1% de aproveitamento. Errou apenas sete arremessos durante todo o jogo. Muita coisa.

Na série, LBJ está com média de 34,0 pontos. Apenas em uma oportunidade nesta série o Boston segurou LeBron abaixo dos 30. Foi no jogo quatro, quando o ala do Miami foi excluído da contenda, já na prorrogação, por ter cometido seis faltas. Na ocasião, LBJ marcou 29 pontos. E o Boston venceu. Mas isso também não significa muito, pois na outra vitória, em Miami, no quinto jogo deste embate, LBJ anotou 30 pontos; um a mais. É, apenas um pontinho a mais. Talvez não deixar LBJ superar a marca dos 30 pontos seja decisivo no jogo desta noite.

“Acho que a gente ainda não o marcou como devemos marcá-lo”, finalizou Rivers.

Doc não dá pistas, não sabemos quem ou como será feita a marcação em LeBron James. O que sabemos é que Paul Pierce não tem cacife para isso. “The Truth” tem sido uma mentira até agora na tentativa de conter LBJ. Tanto não tem conseguido que, além dos números mostrarem isso, as faltas que ele comete também são um indicativo de sua falência defensiva. Em três dos seis jogos desta série Pierce foi excluído do jogo com seis faltas.

Portanto, num primeiro momento, esse cara não pode ser Pierce. Ele pode até ajudar, mas não pode ser o único e nem o principal defensor do Boston. E, pra piorar, PP não consegue machucar LBJ ofensivamente falando. O ala do Boston tem sido um fiasco na série, com média de apenas 17,8 pontos e um aproveitamento de 33,6% de seus arremessos.

Alguém sugeriu Brandon Bass. O biotipo de Bass é bem semelhante ao de LBJ. Têm o mesmo tamanho (2,03m), mas o ala-pivô do Celtics é mais leve: 113 quilos contra 116 de LeBron. Essa diferença de peso poderia indicar um ligeiro favorecimento a Bass, mas não é bem assim. Esses três quilos a mais não são de gordura, mas de massa muscular, o que torna LBJ mais forte do que Bass. Mais forte e mais ágil, pois enquanto LeBron é um jogador de múltiplas, que corre por todos os cantos da quadra, o jogo de Bass é limitado ao garrafão basicamente, onde movimenta-se muito pouco e a defesa é feita sem muita necessidade de locomoção. Bass pode ajudar na marcação, claro, mas não pode ser a primeira opção. Pode fazer isso quando LBJ jogar como ala de força, o que ele tem feito muito nesta série.

Rajon Rondo é um tremendo defensor, mas ele leva muita desvantagem em relação a LeBron por causa do seu tamanho. Rajon mede apenas 1,85; tem quase 20 cm a menos. Numa situação dessas (“mismatch”), LBJ levaria Rajon para o “low post” e tiraria proveito disso. Ou pontuando ou fazendo o passe em caso de dobra na marcação. Com esta segunda opção, alguém sobraria livre para um arremesso curto, longo ou mesmo para uma bandeja. E LeBron, todos nós sabemos, tem ótimo passe.

Mickael Pietrus surge, para mim, como a melhor alternativa. Com ele em quadra, Ray Allen passaria para o banco e Pierce marcaria Dwyane Wade. O francês é mais agressivo, tem melhor jogo de pernas e mãos nervosas. Eu começaria o jogo desta maneira. Com o desenrolar, faria as modificações necessárias para: 1) descansar Pietrus; 2) responder a possíveis alterações táticas do Miami, que deverão ocorrer.

Essa marcação a LBJ, claro, não pode ser individualizada o tempo todo. A zona que o Boston tem usado nesta série tem que ser requisitada, especialmente se as bolas de LeBron não caírem e ele procurar o jogo de aproximação com a cesta. Essa marcação a LBJ tem que ser feita sempre me maneira agressiva, de modo a tirá-lo de seu espaço preferido, de seu conforto, empurrando-o para os cantos da quadra de modo a vir a dobra numa situação em que o passe será feito de maneira dificultosa.

