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sexta-feira, 7 de setembro de 2012 NBA | 11:18

THIBODEAU DEVE ESTENDER CONTRATO COM O CHICAGO. PRÓXIMO PASSO DEVERIA SER A CONTRATAÇÃO DE D’ANTONI

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Tom Thibodeau deve estender seu contrato com o Chicago. O atual termina ao final desta temporada que vai começar.

Dizem que Thibs (foto) estava taciturno e sorumbático. Dizem que estava melindroso porque não havia sido procurado pela direção da franquia para renovar seu vínculo. Dizem que não se conformava porque nas duas primeiras temporadas foi o condutor do time com a melhor campanha entre todos os 30 da liga durante a fase de classificação e também porque levou o Bulls à final do Leste na primeira delas — e poderia ter repetido na passada se Derrick Rose não se machucasse.

Thibs merece ter seu vínculo renovado. Afinal, mostrou que é mesmo um dos melhores da atualidade. Sua capacidade defensiva talvez seja a melhor de todos os treinadores da NBA. Ele peca na parte ofensiva, mas ninguém é perfeito. O que Thibs deveria fazer era sugerir à direção do Chicago a contratação de Mile D’Antoni como seu auxiliar e incumbir-lhe da missão de melhorar o desempenho ofensivo do time.

Feito isso, o Bulls cresceria dramaticamente. E se assim fosse feito, eu acreditaria em uma classificação para os playoffs. A gente bem sabe que o ataque do Chicago se resume a D-Rose. Mas D-Rose deve perder toda esta próxima temporada. Sem ele e sem a imaginação ofensiva de Thibs, o Bulls vai sofrer. E pode sucumbir.

Tudo vai cair nas costas de Luol Deng. Luol não é D-Rose. Não tem cacife para resolver todos os problemas ofensivos do time como o armador adoentado fazia.

Se D’Antoni (foto) estivesse na franquia, ele poderia tentar encontrar atalhos para a cesta adversária, como sua imaginação ofensiva tem nos mostrado ao longo desses anos como treinador na NBA. D’Antoni, se você não sabe, é o assistente ofensivo de Coach K na seleção dos EUA.

A contratação de D’Antoni, para mim, seria tão importante quanto a renovação de Thibs. Os dois juntos poderiam formar o Casal 20 (coisa velha!!!) dos treinadores da NBA e serem como Yin e Yang, os opostos que se complementam segundo a filosofia chinesa e dão equilíbrio a tudo.

Basquete é assim, um jogo de equilíbrios. Ataque e defesa se equilibrando e se completando. Tudo em harmonia.

Com Thibs a defesa vive, mas o ataque sobrevive. Com D’Antoni a seu lado, o ataque seria oxigenado e se encontraria o equilíbrio, mesmo sem Derrick Rose.

E quando D-Rose voltasse, a cama estaria pronta. E, quem sabe, como disse meu amigo Luis Avelãs, o time só pararia com o anel no dedo.

Notas relacionadas:

  1. COM AUSÊNCIAS, CHICAGO CAI DE PRODUÇÃO E PREOCUPA
  2. TEIMOSIA DE THIBODEAU PODE CUSTAR A TEMPORADA DO CHICAGO
  3. CHICAGO PERDE DERRICK ROSE PELO RESTANTE DA TEMPORADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quarta-feira, 14 de março de 2012 NBA | 16:35

MIKE D’ANTONI DEIXA O NEW YORK. CAMINHO LIVRE PARA PHIL JACKSON?

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Mike D’Antoni acabou de pedir demissão do New York Knicks. Já vai tarde. A franquia andou para trás nestas três temporadas e meia que ele dirigiu o mais caro time de basquete do planeta de acordo com a revista de economia “Forbes”.

Segundo o agente do treinador, Warren LeGarie, houve “conflito de visão” quanto ao futuro da franquia. Por conta disso, as partes entraram em um acordo e D’Antoni puxou o carro.

O ítalo-americano (foto) nunca foi engolido pela exigente torcida nova-iorquina. Sem dúvida, a mais fanática de NBA, a ponto de eu comparar o Knicks com o Corinthians exatamente por conta da força de seus fiéis torcedores.

É verdade também que quando D’Antoni começou a montar um time a direção do Knicks deu um chute no balde e fez aquela troca envolvendo Carmelo Anthony, Chauncey Billups e Renaldo Balkman. Para que esse trio chegasse à Big Apple, o time teve que abrir mão de promessas como Danilo Gallinari, Wilson Chandler, Raymond Felton e Timofey Mozgov.

