São tantos os assuntos que hoje eu vou fazer um texto apenas. Será melhor, pois assim dá para eu contemplar quase tudo.
Bem, vamos começar pela vitória do Denver sobre o Toronto por 97-96. Definitivamente, o time canadense não tem mesmo camisa. Já cansou de perder jogos como o de ontem para o Denver: na última bola.
O chute de Carmelo Anthony foi preciso, no momento exato, com a buzina soando com a bola no ar (Foto Reuters). Melo foi grande no arremesso e no jogo como um todo com seus 25 pontos e oito rebotes.
Mas a gente não pode deixar de destacar o trabalho de Anthony Carter. O armador reserva do Nuggets fez um quarto final espetacular, com três assistências e duas roubadas de bola importantíssimas.
Nenê Hilário, depois de colocar a boca no trombone, recebeu mais bolas dos companheiros e por isso pôde terminar a partida com 20 pontos. Arremessou 12 bolas, quase o dobro da média nos últimos três jogos.
Além das duas dezenas de pontos, o são-carlense pegou nove rebotes, o mais importante deles nos segundos finais, após Melo errar um arremesso, o que possibilitou ao Denver atacar novamente e chegar à vitória.
Some-se a isso seis assistências. Nenê foi o jogador do time colorado a dar mais assistências na partida, mais do que os armadores!
A derrota do Toronto machucou Andrea Bargnani. O italiano é muito bom jogador. Terminou a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Tem fundamentos, sabe jogar dentro e fora do garrafão. Novamente se destacou com a camisa 7 do Raptors.
Outro jogo envolvendo um brasuca aconteceu no Texas. O San Antonio, que havia perdido para o Lakers em casa, recuperou-se batendo o Cleveland (102-97), o time de melhor campanha até o momento na NBA.
Perdeu não só o jogo, mas também uma invencibilidade de oito jogos. Pior do que isso foi a contusão de Anderson Varejão, ao final do primeiro tempo. Isso reduziu a participação do capixaba em quadra: apenas 13 minutos, com quatro pontos e três rebotes.
No quarto derradeiro, o brasuca fez muita falta. O Cavs sentiu a ausência da energia e dos rebotes que Varejão costuma pegar “down the strecht”, que é quando ele mais joga.
Mas é claro que a gente não pode esquecer o que Manu Ginobili fez quando o jogo tinha que ser decidido. Sabem o que ele fez? Colocou no bolso LeBron James.
O argentino terminou a partida com 30 pontos! Tem jogado muito. Jogou, aliás, um balde de água fria nas pretensões do Real Madrid (não o Clippers, mas o europeu) que pretendia contratá-lo para a próxima temporada.
O agente do jogador, Herb Rudoy, afirmou que Manu fica na NBA, apesar da oferta de US$ 13 milhões do time espanhol. “Manu vai encerrar sua carreira na NBA”, disse Rudoy.
No San Antonio? Espero que sim, pois não consigo vê-lo com outra camisa. Portanto, o Spurs não pode e nem deve economizar com “El Narigón”. E com todo respeito ao basquete europeu, o nível de excelência de Manu não é para a Europa, é para os EUA.
Isso vale para o nosso Tiago Splitter, que tem que pegar os US$ 5 milhões anuais da “mid-level exception” e assinar com o San Antonio ao final desta temporada e jogar bola entre os grandes.
Vamos continuar falando dos brasucas.
Finalmente, Leandrinho Barbosa pôde jogar bastante ontem à noite. Afinal de contas, a pelada foi contra outro time peladeiro da NBA: New York Knicks.
O Suns bateu a equipe nova-iorquina por 132-96.
Sabe qual é a ironia dessa vitória do Phoenix? Foi diante de Mike D’Antoni, que ensinou esse estilo peladeiro ao Suns e tenta fazer o mesmo com o NYK. Ou seja: provou do próprio veneno.
Com uma vantagem tão elástica, Leandrinho (Foto AP) jogou quase 22 minutos. Sem defesa forte pela frente, arremessou 12 bolas contra o aro inimigo, três delas de três. Terminou a partida com 18 pontos e foi, ao lado de Amaré Stoudemire, o cestinha do Suns.
Isso foi bom para dar confiança ao jogador, que ficou do lado de fora por quase dois meses recuperando-se de uma cirurgia para extirpar um cisto da mão direita.
Que Alvin Gentry, genérico de treinador, olhe com carinho o teipe do jogo de ontem, preste mais atenção no paulistano e reserve mais minutos para ele nos próximos jogos.
E o Lakers, hein? Que tunda!
Perdeu para o Oklahoma City por 91-75. Mas não pense que a diferença máxima foi essa, de 16 pontos. Ela chegou em 33!
Kobe Bryant fez apenas 11 pontos e cometeu nove erros!
Foi o jogo das exclamações, pois tem mais: Ron Artest fez dois pontos! Pau Gasol, nove! Ninguém do time angelino terminou a contenda com um “double-double”.
Sabem o que Phil Jackson disse ao final da partida? Que o espanhol foi “soft” demais. Ou seja: afinou. Gasol mudou de comportamento e apagou essa fama de ser molenga. Se não tomar cuidado, ela volta com tudo.
Já o Thunder fez um jogo espetacular e colocou um ponto final nesse tabu de não vencer o Lakers. Havia 12 jogos que os roxinhos não perdiam para a garotada de Oklahoma.
Kevin Durant, como sempre, foi o cestinha dos anfitriões. Fez 26 pontos e quando ia para a linha do lance livre os torcedores do Ford Center, exageradamente, gritavam: “MVP, MVP, MVP”.
Não deixe de olhar também para os 23 pontos do armador Russell Westbrook. Nem aos dez rebotes pegos pelo pivô sérvio Nenad Kristic.
E o Milwaukee, hein? Foi só eu encher a bola da rapaziada de Wisconsin e o time desandou. Será que eu sou mesmo um baita d’um pé-frio?
Nada disso: o Bucks entrou em quadra sem dois de seus principais jogadores, pois o australiano Andrew Bogut e turco Ersan Ilyasova estavam lesionados. Pra piorar, Carlitos Delfino colidiu contra Udonis Haslem, caiu, bateu a cara na quadra e saiu do jogo, ao final do primeiro tempo, e não voltou mais.
O argentino foi direto para o St. Luke’s Hospital, fez radiografias da cabeça, do pescoço e da face e nada de grave foi constatado, felizmente. Mas continua internado sob observação dos médicos que disseram que “El Lancha” tem todos os movimentos do corpo intactos. Ótimo.
Bem, com um cenário desses, o Miami se aproveitou e venceu a partida por 87-74, com 30 pontos do armador Dwayne Wade, que eu espero ver com a camisa do Chicago na próxima temporada (coisa de torcedor, perdoem-me).
Finalmente, destaco também a vitória do New Jersey diante do Detroit por 118-110. Com os “três pontos” conquistados, o Nets igualou o número de vitórias do Philadelphia na temporada 1972-73, que fez uma campanha de 9-73, até hoje o pior recorde da história da liga.
Mais um triunfo, é tudo o que o New Jersey precisa para não ficar de mãos dadas com o Sixers nesse capítulo humilhante.
RODADA
Os outros resultados de ontem foram:
Indiana 122-106 Utah (ops!)
Orlando 106-97 Minnesota
Charlotte 107-96 Washington
Boston 94-86 Sacramento