Agora, é evidente que Erik Spoelstra está preparado em caso de o Boston tentar e conseguir subtrair o jogo de LeBron James. Sua melhor alternativa é D-Wade, mas Chris Bosh também será muito usado. Sem falar nos tiros longos de Mario Chalmers, James Jones, Shane Battier e Mike Miller. Lembre-se que LeBron estará sendo marcado com o que o Boston tem de melhor e muitas vezes em dobras. Isso, consequentemente, trará certo alívio na marcação dos demais jogadores do Heat.

Enfim, teremos uma grande partida esta noite. Daquelas imperdíveis, em que a patroa vai esbravejar porque é sábado à noite, mas que ela tem que entender que o embalo será mesmo dentro de casa, com tevê ligada, um tira-gosto ao alcance da mão e uma cerveja geladinha.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 NBA | 17:45

LEBRON JAMES, UM JOGO OU UM CONTO?

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Ontem à noite eu assistia ao jogo entre Miami e San Antonio. O time do Texas dava um passeio pra cima da rapaziada bronzeada, que mais uma vez não mostrava seu valor.

Dezessete foram os pontos que chegaram a separar um time do outro no primeiro tempo. De fato, um passeio dos texanos. E o Miami jogava sem Dwyane Wade, sua maior estrela; ou seja, a chance de recuperação diminuía.

LeBron James, tido pela mídia norte-americana como o melhor jogador de basquete da atualidade (eu não concordo, acho Kobe Bryant o maior de todos no momento), fazia água em quadra; nada dava certo.

Errava até bandejinha (foto AP), lembrando os jogos de categorias mini e mirim que a gente que tem filho que jogou basquete cansou de assistir. Os lances livres também não caíam. Enfim, LBJ entortou o aro no primeiro tempo. Um horror.

O primeiro tempo, diga-se, terminou 63-49, três pontos a menos em relação à maior vantagem que o SAS conseguiu na etapa inicial.

Neste primeiro tempo, LBJ fez 5-11 nos arremessos, 5-9 nos lances livres e cometeu dois erros. Seu primeiro quarto foi péssimo: 1-5 nos arremessos e 4-8 nos lances livres.

Mas aí veio o segundo tempo. Second half, diferent half, diferent story. Assim os americanos falaram sobre LeBron James e o Miami Heat.

No terceiro quarto, o quarto que mudou a cara do jogo (o Heat fez 39-12), LBJ esteve simplesmente supimpa. Nele fez todos os seus 17 pontos do período final, tendo acertado 7-9 nos arremessos, sendo que foram 3-4 nas bolas de três.

Ao final do terceiro período o Miami vencia por 88-75, 13 pontos de vantagem.

Agora eu adiciono à nossa história outro personagem, pois ele foi muito importante também para que o Miami fizesse a reviravolta no marcador e possibilitasse ao técnico Erik Spoelstra deixar LBJ praticamente todo o último quarto no banco (jogou apenas três minutos). Falo de Mike Miller.

Miller debutou na temporada exatamente no jogo de ontem. Fez 18 pontos, todos frutos de seus arremessos triplos. E o mais incrível é que o estreante anotou 6-6 nesses arremessos longos. Esteve soberbo.

E para aqueles que não vêm graça e nem importância no jogo de Chris Bosh, eu agora vou somá-lo ao relato também. CB1 anotou 30 pontos, muitos deles nas barbas de Tim Duncan, um dos maiores jogadores da posição desde sempre.

No primeiro tempo, quando o jogo de LBJ não fluía, CB1 anotou 18 pontos e deixou um fiapo de esperança de reviravolta na etapa final, o que acabou ocorrendo.

REFLEXÃO

Faço o relato do jogo no final da tarde desta quarta-feira, quase um dia depois, pois quero dizer o seguinte: se LBJ jogar a partir de agora o que ele jogou no terceiro quarto, assumindo o controle do jogo, jamais se omitindo, quando anotou 17 dos 39 pontos do Miami no período, os adversários que se cuidem.