Trouxe no começo desta temporada o limitadíssimo Tyson Chandler, achando que a união dele a Amar’e Stoudemire, um ala-pivô “soft”, e ao fominha Carmelo Anthony fosse dar a liga que os grandes campeões têm. Não deu.

FUTURO

Creio que neste momento existe apenas um treinador que poderia fazer esse trio jogar e arrumar a casa nova-iorquina: Phil Jackson. E agora com o caminho livre muita gente vai especular exatamente isso: P-Jax no Knicks.

É possível? Ora, pode ser; por que não?

P-Jax ganhou dois títulos como jogador do New York no começo da década de 1970. Tem grande carinho pela franquia. Adora a cidade (aliás, quem não gosta de Nova York?).

E mais: quem não vibraria ao ver P-Jax dirigindo sua equipe? Eu, como torcedor do Chicago, não pensaria duas vezes: demitiria Tom Thibodeau e contrataria P-Jax na hora!

Este deve ser o alvo do Knicks no momento. E a franquia tem que ser rápida, pois o futuro de Carmelo também depende disso e as trocas terminam amanhã à tarde.

Como Phil gosta de trabalhar com estrelas, ele seguramente não abriria mão de Melo, nem de Stats e faria de Chandler um jogador razoável. E o NYK voltaria a figurar no rol das grandes equipes da NBA.

D’Antoni já vai tarde; que venha rapidamente Phil Jackson. O New York Knicks merece isso.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM E PHIL JACKSON NÃO SE ENTENDEM
  2. OS PLANOS DO NEW YORK
  3. PHIL JACKSON ESCREVE SUAS MEMÓRIAS E VAI DIZER QUEM FOI MAIOR: MICHAEL JORDAN OU KOBE BRYANT?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 7 de março de 2012 NBA | 17:21

MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.

Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).

O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.

Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).

Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.

DÚVIDA

Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.

Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.

A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?

Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.

1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.

Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.

E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.

DINASTIA

Vejamos os campeões da NBA…

Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.

Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.

O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.

Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.

O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.

Alguém ousa contestar estas equipes?

SOLITÁRIO

Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.

Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.

BISAR

Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.

Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.

O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.

E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.

EPÍLOGO

Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.

E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.

RODADA

Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.

Notas relacionadas:

  1. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  2. ONTEM FOI UMA TRAGÉDIA; HOJE A RODADA É DA PESADA
  3. SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 NBA | 11:20

O DECLÍNIO DE LEANDRINHO É A MAIOR PREOCUPAÇÃO NO MOMENTO

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Vamos deixar de lado a rodada de ontem. Não que ela não mereça destaque. Destaques houve e muitos.

Matt Barnes, por exemplo, foi o diferencial na vitória do Lakers (90-82) diante do Memphis em Los Angeles. Barnes anotou 15 pontos, mas o que impressionou foram seus dez rebotes e os três tocos.

LaMarcus Aldridge foi igualmente importante, mas na vitória do Portland frente ao Cleveland (98-78) ao anotar 28 pontos, oito rebotes e quatro assistências.

Nesta partida, aliás, o brasileiro Anderson Varejão ficou perto de outro “double-double” ao cravar oito pontos e dez rebotes, quatro deles ofensivos.

Por falar em brasucas, Tiago Splitter jogou 20 minutos na derrota do San Antonio para o Oklahoma City (108-96). Fez dez pontos, mas pegou apenas quatro rebotes. Melhorou ofensivamente, mas esteve bem perdido na defesa, especialmente nos bloqueios para ganhar posição para os ressaltos.

O destaque desta partida, uma vez mais, ficou por conta do desempenho de Kevin Durant: 21 pontos, dez rebotes e sete assistências. Três passes corretos a mais e viria um “triple-double”.

Ricky Rubio voltou a empolgar. Desta vez na vitória de seu Minnesota fora de casa diante do Washington (93-72. O espanhol cravou 13 pontos e 14 assistências! Caramba, o ibérico é uma maquina de produzir passes que redundam em cestas! Tem média de 7,6 assistências por partida e lidera os novatos neste quesito.

Por falar em assistências, o que dizer das 17 que Steve Nash deu na vitória de seu Phoenix diante do Milwaukee (109-93)? Muitos torcedores do Lakers gostariam de vê-lo em Los Angeles, mas Mike Brown não pensa assim: ele prioriza a defesa e Nash, todos nós sabemos, é um péssimo marcador.