E eu, que ontem à noite assistia ao jogo entre Miami e San Antonio e fui abrir uma nova latinha de cerveja ao final do primeiro tempo, certo de que o Chicago poderia vencer perfeitamente o Miami numa possível final de conferência, fui dormir achando que isso vai ser mesmo muito difícil de acontecer.

A menos que o terceiro quarto de LeBron James tenha sido apenas um conto.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 NBA | 22:27

DRAFT SERÁ NO DIA 28 DE JUNHO. MIAMI ENTRA NA BRIGA POR NENÊ

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Agora que o locaute está indo quase que para o espaço (as partes darão o sinal verde nesta terça-feira), mais definições em relação à temporada. O “NBA Draft” será no dia 28 de junho do ano que vem, dois dias após o jogo sete do “NBA Finals”.

MERCADO

Escrevi há pouco que Nenê está na mira do Golden State, Indiana e até mesmo do Denver, seu ex-time. Muitos parceiros falaram dele no Miami. De fato, o Heat tem interesse no brasuca, mas, como vocês sabem, ele não tem mais contrato com o Nuggets.

Troca, portanto, apenas se ele assinar novamente com o time do Colorado. Com isso, o Miami, por exemplo, poderia ofertar jogadores para pegar o brasileiro.

Se Nenê não ficar no Denver, talvez ele faça isso: assine para ser trocado. Seria uma maneira de agradecer a franquia pelos nove anos jogados por lá.

Desta maneira, o Nuggets não ficaria de mãos abanando e Nenê (foto) poderia pegar um contrato melhor.

Samuel Dalembert, outro jogador que o Miami deseja para a posição de pivô, fez US$ 13,4 milhões na temporada passada jogando pelo Sacramento. Não vai ganhar nada próximo disso nem que a vaca tussa.

Dalembert afirmou que gostaria de assinar com o Heat porque 50% dos imigrantes haitianos vivem em Miami e gostariam que ele jogasse por lá. Além disso, ele próprio tem uma casa em Palm Beach.

A única oferta que o Miami poderia fazer para Dalembert é a “Mid-level Exception”. Ou seja: US$ 5 milhões.

Se Nenê não assinar com o Denver para ser trocado, é isso o que o Miami tem pra oferecer pra ele também. Se ele assinar, o que o Heat poderia oferecer em troca seriam, segundo alguns parceiros comentaram neste botequim, Mike Miller e Udonis Haslem.

O salário dos dois, somados, chega a US$ 9,2 milhões. Na temporada passada, Nenê ganhou do Denver US$ 11,3 e nesta ganharia US$ 12,6 milhões.

Estaria abrindo mão de US$ 3,4 milhões para tentar ganhar um título e fazer parte de um time que pode entrar para a história da NBA.

Acontece que Udonis Haslem é adorado pela torcida do Heat. Nasceu em Miami, fez o “high school” em Miami, estudou e jogou na Universidade da Flórida (Gainsville, norte de Orlando) e jogou seus oito anos de NBA em Miami, sendo remanescente do time que foi campeão em 2006 ao lado de Dwyane Wade.

Temporada passada, quando o Heat contratou LeBron James e Chris Bosh e não tinha dinheiro quase pra mais ninguém, Udonis, que tinha feito US$ 7,1 milhões na temporada anterior, topou assinar por US$ 3,5 milhões para permanecer em casa e ajudar a franquia.

Por conta disso, muita gente acredita que o Miami não vá ofertá-lo a ninguém. Ele é uma espécie de relíquia da organização Heat.

SONHO

Nenê é o jogador mais cobiçado do momento. Até mesmo o Dallas fala em contratá-lo caso Tyson Chandler não renove com o campeão texano. Do Texas o Houston também demonstra interesse.

Já falei do Golden State e Indiana, mas tem mais: Clippers, Washington e New Jersey também querem o são-carlense.

Como se vê, Nenê tem boas opções. E isso não veio de graça, diga-se. Nenê tem boas opções por conta de sua competência dentro e fora das quadras.

Onde eu gostaria que ele jogasse? No Oklahoma City, ao lado de Kevin Durant e Russell Westbrook. Nenê cairia como uma luva no Thunder.

Infelizmente, a franquia pegou Kendrick Perkins (foto). O ex-pivô do Boston não era a principal opção do OKC. Era Nenê. O negócio, no entanto, não deu certo.

Quem sabe a gente não possa ser surpreendido com uma troca de Perkins por Nenê? Perkins fará US$ 9 milhões nesta temporada, um bom salário para Nenê, embora inferior ao que ele ganharia no Nuggets.

Mas eu, se fosse ele, toparia um negócio desses. Abriria mão de US$ 3 milhões neste primeiro momento, assina um novo contrato com o OKC e recuperaria a grana lá na frente.

Mas, melhor do que tudo isso, é que Nenê estaria jogando num time que tem tudo para ganhar uns três ou quatro campeonatos nos próximos dez anos.

Ainda mais se Nenê estiver com eles.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 2 de junho de 2011 NBA | 11:30

MIAMI E DALLAS NÃO DEVEM MUDAR NADA

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O segundo jogo é hoje. O Miami está inteiro e deu seu primeiro passo rumo ao título. O Dallas não está inteiro e ainda não saiu do lugar.

O cenário, aparentemente, é favorável ao Heat. Joga em casa, seus torcedores estão animados e o time idem, pois saiu na frente e não tem que ficar correndo atrás da recuperação. Protegeu seu primeiro mando de quadra.

E ainda por cima, seus principais jogadores estão saudáveis. A exceção é Mike Miller, um de seus reservas vitais, que tem uma lesão no ombro. Mas ele disse que não é problema; ótimo.

Aliás, por falar em reservas, eu me pergunto: como é que alguém pode dizer que o banco do Heat não é bom? Udonis Haslem, Mario Chalmers e Miller não são bons? E ainda tem o James Jones que Erik Spoelstra, inexplicavelmente pra mim, não colocou em quadra no primeiro confronto da final.

Mas eu dizia que os principais jogadores do Miami estão saudáveis. O mesmo não acontece com o Dallas.

Dirk Nowitzki, a alma do time texano, está com uma contusão no dedo da mão esquerda. Mas preocupa? No máximo até a página 1.

O alemão rompeu um ligamento do dedo em questão, é verdade (foto AP). Vai ter que usar uma tala no local, segundo informou os doutores do Mavs, é verdade.

Por que então a preocupação é somente até a página 1? Porque Dirk é destro e o dedo lesionado é canhoto; e porque Kobe Bryant tem um problema semelhante (e na mão boa, a direita) e joga assim há duas temporadas sem ter seu volume de jogo diminuído.

Os grandes jogadores são assim, lidam muito bem com a adversidade. E Dirk está neste rol especial.

Bem, vamos então virar a página e falar do jogo.

O que o Dallas tem que fazer para vencer? Continuar com sua defesa zona no garrafão e individual nos dois homens de fora. Ou seja: uma “matchup”.

Com isso, seguiria protegendo e congestionando seu garrafão. É mais fácil pontuar com o beiço no aro do que de longa distância, concordam? Fechar o garrafão, dificultar as infiltrações de LeBron James e, principalmente, Dwyane Wade é fundamental para o Dallas. E, como já disse, ao mesmo tempo congestiona a área de ação de Chris Bosh.

Não deu certo no primeiro jogo porque o Heat encestou 11 bolas de três, embora a marcação de fora tenha sido boa. Jason Kidd, Jason Terry e DeShawn Stevenson fizeram um bom trabalho. Tanto fizeram que Mike Bibby, um dos especialistas do Heat, errou seus quatro tiros de longa distância.

Mas os demais encestaram porque são bons de bola e conseguiram encontrar espaço para isso, principalmente LeBron, que fez 4-5.

Além disso, o Mavs tem que continuar com sua ótima transição ataque-defesa. No primeiro jogo, o Miami fez apenas sete pontos de contra-ataque, uma das forças da equipe e o jeito que os floridenses mais conseguem lances-livres.