Finalmente em Sacramento, o Orlando bateu o Kings (104-97), mas o destaque foi negativo: Dwight Howard marcou apenas cinco pontos e pegou só quatro rebotes. Por quê? Porque se enrolou com as faltas e atuou parcos 20 minutos. Foi pegar seu primeiro rebote apenas no último quarto.

Como disse no começo do nosso papo, vamos deixar tudo isso pra trás. Eu quero falar de Leandrinho Barbosa.

DECLÍNIO

O brasileiro do Toronto Raptors vive um momento muito ruim na carreira. Nos últimos três jogos com a camisa 20 do time canadense, anotou um total de preocupantes oito pontos.

Seu desempenho nos arremessos, obviamente, só poderia ser bem ruim: 3-16 (18,7%). Particularizando, ele fez 1-5 nas bolas de três (20,0%), seu cartão de visita. Isso mesmo: apenas cinco tiros de longa distância nas últimas três partidas.

Sabem quantos lances livres ele bateu nesses últimos três confrontos? Um! E errou.

É certo que o pouco tem em quadra tem atrapalhado Leandrinho (foto Reuters). Ficou em média 14:33 minutos trabalhando nesses três confrontos.

Mas não consegue mais minutos, seguramente, porque não produz.

O Leandrinho que vemos em quadra, hoje em dia, em nada lembra aquele menino rápido que acabou sendo apelidado de “The Blur” quando jogava com a camisa 10 do Phoenix Suns. É apenas uma pálida imagem daquele jogador que na temporada 2006/07 foi eleito o melhor reserva da competição e que acabou sendo decisivo na vitória do Phoenix na série diante do Lakers, que custou a eliminação do time angelino naqueles playoffs.

Leandrinho tinha apenas 24 anos e uma vontade imensa de vencer. Vindo do banco conseguiu média de 18,1 pontos por partida e 43,4% de aproveitamento nas bolas de três.

Ficava em quadra quase 33 minutos por jogo. Era quase que um titular.

Seu declínio começou quando Mike D’Antoni foi demitido e Alvin Gentry assumiu o comando do time. Dois anos depois, foi trocado com o horrível Toronto Raptors.

Foi mandado literalmente para a geladeira. Num clima totalmente oposto ao que ele vivia e sempre viveu, o jogo de Leandrinho começou a definhar. A impressão que ele nos passa, quando vemos os jogos pela televisão, é que ele dá sinais de estar cansado com apenas 29 anos.

Parece não ter entusiasmo para jogar em uma franquia que apenas participa do campeonato, o que a gente até entende. Mas Leandrinho não pode se deixar consumir pela situação adversa. Ele tem que aproveitar esta temporada, pois é seu último ano de contrato com uma franquia da NBA.

LB será “free agent” quando este torneio acabar. Poderá ir para onde quiser na temporada seguinte. Mas para ele conseguir uma vaga em um time competitivo e fazer algo próximo dos US$ 7,6 milhões que ele vai faturar ao longo desta competição, ele vai ter que correr muito mais, vai ter que produzir muito mais. Vai ter que reviver “The Blur”.

Hoje à noite o Raptors recebe em Toronto o Minnesota Timberwolves. Ótima oportunidade para Leandrinho começar a reverter esta situação. Afinal de contas, o Wolves tem sido uma das sensações neste início de competição e jogar bem contra a rapaziada de Minneapolis terá um grande significado.

Que assim seja.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL
  2. LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA
  3. NEW YORK KNICKS: O TIME DO MOMENTO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 NBA | 01:22

UMA TROCA QUE MEXE COM A NBA

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LOS ANGELES — O New York acabou de contratar Carmelo Anthony. Este negócio mexe com toda a NBA. Mexe com a Conferência Oeste e a Leste também.

Sem Carmelo, o Denver se torna um time médio. Mas não é apenas isso: além de Melo, o Nuggets perdeu também Chauncey Billups. Sem Melo e Mr. Big Shot, o Denver torna-se um timinho.

Três outros jogadores menores do Denver vão também para o Knicks: Anthony Carter, Shelden Williams e Renaldo Balkman.

E o que ganha o Nuggets? Talvez futuro. Desembarcarão no Colorado Danilo Gallinari, Raymond Felton, Wilson Chandler e Timofey Mozgov.

Disse que o negócio mexe com as duas conferências. E por que mexe? Mexe porque o Denver, agora, tende a despencar na tabela de classificação. Atual sétimo colocado no Oeste, acho difícil que o time consiga se sustentar entre os melhores. Deve ficar fora dos playoffs.