Quanto ao Miami, é seguir marcando Dirk, como fez no primeiro jogo, e deixá-lo na casa dos 30 pontos. Se ele chegar ou passar dos 40, o Dallas vence e empata a série. Esta é a tática correta, usada na primeira partida e que tem que ser mantida em todo o confronto.

Esse negócio de diminuir o volume dos demais e esquecer o pontuador eu não engulo. De que adianta segurar J-Kidd na casa dos dez pontos e J-Terry em uma dúzia de pontos se Dirk fizer 50 pontos?

Portanto, é seguir cansando o alemão. Começa com Joel Anthony, passa por Udonis Haslem, ligeiramente por Chris Bosh e, se precisar (no primeiro jogo não precisou), até mesmo LeBron, que eu achava que iria marcar Nowitzki e não marcou. Revezando a marcação, você cansa o marcado e os marcadores descansam.

Creio que teremos novamente um jogo de muita defesa. Não acredito em placar alto, centenário. Acredito em percentual de aproveitamento baixo. As duas defesas deram provas no primeiro jogo de que são eficientes.

O que fez a diferença para o Miami foi o fato de ele ter dois jogadores que sabem fechar uma partida, enquanto que o Dallas tem apenas um.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011 NBA | 11:46

QUADRO CONHECIDO

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Definitivamente, não há muito mistério no jogo de ontem. Ele foi marcado pelas defesas. O aproveitamento dos dois times foi ridículo: 38,8% do Miami contra 37,3% do Dallas.

Praticamente, não houve diferença. Os dois sistemas, zona (Mavs) e individual (Heat), foram eficientes.

Mas a zona do Dallas evitou o jogo interior do Miami; em contrapartida, o time da casa aproveitou-se disso para acertar nada menos do que 11 bolas de três das 24 atiradas, o que deu um aproveitamento de 45,8%, o que foi muito bom.

Será que vale a pena continuar com essa tática? Acho que sim, pois a mão dos jogadores do Miami pode não estar calibrada no próximo jogo e as bolas de três podem não cair. Se mudar a tática e pressionar o jogo exterior, o interior ficará frágil e Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh vão deitar e rolar.

Portanto, eu, se fosse Rick Carlisle, seguiria apostando na defesa zona.

Mas teve mais:

1) Os Três Magníficos do Miami Heat mais uma vez fizeram a diferença: anotaram 65 dos 92 pontos do time. Já o trio do Dallas (Dirk Nowitzki, Jason Terry e Jason Kidd) combinou para 48 pontos;

2) O Miami foi mais eficiente nos rebotes. Os floridenses ficaram com 46 ressaltos, enquanto que os texanos apanharam dez a menos. Mais do que isso: 16 desses 46 rebotes do Miami foram ofensivos, enquanto que o Dallas amealhou apenas seis;

3) O banco do Miami foi muito mais produtivo. Placar: 27 a 17. E na briga pelos rebotes, os reservas do Miami pegaram 15 e os do Dallas ficaram com oito;

4) Se o Dallas apresentou Shawn Marion como grata surpresa, com seus 16 pontos e dez rebotes, o Miami respondeu com Mario Chalmers, que anotou 12 pontos, e com a dupla Mike Miller e Udonis Haslem, que pegou 11 rebotes.

Como se vê, os anfitriões tiveram sempre resposta para os visitantes. Seja no sistema de jogo apresentado pelos texanos ou nas suas individualidades.

Agora, o mais importante: o time da Flórida tem dois jogadores que sabem fechar uma partida, Wade e James. Já o Dallas tem apenas um: Nowitzki.

No último quarto, que o Miami entrou na frente em 65 a 61, o alemão fez dez pontos. D-Wade fez sete e LBJ cinco. Ou seja: eles dividiam o cansaço, enquanto Dirk não tinha a quem apelar.

Sim, porque neste último quarto J-Terry zerou e J-Kidd só não zerou também porque acertou uma bola de três no estouro do cronômetro, com o jogo já decidido e sem marcação.