Em contrapartida, o New York vai se tornar uma das forças do Leste. Billups, Melo e Amar’e Stoudemire. Timaço! E ainda tem o Landry Fields, uma baita promessa.

Melo e Billups vão se dar muito bem no New York. Mike D’Antoni, técnico do time nova-iorquino, é apreciador de jogadores com o estilo de Carmelo e Chauncey. Fominha é com ele mesmo.

O Knicks é hoje o sexto colocado do Leste. Pode brigar pra ficar na quarta posição, hoje do Orlando Magic. Afinal são apenas cinco derrotas que os separam; é possível.

E quando os playoffs vierem…

Bem, quando os playoffs vierem, tudo pode começar do zero. Sim, pois um time que tem esse trio pode desbancar os que têm vantagem de quadra. Não digo um Boston, mas os demais, por que não?

Aqui nos EUA, só se fala nisso. Os canais de esporte tratam do assunto exaustivamente.

Começa, a partir desta terça-feira, um novo campeonato.

NENÊ

Em agosto passado, quando estive com Nenê Hilário em Nova York, o pivô do Denver disse-me: “Quero ver o que o Denver vai fazer. Se não tiver um time forte para a próxima temporada, que brigue pelo campeonato, eu vou embora”.

Nenê tem mais um ano de contrato com o time do Colorado. Mas a opção de exercer ou não é dele.

Do jeito que está, Nenê vai mesmo embora do Denver. Só fica: a) Se não arrumar quem pague seu contrato; b) Se o Nuggets mexer com o mercado como o Knicks mexe neste momento.

Notas relacionadas:

  1. O MVP E O MELHOR PIVÔ
  2. DENVER SE REFORÇA PARA SEGURAR MELO
  3. MIAMI PERTO DE ENTRAR PARA A HISTÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sábado, 4 de dezembro de 2010 NBA | 21:30

NEW YORK KNICKS: O TIME DO MOMENTO

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Num canto deste botequim uma galera considerável pede pra eu falar sobre o New York Knicks. E com razão: o time da Big Apple faz uma campanha mais do que interessante neste momento. Merece ser destacado.

Confesso que não tenho visto muito o time da Big Apple em ação. Vi trechos do jogo contra o New Orleans Hornets realizado na noite desta sexta-feira. E gostei muito. Mesmo jogando na Louisiana, os nova-iorquinos se impuseram em quadra e venceram por 100-92. O placar sugere e é verdade: o jogo foi disputado.

Mas esqueçamos o confronto, vamos olhar para o Knicks até agora na competição.

A equipe comandada por Mike D’Antoni é uma das sensações deste momento no campeonato. Venceu oito de seus últimos nove jogos. Tem a quinta melhor campanha na Conferência Leste com 11 vitórias e nove derrotas e um aproveitamento de 55%. E sabem o que chama a atenção? É que oito destes 11 triunfos vieram “on the road”. Ou seja, na quadra do inimigo.

O Knicks, jogando longe de seu Garden nova-iorquino, tem um desempenho de 8-4. Mas quando vai se apresentar para os fãs, desaponta: 3-5.

Mas o que conta é o geral. E nele o time vai bem, obrigado.

E por que vai bem? Não precisa pensar muito e nem ser um grande conhecedor para saber que esta nova fase tem a ver com a chegada do ala-pivô Amaré Stoudemire. O ex-jogador do Phoenix Suns mudou a cara do time. Mudou também o coração – e a postura, então, nem se fala.

No jogo contra o Hornets, Amaré fez 34 pontos. Pegou também dez rebotes. O ala-pivô é hoje o sexto principal cestinha do campeonato com 24,6 pontos por partida. Menos de três se comparado com Kevin Durant, o artilheiro, com 27,3.

Pega ainda uma média de 8,7 rebotes por jogo. Dá 1,95 toco por partida também – e é o nono no ranking. Mas estas não são sua principal tarefa no time. Sua principal tarefa é pontuar e fazer a diferença em favor dos nova-iorquinos, intimidando e pressionando o oponente.

Alguns números interessantes sobre o Knicks nesta temporada:

1)    Pela primeira vez, desde a temporada 2001/02 o Knicks tem 11-9 após 20 partidas;
2)    O time está a dois jogos acima dos 50% de aproveitamento pela primeira vez desde 2005;
3)    Seis vitórias nos últimos seis jogos, o que não ocorria desde 1995.

A tendência é melhorar. Eddy Curry, pivô dodói do time, está recuperado de contusão. Quer voltar; D’Antoni disse não. Não quer mexer no que está dando certo. Acho que ele faz certo.