E além dos 12 pontos da dupla, o Miami ainda contou com mais cinco de Chris Bosh.

Foi só o primeiro jogo. A série, como se convencionou dizer, devera mesmo ser longa.

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sexta-feira, 16 de julho de 2010 Sem categoria | 21:53

MIAMI NO CAMINHO CERTO, JÁ O CHICAGO…

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Notícias frescas da liga: Ronnie Brewer acertou com o Chicago e Joel Anthony renovou com o Miami.

O mesmo Miami assinou com o rookie Dexter Pittman e o mesmo Chicago perdeu J.J. Redick.

Aliás, o Bulls só pegou Brewer porque o Magic igualou a proposta do Chicago de US$ 19 milhões por três temporadas para J.J. O time da Flórida não perdeu Redick, mas elevou seu “payroll” para US$ 93 milhões, um dos mais altos da NBA para a próxima temporada.

Pergunta que não quer se calar: o Orlando vai faturar o suficiente para honrar uma folha de pagamento dessas?

Quanto ao Bulls, Brewer é o terceiro jogador que passou pelo Utah que desembarca na Cidade dos Ventos. Antes dele vieram Carlos Boozer e Kyle Korver.

O Chicago vai pagar US$ 12.5 milhões por um contrato de três temporadas. O que eu acho? Tenho dúvidas.

Brewer tinha deixado o Jazz para jogar no Memphis. Jogou apenas cinco partidas com a camisa do Grizzlies antes de se contundir e perder o resto da temporada.

Em seu primeiro ano na liga, teve média de 13.7 pontos por jogo; na passada, caiu para exatos nove tentos por partida.

O Chicago está desesperado e atira para todos os lados. Espero estar errado, mas John Paxson, Gar Forman e companhia bela estão completamente perdidos.

O mesmo não ocorre em Miami; claro. Lá quem comanda as ações é Pat Riley.

Depois de ter pego LeBron James e Chris Bosh e renovar com Dwyane Wade, acertou com Mike Miller e Zydrunas Ilgauskas, renovou com Udonis Haslem e agora faz o mesmo com Anthony (Foto Getty Images).

Por favor, não me venham dizer isso e aquilo desses dois jogadores. Como eu já falei, não é possível montar um time com cinco titulares inquestionáveis.

Repito o que disse ontem: o Miami vai muito bem, obrigado; o mesmo não se pode dizer do Chicago.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010 NBA | 19:40

MIAMI PEGA MAIS UM!

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Quem imaginava que o Miami não fosse conseguir montar um time por causa de seu elevado “payroll” está dando com os burros n’água. O time se reforça a cada dia que passa.

Depois de renovar com Udonis Haslem e trazer Zydrunas Ilgauskas (dois veteranos, concordo), a franquia anunciou nesta quinta-feira a contratação de Mike Miller.

“It’s official”, escreveu o jogador em seu twitter, demonstrando clara alegria em jogar ao lado dos Três Magníficos e também de Haslem, com quem ele atuou e dividiu quarto na Universidade da Flórida (Gators).

Ex-Washington, Miller, já disse aqui, é bom jogador e será de muita utilidade para ajudar no descanso de Dwyane Wade e LeBron James. Fez parte do time dos EUA que ganhou a Copa América em Las Vegas (2007), mas foi cortado do time que ganhou o ouro em Pequim por causa de contusões.

As contusões, parece, desapareceram. Miller será, repito, de muita utilidade. Vai ganhar cerca de US$ 25 milhões por cinco anos de contrato.

Mario Chalmers, D-Wade, LBJ, Chris Bosh e Joel Anthony (por exemplo). No banco, Haslem e Miller (Foto AP).

Pergunto: não tá bom? Não é um baita time? Não dá pra ganhar um campeonato ou dois? Quem sabe três?

Quem diz que não, me desculpe, está por fora. Não dá para montar um time com cinco titulares de altíssimo nível.