Estou curioso com o Knicks; quero vê-lo mais em ação. Desperta atenção, talvez não só da minha parte, mas de outros também. E eu me pergunto: será que Carmelo Anthony também não esteja se deixando seduzir por esta momento do New York Knicks?

Notas relacionadas:

  1. LEBRON NO CHICAGO!
  2. OS PLANOS DO NEW YORK
  3. LEANDRINHO REAGE À SITUAÇÃO ADVERSA
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sábado, 3 de julho de 2010 NBA | 20:12

LBJ ENCERRA REUNIÕES COM FRANQUIAS

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Agora é aguardar. LeBron James já conversou com todas as franquias que ele demonstra interesse em jogar.

Primeiro encontrou o pessoal do New Jersey, exatamente na quinta-feira.  Depois, os representantes do New York. Ontem, reuniu-se com a direção do Miami por 2h50 minutos.

Hoje pela manhã, às 11h, recebeu no escritório da IMG (International Management Group) representantes do Cleveland, encabeçados pelo dono, Dan Gilbert, pelo GM, Chris Grant, e seu assistente, Lance Blanks, e também pelo novo treinador, Byron Scott.

Usando camiseta, short e tênis preto e meias brancas, carregando uma mochila igualmente negra nas costas e no rosto um óculos escuro, LeBron desceu de sua Mercedes prata para delírio de muitos fãs do Cavs que se encontravam na porta do edifício da empresa que agencia, entre outros clientes, atletas do mundo inteiro, inclusive LBJ.

A reunião não durou mais do que uma hora e meia. A presença de Scott dirigindo o time nas próximas quatro temporadas pode ter um peso grande. Afinal, trata-se de um treinador que conseguiu a façanha de levar o pequeno New Jersey a duas finais. Perdeu ambas, mas ganhou a Conferência Leste, feito que King James só conseguiu uma vez.

Depois do encontro com o “staff” do Cavs foi a vez do pessoal do Chicago chegar. Ao contrário dos representantes do Cleveland que estacionaram seus carros na garagem do edifício, Jerry Reinsdorf, dono do Bulls, John Paxson, presidente da franquia, Gar Forman, GM, e Tom Thibodeau, o novo treinador, estacionaram o carro do outro lado da rua. Ao passarem pelos torcedores do Cleveland, levaram uma sonora vaia.

Que me importa? — diria minha vó. O foco não era os fãs, mas sim LeBron James (Foto Getty Images).

O “staff” do Bulls ficou mais tempo conversando com ‘Bron. Quase três horas, pois a reunião começou às 12h15 e terminou às 15h14.

Assim como ocorreu no primeiro encontro, ninguém falou nada. Mas o sorriso no rosto de Thibodeau delatava que a reunião deve ter sido bem produtiva.

Quando foram embora, o pessoal do Bulls passou novamente pelos torcedores, que gritavam “LBJ” mesclado com “Noah sucks” (acho que não preciso traduzir) em referência às declarações do pivô do Chicago que discutiu com LBJ por causa daquela dancinha, lembram-se?

De acordo com as regras salariais da NBA, apenas o Cleveland por oferecer o maior salário a LeBron. New Jersey, New York, Chicago e Miami não.

Mas o que o Cavs teria para oferecer a LBJ em termos de equipe? Há, agora, um grande treinador à frente da franquia, mas o time seria praticamente o mesmo das últimas temporadas.

Em contrapartida, se LeBron for para o Nets terá a companhia de Devin Harris e Brook Lopez. Em Nova York reencontrará Mike D’Antoni, um treinador que só tem olhos para o ataque e que trabalhou com ‘Bron na seleção olímpica dos EUA em Pequim. Já em Miami, ele terá a seu lado Dwyane Wade e Michael Beasley. Se escolher o Chicago, jogará com Derrick Rose e Joakim Noah.

LBJ disse várias vezes que dinheiro não é problema. Partindo desse pressuposto, acho que em Cleveland ele não fica. Se ficar, o coração falou mais alto, pois ele é filho da terra.

New Jersey e New York têm pouco a oferecer em termos de time, mas o Nets é de seu grande amigo Jay-Z, o rapper casado com Beyoncé, e em três anos muda-se para o Brooklyn, sinônimo de paraíso na terra para LeBron. E o Knicks fica em Manhattan, precisa dizer mais?

Mas LBJ, repito, já afirmou que o dinheiro não vai nortear sua decisão. Ele quer anéis.

Então, descarto New Jersey e New York.

Em Miami, ele pode ser campeão ao lado de D-Wade, mais rapidamente do que ao lado de D-Rose e Noah. Mas LBJ adora Chicago e o Chicago, time para quem ele sempre torceu.

Fico com esses dois. Qual deles?

Vamos aguardar.

Notas relacionadas:

  1. O FUTURO DE LEBRON
  2. LAKERS E KOBE NA FRENTE
  3. LEBRON NO CHICAGO!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 27 de março de 2010 NBA | 14:40

NOITE DE SURPRESAS E EXCLAMAÇÕES

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São tantos os assuntos que hoje eu vou fazer um texto apenas. Será melhor, pois assim dá para eu contemplar quase tudo.

Bem, vamos começar pela vitória do Denver sobre o Toronto por 97-96. Definitivamente, o time canadense não tem mesmo camisa. Já cansou de perder jogos como o de ontem para o Denver: na última bola.

O chute de Carmelo Anthony foi preciso, no momento exato, com a buzina soando com a bola no ar (Foto Reuters). Melo foi grande no arremesso e no jogo como um todo com seus 25 pontos e oito rebotes.

Mas a gente não pode deixar de destacar o trabalho de Anthony Carter. O armador reserva do Nuggets fez um quarto final espetacular, com três assistências e duas roubadas de bola importantíssimas.

Nenê Hilário, depois de colocar a boca no trombone, recebeu mais bolas dos companheiros e por isso pôde terminar a partida com 20 pontos. Arremessou 12 bolas, quase o dobro da média nos últimos três jogos.

Além das duas dezenas de pontos, o são-carlense pegou nove rebotes, o mais importante deles nos segundos finais, após Melo errar um arremesso, o que possibilitou ao Denver atacar novamente e chegar à vitória.

Some-se a isso seis assistências. Nenê foi o jogador do time colorado a dar mais assistências na partida, mais do que os armadores!

A derrota do Toronto machucou Andrea Bargnani. O italiano é muito bom jogador. Terminou a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Tem fundamentos, sabe jogar dentro e fora do garrafão. Novamente se destacou com a camisa 7 do Raptors.

Outro jogo envolvendo um brasuca aconteceu no Texas. O San Antonio, que havia perdido para o Lakers em casa, recuperou-se batendo o Cleveland (102-97), o time de melhor campanha até o momento na NBA.

Perdeu não só o jogo, mas também uma invencibilidade de oito jogos. Pior do que isso foi a contusão de Anderson Varejão, ao final do primeiro tempo. Isso reduziu a participação do capixaba em quadra: apenas 13 minutos, com quatro pontos e três rebotes.

No quarto derradeiro, o brasuca fez muita falta. O Cavs sentiu a ausência da energia e dos rebotes que Varejão costuma pegar “down the strecht”, que é quando ele mais joga.

Mas é claro que a gente não pode esquecer o que Manu Ginobili fez quando o jogo tinha que ser decidido. Sabem o que ele fez? Colocou no bolso LeBron James.

O argentino terminou a partida com 30 pontos! Tem jogado muito. Jogou, aliás, um balde de água fria nas pretensões do Real Madrid (não o Clippers, mas o europeu) que pretendia contratá-lo para a próxima temporada.

O agente do jogador, Herb Rudoy, afirmou que Manu fica na NBA, apesar da oferta de US$ 13 milhões do time espanhol. “Manu vai encerrar sua carreira na NBA”, disse Rudoy.

No San Antonio? Espero que sim, pois não consigo vê-lo com outra camisa. Portanto, o Spurs não pode e nem deve economizar com “El Narigón”. E com todo respeito ao basquete europeu, o nível de excelência de Manu não é para a Europa, é para os EUA.

Isso vale para o nosso Tiago Splitter, que tem que pegar os US$ 5 milhões anuais da “mid-level exception” e assinar com o San Antonio ao final desta temporada e jogar bola entre os grandes.

Vamos continuar falando dos brasucas.

Finalmente, Leandrinho Barbosa pôde jogar bastante ontem à noite. Afinal de contas, a pelada foi contra outro time peladeiro da NBA: New York Knicks.

O Suns bateu a equipe nova-iorquina por 132-96.

Sabe qual é a ironia dessa vitória do Phoenix? Foi diante de Mike D’Antoni, que ensinou esse estilo peladeiro ao Suns e tenta fazer o mesmo com o NYK. Ou seja: provou do próprio veneno.