Derek Fisher é um bom jogador no time do Lakers; Ron Artest é bom no desarme e ciclotímico no ataque. No Boston campeão, Kendrick Perkins era um horror e Rajon Rondo era uma criança.

Mesmo assim as duas franquias foram campeãs.

Como se vê, o Miami vai muito bem, obrigado.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sábado, 10 de julho de 2010 NBA | 16:55

MIAMI PODE ENTRAR PRA HISTÓRIA

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As coisas começam a clarear em Miami à medida que o tempo passa. Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh se reuniram e toparam ganhar menos do que poderiam. Tudo pra que a franquia consiga contratar bons jogadores que irão gravitar ao redor desse trio que promete ser da pesada (Foto da capa do Home do Miami).

LBJ e CB4 assinaram um contrato de seis anos. Entre troca, cada um vai receber US$ 110.1 milhões. Já D-Wade renovou pelo mesmo tempo e vai ganhar menos! US$ 107.5 milhões.

King James e Bosh vão faturar nesta primeira temporada US$ 14.5 milhões cada um. Wade, US$ 14 milhões.

Ou seja, os três juntos vão amealhar US$ 43 milhões. O “Salary Cap” desta temporada vai ser de US$ 58.044 milhões. A “Mid-Level Exception” será de US$ 5.765 milhões, o que dá um total de US$ 63.809 milhões.

Pego a calculadora e vejo que sobrará ao Miami, descontando o salário dos três, US$ 20.809 milhões. Mas a franquia tem que descontar desse valor US$ 847 mil, que é o ganhará Mario Chalmers.

Sobram, portanto, US$ 19.962 milhões.

D-Wade, LBJ, CB4 e Chalmers: estes são, até o momento, os quatro jogadores que têm contrato com o Heat. O time tem que buscar no mercado mais 11 jogadores para completar o grupo de 15 que será inscrito para a próxima temporada.

O primeiro da lista é o ala/armador Mike Miller, que disputou a temporada passada pelo Washington. Miller deve assinar um contrato de cinco anos em troca de US$ 5 milhões.

Pego novamente a calculadora e vejo que sobrará ao Heat US$ 14.962 milhões. E a necessidade de se contratar mais dez atletas.

Nem preciso, mas por uma questão de segurança puxo novamente a calculadora e divido estes US$ 14.9 milhões por dez e ela me indica que cada um desses oito jogadores, na média receberá US$ 1.496 milhão pela próxima temporada.

Muito bom, salário para jogador que complementa o elenco não reclamar de jeito nenhum. Mas não é preciso ficar engessado nesse US$ 1.496 milhão. Você pode puxar um pouco para este, diminuir um pouco daquele e pronto!

O veterano Juwan Howard é outro que poderá assinar com o Miami. Comenta-se, por US$ 1.4 milhão.

Quer dizer, os torcedores rivais do Miami podem tirar o cavalinho da chuva: dinheiro não faltará ao Heat para montar um time fortíssimo para encarar quem aparecer pela frente.

DOWNTOWN

Se o Miami confirmar a contratação de Mike Miller o time ficará mais forte ainda. Miller, se você não se lembra, participou do time dos EUA que disputou a Copa América de Las Vegas que classificou os americanos para os Jogos de Pequim.

Esteve ao lado de todas as feras que foram à China. Mas acabou cortado da lista final pelo Coach K.

Na temporada passada, Miller teve um aproveitamento de exatos 48% da linha dos três e 50.1% no total. Muito, mas muito bom.

Miller desempenhará um papel no Miami semelhante ao de Derek Fisher no Lakers. Ficará quietinho, num canto da quadra, à espera de um passe para desferir seu chute mortal.

Olha, sei não, do jeito que a coisa vai, se bobear, o Miami pode pensar em bater o recorde do Chicago que na temporada 1995-96 fez 72-10.

Será?

CB1

Na foto da Home do Miami e na abaixo, do jornal “Miami Herald”, na festa de apresentação dos jogadores, que reuniu 13 mil pessoas, a gente vê que Chris Bosh jogará com a camisa 1.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

  1. Primeira
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