Com uma vantagem tão elástica, Leandrinho (Foto AP) jogou quase 22 minutos. Sem defesa forte pela frente, arremessou 12 bolas contra o aro inimigo, três delas de três. Terminou a partida com 18 pontos e foi, ao lado de Amaré Stoudemire, o cestinha do Suns.

Isso foi bom para dar confiança ao jogador, que ficou do lado de fora por quase dois meses recuperando-se de uma cirurgia para extirpar um cisto da mão direita.

Que Alvin Gentry, genérico de treinador, olhe com carinho o teipe do jogo de ontem, preste mais atenção no paulistano e reserve mais minutos para ele nos próximos jogos.

E o Lakers, hein? Que tunda!

Perdeu para o Oklahoma City por 91-75. Mas não pense que a diferença máxima foi essa, de 16 pontos. Ela chegou em 33!

Kobe Bryant fez apenas 11 pontos e cometeu nove erros!

Foi o jogo das exclamações, pois tem mais: Ron Artest fez dois pontos! Pau Gasol, nove! Ninguém do time angelino terminou a contenda com um “double-double”.

Sabem o que Phil Jackson disse ao final da partida? Que o espanhol foi “soft” demais. Ou seja: afinou. Gasol mudou de comportamento e apagou essa fama de ser molenga. Se não tomar cuidado, ela volta com tudo.

Já o Thunder fez um jogo espetacular e colocou um ponto final nesse tabu de não vencer o Lakers. Havia 12 jogos que os roxinhos não perdiam para a garotada de Oklahoma.

Kevin Durant, como sempre, foi o cestinha dos anfitriões. Fez 26 pontos e quando ia para a linha do lance livre os torcedores do Ford Center, exageradamente, gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Não deixe de olhar também para os 23 pontos do armador Russell Westbrook. Nem aos dez rebotes pegos pelo pivô sérvio Nenad Kristic.

E o Milwaukee, hein? Foi só eu encher a bola da rapaziada de Wisconsin e o time desandou. Será que eu sou mesmo um baita d’um pé-frio?

Nada disso: o Bucks entrou em quadra sem dois de seus principais jogadores, pois o australiano Andrew Bogut e turco Ersan Ilyasova estavam lesionados. Pra piorar, Carlitos Delfino colidiu contra Udonis Haslem, caiu, bateu a cara na quadra e saiu do jogo, ao final do primeiro tempo, e não voltou mais.

O argentino foi direto para o St. Luke’s Hospital, fez radiografias da cabeça, do pescoço e da face e nada de grave foi constatado, felizmente. Mas continua internado sob observação dos médicos que disseram que “El Lancha” tem todos os movimentos do corpo intactos. Ótimo.

Bem, com um cenário desses, o Miami se aproveitou e venceu a partida por 87-74, com 30 pontos do armador Dwayne Wade, que eu espero ver com a camisa do Chicago na próxima temporada (coisa de torcedor, perdoem-me).

Finalmente, destaco também a vitória do New Jersey diante do Detroit por 118-110. Com os “três pontos” conquistados, o Nets igualou o número de vitórias do Philadelphia na temporada 1972-73, que fez uma campanha de 9-73, até hoje o pior recorde da história da liga.

Mais um triunfo, é tudo o que o New Jersey precisa para não ficar de mãos dadas com o Sixers nesse capítulo humilhante.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 122-106 Utah (ops!)
Orlando 106-97 Minnesota
Charlotte 107-96 Washington
Boston 94-86 Sacramento

Notas relacionadas:

  1. NOITE DE GALA
  2. A NOITE DAS VASSOURAS E DOS GRITOS
  3. A NOITE DO CAVS E DO DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 NBA | 16:06

TUDO ERRADO

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Desta vez não houve Mr. Clutch que resolvesse a parada. Kobe Bryant (Foto Reuters) fez o arremesso longo, a quase um segundo do final da partida, mas a bola, ao contrário de outras ocasiões, não entrou.

As que entraram foram as duas de Hedo Turkoglu, frutos dos lances livres que o turco cobrou a pouco menos de um segundo do final da partida. De dar inveja aos brasileiros, que não conseguem acertar nem quando não há pressão alguma.KB

Resultado final: Toronto 106-105 Lakers. Resultado que significou a segunda derrota do Los Angeles em seu terceiro confronto fora de casa.

Anteriormente, havia perdido para o Cleveland e vencido o New York.

Mas a derrota de ontem foi muito contestada pelo time e pela comissão técnica. Os lances livres cobrados por Turkoglu foram resultados de uma falta que o europeu sofreu de outro, Pau Gasol.

O espanhol, depois do jogo, chateado, declarou: “Foi uma marcação bem questionável. Eu não empurrei-o de jeito nenhum. Meus braços tocaram suas costas, mas não houve empurrão. Uma marcação difícil num momento crítico do jogo”.

E o que disse Hedo? O seguinte: “Fiquei surpreso [com a marcação]. Não imaginava que pudesse ir à linha do lance livre. Eu não costumo reclamar dessas marcações, porque algumas dessas faltas são marcadas, em outras não”.

Bem significativa, não acham? Eu achei; não foi falta de jeito nenhum.

Mas o Lakers não perdeu por causa deste equívoco. Perdeu porque Ron Artest e Derek Fisher fizeram apenas cinco pontos cada um, Lamar Odom quatro e Shannon Brown, que estava com 12.2 pontos por partida nos últimos quatro confrontos, marcou apenas dois.

Foram jogadores que não contribuíram e não conseguiram ajudar Kobe (27 pontos, 16 rebotes (!) e nove assistências), Gasol (22 pontos) e Andrew Bynum (21).

É como a gente tem dito aqui neste botequim: se não houver equilíbrio, fica difícil vencer.

VISITA

O Lakers volta à quadra amanhã à noite contra o Washington, na capital dos EUA. Vai aproveitar a ocasião para se encontrar com o Barack Obama.

Será aquele encontro onde o time dará uma camisa para o presidente norte-americano e receberá os parabéns pelo título da temporada passada.

DORMINHOCO

Andrew Bynum perdeu o avião do time que deixou Nova York no sábado pela manhã. Dormiu demais, ao que tudo indica.

Pagou do próprio bolso um táxi aéreo e foi ao encontro do grupo em solo canadense. Será multado também pelo incidente.

No entanto, entrou em quadra contra o Raptors. Lógico, pois afastá-lo seria punir o time.

Que pague uma boa multa e não faça mais isso.

GOLEADA

Perder por uma diferença de 50 pontos é como ser goleado no futebol. A derrota do New York para o Dallas por 128-78 é similar ao revés do Botafogo para o Vasco por 6-0.

É humilhante.

Foi a pior derrota do time em toda a sua história dentro de seu Madison Square Garden. A mais humilhante ocorreu no longínquo ano de 1960, quando o time perdeu para o Syracuse Nationals (hoje Philadelphia 76ers) por uma diferença de 62 pontos.

Meu amigo Maurício Noriega, no Arena SporTV desta segunda-feira, disse que algo tem que ser feito no Botafogo. Não se pode perder por 6-0 num clássico local sem que se tome uma atitude drástica.

Ou demissão de treinador, punição a jogador, sei lá. Como disse Noriega, algo tem que ser feito.

O mesmo eu digo em relação ao Knicks. Não se pode aceitar passivamente uma derrota desse tipo — a diferença, aliás, chegou a 53 no último quarto.

Mike D’Antoni — um treinador do nível de Estevão Soares, concordam? — disse, após o jogo, o seguinte: “Eles tiraram o coração de nosso peito”.

E?

SABOROSAMavericks Knicks Basketball

O resultado teve um sabor e tanto para os texanos. Foi o maior triunfo da história da franquia.

Anteriormente a esses 50 pontos, a maior conquista em uma partida ocorreu em 15 de janeiro de 1985, quando o time bateu o Golden State por 149-104.

Agora, sabe o que eu fiquei pensando? Jason Kidd, por problemas particulares, não entrou em quadra (deve voltar na partida de amanhã contra o Milwaukee, fora de casa também).

Nos últimos três jogos, o armador fez seis pontos contra o Washington, cinco diante do Philadelphia e saiu zerado de quadra no prélio frente ao New York. Ou seja: média de 3.6 pontos por jogo.

Foi substituído por J.J. Barea. O porto-riquenho cravou 11 pontos.

Se Kidd, um jogador de arremesso de corar jogador brasileiro, tivesse jogado, certamente o Dallas venceria. Mas duvido que fosse por uma diferença de 50 pontos.

Importante citar que Dirk Nowitzki (FotoAP) fez só 20. Não demonstrou a fome habitual, pois arremessou apenas 12 bolas contra a cesta do New York.

INODORO

O outro jogo da rodada de ontem aconteceu em Washington, onde o Clippers bateu o Wizards por 92-78.

A destacar apenas os 19 rebotes de Marcus Camby, ele que havia pegado 25 contra o Chicago.

Notas relacionadas:

  1. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  2. NOITE RUIM DOS BRASUCAS
  3. DE VOLTA AO PASSADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,